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maio 29, 2004

La Mala Educacion - O lado negro de Almodovar

Pedro Almodovar consegue neste filme mais um titulo para ficar marcado a letras de ouro na história do cinema. Aquele que é, sem dúvida alguma, o melhor realizador ibérico de sempre, apresenta um filme negro onde há um ajuste de contas com uma Espanha que já se tornou passado.
O trunfo de Almodovar neste filme é uma tripla dose de Gael Garcia Bernal, um actor que promete entrar também para a história...
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O universo cinematográfico de Pedro Almodovar é dos mais ricos que hoje em dia podemos encontrar. Para além das personagens cheias de trajeitos, mais barrocos que outra coisa qualquer, há igualmente um imenso leque de emoções e sentimentos que só o realizador espanhol consegue transportar para o grande ecrãn. Foi assim nas suas primeiras comédias, foi assim com o fabuloso Tudo Sobre Mi Madre, foi assim com Carne Tremula, com Habla con Ella. E foi assim também com La Mala Educacion.
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Neste último filme no entanto, o realizador espanhol está mais negro do que nunca. Mais ainda que Carne Tremula, à época visto quase como o anti-Almodovar. Para quem esteve atento a algumas entrevistas do realizador, antes do filme ser lançado, é importante reter que a infância de Ignácio e Eduardo é um pouco semelhante à que Almodovar teve. Na franquista Espanha dos anos 60 o omnipresente papel da Igreja e a hipócrisia estavam por todo o lado. É por isso que este filme surge como um ajuste de contas pessoal de Almodovar com um passado também ele muito negro.
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O pano de fundo do filme é a pedofilia. É a relação pecaminosa e carnal que os membros do clero mantinham com crianças em colégios privados um cenário infelizmente habitual, á época e ainda hoje. Mas o filme não se esgota na exploração dessa temática (como Mystic River aliás). Esse é o ponto de partida para uma deambulação numa história de amor não concretizado, mas essencialmente num filme que retrata bem o ambicioso em toda a sua exelência. As comparações com os filmes noir dos anos 40 e 50 não são inocentes. Double Indemnity (que podemos ver mesmo num poster) é a referência máxima para esta obra-prima de Almodovar.

Num filme em que podemos encontrar todo aquele universo almodovariano - não é por acaso que se visita o as noites da la movida espanhola dos anos 70 com os inseparáveis transessuais, sinal claro de uma divisão interna que ainda hoje continua a marcar muitos espanhois. O antes, o tempo da hipocrisia e da ditadura, e o depois com todos os excessos que a liberdade acabou por trazer.
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Fosse este só um filme de Pedro Almodovar e já valia uma ida ao cinema e uma inúmera serie de elogios rasgados. Felizmente La Mala Educacion é mais do que isso. Se os últimos três grandes sucessos do realizador se devem essencialmente á sua capacidade construtiva, este filme vive igualmente de uma pérola ainda por lapidar de seu nome Gael Garcia Bernal. Ele é o grande motor de todo o filme, ele é o protagonista, numa versão tripla, como Almodovar nunca tinha tido.
Não só o jovem mexicano aprendeu depressa a forma de interpretar as tipicas personagens dubias homem/mulher, com todos os tiques almodovarianos, como soube emprestar grande força e caracter na sua incursão pela personagem fria e calculista que é Juan. Essa é provavelmente a personagem mais dura e impiedosa de toda a filmografia do realizador espanhol e foi preciso ter nervos de aço para a desempenhar com mestria. E Gael Garcia Bernal conseguio-o indubitavelmente.
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Com um inicio demolidor, um final aliciante, não há um unico segundo disponivel para olhar para o relógio e ver as horas, tal é o ritmo e a dinâmica deste filme. Se é o melhor de Almodóvar? Desafio alguém a ter a coragem de escolher uma entre as suas obras-primas. Não sei se La Mala Educacion será o melhor filme alguma vez feito em Espanha, mas sei que vai ficar para sempre na memória de todos os cinéfilos, mesmo depois do cinema desaparecer.

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Site Oficial - www.lamalaeducacion.com

Realizador: Pedro Almodovar
Elenco : Gael Garcia Bernal, Fele Martínez, Daniel Giménez Cacho, ...
Produção : El Deseo
Classificação: m/16
Duração: 105 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:59 PM | Comentários (1)

Vejam os primeiros 7 minutos de The Village

Chegou um trailer que vai deixar os fãs de Night Shyamalan em extase. E não é para menos. A ABC , canal norte-americano, exibiu o trailer há algumas semanas e agora chegou a vez dos cibernautas poderem ter acesso a imagens inéditas de um dos filmes mais esperados do ano.
The Village, que tem estreia para Agosto, conta com Joaquin Phoenix, William Hurt, Adrien Brody e Sigourney Weaver é dirigido por um dos maiores nomes da nova vaga de realizadores: M. Night Shyamalan.
Veja aqui o trailer.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:06 PM

maio 28, 2004

Codigo da Vinci já aquece

Aquele que é provavelmente um dos melhores livros dos últimos anos, O Código da Vinci, vai ser adaptado ao cinema, e os primeiros rumores já surgiram com o casting para o filme.
Para além dos já falados Russel Crowe e Tom Hanks, agora é Hugh Jackman e também George Clooney os nomes mais referenciados.
No entanto, por ser um filme de Ron Howard, não será de estranhar que seja mesmo Russel Crowe a ficar com o papel principal deste interessantíssimo filme.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:49 AM

maio 27, 2004

Gwyneth Paltrow vai ser...Marlene Deitrich

Parece mentira mas não é. Gwyneth Paltrow, vencedora de um óscar de melhor actriz por Shakespeare in Love, e tida por alguns como uma das actrizes mais sobre-valorizadas de Hollywood, vai fazer de Marlene Deitrich.
A sex-symbol alemã, personagem de filmes mitico como O Anjo Azul terá assim direito a ter uma biografia cinematográfica.
A produção será da Dreamworks.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:47 AM

maio 25, 2004

GALÁXIA DVD - Caixa Matrix para breve

A caixa que contem os três filmes da saga Matrix pode estar para sair em breve. Após rumores postos a circular por um jornal australiano, a verdade é que este pode ser um dos grandes lançamentos do ano.
A caixa especial, terá para além dos 3 filmes (com uma versão alargada), o anime Animatrix e ainda vários documentários e extras bem ao gosto de uma legião de fãs como poucas sagas conseguiram construir. Tudo isto num total de 9 discos.
Agora resta esperar pela confirmação oficial da Warner Bros.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:27 PM

Actualizações no elenco do Cálice de Fogo

Com o terceiro filme da série Harry Potter a estrear daqui a duas semanas, chegou também a altura de conhecermos algumas das personagens que vão surgir em Novembro de 005, quando estrear o Cálice de Fogo.
Assim Brendan Gleason vai dar vida ao novo professor de Defesa Contra as Artes Negras, o excêntrico Moody Olho-Louco. Além dele também Frances de la Tour dará vida a Maxine, a directora da escola de Beauxbatons.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:45 AM

maio 24, 2004

Michael Moore não convenceu leitores do Hollywood

Apesar de ter sido o grande vencedor da 57º Edição do Festival de Cannes, o controverso Michael Moore não convenceu os leitores do hollywood que apontavam Diários de Motocicleta como o vencedor do Festival.
Mesmo assim o documentário de Moore, Fahrenheit 9/11, acabou por ser o segundo filme mais votado, com os mesmos votos de Shrek 2.
Curiosamente o Prémio Especial do Jurí, Old Boy, foi aquele que recolheu menos votos entre os leitores deste blog.
A partir desta semana as sondagens vão passar a ser quinzenais.
Já está online mais uma sondagem: Qual é o melhor filme de Tim Burton?
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:12 PM

Meet....the Fockers!

Depois do sucesso de Meet the Parents, Ben Stiller e companhia decidiram repetir a fórmula. Agora é a vez de Robert De Niro, Blythe Danner e Teri Polo conhecerem os pais do jovem Ben. O nome "Fockers", já diz muito, mas Dustin Hoffman e Barbara Streisand, dois oscarizados, prometem um espectáculo de luxo.
Mais uma comédia para alegrar os corações pelo Natal.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:44 AM

Novo final para The Village?

A noticia tem circulado com alguma insistência. Aparentemente Night Shyamalan, o realizador de culto indiano, teve de refilmar o fim do seu próximo filme, The Village.
O motivo? Supostamente o final original saltou para a internet e por isso o realizador não vai querer que os espectadores saibam o final do filme que já esteve para ter como titulo The Woods.
A confirmar esta situação é de condenar os piratas da net que podem ter destruido um final potencialmente apelativo para um dos titulos mais ansiados do Verão.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:43 AM

maio 23, 2004

Mais que um Festival, um protesto político

Quanto tudo apontava que Diários de Motocicleta fosse o grande vencedor, o jurí presidido por Quentin Tarantino deu a volta completa ao argumento e atribuiu ao documentário de Michael Moore a Palma de Ouro. A vitória de Fahrenheit 9/11 não é uma vitória do cinema mas um protesto contra a administração Bush.
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Tal como no ano passado o jurí preferiu não cair na previsibilidade e o twist final foi mesmo digno de um argumento de Quentin Tarantino. O favoritismo de 2046 e Diários de Motocicleta era incontestável, apesar da ovação de 20 minutos em pé que Michael Moore recebeu na quinta-feira. Mas ninguém achava crivél que um documentário voltasse a ganhar a Palma de Ouro quase 50 anos depois.
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Quentin Tarantino gosta mesmo de dar espectáculo e as decisões do jurí foram a prova inequivoca disso mesmo. Não só a Palma de Ouro "surpresa" para Michael Moore prova isso, como também todos os restantes prémios.
Quando todos pensavam que, apesar de não ter vencido a Palma de Ouro, Wong Kar-Wai iria para casa com o troféu na realização, eis que o belga de origem argelina, Tony Gatlif sai triunfante.
O próprio prémio de consolação do Juri foi para o filme da Coreia do Sul, Old Boy de Chan-wook Park quando tudo apontava para que Shrek 2 fosse o vencedor.
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Surpresa surpresa foi mesmo no campo das interpretações. Aí podemos dizer que o jurí não foi coerente com o que foi dizendo ao longo da semana. Gabriel Garcia Bernal, muito aplaudido pelos dois filmes em cartaz, acabam por ser batido pelo oriental Yuuya Yagira (de apenas 14 anos) em Nobody Knows. O mesmo se passou em relação às actrizes. Quando tudo apontava para ser Irma P. Hall (que venceu um prémio de consolação) em Ladykillers foi igualmente a asiática Maggie Cheung a triunfar.
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No final a 57º edição acabou por desiludir. Se no ano passado o mesmo sucedeu quando Elephant de Gus van Sant bateu os muito superiores Mystic River e Dogville, este ano foi a forte pressão política francesa e a vontade de originalidade de Quentin Tarantino que impediram justiça de ser feita. Walter Salles e Wong Kar-Wai são os grandes injustiçados do certame e, 48 anos depois de Jacques Costeau, o esquerdista norte-americano Michael Moore logrou recolocar o género do documentário no topo de um dos mais reputados certames mundiais.

PALMARÉS DO FESTIVAL 2004

Palma de Ouro - "Fahrenheit 9/11", de Michal Moore (Estados Unidos)
Grande Prémio do Juri - "Old Boy", de Chan-wook Park (Coreia do Sul)

Melhor Actriz - Maggie Cheung, em "Clean", de Olivier Assayas
Melhor Actor - Yuuya Yagira, em "Nobody Knows", de Hirokazu Kore-Eda
Melhor Realizador - Tony Gatlif (de origem argelina), por "Exils" (França)
Melhor Argumento - Agnès Jaoui et Jean-Pierre Bacri, por "Comme Une Image" (França), realizado por Agnès Jaoui
Prémio do Júri - "Sud Pralad (Tropical Malady)", de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia)
Prémio do Júri (interpretação) - Irma P. Hall, em "The Ladykillers", de Joel Coen e Ethan Coen (Estados Unidos)

Palma de Ouro (Curta-Metragem) - "Trafic", de Catalin Mitulescu (Roménia)
Prémio do Júri (Curta-Metragem) - "Flatlife", de Jonas Geirnaert (Bélgica)
Prémio "Un Certain Regard" - "Moolaadé", de Ousmane Sembene (Senegal)
Prémio do "Regard Original" - "Whisky",de Juan-Pablo Rebella e Pablo Stoll (Uruguay/Argentina/Espanha/Alemanha) Earth and Ashes, de Atiq Rahimi (Afeganistão/França)

Caméra d'Or - "Or (Mon trésor)", de Keren Yedaya (Secção Semana Internacional da Crítica)
Caméra d'Or (menção especial) - "Lu Cheng (Passages)", de Yang Chao (Secção Un Certain Regard) e Khab é Talkh (Bitter Dream), de Mohsen Amiryoussefi

Prémios Cinéfondation
Primeiro Prémio - "Happy Now", de Frederikke Aspöck (Estados Unidos)
Segundo Prémio (empatados) - "Calatorie La Oras (A Trip to the City)", de Corneliu Porumboiu (Roménia) e "99 Vuotta Elämästäni", de Marja Mikkonen (Finlândia)
Terceiro Prémio - "Fajnie, Ze Jestes (Nice to See You)", de Jan Komasa

Prémio Vulcain de l'Artiste-Technicien para melhor Fotografia
Eric Gautier em "Clean", de Olivier Assayas e "Diarios de Motocicleta" de Walter Salles


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:38 PM

maio 22, 2004

Hall of Fame - Alfred Hitchcock

O mestre do suspense é um nome incontornável na história do cinema. Nos EUA sempre o viram como mais um excêntrico inglês, mas foi na Europa que o seu valor como um dos mais notáveis cineastas de todos os tempos, foi consagrado. Alfred Hitchcock fez-nos ver o que era de facto o medo!
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Estava o século XIX a dar os últimos suspiros quando pela primeira vez respirou aquele que viria a ser o maior génio do cinema britânico. Alfred Hitchcock nasceu em Leytonstone, um bairro na cidade de Londres.
Teve uma educação segundos os principios vitorianos da época e sempre esteve destinado a seguir uma profissão popular, como o seu pai que era merceeiro.
No entanto, nos anos 20 Alfred descobriu o cinema e nunca mais o largou.
Nesse ano foi contratado como desenhador de titulos, uma profissão que desempenhou durante dois anos. Em 1923 o realizador do estúdio ficou gravemente doente e o director mandou Hitchcock acabar as filmagens. O filme era Always Tell Your Wife e o seu desempenho como realizador impressionou de tal forma os responsáveis que a partir desse momento Alfred Hitchcock se tornou oficialmente realizador do estúdio. Só que no mês seguinte o estúdio abriu falência e o jovem de 24 anos teve de ir trabalhar como assistente de direcção para Michael Balcon.
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Foi preciso esperar até 1925 para que na Gainsborough Pictures lhe dessem finalmente a oportunidade de realizar um filme. The Pleasure Garden foi o título que o acabaria por lançar para a ribalta do cinema britânico.
Em 1927 chega o seu primeiro grande sucesso, The Lodger. O filme seria também o primeiro de uma série infindável em que o próprio realizador fazia um pequeno "cameo" no início. Tornar-se-ia uma das suas imagens de marca.
Outra seria revelada a François Truffaut numa entrevista concedida nos anos 60. O realizador chamou-lhes "MacGuffins", ou seja o engodo para a narrativa. Todos os filmes do realizador se passaram a distinguir dos demais filmes de suspense exactamente devido aos MacGuffins.
Com Blackmail em 1929, The Man Who Knew To Much em 1934, The 39 Steps em 1935 e Sabotage em 1936, Hitchcock tornou-se no mais reputado realizador inglês. Não surpreendeu ninguém que em 1940 tentasse uma aventura em Hollywood. A principio todos os estudios o rejeitaram dizendo que seria incapaz de fazer um filme à maneira de Hollywood. Até que David Selznick lhe ofereceu um contrato para realizar Titanic. O filme não se fez e em vez disso Hitchcock realizou Rebeca. O seu primeiro filme americano seria coroado de sucesso e seria mesmo o vencedor do óscar de Melhor Filme. O que era para ser uma aventura, acabou por se tornar um mito.
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Apesar de Rebeca ter sido o grande vencedor da noite dos óscares, o realizador nunca ganhou nenhum. Algo imperdoável para muitos, incluindo para o próprio que, quando em 1980 recebeu um óscar honorário, sarcasticamente agradeceu com um simples "thank you".
Mas a verdade foi que é a partir de Rebeca que o mito do mestre do suspense inicia.
Em 1941, Suspicion é de novo um sucesso o mesmo se passando com o notável Shadow of a Doubt no ano seguinte. Em 1945 Spellbound voltou a ser um exito imenso tal como Notorious em 1946. Mesmo os seus filmes menos célebres se tornavam clássicos, como o próprio chegou a dizer.
Em 1948 com o filme Rope, inicia uma relação de grande cumplicidade com James Stewart que se vai estender durante a década de 50 em mais três filmes: o remake de The Man Who Knew To Much (1956) , Rear Window (1954) e a sua obra-prima, Vertigo (1958).
Também Cary Grant cedo se tornou um dos seus actores fetiches. Depois de entrar em Suspicion e Notorious, foi a estrela de To Catch a Thief (1955) e North By Northwest (1959) .
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Mas quem conhece Hitchock sabe que nos seus filmes o papel principal cabe às mulheres. Mulheres sempre misteriosas com algo a esconder mas profundamente sensuais. Normalmente loiras, foram várias as que fizeram parte da vida e filmografia do realizador. Desde Madaleine Carrol a Tipi Hedren, passando pelas inevitáveis Ingrid Bergman, Grace Kelly, Kim Novak ou Janet Leigh. As mulheres eram a sua perdição e a dos seus personagens principais, mas eram também um objecto com que o realizador jogava habilmente. Como chegou a dizer, para ele o interessante nas mulheres era que se podiam "comportar como senhoras, mas depois serem umas verdadeiras putas quando a porta se fechava". O próprio Hitchcock chegou a dizer que actrizes como Marilyn Monroe ou Brigitt Bardot não lhe interessavam porque tinham o "sexo na cara".
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Ao entrar na década de 60, chegaram as suas últimas grandes obras. Em 1960 o mitico Psico, em 1963 The Birds, Marnie em 1964 e Torn Curtain em 1966.
No entanto, depois destes poucos foram os projectos que o realizador acabou por levar até ao fim. A doença começava-o a atingir gravemente e, cada vez mais debilitado, o realizador acabou por sucumbir finalmente em 1980.
Mesmo na hora da morte o seu humor caústico esteve presente na inscrição que queria colocar na lápide "É isto que acontece a meninos que se portam mal"!.
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A perda de Alfred Hitchcock foi uma das maiores perdas que o cinema já teve de suportar. Nunca nenhum realizador conseguiu fazer o público sofrer tanto, e de uma forma quase masoquista, porque é raro encontramos um filme dele que não tenha sido coroado de sucesso, quer económico quer cinematográfico.
O mestre do suspense deixou-nos, mas o seu fantasma ecoará para sempre nas salas de cinema, onde soube ser criar uma atmosfera única!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:25 PM | Comentários (1)

Escolhido o actor para o próximo filme de Burton

Depois do realizador ter confirmado que o seu actor favorito, Johnny Depp, seria a estrela de Willie Wonka and the Chocolat Factory, foi agora adiantado o jovem actor que interpretará a personagem de Charlie, o jovem que visita a fábrica de chocolate. Ele é Freddie Highmore, um jovem actor que já trabalhou com Depp em Finding Neverland.
Este filme, um remake de um filme homónimo de 1971, é o próximo na lista de projectos do consagrado realizador Tim Burton.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:41 AM

O Mais e o Menos da Semana

Mais uma semana que passou, mais eventos no mundo do cinema que merecem uma nota de destaque, quer pela positiva quer pela negativa.

POSITIVO - Em principio a polémica à volta do novo James Bond chegou ao fim. Ao que tudo indica o irlandês Pierce Brosnan vai continuar a viver as aventuras do agente secreto mais famoso do mundo. Depois de meio ano de intensa polémica, falando-se mesmo em vários nomes como eventuais sucessores de Brosnan, e a hipótese deste entrar num filme paralelo, realizado por Quentin Tarantino, não foram o melhor cartão de visitas para uma das maiores personagens de sempre.

NEGATIVO - Uma outra polémica à volta de mais uma personagem histórica. A hipótese das imagens de Anakin Skywalker no filme O Regresso de Jedi serem alteradas por imagens do actor actual da personagem, Hayden Christensen. As informações não são oficiais mas será que os progressos técnicos podem apagar actores passados?

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:13 AM

maio 21, 2004

Uma Visão Superficial - A musica no cinema ou os musicos no cinema?

Musica e Cinema. Duas realidades diferentes mas, de certa forma, complementares. Até os filmes mudos tinham som e hoje associamos de imediato uma musica a um videoclip. Mas o que ultimamente se tem vindo a passar é quase uma fusão desses dois mundos.

Em 1955 o filme Blackbord Jungle trouxe para a ribalta o que viria a ser conhecido como Rock and Roll. Não era a primeira vez que era feito um filme sobre musica. Desde que o cinema ganhara som, os musicais eram quase um genero obrigatório. Até filmes sobre jazz eram feitos. A diferença era de que o rock and roll era a face de uma juventude irrequieta e pronta a dar um pontapé no establishment. O cinema deu ao rock a visibilidade que este precisava e depois do sucesso de Blackboard Jungle não tardou muito que as próprias estrelas da musica entrassem no mundo do cinema. O primeiro foi Ricky Nelson no filme Rio Bravo, mas a verdade é que foram os vários filmes de Elvis Presley que marcaram esta nova tendência. Os próprios Beatles não iriam descurar este mercado importante e o filme de Yellow Submarine tornou-se quase tão popular como o single original.

O fenómeno pareceu adormecer durante os anos 70. Só que, de um momento para o outro, tudo se alterou. Nasceu o videoclip e com ele o público que até então só conhecia a cara dos musicos pelas capas dos albums passou a identificar-se com ele mais facilmente. O caracter visual do artista passou a ser tão ou mais importante que a sua musica. Os videoclips de Michael Jackson, Prince, Madona, Spice Girls ou Eminem passaram a ser a base do seu sucesso. De um momento para o outro o musico surgia quase como um actor. Os filmes eram mais pequenos mas havia papeis a representar. Eminem representava como se fosse a pessoa com mais ódio do mundo e Britney Spears mostrou-se mais versátil, passando de "lolita" em uniforme para temivel femme-fatale!

Com este cenário cada vez mais presente não é de estranhar que, de repente, várias estrelas da musica tenham mostrado ensejo em se tornar estrelas de cinema. Os óscares de Frank Sinatra e Cher e o sucesso de Madonna serviam-lhes de inspiração.
Mais. Simbolos bem presentes das comunidades negras, foram as estrelas do mundo do rap e hip-hop que primeiro levaram para os filmes as suas interpretações de "niggers with an atittude". DMX, Ice T, Ice Cub, Snopp Doggy Dog abriram alas para que outros como Benjamin Andre, o vocalista dos Outkast, pudessem chegar, já não como estranhos mas como elementos de valor, com potencial de representação e sinónimo de lucro.
Mesmo os musicos brancos que no inicio mostraram algumas reticências a entrar nesta aventura, hoje são alguns dos mais proliferos no meio. Britney Spears, Pink, Justin Timberlake e outros que tais se já não têm um pé na carreira cinematográfica, para lá caminham a curto prazo.

Duas áreas que sempre tiveram campos especificos, convergindo em alguns pontos apenas (foi preciso esperar pelos anos 70 para que as bandas sonoras incluissem singles pop-rock), hoje estão mais ligados. Actores querem tentar uma carreira musical e as estrelas da musica anseiam por papeis no mundo do cinema. No fundo, isto não nos devia espantar. Afinal estamos a falar de "show business"

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:44 PM

maio 20, 2004

Cannes - Primeira semana sem grandes surpresas

Agora que entramos na segunda, e decisiva semana, do Festival de Cannes vale a pena lembrar o que sucedeu nos primeiros dias do Festival. Uma edição até agora sem grandes surpresas e algumas confirmações.

O Festival abriu com a primeira exibição pública de La Mala Education de Pedro Almodovar. Os aplausos foram gerais e a critica unânime em catalogar este filme como mais uma obra prima do realizador espanhol. Também Gabriel Garcia Bernal esteve em destaque pela sua memorável interpretação.

Houve igualmente fortes aplausos para a visão romântica da guerra apresentada por Emir Kusturica em La Vie Est Un Miracle. Admirador confesso da obra de Frank Capra, o jugoslavo utiliza a guerra como pano de fundo para mais um filme sobre relações e amor entre um homem e uma mulher.

Shrek 2, a continuação do primeiro grande sucesso animado dos estúdios Dreamworks, também conquistou Cannes. A ligeireza do argumento e a qualidade das imagens foram as notas de maior destaque neste filme de animação que se espera que estreie em Portugal durante o Verão.

Houve também fortes aplausos para La Niña Santa, uma estória de amor, erotismo e determinação, e acima de tudo para a atitude irreverente de Michael Moore e do seu Fahrenheit 911 que até agora tem recebido aplausos de todas as áreas dentro do certame.

No entano aquele que parece partir em pole-position para o triunfo da Palma de Ouro estreou ontem. Diários de Motocicleta de Walter Salles, que narra a vida de Ernesto Guevara, quando ainda não era "Che", é até agora o grande favorito. E Bernal, que já brilhara no primeiro dia, está igualmente a ser o actor de maior destaque.

Para a semana que falta, até o jurí presidido por Quentin Tarantino entregar o prémio que abre a temporada cinematográfica, temos alguns titulos que já estão a demonstrar muito interesse, casos de Ghost in The Shell ou 2046, bem como Ladykillers e a exibição de uma versão conjunto de Kill Bill, como o seu realizador tanto queria fazer.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:32 PM

Brosnan, Pierce Brosnan

Barbara Brocolli, a produtora da saga James Bond, confirmou que Pierce Brosnan deve voltar no próximo filme de aventuras do mais conhecido espião de sempre. Brosnan tinha-se mostrado irritado pelo atraso na produção do 21º filme da série, mas a produtora desvaloriza o conflito.
Parece que afinal está tudo bem e que o charmoso agente secreto voltará a ser vivido pelo actor irlandes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:40 AM

maio 18, 2004

GALÁXIA DVD - Christensen em O Regresso de Jedi

George Lucas decidiu alterar alguns pormenores dos três primeiros filmes da saga cuja edição para DVD chega ao mercado em Setembro. Segundo o site AICN a imagem final de O Regresso de Jedi vai ser alterada, com Hayden Christensen a surgir no lugar de Anakin.
Entretanto foi divulgada a hipótese mais forte para titulo do último filme da saga: Birth of the Empire.
Sobre o combate final entre Obi-Wan Kenobi e Anakin, o mesmo site esclarece que Anakin será extremamente desfigurado, o que confirma a imagem que vemos dele já no Episódio VI. As cenas finais do filme vão concentrar-se na criaçao da personagem de Darth Vader.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:24 PM

Usher dança pela MGM

Começa a ser cada vez mais habitual as estrelas "da moda" no mundo da música americana darem o salto para o cinema. Depois de nomes como Snoop Dog, Ice Cube, DMX, Ja Rule, Tyresse e mais recentemente Andre 3000, é agora o rapper Usher que se prepara para estrear no cinema.
Em Step in The Name of Love, o cantor de R&B, autor do hit Yeah, protagoniza uma adaptação de Satuday Night Fever para a noite musical de Chicago.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:39 AM | Comentários (1)

maio 17, 2004

Tabaco continua em filmes...

Mais de metade dos votantes acham que nunca deveria ser imposta ao cinema uma restrinção ligada ao tabaco. Na votação até agora menos concorrida do Hollywood, 65% dos votantes manifestaram-se contra essa hipótese. Já 35% das pessoas acham uma ideia aceitável o tabaco ser banido dos filmes.
Já está online uma nova sondagem: Quem acha que vai vencer a Palma de Ouro?
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:10 PM

Shrek sem fim...

Enquanto Shrek 2 conquista Cannes surgiu hoje a novidade. A saga vai ter uma continuação nos próximos anos, em mais dois filmes. Nas próprias palavras de Jeffrey Katzenberg "Antes do primeiro filme entrar em cartaz nós já estávamos a conversar sobre a história completa de Shrek e como cada um dos episódios da série vai responder questões pendentes do primeiro filme e aprofundar a história. Shrek 3 e 4 vão revelar novos pontos da história e, finalmente, no último capítulo, vamos entender os motivos de Shrek ter se refugiado naquele pântano, no qual o conhecemos no primeiro filme."
A aventura e o bom humor continuam...

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:36 AM

maio 16, 2004

Cinema em Casa - Os Filmes da Semana

Um dos filmes mais desconcertantes de Martin Scorcese passa esta semana na nossa televisão. Quantos de nós já não terão pensado que por vezes a nossa vida está Por Um Fio?

Semana com titulos de pouco interesse, com algumas excepções no entanto que vale a pena mencionar.

A primeira chama-se Querido Diário, passa na SIC Radical hoje às 22h00 e é um dos primeiros filmes do realizador italiano Nanni Moretti qque lhe deu a Palma de Melhor Realizador no Festival de Cannes em 1994. Um filme confessional e introspectivo que vale a penar ver, ou rever.

Na Segunda Feira a Lusomundo Galery passa às 21h00 o filme Por Um Fio. Nicholas Cage é a estrela neste desconcertante filme de Scorcese, interpretando um enfermeiro que todas as noites se dapara com uma cidade marcada por uma doença interior.

Na Quinta Feira, às 21h00 a Lusomundo Gallery traz mais um filme de Tian Zhuangzhuang, um dos mais conceituados realizadores da nova vaga oriental, que filma em Primavera numa Pequena Cidade, a encruzilhada em que a cidade de Hong Kong se encontra neste virar de século.

Outros titulos em destaque, apesar de já serem presença habituais na nossa televisão, são Punch Drunk Love, o notável filme de Paul Thomas Andersson, O Último Castelo com um irrepreensível Robert Redford, Lucia e o Sexo, um filme muito quente vindo de Espanha, e claro Boggie Nights, um dos melhores filmes dos anos 90.

RECOMENDAMOS

Domingo - Querido Diário : 22h00 - SIC Radical
Segunda - Por Um Fio : 21h00 - Lusomundo Gallery
Terça - O Último Castelo : 19h30 - Lusomundo Premium
Quarta - Lúcia e o Sexo : 19h35 - Lusomundo Premium
Quinta - Primavera Numa Pequena Cidade : 21h00 - Lusomundo Gallery
Sexta - Céu Azul : 19h00 - Hollywood


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:17 PM

Shrek 2 conquista Cannes

Depois da boa recepção que Almodovar e Kusturica tiveram com os seus filmes, foi a vez de Cannes se render ao filme animado Shrek 2. Três anos depois a continuação das aventuras do ogre verde não perdeu a piada nem o dinamismo do filme.
É um sério candidato a vencer a Palma de Ouro, o que seria inédito num filme de animação!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:28 PM

maio 15, 2004

O Mais e o Menos da Semana

Numa semana que ficou marcada pela estreia de Troia, o blockbuster do ano, o cinema norte-americano continua a dar mostras de ter perdido o rumo. Boas novas chegam da Europa e de Cannes, onde o lendário Festival já decorre.

Positivo - Quentin Tarantino. Não pelo sucesso que Kill Bill está a ter, nem pela sua ideia de realizar o próximo James Bond. Esta semana o presidente do juri do Festival de Cannes mostrou-se apoiante da pirataria de dvd´s, dizendo mesmo que eles possibilitaram que muita gente que não podia ver os seus filmes tivesse a oportunidade de o fazer. Além do mais, todos sabem o lucro que a industria de dvd´s tem dado às companhias. Pegar num cd de 2 euros e transformá-lo em 20 é o novo segreddo de Hollywood. Tarantino não gostou (talvez pela polémica recente acerca do dvd de Kill Bill), e nós aplaudimos.

Negativo - Troy. Não apenas pelo desrespeito à Iliada ou pela pobreza da realização e interpretação. Foi mais pelo custo enorme que o filme teve (mais de 180 milhões de dólares), custo esse que parece não se ver no filme. Por metade fez Ridley Scott, o Gladiador em 2000.
Troy ameaça tornar-se num lugar comum do cinema americano. Blockbusters que querem apenas dar em lucro em vez de apostarem na concepção narrativa do filme. Será que o Alexander de Oliver Stone e o Aviator de Scorcese vão pelo mesmo caminho?


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:15 AM

maio 14, 2004

Hall of Fame - Gene Tierney

Actriz notável mas essencialmente uma das mais belas mulheres que alguma vez entrou num filme. O seu nome acabou por ficar esquecido por muitos, mas aqueles que ainda se recordam do seu primeiro plano no filme Laura sabem que Gene Tierney nasceu para ser uma estrela.
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Nascida a 19 de Novembro de 1920 em Brooklyn, desde pequena que Gene Tierney estava fadada para brilhar mais alto que todas as mulheres. E durante algum tempo de facto, assim o foi.

Educada junto da elite da costa Leste, desde cedo que ser actriz estava nos planos da jovem rapariga. Representava para os pais e amigos e tinha já aquele jeito que acabaria por celebrizá-la em Hollywood: o olhar de pequena menina mimada.
Depois de ter ido estudar para a Europa, como era comum à época, Gene passou a frequentar a Broadway começando mesmo a entrar em algumas peças. Ganhou destaque imediato pela sua beleza fisica, e rapidamente deu o salto para o cinema.
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Foi Darryl Zanuck, produtor da Fox com olho para descobrir beldades, quem a levou para Hollywood. O seu primeiro papel de destaque surge logo em 1940 no filme Hudson´s Bay. No ano seguinte ia surgir ao lado do já consagrado Henry Fonda em The Return of Jesse James. Nesse ano fez ainda mais 5 filmes, o mais celebre tendo sido Belle Star. As suas interpretações eram elogiados por toda a critica que exigia à Fox que apostasse nela para um filme de destaque.
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Foi preciso esperar por 1943 para isso acontecer. O realizador Ernst Lubitsch estava á procura de uma actriz talentosa e bonita para completar o elenco do seu O Céu Pode Esperar - Heavan Can Wait. Tierney foi a escolhida e a sua interpretação tornou-se um dos aspectos mais importantes do filme. Mais uma vez teve a critica a seus pés.
O ano de 1944 foi o da sua consagração como actriz e estrela. Foi o ano de Laura, filme de Otto Premminger em que ela é uma mulher cobiçada por três homens, um detective, o seu mentor e um artista. A cena em que ela surge pela primeira vez, depois de já a termos visto através de um quadro enorme, é de tal forma forte, que ainda hoje é a imagem de marca do filme.
No mesmo ano surgiu a consagração ao conseguir a sua nomeação para o óscar de Melhor Actriz pelo seu papel de mulher fatal e maquiavélica em Leave Her To Heaven. Não ganhou mas o nome de Gene Tierney tinha ganho o seu lugar na elite de estrelas.
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The Ghost and Mrs Muir, o filme em que contracena com Rex Harrison é mais um a juntar ao leque de grandes titulos com a actriz, à altura tida como a mulher mais sensual de Hollywood. Não espantou portanto que se tivesse envolvido com um senador pouco conhecido mas com um futuro marcante: J.F. Kennedy.
Durante a década de 50, Gene Tierney continuou a brilhar em filmes como The Left Hand of God, Night and the City ou Plymouth Adventure, voltandoa ser nomeada aos óscares, sem no entanto nunca ter ganho.
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Só que havia um lado obscuro para lá de todo este glamour.
O casamento falhado com Oleg Cassini e o nascimento em 1943 de uma filha deficiente mental, levou Tierney a tomar doses excessivas de compridos. Entregou-se então à devassidão, tendo múltiplos amantes, sendo mesmo conhecido na altura como a mulher mais fácil de Hollywood. Rapidamente caiu em depressão e foi hospitalizada.

Quando tentou um come-back em 1962, falhou por completo. A sua grande arma, a beleza, começava a desaparecer e os sinais de depressão ainda estavam na cabeça de todos. O último filme que acabou por fazer foi em 1964 em The Pleasures Secrets. Nunca mais voltou a um filme, tendo no anos 80 aparecido em algumas series de TV como actriz convidada.
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Apesar das sucessivas depressões e internamentos, Gene Tierney viria apenas a morrer em 1991, com 71 anos de idade, resultado de um enfizêma.

Apesar de hoje não ser uma das actrizes que mais depressa vem à cabeça dos cinéfilos, talvez por não ter tido a mesma propaganda que outras suas rivais à época Gene Tierney foi uma das maiores actrizes de sempre do cinema norte-americano. E se isso não bastasse, podemos dizer que foi igualmente uma das mais belas.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:47 PM

Poster de Ocean´s Twelve

Foi ontem divulgado o primeiro poster de Ocean´s Twelve, o segundo filme que gira à volta de Danny Ocean. George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon e Julia Roberts voltam neste segundo filme, de novo dirigido por Steven Soderbergh.
Catherina Zeta-Jones é a contratação mais sonante para o novo elenco. O filme está a ser rodado em Amesterdão e tem estreia marcada para 10 de Dezembro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:34 AM

Completo o elenco de Lord of War

Andrew Nicoll confirmou oficialmente o elenco de Lord of War. A actriz italiana Monica Belluci vai juntar-se a Nicholas Cage, Ethan Hawke e Donald Sutherland neste thriller de acção e suspense.
Em Lord of War, Cage é um traficante de armas perseguido pelo agente da Interpol (Hawke), que por sua vez está em conflito com a bela mulher (Belluci).
O filme vai começar a ser rodado na África do Sul e deve estrear no prózimo ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:32 AM

Constantine com trailer

Apesar da estreia do filme estar agendada para o próximo ano, foi hoje divulgado o primeiro teaser trailer de Constantine, mais uma adaptação de comics ao cinema.
Keanu Reeves é Constantine, um espiritista que se vê forçado a descer aos infernos e voltar. O filme que também tem no elenco Rachel Weizs e Djimon Hounsou é realizado por Francis Lawrence.
Podem ver o trailer aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:03 AM

maio 13, 2004

Uma Visão Superficial - Como adaptar algo ao cinema?

A polémica gerada à volta do filme Troy, teve o condão de despertar no mundo cinematográfico a polémica à volta das adaptações.
Afinal, até que ponto deve um filme ser fiel à sua musa inspiradora, quer tenha sido um livro, uma ópera ou uma história real?

A Iliada é incomparávelmente a grande obra literária da Antiguidade Clássica. Escrita por Homero, um desconhecido personagem que muitos não acreditam que tenha de facto existido, o livro tornou-se num marco para toda a literatura que se lhe seguiu.
O complexo argumento, narrando o último ano da mais mítica guerra da Antiguidade Clássica, os seus heróis e vilões, os complexos personagens, os caprichosos Deuses, fizeram história e tornaram este livro num genero de referência, tantas vezes imitado depois.

Troy não é a primeira adaptação da Iliada ao cinema. Durante os anos 60, os peplums, normalmente associados ao cinema italiano. Temos filmes como Helen of Troy, filme de Robert Wise de 1956; La Guerra di Troia, provavelmente o melhor dos peplums dos anos 60, com Steve Reeves no papel do mitico Eneias entre tantos outros.
De uma forma ou de outra, todos esses filmes tentaram respeitar ao máximo a narrativa.
O mesmo não tem acontecido nos últimos anos.
A BBC produziu recentemente uma filme para a televisão (Helen of Troy) que desrespeitava por completo o argumento original. De forma não tão evidente, parece que Troy de Wolfgan Peterson segue pelo mesmo caminho.
O facto de personagens erradas morrerem, haver relações inesperadas, troca de cenas, omissão de episódios e personagens muito importantes (nem vou falar na ausência dos deuses, peça fundamental na engrenagem do livro mas que todas as adaptações ao cinema têm esquecido)...torna esta adaptação muito pouco fiel.

Qual é o valor de Troy, sendo um argumento adaptado, que desrespeita o original? Qual o seu valor como filme (não falo do seu valor com entretenimento porque isso pertence a outro nivel de análise) ? Qual a validade de Wolfgan Peterson em amputar e transformar um argumento do qual uma vez se disse ser perfeito para o mundo do cinema.

O problema de Troy, deste Troy, é o mesmo de várias adaptações aos ecrãns de titulos consagrados. O realizador (e o argumentista), têm a consciência de que não podem adaptar tudo. Isso é perfeitamente compreensivel e normalmente, os argumentistas são tão mais elogiados quão mais fiel é a sua adaptação. Mas neste caso, como em tantos outros, os argumentistas parecem ter esquecido isso.
Amputam, destroiem, alteram e transformam a obra inicial. Depois dizem que não existe um compromisse de fidelidade na adaptação. Pode nem haver para eles, mas para os cinéfilos há!

Troy pode ser um grande filme, um entretenimento mais bem conseguido que Gladiador. Mas, a partir do momento em que usa da Iliada o que lhe apetece, deitando o resto fora e tomando a liberdade de mudar o curso da história, o filme de Wolfgan Peterson perde toda a credibilidade que podia ter.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:40 PM

Troy - Porquê Wolfgan, Porquê?

O filme mais esperado do ano. A maior estória de sempre. Um elenco de luxo. Um orçamento sem comparação. Uma ansiade incontrolada. Um realizador sem talento. O flop do ano...Eis Troy.
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Em primeiro lugar e mais do que tudo vamos desde já esclarecer uma coisa. O facto de eu ser um ferveroso amante da Iliada de Homero pode toldar a minha visão do filme. Eu sei que sim. Mas a verdade é que os pormenores que Wolfgan Peterson amputa e transforma neste filme são maus de mais para serem reais.
Quem conhece a história sabe que há momentos chaves sem a qual o formato não resulta. É assim com todas as estórias. Os elementos secundários até podem ser sub-valorizados, mas a base do filme deve respeitar a base do argumento original.
Neste filme esse principio foi por completo ignorado. Aquiles, o herói todo poderoso, que tem uma das mortes mais poéticas às mãos de Paris, algumas semanas antes de Troia cair, é aqui usado apenas e só como uma máquna de guerra. Aliás é preicso não esquecer que é a sua morte que faz os gregos pensarem em fugir, Ulisses ter a ideia do cavalo, e os troianos acreditarem que a fuga é real...Sem isso o filme não resulta. Pura e simplesmente não resulta.
Sem isso, Tróia podia ser outra qualquer cidade, como aqueles personagens podiam ser qualquer outros, como o mote do filme outro. Banalidades!
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A morte de Aquiles é apenas o mais flagrante de todos os casos de amputação que Peterson faz da obra de Homero. O facto do filme ver a acção desenrolar-se em 6 dias quando a guerra durou 10 anos é outra. As mortes de Menelau, Ajax e Agamemnon são outra bem como a sobrevivência de Páris ou o destaque dado a Briseida. Outros aspectos há como, o tamanho da frota grega e dos dois exércitos, a localização do templo de Apólo ou a omissão de nomes como Cassandra, Hécuba, Diomedes, Ajax II e Eneias (nem vou comentar o ridiculo pormenor final em que um tal de Eneias aparece de facto com o pai nas costas...mas não pode ser o mesmo a não ser que Peterson além de incompetente seja parvo) que acentuam ainda mais esta tendência.
De facto quem vir o filme vai ver que faltam pouos aspectos a referir. É para ver até que ponto a história foi alterada. Por isso a partir de agora não vamos falar deste filme como a Tróia de Homero. Vamos falar da Tróia de Peterson. Qualquer semelhança é pura coincidência...
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O que podemos retirar deste "Troy" ?
Pouca coisa!
Wolfgan Peterson (com um primeiro nome de um génio tinha de sair um individuo que nunca se cruzou numa esquina com o talento), faz viver o filme de duas caracteristicas hollywoodescas: o sexo e a morte.
Se repararmos bem todo filme é sequenciado por mortes. Existe um determinado espaço temporal entre elas que é quase homogéneo. É como que após a morte de um personagem o espectador pudesse respirar antes de mergulhar para mais um combate feito nitidamente a computador (o que era desnecessário por completo). E como interlúdio, ao bom estilo de Hollywood, há sempre a tal sempre a tal cena de insinuação de sexo. Sim, apenas insinuação porque a toda poderosa Warner Brothers acabou por ver levada à avante a sua vontade. Não há nus de Brad Pitt, Orlando Bloom ou Diane Kruger. Podem estar descansados os paizinhos porque as filhas em vez de verem esses actores como vieram ao mundo, vão poder desfrutar com um show de cabeças cortadas, gargantes decepadas e muito, muito sangue.
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O filme é também recomendado aos amantes de Matrix. Não, não existe aqui um The One, mas as cenas de combate (feitas sem duplos) parecem em tudo com oas cenas em que Neo mostra toda a sua destreza nas artes marciais. Neste caso o artista é Aquiles. Curiosa a forma como Peterson tentou mostrar que ele não é humano, ao colocá-lo a lutar de forma diferente de todos os mortais, num sucedâneo de malabarismos idiotas. Mais, as cenas de batalha acabam por ser as piores filmadas do filme - é exactamente na montagem e no enquadramento dessas cenas que Peterson mostra a sua pior face - de tal forma que a maneira como o realizador usa e abusa dos planos em movimento acabam por confundir e deixar tonto o espectador em vez de lhes dar um cenário do que era um combate no século XIII a.C, nada que Peterson saiba fazer, diga-se de passagem.
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Quanto ao realizador acho que mais nada há a acrescentar. Já foi por várias vezes referido a sua brutal falta de talento e a incapacidade para dar um bom rumo a um projecto que tinha tudo para chegar ao Olimpo. De facto, o orçamento, o elenco (a matéria em bruto está lá, faltou ser lapidada) e o argumento mereciam um realizador com outra estaleca. E o pior é que, só daqui a muitos anos é que uma produtora se vai arriscar a lançar no mercado outro filme sobre Tróia, hipotecando alguns projectos que poderiam ser bem melhores que o do realizador alemão.
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Falando de interpretação é preciso referir que ela quase não existe. Isto não por falta do talento dos actores, porque ele vê-se que está lá, mas pela péssima direcção de actores e pela deficiente montagem que seja ao cúmulo de não dar mais de 3 minutos (tirando com Peter O´Toole), aos actores para aprofundarem as caracteristicas das suas personagens. Daí a superficialidade comum a quase todas, talvez com exepção de Heitor, que é facilmente assimilada como sendo um valento e honesto homem de familia, que é obrigado a lutar por algo que não deseja.
Quanto ao todo poderoso Aquiles, pouco mais fica que a imagem de um menino mimado, amante inveterado e notável guerreiro. Toda a abordagem do interior do personagem, tão bem utilizada na Iliada, é aqui posta de lado. Mas como já disse, este filme nada tem a ver com a Iliada. Brad Pitt fisicamente é o Aquiles perfeito, mas não o consegue demonstrar na interpretação. No entanto fica com o beneficio da dúvida. Não tem culpa de ter o realizador que tem.
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Eric Bana é de facto o autor da melhor interpretação e é também aquele que melhor soube trabalhar a sua personagem. O mesmo não se pode dizer de Orlando Bloom (um Páris pouco convincente), de Brendan Gleasson (um Menelau muito forçado) ou de Brian Cox (um Agamemon exageradamente cruel).
Peter O´Toole continua a mostrar que nos consegue surpreender com uma sólida interpretação, mas que não traz nada de novo ao filme. Terá sido em principio o canto do cisne para um dos maiores nomes de sempre da história do cinema.
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Dianne Kruger, a suposta mulher que despoletou toda a guerra, além de não ser tão bela a ponto de conseguir tamanha proeza, parece que desaparece dentro da pouca roupa que usa, d tal forma que não existe no filme. Meia dúzia de falas e pouco mais. Percebe-se quando se dizia que o ponto alto da sua participação no filme era a cena de nu que acabou por ser cortada.
Sean Bean, que já conhecemos da saga O Senhor dos Aneis, é, a seguir a Eric Bana, a personagem mais sólida e bem construida do filme. Mas o pouco destaque que é dado a Ulisses, aparecendo mais com chavões prontos a lançar as falas e acções de Aquiles do que propriamente a dar vida à sua personagem, tira-lhe o protagonismo merecido.
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No final chegamos à conclusão que Troy é provavelmente o filme em que a relação custo e resultado é mais fraca. De facto com um orçamento deste calibre esperava-se bem mais. Mais do realizador acima de tudo, mas mais de toda a máquina da Warner Brohters (não se percebe a subsitução da partitura de som, porque melhor do que esta devia ser de certeza), que devia ter-se preocupado em trazer aos espectadores a merecida adaptação da história do amor de Páris e Helena, e da luta de Aquiles e Heitor.
Um filme que poderia ficar para a estória, mas que vai apenas ter de consolar-se com um lugar cativo nos clubes de video para uma sessã de amigos num sábado em que não há mais nada que fazer.

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Site Oficial: troymovie.warnerbros.com

Realizador: Wolfgan Peterson
Elenco: Brad Pitt, Eric Bana, Orlando Bloom, Diane Kruger, Peter O´Toole, Sean Bean, ...
Produtora: Warner Bros
Classificação: m/16
Duração: 163 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:29 PM

maio 12, 2004

Mais um nome para o elenco do Cálice do Fogo

A namoradinha de Harry Potter, Cho Chang já tem actriz. Depois de um casting extenso, que incluiu mais de 4 mil candidatas, foi a desconhecida Katie Leung que acabou por ficar com o papel. A jovem escocesa (os pais são de Hong Kong), tem apenas 16 anos, e tal como o trio heroi do filme é mais uma descoberta da equipa de casting da serie Harry Potter.
O filme Harry Potter e O Cálice Sagrado estreia em Novembro de 2005. Mas próxima está a estreia do terceiro filme da série, que chega já em Junho.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:31 AM

maio 11, 2004

GALÁXIA DVD - O Amor Acontece chega apenas para aluguer

O exito de Natal, O Amor Acontece, tem estreia marcada para o mercado de dvd´s para o final de Maio, mas será lançado apenas em versão de aluguer. O filme que conta, entre outros, com Hugh Gant, Liam Neeson e a portuguesa Lúcia Moniz, só poderá ser visto através de clubes de video.
Ainda não foi divulgada a data de lançamento ao público.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:22 PM

GALÁXIA DVD - SENHOR DOS ANEIS

A LNK divulgou uma informação que certamente interessa aos amantes da saga Senhor dos Aneis.
O pack em DVD com os três filmes da saga na versão extendida será lançado, não em Novembro como estava previsto, mas sim em Junho. A mudança de data pode estar ligada com o anúncio que em Setembro será também lançado um pack muito esperado pelo público, o da primeira trilogia de Star Wars.
Quanto a esta edição especial da saga de JRR Tolkien e Peter Jackson, ainda não existem detalhes disponíveis.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:16 PM

1000

Com menos de um mês de existência, o HOLLYWOOD chegou às 1000 visitas, numa média de 50 por dia. É um facto notável para quem está cá à pouco tempo e só possível devido à atenção dispensada por muitos amigos cinéfilos que povoam a nossa blogosfera. A todos eles obrigado!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:30 AM

Benjamin Button ou o regresso de David Fincher

O aclamado realizador de S7ven e Fight Club, David Fincher, vai voltar a dirigir um filme, o primeiro desde 2002.
O filme, Benjamin Button, é inspirado num conto de um dos maiores romancistas norte-americanos, Scott Fitzegerald.
O romance conta a história de um homem que, ao chegar aos 50 anos começa a rejuvenescer, até que se apaixona por uma mulher muito mais nova.
Steven Spielberg e Spike Jonze disseram não ao projecto, por isso resta ver o que Fincher faz com ele.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:29 AM

maio 10, 2004

Scarlett Johansson é a brasa do momento

Os leitores do Hollywood não tiveram dúvidas e elegeram Scarlett Johansson como a "brasa" do momento. Num ano em que, com Lost in Translation e Girl With a Pearl Earing, ganhou notoriedade, Johansson saltou também para o imaginário de muitos cinéfilos (e não só).
Atrás da jovem de apenas 19 anos ficaram, ex aqueo, Angelina Jolie e Charlize Theron, duas reconhecidas beldades do cinema americano. Eva Mendes conseguiu igualmente uma posição de destaque e surpreendente foi a colocação de Drew Barrymore, num honroso 5º lugar. No último posto, para surpresa de muitos, acabou Nicole Kidman.
Já está online nova questão para os nossos leitores, esta certamente bem mais polémica : Hollywood, seguindo uma política recente de franjas da sociedade ocidental, quer acabar com o tabaco nos filmes. Concorda com esta medida?
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:07 PM

Troy a desiludir

O filme tem estreia mundial marcada para sexta-feira, mas quem já viu, diz que Troy prima pela desilusão. Em primeiro lugar, há um desrespeito total pela Iliada, o que é um péssimo cartão de visita. Quem viu diz mesmo que as personagens são ocas e que o filme vive da cena do confronto entre Aquiles (Pitt) e Heitor (Bana).
A confirmar-se os rumores fica desde já manifestada a nossa tristeza. Não respeitar uma das maiores obras da literatura é um pecado quase capital. Mas fazer um filme sem alma é imperdoável. E lembro que Troy foi uma das mais caras produções de sempre em Hollywood.
A confirmar sexta-feira, nos cinemas e aqui, no Hollywood.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:28 AM

Meridiano Sangrento nos planos de Scott

O romance de Cormac McCarthy, Meridiano Sangrento, um dos maiores romances norte-americanos do Século XX, pode conhecer a adaptação ao grande ecrãn. O realizador Ridley Scott, que neste momento está em Marrocos a gravar Kingdom of Heaven, é o realizador pretendido pela Paramount para adaptar este cruel retrato de um grupo de pistoleiros contratados para matar indios na fronteira com o México.
Neste momento a associação Paramount/Scott está a apostar em grande em Kingdom of Heaven e Tripoli, duas produções a estrear nos próximos dois anos.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:27 AM

maio 09, 2004

CINEMA EM CASA - Os Filmes da Semana

A semana George Cukor no canal Lusomondo é o grande destaque da semana, ou não estivessemos nós a falar num dos maiores realizadores de sempre que, curiosamente, ficará eternamente ligado à direcção de actrizes.

De facto, podermos ver todos os dias da semana alguns dos títulos mais marcantes da filmografia de Cukor é de facto boa notícia.

No entanto, são todos a passar no canal Lusomundo Gallery, o que pode impedir muitos cinéfilos de poderem ver algumas das obras primas do cinema.
Segunda, dia 10, às 21h00 um documentário sobre a vida do realizador e logo de seguida, Mulheres, um filme que espelha bem a filmografia "cukoriana" e que tem a particularidade de colocar em cena duas das maiores rivais dos primeiros tempos do cinema: Joan Crawford e Norma Shearer.
No dia seguinte, mais dois filmes. Às 21h00 o notável Philadelphia Story, triângulo amoroso entre Khatarine Hepburn, Cary Grant e James Stewart que viria a ganhar aqui o seu único óscar. Uma das comédias do século. A seguir passa A Cicatriz do Mal, delirante thriller com Joan Crawford.
Na Quarta-Feira mais duas sublimes obras-primas. Primeiro, às 21h00, Meia Luz, onde o trabalho notável de realização permitiu a Ingrid Bergman brilhar a ponto de conseguir o seu primeiro óscar. Logo a seguir passa o fabuloso Costela de Adão, o mais emblemático filme de um dos casais mais famosos de Hollywood: Spencer Tracy e Khaterine Hepburn.
Na Quinta-Feira, George Cuckor visita a India imperial num tórrido romance com Ava Gardner e Stewart Granger. O filme é Encruzilhada de Destinos.
Les Girls, comédia musical com Gene Kelly, volta a mostrar um dos cenários favoritos de Cukor: os bastidores do mundo do espectáculo.
O mesmo se passa em A Star Is Born, com Judy Garland e James Mason naquele que é para muitos o seu melhor filme. Para finalizar o ciclo de homenagem, a repetição do documentário incial sobre a sua carreira.

Mas a semana está igualmente recheada de outros titulos interessantes.
O canal Hollywood oferece O Principe Ladrão, filme com Tony Curtis, com a acção a passar-se à volta das Mil e Uma Noites (Terça, 15h00), mas também o notável O Misterioso Mr. Machintosh, filme de espionagem brilhantemente dirigido por John Houston com uma interpretação fabulosa de Paul Newman.

Nos canais generalistas a oferta não está ao mesmo nível mas há algumas incursões de destaque.
Hoje a RTP volta a exibir (pela milionésima vez provavelmente) O Jogo, o filme que David Fincher elegeu como sucessor de S7ven. A 2: traz na Quinta-Feira um dos últimos grandes filmes de Woody Allen: A Maldição do Escorpião de Jade.

RECOMENDAMOS

Domingo : O Jogo - 22h45 (RTP 1)
Segunda-Feira : Mulheres - 22h30 (Lusomundo Gallery)
Terça-Feira : Casamento Escandaloso - 21h00 (Lusomundo Gallery)
Quarta-Feira : Meia Luz - 21h00 (Lusomundo Gallery)
Quinta-Feira : O Misterioso Mr. Mackintosh - 21h00 (Hollywood)
Sexta-Feira : A Star Is Born - 21h00 (Lusomundo Gallery)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:11 PM | Comentários (1)

The Dreamers - Nus a Mais, Filme a Menos

Não se percebeu se Bertolucci queria homenagear o cinema ou passar os olhos pelos acontecimentos do Maio de 68. Na verdade, tudo isso está lá, mas de forma um tanto ofuscada pelo corpo nu de Eva Green.
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Grande expectativa foi gerada a propósito do mais recente filme de Bernardo Bertolucci. Não tanto pela polémica que gerou mas mais por ser o seu primeiro filme em muito tempo, ele que se celebrizou com O Ultimo Tango em Paris, no início da década de 70.
Para esta produção o realizador italiano rodeou-se de gente nova.Eva Green, Michael Pitt e Louis Garrel, actores desconhecidos do grande público, deram corpo (no sentido literal da palavra) a este filme rebuscado.
Rebuscado porquê?
Por vários motivos. Em primeiro lugar, o filme começa bastante bem. Excelente genérico que nos leva aos espaços abertos de Paris, e depois, ao santuário maior de todos os cinéfilos : a Cinemateca Francesa. Nestes primeiros minutos era perceptivel que o cinema estava em destaque neste filme. Depois podemos ver sinais de revolta, sede de mudança entre os jovens que habitavam Paris naquela Primavera (podemos mesmo reencotrar Jean Pierre Leaud, bem mais envelhecido). Tudo nos leva a entender que o filme iria falar de cinema e do Maio de 68, provavelmente as duas coisas mais importantes na vida de um jovem parisiense, naquele ano.
Mas não. Depois desta leve pincelada, Bertolucci fecha-nos num andar de um prédio até ao final do filme. O ambiente, de espaços abertos onde o ar flutua à mesma velocidade que a fita no retroprojector, fecha-se, torna-se claustrofóbico. O filme perde vida.
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A partir desta mudança, diria eu crucial, o filme perde-se por completo. Já não é um filme sobre cinema (por muito que as imagens de arquivo de Persona, A Bout de Soufle e Queen Christina nos queiram fazer crer), nem um filme sobre a juventude de 68. Torna-se um filme sobre um trio de jovens inexperientes que fazem do sexo, dos corpos nus e de jogos psicológicos, o seu dia a dia. Era o único caminho por onde Bertolucci não devia ter ido. Mas foi o que ele seguiu.
A partir de meia hora do filme ele centra-se nos seios e zona púbica de Eva Green (a única coisa que se aproveita da actriz francesa que iremos ver em Kingdom of Heaven), no olhar esfomeado de Michael Pitt, (o menino bonito de Dawson Creek que irá entrar em The Village) e nas expressões de inveja, do genero "eu também quero provar" de Louis Garrell. As questões filosóficas, o estudo do cinema (inexplicável a paixão demonstrada pelo cinema dos anos 20 a 40, quando o grupo do Cahiers do Cinema valorizou exactamente o cinema americano pós 1940), ou a vontade de construir um mundo melhor desvancem-se em cenas de masturbação, sexo e banhos colectivos.
A história dos irmãos siameses que se desejavam mas não se podem ter e então projectam todas as suas fantasias num amigo americano do qual conhecem pouco, não é argumento suficiente para aguentar nenhum filme.
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De Sonhadores (ou Dreamers para os puristas) nem um vislumbre. O titulo foi obviamente usado pelo realizador para se colar a uma mentalidade, uma forma de estar que, apesar de usual à época, em nada tem a ver com o que depois a história nos apresenta. Isso é lograr o público, dar-lhe a entender que tem na mão direita açucar quando na verdade o que tem é pimenta. Talvez em Itália se apreciem realizadores que tomem essa postura (outros há, como Nanni Moretti, que são bem mais honestos com o espectador), mas por estes lados essa atitude é incompreensivel.
Dar a entender que o filme será sobre cinema e sobre o Maio de 68 (que de facto está lá, a decorrer nas ruas enquanto nós temos de aturar com os devaneios deste trio), e depois filmar uma banheira, é isso mesmo: logro.
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O Maio de 68, com toda a sua força e pujança, está em todo o seu esplendor nas ruas. E quando de facto o realizador nos deixa recuperar o folêgo e nos tira do apartamento, nós podemos ver finalmente o que se passa. Talvez por isso o melhor plano do filme seja o da monumental lixeira em plena rua de Paris. Mais, quando o ar nos falta, como começa a faltar aos próprios actores (literalmente) é o Maio de 68 que nos entra pela janela adentro, como quem diz "estou vivo, filmem-me é a mim". Aí o realizador não tem outro remédio. Vai para a rua, para o meio dos manifestantes, para o turbilhão de ideias. Mas é aí também que Bertolucci é mais ácido, mais injusto com a revolta estudantil e proletária, porque é o Maio de 68 que vai dividir, o até então, insperável trio. A imagem que nos é dada da revolta é a pior. Não é uma revolta pelos ideais certos, a paz e o amor que a personagem de Michael Pitt tanto defende. Não, é uma revolta de violência e ajustes de contas geracionais (do qual o confronto ideológico entre Louis Garrel e o pai é a primeira amostra). O plano final, da polícia a carregar sobre os estudantes (talvez o realizador se tenha esquecido de colocar a camara na direcção certa), é também o ajuste de contas de Bertolucci com uma revolução que o seu partido não quis, mas que foi obrigado a apoiar.
Um ajuste de contas político e uma viagem à nudez da juventude parisiense dos anos 60. Eis o máximo que Bertolucci conseguiu retirar deste filme.
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Polémicas à parte, porque todos devem ter o direito de escolher a abordagem ao filme que desejam (nós só cá estamos para opinar), Bertolucci não está errado, porque na verdade ninguém o está.
Mas, já começa a deixar saudades o cinema do tempo em que os realizadores não precisavam de nus para criar um ambiente erótico. Como dizia André Bazin, o maior de todos os críticos, mostrar uma cena de sexo num filme é como o actor que foi baleado num filme morrer mesmo. O cinema não é a realidade, mas sim uma abordagem ficiticia de uma narrativa filmada. Algo de que o realizador italiano lamentavelmente se esqueceu.

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Site Oficial: www.the-dreamers.com

Realizador: Bernardo Bertolucci
Elenco: Michael Pitt, Eva Green, Louis Garrel, ...
Produtora: Fox
Classificação: m/18
Duração: 115 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:08 PM

O Mais e o Menos da Semana

Com o grande acontecimento cinematográfico a ficar para a próxima semana, com a estreia de Troy, temos de nos contentar com uma abordagem infeliz de Bertolucci ao Maio de 68. Valha-nos o mundo dos dvd´s.

Positvo - O lançamento de um pack especial com as obras primas de Serguei Eisenstein. A Greve, 1917 ou O Couraçado Potemkin, são 3 dos 8 filmes que este pack nos propõem. O preço, 40 euros, torna-o ainda mais desajável!

Negativo - Bernardo Bertolucci. O seu filme The Dreamers acaba por ser um filme claustrofóbico em pleno Maio de 68. A promessa de homenagear o cinema passa ao lado e o filme vive do corpo nu de Eva Green. Esperava-se muito mais

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:17 AM

maio 07, 2004

Hall of Fame - James Stewart

James Stewart é hoje reconhecido como um dos maiores actores de todos os tempos. No entanto, durante os seus mais de 30 anos de carreira ele nunca foi visto como uma estrela. Foi sempre uma pessoa humilde e resoluta, muito semelhante às personagens que representou. Não havia homem mais digno para abrir a rúbrica Hall of Fame.
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Nascido na pequena cidade de Indiana a 20 de Maio de 1908, James Stewart viria a ser uma das maiores lendas do cinema americano.
Mas na sua juventude estava longe de o saber. Gostava de brincar como mágico, e cedo pensou que a sua vocação era a arquitectura. Foi então estudar para Princeton, uma das mais reputadas faculdadades norte-americanas. Lá conheceu Joshua Logan, mais tarde realizador de vários filmes de sucesso entre os quais estão Picnic e Bus Stop, que o convenceu a juntar-se à University Players. Lá descobriu muitos dos grandes talentos da sua geração e começou uma amizade que duraria até à morte com Henry Fonda.
Margaret Sullavan, mulher de Fonda, deu-lhe o primeiro empurrão para entrar no cinema onde Stewart começou por fazer papeis em musicais e vaudeville. No entanto o seu jeito algo desengonçado de rapaz honesto de provincia vinha mesmo a calhar num período em que, fruto do New Deal, era importante recuperar a auto-estima do americano comum, que encontrava no cinema o escape de uma vida de tristeza.
Foi assim que começou, de um momento para o outro, a relação mais espantosa que o cinema já conheceu entre um realizador e um actor. Frank Capra, à altura presidente da Academia e conceituado realizador viu em Stewart o seu molde de homem: honesto, capaz de suportar com todos os problemas, ajudar os amigos e mesmo assim sair vencedor no final.
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Em 1938 Stewart consegue o seu primeiro papel de destaque em You Can´t Take It With You. No filme Stewart era o filho honesto de um milionário sem escrúpulos, e acaba por apaixonar-se por uma rapariga pobre de uma família um pouco "alternativa". A notável interpretação, se bem que ainda secundária, recebeu elogios de todos os lados. Capra gostou do que viu e lançou-o às feras no ano seguinte no seu Mr Smith Goes To Washington. Neste belo filme, um dos melhores de sempre, Stewart é mágica na forma como dá vida a Jefferson Smith, um jovem idealista que se torna congressista apenas por ser vist pelo manda-chuva do seu distrito como alguém fácil de domar. No entanto, com a ajuda da sua secretária, o jovem congressista consegue perceber a podridão que se tinha instalado em Washington. O filme arrebatador num duelo um contra todos que ficou para a história, consagrou definitivamente Stewart, que nesse ano ganhou vários prémios pela sua interpretação. Na cerimónia dos óscares era o grande favorito mas a vitória acabou por sorrir a Robert Donat. Injustamente clamaram todos.
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De uma forma ou outra a sua carreira estava lançada. As suas personagens, que eram quase o reflexo da sua forma de estar, cativavam o público. Foi assim em The Shop Around the Corner de Ernst Lubitsch e em Philadelphia Story, ao lado de uma dupla de luxo: Cary Grant e Khatarine Hepburn. A Academia, como recompensa pelo óscar perdido em Mr. Smith, declarou-o vencedor, num ano em que Stewart afirmou que deveria ter sido o seu amigo de sempre, Henry Fonda, a triunfar.
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Quando a 2º Guerra Mundial chegou aos EUA, Stewart foi o primeiro actor a alistar-se. Era tão amado que o exército recusou a inscrição por ter medo que algo lhe acontecesse. James foi teimoso e conseguiu fazer parte das hostes Aliados. Durante a 2º Guerra foi um exemplo de comando e liderou várias missões com grande sucesso. Acabou a guerra no posto de tenente-coronel, e conquistou a estima de todos os soldados.
Quando voltou a Hollywood, em 1945, tudo tinha mudado. As personagens que agora cativavam o público eram duras e cínicas, inspiradas no modelo imposto por Humphrey Bogart. Parecia já não haver espaço para os homens honestos e cheios de principios que Stewart normalmente encarnava.
Mesmo assim, foi dele quem Frank Capra se lembrou (como conta deliciosamente na sua biografia O Nome Sobre O Título), para o papel principal em It´s a Wonderful Life. Stewart aceitou de imediato e viveu aqui a sua maior personagem, naquela que ficará para a história como a maior personagem de sempre: George Bailey.
Neste filme, puramente capriano, Stewart foi sublime na pele de um homem que abdica de tudo em prole dos outros, e que, quando perde a vontade de viver, tem a possibilidade de ver como seria o mundo se nunca tivesse nascido. Num filme que é um hino à poesia cinematográfica, James Stewart conseguiu a melhor interpretação da sua carreira. Só que o público parecia não ir em contos de fadas e It´s a Wonderful Life foi o maior falhanço do ano. Seria mais tarde ressuscitado pela televisão e hoje é um dos titulos mais aclamados de sempre.
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Foi o canto do cisne para Frank Capra, mas não para Stewart. O actor, agora com 40 anos, percebeu que se o público tinha mudado, então também ele deveria mudar.
Começou então a promover alterações nas personagens que escolhia. Do tipico americano honesto passou a desempenhar papeis de homens duros, cinicos, mas com um bom coração que no final os levava pelo caminho certo
Seguindo esta nova abordagem, começou a sua associação com outro mestre do cinema, Alfred Hitchock. Em 1948 brilhou no filme Rope. Voltaria a trabalhar com o mestre do suspense mais três vezes. Mas lá chegaremos.
Em 1948 casa com Gloria Hatrick McLean e decide passar a negociar os contractos com uma percentagem dos lucros dos filmes em que entra. Isso provou ser uma boa medida porque até meados dos anos 60 todos os filmes em que entrou provaram ser um sucesso.
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No início da década de 50 o novo Stewart provou ser tão cativante como o antigo. Em Harvey consegue mais uma nomeação ao óscar, e no mesmo ano protagoniza Winchester 73. Seria o seu primeiro western ao lado de Antonhy Mann. Em 1953 seria a estrela do notável Naked Spur e três anos depois protagonizaria The Man From Laramie. Stewart continuou a fazer westerns mas desta feita ao lado de John Ford que viu nele o complemente perfeito para John Wayne. Em 1962 Ford conseguiu um dos seus melhores filmes com esta dupla de actores em The Man Who Shot Liberty Valance. Ganharia mais uma nomeação ao óscar, a sua 7º e última.
Pelo meio tinham ficado três obras-primas ao lado de Hitchcock, em Rear Window, The Man Who Knew To Much e acima de tudo Vertigo, uma das maiores obras primas do cinema. Aí Stewart iria representar ao nível da perfeição e seria elevado a estrela pelo grupo francês do Cahiers do Cinema, à época num processo de revalorização de estrelas do cinema americano deixadas de lado pelo star-system. Stewart, que nunca mais voltou a vencer um óscar, apesa de por três vezes ter sido o melhor do ano, viu assim o seu talento ser reconhecido do outro lado do oceano.
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Mas para o Stewart homem isso não era relevante. A importância que dava a prémios era tal que, depois de em 1940 ter recebido o óscar, o enviou para o pai em Indiana que a expôs na sua barbearia. E aí continuaria até à morte do pai do actor.
Jimmy Stewart começou a deixar o cinema nos anos 60, logo após Liberty Valance. Voltaria em ocasionais papeis mas nunca orquestrou um "come back" como muitos actores fizeram. Viveu a sua vida tranquilamente com a sua esposa e os seus dois filhos (a mulher tinha dois filhos de um casamento anterior e foi a morte de um, no Vietname, que mais marcou a vida de Stewart depois de ter deixado o cinema), e manteve-se como um exemplo de humildade, coragem e integridade.
Quando Gloria Stewart faleceu em 1994, a sua vida começou a deixar de fazer sentido. Jimmy estava a ficar doente e, sem a companheira de sempre perdia a vontade de lutar. Finalmente, no Natal de 1997, o cancro derrotou-o e tirou ao mundo um dos seus maiores vultos.
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James Stewart como actor foi um exemplo a seguir. Os seus papeis marcaram a letras de ouro a história do cinema. Mas o James Stewart homem ficará bem mais presente na mente dos homens. A humildade e a sua forma de encarar a vida eram e serão sempre, o exemplo a seguir.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:05 PM

Van Helsing - Dentada no mau gosto

Stephen Sommers, realizador dos sucessos The Mummy e The Mummy Returns, traz de novo aos ecrãns a eterna luta entre o bem e o mal, personificada desta vez no duelo entre Dracula e Van Helsing. Sommers abusou da dose e transformou um potencial bom filme num grandiloquoente desperdício.
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Dificilmente Sommers terá uma pinga de talento a percorrer as suas veias. Se tinha, então ela foi de certeza sugada por uma das suas múltiplas personagens vampíricas. E sem talento é dificil ter-se sucesso.
Dificil, mas não impossivel, como provam os resultados de bilheteira das suas "brincadeiras" com múmias.
O realizador achou que era areia a mais na sua carreira e trocou as pirâmides do Egipto pela tenebrosa Transilvânia. Pouco mais mudou de um filme para os restantes.
Há o canastão de serviço (depois de Fraser agora Hugh Jackman), há a rapariguita insoça (Kate Beckinsale), que neste caso parece mais "vamp" que as próprias noivas do vampiro, uma personagem mais cómica (David Wehnam), que fica sempre bem, e muitos, muitos monstros para abater.
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Sinceramente, com uma base destas é dificil fazer algo que preste. O filme, que até era para ser, suponho eu, sobre Abraham Van Helsing, a nemésis do Conde Drácula na obra de Bram Stoker, passa a ser uma passerelle de monstros e criaturas aberrantes. Senão reparem. Temos o Mister Hyde (que curiosamente surge em Notre-Dame onde habita uma outra aberração, o célebre corcunda), o lobisomem (mais do que um neste caso), o Frankenstein (não se percebe bem para que é que Mary Shelley foi para aqui chamada) e claro, os vampiros, os sedento e impiedosos vampiros, que neste filme vêm com a família toda. Há o pai vampiro propriamente dto, há três noivas deslumbrantes (um verdadeiro desperdicio ser-se vampira) e há muitos vampirozinhos. Por amor de Deus!
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Vamos então ao filme!
Van Helsing é um temível caçador de monstros, servo de uma ordem sagrada com sede em Roma, e que defende o mundo das mais terríficas criaturas. É lhe dada a missão de destruir o Conde Drácula, terrível monstro que habitava na escura Transilvânia, para assim poder permitir que várias gerações de combatentes de vampiros entrem no céu.
Van Helsing chega, mostra o que vale, seduz a bela Princesa local, descobre que há mais do que um simples vampiro a matar, mostra o que vale de novo, é enganado, transforma-se num lobisomem, salva o monstro Frankenstein, mata o Drácula, descobre que é o anjo Gabriel, mata a Princesa e acaba o filme...
É que, tirando os múltiplos espectáculos de efeitos especiais, o filme não tem mais nada. Não há uma abordagem mais profunda às personagens (era óbvio que o Gabriel era de ... anjo Gabriel), nem ao romance impossível (anjos não têm romances), nem nada mais...Há umas cenas com um humor muito leve, e muito, muito fogo de artificio.
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Jackman está confortável no papel. É bem ao seu estilo. Não tem de falar muito (a lembrar o Neo de Keannu Reeves), e até consegue transformar-se em lobisomem, numa abordagem muito parecida ao do seu grande sucesso em X-Men. Depois é natural que ele confesse que foi o próprio que deu inicio aos rumores de querer ser James Bond. Ninguem o via no papel!
Kate Beckinsale também não foge muito à rotina, até porque duelos entre vampiros e lobisomens são o prato forte do seu último sucesso Underworld. Além do mais Beckinsale é provavelmente a actriz mais insossa que tem surgido em Hollywood. Corpo perfeito, é certo, cara interessante, mas de resto, não há nada que nos estimule. E como talento não é algo que esteja presente nela em grande, não há muito a fazer.
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Para além dos cenários lindissmos e muito bem construidos cenarios em CGI(Paris, Roma, Transilvânia, Budapeste) e de algumas sequências de acção assaz interessantes, este é o filme mais monótono e sem sal que se tem visto. Claro que vai ser um sucesso de bilheteira. Vai deixar a Universal feliz e contente, e va estimular novos filmes deste género (aliás este é um parente do confrangedor Liga dos Cavalheiros Extraordinários) mas não deixa de ser um desperdicio de dinheiro. E dizem que há gente a morrer à fome não sei onde...

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Sit Oficial: www.vanhelsing.movie

Realizador: Stephen Sommers
Elenco: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, David Wenham, ...
Produtora: Universal
Classificação: m/12
Duração: 132 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:56 PM | Comentários (2)

maio 06, 2004

Uma Visão Superficial - Mutatis Mutandi

Quando estreou em 1972, O Ultimo Tango em Paris foi considerado o filme mais polémico de sempre. Tudo porque tinha uma estrela decadente, Marlon Brando, em actos sexuais explicitos e moralmente condenavéis. Para a puritana sociedade ocidental foi demais. Hoje, mais de 30 anos depois, o cenário repete-se. A pergunta mantem-se: Porquê?

Marlon Brando tinha acabado de se retirar do cinema depois do seu segundo óscar pelo seu papel de Vitto Corleone no primeiro filme da saga do Padrinho. Foi então que um jovem realizador italiano, Bernardo Bertolucci, o convidou a juntar-se ao elenco de O Ultimo Tango em Paris. A estória de um homem e uma mulher, alheados de tudo, que estravazam todas as suas fantasias sexuais num bolorento quarto de hotel seduziu a estrela. Fez-se o filme.
Quando estreou, e quer Brando quer Bertolucci já sabiam que tal ia suceder (no caso de Brando penso mesmo que o fez exactamente por causa disso), a polémica assumiu proporções inimagináveis. Não foi apenas o sexo explicito do filme, a nudez de Maria Schneider ou a célebre cena com a manteiga a ser usada como útil lubrificante que despoletou a controvérsia. Foi, acima de tudo, a forma como Bertolucci desafiou uma sociedade puritana e completmante ultrapassada. Uma sociedade para quem o nú era ainda o maior dos pecados e o sexo algo a fazer-se de luz apagada e porta bem trancada. O facto de Bertolucci ter abordado o sexo de forma frontal e descomplexada fez tremer as bases da sociedade ocidental da época. Tremeram, mas não cairam.

O filme foi condenado por tudo o que era instituição, mas o público, curioso para ver numa sala de cinema aquilo que nem em casa fazia, e se o fazia era às escuras e com a porta trancada, acorreu em massa. Em Portugal, foi o primeiro filme a ter casa cheia depois da revolução de Abril. Vinha gente de todo o mundo para poder ver as cenas mais quentes do filme. Numa reportagem da época, chegavam mesmo a ver-se "velhotas" na fila para entrar. Afinal o fruto proibido não é o mais apetecido?

Na verdade cenas destas tinham sido censuradas desde que o cinema era cinema. A sexualidade gritante de Theda Bara, Louise Brooks ou Marlene Deitrich tinha sido sempre disfarçada sob o véu da decência. A partir dos anos 30, quando o "producers system" se instala definitivamente, tudo é mais rigido. As várias associações de decência (antepassadas das mães de Bragança e afins), que são mais que as mães no país que se diz o bastião da liberdade", impuseram regras restritas que impediam, entre outras coisas, casais a dormirem no mesmo quarto e beijos com duração superior a 30 segundos. Filmes como The Outlaw tentaram espicaçar o sistema mas foram corridos. Muitos nunca haveriam de sair das prateleiras. Durante 30 anos a sexualidade foi afastada do cinema, apesar de continuar sempre lá, graças aos truques dos grandes artistas que são no fundo os realizadores.

Foi com o final da década de 60 que o "producers system" se desmoronou e com ele muitos dos códigos de conduta de Hollywood. As novas companhias que passaram a controlar os estúdios queriam lucro, e estavam dispostas a mostrar ao público aquilo que ele não pudera ver durante décadas, se em troca houvesse retorno financeiro.
Foi assim que, de um momento para o outro, nasceram filmes como Blow Up, The Valley of Dolls ou Barbarella (esse o primeiro a desnudar uma verdadeira estrela do sistema, a filha do mítico Henry Fonda que chegou a pedir que o filme não fosse divulgado).
Mas mesmo assim tudo era censurado, só que numa forma mais implicita. Foram as classificações, essa notável invenção dos puritanos americanos, as críticas mais cerradas com qualquer filme que mostra-se mais do que se devia e foi, a partir dos anos 80, o regresso do conservadorismo ao poder.

Mas hoje, trinta anos depois, o que assusta é que tudo está na mesma. O mesmo realizador, Bernardo Bertolucci, decidiu voltar a fazer um filme num apartamento em Paris. Não estamos em 1972, mas sim em 1968 e nas ruas o Maio de 68 (essa espinha que ainda fere a garganta dos conservadores) fervilha as almas. O tema volta a ser, como no Ultimo Tango em Paris, o sexo. O sexo (e o cinema, mas esse já vimos, não causa polémica e não tem problemas em receber o devido selo de aprovação) entre 3 jovens. Só que o realizador italiano, que pensava que hoje, já em pleno século XXI, havia liberdade para fazer coisas ao ar livre, de luz aberta e porta destrancada, esqueceu-se qe o tempo passa mas as mentalidades não mudam tão facilmente. A mentalidade da socieadade ocidental é como a de Catão. Até definharem proclamarão sempre o mesmo.
Por isso, no fundo dos fundos, não é de estranhar a forma como The Dreamers foi recebido, em Veneza, em Sundance, em todo o lado...

O filme pode mudar e o cenário também, mas como a sociedade se sente ainda ameaçada com a naturalidade de algumas das facetas do Homem, a temática assusta. E se assusta só há uma solução. Censurar, esmagar, destruir. Por isso, mesmo nos bastiões da democracia, a liberdade ainda não é uma realidade. Está lá no papel, escrito para todos verem o quoão bela e justa é a nossa sociedade. O problema é que de lá não passa.

Talvez por isso, por acreditar que um dia as coisas vão ser diferentes, Bertolucci sebastianicamente titulou o filme de The Dreamers - Os Sonhadores.

Miguel Lourenço Pereira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:35 PM

Mais um drama da Segunda Guerra Mundial

Philph Noyce, o realizador do filme Americano Tranquilo, vai adaptar para o cinema o livro, baseado em factos reais, de Peter Duffy. The Bielski Brothers conta a estória de 3 irmãos que depois de verem os pais mortos por soldados nazis, criam um abrigo secreto numa floresta onde abirgam mais de mil judeus que tentavam escapar ao terror dos campos de concentração.
Ainda não há pistas em relação ao elenco.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:26 AM

The New World dá os primeiros passos

O realizador Terence Malick está de regresso em mais uma pelicula histórica. Depois do sucesso de Thin Red Line, chega agora The New World. O filme irá contar a história da indía Pocahonthas e todo o choque cultural vivido no Século XVII. Os primeiros nomes do elenco já foram confirmados pelo realizador. O menino-bonito Colin Farrel será John Smith e Christopher Plummer encarnará o Capitão Christopher Newport. Resta saber que dará vida à indía celebrizada pela Disney numa animação dos anos 90.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:25 AM

maio 05, 2004

50 First Dates - Ternuras de Primavera

50 First Dates - A Minha Namorada Tem Amnésia, é das comédias românticas mais tocantes dos últimos anos. A proeza de um homem que, ao apaixonar-se por uma rapariga com amnésia, a tem de conquistar todos os dias, não deixa ninguém indiferente.
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Mais uma vez a dupla Adam Sandler e Drew Barrymore conseguem criar uma divertida comédia romântica, capaz de prender o espectador ao lugar e deixá-lo com o coração bem mais quente e vivo, do que quando entrou na sala.
Peter Seagal, que já tinha dirigido Adam Sandler em Anger Management, dá um toque muito sóbrio ao filme, deixando aos seus dois actores o controlo completo da situação. Aí, a química existente entre Sandler e Barrymore (já trabalharam juntos em The Wedding Singer) foi a chama perfeita para um filme saudavelmente divertido e ternurentamente romântico. Grandes amigos na vida real, quer Sandler - que volta aqui a conseguir uma excelente prestação, ele que após o risco que foi Punch Drunk Love, se voltou de novo para as comédias leves - quer Barrymore, souberam criar um envolvimento muito forte.
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Drew Barrymore, que à muito deixou de ser a rapariga do ET ou a sex-symbol da juventude yuppie, para passar a ser uma das mais talentosas produtoras e actrizes norte-americanas, recupera aqui um pouco da imagem que, no entanto, continua a ser ferida por produções menos bem conseguidas, das quais se destaca obviamente Charlies Angels. A pergunta, depois de ver este filme onde ela brilha a grande altura, continua. Quando é que, à semelhança dos seus antepassados, Drew parte para papeis de maior forte carga dramática, aqueles papéis que marcam a história do cinema? Até lá fica a expectativa de saber-mos que temos aqui uma grande actriz muito mal aproveitada.
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Quanto ao filme, ele é, como já disse, uma mistura de riso incontrolável - notável nesse aspecto não só o já habitué Rob Schneider, mas também Sean Astin, irreconhecível no seu primeiro papel pós Senhor dos Aneis - composto por belos retalhos amorosos. É aí que o filme ganha, ao afastar-se das habituais comédia românticas, porque o argumento é de tal forma sui generis, que não dá espaço de manobra para lances previsiveis.
A história de uma rapariga que vive o mesmo dia vezes sem conta (a lembrar Groundhog Day com Bill Murray), devido a acidente de automóvel que lhe custou parte da memória, e de um engatatão puro - o início do filme é puro Adam Sandler a lembrar o seu começo em filmes como Waterboy e Nick, O Filho do Diabo - que se apaixona perdidamente por esta "deusa local", é apenas o mote para um sucedâneo de hora e meia de divertimento. A banda-sonora também ajuda, com uns sons nostálgicos dos Beach Boys, mas nada que se compare à beleza dos cenários (e da fotografia) que as paradisíacas ilhas do Havai proporcionam. Juntem-lhe notáveis coreografias de animais e meia dúzia de personagens divertidissimas (desde o porteiro da clínica ao ajudante do aquário), e temos algo com que contar.
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No final do filme saímos com três convições distintas. A primeira confirma que Adam Sandler e Drew Barrymore (continua a ser uma das mulheres mais bonitas do mundo), apesar de sub-aproveitados até hoje - excepto o notável "Punch" - são actores de grande talento. A segunda constatação é de que é possível fazer humor mainstream em Hollywood sem cair em chavões ridiculos. A terceira, e a mais filosófica de todas, diz-nos que ainda não foi inventado nada que conte tão bem o que é o amor, como o cinema.

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Site Oficial - www.sonypictures.com/movies/50firstdates

Realizador: Peter Seagal
Elenco: Adam Sandler, Drew Barrymore, Rob Schneider, ...
Produtora: Columbia Pictures
Classificação: m/12
Duração: 99 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:41 PM

Trailer de Bourne Supremacy

Foi hoje divulgado o trailer de Bourne Supremacy, a continuação das aventuras de Jason Bourne.
Depois de Bourne Identidty, Matt Damon regressa no papel do agente sem memória, desta vez acompanhado de um elenco de luxo. Brian Cox, Julia Stiles, Joan Allen e Franka Potente são os nomes mais sonantes do elenco deste filme de acção e aventura.
O filme, realizado por Paul Greengrass, vai ser lançado no final do mês de Junho.
O trailer, esse está aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:01 AM

maio 04, 2004

GALÁXIA DVD - Lançamentos

Maio é mais um mês apetecível para o mercado de Dvd´s. Nos próximos dias vão ser lançados alguns dos filmes mais esperados do momento. O recém nomeado aos óscares Seabiscuit comanda a corrida, mas há outros títulos que preenchem o nosso imaginário aí à porta.

A 7 de Maio, a Lusomundo lançara Seabiscuit, o filme que obteve 7 nomeações aos óscares e que passou de relance nas nossas salas de cinema. É uma boa opção para quem não viu o filme e quer saber a razão de tantas nomeações da Academia.

Lá para meados do mês temos três classicos dos anos 60 que chegam às lojas.
Hud - O Mais Selvagem Entre Mil, o filme que proporcionou o óscar a Patricia Neal em 1963, sai a 14 de Maio. Melvyn Douglas e um notável Paul Newman completam o elenco deste excelente filme do início da década.

Também O Bom, o Mau e o Vilão, mítico exemplo do western-spaghetti de Sergio Leone vai ganhar uma edição em dvd. Clint Eastwood e Eli Walach passeiam-se pelo deserto à procura de um tesouro que parece não querer ser achado. Uma obra-prima do género.

Grande é a edição especial de Spartacus, filme que já teve edição no nosso país. O filme de Stanley Kubrick filma a revolta dos escravos durante o apogeu do império romano, e conta com um elenco de luxo: Kirk Douglas, Peter Ustinov, Charles Laughton, Laurence Olivier e Tony Curtis dão vida a este retrato histórico.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:11 PM

Argumentistas em choque com produtoras

Continuam num impasse as negociações entre o sindicato de Argumentistas (SAG) e a Alliance of Motion Picture and Television Producers.
O impasse tem sido criado à volta dos royalties do mercado de DVD´s, a maior fonte de receitas das produtoras. A presença dos sindicatos de actores e realizadores reforça a importância destas negociações que, se não forem levadas a bom porto até ao final da semana podem paralisar a indústria cinematográfica norte-americana.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:24 AM

maio 03, 2004

AS 100 MAIORES PERSONAGENS DE SEMPRE - Versão Hollywood

Sim, o Hollywood viu a lista da Premiere e achou que havia algumas arestas a limar. Pusemos mãos à obra e elaboramos a lista daquelas 100 personagens que nós, achamos de facto serem as melhores da longa história do cinema. Cliquem para ver...

Qualquer lista é subjectiva. Qualquer lista é muito dificil de fazer. Qualquer lista será sempre injusta porque haverá sempre um nome que acabou por ficar de fora. Mas esta lista, é aquela que o Hollywood pensa que está mais próxima de ser a verdadeira constelação divina das personagens mais bem conseguidas de mais de 100 anos de cinema.

1º- George Bailey (James Stewart) - It´s a Wonderful Life
2º- C.C. Bud Baxter (Jack Lemmon) - The Apartment
3º- T.E. Lawrence (Peter O´Toole) - Lawrence of Arabia
4º- Rick Blaine (Humphrey Bogart) - Casablanca
5º - Daphne/Jerry (JacK Lemmon) - Some Like it Hot
6º- Dr. Huckenbush (Grouxo Marx) - A Day At The Races
7º- Stumpy (Walter Brennan) - Rio Bravo
8º- Vitto Corleone (Marlon Brando) - The Godfather
9º - Madeleine (Kim Novak) - Vertigo
10º- Charlot (Charlie Chaplin) - Modern Days
11º - James Bond (Sean Connery) - Goldfinger
12º- Ethan Edwards (John Wayne) - The Searchers
13º- Forrest Gump (Tom Hanks) - Forrest Gump
14º- Scarlett O´Hara (Vivien Leigh) - Gone With the Wind
15º- Michael Dorsey/Dorothy Michaels (Dustin Hoffman) - Tootsie
16º- Big Daddy (Burl Ives) - Cat on A Hot Thin Roof
17º- Jefferson Smith (James Stewart) - Mr. Smith Goes To Washington
18º- Margo Channing (Bette Davies) - All About Eve
19º- Judge Roy Bean (Walter Brennan) - The Westerner
20º- Norma Desmond (Gloria Swanson) - Sunset Boulevard
21º- Dr. Strangelove (Peter Sellers) - Dr. Stangelove
22º- Luke (Paul Newman) - Cool Hand Luke
23º- Hank Quinlan (Orson Wells) - Touch of Evil
24º- Ellen Berent (Gene Tierney) - Leave Her To Heaven
25º- Rever. Harry Powel (Robert Mitchum) - The Nigh of the Hunter
26º- Terry Malloy (Marlon Brando) - On the Waterfront
27º- Dixon Steele (Humphrey Bogart) - In a Lonely Place
28º- Mrs Venable (Khaterine Hepburn) - Suddenly Last Summer
29º- Willie Gingrich (Walter Mathau) - Fortune Coockie
30º- Ginny Morheed (Shirley McLaine) - Some Came Running
31º- Sir Wilfried Robarts (Charles Laughton) - Witness For The Prosecution
32º- Veneza (Joan Crawford) - Johnny Guittar
33º- Marshall Will Kane (Gary Cooper) - High Noon
34º- Martha (Elizabeth Taylor) - Who´s Affraid Virginia Wolf
35º- Fred C. Dobbs (Humphrey Bogart) - The Treasure of Sierra Madre
36º- Don Fabirizio Salina (Burt Lancaster) - Il Gattopardo
37º - Inspector Closeau (Peter Sellers) - The Pink Panther
38º- Col. Nathan R. Jessup (Jack Nicholson) - A Few God Men
39º- Charles Foster Kane (Orson Wells) - Citizen Kane
40º-Monsieur Verdoux (Charles Chaplin) - Mounsieur Verdoux
41º-Eliza Doolitle (Audrey Hepburn) - My Fair Lady
42º-Alonzo Harris (Denzel Washington) - Training Day
43º-The Dude (Jeff Bridges) - The Big Lebowski
44º-Hannibal Lecter (Antonhy Hopkins) - The Silence of the Lambs
45º-Frank (Henry Fonda) - Once Upon a Time in the West
46º-Alice Hyat (Ellen Burnstyn) - Alice Doesn´t Live Here Anymore
47º-Michael Lightcape (Ronald Colman) - The Talk of the Town
48º-Jim Stark (James Dean) - Rebel Without a Cause
49º-Christine Vole (Marlene Deitrich) - Witness for The Prosecution
50º-Lenny Bruce (Dustin Hoffman) - Lenny
51º-Mustache (Lou Jacobi) - Irma La Douce
52º-John “Scootie” Fergusson (James Stewart) - Vertigo
53º-Ella Garth (Jo van Fleet) - Wild River
54º- Cap. Jack Sparrow (Johnny Depp) - The Pirates of the Caribbean
55º-Ma Joad (Jane Darwell) - Grapes of Wrath
56º-Stanley Kowalski (Marlon Brando) - Streetcar Named Desire
57º-Cyrano de Bergerac (Gerard Depardieu) - Cyrano de Bergerac
58º-Alfie (Michael Caine) - Alfie
59º-Archie Leach (John Cleese) - A Fish Called Wanda
60º-Roger Thornhill (Cary Grant) - North By Northwest
61º-Tracy Lord (Khatarine Hepburn) - The Philadelphia Story
62º-Luc Tessyer (Kevin Kline) - The French Kiss
63º-Lilith (Jean Seberg) - Lilith
64º-Jezebel (Bette Davies) - Jezebel
65º-Robert Stroud (Burt Lancaster) - The Birdman of Alcatraz
66º-Rose Sayer (Khaterine Hepburn) - African Queen
67º-Elliot Templetton (Clifton Webb) - Razor´s Edge
68º-Frank Slade (Al Pacino) - Scent of a Woman
69º-Joseph Tura (Jack Benny) - To Be Or Not To Be
70º-Ernie Mott (Cary Grant) - None But The Lonely Heart
71º-Trabuco (Walter Mathau) - Buddy Buddy
72º-Pearl Chavez (Jennifer Jones) - Duel in the Sun
73º-Phyliss Deitrichson (Edward G. Robinson) Double Indemnity
74º-Brutus (James Mason) - Julius Caeser
75º-William Cutting (Daniel Day-Lewis) - Gangs of New York
76º-Beverly Mantle/Elliot Mantle (Jeremy Irons) - Dead Ringers
77º-Edward Schissorhands (Jonhy Depp) - Edward Schissorhands
78º-Maximus (Russel Crowe) - Gladiator
79º-Stanley Mots (Dustin Hoffman) - Wag the Dog
80º-Edward Crane (Billy Bob Thornton) - The Man Who Wasn´t There
81º-Elmer Gantry (Burt Lancaster) - Elmer Gantry
82º-Samwise Gamgee (Sean Astin) - Lord of the Rings
83º- Darth Vader (James Earl Jones) - Star Wars
84º-Pina (Anna Magnani) - Roma, Cittá Aberta
85º-Don Corrado Prizzi (William Hickey) - Prizzi´s Honor
86º- Emperor Nero (Peter Ustinov) - Quo Vadis
87º-Mary Hatch (Donna Reed) - It´s a Wonderful Life
88º-Leonard Zelig (Woody Allen) - Zelig
89º-The Old Men (Spencer Tracy) - The Old Men and the Sea
90º-Guido Orifice (Roberto Benigni) - La Vitta é Bella
91º-Liberty Valence (Lee Marvin) - The Man Who Shot Liberty Valance
92º-Sam Dawson (Sean Penn) - I Am Sam
93º-Ellis “Red” Redding (Morgan Freeman) - Shawshank Redemption
94º-David Dobel (Woody Allen) - Anything Else
95º-Captain Ahab (Gregory Peck) - Moby Dick
96º-Paula Asquit (Ingrid Bergman) - Gaslight
97º-Harry (Art Carney) - Harry and Tonto
98º-Vincent Vega (John Travolta) - Pulp Fiction
99º-Dian Fossey (Sigourney Weaver) - Gorillas in the Mist
100º-The Girl (Marilyn Monroe) - Seven Years Itch

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:22 PM

100 Maiores Personagens do Cinema aprovadas

A segunda sondagem do Hollywood saldou-se por um redundante sinal de aprovação à lista apresentada pela revista Premiere, no que diz respeito às 100 maiores personagens de sempre da história do cinema.
Uma votação com mais de 100 participantes, deu 36% à opção "Óptima". No segundo lugar, com 22%, ficou a opção "Podia Estar Melhor", enquanto que o último lugar do pódio ficou para a alternativa "É um Disparate", com 20% dos votos.
Está online uma nova votação. A pergunta para esta semana é: Qual é a maior brasa de Hollywood ?
100personagens.GIF

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:04 PM

Trailers da Távola Redonda

A Touchstone Pictures disponibilizou mais dois trailers de King Arthur. O filme que marca o regresso de Antoine Fuqua