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setembro 30, 2004

O poster final de Alexander

Chegou finalmente o poster final de Alexander. O filme, que tinha estreia oficial prevista para 5 de Novembro mas que, por motivos de força maior, acabou por ter de a adiar para dia 25 do mesmo mês narra a história de Alexandre, principe e rei da Macedónia que criou o primeiro Império global.
O filme será realizado pelo duplamente oscarizado Oliver Stone, e tem em Colin Farrel a sua principal estrela. Também Val Kilmer, Angelina Jolie, Jared Leto, Rosario Dawson e Anthony Hopkins fazem parte do elenco deste épico que promete ser um dos filmes do ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:45 PM

Bond 21 fica para mais tarde

Não vai nada bem o agente secreto mais famoso do Mundo. Depois da despedida de Pierce Brosnan, e da indecisão da MGM em contratar um substituto que faça esquecer o irlandês, a estreia do próximo filme de James Bond foi adiada.
Originalmente previsto para Novembro de 2005 o filme será apenas apresentado ao público em 2006. Num cenário optimista, alguns dizem mesmo optimista demais, o filme estrearia em Janeiro de 2006. Mas o mais provável é que a estreia aconteça apenas no Verão ou então em Novembro de 2006, a data habitual das estreias do filme do popular personagem.
Os problemas à volta da produção do Bond21 não são poucos. Não há ainda argumento, realizador e elenco para o filme. Apesar de rumores indicarem Dougray Scott como Bond e Ben Kingsley como o vilão da serie, e ainda Shannon Elizabeth como uma eventual bond-girl, a verdade é que Barbara Brocolli, a produtora da serie, ainda não conseguiu assinar um único contrato.
Além do mais a estreia de MI 3 para o final de 2006 coloca ainda mais o novo 007 em alerta vermelho. Esperam-se novidades do quartel-general do MI5.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:43 PM

Divórcio Disney-Pixar vai mesmo para a frente

De facto uma das mais interessantes parcerias da história do cinema animado deve mesmo terminar em 2006.
Depois da Pixar ter rejeitado a proposta de renovação de parceria com a Disney, devido aos números envolvidos no negócio, agora Robert Iger, o presidente Walt Disney Company diz que um novo negócio é "altamente improvável".
Quem não parece estar preocupado são mesmos os directores dos estúdios Pixar que têm conversado com outras distribuidoras para levar adiante os novos projectos do grupo. Pretendentes não devem faltar já que a Pixar é autora de alguns dos projectos mais rentáveis dos últimos anos.
Em relação à praticamente extinta parceria com a Disney, ela vai manter-se até 2006, altura em que será apresentado o filme animado Cars. No entanto para este ano há ainda The Incredibles para ver, aquele que muitos dizem ser o melhor da ligação entre os miticos estúdios de Walt Disney e os inovadores artistas da Pixar.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:41 PM

setembro 29, 2004

Compõe-se elenco do remake de All the King´s Men

Foi o grande vencedor da noite dos óscares do longinquo ano de 1949 e vai ser alvo agora de um remake dirigido e escrito por Steven Zaillian. Como já tinhamos noticiado Sean Penn e Jude Law serão a dupla principal do remake de All the King´s Men, dando vida às personagens originalmente encarnadas por Broderick Crawford (venceu o óscar nesse ano) e John Ireland.
Agora surgem novidades em relação ao resto do elenco. A Columbia, que também produziu o filme original de Robert Rossen, esá a negociar com Meryl Streep, Kate Winslet e Mark Ruffalo para integrarem o elenco. A confirmar-se o elenco final nestes moldes, All the King´s Men afigura-se como um dos principais candidatos a remake que ultrapassa o próprio original. A ver vamos, lá para os finais de 2005.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:47 PM

setembro 28, 2004

Mais Italian Job...

Depois de no ano passado ter chegado às salas de cinema um interessante remake do original Italian Job, que contava com Michael Caine no principal papel, agora surge a hipótese do filme de 2003 ter continuação já em 2005.
Mark Whalberg, Charlize Theron e Seth Green voltariam aos seus papeis originais, mas agora a acção desenrolar-se-ia entre as praias da Riviera francesa e os Alpes suiços.
O filme ainda não tem guião escrito para o projecto tem rodas para avançar o mais brevemente possivel. A realização voltará a estar a cargo de F. Gary Gray autor de um bom trabalho no filme do ano passado.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:51 PM

Venham de lá essas cartas...

Quem não gosta de uma boa cartada?
Pelo menos em Hollywood a febre dos jogos de cartas parece estar de regresso. Depois de Eric Bana ter anunciado que vai protagonizar um filme sobre Huck Cheever, jogador profissional de poker, em Lucky You, chegou a vez do realizador Zack Penn anunciar um projecto sobre o mundo dos jogos de azar.
O filme será uma comédia improvisada entre um vasto leque de actores de renome que irão simular um campeonato de poker. Ben Affleck, que na vida real é campeão invicto ao poker tendo já arrecadado fortunas nas mesas de jogo, será um dos cabeças de cartaz do elenco, estando William H. Macy, David Schwimmer e Richard Kind também no projecto. Além do mais Penn quer ainda convencer as estrelas de Rounders, Edward Norton e Matt Damon a juntarem-se ao projecto que ainda não tem titulo.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:48 PM

Galáxia DVD - Versão extendida de O Regresso do Rei em Dezembro

É 14 de Dezembro a data porque todos os fãs da saga Lord of the Rings esperavam. Será nesse dia que o dvd do último filme da trilogia, The Return of the King será lançado no mercado. Dvd esse que tem a versão extendida do filme com mais de 4h10 minutos de filme (50 foram acrescentados) com cenas novas, incluindo um cameo do realizador Peter Jackson, novos trechos sonoros e muitas surpresas.
Tal como sucedeu com os dois filmes anteriores, esta edição especial é limitada e é composta por cinco disco, incluindo igualmente uma estátua da cidade de Minas Tirith no pack.
Com este lançamento ficam completas as três versões extendidas da saga não havendo novidades sobre um eventual lançamento futuro de uma super-box com todos os filmes em versão extendida numa só edição. Também em aberto fica a hipótese de em Dezembro os filmes voltarem às salas de cinema na sua versão longa.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:35 PM

Galáxia DVD - Versão extendida de O Regresso do Rei em Dezembro

É 14 de Dezembro a data porque todos os fãs da saga Lord of the Rings esperavam. Será nesse dia que o dvd do último filme da trilogia, The Return of the King será lançado no mercado. Dvd esse que tem a versão extendida do filme com mais de 4h10 minutos de filme (50 foram acrescentados) com cenas novas, incluindo um cameo do realizador Peter Jackson, novos trechos sonoros e muitas surpresas.
Tal como sucedeu com os dois filmes anteriores, esta edição especial é limitada e é composta por cinco disco, incluindo igualmente uma estátua da cidade de Minas Tirith no pack.
Com este lançamento ficam completas as três versões extendidas da saga não havendo novidades sobre um eventual lançamento futuro de uma super-box com todos os filmes em versão extendida numa só edição. Também em aberto fica a hipótese de em Dezembro os filmes voltarem às salas de cinema na sua versão longa.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:32 PM | Comentários (2)

setembro 27, 2004

Sondagem - Todos gostam de The Terminal

The Terminal foi eleito o filme do ano até ao momento pelos leitores do Hollywood. Quando ainda faltam três apetitosos meses para o final de 2004 o filme de Steven Spielberg levou vantagem sobre os restantes candidatos ao primeiro posto, acabando com 22% dos votos dos leitores.
No segundo posto ficou o notável Eternal Sunshine of the Spotless Mind com 18% dos votos, à frente de The Passion of Christ com 15% dos votos. A seguir ficaram Lost in Translation, 21 Grams e Shrek 2.
Sem qualquer voto acabou o polémico documentário de Michael Moore, Fahrenheit 9/11.
Está igualmente online a nova sondagem do Hollywood. A propósito de The Village queremos saber qual é para si o melhor filme do realizador M. Night Shyamalan.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:26 PM

Trailer de Mr. and Mrs Smith - Update

Está a partir de agora disponivel o trailer de Mister and Mrs Smith, o divertido filme que conta com Brad Pitt e Angelina Jolie nos principais papeis. Recuperando um pouco a fórmula do divertido Prizzis Honour, este filme fala de um casal perfeitamente normal, tirando um simples pormenor: são ambos, sem o saberem, dois dos maiores assassinos contratados do mundo. E quando cada um recebe ordens para matar o conjugue começa uma guerra entre marido e mulher bem diferente das habituais questiunculas do dia a dia.
Podem ver o trailer aqui.
O endereço foi corrigido após ter sido alertado que o servidor tinha retirado o trailer. Obrigado JubyLee pelo aviso.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:27 PM

setembro 26, 2004

Man on Fire - It´s Payback Time...

Nunca a vingança esteve tão bem representada no cinema, pelo menos desde a epopeia de Uma Thurman em Kill Bill. Com uma montagem alucinante e uma interpretação intensa por parte de um elenco liderado pelo notável Denzel Washington, Man on Fire ameaçava ser um dos grandes filmes de acção deste ano. Mas aquele final comprometeu as aspirações de destronar o notável Spartan...
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O ritmo do filme indica desde o inicio que estamos perante uma obra tipica do realizador Tony Scott. Frenético, cheio de acção e movimento e com personagens bem moldadas, Man on Fire é de facto um filme apelativo. Diferente dos habituais filmes de acção de Hollywood no sentido em que as explosões e tiroteios surgem como resultado de um argumento bem trabalhado e não aparecem caidas do céu, como é tão comum em Hollywood.
No entanto o filme não chega a ser mais do que isso, um filme de acção. Não conseguiu chegar ao patamar dos filmes de acção que se superam a si mesmos e surgem como algo mais estilo bigger than life. Está por isso muitos furos abaixo de filmes como L.A. Confidential ou Training Day, os exemplos mais recentes de um genero que começou a ganhar vida a partir da fusão do cinema de gangster dos anos 30 e do cinema noir dos anos 40.
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Tony Scott consegue montar em Man on Fire um ambiente bastante interessante. Transporta-nos para a Cidade do México, um ambiente pouco comum num filme americano (normalmente do México só vemos Tijuana) e para o ambiente de violência que se vive numa das maiores cidades do mundo onde o rapto mais do que uma realidade é uma fatalidade. Dentro deste cenário temos uma familia de posses, o verdadeiro nucleo familiar moderno com um casal e uma pequena filha, que vê a necessidade de contratar um guarda-costas. Os motivos é que divergem. Para a filha seria interessante ter um novo amigo, para a mãe era a segurança do nucleo familiar que estava em causa enquanto que para o pai era a hipótese de escapar às implacáveis seguradoras. De qualquer forma ele chega, de mansinho, ainda agastado com um sucedâneo de momentos que o levam quase ao desespero emocional. E é assim, aos poucos, que nesta familia ele encontra forma de se reabilitar. Tudo graças ao papel da pequena Pita Ramos, a jovem que o seduz e que lhe mostra o lado bom da vida. Até que um rapto estraga tudo aquilo que lhe tinha sido possibilitado redescobrir. E então ele decide vingar-se.
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Ele é Denzel Washington, um dos melhores actores em actividade e com um ano cheio de trabalho. Depois do seu excelente desempenho como policia cool em Out of Time, e da sua ligação ao universo da teoria da conspiração no filme ainda por estrear The Manchurian Candidate, o actor que foi o segundo negro a ser galardoado com o óscar de melhor actor oferece um desempenho imaculado. A forma como cria a personagem decadente de John Creasy e depois lhe vai dando vida à medida que redescobre a vida com a ajuda de Pita Ramos (a promissora Dakota Fanning) é já de si excelente. Mas é essencialmente a forma como conduz a vendetta pessoal, numa mistura de Clint Eastwood como Dirty Harry e de Russel Crowe em Gladiator, que lhe dá uma interpretação memorável, mesmo bigger than life em alguns momentos. Já nos tinhamos habituado a vê-lo disparar sem piedade (basta dizer que Training Day é o expoente máximo da sua carreira até hoje), mas nunca sem o olhar implacável de Man on Fire. De facto é ele um dos esteios do filme.
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O outro é sem dúvida alguma a jovem Dakota Fanning. Apenas 10 anos de idade e já um curriculo extremamente interessante - onde se destaca o notável desempenho que deu em I Am Sam - e um futuro brilhante à sua frente, são marcas notáveis para a pequena Dakota que sabe de facto iluminar um filme com a sua forma descontraida de representar. A sua naturalidade como Pita Ramos dá ainda mais força ao argumento do filme e à posterior vendetta de Washington. Até nós, espectadores que na primeira hora acompanhamos a relação que se forma entre os dois, entendemos sem quaisquer problemas o uso desmesurado da violência durante o resto do filme. Uma aposta ganha de facto por Tony Scott.
O filme conta ainda no elenco com o inigualável Christopher Walken e ainda com o veterano actor Giancarlo Giannini a dar uma interpretação bastante sóbria. Surpresa é mesmo Radha Mitchell, a quase desconhecida actriz australiana que já vimos em Phone Booth e vamos ver em Melinda and Melinda, o novo de Woody Allen. O seu desempenho é forte, emotivo e convincente e fica a certeza de estar aqui um valor seguro. Quem também não compromete é o cantor latino Marc Antohny que está a ter um ano em grande. Primeiro o badalado casamento com a sex-bomb Jennifer Lopez e agora uma interpretação sóbria num dos filmes de acção de 2004.
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Man on Fire
mostra um México americanizado, cheio de violência que pensamos só encontrar em Los Angeles ou Detroit, bem longe da imagem quase onírica que Alfonso Cuarón dá em E Tu Mama Tambien, o último bom filme a ter o imenso México como cenário.
Mas Man on Fire, um filme sobre o amor e a vingança que o amor causa, perde-se por completo nos últimos dez minutos. É verdade que é preciso entender a vertente financeira do filme e que um final diferente provavelmente contribuiria para um box-office bem menos frutifero para a Fox. Mas depois de quarenta minutos frenéticos de acção pura e de qualidade (não aqui nada de Bournes Supremacies ou filmes do género, especialmente graças à excelente montagem) o final surge perfeitamente fora do contexto. Talvez com um desfecho final e o filme teria sido ainda mais do que foi. Sendo assim fica o retrato de uma viagem interessante às salas de cinema com a recomendação de estarem preparados para tudo, no melhor e no pior.

Classificação - Starsmasters.gifStarsmasters.gifStarsmasters.gif

O MELHOR - A interpretação soberba da jovem Dakota Fanning. É de facto uma actriz com um talento notável para a sua tenra idade e promete muito para o futuro, um futuro que parece risonho para esta simpática loirinha. Uma interpretração de encher o olho.

O PIOR - O final. Só num filme americano é que uma jovem raptada no México sobreviveria a tudo enquanto Denzel Washington destruia tudo à sua frente. Se a vingança de Washington fosse apenas uma vingançae não um salvamento o filme seria de certeza de quatro estrelas.

CURIOSIDADE - Não passou pela cabeça de Tony Scott, o realizador de Man on Fire contar com o notável Denzel Washington para o papel principal deste filme. Curioamente foi quando ambos se cruzaram numa consulta médica que a conversa acabou por ir por aí. Washington gostou da trama e Scott gostou da hipótese de voltar a trabalhar com o actor de Training Day. Curiosamente no dia anterior Scott tinha visto I Am Sam e também tinha optado por Dakota Fanning para o papel de Pita Ramos. É raro um casting ficar assim decidido em 48 horas.

Site Oficial - www.manonfiremovie.com

Realizador - Tony Scott
Elenco - Denzel Washington, Dakota Fanning, Christopher Walken, ...
Produtora - 20th Century Fox
Classificação - m/16
Duração - 146 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:08 PM

setembro 25, 2004

Russel Crowe realizador

O actor australiano, vencedor de um óscar em 2000 pelo seu desempenho em Gladiator, decidiu aposta numa nova faceta da sua carreira, a de realizador. Com a ajuda do amigo Ron Howard, com quem acabou de rodar Cinderella Man, Crowe vai dirigir um filme inspirado no romance Long Green Shore da autoria de John Hepworth. A estória é sobre um regimento de soldados australianos que deveria ter rendido uma divisão norte-americana na Papua-Nova Guiné controlando a retirada do exército japonês. Só que na realidade o regimento vai encontrar um banho de sangue e a vida de todos estará em perigo. Seguindo o modelo de Saving Private Ryan e inspirado nas batalhas de Thin Red Line, Crowe vai também ser um dos protagonistas do próprio filme tal como Ron Howard que assim volta à representação.
O projecto no entanto não será feito nos próximos meses, garante a assessora de Crowe.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:53 PM

Nomeados aos Prémios Europeus de Cinema

Anteve-se um duelo entre os filmes espanhois e britânicos na edição deste ano dos Prémios Europeus de Cinema.
Foram ontem divulgados os 42 finalistas (entre 400 pré-candidatos) às 17 diferentes categorias dos óscares do cinema europeu. Love Actually e Girl With a Pearl Earring, pelo Reino Undio, e La Mala Educacion e Te Doy Mis Ojos, pela Espanha são alguns dos mais fortes candidatos.
No entanto a extensa lista conta igualmente com filmes como Being Julia, do hungaro Jan Szabo com uma Annete Benning em grande forma, ou ainda 5x2 de François Ozon.
A cerimónia de entrega dos prémios será em Barcelona a 11 de Dezembro e o grande vencedor do ano passado foi Goodbye Lenin!.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:48 PM

setembro 24, 2004

Prequelas à vista...

Está na moda em Hollywood apostar na prequelo de grandes sucessos do passado recente. Primeiro foi The Intouchables, o notável filme de Brian de Palma que juntou Kevin Costner, Robert de Niro e Sean Connery - na interpretação que lhe valeu o merecido óscar - para contar como o temível Al Capone acabou os seus dias de glória como rei do crime em Chicago. A prequela, que será realizada por Antoine Foqua vai andar uma década atrás no tempo, mostrando o inicio da década de 20 a ascensão de Al Capone, que deverá ser interpretado por Sean Penn, e os dilemas de Malone, o policia originalmente interpreado por Connery.
Agora também outro filme sobre um celebre gangster, Carlito Brigante, vai conhecer a respectiva prequela, depois de Al Pacino ter encarnado o mafioso em Carlitos Way, um filme igualmente de Brian de Palma.
O novo filme terá Jay Hernandez como protagonista, um Carlito em ascensão. Também estará de regresso Luiz Guzman enquanto que a realização ficará a cargo de Michael Bergman.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:55 PM

setembro 23, 2004

Alexander com estreia adiada

Nada de grave, mas o facto é que a estreia mundial de Alexander, o épico de Oliver Stone com Colin Farrel no papel principal, foi adiada por 20 dias.
As razões prendem-se com a necessidade de Stone em ter uma margem de tempo maior para terminar a pós-produção do filme, já que a perda de alguma cenas gravadas na Indonésia obrigou a equipa a voltar ao local de filmagem atrasando assim os prazos da produção.
Por outro lado o dinheiro falou mais alto para a Warner Bros. Sabendo que no dia 5 de Novembro todos estariam de olhos voltados para as Presidênciais norte-americanas ou para a estreia, que promete ser "arrasadora" de The Incredibles nas bilheteiras, o estúdio preferiu levar o filme para o final do mês onde para além de só ter Finding Neverland como rival no box-office, está igualmente mais perto da época dita ideal para os filmes candidatos aos óscares fazerem a sua estreia.
Quem ficará a perder será certamente o fã português que vê assim adiada a estreia do filme por cá durante mais algum tempo.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:58 PM

The Village - A Outra Face do Feiticeiro

É dificil falar de The Village sem revelar o que aí vem. Talvez porque sem os sucessivos twists que Shyamalan introduz na narrativa o filme seria apenas mais um entre muitos. Talvez seja mesmo melhor vestirem a vossa capa amarela e entrarem comigo nas profundezas desta critica. É que aqui, tal como na vila, há muitos segredos por desvendar...
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Critica sem Spoilers
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Em primeiro lugar quero começar esta critica dizendo que percebo aqueles que vêm neste filme uma grande desilusão. Percebo que um público habituado a um certo estilo de realização veja com maus olhos uma mudança, mesmo que essa seja leve, e mesmo que seja para melhor. Percebo-o perfeitamente. Muitos daqueles que criticam The Village, ainda estão a fazer vénias a Sixth Sense sem nunca terem percebido as mudanças que Signs trouxe à realização de Shyamalan e à sua forma de fazer filmes. Aliás estamos a falar de um público que se calhar não percebeu verdadeiramente Signs e portanto ainda se sente mais desiludido com este filme que nada tem a ver com "I see dead people". Numa metáfora musical é como se um grupo grunge começasse a fazer albuns de pop. Mesmo que a pop fosse muito boa. É o caso de Shyamalan que progressivamente se afasta do seu estilo original para crescer cada vez mais como realizador.
Confesso que compreendo os criticos e os desiludidos. Mas não estou como eles. Estou de facto do outro lado da barricada, daqueles que vêm neste filme uma grande obra do feiticeiro Shyamalan (apesar de Signs continuar a ser a sua "obra prima"). Sou daqueles que vê neste filme uma viragem genial do realizador, um passo em frente para que o seu nome seja escrito no futuro com letras douradas, a mesma cor que está omnipresente em The Village. Talvez este seja mais um dos seus sinais. E este filme, com os anteriores, está cheio deles.
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É de facto impressionante como um filme de Shyamalan fica marcado pelos sucessivos sinais que o realizador vai deixando pelo caminho. A verdade é que nós não os vemos de forma clara (não acreditem naqueles que dizem que perceberam o Sixth Sense no primeiro quarto de hora ou que já sabiam o final de Signs meia hora antes de este ter acontecido) e à medida que eles vão aparecendo ficamos espantados com a sua lógica e inevitabilidade. E é o génio de Shyamalan - não esquecer que ele realiza, produz e escreve o argumento original - que torna os seus filmes tão especiais. É a forma como as pessoas do puzzle se vão encaixando diante dos nossos olhos de uma forma tão assustadora que faz com que os seus filmes sejam semelhantes aos do mestre Hitchcock, outro rei em deixar pistas para depois montar o puzzle sozinho com o espectador a ver, de forma pasma, a narrativa seguir fluidamente. O celebre MacGuffin de Hitchcock ainda não encontrou nome na filmografia shyamaliana mas não deverá faltar muito. Especialmente depois dos sucessivos twists de The Village, um filme que prima essencialmente por um realismo inesperado. Não há mortos a falarem com vivos, não há super-homens e vilões nem extra-terrestres (apesar de em Signs terem sido apenas a base para um filme que é sobre a fé). Há personagens misteriosas, há segredos, há emoção, há surpresas atrás de surpresas. Mas há acima de tudo realismo. Muito já se disse sobre este filme, e talvez a afirmação mais exacta é aquela que diz que de todos os argumentos de Shyamalan este é o mais verosimel de acontecer. Só isso já diz muito, sem no entanto dizer nada.
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Aliás The Village contraria muitas expectativas que esperavam um horor-suspense-action movie. De facto disso há pouco no filme, tirando a parte do suspense. The Village é essencialmente um filem sobre amor. Amor demonstrado de várias formas, melhor assimilado por uns ou então um amor mal-entendido por outros. Mas é esse, como a certa altura diz Hurt sobre o mundo, o catalizador da narrativa. Tudo no filme deriva dessa abordagem quase épica que Shyamalan faz do amor. E nesta temática nada como um bom trio amoroso para dar vida ao filme. Um trio composto por dois actores de valor já bem provado na nossa praç, mas essencialmente um trio com um vertice dourado: Bryce Dallas Howard.
De facto se 90% da magia de The Village se deve a Shyamalan (que aparece no seu cameo habitual), os restantes 10% devem-se à jovem actriz de apenas 23 anos que nem sequer teve de fazer casting para o papel, tal foi a forma como hipnotizou o realizador indiano. A ele e a nós porque de facto há muito tempo que não se via uma actriz qe é ao mesmo tempo um poço de energias inesgotável e uma jovem frágil, ternurenta e apaixonante. A beleza de Bryce tem ainda o condão de valorizar mais o seu enorme talento. A filha de Ron Howard é de facto um nome a seguir. E se a Academia de Hollywood fosse justa, fintava a lei e nomeava-a como Melhor Actriz Secundária, categoria onde pode facilmente sair vencedora, tal como fez com Timothy Hutton em 1980. Era justiça que se fazia. Pena é que esteja a trabalhar com von Trier, um realizador menor que ainda por cima tem a fama de tornar um inferno a vida das suas actrizes.
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Apesar da resplandecente Bryce Dallas Howard ser o elo mais forte do filme, há igualmente que falar dos soberbos desempenhos de Adrien Brody - simplesmente um actor notável a encarnar personagens nada fáceis - e de Joaquin Phoenix, como começa a afirmar-se cada vez mais como um valor seguro. aliás também a velha guarda do filme, e da aldeia, composta pelos veteranos Brendan Gleeson, Sigourney Weaver (no seu melhor desempenho desde 1492) e William Hurt estão a grande nivel. Especialmente Hurt que mostra saber dar o tom certo à sua personagem, uma das mais interessantes de todo o filme. Um lento come-back de Hurt, depois de alguns anos de afastamento, ficando visivel que o talento que o fez um dos grandes nomes dos anos 80 se mantém bem vivo.
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The Village é de facto um grande filme. Diga-se o que se disser. Tem todos os condimentos certos, na dose adequada e com um recheio especial que só os grandes mestres sabem acrescentar. A critica pode ficar desiludida, o público pode sentir-se enganado. Têm esse direito. Mas a verdade é que se exceptuar-mos a fábula de Spielberg, este é de facto o filme mais espantoso que se viu este ano. Apesar de nesta critica ter de ser como os anciões e guardar segredo, ainda neste momento, e o filme já acabou à umas boas duas horas, fico pasmado com a genialidade do feiticeiro que é sem dúvida nenhuma Shyamalan. Será sempre um filme a ver, será sempre um filme a referenciar no futuro e mais ainda. Será um ponto de partida. Se com Signs termina a primeira fase da filmografia do realizador mais talentoso do momento, este filme abre as portas a uma outra filmografia, mais madura, mais dinâmica e mais espectacular ainda. E se houvesse justiça - algo que cada vez vou duvidando mais - estava igualmente na altura do genio de Shyamalan ser premiado pelos seus pares.
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Termino esta critica com uma pequena sinopse do filme sem no entanto revelar nada que comprometa a viagem do leitor ao cinema. Pelo contrário, é apanágio deste espaço levar as pessoas a irem ao cinema e não contar-lhes o que por lá se passa.
The Village remonta a uma aldeia na Pensilvania do ano 1897, pelo menos a julgar pela inscriçao na campa que o primeiro plano nos mostra. Aliás é interessante como em todos os filmes deste notável realizador, as mortes que precedem o inicio da narrativa se revelam tão importantes para o desenrolar da história.
Nesta vila vive uma comunidade, ao estilo dos primeiros colonos norte-americanos. O ambiente é tranquilo e pacifico. Não fossem pelos bosques que rodeiam a comunidade. Bosques onde a lenda diz viveram criaturas estranhas e perigosas. Criaturas que é preciso aplacar não mostrando a cor que não deve ser vista. E nunca, nunca entrando nos bosques. Isso porque vigoram treguas históricas entre os dois povos. Nenhum invade o território do outro. Mas parece que algo está em mudança porque as criaturas estão prontas para quebrar as tréguas. Terá chegado a hora da verdade subir à tona? Para saber mais, que tal uma viagem ao cinema mais próximo de si? Vale a pena.

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O MELHOR - O argumento absolutamente notável que o realizador Shyamalan criou para dar ao filme uma envolvência de misticismo mas ao mesmo tempo de um realismo brutal. Os vários twists são a alma de The Village e mais uma vez rendemo-nos à genialidade do "feiticeiro".

O PIOR - Talvez a montagem de algumas partes do filme em que há demasiados cortes em vez de cenas com maior profundidade de canto. Mesmo assim isso está longe de imacular a qualidade deste notável filme.

CURIOSIDADE - É notável a forma como Bryce Dallas Howard domina por completo a arte da representação. Mas sabiam que esta jovem de 23 anos, que até hoje apenas fez três filmes, tendo este sido o primeiro em que teve algum destaque, não queria ser actriz mas patologista?
A razão é só uma - Ron Howard. O realizador é o pai de Bryce e sempre a tentou persuadir a seguir uma carreira de representação mas a adolescente Bryce sempre se mostrou contra a seguir as pisadas da familia. No entanto acabou por dar o braço a torcer e hoje é mais do que uma promessa no mundo da representação. É uma certeza.

Site Oficial - thevillage.movies.go.com

Realizador - M. Night Shyamalan
Elenco - Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, William Hurt, Adrien Brody, ...
Produtora - Touchstone
Classificação - m/12
Duração - 108 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:36 PM

setembro 22, 2004

Um dos filmes do ano?

Começa a formar-se um forte nucleo de apoio a I Heart Huckabees, o filme de David O. Russell autor de Three Kings, como um dos filmes do ano. Quer pelo hilariante argumento, quer pela excelente direcção, mas especialmente pela notável interpretaão de um leque imenso de grandes actores. Falam-se em eventuais nomeações de Dustin Hoffman, Mark Walbergh ou Jude Law na categoria de Melhor Actor Secundário, ou então de Lily Tomlin ou Naomi Watts como Melhor Actriz Secundária. Daí que a expectativa criada à volta do filme seja cada vez maior.
O argumento é de facto apelativo. Um homem (Jason Schwartzman) entra em crise existencial e decide contratar dois detectives existenciais (Hoffman e Tomlin), que vão pesquisar a sua vida para tentar resolver os problemas que vão desde as relações dificeis com o patrão (Law) a toda a sua existência. Os problemas começam quando o patrão também contrata os dois detectives para resolverem os seus problemas amorosos, levando o homem à beira de um ataque de nervos a resolver as coisas pelas próprias mãos com algumas ajudas preciosas.
Um filme de facto diferente e que surge um pouco ao estilo do que podemos ver com Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Para quem ficou de água na boca basta carregar na imagem para ver a galeria de imagens deste filme da Fox.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:58 PM

setembro 20, 2004

Já cheira a Óscares

O Império Cinéfilo, blog do Gustavo Razera, já começou a fazer as suas previsões para a edição deste ano dos óscares. Apesar de ainda faltarem quase cinco meses para a cerimónia vale a pena conferir a lista de sugestões que ele propõe.
O Hollywood irá fazer igualmente uma cobertura especial aos Óscares da Academia, com antevisões a partir de Novembro, reportagens especiais durante Janeiro e Fevereiro e claro, a cobertura ao vivo da cerimónia no dia 27 de Fevereiro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:26 PM

setembro 19, 2004

Dougray Scott como Bond?

É com cada vez mais insistência que surgem os rumores de que o escocês Dougray Scott se prepara para retomar o papel que Pierce Brosnan deixou, nem mais nem menos que mister James Bond itself.
De facto depois de se falarem em vários nomes como Hugh Jackman, Eric Bana ou Julian McMahon, parece que a produção do filme se decidiu pelo escocês de 38 anos, que assim se torna no segundo escocês a encarnar 007, depois do mitico Sean Connery ter aberto a saga na década de 60.
No entanto a informação está longe de ser oficial, pelo menos nada foi confirmado nos Estúdios EON que são quem controla os filmes do agente secreto. Mas com a data de estreia do Bond 21 - ainda não há titulo disponivel - a estar apontada para Novembro do próximo ano, começa a a apertar o tempo para encontrar um digno sucessor de Pierce Brosnan num dos papeis mais miticos da história do cinema.
Clique na imagem para conhecer melhor este actor.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:01 AM

setembro 18, 2004

Ao Som de Ray Charles

Ray é mais um dos titulos a ter em atenção neste final de ano. O filme dirigido por Taylor Hackford conta com Jamie Foxx e Kerry Washington nos principais papeis e conta a história da vida de Ray Charles, um dos mais influentes e talentosos músicos do universo jazz.
Ray Charles, que ficou cego aos 7 anos de idade, foi um exemplo de luta contra as adversidades da vida e da sociedade. Numa altura em que a segregação racial atingia niveis preocupantes ele soube aliar o seu enorme talento musical, que o converteu num icone da música norte-americana, a uma enorme vontade de provar a igualdade entre os homens.
Jamie Foxx está notável como Ray Charles e Kerry Washington é já um dos nomes falados para uma eventual nomeação ao óscar de melhor actriz secundária.
Cliquem no poster para ver a galeria de imagens e o trailer do filme.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:54 PM

Brody num colete de forças

Adrien Brody andou desaparecido depois da vitoriosa cerimónia dos Óscares de 2002 que premiou o seu notável desempenho em The Pianist. Depois da estatueta dourada vieram participações nos esperados The Village e King Kong. Mas na verdade é em The Jacket que Brody promete dar que falar no próximo ano. O filme é um thriller psicológico desenhado à volta de um veterano de guerra que ao regressar a casa é acusado de um crime. No entanto ele sofre de amnésia e acaba por ser internado num hospicio onde é obrigado a viver atrás de um colete de forças. É então que um médico o droga e o lança numa viagem interior para um futuro desconhecido onde ele terá a oportunidade de desvendar o crime. Mas entretanto acaba por encontrar a paixão da sua vida nessa viagem e a pergunta é. Ficar com ela ou voltar para trás?
Para além de Brody o filme conta com Keira Knightley, Jennifer Jason Leigh e Kris Kristoffersen. A estreia nos EUA é a 11 de Março do próximo ano devendo chegar a Portugal em Junho e a realização está a cargo de John Maybury.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:53 PM

setembro 17, 2004

Lucas critica Hollywood

Nunca foram amigáveis as relações entre George Lucas e o mundo de Hollywood. Desde sempre o realizador criticou a burocracia que envolvia a criação de muitos filmes que, por interferências dos estúdios, acabavam por nunca sair da mediania. Hoje, numa entrevista ao jornal The Guardian a propósito do lançamento da trilogia original de Star Wars em Dvd, o realizador voltou a criticar o Thalberg Sindrome, nome inspirado no director da MGM dos anos 30 que cortava quase todos os laços de criatividade aos realizadores do estúdio através da sua apertada vigilância na rodagem de cada filme.
Lucas, que foi o primeiro realizador a romper com esta dependência dos estúdios com o primeiro filme Star Wars - que lhe permitiu criar um império sem precedentes para um realizador, a LucasArt - diz que uma das principais razões do estagnamento do cinema norte-americano se deve essencialmente à falta de liberdade dos verdadeiros artistas cinematográficos: os realizadores. E como se trata do realizador independente de maior sucesso na história do cinema a verdade é que as suas palavras têm um forte peso junto do star-system de Hollywood. Há quem diga que num futuro próximo o modelo de Lucas será um lugar comum junto de muitos dos mais promissores realizadores. Um cenário a que estaremos certamente atentos.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:10 AM

Lohan vs Duff - A Guerra Continua

Parece de facto não ter fim o conflito que opõe Lindsay Lohan a Hillary Duff, mais conhecidas por serem as duas candidatas ao titulo de teen-queen do cinema norte-americano.
De facto Lohan está em risco de ser substituida pela rival em Herbie: Fully Loaded, a aposta da Disney para o próximo verão. O filme recuperaria a histórica personagem de Herbie, o carro falante e a verdade é que a Disney gastou muito dinheiro na produção do filme. Só que Lohan não tem sabido gerir a sua vida como estrela de cinema e aparentemente as festas, os escândalos e as ressacas têm-na colocado numa posição frágil diante do estúdio que parece estar decidido a substitui-la por Duff.
Recordamos que toda esta guerra começou quando Duff começou um namoro com Aaron Carter, ao mesmo tempo que este ainda namorava com Lohan. Na verdade parece que vai demorar muito tempo até que esta "guerra" termine.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:08 AM | Comentários (6)

setembro 16, 2004

Alexander em imagens

Enquanto os ansiosos fãs não podem ver Alexander em filme - a estreia nos EUA é a 5 de Novembro o que significa que deve chegar a Portugal pelo final do ano - podem começar a faze-lo de forma alternativa, através de uma excelente galeria de imagens disponibilizada pelo site alemão My Stuff and News.
São mais de trinta espectaculares imagens do filme e da rodagem que teve lugar em Marrocos.
Alexander narrará a vida do jovem macedónio que aos 25 anos se tornou senhor de quase todo o Mundo conhecido. Oliver Stone - vencedor de dois óscares - decidiu apostar num filme dividido em duas partes: o jovem Alexandre na terra natal, pouco antes de subir ao trono e o Alexandre conquistador do imenso império Persa.
Colin Farell será Alexandre mas não é o único nome sonante do elenco. Val Kilmer, Angelina Jolie, Anthony Hopkins, Jared Leto e Rosario Dawson são outras das caras conhecidas que vão recuar dois mil e quinhentos anos no tempo.
Para muitos este pode bem ser o filme do ano. Cliquem na imagem para ver toda a galeria.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:46 PM

O Óscar de Julianne?

Será que é este ano que Julianne Moore sai da cerimónia dos óscares com uma estatuteta dourada? Depois da inglória derrota diante de Nicole Kidman na edição de 2002, The Forgotten é a grande aposta da bela actriz para atacar o óscar
O filme desenrola-se à volta de uma mãe que erdeu o filho de 8 anos, mas que é convencida por um psicólogo de que esse filho nunca existiu. Só que um encontro furtuito de Moore com um pai que também passou por esta situação torna tudo ainda mais complexo.
O filme conta ainda com Gary Sinise e Dominic West no elenco e é dirigido por Joseph Ruben. Aqui ficam alguns clips que o site francês CineMovies disponibilizou. É só clicar na imagem.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:33 PM

Hollywood - Programa do Ano

Bem depois das merecidas férias eis que Outubro se avizinha e com ele o Hollywood vai recuperar o programa semanal original, com uma rúbrica diária a acompanhar as várias notícias e críticas que temos para oferecer aos nossos leitores. Além de recuperar-mos esta velha fórmula vamos ainda acrescentar novos espaços porque a ideia é de que o Hollywood esteja em constante evolução. Sendo assim a rúbrica Brasas de Verão - que provou ser um sucesso - terá continuação durante todas as estações do ano com trinta actores e actrizes a serem revisitados diariamente durante um mês. Cliquem em mais para saber quem serãos os biografados.
De igual modo serão recuperados espaços como a Galáxia DVD ou o Cinema em Casa. Mais ainda, o Hollywood terá especial atenção à cerimónia dos Óscares e começará com as previsões em relação à cerimónia no mês de Novembro e extender-se-á ao dia da cerimónia que será coberta em directo, na hora. Também por essa altura vamos começar a publicar regularmente trechos da história do cinema, apresentados por ordem cronológica para que os nossos leitores aprendam um pouco mais dessa arte mágica que é o cinema. A acrescentar a tudo isto estarão sempre as nossas sondagens quinzenais, estreias semanais, notícias, reviews, e também um novo espaço semanal reservado à publicação de um artigo de opinião que não será necessariamente sobre cinema. Além do mais a porta não fica fechada a eventuais novidades ao longo do ano cinematográfico, novidades essas que conhecerão com a antecedência habitual.

Aqui fica então o calendário semanal Hollywood:
Segundas - Momentos de Ouro
Terças - Galáxia DVD
Quartas - O Que Estreia Por Cá
Quintas - O Mundo Que nos Rodeia
Sextas - A História do Cinema
Sábado - Cinema em Casa

CICLO BIOGRAFIAS
Novembro - Charme de Outono
Fevereiro - Sedutoras de Inverno
Maio - Estilo de Primavera
Agosto - Brasas de Verão

ÓSCARES 2004
Novembro - Previsões
Janeiro/Fevereiro - Antevisão
Cerimónia a 27 de Fevereiro - Cobertura ao minuto

De seguida ficam as listas dos 30 nomes escolhidas para as rubricas biográficas do ano. No mês de Novembro teremos o Charme de Outono, espaço dedicado a trinta dos mais charmosos actores do mundo em actividade. Por sua vez Março vai-nos proporcionar uma viagem ao universo das Sedutoras de Inverno, uma lista de trinta actrizes que primam pelo talento e poder de seducação enquanto que em Maio teremos o Estilo de Primavera, o espaço dedicado à nova vaga de talentosos actores. O ciclo recomeçará em Agosto com nova vaga de Brasas de Verão. Mas para os mais curiosos ficam aqui os nomes que serão apresentados ao longo do ano cinéfilo.

CHARME DE OUTONO
8 de Novembro - 8 de Dezembro

Al Pacino
Andy Garcia
Anthony Hopkins
António Banderas
Brad Pitt
Denzel Washington
Dustin Hoffman
Gary Oldman
George Clooney
Jack Nicholson
Jeff Bridges
Johhny Depp
Kevin Costner
Kevin Spacey
Liam Neeson
Michael Douglas
Morgan Freeman
Nicholas Cage
Paul Newman
Pierce Brosnan
Ralph Fiennes
Richard Gere
Robert Redford
Russel Crowe
Sean Connery
Sean Penn
Tom Cruise
Tom Hanks
Viggo Mortensen
Vincent Perez

SEDUTORAS DE INVERNO
5 de Março - 5 de Abril

Alisson Hannigan
Bridgitte Moynahan
Cameron Diaz
Cate Blanchett
Chaterine Zeta-Jones
Daryl Hannah
Denise Richards
Elizabeth Hurley
Emmanuelle Beart
Eva Mendes
Jennifer Connely
Jennifer Garner
Jodie Foster
Julia Roberts
Julliane Moore
Kate Beckinsale
Liv Tyler
Lucy Liu
Milla Jovovich
Minnie Driver
Monica Belluci
Naomi Watts
Natasha Henstridge
Nicole Kidman
Rebeca Romjin-Stamos
Rachel Weizs
Salma Hayek
Sharon Stone
Sophie Marceau
Uma Thurman

ESTILO DE PRIMAVERA
5 de Maio - 5 de Junho

Adam Sandler
Adrien Brody
Ben Affleck
Christian Bale
Colin Farrell
Diego Luna
Edward Norton
Ethan Hawke
Ewan McGregor
Gabriel Garcia Bernal
Gerard Butler
Hayden Christensen
Heath Ledger
Leonardo di Caprio
Jake Gyllenhall
Jared Leto
Jason Behr
Jason Biggs
Jim Caviezel
Joaquin Phoenix
Joseph Fiennes
Josh Hartnett
Jude Law
Matt Damon
Peter Saasgard
Rodrigo Santoro
Sean William Scott
Tom Welling
Vincent Cassel
Will Smith

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:12 AM | Comentários (1)

setembro 15, 2004

Sony compra MGM

Num negócio que se estima em mais de 4.8 biliões de dólares, a empresa japonesa Sony prepara-se para tomar controlo da MGM.
Será assim a segunda grande companhia cinematográfica a pertencer ao grupo Sony, isto depois de em 1989 a Columbia Pictures ter sido igualmente comprada pelos gigantes asiáticos. Na disputa pela MGM a Sony venceu a Time Warner, outra mega-companhia que estava desejosa de se apoderar do espólio da MGM. Para o negócio ser efectivado só falta o sim dos accionistas.
A Metro Goldwyn Mayer estava no mercado à alguns meses, como o Hollywood fez questão de informar, e apesar de hoje não se exibir com o mesmo vigor de outros tempos possui uma coleção de titulos sem paralelo que a Sony prepara-se para aproveitar com lançamentos no cada vez mais rentável mercado de dvd´s.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:03 PM

setembro 14, 2004

Primeiras imagens de Beowulf

Inspirado na lenda medieval de Beowulf e Grendel, este filme traz Gerard Butler como o mitico guerreiro saxão que combatia monstros e criaturas enviadas pelos senhores das trevas ao mundo para assolar a vida do povo saxão.
Beowulf tem estreia marcada para o próximo ano e há igualmente a curiosidade de saber como será o mundo desta personagem que J.R.R. Tolkien confessou ter sido a sua grande inspiração para descrever Aragorn na saga do Senhor dos Aneis.
Cliquem na imagem para verem as novas imagens do filme.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:04 PM

setembro 13, 2004

Sondagem - Cinema português a recuperar

Terminou a sondagem que o Hollywood fez sobre o estado actual do cinema português. A opinião dos leitores foi dividida, mas no final a maioria (39%), acredita que o cinema feito em Portugal tem apresentado grandes melhorias. Contra esta ideia ficaram 30% dos leitores que ainda não viram nenhuma evolução no cinema português.
A verdade é que a maioria (51%), continua a ver o cinema luso de forma negativa, havendo apenas 9% que o considera como um dos melhores do continente europeu. O recado está mais uma vez dado. Cabe ao cinema nacional reagir para recuperar um público que, na sua maioria, deseja um cinema português de qualidade.
Está igualmente online a nova sondagem que o Hollywood propõe aos seus leitores escolherem qual o filme do ano até a este momento, tendo em conta que, com três meses para o final do ano, começam a definir-se os melhores de 2004.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:24 PM

Trailer de Sin City

Depois de ter sido divulgado por Robert Rodriguez na última Comic Con, chegou a altura de todos os fãs que esperam ansiosamente por Sin City darem uma vista de olhos numa montagem especial do filme.
Foi o site MovieBox quem disponibilizou o trailer, que podem ver aqui.
Sin City é a adaptação ao cinema dos comics de Frank Miller, e conta com um elenco de luxo onde se destacam Mickey Rourke, Jessica Alba e Bruce Willis.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:42 PM

setembro 12, 2004

The Revenge of the Sith não é para crianças

George Lucas parece estar disposto a romper com o passado e a apostar num episódio com classificação superior a 13 anos. Até hoje todos os filmes da saga eram visto como aventuras para jovens e tinham tido sempre uma classificação para todas as idades. Mas com o Episode III parece que as coisas vão mudar de figura.
Lucas advertiu os fãs que este filme será o mais negro e sombrio da serie, recheado de mortes, e que portanto não seria a melhor das politicas optar por uma classificação aberta a todos os públicos, que, a acontecer, levaria a cortes substanciais em algumas cenas.
Sendo assim continua a expectativa à volta do provável último filme da saga (apesar de Mark Hammil ter falado numa eventual terceira trilogia), cujo trailer será revelado em Novembro.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:08 PM

setembro 11, 2004

11 de Setembro - A dor de um aniversário

Não sei se estava nas previsões do mago Nostradamus, mas a verdade é que poucos podiam adivinhar o que iria suceder a 11 de Setembro de 2001, o dia em que o poderoso império norte-americano acabaria por sofrer na pele aquilo que durante meio século inflingira ao resto do mundo. No entanto, infelizmente, foram aqueles que menos mereciam que acabaram por pagar a factura da politica expansionista norte-americana. E uma data tão forte como esta não poderia passar ao lado do universo cinematográfico.
Aos poucos, timidamente, houve quem conseguisse tocar num assunto que ainda era, e é, o grande trauma norte-americano. Talvez o retrato cinematográfico mais pungente pós-11 de Setembro seja 25th Hour, a notável obra de Spike Lee com um Edward Norton a transbordar a raiva do americano médio, uma raiva contra si próprio e contra o resto do mundo. As imagens nocturnas do ground zero tornaram-se flechas apontadas ao coração de uma América que na busca irracional da vingança permitiu que os seus dirigentes colocassem o já de si problemático Médio Oriente a ferro e fogo.
No entanto há ainda 11´09´01, a notável colecção de documentários de 11 realizadores sobre a metáfora em que se tornou o episódio da destruição das Twin Towers. Um filme aplaudido e que promete deixar a sua marca. Marca essa que podemos encontrar na imagem negra de Fahrenheit 9/11 apenas colorida com o doloroso som dos embates.
No fundo passaram apenas 3 anos e já existem pelo menos três grandes filmes a versar sobre os tristes eventos desse dia. Imaginamos que o 11 de Setembro ainda tenha muito para dar ao cinema. Pena que esse mesmo dia de há 3 anos atrás não tenha sido simplesmente um dia normal!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:47 PM

Festival de Veneza - Leão de Ouro consensual

É curioso ver que ao mesmo tempo que o aborto está na moda em Portugal também o está em Veneza. Pelo menos assim parece pela decisão do juri do mais antigo festival de cinema do mundo que atribuiu a Vera Drake, filme de Mike Leigh sobre uma doméstica na Inglaterra dos anos 50 que ajudava mulheres a abortar clandestinamente, o Leão de Ouro.
A edição 2004 termina assim sem surpresas...
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A verdade é mesmo essa. Todos os prémios acabaram por corresponder às apostas geradas ao longo do Festival. Se o público italiano torcia ferozmente pelo filme da casa Le Chiave di Casa, na verdade toda a restante opinião era de que o filme do veterano realizador britânico Mike Leigh era de facto o vencedor justo. E assim foi. Vera Drake, filme inspirado numa mulher da Londres da década de 50 que ajudava várias mulheres a livrarem-se dos indesejados filhos, provou ser consistente ao ponto de conquistar todos os que o viram ao longo do festival. Categorica acabou igualmente por ser a eleição de Imelda Staunton como a melhor actriz do certame. Staunton, uma actriz do teatro britânico, venceu sem apelo nem agravo a concorrência, onde também ponteficava Nicole Kidman, arrebantando assim o seu primeiro prémio.
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Também em destaque este Mar Adentro. O filme de Alejandro Amenabar (The Others) também versava sobre um assunto polémico: a eutanásia. Para muitos era o grande rival de Vera Drake e por isso não foi espanto alguem que Amenabar triunfasse na categoria de Leão de Prata, o Grande Prémio do Juri. Tal como em Vera Drake, também neste filme a pujante interpretação de Javier Bardem como Ramon Sampedro, um galego que durante 28 de paraplégia lutou pelo direito à morte, colocava-o no topo da lista de favoritos para vencer o Leão de Ouro, algo que sucedeu com bastante naturalidade. Bardem já tinha vencido em 2000 o prémio com a sua interpretação em Before the Night Falls.
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Para além da coroação dos filmes de Leigh e Amenabar, destacam-se também o Prémio Especial para Melhor Realizador que foi entregue a Kim Ki-Duk, um sul-coreano autor de Bin Jip, um dos filmes em destaque no certame.
O Festival acabou no entanto por ser marcado por forte polémica em torno da organização, ou falta dela. A própria camara de Veneza multou a Bianelle pela pelo excedente de cartazes publicitários a fazerem publicidade a alguns dos maiores sucessos do ano. Apesar das significativas mudanças a opinião generalizada é mesmo de que é preciso uma reestruturação a todos os niveis para manter o festival na alta roda dos grandes eventos cinematográficos do ano.
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A 61º Edição do Festival de Veneza ficou igualmente marcada pela atribuição do Leão de Ouro a Manoel de Oliveira, o seu segundo, num prémio de carreira que dividiu com o realizador norte-americano Stanley Donen. Confrontado com o prémio o mais velho realizador em actividade disse penas "Acho que mereço porque tenho um grande amor pelo cinema!"

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:52 PM

setembro 10, 2004

The Terminal - O Contador de Estórias...

Já o tinha dito. The Terminal é o filme do ano. Pelo menos daqueles que estrearam até ao momento. E porquê?
Porque junta o maior contador de estórias do mundo, Steven Spielberg, com o melhor actor da década de 90, Tom Hanks, num ambiente onde o calor humano consegue dar vida à própria sala de cinema. The Terminal mostra que há filmes e filmes. E depois há os filmes de Spielberg...
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Este filme só não é de Frank Capra porque o maior realizador da história do cinema já não se encontra entre nós. Tinha tudo para ser dele. A história, a personagem, o actor - Tom Hanks está para Spielberg como James Stewart estava para Capra - o elenco e o ambiente. Tudo nos leva a recuperar o imaginário cavalheiresco de Capra. Mas se não temos Capra, temos Spielberg que é, sem sombra de dúvidas, o seu sucessor natural. Sucessor em termos de fazer cinema e sucessor no trono de maior contador de estórias do mundo, e, por arrasto, como melhor realizador em actividade. Dito isto será fácil perceber porque é que The Terminal é o filme fabuloso que é. Não lhe vou chamar de obra-prima. Nessa categoria, quase olimpica, da cinematografica spielberguiana, existe já um conjunto de filmes que não encontram comparação. Estão lá ET, Saving Private Ryan, A.I. e Catch Me If Tou Can. Mas mesmo assim podemos dizer que The Terminal está na situação de Viktor Navorski no que podemos comparar com as obras-primas de Spielberg. Está no hall da entrada mas ainda não entrou no lote dos eleitos. Quem sabe se não caberá ao tempo abrir-lhe as portas.
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Para os mais distraidos, The Terminal pode não passar de um filme simples mas belo. Só que a simplicidade aparente é no fundo o resultado de uma construção bem mais complexa do que aparenta ser. É que em The Terminal podemos encontrar, como num puzzle, pormenores caros a uma infinidade de generos cinematográficos e até, a politicas sociais. Não falo apenas do tom capriano do filme. Falo igualmente do micro-cosmos que o próprio terminal possibilita, e que torna a acção praticamente exclusiva de um pequeno conjunto de locais, criando uma maior familiaridade com o público. Falo também das relações humanas, curiosamente numa ligação entre os vários vertices do "melting pot" norte-americano. Para além do imigrante clandestino de leste (e digam lá se Krakozhia não faz lembrar o nome daquelas republicas de leste dos livros do Tintin), há o indiano, o hispânico, os negros e os americanos brancos, que são na verdade o esqueleto dos EUA dos nossos dias. E Spielberg, como só ele sabe fazer, manda aqui a mensagem ao mundo. Se no terminal do JFK todos se podem entender, ajudar e apoiar, porque será que o mesmo não se poderá passar no resto do país? Fica o recado.
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O filme não se esquece igualmente de apontamentos cómicos a lembrar as gags de Buster Keaton ou mesmo da relação amorosa (algo que Spielberg normalmente não foca nos seus filmes) destinada ao falhanço mas que existe com um propósito. Não só nos revela um Navorski (Hanks) na sua vertente mais heroica, como igualmente mostra um Catherina Zeta-Jones em grande forma, qual Jean Arthur ao contrário.
Se The Terminal é tudo isto ainda é mais. É um filme - e nisto mais do que Capra, Spielberg aborda a filmografia de Howard Hawks (a prova de que não é só Tarantino que sabe evocar o passado do cinema, como muitos gostam de fazer crer) - de camaradagem. Amizade entre os habitantes do terminal (apesar de Navorski ser o único que realmente dorme lá, os outros também vivem no terminal e a cena de casamento é disso um exemplo), dá ao filme uma força e um sentido necessário para se conseguirem ultrapassar as sucessivas agruras que vemos colocar a Navorski. Aliás há aqui um pouco de Kafka no filme, especialmente quando somos confrontados várias vezes com a frase "falha do sistema". Há aquele buraco imaginário, que só as instituições altamente buroctratizadas conseguem criar e depois não sabem como resolver, é o espelho do pensamento do escritor checo.
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Falar de The Terminal é acima de tudo, falar de Tom Hanks.
Quando se fala em actores injustiçados pela Academia, pensa-se sempre em nomes como Chaplin, Edward G. Robinson, Montgomery Clift, Richard Burton ou Peter O´Toole, nomes que nunca acabaram por ser galardoados com uma estatutea dourada. Mas, apesar de ser um dos raros actores a ter dois óscares , ainda por cima em anos sucessivos (só Spencer Tracy tem igual registo), também podemos dizer que Hanks é um injustiçado. É porque desde 1994, data de Forrest Gump, até hoje, já o vimos encarnar dezenas de papeis de forma absolumante notável e digna de serem galardoados com o apetecido óscar. Foi assim em Saving Private Ryan, em Cast Away entre outros. Este ano não deverá fugir à norma. Mas injustamente porque o desempenho de Hanks é do outro mundo. A forma como domina o sotaque carregado da Europa de Leste, como faz uma interpretação que tem tanto de over-acting como de inner-acting é algo que só os eleitos conseguem. O pape de Viktor Navorksi ficará para sempre marcado como um dos pontos mais altos da sua carreira, ele que foi o grande actor dos anos 90 e que, curiosamente, agora tem apostado mais na área da produção, apesar de continuar a fazer um filme por ano.
Se houvesse justiça na Academia - e digo isto antes de ver os papeis de Cruise, Farrell, Di Caprio, Washington e Sean Penn - pela primeira vez um actor conquistava três óscares. Cenário no entanto bastante improvável já que a Academia gosta de criar os seus próprios mitos, e Hanks não parece estar destinado a ser um deles.
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Quem também merece um aplauso é Catherine Zeta-Jones. A bela actriz, galardoado no ano passado com um óscar secundário, vai muito bem no seu complicado papel de mulher indecisa e eternamente infeliz. Dá-nos inclusive vontade de gritar para o ecrãn, depois de tantas referèncias ao amor de Napoleão e Josefina - que ela usa para descrever o seu amor pelo homem de quem é amante - que Napoleão só fez a mulher infeliz. Mas isso ela já o sabe e resigna-se naquela última cena à porta do aeroporto. Também todo o elenco secundário, onde desponta o jovem talento Diego Luna, merece o devido destaque pois são fundamentais para criar a atrmosfera de calor humano que encontramos no terminal.
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Se os EUA são ainda a terra prometida para a maior parte dos habitantes do terceiro mundo, Spielberg não hesita em mostrar uma América da vez mais fechada, em relação ao mundo e também sobre si mesma. A própria metáfora do gatekeeper, personificado pelo director da segurança do aeroporto, que funciona como a antitese da Estátua da Liberdade, dá aos espectador uma visão negra da América. A sociedade para qual Spielberg alerta no filme é uma sociedade para a qual os EUA caminham quando decidem que mais ninguém no mundo tem direito de pasar do hall de entrada para a sua casa. Navorski conseguiu, mas quantos deles não ficarão sentados à espera. Para esses os contos de fada existem apenas no cinema...

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O MELHOR - O desempenho assombro de Tom Hanks. Notável a construir personagens a partir do zero, Tom Hanks é ainda hoje um dos maiores actores em actividade e começa aos poucos a tornar-se numa lenda do cinema. E merecidamente!

O PIOR - O que falta ao filme para se tornar uma obra prima é talvez um daqueles momentos que fiquem na imortalidade da história do cinema. Se houvesse "essa" cena o filme seria perfeito.

CURIOSIDADE - A história de The Terminal é baseada num facto veridico, se bem que o filme tomou a liberdade de romantizar em muito a narrativa original. O filme é inspirado na vida de Mehran Karimi Nessari, um iraniano que ainda hoje vive no terminal do aeroporto Charles de Gaulle em Paris, tudo porque devido a questões burocráticas, um dia tornou-se apátrida. Hoje é milionário graças à fortuna que a Dreamworks de Spielberg lhe pagou pelos direitos de autor. Mesmo assim continua a viver no terminal sob o nome de Sir Alfred.

Site Oficial - www.theterminal-themovie.com

Realizador - Steven Spielberg
Elenco - Tom Hanks, Catherine Zeta-Jones,...
Produtora - Dreamworks
Duração - 128 minutos
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:53 PM

O lado humano de Hitler?

Der Untergang está nas bocas do mundo. O filme, acabado de estrear na Alemanha, mostra as últimas duas semanas de vida de Adolf Hitler pelos olhos da sua secretária Traudl Junge.
Junge escreveria após a guerra um livro com o titulo Até às Últimas Horas em que mostrava um Hitler nos seus últimos dias, cansado, a exibir sinais de Parkinson mas ainda louco o suficiente para organizar um suicidio colectivo em grande escala no seu bunker de Berlim. O filme de Olivier Hirschbiegel tem levantado enorme polémica no resto do Mundo. O realizador é acusado de querer limpar a face sanguinaria de Hitler, pondo termo a um trauma com já 60 anos de vida. No entanto o filme não é propaganda nazi. Pelo contrário. Estão lá todos os sinais nefastos da politica ariana, personalizados pela mulher de Goebbels, bem como pelo próprio ditador.
Memorável parece igualmente ser a interpretação de Bruno Ganz. O actor fetiche de Wim Wenders dá tom crespular a Hitler como nunca nenhum actor o soube fazer, apresentando mesmo semelhanças fisicias notáveis (ver foto). Já se fala em interpretação do ano!
O filme promete recuperar a polémica, mas também o sucesso, que tiveram outros titulos do genero como Goodbye Lenin! que recuperou o fantasma do comunismo da Alemanha de Leste.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:50 PM

A polémica de Birth

O filme estreou agora em Veneza e já começou a despoletar alguma polémica em meios mais conservadores. Não, não é a polémica entre Bacall e Kidman, as estrelas do filme, que falamos à pouco. Este assunto é ainda mais sensível.
Em Birth, o filme de Jonathan Glazer, Nicole Kidman envolve-se em nova experiência paranormal, à semelhança do notável The Others. No filme o marido de Kidman, Sean, morre quando está a fazer joging em Central Park. Anna (Kidman) fica destroçada até ao momento em que surge um jovem rapaz de 10 anos que parece a re-encarnação do marido. Tem o mesmo nome, os mesmos hábitos, tudo igual ao amor perdido. Kidman então apaixona-se pelo rapaz e decide que ele será o seu companheiro para a vida. A polémica surge quando, numa cena, vemos Kidman no quarto de banho ao lado da banheira onde o pequeno rapaz (interpretado por Cameron Bright) toma banho nu. Haverá razão para tanta polémica? Haverá mais do que uma simples insinuação erótica?
A resposta encontrarão na estreia do filme em Portugal que no entanto só deverá ocorrer no próximo ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:43 PM

Bacall vs Kidman

São daqueles confrontos que surgem de repente, mas que na verdade parecem inevitáveis.
Lauren Bacall, uma das maiores actrizes de sempre, eternamente celebrizada pelos filmes que fez ao lado do marido, Humphrey Bogart, criticou severamente Nicole Kidman, a estrela do momento do cinema norte-americano.
A imprensa apelidou Kidman de "diva", "lenda" e "idolo" no lançamento do novo filme das duas actrizes, o polémico Birth. Bacall não gostou e numa entrevista à televisão apelidou a australiana de "iniciante". De facto estamos a comparar uma carreira de 60 anos (Bacall tem 79) e uma outra de quinze. O imediatismo mediático no entanto não perdoa, mas como diz a actriz de filmes como The Big Sleep, quem garante que a estrela de hoje será conhecida amanhã?

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:09 PM

setembro 09, 2004

Confirmadas as mudanças no pack de Star Wars

Depois de ter-mos anunciado que o pack da trilogia original de Star Wars teria algumas mudanças em relação aos filmes originais, hoje recebemos a confirmação oficial dessa mesmas mudanças.
O pack contará com os três filmes da trilogia original, mas na versão remasterizada de 1997, e ainda um dvd especial recheado de extras. Ao mesmo tempo confirmamos que Hayden Christensen vai surgir como Anakin Skywalker nas últimas imagens de The Return of the Jedi, apesar do actor original, Sebastian Shaw, continuar a surgir na cena em que Darth Vader remove a mascara. Também as personagens de Jabba The Hut e do Imperador foram trabalhadas para se assemelharem mais com os respectivos rostos da segunda trilogia. Isso enquanto os Gungans vão mesmo surgir na celebração de vitória no Episode VI, apesar de terem sido os elementos mais criticados de toda a segunda trilogia.
O pack de Star Wars será lançado mundialmente a 21 de Setembros e promete marcar um novo recorde na estreia de filmes no mercado de Dvds.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:11 PM

setembro 08, 2004

A Militância de Moore

Que Michael Moore é provavelmente o maior militante anti-Bush, isso já todos sabiamos. Mas o documentarista está preparado a dar mais um passo em frente na sua cruzada para derrubar George Bush da Presidência dos EUA. Abdicando daquele que provavelmente seria o seu segundo óscar para Melhor Documentário, Michael Moore quer passar na televisão norte-americana o seu mais recente filme, Fahrenheit 9/11. Segundo a regra da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood isso invalidaria a candidatura para a categoria de Melhor Documentário. Moore não parece estar preocupado com a questão, e afirmou convicto que "Se houver a mais remota hipótese de fazer com que esse filme seja visto por mais alguns milhões de norte-americanos antes do dia da eleição, então isso será mais importante para mim do que ganhar outro Oscar de Melhor Documentário".
Claro que os mais criticos já afirmaram que isto é tudo mais uma manobra de marketing. Isto porque a não-nomeação do filme para Melhor Documentário abriria as portas para uma inédita nomeação a Melhor Filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:12 PM

setembro 07, 2004

Oldman fora de Star Wars

Estava previsto que Gary Oldman, o talentoso e multifacetado actor de sucessos como Leon ou 5th Element, desse voz à personagem do General Grievous, o mais implacável oponente da comunidade Jedi.
Tudo isto devido a problemas antigos entre George Lucas e a SAG (Screen Actors Guild). Oldman, membro do sindicato de actores, teria de trabalhar fora da legislação do sindicato devido ao corte de laços entre Lucas e o SAG que aconteceu após a divulgação de The Empire Strikes Back.
Apesar de querer dar a voz ao personagem, Oldman preferiu ser solidário com os colegas do sindicato e assim obrigou Lucas a procurar nova voz para uma das personagens mais fortes do Episode III - The Revenge of the Sith.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:13 PM

setembro 06, 2004

I Robot - Mecanismos de sucesso

I Robot é, em primeiro lugar, uma notável adaptação da obra de Isaac Asimov. O que é já dizer muito porque estamos a falar de um dos mais notáveis novelistas de ficção cientifica do século passado. De facto é a visão futurista de Asimov que despoleta a dinâmica de I Robot, um filme que é sem dúvida o melhor titulo de sci-fi desde Minority Report.
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Não são os efeitos especiais que fazem deste um dos grandes filmes do Verão. Também não é a interpretação, a fotografia ou a banda-sonora. Não é mas também é. Isto porque de facto I Robot se apresenta como um filme extremamente completo, a todos os niveis, desde a pose cheia de estilo de Will Smith - provavelmente só em Ali e em The Legend of Bager Vance, esteve melhor - à qualidade dos efeitos especiais e sonoros.
Mas é o argumento, a narrativa, que cola do principio ao fim o espectador ao ecrãn. De facto Isaac Asimov é em si um notável novelista. E esta obra permite-nos ter uma visão de um mundo futuro de forma tão aprofundada que pensamos que ele não é mais que o mundo presente. A genialidade como os avanços da robótica, a notável concepção das 3 Leis, dão o mote para o desenvolvimento, por parte de Jeff Vinter, de um notável argumento. E com um grande argumento é fácil ter-se um grande filme.
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Fácil é, mas de facto não é nada garantido. É aí que entra o trabalho de dois homens fundamentais para o sucesso de I Robot: Alex Proyas e Will Smith.
Alexander Proyas, realizador egipcio, autor de filmes como The Crow e Dark City, consegue manobrar todo o filme como um verdadeiro mestre. A sequência de cenas de acção com momentos mais introspectivos dão um ritmo, uma dinâmica ao filme tornando-o verdadeiramente apreciável. Proyas serve-se obviamente de efeitos especiais de grande nivel mas sempre de forma comedida, não tentando exagerar na dose. Infelizmente o egipcio permitiu que o plano "a la Matrix" fosse utilizado no filme, repetindo o que já se torna insuportávelmente irrepetível. É verdade que é um plano interessante, mas que já começa a fartar. Não haverá tantos outros por descobrir? Mas mesmo assim ser esse o ponto fraco de um filme é desde já uma observação bastante positiva.
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O outro nome em destaque no filme é sem dúvida alguma Will Smith. O actor que começou na comédia televisiva (quem não se lembra do Prince of Bel Air) e depois passou para a comédia no cinema, amadureceu muito. Talvez a sua interpretação, e a nomeação ao óscar, pelo seu desempenho em Ali tenha contribuido para esta maturidade como actor. Para além das habituais graças que encontramos sempre que vemos Will Smith representar, temos agora um actor com estilo e capacidade de agarrar uma cena sem ajuda de subtfurgios técnicos ou humanos (longe vão os dias em que Smith precisava de um parceiro para aguentar uma cena).
Will Smith dá aqui provas de que é um valor seguro para os próximos anos.
No elenco constam também outros desempenhos interessantes, casos do indefectivel James Cromwell, do canadiano Bruce Greenwood e ainda da bela Bridget Moynahan.
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O filme tem igualmente como atractivo a personagem de Sonny, provavelmente o robot mais interessante na história do cinema desde o longinquo HAL do mitico 2001 Space Odity.
Além de ser uma personagem divertida e quase carinhosa, é igualmente o exemplo do grande avanço técnico que ocorreu nos últimos anos. Hoje em dia é possivel colocar um robot no grande ecrãn a copiar em tudo os movimentos dos seres humanos, algo impensável há muito tempo. E Sonny tem ainda esse aliciante. Não é só uma cópia fisica, é também uma cópia emocional.
Um filme simplesmente delicioso para os fãs de sci-fi e não só, I Robot surge como um filme verdadeiramente diferente dos grandes blockbusters de Verão. Não é pretencioso como Spiderman 2 ou simplesmente hilariante como Shrek 2. É um filme que mistura de uma forma eficaz todos os ingredientes que são necessário para construir um grande filme. E o último dos ingredientes, a notável cena final que merece entrar nos registos como uma das grandes cenas de cinema do ano, é a prova provada que estamos perante um grande filme.

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O MELHOR - O argumento de Isaac Asimov é de facto notável. Seria extremamente dificil não fazer um grande filme tendo por base uma estória tão bem nascida. E de facto o autor russo é um dos grandes nomes da literatura de ficção cientifica.

O PIOR - A cena à Matrix. Já o disse e repito. Apesar da sua importância para o cinema, em termos de evolução técnica, já começa a irritar ver essa cena em tudo o que é filme. Agora sempre que um tiro sai de uma pistola ou alguém salta de um edifcio para o outro há sempre a tentação de parar o tempo. Já é um pouco demais, convenhamos!

CURIOSIDADE - O nome do ocupante do outro veiculo que esteve envolvido no acidente que custou o braço esquerdo à personagem de Will Smith é Harold Lloyd, em homenagem a uma das estrelas do cinema mudo que perdeu vários dedos num acidente.

Site Oficial -
www.irobotmovie.com

Realizador: Alex Proyas
Elenco: Will Smith, Bridget Moynahan, James Cromwell, ...
Produtora: 20th Century Fox
Classificação: m/12
Duração: 115 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:54 PM

setembro 05, 2004

Imagem de Hotel Rwanda

É um dos filmes mais emotivos do ano. E há já quem diga que pode ser o passaporte de Don Cheadle para um ano em grande.
Hotel Rwanda, filme dirigido por Terry George, desenrola-se no Ruanda, onde há dez anos atrás a guerra civil entre etnias acabou por dar origem a um dos maiores massacres da história do Século XX. No filme a personagem de Cheadle será a de um homem que não vai virar as costas a tudo o que se passa e que graças à sua coragem vai salvar milhares de compatriotas.
O filme conta ainda com Nick Nolte e Joaquin Phoenix e tem estreia marcada para o dia de Natal em Nova Iorque. Não sabe é quando o resto dos EUA e do Mundo poderão ver o filme. Talvez lá para meados de 2005.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:15 PM

setembro 04, 2004

Kutcher ao lado de Stone

Parece estar a tornar-se numa especialidade de Ashton Kutcher relaccionar-se com mulheres mais velhas. Dentro e fora do ecrãn.
Depois do seu badalado romance com Demi Moore ter, para já, aguentado ventos e tempestades, agora é no grande ecrãn que o jovem actor made in MTV se prepara para contracenar com outras das divas dos anos 90: Sharon Stone.
Kutcher tem sido um dos nomes mais falados para entrar na sequela de Basic Instint, filme que marcará o regresso de Sharon Stone e o seu enorme descruzar de pernas.
No entanto, como em tudo em Hollywood, um rumor é sempre um rumor até ser duplamente confirmado.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:18 PM

setembro 03, 2004

Confiança!

Podemos dizer que este é um confronto digno de uma comic book. Frank Millar, autor de algumas comics, tinha dito há alguns dias que tinha a certeza de queJim Caviezel seria Superman. De imediato o site Aint it Cool News, dirigido por Harry Knowles, refutou essa hipótese.
A coisa podia ter ficado por aqui mas não ficou graças à confiança de Millar na sua aposta para futuro Homem de Aço.
Hoje o desenhista apostou um cheque no valor de 1000 dólares em como Caviezel será o escolhido, isso depois, adiante ele, de "alarmes falsos com relação ao filme antes do anúncio final" por parte da Warner para confundir. A verdade é que o duelo aqueceu aindam mais quando Knowles cobriu de facto a aposta com o simples argumento de que "Jesus Cristo não é o Super-Homem".
Independentemente de quem ganhe a disputa será sempre o hospital Clyde Coast Multiple Sclerosis Therapy Centre, hospital esse que atende pacientes com esclerose múltipla, a ficar com o dinheiro no que é uma bonita acção de solidariedade apesar de tudo.
E já se sabe! Quem perder paga e no final, independentemente do actor escolhido, vão todos ver o filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:15 PM

setembro 02, 2004

Um vilão para Bond

Já viveu o pacifista Ghandi, mas a verdade é que o consagrado actor britânico Ben Kingsley quer agora divertir-se como vilão. E não um vilão qualquer. Sir Kingsley quer ser a nemesis de James Bond no próximo filme de aventuras do agente secreto mais conhecido do mundo.
Kingsley - que venceu um óscar de melhor actor no seu primeiro filme em 1982 - afirmou a uma radio britânica que estava extremamente interessado no papel. Resta saber se os produtores do Bond 21 aceitarão o repto.
Entretanto primeiro a MGM tem de resolver o problema da sucessão de Pierce Brosnan o que parece não estar a ser fácil.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:19 PM

setembro 01, 2004

Mais imagens de Alfie

Foram divulgadas hoje várias imagens de Alfie.
O remake do original de 1966 - à época com Michael Caine no principal papel - tem estreia agendada para o final de Outubro nos EUA e retrata a história de Alfie, um engatador que não dá qualquer valor às mulheres ou às relações que mantem. Isso até ao momento em que percebe que durante toda a vida agiu sempre de forma egoista. Terá chegado a altura de mudar?
Alfie é dirigido por Charles Shyer e muitos já adiantam que tem no notável Jude Law um potencial candidato ao óscar da Academia. Para além da estrela britânica também Marisa Tomei e Susan Sarandon fazem parte do elenco.
Para vez o novo conjunto de imagens basta clicar aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:33 PM

Passos Manuel pronto a reabrir as portas

O cinema Passos Manuel no Porto prepara-se para regressar ao activo no próximo mês de Outubro depois de ter sido encerrado em Agosto do ano passado.
Conhecido por ser um dos cinemas emblemáticos da cidade, o Passos Manuel surgirá maior e melhor preparado para encarar a vida cultural portuense, promete António Guimarães, o novo director do espaço. O cinema irá privilegiar o convivio entre os cinéfilos do Porto, criando para isso um bar-café e recuperando a tradição dos intervalos.
O cinema promete passar "cinema descomplexado" como diz o próprio gestor enquanto se prepara uma parceria com a Cinemateca de Lisboa que visa trazer para a Invicta alguns dos grandes titulos do cinema que estão no arquivo do espaço dirigido por João Benard da Costa.
Numa altura em que se fala na reactivação do Cinema Batalha, o reaparecimento deste novo auditóro de 200 lugares signifca boas noticias para os amantes de cinema da Invicta, cada vez mais estrangulados pelos cinemas das grandes superficies comerciais.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:20 PM

Festival de Veneza arranca hoje

Hoje é o primeiro dia do mitico Festival de Cinema de Veneza.
Mais uma vez vão desfilar pela Rainha do Adriático alguns dos maiores nomes do cinema em promoção dos seus principais filmes. De destacar a grande presença de titulos americanos num festival que, da triade de grandes festivais europeus é visto como o mais permeável ao cinema de Hollywood.
O Festival, que cumpre este ano a 61º edição, começa hoje e terminará no próximo dia 11 de Setembro, quando for anunciado o vencedor do cobiçado Leão de Ouro.
Uma edição que será também marcada pela homenagem a Manoel de Oliveira.

Um ano cheio de novidades em Veneza.
A começar pela data do festival, que passa da última semana de Agosto para a primeira semana e meia de Setembro e ainda uma mudança de lugar para a cerimónia de encerramento. Do Palácio da ilha do Lido, onde vai decorrer o festival, o certame encerra agora no coração da cidade.
Também Moritz de Hadeln, o veterano director, foi substituido por Marco Müller, que durante sete anos dirigiu o certame de Locarno.
A nova direcção implementou diversas mudanças no calendário do certame. Foi eliminada a secção competitiva Controcorrente, que dava direito ao Leão de Prata, tendo essa sido substituida pela secção Veneza Orizzonti, uma adaptação de moldes já usados tanto em Cannes como em Berlim.
Novas secções surgiram como a História Secreta do Cinema Italiano, que passará durante o periodo do Festival 25 filmes do chamado Italian kings of the B', secção que será apadrinhada por Quentin Tarantino.

Entre os 170 filmes que serão exibidos as presenças que se destacam passam pelo cinema italiano e norte-americano.
Se no primeiro caso é natural que os realizadores e produtores italianos utilizem um festival que se joga "em casa" para mostrar que há mais gente do que Nanni Moretti a fazer bom cinema em Itália, o segundo caso já mostra que dos três grandes festivais de cinema na Europa (Cannes e Berlim serão os outros dois), é Veneza aquele que mais filmes made in Hollywood apresenta.
No entanto são poucos os filmes americanos que disputarão o apreciado trofeu. A maioria dos filmes aproveitará apenas o Festival para se "mostrar" ao mundo do cinema, tomando assim o pulso da reacção da critica e do público europeu, cada vez mais importante com o expansivo mercado de dvd´s.

O Festival começa com um dos potenciais filmes do ano em exibição. Trata-se do novo filme de Steven Spielberg, The Terminal, com Tom Hanks que estará fora de competição.
São aliás vários os filmes norte-americanos em exibição, entre os quais Collateral de Michael Mann, The Manchurian Candidate, o polémico remake do filme original de 1962 mas também Man on Fire, Sky Captain and the World of Tomorrow, A House at the End of the World, Finding Neverland, Criminal e The Merchant of Venice, um filme que também joga "em casa".

Para além da cota do cinema americano se mostrar apetecivel - há ainda uma pré-estreia mundial de Shark Tale - também nomes já vencedores de vários prémios, alguns incluindo o próprio Leão de Ouro , vão apontar baterias ao triunfo. Nomes como os de Mira Nair, Wim Wenders, Mike Leigh, François Ozon, Jonathan Glazer e Alejandro Amenabar vão dominar a competição.
Para o Leão de Ouro concorrem 21 filmes. Três são italianos, três vêm de França, há um alemão, um espanhol, um inglês, um grego, um suíço, um russo e ainda três japoneses incluindo o primeiro filme animado em trinta anos a entrar em competição: Howl's Moving Castle de Hayao Miyazaki.

O juri do Festival vai ser este ano composto por John Boorman, que assumirá a presidência, Wolfgang Becker, Spike Lee, Mimmo Calopresti e ainda o servio montenegrino Dusan Makavejev. Também as actrizes Scarlett Johansson e Helen Mirren e a produtora e actriz chinesa Xu Feng serão membros do juri que inclui por fim o montador italiano Pietro Scalia.

O Festival vai igualmente homenagear dois grandes nomes do cinema pelo seu contributo para a sétima arte. Stanley Donen, realizador de diversos musicais que incluem Singing in the Rain, e o veterano realizador português Manoel de Oliveira vão assim ver as suas longas carreiras reconhecidas com um Leão de Ouro Honorário.
Quanto ao cinema português, estará representado fora da competição com o filme de Manoel de Oliveira, O Quinto Império, baseado na obra sobre de José Régio.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:59 PM