« Brosnan, Pierce Brosnan | Entrada | Uma Visão Superficial - A musica no cinema ou os musicos no cinema? »
maio 20, 2004
Cannes - Primeira semana sem grandes surpresas
Agora que entramos na segunda, e decisiva semana, do Festival de Cannes vale a pena lembrar o que sucedeu nos primeiros dias do Festival. Uma edição até agora sem grandes surpresas e algumas confirmações.
O Festival abriu com a primeira exibição pública de La Mala Education de Pedro Almodovar. Os aplausos foram gerais e a critica unânime em catalogar este filme como mais uma obra prima do realizador espanhol. Também Gabriel Garcia Bernal esteve em destaque pela sua memorável interpretação.
Houve igualmente fortes aplausos para a visão romântica da guerra apresentada por Emir Kusturica em La Vie Est Un Miracle. Admirador confesso da obra de Frank Capra, o jugoslavo utiliza a guerra como pano de fundo para mais um filme sobre relações e amor entre um homem e uma mulher.
Shrek 2, a continuação do primeiro grande sucesso animado dos estúdios Dreamworks, também conquistou Cannes. A ligeireza do argumento e a qualidade das imagens foram as notas de maior destaque neste filme de animação que se espera que estreie em Portugal durante o Verão.
Houve também fortes aplausos para La Niña Santa, uma estória de amor, erotismo e determinação, e acima de tudo para a atitude irreverente de Michael Moore e do seu Fahrenheit 911 que até agora tem recebido aplausos de todas as áreas dentro do certame.
No entano aquele que parece partir em pole-position para o triunfo da Palma de Ouro estreou ontem. Diários de Motocicleta de Walter Salles, que narra a vida de Ernesto Guevara, quando ainda não era "Che", é até agora o grande favorito. E Bernal, que já brilhara no primeiro dia, está igualmente a ser o actor de maior destaque.
Para a semana que falta, até o jurí presidido por Quentin Tarantino entregar o prémio que abre a temporada cinematográfica, temos alguns titulos que já estão a demonstrar muito interesse, casos de Ghost in The Shell ou 2046, bem como Ladykillers e a exibição de uma versão conjunto de Kill Bill, como o seu realizador tanto queria fazer.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 20, 2004 05:32 PM