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julho 30, 2004
Brasa de Verão: Katie Holmes - A Perfeição
É provavelmente uma das mulheres mais belas de mundo e uma actriz de talento infindável.
O seu nome já nos soa a familiar, o que é natural devido a uma carreira que, apesar de curta, já mostra provas do seu talento. Mas é no futuro que temos de estar de olhos postos. Por aqui está uma das futuras divas de Hollywood...
Katie Holmes é de facto uma das menina prodigio da representação. Começou no teatro, deu o salto para a televisão, onde se consagrou na série Dawson´s Creek, e hoje é um valor seguro no cinema. O prodigio de hoje é a estrela de amanhã, mas vamos por partes.
Nasceu de parto prematuro a 18 de Dezembro de 1978 em Toledo, no Ohio. A tipica menina do Midwest cresceu a sonhar com os palcos. Foi no liceu local que começou a desenvolver as suas capacidades de actriz, que foi aperfeiçoando em teatros locais. Ao mesmo tempo a sua enorme beleza levava a ter uma carreira paralela nas passerelles onde venceu alguns prémios como jovem modelo.
Um dia, um produtor de cinema viu-a e encorajou-a a tentar a sua sorte em Los Angeles.
Ao chegar a LA a sorte grande bateu-lhe à porta. Em vez de esperar meses, como a maior parte dos actores recém-chegados, o seu primeiro papel surgiu logo na sua segunda audição. Foi no filme Ice Storm de Ang Lee que a jovem deu os primeiros passos no grande ecrãn.
Entusiasmada com o seu sucesso inicial, Katie começou a enviar a todas as produtoras, cassetes com as suas audições. Por sorte o produtor Kevin Williamson gostou tanto da sua interpretação que a convidou de imediato a tentar o papel principal na serie Dawson´s Creek.
Dawson´s Creek foi o confirmar deste enorme talento que acabava de despontar.
A partir de 1998, Katie Holmes tornou-se no icone da serie e aos olhos do grande público ela era a filha que todos os pais queriam ter, a amiga que todas as amigas sonhavam e a namorada porque todos os rapazes ansiavam. A personagem de Joey Potter acentava-lhe que nem uma luva e o passaporte para o sucesso estava garantido.
Ainda a trabalhar na serie, Katie Holmes teve tempo para se dedicar ao cinema. Apesar de ter perdido o papel de Wicked para Julia Stiles, de ter tido que recusar o papel em 40 Days and 40 Nights, e de ter sido suplantada por Sarah Michelle Gellar como Buffy, The Vampire Slayer, por ser demasiado jovem, o facto é que a sua carreira no cinema não teve problemas em arrancar.
Fez Disturbing Behaviour em 1999 e Go no mesmo ano, vencendo vários prémios como "rookie" do ano. No ano seguinte esteve no filme Wonderboys, a tentar seduzir Michael Douglas. Com esse filme as suas personagens tornaram-se ainda mais maduras.
Com 22 anos Katie Holmes entrou no seu primeiro papel dramático no filme The Gift, onde protagoniza cenas escaldantes com o protagonista Giovani Ribisi. As suas cenas de nus neste filme de Sam Raimi despertaram a atenção do público masculino. Surgiram vários convites de revistas para que a jovem posasse nua, e as imagens das cenas do filme espalharam-se pela internet. Afinal, a menina bonita de Dawson´s Creek era mais mulher do que muitos pensavam.
Depois de um 2001 dedicado à serie, foi no ano seguinte que a carreira de Katie Holmes se instalou definitivamente no cinema. Protagonizou o filme Abandon, a primeira vez que tal sucedeu na sua ainda curta carreira. Nesse mesmo ano esteve no notável Phone Booth e continuou a chamar à atenção pela sua beleza estonteante e o seu talento cada vez mais latente.
Com o final da serie em 2003, o cinema tornou-se na prioridade de Holmes. Assim não admirou ninguém que no primeiro ano sem comprissos televisivos, a jovem desse um recital de interpretação em Pieces of April - pelo qual chegou a vencer alguns prémios independentes - e ainda em The Singing Detective.
Hoje o futuro desta actriz está marcado a ouro. A jovem que está de casamento marcado com Chris Klein (American Pie) está neste momento a rodar Batman Begins, a sua primeira participação num filme de grande orçamento. Ao mesmo tempo estará ao lado de Michael Keaton, como filha do Presidente dos EUA em First Daughter.
Talentosa como poucas, bela como quase ninguém, Katie Holmes é hoje uma estrela a seguir na constelação imensa de Hollywood. Apesar de não ser uma estrela cadente, quando entra em cena quase que dá vontade de lhe pedir um desejo. Sussurrado ao ouvido.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:48 PM | Comentários (1)
Harry Potter and the Prisioner of Azkaban - Chegou a maturidade!
A palavra de ordem deste terceiro filme de Harry Potter e os seus amigos é mesmo maturidade. As jovens estrelas já ganharam experiência e este livro é mais profundo que os anteriores.Mas o filme ganha imenso em ter consigo um realizador que já provou todo o seu valor. Com Alfonso Cuarón este filme é para adultos...
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Não para adultos num sentido sexual do termo entenda-se. Apesar de Cuarón se ter celebrizado no erótico road-movie E Tu Mama También, a verdade é que era impossível transferir essa dimensão para o filme. Não que ela não esteja lá, porque de facto está. Só que surge de uma forma dissimulada. O ambiente neste terceiro ano de Hogwarts prima pela sensualidade. Os jovens feiticeiros já caminham a passos largos para a idade adulta e é natural que essa faceta - ao de leve mencionada nos livros - começasse a ser mencionada. Leves brincadeiras e pequenos planos deram para entender a mensagem do realizador mexicano. Se pudesse fazia mais, mas como não pode...

O filme em si não é brilhante, mas ninguém espera isso ao ver uma adaptação dos livros da escritora J.K. Rowling. Esperam acima de tudo emoção, divertimento e alguns sustos à mistura. E por esse prisma, este filme é completo.
A maturidade que falava na introdução reflete-se a todos os niveis. O cenário está em si mais lugubre. Hogwarts já não é o castelo de fadas dos primeiros filmes. É agora uma fortaleza deslumbrante mas bem mais sombria, assim como toda a região envolvente que nos atira de imediato para um imaginário quase medieval. A própria banda-sonora do genial John Williams está mais negra e abrangente. Claro que a temática do filme ajuda, mas a verdade é que o filme precisava desta nova abordagem, sob pena de cair na rotina de um simples filme de aventuras. E Harry Potter não merece isso.

É indiscutivel entre os fãs que o terceiro livro é o melhor da saga. O mais completo, o mais envolvente e o mais sinistro. E isso torna a tarefa de Cuarón bem complicada. Como resumir a duas horas e meia de filme, todo um livro que tem mesmo nas mais insignificantes linhas, toques de genialidade?
Sabendo nós que uma adaptação é isso mesmo, uma adaptação, podemos dizer que o mexicano saiu-se muito bem. Soube criar uma dinâmica narrativa que prendeu o espectador, mesmo tendo de deixar de lado vários pormenores que no livro são essenciais. Mas a diferença visual entre a literatura - onde a nossa imaginação voa - e o cinema - onde ela está restringida ao conteúdo visual - torna uma adaptação perfeita impossível. No entanto este filme cumpre por completo.
E aqui Cuarón teve de facto papel predominante. É pena que o mexicano dirija apenas este filme porque é a sua visão, os seus movimentos de camara, a sue envolvência que fazem deste filme uma adaptação muito superior aos dois primeiros, da responsabilidade do eterno argumentista Chris Columbus. Pena é que esta aposta não seja de continuar porque a potencialidade de unir Harry Potter e Alfonso Cuarón era de facto imensa.

Uma palavra também ao elenco. Numa adaptação de um herói como Harry Potter, o espectador comum não se preocupa com o que até agora descrevi. Quer identificar-se com os actores/personagens, no bom e no mau sentido. E por isso é importante criar um elo personagem-actor-espectador. Muitas adaptações falharam porque esse elo não existiu. Felizmente, e apesar da juventude deste elenco, não é este o caso.
O trio de jovens actores que, desde os 10 anos, dá a vida a estas personagens, tem evoluida conforme o esperado, no campo da representação - estão mais à vontade e mais livres de mostrarem o que valem - o que é importante, porque o que se trata nesta saga é a própria evolução do trio de protagonistas. A aposta em Daniel Radcliffe, Ruppert Grint e Emma Watson foi de facto um sucesso. Mesmo que Grint seja o "mais" actor do trio, todos os três têm de facto uma carreira de sucesso pela frente. E Emma Watson - apesar de só ter 14 anos - é hoje uma das mais promissoras actrizes britânicas, e também uma das mais belas. A sua tenra idade dá uma aura de beleza juvenil como a serie precisava. A aposta nela foi de facto uma mais valia.

Ao restante elenco há que referir os aspectos positivos e negativos da saga. A curiosa adaptação das aventuras de Harry Potter tem trazido para o cinema uma vaga de actores britânicos a quem fica sempre bem dar um papel, se bem que pequeno. Com a ausência (surpresa!) do mago John Cleese, coube à hilariante Dawn French, a Emma Thompson e também a oscarizada Julie Christie a oportunidade de surgir nas aventuras do jovem feiticeiro. Esta politica, que começou com o elenco original que incluia nomes como Richard Harris (entretanto falecido), Maggie Smith e Alan Rickman é de facto uma das bases do sucesso desta "franchise".
O ponto mais negativo do elenco centra-se basicamente em duas personagens. A morte de Richard Harris é de lamentar, e a sua presença na saga dava, de facto, outra aura à já de si mitica personagem de Dumbledore. Apesar de notável actor, Michael Gambon alterou por completo o registo de representação, fazendo o personagem rejuvenescer como que por milagre. Não acreditamos que essa mudança tenha sido bem sucedida, até porque Dumbledore é um elo fulcral na saga, e a sua aura inicial, um dos aspectos de maior sucesso dos primeiros filmes. A corrigir!
Também David Thewlis não convenceu como Remus Lupin. Quem leu os livros sabe que este não é o mesmo personagem. O encarnar do professor de Defesa Contra as Artes Mágicas, foi mal conseguido pelo actor britânico. Pedia-se neste caso um outro interpretante, mais melancólico.
Já Gary Oldman, apesar de surgir poucas vezes, é, como sempre sublime. Uma cena sem Oldman e com Oldman faz toda a diferença do mundo. Ele é um dos melhores actores da sua geração, apesar de ser sempre relegado para segundo plano. Espera-se mais deste verdadeiro gigante da representação.

Resumindo, Harry Potter and The Prisioner of Azkaban é o melhor filme até ao momento da saga. Agradará a todos aqueles que seguem as aventuras do jovem feiticeiro e à maior parte dos espectadores. Não se sintam desiludidos aqueles que virem no filme uma adaptação fracassada. Alfonso Cuarón fez bem o seu trabalho. Agora não me venham é dizer que um dos grandes livros dos últimos dez anos como é este pode ser adaptado ao cinema facilmente. Isso meus amigos, nem com magia!
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Site Oficial: harrypotter.warnerbros.com
Realizador: Alfonso Cuarón
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Gary Oldman, ...
Produtora: Warner Bros.
Classificação: m/6
Duração: 141 minutos
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:01 PM | Comentários (8)
julho 29, 2004
Brasa de Verão: Julia Stiles - Abençoada pelo talento
Quer seja dançando ao som da música ou declamando poesia shakesperiana, Julia Stiles é cada vez mais um nome incontornável na nova geração de actrizes norte-americanas.
A idade não parece ser obstáculo para os sonhos da jovem actriz que depois de um início de carreira fulgurante, só pode aspirar em chegar ao céu...
Julia Stiles nasceu na "Big Apple" a 28 de Março de 1981.
Começou a sua carreira no mundo do teatro, onde era uma das meninas prodigios dos teatros de Greenwich Village, na zona mais "in" de Nova Iorque.
O seu primeiro papel no cinema foi em I Love You, I Love You Not, mas foi no ano seguinte, 1997, que deu o primeiro grande passo rumo a uma carreira de sucesso.
Foi a sua origem irlandesa, e o seu sotaque de então, que acabou por ser predominante aquando da sua escolha para entrar no elenco de The Devil´s One. O filme era um drama poderoso com Harrison Ford e Brad Pitt, mas a jovem actriz soube mostrar o seu valor no meio de dois "Monstros sagrados" de então.
Nesse mesmo ano deu os primeiros passos na TV na serie Before Woman Had Wings. A experiência não a seduziu muito e - tirando uma presença na serie The 60´s em 1999 - Julia Stiles nunca mais voltou ao pequeno ecrãn. Hoje, quando quer fazer uma pausa do mundo de Hollywood, opta sempre por voltar aos palcos, o berço da maior parte dos actores.
1998 foi um ano de transição. A actriz entrou em dois filmes curiosos, Wicked e Wide Awake e confirmou que era capaz de se desdobrar em diferentes personagens.
1999 foi o seu grande ano, o ano que definitivamente consolidou o seu nome na praça. A grande alavanca para esta aclamação foi o seu excelente desempenho no filme para jovens 10 Things I Hate About You. O filme era uma adaptação da peça de Shakesperare "A Fera Amansada", e ao lado dos jovens Heath Ledger, o seu namorado de então Joseph Gordon-Levitt e Larisa Oleynik, conseguiu criar uma empatia com o público como poucas jovens actrizes tinham conseguido nesta década. O prémio foi ter sido eleita uma das mais desejadas jovens com menos de 21 anos nos EUA - tinha 18 - e de ter sido convidada por várias revistas para posar na capa. O seu nome tinha finalmente sido memorizado por todos.
Depois de 10 Things About You, a jovem Julia Stiles voltou a William Shakespeare como Ophelia no filme Hamlet ao lado de Ethan Hawke. De novo um sucesso - a sua escola teatral permitiu adaptar-se depressa à personagem - e o seu nome começava a ser cada vez mais cobiçado.
Em 2001 acabou por ser escolhida para o elenco do filme Save the Last Dance. Antes desse filme ainda rodou o interessante State and Main, mas se "10 Things" tinha sido importante para projectar o seu nome, Save the Last Dance - um filme com rótulo MTV - foi decisivo para consolidá-lo definitivamente. Julia Stiles venceu vários prémios pelo seu desempenho e voltou a ser eleita uma das 50 mulheres mais belas do mundo.
Enquanto que nessa ano voltaria a Shakespeare no filme O - inspirado na peça Othelo onde desempenha a infortunada Desdemona - 2002 consolidou-a nas produções de vulto de Hollywood, ao ser escolhida para surgir ao lado de Matt Damon no filme The Bourne Identity. O filme não foi o sucesso esperado e curiosamente a partir daí a sua carreira abandou um pouco.
No ano seguinte entrou na comédia A Guy Thing, seguindo-se prestações em Caroline e no filme-veiculo para Julia Roberts, Mona Lisa Smile, onde não passou despercebida por completo.
De qualquer forma, se os últimos dois anos têm sido menos proliferos, os próximos prometem uma desforra para Julia Stiles que regressará na sequela de Bourne Identity e estará também na comédia The Prince and Me, uma tentativa de recuperar a sua imagem de menina-perfeita.
Julia Stiles é um nome a ter em conta, e todos parecem sabe-lo. Resta ver agora o desenrolar da sua carreira. Apesar de ter começado num registo dramático cedo se habituou às comédias de adolescentes. A pergunta é se saberá voltar ao início.
Próxima Brasa de Verão: Katie Holmes
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:27 PM
julho 28, 2004
Brasa de Verão: Jessica Biel - Sem pudor!
Desde sempre que as pessoas viam nela a filha perfeita. Quando chegou a altura de dar o salto, rompeu por completo com a sua imagem e mostrou que poderia ser a rapariga mais despudorada do Mundo.
A sociedade puritana dos EUA ainda não aceita bem este tipo de pessoas mas Jessica Biel já mostrou que não tem medo de nada...
Vinte e dois anos de talento e beleza.
Jessica Biel nasceu a 3 de Março de 1982 no Minesotta, mas cresceu no estado do Colorado. Começou a sua carreira ainda jovem, não como actriz mas sim como modelo fotográfica.
Só aos 13 anos decidiu entrar no mundo da representação, ao ser escolhida para um dos papeis de destaque na serie televisiva 7th Heaven.
A serie deu-lhe destaque junto da comunidade jovem e durante alguns anos tornou-se uma das verdadeiras "wannabes" da juventude norte-americana.
O salto para o cinema deu-se com apenas 14 anos no aclamado Ulee´s Gold que valeu uma nomeação ao óscar de Peter Fonda.
A sua fidelidade à serie 7th Heaven, impediu-a de fazer carreira no cinema como outras colegas jovens, tendo tido apenas uma passagem pelo filme I'll Be Home for Christmas, em 1998.
Apesar do sucesso e exposição que a serie lhe deu, Jessica Biel esteve para abandoná-la, quando perdeu o papel de filha de Kevin Spacey em American Beauty para Thora Birch. Os produtores não queriam uma actriz que tivesse fama de "menina boazinha" e por isso recusaram a sua candidatura ao lugar. Isso enfureceu a actriz, que desde então se tem tentado libertar do epiteto de menina-bonita.
O primeiro passo aconteceu mal fez 18 anos. Pronta a criar o escândalo junto da comunidade de admiradores, mas também de produtores de cinema, aceitou posar nua para a revista Gear Magazine.
A polémica à volta das fotos levaram-na a rescindir o contracto com a serie, partindo assim para a carreira no cinema que tanto ambicionava.
Em 2001, já solta de compromissos, entrou no filme Summer Catch, que não foi um sucesso, nem da critica, nem da bilheteira. Só no ano seguinte teria um novo papel, em The Rules of Atraction, mas a sua carreira teimava em não descolar.
Curioamente, teve de voltar várias vezes à série que antes deixara como convidada especial para manter-se activa.
Em 2003 finalmente um papel digno de destaque no filme The Texas Chainsaw Massacre. O publico gostou e a critica reconheceu-lhe finalmente o valor que havia negada desde o polémico incidente das fotos nua, altura em que foi acusada de tentar vender o seu corpo à frente do seu talento.
Para os próximos anos não faltam projectos a Jessica Biel.
Em 2004 vai protagonizar o filme It´s a Digital World, estando também já com vários projectos para o final do ano.
Será uma das actrizes do ansiado Cellular, ao lado de Kim Basinger e William H. Macy, por um lado, e por outro vamos vê-la no igualmente esperado Blade Trinity.
No entanto 2005 também promete ser um ano de fartura com presenças já garantidas em dois titulos, Stealth e o prolifero Elizabethtown, onde vai surgir ao lado de estrelas como Orlando Bloom e Susan Sarandon.
Actriz versátil, Jessica Biel tem feito da necessidade de mudar de estilo de representação uma cruzada pessoal. Da menina bonita de 7th Heaven, já pouco parece restar. Hoje Jessica é uma mulher madura, sem qualquer pudor e pronta a aventurar-se em áreas onde os seus primeiros fãs nunca imaginariam vê-la. Por vezes a qualidade de um actor vê-se na sua capacidade de correr riscos. Se for assim, temos aqui um valor seguro para o futuro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:55 PM
Duplex - Dura de matar...
A critica norte-americana arrasou por completo o filme. É natural! Danny de Vitto nunca foi um nome consensual. Nem como actor, nem agora como realizador. Mas o seu humor negro, apurado ao máximo, e uma tripla de actores em boa forma, faz de Duplex um filme assaz divertido de ver...
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Não é uma comédia genial, nem um filme espantoso este Duplex. Mas o objectivo nunca foi esse.
Na verdade Danny de Vitto sempre esteve fora das convenções do cinema de Hollywood. Podemos mesmo dizer que é um Woody Allen mais negro, mas com um humor mais fácil. Nunca viriamos um filme de Woody Allen com um humor tão fisico como este. Mas a ideia, em potência, é a mesma.
O argumento a principio parece ter sido copiado de uma simples comédia de baixo orçamento. Um jovem casal procura uma casa em Nova Iorque. Ele é escritor, ela designer, e ambos precisam de um nicho confortável para constituir família. Encontram o sitio perfeito que tem apenas um senão. Uma velhota engraçada que é inquilana do andar de cima do duplex.
Nada mais superficial pensa o espectador, adivinhando já que a velhota provavelmente causará muitas chatices ao casal recém-casado.

Mas não. Causa mais do que muitas. Ela é o verdadeiro demónio para o casal. Mas, ao contrário do que num filme normal encontrariamos, ela é demasiado subtil para cair-mos no humor fácil. Para isso o realizador encomendou à dupla de actores que dessem um maior dinamismo ao filme. Nada de mais fácil para Ben Stiller e Drew Barrymore, provavelmente dois dos maiores valores da comédia ligeira norte-americana.
O filme vai-se desenrolando agradavelmente em peripécias várias sem nunca chegar ao momento em que o espectador se farta. Mérito do realizador que sabe quando parar, e quando dar ao público mais uma achega sobre o twist final.
Twist esse que é previsivel para aqueles mais atentos e uma surpresa em geral para os restantes espectadores que esperavam que a mensagem do filme fosse outra. Mas nao. De Vitto quer claramente passar a imagem de que todos, sem excepção, são passiveis de fazer as coisas mais terriveis. Lembram-se do filme Não Atirem a Mamã do Comboio? A receita é mais ou menos a mesma, mas cozinhada de forma bem mais súbtil.

A uma realização muito bem conseguida - o genérico inicial é uma lufada de ar fresco aqueles que costumamos ver em cómedias deste género - e um argumento interessante, podemos juntar interpretações muito bem conseguidas.
Ben Stiller é igual a ele mesmo. A par de Adam Sandler é sem dúvida alguma o rei da comédia nonsense nos EUA. Desde o filme dos irmãos Farrelly, Something About Mary, que ele é um icone do humor leve em Hollywood e tem feito de tudo para manter essa aura. Muitos perguntam-se quando é que chegará a hora de dar o salto. A resposta provavelmente é nunca. Não se deve confundir Stiller com Jim Carrey. Stiller é um actor puramente de comédia e deverá manter-se assim durante longos anos. O mesmo se passa com a bela Drew Barrymore. Aqueles que ainda pensam que a menina do ET vai honrar nome de uma das maiores familias de sempre na arte da representação, podem pensar duas vezes. Drew tem uma maneira humana e leve de abordar o cinema e deverá manter o seu registo na comédia. Dar o salto fica para mais tarde.
Igualmente notável está neste filme Eilen Essel. A idosa actriz estreou-se no cinema apenas à dois anos, no filme Ali G in Da House, mas soube provar que a idade não é entrave. Provavelmente ela é a estrela mais cintilante deste tridente de actores.

Duplex é um filme interessante. É um filme com humor inteligente para quem aprecia, e que não deixa de visar um público mais vasto graças às suas incursões num estilo de humor mais físico e fácil.
Duplex, aposta da Miramax em Danny de Vitto, que acabou por ser arrasado pelo crítica, é um filme melhor do que parece. É preciso é saber como o ver.
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Site Oficial: www.miramax.com/duplex/
Realizador: Danny de Vitto
Elenco: Ben Stiller, Drew Barrymore, Eileen Essel, ...
Produtora: Miramax
Classificação: m/12
Duração: 97 minutos
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:01 PM
Trailer de Batman Begins
O Hollywood tem a honra de ser o primeiro cine-blog português a divulgar o teaser trailer mais esperado do ano.
Contra todas as expectativas a Warner Bros. antecipou o lançamente do trailer do próximo filme de Christopher Nolan, Batman Begins.
No trailer, que não mostra a acção do filme, Christian Bale narra a sua transformação no heroi de Gotham City.
O filme que contará para além de Bale, com um elenco de luxo que inclui Morgan Freeman, Liam Neeson, Gary Oldman, Katie Holmes, Cilian Murphy e Michael Caine, tem a estreia prevista para 17 de Junho de 2005.
Vejam o trailer aqui.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:55 PM
julho 27, 2004
Tudo vago...
Está confirmado. O realizador de videoclips McG foi afastado do projecto SuperHomem.
Aquele que era tido pelos fãs da franchise como o elo mais fraco de uma nova adaptação ao cinema das aventuras do super-heroi mais famoso do Mundo vai ser substituido por um nome ainda não revelado. Com ele partiu também o guionista J.J. Abrams.
Agora todos os lugares na produção estão oficialmente vagos. A caça ao papel segue dentro de momentos...
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:45 PM
Brasa de Verão: Jessica Alba - Cidadã do Mundo
Californiana de nascimento, cidadã do mundo por origem. Tem sangue latino, indiano, dinamarquês e britânico nas veias, uma verdadeira mistura do melhor que o mundo tem para oferecer.
Já tem dez anos de carreira, divididos entre o cinema e a televisão, mas não parecem haver dúvidas que ali está um nome que vamos ouvir durante muito tempo...
É assim Jessica Alba, a jovem que nasceu a 28 de Abril de 1981 em Paloma, uma pequena localidade da Califórnia.
Desde os cinco anos apaixonou-se pela representação e aos 12 começou a ter aulas de representação. Não durou muito para ser escolhida pela primeira vez para entrar num filme. Estavamos em 1993 e o filme era Camp Nowhere. Curiosamente a jovem actriz era apenas uma figurante, mas quando a actriz principal desistiu, teve a oportunidade que tanto ambicionava. E tudo isso apenas porque a sua cor de cabelo era igual à da anterior protagonista.
Depressa foi escolhida para participar em vários anuncios e estreou-se na televisão em 1994 na serie da Nickleodeon The Secret World of Alex Mack. Voltou ao cinema no ano seguinte ao entrar no filme de sucesso Fliper. O filme foi um sucesso e originou uma serie televisiva que a manteve ocupada durante todo o ano de 1995. O sucesso da serie fez com que a sua participação se extendesse até 1997. Em 1998 ainda na televisão fez, ao lado de Randy Quaid, P.U.N.K.S. e apareceu em Brooklyn Souht, chegando mesmo a aparecer em episódios de The Love Boat e Beverly Hills 90210.
Em 1999 surgiu ao lado de Drew Barrymore em Never Been Kissed e no mesmo ano fez ainda Idle Hands. No ano seguinte estreou-se na serie de James Cameron, Dark Angel que a tornou extremamente popular nos Estados Unidos. A sua popularidade fez com que surgisse no 1º lugar da lista das 100 raparigas mais sexys para a Maxim, isto com apenas 20 anos de idade.
Enquanto a sua popularidade aumentava, sendo eleita por várias revistas e sites como a jovem mais bela do universo hispânico, Jessica Alba rejeitava as suas origens latinas, definindo-se como "norte-americana".
Quando a serie Dark Angel foi cancelada pela Fox, após duas temporadas, a jovem Jessica preparou para voltar em grande ao cinema no filme Honey. O sucesso comercial e a publicidade à volta do mesmo pelo canal MTV reforçou ainda mais o seu papel de destaque junto da comunidade jovem.
A sua carreira já tem muito que se lhe diga mas para Jessica Alba o céu parece não ter limites.
Para 2004 tem já vários projectos em mão. Será uma das estrelas de The Fantastic Four bem como de Sin City, o filme de Robert Rodriguez. Além disso vamos poder vê-la em Into The Blue.
De facto, com uma ficha técnica admirável, Jessica Alba é já vista como uma das mais promissoras actrizes norte-americanas. Fala-se dela para Spiderman 3, mas a verdade é que devem haver poucos produtores em Hollywood que não queiram contar com os seus serviços.
Próxima Brasa de Verão: Jessica Biel
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:02 PM
julho 26, 2004
Sondagem: Brando eternamente Vitto Corleone
Na sondagem elabordada pelo Hollywood, sobre qual a personagem mais marcante do recentemente falecido Marlon Brando, a vitória coube a Vitto Corleone, a sua personagem no filme The Godfather. Uma personagem que valeu um óscar a Brando e que conseguiu 35% dos votos.
No segundo lugar surge o seu primeiro grande papel em Streetcar Named Desire com 19%, logo seguido da interpretação que lhe valeu o primeiro óscar, em On the Waterfront com 16%.
Com 14% surgiria o seu papel em Apocalipse Now, seguido das suas interpretações em Julius Caeser, The Chase e The Wild One. Curiosamente o seu papel polémico em The Last Tango in Paris não obteve qualquer voto.
Está já online uma nova sondagem: Qual o teu genero cinematográfico preferido?
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:19 PM
Brasa de Verão: January Jones - Dama de Honor
É uma das actrizes secundárias mais promissoras da nova vaga. Tem como imagem de marca a sua beleza mas já nos surpreendeu pelo talento que, aos poucos, vai conseguindo mostrar. Só falta mesmo darem-lhe uma oportunidade...

Nascida a 5 de Janeiro de 1978 no sul dos Estados Unidos, a jovem January Jones tem vindo progressivamente a mostrar-se ao mundo.
Ainda não a vimos num grande papel é certo, mas os pequenos momentos que lhe concedem em filmes - habitualmente comédias românticas - são já suficentes para mostrar que é uma jovem com verdadeiro talento.

Começou a sua carreira em 1999, aparencendo no filme All the Rage. No ano seguinte passou para a televisão onde trabalhou na serie Sorority. Em 2001 estaria em destaque ao entrar em dois filmes, The Glass House e ainda Bandits. Por essa altura no entanto era já capa de revistas, não pelas suas prestações, mas pela relação com o actor Aschton Kutcher. Relação muito falada mas que acabaria depressa quando o jovem actor de Dude Where´s My Car, a decidiu trocar por Demi Moore. Chegou mesmo a ser considerada uma das jovens mais sexys do EUA, sendo convidada para posar para a Playboy e a Maxim. Só aceitou o segundo convite.
Foi nessa altura que a sua carreira começou a dar o salto.

O ano seguinte viria a confirmar a tendência de 2001 e Januray Jones surgiria em destaque no filme Full Frontal. No ano seguinte deu finalmente o salto. Entraria em Love Actually, juntamente com uma vasta serie de belas actrizes, e também em American Wedding e Anger Management, duas das comédias mais rentáveis do ano.
Este ano começou bem para Januray Jones. Recuperou da crise amorosa em que se instalara e para gáudio das revistas, tem uma relação aparentemente saudável com o músico Josh Groban. Ao mesmo tempo já teve um desempenho interessante em Dirty Dancing 2 enquanto se prepara para estrear na televisão a serie Love´s Enduring Promise.
Januray Jones é uma daquelas actrizes que tem talento, mas que peca por ser menos aproveitada do que de certo devia. Provavelmente se algum realizador lhe der uma oportunidade como elemento principal, as nossas suspeitas de que ali há talento se confirmem.
Próxima Brasa de Verão: Jessica Alba
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:54 AM
julho 25, 2004
Brasa de Verão: Hilary Duff - Manobra de Marketing ou talento em bruto?
Acusada de viver eternamente no universo dos filmes para jovens adolescentes, Hilary Duff levou a extremos a imagem de teen-queen. A maior parte dos cinéfilos concorda que a sua carreira ficará eternamente presa às personagens que a actriz cultiva constantemente, mas alguns avisam que quando Hilary Duff der o salto, se tornará numa actriz muito interessante...

É jovem, muito jovem, mas soube gerir até agora a sua carreira de tal forma que já é uma das actrizes mais ricas de Hollywood. A vida tem corrido de facto muito bem para Hilary Duff.
Com 17 anos, nasceu a 28 de Setembro de 1987 no estado do Texas. Começou a carreira com 6 anos no mundo do teatro infantil, mostrando desde cedo capacidade não só para representar, mas igualmente para dançar e cantar, o que a tornou numa jovem bastante versátil. Surgiu pela primeira vez junto do grande público em 1997 na serie True Women, mas só em series como Casper Meets Wendy e The Soul Colector, no ano seguinte, é que conseguiu alguma notoriedade.

O grande salto foi dado quando venceu o casting para apresentar um programa no canal Disney. O programa era The Lizzie Maguire Show e foi um sucesso imenso, tornando-se num dos programas mais vistos nos canais por cabo em todos os estados norte-americanos. Rapidamente Hilary Duff colou-se à personagem Lizzie Maguire, indo agora na terceire serie de episódios. Para reforçar ainda esta associação protagonizou as aventuras da jovem adolescente no cinema, num filme, The Lizzie Maguire Movie, que estreou no último Verão, tendo curiosamente sido um dos grandes exitos da estação quente, contra todas as expectativas.

No entanto, apesar do sucesso da sua personagem,Hilary Duff entrou também em várias outras comédias para adolescentes - há quem diga mesmo para pré-adolescentes - como Agent Cody Banks, Cadet Kelly e Cheaper By the Dozen.
Já neste ano protagoniza mais um dos sucessos de Verão, em The Cinderella Story e prepara-se para apresentar também Raise Your Voice, The Perfect Men e Outward Blonde.

No entanto nem só da representação vive a jovem Hilary que em 2002 lançou o seu primeiro album, Methamorphosis que saltou de imediato para o top de vendas com o êxito So Yeasterday a dominar nas tabelas de singles. A versatilidade de Hilary Duff tem compensado, já que criou uma verdadeira gama de produtos à sua volta, consumidos furiosamente pelos mais jovens adolescentes da América. Um modelo para as jovens americanas, que vêm nela a amiga e sincera Lizzie Maguire, e uma das mulheres mais desejadas para os jovens americanos, que destacam mais depressa as evoluidas curvas do seu corpo - há quem fale em operações plásticas para o aumento dos seios da jovem actriz/cantora - em detrimento do seu talento.

Mas a polémica estala quando se fala no que é de facto Hilary Duff. Os mais criticos rotulam-na apenas como um produto de marketing, criado à volta da marca Disney, tal e qual como aconteceu com Britney Spears. Os criticos dizem que será incapaz de dar o salto para personagens maturas, e ficará eternamente colada em papeis de menina adolescente.
Os seus apoiantes indefectiveis dizem apenas que com 17 anos ela tem tempo. Para já deve preocupar-se em fazer o que gosta e quando surgir a oportunidade de saltar para um outro nível, ela não desiludirá.
A verdade só virá com o tempo.
Próxima Brasa de Verão: January Jones
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:45 AM | Comentários (16)
julho 24, 2004
Novidades da Comic-Con 2004
A Convenção do universo comics tem traziado algumas novidades para os amantes de cinema. Foi divulgado que o primeiro trailer de Batman Begins surgirá na prévia de Alien vs Predator. Em relação ao filme de Christopher Nolan foi igualmente divulgada a primeira imagem de Dr. Jonathan Crane, mais conhecido como Scarecrow.
Além disso há igualmente novas imagens e posters de Blade Trinity, Constantine e Sky Captain and the World of Tomorrow. Cliquem na imagem para saber mais.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:05 PM
Brasa de Verão: Evan Rachel Wood - Definitivamente na ribalta
Apelidada como a mais talentosa e bela actriz jovem de Hollywood, o seu desempenho em Thirteen trouxe o nome de Evan Rachel Wood para a ribalta. A jovem que se tornou conhecida na serie Once Again, continua a surpreender pela qualidade das suas prestações. Não admiraria que aqui estivesse uma verdadeira estrela em potência...

Menina bonita do sul dos Estados Unidos, Evan Rachel Wood nasceu a 7 de Setembro de 1987 em Raleigh na Carolina do Norte.
Apesar da sua tenra idade - 17 anos apenas - é actriz profissional desde os seus 7 anos, altura em que entrou no mundo da televisão.
Mas curiosamente poderia ter-se estreado no mundo do cinema, se não tivesse perdido para a sua rival Kirsten Dunst, o papel de jovem no filme Interview with the Vampire. Mas por vezes os grandes nomes começam com uma derrota para aprenderem com ela e foi exactamente isso que aconteceu com a jovem actriz.

Depois de ter perdido o seu primeiro papel, Evan Rachel Wood preferiu rumar à televisão, e logo no seu primeiro ano como profissional surgiu em duas séries, Search for Grace e In the Best of Families.
No ano seguinte, acentuando esta sua tendência para preferir a tv, apesar de já ter convites para rumar a Hollywood, surgiu em Father for Charlie e Death in Small Doses. No ano seguinte, ainda não tinha chegado aos 10 anos e já acumulava participações em mais series, incluindo The Barbara Mandrell Story.

O salto para o cinema surgiu em 1998, quando tinha 11 anos de idade. O filme foi Digging to China, e apesar de não ter sido um sucesso acabou por ser um interessante ponto de partida.
Até 1999 ainda entrou em mais dois filmes - Pratical Magic e Profiler - e numa serie de televisão chamada Down Will Come Baby.
Foi ao chegar a 1999 que a jovem teve a oportunidade de dar o salto para o estrelato, ainda na TV, ao entrar na aclamada serie Once and Again.
A serie de grande qualidade, deu-lhe uma maior projecção do que se tivesse adoptado por uma carreira de pequenos filmes em Hollywood, e consagrou-a como uma das maiores sensações entre a representação juvenil.

Só a partir de 2001, e já com nome feito na praça, é que Evan Rachel Wood adoptou definitivamente o cinema como a sua área de eleição.
O seu primeiro filme com algum destaque foi Litlle Secrets, seguindo-se de imediato Simone, um filme muito interessante onde teve a oportunidade de trabalhar ao lado de Al Pacino. Já em 2003 Evan Rachel Wood explodiu definitivamente ao protagonizar o filme Thirteen. Ao lado de Holly Hunter, que acabou por ser nomeada ao óscar, a jovem actriz faz um desempenho notável e mostra que para a sua tenra idade - tinha 16 anos - têm um talento notável.
Nesse mesmo ano entrou igualmente em The Missing, ao lado de Cate Blanchett e Tommy Lee Jones.

Evan Rachel Wood é de facto um nome que iremos ouvir nos próximos tempos. Para o próximo ano tem já preparado três projectos distintos. Entrará ao lado de Edward Norton em Down in the Valley, será uma das estrelas de Pretty Persuasion e também de The Upside of Anger.
Tida como um valor já confirmado, Evan Rachel Wood tem ainda muito que caminhar até chegar ao estrelato. Mas nos anos de carreira que já leva, deu sempre provas do seu valor. Ninguém espera que isso deixe de acontecer nos próximos tempos.
Próxima Brasa de Verão: Hillary Duff
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:33 AM | Comentários (1)
julho 23, 2004
Conheçam os Fockers
Foi hoje divulgado o primeiro trailer de Meet the Fockers, a continuação de Meet the Parents, o filme que colocou lado a lado Ben Stiller e Robert de Niro.
Nesta nova aventura, chegou a altura de De Niro e Blythe Danner, conhecerem os pais de Ben Stiller, interpretados pelo espantoso Dustin Hoffman e por Barbra Streisand. Só que, ao contrário do que se esperava, os Fockers são uns personagens bem diferentes do filho.
Por um filme que reune três oscarizados e o bom humor de Ben Stiller, vale a pena esperar pelo pack completo. Até lá divirtam-se com este trailer.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:58 PM
Brasa de Verão: Eva Green - Sem Preconceitos
Fez apenas um filme até ao momento mas já é uma celebridade em França e uma das maiores promessas do cinema europeu.
Destacou-se no seu filme de estreia por ter passado mais tempo nua que vestida, mas mostrou ter pujança de actriz. Afinal é preciso ter caracter para mostrar tudo. E foi o que ela fez. Sem preconceitos...

Nasceu em Paris a 5 de Julho de 1980 e é filha de Marlene Jobert, uma das actrizes mais respeitadas em França.
Começou a sua carreira no mundo do teatro onde venceu o prémio Moliere de 2002 para a melhor estreante. Foi a primeira vez que o mundo ouviu falar de Eva Green. Primeira, mas definitivamente não a última.

Ainda em 2002 fez o casting para o filme que marcava o regresso de Bernardo Bertolucci. O filme era The Dreamers e ficou com o papel de imediato. O realizador apreciou a sua forma, mas também o seu ar de mulher emancipada. Tinha apenas 22 anos.
Quando o filme estreou, era o seu nome que andava na boca do mundo. Não é que logo no primeiro filme, a jovem actriz tinha tido o despudor de surgir diante das camaras, durante a maior parte do filme, completamente despida, sem qualquer pudor em esconder zonas mais intimas?
A principio foi o escândalo claro. Mesmo em França onde a nudez no cinema é habitual, o nivel de nudez - e a temática - deste filme, foi criticado com severidade. Mas no final, tendo o corpo sido esquecido e a actriz relembrada, todos estiveram de acordo: havia actriz.

Eva Green deu assim os primeiros passos no cinema. Como as suas compatriotas Luduvine Saigner, Virgine Ledoyan, Sophie Marceu, Emmanuelle Beart ou Isabelle Adjani, sabe aliar o talento à sua enorme beleza, o que é sempre um trunfo. Trunfo que lhe permitiu saltar para o cinema norte-americano. O seu próximo projecto é Kingdom of Heaven, o filme que Ridley Scott quis fazer sobre as cruzadas. Não se espera ver de novo Eva Green tão despida, nem aí nem em Arsene Lupin, o seu próximo filme em francês. Aliás, é natural que esta polémica desapareça com o tempo.
Mas que foi uma estreia diferente, lá isso foi.
Próxima Brasa de Verão: Evan Rachel Wood
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:27 AM
julho 22, 2004
Convenção de Comics começa hoje
Começou hoje a Comic-Con Internacional 2004, a convenção criada à volta do universo das comics, que se alargou ao cinema pelas sucessivas adaptações de herois da BD ao cinema.
A edição deste ano está a decorrer em San Diego, e teve um primeiro dia produtivo. O site LatinoReview que está a fazer a cobertura diária do evento, descobriu mais uma imagem do próximo Star Wars, bem como imagens de Constantine e Sin City.
Cliquem aqui para saberem mais.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:52 PM
Brasa de Verão: Emmy Rossum - Sweet Seventeen
Talento e beleza não lhe faltam, mas o mais curioso é saber que com apenas 17 anos, Emmy Rossum é já uma das actrizes mais pretendidas pelos estúdios de Hollywood. E não é para admirar porque detrás daquela face ternurenta, está uma actriz já feita...

Nasceu em 1986 em Nova Iorque e desde pequena esteve ligada ao mundo da representação. Aos 12 anos deu o salto para a televisão onde fez várias séries, entre as quais Only Love, A Will of Their One, Grace and Glorie e Genius.
O talento já lá estava, em forma de pequena beldade, e por isso não surpreendeu ninguém que Emmy Rossum saltasse para o cinema tão rapidamente. Foi em 2000 no filme Songcatcher. Saiu-se bem, e sem o saber, deu inicio a uma carreira que promete ser fulgurante.

O seu primeiro grande papel no entanto surgiu quando voltou a trabalhar na televisão, em 2001. Fez de Audrey Hepburn enquanto jovem, numa adaptação da vida da actriz, e as semelhanças entre ambas saltaram de imediato à vista. Os estúdios de Hollywood puseram logo os olhos em cima da jovem que se parecia tanto com uma das mais iconicas actrizes de Hollywood, que nesse mesmo ano fez mais dois filmes: American Rhaposody e Happy Now.

Depois de só ter feito um filme em 2002 - Passionada - Emmy Rossum teve em grande destaque no ano de 2003. Foi a filha de Sean Penn no notável Mystic River e a protagonista de Nola, um excelente filme de Alan Hurska, uma especie de conta-de-fadas moderno.
Em 2004 pudemos voltar a ver a jovem actriz ao lado de Jake Ghyllenhall em The Day After Tomorrow.

Para o futuro esperamos vê-la na adaptação de Joel Schumacher do mitico Phantom at the Opera, onde vai estar ao lado do talentoso Gerard Butler, e fala-se nela também para entrar no próximo filme de Jurassik Park. Mas a verdade é que apesar da sua folha de serviços não ser cravejada a ouro, os seus 17 anos - faz 18 em setembro - dão-lhe uma margem de progresso inimaginável. E nós cá ficaremos à espera para ver.
Próxima Brasa de Verão: Eva Green
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:20 AM
julho 21, 2004
Primeiro clip de Fahrenheit 9/11
Michael Moore já se celebrizou por não ter papas na lingua. Incómodo para a esquerda americana, reacionário para a direita mundial, Michael Moore mostra em Fahrenheit 9/11 os aspectos mais podres da administração Bush, ligando-a a alguns dos mais proeminentes terroristas mundiais.
O filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes, despertou polémica e agora prepara-se para estrear nos EUA sob o signo da censura.
É sem dúvida uma publicidade que muitos cineastas desejariam ter. Veja o clip aqui!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:59 PM
Brasa de Verão: Elisha Cuthbert - Provocante até não poder mais...
22 anos, 8 de carreira no cinema e um futuro radiante. Celebrizou-se na serie 24 mas já foi a estrela de filmes como The Girl Next Door.
Tal como a sua personagem em Love Actually, é uma das mulheres mais pretendidas do mundo e parece saber disso. É que actriz mais provocante parece não haver em Hollywood...

Nasceu em Alberta, um dos estados do Canadá mais americanizados, - foi em Calgary a 30 de Novembro de 1982 - mas cresceu no Quebeque tendo por isso o francês como lingua principal.
Começou a sua carreira como modelo fotográfico e aos 15 anos tornou-se numa das mais bem sucedidas apresentadoras do programa para jovens Popular Mechanic For Kids. Durante três apresentou o programa tendo sido mesmo convidada pela primeira-dama de então Hillary Clinton, a jantar na Casa Branca, devido à boa impressão que causou junto da familia presidencial.

Nesse mesmo ano deu os primeiros passos no cinema ao entrar no filme Dancing on the Moon. Seguir-se-iam prestações em Nico the Unicorn, Airspeed, Time at the Top e Who Get´s the House. Tudo titulos de pequena dimensão mas importantes para Elisha Cuthbert criar uma sólida base e ganhar experiência.
Em 1999 entrou na primeira serie de televisão da sua carreira, Are You Afraid in the Dark, e obteve óptimas criticas.

Sem o saber, a experiência que conseguiu nesta série foi fundamental para a escolha como filha de Kiefer Sunderland em 24. A aposta foi um sucesso até porque 24 é reconhecidamente uma das melhores series dos últimos anos. O seu papel como Kimberly Bauer, apesar de não ser um dos principais, é bastante reconhecido pelo público e o seu ar de adolescente sensual criou uma imagem de marca que ficaria até hoje.

Depois de fazer a primeira temporada de 24, Elisha Cutberth regressou ao grande ecrãn em 2003 ao entrar nas comédias Old School e Love Actually, onde teve um pequeno cameo que consagrou ainda mais a sua imagem de sensual adolescente.
Foi preciso esperar até 2004 para ter o seu primeiro papel de destaque no cinema. Em The Girl Next Door a imagem sexy de Elisha é aproveitada ao máximo quando ela encarna uma jovem actriz pornográfica que seduz um adolescente. O filme teve sucesso, tanto nas bilheteiras como na critica, e a jovem surpreendeu tudo e todos ao dizer que para se inspirar na personagem, "devorou" várias edições da revista Playboy.

Hoje, para além de continuar envolvida na serie 24, a jovem actriz está neste momento nas filmagens do remake do filme The House of Wax enquanto, para desalento de muitos dos fãs, prepara-se para dar o nó com o namorado de sempre, Trace Ayala, assistente e melhor amigo do cantor pop Justin Timberlake.
Elisha Cuthbert é do genero de actrizes que provavelmente terá uma carreira fulgurante, com altos e baixos, um pouco à medida de Kim Novak nos anos 50. Resta saber se terá a oportunidade de desempenhar papeis tão marcantes como a actriz que deu a vida a Madeleine em Vertigo.
Próxima Brasa de Verão: Emmy Rossum
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:58 AM | Comentários (6)
julho 20, 2004
Brasa de Verão: Diane Kruger - Helena Encarnada...
Foi a sua beleza que a fez ser escolhida para dar vida à mais mitica personagem feminina da história: Helena de Troia.
Mas foi o seu talento que a tem vindo fazer singrar no mundo do cinema. Para já tem estado apenas na Europa a mostrar o que sabe, mas depois de Troy, não deverá ser dificil ver esta bela germânica a brilhar em Hollywood...

Nascida a 15 de Julho de 1976 - tem portanto já 28 anos - esta jovem alemã tem um percurso um tudo idêntico ao de Charlize Theron, a última actriz que apresentámos.
Também ela começou a sua carreira no ballet, onde lhe adivinhavam um futuro promissor. Era de tal forma talentosa que logrou estudar na Royal Ballet Scholl em Londres. Mas, tal como Theron, também uma lesão no joelho a afastou da dança e a levou para as passerelles.

Tinha apenas 15 anos de idade quando em 1992 foi a finalista do concurso Elite Model Look. Durante a primeira parte da década de 90 foi uma das modelos mais requisitadas das passerelles. Depois não resistiu ao chamamento do cinema e em 2002 estreava-se na sétima arte no filme Mon Idol.
A sua prestação foi aplaudida pela dificil critica francesa e não tardou Diane Kruger a ser uma das actrizes mais requisitados pelos realizadores europeus. Em 2003 esteve em destaque em dois filmes. O primeiro foi a comédia Ni pour, ni contre (bien au contraire), e o segundo foi Michel Vaillant, a adaptação da celebre banda-desenhada ao grande ecrãn. Nesse filme a jovem Kruger fazia de Julie Wood, uma das mais carismáticas personagens das aventuras e saiu-se bastante bem. De facto a sua aventura no cinema estava a correr-lhe bem.

Ainda em 2003 começou a rodagem de Troy. O filme era um projecto monstruoso da Warner Bros e era liderado por Wolfgan Peterson, que não teve pejo em escolher para o papel mitico de Helena de Troia, a sua compatriota. Com uma exigência apenas em relação ao seu fisico - engordar 15 quilos - Diane trabalhou arduamente na rodagem em Malta, tendo sido bastante elogiada por Peterson, bem como pelos seus colegas. Quando o filme estreou nas salas foi uma desilusão para os fãs, um sucesso nas bilheteiras, mas a prestação de Diane Kruger esteve à altura das expectativas. Muitos disseram que seria a unica actriz realmente capaz de personificar Helena de Troia.

O filme teve o dom de apresentar Diane Kruger ao cinema norte-americano. Por isso não é de estranhar que os seus dois primeiros projectos para o próximo ano - Wicker Park e National Treasure - sejam de fabrico made in USA. Era o salto esperado e que Diane Kruger parece estar pronta para dar. Vamos ver se há mais talento por detrás de uma das caras mais bonitas do mundo.
Próxima Brasa de Verão: Elisha Cuthbert
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:46 AM | Comentários (1)
julho 19, 2004
Finalmente um realizador
A Variety avançou que na sexta-feira o realizador Brian Singer assinou um contrato com a Warner para realizar a próxima aventura do Super-Homem.
Está finalmente confirmado um rumor que já tinha algumas semanas e que davam como certo o realizador de The Usual Suspects ou X-Men no lugar que fora anteriormente ocupado por McG.
Ao realizar o próximo filme de Superman, o realizador vai abdicar de dirigir a terceira aventura de X-Men para a Fox, ficando no entanto com a hipótese de coordenar a adaptação ao cinema de Logan´s Run.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:50 PM
Brasa de Verão: Charlize Theron - Ao sabor do Óscar
Charlize Theron já anda neste meio há bastante tempo. No entanto a grande consagração veio em Fevereiro passado quando lhe foi atribuida a estatueta de melhor actriz, pelo seu notável desempenho em Monster.
Com um passado de modelo e um futuro de actriz já consagrada, vamos dar uma volta pela vida da mais galardoada das Brasas de Verão...

Apesar de muitos verem nela o protótipo da beldade californiana, Charlize Theron não podia ter nascido mais longe. Foi em Agosto de 1975 que nasceu na quinta de Benoni, onde era a única criança.
Sempre quis ser bailarina, e como tal teve de abandonar a natal África do Sul pelos palcos europeus. Infelizmente, ou não dirão muitos cinéfilos, uma lesão no joelho acabou com a sua carreira no mundo da dança. Mas mesmo assim, o cinema não foi a sua segunda opção.
A sua beleza quando adolescente já era indiscutivel e Charlize ficou na Europa a trabalhar como modelo fotográfico. Foi assim que começou a viajar para os Estados Unidos, e aos 18 anos, persuadida pela mãe, foi tentar a sua sorte a Los Angeles.

Esperou 8 meses por um trabalho que finalmente surgiu em 1995, mas a bela actriz nem sequer teve direito a falar. O seu segundo filme surgiu no ano seguinte. Em Two Days in the Valley e That Thing You Do, Theron limitava-se a passear a sua beleza pelo ecrãn. Só que, felizmente, foi nessa altura que os produtores começaram a reparar no seu potencial, não só fisico como artistico. Surgiu assim a oportunidade de ouro pela qual a sul-africana tanto esperava. Em 1997 foi escolhida para entrar ao lado de Keannu Reeves e de Al Pacino no filme Devil´s Advocate. O filme foi aplaudido pela critica e a sua prestação não foi esquecida. Tinha dado o primeiro passo rumo ao sucesso.

A verdade é que a partir daí a sua vida profissional começou a melhorar e muito.
Em 1998 entrou em dois filmes que a ajudaram a manter o nome junto das estrelas cintilantes. O primeiro foi Celebrities, o primeiro filme que fez com Woody Allen, que ficou tão impressionado com a actriz, que disse de imediato que queria voltar a trabalhar com ela, o que viria a acontecer 3 anos depois. Nesse ano fez ainda The Mighty Joe Young, que a consagrou também no genero de aventura.
Em 1999 foi a ternurenta mulher de Johnny Depp, em The Astronauts Wife, e a rapariga que fez Tobey Maguire despertar para a vida em The Cider House Rules. Em 2000 fez vários filmes, sendo que o mais belo foi The Legend of Bagger Vance, onde adopta a pose de menina do sul, inspirada por certo em personagens como Scarlett O´Hara ou Jezebel. O final do ano acabou por ser marcado pela sua presença numa edição da revista Playboy.

Em 2001 pela primeira vez a actriz rejeitou um papel na sua carreira. Foi o de estrela feminina em Pearl Harbour, papel que viria a ser atribuido a Kate Beckinsale, servindo de rampa de lançamento para a sua carreira. A razão?
Charlize tinha-se apaixonado pelo guião de Sweet November, e estava desejosa de voltar a trabalhar com o amigo Keannu Reeves. O filme foi um sucesso, tido como um dos mais belos dos últimos anos e a critica foi unânime: ali não está só um corpo, está uma actriz também.
Nesse mesmo ano voltaria a trabalhar com Woody Allen, como uma sex-bomb dos anos 50 em The Curse of the Jade Scorpio, e depois de um ano de 2002 algo acidentado, eis que chegou a sua confirmação no ano que findou.

2003 foi sem dúvida alguma, um ano regido por Charlize Theron.
O inicio do ano ficou marcado pelo seu papel em The Italian Job, ao lado de Mark Walbergh. Mas na verdade, Charlize há muito que estava disposta a trocar a sua imagem - que estava tão presente em The Italian Job - por uma outra, mas selvagem, mas também mais de actriz.
Como Elizabeth Taylor em Who´s Affraid of Virginia Wolf, engordou 30 kilos e transformou-se para dar vida a Aeillen Wournos, a sua mais perturbante personagem, no filme independente Monster.
A critica ficou pasmada com a soberba interpretação e desde logo o seu nome ficou colado ao óscar. E assim foi, a 29 de Fevereiro de 2004. A actriz tinha visto o seu lugar posto em causa pelo notável papel de Dianne Keaton, mas a vitória não lhe escapou. Justa foi a consagração de uma actriz que na última decada tem lutado imenso por se afirmar junto dos grandes nomes da representação.

Para o futuro, Charlize tem já inumeros planos. Dará a vida a uma bond-girl, Britt Eckland, em The Life and Death of Peter Sellers. Será a estrela de Aeon Flux, Class Action e The Head in the Clouds, e não admiraria a ninguém que estivesse presente num dos próximos projectos de Woody Allen.
Curiosamente, ao contrário da sua vida profissional, a sua vida pessoal tem sido conturbada. Tinha 15 anos quando o pai atacou a mãe e esta matou-o em defesa legitima. Por isso não foi acusada, mas esse facto marcou-a muito. Apesar de ter sido considerado como uma das mais timidas modelos da década, não teve problemas em Maio de 1999 em posar nua para a revista Playboy.
Namorou durante 3 anos com Stephan Jenkins, o vocalista dos Third Eyes Blind, mas desde Agosto de 2001 que anda com o actor irlandes Stuart Townsend.
Próxima Brasa de Verão: Diane Kruger
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:19 AM
julho 18, 2004
Relembrando - Tucker, The Man and his Dream
Na noite de sexta-feira tive a oportunidade de rever um dos filmes mais belos, e ao mesmo tempo mais menosprezados, de Francis Ford Copolla. Em Tucker, o realizador faz uma parábola do mundo das produtoras mas também mostra a dupla face da América: a dos poderosos e a dos sonhadores...

Não espanta a ninguém que ao ver Tucker nos venha de imediato à cabeça o nome de Frank Capra. De facto Tucker é um filme capriano. Um homem, um tipico americano com familia grande e muito bom coração, tem um sonho: o de melhorar a vida dos automobilista norte-americanos. Para isso propõe-se construir o melhor e mais seguro carro alguma vez feito. Só que, como sucedia sempre em todos os filmes de Capra - aconselho a todos que vejam/revejam Mr. Smith Goes To Washington, Its a Wonderful Life ou Mr Deeds Goes To Town para depois poderem encontrar as semelhanças - o poder estabelecido é uma alavanca poderosa pronta a destruir o sonho americano. Se nos filmes de Capra o heroi vencia claramente o sistema, neste filme, mais pessimista, o heroi vence apenas moralmente, pois como diz o fabuloso Jeff Brigdes para o notável Martin Landau quando este último o contrapõe com a dureza dos factos "O sonho é que importa..."
Filmado à volta de uma história veridica e fácil de acreditar - as três construtoras norte-americanas de facto impediram até onde puderam a evolução dos carros norte-americanos (daí a piada sublime de Bridges no tribunal quando levanta a louca hipótese de os americanos passarem a andar de carros...japoneses), este filme tem duas faces importantes a analisar. Se a primeira já foi aqui falada - da América de dupla face, já a segunda é uma visão mais pessoal do realizador e centra-se à volta da fundação da sua companhia de produçao, a Zoetrope.
Copolla conta a história de Tucker como se tivesse a contar a sua própria história. Em vez da Ford, General Motors ou Plymouth, teriamos a Columbia, Warner e Fox. Em vez de um carro maravilha teriamos uma nova forma de fazer cinema, a mesma que vinha sendo preconizada pelos movie-brats da decada de 70, e tal como Tucker, também Copolla sobrevivia apenas com a ajuda dos amigos e familia (olhem com atençao e descubram a jovem Sofia Copolla no filme).
De facto Tucker é de 1988, numa altura em que a Zoetrope estava falida, um pouco por causa do fracasso de One From The Hearth - outro belissimo filme do realizador, completamente menosprezado - mas também pelo boicote que as majors norte-americanos lhe impunham. Tal como Tucker, também Copolla lutou até onde pode, sabendo que no final iria perder. Mas o sonho da Zoetrope seria uma realidade. Eventualmente Copolla realizaria o 3º episódio da saga do Padrinho (e um quarto esteve equacionado, falando da juventude de Sonny, ao mesmo tempo que mostrava a consolidação de Vitto Corleone) para pagar as dividas da produtora, mas esta nunca viria a ser devidamente ressuscitada.
O filme em si é belo e poético. Jeff Bridges é simplesmente perfeito - como sempre - no papel do sonhador sem amarras que navega dentro de um turbulento oceano sem fazer a minima ideia das mortais criaturas que lhes podem surgir diante dos olhos. O seu sorriso e confiança traduzem muito do espirito do pós-guerra nos EUA onde tudo parecia possivel.
Martin Landau é sublime na sua abordagem de empresário que à medida que partilha o sonho e é aceite no nucleo familiar, também se torna ele próprio um sonhador. Mais uma vez voltamos a pescar no imaginário capriano uma personagem semelhante: Dizzy, o jornalista apaixonado por Jean Arthur em "Mr. Smith", interpretado pelo notável Thomas Mitchell.
Joan Allen, Christian Slater, Nina Siemaszko e os restantes membros da familia são os co-adjuvantes perfeitos para o filme, porque nos dão uma dimensão familiar importante para percebermos que Tucker não é só o sonho do homem, é o sonho de uma familia, o sonho da espinha dorsal da América.
O importante em relembrar Tucker é o de relembrar a capacidade de Hollywood em produzir sonhos. Estamos a falar num sonho - o Tuckermobile - que hoje é uma realidade. Um sonho que por estar demasiado avançado para o seu tempo não pode voar. Estamos a falar de um sonhador, de uma geração de sonhadores. E estamos a falar da tomada de consciência de uma geração, a de 70, de que eles não foram os primeiros sonhadores, e que, antes deles outros tentaram e foram bloqueados pelo sistema. Talvez por isso, outro movie-brat, Martin Scorcese, tenha decidido fazer The Aviator, onde outro sonhador - Howard Hughes, que também surge em Tucker - tenta ultrapassar o seu tempo, e se vê constrangido pela sociedade a não o fazer.
Mas na verdade, quem é que consegue travar um sonhador?
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:37 AM
Brasa de Verão: Anne Hathaway - A Princesinha
Anne Hathaway não é a sex-symbol da juventude americana. É recatada demais para isso. Não é também a rapariga modelo para as adolescentes dos EUA. É demasiado humilde e recatada para o efeito. Mas mostra ter muito talento e uma margem de progrssão enorme que a fazem um dos nomes a ter em conta para o futuro...

Mais um produto da televisão que acabou por fazer furor no mundo das comédias de adolescentes.
Anne Hathaway, nascida a 12 de Novembro de 1982 no bairro de Brooklyn, em Nova Iorque.
Foi caracterizada pelo seu realizador em Princess Diaries como uma "rapariga multi-talentosa, uma combinação de Julia Roberts, Audrey Hepburn e Judy Garland".
Que melhor cartão de visitas podia ela apresentar?

A sua carreira começou na escola, onde foi a primeira adolescente admitida no programa de encenação Barrow Group. Foi um inicio auspicioso. Estavamos em 1997, tinha ela ainda 15 anos. Dois anos depois surgiu o convite para entrar na serie Get Real que foi a sua primeira porta no mundo do espectáculo profissional.
No entanto o verdadeiro salto acaba por acontecer dois anos depois. Em 2001 é contratada para o papel principal na comédia Princess Diaries. A sua interpretação como rapariga que descobre que é princesa e tem de modelar a sua vida mediante a sua nova condição foi uma das mais aplaudidas no ano e valeu-lhe várias nomeações como a actriz revelação do ano.

A partir do sucesso de Princess Diaries ela construiu uma carreira que ainda está numa fase inicial. Em 2001 fez ainda The Other Side of Heaven e no ano seguinte estrelou Nicholas Nickleby.
Depois de um ano de 2003 parado, regressou este ano em estilo.
Ella Enchanted foi um regresso em estilo na comédia para adolescentes, a área onde aí está mais à vontade. Para o final do ano está o regresso das aventuras da jovem Mia Termopolhis em Princess Diaries 2: The Royal Engagement.
Havoc e Brockback Mountains estão na linha da frente para o próximo ano, projectos em que a sua presença será notada.

A vida pessoal adequa-se à das suas personagens. Não é muito polémica como algumas rivais - Lindsay Lohan e Hillay Duff, por exemplo - mas também não gosta de dar a imagem de "santa". Já teve alguns problemas e soube encará-los de frente o que acaba por ser um ponto mais a seu favor. Pode não ser a rainha das adolescentes americanas, mas tem tudo a favor para ser a princesinha da América.
Próxima Brasa de Verão: Charlize Theron
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:06 AM | Comentários (1)
julho 17, 2004
Brasa de Verão: Angelina Jolie - A Sex-Symbol do Virar de Século
Assumidamente a grande sex-symbol deste início de século, Angelina Jolie é também uma das actrizes mais promissoras da sua geração. A filha do também grande actor Jon Voight, foi já galardoada com um óscar e tem uma carreira de sucesso pela frente. Resta saber se Angelina Jolie vai saber equilibrar os filmes da "sex-symbol" com os filmes da actriz...
Nascida de uma estrela, a jovem Angelina Jolie Voight soube, também ela e a seu tempo, tornar-se numa.
Viu a primeira luz da vida a 4 de Junho de 1975, e tudo indicava que o seu futuro seria guiado pelas estrelas mais brilhantes. Na verdade, com apenas 29 anos, Angelina já fez de tudo um pouco. Teve alguns dissabores na vida mas, para compensar, alcançou o estrelato bem mais cedo do que muitos prognosticavam quando deu os primeiros passos no mundo do cinema.
Apesar de ter sonhado em ser directora de uma casa mortuária quando jovem - Angelina é também conhecida pelas suas extravagâncias - o facto de pertencer a uma familia completamente ligada ao cinema acabou por ser decisiva na escolha do seu futuro. Não só o pai, Jon Voight era um actor consagrado, como também a sua mãe Marcheline Bertrand, e os seus padrinhos - Maximillian Schell e Jacqueline Bisset - eram nomes de vulto da 7º Arte.
O primeiro papel de Angelina surgiu logo quando esta tinha 7 anos de idade, em 1982 no filme Looking to Get Out, ao lado dos pais. No entanto o divórcio dos pais, levou-a a afastar-se de Hollywood, não estranhando que aos 14 anos iniciasse uma carreira de sucesso no mundo da Moda, sendo uma das princesas das passerelles do final dos anos 80. Entretanto Angelina mostrava o seu caracter multi-facetado. Não só terminou brilhantemente o liceu com apenas 16 anos, como era uma habitual auxiliar do irmão, o realizador James Heaven. Curiosamente, "Angie" - como é tratada pelos amigos - tatuou um H na coxa direita, em homenagem ao irmão e também ao namorado da época, o actor Timothy Hutton. A sua relação profunda como James, chegando ele a ser o seu habitual parceiro em cerimónias, levou mesmo a que se colocasse a hipótese de ambos terem uma relação incestuosa, o que foi categoricamente negado por ambos.
Depois de ter tirado um curso na escola Lee Strasberg - a mais conceituada escola de representação cinematográfica - a jovem modelo virou definitivamente actriz. Em 1993 entrou no filme Cyborg2. Foi no entanto 2 anos depois que finalmente deu-se a conhecer ao mundo em Hackers. O filme foi um relativo sucesso e um bom ponto de partida para o desenvolvimento da sua carreira. No mesmo ano fez ainda Whitout Evidence, e em 1996 seria uma das muitas caras bonitas de Love Is All There Is. A primeira vez que uma interpretação sua criou polémica foi nesse mesmo ano, quando se despiu pela primeira vez num filme: Mojave Moon. Criticada por alguns sectores mais conservadores de Hollywood, habituados a ver nela a filha de Jon Voight, a jovem mostrou que gosta de escandalizar e repetiu a dose em Foxfire. Depois de ter casado nesse mesmo ano com Johnny Lee Miller, Jolie teve de ouvir de novo a crítica, mas desta vez teve resposta à altura.
Acusada por muitos de querer impor-se primeiro pelos seus dotes fisicos e só depois pela interpretação, Angelina deu vida a um excelente papel no tele-filme George Wallace. Estavamos esclarecidos: ali havia actriz.

Em 1998 voltou a ser alvo de polémica ao reprsentar a modelo lésbica Gia Carangi, que tinha morrido pouco antes vitima de SIDA. Não só o seu papel foi exuberante, como também serviu de aviso à indústria. Era preciso começar a alertar as pessoas para o perigo da doença. No entanto, mais uma vez, foram as suas cenas de nus que despertaram a polémica. Ainda em 1998, Jolie entraria no filme Playing By the Heart. O ano seguinte seria atribulado. Divorciaria-se de Miller e entraria em três filmes, que, de uma forma ou outra, acabaram por moldar a sua vida nos anos seguintes. Em The Bone Collector trabalhou ao lado de Denzel Washington e deu pela primeira vez vida ao seu estilo de personagem favorita: uma agente policial com um gosto pelo extravagente. Nesse mesmo ano faria Pushing Tin, onde era apenas um nome do elenco, atrás da dupla Jonh Cusack e Billy Bob Thornton. O filme acabou por ser o ponto de partida para a relação entre ela e Thornton, que ficaria consumada no casamento do ano seguinte. Finalmente, esse foi também o ano de Girl Interrupted. Apesar de no inicio ter passado ligeiramente despercebido, foi aplaudido pela critica e não surpreendeu muita gente que em Março de 2000 ela fosse ao palco do Shrine Auditorium para receber o seu óscar de melhor actriz secundária. Emocionada pelo sucesso súbito, lembrou que era o primeiro óscar em que tocava pois o pai nunca lhe deixara mexer no seu (ganho em 1978 por Coming Home).
Este acabaria por ser o ponto de mudança na carreira de Angelina Jolie.
2000 consagraria não só a actriz como também a sex-symbol.
Em Gone in 60 Seconds, foi uma Angelina Jolie loira a deixar louco Nicholas Cage bem como a audiência, que desconhecia essa sua faceta mais sexy. Repetiu ao dose ao lado de Antonio Banderas em Original Sin e entraria para a história como a actriz que daria vida à mais legendária personagem feminina de video-jogos: Lara Croft.
Depois da polémica à volta de um eventual implante de silicone que ela sempre negou, exigido pelos estúdios para poder representar a personagem, Angelina Jolie encantou os fãs da serie no primeiro filme, voltando dois anos depois a recuperar o papel, em The Cradle of Life. Além de dar vida a Lara, também era ela que fazia todas as cenas de duplos, ganhando assim - tal como Tom Cruise em MI: 2 - um cada vez maior respeito dentro da comunidade cinematográfica.
Entretanto foi também nomeada embaixadora da Boa Vontade pela ONU, tendo mesmo adoptado um pequeno vietnamita que baptizou de Maddox. A sua vida pessoal deu uma volta de 180º quando se decidiu separar de Billy Bob Thornton pondo assim fim a uma das mais carismáticas relações de Hollywood.
2004 está a ser um ano em cheio para a actriz.
Para além do notável desempenho em Taking Lives, Angelina Jolie estará ainda presente em mais dois titulos a ver. Em Sky Captain and The World of Tomorrow ela dará vida a uma comandante de um esquadrão feminino, enquanto que em Alexander ela será Olimpia, a mãe do imperador macedónio. Por fim também contamos vê-la em Mr and Mrs Smith, um thriller a lembrar Prizzis Honour, e a dar a voz a Lola no filme animado da Dreamworks, Shark Tale.
Angelina Jolie não precisa de facto, de introduções. Eleita vezes sem conta como a mais sexy ou a mais bela mulher do Mundo, ela é hoje um simbolo da beleza feminina. Não deixou no entanto de lado a sua vertente mais extravagante que está bem visivel nas inumeras tatuagens que povoam o seu corpo, ou nas suas atitudes de menina-rebelde.
Aos 29 anos de idade esta actriz ainda tem muito para dar ao cinema. Esperemos todos que ela continue a seguir em frente, sem olhar a medos, para que nos acompanhe ao longo da nossa vida com um estilo ao qual só ela consegue dar vida.
Próxima Brasa de Verão: Anne Hathaway
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:10 PM | Comentários (1)
julho 16, 2004
Regras mais rigidas para os Óscares
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas decretou hoje um conjunto de series mais rigidas para o periodo de campanha que antecede a votação final.
Os últimos anos têm sido marcado por uma concorrência quase desleal, especialmente pela produtora Miramax, e os membros da Academia têm tentado inverter a tendência. O novo pacote de medidas aprovado proibe inclusive que em elementos de campanha - posters, emails, dvd´s - seja proibido mencionar um outro candidato. Isso a propósito da campanha da Dreamworks à volta da nomeação da iraniana Shohreh Aghdashloo, cuja campanha de publicidade era feita à volta do slogan "Zellweger vai ganhar mas Shohreh Aghdashloo é que devia ganhar". A Dreamworks foi punido pela campanha caluniosa e René Zellweger acabou mesmo por sair com a estatueta na mão.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:16 PM
Brasa de Verão: Amy Smart - A menina com consciência social
Com quase uma década de actividade no cinema, Amy Smart ainda não conseguiu impor o seu talento à frente da sua beleza. Apesar de ainda estar muito agarrada à imagem de "loira californiana",a verdade é que a jovem actriz é muito mais do que isso. Porta-voz de uma associação ambiental, ela consegue ser dos poucos nomes em ascensão de Hollywood com uma verdadeira consciência social...
Esta jovem de signo Carneiro - nasceu a 26 de Março de 1976 - não começou a sua carreira no teatro. Fez-se no cinema!
Inicialmente, Smart era apenas figurante, pois nenhum realizador perdia a oportunidade de aproveitar o seu ar de loira inocente e ao mesmo tempo intrigante. Foi dessa forma que o nome da actriz surge numa serie de pequenos titulos a partir de 1997.
Campfire Tales foi o seu primeiro, mas o primeiro filme de destaque em que o seu nome surge no elenco, é o filme de culto Starship Troopers. Estavamos em 1997 e no mesmo ano ainda entrou em High Voltage. Mas, como sempre, era a sua beleza física e não o talento que lhe garantia os papeis. Seria uma constante até hoje, apesar de muitos criticos serem unânimes ao apontar-lhe um enorme potencial.
Quer 1998, quer 1999 iam ser anos de muito trabalho para Amy Smart, mas um trabalho baseado em pequenas comédias de adolescentes. How To Make The Cruelest Month ou Varsaty Blues são titulos exemplificativos dessa fase.
Em 1999 volta à televisão (tinha tido uma curta presença em 1996) na serie Brookfield, entrando no ano seguinte na mini-serie de sucesso "The 70´s".
Foi a partir deste ano que a sua carreira deu o salto. Porque veio Road Trip, e a celebre cena de nudez que a transformou numa sex-symbol para milhões de teenagers nos Estados Unidos.
A verdade é que inicialmente o seu papel não era mais do que um contra-ponto feminino á comica actuação de Sean William-Scott e Tom Green. Mas a celebre cena com Breckin Meyer, tornou-se num dos icones do filme e subitamente todos reparavam nela.
Foi dessa forma que de repente, já havia cada vez mais realizadores a quererem contar com ela para os seus filmes. No ano seguinte entraria noutra comédia delirante, Rat Race e seria a figurante-bonita de Pa Scotland, uma adaptação de MacBeth aos dias de hoje.
O problema, e Amy sabe-o, é que foi o corpo e não o talento que lhe tinham dado essa oportunidade. De facto, desde Road Trip todos os papeis que acabou por representar, resumiam o esteriótipo de jovem desejável. Aconteceria nos anos seguintes e este ano provou não ser exepção. Para além de estar ao lado de Aschton Kutcher em The Butterfly Effect, e de protagonizar Win a Date With Ted Hamilton, foi uma das sex-toys de Ben Stiller e Owen Wilson em Starsky and Hutch.
Blind in Horizon e Caught in the Act são os seus próximos projectos, uma tentativa mais série de Amy Smart encarar a sua forma de estar no cinema norte-americano. Mas, como disse-mos no lead, o seu papel de estrela não se resume ao passeio da fama. Desde 1998 que ela é a porta voz de uma associação que luta contra a poluição dos oceanos. Já conseguiu convencer alguns colegas a apoiarem o movimento que tem ganho particular apoio junto da ala ecologista de Hollywood.
Quanto à sua vida pessoal, apesar de surgir como sempre disponivel no ecrãn, a verdade é que desde os 18 anos que mantem uma relação com o também actor, Brandon Williams.
Com 28 anos, Amy Smart está a caminho de uma encruzilhada. Ou se decide em dar um diferente rumo à sua carreira, enveredando por papeis mais sérios do que meninas de liceu, ou então corre o risco de cair no grupo de actrizes que ficarão apenas na história pelos seus papeis enquanto jovens e bonitas. Esperemos que não seja o caso porque Amy Smart não merece!
Próxima Brasa de Verão: Angelina Jolie
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:00 PM
julho 15, 2004
Brasa de Verão: Amanda Bynes - Miss Maturidade
O trono de rainha de teen-queens tem sido alvo de grande luta no último ano e meio. Amanda Bynes é uma das mais fortes candidatas. A pequena actriz de What a Girl Wants, é hoje uma das mais promissoras actrizes de Hollywood.
Tem a vantagem de se apresentar como uma rapariga normal, sem vicios e com uma enorme vontade de trabalhar. É a miss maturidade que vem do outro lado do Atlântico...
Californiana de gema, Amanda Bynes veio ao mundo a 3 de Abril de 1986 em Thousand Oak, uma localidade não muito longe de Hollywood, onde hoje brilha a grande altura.
Ao contrário de muitas das meninas-prodigios que abundam na "meca do cinema", Amanda começou na televisão e não no teatro, quando com 7 anos rodou um anúncio para a marca Nestlé. Mas, de facto, representar estava na sua natureza. Cedo entrou em várias peças de teatro locais, sendo por várias vezes elogiada pela crítica, especialmente aquando da sua representação do clássico To Kill a Mockingbird. Com apenas 9 anos foi convidada a entrar no elenco de All That, uma serie de TV de bastante sucesso. Ainda hoje a jovem Amanda diz que as pessoas têm dificuldade em assumir que ela cresceu, mas quem olha para a Amanda de hoje nunca teria essa dúvida!
O grande salto deu-se quando a jovem Amanda tinha apenas 13 anos. Foi aí que lhe deram a oportunidade de ter o seu próprio show de TV, o "The Amanda Show". A sua personagem tinha tido tanto sucesso na serie de TV que o estúdio achou que um show só dela seria bom para as audiências. Foi de facto bom para o estúdio, mas essencialmente para Bynes.
No entanto, ao contrário de algumas potenciais "rivais" na corrida ao trono de modelo da juventude feminina norte-americana, Amanda era o mesmo fora e dentro do ecrãn. Aluna de 20´s, terminou o liceu com facilidade e sempre assumiu que preferia seguir o modelo que os pais lhe tinham ensinado, a deixar-se corremper pela vida de luxo de Hollywood.
Em 2002 deu o salto para o cinema no filme Big Fat Liar, onde entra ao lado de Frankie Muniz, outra estrela ascendente na cidade. O filme foi um sucesso e rapidamente choveram convites para novas comédias ligeiras. Foi aí que surgiu a hipótese de Amanda ser a estrela de What a Girl Wants, o filme que a catapultou definitivamente para o estrelato. Nesse filme, em que ela protagoniza, tendo como "pai" o actor Colin Firth, a jovem representa a all-american jovem que descobre que o pai é um politico inglês que está a concorrer a umas eleições. Surge o dilema de encontrá-lo, destruindo assim a sua candidatura, ou esperar a altura certa. O filme foi um grande sucesso e Amanda Bynes foi nomeada para vários prémios.
Hoje a sua carreira avança a passos largos. Não só entra na serie What I Like About You, como se prepara para entrar em dois projectos aliciantes. Em Robots, um filme animado, dá a voz a uma das personagens principais, enquanto que em Lovewrecked, é de nova a estrela de uma comédia romântica com o habitual happy-end.
A sua vida pessoal, tal como a sua carreira, tem sido muito bem gerida. Longe de entrar em escândalos, que já destruiram algumas carreiras promissoras de jovens da sua idade, Amanda mantem um low-profile admirável. Até há bem pouco tempo abriu uma excepção ao divulgar publicamente um namoro relampago com o colega de serie, Nick Zano, mas passado poucas semanas já tudo tinha terminado.
O seu low-profile tem-lhe custado, segundo muitos, pontos na corrida contra nomes como Lindsay Lohan ou Hillary Duff, mas a jovem não parece querer voltar atrás na sua decisão: ser uma actriz madura e nada mais!
Próxima Brasa de Verão: Amy Smart
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:32 PM
julho 14, 2004
Brasa de Verão: Alison Lohman - Idade para quê?
Apesar de parecer ainda uma jovem, Alison Lohman leva na bagagem alguns anos de experiência e muitas provas dadas do seu talento. A sua beleza quase angelical e a sua capacidade de se desmultiplicar em personagens de diferentes idades, fazem dela uma das mais requisitadas actrizes do momento. E qual sereia, aqueles que ela capta com aquele olhar de anjo perdem-se para todo o sempre...
Quem diria que Alison Lohman nasceu em Setembro de 1979 e tem portanto 25 anos de idade? Pelo menos não aqueles que a viram como a filha de 14 anos de Nicholas Cage em Matchstick Men. Nem os restantes. Alison Lohman não aparenta, nem de longe nem de perto, a sua verdadeira idade. Para aqueles que ainda a vêm como a adolescente com cara de anjo, informa-se que Lohman tem já uma carreira bem lançada, tendo entrado, para além no filme de Ridley Scott, no fenómeno de Tim Burton que foi Big Fish. Mas vamos por partes.
Lohman nasceu em Palm Springs na Califórnia. Começou a representar aos 9 anos de idade, e venceu o primeiro prémio de representação quando tinha apenas 11 anos. No entanto a jovem também sabia cantar e dançar, o que lhe abriu diversas portas no mundo do espectáculo. Recebeu vários prémios ainda quando andava no secundário, ganhando mesmo uma bolsa de excelência que recusou, por preferir uma aventura no mundo do cinema, em Hollywood. A sua experiência como cantora ajudou-a a pertencer a coros que acompanharam nomes como Frank Sinatra ou Bob Hope nos últimos albums.
Estreou-se no cinema em 1998, com 17 anos no filme Kraa! The Sea Monster. Foi rapidamente descoberta pelos caça-talentos e o ano seguinte foi em cheio para a jovem californiana que entrou em 3 diferentes peliculas. Em The Thrirteen Floor, The Auteur Theory e Planet Patrol. Apesar de nenhum destes filmes ser um titulo facilmente reconhecível aos espectadores, foi essa experiência de base que lhe deu um estatuto importante.
O ano seguinte foi igualmente de muito trabalho, tendo entrado na sua primeira serie de TV, Tucker. Além do mais entrou em The Million Dollar Kid, o seu filme mais importante do ano. O ano seguinte foi em tudo igual a 2000, com a participação na serie Pasadena a valer-lhe um casting para o filme de Kevin Costner Dragonfly. No filme Lohman fez de uma jovem com cancro e teve de rapar o seu longo cabelo loiro. No final as cenas acabaram por não entrar no filme mas obrigaram-na a usar uma peruca no seu projecto seguinte, o primeiro grande sucesso que teve: White Oleander.
Nesse poderoso drama, Alison Lohman pode trabalhar pela primeira vez com nomes consagrados como Michelle Pfeifer e René Zellweger. O seu papel foi largamente elogiado pela critica e acabou por ser decisivo na escola de Ridley Scott, que procurava uma rapariga que pudesse passar por 14 anos, embora nãos os tendo. Alison tinha 22 mas de facto não parecia e o realizador não teve pejo em dar-lhe o papel de Angela, a filha do vigarista representado por Nicholas Cage. O filme foi um sucesso e no final todos os que o viram sairam da sala com a bela Alison na cabeça.
A sua carreira tinha finalmente começado. Ainda os espectadores a lembravam pelo filme de Scott e já ela surgia de novo, agora no poético papel de Sandra, a paixão de Ewan McGregor no filme Big Fish. Apesar de isso não ser muito comum na filmografia de Burton, a verdade é que a luz que irradiava do olhar de Lohman tornou-se um dos pontos altos do filme. A jovem actriz recebeu o merecido aplauso da crítica e prepara-se agora para continuar a sua evolução ao lado de um outro talento em potência, Gabriel Garcia Bernal e Sam Shepard em The King.
Próxima Brasa de Verão: Amanda Bynes
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:20 PM
julho 13, 2004
Brasa de Verão: Alexis Bledel - Rapariga com Juizo
Alexis Bledel é uma adolescente atípica num país em que a beleza fisica se sobrepõem a qualquer outro critério. Não deixa de ser bela, mas é na representação onde encontramos a verdadeira aposta da sua carreira. Alexis é um nome a memorizar até porque o Hollywood tem a certeza que ainda ouviremos falar muito dela.
Que melhor actriz para começar a nossa rúbrica do que uma mistura explosiva de beleza e talento como Alexis Bledel...
Nascida no Texas, esta jovem actriz de apenas 22 anos (16/9/82) tem vindo a conseguir encontrar o seu espaço na Meca do Cinema.
De ascendência hispânica (pai argentino e mãe mexicana) a jovem Alexis teve o espanhol sempre como primeira lingua. Só aprendeu inglês quando chegou á escola. Isso contribuiu para fazer da pequena Alexis uma rapariga muito timida. Foi a pensar nisso que os pais insistiram para que entrasse com apenas 8 anos numa peça de teatro local. A sua performance foi muito bem conseguida e não tardou em ser recrutada para o mundo da Moda, tendo desfilado em Nova Iorque e Toquio.
Foi apenas com 19 anos que chegou a oportunidade de passar das passereles para a representação, a sua verdadeira paixão.
Em 2000 foi convidada para fazer o piloto da serie Gilmore Girls. Ficou com o papel de protagonista e rapidamente criou grande empatia com o público tendo sido uma das razões para o sucesso da série.
Depois de ter sido a estrela de Gilmore Girls (a maior parte da nova vaga de actrizes tem as series de TV como uma escola importante), a jovem Alexis entrou no filme Tuck Everlasting em 2002. A actriz já vinha rotulada de menina-bonita e no filme de Jay Russell, brilhou ao lado de um elenco de luxo que contava também com William Hurt e Sissy Spacek. O filme não só a consagrou definitivamente com actriz com potencial, como aumentou ainda a sua fama junto do público, que continuava a segui-la na serie Gilmore Girls.
A sua fama esteve de tal forma em alta que nesse ano a revista People designou-a uma das 25 actrizes mais sensuais com menos de 25 anos em Hollywood.
No entanto quando todos esperavam que a jovem Alexis aproveitasse a onda da fama, ela surpreendeu meio mundo. Durante dois anos dedicou-se de corpo e alma á serie de TV, granjeando um estatutode destaque dentro da Warner Bros que já considera como hipótese viável criar uma sitcom só para ela, como aconteceu com outras teen-actresses.
Só em 2004 é que voltaria ao cinema no filme DysEnchanted, uma comédia em que sete heroinas se reunem uma vez por semana para fazerem terapia. Alexis representava Goldilocks nesta interessante comédia e foi aplaudida no festival de Sundance.
De facto foi só este ano que Bledel entrou definitvamente no cinema. Depois do sucesso de DysEnchanted, a actriz entrou em mais dois filmes que se encontram em pós produção - Bride and Brejudice, realizado pela autora de Bend it Like Beckham, e também The Orphan King.
Para além disso o próximo ano também promete novidades. Além de estar no fabuloso elenco de Sin City, a aventura de Robert Rodriguez, Frank Miller e outros nomes de culto, em Sisterhood of the Travelling Pants a actriz tem lugar de destaque assegurado.
Reservada, Alexis Bledel tem uma caracteristica pouco comum nesta nova vaga de raparigas sensuais: a vida privada é mesmo privada.
O seu nome não surge nas revistas ao lado de novos companheiros desde que começou uma relação com o seu colega de Gilmore Girls, o actor Milo Ventimiglia. Já teve ofertas de revistas como a Maxim ou a QG para posar, mas recusou sempre. Diz ela que ser actriz é a sua vocação e que não vê necessidade desse tipo de exposição. Um modelo de vida ou uma mensagem ás suas potenciais rivais que disputam o trono de teen-star nos EUA, uma guerra mais tensa que a disputa de rainha no baile de finalistas.
Na verdade Alexis Bledel é quase um inicio atípico para a nossa rúbrica. Apesar de extremamente bonita, a jovem prima mais pelo seu talento do que pela exuberância fisica. Bledel tem todas as hipóteses de ser aquele tipo de actriz que acaba mesmo por singrar pelo seu talento, em vez de pela sua beleza. E como todos sabemos isso tem as suas vantagens, porque a carreira de actriz é para uma vida inteira. Algo de que muitas jovens actrizes ainda não parecem ter-se apercebido.
PRÓXIMA BRASA DE VERÃO - Alisson Lohman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:58 PM | Comentários (2)
Taking Lives - O engenho de um thriller
Não é a reunião da mulher mais sensual do mundo e de um dos mais interessantes actores norte-americanos dos últimos anos, que faz de Taking Lives um filme a ver. É antes a capacidade deste filme em mostrar um thriller diferente, em que as reviravoltas são encaradas com normalidade. Normalidade essa que é o resultado mais visível, da mão de D.J. Caruso, um homem que antes de fazer filmes, fazia televisão..
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Em primeiro lugar fica o emendar de mão. É verdade que este filme já estreou há muito tempo, mas a review só agora se encontra disponível porque só agora é que tive a oportunidade de ver o filme. Depois do pedido de desculpas, fica então a análise a este interessante thriller.
O que há a dizer sobre Taking Lives?
Em primeiro lugar há que dar uma palavra sobre D.J. Caruso. O nome não é muito conhecido para os cinéfilos em geral e com alguma razão de ser. O homem começou a realizar series de televisão em meados dos anos 90 e só em agora se decidiu a ficar pelo cinema. Já realizou quatro filmes, nenhuns dos quais no entanto que valha a pena ser recordado. Para quem vê o filme no entanto isso surge quase como um choque porque o realizador consegue ter a mão no filme em todos os momentos. Claro que se nota um pouco da vibração de realizador de televisão, onde é necessário condensar as emoções em pequenas partes. E no fundo este filme é feito de episódios distintos que no final fazem um todo consistente.

No entanto Taking Lives destaca-se essencialmente pelo elenco. Juntar Angelina Jolie, Ethan Hawke e Kiefer Sutherland no mesmo filme torna-o irresistivelmente apetecivel. Ethan Hawke teve o seu momento de genialidade aquando da sua interpretação em Training Day. Memorável e injustamente esquecida pela Academia. Kiefer Sutherland tem estado em destaque nos últimos tempos, não só pelo seu trabalho notável na serie 24, mas também pela sua inquietante interpretação em Phone Booth. Apesar de apenas surgir em três minutos de filme, o destaque que lhe é dado não é inocente. O público sabe que Sutherland é um actor em forma, capaz das mais variadas personagens. E tal é essencial para integrar o público ainda mais na trama.
E depois há Angelina Jolie. Muitos continuam a duvidar que aquela que é para muitos a mulher mais bela e desejada do Mundo, seja de facto boa actriz. Nem o óscar merecido em Girl Interrupted conseguiu afastar a ideia de que dela só se aproveita o corpo. Este filme tem o mérito de provar exactamente o oposto.
E para quem achava que aqui se esgotava o mérito do elenco, há um pequeno bónus. O regresso da notável Gena Rowlands, que dá uma interpretação de classe, digna de uma verdadeira senhora, uma verdadeira actriz.

O filme centra-se num thriller de reviravoltas sucessivas. O espectador nunca fica muito tempo preso à mesma situação, porque rapidamente surge uma nova com a qual tem que se confrontar. Há uma dupla identificação da audiência. Numa primeira parte seguimos a ascensão do jovem Martin Asher, os seus primeiros passos rumo a tornar-se num serial-killer. Depois somos transportados para a realidade da agente do FBI, Iliena Scott, e finalmente o realizador vai fazer esses dois campos convergir num só. A relação entre ambos não é inocente pois desde o primeiro momento que está delineada. A forma como o assassino que toma identidades se vai desenvolvendo na trama, também cresce a intensidade da relação entre os dois personagens. No entanto o espectador não o sabe, e aí consiste uma das matérias primas do filme. É um pouco como relembrar The Usual Suspects, e a sua capacidade de convencer o público de que algo como Keyser Soze, simplesmente não existe.

O filme tem bastante acção, nunca em exagero pois a acção principal do filme passa-se a nivel psicológico. Tirando um ou outro momento de grande suspense, que normalmente culmina num vácuo, o filme vive do confronto emocional entre os personagens de Jolie e Hawke. Confronto esse que, inevitavelmente, teria de acabar numa relação carnal. O verdadeiro culminar de toda a acção surge não no momento da morte de Mrs Asher, mas na consumação da atração de Costa e Scott. Numa cena que - não o podemos ignorar - é feita tendo por base o corpo perfeito de Angelina Jolie, temos a sensação de que, se o filme é um carrossel, então é a partir daí que começamos a descer. E a descida é feita de forma abrupta, numa primeira fase, estabilizando depois numa segunda. Durante a primeira parte, ainda estamos no modelo tradicional de thriller, com a revelação a identidade do assassino. O público saberia sempre que algo está mal quando a 40 minutos do final do filme o "assassino em serie" morre. E de facto estava, mas a forma como passa a estar é muito bem conseguida.
O filme entra então num ritmo completamente diferente. Tinha de o ser, pois mudamos de cenário e mudamos de clima. Já não estamos no thriller, estamos agora num ajuste de contas. Mais uma vez a intensidade da acção deve-se à relação entre as personagens, que conseguem criar uma quimica tal, que nos dão a entender tratarem-se de personagens siamesas. O final, é provavelmente um dos pontos altos do filme - se bem que não tão intenso como se pedia - mostrando que a uma reviravolta, podem seguir-se outras sem que o filme perca com isso.

O trabalho de D. J. Caruso nesta sequência de acção e emotividade foi preponderante, como já referimos em cima, essencialmente pela sua experiência televisiva. O filme é um todo feito de várias partes e quer o elenco, quer o realizador, conseguiram dar a entender essa dinâmica, de uma forma muito positiva.
Angelina Jolie vai muito bem na sua personagem. Apesar de ser sempre agradável à vista, neste filme não é o seu corpo que se destaca - não estamos num Tomb Raider ou num Gone in 60 Seconds - mas sim o carisma que Jolie traz a todos os filmes em que entra. Carisma esse que a faz uma actriz, verdadeia sucessora de um outro grande actor como é Jon Voight. No filme, apesar de não ser ela a controlar a acção/emoção (ou é?) temos sempre a certeza que no final, aquele olhar terá a resposta precisa. A cena de sexo, necessária para consolidar o climax da relação entre as duas personagens, mostrou igualmente a parte de Jolie que o público - em especial o masculino, mas não só - quer e gosta de ver. No entanto ela sabe, que isso é o menos. O verdadeiro cerne da sua presença no filme está na sua forte presença. E o seu objectivo é conseguido em pleno.
Quem também não deixa de ter uma forte presença, mas de uma outra forma, é Ethan Hawke. Na sua carreira, com altos e baixos que nunca lhe permitiram atingir o nível de outros colegas da sua geração, sempre nos habituamos a representações como a deste filme. Um personagem simpática, cheia de tiques - o trabalho fisico de Hawke é sempre algo a salientar - mas com um fundo de mistério, que poucos realizadores souberam explorar. É por isso que em Training Day, Hawke é o "bonzinho". Caruso soube ver esse outro lado e mostrou-o em todo o seu esplendor. O Hawke da sequência final é um actor diferente, mais maduro e consistente, capaz de dar ao filme uma outra dinàmica. E isso é sempre importante.
Quanto aos outros actores, incluindo Jean-Hugh Anglade, Oliver Martinez, e os já citados Gena Rowlands e Kiefer Sutherland, não há nada a apontar.

Sendo assim um filme com um elenco muito sóbrio, e com um argumento e realização bem conseguidos, é de facto um motivo de interesse. O unico factor que faz com que Taking Lives, não passe para outra esfera, é o que faltou a D. J. Caruso fazer: dar um outro substracto ao desenlance da narrativa. O que lá está, está de facto bem feito, mas podiam estar lá tantas outras coisas, tantos outros pormenores que tornariam o filme ainda melhor. A própria banda-sonora, do grande compositor Philip Glass, nunca consegue dar um clima "bigger than life" ao filme. É esse tom quase épico - sendo aqui épico um termo que em nada tem a ver com o estilo cinematográfico homónimo - que não deixa o filme descolar para altos vôos. Fora isso, Taking Lives é um filme muito razóavel de se ver.
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Site Oficial: takinglives.warnerbros.com
Realizador: D. J. Caruso
Elenco: Angelina Jolie, Ethan Hawke, Kiefer Sutherland, ...
Produtora: Warner Bros.
Duração: 1h45 minutos
Classificação: m/16
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:05 PM
julho 12, 2004
Super-Confusão
É quase impossível acompanhar o andamento da produção do filme Superman. O que num dia é confirmado surge como carta fora do baralho no dia seguinte. Depois de já termos adiantado que McG estaria fora do projecto e que afinal, o realizador iria mesmo realizar a continuação das aventuras do Super-Homem, hoje o Hollywood Reporter diz que desta vez é definitivo: McG está fora de jogo!
A Warner não está interessada no realizador aparentemente por motivos económicos. Em causa está o local de filmagens - a Warner que a Austrália por motivos económicos e McG queria New York - e o elenco, pois enquanto que a produtora pretende um nome desconhecido, McG procurava numa lista infindável, o eventual sucessor de Christopher Reeve.
O Hollywood vai continuar atento, mas a verdade é que esta produção está a tornar-se numa super-confusão!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:21 PM
Brasas de Verão
A nova rúbrica diária do Hollywood terá o sugestivo nome de Brasas de Verão.
No ambiente mais relaxado e quente que é esta estação do ano, o Hollywood decidiu pegar em 30 actrizes, cuja idades variam entre os 16 e os 30 anos de idade e fazer uma pequena biografia com galeria de imagens diária. As actrizes escolhidas já dão ou vão dar que falar, não só pelo seu talento mas também pela sua beleza.
Este espaço é para ser visto pelos nossos visitantes não como uma galeria gratuita de machismo (a antever eventuais criticas, aviso que quando esta serie terminar começará uma igual, mas dedicada a actores) mas como um espaço onde podemos admirar ao pormenor algumas das divas que nos arrastam ás salas de cinema.
Amanhã teremos então a primeira diva deste verão. Não se esqueçam de acompanhar diariamente a rúbrica Brasa de Verão
Aqui fica a lista das trinta actrizes escolhidas pelo Hollywood e que irão desfilar por este espaço durante o próximo mês. Se a sua actriz favorita não estiver neste leque, envie-nos uma sugestão, porque no última dia iremos fazer um especial sobre as eleitos do público que o Hollywood esqueceu de mencionar. Este espaço é também vosso!
AS 30 BRASAS DE VERÃO
Alexis Bledel
Alisson Lohman
Amanda BynesAmy Smart
Angelina Jolie
Anne Hathaway
Charlize TheronDiane Kruger
Elisha Cuthbert
Emmy Rossum
Eva Green
Evan Rachel Wood
Hillary Duff
January Jones
Jessica Alba
Jessica Biel
Julia Stiles
Katie Holmes
Keira Knightley
Kirsten Dunst
Lindsay Lohan
Mandy Moore
Mena Suvari
Natalie Portman
Piper Perabo
Reese Witherspoon
Sarah Michelle Gellar
Scarlett Johansson
Shannon Elizabeth
Tara Reid

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:37 PM
julho 11, 2004
Ladykillers - A Ponte do Humor Negro
Tom Hanks está irreconhecivél. Os irmãos Coen não. Continuam iguais a si próprios, com o humor negro e corrosivo dos quais são os grandes embaixadores do cinema norte-americano de hoje.
Em Ladykillers há espaço para tudo. Até mesmo para uma actriz negra, quase desconhecida, brilhar. Atenção a Irma. P. Hall.
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O sul dos Estados Unidos é de facto um cenário perfeito para o estilo de cinema dos irmãos Coen, que curiosamente neste filme se juntam pela primeira vez na realização de um filme.
Não sei se são os cenários - o plano inicial/final é de uma beleza indescritivel - se as caracteristicas daquela gente, mais agarradas a valores hoje tão em desuso no resto do Mundo.
De qualquer forma foi nas margens do Mississipi que Joel e Ethan decidiram que seria a acção do filme, que passava assim das originais ruas de Londres, no primeiro Ladykillers de 1955.

A frase promocional do filme engana um bocado o espectador, mas quem conheço o sarcasmo destes irmãos cinéfilos percebe logo que o convite é mais um dos muitos logros que iremos testemunhar no filme. Não estamos diante do maior mestre do crime - quanto muito estaremos diante do mais apaixonado classicista do crime - nem diante da rival à altura. Somos sim confrontados com uma comédia que nos consegue entreter, e bastante, durante a duração do filme. Pode não ser um Big Lebowski - até hoje o zénite da obra dos Coen - ou um Blood Simple, mas é um filme extremamente bem conseguido. Em vários aspectos.
O primeiro passa claro pela transformação de Tom Hanks. Nunca, desde o nascimento de Forrest Gump em 1994, que este actor - por muitos considerado o melhor de todo a década de 90 (2 óscares, 4 nomeações) - tinha sofrido tal transformação de personagem. O Hanks que vemos neste filme é profundamente inquietante, "and yet not", como o próprio refere na sua introdução. A sua personagem, cheia de tiques e maneirismos que envorgonharia qualquer destes novos actores viris, são a alavanca para uma interpretação que acaba por contaminar, positivamente, todo o desenrolar do filme. De forma despretenciosa, Hanks toma o pulso ao filme e condu-lo como quer e bem lhe apetece. O seu próprio final é poético como só Edgar Allan Poe conseguiria fazer. Bem, ele e os Coen.

O grande trunfo, inesperado para os mais desatentos, é a notável interpretação de Irma P. Hall. Premiada em Cannes e já dada como forte hipótese ao óscar, esta actriz, já quase septuagenária, surpreende com uma grande dose de humor e boa disposição, essencialmente na forma tão séria e apaixonada como dá vida à sua personagem. Se Hanks é o elemento nuclear do filme, ela é o dinamo que dá uma força extra á dinâmica da narração.
Não é tanto a grande rival do mestre do crime, o Professor G.H. Dorr - que faz o mesmo com o seu PhD o que Depp fez com o seu Captain - mas sim a afortunada mulher - e os Coen a brincarem com o retrato do marido - que impede que o plano genial siga em frente! Como? Bem, aparentemente a mistura de fé e sorte são essenciais, mas como este é um filme dos Coen há que olhar para o outro lado. Como em Fargo, é a azelhice dos criminosos - quem não se lembra do ensanguentado Steve Buscemi - que deita tudo a perder.

E neste filme, como provavelmente em todos, a forma com os Coen encaram o trabalho policial é sublime. Se em tantos filmes - lembro-me sempre de Fargo e do Big Lebowski - a policia é algo incompetente, este não foge à regra. Não querendo divulgar pormenores, apenas adianto que envolve uma chavena de chá, um amigo imaginário, uma fortuna roubada e uma universidade muito especial...
Falando mais da forma como o filme acabou por ser feito, é de realçar que apesar do elenco secundário não ter os habituais actores da "casa", como sempre acontece na filmografia "coeniana", acaba por divertir de uma maneira diferente. Desde a estupidez - excelente a forma como foi filmado aquele que é provavelmente o desporto mais estúpido do mundo - do jogador Lump Hudson, aos problemas fisiológicos de Garth Pancake e a sua mais que tudo, passando pelos truques com um cigarro do General e acabando no negro com nome de cavaleiro medieval que apenas tem olhos para mulheres, ambos conseguem enterter. Perguntam vocês? E um Steve Buscemi ou John Turturo não teriam sido melhores? Talvez, mas nesse caso as duas personagens principais talvez não teriam tanta força e tanto impacto no filme. Nesse ponto de vista a abordagem dos Coen é bastante inteligente.

Com um genérico notável - como só eles conseguem imaginar - e um ritmo bem trabalhado, sem altos e baixos, o filme é um projecto de sucesso. Pode não ser uma abordagem tão humoristica como o filme original, perde-se um pouco nos duelos entre as personagens secundárias, mas é de facto um dos melhores filmes deste ano de 2004.
Uma passagem quase obrigatória por um cinema mais perto de si! Afinal é um Coen.
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Site Oficial: www.ladykillers.movies.go.com
Realizador: Joel e Ethan Coen
Elenco: Tom Hanks, Irma P. Hall, ...
Duração: 104 minutos
Produtora: Touchstone Pictures
Classificação: m/12
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:42 PM
julho 10, 2004
Shrek 2: E Fizeram-Nos Rir Para Sempre...
Shrek foi provavelmente o maior titulo de animação a ser feito quando estreou em 2001. Mostrou que havia vida para além da dupla Disney-Pixar e soube criar uma atmosfera de humor animado que muitos julgavam insuperável! Pois não é porque a sua sequela consegue ser ainda mais divertida e mais bem conseguida do que a pelicula original. É caso para dizer que a Dreamworks sabe como contar um conto de fadas...
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Mike Meyers, Eddie Murphy e Cameron Diaz estão de volta no seu melhor. Ou melhor será dizer, estão de volta nas suas personagens animadas, o fantástico ogro Shrek, a sua amada princesa Fiona e o inevitável "Burro". Para muitos uma sequela do filme original era algo perigoso. A fasquia estava muito alta e em caso de falhanço a Dreamworks poderia perder espaço na luta pela supremacia dos filmes animados, luta essa que mantem com a histórica Disney e a inovadora Pixar.
Mas a verdade é quer Kelly Asbury e Andrew Adamson souberam fazer mais do mesmo mas em versão optimizada. Shrek 2 é tudo o que o primeiro foi e muito mais. Os "gags" que deliciaram o público - pouco habituado a filmes animados sem serem moralistas (Disney) ou apenas baseado em aventuras (Pixar) - repetem-se em dose dupla, satirizando alguns dos titulos de maior sucesso dos últimos anos - a sequência de lua-de-mel é simplesmente genial - não esquecendo também figuras que estão fora do cinema - Justin Timberlake, Michael Jackson ou Larry King que empresta a voz a uma das personagens mais hilariantes.

O filme tem um enredo claro, e bem conseguido aliás, mas é a forma como o humor parece sair de forma tão natural das vozes de Meyers, Murphy, Diaz, Cleese ou do absolutamente notável António Banderas, que empresta muito do carisma ao filme. A versão portuguesa pode estar boa para crianças, mas o verdadeiro cinéfilo tem de ver o filme com o traço original. Quem é capaz de dissociar aqueles dentes do "Burro" a Eddie Murphy, ou o olhar - um dos mais espantosos da história do cinema - tipicamente de sedutor latino a António Banderas?
O enredo é simples. Depois da lua de mel o casalinho de ogres verdes é convidado pelos pais da Princesa Fiona a visitarem-nos para receberem a benção. É então que o trio - claro que o "Burro" tinha de seguir atrás - parte para uma terra Far, Far Away (escuso-me a usar o termo da tradução "bué" por não achar que vem ao caso). Lá chegando é a desilusão geral e o conflito entre o pai severo e o noivo teimoso. Entretanto surgem os vilões - é notável a forma como a abordagem é feita ao contrário com os bons dos contos de fadas a virarem os vilões dos filmes - e a trama adensa-se. O final é qualquer coisa de espetacular, algo que no entanto não deverá surpreender os fãs do primeiro filmes.
Entretanto já assistimos a um desfilar das personagens de contos de fada que preenchem a nossa imaginação, numa parada de estrelas que só mesmo visto.

A verdade é que com este filme a Dreamworks deu um passo em frente rumo á consolidação do seu estilo de animação. Se a Pixar tem dado bons filmes, nomeadamente o excelente Finding Nemo, e a Disney tem tentado remodelar a sua abordagem ao cinema animado, já longe dos exitos como Lion King, a verdade é que a Dreamworks é ainda a produtora que consegue dar um toque maior de realismo e de humor aos seus filmes.

Shrek 2 é um filme obrigatório em qualquer circunstância. Uma pequena masterpiece do cinema de animação que felizmente parece não conhecer fim. O terceiro e quarto filme já estão na forja e novas aventuras do simpático ogre e dos seus amigos esperam-nos. Já agora, não saiam da sala logo porque senão perdem um dos momentos mais divertidos de todo o filme.
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Site Oficial: www.shrek2.com
Realizador: Andrew Adamson e Kelly Asbury
Vozes: Mick Meyers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas, ...
Duração: 92 minutos
Produtora: Dreamworks
Classificação: m/4
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:27 PM | Comentários (1)
julho 09, 2004
Depp, Johansson e Um Desconhecido
Na edição de hoje do USA Today, o jovem actor Shia LaBeouf adiantou que foi abordado pelo realizador McG para o papel de Ben Olsen no próximo filme de Superman.
Esta informação, que contraria uma anterior que indicava que o realizador estava fora do projecto, volta a colocar a questão do elenco em cima da mesa. Segundo LaBeouf, o realizador quer a jovem Scarlett Johansson no papel de Louis Lane, o actor Johnny Depp como Lex Luthor e para o papel de Super-Homem um actor desconhecido.
Esta hipótese atirar borda fora a ideia de que Jack Gyllenhaal seria o nome escolhido depois das hipóteses Tom Welling e Jason Behr terem aparentemente sido colocadas de lado pela Warner Bros.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:49 PM
julho 05, 2004
Óscares são premio mais respeitado
Depois de uma sondagem que teve a duração de um mês - por decisão editorial - ficou-se a saber que os Óscares da Academia são o prémio em que os leitores do Hollywood mais confiam.
De facto, apesar das críticas á volta das decisões á volta da atribuição da estatueta dourada, a verdade é que os óscares bateram prémios como a Palma de Ouro ou os Globos de Ouro.
Um sinal de que a mediatização do prémio da Academia de Hollywood teve o sucesso previsto.
A nova pergunta prende-se com o recentemente falecido actor Marlon Brando: Qual o seu melhor papel de sempre?
Podem começar a votar.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:17 PM
julho 02, 2004
Primeira Imagem de Elektra
Jennifer Garner surge nesta imagem como Elektra. Enfim, era o que todos os fãs esperavam. Lá está o facto encarnado, o ar de mulher-fatal e a escuridão caractreristica desta adaptação de comics para o cinema.
Elektra está ainda em rodagem e só deverá estrear no próximo ano mas imagens destas certamente que vão entusiasmar ainda mais a legião de fãs da actriz e também da personagem.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:47 PM