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novembro 30, 2004

Charme de Outono : Robert Redford - A voz dos independentes

De actor mais charmoso da década de 60 a patrono do cinema independente nos anos 80. Uma carreira marcada por uma forte consciência social do cinema como instrumento de socialização. Ficou igualmente celebre pelos seus papeis destimos e heroicos, um espelho da forma como encara a vida em Hollywood.
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Nasceu numa altura em que a América transbordava confiância. O New Deal tinha resultado, a Grande Depressão era apenas um marco histórico e o futuro parecia promissor. Foi a 18 de Agosto de 1937 na solarenga Santa Mónica na California que nasceu o promissor Charles Robert Redford Jnr.
A infância de Robert não fazia adivinhar o homem em que se tornaria. Era briguento na escola e reprovou várias vezes. Falhou mesmo em entrar na Universidade com uma bolsa devido às constantes bebedeiras que apanhava. A morte da mãe acentuou ainda mais o feitio rebelde do jovem. Foi então que decidiu viver uma vida de artista boémio. Estudou na Pratt Institute of Art e durante algum tempo viveu como pintor de rua em cidades da Europa. Quando voltou aos Estados Unidos foi estudar representação para a American Academy of Dramatic Arts. Nessa altura já tinha casado com Lola van Wanegen. Ela tinha 18 anos, ele 21. Tiveram quatro filhos, um dos quais viria a falecer, antes de se divorciarem em 1985.
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Durante a decada de 60 a televisão e alguns papeis no cinema ajudaram a moldar Robert Redford como actor. Tinha talento e o tipico olhar de heroi americano de quem todos gostam. Era natural que o salto para as grandes produções estivesse iminente. E foi assim que em 1969, com 32 anos de idade, se juntou a Paul Newman, uma das maiores referencias de então, para viver as aventuras de Butch Cassidy and the Sundance Kid. Antes disso tinha sido aplaudido entusiasticamente por dois papeis fortes em The Chase, ao lado de Marlon Brando, e em This Property is Condemned, onde se apaixonou por Natalie Wood.
Mas foi o sucesso de Butch Cassidy and the Sundance Kid que ajudaram a fazer dele uma vedeta. Tell Them Willie Boy is Here, The Candidate e The Sting consagraram-no como actor de exclencia. No filme de 1973 de George Roy Hill voltou a brilhar ao lado de Paul Newman. O filme conquistaria vários óscares mas Redford não seria um dos contemplados. O seu único óscar chegaria apenas em 1980 e como realizador do drama familiar Ordinary People.
Antes disso já se tinha consolidado como actor em All the President´s Men e The Three Days of the Condor, dois dos grandes filmes da década de 70.
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Como actor só em 1985 voltaria a destacar-se. Foi em Out of Africa, o terceiro filme em que esteve envolvido a vencer o óscar de Melhor Filme. Mais uma vez pensou-se que seria o seu ano. Mas Redford não se preocupava com prémios por essa altura. Estava empenhado em tornar cada vez mais influente a sua organização de apoio ao cinema independente. Em 1980 tinha comprado vários hectares de terrenos no Utah criando a Sundance Film Institute. Desde aí até aos nossos dias que o Festival anual de Sundance tem sido uma rampa de lançamento decisiva para muitos realizadores, actores e argumentistas de grande talento. E tudo isso graças ao enorme esforço de Redford em divulgar o cinema indedenpente norte-americano, mas também o cinema mundial.
A sua paixão pela sua organização fez com que as suas presenças no cinema se tornassem esporádicas. Indecent Proposal, The Horse Whisperer, Last Castle e Spy Game foram algumas das excepções e revelaram-se filmes bastante apeteciveis.
Como realizador, após o óscar no primeiro filme, voltou a conseguir convencer criticos e audiencias em Quiz Show, The Horse Whisperer e The Legend of Bagger Vance.
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Robert Redford tornou-se assim num icone para muitos cineastas e argumentistas norte-americanos, que vêm nele um patrono como nunca viram nas grandes produtoras. Ao apostar nos mais fracos mas também naqueles que dentro dos mais fracos se revelam os mais talentosos, Robert Redford acabou de escrever com letras de ouro o seu nome na história do cinema.

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CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:45 PM | Comentários (2)

Morreu John Drew Barrymore

Faleceu John Drew Barrymore. Actor, John Barrymore celebrizou-se por ser o descendente da maior familia de actores que os primeiros anos do cinema conheceu. O seu pai era John Barrymore, reputado actor da década de 30, e os tios, Lionel Barrymore e Ethel Barrymore eram tido como dois dos maiores actores, tanto nos palcos da Broadway como nas telas. A propósito da familia Barrymore chegou mesmo a ser realizado um filme em 1932 de nome The Royal Family of Broadway.
John Drew Barrymore é também conhecido por ser pai da actriz Drew Barrymore. No entanto a sua carreira como actor nunca vingou. Depois de na década de 50 ter tentado brilhar em Hollywood em filmes como While the City Sleeps e The Big Night, perdeu-se para o alcoolismo, tendo andado desaparecido de todos durante vários anos.
John Drew Barrymore tornou-se infelizmente um espelho do actor que se em vicios, hipotecando dessa forma uma promissora carreira.
Faleceu ontem de causas desconhecidas. Contava com 72 anos de idade.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:37 PM

novembro 29, 2004

Termina a primeira previsão Óscares2004

Termina desta forma a primeira previsão aos Óscares 2004 do Hollywood. Após duas semanas de viagem no complexo mundo da Academia de Hollywood, ficamos a conhecer os favoritos, as desilusões e aqueles que podem vir a surpreender tudo e todos.
No mês de Janeiro, a uma semana da divulgação dos nomeados, o Hollywood fará nova sinopse do que se poderá passar a 21 de Janeiro. E em Fevereiro teremos um mês totalmente dedicado aos óscares com cobertura em directo da cerimónia. Para recuperar a antevisão é só escolher a categoria.
15 - Melhor Som, Melhor Efeitos Sonoros, Melhor Banda Sonora
16 - Melhor Efeitos Visuais
17 - Melhor Maquilhagem e Melhor Guarda Roupa
18 - Melhor Cinematografia
19 - Melhor Direcção Artistica
20 - Melhor Montagem
21 - Melhor Filme Animado
22 - Melhor Filme Estrangeiro
23 - Melhor Argumento Original e Melhor Argumento Adaptado
24 - Melhor Actriz Secundária
25 - Melhor Actor Secundário
26 - Melhor Actriz
27 - Melhor Actor
28 - Melhor Realizador
29 - Melhor Filme

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:12 PM | Comentários (1)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Filme

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Há muitos anos que não havia tanto equilibrio na corrida ao óscar de Melhor Filme. É claro que a corrida só começa a aquecer em Janeiro, quando os prémios começarem a ser divulgados, mas para já há um conjunto de dez filmes que leva vantagem. O problema é distinguir entre eles quem são os verdadeiros favoritos a suceder a Lord of the Rings - The Return of the King.

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Desde que começou a pré-produção de The Aviator que a palavra "óscar" lhe era imediatamente associada. Aparentemente as previsões estavam certas. A critica está a gostar do filme, nota que Scorsese emendou os erros de Gangs of New York, e agora só falta o teste do público, em meados de Dezembro.
A confirmar-se o favoritismo deste épico, a corrida fica balançada para o seu lado. Provavelmente vai conseguir mais de dez nomeações, incluindo seis nomeações nas sete principais categorias (Filme, Realizador, Argumento, Actor, Actriz Secundária e Actor Secundário). Resta saber se é desta que o realizador de Taxi Driver vê a sua hora chegar.

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Uma surpresa de última hora que apanhou toda a gente despercebida. Na altura em que Alexander caiu subitamente para os últimos lugares, Million Dollar Baby tornou-se num favorito da critica. O sucessor de Mystic River (outro favorito dos criticos) é um fortissimo candidato. Apesar de ter poucas nomeações previstas (à volta seis), é um fortissimo candidato em todas elas.
Resta saber se Eastwood vai ser consagrado pela segunda vez, doze anos depois de Unforgiven, e um ano após o notável Mystic River.

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Desde que foi concebido, já lá vão dois anos, que este filme tinha aspirações em brilhar nos óscares. O problema é que a Miramax vai apoiar Scorsese, deixando esta belissima obra de Marc Forster entregue a si mesmo. De qualquer forma a critica gostou muito deste Finding Neverland e com as seis nomeações que se prevê que conquiste, é natural que o filme se torne num respeitável candidato aos óscares de 2004. Mas já foi mais favorito do que é e pode mesmo ser substituido à última hora por outro filme com caracteristicas parecidas como Ray ou Closer.

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Kinsey é outro filme de quem a critica adorou mas que está na corda bamba. Desta vez por motivos socio-religiosos. O filme mexe com um tema ainda tabu nos Estados Unidos, a sexualidade, e pode sofrer com a polémica que está a ser levantada à sua volta. Mas se tal não vier a acontecer, o filme de Bill Condon pode conseguir sete nomeações, tornando-se assim num dos mais fortes candidatos. Mas tal como Finding Neverland, o seu lugar não está seguro. Filmes como Sideways, Beyond the Sea ou Eternal Sunshine of the Spotless Mind surgem como dignos rivais.

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Normalmente a última vaga fica para um filme não-americano ou então uma produção indepenente de grande sucesso junto dos criticos. O ano passado foi Lost in Translation, à dois anos The Pianist e antes disso filmes como Crounching Tigger, Hidden Dragon ou Life is Beautiful. Este ano a corrida é entre Un Long Dimanche de Finçailles e Sideways. Se fosse pelos criticos a escolha ia para o filme de Alexander Payne. Mas a Warner tem criado uma campanha enorme à volta do filme de Jean Pierre Jeunet. O filme tem sido bem recebido e pode conseguir mais de seis nomeações, tornando-se assim num lógico candidato a Melhor Filme (na melhor das hipóteses, Sideways teria apenas quatro). Mas há também Diarios de Motocicleta, The Passion of Christ e Alexander, nomes a não esquecer mesmo que parece que a corrida já não é com eles.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Sideways - É um candidato natural e sofre do problema de falta de espaço. Tem valor para estar nos cinco primeiros mas falta-lhe algo que lhe permita ultrapassar rivais como Kinsey ou Un Long Dimanche de Fiançailles. Uma campanha eficaz pode resolver esse problema.

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Ray - Filme que gravita à volta do nome de Jamie Foxx mas que pode surgir como nomeado surpresa em categorias como Realizador e Filme. Não é favorito, nunca o será mas pode ser uma boa surpresa.

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Closer - Poucos falam deste filme de Mike Nichols mas a sensaçõ que me dá é que há algo de especial em Closer. O filme está a ser bem recebido, tem dois dos mais fortes candidatos a óscares secundários e pode ser a surpresa do dia.

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Alexander - Péssimas criticas, pior box-office. O que faz ainda Alexander estar no grupo? O facto de ser um épico de Oliver Stone apoiado pela Warner Bros. Com várias nomeações técnicas ao seu alcance, o filme pode ganhar nova vida em Janeiro e voltar para a corrida sem ninguém dar por ele.

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The Passion of Christ - O mais improvável dos candidatos. Demasiado polémico e violento para figurar entre os escolhidos da Academia. Mas a fé de Gibson pode comover muitos membros e o filme ressuscitar ao terceiro dia.

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
The Village
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Finding Neverland
Million Dollar Baby
The Aviator

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:35 PM | Comentários (3)

Charme de Outono : Richard Gere - O Humanitarista...

Muitos dizem que passou ao lado de uma grande carreira. Outros apontam Chicago para mostrar que ainda vai a tempo de se emendar. E depois há aqueles que nunca foram com o seu estilo de sedução. Mas talvez o seu grande mérito seja mesmo esse. Nunca deixar ninguém indiferente.
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Nascido a 31 de Agosto de 1949 em Philadelphia, Richard Tiffany Gere tornar-se-ia num dos maiores icones sexuais dos últimos vinte e cinco anos.
Desde sempre mostrou aptidões artisticas. Primeiro na música e depois no teatro. Pelo meio foi igualmente um desportista de excepção, conseguindo uma bolsa para a Universidade de Massachustes, onde se doutorou em filosofia. Depois passou para o teatro, onde, em 1973 em Londres, se estreou na peça Grease. Depois de mais algumas peças de teatro bem sucedidas, Gere estreou-se em grande no poético Day´s of Heavan de Terence Malick. Depois fez uma, a primeira, viagem espiritual ao Tibete, em 1978. Começaria aí também a sua carreira como humanitarista.
Dois anos depois conseguia o seu primeiro papel de destaque no cinema em American Gigolo, um papel que o marcaria para sempre como um icone sexual do público feminino dos anos 80.
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Depois do seu primeiro grande sucesso da década, chegaria depressa o segundo em 1982 no filme An Officer and a Gentleman, onde contracenava com Debra Winger e Louis Gosset Jnr. Mais uma vezo filme teve sucesso na bilheteira e na critica. Mas Gere já tinha deixado os EUA fazendo uma viagem pela America Central, em periodo de conflito, para ajudar os refugiados.
Seguir-se-iam alguns fracassos como King David, No Mercy, Power e Milles From Home, antes de surgir um sucesso com Gere. Seria Internal Affairs. O filme recolocou Gere no mapa, mas foi o seu desempenho ao lado de Julia Roberts em Pretty Woman que voltou a fazer dele uma capa de revista. Depois disso ainda houve Sommersby mas a verdade é que a sua carreira voltou rapidamente a decair.
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Entretanto o actor tinha casado com a super-modelo Cindy Crawford. O casamento acabaria em 1995 com a modelo a insinuar que o marido era homossexual. Gere riu-se, voltou a casar e hoje é pai de um filho. First Knight mostrou um Gere mais virado para o cinema de acção, mas a verdade é que durante quase meia década o seu nome desapareceu do mapa. Recusou o papel de John MClain, que viria a ser de Bruce Willis em Die Hard. Nem filmes como Primal Fear ou The Jackal voltaram a consolidar o seu nome. E para ter um verdadeiro sucesso de bilheteira foi preciso juntar-se de novo com Julia Roberts em 1999 no filme Runaway Bride.
Em 2002 no entanto Gere destacou-se pelo seu papel em Chicago. Venceu o seu primeiro Globo de Ouro e muitos achavam que a redenção da sua carreira tinha chegado. Mas a Academia nem o nomeou (apesar do filme ter ganho vários óscares incluindo o de Melhor Filme, Actriz e Actriz Secundária) e de repente Gere voltou ao desconhecido.
Hoje Gere preocupa-se mais em ajudar os mais desfavorecidos, como o povo tibetano do qual é apoiante ferveroso, do que com a sua carreira. Mas muitos ainda acreditam num regresso de um actor que marcou uma geração.

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CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:44 AM

novembro 28, 2004

Open Water - O Realismo do Medo

Por vezes o cinema norte-americano trás-nos estas agradáveis surpresas. Filmado sem pretenciosismos, este interessantissimo filme independente dá-nos uma boa oportunidade de ver-mos como o cinema pode fazer o medo parecer algo bem real...

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Em primeiro lugar é preciso frisar que este filme foi rodado com apenas 130 mil doláres, oito actores, alguns figurantes, um especialista em tubarões e uma camara digital nas mãos. Tudo isto de uma forma extremamente profissional e realista. Os actores mergulharam no oceano infestado de tubarões (protegidos por uma malha de ferro) e foram filmados no meio das temidas feras. Daí que a expressão facial de Blanchard Ryan e Daniel Travis tenha muito que se lhe diga. Eles viram o medo nos olhos. Não há aqui ficção nem nada do genero. Apesar de não ser um documentário o filme consegue ser extremamente realista. E o sucesso que teve no Verão cinematográfico dos Estados Unidos, portando-se bem tendo em conta o universo de efeitos especiais que os blockbusters trouxeram, tornam este filme ainda mais apetecivel de se ver. Palmas para Chris Kentis, que mostrou aqui que há ainda muita imaginação em Hollywood.
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Normalmente não sou apologista das camaras digitais tranferidas para o cinema e os primeiros quinze minutos do filme estavam-me a dar razão. A imagem estava desfocada, mais como se fosse um video de férias do que um filme. Mas a partir do momento em que entramos na água, em que nos vemos perdidos no oceano, tenho de me render às evidências. A camara é fundamental na captação do sofrimento dos personagens e na atmosfera do filme. A camara e a montagem que se lhe seguiu, alternando planos de pormenor facial muito bem conseguidos, com longas paisagens e raccords espantosos. Nesse capitulo o filme mostra grande mestria. Também o desempenho dos actores tem o seu que de louvável. A verdade é que o filme não pedia muito aos actores em termos de representação dramática. Os diálogos mais fortes são bem conseguidos mas pouco puxados. O que lhes foi pedido, e isso sim é dificil de conseguir, foi encarnar tão bem uma situação tão dramática. Talvez terem filmado ao lado de tubarões em vez de, como fariam as grandes vedetas, pedir duplos ou um cenário à parte, tenha contribuido ainda mais para o louvor da sua performance, tanto da belissima Blanchard Ryan como de Daniel Travis.
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De facto Open Water é um filme independente de sucesso. Quase a tocar nas quatro estrelas, o filme tem poucos pontos fracos. Talvez um deles seja a cena de nudez no quarto. Ver uma mulher como Blanchard Ryan totalmente nua é sempre motivo de regozijo, mas naquele contexto não havia necessidade para tal exposição. Não acrescentou nada ao filme, apesar de ter sido agradável. O ponto forte do filme, para além da montagem, é mesmo a cena final. De uma poesia dramática como não tenho visto nas grandes produções. Uma viagem obrigatória a qualquer sala de cinema.

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O Melhor - O final do filme. Não vou desvendar o que se passa nos últimos cinco minutos, mas garanto que é excepecionalmente conseguido.

O Pior - O uso da camara digital no primeiro quarto de hora. Dá um ar de documentário ao filme do qual ele não precisa manifestamente.

Curiosidade - Os actores foram filmados no meio de tubarões verdadeiros. Mas o que o grande público desconhece é que muito raramente os tubarões atacam seres humanos. E como se provou durante as semanas de gravação, não houve qualquer incidente apesar de dezenas de tubarões terem cercado a dupla de actores.

Site Oficial - openwaterfilm.com

Realizador: Chris Kentis
Elenco: Blanchard Ryan, Daniel Travis, ...
Produtora: Lions Gate
Classificação: m/16
Duração: 90 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:11 PM | Comentários (3)

Charme de Outono : Ralph Fiennes - O Gentleman

Retrata a perfeição do gentleman britânico. Sóbrio até ao extremo, sofredor eterno, as suas performances são sempre coroadas com um não sei o quê de profundidade dramatica. Hoje é um dos maiores actores europeus em actividade, um verdadeiro génio na arte de representar.
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Foi o irmão mais velho de um grupo de seis filhos. Nasceu a 22 de Dezembro de 1962 em Suffolk, no sul da Inglaterra. E não acabaria por ser o único Fiennes a tornar-se actor já que o seu irmão mais novo, Joseph e a irmã Martha seguiriam os passos do irmão Ralph. Os pais estavam envolvidos no meio artistico. O pai era fotógrafo e a mãe uma novelista de relativo sucesso.
Desde cedo que Ralph treinou para ser o que é hoje, ou seja, um brilhante actor. Primeiro na escola de Chelsea e mais tarde na Royal Academy of Dramatic Art. Aí estudou até aos 26 anos de idade, altura em que se estreou no Britains Royal National Theater. No ano seguinte passaria para a prestigiada Royal Shakespeare Company. Fez-se no teatro mas desde cedo deu o salto para o cinema. Tinha 28 anos quando se aventurou pela primeira vez nos meandros da sétima arte. Primeiro num telefilme, onde viveu Lawrence of Arabia, e depois em Wuthering Heights, onde foi um Heathclift espantoso. Era uma estreia auspiciosa no cinema britânico.
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No entanto a confirmação absoluta do seu talento chegaria com a sua notável performance em The Schindler´s List. Amon Goeth, que acabaria por ser eleito um dos maiores vilões da história do cinema, catapultou-o para a fama nos Estados Unidos, conseguindo a sua primeira nomeação ao óscar. O seu papel principal chegaria no ano seguinte no sucesso de Quiz Show, filme de Robert Redford. Mas o seu papel, o papel que o tornou um icone do cinema britânico, chegaria em 1996 em The English Patient. Aí foi um amante sofredor como nunca, e um heroi sem noção da sua heroicidade. Apesar de nomeado, foi surpreendentemente derrotado por Geoffrey Rush na noite da consagração do filme. Parecia que Hollywood não queria nada com ele.
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Desde aí afastou-se o mais que pode das grandes produções. Fez Oscar and Lucinda e The Avengers logo a seguir ao óscar e produiziu Onegin em 1999. Depois de quase três anos de interregno, altura em que se divorciou igualmente, regressou ao seu melhor no filme de David Cronenberg, Spider. Uma interpretação magistral a que se seguiu uma participação surpreendente em Red Dragon, a sequela de Silence of the Lambs. Desde aí, Fiennes tem agendada participações em pequenas produções, ficando a joia da coroa guardada para quando viver a nemesis de Harry Potter em The Goblet of Fire.

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CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:40 PM | Comentários (2)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Realizador

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Quando o vencedor desta categoria for divulgado, já teremos a ideia de quem é o grande vencedor da noite. É a chave essencial para descodificar a cerimónia. Este ano não deverá ser diferente, como também não deve mudar a tradição de um dos nomeados não estar incluido no grupo dos cinco melhores filmes. Será que 2004 vai ser um ano de ajuste de contas ou de surpresa absoluta?

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Martin Scorsese é praticamente sempre favorito quando é nomeado. E este ano o favoritismo ganha contornos ainda maiores. Depois do flop que foi Gangs of New York, e das sucessivas nomeações que se arrastam desde os anos 70, muitos acham que já é chegada a hora de coroar o úlimo dos movie-brats. E o filme parece estar à altura. O cenário mais previsivel passa por uma vitória de Marty. Mas também já vimos este filme tantas vezes que agora ninguém sabe ao certo como acaba.

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Clint Eastwood poderia ter ganho esta categoria facilmente no ano passado, não tivesse a Academia contas a ajustar com Peter Jackson. E como este ano há também contas a ajustar com Scorcese, começamos a pensar que Eastwood tem verdadeiramente muito azar. Mesmo assim, e pela forma como o seu Million Dollar Baby foi recebido, é natural que ele se torne num dos maiores candidatos à estatueta dourada. No entanto como é igualmente favorito na categoria de Melhor Actor (e nunca nenhum actor-realizador venceu dois óscares na mesa cerimónia pelo mesmo filme nessas condições) pode ser que uma derrota seja suavizada com uma vitória.

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Se a Academia não se deixar levar em "puritanices tipicamente americanas", Kinsey vai ser um dos cinco filmes do ano. Tudo indica que sim. E se assim for Bill Condon, autor do também aclamado Gods and Monsters, será nomeado como realizador. O seu trabalho no filme tem sido bastante elogiado, e nas prováveis seis nomeações que o filme vai coleccionar - Filme, Realizador, Actor, Actor Secundário, Actriz Secundária e Argumento - a sua é das mais justas.

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A confirmar-se a tendência de Hollywood se deixar seduzir por um filme estrangeiro (Cidade de Deus ou Crunching Tigger, Hidden Dragon são disso exemplos), então o mais forte candidato (mas não único) a cumprir essa tradiçõ é Un Long Dimanche e Fiançailles. E com ele está Jean Pierre Jeunet, um realizador já com trabalho desenvolvido em Hollywood, e que deve assim suceder a Fernando Meirelles, Ang Lee ou Pedro Almodovar, como um realizador estrangeiro a brilhar na Meca da indústria cinematográfica norte-americana.

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Segundo as previsões do Hollywood (que este ano estão bem dificeis devido ao extremo equilibrio que se verifica) o quinto nomeado, se se confirmar o fracasso de Alexander, será Finding Neverland. Mas o autor do filme, Marc Forster, deve ficar de fora do grupo de realizadores eleitos. E para o seu lugar deve entrar Alexander Payne, o novo menino bonito do cinema indie norte-americano. Payne é o autor do multi-aclamado Sideways (igualmente forte candidato ao top 5 de melhor filme), e a nomeação seria algo natural, seguindo a tradição de abrir espaço anualmente a um nome do cinema mais independente. Depois de Sofia Copolla, Sthepen Daldry ou Spike Jonze.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Mike Nichols (Closer) - A Academia gosta de nomear velhos colegas de armas. E Nichols tem um estatuto em Hollywood que poucos realizadores conseguem imitar. E se Closer for tão bem recebido como se prevê, é uma séria hipótese a considerar.

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Marc Forster (Finding Neverland) - Apesar de ser suiço e de não ter um grande historial, a verdade é que se Finding Neverland se tornar num forte candidato a vencer, então dificilmente o realizador ficará de fora dos cinco eleitos. Mas é um nome que corre por fora.

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Taylor Hackford (Ray) - Mostrou grande dedicação em Ray, depois de ter preparado o filme durante mais de uma década. E a Academia gosta disso. Para além do mais, se Hollywood vir no filme algo mais que Jamie Foxx, as suas perspectivas ganham outra dimensão.

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Oliver Stone (Alexander) - Diga-se o que se disser, Stone é um menino-querido de Hollywood. Já tem duas estatuetas (algo nada fácil para um realizador nos dias de hoje) e há sempre a hipótese de Alexander ser um exito de bilheteira, ou ser empurrado pela critica europeia. É um nome a ter em atenção, apesar de ter perdido muito do favoritismo.

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Mel Gibson (The Passion of Christ) - É verdade que o filme tem poucas hipóteses. Que a maioria dos membros são judeus que não gostaram do que viram no filme do australiano. Mas Gibson é um realizador consagrado e oscarizado e o projecto pessoal que foi realizar este filme pode persuadir os nomes menos conservadores. Sofre, tal como M. Night Shyamalan (que merecia uma segunda nomeação), Steven Spielberg, Joel Schumacher e Michael Gondry, o facto do seu filme não ter uma campanha favorável como acontece com os favoritos ao prémio.

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
M. Night Shyamalan
Martin Scorcese
Clint Eastwood
Michael Gondry
Bill Condon

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:40 PM | Comentários (2)

novembro 27, 2004

Charme de Outono : Pierce Brosnan - À sombra de um agente secreto

Se fizermos uma pequena sinopse da carreira deste interessante actor irlandes, vemos imediatamente um nome que nos salta à vista. De facto foi a mitica personagem James Bond que deu um outro destaque a Brosnan. Com o seu charme e distinção soube ressuscitar um mito, tornando-se ele mesmo numa figura incontornável do cinema de hoje.
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Nascido a 16 de Maio de 1953 em Drogheda na Irlanda, Pierce Brosnan tornou-se num dos maiores simbolos irlandeses de hoje. E isso graças à sua notável performance como o mitico 007 numa serie de quatro filmes.
Ainda jovem mudou-se da Irlanda para Inglaterra, sem o pai que tinha abandonado a familia. Foi um padrasto que o criou e o levou a ver o seu primeiro filme quando tinha 11 anos. O filme era, curiosamente, Goldfinger. E foi aí que Brosnan se apaixonou pela representação, tendo anos mais tarde começado a estudar dramaturgia. Em 1979 teria o seu primeiro papel no filme Resting Rought. E seria em pequenos papeis que Pierce Brosnan se formaria como actor. O grande salto para a fama chegaria anos mais tarde. Em 1982, com 29 anos, estreou-se como protagonista em Remington Steele. A serie viria a tornar-se uma das mais populares da década no Reino Unido, e granjeria muitos apoios a Brosnan. De tal forma que em 1986 ele foi o nome escolhido para suceder a Roger Moore como James Bond. Mas o contracto que o ligava à serie impediu-o de ser Bond. Mais tarde o destino cumprir-se-ia, ainda por mais porque Timothy Dalton nunca soube convencer os fãs de 007.
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Com o final de Remington Steele, no fim da decada de 80, Brosnan começou a trabalhar em filmes que se revelaram verdadeiros fracassos. Pior aconteceria em 1990 quando a sua primeira mulher, Cassandra Harris, morria nas suas mãos, depois de completaram dez anos de casados. Deixou Brosnan como um viuvo inconsolável e tres filhos nos braços. Durante muitos anos a morte da mulher afectou Brosnan que continuava a não ver a sua carreira descolar. Depois de alguns trabalhos para a televisão, eis que a carreira de Brosnan dá uma volta de 180º graus. Dalton falhara em convencer e fizera apenas dois filmes como 007. Os produtores da serie queriam de novo Brosnan e desta vez o actor irlandes não se fez rogado. Em 1995 estreou-se em Goldeneye e pela primeira vez em quinze anos, o filme foi um sucesso estrondoso. Brosnan tinha feito o que poucos conseguiriam: recuperar um icone da cultura contemporânea e levá-lo a bom porto neste novo mundo impiedoso para personagens como Bond.
Depois do sucesso do filme, começaram a chegar convites para outros projectos de sucesso como Dante´s Peak, Robinson Crusoe e Mars Attack. Em 1997 chegava um novo Bond, Tomorrow Never Dies, e mais um considerável sucesso.
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Desde aí a sua carreia consolidou-se. Em The Thomas Crown Affair, mostrou que o seu charme não é exclusividade dos filmes de 007. Em The Nephew estreou a sua recém-fundada produtora. E um segundo casamento com Kaily Shie-Smith, que resultou em mais dois filhos, tornou-o um homem feliz. The Tailor of Panama e The World is Not Enough mantiveram-no em alta. Só que a situação viria a mudar subtilmente em 2002. No final de Die Another Day, Brosnan mostrou-se cansado de Bond. A personagem tinha estagnado e os filmes começavam a vulgarizar-se. Brosnan queria mudar o estilo da personagem. Um dia chegou mesmo a dizer que queria "matar Bond." O estúdio não gostou e afastou-o do próximo projecto. O seu sucessor ainda não foi escolhido mas terá uma dificil tarefa em mãos. Já o futuro de Brosnan parece interessante. Este ano estreou After the Sunset, o que se pensava ser a sequela de The Thomas Crown Affair, mas em 2005 apresentará a verdadeira sequela do seu maior sucesso fora do universo Bond em The Topkapi Affair.
Pierce Brosnan é um verdadeiro embaixador do charme, e um actor que prova que o talento e a subtileza de uma interpretação de tons sedutores pode ser mais uma arma do que um contra-tempo. Resta saber se o futuro mostrará Brosnan algo mais que a sombra de um agente secreto conhecido de todos.

Próximo Charme de Outono - Ralph Fiennes

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:14 PM | Comentários (1)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Actor

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Muitos candidatos este ano e nenhum deles está em vantagem nitida. Ao longo do ano houve sempre um favorito mas a confusão é total. Primeiro foram Carrey, Depp e Foxx. Agora é di Caprio, Spacey e Eastwood. E não nos podemos esquecer que muitos correm por fora. Provavelmente esta é a luta mais aliciante de toda a noite.

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Tornou-se hoje um dos maiores favoritos à vitória, à custa das excelentes apreciações que The Aviator está a receber. Leonardo di Caprio, esquecido na gloriosa noite de Titanic, pode assim desforrar-se do que se passou à sete anos atrás. Com 30 anos feitos este mês, o jovem actor é extremamente sóbrio na sua performance como o milionário Howard Hughes. A favor tem a provavel noite favorável do filme. Contra, a sua ainda curta carreira e o peso de nomes grandes de Hollywood como fortes oponentes.

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Se houve um nome que se manteve constante desde o Verão até agora foi o de Jamie Foxx. O actor, que antes era comediante, interpreta com uma força tremenda a popular personagem de Ray Charles no filme Ray. O público gostou, a critica rendeu-se, e até à bem pouco tempo ele era o alvo a abater pela concorrência. Talvez uma forte campanha em Janeiro possa colocá-lo de novo rumo à vitória final.

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Johnny Depp conseguiu a sua primeira nomeação no ano passado pelo notável desempenho em Pirates of the Caribean. Perdeu o óscar mas ganhou o importante SAG (o voto dos colegas no sindicato). Por isso quando estreou Finding Neverland (gravado antes de Pirates), muitos achavam que seria uma consagração natural. De facto a critica adorou a sua performance, como um Depp nunca visto, e o público foi receptivo. Só que de repente surgiram rivais igualmente fortes e, aos poucos, o seu nome foi-se eclipsando. Mesmo assim o seu peso é substancial e dificilmente ficará fora dos eleitos. Agora vencer, isso já é outra conversa.

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Clint Eastwood era uma carta fora de qualquer baralho. Muitos nem sabiam que o seu mais recente filme estrearia ainda em 2004. Mas o realizador-actor gostou tanto do seu Million Dollar Baby que obrigou a produtora a lançá-lo no final do ano. E resultou. A critica rendeu-se ao filme, e a Eastwood, quer como realizador (onde já foi galardoado) quer como actor (onde pode vir a vencer). O filme está a controlar as contas aos óscares, numa especie de Mystic River versão 2004. Resta saber se a Academia vai repetir a dose do ano passado e premiar o actor de um filme daquele que é o último dos clássicos.

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A partir daqui fica a dúvida. Há cerca de seis candidatos fortissimos para o lugar - Liam Neeson, Javier Bardem, Gabriel Garcia Bernal, Don Cheadle, Kevin Spacey e Paul Giamatti - e alguns menos fortes mas como podem surgir como surpresa de última hora (Bill Murray, Jude Law, Jim Carrey ou Colin Farrell).
Por isso desde logo é dificil escolher um. Apesar de sentir que um hispânico vai ser nomeado, e que Kevin Spacey vai muito bem, a minha aposta seria em Liam Neeson. O filme Kinsey tem sido muito bem recebido e todos dizem que ele domina todas as cenas em que entra. Domina, mas com estilo. O actor irlandes já foi nomeado aos óscares antes, e poderia ser um candidato fortissimo este ano. Contra si tem as caracteristicas polémicas do filme, e a necessidade da Academia de por um nome menos forte, para nao levar à loucura aqueles que terão a dificil tarefa de escolher um nome só.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Kevin Spacey (Beyond the Sea) - Depois de ter o recorde perfeito (duas nomeações, duas estatuetas), poucos pensavam ver Spacey de volta à ribalta tão cedo. Mas o seu filme sobre Bobby Darin tem coleccionado óptimas criticas e é natural que seja um forte candidato ao óscar.

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Javier Bardem (Mar Adentro) - Foi daqueles nomes que desde o Verão se ouviram com regularidade. Mas talvez por isso tenha visto a sua candidatura perder folego, como aconteceu com Carrey ou Depp. Venceu em Cannes e o seu papel tem tudo para a Academia se apaixonar por ele. O seu azar foi ter encontrado um ano tão equilibrado. Ou a sua sorte. O futuro ditará a verdade.

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Gabriel Garcia Bernal (Diarios de Motocicleta) - Outro nome a quem não se dava muito crédito de inicio e que agora vai surgindo em estilo. O filme estreou em Março e já na altura se falava numa notável performance do mexicano. Os criticos norta-americanos confirmaram, e Bernal foi aclamado como um excelente Che. Resta saber se a concorrencia de outro hispanico como Bardem não destroi as suas hipóteses.

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Don Cheadle (Hotel Rwanda) - É um actor nitidamente secundário e sem uma grande carreira. Mas o seu tocante desempenho em Hotel Rwanda fez moça nos criticos que começaram a elogiar o seu trabalho de uma forma inesperado. Seria sempre uma surpresa ve-lo no top 5.

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Paul Giamatti (Sideways) - Muitos viram o seu papel em American Splendor, relegado injustamente para um segundo plano no passado ano. Este ano Giamatti volta à carga com Sideways. O filme de Alexander Payne tem conseguido bastantes aplausos, e se conseguir nomeações importates, o que seria uma surpresa poderia passar a ser uma inevitabilidade: Giamatti nomeado.

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Jim Carrey
Johnny Depp
Leonardo di Caprio
Jamie Foxx
Liam Neeson

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:45 PM | Comentários (3)

Un Long Dimanche de Fiançailles passa a Very Long Engagement

O novo filme de Jean Pierre Jeunet, apelidado por muitos de "Amelie vai à guerra", não é francês. Foram os tribunais de Paris que o decidiram depois dos sindicatos franceses terem apresentado um apelo na justiça contra a super-produção de Jeunet, financiada pela Warner Bros. Os sindicatos queixavam-se de terem sido preteridos pela máquina de fazer dinheiro que são os estúdios Warner, e queriam evitar que o filme recebesse o subsidio do Instituto de Cinema Francês. Os tribunais concordaram e o filme de Jeunet, Un Long Dimanche de Fiançailles pode muito bem a começar ser conhecido apenas pelo seu titulo em inglês, ou seja, A Very Long Engagement.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:56 PM | Comentários (1)

novembro 26, 2004

Charme de Outono : Paul Newman - O Maior Actor Vivo

Uma das maiores lendas vivas da 7º arte. Começou a brilhar ainda na década de 50 e tornou-se no herdeiro natural de James Dean. Ganhou estatuto e tornou-se no maior injustiçado da Academia até à década de 80. Hoje é um veterano de respeito. Mas mantém aquele brilho único no olhar...
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Nasceu a 26 de Janeiro de 1925 no Ohio com o nome de Paul Leonard Newman. O pai dirigia uma loja de desporto e daí começou a paixão de Paul por tudo o que envolvia desporto. Começaria pelo baseball e acabaria nas corridas de automóveis. Competiu, comprou uma equipa, e hoje é um respeitado elemento do mundo de competição automóvel. Depois de ter começado a representar na escola, foi chamado para a 2º Guerra Mundial onde serviu na Marinha norte-americana da qual foi dispensado em 1946. Passou para os estudos universitários em Kenyon College. Daí passou para Yale onde estudou dramaturgia. Depois rumou a Nova Iorque para aprender no respeitado Actor´s Studio, ao lado de nomes como Marlon Brando, Montgomery Clift e James Dean. Passou pela Broadway onde fez Picnic, em 1953 (mais tarde Joshua Logan adaptaria o filme ao cinema mas preferiu William Holden)e estreou-se no cinema em 1954. The Silver Chalice foi tão mau que Newman reconsiderou mesmo manter o contracto com a Warner. Mas depois morreu James Dean e o jovem loiro de olhos azuis ficou com o seu lugar em Somebody Up There Likes Me. O filme foi um sucesso e Paul Newman deu o primeiro passo para a fama.
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The Long Hot Summer, The Left Handed Gun e o notável Cat on a Hot Thin Roof marcaram os seus anos seguintes de carreira. Com o apagamento de Brando e Clift, ele era agora o simbolo vivo do "Metodo". Era já uma estrela, tanto pelo seu talento como pelo enorme sex-appeall que faz ainda hoje dele um dos actores mais sensuais da história. Em The Hustler teve uma performance memorável e muitos pensaram que seria o seu primeiro óscar. Mas aí começaria uma longa espera de 25 anos. Nem no notável Sweet Bird of Youth (1962), nem em Hud (1963) ou em Cool Hand Luck (1967) conseguiu a ansiada estatueta. Pelo meio trabalhou com Hitckock em Torn Curtain e casou com a parceira de The Long Hot Summer, Joanne Woodward, o mais longo e duradouro casamento de Hollywood. Para ela fez Rachel, Rachel em 1968, a sua estreia na realização. The Effect of Gamma Rays on Man-on-the-Moon Marigolds (1972) e Glass Menagerie (1982) seriam os seus outros dois filmes como realizador, sempre com a mulher como protagonista.
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A entrada na década de 70 começou com a parceria com Robert Redford em The Butch Cassidy and the Sundance Kid. Em The Sting repetiriam a dose e mais uma vez o óscar ficava adiado. The Mackintosh Man, Towering Inferno e The Drowning Pool foram outros sucessos da década de 70. Já com 5 anos, Newman continuava uma estrela. A sua boa forma era visivel na forma como corria. Em 1979 foi segundo nas 24 horas de Le Mans ao volante de um Porsche. E em 1981 voltaria em grande com Absence of Malice. Seguir-se-ia The Veredict, onde todos pensavam que seria consagrado. Não foi e teve de esperar pelo filme seguinte, quatro anos depois, The Color of Money, a sequela de The Hustler, para vencer o óscar. Uma vitória justissima que só pecava por tardia. A partir daí a sua carreira abrandou. Começou a dedicar-se à equipa Newman e a sua empresa de alimentação. Em 1990 voltaria a representar ao lado da mulher em Mr and Mrs Bridge e quatro anos depois conseguiria uma das suas melhores performances de sempre em Nobody´s Fool. Daí até hoje seguir-se-iam pequenos papeis secundários em Message in a Bottle ou Rode to Perdition, onde conseguiu a sétima e última nomeação ao óscar até ao momento.
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O homem que nunca viu um filme seu e que diz que o seu som favorito é o de um motor V8 em alta rotação, é hoje o maior actor vivo. Uma lenda do cinema, um homem marcante, e um icone de toda uma geração. Depois da perda de nomes tão importantes para os cinéfilos nos últimos anos, pedimos que Deus nos mantenha Paul Newman connosco durante muitos longos anos.

Próximo Charme de Outono - Pierce Brosnan

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:14 PM | Comentários (2)

ÓSCARES 2004 Previsões- Melhor Actriz

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Um ano que promete poder repetir um duelo entre Annette Benning e Hilary Swank. Mas um ano também que coloca Julia Roberts de novo na lista de favoritos. Ou ainda um ano com mais uma actriz dirigida por Mike Leigh. E da Amelie, lembram-se? A confusão é total e ninguém sabe quem será a sucessora de Charlize Theron.

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Há muitos meses que se fala no favoritismo de Annete Benning na edição deste ano dos óscares. Derrotada em 1999 quando todos a viam como grande favorita, a mulher de Warren Beatty é fenomenal em Being Julia, filme do hungaro Ivan Szabos. Agora resta saber se à segunda nomeação a estatueta lhe vai parar finalmente às mãos, ou se num ano tão complexo como este o tiro pode vir a sair-lhe pela culatra.

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Hilary Swank surgiu de repente na corrida mas é cada vez mais previsivel que a vencedora de 1999 (curiosamente contra Benning) consiga a sua segunda nomeação. Tudo isso devido ao grande entusiasmo da imprensa à volta de Million Dollar Baby o novo filme de Clint Eastwood. Uma nomeação previsivel e que complica ainda mais as contas deste rosário.

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Kate Winslet teve um ano em cheio, mas resta saber se a Academia vai gostar de a ver tanto em Finding Neverland (onde também pode ser vista como secundária) como em Eternal Sunshine of the Spotless Mind.
A talentosa britânica teve há 10 anos a sua primeira nomeação e este ano é uma forte candidata. Mas, mais uma vez, será o filme a decidir tudo. Se o filme de Marc Forster estiver em alta, ou o trabalho de Michel Gondry ainda presente, então uma nomeação será previsivel.

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Julia Roberts foi a menina bonita da América nos anos 90 e recebeu a coroa de glória em 2000 no filme Erin Brokhovic. Depois disso andou desaparecida mas este ano regressa em estilo. Em Closer recupera as suas personagens mais duras e sagazes e apresenta-se mordaz e irreverente como se fosse a primeira vez. Uma nomeação é provável mas não certa, até porque as actrizes europeias serão umas competidoras de respeito.

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Se apenas houver uma vaga para uma actriz europeia, a dúvida instala-se entre Imelda Staunton, vencedora em Veneza, e a jovem Audrey Tautou. Pelo sucesso que o filme está a ter nos Estados Unidos, é provável que Tautou consiga o lugar pelo seu desempenho como Mathilde (um novo nome para a mitica Amelie) em Un Long Dimanche de Fiançailles.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADA

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Imelda Staunton (Vera Drake) - Depois da conquista de Veneza, a conquista de Hollywood. Staunton não é uma actriz com grande carreira como era Brenda Blethyn, mas a sua performance convence. Se o ano for propicio às actrizes britânicas, a sua candidatura sofre um duro revés, mas há a hipótese de render Winslet na vaga inglesa.

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Catalina Sandino Moreno (Maria Full of Grace) - Uma agradável surpresa que chegou no passado Festival de Sundance. A actriz colombiana tem encantado a critica com a leveza da sua performance, ao mesmo tempo tão intensa e etérea. Pode ser a maior surpresa, uma especie de Keisha-Castle Hughes, versão 2004.

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Nicole Kidman (Birth) - Apesar da polémica, apesar das péssimas criticas, apesar da falta de interesse à volta do filme, Nicole Kidman é Nicole Kidman. Por isso é sempre um nome a seguir atentamente ao longo destes meses de decisões.

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Julianne Moore (The Forgotten) - Apesar do barulho inicial à volta da performance de Moore, a verdade é que o filme desilude a toda a linha. Ela salva-se mas não o suficiente para apresentar argumentos válidos. Mesmo assim pode ser uma surpresa. Muito grande a confirmar-se já que nada aponta para isso.

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Laura Linney (P.S.) - Depois de ser vista como uma provável nomeada na categoria de actriz secundária por Kinsey, o seu desempenho em P.S. também tem conhecido bastantes adeptos. Resta saber se a Academia vai preferir vê-la num plano secundário ou num plano de destaque.

QUEM DEVIA SER NOMEADA?
Kate Winslet
Annete Benning
Julia Roberts
Audrey Tatou
Imelda Staunton

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:52 PM | Comentários (1)

Primeira imagem de Aeon Flux

Depois da vitória na última noite dos óscares, a bela Charlize Theron prepara-se para atacar o cinema de acção. Ela é a estrela de Aeon Flux, adaptaçã de uma comic de sucesso norte-americana. O filme, que conta ainda com a participação da também oscarizada Frances McDormand, só estreia para o ano, mas hoje foi divulgada a primeira imagem da actriz encarnando a personagem. Bela e sensual como sempre, a actriz sul-africana promete ser igual a si mesma.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:38 PM

novembro 25, 2004

Alexander em baixa - The Aviator em alta

A critica norte-americana mostra-se implacável com Alexander. O épico de Oliver Stone é completamente arrasado pelos criticos, exceptuando talvez o Chicago Tribune e a revista Variety. Maçador, desastroso, inexpressivo são os principais rótulos aplicados ao filme. Também Colin Farrel não tem melhor sorte junto dos criticos. Resta saber o que dirá o público. Na próxima quarta-feira saem os resultados do box-office e aí se saberá o impacto do filme junto dos espectadores.
Já os primeiros felizardos a puderem visualizar The Aviator mostram-se agradavelmente satisfeitos com o filme de Martin Scorcese. Referindo-se a Gangs of New York como contraponto, os criticos aplaudem a leveza emocional deste filme e a sua dinâmica, aplaudindo também o role de actores. The Aviator só estreia nos Estados Unidos na segunda semana de Dezembro.
Até ver portanto a aposta em grande do Hollywood em The Aviator para os próximos óscares parece certa. O filme de Scorcese terá bastantes nomeações. Já Alexander parece tornar-se cada vez mais o flop do ano. Uma desilusão de que já se falava há muito tempo, mas que parece tomar dimensões surpreendentes. Mesmo assim o filme de Stone poderá conhecer bastantes nomeações em categorias técnicas, mas perde o comboio na luta pelo titulo de filme do ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:26 PM | Comentários (4)

Charme de Outono : Nicholas Cage - Um estranho Copolla

Poucos o sabem, mas Nicholas Cage é um Copolla. Uma das mais importantes familia da história do cinema nos últimos trinta anos, a verdade é que os Copolla sempre foram para Nicholas um fardo demasiado grande de carregar. Daí um novo sobrenome, uma nova identidade. Só os traços de talento permaneceram.
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Californiano de gema, Nicholas Kim Copolla nasceu a 7 de Janeiro de 1964. Filho de um professor de literatura e uma dançarina, foi a herança do nome do tio Francis que lhe viria a moldar a sua paixão pelo cinema. Ao ver os filmes do tio, o jovem Nicholas sentia uma vontade imensa em saltar para o ecran. Com 17 anos abandonou a escola em Beverly Hills e começou a procurar papeis em filmes, sem se preocupar com uma formação na área da representação. Fast Times at Ridgmon High foi o seu primeiro filme, em 1982. Na altura Nicholas era Copolla e não Cage. Tinha 17 anos e queria ser uma estrela.
Foi ao lado do tio, no aclamado Rumble Fish, que começaria a destacar-se. Nesse mesmo ano, 1983, entraria ainda em Valley Girl e afirmava-se como um dos actores promessa do inicio da década. Racing With the the Moon, Cotton Club e Birdy foram três sucessos de 1984. Por essa altura o peso do nome Copolla começava a pesar nas criticas. Por isso, inspirado em Luke Cage, heroi negro de banda desenhada, mudou o nome para Nicholas Cage.
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Por essa altura era já um dos nomes mais influentes da jovem representaão norte-americana. Seguir-se-iam sucessos como Pegy Sue Got Married, Raising Arizona, Moonstruck e Never on a Tuesday.
Wild at Heart marcava a sua estreia em grande nos anos 90. Curiosamente o inicio da década não seria tão bem sucedido como o final da anterior, exceptuando Honeymoon in Vegas e It Could Happen to You. Literalmente contra a corrente, chegou o óscar em 1995 pelo seu desempenho em Leaving Las Vegas. Uma vitória surpresa, de facto, e que marcou a viragem na sua carreira.
A partir de 1996 começou a dedicar-se ao cinema de acção, primeiro em The Rock, depois em Con Air e por fim em Face Off, uma trilogia que o tornaram num dos grandes nomes do genero.
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City of Angels mostrou um Cage mais melancólico, enquanto que Snake Eyes e Gone in Sixty Seconds recuperavam a aura de action-man. Por essa altura os primos Sofia Copolla e Jason Schwarzman estavam em alta. Já não era o único Copolla em destaque. Foi também por esta altura que conseguiu um dos seus melhores desempenhos em The Family Men, ao que se seguiu o onírico Captains Corelli Mandolin. Uma nova nomeação aos óscares chegaria com Adaptation, mas os filmes de acção dominaram estes últimos anos da carreira de Cage, quer em Matchstick Men, quer em National Treasure.
Para o ano estão já previstas três estreias apeteceveis. Primeiro The Weather Man, e depois Ghost Warrior e Lord of War.

Próximo Charme de Outono - Paul Newman

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:43 PM | Comentários (2)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Actor Secundário

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Tal como a correspondente categoria feminina, também aqui é extremamente dificil antever os nomeados tal é a oferta. Esta ano parecem ser os actores mais veteranos que se destacam dos demais, havendo mesmo a possibilidade de consagração inéditas. O sucessor de Tim Robbins será conhecido dentro de três meses.

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Dustin Hoffman teve um ano em grande. O veterano actor já não é nomeado aos óscares desde Wag the Dog e um regresso este ano não seria surpresa nenhuma. Para além de ter um pequeno papel em Finding Neverland, um dos grandes candidatos a Filme do Ano, é também um dos elementos de destaque do "indie" I Heart Huckebees. Não se sabe se isto chegará para conseguir mais uma nomeação. Mas para já está no pelotão da frente.

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Outro veterano que pode coleccionar mais uma nomeação é Peter O´Toole. A diferença é que o actor britânico é dos actores mais injustiçados de sempre. Teve a sua primeira nomeação por Lawrence of Arabia há quarenta e dois anos, e nunca venceu uma estatueta, apesar de ter sido tido como favorito várias vezes. Uma nomeação e vitória de O´Toole seria apenas uma compensação já que o seu papel no pouco aclamado Troy não é algo de grande destaque. Se a Academia for por aí, preferirá claramente o jovem Eric Bana.

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Quem tem visto a sua participação ser bastante louvada é Clive Owen. Em Closer ele é o companheiro de Julia Roberts e quem já viu o filme de Mike Nichols fala nele como um dos aspectos altos do filme. Depois do relativo fracasso de King Arthur, este papel pode ser a consagração definitiva deste talentoso actor britânico. E numa categoria com muitos veteranos nomeáveis, ele seria uma lufada de ar fresco.

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Quem também é jovem e nomeável, é Jude Law. Apesar de haver ainda quem acredite que Alfie ou Closer podem dar ao britânico a sua segunda nomeação consecutiva para a categoria de melhor actor, as contas mais razoáveis serão mesmo aquelas que colocam Law como potencial nomeado nesta categoria secundária. Tanto pode ser pela performance em I Heart Huckbees ou em The Aviator. Mesmo assim é dos candiatos mais frágeis por ter muitos papeis este ano, e os votos podem acabar por se dispersar, como aconteceu com Scarlett Johansson no ano transacto.

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O nome surgiu de repente esta semana mas tem uma base sólida de apoio. Morgan Freeman, com já tres nomeações na sua carreira, pode surgir este ano como uma surpresa pelo seu desempenho em Million Dollar Baby. O norte-americano tem vindo a coleccionar aplausos da critica e há quem veja nesta nomeação - como em O´Toole - um sentido de justiça, após uma longa e talentosa carreira sem prémios da Academia.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Anthony Hopkins (Alexander) - O veterano actor inglês pode somar aqui a sua primeira nomeação em sete anos. O seu sucesso dependerá da forma como Academia encarar o épico de Oliver Stone, tal como acontece com Angelina Jolie, na categoria feminina.

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Peter Sarsgaard (Kinsey) - Mais um caso em que o sucesso do actor depende da forma como a Academia olhar para o filme de Bill Condon. Se seguir a vaga conservadora que parece dominar os Estados Unidos neste momento, Kinsey está fora de hipótese. Caso contrário o filme e Sarsgaard (e há quem fale igualmente em John Lithgow) têm boas hipóteses.

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Jamie Foxx (Collateral) - A mais do que provável nomeação na categoria principal de Foxx destroi praticamente qualquer hipótese de conseguir uma nomeação nesta categoria. Mas mesmo assim o seu trabalho como secundário em Collateral foi bastante apreciado.

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Michael Gambon (Being Julia) - O veterano actor ingles é um dos suportes masculinos para a estrondosa exibição de Annette Benning em Being Julia. Tanto ele como Jeremy Irons (outro nome em jogo) correm sérios riscos de apanhar a onda de popularidade da actriz norte-americana, conseguindo assim uma nomeação.

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David Carradine (Kill Bill) - Esta última vaga podia igualmente pertencer a Jim Carrey. Mas duvido que a Academia que tanto fez para ignorar a vocação dramática do actor nos últimos anos (e tudo indica que este ano isso se repita) nomeie Carrey por um papel comico. Por isso David Carradine poderá ser a décima hipótese para o lugar (se não contar com Bana, Irons, Lithgow e Kilmer de quem já falei).
O seu papel é muito cool e sóbrio no filme de Quentin Tarantino, e pertence a uma familia com tradição em Hollywood. Não é um candidato previsivel nem uma aposta periclitante. Apenas uma sensação de surpresa que pode tornar-se realidade.

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Eric Bana
Rodrigo de la Serna
Clive Owen
Morgan Freeman
Dustin Hoffman

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:47 PM | Comentários (4)

Trailer de Million Dollar Baby

Já há algum tempo que temos vindo a referir que o regresso de Clint Eastwood promete. E agora a imprensa norte-americana confirma essa ideia falando de eventuais "oscarizáveis" neste filme. A verdade é que Million Dollar Baby é um filme de pequena monta comparado com Mystic River mas tem os traços do realizador que é visto como o último dos clássicos em Hollywood.
Para conferir a qualidade do filme, veja o trailer clicando no poster.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:35 PM

Novos posters de Meet the Fockers

Os últimos dois posters de Meet the Fockers foram divulgados pela distribuidora oficial do filme.
A sequela de Meet the Parents promete ser a grande comédia de Natal no circuito norte-americano e tem levantado muito interesse. É que depois de dois anos negros para Ben Stiller, voltar a um dos papeis que mais ajudou a consolidar a sua imagem pode servir como tónico para o próximo ano. O filme coloca frente a frente Robert de Niro e Dustin Hoffman, dois dos maiores simbolos da representação em americano e deve chegar a Portugal no inicio de 2005.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:34 AM

novembro 24, 2004

O Que Estreia Por Cá - O universo Pixar

The Incredibles marca o regresso em grande da Pixar depois da retumbante campanha de Finding Nemo no ano transacto. Neste interessante filme de animação começa-se a perceber que o império Pixar está cada vez mais consolidado. E aparentemente, veio para ficar.
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The Incredibles relata a vida de uma familia de super-herois que tentam viver uma vida normal. Uma premissa bem engraçada para um dos maiores sucessos do ano, e um rival à altura da obra-prima da Dreamworks, Shrek 2.
O trabalho dos estúdios Pixar tem sido notável nos anos transactos e este filme animado é a prova disso mesmo. Resta saber se o sucesso de Finding Nemo será superado por esta interessante caricatura do universo de super-herois.
Um filme certamente a ter em conta nos próximos óscares e uma viagem interessante às salas de cinema.
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Uma semana com muitas estreias. São seis os restantes filmes que abrem esta semana por cá.

Open Water é um trilher intenso e bastante interessante que tem sido louvado acima de tudo pela sua originalidade. Um casal vai fazer pesca submarina para o Oceano mas ao voltar à superficie descobre que está abandonado num mar recheado de perigos imensos. Conseguirão salvar-se a tempo? Realizado por Chris Kentis, o filme conta com Blanchard Ryan e Daniel Travis e é um dos titulos independentes mais sedutores de 2004.
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Wicker Park tenta recuperar a mistica de Rear Window com o dramatismo de Single White Female. Aproximando-se do publico juvenil graças a um cast de actores jovem, onde pontifica Josh Hartnett, o filme vive da crescente intensidade dramática e de um argumento inteligente. Resta saber se os jovens actores estão à altura deste desafio dirigido por Paul MacGuigan.
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A Different Loyalty chega de Inglaterra e trás o carismático Ruppert Everett como cabeça de cartaz. O filme dirigido por Marek Kanievska é um thriller de espionagem passado durante a década de 60 em Beirute. Sharon Stone completa o elenco desta sugestivo filme de espionagem.
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Nicotina é uma interessante aposta do cinema mexicano. Com Diego Luna, uma das estrelas em ascensão no pais dos aztecas, o filme vive uma noite alucinante na Cidade do México em que uns hackers, um assaltantes de pequena monte e um simples mexicanos que apenas estavam de passagem, entram em confronto de interesses. A direcção está a cabo de Hugo Rodriguez.
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Histoire de Marie et Julien é a proposta francesa desta semana. Um filme do conceituado Jacques Rivette que conta com a bela Emanuelle Beart no elenco, acompanhada de Anne Brochet e Jerzy Radziwilowicz. Um filme sobre amor, chantagem e suspense bem ao estilo do realizador francês.
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Esta semana há também cinema português. A adaptação do romance de Lidia Jorge, A Costa dos Murmúrios, marca o regresso do cinema portugues ao universo do Ultramar, uma temática inesgotável para o cinema nacional. Com Beatriz Batarda, Monica Calle e Filipe Duarte, este filme de Margarida Cardoso conta a estória das mulheres que não foram à guerra mas que também a sofreram nas suas casas. Para quem espera há tanto um simples momento de redenção do cinema nacional, esta é mais uma tentativa.
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O HOLLYWOOD RECOMENDA - Se for tão bom como o seu antecessor então vale a pena ver a nova aposta dos estúdios Pixar para 2004, The Incredibles. Se não for, fica pelo menos a consolação de ser um dos filmes de maior sucesso no box-office do ano.

O HOLLYWOOD DESANCOSELHA - Wicker Park. O filme apresenta-se como uma colagem de estórias já contadas, tentando convencer os espectadores com actores mais bonitos do que as personagens pediam. É simplesmente mais um filme americano em Portugal.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:56 PM

Charme de Outono : Morgan Freeman - Eis um senhor!

São quarente anos de carreira a brilhar de forma intensa mas sempre extremamente humilde. Considerado durante inumeros anos como o melhor actor negro em Hollywood, viu o jovem Denzel Washington recolher as estatuetas. Para ele ficou uma legião imensa de fãs e a esperança de que um dia a recompensa irá chegar.
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Nasceu a 1 de Junho de 1937 em Memphis, Tennessee. Tipico filho do sul, cresceu no grande bairro negro da capital de um dos mais populosos estados do sul. Depois da escola chegou a altura de ir trabalhar. A escolha recaiu na Força Aerea norte-americana onde foi mecânico. Na altura sonhava em ser um dos ases do exército mas depressa se convenceu que teria mais futuro na representação. E assim foi. Depois de entrar em peças de teatro locais, deu o grande salto para a televisão na serie infantil The Electric Company. Durante quinze anos Morgan Freeamn seria mais conhecido pelo seu trabalho nos palcos e na televisão do que propriamente no universo cinematográfico. Em 1981 assumiu-se definitivamente como uma das maiores estrelas negras ao viver Malcom X em The Death of a Profet. Seguiram-se outros papeis cheios de vida como Harry and Son e Marie. Em 1987 chegava a primeira nomeação ao óscar pelo seu papel de chulo em Street Smart. Hollywood estava espantada com o seu talento e começaram a chover papeis. Com 50 anos era um inicio de carreira tardio mas que viria a revelar os seus frutos.
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O final da década de 80 mostrou um Freeman em grande forma. Depois de vários papeis de sucesso chegava em 1989 a sua primeira nomeação ao óscar de Melhor Actor pelo notável desempenho de chauffer em Driving Miss Daisy. Poderia ter sido o primeiro negro a erguer a estatueta em vinte e cinco anos mas a vitória acabou por ir parar às mãos de Daniel Day-Lewis. Mas esse tinha sido um grande ano para o actor. Johnny Handsome e especialmente Glory - que marcou igualmente a ascensão de Denzel Washington e o seu primeiro óscar - mostraram que era já um actor de eleição.
The Bonfire of Vanaties e um interessante Robin Hood : The Prince of the Thieves marcaram a viragem de década mas seria no aclamado Unforgiven que Freeman voltaria a destacar-se dos demais.
Em 1994 chegava a sua terceira e última nomeação ao óscar, pelo seu assombroso desempenho como Red em The Shawshank Redemption. Derrotado por Tom Hanks, o veterano Freeman começava a caminhar para o restrito grupo dos injustiçados.
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O ano seguinte abriu com mais um excelente desempenho em S7ven, seguindo-se Outbrake e Moll Flanders, dois filmes extremamente interessantes. Em 1997 voltava à ribalta com Amistad, o épico falhado de Steven Spielberg, e faria de presidente dos Estados Unidos (o primeiro negro a faze-lo) em Deep Impact. Cada vez mais respeitado, a verdade é que nos últimos anos foram papeis mais leves aqueles que deram notoriedade a Freeman. De Nurse Betty a Bruce Almighty (de novo o primeiro negro a fazer de Deus) passando por Levity, Dreamcatcher, The Sum of All Fears e Along Came a Spider.
Para este ano há uma leve esperança de voltar a ver Freeman num daqueles papeis oscarizáveis em The Million Dollar Baby de Clint Eastwood. Caso contrário há já dez projectos confirmados para os próximos dois anos, de Batman Begins a Edison passando por A Long Walk to Freedom onde viverá a mitica personagem de Nelson Mandela.

Próximo Charme de Outono - Nicholas Cage

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:56 PM | Comentários (2)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Actriz Secundária

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Começamos a chegar às categorias mais importantes e também mais dificeis de se prever. O campo da representação é muito subjectivo e tudo pode mudar de um momento para o outro. Especialmente se falamos de papeis secundários. Quem imaginaria que Judi Dench, ao aparecer em apenas dez minutos de filme, seria coroada em 1998? A curiosidade este ano é saber quem sucederá a Renée Zellweger.

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Pode estar a caminho a 14º nomeação de Meryl Streep ao óscares, um novo recorde. O seu desempenho em The Manchurian Candidate foi louvado por tudo e todos, havendo mesmo quem o considerava o papel de uma vida. Talvez uma abordagem exagerada, mas que, mesmo assim, mostra uma Streep em grande forma. Querida por todos na Academia, a nomeação parece estar garantida mas resta saber se esta quarta nomeação como acriz secundária culmina na sua terceira estatueta dourada. Merecida diga-se já!

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Cate Blanchett é uma das mais conceituadas actriz do momento. No entanto, depois do seu notável desempenho em Elizabeth, já lá vão seis anos, Blanchett nunca mais conseguiu uma nomeação, apesar dos seus interessantes papeis em Veronica Guerrin ou Missing no ano passado. Este ano a situação pode alterar-se. A critica gostou de a ver encarnar a mitica Khaterine Hepburn em The Aviator e uma nomeação é altamente provável. Resta saber se é para ganhar a primeira estatueta dourada da sua carreira.

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Laura Linney é uma das actrizes mais interessantes e consensuais em Hollywood. Depois de em 2000 ter sido nomeada para o óscar de Melhor Actriz por You Can Count on Me, a actriz desfez-se em interessantissimos papeis ao longo dos últimos anos. Este último em Kinsey pode acabar por valer-lhe a sua segunda nomeação. A verdade é que muito depende da forma como a Academia encarar este filme tão polémico, mas se a aaliação for positiva, esta é uma nomeação esperada.

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Se todas as atenções no filme Ray vão para o papel de Jamie Foxx, a verdade é que todos são igualmente unânimes em desfazerem-se em elogios a Kerry Washington.
Uma actriz cheia de garra e de força que agora, no inicio da carreira, pode convencer a Academia a ir na sua onda. E se Ray for candidato a melhor filme, como alguns sugerem, então esta nomeação torna-se ainda mais esperada. O problema - que nos casos dos actores secundários não é assim tão relevante como isso - é a inexpressiva carreira da actriz até hoje. Mas se a performance for levada em conta, Kerry Washington pode muito bem lutar pelo prémio final.

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Não só é uma das peças nucleares de um mais do que provável candidato a Melhor Filme, como é desde há muito uma filha da industria cinematográfica. Por tudo isso uma nomeação de Natalie Portman ao óscar surgiria como algo natural. O seu desempenho no filme Closer é polido e interessante e depois de nos últimos anos a Academia ter dado a entender que gosta de nomear jovens actrizes, a sua presença poderia ser vista como certa. O problema é que a jovem Bryce Dallas Howard pode ser desviada para esta categoria, e como não se vislumbra uma candidata veterana entre estas cinco nomeadas (como Irma P. Hall, Cloris Leachman, Lauren Bacall), este lugar pode ficar para alguém com mais substância e história.

QUEM PODE SER NOMEADO

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Angelina Jolie (Alexander) - Já venceu esta categoria e por isso é improvável que vença de novo. Mesmo que o seu papel em Alexander seja bom. Mas se o filme contrariar a tendência negativa que tem surgido na imprensa (a estreia hoje pode ajudar a perceber o impacto junto do público), então uma nomeação de Jolie seria algo natural.

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Irma P. Hall (The Ladykillers) - Venceu o prémio especial de interpretação em Cannes e isso já é dizer muito. Além do mais as mulheres dos filmes Coen normalmente são bem vistas pela Academia.

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Lauren Bacall (Birth) - Mais do que uma veterana, é já um mito em Hollywood. Depois de há mais de uma década ter perdido para Marisa Tomei o seu primeiro óscar, há quem diga que esta ano pode voltar à ribalta.

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Bryce Dalas Howard (The Village)- Apesar de ser a actriz principal em The Village, pode sofrer o mesmo efeito de Timothy Hutton em 1980. Ou seja, ser desviada para a categoria de actriz secundária onde teria mais hipóteses de vencer.

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Kate Winslet (Finding Neverland) - Caso a Academia não considere o seu papel como principal no filme de Marc Forster e não a nomear por Eternal Sunshine of the Spotless Mind, então o ano pode salvar-se com esta nomeação de consolação. Seria a sua quarta em dez anos e começa a sentir-se que já merece a estatueta.

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Meryl Streep
Cate Blanchet
Kerry Washington
Bryce Dallas Howard
Kate Winslet

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:43 AM | Comentários (3)

Primeiro trailer de The Interpreter

Foi colocado online pelo Yahoo Movies, o primeiro trailer de The Interpreter, um dos filmes mais fascinantes do próximo ano. Nicole Kidman e Sean Penn são as estrelas deste trhiller intenso dirigido por Sidney Pollack.
Kidman vive o papel de uma tradutora sul-africana que descobre nas Nações Unidas informações que mais ninguém deveria conhecer. Agora tem de convencer a personagem de Sean Penn para poder sobreviver.
O filme tem estreia marcada para 18 de Fevereiro do próximo ano e o trailer pode ser visto se clicarem na imagem.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:30 AM | Comentários (3)

Kevin "Luthor" Spacey

É oficial. Kevin Spacey vai mesmo viver a nemesis do Homem de Aço no próximo Superman.
Depois de Bryan Singer ter persuadido Spacey a arranjar tempo no seu complicado calendário para 2005. o actor de The Usual Suspects e American Beauty prepara-se para viver Lex Luthor.
É o reencontro de Singer e Spacey, depois do trabalho que valeu ao actor o seu primeiro óscar, e é uma boa nova para os directores da Warner que estavam desejosos por ter um nome ilustre no elenco do filme, depois da escolha surpresa de Brandon Routh para Superman.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:18 AM

novembro 23, 2004

Charme de Outono : Michael Douglas - O peso de um nome

Ser filho de um dos actores mais carismáticos do periodo dourado de Hollywood não é fácil para qualquer um. Muitos foram aqueles que não conseguiram honrar o nome do pai. Talvez por isso mesmo se perceba que a escolha de uma carreira em moldes diferentes tenha ajudado a consolidar a sua imagem junto de um grande público.
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Nascido e criado no mundo do cinema, era pouco provável que figusse dele. Filho do lendário - e felizmente ainda vivo - Kirk Douglas , nasceu a 25 de Setembro de 1944 em New Jersey, na costa leste dos Estados Unidos.
Na verdade Michael cresceu longe do pai. Aos seis anos a separção dos pais fez com que só visse Kirk nas férias, altura em que ele o levava para Hollywood. Apesar desde esses dias ter dito que queria seguir uma carreira de actor, encontrou a oposição do pai que via na indústria cinematográfico algo de prejudicial para o desenvolvimento pessoal de um individuo tal as suas caracteristicas. Mas Michael não lhe deu ouvidos. E depois de algum treino, em 1969 viria a sua estreia profissional em Hail, Hero!. Michael tinha 25 anos. Desde logo catalogado como o "novo Kirk Douglas", preferiu apostar num estilo diferente de interpretação e de papeis. Depois de alguns pequenos papeis no cinema, destacou-se ao lado de Karl Malden na popular serie televisiva The Streets of San Francisco. O sucesso da serie grangeou-lhe vários admiradores. No entanto a sua primeira consagração viria não como actor, mas sim como produtor. One Flew Over the Cuckoos Nest foi o Melhor Filme de 1975, e como produtor do filme, Michael levou para a familia Douglas o primeiro óscar. Com 31 anos tinha ganho o que o pai nunca tivera em trinta anos de carreira.
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Depois do sucesso da sua primeira produção, Douglas voltou ao cinema em The China Sindrome, filme que também produziu. Um acidente de viação em 1980 afastou-o durante algum tempo do grande ecrãn e foi na comédia que Michael Douglas se encontraria finalmente. Em três filmes ao lado de Kathleen Turner, Romancing the Stone, The Jewel of the Nile e The War of the Roses, conseguiu os seus primeiros sucessos de bilheteira. Em 1987, no seu primeiro papel sério - depois de ter igualmente estrelado Fatal Atraction - venceu o óscar de melhor actor pelo seu desempenho em Wall Street. Uma vitória contestável mas que acabou por confirmar a sua tendencia ganhadora. Tornou-se o segundo homem, a seguir a Lawrence Olivier, a vencer um óscar por Melhor Filme e por Melhor Actor. Algo que mais ninguém até hoje conseguiu.
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Depois de uns anos parado, Michael voltou em grande estilo em 1992 no filme Basic Instinct. Ao lado de Sharon Stone, ajudou a popularizar este trhiller erótico e voltou a conseguir um exito de bilheteira. Seguir-se-iam filmes mais leves como The American President, The Ghost and the Darkness e o notável The Game. A sua carreira tinha agora estabilizado em pequenas produções de sucesso como A Perfect Murder ou Wonderboys, os seus trabalhos de maior destaque no final dos anos 90. O sucesso de Traffic em 2000 podia ter ajudado a revitalizar a sua carreira mas isso não acabou por acontecer. Douglas continua a cultivar a sua faceta de produtor (já produziu filmes como Starman e Face Off) e agora é mais celebre pelo seu milionário casamento com a actriz galesa Catherina Zeta-Jones do que pelo que faz no cinema. Mas a verdade é que é um nome marcante da história do cinema dos últimos vinte e cinco anos e merece todo o mérito por isso.

Próximo Charme de Outono - Morgan Freeman

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:11 PM | Comentários (3)

Gibson acredita que a fé pode dar óscares

É acima de tudo curioso. Mel Gibson, o realizador do mais do que polémica Passion of Christ, recusa-se a fazer campanha pelo seu filme para a próxima cerimónia dos óscares.
Segundo Gibson será a "fé e não o dinheiro" que vão premiar a sua versão da crucificação de Jesus Cristo. Gibson, perito em campanhas antes dos óscares - foi assim que Braveheart venceu em 1995 - acredita que não vale a pena a Icon Films, a sua produtora gastar dinheiro de forma desnecessária. No entanto os membros da Academia vão receber cópias piratas do filme em casa.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:49 PM | Comentários (1)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Argumento Original

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Categoria disputadissima habitualmente por novos valores da escrita de guiões, este ano o cenário inverte-se. Os grandes épicos do ano vão concorrer aqui e isso despertará grande interesse porque o vencedor levará vantagem para o resto da noite. Há também a hipótese da Pixar nomear o seu filme pelo segundo ano consecutivo, o que ainda torna a situação mais interessante de se seguir.

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The Aviator surge como o mais forte candidato nesta categoria. Escrito por John Logan, este filme narra a vida de Howard Hughes mas, o mais importante é que pode significar a redenção de Martin Scorcese. Se The Aviator quiser ganhar a noite, esta é uma categoria obrigatória.

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O mesmo se passa com Alexander. As criticas nos Estados Unidos têm sido arrasadoras para a tremenda ambição de Stone, mas ele é um favorito da Academia (já tem dois óscares) e não seria a primeira vez que um filme com más criticas vence os óscares e depois conhece um volte face na forma como os criticos vêm a obra. Aconteceu isso em 1997 com Titanic (o favorito era LA Confidential e a critica não era nada adepta do mega-blockbuster de James Cameron) e pode acontecer este ano com Alexander.

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Escrito pelo autor do aclamado Gods and Monsters, este Kinsey é uma aposta praticamente segura para esta categoria. O filme que conta com Liam Neeson no principal papel (e na hipótese de ter a segunda nomeação) fala sobre a vida do primeiro grande sexólogo norte-americano, Alfred Kinsey. O argumento é hilariante e pode ser um verdadeiro "upset".

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Eternal Sunshine of the Spotless Mind não deverá ser nomeado. Nada o indica. Apesar da genialidade do argumento de Kaufman. Mas é Kaufman e este é hoje em dia o maior argumentista independente de Hollywood. Se Being John Malkovich e Adaptation foram nomeados, então espera-se que o mesmo suceda com este notável filme de Michael Gondry. E pode ser que à terceira seja de vez para Kaufman.

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Vera Drake, filme de Mike Leigh, um dos mais aclamados realizadores realistas da última década em Inglaterra, pode conseguir uma nomeação surpresa nesta categoria.
Com duas nomeações como argumentista (Topsy-Turvy e Secrets and Lies) esta noite pode tambéms ser a da sua consagração. Mas uma nomeação não está garantida à primeira. Mar Adentro, Ray ou Beyond the Sea são igualmente candidatos fortissimos e há a hipótese de, pelo segundo ano consecutivo, um filme Pixar estar entre os eleitos.

QUEM PODE SER NOMEADO

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The Incredibles

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Ray

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Mar Adentro

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Beyond the Sea

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Spanglish

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
The Aviator
Alexander
Kinsey
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Beyond the Sea

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:51 AM | Comentários (4)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Argumento Adaptado

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Por muito estranho que pareça, este ano a competição mais interessante está na categoria oposta. O Melhor Argumento Adaptado conta com alguns guiões dramáticos, misturados com filmes de menor projeção. O grande vencedor desta categoria poderá ser um dos mais fortes candidatos ao prémio final.

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Finding Neverland é visto como um dos mais punjentes argumentos do ano. O filme de Marc Forster é um dos mais serios candidatos ao titulo final e o argumento de David Magee é o alvo a abater nesta categoria. Normalmente o vencedor do argumento acaba por ser o grande vencedor na categoria de Melhor Filme. Uma vitória aqui poderia significar uma noite de glória para a produção da Miramax.

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Closer será provavelmente o grande rival de Neverland. O filme de Mike Nichols aposta num estilo que já teve o seu sucesso com Who´s Affraid Virginia Woolf e The Graduate. O guião de Patrick Marber, autor da peça que fez furor em Londres e na Broadway, tem sido visto como demasiado superficial, mas na hora de toda a verdade pode surgir como um vencedor incontestado.

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Sideways é a nova aposta de Alexander Payne, um dos enfants-terribles do universo hollywoodesco. Depois de escrever e realizar o argumento de About Schimdt, o jovem realizador-argumentista, juntou-se a Jim Taylor para escrever Sideways, filme sobre as agruras de um homem prestes a dar o nó. Um filme que pode ter nomeações surpresas (atenção a Paul Giamatti) e que será sempre um candidato interessante, já que Hollywood gosta de premiar os seus novos meninos bonitos.


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Diarios de Motocicleta, o tal filme sobre o jovem Guevara, tem um poderoso argumento de José Rivera.
O filme de Walter Salles surge como um "cavalo que corre por fora" nesta cerimónia, mas a crescente simpatia da Academia em relação ao cinema sul-americano (lembrem-se de Cidade de Deus) pode significar desde já uma nomeação a este poética filme. Numa altura em que se volta a falar de Gael Garcia Bernal como eventual pré-nomeado para Melhor Actor, uma nomeação nesta categoria poderia reforçar as pretensões deste filme na cerimónia.

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Un Long Dimanche de Fiançailles
é a grande aposta do cinema francês dos últimos 10 anos. Este "Amelie vai á guerra" irá certamente conhecer algumas nomeações nas categorias mais técnicas, mas o grande teste para Jean Pierre Jeunet será mesmo uma presença numa categoria tão influente. Senão a candidatura a Melhor Filme, com que a Warner tanto sonha, está hipotecada.


QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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The Phantom of the Opera

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The Passion of Christ

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Shrek 2

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P.S.

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Being Julia

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Diarios de Motocicleta
Finding Neverland
Closer
Sideways
The Passion of Christ

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:59 AM | Comentários (4)

novembro 22, 2004

Charme de Outono : Liam Neeson - Um irlandês carismático...

Ao longo de vinte e cinco anos de carreira as suas performances ficaram sempre indelavelmente marcadas por um enorme carisma. Caracteristica que ele trouxe do calor humano dos pubs para os corações de algumas personagens mais importantes dos nossos dias. Um actor que merece mais crédito do que lhe parecem querer dar...
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Este filho da Irlanda nasceu a 7 de Junho de 1982 em Bayllimena, na Irlanda do Norte. Mais tarde usaria toda a sua aprendizagem pessoal para recriar a personagem de Michael Collins.
Desde muito jovem aprendeu que precisa de trabalhar para ganhar a vida. Fez um pouco de tudo, desde operário na mitica fábrica Guiness a camionista, passando pelo boxe amador. Apesar de ter intenções de se tornar professor de inglês, em 1976 inscreveu-se no Belfast Lyric Players' Theater pelo qual se estreou no mesmo ano como actor profissional. A partir daí a sua carreira ficaria marcada por estes primeiros anos no meio teatral de Dublin.
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John Boorman reparou nele e decidiu escolhe-lo para entrar no seu Excalibur. Estavamos em 1981 e apesar de alguns pequenos papeis nos anos anteriores, esta seria a sua verdadeira estreia cinematográfica.
Durante a década de 80, Neeson dividiria a sua carreira pelo teatro, televisão e cinema, com relativo sucesso.
Na serie televisiva Ellis Island conheceria a sua futura mulher, Natasha Richardson, da qual tem hoje dois filhos. Apesar disso o casamento aconteceria mais tarde, tendo Neeson durante uma década namorado com algumas das estrelas de Hollywood como Brooke Shields e Julia Roberts.
No cinema o filme Bounty em 1984 e The Mission em 1986 deram-lhe notoriedade, algo que só no final da década, em Darkman, conseguiria de novo. Por essa época brilhava igualmente em grande estilo nos palcos londrinos.
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O inicio da década de 90 iria consolidar definitivamente o seu nome em Hollywood. Primeiro em Husbands and Wifes de Woody Allen e depois em Ruby Cairo. Em 1993 o papel que lhe deu fama. Escolhido por Steven Spielberg para viver Oskar Schindler, Neeson conseguiu o seu melhor desempenho até então. O filme, Schindler´s List, foi o grande vencedor dos óscares desse ano mas Neeson não passou da nomeação, a única até hoje.
No ano seguinte estaria ao lado de Jodie Foster em Nell e Rob Roy mostraria um Neeson mais virado para a acção em 1995. Chegou a ser considerado para James Bond, mas perdeu a corrida para o compatriota Pierce Brosnan.
No entanto em 1996 chegou a sua melhor performance de sempre como o revolucionário irlandes, Michael Collins no filme homónimo. Apesar de ter falhado em convencer a critica, será sempre uma das prestações mais aclamadas desse ano.
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Depois de três anos de pouca actividade, novo papel de destaque, desta feita no inicio da segunda trilogia de Star Wars. Em Phantom Menace, Neeson mostra todos os seus dotes de espadachim enquanto dá uma profundida dramática ao filme. Seria o seu último grande desempenho em quase cinco anos. Um periodo de prestações menos felizes marcaria a viragem de século para o irlandes. Seria preciso chegar Gangs of New York e Love Actually para que Liam Neeson conseguisse relançar a sua carreira junto do grande público. Este ano já, vai ser a estrela de Kinsey, filme pelo qual cogita-se que pode conquistar uma segunda nomeação ao óscar. E já para 2005 tem agendado Kingdom of Heavan e Batman Begins. A prova de que um grande actor está sempre vivo, mesmo quando menos o esperamos.

Próximo Charme de Outono - Michael Douglas

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:12 PM

The Aviator com novo poster

Foi hoje divulgado um novo poster de The Aviator.
Este filme de Martin Scorcese fala sobre a vida atribulada de Howard Hughes, multimilionário dos anos 30 e amante de aviões. A sua paixão era tal que gostava de construir modelos e dar-lhes vida. A sua enorme paixão por mulheres ficou igualmente para a história, tendo-se relacionado com algumas das mulheres mais famosas do seu tempo.
Leonardo di Caprio é a estrela do filme, e procura a sua primeira nomeação ao óscar. Um elenco secundário recheado de estrelas compõe o elenco deste que é sem duvida um dos grandes três candidatos ao óscar.

UPDATE - Foi divulgado o poster com alta-resolução. Aqui fica!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:06 PM | Comentários (1)

Parabéns Scarlett

A musa oficial do Hollywood está de parabens. Scarlett Johansson cumpre hoje 20 anos de idade. Para comemorar o facto decidimos recuperar a sua biografia, publicada pela primeira vez em Agosto.
Resta desejar muitos parabens à Scarlett e esperar que mais tarde ou mais cedo tenhamos a oportunidade de publicar uma entrevista com uma das mais talentosas actrizes do cinema norte-americano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:54 PM | Comentários (7)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Filme Estrangeiro

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Categoria disputada e surpreendente. Depois de Goodbye Lenin! não ter sido nomeado o ano passado e de filmes como Amelie e Cidade de Deus terem perdido para candidatos-surpresa, tudo indica este ano que a tendência se pode inverter.

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Mar Adentro benificiou logo com o facto de não ter um rival como La Mala Educacion nesta categoria. A desistência de Un Long Dimanche de Fiançailles facilitou ainda mais a vida a Alejandro Amenabar que pode este ano conquistar o seu primeiro óscar. E como já tem acontecido noutros anos, é provável que o filme conquiste outras nomeações como na categoria de Melhor Actor.

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The House of the Flying Daggers espelha a importância do novo cinema asiático hoje. Depois de Crounching Tigger, Hidden Dragon ter ganho quatro óscar e de Hero ter sido um sucesso nos Estados Unidos, a verdade é que todos esperam que este filme de Zhang Yimou encontre o mesmo sucesso dos seus antecessores. É igualmente um candidato forte nesta categoria, e uma possivel surpresa noutras.

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Les Choristes ganhou com a vaga aberta pelo filme de Jean Pierre Jeunet. Agora é um dos candidatos mais interessantes. O filme, que está em exibição em Portugal, de Christoph Barratier é um drama convincente no pós-guerra e poderá ser um outsider, se conseguir a nomeação que vai disputar com o belga The Alzeimher Case.

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Olga é um filme brasileiro e isso já diz qualquer coisa. Depois de Central do Brasil, Cidade de Deus e Carandirú agora temos um drama forte de uma mulher assassinada pelo regime nazi. Um filme que foi eleito com muita polémica no Brasil pode tornar-se num vencedor surpresa.

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O cinema russo está em alta. Depois de The Return, agora Night Wash. O filme de Timolir Bekmambetov é um interessante outsider e as boas indicações que o filme tem dado podem significar uma nomeação. Mas a concorrência de filmes como Der Untergang e The House Keys pode fragilizar a sua candidatura.

QUEM PODE SER NOMEADO

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The Alzeimher Case - Bélgica

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Der Untergang - Alemanha

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The House Keys - Itália

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Far Side of the Moon - Canada

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The Olive Harvest - Palestina

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Olga
Mar Adentro
Der Untergang
The House of the Flying Daggers
The House Keys

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:36 AM | Comentários (3)

Sondagem - Cinema de protesto ainda vive

Depois de duas semanas de votações, a verdade é que ficou bem espelhada a opinião dos leitores do Hollywood. 49% acredita que a vitória de George W. Bush não passou pelo fracasso das mensagens de filmes de protesto como Farenheit 9/11 de Michael Moore. Já 34% são da opinião oposta, acreditando mesmo que Moore é o espelho dessa derrota. As opiniões mais moderados colheram apenas 17% sendo que a maior parte delas indica que o cinema de protesto ainda está bem vivo.
Está agora online uma nova sondagem do Hollywood. O que achas que vai ser Alexander? Desilusão, sucesso, fracasso de bilheteira um grande filme? A tua opinião interessa.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:13 AM

novembro 21, 2004

Charme de Outono : Kevin Spacey - O Suspeito do Costume

Com uma carreira marcada por altos e baixos, a curiosidade centra-se à volta do facto que os altos coincidem sempre com uma estatueta dourada. Não é regular, nem explosivo. Apenas cerebral e emotivo. É um dos nomes mais interessantes do cinema dos anos 90. É o homem que se apaixonou por rosas...
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Nasceu a 26 de Julho de 1959 em South Orange, no estado de New Jersey com o nome de Kevin Spacey Fowler.
Sempre teve uma infancia conturbada. Depois de ter acidentalmente colocado a própria casa a arde, os pais enviaram-no para uma Academia militar onde foi expulso pouco depois por agredir um colega. Daí saltou para um liceu local - já vivia na Califórnia - onde conseguiu catalizar a sua tendencia violenta para a representação. Apaixonou-se pelos palcos e começou a entrar em peças amadoras com relativo sucesso. Indeciso, mudou de escola várias vezes, nunca tendo conseguido um diploma universitário. Estava ansioso por começar a trabalhar. Passou pela Broadway com sucesso, onde ganhou um Tony em 1991, e foi ao trabalhar com o seu mentor Jack Lemmon, que começou a ganhar vontade de dar o salto para o cinema.
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Sempre preferiu papeis secundários a papeis principais por achar que assim tinha mais tempo para construir as suas personagens. E foi assim que moldou toda a primeira parte da sua carreira, desde a estreia em Heartburn até Glengarry Glenn Rose. A sua primeira grande consagração chegaria em 1995. Primeiro como serial-killer em S7ven e depois como Verbal Klint em The Usal Suspects. A sua notável construção de personagem valeu-lhe a primeira nomeação e vitória ao óscar de melhor actor secundário. A sua carreira estava agora em alta. Começou a trabalhar ao lado de grandes nomes como Al Pacino em Looking for Richard, e estreou-se como realizador em Albino Alligator, filme que recebeu boas criticas em 1996. O ano seguinte voltaria a mostrar um Spacey em grande forma no notável LA Confidential e ainda no filme de Clint Eastwood, Midnight in the Garden of Good and Evil.
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Em 1999 teve o seu melhor ano de sempre. Abriu o ano a deixar a sua marca no Hall of Fame de Beverly Hills e fechou-o a receber o óscar de melhor actor pelo seu fabuloso desempenho em American Beauty. Era o ponto mais alto da sua carreira. Com uma personagem solta e extremamente interessante, Spacey construiu uma performance notável e chegou mesmo a ver algumas revistas a elegerem-no como o maior actor da década de 90.
Depois da consagração na noite dos óscares, Spacey esteve em destaque em K-Pax e The Shipping News. Seguir-se-iam anos dificeis com desempenhos menos aplaudidos em The United States of Leland e The Life of David Gale. No entanto um regresso estilo pode estar iminente, já que o seu mais recente trabalho, Beyond the Sea, tem andado nas cogitações de alguns para os óscares do próximo ano. O homem que sempre que é nomeado revela-se vencedor, poderá tornar-se num alvo a abater para os "jovens lobos" di Caprio, Foxx e Farrell.

Próximo Charme de Outono - Liam Neeson

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:02 PM | Comentários (1)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Filme Animado

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Vai ser o ano mais disputado de sempre nesta emergente categoria. Pela primeira vez a Dreamworks e a Pixar lutam com armas iguais. Quem vencer tomará a dianteira neste peculiar universo da indústria cinematográfica. E também há curiosidade em saber que estúdio consegue a terceira vaga.

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Shrek 2 é um dos filmes mais divertidos do ano. Foi também dos mais bem conseguidos e inovadores. Por isso é natural que se apresente como candidato favorito. O primeiro filme sobre o ogre verde ganhou a estatueta em 2002 e há muita expectativa em saber se a Dreamworks consegue voltar ao palco depois de ter sido arrasada no ano passado pela Pixar.

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The Incredibles é o digno sucessor de Finding Nemo.
Fez exactamente a mesma receita que o mega-sucesso da Pixar e grande vencedor da última edição dos óscares e e arrasou por completo com as esperanças da Warner e da sua pequena pérola, The Polar Express.
Agora no duelo de titãs com a Dreamworks será curioso ver quem leva a avante. É daqueles categorias em que mais depressa se acerta com uma moeda ao ar do que com suposições.

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A terceira vaga estava reservada à partida para a aposta da dupa Robert Zemeckis-Tom Hanks. Mas The Polar Express desiludiu nas bilheteiras, foi arrasado pelo último sucesso da Pixar e ainda não pagou os custos do filme. É verdade que é um filme de animação inovador mas uma nomeação garantida de caras pode não ser um cenário tão óbvio. Há Shark Tale da Dreamworks, Ghost in the Shell 2 e Home on the Range da Disney que fariam tudo para conseguir o lugar.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Shark Tale

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Ghost in the Shell - 2

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Home on the Range

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Shrek 2
The Incredibles
The Polar Express

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:11 AM | Comentários (1)

novembro 20, 2004

Charme de Outono : Kevin Costner - O que aconteceu Kevin?

De um momento para o outro, um dos maiores valores da industria cinematográfica desapareceu do mapa. Uns dizem que foi por não ter aguentado três fracassos seguidos. Outros dizem que planeia um regresso em grande. De promessa a certeza, de certeza a desilusao, de desilusão a desaparecido. E agora como é?
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Quando irrompeu em meados dos anos 80 trazia uma lufada de ar fresco à representação norte-americana, à época ainda muito dependente dos veteranos da geração de 65 (a de 75 não tinha vingado). Com um punhado de papeis assumiu-se imediatamente como uma referência da sua geração mas em meados dos anos 90 eclipsou-se por completo. Resta saber que Kevin Costner ficará para a história. O dos óscares de Dances With Wolves ou o dos falhanços como Waterworld?

Nasceu a 18 de Janeiro de 1955 na Califórnia. Baptizado Kevin Michael Costner, era o terceiro filho de um casal humilde. O facto do trabalho do pai exigir constantes deslocações de terra em terra, o jovem Kevin nunca criou raizes. Mas desde cedo mostrou ser multi-talentoso. Escrevia, recitava poesia e ao mesmo tempo conseguia ser o melhor em todos os desportos da sua escola. Aventureiro, costumava construir canoas para navegar pelos rios da Califórnia sozinho, procurando a aventura e a excitação do momento. Em 1997 entrou na California State University onde se formou com sucesso em Economia. Na mesma altura em que casava, com 23 anos, com a namorada de liceu, Cindy Silva, Kevin Costner começou a ter licções de representação dramática todas as noites. Estava decidido em tornar-se actor. A vida corria-lhe bem, mas, segundo a lenda, um dia encontrou Richard Burton que o convenceu a deixar tudo pelo amor à representação. E asim foi. Costner despediu-se, foi para Hollywood e trabalhou como camionista e operário para se sustentar enquanto procurava uma oportunidade na Meca do Cinema. Chegou a fazer filmes pornográficos no inicio dos anos 80, mas foi em 1983 que surgiu a sua oportunidade. As suas cenas no filme The Big Chill acabaram por ficar na sala de montagem mas o realizador do filme tinha gostado do que viu. E começou a pensar em Costner para o futuro.
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O realizador era Lawrence Kasdan e decidiu apostar em Costner para o seu western alternativo: Silverado.
O filme foi um tremendo sucesso e Costner saltou de rompante para a ribalta. Começava um periodo dourado que duraria sensivelmente uma decada. Nos anos seguintes rejeitaria entrar em Platoon - por achar que ofendia o exército norte-americano - apostando no filme de Brian de Palma, The Untouchables. O filme foi um sucesso e Costner era cada vez mais uma das estrelas do momento.
Depois de No Way Out e Bull Durnham, novo grande papel no poético Field of Dreams. Mas, mais do que isso, foi nesse ano de 1989 que Costner começou a rodar aquele que viria a ser o filme mais marcante da sua carreira.
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Dances With Wolves era um filme improvável. Um filme pacifista, conciliador e extremamente cinematográfico, privilegiando as paisagens às interpretações. Mesmo assim acabou por ser o grande vencedor da noite dos óscares de 1990, com Costner a subir por duas vezes ao palco. Primeiro para receber o galardão de Melhor Realizador, naquele que era o primeiro filme que dirigia, um facto praticamente inédito. E no final da noite para reclamar o óscar de Melhor Filme. Para trás tinha ficado a derrota na categoria de Melhor Actor, mas a verdade é que o filme foi um sucesso retumbante e Costner tinha-se finalmente afirmada como uma das estrelas de Hollywood.
E em alta estava de facto a sua carreira. Depois da consagração em 1990, o seu melhor ano em 1991.
Primeiro no blockbuster Robin Hood : Prince of Thieves, em que ao lado de Morgan Freeman e Alan Rickman dá vida a uma das mais miticas personagens da literatura britânica. O filme foi um enorme sucesso de bilheteira apesar da critica não ter gostado de ver o seu novo menino bonito a descer do belo para o explosivo. Mesmo assim Costner seria ainda a estrela de um dos filmes mais aclamados do ano, JFK. Vivendo o procurador Jim Garrison, este filme de Oliver Stone mostrava ao mundo o caso Kennedy em toda a sua negritude. E Costner era peça essencial no puzzle. No final o filme teve 8 nomeações ao óscar (ganhou apenas duas) mas Costner foi esquecido. Muitos acharam estranho, mas esse seria o primeiro sinal de que a industria lhe tinha voltado as costas.
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Depois de Bodyguard, filme que tentou mais promover Whitney Houston do que tentar convencer os espectadores da narrativa, houve o interessantissimo A Perfect World, filme dirigido por Clint Eastwood, na altura em grande depois da consagração de Unforgiven. Mais uma vez Costner transformou-se para conseguir um dos papeis mais interessantes do ano. E mais uma vez foi ignorado por tudo e por todos.
Lembrando-se do sucesso de Silverado, Costner tentou de novo recuperar o western e dirigiu Wyatt Earp, mas longe do que conseguiu Kasdan, viu o filme ser apupado pela critica e ignorado pelo publico. Foi então que Costner decidiu fazer o maior filme de sempre. Era um dos orçamentos mais caros da história do cinema mas a verdade é que se tornou também o maior fracasso de sempre. Waterworld podia ter significado o final da sua carreira. Afinal poucos são os actores-realizadores que sobrevivem a um fiasco daquele genero. Mas Costner sobreviveu apenas para se meter noutro sarilho, o futurista The Postman. Tal como o antecessor, também este filme fracassou em toda a linha. Costner estava acabado diziam todos em Hollywood.
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E assim parecia de facto. Foi então que o Costner-realizador passou para segundo plano, voltando o Costner-actor. Os seus papeis em Message in a Bottle e For The Love of The Game mostraram um Costner rejuvenescido. Afinal ainda não estava acabado. Em 2000 o seu desempenho em Thirteen Days foi aplaudido por alguns sectores, apesar do filme não ter tido o sucesso desejado. Mas o que parecia indicar o regresso do talentoso Costner desfez-se em tres filmes. Primeiro na homenagem a Elvis Presley em 3000 Miles to Graceland, e depois em Dragonfly. Costner tinha voltado a afundar-se e seria o western a revitalizar a sua imagem. Em Open Range, em que voltou a dirigir, Costner mostrou estar a uns furos acima do que tinha mostrado nos últimos dez anos, mas continuava a estar bem atrás do que mostrou ser capaz de fazer.
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Para o ano, Costner estará de regresso num dos seus papeis favoritos, jogador de baseball. O filme é The Upside of Anger e muito se fala a propósito da performance de Joan Allen e do elenco de belas teen-stars. Poderá ser um balão de oxigénio para o actor que tem ainda dois projectos para 2005, Rumor Has It e The Turtilla Curtain.
Os fãs do actor estarão desesperados por um come-back em grande nos próximos anos. De grande promessa da geração de 85, Costner é hoje um dos mais mal amados da sua geração. Resta saber se conseguirá voltar a mostrar o seu melhor ou se serão os dvd´s e cassetes a recordarem-nos do que ele foi capaz de fazer.

Próximo Charme de Outono - Kevin Spacey

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:53 AM | Comentários (4)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Montagem

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Categoria extremamente importante e muito disputada, a Montagem pode ser uma das peças mais importantes do puzzle que é a noite dos óscares. Normalmente o filme que ganha montagem ganha igualmente a realização e isso é extremamente importante na hora de decidir os grandes vencedores da noite. Uma luta extremamente renhida está iminente.

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The Aviator é sem duvida o mais fortissimo candidato nesta categoria. Quem já espreitou o filme diz que a montagem é de alto nivel e o próprio filme cheira a "oscares".
Resta saber se é desta vez que a malapata de Martin Scorcese vai finalmente terminar.

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Alexander é, apesar de tudo, um fortissimo candidato em qualquer categoria. Apesar de alguns sites americanos se terem mostrado desiludidos, as várias reportagens à volta do filme (que estreia em Portugal a 2 de Dezembro) e a forte pressão dos estudios Warner (ao contrário de filmes como The Passion of Christ e Phantom of the Opera) podem ser fundamentais para garantirem diversas nomeações e algumas estatuetas ao épico de Oliver Stone. Aqui no Hollywood continuamos a achar que há um trio da frente para a próxima edição dos óscares e que Alexander está nele.

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Finding Neverland completa o trio de grandes favoritos e por isso pode conquistar uma nomeação surpresa nesta categoria no lugar de filmes mais óbvios como Collateral ou Phantom of the Opera.
O filme de Marc Forster é uma aposta importante da Miramax (que terá problemas em decidir entre este filme e o de Scorcese) e foi lançada de propósito agora a pensar nos óscares (foi filmado em 2002). Resta saber se a Academia se deixa convencer.

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Closer é um drama igualmente importante nas cogitações da Academia. Mike Nichols é um homem respeitado e o elenco é de luxo. Desde uma oscarizada a três eventuais futuros vencedores de uma estatueta dourada, o filme brilha pela força dos diálogos, mas também pelo poder da montagem da equipa dirigida por Nichols. Um forte candidato nesta categoria.

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A última vaga vai ser discutida entre Kinsey e Ray. O primeiro filme pode parecer favorito dentro da categoria. A sua montagem é potencialmente mais bem conseguida que a do filme de Taylor Hackford, e Kinsey é um dos titulos mais interessantes do ano. Resta saber se não sofre da "teoria do engrandecimento", que normalmente atribui mais óscares do que o seria previsto para reforçar a candidatura de Ray, um potencial óscarizável.


QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Ray

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The Phantom of the Opera

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Collateral

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Spanglish

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Un Long Dimanche de Fiançailles

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Alexander
The Aviator
Closer
Finding Neverland
Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:29 AM | Comentários (3)

novembro 19, 2004

Charme de Outono : Johnny Depp - Demasiado "cool" para a palavra "cool"...

Ele tornou-se num marco. Não só de cinema alternativo e irreverente mas também de charme e estilo. Hoje Johnny Depp é tido como o actor mais charmoso em actividade, ombreando com gigantes como Paul Newman ou Sean Connery.
Depois de muitos anos a ser considerado uma promessa falhada, este ano ameaça ser o da sua consagração. Preparem-se porque mister Depp chegou à cidade...
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As mulheres amam-no. Os homens querem ser como ele. E ele limita-se a ser ele próprio. Irreverente, diferente, com um sentido de humor delicioso, acaba por trazer a sua vida para dentro dos seus personagens dando-lhes um carisma que à partida outro actor não conseguiria. Porque só há um Johnny Depp!

Apesar de ter trajeitos europeus, de possuir um sotaque inglês notável, a verdade é que esta pérola do cinema contemporâneo é do estado do Kentucky, lá no sul dos Estados Unidos. Foi lá onde nasceu a 9 de Junho de 1963. E de facto John Christopher Depp II tem todos os traços de um actor de signo gémeos. As duas caras, o drama e o humor, a morbidez e a leveza. Tudo isso ajuda a torná-lo num dos cinco grandes actores da sua geração.
E quando olhamos para Depp vemos o que ele é. Criado na Florida, onde gostava mais de estar na praia do que propriamente na escola, aos 15 abandonou os estudos para se tornar numa estrela rock. Até teve sucesso. Tocava em bandas de garagem e chegou a fazer a primeira parte de um concerto de Iggy Pop. Mas quando visitou Los Angeles com a sua primeira mulher, e esta lhe apresentou Nicholas Cage, o jovem Depp começou a interessar-se pela vida de actor. E foi assim que em 1984, com 19 anos, entrou no seu primeiro filme Nightmare in Elm Street. Era o seu primeiro papel num tipo de cinema que o acompanharia nos anos seguintes. Em 1986 iria ainda surgir no consagrado Platoon mas seria na televisão que o seu nome saltaria para a ribalta.
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A sua primeira grande oportunidade no mundo televisivo chegou em 1987 quando conseguiu um lugar na popular serie 21 Jump Street. A partir daí Depp tornou-se no "queridinho" das raparigas norte-americanas.
Cry Baby continuava a tendência de Depp para vir a ser uma futura estrela de filmes para adolescentes mas então chegou Tim Burton que o resgatou dos filmes "pipoca" e o levou para um mundo bem mais sombrio, um mundo pelo qual Depp se iria apaixonar.
Em 1990 começava uma das mais miticas parcerias actor-realizador dos dias de hoje. O filme era Edward Schissorhands, hoje um filme de culto, na altura um passo em frente na carreira de ambos. Depp transformou-se por completo para viver o angustiado jovem com mãos de tesoura e conquistou aplausos incondicionais de todos, falhando por pouco a sua primeira nomeação ao óscar. Era o primeiro de uma serie de grandes interpretações de Depp.
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Depois do sucesso de Edward Schissorhands, Depp fez um cameo em Freddy´s Dead : The Final Nightmare e no ano seguinte surgiria em três filmes bem distintos. Primeiro na primeira experiencia de Emir Kusturica nos Estados Unidos no filme Arizona Dream. Depois em Brenny and Joon, divertida e excêntrica comédia e ainda em What´s Eating Gilbert Grape, profundo drama de Lasse Hallstrom com Leonardo di Caprio a viver o irmão mais novo de Depp.
1994 significava o regresso à parceria com Tim Burton no notável Ed Wood, filme sobre o pior realizador de cinema do mundo. Depp volta a mostrar o seu melhor num papel cheio de vida e garra, tendo sido bastante elogiado. No anos seguinte faria três interessantes filmes. Primeiro, ao lado de Marlon Brando e Faye Dunaway, em Duan Juan de Marco, onde Depp vive um dos seus personagens mais excêntricos, e ainda em Dead Man e Nick of Time.
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Aós um ano de interregno Depp volta em 1997 em Donnie Brasco, filme sobre o sub-mundo do crime nova-iorquino baseado em factos reais. Ao lado de Al Pacino, Depp dá uma interpretação dramática de alto nivel e prova que está pronto para encarar todos os desafios.
Nesse ano Depp vai realizar o seu primeiro filme. Rodado ao estilo de Kusturica, e com o amigo Brando no elenco, The Brave foi um fracasso mas ajudou a mostrar uma vontade de evolução na forma de interpretar de Depp que viria a surgir mais tarde. Em 1998 haveria Fear and Loathing in Las Vegas, filme hilariante de Terry Gilliam com um elenco de luxo onde Depp era a estrela mais cintilante. Mas a verdade é que por essa altura a sua carreira estava a precisar de mais um empurrão. E nada melhor do que recuperar pela terceira vez a velha dupla com Tim Burton. E assim foi. Em Sleepy Hollow, provavelmente o melhor filme de 1999, Johnny Depp é absolutamente extraordinário como o céptico Ichabod Crane que é mandado resolver o caso do cavaleiro sem cabeça. Filme e interpretações de alto nivel, que ajudaram a coroar um ano já de si prolifero com dois excelentes trabalhos em The Astronaut´s Wife e The Ninth Gate.
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A entrada no novo século far-se-ia dividida em tres pequenos mas interessantes papeis. Primeiro em The Man Who Cried, ao lado de Christina Ricci, com quem trabalhava pela quarta vez, e depois também como cigano em Chocolat, filme de Lass Hallstrom com que já tinha trabalhado anos antes. Para coroar o ano, Depp coroou o elenco de Before Night Falls, filme pelo qual Javier Bardem conquistou a sua primeira nomeação ao óscar. No entanto os seus desempenhos do ano seguinte em From Hell e Blow acabaram por não corresponder às exepctativas e durante um ano ninguém ouviu falar em Depp. E por bons motivos. Durante 2002 o jovem actor já de 39 anos filmou dois papeis que poderão marcar a sua carreira. Primeiro trabalhou em Finding Neverland, filme onde vive o autor das aventuras de Peter Pan. O problema é que o filme teve problemas com a produtora Miramax, e essa achou melhor adiá-lo para 2004. Segundo muitos essa jogada poderá valer o óscar a Depp. Óscar ao qual foi nomeado pela primeira vez já no ano passado graças ao seu absolutamente notável desempenho em Pirates of the Caribean - The Curse of the Black Pearl. A sua personagem - Captain Jack Sparrow - foi das mais espectacularmente compostas dos últimos anos e valeu-lhe o seu primeiro blockbuster, aclamações da critica, vitória no SAG e nomeação ao óscar. Além do mais Depp mostrou de novo a sua versatilidade ao brilhar em Once Upon a Time in Mexico e Secret Window confirmando um ano dourado.Um ano que Depp espera repetir em 2004.
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Mas Depp é daqueles homens que não para. Depois de já estar preparado para começar a rodar as duas sequelas de Pirates of the Caribean, há ainda mais cinco filmes para ver com Depp nos próximos dois anos. São eles Libertine, The Corpse Bride, The Diving Bell and the Butterfly, Shantaram, The Rum Diary e a sua quarta participação ao lado de Tim Burton em Charlie Wonka and the Chocolat Factory.
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De facto há poucos homens como Jonnhy Depp, quanto mais actores. Uma carreira recheada de sucessos e desempenhos que ficarão facilmente na historia do cinema gravados a letras de ouro. Eleito pela Empire como a estrela mais sexy de sempre da história do cinema, este homem é um Don Juan de Marco dentro e fora das telas. Depois de um casamento falhado no inicio dos anos 80, Depp relacionou-se com as mais bonitas mulheres de Hollywood, antes de se ter juntado com a bela Vanessa Paradis no sul de Fraça, da qual tem hoje dois filhos.
Aliás, ao viver em França Depp prova a sua independencia do star-system norte-americano, é hoje um actor modelo e um dos mais completos artistas da sua geração. A consagração mundial segue dentro de momentos...

Próximo Charme de Outono - Kevin Costner

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:14 PM | Comentários (8)

Óscares 2004 Previsões - Melhor Direcção Artistica

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Categoria importante e de extremo interesse. Aqui começam a definir-se as coisas. Juntamente com Cinematografia e a Montagem, esta é das mais importantes categorias técnicas. Normalmente os filmes de época têm vantagem, mas este ano a situação pode não ser a mesma. Quem será o sucessor de Minas Tirith, como o cenário perfeito na próxima edição dos óscares?

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Alexander surge naturalmente como candidato. As recriações da Macedónia, Atenas, Pérsia e India prometem ser um dos pontos altos do filme. No entanto se o filme não conseguir o numero esperado de nomeações, há sempre a hipótese de Troy ser nomeado. Uma dúvida que depende da aceitação do filme em Hollywood. Para a semana já se saberá.

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The Aviator é outro candidato natural. A recriação da California dos anos 30 e 40 é uma das pérolas do filme de Martin Scorcese e promete tornar o filme num dos mais serios candidatos neste categoria. Tal como em Montagem e Cinematografia, uma vitória aqui de The Aviator pode ser um indicador importante para o filme durante a noite.

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Finding Neverland é falado por muitos como um dos mais fortes candidatos ao óscar. Apesar de ser um filme de época no entanto a sua aposta sempre esteve no argumento e interpretação. No entanto se a Academia vir que precisa de engrandecer a vitória do filme de Marc Foster, esta categoria pode ser uma das escolhidas.

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Quantas nomeações o filme de Jean Pierre Jeunet vai ter ninguém adivinha. Pode ter seis como pode ter nenhuma. Esta primeira previsão acredita que, no lugar de The Passion of Christ ou Phantom of the Opera, este Un Long Dimanche de Fiançailles é um dos candidatos mais interessantes. É dificil prever o impacto que o filme terá nos Estados Unidos mas que tem todas as condições para brilhar em várias categorias, incluindo esta, disso ninguém duvida.

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Ray é outro dos filmes, tal como Finding Neverland, que aposta no trabalho do seu actor principal e no elenco secundário para atacar a noite dos óscares. Mas isso não invalida que seja uma aposta para outras categorias. A reconstrução dos cenários da vida do músico Ray Charles podem-se tornar numa aposta interessante. Being Julia é outro dos filmes que pode conseguir uma nomeação nesta categoria.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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The Passion of Christ

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Being Julia

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Stage Beauty

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The Phantom of the Opera

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Troy

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Alexander
The Aviator
Un Long Dimanche de Fiançailles
Finding Neverland
Ray

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:48 AM | Comentários (3)

Divulgados os candidatos ao óscar de Melhor Documentário

À semelhança do que aconteceu há duas semanas, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos doze pré-candidatos ao óscar de Melhor Documentário.
A categoria tem cinco vagas disponiveis e a corrida será bastante interessante, tendo em conta que nomes como Touching the Void e Super Size Me foram muito aplaudidos pela critica. O grande ausente será sempre Farheneith 9/11. O filme de Michael Moore abdicou de concorrer nesta categoria para poder atacar o óscar de Melhor Filme, algo que no entanto é muito improvável.
Os nomeados a esta categoria, bem como das restantes, serão anunciados na manhã do dia 21 de Janeiro e os óscares serão entregues na noite de 27 de Fevereiro, com cobertura em directo aqui no Hollywood.
Aqui ficam os nomes candidatos:
- Thouching the Void
- Super Size Me
- Twist of Faith
- Tupac: Ressurection
- Tell Them Who You Are
- The Story of the Weeping Camel
- The Ritchie Boys
- Ridding Giants
- In the Realms of the Unreal
- Howard Zinn : You Can´t Be Neutral on a Moving Train
- Home of the Brave
- Born into Brothels

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:32 AM

David Yates dirige The Order of Phoenix

O relativamente desconhecido realizador britânico David Yates foi o nome escolhido para dirigir a quinta aventura de Harry Potter.
Tendo até hoje apenas um filme no seu curriculo (The Titchborn Claimant) e é mais conhecido pelos seus produtos televisivos. No entanto a produção da franchise parece estar a apostar numa vaga de talentos já que o novo argumentista da serie é o igualmente pouco conhecido Michael Goldenberg.
O filme será rodado já no final do próximo ano e só chegará às salas de cinema em 2007.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:25 AM

novembro 18, 2004

Charme de Outono : Jeff Bridges - Completamente na boa...

Encarnou a personagem mais "cool" da história do cinema. Aliás, há em cada uma das suas vidas cinematográficas uma onde bom humor e um espirito alegre que se torna contagiante para todos que o vêm trabalhar. Ele é hoje o simbolo perfeito de uma forma diferente de encarar a arte de representar...
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Foi uma das maiores promessas da geração de 65 e durante alguns anos houve quem temesse que não passasse disso mesmo. Uma promessa. Mas os últimos vinte anos têm ajudado a mostrar um actor mais maturo e fresco, sem medo de enfrentar desafios, por muito dificeis que eles possam parecer. Por isso é que já está na altura de coroar Jeff Bridges.

Filho da California, nascido a 4 de Dezembro de 1949 em Los Angeles, sempre teve a representação nas veias. O pai era Lloyd Bridges, conhecido actor de westerns. O irmão, com quem contracenaria no inesquecivel The Fabulous Baker Broys, é Beau Bridges. E por isso é natural que Jeffrey Leon Bridges acabasse eventualmente por ser também ele actor.
Aos dois anos já surgia em filmes, fazendo pequenos papeis de criança. Foi aos 20 anos, em 1969, que se começou a destacar na televisão no filme Silent Night, Lonely Night. O filme Hells of Anger começava a mostrar um Bridges como jovem rebelde sem causa, imagem que ficaria eternizada no seu notável desempenho em The Last Picture Show, filme de Peter Bogdanovich de 1971. Para além de ter sido um dos grandes filmes do ano, a verdade é que Bridges começou a consolidar a sua carreira com uma precoce nomeação ao óscar de melhor actor secundário.
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Seguiram-se uma serie de papeis que seguiam a imagem criada por Bridges no filme de Bogdanovich em filmes como Fast Picture, Bad Company, The Last American Hero e Thunderbolt and Lightfoot, filme pelo qual foi nomeado pela segunda vez ao óscar, depois de ter roubado todas as cenas a Clint Eastwood.
O problema começou então. Os seus papeis estavam gastos e as novas abordagens não iriam resultar. King Kong, Somebody Killed Her Husband e Heavan´s Gate foram fracassos a todos os niveis, e agora com 30 anos, a carreira de Bridges teimava em não sair do sitio.
Este foi um cenário que se tornou recorrente até 1984. Dez anos perdidos que Bridges não deve querer lembrar tão cedo.
Mas com Starman, filme de 84, estava de volta o melhor Bridges. Um desempenho absolutamente notavel como um extra-terrestre que chega a terra e adquire forma humana, valeu-lhe a primeira nomeação ao óscar de Melhor Actor. E permitiu-lhe voltar a pensar numa carreira ao mais alto nivel. O mais dificil tinha ficado para trás.
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Seguiram-se então nos anos seguintes uma serie de excelentes desempenhos em filmes muito aceitaveis. Primeiro foi Jagged Edge, depois 8 Million Ways To Die e, acima de tudo, Tucker : The Man and His Dream, filme poético de Francis Ford Copolla, que lhe proporcionou o seu melhor papel de sempre, apesar de ter sido ignorado pela Academia. No ano seguinte chegou a parceria com o irmão Beau, e com a diva Michelle Pfeifer em The Fabulous Baker Boys, um dos filmes mais interessantes do ano.
A carreira de Bridges continuava em alta no inicio da nova década. Primeiro revisitou o universo de Bogdanovich em Texasville e depois entrou, lado a lado com Robbie Williams, no filme de Terry Gilliam, The Fisher King.
1992 viria a mostrar mais um grande Bridges em American Heart e no ano seguinte viria aquele que é o seu papel favorito, Fearless. E quando muitos pensavam que o ritmo iria abrandar, ainda deu tempo para Wild Bill em 1995, uma abordagem realista e crua à vida do famoso Buffalo Bill.
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Depois de dois anos em baixa, o grande regresso chegava em 1998 com Big Lebowski. O filme dos irmãos Coen é um dos mais fabulosos da década e o desempenho de Bridges como "The Dude" é sublime. No entanto, como habitualmente, a Academia preferiu ignorar esta pequena obra de arte. E Bridges continuava sem vencer prémios.
No ano seguinte, 1999, haveria Arlington Road, espectacular thriller com Tim Robbins, e em 2000 chegaria a sua 4º nomeação ao óscar, desta vez a terceira como melhor actor secundário, pelo filme The Contender onde viveu o Presidente dos Estados Unidos. Mais uma vez o prémio foi para outro.
K-Pax iria marcar o ano de 2001 para Bridges, num excelente contra papel a Kevin Spacey, no primeiro filme pós-óscar, e se em 2002 não haveria Bridges, este voltava no ano seguinte em força em Seabiscuit. Papel notável mas nem sequer considerado pela Academia, apesar das sete nomeações do filme.
Para 2004 ficou mais um "enorme" desempenho em The Door in the Floor e no próximo ano poderemos ver este grande actor em The Moguls e Tideland.
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Um dos actores menos valorizados mas ao mesmo tempo, um dos mais completos da industria cinematografica norte-americana, Jeff Bridges é hoje um dos grandes injustiçados da história do cinema. Com 55 anos muitos acreditam que a sua hora chegará em breve, mas a verdade é que depois de trinta anos a brilhar ao mais alto nivel, esperava-se já um sinal de reconhecimento por parte dos seus pares. No entanto Bridges está na boa. Tranquilo, preparado para quando o momento chegar. E se não chegar? Paciência dira ele com aquele sorriso do tamanho do mundo.

Próximo Charme de Outono - Johnny Depp

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:52 PM

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Cinematografia

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Um importante prémio, normalmente um dos óscares técnicos que acabam por ser conquistados por filmes de vertente mais interpretativa. Este ano a disputa pelo prémio de melhor Cinematografia, ou Fotografia se preferirem, está animada. Um duelo que poderá servir como micro-cosmos da próprio cerimónia. Quem ganhará?

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Alexander continua a ser um nome incontornável, apesar das primeiras indicações sobre o filme não sejam as melhores. No entanto será dificil não ver o filme nomeado por esta categoria, considerada como fundamental para controlar as categorias técnicas. Uma vitória aqui de Alexander poderia deixar a adivinhar uma cerimónia de consagração para Oliver Stone.

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Aviator tem aqui a sua primeira grande hipótese de bater o filme de Stone em aspectos técnicos. Provavelmente é o mais forte candidato nesta categoria exactamente porque apesar de não ser um filme muito técnico, é natural que apresenta uma composição fotográfica bem conseguida. Se Scorcese vencer aqui, então a sorte poderá pender para o seu lado.

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Poucos esperavam que Un Long Dimanche de Fiançailles conseguisse tanto apoio mas a verdade é que este "Amelie vai à guerra" pode ser uma das grandes surpresas da noite dos óscares. Uma nomeação nesta categoria já seria uma grande vitória. O óscar seria a consagração de uma grande produção franco-americana. Mas mesmo assim o filme vai discutir a vaga com um outro titulo de sucesso com uma grande fotografia que é Diarios de Motocicleta.

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The Passion of Christ dificilmente pode ambicionar ter nomeações nas categorias de destaque. Mas no universo técnico dos óscares o filme de Mel Gibson está como peixe na água. Uma nomeação seria justa e previsivel. Só não acontecerá se a polémica à volta do filme crie um sentimento "anti-Paixão". Nesse caso o filme não terá quaisquer hipóteses, nem mesmo nas categorias onde é francamente um dos filmes mais bem conseguidos do ano.

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Closer é, tal como Aviator, o exemplo de um filme de caracteristicas dramáticas e interpretativas que pode conseguir nomeaçóes cirurgicas em categorias técnicas. E se há categoria em que o filme de Mike Nichols pode almejar ser um dos eleitos, ela é sem duvida a categoria de Melhor Cinematografia. Uma nomeaçãoo aqui poderia significar muito para este filme promissor. Mas serão outros filmes como Closer, casos de Ray e Finding Neverland, que surgirão como fortes alternativas para esta vaga.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Ray

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Finding Neverland

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Diarios de Motocicleta

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The Life Aquatic With Steve Zissou

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Eternal Sunshine of the Spotless Mind

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Alexander
Aviator
Closer
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
The Passion of Christ

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:16 PM | Comentários (3)

Mais um Bond

Ainda Pierce Brosnan não tinha anunciado a sua saida e já havia candidatos para o seu lugar. Depois da MGM ter confirmado que Brosnan não voltaria a ser 007 surgiram mais nomes ainda.
Mas agora, segundo o site Moviehole, há um nome consensual para os estudios. É britânico, como manda a tradição, e fez escola na serie televisiva Captain Hornblower. Recentemente vimo-lo como Lancelot em King Arthur e será uma das estrelas de Fantastic Four.
Quem é ele? Adivinharam. Ion Gruffudd poderá ser 007. O problema é que ele para já é apenas mais um nome numa lista interminável de candidatos. Por isso o melhor é esperar-mos pelo anuncio oficial.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:44 PM

Primeiro poster de Constantine

A MTV já divulgou o primeiro poster do novo filme de Keanu Reeves.
Constantine é a adaptação da comic-book Hellblazer e conta a estória de um detective que é persuadido a descer aos infernos no sub-solo de Los Angeles para resolver um intrigante suicidio da irmã gemea de uma policia de LA.
O filme conta ainda no elenco com Rachel Weisz, Tilda Swinton e Shia LaBeouf e é dirigido por Francis Lawrence.

UPDATE - O Hollywood já conseguiu o poster no tamanho original.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:44 AM

novembro 17, 2004

Charme de Outono : Jack Nicholson - Tudo sobre Jack...

Quando se fala de sucesso. Quando se fala de talento. Quando se fala de sorrisos. Quando se fala da arte de representar há sempre um nome que nos vem imediatamente à cabeça. Sim, é ele mesmo, provavelmente o único actor a poder dizer com confiança que ninguém faz o que ele faz melhor porque ele já o faz de forma perfeita...
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Começou nos filmes de terror, passou pelo drama, pela acção e pela comédia. Hoje é simplesmente ele próprio, de dois em dois anos, e sempre que estreia um novo filme todos se apressam a antever "a grande performance do ano". Ele é simplesmente Jack Nicholson.

Nasceu a 22 de Abril de 1937 em Neptune, no estado de New Jersey, com o nome de John Joseph Nicholson. A história lembra-lo-á sempre no entanto como Jack Nicholson.
O pai abandonou-o quando ainda era pequeno, acabando o pequeno Jack por ter de crescer apenas acompanhado pela mãe, que julgava que era a irmã mais velha, e a avó, a quem tratava como mãe. Facto que só descobriu anos mais tarde, quando a revista Time fez uma pesquisa sobre a sua vida. Uma estória que já de si mostra a particularidade de ser ser "Jack Nicholson". Outra estória que se tornou celebre foi a sua alcunha "Mulholand Man", alcunha que conquistou por partilhar a "Bad Boy Avenue" juntamente com Marlon Brando e Warren Beatty, dois dos seus maiores amigos.
Depois de um infancia algo conturbada, foi estudar para a Manasquan High School, onde foi considerado "o palhaço da turma", titulo que conquistou ao amigo de infancia Danny de Vitto.
Aos vinte e um anos estreou-se no cinema e nunca mais faria nada na vida. Era o inicio de uma carreira sem igual.
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O seu primeiro papel seria em The Cry Baby Killer, um drama em tons de horror movie. Depois da sua estreia, Nicholson começou um carreira em pequenos filmes sem grande destaque mas que, aos poucos, lhe permitiram acumular experiência e um nome em Hollywood. Desde The Little Shop of Horrors a The Raven, passando por Hells Angels on Wheels, era facil encontrar Nicholson neste genero de papeis de jovem rebelde briguento ou assassino. Mas conseguiri ele fazer outra coisa?
Em 1969 Dennis Hopper começou por escandalizar Hollywood com o seu filme Easy Rider. O escandalo era maior porque no filme estava Peter Fonda, o filho do mitico Henry Fonda, num papel pouco recomendável. Só que quem também lá estava, e em grande estilo, era mesmo Jack Nicholson. E muitas pessoas só se lembram mesmo dele neste filme tal foi o impacto do seu pequeno, mas bem aproveitado papel. Nicholson fechava assim a década na boca de todos, com uma nomeação ao óscar de melhor actor secundário, a mesma forma como abriria os anos 70 ao mostrar um notável desempenho no filme Five Easy Pieces que lhe valeria desta feita a sua primeira nomeação ao óscar de melhor actor.
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O seu primeiro grande desempenho na década de 70 iria contudo em 1974 Depois de ter sido rejeitado por Copolla, para o papel de Michael Corleone, o jovem Nicholson entrou em Chinatown, notável filme de Roman Polanski onde viveu um Bogart-look alike de nome Jake Gitts. O filme foi um sucesso e Nicholson conseguiu a sua terceira nomeação ao óscar. Ele que é hoje o actor com mais nomeações conquistadas pela Academia, um total de 12.
Seguir-se-iam no ano seguinte Operation : Reporter e One Flew Over the Cuckoo´s Nest. O filme seria o mais espantoso em todo o ano, especialmente porque contou com um Nicholson "gigantesco". Segunda nomeação e primeiro óscar como Melhor Actor, num ano em que o filme também foi coroado com outras estatuetas douradas.
The Missouri Breaks não foi o sucesso que se esperava mas foi uma oportunidade dourada de Nicholson trabalhar com o amigo Marlon Brando, do qual era vizinho na mitica Mulholand Drive. Nesse mesmo ano faria The Last Tycoon mas a nota dominante é a de que a sua carreira ia esmorecendo no final da década de 70. Tendência que um papel notável mudaria rapidamente.
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The Shinning é provavelmente um dos filmes de terror mais intensos dos últimos vinte cinco anos. E Nicholson, que tinha tido neste genero uma importante escola, o homem para o papel. A realização de Stanley Kubrick é inteligentissima mas são cenas como "Here´s Johnny" que pautaram o sucesso do filme em 1980. E com este sucesso também Nicholson estava outra vez em alta.
Começou a apostar em pequenos papeis secundários e conseguiu o que queria. Primeiro em Reds, filme do amigo Warren Beatty, recebeu a sua segunda nomeação como actor secundário, e dois anos depois, em 1983, conseguiria esse mesmo óscar pelo seu notável desempenho em Tearms of Endearment, onde viveu um ex-astronauta. A década estava a começar bem de novo mas desta vez iria ser boa até ao final. Com Prizzis Honor em 1985 vinha a primeira nomeação ao óscar de Melhor Actor em dez anos de carreira enquanto que os seus desempenhos em The Witches of Eastwick e Broadcast News continuaram a mostrar que estava em alta. Em Ironwed conquistou nova nomeação ao óscar de Melhor Actor secundário e em 1989 faria aquele que ele próprio considera como o seu desempenho mais pop, o de Joker em Batman.
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Cons uns anos 80 de luxo, a década de 90 poderia ressentir-se. Afinal Jack tinha já mais de 50 anos e os bons papeis não surgem todos os dias.
A Few Good Men provou a todos que um Jack 55 anos era ainda um grande Jack. Os últimos 15 minutos do filme são todos dele e não surpreendeu ninguém que chegasse a 10º nomeação no final do ano. Só que Hoffa e Wolf acabaram por não ser os sucessos esperados por todos e durante alguns anos muitos pensaram que Nicholson não voltaria a ser o que era. Aliás a sua performance em Mars Attack não deixava nada de bom na memória dos fãs.
Só que a história é feita destas coisas. Calharia que seria aos 60 anos de idade que Jack Nicholson viveria o seu maior papel até hoje. Melvin Udall, o paranoico escritor de As Good As it Gets. O filme vive com base no ritmo que Nicholson impõe e o óscar era algo natural. Seria o seu 3º, um novo recorde para actores (fica a um do recorde de Khatarine Hepburn) e a prova viva de que este era um nome a marcar a letras de ouro na história do cinema.
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Só que apesar do sucesso, Nicholson não parou. Quatro anos depois seria a estrela de The Pledge, o primeiro filme realizado por Sean Penn. O filme é dos mais fracos do ano mas Nicholson é igual a si próprio como aconteceu no ano seguinte no filme do jovem indie Alexander Payne. Em About Schmidt, é um Nicholson assumidamente veterano que mesmo assim faz o que quer de cada cena em que entra. O resultado seria a natural 12º nomeação ao óscar, se bem que já ninguém contava que ele fosse galardoado mais alguma vez. O ano de 2003 acabou por ser dos mais proliferos dos últimos anos graças a dois notáveis desempenhos. Primeiro como psiquiatra e mestre de Adam Sandler em Anger Management e depois como o veterano amante de Diane Keaton em Something´s Gotta Give, com uma das melhores performances do ano.
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Nicholson é hoje o actor mais galardoado em actividade. Já recebeu mais nomeações para vários prémios, incluindo óscares, globos, baftas, do que muitos dos actores em actividade e o seu recorde de 3 óscares (2 como principal e 1 como secundario) permance intocável. Eterno fã dos LA Lakers (a gravação dos filmes são sempre planeados de acordo o calendário dos Lakers) e mulherengo eterno, Jack Nicholson é hoje do melhor que o cinema tem para oferecer. Talvez se um dia enviarem uma capsula para o espaço com uma colectanea dos seus melhores momentos, pode ser que aquilo que eles nos faz sentir aqui, seja sentido por tudo o que habitar esse universo sem fim.

Próximo Charme de Outono - Jeff Bridges

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:00 PM

O Que Estreia Por Cá - O que é 2046?

Wong Kar-Wai é um dos realizadores mais na moda. Talvez por ser quase um icone do novo cinema oriental, que não teve medo em explorar uma nova faceta, bem diferente dos filmes clássicos de Ozu, Mizoguchi ou Kurusawa.
Depois de In the Mood for Love, o realizador volta ao local do crime e assina mais uma obra prima. Batam à porta de 2046...
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nota: o Hollywood anunciou há três semanas a estreia do filme de Wong Kar Wai, estreia essa que foi adiada. Por isso transcrevemos o texto dessa publicação e pedimos desculpas aos nossos leitores.

A estória pode parecer a mesma. Se calhar, lá mesmo no fundo, até é. Mas 2046 dá um novo folego ao cinema deste realizador de Hong Kong, conhecido por ser um dos mais perfeccionistas do mundo.
Estrela do Festival de Cannes, este 2046 começa talvez (sim porque neste filme só há suposições) onde In the Mood for Love acaba. Começa no mesmo quarto, na mesma época e com o mesmo objectivo. Dar voz a um universo intimista e habilmente retratado pelas mãos de mestre de Kar Wai. Um filme que fala sobre o medo do futuro, a omnipresença do passado e um universo imenso de coincidências.
Realizador fetiche do cinema oriental, mentor de uma nova vaga de autores de sucesso, Kar Wai tem neste filme uma postura de grande honestidade para com o seu público. De regresso está também Tony Leung Chiu Wai, o actor fetiche do realizador. Quem também faz parte do elenco do filme mais intimista do ano é Li Gong e ainda Takuya Kimura.
Um filme para quem quer descobrir o melhor que se faz num universo cinemaotográfico que funciona como um gigante adormecido: o sudeste Asiático.
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Estão previstas mais cinco estreias esta semana no nosso país.

Bridget Jones - The Edge of Reason é a nova aventura da popular personagem literária que fez furor em Inglaterra durante os anos 90 e que conhece agora a segunda adaptação ao universo cinematográfico. Renée Zellweger regressa de novo - com mais uns quilos - ao papel de destaque desta comédia romântica atribulada onde Colin Firth e Hugh Grant têm papel de destaque como a balança sobre o qual pesa o futuro de Bridget.
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The Clearing é um thriller dramático que volta a apresentar um Robert Redford em boa forma, ele que há algum tempo que não surgia diante da camara. Ao seu lado vão estar William Dafoe e Helen Mirren. O filme é da autoria de Pieter Jan Brugge e conta a estória de um rapto, e das consequências que ele vai trazer para uma aparentemente estável familia que apenas se limitva a viver o "sonho americano".
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Depois de em 1997 Ice-Cube e Jennifer Lopez terem sido as estrelas de Anacondas - eleito como um dos piores filmes do ano - chega agora a sequela.
Da autoria de Dwight H. Little, o filme - Anacondas: The Hunt for the Black Orchids - volta a colocar um grupo de investigadores à procura de uma preciosidade num rio infestado de temiveis anacondas, as gigantes serpentes que atemorizam até os mais corajosos. Num elenco sem estrelas (Johnny Messner, KaDee Strickland e Matthew Marsden) o filme não promete.
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Immortel - Ad Vitam oferece uma viagem ao mundo do suspense e da ficção cientifica. Com uma irreconhecivel Charlotte Rampling, este filme é dirigido por Enrik Bilal que adapta o universo da sua obra literária ao cinema. Uma mega-produção franco-italiano-britânica que prima pela originalidade.
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Por fim temos também RRRrrrr!!! comédia de Alain Chabat. Passado na pré-história, esta é a estória do primeiro assassinato, curiosamente por causa de um...champôt, razão suficiente para colocar em guerra as tribos dos Cabelos Limpos e Cabelos Sujos. Puro humor non-sense francês.
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O HOLLYWOOD RECOMENDA - O cineasta Wong Kar Wai oferece-nos a hipótese de relaxar um pouco do vendaval de cinema norte-americano que domina as nossas salas de cinema. Por isso é interessante visitar o universo de 2046.

O HOLLYWOOD DESACONSELHA - Se Anacondas já era mau que chegue, imaginemos uma sequela. Nem é preciso dizer mais nada.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:54 PM

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Guarda-Roupa

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Um ano extremamente equilibrado na categoria de Melhor Guarda Roupa. Os filmes de época estão na linha da frente, passando da Antiguidade Clássica para a Inglaterra do Século XVI e terminando nos anos 30 de Hollywood. Com cinco nomeados nesta categoria é dificil prever já um vencedor. Provavelmente um dos cinco filmes não será nomeado de forma a reforçar filmes que vão lutar pelo óscar de melhor filme e que não são habitues nas categorias técnicas.

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Alexander é o épico do ano e há poucas dúvidas sobre isso. Mas também há quem pense que o filme será uma desilusão e conseguirá menos nomeações do que se espera. No entanto a tendência é ainda para manter as várias nomeações técnicas ao filme de Oliver Stone. E um épico histórico é sempre um fortissimo candidato nesta categoria porque exige um trabalho de pesquisa e concepção do guarda-roupa muito maior do que se se tratasse de um filme recente. Uma aposta que parece ser bastante segura, mas que dependerá sempre do sucesso do filme na generalidade.

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Aviator é outro filme de época, desta vez passado na década de 30 nos EUA. É uma homenagem ao glamour de Hollywood e a Academia verá com bons olhos este regresso nostálgico a um passado recente e ao mesmo tempo longinquo. O guarda roupa do leque de actrizes é o ponto mais alto da concepção de guarda-roupa do filme de Martin Scorcese. Se Aviator, como se espera, batalhar pelos óscares até ao final, conseguirá facilmente esta nomeação.

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Phantom of the Opera é um filme de opera e isso logo desperta um imaginário imenso no universo dos guarda-roupas. Neste filme de Joel Schumacher a aposta está na caracterização do vestuário de Emmy Rossum, Gerard Butler e todo o elenco da opera e a aposta parece ser bastante interessante. Não é um nomeado garantido mas um fortissimo candidato.

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Vanity Fair é a abordagem histórica de Mira Nair ao livro de William Tackheray. Passado na Inglaterra de oitocentos, entre as ruas de Londres e os grandes salões da capital, o guarda-roupa é um dos pontos altos do filme, especialmente nas cenas de destaque visual da protagonista, Reese Witherspoon. É um fortissimo candidato mas pode sair prejudicado pelos inumeros filmes de época que este ano concorrem ao óscar.

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Stage Beauty é uma versão light de Shakespeare in Love. E se o filme de John Madden foi um sucesso retumbante em 1998, então é natural pensar que este filme de Richard Eyre possa seguir os seus passos. O teatro da Londres de seiscentos é a base do filme, coroado de representações teatrais ao estilo de shakesperiano, e de romances atribulados. Um candidato circunstancial. Se a Academia estiver nostálgica de filmes como Elizabeth ou Shakespeare in Love a nomeação é certa. Caso contrário pode perder a nomeação para Finding Neverland ou Un Long Dimanche de Fiançailles.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Finding Neverland

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Un Long Dimanche de Fiançailles

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The Passion of Christ

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Ray

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Kinsey

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Alexander
The Aviator
Vanity Fair
Finding Neverland
Un Long Dimanche de Fiançailles

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:12 AM | Comentários (2)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Maquilhagem

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Um ano interessante para esta categoria, especialmente graças ao notável trabalho de maquilhagem do filme The Passion of Christ. No entanto o filme de Mel Gibson não corre sozinho e terá dois adversários de grande valor para disputar o prémio final. Mais uma categoria que ficou orfã da serie avassaladora de óscares ganhos pelo filme Lord of the Rings - The Return of the King. Quem será o sucessor do épico de Tolkien?

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The Passion of Christ é o crónico candidato à vitória nesta categoria. Se há categoria em que o filme de Mel Gibson é o favorito absoluto à partida, ela é esta. Um trabalho absolutamente assustador na caracterização de um Cristo sofredor poderá fazer desiquilibrar a balança para o lado do filme da Icon Pictures, a verdadeira prova de fé do australiano Mel Gibson.

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The Phantom of the Opera é igualmente um candidato de valor para esta categoria. Estamos a falar da adaptação da mitica opera ao cinema pelo realizador Joel Schumacher, e o autor do filme apostou numa caracterização fiel das suas personagens. Normalmente os musicais em tons burlescos, como são aqueles inspirados em óperas, conseguem uma das vagas disponiveis nesta categoria. Será que a tendência se vai confirmar? Provavelmente, até porque se o filme de Schumacher não for nomeado a vaga será para outro musical, Vanity Fair.

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A terceira vaga será alvo de grande disputa. Se a Academia apostasse em dar várias nomeações a Alexander então não seria dificil ver o épico de Oliver Stone como nomeado. Mas provavelmente o filme que acabará por ser eleito será mesmo Lemony Snicket´s - A Series of Unfortunate Events, onde Jim Carrey surge de forma irreconhecivel. O filme em si não desperta muitas emoções mas o trabalho de maquilhagem é extremamente louvado e não surpreenderá ninguém se for um dos três filmes escolhidos.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO?

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Alexander

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Stage Beauty

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Vanity Fair

QUEM DEVERIA SER NOMEADO?
The Passion of Christ
Alexander
Vanity Fair

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:58 AM | Comentários (3)

Divulgado o poster dos Óscares2004

Foi hoje divulgado o poster oficial da 77º cerimónia dos óscares, relativa ao ano de 2004.
A cerimónia, que terá lugar no Kodak Theater na noite de 27 de Fevereiro do próximo ano, vai premiar os melhores do ano da industria cinematográfica norte-americana e será alvo de uma vasta cobertura em directo por parte do Hollywood.
Os nomeados às diversas categorias serão conhecidos na manhã do dia 25 de Janeiro, sendo que até lá o Hollywood vai-vos contar tudo o que pode acontecer antes e depois da divulgação dos finalistas. A cerimónia será apresentada pelo comediante Chris Rock.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:20 AM

Dois novos trailers

Foram hoje divulgados dois novos interessantes trailers para filmes a estrear brevemente nos EUA.
Spanglish ameaça ser um dos grandes sucessos independentes do ano. Com Adam Sandler, Tea Leoni e Cloris Leachman, este divertido filme de James L. Brooks é visto por muitos como uma aposta interessante na luta pela vaga "indie" nos próximos óscares, lado a lado com I Heart Huckabes e Sideways.
National Treasure será certamente um dos filmes de acção mais divertidos do final de ano. Nicholas Cage regressa ao papel onde se sente mais confortável, o heroi de acção com um sentido de humor extremamente apurado, e com Diane Kruger e Sean Bean vai procurar um tesouro milenar que está escondido na Constituição norte-americana.
Cliquem no poster para ver os novos trailers.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:08 AM

novembro 16, 2004

Charme de Outono : George Clooney - O bom ladrão...

É um dos actores mais charmosos da sua geração. Entre os sucessos na televisão e no cinema conseguiu construir uma carreira sólida. Já apostou na realização com frutos e hoje é um dos nomes mais multi-facetados de Hollywood. E faz isso sempre com um sorriso espelhado na cara...
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Filho do sul dos EUA, onde fez campanha pelo pai para este ser eleito senador, é um homem do mundo do espectáculo. Cresceu a ver o pai na televisão e foi aí que encontrou a fama, mais propriamente na secção do serviço de urgências. Daí a consolidar a sua carreira no cinema foi um passo, e agora será curioso ver os próximos desenvolvimentos da vida de uma estrela chamada George Clooney.

Nasceu George Timothy Clooney a 6 de Maio de 1961 em Lexington, cidade do estado do Kentucky no sul dos Estados Unidos da América. O pai, Nick Clooney, era um reputado reporter televisivo foi o primeiro a tentar trazer o seu filho para o mundo do espectáculo. Aos cinco anos começou-o a levá-lo para a regie do programa que apresentava e convenceu o filho a procurar uma carreira no jornalismo. No final, temendo uma futura concorrência com o próprio pai, o pequeno George partiu do meio jornalistico para ingressar na vida desportiva onde tentou por várias vezes a sua sorte como profissional de Baseball. Depois de ter sido rejeitado pelos Cincinatti Reds decidiu apostar numa vida ligada à representação. Por essa altura já tinha completado o liceu e tinha sido aceite na Northern Kentucky University, onde não acabou o curso que tinha começado. Estavamos em 1982 e a vida de Clooney a representar tinha começado. Iria honrar o nome do tio, José Ferrer, vencedor de um óscar de melhor actor em 1950, e acompanharia o primo, Miguel Ferrer, numa carreira de sucesso em Hollywood.
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Depois de ter-se estreado no cinema num pequeno papel arranjado pelo primo, decidiu partir para Los Angeles onde durante um ano procurou, sem suceso, trabalho como actor. Sem dinheiro, vivia no armário de um amigo. Finalmente conseguiu estrear-se em Hollywood, em 1983, ao lado de Charlie Sheen mas o filme nunca saiu da prateleira para desespero de Clooney. Mas os estudios gostaram do que viram do jovem actor.
O seu primeiro papel de destaque viria curiosamente numa serie televisiva chamada E/R, em que o actor partilhava o elenco com Elliot Gould e Jason Alexander. E só em 1987 é que Clooney daria oficialmente os primeiros passos no cinema. Foi no filme Return to Horror High, horror-movie que antecedeu outros titulos menores como Grizlly2 : The Predator e The Attack of the Roaring Tomatoes e que seriam os únicos filmes que faria em toda a década. Eternamente divido entre a televisão, onde participou em diversas series, e os primeiros e timidos passos no mundo do cinema, George Clooney parecia passar completamente despercebido na Meca de Hollywood.
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O inicio dos anos 90 pautou-se com diversas novas series de sucesso como Baby Talk ou Bodies of Evidence e com pequenos papeis no cinema em Unbecoming Age e The Harvest.
O grande "boom" na carreira de Clooney chegaria apenas em 1994 na serie ER - Serviços de Urgência. A serie foi um sucesso imenso e a sua personagem era o principal catalizador de emoções. De repente Clooney passava a ser uma das maiores estrelas do panorama televisivo norte-americano. E não demorou muito até a sua carreira em Hollywood começar a progredir. Primeiro foi no sucesso da critica From Dust Till Dawn, filme de Robert Rodriguez com argumento de Quentin Tarantino, e depois seria a sua passagem pela serie Batman, onde viveria em 1997 o Homem-Morcego, sucedendo a Val Kilmer. Ainda nesse ano foi, ao lado de Nicole Kidman, a estrela de The Peacemaker, outro sucesso junto do público que ajudou a consolidar a sua imagem de actor de sucesso. O ano acabaria em grande com a eleição para Homem mais Sexy do ano.
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O ano seguinte começaria a consolidar a imagem do "bom ladrão" que George Clooney iria desenvolver nos anos seguinte. Primeiro ao lado de Jennifer Lopez em Out of Sight e em 1999 no notável sucesso de David O. Russell, The Three Kings. Nesse filmes Clooney chegou mesmo a defrontar-se com Russell a propósito de divergências na forma como Russell o filmava, tendo sido na altura apoiado pelo amigo Mark Whalberg, com quem partilhava o protagonismo do filme. No ano anterior Clooney tinha sido um dos muitos actores no sucesso The Thin Red Line.
A entrada no novo século chegava com o enorme sucesso dos irmãos Coen, O Brother Where Art Thou?, em que Clooney tinha a possibilidade de voltar ao seu estado natal. O filme mostrou um Clooney com um sorriso "pepsodent", imagem de marca do actor para os anos seguintes. Depois de trabalhar com os Coen, chegaria a vez de fazer, lado a lado com o amigo Whablerg, The Perfect Storm, filme de Wolfgan Peterson. O ano corria bem e depois de uma passagem pelo filme Spy Kids, chegava a altura de Clooney se juntar à troupe de Steven Soderbergh.
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Em Ocean´s Elevan, George Clooney leva ao extremo a figura do bom ladrão, extremamente "cool". No seu primeiro filme com o seu grupo de amigos, que inclui Brad Pitt, Julia Roberts e o realizador Soderbergh, a sua interpretação foi o ponto alto do remake do maior sucesso do rat-pack de Sinatra, Martin e Sammy Davies Jnr. Papel que repetirá este ano no esperado Ocean´s Twelve.
2002 seria um ano de emoções mistas. A aposta no remake do sucesso de Andrei Tarkovski, Solaris, falhou em toda a linha, mas a sua estreia como realizador conheceu alguns aplausos interessantes. Confessions of a Dangerous Mind anunciava, acima de tudo, um Clooney fresco a dirigir a camara e pronto a ceder o protagonismo a outros actores em prole do resultado final. Para o elenco do filme voltou a juntar o grupo de amigos, dando o destaque a Sam Rockwell que conseguiu dessa forma uma das melhores performances do ano. E se em 2003 Clooney voltou a Spy Kids e ao amigo Rodriguez, também houve a oportunidade de o ver de novo na mão dos Coen no interessantissimo Intolerable Cruelty.
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George Clooney é hoje, sem margem para dúvidas, um dos actores mais populares de Hollywood. Apesar da sua carreira não ter sido pontuada por magistrosas interpretações e sucessos retumbantes, o seu caracter e a forma de estar diante da camara granjearam-lhe imensos admiradores por esse mundo fora. Resta saber se será o Clooney cool que iremos ver nos próximos anos, ou o homem sóbrio que mostrou que dirigir é algo que também sabe fazer extremamente bem.

Próximo Charme de Outono - Jack Nicholson

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:08 PM | Comentários (6)

ÓSCARES 2004 Previsões - Melhor Efeitos Visuais

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Apenas três nomeados nesta categoria destinada a premiar o filme com melhor efeitos especiais. Com a introdução das imagens animadas por computador (CGI) torna-se cada vez mais interessante ver qual o filme que conseguiu levar mais além a sua imaginação visual. Quem será afinal o sucessor de Lord of the Rings - The Return of the King?

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Spiderman2 foi nomeado à dois anos atrás nesta mesma categoria mas acabou por sucumbir ao poder do universo Lord of the Rings (que venceu todas as edições nesta categoria de 2001 a 2003). Hoje Spiderman2 é hoje o grande favorito para sair vencedor na categoria de Melhor Efeitos Visuais, especialmente se a forte campanha levada a cabo pela Sony Pictures tiver o efeito desejado. Com alguns efeitos absolutamente notáveis, este filme de Sam Raimi será dificil de igualar pelos rivais.

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Sky Captain and the World of Tomorrow é outro fortissimo candidato a esta categoria, sendo que é o único filme que pode rivalizar em pleno com Spiderman2.
Com a inovação filmagem sob fundo azul, que acabou por permitir que todas as imagens, exceptuando os actores, fossem criadas em CGI, Sky Captain dá um passo enorme para a evolução da concepção gráfica do cinema dos dias de hoje. Um filme que não terá tanto apoio por parte da Paramount como as aventuras do Homem Aranha terá da Sony Pictures.

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A última vaga será essencialmente disputada por dois filmes. Mas, até ver, The Day After Tomorrow leva vantagem. O épico catástrofe de Roland Emerich apostou em efeitos visuais de grande impacto para construir o sucesso do filme. Mas a verdade é que o filme falhou na bilheteira, pelo menos na dimensão do que se esperava realmente por parte dos directores Fox.
Mesmo assim o filme é espantoso no campo dos efeitos visuais, especialmente na inundação de Nova Iorque e na destruição de Los Angeles e será sempre um fortissimo candidato, podendo no entanto, na hora da verdade, ceder o lugar ao épico Alexander que poderia eventualmente tornar-se no sucessor de Gladiator, o último épico a triunfar na categoria em 2000, antes da vaga de Lord of the Rings.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Alexander

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I Robot

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Troy

QUEM DEVIA SER NOMEADO?
Sky Captain and the World of Tomorrow
The Day After Tomorrow
Alexander

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:13 AM | Comentários (1)

Streep abandona All the King´s Men

A consagrada actriz Meryl Streep - que será provavelmente nomeada ao óscar de Melhor Actriz Secundária pelo seu papel em The Manchurian Candidate - vai abandonar o projecto-remake de All the Kings Men.
O filme, inspirado no sucesso de Robert Rossen de 1949, vai contar a estória de um homem do povo de um dos estados do sul dos EUA que gradualmente se vai tornando poderoso e tirânico, enganando todos aqueles que o acompanharam na sua ascensão. Sean Penn vai viver o papel que foi de Broderick Crawford (e que lhe valeu o óscar), enquanto que Jude Law e Kate Winslet estão confirmados no elenco. Com a saida de Streep, cujos motivos não são ainda conhecidos, fica aberta uma vaga para este filme de Steven Zaillian.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:42 AM

Primeiro poster do remake de Pink Panther

Está finalmente online o primeiro poster de Pink Panther, o remake do sucesso de Peter Sellers da década de 60.
Neste filme, dirigido por Shawn Levy, o comediante-actor-dramaturgo Steve Martin é o inspector Jacques Closeau, contactado pela policia francesa para descobrir quem é o verdadeiro ladrão do mitico diamante Pink Panther. Só que Closeau não é propriamente um dectetive com low-profile e a confusão vai atingir proporções inimagináveis.
Um filme divertido que conta ainda no elenco com Kevin Kline, Jean Reno e a música Beyoncé Knowles. A estreia do filme está agendada para Julho de 2005.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:36 AM

novembro 15, 2004

Charme de Outono : Gary Oldman - O Camaleão...

É um dos actores mais versáteis da história do cinema. Encarna todo e qualquer tipo de papeis sempre com a mesma genialidade. Encarnou desde personagens históricas a homens excentricos, sempre convencendo tudo e todos do seu enorme talento. É provavelmente o actor mais sub-estimado da sua geração. Um pecado que ainda vai a tempo de ser remediado...
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Gary Oldman traz em si toda a chama dos actores britânicos aliado a uma versatilidade tipicamente norte-americana. É o homem dos sete oficios. Já foi vilão, heroi, politico, compositor, musico e feiticeiro. Mas sempre com o mesmo toque de génio.

Nascido a 21 de Março de 1958 em Londres, Leonard Gay Oldman é o fiho tipico de Londres. Os pais eram gente humilde e Oldman só entrou mesmo numa fase avançada da sua aprendizagem como actor graças a uma bolsa de mérito. Foi então que no Rose Bruford Drama College começou a dar azo a todo o seu talento. Em 1979 recebeu um prémio de alto mérito pelos progressos desenvolvidos. Passou para o Greenwich Young People's Theatre onde começou a representar de forma continua. Daí até saltar para os teatros do East End foi um instante. Em 1985 venceu o Prémio Revelação e Prémio Melhor Actor do teatro londrino pela peça The Pope´s Wedding. Estava a hora de provar o seu valor no cinema.
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E para primeiro papel nada como a mitica personagem da cena musical Sid Vicious no filme Sid and Nacy. Estavamos em 1986 e esta seria a primeira personagem histórica que iria encarnar de forma tão convincente que já não imaginamos a mesma personagem interpretada por outro actor.
Depois foi Joe Orton, o conturbado dramaturgo gay britânico em Pick Up Your Ears, ao lado de Alfred Molina, em 1987. Seguiram-se excelentes desempenhos em Track 29, Criminal Law, Chattachochee e Rosencratz and Guilderstern are Dead, filmes de 89 e 90. Era uma fase boa para Oldman que se começava a afirmar entre os demais. Antes de saltar para a fama como Lee Harvey Oswald, no mitico filme de Oliver Stone, esteve em estado de graça em State of Grace - notável performance ao lado de Sean Penn e Ed Harris - e ainda em Heading Home.
Mas foi de facto JFK que o catapultou para a fama. A viver o suposto assassino de presidente Kennedy, Oldman é uma das peças fortes do filme sem nunca ser demasiado extravagante. A sua omnipresença reforça ainda mais a sua poderosa interpretação. E a fama ali tão perto.
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E depois de ser Oswald não há nada como viver Dráculo. Foi isso que Oldman pensou quando aceitou o convite de Francis Ford Copolla para ser a estrela do seu mais recente filme, The Bram Stoker´s Dracula. Um papel intenso, como habitual, e cheio de profundidade dramática, ou seja, tipico de um filho dos palcos.
Em 1993 Oldman fez apenas Romeo is Bleeding, filme sobre o sub-mundo da policia e as suas relaçoes com a mafia.
O ano seguinte provou no entanto ser o melhor da sua carreira.
Primeiro foi Stansfield, a nemesis de Jean Reno no sucesso de Luc Besson, The Professional. E nesse mesmo ano conseguiu o seu maior desempenho de sempre - e um dos mais portentosos da década - ao viver o compositor Ludwig von Beethoven no inesquecivel Imortal Beloved. Um desempenho marcante mas que acabou por passar ao lado dos grandes prémios. Por essa altura já se percebia que Oldman era, a par de Johnny Depp, o actor mais sub-valorizado da sua geração.
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O ano seguinte seria marcado por dois filmes apenas, Murder in the First e The Scarlett Letter, onde contracenou com Demi Moore num drama de época, onde valores morais e um amor impossivel se cruzam de forma impiedosa.
Basquiat iria dar a Oldman mais uma hipótese de brilhar, desta vez como elemento secundário, enquanto que em 1997 seria um Oldman hilariante aquele que Luc Besson escalou para entrar no seu sucesso The Fith Element.
Por essa altura a faceta de vilão de Oldman estava em alta o que se confirmou no filme Air Force One, ainda de 1997, no tele-filme Jesus, onde foi Pilatos, e ainda no notável The Contender, filme que para muitos poderia ter sido o da coroação tão ansiada. O que obviamente não veio a acontecer.
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Hannibal marcava a estreia de Oldman no novo século. Era já uma fase baixa da carreira do notável actor, sucessivamente desaproveitado pelos grandes estudios. E depois de dois anos de trabalhos pouco reconhecidos, chegou a hipótese de Oldman se estrear num grande blockbuster. Foi em Harry Potter and the Wizard of Azkaban. Oldman só surge em cena nos últimos vinte minutos mas a forma como o faz desiquilibra logo as contas a seu favor. E prova a todos que ainda está no seu melhor.
Para os próximos tempos espera-se o regresso ao seu papel de Sirius Black em Harry Potter and the Goblet of Fire e Harry Potter and the Order of Fenix e ainda a ansiada performance em Batman Begins, onde viverá um jovem tenente Gordon.

Próximo Charme de Outuno - George Clooney

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:27 PM

Nomeados para os Prémios Europeus de Cinema

Foram na passada sexta-feira divulgados os filmes nomeados para os prémios da Academia de Cinema da Europa.
Os grandes favoritos, com cinco nomeações cada, são La Mala Educacion de Pedro Almodovar, Mar Adentro, de Alejandro Amenabar e ainda Gegen Die Wand de Fatih Akin.
Imelda Staunton, Penelope Cruz, Daniel Bruhl e Javier Bardem são os favoritos para os prémios de interpretação e Eternal Sunshine of the Spotless Mind é um dos candidatos mais fortes.
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Os Premios Europeus de Cinema são a versão europeia dos "óscares" e por isso despertam imenso interesse.
Na luta elo prémio de Melhor Filme vão competir Ett Hal I Mitt Hjarta, um filme sueco, Vera Drake de Mike Leigh, Gegen die Wand, filme do turco-alemão Akin, Les Choristes de Chritoph Barratier (actualmente em exibição em Portugal), Mar Adentro do espanhol Amenabar e La Mala Educacion. Uma luta que se adivinha interessante. Além da nomeação principal o filme de Almodovar conquistou nomeações nas categorias de Melhor Realizador, Argumento Original, Fotografia e Banda Sonora. Também Mar Adentro e Gegen Die Wand conseguiram cinco nomeações.
No que aos actores diz respeito a luta vai ser animada, quer no meio masculino quer na secção feminina.
Para além das favoritas Imelda Staunton (Vera Drake) e Penelope Cruz (Non Ti Muovere) há ainda que contar com Asi Levi (Avanim), Sibel Kekilli (Gegen Die Wand), Sarah Alder (Notre Musique) e Valeria Bruni-Tedeschi no filme de François Ozon, 5x2.
Já no que aos actores diz respeito o Felix será discutido entre Daniel Brulh (Die Fetten Jahre Sind Vorbei), Javier Bardem (Mar Adentro) e Bruno Ganz (Der Untergang) com Gerard Jugnot (Les Choristes), Bogdan Stupka (Svoi) e Birol Unel (Gegen Die Wand) a espreitarem por fora uma oportunidade.
Outra categoria que desperta interesse é a de Melhor Filme Estrangeiro. Eternal Sunshine and the Spotless Mind, Farhenheit 9/11, Maria Full of Grace e Diarios de Motocicleta representam o cinema americano enquanto que 2046, Bin Jip, Old Boy e The House of the Flying Daggers representam o cinema asiático. Moolaade é o único representante do continente africano na categoria.
Eduardo Serra também repete este ano a nomeação para Melhor Fotografia que conquistou na última edição dos óscares pelo filme Girl With a Pearl Earring e é assim o único representante português.
O Felix 2004 também inclui o popular The Jameson´s People Choice que permite ao público escolher os melhores de 2004.

Podem consultar aqui o site oficial dos Felix e aqui fica a lista com todos os filmes nomeados. Os prémios serão entregues a 11 de Dezembro numa gala em Barcelona. E a noite pode muito bem ser espanhola.

MELHOR FILME
ETT HÅL I MITT HJÄRTA
GEGEN DIE WAND
LA MALA EDUCACIÓN
LES CHORISTES
MAR ADENTRO
VERA DRAKE

MELHOR REALIZADOR
FATIH AKIN - GEGEN DIE WAND
PEDRO ALMODÓVAR - LA MALA EDUCACIÓN
ALEJANDRO AMENÁBAR - MAR ADENTRO
THEO ANGELOPOULOS - TRILOGIA - TO LIVADI POU DAKRIZI
NIMRÒD ANTAL - KONTROLL
AGNES JAOUI - COMME UNE IMAGE

MELHOR ACTRIZ
SARAH ADLER - NOTRE MUSIQUE
VALERIA BRUNI-TEDESCHI - 5 X 2
PENELOPE CRUZ - NON TI MUOVERE
SIBEL KEKILLI - GEGEN DIE WAND
ASI LEVI - AVANIM
IMELDA STAUNTON - VERA DRAKE

MELHOR ACTOR
JAVIER BARDEM - MAR ADENTRO
DANIEL BRÜHL - DIE FETTEN JAHRE SIND VORBEI
BRUNO GANZ - DER UNTERGANG
GERARD JUGNOT - LES CHORISTES
BOGDAN STUPKA - SVOI
BIROL ÜNEL - GEGEN DIE WAND

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
FATIH AKIN - GEGEN DIE WAND
PEDRO ALMODÓVAR - LA MALA EDUCACIÓN
ALEJANDRO AMENÁBAR e MATEO GIL - MAR ADENTRO
JEAN-LUC GODARD - NOTRE MUSIQUE
AGNES JAOUI e JEAN-PIERRE BACRI -COMME UNE IMAGE
PAUL LAVERTY e AE FOND KISS

MELHOR FOTOGRAFIA
JAVIER AGUIRRESAROBE - MAR ADENTRO
JOSÉ LUIS ALCAINE - LA MALA EDUCACIÓN
LAJOS KOLTAI - BEING JULIA
ALWIN KUCHLER e MARCEL ZYSKIND - CODE 64
EDUARDO SERRA - GIRL WITH A PEARL EARRING
ANDREAS SINANOS - TRILOGIA - TO LIVADI POU DAKRIZI

MELHOR BANDA SONORA
BRUNO COULAIS - LES CHORISTES
ALEXANDRE DESPLAT - GIRL WITH A PEARL EARRING
THE FREE ASSOCIATION - CODE 46
ALBERTO IGLESIAS - LA MALA EDUCACIÓN & TE DOY MIS OJOS
ELENI KARAINDROU - TRILOGIA - TO LIVADI POU DAKRIZI
STEPHEN WARBECK - DE ZAAK ALZHEIMER

MELHOR FILME NÃO-EUROPEU
2046
BIN JIP
DIARIOS DE MOTOCICLETA
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND
FAHRENHEIT 9/11
MARIA FULL OF GRACE
MOOLAADE
OLD BOY
THE HOUSE OF THE FLYING DAGGERS

PRÉMIOS JAMESON´S 2004

MELHOR REALIZADOR EUROPEU
FATIH AKIN – Head On
PEDRO ALMODOVAR – La Mala Educacion
THEO ANGELOPOULOS – Trilogy: The Weeping Meadow
BERNARDO BERTOLUCCI – The Dreamers
JULIE BERTUCELLI – Since Otar Left
ICIAR BOLLAIN – Take My Eyes
RICHARD CURTIS – Love Actually
PATRICE LECONTE – Confidences Trop Intimes
HILMAR ODDSSON – Cold Light
MICHAEL WINTERBOTTOM – Code 46

MELHOR ACTOR EUROPEU
DANIEL BRUHL - Love In Thoughts
SERGIO CASTELLITTO – Don’t Move
DANIEL CRAIG – The Mother
COLIN FARRELL - Intermission
COLIN FIRTH – Girl With A Pearl Earring
HUGH GRANT – Love Actually
THOMAS KRETSCHMANN – Immortal (Ad Vitam)
FELE MARTINEZ – La Mala Educacion
INGVAR EGGERT SIGURDSSON – Cold Light
BIROL UNEL – Head On

MELHOR ACTRIZ EUROPEIA
FANNY ARDANT - Nathalie
EMMANUELLE BEART - Nathalie
PENELOPE CRUZ – No Ti Muovere
EVA GREENThe Dreamers
ISABELLE HUPPERT – Ma Mere
LAIA MARULL – Take My Eyes
SAMANTHA MORTON – Code 46
CHARLOTTE RAMPLING - Immortal
ANNE REID – The Mother
PAZ VEGA - Carmen

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:23 PM

Tom Hanks no Da Vinci Code

Apesar das apostas estarem concentradas no duelo Russel Crowe-Liam Neeson, parece que foi Tom Hanks quem levou a melhor.
A Variety adianta hoje que a Columbia começou a negociar com Hanks o contracto para este viver Harry Langdon, o investigador de sucesso de Dan Brown, e do seu último best-seller, The Da Vinci Code.
Hanks poderá assim juntar-se ao realizador Ron Howard e a Jean Reno, que é o nome preferido dos estudios para o papel de Fache. Em relação aos restantes papeis ainda há muitas incertezas. Certo parece é que Howard quer mesmo uma jovem actriz francesa para o papel de Sophie. Claire Forlani, Emmanuelle Beart, Sophie Marceu, Virgine Ledoyan e Luduvine Saigner estão na linha da frente.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:25 PM | Comentários (4)

OSCARES2004 Previsões - Melhor Efeitos Sonoros

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Uma categoria em que existem apenas três filmes nomeados desperta sempre à atenção. A luta é mais acesa e aguerrida, especialmente quando competem filmes de natureza diferente. Isso porque é de esperar que a nomeação de um filme animado vá continuar este ano. Quem serão os escolhidos para este categoria?

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Alexander parece estar em todas. O filme de Oliver Stone pode mesmo ser o grande vencedor da noite, apesar de rumores vindos de Los Angeles indicarem que o filme também pode tornar-se numa das grandes desilusões do ano. Mesmo assim numa categoria como Efeitos Sonoros não é dificil encontrar uma nomeação para um épico histórico, e Alexander levará sempre vantagem sobre Troy ou King Arthur neste capitulo.

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The Incredibles é a grande aposta da Pixar para 2004 e parece que cumpre todas as expectativas geradas à volta do sucessor de Finding Nemo. Vai ser curiosa a luta do filme com as hostes de Oliver Stone, até porque apesar de Monster Inc e Finding Nemo terem já sido nomeados, nunca um filme animado venceu esta categoria desde Who Frammed Roger Rabitt.

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Se esta categoria é reconhecida por premiar filmes que à partida não se apresentam como "oscarizáveis" (Speed, U-571, Indiana Jones..) é de esperar então que o terceiro nomeado seja um filme que pode funcionar como caixinha de surpresas. E esse filme pode muito bem ser I Robot. O filme consegue dar bons momentos sonoros e se for a terceira escolha, isso não surpreenderia ninguém. Mas não é favorito já que Sky Captain and the World of Tomorrow e Spiderman2 podem também ser nomeados facilmentes.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Sky Captain and the World of Tomorrow

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Spiderman2

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The Polar Express

QUEM DEVERIA SER NOMEADO?
Alexander
The Incredibles
I Robot

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:15 AM | Comentários (3)

OSCARES2004 Previsões - Melhor Som

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A categoria de Melhor Som normalmente é um bom indicador de quem sairá vencedor no conjunto de categorias técnicas. Além do mais é habitual que pelo menos dois nomeados ao óscar de Melhor Filme consigam uma nomeação nesta categoria. O vencedor do ano transacto foi Lord of the Rings - The Return of the King. Quem será o galardoado este ano? Clique em mais para saber tudo sobre esta categoria.

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Alexander é um épico e portanto é natural que a aposta nos efeitos sonoros seja de destacar. Por isso este é sempre um fortissimo candidato ao óscar de Melhor Som. A nomeação parece estar garantida à partidaté porque filmes como Gladiator também venceram esta estatueta na sua caminhada rumo à glória.

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The Aviator fala sobre um homem que sonhava construir o maior avião do mundo. Nada mais natural portanto do que em apostar em grandes efeitos de som, um pouco à medida de que aconteceu com Master and Commander no ano passado.

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Ray é o filme do ano que mais se assemelha com um musica. O filme sobre a vida do músico Ray Charles está recheada de muita e boa música. Se filmes como Chicago recentemente deram cartas nesta categoria, então é natural ver como Ray se porta. The Phantom of the Opera pode estar à espera de uma vaga.

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Spiderman2 pode conquistar aqui uma nomeação importante. O primeiro filme da saga foi nomeado exactamente por esta categoria e apesar da ambição da Sony, será dificil ver este filme nomeado em muito mais categorias. Estar entre os cinco escolhidos já é uma vitória até porque vai discutir a vaga com Sky Captain and the World of Tomorrow.

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Troy é outro épico e os efeitos sonoros do filme são absolutamente notáveis. No entanto não é uma nomeação segura, isto porque a "vaga" do filme épico parece estar preenchida à partida por Alexander. Mas na ausência de filmes de guerra, habitualmente contemplados com esta estatueta, será interessante ver se há espaço para o filme de Peterson. O filme de Jean Pierre Jeunet é o seu grande rival.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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The Phantom of the Opera

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Un Long Dimanche de Fiançailles

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The Passion of Christ

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Sky Captain and the World of Tomorrow

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Collateral


QUEM DEVERIA SER NOMEADO?
Alexander
Aviator
Troy
The Passion of Christ
Sky Captain and the World of Tomorrow

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:49 AM | Comentários (2)

OSCARES2004 Previsões - Melhor Banda Sonora

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Categoria normalmente extremamente interessante de se seguir. Vamos ter a competir nomes ilustres que nunca foram premiados e trilhas sonoras de um cinema alternativo ao americano mas que, no registo sonoro, se afirmam como fortes concorrentes. Além do mais será curioso ver se a tendência de nomear filmes animados continua este ano.
São cinco os nomeados que podem suceder à banda sonora de Lord of the Rings - The Return of the King. Clique em mais para saber tudo o que pode acontecer a 27 de Fevereiro no Kodak Theater.

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Alexander poderá ser um dos filmes do ano. E nada melhor do que começar a estruturar um ataque aos óscares com uma nomeação na categoria de Banda Sonora. A trilha do filme de Oliver Stone estará a cargo dos Vangelis, que se tornaram famosos ao comporem uma outra banda sonora, a de 1492.

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The Aviator é provavelmente o maior rival de Alexander nesta dase. A ambiciosa produção de Martin Scorcese sobre a vida de Howard Hughes apela a uma banda sonora à altura. E quem melhor que Howard Shore, o actual detentor do óscar para dar vida ao ambiente sonoro deste promissor filme?

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Un Long Dimanche de Fiançailles é a ambiciosa aposta da Warner Bros, marcando o regresso da dupla Jean Pierre Jeunet e Audrey Tatou ao cinema. Num filme de guerra pede-se uma banda sonora cheia de garra mas, ao mesmo tempo, com grande sensibilidade. É isso que nos oferce Angelo Badalamenti.

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Diarios de Motocicleta tem uma trilha sonora espantosa. O seu autor, Gustavo Santaollala consegue criar uma atmosfera extraordinária à volta da figura de Ernesto Guevarra. Um filme notável com uma banda sonora a condizer. A Academia poderá apostar neste candidato sem grandes surpresas.

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The Passion of Christ é a ambicisa produção de Mel Gibson sobre a vida de Jesus Cristo. Um filme emocionalmente fortissimo e com uma banda sonora que entra perfeitamente no espirito do filme. A trilha é da autoria de John Debney e este poderá ser um cavalo que corre por fora na próxima cerimónia dos óscares.

QUEM TAMBÉM PODE SER NOMEADO

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Lemony Snicket´s: A Series of Unfortunates Events - Thomas Newman

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Harry Potter and the Prisioner of Azkaban - John Williams

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The Polar Express - Alan Silvestri

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The Village - James Newton Howard

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The Terminal - John Williams

QUAIS OS CINCO FILMES QUE DEVERIAM SER NOMEADOS?
Alexander
The Village
Passion of Christ
Diarios de Motocicleta
The Aviator

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:14 AM | Comentários (2)

novembro 14, 2004

Charme de Outono: Dustin Hoffman - O simbolo de uma era

São já quarenta anos de carreira ao mais alto nivel na Meca do Cinema. Depois de uma estreia que acabou por se tornar quase mitica até aos papeis mais leves dos dias de hoje, esta foi uma carreira marcada a letras de ouro com performances abençoadas pelos deuses. E é por isso que ele é hoje, sem duvida alguma, considerado um dos melhores actores de sempre...
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Quem tem a sorte de se estrear em Hollywood com um filme tão forte como The Graduate e ser a estrela de tantos outros sucessos durante mais de tritna anos, só pode ser abençoado. Pelos deuses mais pelo talento também. E talento é algo que não falta a este "monstro sagrado" que é Dustin Hoffman.

Nasceu a 8 de Agosto de 1937 em plena Cidade dos Anjos - L.A - numa altura em que essa já era a capital mundial do cinema. Talvez por isso se perceba que, desde sempre, Hoffman esteve em casa.
Depois de uma infancia marcada pela rebeldia dos californianos do pós-guerra, Hoffman mostrou não ter grande talento na escola. Até a um dia em que se inscreveu numa cadeira de representação porque um amigo lhe dinha tido que naquela disciplina ninguém reprovava. E Hoffman não só não reprovou como encontrou ali a rampa de lançamento para uma carreira notável. No final decidiu-se pela arte de representar apenas pelo motivo de que não queria ir trabalhar como todos os outros. E ele não era como todos os outros, de facto.
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Depois de anos a aprender numa escola de representação em Pasadena conheceu Gene Hackman. O actor que mais tarde viria a ser galardoado com dois óscares desistiu do curso e procurou a sorte em Nova Iorque. Meses depois Dustin Hoffman foi à sua procura e acabou por morar no chão da sua cozinha. Eventualmente ambos acabariam por conhecer um terceiro actor, Robert Duvall, com quem partilhariam algumas agruras. E assim estava formada a coluna vertebral da representação norte-americana da década de 70 (faltará apenas Al Pacino, Jack Nicholson e de Niro).
Aos 29 anos conseguiu finalmente um papel diante das camaras. Foi numa produção televisiva, The Journey of the Fifth Horse. No ano seguinte surgiria a estreia no cinema. Mel Brooks, vizinho de Hoffman, tinha-lhe dado o papel de destaque na peça The Producers que iria estrear esse ano na Broadway. Só que Anne Bancroft, mulher de Brooks, sugeriu Hoffman para The Graduate, o seu próximo filme. Na altura de escolhar entre Hollywood e a Broadway, Dustin Hoffman não teve duvidas. O filme foi um sucesso e a sua estreia foi apelidade da masi entusiasmante de sempre. Eventualmente chegaria a sua primeira nomeação ao óscar, logo no primeiro filme.
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Dois anos depois mais um grande desempenho num filme de sucesso. Ao lado de Jon Voight, o jovem Dustin Hoffman encarnou um tuberculoso cowboy em Midnight Cowboy, filme que acabaria galardoado com vários óscares. As cenas finais do filme, com Hoffman a morrer lentamente, tornaram-se marcantes e marcaram de imediato a sua carreira. A partir desse momento ele deixava de ser uma jovem promessa. O filme dar-lhe-ia, lado a lado com o colega Voight, a nomeação ao óscar de Melhor Actor, a segunda em três anos, algo notável para quem tinha feito apenas cinco filmes.
No entanto, e tirando Litle Big Men em que Hoffman vive Crazy Horse, o mitico indio, dos 17 aos 112 anos, foi preciso esperar mais quatro anos para ver o actor em grande forma. Em 1973 surgiu ao lado de Steve McQueen em Papillon. No entanto a sua performance devastadora como o comediante maldito Lenny Bruce chegou em 1974 e conquistou tudo e todos, menos o óscar para o qual foi nomeado pela terceira vez em Lenny. Entretanto já lhe tinham recusado o lugar de Michael Corleone na saga The Godfather e preparavam-se para lhe dizer que não no filme One Flew Over the Cuckoo´s Nest, que viria a consagrar Jack Nicholson.
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No entanto em 1976 deu-se o seu regresso em estilo em All the President´s Men onde viveu o jornalista Carl Bernstein, ao lado de Robert Redford no filme de Allan J. Pakula. Apesar das nomeações que o filme conseguiu, Hoffman falhou a sua quarta nomeação. Mas muitos já afirmavam que estava na hora do actor ser consagrado, naquele que era uma década espectacular para Hoffman. Em 10 anos tinha interpretado já inumeros miticos papeis e conquistado quase uma mão cheia de nomeações.
Depois de Marathon Men, onde brilhou ao lado de Laurence Olivier, chegaria, três anos mais tarde, em 1979, o seu óscar. O filme, que venceria varias estatuetas, seria Kramer vs Kramer, e ao lado de Meryl Streep, que começava aqui uma carreira de glória, Hoffman esteve igual a si mesmo, ou seja genial. Na noite de glória, ele que tinha dito que não lhe interessavam os prémios depois de ter sido derrotado pela terceira vez em 1974, estava eufórico. A vitória era justa.
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Os anos 80 por sua vez mostraram ser uma década atipica. Apesar dos seus dois melhores desempenhos de sempre terem aberto e fechado a década, a verdade é que Dustin Hoffman esteve afastado do cinema fazendo apenas cinco filmes em dez anos.
O primeiro seria Tootsie, provavelmente uma das comedias mais hilariantes da história do cinema norte-americano. Hoffman foi ele e ela neste notável filme e voltou a ser nomeado ao óscar, pela sexta vez. Perdeu, injustamente, para Ben Kingsley mas mostrou que após três anos de inactividade, estava de volta em estilo.
Só em 1988 é que Hoffman voltou ao seu melhor, depois de dois titulos menores a meio da década. Em Rain Man ele é absolutamente notável como o autista Charlie Babbit. A sua performance esmagadora valeu-lhe o seu segundo e último óscar de melhor actor. E para fechar os anos 80, Dick Tracy, filme onde mostrou o seu ar de vilão sedutor diante do charme de Warren Beatty.
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O inicio dos anos 90 mostrou um Hoffman activo e em papeis interessantes. Exceptuando a sua performance no desastro Hook, em 1991, foi refrescante vê-lo em Billy Bathgate e Hero, que provaram ser dois dos seus melhores papeis de sempre. Seguir-se-iam mais alguns anos de inactividade até 1997, altura em que, ao lado de Robert de Niro, viveu a personagem Stanley Motts no notável Wag the Dog. Contra todas as previsões, Hoffman conseguiu a sua sétima nomeação ao óscar de Melhor Actor, um feito notável. Apesar da derrota para o eterno rival Jack Nicholson (eles são, provavelmente, os dois melhores actores da geração de 69) esta foi a prova de que, aos sessenta anos, Hoffman ainda estava bem vivo.
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Desde aí para cá as suas personagens têm-se tornado cada vez mais leves.
Se exceptuar-mos a sua notável aparição na Jean D´Arc de Luc Besson, o humor tem sido a nota dominante nos seus últimos anos de carreira. A prova está bem à vista este ano, tanto em I Hearth Huckbees como em Meet the Fockers. O seu desempenho em Finding Neverland já foi igualmente louvado havendo a clara hipótese de em 2004 Hoffman ter a sua primeira nomeação como melhor Actor Secundário.
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Dustin Hoffman é sem duvida um daqueles actores que, independentemente do filme em que entra, arrasta centenas de espectadores às salas de cinema. O seu estilo muito particular de encarar a camara dá-lhe uma força extra que poucos actores conseguem ter. E a sua diversidade de personagens que podem ir do moribundo Ratso Rizzo em Midnight Cowboy à hilariante Dorothy Michaels em Tootsie são a prova viva de que aqui mora uma das estrelas mais cintilantes da história do cinema.

Próximo Charme de Outono - Gary Oldman

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:45 PM

The Forgotten - Para esquecer...

Muito se especulou à volta deste filme. Não pelo filme em si mas pelo desempenho de Julianne Moore uma candidata eterna ao óscar. No entanto dificilmente será desta que a bela ruiva conseguirá a tão ansiada estatueta. Porque este filme é uma experiência para esquecer.
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Um filme fraquinho em toda a linha com alguns apontamentos interessantes. É assim que podemos definir The Forgotten. Talvez aja um ponto mais fraco que todos os outros: o argumento verdadeiramente surreal que tira força a toda a restante estrutura montada à volta do filme, quer seja o desempenho dos actores quer seja a realização de Joseph Ruben.

O inicio do filme ainda indicava que estivessemos numa mistura de Harvey (1950) com Who´s Affraid of Virginia Wolf (1966). Ou seja a criação de um imaginário próprio de uma mulher que lhe fazia acreditar, contra todas as evidências, que a vida dela era preenchida com um filho que nunca teve. E se o filme tivesse apostado nessa dinamica, nessa fronteira entre a lucidez e a demência por uma perda de um filho num passado nao muito longinquo, então podia perceber-se o filme. Mas a forma como o filme evoluiu deu a entender de imediato que não era essa a ideia. E por isso fomos sugados para um filme estranho, onde ninguem se comporta como seria de esperar e, principalmente, onde todos parecem saber o que se passa menos quem realmente interessa.
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Joseph Ruben - que até tem bons planos ao longo do filme, escassos demais no entanto para justificar uma palavra elogiosa - espalha-se ao comprido neste filme. O autor de Sleeping With the Enemy (1991) não tem nunca mão no filme e o descontrolo assume proporções quase assustadoras. Além do mais, desde o inicio se percebeu que este era um filme que tinha apenas um objectivo: fazer Julianne Moore brilhar. E isso acabou por cortar vias possiveis de se seguir para dar uma outra envolvencia à estória. Aparentemente isso não foi tentado, quanto mais conseguido.
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Julianne Moore - de quem tanto se falava para os óscares - dá uma boa interpretação. Genuinamente boa. Com uma expressividade bem conseguida, e uma capacidade de comover a audiência com aquela imagem de mulher frágil do novo milénio que tanto lhe fica bem, o filme é dela. Mas também porque o filme foi criado para ser dela. Dominic West e Gary Sinise são inexistentes como actores. Estão ali apenas para dar o contraponto a Moore, para justificar a sua performance. E ela justifica de facto os rumores de ser uma das interpretaçóes mais interessantes do ano. Provavelmente, em filmes estreados até agora em Portugal, só Bryce Dallas Howard, Kate Winslet e Uma Thurman conseguem estar ao mesmo nível. Mas isso pouco significará nas contas finais porque o filme donde se parte para atacar uma candidatura conta muito. E este filme pode mesmo ser castrador dessa ambição de Moore.
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Sem me alongar muito nesta critica, algo perfeitamente desnecessário já que o próprio vazio do filme e a sua demência a isso convida, apenas refiro que The Forgotten é um filme que tenta imitar, mas bastante mal, o genero de cinema de Shyamalan. E isso já dá um pouco a ideia do fracasso do filme. Ter como baliza, à partida, filmes como Signs e Sixth Sense pode prejudicar a ambição de qualquer produção modesta. Por isso, em vez de apostar na racionalidade, The Forgotten leva-nos para um mundo surreal, e acaba por nos dar a ideia de que esta experiència foi mesmo para esquecer. E se Julianne se lembra que teve um filho a verdade é que poucos de nós se lembrarão no futuro de que ela teve um filme assim.

O Melhor - O plano do acidente de automóvel. Filmado magistralmente, consegue fazer o espectador saltar da cadeira. Um rasgo de génio num mar de mediocridade pura.

O Pior - O argumento. Não tem pés nem cabeça nem ponta que se lhe pegue. Talvez com um argumento diferente o filme tivesse sido melhorzinho. Mas assim era dificil.

Curiosidade - O papel de Julianne Moore foi escrito a pensar em Nicole Kimdan mas a actriz preferiu apostar em Birth, outro filme de quem muito se esperava e pouco se parece aproveitar.

Classificação - 2002.gif2002.gif

Site Oficial - www.sonypictures.com/movies/theforgotten

Realizador - Joseph Ruben
Elenco - Julianne Moore, Gary Sinise, Dominic West, ...
Produtora - Revolutions Studios
Classificação - m/12
Duração - 91 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:08 PM

Oscares2004 - Previsões arrancam amanhã

O Hollywood vai começar as suas previsões aos óscares a partir de amanhã.
Serão quinze dias dedicados a analisar as diversas categorias dos prémios da Academia e os potenciais nomeados e vencedores, algo que só se conhecerá a 27 de Fevereiro.
A cobertura começará com as categorias mais técnicas e terminará com a antevisão da categoria que a todos mais interessa, a de Melhor Filme. Note-se que alguns dos filmes de quem se fala para os óscares ainda não estrearam nos EUA e outros não chegaram a Portugal. Por isso é fácil perceber que esta primeira antevisão - haverá uma segunda no mes que antecede a cerimónia, que será coberta em directop pelo Hollywood - é feita em traços muitos gerais sem grandes certezas mas com muita vontade em dar aos nossos leitores a ideia de como vai ser a 77º Cerimónia dos Óscares.
Clique em mais para conhecer o programa da antevisão aos prémios mais badalados do cinema.
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PROGRAMA DE ANTEVISÃO OSCARES2004

15 - Categorias Sonoras (Melhor Som, Melhor Efeitos Sonoros, Melhor Banda Sonora)
16 - Melhor Efeitos Visuais
17 - Melhor Maquilhagem e Melhor Guarda Roupa
18 - Melhor Cinematografia
19 - Melhor Direcção Artistica
20 - Melhor Montagem
21 - Melhor Filme Animado
22 - Melhor Filme Estrangeiro
23 - Melhor Argumento Original e Melhor Argumento Adaptado
24 - Melhor Actriz Secundária
25 - Melhor Actor Secundário
26 - Melhor Actriz
27 - Melhor Actor
28 - Melhor Realizador
29 - Melhor Filme

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:42 PM | Comentários (2)

novembro 13, 2004

Charme de Outono: Denzel Washington - Uma Força da Natureza!

Tornou-se o primeiro actor negro em quase quarenta anos a vencer um óscar de melhor actor. E é o único negro a ter dois óscares em casa. Uma carreira de grande sucesso para um actor de talento imenso. É um dos simbolos da geração de 85 e hoje é, sem margem para dúvidas, um dos três melhores actores do mundo. Ele é um exemplo a seguir para uma comunidade que continua a procurar o seu lugar no sol de Hollywood...
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Como o próprio disse na "sua" noite, em Março de 2001, tinha vivido toda a vida atrás do fantasma de Sidney Poitier, o maior simbolo para a comunidade negra norte-americana. Mas hoje ninguém tem duvidas que é ele, Denzel Washington, vencedor de dois óscares (o primeiro por Glory e o segundo por Training Day), o porta-estandarte de toda uma raça.

Denzel nasceu a 28 de Dezembro de 1954 em Mont Vernon no estado de Nova Iorque. Era o filho do meio de uma familia de profundas crenças religiosas. A mãe era esteticista e o pai um pastor da Igreja de Pentecostes, o que influenciou muito a formação moral do jovem. Depois de ter completado o liceu, decidiu inscrever-se no curso de jornalismo na Fordham University. Só que foi aí que o "bichinho" da representação tomou conta dele. Partiu para a Califórnia e inscreveu-se no American Conservatory Theater onde só ficou um ano. Depois de ter tido as primeiras lições, achou que seria a experiencia do dia a dia que seria fundamental na sua aprendizagem. E foi então que começou a procurar trabalho como actor, tarefa nunca fácil para um jovem negro num país onde a igualdade entre as raças ainda está mais no papel do que na prática. Em 1977 conseguiu o seu primeiro papel na televisão.
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A primeira metade dos anos 80 foram passados na televisão. Em 1982 entrou na popular serie St. Elsewhere e só em 1987 conseguiria o seu primeiro papel de destaque no cinema. O filme era Cry Freedom, e ao viver o mitico Steve Biko, o jovem Denzel mostrou logo ter potencial para grandes voos. Algo que dois anos depois foi facilmente provado em Glory. Ao interpretar um rebelde soldado negro na dificil Guerra Civil norte-americana, Denzel dominou por completo o filme. Acabou galardoado com o óscar de melhor actor secundário. Era a primeira vez em 25 anos que um actor negro era premiado pela Academia e muitos viam nisso um sinal positivo para o futuro de Washington. Afinal ele era já um eleito.
No entanto o inicio dos anos 90 não se revelaram tão proliferos como se esperava. Denzel participou em produções menores e só em 1992 voltou a dar o verdadeiro ar da sua graça no filme de Spike Lee, Malcom X. Mais uma vez Denzel Washington foi fantástico a viver o revolucionário muçulmano dos anos 60 e não surpeendeu ninguem que colecionasse, aos 39 anos, a sua segunda nomeação ao óscar.
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1993 acabaria por se revelar um excelente ano para o actor. Entrou na adaptação de Kenneth Branagh da obra de William Shakespeare, Much Ado About Nothing, e ao lado de Julia Roberts brilhou em The Pelican Brief. No entanto a sua melhor performance foi no sucesso do ano Philadelphia, onde actuou com grande frieza como advogado de Tom Hanks. Hanks, que ganharia o primeiro óscar neste filme, diria mais tarde que nas rodagens de Philadelphia tinha aprendido mais cinema do que nos anos que tinha de carreira, isto a ver Denzel representar.
No entanto até 1996, ano de Courage under Fire, custou a Denzel voltar aos seus grandes momentos. Mesmo tendo entrado em Crimson Tide, filme de Tony Scott onde contracenava com Gene Hackman.
De facto os anos 90 acabaram por ser de sensações mistas para o actor. A sucessos como Philadelphia e Malcom X contrapunham-se falhanços em toda a linha. E seria assim até ao final dos anos 90, altura em que o actor voltou aos papeis de qualidade. Em 1999, o filme Bone Colector abria as portas para um periodo verdadeiramente dourado na sua carreira.
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Nesse mesmo ano, e depois do sucesso de The Bone Colector, chegou a sua terceira nomeação ao óscar por The Hurricane. O filme onde Washington encarnava a personagem veridica de Rubin Carter viveu das explosões de garra de Denzel que acabaria por perder o óscar para Kevin Spacey, quando muitos pensavam que seria o ano da sua consagração. Não foi mas revelou-se uma importante data para o actor marcar o seu regresso. Em 2000 mais um grande desempenho em Remember the Titans, um dos filmes mais interessantes do ano. Mas a glória chegava em 2000 no mitico Training Day. Muitos pensavam que Russel Crowe iria repetir o triunfo do ano transacto mas ninguém conseguiu resistir à notável performance como capitão Alonzo Harris no filme de Antoine Fuqua. Provavelmente uma das melhores representações de sempre de um actor, a vitória na cerimónia da Academia não surpreendeu ninguem. E Denzel tornava-se no primeiro actor negro a vencer dois óscares, numa noite onde, curiosamente, Sidney Poitier também era homenageado.
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A partir desta data memorável a carreira de Denzel Washington arrancou para a consagração total. John Q e Antwone Fisher - este realizado por si - foram dois sucessos de bilheteira e reforçaram ainda a imagem de sucesso que o actor transparecia. Já este ano, Denzel Washington brilhou em tres filmes distintos. Primeiro no filme extremamente "cool" que foi Out of Time. Mais tarde seria um carrasco implacável em Man on Fire e por fim revivaria o papel original de Frank Sinatra em The Manchurian Candidate, mas com muito mais intensidade dramática note-se.
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Denzel Washington é, a par de Tom Hanks e Sean Penn um dos três melhores actores do momento. A sua garra, as suas explosões num overacting soberbo e a sua imensa sensualidade marcam todas as suas performances. É o "pai" de toda uma nova geração de talentosos actores negros como Will Smith e Jamie Foxx e poucos acreditam que não volte a ser premiado. É que, como a sua carreira vai, é um sentimento geral de que o melhor de Denzel Washington poderá estar para vir. Não que existam Training Day´s todos os anos, mas porque ele é de facto uma força da natureza.

Próximo Charme de Outono - Dustin Hoffman

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:00 PM | Comentários (3)

Aviator tem novo trailer

É um dos filmes mais esperados do ano e já tem um novo trailer disponível na internet.
Aviator relata a vida do magnata Howard Hughes, dos seus sonhos em construir o melhor avião do mundo, mas também das suas relações com as mulheres mais bonitas do seu tempo. Um filme de Martin Scorcese com Leonardo di Caprio no principal papel. O trailer pode ser visto se carregarem no poster do filme cuja estreia está agendada para 17 de Dezembro nos EUA.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:49 PM

Novos posters a abrir o dia...

Foram hoje divulgados novos posters para dois dos filmes mais interessantes dos próximos dias. O site NaturalFlux7 publicou hoje seis novos espectaculares posters de Elektra, o novo filme de Jennifer Garner, cuja estreia está marcada para Fevereiro do próximo ano.
The House of the Flying Daggers promete ser um dos filmes mais interessantes deste ano, e uma boa aposta para alguns prémios este ano. Com muitas semelhanças com Hero ou Crounching Tigger, Hidden Dragon, este filme chinês. Este filme de Zhang Yimou estreia a 3 de Dezembro nos Estados Unidos e conta no elenco com Zhang Ziyi, Takeshi Kaneshiro e Andy Lau.
Para ver os restantes posters de Elektra basta clicar aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:45 PM | Comentários (1)

novembro 12, 2004

Natalie não quer que a vejam nua...

Natalie Portman, uma das nossas Brasas de Verão, não gostou da ideia de se ver exposta no seu próximo filme, Closer, e por isso pediu ao realizador Mike Nichols que retirasse do filme as cenas em que surge nua.
O papel de Portman, uma stripper, convidava a várias cenas de nu frontal que acabaram mesmo por ser filmadas no decorrer da produção do filme. Só que Portman - ela que é muito ciosa do seu corpo já tendo recusado vários papeis por ter de se despir - não gostou da ideia e vai daí pediu ao realizador que respeitasse a sua vontade. Mike Nichols foi sensivel aos argumentos de Natalie Portman e portanto vai retirar as cenas do filme.
Perdem os espectadores!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:11 PM | Comentários (2)

Aquece a corrida aos Globos de Ouro

Considerado a ante-camera dos óscares, os Globos de Ouro são os prémios da imprensa estrangeira de Hollywood ao melhor que foi visto num ano. E para 2004 a polémica em Los Angeles já começou a aquecer.
Tudo isso porque os Globos de Ouro vão rejeitar as candidaturas de The Passion of Christ e de Farhenheit 9/11 para Melhor Filme.
Em declarações hoje a Foreign Hollywood Press Association afirmou que os dois filmes não irão concorrer por duas razões diferentes. O filme de Mel Gibson não poderá concorrer como Melhor Filme porque não é falado em inglês. A solução encontrada (já recusada pela Academia de Hollywood) foi nomear o filme na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Para as restantes categorias as nomeações continuam em aberto.
Já o documentário de Michael Moore está fora da corrida por ser exactamente um documentário, genero que não é premiado pelos Globos. Há quem aponte mesmo que a forte campanha do filme para ser nomeada ao oscar de Melhor Filme sofre assim um enorme revés, algo que só poderá ser confirmado quando forem divulgadas as nomeações, poucos dias depois de 16 de Janeiro, o dia da entrega dos Globos de Ouro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:16 PM | Comentários (1)

Charme de Outono : Brad Pitt - O Menino Bonito

Desde bem cedo que se converteu num dos grandes sex-symbols dos nossos dias. Mas ao longo dos últimos quinze anos soube também conseguir mostrar que vale bastante como actor. Resta saber como o seu futuro se vai desenrolar. Será ele que decidirá se Brad Pitt encontrará o seu lugar na história do cinema...
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Nasceu a 13 de Dezembro de 1963 bem no centro dos Estados Unidos no estado de Oklahoma. Os pais baptizaram-no William Bradley Pitt e quando ainda era pequeno levaram-no para Springfield no Missouri. Brad Pitt cresceu assim num ambiente tradicionalista do sul dos "states". Era um brilhante aluno na escola, algo pouco comum com muitos dos actores da sua geração. Era craque em desporto, mas também em teatro, equipas de debate e ajudava também a dirigir o jornal da escola. E foi em jornalismo que se viria a inscrever na Universidade do Missouri. Apesar de ser bom aluno faltaram-lhe dois créditos para terminar o curso. A razão? Pitt tinha sido convencido a partir para a Califórnia onde alguém certamente estaria mais atento aos seus talentos de representação. E assim foi ele para Hollywood procurar a sua oportunidade. No entanto demorou até ser finalmente notado. Para sobreviver Brad fazia um pouco de tudo, desde guiar limousines até vestir-se de galinha para publicitiar um restaurante no centro de Los Angeles. Mal sabia ele que acabaria eventualmente por ser tornar num dos icones da Hollywood dos anos 90.
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Depois de curtos papeis na televisão estreou-se em 1989 no horror film Cutting Class. Não comprometeu e depois de um ano inteiro apenas a trabalhar para a televisão acabou por ser escolhido por Ridley Scott para entrar ao lado de Geena Davies e Susan Sarandon no road-movie Thelma and Louise. As suas cenas arrebatadoras com Davies convenceram a critica, que o nomeou uma das 10 maiores promessas do ano, e o público que viu imediatamente nele todos os traços de sex-bomb masculino.
Ainda em 1991 Pitt seria Johnny Suede e entraria também no thriller Across the Tracks. No ano seguinte os pontos mais altos acabariam por ser Cool World e A River Runs Trough It. 1993 seria o ano de Kalifornia, onde voltou a dar uma interessante interpretação e em 1994 chegaria o seu primeiro papel principal de destaque em Interview With the Vampire onde viveria Louis de Pointe du Lac, um vampiro com escrupulos. A sua carreia começava a descolar e o ano seguinte acabaria por se revelar o seu ano dourado.
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Depois de ter recusado participar em Apollo´s 13 para poder juntar-se a Bruce Willis em Twelve Monkeys, o jovem Brad Pitt, que tinha acabado de ser nomeado como o homem mais sexy à face do plante pela People Magazine, convenceu tudo e todos com a sua notável performance. O prémio seria a sua nomeação, única até hoje, para o óscar, na categoria de melhor actor secundário. E apesar de não ter ganho, Pitt seria um dos actores do ano graças igualmente ao seu excelente desempenho no fabuloso S7ven, filme de David Fincher onde partilhava o ecrãn com Morgan Freeman, Kevin Spacey e a bela Gwyneth Paltrow com quem começaria uma relação que acabaria em 1997, apesar de por essa altura os dois actores estarem já noivos e serem a grande sensação de Hollywood.
Um ano tão bom indicava a muitos que a partir de agora era sempre a subir mas em 1996 Brad Pitt apenas entrou em Sleepers, filme aplaudido pela critica mas que falhou em ser o sucesso que se esperava. No ano seguinte, no entanto, Pitt voltaria aos seus grandes momentos. Primeiro em The Devil´s One, um excelente filme de acção onde, ao viver um rebelde terrorista do IRA, Pitt contracena com Harrison Ford. E depois em Seven Years in Tibet, filme marcante mas que falhou em ser o sucesso que se esperava. Por causa do seu desempenho Pitt ficou proibido, até hoje, de entrar na China. Mesmo assim o filme revelava um actor já bastante maduro, pronto a encarar de frente os obstáculos que se seguiriam.
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A prova de fogo de Pitt para muitos chegou em 1998 ao lado de Anthony Hopkins. O filme era Meet Joe Black e a maioria dos amantes do cinema, que depositavam em Pitt grandes esperanças para ser um dos lideres da sua geração - o que viria a não acontecer - queriam ver como o actor se safava ao lado de uma estrela como Hopkins. O filme foi um sucesso e o jovem passou no teste com distinçao encarnando uma morte gélida e extremamente sedutora. E no ano seguinte, de novo ao lado de David Fincher, chegou Fight Club, filem que se tornaria rapidamente um titulo de culto e que granjeou a Pitt inumeros fãs, especialmente pelo seu desempenho explosivo. Também em Snatch, filme hilariante de Guy Ritchie, deu um show de interpretação e mostrou que era um actor já feito. Faltavam agora papeis de destaque em produções feitas para ganhar e não apenas para fazer dinheiro. Só que elas tardavam em aparecer. O facto de ter sido o primeiro homem a ser eleito duas vezes o homem mais sexy à face do planeta pela revista People reforçava a ideia dos estudios de que Pitt era mais um menino bonito do que propriamente um actor de qualidade. E assim o actor entrou no novo século em filmes menores.
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Primeiro seria The Mexican, onde contracenava com a recem-oscarizada Julia Roberts. O filme foi um fracasso em toda a linha e condenou a ambição de Pitt em atingir voos mais altos. Seguiu-se Spy Game, filme de acção com Robert Redford que também falhou em assumir-se como uma referência no genero acabando Brad por ter de se render ao cinema de Soderbergh. Primeiro em Ocean´s Eleven e depois em Full Frontal, foi um Brad Pitt relaxado e numa onda cool que surgiu diante dos espectadores. O actor tinha acabado de casar com a também actriz Jennifer Anniston e tinha-se fartado de procurar papeis. Agora, achava ele, deveriam ser os papeis a bater-lhe à porta. A amizade com o grupo de Soderbergh, que inclui George Clooney e Julia Roberts, acabou por facilitar a sua participação no primeiro filme realizado por Clooney, Confessions of a Dangerous Mind e no próximo Ocean´s Twelve, cuja estreia está agendada para Dezembro.
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Foi mais ou menos por essa altura que lhe chegou às mãos o papel que ele esperava à tanto tempo. A Warner Bros queria produzir um verdadeiro épico histórico e pensou imediatamente em Pitt para viver o papel mitico de Aquiles. O actor nem pensou duas vezes e entrou na super-produção de Wolfgan Peterson. Depois de um treino intensivo - intercalado apenas pelo filme Sinband and the Seven Seas em que deu a voz ao personagem principal - tinha chegado a hora de brilhar finalmente. Só que em Troy a estrela acabou por ser Eric Bana e Brad Pitt sofreu com a forma como o realizador alemão abordou o filme. Um fracasso junto da critica, pouco aplaudido junto do público, e mais uma oportunidade perdida para Brad Pitt brilhar. Oportunidade que vai tentar recuperar certamente nos próximos anos, primeiro com Mr and Mrs Smith e depois com a adaptação de The Time Traveler's Wife juntamente com Jennifer Anniston com a qual faz um dos casais mais poderosos de Hollywood.
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Brad Pitt é ainda hoje visto mais como um sex-symbol do que como um actor. Apesar de muitos terem pensado nele como o porta estandarte da sua geração, a verdade é que até hoje o actor tem falhado em afirmar todo o seu talento, um pouco como o amigo Tom Cruise. Talvez o que falte sejam projectos de maior envergadura ou um pouco de sorte. Mas com 41 anos está na altura de Pitt definir um rumo para a sua carreira. Os seus próximos anos serão portanto extremamente interessantes de seguir.

Próximo Charme de Outono - Denzel Washington

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:39 AM | Comentários (6)

Novos trailers

Estão a partir de hoje online novos trailers para os filmes Closer e Elektra.
O primeiro é uma adaptação de Mike Nichols de uma peça de sucesso na Broadway e conta com um elenco de luxo que vai de Jude Law a Julia Roberts, passando por Clive Owen e Natalie Portman. Um filme de emoções fortes e com a habitual marca de Nichols, um mestre a dirigir actores. O novo trailer está aqui.
Elektra estreia apenas no próximo ano mas os fãs da personagem estarão já ansiosos de ver como é que Jennifer Garner consegue controlar o filme, depois de ter sido uma das personagens secundárias em Daredevil. Neste filme baseado nas aventuras em bd da personagem, Garner tem de lutar entre a lealdade e o amor. O novo trailer encontra-se aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:13 AM | Comentários (1)

novembro 11, 2004

Charme de Outono : António Banderas - O Amante Latino...

Aprendeu com o mestre Almodovar a não ter medo de dar tudo por todo. Depois de um estágio longo ao serviço do carismático realizador espanhol decidiu experimentar o cinema na versão de Hollywood. E ninguém poderá dizer que não se saiu bem. Afinal ele éa inda, aos quarenta e quatro anos, a personificação perfeita do latin lover...
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Nasceu em Malaga, no sul da vizinha Espanha, a 10 de Agosto de 1960 com o nome de José Antonio Domínguez Bandera. Os pais eram gente simples e o seu sonho era o de qualquer miudo espanhol: ser jogador de futebol. Só que aos 14 anos o pequeno Antonio partiu um pé e hipotecou uma carreira no mundo do desporto. Foi então que surgiu a representação. Depois de vários anos a trabalhar em peças escolares e pequenas companhias locais, aos vinte anos António rumou a Madrid onde entrou no mundo do teatro espanhol e, ao mesmo tempo, começou a surgir em series e novelas televisivas. Na Espanha do pós-franquismo o jovem Antonio começava a ganhar protagonismo. Depois conheceu Pedro Almodovar, um jovem realizador excêntrico que iria mudar o cinema espanhol, e nada foi o mesmo.
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Laberinto de pasiones, de 1982, foi a sua estreia no cinema e logo pela mão daquele que se viria a revelar o maior realizador espanhol de todos os tempos. Banderas interpretava um gay que era ao mesmo tempo um terrorista islâmico. Era o primeiro de muitos papeis delirantes que o actor interpretava para Almodovar, que neste sua primeira fase era também o realizador mais barroco da Europa. Durante os dez anos seguintes Banderas trabalhou com Almodovar e com vários emergentes realizadores espanhois. Filmes como El Senõr Galiendez ou Caso Cerrado foram reforçando o seu papel no meio cinematográfico espanhol. Mas seriam os seus filmes almodovarianos - Matador, La Ley del Deseo, Mujeres al bordio de un ataque de nervios e Atame! - que o tornariam um icone do cinema espanhol dos anos 80.
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Em 1992 o salto para Hollywood no filme Mambo Kings. Como continuaria a acontecer com regularidade, o seu forte sotaque andaluz levou a que os seus papeis tivessem sempre uma origem latina. Em Mambo Kings foi um dançarino cubano de grande talento. Já em The House of Spirits, filmado em Portugal, trabalhou ao lado de alguns dos grandes actores de Hollywood como Meryl Streep, Jeremy Irons e Glenn Close. No mesmo ano seria o amante de Tom Hanks em Philadelphia, filme pelo qual foi bastante aplaudido pela critica. A sua carreira nos Estados Unidos ia de vento em popa.
O seu papel principal chegaria com Of Love and Shadows, um melodrama de 1994 com Jennifer Connely que acabou por não ter grande aceitação por parte da critica. Nesse mesmo ano seria Armand, o lider dos vampiros parisienses em Interview With the Vampire, onde contracenou com Brad Pitt e Kirsten Dunst.
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A sua estreia como actor principal lançaria-o para novos voos. E em 1995 foi a afirmação definitiva de António Banderas como a estrela latina de Hollywood.
Desperado seria o papel que o lançaria para a fama. Neste filme de Robert Rodriguez - continuação de El Mariachi - e com Salma Hayek e Joaquim de Almeida, Banderas é um tocador de viola que vive de outro grande talento: a arte de matar tudo o que se mexe. O filme tinha cenas de acção verdadeiramente espectaculares e um humor truculento que impressionou tudo e todos. Ainda nesse ano e ao lado de Juliane Moore e Silvester Stallone (num filme escrito pelos irmãos Wachowski, que mais tarde criariam The Matrix) Banderas surge em Assassins mantendo bem viva a chama de eximio atirador que ganhara no filme de Rodriguez. O ano acabaria com o thriller-erótico Never Talk To Strangers onde Banderas seduz Rebeca de Mornay.
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No final de 1995 tinha estreado Two Much. O filme era uma comedia romantica sem grande argumento mas acabou por ser um filme marcante na carreira de Banderas. O actor conheceu Melanie Grifith, a filha de Tippi Hedren, e ambos apaixonaram-se de imediato. Um ano depois o casal dava o nó (Banderas já tinha estado casado entre 1987 e 1996 com uma actriz espanhola) e começava uma das mais famosas e duradouras relações de Hollywood.
E depois de um ano de extrema violência, eis que chegou o ano dos papeis dramáticos. Em 1996 o actor espanhol é o Che ao lado de Madonna no musical Evita. Banderas conseguiria por este filme uma nomeação ao Globo de Ouro de melhor actor (que perderia para Tom Cruise), a prova de que o seu trabalho estava mesmo a ser apreciado em Hollywood.
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Em 1998 surgiu The Mask of Zorro. O filme foi um êxito tremendo e António Banderas voltou a mostrar porque era o perfeito sex-symbol latino nos Estados Unidos. Ao lado do veterano Anthony Hopkins e da estreante Chaterina Zeta-Jones, o espanhol é eloquente como o sucessor do mitico heroi californiano. E no ano seguinte mais um grande exito, desta vez em The 13th Warrior onde encarna um guerreiro árabe que tem de lutar ao lado de uma tribo viking contra um inimigo nunca visto. Um belissimo filme de acção e mais um desempenho a juntar ao livro de notas. Banderas estava em alta e nem o delirante The White Kid River abalou o seu protagonismo. Até porque Play it With the Bone, o filme onde partilhou o ring de box com Woody Harrelson foi um sucesso de box-office.
Nesse ano de 1999 Banderas estreava-se na realização. Crazy Alabama (que contava no elenco com toda a familia, desde a mulher até aos seus jovens enteados). Apesar de não ter sido dos melhores filmes do ano foi curiosa a forma descontraida com que o actor experimentou o outro lado da camara.
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The Body, onde viveu um padre católico que vive na dúvida sobre se a morte de Cristo foi real ou não, e Spy Kids, onde trabalhou de novo com Robert Rodriguez, marcaram o seu regresso ao cinema depois de ano e meio de ausência. Banderas decidira experimentar o teatro norte-americano na Broadway e saiu-se tão bem como tinha sucedido na sua Espanha natal. O final desse ano ficaria marcado por Original Sin, o thriller erótico em que partilhou o ecrãn - e a cama - com a emergente Angelina Jolie.
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Em 2002 regresso à saga Spy Kids, mas, mais do que isso, dois dos filmes mais aplaudidos do ano contaram com a sua presença.
Em Frida, Banderas volta a trabalhar com Salma Hayek (filme que lhe valeu a sua nomeação ao óscar) e em Femme Fatale, ao serviço de Brian de Palma, Antonio Banderas dá um desempenho extraordinário ao lado da bela Rebeca Romjin-Stamos. O ano não acabaria sem um pequeno flop, Balistic, que no entanto passaria despercebido.
E em 2003, para além de completar a trilogia Spy Kids, num papel muito fora do normal na sua carreira, houve a oportunidade de viver a personagem Pancho Villa num telefilme de sucesso And Starring as Pancho Villa Himself. Mas o grande destaque do ano acabou por ser o seu regresso à personagem El Marachi em Once Upon a Time in Mexico. Mais uma vez um filme de acção cheio de garra por parte de Robert Rodriguez que recolocou Banderas no mapa das grandes personagens de acção. Ele que acabaria por ser revelar uma das maiores estrelas de um grande exito de 2004, Shrek 2. A sua personagem, o Gato das Botas, trouxe outra vida ao filme e a sua voz marcadamente latina conquistou os espectadores de todas as idades.
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Neste momento Banderas está a gravar o esperado The Legend of Zorro, a continuação do seu grande sucesso de 1998. Para além disso há sempre a Broadway, onde o actor gosta de actuar com regularidade, e a sua paixão pela realização. Banderas é hoje um actor extremamente popular e com grande talento. Aos 44 anos está no pique da sua forma e não nos admirariamos se nos próximos anos ele volte a dar um salto qualitativo imenso, fazendo desta uma biografia quase obsoleta.

Próximo Charme de Outono - Brad Pitt

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:27 PM | Comentários (2)

Moore insiste

Michael Moore é de facto um homem persistente. Depois da clara re-eleição de George W. Bush a 2 de Novembro, o polémico documentarista vai voltar a pegar no seu mais recente trabalho, Fahrenheit 9/11 e produzir uma sequela. A Miramax - que aposta em grande neste documentário para os próximos óscares - deu o aval e a produção terá o sugestivo titulo de Fahrenheit 9/11 1/2.
Mais uma vez a guerra no Iraque, a luta contra o terrorismo e a familia Bush estarão no centro de toda a polémica.
Numa entrevista à Variety, Moore disse querer "começar agora e lançá-lo dentro de dois ou três anos."
Entretanto Moore continuará a desenvolver o seu projecto sobre o sistema de saúde dos Estados Unidos em Sicko e a Miramax continuará a encaixar os lucros da edição em dvd do filme que acabou por se revelar ineficaz no combate politico contra o presidente Bush.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:04 PM | Comentários (1)

Ainda mais imagens de Alexander

Já se sabia que o adiamento do filme de 2 de Novembro para o dia 24 do mesmo mês iria originar um vazio informativo que convinha à Warner Bros, a produtora de Alexander, suprimir.
E é nesse sentido que hoje foi divulgada uma nova galeria de imagens do filme de Oliver Stone, um épico arriscado que tanto pode ser um dos filmes do ano como acabar por seguir o mesmo caminho de Troy ou King Arthur, de quem muito se esperava e pouco se viu.
Colin Farrel viverá o legendário rei macedónio e conquistador de 90% do mundo quando tinha apenas 30 anos. Ao seu lado estarão nomes de vulto como Anthony Hopkins, Val Kilmer, Angelina Jolie ou Rosario Dawson, que numa entrevista recente admitiu que as cenas que lhe deram mais prazer no filme foram aquelas em que partilhou a cama com Farrel.
O filme estreia no Estados Unidos daqui a duas semanas e deverá chegar a Portugal em Dezembro. Clique na imagem para ver a restante galeria.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:36 PM

novembro 10, 2004

O Que Estreia Por Cá - Alguém viu o filho dela?

O filme é uma mistura de thriller de suspense com o terror psicológico. Mas o que interessa ver mesmo em The Forgotten é Julliane Moore. A diva americana está de regresso aos papeis de grande carga dramática e aqueles que não perdoaram o óscar perdido em 2002 já avisaram: este pode ser muito bem o ano de Moore...
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The Forgotten é um filme intenso com um argumento surpreendentemente diferente do que Hollywood apresenta. Uma mulher descobre que, de repente, o seu filho não existe. Tinha desaparecido e todos os que a conheciam não se lembravam de ela alguma vez ter tido uma criança. Mas ela - ela Julliane Moore em mais um desempenho imenso - não quer acreditar nesta charada e parte em busca da verdade. Uma verdade que pode ser mais dificil de acreditar do que à partida se poderia pensar. Uma verdade para a qual muitos não estarão preparados.
O filme é da autoria de Joseph Ruben, e para além de contar com a "oscarizável" Julliane Moore, há ainda Gary Sinise e Christopher Kovaleski para ver. Um filme diferente que merece ser visto.
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Isto numa semana com poucas estreias de destaque. Há apenas mais quatro filmes nas salas de cinema portuguesas.

We Don´t Live Here Anymore é um filme de John Curran que saiu premiado do último Festival de Sundance com o prémio de Melhor Argumento Adaptado.
Com um elenco de luxo (Mark Ruffalo, Naomi Watts, Laura Dern e Peter Krause) o filme aborda a vida de dois jovens casais e os seus problemas existenciais. Dois amigos e colegas numa Universidade onde leccionam há algum tempo, não conseguem satisfazer-se a si próprios nem às suas mulheres. A vida do dia a dia tornou-se demasiado monótona e nada parece acontecer. Pelo menos, parecia acontecer.
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Dodgeball é mais uma comédia ao estilo non-sense de Ben Stiller e Vince Vaughn (que juntos já entraram em filmes como Zoolander ou Starsky and Hutch). Dois jovens donos de um pequeno ginásio querem evitar que uma grande cadeia de ginásios compre o seu pequeno espaço. E a disputa vai resolver-se numa disputa de Dodgeball, um jogo muito curioso.
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Estreiam igualmente dois filmes de origem francesa por cá.
Les Choristes retrata a vida de um professor de musica nos anos 40. Depois de ficar desempregado um jovem professor dedica o seu tempo a ensinar a jovens o prazer da musica. Só que o seu espirito livre entra em conflito com a rigidez dos administradores da escola que o querem substituir. Só ele ja se tornou insubstituivel. Um filme de Christophe Barratier com François Berléand, Gérard Jugnot e Jacques Perrin.
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Por fim temos também Comme Une Image, filme de Agnès Jaoui a autora de Les Gaute des Outres.
Um filme sobre uma familia que está demasiada ocupada a olhar para outro lado em vez de estarem atentos ao que merece de facto a sua atenção. Prémio de Melhor Argumento no último Festival de Cannes, este filme é um dos bons titulos franceses do ano.
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O HOLLYWOOD RECOMENDA - Ver Julliane Moore em The Forgotten. Do filme não se podem esperar milagres mas Moore é hoje uma das melhores actrizes em actividade e este seu desempenho pode ser o seu passaporte para um merecido óscar.

O HOLLYWOOD DESANCONSELHA - Ver Dodgeball. Sinceramente as patetices de Ben Stiller e amigos já perderam toda a piada desde Zoolander e cada filme que se segue é apenas mais do mesmo.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:01 PM

Baywatch passa a filme

Agora que está na moda adaptar series televisivas de sucesso para o cinema, chegou a vez das praias da California e de quem as patrulha terem a oportunidade de brilhar no cinema.
Baywatch : The Movie vai ser produzido pelos estudios Dreamworks e começará a ser rodado no próximo ano. No entanto ficou a dúvida no ar. Será que este filme é uma adaptação da realidade da serie para o grande ecrãn ou é um projecto construido a partir do zero? Se a primeira hipótese estiver correcta não é de admirar que David Hassellofh e Pamela Anderson, entre outros, voltem aos papeis que os celebrizaram. Caso contrário ficam alguns lugares apeteciveis em aberto para um casting que se adivinha disputado.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:55 PM

Brosnan vai voltar a ser Thomas Crown

Depois de ter abandonado oficialmente o papel de James Bond, o actor irlandês Pierce Brosnan vai voltar a viver a personagem Thomas Crown na sequela de The Thomas Crown Affair.
O novo filme em agenda, The Topkaki Affair, é igualmente um remake de um filme da década de 60 e vai voltar a mostrar Brosnan como o mais sedutor ladrão de quadros do mundo. Não se sabe ainda se Rene Russo voltará a viver o seu papel neste novo filme já que a MGM e a Miramax não adiantam informações sobre o casting.
Curiosamente acabou de estrear nos Estados Unidos, After the Sunset, um filme que se pensava ser uma sequela alternativa a Thomas Crown Affair. Aparentemente não era!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:40 PM

Charme de Outuno - Anthony Hopkins - O Sir do Cinema

O titulo de Sir assenta-lhe que nem uma luva. Depois de anos em que esteve afastado das telas, os últimos quinze anos mostraram nele um dos maiores actores de todos os tempos, e, provavelmente, uma das maiores lendas vivas da representação. Apesar de ter conquistado a fama graças a um mitico papel, na verdade, é toda uma carreira que está, e ficará para sempre, na memória da história do cinema...
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Um dos mais icónicos actores britânicos da actualidade, Sir Anthony Hopkins é a prova de que velhos são os trapos. Apesar de ter entrado tarde para a ribalta, ninguém duvida que Hopkins é dos actores mais completos a surgirem nos últimos 15 anos da história do cinema.

Nascido Philip Anthony Hopkins a 31 de Dezembro de 1937 no Pais de Gales, a vida de Anthony Hopkins dividiu-se entre os palcos e os estudios de cinema mas a verdade é que a representação sempre foi tão importante para ele como o ar que respira.
Apesar de ter tido uma infancia dura e de detestar ir à escola, especialmente nos dificeis invernos galeses, foi no teatro que encontrou a sua verdadeira inspiração. Protegido do mitico Laurence Olivier deu os primeiros passos como actor profissional na década de 60 nos palcos londrinos. Em 1967 experimentava o cinema no filme The Wihte Bus, depois de ter também aparecido numa serie de televisão. No ano seguinte mostrou pela primeira vez ao mundo todas as suas potencialidades como actor ao encarnar Ricardo Coração de Leão no já mitico filme Lion in Winter. Ao lado de outros actores que dividiram a carreira entre os palcos e o cinema como eram Peter O´Toole, Khaterine Hepburn e Timothy Dalton, o jovem Hopkins soube encarnar o principe Ricardo com grande entusiasmo o que lhe valeu eventualmente o aplauso da critica. O primeiro!
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No entanto, apesar de todos esperarem que ele se confirmasse como uma das grandes esperanças do cinema britânica, Hopkins preferiu dividir-se nos vinte anos seguintes pelos palcos e pelas series de televisão. Entre 1968 e 1988 fez apenas 11 filmes, mas em troca brilhou nos palcos londrinos e ainda conseguiu vencer dois Emmys, pelos seus desempenhos em The Bunker, onde encarnou Adolf Hitler, e The Linderberg Kidnapping Case.
Entre a pouca mais que uma dezena de filmes em que entrou destacam-se Juggenaut, filme de 1974, Magic, de 1978, e ainda The Elephant Man, estreia de David Lynch na realização, filme hoje já de culto especialmente pelo desempenho notável de John Hurt. Por essa altura superou a sua dependência do alcool, salvando-se assim de encontrar o mesmo destino que o seu amigo e compatriota Richard Burton, com o qual era várias vezes comparado.
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No final dos anos 80, e depois de se ter consagrado como um dos maiores actores de teatro de sempre em Inglaterra, Anthony Hopkins decidiu finalmente dar o salto para o cinema de Hollywood. Era uma medida algo arriscada e por isso Hopkins tentou escolher os papeis certos. E assim acabou por acontecer.
A Chorus of Disaproval foi uma aposta ganha para um come-back tal como Desperate Hours, outro filme em que o seu desempenhou surge imaculado. Mas foi em 1991 ao encarnar aquele que acabou por ser eleito como o maior vilão da história do cinema, Hannibal Lecter, que Hopkins finalmente encontrou o seu espaço na constelação de estrelas de Hollywood.
A sua performance de assassino sem piedade em The Silence of the Lambs foi esmagadora. Roubou todas as cenas do filme, mesmo as que partilhava com Jodie Foster, e criou um estilo muito próprio. Algumas das sequências do filme passaram mesmo para a história. Apesar de aclamado, poucos pensavam que poderia vencer o óscar da Academia. Mas tal como o realizador do filme, Jonathan Demme, e também Jodie Foster, também coube a Hopkins triunfar na categoria de melhor actor. Um ano dourado para Hopkins que (re)começava assim em grande a sua carreira cinematográfica.
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Imediatamente após o sucesso de The Silence of the Lambs, Hopkins decidiu apostar na personagem mais oposta possivel de Hannibal Lecter. E isso levou-o a encarnar Van Helsing, o caçador de vampiros no filme The Bram Stoker´s Dracula de Francis Ford Copolla. No mesmo ano daria outra interpretação imaculada no drama de época Howard´s End, ao lado de Emma Thompson que acabaria por vencer o óscar. Para finalizar 1992 Hopkins teria ainda uma participação em Chaplin, filme sobre o notável actor e homem que foi Charles Chaplin.
Com a carreira em grande forma, o ano de 1993 provou continuar esta tendência. Shadowlands e The Remains of the Day mostraram um Hopkins austero, grave mas extremamente cativante. Muitos já pediam mesmo novo óscar para a estrela britânica que recebeu a sua segunda nomeação por Remains of the Day. Por essa altura em Londres era agraciado com o titulo de Sir.
E depois de um ano de 1994 mais calmo, Hopkins volta aos seus papeis explosivos em Nixon onde dá a vida ao polémico presidente norte-americano. Um Nixon nunca visto diriam muitos e mais uma nomeação para o óscar de melhor actor, nomeação que acabou por não ser bem sucedida. Mesmo assim já todos tinham percebido. Anthony Hopkins era dos melhores actores do momento.
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Por esta altura Hopkins concentrou-se em papeis históricos. Depois de viver Nixon foi a vez do actor dar corpo a Pablo Picasso no notável Surving Picasso onde volta a mostrar traços de génio. Estavamos em 1996. E no ano seguinte nova nomeação ao óscar, desta feita por melhor actor secundário em Amsitad. Ao interpretar corajosamente o antigo presidente dos EUA, John Quincy Adams neste esquecido épico de Steven Spielberg, o já veterano actor britânico (fazia 60 anos)instalava-se definitvamente no Olimpo dos grandes actores. Seria um ano chave na sua carreira. A partir daí muitos clamam que Hopkins progressivamente se afastou do cinema. E de facto nem os filmes são muitos nem as criticas bénovolas. Mas mesmo assim Hopkins provaria que estava bem vivo.
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Meet Joe Black e The Mask of Zorro mostraram bem toda a sua versatilidade. Se ao lado de Brad Pitt soube recuperar a imagem de homem austero mas de principios de uma forma surpreendente, já no filme de aventuras inspirado no legendário heroi mexicano, Hopkins deu uma imagem de um Zorro nunca visto, por contraposto com o destemido António Banderas. Um papel de verdadeira classe mas que, por ser num filme demasiado comercial, foi obviamente desvalorizado.
Depois de recusar voltar a encarnar a personagem que o tornou celebre nos Estados Unidos, por não querer ficar marcado apenas por um papel, Hopkins reconsiderou e voltou a viver o "seu vilão" em Hannibal. Talvez os dois sucessivos fracassos que foram Titus e Instinct tivessem despertado nele uma nostalgia compreensivel. Só que Hannibal esteve muito longe de Silence of the Lambs (Foster recusou voltar) mas Hopkins não aprendeu a liçao voltando em Red Dragon, o terceiro filme à volta da personagem maquiavélica de Lecter. E tal como o anterior, também este filme se pautou por um considerável fracasso.
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Só que já no ano passado, ao lado de Nicole Kidman no sucesso de Philiph Roth, The Human Stain, o veterano Hopkins provou que estava vivo e bem vivo. E para os próximos anos esperam-se mais filmes do actor. Em Alexander, Hopkins será Ptolomeu, e há quem coloque a hipótese de uma segunda nomeação como secundário. No próximo ano contracenará ao lado de Gwyneth Paltrow em Proof, um filme cuja estreia acabou adiada já que era apontado como um dos bons filmes a ver este ano.
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Anthony Hopkins pode não ter construido uma longa carreira no cinema, mas a sua versatilidade entre teatro, televisão e a sétima arte deram-lhe uma garra que poucos actores se podem vangloriar em ter. É sem duvida hoje, ao lado de Peter O´Toole, o maior actor ingles em actividade e isso já diz muito do que mostrou nos últimos quinze anos em que se dedicou a valer ao cinema. Desde Hannibal Lecter, a personagem à qual ficará ligado para sempre, passando por Richard Nixon ou Ricardo Coração de Leão, a nobreza das suas personagens é sempre igual à qualidade e fé que deposita nelas. E é isso que o torna tão grande!

Próximo Charme de Outono - António Banderas

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:26 AM | Comentários (3)

novembro 09, 2004

Arrancou o Cinanima

Arrancou ontem em Espinho o Cinanima, o maior festival de cinema animado de Portugal, e um certame de referência em todo o mundo.
Esta é a 28º edição do festival que conhecerá o seu terminus a 14 de Novembro, dia em que serão divulgados os prémios de curtas e longas metragens de animação. Estão 85 curtas em competição e são três os filmes que vão competir na categoria de longa metragem. O juri de selecção foi composto por Zé Diogo Quintela, Olivier Vandersleyen, Marie Paccou, António Loja Neves e Isabel Aboim Inglez. O juri internacional conta com João Mário Grilo, Jean Rubak, Ruth Lingford, Jannik Hastrup e Giannalberto Bendazzi.
O vencedor da última edição do certame foi Harvey Krumpet, filme que acabou por ser galardoado com um óscar o que exemplifica bem da importância que é vencer este festival.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:58 PM

Galeria Star Wars

A antevisão de The Revenge of the Sith começa a ganhar proporções épicos na internet. Depois da divulgação oficial do trailer do filme, começaram a ser divulgadas completas galerias de imagens das personagens principais do filme. O Hollywood junta-se a esta iniciativa e divulga aqui uma imagem de cada uma das seis personagens principais, fotos essas retiradas do StarWars.com.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:13 PM

Charme de Outuno: Andy Garcia - Perfume latino...

É um dos mais carismáticos e talentosos actores de cinema da actualidade. Sempre fiel às suas origens cubanas, vive o cinema como vive a vida, com fortes preceitos morais. Muitos apontam-no como um dos elementos da geração de 85 - que conta com nomes como Sean Penn, Johnny Depp, Denzel Washington e Tom Hanks - que não conseguiu vingar. Mas ele parece prometer que o melhor ainda está para vir...
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Apesar de poucos o saberem, Andy Garcia é na verdade cubano de nascimento, o verdadeiro representante da Cuba que os americanos querem ver em vez da Cuba que existe de facto.

Nasceu Andrés Arturo García Menéndez em Havana a 12 de Abril de 1956, ainda Fidel Castro e Che Guevarra combatiam na Sierra Maestra. A sua familia era das mais importantes do regime de Baptista e portanto quando Fidel Castro entra em Havana o pequeno Andres e a familia fugiram para Miami onde viveriam nos anos seguintes. Mal saberia o pequeno Andy que os acontecimentos que viveu seriam a matéria prima de um dos Godfathers, o segundo, uma saga que ajudou a consolidar a sua posição como actor de talento e rising star em Hollywood.
A familia fez fortuna nos EUA e o jovem teve uma adolescencia feliz. Era bom aluno, extremamente popular e uma das estrelas da equipa local de basketBALL. Quando entrou na universidade foi atacado pela hepatite e o seu fisico deixou de poder suportas as vicissitudes do desporto. E foi aí qu descobriu a representanção.
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Depois de alguns anos a representar na Florida, o jovem deu em 1980 o salto para Hollywood. Tinha 24 anos e imensa vontade de brilhar. O seu primeiro papel foi numa serie televivisa, Hill Street Blues, e até 1986 faria cinco pequenos papeis. Foi nesse ano que surgiu em destaque no filme 8 Million Ways to Die, chamando a atenção do realizador Brian de Palma que o escolheu de imediato para o seu filme seguinte, The Untouchables. O filme, que contava com um elenco de sonho (Kevin Costner, Robert de Niro e Sean Connery) foi um bom palco de apresentação ao mundo para Andy Garcia. O seu desempenho foi extremamente louvado pela critica da época que já via nele uma next big thing.
Mas a verdade é que nos quatro anos seguintes a sua carreira voltaria a pautar-se por presenças em filmes medianos como Stand and Deliver. Em 1989 entraria no filme de Ridley Scott, Black Rain, para em 1990 contracenar com Richard Gere em Internal Affairs.
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Depois de The Untouchables ter sido um primeiro marco na sua carreira, em 1990 viria o segundo ponto alto da carreira de Garcia. Copolla queria um actor jovem e aguerrido para viver a conflituosa personagem de Vincent Mancini, filho da personagem interpretada por James Caan no primeiro filme. Tal como tinha acontecido com o papel de Michael Corleone em 72, também este papel foi alvo de uma corrida desenfreada por parte das jovens estrelas de então. Val Kilmer, Alec Baldwin, Vincent Spano, Charlie Sheen e o próprio de Niro que já tinha entrada na serie como Vitto Corleone em jovem, lutaram pelo papel. Só que as fortes semelhanças entre Andy Garcia e a estrela Al Pacino, mas também a sua garra e estilo de jovem rebelde desiquilibraram a balança para o seu lado. De facto a sua interpretação foi um dos pontos mais altos do filme e valeu-lhe mesmo a nomeação, única até hoje, para um óscar, como melhor actor secundário. O seu nome estava finalmente consolidado e estava na altura de Andy Garcia, já com 34 anos, arrancar para maiores voos.
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Os anos 90 foram marcados por papeis interessantes mas que nunca conseguiram cativar a critica. As suas participações em Jennifer Eight, When a Man Loves a Woman, Things to Do When Dever When You´re Dead e Night Falls in Manhathan foram bastante boas, especialmente no filme em que contracena com Meg Ryan. Só que a critia achava sempre que faltava algo e o público não parecia estar muito interessado neste estilo de cinema. E dessa forma passaram sete anos sem que a carreira de Andy Garcia descolasse. Parecia que o actor cubano estava condenado a cair para pequenas produções ou a viver como um eterno secundário.
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Desperatte Measures acabou por ser mesmo o seu último grande desempenho nos anos 90. Durante tres anos o actor viveu de pequenas participações e de aparições no teatro e series televisivas. Em 2001 o realizador Steven Soderbergh iria recuperá-lo colocando-o frente a frente a George Clooney e a sua equipa de ladrões profissionais em Ocean´s Elevan. O filme foi um sucesso e de repente aí estava outra vez Andy Garcia em forma. A verdade é que mais uma vez ninguém pegou nele e durante três anos Andy Garcia fez poucos e bons filmes. Este ano estará de regresso de novo como Terry Benedict em Ocean´s Twelve e há esperança que a sua carreira descole finalmente.
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Com 48 anos, Andy Garcia assumiu-se como uma das maiores referencias na representação latina nos EUA. Extremamente conservador e preso a velhos costumes - recusa surgir sem camisa à frente da camara - está casado desde 1982 com a namorada de infancia de quem tem quatro filhos. O futuro é incerto mas muitos acreditam que Garcia ainda tem muito para dar ao cinema, e que o fará mais tarde ou mais cedo.

PRÓXIMO CHARME DE OUTONO - Anthony Hopkins

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:34 PM | Comentários (4)

Clooney volta a realizar...

Depois do ter sido aplaudido pela sua estreia na realização com Confessions of a Dangerous Mind, o actor George Clooney vai voltar a vestir a capa de realizador no próximo ano para trazer para o grande ecrãn os polémicos confrontos entre o apresentador Edward R. Murrow e o senador anti-comunista Joseph McCarthy.
Clooney será o produtor do programa televisivo que contribui para expor ao resto da América a figura polémica e paranoica do senador McCarthy que liderou a caça às bruxas contra os comunistas norte-americanos no inicio da década de 50.
David Strathairn viverá Murrow e Patricia Clarkson, que este ano esteve em alta com Pieces of April, completa o elenco do filme que se chamará Goodnight and Good Luck.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:45 AM

Primeiro poster de Willie Wonka and the Chocolate Factory

É o novo filme de Tim Burton e volta a recuperar uma das duplas mais carismáticas da década de 90: Burton, o realizador do mundo fantástico e o seu actor fetiche, Johnny Depp.
O filme é uma adaptação live action da estória de Willie Wonka, um milionário que decide promover um concurso para descobrir quem será o sucessor da sua fortuna. O passeio inclui um passeio mágico na sua fábrica de chocolate.
Johnny Depp é a estrela do filme e o papel do jovem Charlie será de Freddie Highmore, que recentemente trabalhou com Depp no aplaudido Finding Neverland.
O filme tem estreia agendada para meados do próximo ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:40 AM | Comentários (5)

McMahon recusa 007

A fonte é a própria mãe do actor. Julian McMahon não será James Bond, apesar dos contactos por parte de Barbara Brocolli para o actor assumir o lugar deixado vago por Pierce Brosnan.
De acordo com a mãe do actor, o contrato que McMahon tem com a Fox em 2005 impede-o de assumir o papel do agente secreto. A MGM, produtora da saga, ainda não confirmou esta informação, e certamente que não o irá fazer já que nunca fica bem falar em segundas escolhas para os papeis, mas o facto é que as hipóteses de Colin Farrel ou Clive Owen têm ganho consistência nas últimas semanas.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:31 AM

Estrelas do Real Madrid entram em Goal!

David Beckham, Raul e Zinedine Zidane vão dar os primeiros passos no cinema. O filme é Goal, a primeira experiência futebolistica do cinema norte-americano. Produzido pela Icon Filmes (produtora de Mel Gibson) e dirigido por Danny Cannon o filme vai relatar a ascensão de um jovem jogador argentino que de jovem promessa do futebol sul-americano se vai tornar numa das maiores estrelas do futebol mundial. O primeiro filme retrata a passagem do jovem pelo futebol britânico, mais propriamente pelo Newcastle Utd, e o segundo será rodado em Madrid onde o jovem jogador jogará ao lado dos "galácticos" merengues. No terceiro e último filme o jogador será a estrela do campeonato do mundo de futebol na Alemanha.
Diego Luna é a estrela do filme mas a verdade é que as verdadeiras estrelas do mundo do futebol vão trazer uma maior emoção a esta trilogia que começará a ser rodada em Janeiro nos estádios de futebol um pouco por toda a Europa.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:17 AM

novembro 08, 2004

Mar Adentro conta com poster internacional

São muitas as expectativas à volta deste filme um pouco por todo o mundo, mas especialmente em Hollywood. Quando já se fala que o argumento do filme e o próprio Javier Bardem têm lugar assegurada na próxima gala dos óscares, a critica norte-americana, até aqui um pouco suspeita, começa a fazer olhinhos ao filme de Alejandro Amenabar.
Daí o destaque que tem sido dado nos últimos tempos a este filme espanhol. E a verdade é que o poster apresenta muitas semelhanças com o filme. É sóbrio e tem um "enorme" Javier Bardem. Vamos ver é se o actor espanhol consegue a sua segunda nomeação ao óscar. Para tirar as dúvidas em Janeiro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:27 PM | Comentários (2)

Charme de Outono : Al Pacino - Duro de roer...

É um dos maiores actores vivos. Tem uma carreira de mais de quarenta anos recheada de grandes filmes e notáveis interpretações. Ao lado de nomes como Jack Nicholson, Robert Redford e Dustin Hoffman ajudou a consolidar toda uma nova geração de talentosos actores. Foi tanto policia como ladrão, mas acabaria por ser no sub-mundo da mafia italo-americana que se celebrizaria para todo o sempre...
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Nascido a 25 de Abril de 1940 no bairro do Bronx em Nova Iorque, Alfredo James Pacino tornou-se num dos maiores icones do cinema mundial. No entanto toda a sua vida foi pautada por altos e baixos.

Filho de pais divorciados, o jovem Alfredo cresceu viciado no cinema noir e de gangsters que enchia as salas de cinema do sul do Bronx. Péssimo aluno, Pacino confessaria mais tarde que a única coisa que lhe dava verdadeiro prazer na escola eram as peças de teatro que de vez em quando eram organizadas. Aí destacava-se dos demais pelo seu empenho e dedicação. No final da adolescência Pacino entrou em várias depressões e viveu durante alguns anos sem posses nenhumas, tendo de pedir dinheiro emprestado para pagar os bilhetes de autocarro até às audições. Foi em 1966 que deu o primeiro salto na sua carreira ao entrar na prestigiada Actor´s Studio School of Drama and Representation. Tendo aulas com Lee Strasberg, o jovem Pacino desenvolveu a sua arte dramática a tal ponto que em dois anos seria distinguido com um Obie e um Tony, prémios de representação teatral. A sua estreia no cinema chegou em 1969 no filme Me, Nataly, seguindo-se em 1971 um curto desempenho em The Panic in Needle Park. O ano seguinte marcaria para sempre o cinema e a vida do jovem Al Pacino.
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No inicio de 1972 foi ao casting do filme The Godfather. Para o papel de Michael Corleone concorreu aquela que viria a ser a nata da representação dos anos seguintes: Jack Nicholson, Robert Redford, Warren Beatty, Robert de Niro e...Al Pacino. O realizador do filme Francis Ford Copolla apaixonou-se pela frieza e garra do jovem italo-americano que não hesitou em oferecer-lhe o papel. Contra a vontade do estúdio e dos produtores que queriam um nome forte para contracenar com o mito Marlon Brando. Só que quando o filme estreou as criticas desapareceram. Pacino foi notável, subtil e chegou mesmo a ofuscar Brando em algumas cenas. E se Marlon Brando acabaria por ganhar o seu segundo óscar, já Al Pacino ganharia a sua primeira nomeação para os óscares, como melhor actor secundário, um prémio justo, apesar de muitos pensarem que ele deveria ter sido nomeado mas como principal.
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Os anos a seguir a The Godfaher seriam os mais dourados da sua carreira. Em 1973 protagonizou Serpico, um poderoso drama que lhe valeu a primeira nomeação para melhor actor nos óscares. Nomeação que repetiria nos dois anos seguintes. Primeiro em 1974 pelo seu notável desempenho como Michael Corleone na sequela de The Godfather. Apesar de muitos terem previsto uma vitória fácil, Pacino seria batido por Art Carney. Mesmo assim foi um desempenho de uma vida, algo notável para quem contava apenas com 34 anos. Em 1975 mais um grande desempenho e uma nomeação sem triunfo por Dog Day Afternoon. Al Pacino era agora um dos nomes mais fortes da interpretação norte-americana.
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Depois de dois anos menos conseguidos, o grande Al Pacino voltou a surgir em 1979 no filme And Justice For All onde começa a dar sinais de uma maturidade extremamente precoce. Pelo filme conquistou a sua quinta nomeação ao óscar, quinta sem vencer. Começava já a falar-se abertamente em injustiça.
Os anos 80 não seriam parecidos, nem de longe nem de perto, com o que Pacino conseguiu na década de 70. Filmes como Cruising e Author! Author! foram fracassos tal como Revolution, filme sobre a revolução americana. Nesse filme Pacino ficaria gravemente doente e demoraria algum tempo a recuperar. Desse periodo salva-se Scarface, o remake de Brian de Palma do sucesso de Howard Hawks. O facto da critica ter considerado Revolution um dos piores filmes de sempre acabou por contribuir para um afastamento de Pacino em relação a Hollywood. A actor voltou ao teatro e aí se manteve até ao seu regresso em 1989, dando inicio a uma terceira fase da sua carreira.
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Sea of Love, filme de 1989, marcou o seu regresso ao cinema e a papeis mais duros mas ao mesmo tempo mais dramáticos do que o público estava habituado a ver. Ao mesmo tempo Al Pacino voltava a viver, pela terceira e última vez, a personagem que o tornou famoso, Michael Corleone, no último capitulo da saga The Godfather. O filme ajudou a recolocar Pacino em alta, e a comédia Dick Tracy, que rodou no ano seguinte, confirmou que o grande actor tinha voltado diferente do seu curto interregno. O seu desempenho valeu-lhe mais uma nomeação, a sua sexta.
Em 1991 Pacino mostraria a sua face mais romantica no tocante Frankie and Johnny, mas seria 1992 o grande ano da sua carreira. Para além de ter protagonizado Glengarry Glenn Rose, filme escrito e dirigido por David Mamet, o já veterano Al Pacino venceu finalmente o óscar para melhor actor. Foi à setima nomeação. O filme, Scent of a Woman abriu-lhe a oportunidade para dar um dos seus melhores desempenhos de sempre como veterano do exército, cego, e com vontade de viver o seu último fim de semana à grande, isto antes de se suicidar. A quimica que criou com o jovem Chris O´Donnell e a sua garra e força convenceram finalmente os seus pares a premiá-lo. Isso num ano em que tinha sido nomeado também como secundário pelo seu desempenho no filme de Mamet, um feito que até hoje só 7 actores conseguiram.
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A partir daí Al Pacino deixou de surgir em grandes filmes, por opção pessoal - ele que já tinha dito que não a filmes como Kramer vs Kramer, Star Wars, Apocalipse Now ou Bourne on the Fourth of July - concentrando-se em pequenas produções com grande potencial. Foi assim com Carlito´s Way, Heat, City Hall, Donnie Brasco e The Devil´s Advocate. Os seus desempenhos em The Insider e Any Given Sunday em 1999 provaram que Al Pacino estava bem vivo e em grande estilo. Depois de dois anos quase fora do activo, em 2002 os seus desempenhos em Insomnia, Simone e The Recruit voltaram a traze-lo para a ribalta.
Hoje Al Pacino é uma das estrelas da aclamada serie Angels in America, pela qual ganhou um Emmy, enquanto vai piscando o olho a Hollywood. Tem quatro projectos para os próximos dois anos já anunciados, incluindo The Merchant of Venice, uma adaptação de William Shakespeare, um dos modelos de inspiração favoritos do actor.
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Aclamado actor de teatro - protagonizou a notável peça de Brecht The Resistable Rise of Arturo Ui - espantoso actor de cinema e um dos poucos actores de Hollywood que nunca chegou a casar, apesar de ter uma filha e de ter tido um longo romance com Diane Keaton, com quem surgia em The Godfather, Al Pacino é hoje um icone eterno da 7º Arte. É dos poucos actores no mundo a ter a Tripla Coroa (Óscar, Emmy e Tony) e isso prova que para além de ser dos melhores actores do mundo, é também um dos mais versateis. Uma verdadeira lenda viva.

PRÓXIMO CHARME DE OUTONO - Andy Garcia

CHARME DE OUTUNO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:23 PM | Comentários (2)

novembro 07, 2004

Nova sondagem...

Depois de problemas técnicos que eliminaram a anterior sondagem, que perguntava aos nossos leitores o que achavam desta nova casa do Hollywood, está online uma nova sondagem. A pergunta que vos fazemos para esta quinzena é se acha que a vitória de George W. Bush nas Presidenciais norte-americanas é o espelho de que o cinema de protesto já não resulta nos dias de hoje?

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:53 PM | Comentários (3)

Charme de Outuno chega já amanhã

A partir de amanhã, dia 8 de Novembro e nos próximos trinta dias, o Hollywood vai apresentar diariamente a biografia de trinta dos actores mais charmosos à face do planeta. Charme de Outuno segue a fórmula vencedora de Brasas de Verão e faz parte do programa de biografias deste blog de cinema.
A partir de amanhã já sabe. Há um encontro marcado com as estrelas mais cintilantes do cinema. Quer saber quem são? Clique em mais.

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CHARME DE OUTONO
8 de Novembro - 8 de Dezembro


Al Pacino
Andy Garcia
Anthony Hopkins
António Banderas
Brad Pitt
Denzel Washington
Dustin Hoffman
Gary Oldman
George Clooney
Jack Nicholson
Jeff Bridges
Johhny Depp
Kevin Costner
Kevin Spacey
Liam Neeson
Michael Douglas
Morgan Freeman
Nicholas Cage
Paul Newman
Pierce Brosnan
Ralph Fiennes
Richard Gere
Robert Redford
Russel Crowe
Sean Connery
Sean Penn
Tom Cruise
Tom Hanks
Viggo Mortensen
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:24 PM

novembro 06, 2004

Bruce e Rosario em Sin City

Foram divulgados dois novos posters de personagens que irão surgir na adaptação da HQ de Frank Miller, Sin City.
Realizado por Robert Rodriguez, e com a colaboração especial de Miller e de Tarantino, Sin City reune um elenco cheio de estrelas cintilantes num dos ambientes mais sombrios da banda-desenhada norte-americana.
O filme estreia no próximo ano mas Rosario Dawson e Bruce Willis não estão pelos ajustes e já nos fazem crescer água na boca.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:33 PM | Comentários (2)

novembro 05, 2004

The Manchurian Candidate - Uma questão de chips...

Quando um pormenor estraga um filme ficamos com uma sensação quase de pena. Afinal um filme é um trabalho de centenas de pessoas que nunca deveriam merecer criticas tão duras como esta agora que vou escrever. Só que é mais forte do que eu. O chip que tenho instalado dentro de mim diz-me claramente isto: "O filme é uma desilusão. Arrasa com ele.". E eu vou obedecer...
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De facto há filme que têm tudo para ser bons. Era o caso deste. Um elenco extremamente apetecivel - não fossem Denzel Washington e Mery Streep dois dos melhores actores em actividade - um realizador muito interessante e extremamente capaz como é o caso de Jonathan Demme, um premissa interessante e o timing exacto. Só que tudo isso não chegou para arrastar o filme de uma mediania confrangedora, em alguns pontos a roçar mesmo a pura mediocridade. Mas porquê é que um filme destes se torna num falhanço completo? Não há uma resposta universal. Cada filme tem o seu problema. O problema de The Manchurian Candidate foi o argumento. Um argumento sem pés nem cabeça e que deitou tudo a perder. E esse tudo poderia ter sido algo muito bom se tivesse tido a oportunidade.
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Como dissemos o filme até tinha uma premissa muito interessante. A luta pela eleição de um vice-Presidente facilmente controlado por pessoas influentes de uma grande multinacional é de facto um tema actual. Porque de facto hoje os EUA têm - e assim vai ser nos próximos quatro anos - um vice-Presidente que é controlado por um grande conglomerado mundial. Mudem o nome de Manchurian Global para Haliburton et voilá, a história repete-se. Então o que é que estragou mesmo o filme? O chip. Ou seja, toda a inovação cientifica e neurologica que tenta justificar actos que hoje em dia são praticados, e todos sabemos isso, por pessoas que não precisam de hipnose para agirem da mesma forma. É este enorme desfazamento com a realidade que tira total credibilidade ao filme. Isso e as enormes incongruências do argumento, por culpa do tal chip, que não só fragilizam imenso a personagem de Liv Schreiber, como também tornam o filme previsivel e quase tão lunático como as personagens que nele habitam.
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Jonathan Demme mostra ser um bom realizador. A montagem é interessante e a camara mostra estar sempre no sitio certo à hora certa. Não foi por ele que o filme perdeu. Nem por ele nem pelos actores. Denzel Washington provou definitivamente neste filme que é um dos cinco grandes actores que marcaram os últimos 15 anos do cinema norte-americano e o mesmo acontece com Meryl Streep, autora de um desempenho notável. Já Liv Schreiber e Jon Voight saem fragilizados pelos papeis que lhes pararam nas mãos, condicionados por um argumento muito fraco e sem dinâmica. Basta ver que num filme onde a questão da Presidencia é tão importante o futuro Presidente não tenha uma unica fala. Uma única? Impensável. Tal como este filme.
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Sem querer entrar em comparações com o filme original de John Frankenheimer, este The Manchurian Candidate quis tudo. Por um lado quis criticar as influencias preocupantes dos grandes conglomerados economicos junto do poder politico nas mais altas esferas. Mas por outro teve medo de atacar e de mostrar a verdadeira face do problema. Então inventou uma serie de engenhocas para justificar atitudes e circunstancias. Não havia necessidade. Aqui pedia-se frontalidade não ilusão. E é aí onde o filme começa a sua longa queda rumo ao precípicio.

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O MELHOR - As deliciosas interpretações tanto de Washington (num grande ano) e Meryl Streep. Se Denzel está cada vez mais um actor único em Hollywood, já Meryl Streep pode muito bem começar a preparar-se para mais uma nomeação para os oscares, um verdadeiro recorde.

O PIOR - O argumento. É o calcanhar de Aquiles do filme e destroi-o por completo. Faltou-lhe coragem e inteligencia para abordar um assunto muito polémico. E sem coragem não há bons filmes.

CURIOSIDADE - Apesar de lhe encaixar que nem uma luva, Meryl Streep teve rivais à altura no casting para o papel de Eleanor Prentiss. Jessica Lange, Gleen Close e Emma Thompson eram as outras candidatas ao papel.

Site Oficial - www.manchuriancandidatemovie.com

Realizador - Jonathan Demme
Elenco - Denzel Washington, Meryl Streep, Liv Schreiber, ...
Produtora - Paramount Pictures
Classificaão - m/16
Duração - 129 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:43 PM | Comentários (2)

11 candidatos ao óscar de Melhor Filme de Animação

Foram 11 os filmes escolhidos pela Academia de Hollywood para figurarem na pré-lista de nomeados ao óscar de Melhor Filme de Animação. À partida os três favoritos são Shrek 2, The Incredibles e Polar Express, mas há outros filmes a ter em conta como Ghost in the Shell 2, Shark Tale e SpongeBob. Todos os filmes têm de estrear nos EUA até 31 de Dezembro o que até agora só não aconteceu com Polar Express e SpongeBob.
A categoria de Melhor Filme de Animação é composta por apenas três vagas, mas nada impede que os filmes sejam nomeados para outra categoria. Os nomeados serão divulgados a 25 de Janeiro enquanto que a cerimónia acontecerá a 27 de Fevereiro com cobertura em directo aqui no Hollywood.
Vejam a lista de nomeados:

- Shrek 2
- The Incredibles
- The Polar Express
- Shark Tale
- Ghost in the Shell 2: Innocence
- Spongebob Squarepants

- Sky Blue (Coreia Sul)
- The Legend of Budha (India)
- Clifford's Really Big Movie
- Disney's Teacher's Pet
- Home on the Range

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:34 PM | Comentários (2)

novembro 04, 2004

Porquê esperar?

Aqui está o trailer de The Revenge of the Sith. Como na internet não há regras não foi dificil encontrar sites que colocassem online o trailer mais esperado dos últimos anos. A SIC também o passou já na televisão, num exclusivo que detinha com a LucasArt, e agora podem todos conferir quão negro será o Episode III, provavelmente o último da mitica saga Star Wars.
Confiram aqui.

UPDATE

A pedido de leitores e graças à gentileza de outros colegas cinéfilos ficam desde já aqui outros sites ondem podem encontrar o trailer tão esperado:
- Cinema em Cena
- NorthforkDigital
- Movie List

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:57 PM | Comentários (3)

Dois novos posters

Foram hoje divulgados os posters internacionais de dois dos filmes mais esperados do final do ano: The Life Aquatic of Steve Zizou e Ocean´s Twelve.
No filme de Wes Anderson, a equipa que esteve presente em The Royal Teenenmbauns está de regresso, liderada por um Bill Murray em grande forma. Encarnando um explorador excêntrico com uma equipa ainda mais caricata, Murray vai ter de resolver os problemas com um suposto filho que lhe surge de repente.
Já em Ocean´s Twelve vamos voltar a ver George Clooney e a sua equipa de ladrões profissionais voltarem à acção quando Clooney descobre que Andy Garcia vai procurar desforrar-se do golpe do primeiro filme.
The Life Aquatic of Steve Zizou e Ocean´s Twelve estreiam a 10 de Dezembro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:36 PM | Comentários (2)

É hoje divulgado o trailer de Revenge of the Sith

Para quem é membro do site StarWars.com ou do portal AOL hoje é o seu dia de sorte. Exclusivamente nesses dois canais pagos será divulgado pela primeira vez o trailer de Episode III - The Revenge of the Sith. Amanhã, quando estrear The Incredibles nas salas de cinema, o trailer será apresentado a todos os cinéfilos americanos. A 8 de Novembro o trailer será divulgado na internet e o Hollywood te-lo-á aqui para que todos possam começar a conhecer a mitica transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:29 PM | Comentários (2)

Site e novidades de Elektra

No dia em que foram divulgadas cinco novas imagens de Elektra, também foi colocado online o site do spinoff de Daredevill.
Elektra, filme realizado por Rob Bowman, recupera a personagem encarnada por Jennifer Garner em Daredevill e coloca-a no plano central de uma estória de vingança, amor e artes marciais. O filme estreia a 14 de Janeiro do próximo ano e é dos titulos mais esperados para os fãs de comics um pouco por todo o mundo.
Clique na imagem para ver o site e aqui para ver um slideshow de novas imagens.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:17 PM | Comentários (2)

novembro 03, 2004

O Que Estreia Por Cá - Qual o mundo de amanhã do cinema?

Com a estreia amanhã em Portugal de Sky Captain and the World of Tomorrow, começamos a perguntarmo-nos se o cinema estará a dar um grande passo em frente no que à gestão de recursos diz respeito. A trilogia do Senhor dos Aneis já tinha dado pistas interessantes mas ter um filme em que todas as imagens (exceptuando os actores que representaram com um pano azul atrás de si) são geradas a computador, pode levar a pensar como será o mundo do cinema amanhã?
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O filme, ou melhor será dizer, o projecto, de Kerry Conran é de facto um passo espantoso na forma de reavaliar a gestão de recursos na concepção de um filme. Se apostar num filme futurista de ficção cientifica pode ser uma justificação para esta opção, a verdade é que a porta fica aberta experiências por parte de outros realizadores. A Paramount, produtora que financiou o projecto de Conran, terá ficado satisfeita com os gastos de produção e admite repetir o modelo caso haja necessidade nos tempos próximos. Mas se esta aposta passará de uma "necessidade" para uma "realidade", isso é algo que ninguém consegue prever.
De qualquer forma Sky Captain and the World of Tomorrow não promete ser mais do que é: um filme de entretenimento.
Com muita ficção-cientifica, um enredo dramático apelativo e uma estória interessante, é curioso olhar para este projecto pelos seus aspectos técnicos quando no elenco constam três dos mais sonantes cabeças de cartaz de hoje, nomeadamente Jude Law, Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie. Talvez isso seja sintomático do que seja Sky Captain na realidade.
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A 4 de Novembro estreiam igualmente por cá outros seis filmes.

The Manchurian Candidate é um remake, adaptado aos nossos dias, do filme homónimo de John Frankheimer da década de 60 com Frank Sinatra no principal papel. Aqui é o papel das empresas norte-americanas no processo de decisão no campo politico que desperta a narrativa. Enquanto uma empresa faz tudo por tudo para colocar um homem na Casa Branca que possa controlar por completo, um antigo oficial do exército parece saber tudo o que se passa dentro da Manchurian Global, uma empresa criada à medida da polémica Haliburton. Um filme frenético que aposta essencialmente nos desempenhos dos "gigantes" Denzel Washington (terceiro filme no ano) e Meryl Streep. A assinatura é de Jonathan Demme, o reconhecido autor de Silence of the Lambs.
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Blueberry é uma adaptação livre da mitica banda-desenhada de Moebius sobre um marshall norte-americano muito irreverente. Neste filme cabe a Blueberry, interpretado por Vincent Cassell, a "rising star" do cinema francês, perseguir um ladrão que procura um mitico tesouro indio. Só que até lá chegar, na companhia do seu velho companheiro indio, ele terá de se deparar com os seus fantasmas e muitas adversidades que se lhe atravessarão no caminho. Michael Madsen e Julliete Lewis completam o elenco deste western de Jan Kounen.
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Out for Kill marca o regresso do já mitico action-man Steven Seagal. Com todos os ingredientes que o tornaram celebre, este drama criminal cheio de acção promete não desiludir os fãs do actor. A acção desenrola-se na China e envolve o tráfico de droga com a poderosa máfia chinesa. Um filme realizado por Michael Oblowitz.
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Kiss Me é apresentado como o filme mais pop do cinema português em 2004. Apoiado num elenco onde, apesar da presença de Nicolau Breyner e Rui Unas, o destaque vai todinho para a estreia na tela da modelo Marisa Cruz.
Passado na década de 50, o filme conta a estória de uma jovem que abandona o marido, que a maltrata, e o filho, para ir viver em Tavira com uma tia que, depois de visitar os EUA, se apresenta como uma lufada de ar fresco na sua vida. Aos poucos a jovem tenta copiar o modelo de Marilyn Monroe (se bem que em cena parece-se mais com a Brigit Bardot em E Deus Criou a Mulher). Só que Portugal vive o fascismo que não dá espaços para ninguém sonhar ou sequer ousar. O filme é dirigido por António da Cunha Teles.
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L´Esquive é um filme francês que aposta num romantismo quase shakespeariano com uma inocência própria dos jovens. Dirigido por Abdel Kechiche este é basicamente um filme sobre a importância das aparências para os jovens hoje em dia. Um rapaz apaixona-se perdidamente por uma colega que é uma das estrelas da peça escolar. Apesar de ter de manter toda a sua reputação, o jovem terá de encontrar maneira de se declarar de forma clara à rapariga dos seus sonhos. Mas como se tudo o que ele fez foi a pensar no que os outros iriam pensar dele? Uma produção da comunidade árabe residente em França.
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Transita da semana passada para esta semana Agents Secrets. O filme estava previsto estrear na última semana mas tal não veio a suceder-se. Pedimos desculpa se induzimos os nossos leitores em erro mas não temos responsabilidades na mudança de datas de estreias.

O HOLLYWOOD RECOMENDA - Uma visita ao universo claustrofóbico que Jonathan Demme recriou em The Manchurian Candidate. Pode não ser um Silence of the Lambs mas promete bastante. E Meryl Streep está como nunca a vimos.

O HOLLYWOOD DESANCONSELHA - É verdade que o corpo - já que talento a representar não se lhe conhece nenhum - de Marisa Cruz pode ser um chamariz importante para os cinéfilos portugueses irem espreitar o que se passa em Kiss Me (o trailer televisivo apostou nisso mesmo). Mas o filme promete ser mais um flop pago pelos contribuintes portugueses. E há ainda quem pense que o cinema português não precisa de uma autêntica revolução.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:07 PM | Comentários (1)

O regresso de Eastwood...

Se para muitos Mystic River foi o melhor filme de 2003, então é natural que se note uma certa expectativa neste Million Dollar Baby, o novo filme de Clint Eastwood.
Neste filme sobre uma boxeur e o seu treinador, temos Eastwood a aparecer de novo à frente das camaras, ao lado de Hilary Swank e Morgan Freeman. O filme promete mais um forte confronto emocional e uma grande aposta nos diálogos entre Swank e Eastwood, dois galardoados pela Academia.
O filme, cuja estreia está agendada para 17 de Dezembro mas apenas em alguns pontos do país, é uma produção da Warner Bros e promete ser um dos filmes mais interessantes do ano. Tal como o resto dos EUA, Portugal só terá a oportunidade de ver o filme em 2005. Até lá fiquem com o poster oficial, divulgado hoje.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:09 AM | Comentários (1)

novembro 02, 2004

Assassinado realizador de filme sobre Pim Fortuyn

Esta manhã foi encontrado morto Theo van Gogh, o realizador de 0605, o filme inspirado na vida de Pim Fortuyn, politico de direita holandesa que acabou assassinado à dois anos atrás. van Gogh foi encontrado morto num jardim de Amesterdão e há testemunhas que falam em disparos e num suspeito que terá fugido do local de forma apressada. Mais tarde terá havido um tiroteio entre o suspeito e a policia ficando um agente e o próprio suspeito do crime com ferimentos ligeiros.
van Gogh, 47 anos, autor de mais de vinte filmes e de três livros de sucesso na Holanda, era bastante critico da cultura islâmica inserida na sociedade holandesa e o seu filme sobre Fortuyn servia igualmente como um testemunho de cariz social. Um crime religioso que vai ainda mais fomentar a polémica relação entre os holandeses e os muitos muçulmanos residentes hoje nos Paises Baixos.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:30 AM | Comentários (2)

Mais uma homenagem de Tarantino...

Há amantes do cinema e amantes de cinema. E há Quentin Tarantino. O realizador da geração "pulp" vai voltar a fazer um filme homenagem, em tons de kung-fu. Pelo menos foi isso que disse à revista TotalFilm quando inquirido sobre o seu próximo projecto. Tarantino, que tem na agenda o filme Inglorious Bastards que se desenrola na 2º Guerra Mundial, decidiu apostar primeiro num filme de artes marciais porque "adorei fazer Kill Bill. Adorei aquelas cenas orientais. Gostei tanto que o meu novo filme será totalmente rodado em mandarim. Se não gostarem não há problema já que vamos ter uma versão dobrada." Só que a homenagem ao cinema de artes marciais da década de 70 fará com que a sincronização labial esteja totalmente discincronizada. Que é que se pode dizer? É Tarantino no seu melhor...
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:26 AM | Comentários (1)

E que tal Colin para Bond?

Enquanto os produtores de James Bond continuam na dúvida sobre quem escolher para suceder a Pierce Brosnan, o irlandês já declarou quem gostava de ver como seu substituto. Nada mais nada menos que o seu compatriota Colin Farrel.
"O Colin tem presença, rosto, corpo, voz e olhos certos." Foi assim que Brosnan descreveu o actor que este ano dará a vida a Alexandre, o Grande. Sobre eventuais rivais para o papel como Dougray Scott, Hugh Jackman ou Eric Bana, o antigo Bond declarou que apesar de serem todos bons actores "o Colin acabaria com todos."
E tendo já Farrel dado provas do seu talento em filmes de acção como The Recruit e SWAT, fica a ideia se de facto não terá Brosnan razão. Afinal carisma não lhe falta...
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:09 AM | Comentários (2)

novembro 01, 2004

Momentos de Ouro...

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Ninguém tem a certeza se foi aquele olhar azul, o cabelo loiro que se confunde com as areias do deserto ou a expressão de um vazio imenso num horizonte longinquo que fez de Peter O´Toole um verdadeiro mito em Lawrence of Arabia. O actor acabva de se estrear no cinema pela mão de David Lean e conseguia desde logo um passe imediato para a eternidade...

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:14 PM

O Hollywood em Novembro...

Novo mês a mesma dinâmica. Neste mês de Novembro vamos ter um Hollywood muito animado. Em primeiro lugar estará para breve a instalação completa do arquivo do blog, faltando hoje apenas as reviews aos mais de 25 filmes que o Hollywood viu e analisou em 2004, e algumas noticias de Verão.
E em Novembro vamos ter, para além das nossas rubricas diárias que estão de novo activas, dois eventos bem especiais. Daqui a uma semana o Hollywood fará a primeira previsão à edição deste ano dos óscares da Academia, com uma analise detalhada, categoria a categoria, de todos os nomes que podem brilhar na cerimónia de 27 de Fevereiro. É também a 8 de Novembro que começa a rubrica Charme de Outuno, continuando assim o trabalho inicialmente desenvolvido nas Brasas de Verão. A diferença é que esta rubrica de 30 dias vai desta feita cingir-se aos actores mais charmosos de hoje.
Portanto há mil e uma razões para estar atento ao que se vai passar no Hollywood neste mês!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:42 PM | Comentários (2)

Novas imagens de National Treasure

Foram hoje divulgadas várias novas imagens para o filme de acção National Treasure, que conta com Nicholas Cage no principal papel. Neste filme, Cage é um guardador de tesouros que procura um tesouro milenar, trazido da Europa para os EUA e guardado na carta da Constituição norte-americana. Um filme que promete muita acção, humor e, claro, efeitos especiais bem preparados. No elenco estão também Diane Kruger, Jon Voight, Harvey Keitel e Sean Bean.
O filme tem estreia marcada para 19 de Novembro e é dirigido por Jon Turtletaub. Cliquem no banner para verem as imagens.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:57 PM