Blog-Jornal sobre a 7º Arte.
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dezembro 31, 2004
O Hollywood deseja a todos....
Uma grande passagem de ano e um super 2005, recheado de tudo o que mais desejarem. E que seja um grande ano para o cinema e para todos os amantes da 7º arte.
divirtam-se!
Miguel Lourenço Pereira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:58 PM
Hollywood Filme Award 2004 - Melhor Filme
Luta disputada pelo trofeu mais cobiçado de todos. Candidatos havia muitos, fortes candidatos até. Num ano tão equilibrado como 2004 seria dificil apontar um vencedor à partida mas no final houve um filme que se soube destacar dos demais...

HFA - FILME DO ANO
Vitória justa, apesar dos inumeros candidatos ao posto de melhor filme de 2004. No entanto esta pequena pérola de Michel Gondry, assinada por baixo pelo notável argumentista que é Charlie Kauffman superou tudo e todos. Um filme fresco, dinâmico que fala não só do amor mas essencialmente da vida. Uma poesia visual que ganhou ainda por ter uma dupla de actores principais fortissima: Jim Carrey e Kate Winslet, com alguns dos melhores momentos das suas carreiras. Aliás todo o elenco do filme mostrou ser excepcional. No final, a música de Beck "Everybody´s Gotta Learn Sometimes" fechou com chave de ouro esta obra-prima que entrará certamente para a galeria do melhor que já se viu fazer em Hollywood.
TOP 10 - MELHORES FILMES 2004
2º - The Village
M. Night Shyamalan assina aqui o seu segundo melhor filme de sempre (Signs é ainda uma obra inalcançável na filmografia do realizador de origem indiana) com um argumento poderosissimo e um leque de interpretações notáveis. A principio o filme parece demasiado parado mas é tudo um logro do realizador. A emoção aumenta a cada twist, e são vários, e as surpresas que Shyamalan tem reservadas para o espectador são sublimes. Nota igualmente para a partitura sonora e para o desempenho de estreia de Bryce Dallas Howard.
3º - Finding Neverland
Um dos filmes mais bonitos dos últimos anos. Finding Neverland é tocante do primero ao último minuto. Nunca Johnny Depp se mostrou tão serio de si no desempenho de um papel. Nunca um elenco conseguiu criar uma atmosfera tão mágica. Nunca um jovem de 12 anos soube disputar taco a taco cada cena com um dos melhores actores do mundo. No fundo a mensagem do filme é "nunca digas nunca".
4º - Lost in Translation
Sofia Copolla no seu melhor. Um filme com uma dinâmica existencial muito bem conseguida que começa no argumento e acaba na magistral realização, passando claro pelos memoráveis desempenhos de Bill Murray e Scarlett Johansson. Dificilmente Copolla conseguirá igualar o esplendo que consegue em diversas cenas deste notável filme.
5º - The Terminal
Há quem duvide que Steven Spielberg é dos maiores realizadores de sempre? É que basta ver The Terminal para que esse estatuto lhe seja entregue com toda a justiça. Uma comédia que não é bem só uma comédia. Um drama que não é bem um drama. Um filme que é mais do que um grande filme. Excelente desempenho de Tom Hanks, um dos mehores da sua carreira.
6º - Diarios de Motocicleta
Notável a forma como o brasileiro Walter Salles nos mostra a grande aventura de Ernesto Guevara e Alberto Granado pelo coração do continente sul-americano. Com uma banda-sonora e fotografias notáveis e uma excelente montagem, Salles consegue aqui o seu maior filme de sempre. Gael Garcia Bernal e Rodrigo de la Serna são igualmente magistrais nos seus desempenhos, mostrando que não é só em Hollywood que se faz bom cinema.
7º - Phantom of the Opera
Notável músial de Joel Schumacher. Músicas transportadas dos palcos para o cinema de forma magnifica, trabalho de realização praticamente imaculado e uma direcção de actores fantástica são o melhor cartão de visita que qualquer musical pode apresentar. Certamente um dos maiores musicais da história (ao contrário de Moulin Rouge ou Chicago) e um filme que ficará como um dos melhores do ano.
8º - The Incredibles
The Incredibles é a última aposta da Pixar. Só isso já explica muita coisa não fosse este pequeno estúdio animado responsável por algumas das grandes pérolas cinematográficas dos últimos anos. Brad Bird realiza de forma convincente este filme sobre super-herois que caem em desgraça. A animação é espantosa, a música e o som magnificos e tirando talvez as primeiras pérolas da Disney, Who Frammed Roger Rabbit e Lion King, este é possilvemente um dos maiores filmes animados de sempre.
9º - Big Fish
Tim Burton é um contador de estórias fantásticas como poucos houve na história do cinema. Tem-no demonstrado nos últimos anos e voltou a repetir a dose com o seu fantástico Big Fish. Filme muito dinâmico e extremamente apelativo, com um argumento que tanto apela para a emoção como para a razão com igual intensidade, os efeitos especiais criados à volta do filme são do melhor que Burton já conseguiu. E depois o filme ganha com o notável leque de actores que tem à sua disposição, desde Albert Finney a Ewan McGregor.
10º - La Mala Educacion
Pedro Almodovar é hoje o maior realizador do continente europeu em actividade. Depois de um inicio de carreira com filmes muito barrocos, a sobriedade começa a ganhar cada vez mais força nas suas novas apostas. E depois de uma trilogia notável com Carne Tremula-Tudo Sobre Mi Madre-Habla Con Ella, eis que chega este filme noir, com grande evocação não só ao passado do realizador como à memória colectiva do povo espanhol. Um filme polémico mas cheio de força, que ganha sobretudo por ter um argumento a la Almodovar e um desempenho notável por parte de Gael Garcia Bernal.
OUTROS BONS FILMES DE 2004
VER OUTROS PRÉMIOS
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:07 PM
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Realizador
O artesão. O homem que dá vida aos filmes. A mão que coordena o nosso olhar, o mágico que desperta a nossa imaginação. Elemento central da concepção de um filme, o realizador é sempre uma referência em qualquer filme. O melhor realizador de 2004 é...

HFA - REALIZADOR DO ANO
M. NIGHT SHYAMALAN
O americano de origem indiana começa a tornar-se num caso sério. O seu talento como realizador e argumentista já superou a expectativa de muitos e Shyamalan é já visto como "o novo Hitchcock" para uns, "o novo Burton" para outros. The Village é um dos melhores filmes do ano e um dos grandes filmes dos últimos tempos e isso só acontece graças ao imenso talento do "feiticeiro". Depois da obra-prima que é Signs e antes de se aventuras na vida de Py, há que prestar a devida homenagem ao autor de The Village.
TOP 10 - MELHORES REALIZADORES 2004
2º - Sofia Copolla
Ideia original de Sofia, Lost in Translation é dos filmes mais apeteciveis de 2004. A direcção da filha do consagrado Francis Ford Copolla é absolutamente imaculada, com planos verdadeiramente geniais, desde a abertura até ao final mais romântico do ano cinematográfico.
3º - Tim Burton
Um homem genial. Burton consegue fazer maravilhas com a sua imaginação e os seus jogos de planos e profundidade de camera. Big Fish é mais um exemplo disso. Um filme que é mais de Burton do que qualquer outra pessoa envolvida no projecto. Um grande filme com uma notável realização.
4º - Michel Gondry
O homem dos videoclips dos Massive Attack tornou-se no autor do belissimo Eternal Sunshine of the Sptoless Mind. O seu trabalho com a camara é absolutamente genial e a montagem que se lhe segue é ainda melhor. Uma vénia a uma verdadeira surpresa para a maior parte dos amantes do cinema que não conheciam esta faceta do francês.
5º - Steven Spielberg
É provavelmente - a par de Clint Eastwood - o melhor realizador em actividade. Evoluiu muito desde a sua estreia auspiciosa com Duel. Passou pelos blockbusters, pelos filmes históricos e pelas comédias. The Terminal é um drama com uma forte vertente comíca e todos os traços da realização de Spielberg estão lá. Um trabalho notável.
6º - Joel Schumacher
A critica arrasou a sua incursão pelo universo de Batman e desde aí tem sido um nome praticamente proscrito pela comunidade cinematográfica. Phone Both já dava a entender que um come-back em estilo estava à espreita e as suspeitas confirmaram-se em pleno. The Phantom of the Opera é um grande filme com uma estupenda realização que aproveita o melhor que há nos musicais e junta ao melhor que Shumacher tem para oferecer.
7º - Marc Forster
Uma das surpresas mais agradáveis do ano. Monster´s Ball já tinha sido um interessante exercicio de realização e em Finding Neverland o realizador alemão mostra a sua melhor face. Excelente trabaho de camera com planos audazes e ideias espantosas são imagens de marca do filme.
8º - Walter Salles
O brasileiro é hoje o nome de maior sucesso na América do Sul. Não apenas no Brasil note-se. Diarios de Motocicleta abriu todo um continente ao talento de Salles. A sua realização é notável apesar de ser na sala de montagem que o filme ganha mais, e há planos que ficarão para sempre na história do cinema.
9º - Quentin Tarantino
Depois do fracasso total com Kill Bill v.1, o realizador-pulp oferecenos a redenção perfeita com o segundo volume da vingança da noite. O delirio visual do primeiro filme é substituido por uma sobriedade constante, com alguns traços tipicamente tarantinianos, nota que nos mostra que Tarantino está a crescer como realizador.
10º - Mel Gibson
Foi o projecto da sua vida. A polémica foi muita e o resultado final não desilude. Mel Gibson é um crente e filmou como um crente. Mas mostrou também que Bravehearth não foi um acaso completo. O australiano sabe mesmo trabalhar com a camara e fez dos últimos momentos da vida de Cristo a desculpa perfeita para o demonstrar aos mais cépticos.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:33 PM
| Comentários (2)
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actor
Quantos não vão ao cinema para ver a performance de um actor? Normalmente são eles o catalizador central de emoções em qualquer grande filme. O ano de 2004 teve alguns dos melhores desempenhos por actores dos últimos anos. O melhor entre os melhores é mesmo...

HFA - ACTOR DO ANO
JOHNNY DEPP
É sem dúvida um dos mais brilhantes actores da actualidade. De menino-prodigio e actor rebelde a um interprete maturo foi um saltinho. Em Finding Neverland é um JM Barrie notável com uma performance altamente contida, condensadora de variadas emoções. Um desempenho de Depp que - a haver justiça nos EUA - lhe poderia valer o óscar que tanto merece e que nunca lhe é entregue. Depois de Edward Scissorhands, Ichabod Crane e Jack Sparrow, vão negar o ouro ao pai de Peter Pan?
TOP 10 - MELHORES ACTORES 2004
2º - Jim Carrey
O actor mais mal amado nos Estados Unidos é um verdadeiro génio que dá pelo nome de Jim Carrey. Quanto todos pensavam que seria para sempre o irritante "Melga" eis que Carrey dá uma volta de 180º graus na sua carreira e surge brilhante em The Truman Show. Dois anos depois consegue o seu melhor desempenho de sempre em Man on the Moon. Mas acabou sempre ignorado por tudo e todos. Este ano voltou a ser absolutamente brilhante em Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Um desempenho que é um hino à beleza humana.
3º - Tom Hanks
É o Jimmy Stewart dos nossos dias e esse é o maior elogio que se pode fazer a um actor. É também um dos grandes actores da actualidade e fez questão de o provar no mais recente filme de Spielberg, The Terminal. Uma performance como já não se lhe via desde os dias de Saving Private Ryan e Forrest Gump e que vai passar para a História como uma das mais notáveis construções de personagens dos últimos tempos.
4º - Bill Murray
É dificil gostar de Bill Murray. Ele també não faz muito por isso, note-se. Quando todos pensavam que o actor de Groundog Day tinha desaparecido eis que Sofia Copolla o ressuscita em Lost in Translation. Ele é o ponto central de todo este poema visual escrito por Sofia conseguindo o melhor desempenho da sua carreira e um dos melhores do ano.
5º - Sean Penn
Venceu o óscar não por este filme mas por um outro de um tal de Eastwood. Mas houve quem defendesse que era aqui, em 21 Grams, que Penn se superava. De facto o seu desempenho é o simbolo do que é um filme a la Penn. Cheio de garra, emoções contidas, explosões surpreendentes e muito, muito charme. Um dos melhores do ano sem dúvida alguma.
6º - Gael Garcia Bernal
A revelação masculina de 2004. Quem já o conhecia de Amores Perros e E Tu Mama Tambien já sabia o que ele valia mas quer em La Mala Educacion quer em Diarios de Motocicleta o jovem Gael supera-se. Desempenhos espantosos, em registos completamente diferentes (fazer de travesti e Guevara no mesmo ano diz tudo) que avisam já que este é um dos grandes candidatos a futuro maior actor do mundo. Dêm-lhe tempo.
7º - Jack Nicholson
Quem é o actor capaz de brilhar em qualquer registo e manter sempre aquele sorrisinho na cara? Quem é capaz de seduzir jovens e veteranos com uma daquelas piadas que só ele inventa no momento? Ele é Jack Nicholson a caminhar cada vez mais depressa para a condição de mito vivo. Um verdadeiro monstro que faz um filme pequeno parecer genial.
8º - Jeff Bridges
Não é como dizem, o melhor papel da sua carreira (Big Lebowski e Tucker são-nos muito mais) mas a consistência do desempenho de Jeff Bridges em The Door in the Floor é um dos poucos pontos positivos do filme de Tod Williams. Mas no fundo o que ressalva é que Bridges é mesmo um dos "grandes".
9º - Jude Law
A maior parte dos criticos não gosta de Jude Law. Acha-o demasiado com ar de manequim humano. Mas o jovem britânico é um actor e peras. Tem a sorte de ter, além de talento, uma beleza quase de estátua grega e uma expressividade facial que lhe permitem fazer papeis como o que fez em Alfie sem grande dificuldade. O ano correu-lhe bem com papeis aplaudidos em diversos filmes desde Closer a I Heart Huckbees, passando por Sky Captain e The Aviator. Um ano em grande.
10º - Gerard Butler
É uma das revelações do ano para quem não o conhecia e uma confirmação absoluta para quem já via nele imenso potencial. Tem tudo para se estabelecer como um dos grandes valores da nova geração. A prova está que, mesmo sem saber cantar, deu um show em The Phantom of the Opera dando uma emotividade à personagem de Andrew Lloyd Webber que poucos actores conseguiriam dar.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:24 PM
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actriz
Quer como divas quer como verdadeiros "monstros" na arte de representar, as actrizes são sempre elementos importantes em praticamente todos os filmes. Misturando veteranas com jovens revelações, 2004 trouxe grandes performance femininas. E a actriz de 2004 é...

HFA - ACTRIZ DO ANO
KATE WINSLET
Uma das mais espantosas actrizes da actualidade, Kate Winslet teve em 2004 um ano memorável. Primeiro foi a sua espantosa performance como Clementine em Eternal Sunshine of the Spotless Mind e depois esteve genial em Finding Neverland.
O seu desempenho em Eternal Sunshine é a alma do filme, fazendo uma parceria de sucesso com Jim Carrey. Depois de Titanic ou Iris, a britânico consegue mais um registo absolutamente memóravel consagrando-se como a actriz do ano.
TOP 10 - MELHORES ACTRIZES 2004
2º - Charlize Theron
Notável desempenho coroado justamente com um óscar, em Monster Charlize Theron mostrou ser um actriz de verdade. Uma transformação fisica radical transformou a mais bela africana do mundo na aterradora serial-killer Aillean Wournos, convencendo tudo e todos.
3º - Diane Keaton
Foi o come-back do ano. Diane Keaton, musa de Woody Allen e um dos icones do feminismo dos anos 70, voltou este ano com uma performance absolutamente brilhante. Em Something´s Gotta Give fez uma parelha de respeito com Jack Nicholson e provou que o melhor da sua carreira pode estar ainda para vir.
4º - Bryce Dallas Howard
Uma das grandes revelações do ano (talvez "a" revelação visto ser o seu primeiro filme) foi mesmo a filha de Ron Howard. O seu desempenho como cega de enorme coração em The Village foi um dos elos mais fortes de um dos filmes do ano, abrindo as portas para uma carreira escrita com letras de ouro.
5º - Naomi Watts
A bela australiana não deixa de surpreender tudo e todos. Primeiro em Mulholand Drive e agora em 21 Grams, Naomi Watts mostra ser uma actriz com um potencial enorme. Performance sólida, cheia de momentos de notável over-acting, a sua prestação em 21 Grams foi uma das melhores do ano. E aquela cena escaldante com Sean Penn tornar-se-á inesquecivel para quem viu.
6º - Scarlett Johansson
É a ninfa do momento dos cinéfilos. E teve um ano dourado. Scarlett Johansson brilhou em Girl With a Pearl Earring no contido papel da empregada do consagrado pintor Johanes Veermer que faz dela a sua musa. Um under-acting como mais nenhuma actriz conseguiu fazer durante o ano.
7º - Samantha Morton
A bela inglesa continua a mostrar que é um dos grandes valores do momento. Em In America é uma mãe angustiante e ao mesmo tempo dona de uma garra que poucos poderiam conceber. Uma verdadeira actriz de futuro.
8º - Emmy Rossum
Voz de ninfa, desempenho de mulher. Emmy Rossum foi espantosa como Christine em The Phantom of the Opera depois de já ter tido uma simpática prestação em The Day After Tomorrow. O facto de cantar e representar a alto nivel no musical do ano podem-lhe abrir as portas a voos mais altos.
9º - Uma Thurman
A Noiva esteve em destaque na primeira metade de 2004. Uma Thurman confirmou o porquê de ser a actriz fetiche de Quentin Tarantino com uma performance muito sólida e deveras interessante. Presa pelo registo do filme ficamos na dúvida para ver até que ponto Thurman consegue chegar noutro papel.
10º - Kim Basinger
Em The Door in the Floor há Jeff Bridges. Mas também há Kim Basinger em grande momento. A bela californiana - uma das mais belas actrizes da sua geração - conheceu um novo folego na sua carreira com o óscar de LA Confidential mas desde aí tem andado desaparecida. No entanto são performances como estas que nos fazem acreditar que o talento de Basinger é algo que não vai desaparecer tão cedo.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:47 PM
| Comentários (2)
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actor Secundário
Por vezes os desempenhos secundários tornam-se mais importantes para perceber a dinâmica de um filme do que propriamente os actores principais. E houve belissimos desempenhos durante o ano de 2004. No final de todas as contas o actor secundário do ano é...

HFA - ACTOR SECUNDÁRIO DO ANO
RODRIGO DE LA SERNA
Estreante nestas andanças, o jovem argentino Rodrigo de la Serna é o autor da melhor performance secundária do ano. Foi a viver Alberto Granado em Diarios de Motocicleta que de la Serna mostrou a todo o mundo o seu valor. Durante meia hora chega mesmo a roubar o filme á estrela em ascenção que é Gael Garcia Bernal. Espera-se agora que o jovem actor não caia no esquecimento.
TOP 10 - MELHORES ACTORES SECUNDÁRIOS 2004
2º - Ken Watanabe
O japonês brilhou intensamente em Last Samurai fazendo a Cruise o mesmo que Foxx faria mais tarde: ofuscando-o por completo. Ken Watanabe deu um show como o último dos grandes lideres guerreiros do Japão feudal criando uma aura à sua volta que já parece começar a dar os seus frutos. O actor é um dos nomes do próximo Batman Begins.
3º - Benicio del Toro
Num filme triangular, Benicio del Toro é o vertice da redenção e ao mesmo tempo o vertice da violência humana. Um desempenho espantoso do actor que se consagrou em Traffic mas que já tinha dado nas vistas em The Usual Suspects. As suas cenas mais intensas dão ao filme uma tensão dramática que complementa em perfeição as performances de Penn e Watts.
4º - Jamie Foxx
Este é o seu ano. Primeiro em Collateral e depois em Ray. No filme de Michael Mann ele é a estrela da constelação, enviando Tom Cruise para um pequeno cantinho. Uma performance que mistura o drama com algum registo de humor a provar que Foxx é mesmo bom actor. A cena com Bardem é talvez a melhor em todo o filme.
5º - Woddy Allen
Genial. Woody Allen continua a ser genial. A prova está na sua performance como secundário em Anythig Else. O filme é digno da filmografia de Allen e a sua performance é uma das melhores da sua carreira. Como professor e consciência do seu "sucessor" Jason Biggs, consegue alguns momentos memoráveis como a cena em que parte o vidro de um carro.
6º - Albert Finney
Ao lado de Peter O´Toole, Richard Burton, Michael Caine e Richard Harris fez parte da geração dourada do cinema inglês da década de 60. Quarenta anos depois de ter brilhado intensamente como Tom Jones, Finney volta a dar um desempenho memorável em Big Fish. Ele é a alma de um filme que só falhou porque não havia alguém para fazer de Finney quando novo.
7º - Freddie Highmore
Doze anos apenas. O jovem actor britânico que inspira Johnny Depp em Finding Neverland é um verdadeiro achado. Que o diga Burton que já o contratou para Willy Wonka a conselho do próprio Depp. Num filme tremendamente belo ele é quase o fiel da balança, conseguindo com a sua seriedade pueril momentos espantosos. Provavelmente o "novo" Haley Joel Osment.
8º - Adrien Brody
Depois de ter surpreendido tudo e todos com o seu desempenho em The Pianist o jovem Brody desapareceu. Mas felizmente M. Night Shyamalan recuperou-o para um papel fulcral em The Village e o actor correspondeu em pleno. Uma performance de encher o olho, com alguns dos melhores momentos de um dos filmes do ano.
9º - Eric Bana
Todos pensavam que a estrela de Troy seria Brad Pitt. Em segundo plano estaria o veterano Peter O´Toole ou a jovem estrela Orlando Bloom. Mas no final foi um australiano de nome Eric Bana que se ficou a rir. A sua performance como Heitor é sem dúvida alguma o ponto mais alto do filme e uma das agradáveis surpresas do ano.
10º - David Carradine
Tarantino já tinha fama de conseguir come-backs surpreendentes e David Carradine é mais um a provar o espirito "ressuscitador" de QT. A sua segurissima performance como Bill em Kill Bill v.2 já foi aclamada tanto pela critica como pelo público e de facto é um dos grandes momentos de um actor secundário de 2004
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:01 PM
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actriz Secundária
Um apoio essencial em muitos filmes é concedido pelo desempenho das actrizes secundárias. Elos fortes e ao mesmo tempo frágeis, são delas muitas vezes alguns dos melhores momentos em filmes ao longo do ano. Em 2004 a melhor actriz secundária foi...

HFA - ACTRIZ SECUNDÁRIA DO ANO
SCARLETT JOHANSSON
O ano de 2004 foi dela. Não só como actriz principal em Girl With a Pearl Earring mas essencialmente pelo seu desempenho como secundária em Lost in Translation. Não foi só a sua beleza natural que abre e fecha o filme. É também a sua garra e fragilidade e a força da sua performance que torna Lost in Translation um dos melhores filmes do ano. Com 20 anos Scarlett Johansson é hoje uma das melhores actrizes do momento e uma das futuras divas de Hollywood.
TOP 10 - MELHORES ACTRIZES SECUNDÁRIAS 2004
2º - Meryl Streep
É uma das melhores actrizes de todos os tempos e é provavelmente a maior actriz em actividade. O seu desempenho em Manchurian Candidate é o melhor que o filme tem. Curto mas incisivo e extremamente mordaz.
3º - Minnie Driver
Notável desempenho da actriz britânica em Phantom of the Opera ao encarnar uma verdadeira prima-donna italiana. Os momentos de humor no filme são todos da sua autoria e o único senão é não ter cantado, isto apesar de ter recentemente lançado o seu album.
4º - Holly Hunter
Em Thirteen o filme é todo dela. Mesmo estando lá a jovem e talentosa Evan Rachel Wood. Depois do óscar em The Piano a sua chama tinha começado a apagar-se mas foi saber que Hunter é ainda um nome com quem se pode contar.
5º - Irma P. Hall
Menção honrosa em Cannes e com toda a justificação. O seu desempenho em The Ladykillers é soberbo. A verdadeira nemesis que Tom Hanks nunca encontrou ao longo da sua carreira, dá ao filme dos Coen uma dinâmica notável.
6º - Angelina Jolie
O filme é um fracasso total e absoluto mas o que se salva é a performance de Jolie. Apesar do sotaque russo da bela Angelina a performance é segura e consistente. Um mal menor.
7º - Reneé Zellweger
Venceu o óscar finalmente mas não é necessáriamente a melhor performance secundária do ano. O problema foi mais o casting para o papel que a própria representação. Mesmo assim foi segura o suficiente para ser uma das mais competentes performances do ano.
8º - Sigourney Weaver
Em The Village há um lote imenso de grandes actores com notaveis performances. Uma delas é a de Sigourney Weaver. A actriz passou ao lado de uma grande carreira mas no filme de Shyamalan prova que o valor está todo lá.
9º - Hope Davies
American Splendor é marcado pelo desempenho de Giamatti como Harvey Pekar mas que dizer de Hope Davies. Óptimo desempenho e fica a advertência para papeis futuros.
10º - Eileen Essel
Quer em Duplex quer em Finding Neverland tem momentos muito bem conseguidos. No filme de Danny de Vitto é notável como nemesis do jovem casal do andar de baixo. Em Finding Neverland consegue ajudar a fechar o filme com um momento de grande beleza dramática.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:59 PM
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Elenco
Por vezes um filme vive não de uma ou duas representações mas de um conjunto de grandes performances. Quando é o elenco que faz a diferença o filme ganha outra vida. Por isso há curiosidade em saber afinal qual foi o melhor elenco de 2004...

HFA - ELENCO DO ANO
21 GRAMS
Um estupendo filme de
Alejandro Inirratu que é pautado essencialmente pelo confronto de três notáveis performances por actores espantosos.
Sean Penn, Naomi Watts e
Benicio del Toro criam uma atmosfera dramática intensissima ao longo do filme com momentos de grande beleza que alternam com verdadeiras explosões humanas. Nunca, em todo o ano, um elenco mostrou tanta coesão a um nivel tão elevado como em
21 Grams.
TOP 10 - ELENCO 2004
2º - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Kauffman é a estrela e Gondry o artesão mas o notável elenco do filme também brilha a grande altura. Jim Carrey tem a sua segunda melhor performance de sempre (atrás de Man on the Moon) enquanto que Kate Winslet supera-se a si própria de uma forma notável. E ainda há Mark Ruffalo, Elijah Wood e Tom Wilkinson em grande forma.
3º - Finding Neverland
Johnny Depp é a estrela da companhia mas que dizer de Kate Winslet, Julie Christie, Dustin Hoffman a troupe de pequenos actores liderada pelo talentoso Freddie Highmore? Sem dúvida um dos melhores elencos do ano, num filme pautado por excelentes performances.
4º - Phantom of the Opera
Desde a bela e talentosa Emmy Rossum ao jovem Patrick Wilson, passando pelo extremamente promissor Gerard Butler e acabando em Miranda Richardson e Minnie Driver, este foi um filme que deixou os actores brilharem a grande altura. Um grande elenco para um grande filme.
5º - In America
Belissimo filme de Jim Sheridan com elenco à altura. Desde Paddy Considine a Samantha Morton, passando por Djimon Hounson e pelas pequenas irmãs Sarah e Emma Bolger, este é um dos filmes mais tocantes do ano.
6º - Big Fish
Tim Burton deve ter-se divertido na concepção do filme. O elenco de Big Fish é talvez um dos seus pontos fortes. E porquê? Pela heterogeneidade de performances que variam entre Albert Finney, Ewan McGregor, Jessica Lange, Billy Crudup, Steve Buscemi, Alisson Lohman, Danny de Vitto e Helena Bonham-Carter mas também pela sua enorme qualidade que fazem deste um dos grandes filmes do ano.
7º - The Village
Shyamalan normalmente não divide tanto o seu filme por tantos e tão bons actores. Isso acontece no entanto em The Village. Há Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, Adrien Brody, William Hurt e Sigourney Weaver a darem provas da sua capacidade como grandes interpretes neste espantoso filme de um dos mais populares realizadores do momento.
8º - Kill Bill v.2
Para além de uma notável performance de Uma Thurman como A Noiva e de David Carradine como Bill, no segundo episódio de Kill Bill há ainda Michael Madsen, Darryl Hannah e ainda Gordon Liu em grande estilo.
9º - Diarios de Motocicleta
A dupla Gael Garcia Bernal-Rodrigo de la Serna brilha a grande altura no filme Diarios de Motocicleta. Para além do mais o vasto leque de pequenas participações secundárias é extremamente competenten dando vida ao filme para além da road-trip dos dois jovens actores.
10º - Something´s Gotta Give
Notáveis desempenhos de Jack Nicholson e Diane Keaton como actores principais, mas também de Keanu Reeves, Frances McDormand e Amanda Peet como elementos secundários fizeram desta comédia de Nancy Meyers um dos filmes mais divertidos do ano.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:39 PM
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Argumento
Quando se pensa em cinema pensa-se nas estórias, nos contos, nas aventuras que proporcionam tudo o resto. O ano de 2004 foi fértil em grandes e bem diferentes argumentos. And the winner is...

HFA - ARGUMENTO DO ANO
Charlie Kauffman é um dos argumentistas mais notáveis a surgir nos últimos anos. Disso não há dúvidas! Agora ninguém esperava um argumento tão original, tão dinâmico e tocante ao mesmo tempo como o de Eternal Sunshine. Se o filme é notável isso acontece principalmente pela qualidade do argumento de Kauffman. Simplesmente genial.
TOP 10 - MELHORES ARGUMENTOS 2004
2º- The Village
Talvez seja o melhor do filme de M. Night Shyamalan. Um argumento absolutamente notável em todos os niveis. Os sucesivos volte-faces, as revelações surpreendentes, a dinâmica dada às personagens e à acção fazem de Village o segundo melhor argumento do ano. Pena haver Eternal Sunshine...
3º- Finding Neverland
Quem não se apaixonou em pequeno pelas fantásticas aventuras de Peter Pan? Este argumento consegue isso e muito mais. Consegue mostrar o que está na genese de tanta imaginação. E mostra-o de uma forma absolutamente notável, praticamente sem falhas. Um dos grandes momentos do ano.
4º - Big Fish
Diga-se o que se disser, Tim Burton é um dos maiores contadores de aventuras de sempre. E o seu último trabalho, este notável Big Fish, é disso um exemplo crasso. Como criar um mundo tão fantástico como o que polvilha a imaginação da personagem central deste filme é algo que só os grandes conseguem.
5º - Lost in Translation
Sofia Copolla em imenso talento. É de familia. Mas a maneira como cria os seus argumentos é ainda mais interessante porque bebe o ar que a rodeia e depois monta as peças do puzzle com uma exactidão quase assustadoras. Se Lost é o que é deve-o muito a um excelente argumento.
6º - <u>Diarios de Motocicleta
Inspirado no diário de Ernesto Guevarra, o argumento de Diarios de Motocicleta espelha o que é a irreverência da juventude e o choque com a dura realidade que todos temos um dia. Uma excelente experiência transposta de forma sublime para o grande ecrãn.
7º - In America
Jim Sheridan passou para o pepael, primeiro e para o grande ecrãn logo de seguida os duros eventos que marcaram a sua própria vida. Um filme belissimo com um argumento dramático mas, ao mesmo tempo, terno e extremamente sedutor.
8º - La Mala Educacion
Que se pode dizer do melhor argumentisa europeu? Voltou a conseguir criar uma estória espantosa, desta vez inspirado em evetos da sua infância. O filme noir europeu ganhou um grande simbolo e a dinâmica da narrativa foi uma das alavancas fundamentais para o sucesso do filme.
9º - The Incredibles
A imaginação da Pixar parece não ter limites. Depois do notável argumento de Finding Nemo que dizer da preciosidade que é o argumento de The Incredibles?
Simplesmente de génio!
10º - The Terminal
Steven Spielberg é um grande contador de estórias. Talvez o maior em actividade. E de facto o caso verifico que eu origem a The Terminal pedia uma adaptação assim ao ecrãn. Só as pequenas pontas soltas do filme (a personagem de Zeta-Jones por exemplo) impedem um lugar mais acima na classificação final.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:33 PM
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Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Banda Sonora
O tempo do cinema mudo já lá vai há muito e hoje em dia um filme sem uma grande banda sonora dificilmente consegue superar os rivais. Este ano foram várias as bandas-sonoras de excelência mas só uma poderia imperar. A banda-sonora vencedora é...

HFA - BANDA SONORA DO ANO
Absolutamente notável a banda-sonora do filme de Joel Schumacher. Transposição notável para as telas do musical de Andrew Lloyd Webber, este filme tem no som o seu aspecto fulcral. Angel of Music é a coroa de glória de uma serie de musicas sublimes (The Phantom of the Opera, Mascarade...) e apesar da enorme concorrência é justo atribuir este prémio a um dos melhores musicais de todos os tempos.
TOP 10 - MELHORES BANDAS SONORAS 2004
2º - Lost in Translation
Grandes sons, grande ambiente, grande filme, poderia ser o mote do filme. Quem tem Just Like Honey dos Jesus and the Marry Chain, Too Young dos Phoenix associados a alguns dos mais talentosos nomes asiáticos, tem certamente uma das melhores soundtracks do ano. Se não fosse a concorrência de um grande musical esta seria claramente a banda-sonora vencedora do ano.
3º - The Village
James Newton Howard cria uma partitura excelente para Shyamalan neste belissimo filme. Música que alterna entra a emoção dos momentos mais assustadores com a pacatez da vida campestre, sem esquecer os poderosos momentos amorosos. Mais uma prova da espectacularidade deste notável filme.
4º - Diarios de Motocicleta
Um filme assombroso com uma banda-sonora igualmente espantosa. O compositor Gustavo Santaolalla oferece ao continente sul-americano uma sinfonia digna das suas paisagens e fronteiras. E a música de Jorge Drexler, Al otro lado del rio, é simplesmente sublime.
5º - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Não é só a música de Beck mas passa muito por aí. Poucas foram as músicas que resumem tão bem um filme como Everybody´s Gotta Learn Sometimes. Não é que as outras músicas do filme não sejam igualmente notáveis. Mas se algum dia me apagarem a memória, quero que o façam ao som de Beck.
6º - Kill Bill v.2
Se Quentin Tarantino fizer algum dia um filme com uma má banda-sonora, então algo estará mal. Mesmo em Kill Bill v.1 houve Nancy Sinatra. A segunda parte da vingança da noite conta com músicas de Scissor Sisters, The Rza´s (há mesmo o belissimo Bang, Bang em versão de citara) e a orquestração do grande mestre que é Ennio Morricone. Simplesmente genial.
7º - The Incredibles
A Pixar já nos habituou a que os seus filmes tenham excelentes bandas-sonoras. The Incredibles não é excepção à regra, bem pelo contrário. É um filme fresco, com um som que surge de forma natural, sempre bem encaixado nos locais certos. A prova de que este é um dos grandes filmes do ano.
8º - The Terminal
John Williams é sinónimo de sucesso e The Terminal vive muito da sua partitura sonora, composta especialmente para iluminar o universo de Viktor Navorski. Filme tocante com um belissimo som.
9º - Harry Potter and the Wizard of Azkaban
Com o maestro John Williams é sempre fácil conseguir uma grande banda-sonora. Este filme de aventuras é o exemplo claro do sucesso tremendo deste compositor. Harry Potter and the Wizard of Azkaban tem um ambiente sonoro de grande nivel e é pena que as próximas aventuras não contem com Williams para decorar o ambiente do mágico mundo de Hogwarts.
10º - The Passion of Christ
A fé pauta o filme biblico de Mel Gibson e a banda-sonora acompanha essa devoção do realizador. Partituras muito bem conseguidas e momentos verdadeiramente tocantes marcam a paisagem sonora de um dos filmes mais polémicos do ano.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:47 PM
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Filme Animado
De há uns anos para cá o cinema animado cresceu e tornou-se num dos elementos mais importantes e lucrativos da indústria cinematográfica. Os óscares criaram um cantinho especial para premiar estes filmes e são poucos aqueles que ainda não repararam que há óptimos filmes animados todos os anos. O melhor de 2004 é...

HFA - FILME ANIMADO DO ANO
É impressionante a forma como a Pixar consegue criar ano após ano filmes cada vez melhores. Depois dos notáveis Toy Story, de Bug´s Life e do mega-sucesso Finding Nemo, eis que chega um retrato tocante, divertido e extremamente dinâmico do universo dos super-herois em The Incredibles.
Brian Bird foi o arquitecto deste notável filme (e a voz da mais divertida das personagens) mas é toda a máquina da Pixar que faz com que este seja o melhor filme animado de 2004, um dos 10 melhores filmes do ano, e acima de tudo, mais um ponto no confronto directo com a DreamWorks que apostou forte este ano com Shrek2.
TOP 5 - MELHORES FILMES ANIMADOS 2004
2º - Shrek 2
Andrew Adamson fez o impossivel. Melhorar o já de si notável Shrek dando um novo triunfo à DreamWorks. Não fosse pelo mágico filme da Pixar e este seria sem dúvida alguma o filme animado do ano. Assim terá de se contentar com um segundo posto que, para quem viu o filme, percebe que só com um rival muito forte é que este filme não impera no meio animado.
3º - Bellevile Rendez-Vous
Notável filme animado que vem directamente de França. Com uma dinâmica perfeitamente inovadora e apelativa este filme prova que acima de tudo há ideias e vontade de fazer-se algo de qualidade no "velho continente". Uma das menções honrosas do ano.
4º - The Polar Express
Muito barulho para nada parece ser a expressão certa. Milhões de dólares gastos em publicidade e no fundo este filme da WB é um pouco vazio de emoções. Conhecidos por terem um humor mais cáustico, nos últimos anos a Warner tem tentado fazer um cinema animado diferente. Sem muito sucesso. Zemeckis exagera nos efeitos especiais e esquece-se do argumento e nem Tom Hanks ajuda a salvar o filme. Um filme de Natal sem alma.
5º - Home at the Range
Sem a Pixar a Disney atravessa um periodo negro e não se antevêm grandes melhorias num futuro próximo. Os filmes animados já não são só para crianças mas alguém parece ter-se esquecido isso no departamento de argumentos dos estúdios que abriram as portas ao cinema animado em Hollywood.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:25 AM
Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Documentário
O cinema também se faz de histórias reais, histórias do dia a dia, histórias que por vezes estão escondidas. O genero do documentário tem vindo a ganhar o seu espaço pouco a pouco. Em 2004 foram vários os filmes que mereceram destaque. Mas só um saiu vencedor...

HFA - DOCUMENTÁRIO DO ANO
Michael Moore é a polémica em pessoa. Todos os seus trabalhos têm um alvo bem definid. Por vezes de forma pouco ortodoxa este assumido "all american" tem atacado aqueles que considera ser os cancros do seu pais. Este ano a vitima foi George Bush e a sua administração, pela sua inoperância durante o 11 de Setembro e pelas suas politicas com as grandes coorporações que abriram as portas ao conflito do Iraque. Premiado com a Palma de Ouro em Cannes, irrelevante nas últimas eleições norte-americanas, este não deixa ainda assim de ser um filme importantissmo na história do cinema documental.
TOP 5 - MELHORES DOCUMENTÁRIOS 2004
2º - Touching the Void
Filme documental de uma beleza estrondosa. Ao viajar pelo temivel Evereste foi possivel ver até onde a persistência humana consegue ir e como a "mãe-natureza" controla-nos a todos, mesmo que por vezes não nos apercebamos disso de forma bem clara.
3º - Capturing the Friedmans
Um tema deveras polémico o da pedófilia que ganha aqui um retatro muito humano e profundamente tocante. Uma familia como qualquer outra que no entanto é liderado por homem que difere de todos os outros pela sua paixão que a sociedade diz que é também uma fraqueza. Notável retrato que injustamente falhou o óscar em 2003.
4º - Super Size Me
Spurlock fez o que muitos americanos fazem e decidiu comer apenas e só fast-food. Escolheu a conhecida multi-nacional McDonald´s e mostrou-nos o que nos pode acontecer se formos loucos o suficiente para imitar o "american way of eat". O filme prima pelo exagero (são poucas as pessoas que seguem este estilo de vida durante tanto tempo consecutivo) mas é um retrato impressionante da sociedade norte-americaana.
5º - És a Nossa Fé
Edgar Pêra é um dos bons nomes do nosso cinema. Escolheu o futebol, o coração da nação como muitos dizem, para srvir de pano de fundo ao seu mais recente trabalho. As claques, a emoção do momento do golo,a paixão e o sofrimento têm aqui um retrato poderoso e extremamente profissional.
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- Melhor Filme
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:12 AM
Hollywood Film Awards 2004 - Os Melhores do Ano
Foi dificil escolher os melhores para cada categoria. Foi dificil determinar que havia vencedores e vencidos. Foi dificil ter de optar por algo excelente e algo espectacular. Mas foi necessário. Os Hollywood Film Awards estão entregues. Os vencedores serão polémicos, os derrotados serão injustiçados, os top´s escolhidos contestados, mas isto é cinema. E no cinema nada é o que parece...
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:28 AM
dezembro 30, 2004
Finding Neverland - "Apenas" um grande filme...
Um dos filmes mais belos que nos foram apresentados nos últimos tempos sem dúvida alguma. Uma realização delicada, um argumento tocante e um conjunto de excelentes desempenhos fazem de Finding Neverland um dos grandes filmes de 2004. Faltou apenas uns pozinhos mágicos para alcançar a glória suprema.
Filme de 





Já se tentou fazer filmes sobre as aventuras de Peter Pan. Mas resultavam sempre num fiasco. Porquê? Ninguém sabia explicar. A razão surge no entanto com facilidade neste belissimo filme de Marc Forster. Porque somos todos como a personagem de Freddie Highmore. Esquecemo-nos da criança que há em nós e não conseguimos ver para além do que nos parece credivel, sério, real. Este filme não é sobre Peter Pan. Nem é sobre o autor de Peter Pan, o escocês JM Barrie. É sobre a criança que há dentro de cada um de nós e sobre o adulto que existe dentro de cada criança. É sobre o poder da imaginação, um poder tão forte que é capaz de nos dar asas e levar-nos para um mundo onde, se pensarmos com muita força, tudo o que desejamos poderá acontecer. Será isso verdade? Será isso possível? Talvez não! Mas pelo menos Finding Neverland faz-nos tentar sonhar um pouco mais, viver um pouco mais, imaginar mundos com os quais nunca ousamos sonhar.

O que a principio poderia ser um pequeno drama (repare-se que o registo do filme nunca muda desde os primeiros momentos até ao seu final) torna-se num excelente filme, um dos melhores do ano.
A combinação de um argumento mágico, uma realização muito bem conseguida (alternando os planos regulares com algumas inovações estéticas neste género de filme) e um elenco em grande nivel justifica essa transformação.
No inicio Forster tem alguma dificuldade em segurar o filme. Compreensivel já que a introdução à estória tinha de ser rápida e concisa. Foi feliz a forma como Depp viveu um Barrie à beira do falhanço. Foi Depp a âncora dessa cena como seria de todo o filme. Talvez a melhor performance do ano, este desempenho de Depp mostra que praticar o tão subestimado under-acting é tão dificil como explodir em cenas de over-acting, o seu registo habitual note-se. Depp não pestaneja ao longo do filme, não muda de regista, não há qualquer variação. Tirando o notável sotaque escocês (confirma-se o seu talento para dar à personagem uma voz a rigor) a construção habitual de Depp desaparece para dar lugar a um desempenho muito mais serio e matura. Com esta performance Depp prova finalmente que é um excelente actor em toda a linha. Pena que a Academia o deixe cair mais uma vez, preferindo talvez a habitul quota dos deficientes (cegos, paraplégicos, paranoicos), que tanta injustiça já criou no passado.

Mas felizmente para o filme há mais para além de Depp. Há Kate Winslet que a viver o seu melhor ano de sempre dá uma sóbria e tocante performance como secundária. O mesmo acontece com Julie Christie num registo mais austero e com o veterano Dustin Hoffman que mesmo aparecendo em apenas meia duzia de cenas mostra todo o seu carisma. São no entanto os mais jovens que dão verdadeira cor ao filme. E se toda a pequena troupe de pequenos artistas é genial, que dizer do pequeno Freddie Highmore de apenas 12 anos? Simplesmente notável como um rapaz tão jovem pode transformar-se num actor tão bom. Simplesmente notável a sua interpretação como o "menino que não queria acreditar", como a verdadeira inspiração para o mundo mágico de Peter Pan.

Finding Neverland mostra-nos que tudo é possivel se o sonhar-mos com muita vontade. A montagem entre as cenas do parque e o mundo imaginário das tardes de Barrie com os pequenos é muito bem conseguida mas não há melhor momento no filme que a partida de Kate Winslet para a Terra do Nunca, uma cena de tal forma tocante que foram várias as lágrimas que senti correr na sala. Arrisca-se a ser um dos melhores momentos do ano cinematográfico.
No entanto para se tornar no melhor (como o National Board of Review referiu) faltava algo mais. Uma chama mais ardente, um momento de extâse, enfim, uns pozinhos mágicos capazes de nos fazer a todos voar pela sala rumo ao grande ecrãn. Se esse momento tivesse acontecido este seria um filme para a posteridade. Mas mesmo assim, Finding Neverland não deixa de ser um dos melhores filmes de 2004.
Classificação - 




O Melhor - A quimica entre Johnny Depp e Freddie Highmore proporciona os melhores e mais tocantes momentos do filme. A explosão do jovem actor na cena em que destroi o pequeno palco é algo de fabuloso.
O Pior - A dificuldade do filme em dar um salto para outra dimensão. Fica muito preso às circunstâncias e não consegue voar como Peter Pan.
Curiosidade - Dustin Hoffman aceitou fazer este pequeno papel porque disse estar em divida para com JM Barrie. O actor tinha sido o capitão Gancho em Hook, filme de 1991, considerado como uma terrivel adaptação da peça e Hoffman queria redimir-se.
Site Oficial - www.miramax.com/findingneverland
Realizador - Marc Forster
Elenco - Johnny Depp, Kate Winslet, Freddie Highmore, ...
Produtora - Miramax
Classificação - m/12
Duração - 106 m
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:34 PM
Criticos de Seatle aplaudem Million Dollar Baby
O filme de Clint Eastwood mostrou que está bem vivo ao sair vencedor da disputa pelo prémio de melhor filme junto dos criticos de Seatle. Million Dollar Baby viu anda Eastwood premiado como melhor realizador.
Nos campos da representação Jamie Foxx e Imelda Staunton confirmaram a sua tendência ganhadora enquanto que Virginia Madsen e Thomas Haden Church continuem a coleccionar prémios pelos seus desempenhos secundários em Sideways. O filme de Payne foi, tal como Eternal Sunshine of the Spotless Mind, premiado pelo seu argumento.
Enquanto Maria Full of Grace foi o melhor filme estrangeiro e The Incredibles o filme animado do ano, a surpresa esteve no empate entre Controlo Room e Touching th Void como melhor documentário.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:21 PM
Cinemarati Awards escolhe Eternal Sunshine
Vitória praticamente em toda a linha para Eternal Sunshine of the Spotless Mind na 5º edição dos prémios Cinemarati, uma organização de criticos online.
O filme foi eleito o melhor de 2004 após uma disputada votação online por parte da critica. Michel Gondry, Kate Winslet e Charlie Kauffman foram igualmente premiados tal como a montagem do filme. Paul Giamatti e David Carradine vencerem os prémios respectivos aos actores enquanto que Virginia Madsen continua a coleccionar prémios pela sua performance como actriz secundária em Sideways. O filme de Payne venceu ainda o prémio de melhor argumento adaptado.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:58 PM
Cinema em 2004 - Curiosidades
Um ano com algumas surpresas e bastantes curiosidades. Desde um actor - Jude Law - que soube estar em alguns dos projectos mais aliciantes do ano à emergência de novos talentos em diversas áreas. Um ano com o seu q.b de originalidade.
CURIOSIDADES
- Apesar de terem sido os dois filmes mais caros do ano, Troy e Alexander foram dois dos maiores flops de bilheteira e também dois dos filmes menos aplaudidos pela critica.


- Scarlett Johansson e Gael Garcia Bernal estiverem em destaque. Não só por terem singrado como actores principais numa idade tão tenra como também por terem tido dois excelentes papeis cada um ao longo do ano. Bernal em La Mala Educacion e Diarios de Motocicleta e Johansson em Girl With a Pearl Earring e Lost in Translation.


- Sean Penn foi mais aplaudido pela critica pela sua performance em 21 Grams. Curiosamente o seu óscar seria por Mystic River.
Kate Winslet foi igualmente aplaudida pela sua performance em Eternal Sunshine of the Spotless Mind mas corre o risco de ser nomeada por Finding Neverland.


- Val Kilmer e Jude Law foram os actores mais activos de 2004.
Kilmer entrou em Spartan, Wonderland, Mindhunters e Alexander enquanto que Law fez Sky Captain and the World of Tomorrow, Alfie, Closer e I Heart Huckebees.


- Os filmes mais polémicos do ano escolhidos pelo American Film Institute foram The Passion of the Christ e Farenheith 9/11. Mas o ano ficou igualmente marcado por filmes como The Dreamers, A Dirty Shame, La Mala Educacion ou The Brown Bunny, que fizeram da polémica uma palavra obrigatória de se associar.

- The Return of the King fez história na última cerimónia dos óscares. Foram 11 as estatuetas que Peter Jackson e a sua equipa levaram para casa. Só numa categoria o filme que completou a trilogia de Lord of the Rings falhou a vitória. Juntos, todos os outros óscares, não chegaram para igualar os numeros espantosos de The Return of the King. Curiosamente ao todo a trilogia somou 17 estatuetas tornando-se na trilogia mais bem sucedida de sempre á frente de The Godfather (9) e Star Wars (7).

SURPRESAS DO ANO
- O cinema indie teve um ano em grande. Foi Lost in Translation, Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Open Water ou Wonderland. Bons sinais para o futuro. E vem aí Sideways.

- O sucesso de Balas e Bolinhos : O Regresso e Sorte Nula. Dois filmes diferentes mas com a mesma essência. Apostas pessoais dos seus realizadores, ostracizados pelo ICAM, mostraram ser os maiores sucessos de bilheteira em português. Um recado para quem distribui os fundos para que se possa fazer cinema em Portugal.

- Beatriz Batarda esteve em grande. A jovem actriz portguesa foi imperial na sua performance em Noite Escura e mostrou estar a bom nivel em A Costa dos Murmúrios. Talvez a melhor actriz do ano por cá.

- A qualidade do cinema brasileiro volta ao de cima com Carandiru. Brutal, humano, realista e pungente este retrato sobre a maior prisão da América Latina é um digno sucessor do estrondoso Cidade de Deus.

- A estreia de Eva Green e Bryce Dallas Howard. Ambas provaram ser excelentes actrizes com um belissimo futuro pela frente. A norte-americana foi a luz mais resplandecente do elenco de The Village enquanto que Green foi a musa de Bertolucci em The Dreamers proporcionando algumas das mais ousadas e polémicas imagens do ano.


- Cenas mais surpreendentes/bem conseguidas do ano: nus de Naomi Watts (21 Grams) e Eva Green (The Dreamers), duelo entre Brad Pitt e Eric Bana (Troy), duelo final entre Uma Thurman e David Carradine, os desastres ambientais em The Day After Tomorrow, desconstrução da mente de Jim Carrey (Eternal Susnhine of the Spotless Mind) e sequências musicais de Phantom of the Opera.


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:36 PM
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Abertos os portões do Reino dos Céus...
Foi finalmente disponibilizado o site oficial do ambicioso projecto de Ridley Scott sobre o universo das cruzadas.
Kingdom of Heaven tem estreia marcada para Maio em Portugal e reune um elenco cheio de nomes sonantes onde pontifica o jovem Orlando Bloom.
O site disponibiliza imagens dos actores e um pequeno trailer que já disponibilizámos há cinco dias atrás.
Cliquem na imagem para abrir o site.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:04 PM
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dezembro 29, 2004
Cinema em 2004 - Enciclopédia do Ano Cinematográfico
O Hollywood estreia aqui esta rubrica especial que visa recolher, de forma sucinta, os aspectos mais relevantes do que se passou no mundo do cinema durante 2004. De A a Z o cinema viveu grandes momentos ao longo do ano e não poderiamos passar esta oportunidade sem os relembrar...
A - Academia de Blogs de Cinema
Fundada a 10 de Junho por um conjunto de 20 blogs de cinema, a ABCIne é hoje um espaço pioneiro a nivel mundial. Apesar de não ter tido o apoio e notoriedade que merecia, soube sempre manter-se viva dentro do espirito original. O novo ano trará o seu mais ambicioso projecto, os prémios Lumiere, os primeiros prémios de uma comunidade de blogs de cinema em todo o mundo. Com o novo site e uma equipa cada vez mais dinâmica o próximo ano pode muito bem ser o da consolidação no espaço online desta notável associação.

B - Bill Murray
O seu desempenho em Lost in Translation foi aclamado pela critica. Foi o renascer da carreira de um actor promissor que passou por um periodo quase de obscurantismo profissional. Venceu dezenas de prémios ao longo de 2004, tendo perdido no entanto o mais desejado, o óscar, para Sean Penn. O seu novo projecto The Life Aquatic of Steve Zissou mostra que está ainda em boa forma.
C - Charlize Theron
Não foi a surpresa da noite dos óscares mas a sua evolução como actriz deve ter deixado muitos de boca aberta. Esta deslumbrante sul-africana é hoje uma das mais consagradas jovens actrizes do mundo e a sua transformação espantosa em Monster valeu-lhe um óscar precoce. Agora vai ter de provar nos próximos anos que os seus pares não se enganaram ao coroá-la como uma das actrizes do ano.
D - Depp, Johnny
É hoje um dos maiores actores do mundo e está no ponto mais alto da sua carreira. Conseguiu uma importante vitória no Screen Actor´s Guild em Fevereiro e já este ano brilhou em Secret Window e Finding Neverland. É um dos grandes candidatos ao óscar de melhor actor, um prémio mais do que justo para um dos simbolos do cinema norte-americano.
E - Épicos Falhados
Não foi um, não foram dois mas sim três os épicos históricos em 2004. E se pensarmos que King Arthur sempre foi feito como um blockbuster restam-nos Troy e Alexander. Apesar de terem sido os filmes mais caros do ano foram também os maiores fracassos, em toda a linha. Argumentos incoerentes, interpretaçóes mediocres e realizações desastrosas fizeram com que o genero épico voltasse ao obscurantismo onde estava quando Ridley Scott o ressuscitou com Gladiator. Veremos se em 2005 Scott volta como anjo-salvador com Kingdom of Heaven.
F - Farenheith 9/11
Foi o documentário mais polémico do ano. Feito para destronar George Bush da presidência dos Estados Unidos, o filme de Michael Moore marcou o ano cinematográfico de uma maneira contundente. As vitórias em Cannes auguravam um sucesso em toda a linha mas a reeleição de Bush destruiu o sonho do polémico documentarista. Critico em relação à Guerra do Iraque e às relações os Bush com Osama Bin Laden, este projecto será um marco histórico dos nossos dias.
G - Gael Garcia Bernal
É a jovem revelação do ano. Apesar de já ser conhecido do público especializado por papeis em Amores Perros, El Crime del Padre Amaro e Y Tu Mama Tambien, este é sem dúvida alguma o ano de Bernal.
Depois de ter trabalhado para Almodovar num triplo papel em La Mala Educacion, atingiu uma das maiores interpretações do ano ao viver a mitica personagem de Ernesto Che Guevara em Diarios de Motocicleta. Vai trabalhar com Michel Gondry no próximo ano e é apelidado por muitos como o Marlon Brando dos latinos.
H - Hollywood
Nasceu a 17 de Abril de 2004 e rapidamente se tornou num espaço de referência junto dos amantes do cinema em Portugal. Foi um dos nomes fundadores da ABCine e é hoje um dos sites de cinema mais visitados do pais. Atingiu já as 15000 visitas e os 500 posts, tudo isso em oito meses de trabalho solitário.
I - "Indies"
O cinema indepenente continua bem vivo e este ano provou-o. Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Lost in Translation, 21 Grams, In America, Before the Sunset e tantos outros filmes provaram que não é preciso estar sob a alçada de um grande estúdio para se fazer um grande filme. E com Sideways aí à porta resta saber se a altura de um indie vencer um óscar está para chegar.
J - Johansson, Scarlett
É provavelmente uma das mulheres mais belas e talentosas do mundo. Aos 20 anos de idade a jovem Scarlett tem o mundo a seus pés. Em Girl With a Pearl Earring e Lost in Translation conseguiu arrancar dois dos maiores desempenhos do ano, isto para uma actriz quase desconhecida. Tem o futuro escrito a letras de ouro e um lugar junto das grandes divas do cinema já reservado de antemão.

K - Kauffman, Charlie
Ninguém tem duvidas que é o argmentista mais talentoso de Hollywood. E o mais alternativo também. Depois dos sucessos Being John Malkovich e Adaptation, este ano Kauffman escreve a beleza do amor e da vida como poucos conseguiram fazer em Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Apesar das notáveis performances de Carrey e Winslet e da excelente realização de Gondry, os créditos do filme têm de ir para este genial escritor.
L - Lost in Translation
Um dos grandes filmes do ano. Não há duvida alguma que Sofia Copolla compôs uma fábula maravilhosa sobre a solidão, o amor e a amizade na longinqua cidade de Tóquio. O filme tem tudo. Dois actores de excepção, uma realização soberba, uma banda sonora divinal e toda uma atmosfera que convida a um passeio pelas nuvens. Do melhor que se fez nos últimos anos.
M - Marlon Brando
Um dos maiores - há quem diga o maior - actores de cinema de todos os tempos faleceu este ano, deizando o mundo dos vivos para ascender ao trono dos mitos da 7º arte. Estudou na consagrada escola Actors Studio e fez a diferença pelo seu estilo de representação, intensa e extremamente carnal. Papeis como Stan Kowalsy, Marco António ou Vitto Corleone fizeram dele uma figura incontornável. E a sua perda será uma ferida que nunca acabará por sarar.

N - Nova Geração
Começa a despontar uma nova vaga de talentosos actores que é importante acompanhar. Desde Diane Kruger, Scarlett Johansson, Bryce Dallas Howard e Emmy Rossum são algumas actrizes que prometem. Já Rodrigo de la Serna, Gerard Butler, Gael Garcia Bernal e Colin Farrel são cada vez mais confirmações entre os jovens actores.
O - Oscares
Uma cerimónia marcada pelo sucesso completo de The Return of the King. O terceiro episódio da trilogia Lord of the Rings conquistou 13 óscares, tornando-se num dos filmes com mais estatuetas douradas conquistadas. Peter Jackson foi igualmente coroado com o melhor realizador. Sean Penn e Tim Robbins, na vertente masculina, e Charlize Theron e Reneé Zellweger entre as senhoras foram igualmente vencedores.
P - Pixar
É provavelmente o estudio de cinema mais dinâmico dos nossos dias. Todos os anos sai uma pequena peróla dos gabinetes da Pixar. Em 2003 foi Finding Nemo e este ano a obra-prima é The Incredibles. Com rivais tão fortes como a DreamWorks e a Warner Bros. é dificil perceber como é que a Pixar consegue fazer coisas tão boas de forma tão simples.
Q - Quentin Tarantino
O realizador pulp voltou ao seu melhor em 2004. Depois de um confrangedor Kill Bill v.1, o realizador de Pulp Fiction conseguiu voltar ao seu melhor com o segundo episódio da vingança da noiva. Kill Bill v.2 não só é um dos filmes do ano como mostra que apesar de irreverente, há uma parte de Tarantino virada para um cinema mais mainstream.
R - Return of the King
Foi o grande vencedor dos óscares de 2003 alcançando números que poucos imaginavam ser possivel. Tornou-se num dos maiores sucessos de bilheteira da história do cinema. É um épico como poucos. E agora, com a divulgação da edição especial com mais 48 minutos de filme, podemos ver ainda mais cenas fabulosas das equipas de filmagem lideradas por Peter Jackson. Vai ser um marco da história do cinema durante muitos e longos anos.

S - Sean Penn
Em 2003 fez 21 Grams e Mystic River. Este ano é a vez de The Assassination of Richard Nixon. E para o ano há The Interpreter e All the Kings Men. Nunca um actor esteve em tão boa forma nos últimos tempos como está Sean Penn. O actor viu finalmente justiça ser feita e conquistou o óscar pelo seu desempenho como pai vingador no filme de Eastwood, mas a critica também o aplaudiu pelo seu papel no filme de Inirratu. É caso para dizer que é sem dúvida algumas um dos melhores do mundo no que faz.
T - The Passion of Christ
O filme mais polémica de 2004. Mel Gibson, imbuido de fé, quis fazer um filme sobre as últimas 24 horas da vida de Jesus Cristo. Um filme realista, um filme castigador, um filme dificil de engolir. Muito sangue, corpos rasgados e tensão dramática. Muito pouca profundidade de diálogo. The Passion of Christ era um retrato ambulante da vida de Cristo e não um filme sobre Cristo. Talvez por isso tenha tido um impacto tão forte em quem o viu, e tenha coleccionado um desprezo enorme por quem não o entendeu.
U - União
Acabou um dos maiores estúdios da história do cinema. A Metro Goldwyn Mayer foi comprada pela Sony Pictures, criando assim a maior fusão de estúdios de cinema do mundo. O património histórico da MGM, o primeiro grande estúdio de Hollywood, vai servir agora para recuperar o mercado de dvd´s para a Sony, mas também para aproveitar um legado histórico que legitima mais a empresa japonesa no meio cinematográfico norte-americano. Uma união histórica!
V - Village
Para muitos o filme do ano. Para muitos a obra-prima de Shyamalan. Para muitos o melhor filme de suspense dos últimos trinta anos. Para muitos o palco perfeito para a jovem Bryce Dallas Howard brilhar. The Village é mesmo um filme absolutamente notável. O argumento é sobre-natural, as interpretações notáveis e a realização soberba. Passou ao lado da critica por ser demasiado Shyamalan e o público virou-lhe as costas por esperar algo no genero de Signs. Mas mesmo assim é um dos marcos do ano cinematográfico.

X - X-rated
A censura continua a existir no cinema em pleno século XXI e isso é extremamente lamentável. Cenas cortadas, filmes amputados, trabalhos condicionados. Foram os seios de Diane Kruger em Troy, as cenas homossexuais em Alexander, os peitos trabalhados digitalmente de Keira Knightley em King Arthur ou a nudez frontal de Eva Green em The Dreamers, e muito, muito mais. Algo está mal no cinema. Algo está mal com as mentalidades que coordenam o cinema. Algo que tem de ser corrigido depressa.
Y - Serie Y
O jornal Público sempre nos habituou à qualidade jornalistica. Mas a Serie Y abriu aos cinéfilos portugueses a possibilidade de obter a bom preço alguns dos filmes mais marcantes dos últimos tempos. Uma dádiva que agradecemos. Aliás o mercado de dvd´s viveu um grande ano em 2004 com muitas edições especiais, cada vez maior e melhor oferta e uma redução substancial nos preços que se aproximam cada vez mais dos valores justos.
W - Winslet, Kate
É a actriz que mais em forma esteve ao longo do ano. Primeiro foi explosiva e carnal em Eternal Sunshine, filme pela qual tem sido nomeada para vários prémios. E mais recentemente esteve em destaque pelo seu comovente papel em Finding Neverland de Marc Forster. Cada vez mais madura, esta actriz britânica é cada vez mais um simbolo de um estilo de interpretação feminina que ameaça extinguir-se entre as actrizes mais belas e as actrizes mais duras.
Z - Zero
Alguns filmes marcaram o ano de 2004 mas pela negativa. Foram verdadeiros zeros. Entre eles estão - para além dos habituais falhanços que são as comédias de verão, os blockbusters pretenciosos, os filmes de acção de baixo orçamento e as adaptações de comics - Alexander, Troy, The Dreamers, Van Helsing, Starsky and Hutch e The Forgotten. Em alguns casos foi mau demais para ser verdade!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:31 PM
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O Que Estreia Por Cá - Depp na Terra do Nunca
Quem o viu diz que é o filme mais belo do ano. De fazer chorar as pedras da calçada. Quem olha para o elenco do filme não tem dúvidas que aqui está um filme com um potencial praticamente sem limites. Resta saber se esta viagem à Terra do Nunca é tão mágica quanto se supõe...

Finding Neverland foi um dos filmes mais falados ao longo do ano.
Esteve para estrear no ano passado (o filme foi rodado em 2002) mas problemas na Miramax adiaram a estreia para este ano. Quem o tinha visto dizia que vinha aí um dos grandes filmes dos últimos tempos. Hoje, aproveitando a grande forma de Johnny Depp e Kate Winslet, o filme ganha mais força. Já venceu o prestigiante National Board of Review e é visto como claro concorrente a alguns dos prémios mais apetecidos dos óscares, de Melhor Filme a Melhor Actriz Secundária, passando por eventual estatueta para Johnny Depp.
O filme conta a estória de James Barrie, o escritor de Peter Pan, na fase em que a sua carreira parece ter entrado num poço sem fundo. Felizmente ao conhecer uma familia muito especial, com três bem dispostas crianças e uma encantadora viuva, Barrie vai redescobrir a paixão de escrever e encontrará as suas musas para o seu próximo projecto literário.
Dirigido por Marc Forster não sabemos bem o que esperar deste filme. Se um dos grandes titulos do ano se uma desilusão pegada. Como costumo dizer só vendo mesmo.

Na última semana de estreias em 2004 há mais seis filmes a ver nas salas de cinema portuguesas.
The Door in the Floor já foi catalogado como um dos filmes mais interessantes do ano. Talvez por ter uma dupla de actores de respeito. De Jeff Bridges já se disse ser esta a sua melhor interpretação de sempre. De Kim Basinger fala-se muito, muito bem. Tod Hamilton dirige este drama familiar que tem gerado imensa expectativa.

A Dirty Shame é das comédias mais indecorosas do ano. E ainda bem. O filme apela ao que há de mais podre na sociedade norte-americana, glorificando-o depois de uma forma estranhamente sedutora. O filme só podia ser de John Waters e conta no elenco com Chris Isaack, Tracey Ullman, Johnn Knoxville e uma Selma Blair com uns seios falsos assustadores.

Harold and Kumar Go to White Castle é o sucessor de Dude Where´s My Car, e promete ser uma das comédias para adolescentes mais interessantes do ano. Repetindo a premissa do filme que fez da dupla Sean William Scott e Aschton Kutcher estrelas, temos personagens superficialmente divertidas e muitas mulheres atraentes.

Numa semana com três estreias em francês é o regresso de François Ozon que merece o destaque. Concorrente em Cannes, o seu 5x2 é o sucessor indicado para Swimming Pool. Depois da sexualidade tremenda do seu antecessor, este filme apresenta-se como um drama familiar em 5 actos, filmado ao estilo de Bergman. Não há Luduvine Saigner mas há Geraldine Pailhas e Stephane Freiss, e a assinatura de um dos mais conceituados realizadores francesas dos nossos dias.

Á Ton Image é mais um drama francês de final de ano. Um drama que não esquece a polémica da manipulação genética, um tema sempre controverso. Um casal quer casar mas a mulher não pode ter filhos. O homem, que ve nela tudo o que sempre sonhou, pede a um amigo que a ajude a engravidar graças a uma mutação do código genético. Tudo parece correr bem quando a jovem filha do casal surge igual à mãe, estranhamente precoce e com uma personalidade algo distorcida.

Ordo é um filme sobre verdade e mentira, sobre a sedução e sobre a traição. Um homem suspeita que uma estrela emergente de cinema seja a mesma mulher com quem esteve casado alguns meses quando era jovem. Decide ir procurá-la e quando a encontra começa um jogo que ninguém sabe como vai acabar.

O Hollywood Recomenda - Finding Neverland é um grande candidato a filme do ano. Tem um argumento apelativo, um elenco de luxo e uma "fama" que provavelmente tem algum substracto.
O Hollywood Desanconselha - O cinema francês é o cinema de referência na Europa. Numa semana em que estreia por cá três obras gauleas há claramente um elo mais fraco : Ordo. Um filme que não parece valer a pena ser visto.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:39 PM
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São 267!
É esse o número de filmes elegiveis aos óscares da Academia.
Os criterios de elegiblidade definem que só filmes com duração superior a 40 minutos e que tenham sido exibidos durante sete dias consecutivos em Los Angeles de 1 de Janeiro ao próximo dia 31 de Dezembro é que podem ser escolhidos pelos milhares de membros da Academia de Hollywood.
Os nomeados serão conhecidos a 25 de Janeiro mas até lá a época da campanha publicitária promete trazer as pequenas estatuetas para a ribalta. A maior parte dos estúdios já começaram campanhas massiças de apoio aos filmes mais fortes (a época de prémios tem ajudado a escolher quem é que cada companhia apoia) como são os casos de The Aviator, Sideways, Million Dollar Baby, Finding Neverland ou Kinsey.
A cerimónia dos óscares terá lugar no Kodak Theather a 27 de Fevereiro e terá cobertura em directo aqui no Hollywood.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:11 PM
Alfie - Como todos os remakes deveriam ser feitos...
É impressionante como se pega num dos melhores filmes dos anos 60 e se lhe dá um toque de classe aqui, um bocadinho de modernidade aqui, e mantem-se o alto nivel. É impressionante como este filme é igual ao primeiro e ao mesmo tempo é diferente. É estranho ver que Alfie está na mesma mas que no fundo também mudou...
Filme de 



Esta Alfie, tal como o primeiro, é um sinal dos tempos. As questões de ordem em 1966 não são as mesmas de hoje e este filme tem muito mérito em ter percebido que os remakes não são apenas copy-pastes. Têm de ser adaptações fieis, sim, mas inteligentes, prontos a captar o que novo anda por aí. E este novo Alfie faz isso de forma muito conseguida. Se no primeiro filme tinhamos um homem do operariado londrino que chamava "birds" às mulheres, que não tinha piedade a não ser por si próprio, mas que, para além disso, conseguia ser extremamente superficial, já este Alfie mantem a chama do mulherengo bem sucedido e inveterado mas dá-lhe outra dimensão emocional.
Os problemas também são diferentes. Em 1966 era preciso mostrar o aborto como uma realidade. Em 2004 a sugestão do aborto já surge como algo natural mas ele não chega a realizar-se. Porquê? Talvez porque a sociedade norte-americana (que não gostou muito do filme como seria de esperar) está disposta a muita coisa, mas essa não é uma delas.

A estrutura do filme é similar ao do original. Um britânico de classe média muda-se para Nova Iorque há procura de uma vida nova recheada de mulheres bonitas. Estilo é a sua palavra chave e compromisso a sua nemesis. Os casos surgem de forma natural (não tão aprofundados como no primeiro filme já que este filme é mais sobre o Alfie humano do que do Alfie homem) e os problemas que eles trazem também. A componente mais humoristica do Alfie de Michael Caine, é substituida por uma interpretação mais humana e com um humor mais sofisticado. Aliás todo este Alfie é sofisticado da cabeça aos pés. Tal como são as mulheres com quem ele anda (quem imaginaria a personagem de Siena Miller no filme original?) e o mundo em que passeio seu talento.
O filme - com uma excelente banda-sonora e montagem e uma bastante conseguida realização - vive de facto do humanismo da personagem. O discurso directo com o público (fórmula retirada do original) é o elemento dominante e resulta na sua essência. Jude Law também consegue isso muito bem já que a sua expressidade corporal, especialmente facial (quem não se lembra de AI?) tapa a lacuna do humor corrosivo de Michael Caine.

Aliás este filme é all about Jude Law. Notável actor o britânico tem vindo a subir na carreira de forma sublime. Desde os papeis secundários em Midnight in the Gardens of Good and Evil e AI, passando pelo The Talented Mr. Ripley e Cold Mountain, que o crescimento como actor de Law se verifica claramente. E este filme é a sua confirmação como estrela a solo. Expressivo, dramático, cómico e emocional, ele é sem dúvida uma das bandeiras da nova geração do cinema britânico. Além do mais este é um ano de ouro para Law, que com cinco filmes de bom nivel ameaça ser dos actores mais em força do momento. Além do mais, se este papel fez de Michael Caine uma estrela a verdade é que pode confirmar o mesmo estatuto a Law.
O resto do filme (se é que há resto do filme já que Law é omnipresente) está distribuido por uma serie de talentosas e belas actrizes. Estão lá Marisa Tomei (um papel diminuido em relação ao original mas "bem vivido"), Susan Surandon a fazer, e bem, de Shelley Winters e a bela Sienna Miller, autora das cenas mais audazes do filme (Charles Shyer não resistiu a incluir nudez neste filme, o que é perfeitamente aceitável dado ao argumento e à própria beleza natural de Miller), é curiosamente filha de uma antiga directora do Actor´s Studio.

Filme ligeiro mas que tem de ser visto com olhos de ver (as mensagens estão todas lá - amizade/traição, honestindade/desonestidade, compromisso/liberdade, beleza interior/beleza exterior) este Alfie é um dos bons filmes de 2004 sem dúvida alguma. Desprestensioso mas algo moralista (um pouco mais do que o primeiro e é aí onde perde principalmente para o original) é divertimento garantido. E acima de tudo é um recado para quem faz cinema. Ver este filme depois de ver o original de 1966 é uma licção para quem quer fazer remakes. Porque aqui estão as dicas todas que são precisas. Confiem em mim!
Classificação - 


O Melhor - A capacidade de adaptar o filme original aos nossos dias sem perder a sua verdadeira essencia. O argumentista e o realizador estão de parabéns, tal como Jude Law que soube captar a essência de Michael Caine mantendo bem viva a sua identidade.
O Pior - O tom talvez em excesso de moralismo que o primeiro não tem. Resultado dos tempos, é certo, mas há pontos onde é excessivo como se verifica pela inclusao da "personagem consciência" e do reencontro de Alfie com o amigo Marlon algo que o primeiro evita a todo custo.
Curiosidade - Sienna Miller apaixonou-se por Jude Law nas gravações e acabou por conquistador o desejado actor britânico sendo agora um dos mais mediáticos casais de Hollywood. Já há planos para mais filmes em conjunto.
Site Oficial - www.alfiemovie.com
Realizador - Charles Shyer
Elenco - Jude Law, Marisa Tomei, Sienna Miller, ...
Produtora - Paramount Pictures
Classificação - m/12
Duração - 103 minutos
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:39 AM
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dezembro 28, 2004
Com medo de Moore
O nome de Michael Moore é temido um pouco por todo o lado nos Estados Unidos. Os republicanos não gostam do "embaixador do homem comum" de Flint e os democratas acham-no demasiado embaraçante para serem vistos perto dele. Depois da indústria automóvel, do lobby de armas e da administração Bush, agora são no entanto as grandes companhias farmacêuticas que estão a temer a sua presença. Moore está a começar a rodar o seu próximo filme, Sicko, e pretende denunciar o sistema nacional de saúde norte-americano, bem como o lobby da industria farmacêutica. Por isso estão já a circular memorandos nos escritórios e lojas principais marcas a advertir os funcionários de uma eventual presença de Moore. Algo que certamente não deverá impedir que o polémico filme arrase alguns nomes até hoje bem respetáveis quando estrear no próximo ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:19 PM
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Cinema em 2004 - O Pior do Ano
Como todos os anos há os melhores e os piores. Lamentamos sempre que um filme - que é antes de mais um projecto que mobiliza centenas de pessoas - seja um fracasso completo, mas há titulos que não escapam a essa catalogação. E 2004 teve a sua quota de desastres. Ficam aqui de seguida os cinco piores filmes do ano, os cinco piores actores do ano e as cinco piores cenas do ano cinematográfico para o Hollywood.
Note-se ainda que o Hollywood não gosta de falar do que não sabe e por isso vamos cingir-nos a filmes vistos por cá. Mesmo acreditando que pode haver coisas bem piores.
ALEXANDER

Podia ter sido o melhor do ano e acaba por figurar na lista dos piores (para uns, desilusão) do ano cinematográfico. A par de Troy (o filme de Peterson consegue aguentar-se um pouco mais que o desastre de Stone), foi o filme que provou que não é qualquer épico que encontra sucesso junto do público. É preciso saber fazer épicos. Stone não soube fazer. Desde o primeiro momento. Desde o desastroso casting, do terrivel argumento, passando depois para a triste e fraquissima realização. Ele que foi um dos maiores realizadores dos anos 80 e 90 é agora um digno nomeado aos "Razzies".
VAN HELSING

É daquele genero de filmes que corre o risco de ser considerado terrivel se o critico não estiver imbuido no espirito da personagem. Mas este van Helsing tem pouco a ver com a personagem literária. É um James Bond das trevas com um candidato a James Bond - Hugh Jackman - a fazer malabarismos múltiplos e sem sentido. O filme tem alguns efeitos especiais aceitáveis e os cenários, construidos em CGI, são mesmo o ponto forte do filme. Tirando isso, do elenco ao argumento, não há ponta por onde se pegue no filme de Sthepen Sommers.
THE FORGOTTEN
