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agosto 31, 2004

Wonderland - Sexo, Droga e Crime

Num registo perfeitamente alucinante, Wonderland é um filme onde se torna dificil o espectador perder-se. Um filme cheio de garra, imaginação e dinamismo que afinal merecia bem mais atenção do que a que lhe foi prestada. Afinal, Wonderland não é só um thriller. É o cartão de visita para podermos começar onde o mágico Boogie Nights acabou...
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Há várias conclusões que se podem tirar da vizualização deste interessante Wonderland.
A primeira, e mais clara de todas, é a de que Val Kilmer está de facto numa forma sem igual. O actor que se tornou conhecido em Top Gun e depois ainda foi Batman e The Saint está a ter um ano a roçar a perfeição. Depois do seu magistral desempenho em Spartan e deste seu arrebatador desempenho ainda há a hipótese de o ver brilhar no épico de Oliver Stone, Alexander. Sem dúvida o melhor ano de toda a sua carreira.
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O filme é uma miscelânea de tudo, um retrato fiel da cena underground do final dos anos 70 e da subsequente viagem ao universo deprimente da década de 80. O mundo das drogas, do sexo livre e do alcool tinha tido o seu eco máximo nos finais dos anos 60 e arrastara-se lentamente durante a década de 70 mas no início dos anos 80 estava em baixa. Tinha deixado de ser moda para passar a ser um vicio de poucos. Um deles era John Holmes, a grande estrela do cinema pornográfico norte-americano, conhecido por The King e celebrizado pelo seu orgão sexual de mais de 40 centimetros. Pelo menos assim reza a lenda que o filme gosta de evocar.
Holmes era - e disso sabemos nós porque vimos o absolutamente fabuloso Boogie Nights de Paul Thomas Andersen, a versão não oficial da vida do King - de facto um desses viciados em droga. Mas como ele havia muitos - e há infelizmente - capazes de tudo por mais uma dose. E quando digo tudo digo mesmo tudo. Até matar!
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A premissa do filme é mais ou menos essa. Um assassinato de proporções trágicas em Hollywood põe a nu a realidade crua da decadência californiana. Expõe o poder da mafia junto das autoridades e a deterioração das relações humanas como poucos filmes o souberam fazer este ano. A este sumarento argumento, uma matéria prima bastante interessante, o realizador James Cox junta uma realização bastante fresca. Ou seja, não se perde em pequenos apontamentos, em planos longos e extensos. Não!
Cox opta por uma dinâmica de realização que utiliza tudo ao seu dispor. A capacidade imaginativa de incorporar um mapa de Los Angeles para substituir os enfadonhos planos de trânsito, ou de pegar em capas de jornais, dando ainda mais veracidade a um facto que, repito, é veridico, é simplesmente de aplaudir. O filme só ganha com este uso de vários elementos que combinados na dose certa mantêm a narrativa fluida e fácil de seguir.
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Para além desta fluidez narrativa e do bom argumento, para não voltar a referir a sublime montagem, um dos pontos fortes deste filme está junto da representação. Já falamos um pouco de Val Kilmer mas vale sempre a pena referir a capacidade impressionante que o actor teve em manter-se no mesmo registo o filme todo de forma quase imaculada. De facto é excelente ver Kilmer como o sofredor, quase inconsciente até, Holmes, e a sua luta, não para fugir de um mundo que o prendeu - e mais tarde levou - mas para fugir daqueles que impediam uma estadia tranquila nessa mesma dimensão. Uma luta que o levou mesmo a cometer o maior dos crimes: a traição.
Aliás essa é também a temática do filme e da personagem em si. Todos os elementos que giram à volta de Holmes - que não sendo a personagem principal da trama (são os assassinatos) não deixa de ser o ponto fulcral da narrativa - acabaram, de uma forma ou de outra a serem traidos por ele. Todos sem excepção. E é notável como vemos desenrolar essas traições ao longo do filme e a sua expressão, o seu olhar, a sua angústia é exactamente a mesma. Tudo por uma dose...
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Uma nota igualmente para o restante elenco que se porta bastante bem. No campo feminino temos o destaque para Kate Bosworth, a miss Orlando Bloom, como a imprensa impiedosamente a trata. Sem razão, pelo menos a ver neste filme onde se exibe a bom tom como a eternamente fiel namorada de Holmes. Um desempenho num registo que intercala o sofrimento e dor com a paixão cega, algo que atinge a todos de uma maneira ou de outra e por isso encontra facilmente um eco no espectador. Também Lisa Kudrow se porta bem como a esposa sofredora mas fiel até ao fim, num registo ligeiramente diferente do que estamos habituados a ver. Por lá também andam as musas de outrora Carrie Fisher e Christina Applegate mas sobre elas pouco há a dizer.
No campo oposto temos de registar a excelente interpretação, quase de raiva, de Dylan McDermott. Ao inicio é dificil descortinar o actor de The Practice num traje de motoqueiro a lembrar Dennis Hopper em Easy Ryder, mas depois não há que enganar. A mesma clarividência nos diálogos e o mesmo olhar penentrante não deixam de mostrar a sua marca. Um dos pontos positivos do filme note-se. Também num bom registo temos Josh Lucas como o veterano do Vietname viciado em cocaina e liderança compulsiva e ainda Eric Bogosian como o traficante palestiniano Eddie Nash, que na versão de P.T. Anderson foi interpretado por Alfred Molina.
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A conclusão é de que este Wonderland é um filme a ver.
Tanto se apresenta como um filme para quem gosta de acção ou suspense como para aqueles que achavam que Boogie Nights devia ter durado para sempre. De uma maneira ou de outra Wonderland apresenta aquele registo fresco e limpo, cheio de honestidade, que contrasta com a maior parte dos titulos que são exibidos um pouco por todo o mundo por alturas do Verão.

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O MELHOR: A dinâmica de montagem e a frescura do argumento. Não há bons e maus. Há factos e o mistério que se esconde por detrás deles bem até ao final.

O PIOR: Talvez a falta de um confronto entre as personagens de Kilmer e McDermott de uma forma mais intensa.

CURIOSIDADE: Se estiverem atentos, na cena do iate, antes de John Holmes travar conhecimento com Eddie Nash (num flashback) ele está a tentar engatar mais uma beldade. Ela é nem mais nem menos que Paris Hilton, a herdeira da fortuna da cadeia de hoteis Hilton e uma das mulheres mais badaladas do momento. Pela fortuna, pela beleza e pelos videos pornograficos que circulam pela net.

Site Oficial - www.wonderlandthemovie.com

Realizador: James Cox
Elenco: Val Kilmer, Kate Bosworth, Lisa Kudrow, ...
Produtora: Lions Gate
Duração: 90 minutos
Classificação: m/16

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:49 PM

Novo Clip de Shark Tale

Foi hoje divulgado o segundo clip do novo filme animado da Dreamworks, Shark Tale.
O filme baseia-se nas aventuras de Oscar (Will Smith), um pequeno mas ambicioso peixe que se torna popular no mundo aquático à custa de uma pequena mentira. Com o passar do tempo os restantes habitantes do mundo submarino vão descobrir que afinal Oscar não era aquele que pensavam ser. Isso até o pequeno peixe decidir dar a volta por cima.
O grande atractivo do filme, para além de ser mais uma das grandes apostas do cinema animado Dreamworks, é de facto o elenco de luxo que dá voz às personagens. Para além de Will Smith há ainda Angelina Jolie, Renne Zellweger, Martin Scorcese e Robert de Niro.
Vejam o trailer aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:42 PM

agosto 30, 2004

Brasas de Verão chegam ao fim

Depois de ter começado a 12 de Julho, hoje chegou a vez da rúbrica Brasas de Verão se despedir dos leitores do Hollywood.
Durante um mês e meio desfilaram por aqui tanto actrizes que primam pelo talento como pela beleza fisica. A verdade é que ninguém lhes ficou indiferente.
Resta recordar aos nossos leitores que esta iniciativa é para se repetir. Haverá em todas as estações do ano um mês dedicado a biografias daqueles actores e actrizes que preenchem o imaginário de todos os cinéfilos.
Portanto se gostaram de acompanhar as Brasas de Verão, que voltam para o ano com trinta caras novas, estejam atentos à programação de Outono do Hollywood e das novidades que este vai trazer.
Até lá fiquem com a lista das 30 meninas que durante o Verão fizeram deste blog dedicado ao cinema um espaço mais quente. É só clicar em mais...
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AS 30 BRASAS DE VERÃO

Alexis Bledel
Alisson Lohman
Amanda Bynes
Amy Smart
Angelina Jolie
Anne Hathaway
Charlize Theron
Diane Kruger
Elisha Cuthbert
Emmy Rossum
Eva Green
Evan Rachel Wood
Hillary Duff
January Jones
Jessica Alba
Jessica Biel
Julia Stiles
Katie Holmes
Keira Knightley
Kirsten Dunst
Lindsay Lohan
Mandy Moore
Mena Suvari
Natalie Portman
Piper Perabo
Reese Witherspoon
Sarah Michelle Gellar
Scarlett Johansson
Shannon Elizabeth
Tara Reid

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:56 PM

Brasas de Verão - Tara Reid - Outsider

Tara Reid pode ser para muitos mais uma loira sensual a tentar vingar em Hollywood. De facto a sua trajectoria aponta baterias nessa direcção. Mas apesar de tudo a sua experiência pode ser um trunfo. Afinal são poucas as actrizes que triunfam em Hollywood mas por vezes aqueles que cortam a meta como vencedoras são outsiders. E isso é o que ela parece ser...
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A jovem natural de Wyckoff, New Jersey nasceu a 8 de Novembro de 1975.
A sua carreira de interpretaçã começou bem cedo, logo aos 6 anos na serie para crianças Child´s Play.
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Depois do sucesso inicial deste seu primeiro passo na representação, a pequena Tara passou a ser modelo de anuncios, surgindo em comerciais da McDonalds, Crayola entre outras empresas.
O seu salto para a fama acabaria por chegar em 1993, quando com 18 anos foi escolhida para integrar o elenco da popular serie televisiva Saved By The Bell - The New Class, uma sequela de uma popular serie da década de 80.
O sucesso da serie tornou a jovem Tara igualmente uma actriz requisitada no universo televisivo. Não estranhou por isso que em 1995 integra-se o elenco de Days of Our Lives.
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O salto para o cinema não se podia ter feito da melhor forma. Estavamos em 1998 e o filme era o notável The Big Lebowski, provavelmente o melhor de todos os Coen. No filme ela interpretava a sensual Bunny Lebowski e este acabou de ser o passaporte para uma carreira cinematográfica promissora.
O ano de 1998 acabou por ser proveitoso. Para além do filme dos Coen, a jovem Tara Reid entraria ainda em Girl, I Woke Up Early the Day I Died e em Urban Legend.
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No ano seguinte a sua carreira consolidou-se definitavamente junto do público mais jovem. Para além de ter sido mais uma das muitas beldades de American Pie (ao lado de Shannon Elizabeth, Mena Suvari e Alisson Hannigan), a actriz ainda foi vista em Cruel Intentions, o tal Valmont para jovens, e ainda Body Shots e Around the Fire, onde pela primeira vez quebrou as regras da menina bonita ao surgir nua.
No mesmo ano Tara ainda ainda teria tempo de voltar à televisão para fazer What We Did That Night.
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A partir de 2000 a sua carreira viveu momentos conturbados. A separação litigiosa com o DJ da MTV Carson Daily acabou por levar Tara Reid a entrar num periodo de anorexia nervosa, seguindo-se depois uma viciação em cocaina e alcool que fizeram dela uma das actrizes mais badaladas, pela negativa, de Hollywood.
Como tal a carreira da actriz ressentiu-se e até 2002, alturas em que começou a mostrar melhoras, foram poucos os filmes em que entrou. Para além de Dr T and The Woman Just Visiting, houve também o "curto" regresso à saga American Pie e ainda a passagem pelo sucesso Van Wilder. Pelo meio esteve ainda durante um curto periodo de tempo na serie televisiva Scrubs, agora em exibição na SIC Radical. Tara Reid acabaria por nunca recuperar o pulo inicial da sua carreira mas aos poucos os males foram compensados. Primeiro em 2003 com o seu desempenho em Devil´s Pond e depois, no ano seguinte, na comédia My Boss´s Daughter, comédia que fez com o namorado de então, o actor Ashton Kutcher, que mais tarde a trocaria por Demi Moore. Ainda em 2004 Tara surgiu no pouco baladado Knots.
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O futuro parece ainda um pouco conturbado para a jovem actriz de 28 anos. Para além de ter sido excluida, tal como Mena Suvari e Shannon Elizabeth, do terceiro filme de American Pie, foram poucos os projectos que se apresentaram como promissores para um futuro próximo. Wicked Prayer será provavelmente aquele que se destaca mais, ao lado de Edward Furlong e David Boreanaz. Outros projectos futuros são ainda Alone in the Dark e Land of Canaan.
A fama que hoje Tara tem em Hollywood não é a melhor - foi recentemente acusada e ainda ser viciada em cocaina (algo que não será inédito na Cidade dos Anjos certamente) e de ter feito uma operação plástica para aumentar os seios - e ficamos na expectativa para saber se a pequena actriz consegue, ou não, dar a volta por cima!

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:27 PM

agosto 29, 2004

Brasas de Verão: Shannon Elizabeth - A sobremesa perfeita

Não saiu de dentro de uma tarte mas foi como se tivesse saído. Quando surgiu pela primeira vez junto do grande público no sucesso de American Pie foi como se o mundo tivesse dado voltas sucessivas sobre si mesmo em estado de delirio. Consagrou-se como uma das sex-godesses do cinema juvenil norte-americano e a pergunta fica. Até onde pode ir?
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Tornou-se conhecida por representar uma beldade vinda da República Checa, mas na verdade Shannon Elizabeth Fadal (e não Elizabeth Shannon como muitos pensam) nasceu em Houston, Texas, tendo ainda origem, não europeia, mas asiática. Os pais têm sangue sirio nas veias e de facto a tonalidade da sua pele, num tom quase torrado, espelha bem essa origem geneológica.

Shannon Elizabeth nasceu a 7 de Setembro de 1973, e logo depois do nascimento os pais mudaram-se de Houston para Waco no estado do Texas. Foi aí onde a jovem cresceu. Apesar de ter tido aulas de ballet e de representação, o amor de Shannon era o desporto. Primeiro o voleibol e depois o ténis, ocupavam a maior parte do seu tempo livre e também dos seus sonhos. Desistida a hipótese de se tornar tenista profissional, foi a vez de Shannon tentar o mundo da moda. Como as habituais jovens modelos norte-americanas, depois de ter feito sucesso no circuito doméstico, passou para Tóquio e daí para Hong Kong e Milão, onde se estabeleceu como uma modelo de sucesso. Afinal estava ali uma das mulheres mais sedutoras das passereles. Estavamos em 1993, a época dourada das top-models e Shannon tinha 20 anos.
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Quando regressou em 1995 aos EUA depois de dois anos a fazer passagens de modelo pelo mundo fora, Shannon Elizabeth mostrou interesse em torcar as passerelles pelos palcos. Voltou a ter aulas de representação e começou a tentar a sua sorte.
Foi em 1996, com 23 anos, que conseguiu o seu primeiro papel em Blast. Seguiram-se aparições em Jack Frost e alguns telefilmes.
Foi a fazer pequenas aparições, que pouco a pouco o seu nome se foi tornando conhecido em Hollywood. Entretanto tinhamos chegado a 1999 e o mundo das comédias juvenis nunca mais seria o mesmo. Nem o mundo de Shannon!
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American Pie foi o sucesso que todos sabem. Pegou numa fórmula que já tinha sido explorada na década de 80, juntou-lhe um novo grupo de actores e um publico ansioso por algo de novo e o resultado tornou-se o esperado. Mas para os actores que entraram no filme, o sucesso instantâneo não era algo de previsivel.
Shannon pode não se ter celebrizado pela representação, mas o seu papel fulcral na trama, bem como o seu corpo nu e "shaved" como gostou de re-afirmar (criando uma das maiores fantasias do universo juvenil), tornaram-na numa das actrizes mais populares da serie.
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Depois do sucesso de American Pie, decidiu repetir a fórmula de jovem desejável na sátira aos filmes de terror para adolescentes Scary Movie. Muitos tinham previsto um "boom" na sua carreira mas a verdade é que isso não aconteceu. Até à sequela de American Pie, onde teve uma participação minima (e vestida), entrou em apenas três pequenos filmes. E mesmo depois do público ter voltado a encontrá-la ao lado de Jason Biggs a sua carreira abrandou nitidamente. Tirando uma participação em Jay and Silent Bob Strikes Back e ainda em Thirteen Ghosts e Love Actually, até hoje nunca mais voltamos a ver a jovem Shannon Elizabeth em estilo.
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A sua popularidade no entanto mantêm-se. Para além de ter posado nua (inevitavelmente) para a revista Playboy, conseguiu uma participação regular na popular serie That 70´s Show, bem como participações especiais em várias séries de sucesos. De facto a TV parece ser a sua aposta de momento porque dos projectos para o cinema apenas Cursed e The Kid and I estão agendados para os próximos tempos. Isto apesar de se falar nela como uma potencial actriz do futuro filme de James Bond. A esses rumores não será estranho o facto de ter dado a voz ao novo jogo do agente secreto Everything or Nothing.

Próxima Brasa de Verão: Tara Reid

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:15 PM | Comentários (1)

agosto 28, 2004

O Milagre Segundo Salomé pré-candidato ao óscar de Melhor Filme Estrangeiro

Como é habitual todos os paises têm a possibilidade de apresentar um pré-candidato ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Os participações portuguesas nunca foram coroadas de sucesso, visto que nenhum filme lusitano chegou a ultrapassar esta fase de seleção.
Este ano o filme escolhido pelo ICAM para conquistar Hollywood na 77º Edição dos Óscares da Academia acabou por ser O Milagre Segundo Salomé de Mário Barroso.
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O filme bateu uma forte concorrência, onde estava o último sucesso de António Pedro de Vasconcelos, Os Imortais.
A escolha foi feita por um juri composto por Luis Urbano, um dos directores do Festival de Curtas de Vila do Conde, Paulo Filipe Monteiro, Presidente da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos e ainda Paulo Trancoso, Presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Cinema. O requisito obrigatório para entrar no lote de escolhas era de que o filme tivesse estreado entre 1 de Outubro de 2003 e 30 de Setembro de 2004.

O Milagre Segundo Salomé é um filme de Mário Barroso inspirado no romance de José Rodrigues Miguéis. Passa-se em 1917 um ano crónico para Portugal, marcado pela instabilidade politica e pelo aparecimento da Virgem em Fátima. O acção desenrola-se em Lisboa onde chega uma jovem vinda da provincia para trabalhar num bordel. A jovem Salomé acabará por ser convidada por um homem rico para viver com ele e ser apresentada à sociedade lisboeta, mas a paixão por um jovem revolucionário e a ostracização da sociedade levam-na a voltar a casa e a despoletar o que hoje conhecemos como o milagre de Fátima.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:22 PM

Brasa de Verão: Scarlett Johansson - A Musa

É provavelmente a mais talentosa e promissora actriz da sua geração. Com apenas 19 anos de idade é também uma das mulheres mais bonitas de Hollywood.
Beleza e talento reunem-se de forma enigmática à volta desta pequena musa que ainda não mostrou ao mundo tudo o que vale. Muito ainda está para vir...
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Os seus últimos projectos têm todos tido o rótulo do sucesso e muito se deve às suas prestações. Foi a musa de Johannes Veermer mas também a de Bill Murray, de Billy Bob Thornton, Robert Redford...
Scarlett Johansson é de facto a grande musa deste virar de século.

Nascida a 22 de Novembro de 1984 em Nova Iorque, a pequena Scarlett, de ascendência dinamarquesa e polaca, desde pequena que tentou entrar no mundo da representação. Como disse no discurso de aceitação do BAFTA uma das razões porque foi actriz residiu no facto da mãe "levar-me a audições e pagar-me semre um cachorro quente depois". De facto tendo a sua mãe como agente tornou-se mais fácil a Scarlett suportar a problemática vida do casting para jovens actores.
O primeiro papel só chegou em 1994 quando já tinha 10 anos de idade no filme North.
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No ano seguinte começaram a surgir mais papeis para a jovem Scarlett. Primeiro foi em Just Cause e depois, em 1996, com If Lucky Fell e Many and Lo. Este último desempenho valeu-lhe uma nomeação precoce pelo Independent Spirit Awards, o reconhecimento de que estávamos perante uma grande actriz em potência.
Em 1997, já com 13 anos, foi a menina bonita de Home Alone III, o primeiro filme da serie sem o polémico Macauly Culkin e no ano seguinte deu o primeiro salto para o reconhecimento junto do grande público com o seu notável desempenho no filme The Horse Whisperer, ao lado de Kristin Scott Thomas e Robert Redford. A star was born!
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A sua carreira estava em alta, mas graças aos conselhos maternais, Scarlett evitou entrar em filmes que não fizessem capitalizar o seu talento. Ao invés preferiu apostar na sua formação tendo feito apenas três filmes em dois anos.
Para além do comercial My Brother the Pig de 1999, nos dois anos seguintes foi possivel vê-la em dois dos grandes filmes do ano e em papeis, que apesar de secundários, eram verdadeiramente truculentos. O primeiro foi no "indie" Ghost World, onde reflectia sobre a condição humana ao lado de Thora Birch, e o segundo foi como a "lolita" que mal sabia tocar piano mas que sonhava em deitar-se com Billy Bob Thornton em The Man Who Wasn´t There.
Mais tarde nesse ano ainda entrou em An American Rhapsody e no ano a seguir faria o lamentável Eight Legged Freks. Seria provavelmente o ponto mais baixo de toda a sua carreira e felizmente não duraria muito.
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Em 2003 foi a escolhida por Sofia Copolla para entrar no segundo filme da jovem realizadora. Scarlett viveria uma jovem americana, fechada num hotel de Tóquio, que redescobre o prazer de viver ao lado de um homem mais velho que também procurava o significado das coisas na capital japonesa. Johansson ficou encantada com o guião de Lost in Translation, tendo mesmo dito que se reflectia na personagem por se recusar a andar com homens que tivessem menos que 30 anos. Na verdade isso tornou-se irrelevante. O que contou foi o seu notável desempenho naquele que seria um dos grandes filmes do ano. Scarlett foi mesmo perfeita como a jovem Charlotte que durante o ano se divertiu a coleccionar nomeações e prémios pelo papel. Só faltou mesmo a nomeação ao óscar.
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Para aumentar ainda mais o seu valor no mercado cinematográfico 2003 foi igualmente o ano de Girl With a Pearl Earring, o filme de Peter Webber sobre o quadro mais famoso do pintor holandês Johannes Veermer. Tal como em Lost, também aqui Johansson foi fulgarente como a jovem musa do pintor. Mais um papel de sonho e mais um conjunto de prémios, conseguindo o que poucos actores se podem dar ao luxo de alcançar: dois grandes sucessos no mesmo ano.
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A vida parece correr mesmo bem à jovem de 19 anos. Para os próximos dois anos tem já nas mãos 9 projectos nas mãos, algo quase inédito para uma newcomer. Para além de ainda este ano ter estreado The Perfect Score, está ainda envolvida em projectos de renome. Para além do próximo Woody Allen, há igualmente o adiado MI 3, e ainda A Good Woman, mais um filme histórico para o seu curriculo e também Synergy, The Island, A Love Song For Bobby Long e ainda o ansiado thriller noir Black Dahlia.
Para além disso ainda está prevista a participação de Johansson no filme animado inspirado na personagem SpongeBob e ainda se ouvem rumores sobre uma participação no próximo Superman como Louis Lane.
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De facto Scarlett Johannson é um dos nomes mais cintilantes do universo de estrelas de Hollywood. O seu corpo rubosto, a voz peculiar e o seu sorriso maroto fazem-na desde logo dona de qualquer cena em que entre. Não nos espante nada que os próximos anos sejam os de consolidação deste nome que andará por aí durante muito tempo. Futura vencedora de óscares e demais prémios, parece que para Scarlett Johansson o lugar no Passadiço da Fama é simplesmente uma questão detempo.

Próxima Brasa de Verão: Shannon Elizabeth

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:58 PM

Spots de The Incredibles

Chegaram ao site oficial do novo filme de animação da dupla Disney-Pixar mais dois novos spots televisivos.
O filme The Incredibles, uma das grandes apostas do ano na área de animação, conta a história de uma familia de super-herois que é colocada num programa especial de protecção de testemunhas para recomeçar uma vida normal. Só que chegará uma altura em que o mundo vai voltar a conhecer a sua verdadeira identidade.
Sem dúvida um dos filmes animados a ver - o outro grande filme animado do ano está igualmente prestes a estrear, Shark Tale.
Cliquem aqui para acederem ao site oficial do filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:49 PM

agosto 27, 2004

Brasa de Verão: Sarah Michelle Gellar - A Caçadora

Foi mais a sua carreira de sucesso na televisão do que propriamente o seu sucesso no cinema que fizeram desta jovem actriz uma das mais aclamadas da sua geração.
Associada rapidamente a um universo "horror", a verdade é que o público em geral considera-a um modelo a seguir. Mas quando muitos olham para a jovem Sarah preferem ver a sua beleza natural do que propriamente o seu talento...
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Nova iorquina de gema (é fã tanto dos Knicks como dos Yankees), a carreira de Sarah Michelle Gellar começou a desenhar-se quando ainda era uma pequena rapariga. Descoberta por um agente, que ficou pasmado com a sua beleza, enquanto comia num restaurante de NY, Sarah acabou por ter desde já garantido um lugar na história. O museu de cera Madame Tussaud´s ecoou para a eternidade o seu papel na serie televisiva Buffy com uma estátua na sua secção de horror.

Nascida a 14 de Abril de 1977, foi na televisão que Gellar deu os primeiros passos. De inicio em spots comerciais, onde chegou mesmo a ser processada pela McDonalds por fazer parte de um anuncio da Burger King, e mais tarde em pequenos papeis de series, foi de facto no pequeno ecrãn que a jovem loirinha começou a ganhar estofo de actriz.
Foi em 1983, tinha ainda apenas 6 anos de idade, que Sarah surgiu pela primeira vez numa serie televisiva: An Invasion of Privacy. Seguiu-se uma outra no ano seguinte, Over the Brooklyn Bridge e só em 1988 e 1989 é que voltaria à televisão em pequenos papeis de duas series.
Com 14 anos entraria numa mini-serie chamada A Woman Named Jackie, onde encarnou uma Jacqueline Bouvier Kennedy quando jovem, e no ano seguinte entraria e Swan Crossing, uma das series mais populares da época.
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A sua carreira acabaria por dar o salto no ano seguinte quando passou a fazer parte do elenco da já consagrada série All My Children. Fez três temporadas da serie, o que a levou a ter de recusar alguns papeis no cinema, entre os quais o de Julieta no filme de Bazz Luhrmann Romeo+Juliet.
No ano de 1997 a sua carreira arrancou de vez para nunca mais parar quando a jovem Sarah Michelle Gellar encarnou pela primeira vez a personagem de Buffy Summers, na popular serie televisiva Buffy, the Vampire Slayer. A serie era baseada num filme, datado originalmente de 1992, tambem da autoria de Joss Whedon, o realizador da serie. O papel original tinha sido de Kristy Swanson mas na passagem para a serie foi a jovem Gellar que ficou com o papel da caçadora de vampiros adolescente. A serie pegava na formula gótica dos "caça-vampiros" e colocava-os num ambiente juvenil de liceu, onde a maior parte dos protagonistas são jovens. O truque resultou e a juventude foi conquistada pelos herois, que acabavam por ter os mesmos problemas que eles durante o dia a dia. Apesar da qualidade ser imensamente discutivel - para muitos será das piores series de televisão já feitas, enquanto que para outros será eventualmente a mais bem conseguida (gostos...) - a verdade é que o sucesso foi garantido, tal como o de Sarah Michelle, e de outros actores envolvidos no projecto. Hoje a serie parece ter os dias contados, falando-se várias vezes em tele-filmes, ou mesmo um filme que reunisse o elenco de novo, algo que parece ser bastante improvável. Entretanto a própria serie acabaria por dar origem a uma outra, Angel, que foi recentemente cancelada.
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No mesmo ano em que Buffy arrancava rumo ao sucesso popular, chegava igualmente a altura de Sarah Michelle Gellar dar os primeiros passos no cinema. Curiosamente foi também num registo de "horror" e logo a dobrar que a estreia se verificou.
Primeiro foi em I Know What You Did Last Summer, um filme de Jim Gillespie, rodado numa altura em que o genero estava bastante popular mas que dificilmente escapará a ser classificado como um dos piores filmes do ano. O outro filme em que Gellar acabaria por participar seria mesmo em Scream 2 de Wes Craven, o pai dos "teen-horror flicks", filme esse que acabou igualmente por ser mais do mesmo, ou seja, um repetir da fórmula de sucesso do primeiro Scream.
Curiosamente I Know What You Did Last Summer seria o primeiro filme que faria com o amigo, hoje marido, Freddy Prinze Jnr. Os outros acabariam por ser os lamentáveis Scooby-Doos.
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Depois de uma curta passagem por uma serie de tv em 1998, e do espaço dedicado a Buffy, restavam poucas alternativas para apostar numa consolidação da carreira cinematográfica da actriz, já com 21 anos. Teriamos de esperar até 1999 para voltar a ver Gellar em bom nivel no cinema, e logo com dois filmes. O primeiro, Simply Irresistible, era uma comédia romântica, a primeira da carreira da jovem actriz, depois de ter tido uma pequena presença no filme She´s All That, no ano anterior. O segundo filme acabaria por ser Cruel Intentions, a abordagem juvenil da história de Valmont, onde coube a Gellar o papel celebrizado por Glenn Close no cinema. O filme, curiosamento um dos mais interessantes desse ano, ficaria marcado pelo polémico beijo "lésbico" entre Gellar e Selma Blair, beijo sobre o qual Gellar apenas disse ter sido "fantástico".
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Com a serie Buffy a caminhar para o final, passou a haver mais tempo para Sarah Michelle Gellar se dedicar ao cinema.
Infelizmente as indicações positivas que tinha dado, especialmente como vilã em Cruel Intentions, acabaram por descambar numa serie de filmes de qualidade reconhecida, até por alguns fãs, como muito abaixo do esperado. Neste contexto estão as duas aventuras ao lado do marido Freddy Prinze Jnr, em Scooby Doo, e ainda Harvard Men.
De facto a sua imagem de actriz ficou abalada com essas infelizes prestações e a verdade é que filmes como The Grudge ou Southland Tales, poderão ajudar a tirar a prova dos nove sobre de facto o que é Sarah Michelle Gellar. Será apenas mais uma rapariga bonitinha ou é de facto uma actriz de futuro?

Próxima Brasa de Verão: Scarlett Johansson

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:38 PM | Comentários (5)

agosto 26, 2004

Brasa de Verão: Reese Whiterspoon - Loira até ao fim...

É uma das mulheres mais belas do mundo mas também uma das jovens actrizes mais talentosas de Hollywood. Sabe gerir a sua imagem como poucas, desdobrando-se entre as habituais comédias de loiras e os papeis que sempre sonhou fazer.
Ela pode já não ser nenhuma "teen queen", mas tem o sorriso de uma verdadeira miss América...
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Ela é loira, bonita, sensual, bem feita e talentosa. Parecendo que não mas em Reese Whiterspoon estão todas as caracterisitcas intrinsecas a uma jovem actriz de sucesso nos EUA. Por este ponto de vista até parece natural que o sucesso fosse o seu destino óbvio. Mas a jovem actriz só lá chegou depois de muito trabalho.

A jovem actriz de 28 anos nasceu a 22 de Março de 1976 na capital do estado da Louisiana, Baton Rouge. Uma tipica menina do sul portanto. E quem olha para aquele olhar inocente parece não acreditar, mas a verdade é que Reese já é mãe de familia há algum tempo. Casou em 1999 com Ryan Phillipe, com quem contracena em Cruel Intentions, e dele tem já dois filhos, Ava, filha com 5 anos e ainda o jovem Deacon de um ano de idade.
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A sua carreira no cinema não começou muito cedo. Tinha Reese 15 anos quando surgiu em The Man on the Moon e já aí a sua beleza celestial e o seu talento começavam a despontar claramente. Depois de uma curta passagem pela televisão, a jovem "sulista" voltou ao grande ecrãn para fazer A Far Off Place e ainda Jack the Bear.
As trocas entre series de televisão e telefilmes e o cinema de Hollywood foram continuando à medida que a pequena Reese ia crescendo. Para trás tinha já ficado o pequeno trauma de ter estrago a audição para Cape Fear, tendo perdido o papel para Julliete Lewis.
S.F.W e Freeway marcaram o seu regresso ao cinema, que traria em 1996 um filme polémico, Fear, onde se despia para Mark Whalberg, tendo na altura apenas 20 anos, mas pouco depois Reese fez uma curta pausa para se dedicar ao curso de Literatura Inglesa na Universidade de Stantfford, curso que completou com sucesso.
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O ano de 1998 acabou por ser bastante positivo para a jovem Reese. Não só por entrado em Pleasentville, um dos melhores filmes do ano, ao lado de Joan Allen e Tobey Maguire, mas também pelos seus desempenhos muito positivos em Twilight, ao lado dos gigantes Susan Sarandon, Gene Hackman e Paul Newman, e ainda na divertida comédia Overnight Delivery.
Em 1999 foi simplesmente notável na versão juvenil de Cruel Intentions, exibindo-se de forma mais sexy do que a "original" Michelle Pfeifer, num filme em que contracena com o seu actual marido Ryan Phillipe, e no ano seguinte houve Election, num filme de Alexander Payne. No mesmo ano entrou ainda em Best Laid Plans.
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No ano seguinte encontramos a já mãe Reese Whiterspoon em American Psycho, o violento filme de Mark Harron com Christian Bale em grande destaque. No ano seguinte pela primeira vez a jovem actriz entraria no universo de Elle Woods, no filme Legally Blonde, um enorme sucesso, tanto de bilheteira como de critica, que fez disparar de imediato a sua popularidade. No ano seguinte seria uma das estrelas do controverso The Importance of Being Ernest, e voltava a casa com Sweet Home Alabama, antes de em 2003 atacar Washington como Elle Wood no divertido Legally Blonde: Red, White & Blonde. O sucesso do filme foi tal que Reese Whiterspoon foi mesmo considerada a 22º actriz mais poderosa de Hollywood.
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Para 2004 espera-se mais de Reese. Iremos vê-la em Vanity Fair, o novo filme de Mira Nair, e também em Walk the Line e Whitout, filmes ainda em pós-produção e que portanto só devem chegar a Portugal no próximo ano.
Quanto a outros projectos futuros, temos a produção conjunta da Type A Films, a sua própria produtora, e da Universal Sports Widow, uma divertida comédia sobre uma mulher que decide aprender tudo sobre desporto para rivalizar com o marido, um maniaco de futebol, e ainda o filme Rapunzel Unbraid, que só deve ser realizado depois de 2006.
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Como é fácil de ver Reese Whiterspoon é de facto um nome a ter em conta. Aos 28 anos não será dificil adivinhar que a bela loirinha (que segundo boatos recentes virou morena) se prepara para atacar papeis mais intensos, daqueles com que sonhava na infância passada entre a Alemanha e o sul dos EUA. Não teremos aqui uma nova Scarlett O´Hara, mas as boas indicações que já tem dado permite-nos ter altas expectativas.

Próxima Brasa de Verão: Sarah Michelle Gellar

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:17 PM | Comentários (1)

agosto 25, 2004

Spartan - Ritmo Alucinante

Spartan é um filme espantoso onde não há tempo para nada, muito menos para respirar. David Mamet é soberbo na dinâmica que imprime ao filme, provavelmente um dos melhores filmes de acção do ano. E claro, há ainda Val Kilmer no melhor desempenho da sua carreira, carreira essa que parece estar em alta...
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Entrar no universo de David Mamet é de certo abdicar de um estilo de cinema convencional. Mamet não é um realizador como qualquer outro e este filme prova-o sem apelo nem agravo.
O seu passado como argumentista - teve nas mãos argumentos como os de The Intouchables, Wag the Dog ou The Veredict - é uma base sólida para saber exactamente o que fazer, agora que optou pela realização.
Entrar em Spartan é entrar num universo alucinante, mesmo claustrofóbico. Não sabemos nada sobre ninguém quando entramos directamente na acção. Apenas sabemos o essencial - como se fossemos um dos agentes. Uma jovem, filha de alguém muito poderoso, provavelmente o Presidente dos EUA, foi raptada durante o fim-de-semana e é preciso resgatá-la. Mais nada! Mas precisamos de saber mais? Mamet faz com que isso seja irrelevante.
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É ao longo do filme que, aos poucos, o realizador/argumentista, nos vai dando as sucessivas pistas necessárias a perceber a trama. E pelo meio temos acção, muita acção, e de grande nível. Val Kilmer exibe-se no seu melhor, naquele que é de facto, até ao momento, o seu melhor desempenho. Não é só toda a aura de "agente cool" que o acompanha em qualquer circunstância. É também a sua dureza, quase inflexivél, mas também o seu amor pela pátria, que tornam a sua personagem, numa das mais bem conseguidas de todo o ano cinematográfico. E vemos em Val Kilmer (lembram-se dele em Top Gun ou The Doors?) o actor perfeito para ressuscitar aquela mitica personagem que dá por nome de Philipe Marlowe.
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Os diálogo do filme mantêm o ritmo sempre em alta, como seria de esperar de um filme "mametiano" - aliás fala-se mesmo numa "mametspeak" para caracterizar os diálogos deste vencedor do prémio Pulitzer pela peça, mais tarde filme, Glengarry Glenn Rose - , e o elenco secundário é uma excelente base, muito sólida, dando ainda mais credibilidade ao desenvolvimente da narrativa. Não só o jovem promissor Derek Luke, mas também o notável e sempre sóbrio William H. Macy (também ele em grande forma) e ainda as jovens Tia Texada e Kirsten Bell.
Um filme de acção ao estilo de The Recruit ou Training Day era algo que este Verão precisava desesperadamente, sob o risco de cair no eterno tédio de comédias de adolescentes e filmes a roçar a mediocridade total.
David Mamet é de facto um realizador com um estilo próprio e o seu talento parece extender-se rapidamente a todos os que trabalham com ele. Basta ver a interpretação estrondosa de Kilmer, algo inesperado se tivessemos em conta os recentes papeis. Mas depois de Joe Mantegna ou Alec Baldwin, está provado que a dupla Mamet-Kilmer é de sucesso garantido. E a personagem de Scott (Kilmer) tem tanto potencial quanto a de Jack Ryan, o eterno agente da CIA já interpretado por Harrison Ford ou Ben Affleck.
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Aliás o Hollywood faz aqui um sincero pedido a quem de direito. Numa altura em que qualquer BD de 3º categoria ganha facilmente uma adaptação ao cinema (é impressionante ver que todos os estúdios passaram a adaptar não só as "grandes" comics mas tudo e mais alguma coisa) porque não ressuscitar uma das maiores personagens da literatura do século XX, e também do cinema. Sim, porque não um filme realizado e escrito por David Mamet e interpretado por Val Kilmer à volta do eterno herói de Raymond Chandler. Sim, porque não Marlowe?
O sucesso, esse estava garantido!

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O MELHOR: A interpretação de Val Kilmer e os truculentos diálogos a la Mamet.

O PIOR: A morte de Derek Luke. Poderosa cinematograficamente é um facto, mas é pena o filme perder uma personagem tão bem construida e até então, uma alavanca primordial ao desenvolvimento da acção. Mas também se percebe que Spartan é um "One-Man Show".

CURIOSIDADE: Tentem encontrar Alexandra Kerry no filme. Ela é nem mais nem menos que a filha de John Kerry, o candidato democrata à Presidência dos EUA, e recentemente decidiu ser actriz. Uma pista só: procurem atrás de um bar.

Site Oficial: www.spartanthemovie.com

Realizador: David Mamet
Elenco: Val Kilmer, William H. Macy,...
Produtora: Warner Bros.
Duração: 106 minutos
Classificação: m/16

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:24 PM

Sondagem - Drama reina nos Generos

A votação levada a cabo no último mês junto dos leitores do Hollywood não deixa margem para dúvidas. Entre os vários géneros cinematográficos é o drama que mais encanta os nossos leitores.
A categoria drama venceu de forma destacada as restantes nove alternativas. No segundo posto acabou o genero de comédia, com 13%, e no terceiro posto, em ex-equo ficaram os filmes históricos e de acção.
Destaque pela negativa para os filmes independentes, mas também os biopics e ainda os filmes musicais.
A próxima sondagem já se encontra online e pergunta aos nossos leitores o que acham do estado do cinema português.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:21 PM

Brasa de Verão: Piper Perabo - A rapariga do bar

Tornou-se num lugar comum em bares um pouco por todo o mundo. Ficou sempre a tentação de espreitar para detrás do balcão não fosse ela estar lá, com o seu olhar timido, à procura de uma oportunidade para cantar. De facto é incrivel como um só papel pode moldar a nossa visão de uma actriz. Aconteceu com Piper...
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Não é uma carreia feita de grandes filmes, aquela que Piper Perabo pode apresentar num eventual curriculum vitae. Mas por vezes as grandes actrizes demoram algum tempo até entrar num filme digno de ser realmente visto e revisto. Talvez seja esse o seu destino. De uma coisa os cinéfilos têm a certeza. Esta jovem é mais que uma simples beldade. É um talento em bruto à espera de uma oportunidade.
Aliás a paixão de Piper em representar vem de muito cedo. A actriz nasceu a 31 de Outubro de 1977 em New Jersey e já na sua juventude decidiu estudar para seguir o sonho de ser actriz. Descendente de pai português e mãe norueguesa, foi sempre uma aluna de sucesso na escola, nunca tendo entrado no mundo das artes antes dos 18 anos.
Foi então aí que decidiu apostar numa carreira como actriz, estudando para isso em várias escolas de representação em New Jersey e New York.
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O grande salto para o cinema surgiu em 1998 quando entrou no filme Single Spaced. Seguiram-se pequenas aparições durante o ano seguinte em filmes como Whiteboys e Knuckleface Jones.
Foi preciso chegar a 2000 para Piper Perabo ter um ano em grande estilo.
Primeiro foi uma das estrelas da comédia The Adventures of Rocky & Bullwinkle, que também contava com Rene Russo e Robert de Niro. No mesmo ano foi a rapariga mais sedutora de Coyote Ugly, uma das comédias mais divertidas do ano. Foi no papel de "Jersey" que Perabo se mostrou definitivamente aos cinéfilos, com uma interpretação extremamente sólida, o contrário do que se esperaria quase de uma novata. O seu desempenho acabou por ser reconhecido com um MTV Award e ainda uma nomeação como melhor Estreante do ano.
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O ano seguinte acabou por ser bastante polémico na sua curta carreira, um ano que acabaria por marcar um ponto máximo de aparições no cinema, tendo sido praticamente sempre a descer a partir desse momento. Foi na produção canadiana Lost ad Delirious que a polémica chegou, tudo porque Piper Perabo encarnou o que na altura - e ainda hoje - era visto como uma personagem tabu: uma estudante que descobre ser lésbica e que se apaixona por uma colega. O filme, com cenas de sexo lésbico, acabou quase por não ser exibido no mercado norte-americano, e quando o foi, acabaria por ser com a classificação máxima. O mesmo destino teria o seu filme seguinte Slap Her...She´s French.
Os últimos anos têm de facto infelizes para a jovem de ascendência portuguesa. Para além de Cheaper By The Dozen, onde era uma dos muitos filhos de Steve Martin e The I Inside, as interpretações da jovem actriz não têm sido nada relevantes.
Mesmo assim para este ano ainda poderemos vê-la em mais dois filmes: George and the Dragon e ainda A Piece of My Hearth.
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Quanto ao futuro parece pouco risonho para a actriz, pelo menos nos próximos anos. Depois da polémica de Lost and Delirious tornou-se dificil a Piper Perabo voltar a estrelar um filme em Hollywood. Apesar de Cave, Edison e 10th & Wolf serem já projectos garantidos, falta ainda uma interpretação de encher o olho. Talvez quando ela chegar, e parece-nos certo que mais tarde ou mais cedo isso vai acontecer, se dissipem todas as dúvidas sobre o talento desta sedutora loirinha que também fala a lingua de Camões.

Próxima Brasa de Verão: Reese Whiterspoon

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:05 PM

agosto 24, 2004

Brasa de Verão: Natalie Portman - A Profissional

Surgiu com 12 anos pela primeira vez no grande ecrãn e desde aí pareceu ser uma presença constante. Imortalizou-se ao interpretar a princesa Amidala de Star Wars, mas ganhou um lugar no coração dos cinéfilos por ter sabido gerir a sua carreira como poucas. Afinal não é qualquer actriz que rejeita inúmeros papeis para procurar ser mais do que uma simples cara bonita...
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Natalie Hershlag, conhecida no mundo do cinema por Natalie Portman, é israelita de nascença. Nasceu a 9 de Junho de 1981 em Jerusalem apesar de ter vindo ainda muito nova viver para Washington com os pais. Acabou por não ficar muito tempo na capital do seu novo país e acabaria por estabelecer-se definitivamente em Nova Iorque onde viveria até terminar o liceu.
Aos 11 anos estreou-se como modelo infantil e não faltou muito até dar os primeiros passos no cinema naquela que pode ter sido uma das estreias mais aclamadas dos anos 90 para uma jovem actriz.
Em León, um filme de Luc Besson com Jean Reno e Gary Oldman, a jovem de 12 anos trabalha de forma portentosa conseguindo um dos grandes desempenhos secundários do ano. Ninguém diria que era o seu primeiro papel profissional.
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Depois do seu desempenho como jovem "lolita", Natalie Portman surgiu noutro dos grandes titulos de 1995, Heat ao lado de Robert de Niro e Al Pacino. No mesmo ano faria Developing.
1996 seria um bom ano para Natalie Portman que entraria em três dos melhores filmes do ano. O primeiro foi Beautiful Girls, o segundo seria a paródia de Tim Burton Mars Attack e acabaria o ano em beleza ao ser uma das actrizes de Woody Allen no espantoso Everybody Says That I Love You.
A partir daí a sua carreira afrouchou, mas com razões para isso. Natalie Portman corre o risco de ser uma das actrizes mais conscienciosas de Hollywood (é dela a frase "prefiro ser inteligente a ser uma estrela de cinema") e a jovem decidiu abandonar a interpretação para se concentrar no seu curso universitário de Psicologia em Harvard. Portman decidiu colocar um stop na carreira, deixando apenas o Verão para surgir em filmes.
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Por tudo isso em 1998 acabaria por rejeitar o papel que acabaria por ser de Scarlett Johansson, no filme The Horse Whisperer. Em vez disso passou o Verão a fazer teatro na Broadway, primeiro em The Seagull e depois em The Diary of Anne Frank.
Aliás Natalie Portman tornou-se especilista em recusar papeis para os quais não se sentia preparada. Foi assim em Anywhere But Here - filme que acabou por fazer, apesar de inicialmente ter recusado devido às cenas de nudez que o argumento incluia - como também sucedeu com Romeo+Juliet, The Ice Storm e também o de Lolita.
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Em 1999 o convite para fazer de princesa Amidala na segunda trilogia de Star Wars acabou por ser bom demais para recusar e Natalie Portman disse que sim a George Lucas, assinando quase um contracto de exclusividade até ao final do seu curso, que terminou no passado ano.
E de facto tirando os dois primeiros filmes da saga, Natalie Portman fez apenas 2 filmes até ao passado ano. Foram eles Anywhere But Here e ainda Where the Hearth Is, todos eles rodados no Verão pois claro.
Com o curso de psicologia no bolso - ela que diz que o cinema não é indispensável para sobreviver - a sua carreira voltou a dar um salto em 2003. Nesse ano entrou na grande aposta da Miramax, Cold Mountain, e começou a rodar uma serie de filmes que acabariam por estrear este ano como Closer, True e Garden State.
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Para o futuro Natalie Portman promete mais acção no grande ecrãn. Voltará ao papel de Amidala no último (será?) filme de Star Wars - ela que nunca tinha visto a trilogia original - e sera uma das estrelas de filmes como The Smoker e Paris, je t´aime.
Natalie Portman pode muito bem ser apelidade de "A Profissional". Não só atingiu o estrelato num filme com um titulo em tudo semelhante como ainda mostrou saber gerir a carreira como poucas actrizes. Recusa comédias de adolescentes ou filmes excessivamente violentos. Nunca se despiu no ecrãn e promete que não o irá fazer. É uma mulher de convicções e luta por ela. É também corajosa ao ponto de recusar vários papeis em troca de um curso superior, algo que poderia ter destruido a sua carreira mas que no final só a valorizam ainda mais. Uma verdadeira senhora!

Próxima Brasa de Verão: Piper Perabo

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:05 AM

agosto 23, 2004

Brasa de Verão: Mena Suvari - A menina das rosas vermelhas

Duvidamos muito que a carreira de Mena Suvari tenha momentos tão altos como os que viveu no notável American Beauty. Para o público mais jovem ela é mais uma actriz de comédias hilariantes. Mas será aquela cena no tecto do quarto de Kevin Spacey, coberta de rosas vermelhas, que fará dela um nome eterno...
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Mena Suvari nasceu a 9 de Fevereiro de 1979 em Rhode Island, terra de muitos imigrantes portugueses.
De ascendência estoniana, Mena Suvari é hoje um nome consensual entre os talentos mais cintilantes da nova geração. Com quase 10 anos de carreira a fazer filmes, esta jovem de 25 anos parece preparar-se para ter o mundo a seus pés.
Tudo começou aos 13 anos quando entrou no seu primeiro anúncio publicitário. Depois de uns anos como modelo, o salto para o cinema pareceu-lhe natural. Foi assim que em 1997 entrou em Nowhere, isto depois de ter sido actriz convidada em várias series televisivas, entre as quais o celebre E.R. No mesmo ano entraria no filme Kiss the Girls, ao lado de Ahsley Judd e do "monstro sagrado" Morgan Freeman.
1998 foi um ano igualmente bom para a jovem emergente actriz, então com 19 anos. Entrou no filme Slums of Beverly Hills e ainda em The Rage: Carrie 2.
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O ano seguinte viria por alterar por completo a carreira de Mena Suvari em todos os sentidos. De um momento para o outro não só se tornaria popular e conhecida junto de todo o público jovem - resultado de ter sido uma das estrelas de American Pie - como também seria um elemento chave do filme vencedor de 5 óscares nesse ano, American Beauty.
Para o filme de Sam Mendes a jovem ficou com o lugar que parecia destinado a Kirsten Dunst (que diferença, imaginamos nós) e ao lado de Thora Birch entrou na cabeça e na casa de Kevin Spacey levando-o ao extasê na cena mais espantoso de todo esse ano cinematográfico, e uma das que ficará para a história.
Mais ainda, Mena Suvari teve a coragem que faltou a Kirsten - daí a sua recusa - de se despir diante de Kevin Spacey e milhões de espectadores, o que num país como os EUA não é muito normal para uma jovem. O sucesso do filme acabou por repercurtir-se mesmo nesse nível, tendo sido eleita uma das mulheres mais sexys do ano.
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Como já tinhamos dito, 1999 foi igualmente o ano de American Pie, o filme que veio revolucionar a forma de fazer cinema para um público adolescente. Inspirado no modelo Porky´s, que tanto sucesso fizera na década de 80, mas de uma forma mais conservadora, o filme abordava a temática do sexo colocando do lado de lá do ecrãn actores com os mesmos dilemas que os espectadores. A fórmula resultou e o filme foi um sucesso, como a personagem de Mena Suvari, a eterna virgem americana. Também o era em American Beauty, e depois de um ano cheio de "american´s" só faltava mesmo o American Virgin, onde Mena interpretava uma filha do rei do cinema porno á procura da sua identidade. Mas virgindade era algo que certamente não lhe passava pela cabeça quando no mesmo ano deu o nó com o namorado de mais de 18 anos, o realizador Robert Brinkmann.
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Apesar do seu nome ser agora conhecido do grande público, tanto American Virgin (que viu o titulo mudado para aproveitar a onda de Mena Suvari) como o seu filme seguinte, Looser, com o colega de American Pie, Jason Biggs, falhou em ter reconhecimento da crítica e sucesso junto do público. Seguiram-se Sugar & Spice e The Musketeer , outros filme sem grande repercursão nas bilheteiras.
Foi então que voltou American Pie, mas a sua aparição no filme foi curta. Afinal não pertencia à história central do filme.
Mena Suvari tentou relançar a carreira e por pouco não conseguiu o papel de Mary Jane Watson no filme Spiderman. Curiosamente perdeu-o para Kirsten Dunst, a mesma que lhe tinha dado a oportunidade de entrar em American Beauty.
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A verdade é que as coisas não têm andado bem para a actriz. Muitos apontam erros nas escolhas de papeis, outros em falta de sorte. Depois de Sonny, o primeiro filme de Nicholas Cage, veio Spun e Trauma, mas nenhum dos filmes foi o sucesso que pretendeu. Mena, a loira que é originalmente ruiva, passou então para a televisão e surgiu na consagrada serie Six Feet Under. Agora no cinema Mena Suvari tem vários projectos, incluindo um que pretende recuperar a fórmula de The Graduate.
O facto é que falta de talento ninguém pode apontar a Mena Suvari. Espermos nós - e ela certamente - que esta fase seja apenas um momento menos bom de uma carreira que se prevê bem longa.

Próxima Brasa de Verão: Natalie Portman

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:49 PM

agosto 22, 2004

Brasa de Verão: Mandy Moore - Artista de palco

Nasceu para cantar e é isso que tem feito desde que se lembra. Agora despertou também para o cinema tendo provado que pode ser mestre em duas áreas distintas. Resta agora saber se o seu sucesso musical não condicionará a sua evolução na arte de bem representar. Para Mandy Moore o futuro parece risonho...
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Mandy Moore nasceu Amanda Moore a 10 de Abril de 1984 em Hanshua, uma localidade no estado de New Hampshire.
A vida do pai, um piloto de aviação, levou-a a viver na solarenga Orlando, na Flórida. Foi aí que aos 5 anos viu o musical Oklahoma e decidiu que queria ser cantora. A partir daí tornou-se a voz de muitos dos eventos da cidade, principalmente cantando o hino nacional, o que lhe valeu a alcunha de "National Anthem Girl".
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A jovem continuou a tentar a sua sorte no mundo da música e foi num golpe feliz que conseguiu publicar o primeiro album. Foi aos 14 anos, quando um jovem empregado da Fed-Ex, que tinha contactos na Sony, a ouviu cantar. Num espaço de poucos meses Mandy Moore assinou contracto com a Sony e lançou o seu primeiro trabalho musical, So Real, partindo para uma tour com os Backstreet Boys, outros miudos de Orlando.
A sua carreira entrou em rampa de lançamento no início de 2001. Por essa altura já Mandy Moore tinha trocado a rigida escola episcopal onde estudava, por ensino de correspondência, e começava a mostrar que não pretendia ser uma pop star normal. Criticou duramente Britney Spears e Christina Aguillera por usarem roupa demasiado reveladora, mostrando bem a sua educaão religiosa rigida, enquanto que, por outro lado, era vista várias vezes na mansão Osbourn, um local pouco convencional para uma jovem estrela pop.
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O salto para o cinema só agora começou a tomar forma. Mandy Moore nunca escondeu que ser cantora está em primeiro lugar, mas o fascínio do cinema fez com que fosse atraida para o glamour de Hollywood.
O seu primeiro filme, A Walk To Remember, valeu-lhe de imediato um prémio MTV. Estávamos em 2002.
Nesse mesmo ano estrelou ainda Try Seventeen, um filme que estreou apenas este Verão em Portugal, e onde também está Elijah Wood.
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No ano seguinte Mandy Moore entraria apenas no filme How to Deal, mas por outro lado o ano de 2004 foi de enorme sucesso para a cantora que quis ser actriz.
Em Saved!, ao lado da promissora Jena Malone, Mandy Moore dá a vida a uma jovem conservadora, educada numa escola religiosa que condena uma amiga de 17 apenas por essa ter engravidado. Um papel curioso porque a formação da personagem era a mesma da actriz, e ambas pensam da mesma forma sobre a polémica da alta taxa de gravidez entre as adolescentes. O papel, apesar de originalmente satirico, ganhou eco nas casas conservadoras, que passaram a ter em Moore um exemplo a seguir.
Ainda em 2004 Moore fez de filha rebelde do Presidente dos EUA (um modelo que está em moda) no filme Chasing Liberty e ainda prepara-se para apresentar Romance & Cigarrets, mais uma comédia ligeira.
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Ao contrário de outras actrizes adolescentes como Hillay Duff ou Lindsay Lohan, que apostam tudo na sua imagem e nos seus filmes, a jovem Mandy Moore destaca-se por representar quase em part-time. Apesar dos seus discos não serem vendidos ainda a um nível muito elevado, é já presença assidua nas tabelas de vendas. E esse é o seu objectivo primordial. A interpretação vem depois, por acréscimo.
Talvez por isso Moore esteja mais solta na escolha de papeis para o futuro, prevendo-se que de todas as jovens actrizes que estão a despontar, seja aquela que mais facilmente irá conseguir a transição para papeis ditos mais sérios. Aliás como prova o titulo de um dos próximos filmes em que entrará, Safety Glass, um drama passado no século XIX.

Próxima Brasa de Verão: Mena Suvari

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:32 PM | Comentários (4)

agosto 21, 2004

Brasa de Verão: Lindsay Lohan - Seios da discórdia

Parece ridiculo mas a curta carreira desta actriz tem-se pautado por polémicas deste género. Quando não são os polémicos seios de Lohan, é a sua guerra com Hillary Duff, ou então o seu mau génio.
A verdade é que o titulo de "teen queen" parece ser seu, mas será isso o mais importante numa carreira de uma actriz que até hoje ainda não conseguiu um único papel de destaque?
Parece que sim...
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Lindsay Lohan. Quem é? Como é que num curtissimo espaço de tempo saltou para a ribalta? E mais. Como é que uma jovem de 17 anos já causou tantos problemas e sobressaltos por Beverly Hills e zonas em redor? Para uns é um verdadeiro mistério. Para outros a explicação é bem fácil. Mas vamos por partes.

Lohan nasceu a 2 de Julho de 1986 em Nova Iorque. Tal como Kirsten Dunst, com quem se cruzou num anúncio, aos 3 anos tornou-se numa modelo de anúncios da Ford. E assim foi nos seus primeiros anos de vida. Só em 1994, com 8 anos, é que conseguiu estrear-se como actriz num telefilme de nome Another World.
A Disney propôs-lhe um contracto de três anos que a jovem aceitou de imediato que lhe valeu dar a vida a duas gémeas na divertida comédia Parent Trap. O filme foi um enorme sucesso e a jovem venceu vários prémios. Terá sido aqui, comentam alguns, que a fama começou a subir à cabeça da jovem. Ainda estávamos em 1998.
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No ano seguinte recusou entrar em The Inspector Gadget mas apostou então em tele-filmes. Por essa altura Lohan tinha trocado a representação pela música, à qual se dedicou quase por inteiro até 2002, sem grande sucesso no entanto. Com 16 anos, em 2002, voltou a atacar a interpretação. O seu desejo era suplantar em fama Britney Spears, da qual era fã, mas para isso era preciso fazer filmes rentáveis e que chegassem a um público jovem.
Curiosamente foi nesta altura que começou a guerra civil entre ela e Hillary Duff. O motivo? Aaron Carter, o cantor pop, que namorava com Lohan mas que preferiu Duff, à altura uma estrela em emergência, um ano mais nova que a namorada
A guerra entre ambas nunca mais parou chegando mesmo a momentos com troca de insultos gratuitos!
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Em 2003 a Disney deu-lhe o papel de destaque em Freaky Friday, um remake de um clássico da companhia ao lado da estrela Jamie Lee Curtis. Lohan esteve muito bem, venceu alguns prémios pelo seu desempenho e mostrou que tinha voltado para ficar. No ano seguinte mais um filme Disney, Confessions of a Teanage Drama Queen e de novo sucesso a todos os niveis. Por esta altura Lohan começou a declarar-se "teen queen" e de facto a sua legião de fãs atingiu numeros inesperados. Mas a guerra entre ela e Duff alastrou-se ao grupo de fãs e a polémica estalou. Numa festa em Los Angeles, no início do ano, Lohan foi apanhada em fotografias com uma diferença brutal ao que se lhe conhecia: o tamanho dos seios.
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As fãs de Duff colocaram logo a hipótese de operação, algo que Lohan desesperadamente quereria fazer para ultrapassar as dimensões da rival. Por sua vez as defensoras de Lohan clamaram por justiça, apontando as imagens (são mais do que uma) como montagens e declarando pura e simplesmente que com 17 anos uma rapariga ainda cresce fisicamente.
A verdade é que a própria Duff confessou não precisar de fazer operações, numa súbtil provocação, enquanto que médicos especialistas dizem não haver dúvidas. Lohan não terá mesmo resistido ao tamanho, que afinal nas mulheres também parece contar.
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Contudo a festa aparentemente não terminou por aqui. Irritada com tudo isso, na apresentação dos Teenage Movie Awards, Lohan foi confundida por um fã com Duff, e quando comparada com o facto quase que agrediu o jovem. Vieram então à baila as suas mudanças de humor, desde a rasgar roupas quando chateada, a insultar colegas e membros da equipa de produção nos filmes, até ao celebre caso em que se foi "oferecer" a Colin Farrel que recusou (rumores dizem que Farrell não recusou, apesar dos mais de 10 anos de diferença de idades, mas que a abandonou logo depois de terem estado juntos levando-a ao desespero). Como resultado não terá saído da sua roullete durante dois dias inteiros. Para gáudio dos seus detractores, imagens de uma Lohan enrugada e a mostrar os seios operados num foto de paparazzi - algo que a sua rival Duff nunca faria, dizem os fãs - terão arruinado ainda mais a sua reputação.
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Foi Mean Girls, o filme da Disney para 2004 que colocou um pouco a balança equilibrada de novo. Lohan tinha passado uns meses dificies em termos de publicidade negativa - se é que a há - mas as criticas e os resultados da bilheteira do filme pareceram não se terem ressentido do que se passava na sua esfera privada. Como aliás deve acontecer!
O ano de 2004 parece continuar a correr-lhe bem. Foi a mais jovem apresentadora de uma entrega de prémios da MTV, tendo sido a primeira apresentadora a vencer.
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Para o futuro Lohan parece querer apostar ainda no filão das comédias para adolescentes. Afinal é uma área onde se sente bem à vontade, e é também o campo de batalha da sua guerra pessoal.
A Lohan é acreditado algum talento, até mesmo pela critica mais dura de Nova Iorque! Só que com uma vida privada destas, com tanto escândalo em apenas dois anos (a actriz ainda não fez 18 anos), é preciso muito talento para conseguir sair por cima. Resta à mesma e aos seus fãs acreditar que ela pode ser uma nova Elizabeth Taylor em vez de acabar como, por exemplo, Drew Barrymore.

Próxima Brasa de Verão: Mandy Moore

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:28 PM | Comentários (14)

Clip de Elektra

O primeiro clip do filme Elektra, que esteve em exibição na última Comic Con, está agora online.
Elektra é o filme centrado na personagem vivida por Jennifer Garner no filme Daredevil, sendo por isso mais uma das muitas personagens de comics adaptada ao cinema. Um ciclo que parece não ter fim à vista!
Curiosamente sabe-se já que Colin Farrel e Ben Affleck, os actores principais de Daredevil, vão entrar num cameo deste novo filme que ainda está em rodagem.
O clip pode ser visto clicando aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:50 PM

agosto 20, 2004

Brasas de Verão: Kirsten Dunst - Do 8 ao 80

É reconhecidamente uma das actrizes jovens que mais impacto teve em Hollywood na última década. É igualmente uma das jovens mais belas que povoam o imaginário cinematográfico norte-americano. Só que é também uma actriz que salta de produções onde se mostra ao mais alto nivel para filmes onde simplesmente tudo parece falhar...
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Do seu estrondoso desempenho em Interview With the Vampire até a Spiderman 2 foram quase 10 anos de carreira para Kirsten Dunst. E o mais curioso é que o seu desempenho inicial consegue, ainda hoje, superar muitos dos desempenhos em filmes mais recentes. Porquê? Ninguém parece saber.

O que se sabe é que a jovem actriz nasceu a de 30 de Abril de 1982 em Point Pleasent no estado de New Jersey. Desde cedo a sua carinha laroca foi um trunfo para entrar no show-bussines. Dos três aos 7 anos fez mais de 70 anúncios comerciais que a tornaram conhecida - embora o grande público não se lembra da maioria dels - dos lares da América.
Com 7 anos estreou-se num filme do Woody Allen, New York Stories mas nem sequer viu o seu nome aparecer no grande ecrãn. Não pareceu ser problema e a familia de Kirsten Dunst viu nela uma actriz em potência e mudou-se para Los Angeles, a "meca do cinema".
O seu trabalho seguinte acabou por ser a voz de um filme animado, Majo no takkyubin, e Kirsten Dunst só voltou a dar a cara num filme em The Bonfire of Vanittes.
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Depois de ter feito alguns trabalhos para a televisão, Kirsten Dunst teve em 1994, com 12 anos, o seu primeiro grande ano.
Primeiro fez Greedy e High Strunk, duas comédias ligeiras. Depois entrou em dois dos mais aclamados filmes do ano.
Em Little Women, o clássico de Mary Allcot, foi a mais jovem da familia, mas encantou tudo e todos na re-adaptação de um clássico de longa data. Em Interview with the Vampire, foi a ternurenta mas também maquievélica pequena vampira que tentou matar Tom Cruise, enquanto se apaixonava por Brad Pitt. Curiosamente mais tarde a actriz brincou com o facto de nesse filme ter interpretado uma personagem que odiava não poder crescer fisicamente, quando na verdade Kirsten Dunst cresceu até se transformar numa mulher com tudo no sitio, e em grande escala.
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A carreira da jovem actriz continuou o bom caminho no ano seguinte quando a jovem entrou no filme Jumanji, um dos grandes êxitos desse ano. Seguiram-se anos de menor actividade, que até deram para uma passagem na serie televisiva ER e no notável filme Wag the Dog.
Depois de uma adolescência sem problemas, e coroada com a graduação aos 20 anos, Kirsten Dunst estava de novo preparada para se dedicar ao máximo ao cinema. Depois de ter recusado o papel de Angela em American Beauty por não querer beijar e aparecer nua diante de Kevin Spacey, a jovem actriz lançou as suas cartas ao lado da estreante Sofia Copolla em The Virgin Suicides.
O seu papel como Lux Lisbon foi comovente e valeu-lhe várias nomeações e prémios, bem como o passaporte para a fama.
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Depois do sucesso de The Virgins Suicides, Dunst dedicou-se de novo às comédias, tendo-se destacado principalmente em Bring it On. Faltava-lhe um não sei o quê para se projectar definitivamente, e essa hipótese surgiu em 2002. Já tinha perdido o papel principal em Almoust Famous para Kate Hudson e soube bem desforrar-se ao conseguir ser escolhida como Mary Jane no blockbuster Spiderman. O filme foi um retumbante sucesso, a cena do beijo à chuva tornou-a num icone para os jovens um pouco por todo o mundo, e a sua carreira consolidou-se definitivamente.
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Infelizmente foi também a partir daqui que a sua carreira começou a descer. Não em dinheiro feito ou papeis, mas essencialmente no valor das suas interpretações. Mona Lisa Smile foi para esquecer, como também mostrou ser o elo mais fraco de Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Para salvar o ano, lá veio de novo Spiderman. Mas estar preso a uma personagem secundária num blockbuster não é motivo de orgulho para nenhum actor que queira ser alguém, e Kirsten sabe-o.
Por isso prepara já novos projectos, entre os quais Wimbledon e Elizabethtown. O primeiro, como o nome indica, passa-se no mundo do ténis. Vejam-na como uma nova Kournikova e estão a entrar no espirito do filme. Já Elizabethtown, pelo elenco e argumento, é um dos titulos mais esperados dos próximos anos, e talvez seja o momento ideal para voltar aos bons momentos.

Próxima Brasa de Verão: Lindsay Lohan

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:28 PM | Comentários (3)

agosto 18, 2004

Fahrenheit 9/11 - A Dura Verdade

Não percebo como é que pessoas como Eduardo Cintra Torres ou o Tiago Pimentel são criticos do documentário de Michael Moore. Provavelmente por estarem agarrados a um pró-americanismo provinciano que só a direita mais parola é capaz de seguir. Depois da lição de civismo que Moore deu em Bowling For Columbine, só mesmo um documentário como este para mostrar o quão podre é a América que estes criticos tanto proclamam. Shame on You...
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Fahrenheit 9/11 é um documentário notável. É faccioso? É. É subjectivo? É. Isso interessa para alguma coisa? Não.
Claro que todos aqueles que conhecem a história do cinema não deixam de apreciar grandes obras, mesmo sabendo que a maior parte delas estão ligadas a questões politicas. Não é assim o Couraçado Potemkin, um filme de propaganda soviético? Nem a obra de Frank Capra, tão defensora dos principios rooseveltianos do New Deal? Ou a critica de Orson Wells em Citizen Kane? E tantos outros exemplos que por aí andam. Não é assim o notável JFK?
Sejamos justos. A objectividade é algo impossivel, até mesmo no jornalismo - área onde é mais desejável. Pedir a um documentarista para ser objectivo, imparcial, é o mesmo que o pedir a um comentador desportivo com uma enorme paixão por um clube ou entidade!
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Além do mais Michael Moore não distorce os factos, não engana, não mente. Tirando a frase sobre a derrota de John Ashcroft para com o senador morto (a verdade é que foi a mulher do mesmo que venceu, mas os eleitores votaram de facto na candidatura do morto), todos os factos que estão no dcumentário podem ser provados. Aliás Moore, como não é Deus ou a CIA, não é certamente o único individuo com a posse desses mesmos dados. Pelo contrário, durante o documentário surgem outros individuos que sabem a verdade escondida sobre o 11 de Setembro de 2001.
Por falar em 11 de Setembro é simplesmente de um grande humanismo - algo que falta ao seus detractores certamente - nunca ter-mos visto as imagens dos aviões a colidir com o World Trade Center. A ferida é recente, e não é exclusiva dos norte-americanos. Um acto de uma pessoa que sabe que chocar não é o único caminho para se chegar ao sucesso. Aliás Moore nunca choca no documentário. Esse é o papel reservado a George Bush com frases escabrosas, dignas de um presidente que nem eleito foi. Chamar a Moore de anti-americano, apenas porque ele se opõe a um individuo ao qual metade da população dos EUA se opõe, e provavelmente votará contra, é claro, a desculpa mais ridicula dos pró-americanos europeus, que não sabem para onde se virar. Fahrenheit 9/11 é um documetário honesto do principio ao fim. Ninguém vai enganado. Todos sabem que o seu objectivo é mostrar a podridão da administração norte-americana, as suas relações lucrativas com as ditaduras do Médio Oriente e as grandes empresas norte-americanas, e o total desrespeito pelo público norte-americano. Por isso fico estupefacto quando há quem critique o documentário por isso mesmo. É como ir ver Vertigo de Alfred Hitchcock e criticar o "mestre do suspense" por não ter gags ridiculos.
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O documentário é rodado ao estilo de Moore, com o mesmo como narrador em off, ou então como entrevistador de várias personalidades que vão surgindo diante do público com os seus testemunhos sobre o tema do filme. A maior parte das imagens do documentário são feitas à base de imagens televisivas, o que não espanta. Michael Moore não estava com uma camara a filmar o 11 de Setembro, a Guerra do Iraque ou as eleições de 2000 e a vida presidencial. O que Moore faz, e bem, é equilibrar as mesmas com um humor delicioso em off (a sequência de Bush a "pensar" - se tal é possivel - após lhe ter sido comunicado que a "América está sobre ataque" é notável) e com entrevistas, que em alguns casos chegam a ser tocantes. Não só relativamente à mãe da América, como podemos de forma generalista apelidar mas que é de facto o espelho do que as familias americanas foram sofrendo com o desenrolar da Guerra do Iraque, mas também se estivermos atento aos testemunhos de alguns soldados norte-americanos, ou de alguns jovens de Flint - a sempre presente terra natal de Moore.
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Fahrenheit 9/11 pode não ser digno da Palma de Ouro. Não seria no entanto a primeira vez que Cannes errava. Relembro por exemplo que o deplorável Marty se tornou no primeiro filme a vencer o Óscar e a Palma de Ouro em 1955, quando não passava de uma obra bem menor. Talvez até Shrek 2, pela inovação que trouxe ao mundo do cinema animado, merecesse mais o prémio principal, mas a verdade é que premiar um documentário que é honesto, e mais, que põe a nu a podridão do "império americano" é sempre de louvar. Mais uma vez voltamos ao inicio. Muitas obras foram feitas com pressupostos políticos e não deixam de ser grandes filmes. O mesmo se passa com este documentário de um homem que incomoda tanto Republicanos como Democratas. É improvável de facto, mas torço para que na cerimónia dos óscares ela possa subir ao palco para clamar vitória. Esperemos é que por essa altura George Bush esteja de volta ao seu rancho no Texas.

Classificação: 1989.gif1989.gif1989.gif1989.gif

Site Oficial: www.fahrenheit911.com

Realizador: Michael Moore
Produtora: Lions Gate Films
Duração: 122 minutosClassificação: m/16

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:46 PM

agosto 16, 2004

Chegou o trailer de Final Cut

Com Robin Williams, Jim Caviezel e Mira Sorvino, este filme leva-nos a um mundo alternativo do futuro onde cada pessoa tem implantado em si um chip que lhe recorda a sua vida passada.
Dirigido por Omar Naim, este filme é igualmente sobre a redenção de um homem que perdera o gosto pela vida. Robbie Williams está de volta a um papel negro, ele que tentou sem sucesso dar uma reviravolta na sua carreira à dois anos, adoptando um tipo de personagem mais sombrio do que lhe conhecemos habitualmente.
The Final Cut é sem dúvida um dos titulos mais aguardados dentro do genero neste ano.
O trailer pode ser visto aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:53 PM

agosto 14, 2004

King Arthur - Quando a realidade ultrapassa a lenda

No filme de John Ford, The Man Who Shot Liberty Valance, a certa altura uma das personagens, o editor do jornal local, vira-se para Jimmy Stewart e diz-lhe que quando confrontado com a realidade, prefere imprimir o mito. Hoje passou-me esta frase pela cabeça aquando do generico final do filme King Arthur. Porquê?
Porque este filme provou que se pode fazer exactamente o oposto...
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A BASE HISTÓRICA

O trailer já avisava, e mesmo os mais distraidos não podiam ignorar que este King Arthur seria completamente diferente da história a que fomos habituados. Não há glamour, não há o epiteto de cavaleiros, como conhecemos. Tudo isso surge como uma manta que os poetas da baixa Idade Média colocaram em volta de uma história de uma personagem que parece cada vez mais real, e cada vez menos parecida com a do retatro que pintam.
Apesar da maior parte dos historiadores apontarem a existência do Rei Artur como um facto histórico, colocando-o a viver na primeira metade do Século VI, subsiste ainda a dúvida do local. Há quem aventure como palco o País de Gales, outros o Sul de Inglaterra e até mesmo a Bretanha francesa. No entanto o cenário mais real será colocar o Rei Artur junto à fronteira com o império romano, em solo escocês. É a ideia mais forte e aquela que o filme defende. Por isso agarrem-se porque fomos convidados para conhecer o verdadeiro rei Artur. E, mais importante que isso, é saber quem nos convida. Nem mais nem menos que Jerry Bruckheimer. Como podem ver nada foi deixado ao acaso.
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O REALISMO DE BRUCKHEIMER

Jerry Bruckheimer
é sem sombra de dúvidas um dos mais espantosos produtores de cinema da actualidade, e provavelmente o único que pode ombrear com os grandes dos anos 30 em influência na concepção de filmes. Muitos dizem que nasceu muito depois da sua era, mas Bruckheimer faz questão de mostrar que o seu trabalho é intemporal. Foi dele que partiu a ideia de uma abordagem realista da vida de uma das mais emblemáticas personagens da literatura anglo-saxónica. E foi ele quem coordenou toda a fantástica produção do filme. E aí esteve a diferença.
King Arthur é um filme que consegue agradar a gregos e a troianos. Agrada aos amantes de cinema entertenimento. Tinha de agradar, pois essa é a imagem de marca dos seus filmes. Um humor genial (um dos pontos fortes do filme sem dúvida), muita acção, efeitos especiais notáveis e um elenco muito sóbrio eram o bilhete garantido para o sucesso, o que equivale dizer, lucro.
Mas também é capaz de agradar àqueles que vão ver o filme empurrados pelo nome de Artur. Sim porque este Artur, esta personagem encarnada de forma fantástica por Clive Owen, surge como um Artur coerente, real. O mito e a lenda foram deixados para outra altura. Este Artur não é um velho senhor da guerra - como foi Sean Connery em The First Knight. É o produto do seu tempo, um tempo de mudanças radicais, mas também de idealismos. Mudanças geográficas, com um império a desabar e uma horda de tribos prontas a tomar o seu lugar, e um idealismo próprio de uma era em que a Igreja de Roma começava a controlar o pensamento de todos, mas onde também ainda haviam vozes dissonantes.
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EQUIPA BEM MONTADA

Realizado por Antoine Fuqua - o mesmo do notável Training Day - e com um elenco em que se destacam o próprio Clive Owen (apesar de não o imaginar como James Bond), o excelente Ion Gruffud, como um Lancelot, que mantem os traços de guerreiro rebelde mas mais terra-a-terra que a lenda que ecoou, e ainda Stellan Skarsgaard, uma força da Natureza que trouxe uma maior profundidade narrativa ao filme. De resto, quase todo o restante elenco se porta admiravelmente. A excepção é mesmo a jovem Keira Knigthley. Keira já entra mal no filme porque a sua personagem encontra-se algo como a mais na narrativa. Nunca se percebe bem qual a quimica criada com Artur, e os olhares trocados com Lancelot - como manda a lenda - nunca são explorados. Ainda mais que a ideia de fazer de Guinnevere uma nova Boudica, não surgem lá muito consentâneos com os estudos históricos. Mas claro que numa produção norte-americana, tinha de haver uma beldade e de facto bela ela é. Não é no entanto o elo mais forte deste filme.
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PERTO DA REALIDADE MAS LONGE DA PERFEIÇÃO

Com uma narrativa forte, o filme prima igualmente por ter uma dinâmica de grande interesse. Já o compararam a The Magnificent Seven e com alguma razão, porque tal como esse mitico western, o filme não para. Há sempre alguma faceta a explorar. As batalhas, mesmo que maioritariamente feitas com efeitos especiais - nada de Henry V aqui - estão bastante bem conseguidas, e acima de tudo, extremamente realistas. Não há aqui, como em Troy por exemplo, um exagero de número, e o respeito pela indumentária da época é algo sempre de louvar. No entanto o filme poderia ter acabado de uma forma melhor. Parece que depois de hora e meia de grande intensidade, o ritmo como que se precipita para um final demasiado apressado. A última batalha -Badon Hill, também ela uma batalha real - começa bastante bem mas acaba depressa demais e o happy-ending final surge quase como uma obrigação, em vez de seguir o fluxo natural da estória. Ainda para mais o último plano não é feliz. Não só por muitos dos espectadores não se lembrarem do mito inicial, como porque, com tantos simbolos ligados ao universo arturiano, terminar desta forma surge quase como uma negação do esforço conseguido durante o resto do filme.
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CONCLUSÃO

Mesmo assim King Arthur é um filme muito agradável. A mensagem do filme é extremamente agradável e claro, a produção de Bruckheimer muito bem conseguida. Havia claro milhares de maneiras de abordar a história. Este filme opta pela versão realista. Ao contrário de Troy, em que o desrespeito pelo argumento mitico é insultuoso, aqui em King Arthur estamos mais perto da verdade do que provavelmente alguma vez saberemos. Mas se encontrarem um cavalo que tenha vivido estes dias, provavelmente ficarão a saber quem era de facto Artur.

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Site Oficial: kingarthur.movies.go.

Realizador: Antoine Fuqua
Elenco: Clive Owen, Ion Gruffud, Keira Knightley, ...
Produtora: Touchstone Pictures
Classificação: m/12
Duração: 130 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:04 AM

agosto 12, 2004

Joss Whedon - "Adorava realizar X-Men 3"

Enquanto alguns fãs choram a partida de Brian Singer do universo X-Men para o mundo de Superman, outros começam já a pensar num sucessor para o terceiro filme inspirado nas comics da Marvel.
O nome mais falado é inevitavelmente o de Joss Whedon. Ele não é só um dos mais populares realizadores alternativos do momento - esteve envolvido num dos projectos televisivos de maior sucesso nos últimos anos, Buffy, The Vampire Slayer e está agora a rodar Serenity - como é também o autor de The Astonishing X-Men.
Numa entrevita ao site Latino Review, o realizador declarou que "adorava realizar o terceiro filme" embora tenha confessado que ninguém do estúdio falou com ele até ao momento.
Joss Whedon é no entanto indiscutivelmente o nome mais falado para suceder a Brian Singer, tendo o trunfo na manga de ser um realizador com sucesso na bilheteira. O único problema pode passar pela rodagem de Serenity, que está prevista acabar por volta de Maio de 2005, quando os estúdios querem que o terceiro filme de Wolverine e seus pares fique pronto na Primavera de 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:08 PM

agosto 10, 2004

Fay Wray 1907-2004

Muitos não conhecem o nome. Apenas a cena que a tornou num dos maiores icones dos primeiros anos do cinema. O filme era King Kong e a cena passava-se em cima do Empire State Building. Sem o saber Fay Wray entraria na história do cinema. Morreu hoje aos 96 anos, depois de ter passado ao lado de uma carreira auspiciosa, por caprichos dos grandes estúdios.
Nascida em 1907 no Canadá, foi nos anos 20 que a jovem actriz rumou a Hollywood, procurando o estrelato. Entrou numa serie de filmes de serie B, até que surgiu a oportunidade de entrar no projecto King Kong. O filme celebrizou-se mais pelos seus efeitos pioneiros que pela qualidade cinematográfica, mas a verdade é que o icone de Fay Wray, como donzela dos tempos modernos, tinha sido criado.
Os estúdios tentaram aproveitar essa imagem ao máximo e colaram-na nesse tipo de papel, que acabaria por asfixiar a sua carreira.
A mulher morreu ontem aos 96 anos no seu apartamento em Nova Iorque. O mito, esse viverá para sempre!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:06 AM

agosto 01, 2004

Brasa de Verão: Keira Knightley - Sedução Britânica

Começou a representar a partir do momento em que soube como caminhar e falar. É uma actriz nata e com 18 anos já tem um portfolio impressionante. Os sucessos recentes deram-lhe uma base para o futuro, mas a jovem britânica tem de ir ainda mais além. Afinal não é todos os dias que se é a mais talentosa jovem actriz britânica do momento...
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Nasceu em terras de sua majestade, mais precisamente em Teddington no condado do Midlessex a 26 de Março de 1985. É filha do actor Will Knightley e da encenadora Sharman McDonald. Não estranhou por isso que acabasse por entrar no mundo da representação ainda muito cedo.
Desde os três anos que já tinha um agente, que a levou por várias vezes a entrar em anuncios publicitários. Aos 9 anos teve o seu primeiro papel profissional em A Village Affair, um filme de Moira Amstrong.
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Durante os anos seguintes a jovem Keira iria limitar-se a pequenos papeis. A idade não ajudava, já que em Inglaterra não é dado tanto destaque a actores infantis como nos EUA. Mesmo assim ainda teve alguns trabalhos nas mãos, especialmente para a televisão. Só em 1999 é que Keira deu o salto para a fama. Só que, curiosamente, poucos sabem disso. É que a Fox fez um esforço enorme para que todos pensassem que Natalie Portman tinha interpretado tanto a Princesa Amidala, como a sua substituta no trono. Na verdade essa outra actriz era Keira Knightley, que era de tal forma parecida com Natalie Portman que as próprias mães as confundiam por vezes no set.
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De qualquer forma ter trabalhado num projecto com as dimensões de Star Wars deu-lhe motivação extra e outro estatuto. Abandonou definitivamente Londres e passou para Hollywood onde o trabalho estava à mão de semear. Foi assim que entrou em The Hole, um filme que a lançou para a polémica por ter surgido nua apenas com 16 anos de idade. Keira nunca mostrou problemas com isso mas os estúdios norte-americanos torceram o nariz. Não era comum actrizes tão jovens serem tão expostas ao público. Por isso os seus trabalhos seguintes acabaram por fazer-se em produtoras menores. Entrou em Deflation e New Years Eve.
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O grande público ficou definitavemente apaixonado por esta jovem britânica em 2002, quando esta surgiu no popular filme anglo-indiano Bend it Like Beckham. A jovem tinha voltado a casa e como o futebol era uma das suas paixões não foi dificil integrar o elenco do filme liderado por Gurindhir Chada. O filme foi um enorme sucesso, mostrou que a comunidade indiana existe para além de Bollywood, e confirmou definitivamente o talento de Keira.
Apesar de 2002 ter sido um ano proveitoso, nenhum dos filmes onde trabalhou foi tão importante como o trabalho em Bend it Like Beckham. Foi graças a isso que em 2003 voltou para os EUA. Mas desta vez era um regresso em estilo.
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Jerry Bruckheimer estava à procura de uma cara bonita para o seu blockbuster de Verão. Já tinha o talento de Johnny Depp e a sensualidade de Orlando Bloom mas faltava o correspondente feminino. Foi aí que surgiu Keira. Ficou de imediato com o papel e obteve o sucesso esperado. O filme foi um êxito, com proporções inimagináveis para os seus produtores, e o nome da actriz passou a ser escrito a letras de ouro em Hollywood. Nesse mesmo ano voltou a Inglaterra para entrar no sucesso de Natal Love Actually, onde também mostrou todo o seu talento e beleza. Enfim, foi um ano de sucesso para a jovem de apenas 18 anos.
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Para agora Keira Knightley parece ter o futuro assegurado. Neste ano será a rainha Guineverre em King Arthur, e entrará também em The Jacket e Pride and Prejudice, os seus projectos para o próximo ano. Voltará igualmente nas sequelas de Pirates of the Caribbean. Mas a verdade é que ninguém sabe dizer muito bem qual o limite que Keira tem. Para ela parece não haver limites.

Próxima Brasa de Verão: Kirsten Dunst

BRASAS DE VERÃO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:02 PM

Eternal Sunshine of the Spotless Mind - A Vida segundo Kauffman

Não fosse Charlie Kauffman um dos mais espectaculares argumentistas da actualidade e este filme passaria despercebido por completo. Mas é a sua genialidade, guiado pela visão fotográfica de Michel Gondry, e apoiada numa mão cheia de soberbas interpretações que fazem deste filme um dos mais belos dos últimos anos. A sério!
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Poesia pura!
É o que dá juntar o génio de Charlie Kauffman e a visão imagética do francês Michel Gondry. Duas visões que se completaram para fazer um dos filmes mais belos e poéticos dos últimos anos. Uma verdadeira preciosidade cinematográfica.
O filme é um hino ao amor ou uma sinfonia ao ser humano enquanto individuo imperfeito. Sim porque, como sempre, Charlie Kauffman preferiu escrever sobre pessoas vulgares, cheias das imperfeições do dia a dia, em vez de versar na habitual ladainha dos bons contra os maus, os perfeitos e os imperfeitos. Como na vida aqui não há nada disso. Há pessoas que estão desorientadas, perdidas, que precisam de uma bussola. E quando nenhuma lhes surge diante dos olhos preferem apagar tudo a digerir os momentos menos bons da sua vida, as estórias infelizes, os momentos que nunca deviam ter existido. É essa a premissa do argumento de Kauffman. E é também, como o leitor deve saber, a premissa da vida!
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Quantos de nós já não desejaram ter a oportunidade que este filme oferece. De apagar o que nos incomoda, e incomodará para sempre? Quantos já não se arrependeram de algo e quiseram que isso desaparecesse da memória de alguma forma? Quantos de nós não recorreriam ao doutor Howard Mierzwiak?
Muitos suponho. Está na nossa natureza, e este filme é isso mesmo. Uma procura das falhas da natureza humana. Mas é uma procura optimista - há sempre um esgar optimista na visão analítica de Kauffman - uma procura do lado bom das coisas. E se aquilo que apagamos não devesse ter sido apagado? E se sentissemos falta amanhã do que nos repugna hoje? Então o que fariamos? Reincidiriamos, como a pobre Mary? Será que a vida nos colocaria de novo na mesma linha de onde tinhamos descarrilado por opção nossa? Ou será que tudo estaria de facto perdido...para sempre?
Apesar de surreal por vezes, até mesmo psicadélico em alguns momentos da juventude de Joel Barish, este filme é muito simples e llirico. É muito apontado ao coração do espectador. Os efeitos especiais - nota-se aqui a influência de um homem como Gondry que conhece bem os meandros dos videoclips e da direcção artistica - são importantes para dar uma dinâmica visual ao filme, mas o que de facto nos prende é a relação amorosa que precorre todo o filme. Apesar de terem tentado apagar as memórias das suas relações, nunca em algum momento, tivemos duvidas que Joel e Clementine se amam profundamente. Não era preciso aquele inicio carinhoso, ou o final comovente, porque mesmo nas discussões, nos desabafos ou nas crises o amor - aquilo que verdadeiramente atravessa todo o filme permanecendo imutado - está lá.
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Eternal Sunshine of the Spotless Mind merecia um tratado, uma investigação, uma elegia. Não há uma critica cinematográfica que chegue a tocar em algo profundo do que este filme nos tem para oferecer. Pelo contrário. Não o conseguimos fazer porque o filme toca-nos de tal forma que a sensação de humanidade que nos acompanha ao sair da sala torna-se nossa, só nossa, impossível de descrever ou partilhar com outros. É algo pessoal e intransmissível. Tal e qual o amor.
Amor - sempre esta palavra tão forte e por vezes usada tão levianamente - que está em todo o lado. Está na relação central do filme, mas também nos aspectos mais periféricos. É o que move todas as personagens desta história. Porque o amor de uns contagia os outros. E mesmo uma vingança amorosa - que também existe pois a balança tem sempre dois pratos - potencia o reforço do amor. Que o digam Joel e Clementine (sempre este nome a evocar um dos westerns mais poéticos de sempre, o notável My Darling Clementine de John Ford) - num final que nos toca mais no coração, do que nas lágrimas que descem pelos rostos. Afinal ver estas duas personagens funciona quase como um espelho. Não seremos todos um pouco assim?
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Falar deste filme é falar também de actores. Se Kauffman fornece a matéria prima e Gondry a decora da melhor forma, quem faz o bolo são os actores. E ter Jim Carrey no elenco é logo o melhor ponto de partida para qualquer filme. Jim Carrey - possivelmente o actor mais parecido com James Stewart na forma de representar - é comovente como nunca foi. Nunca o vimos assim, tão cheios de emoções dentro de si, tão contido e essencialmente tão humanao. Em Truman Show, ele era ainda um produto, uma simples personagem de um argumento. Em Man on the Moon ele era lunático, como tinha de ser, e em Majestic era um personagem de conto de fadas. Aqui, neste filme, ele é humano. É um de nós. Sofre como nós sofreriamos, tem as mesmas dificuldades que nós em dizer "amo-te" ou "não vás". Neste fil