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dezembro 31, 2004

O Hollywood deseja a todos....

Uma grande passagem de ano e um super 2005, recheado de tudo o que mais desejarem. E que seja um grande ano para o cinema e para todos os amantes da 7º arte.

divirtam-se!
Miguel Lourenço Pereira

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:58 PM

Hollywood Filme Award 2004 - Melhor Filme

Luta disputada pelo trofeu mais cobiçado de todos. Candidatos havia muitos, fortes candidatos até. Num ano tão equilibrado como 2004 seria dificil apontar um vencedor à partida mas no final houve um filme que se soube destacar dos demais...

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HFA - FILME DO ANO


ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND

Vitória justa, apesar dos inumeros candidatos ao posto de melhor filme de 2004. No entanto esta pequena pérola de Michel Gondry, assinada por baixo pelo notável argumentista que é Charlie Kauffman superou tudo e todos. Um filme fresco, dinâmico que fala não só do amor mas essencialmente da vida. Uma poesia visual que ganhou ainda por ter uma dupla de actores principais fortissima: Jim Carrey e Kate Winslet, com alguns dos melhores momentos das suas carreiras. Aliás todo o elenco do filme mostrou ser excepcional. No final, a música de Beck "Everybody´s Gotta Learn Sometimes" fechou com chave de ouro esta obra-prima que entrará certamente para a galeria do melhor que já se viu fazer em Hollywood.

TOP 10 - MELHORES FILMES 2004


2º - The Village

M. Night Shyamalan assina aqui o seu segundo melhor filme de sempre (Signs é ainda uma obra inalcançável na filmografia do realizador de origem indiana) com um argumento poderosissimo e um leque de interpretações notáveis. A principio o filme parece demasiado parado mas é tudo um logro do realizador. A emoção aumenta a cada twist, e são vários, e as surpresas que Shyamalan tem reservadas para o espectador são sublimes. Nota igualmente para a partitura sonora e para o desempenho de estreia de Bryce Dallas Howard.

3º - Finding Neverland

Um dos filmes mais bonitos dos últimos anos. Finding Neverland é tocante do primero ao último minuto. Nunca Johnny Depp se mostrou tão serio de si no desempenho de um papel. Nunca um elenco conseguiu criar uma atmosfera tão mágica. Nunca um jovem de 12 anos soube disputar taco a taco cada cena com um dos melhores actores do mundo. No fundo a mensagem do filme é "nunca digas nunca".
4º - Lost in Translation

Sofia Copolla no seu melhor. Um filme com uma dinâmica existencial muito bem conseguida que começa no argumento e acaba na magistral realização, passando claro pelos memoráveis desempenhos de Bill Murray e Scarlett Johansson. Dificilmente Copolla conseguirá igualar o esplendo que consegue em diversas cenas deste notável filme.

5º - The Terminal

Há quem duvide que Steven Spielberg é dos maiores realizadores de sempre? É que basta ver The Terminal para que esse estatuto lhe seja entregue com toda a justiça. Uma comédia que não é bem só uma comédia. Um drama que não é bem um drama. Um filme que é mais do que um grande filme. Excelente desempenho de Tom Hanks, um dos mehores da sua carreira.

6º - Diarios de Motocicleta

Notável a forma como o brasileiro Walter Salles nos mostra a grande aventura de Ernesto Guevara e Alberto Granado pelo coração do continente sul-americano. Com uma banda-sonora e fotografias notáveis e uma excelente montagem, Salles consegue aqui o seu maior filme de sempre. Gael Garcia Bernal e Rodrigo de la Serna são igualmente magistrais nos seus desempenhos, mostrando que não é só em Hollywood que se faz bom cinema.

7º - Phantom of the Opera

Notável músial de Joel Schumacher. Músicas transportadas dos palcos para o cinema de forma magnifica, trabalho de realização praticamente imaculado e uma direcção de actores fantástica são o melhor cartão de visita que qualquer musical pode apresentar. Certamente um dos maiores musicais da história (ao contrário de Moulin Rouge ou Chicago) e um filme que ficará como um dos melhores do ano.

8º - The Incredibles

The Incredibles é a última aposta da Pixar. Só isso já explica muita coisa não fosse este pequeno estúdio animado responsável por algumas das grandes pérolas cinematográficas dos últimos anos. Brad Bird realiza de forma convincente este filme sobre super-herois que caem em desgraça. A animação é espantosa, a música e o som magnificos e tirando talvez as primeiras pérolas da Disney, Who Frammed Roger Rabbit e Lion King, este é possilvemente um dos maiores filmes animados de sempre.

9º - Big Fish

Tim Burton é um contador de estórias fantásticas como poucos houve na história do cinema. Tem-no demonstrado nos últimos anos e voltou a repetir a dose com o seu fantástico Big Fish. Filme muito dinâmico e extremamente apelativo, com um argumento que tanto apela para a emoção como para a razão com igual intensidade, os efeitos especiais criados à volta do filme são do melhor que Burton já conseguiu. E depois o filme ganha com o notável leque de actores que tem à sua disposição, desde Albert Finney a Ewan McGregor.

10º - La Mala Educacion

Pedro Almodovar é hoje o maior realizador do continente europeu em actividade. Depois de um inicio de carreira com filmes muito barrocos, a sobriedade começa a ganhar cada vez mais força nas suas novas apostas. E depois de uma trilogia notável com Carne Tremula-Tudo Sobre Mi Madre-Habla Con Ella, eis que chega este filme noir, com grande evocação não só ao passado do realizador como à memória colectiva do povo espanhol. Um filme polémico mas cheio de força, que ganha sobretudo por ter um argumento a la Almodovar e um desempenho notável por parte de Gael Garcia Bernal.

OUTROS BONS FILMES DE 2004



21 Grams
Alfie
Anything Else
In America
Kill Bill v. 2
Last Samurai
Shrek 2
Spartan
The Passion of Christ
Wimbledon

VER OUTROS PRÉMIOS
- Melhor Realizador - Melhor Actor - Melhor Actriz- Melhor Actor Secundário - Melhor Actriz Secundária - Melhor Elenco - Melhor Argumento - Melhor Banda Sonora - Melhor Filme Animado - Melhor Documentário

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:07 PM

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Realizador

O artesão. O homem que dá vida aos filmes. A mão que coordena o nosso olhar, o mágico que desperta a nossa imaginação. Elemento central da concepção de um filme, o realizador é sempre uma referência em qualquer filme. O melhor realizador de 2004 é...
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HFA - REALIZADOR DO ANO

M. NIGHT SHYAMALAN

O americano de origem indiana começa a tornar-se num caso sério. O seu talento como realizador e argumentista já superou a expectativa de muitos e Shyamalan é já visto como "o novo Hitchcock" para uns, "o novo Burton" para outros. The Village é um dos melhores filmes do ano e um dos grandes filmes dos últimos tempos e isso só acontece graças ao imenso talento do "feiticeiro". Depois da obra-prima que é Signs e antes de se aventuras na vida de Py, há que prestar a devida homenagem ao autor de The Village.

TOP 10 - MELHORES REALIZADORES 2004

2º - Sofia Copolla
Ideia original de Sofia, Lost in Translation é dos filmes mais apeteciveis de 2004. A direcção da filha do consagrado Francis Ford Copolla é absolutamente imaculada, com planos verdadeiramente geniais, desde a abertura até ao final mais romântico do ano cinematográfico.

3º - Tim Burton
Um homem genial. Burton consegue fazer maravilhas com a sua imaginação e os seus jogos de planos e profundidade de camera. Big Fish é mais um exemplo disso. Um filme que é mais de Burton do que qualquer outra pessoa envolvida no projecto. Um grande filme com uma notável realização.

4º - Michel Gondry
O homem dos videoclips dos Massive Attack tornou-se no autor do belissimo Eternal Sunshine of the Sptoless Mind. O seu trabalho com a camara é absolutamente genial e a montagem que se lhe segue é ainda melhor. Uma vénia a uma verdadeira surpresa para a maior parte dos amantes do cinema que não conheciam esta faceta do francês.

5º - Steven Spielberg
É provavelmente - a par de Clint Eastwood - o melhor realizador em actividade. Evoluiu muito desde a sua estreia auspiciosa com Duel. Passou pelos blockbusters, pelos filmes históricos e pelas comédias. The Terminal é um drama com uma forte vertente comíca e todos os traços da realização de Spielberg estão lá. Um trabalho notável.

6º - Joel Schumacher
A critica arrasou a sua incursão pelo universo de Batman e desde aí tem sido um nome praticamente proscrito pela comunidade cinematográfica. Phone Both já dava a entender que um come-back em estilo estava à espreita e as suspeitas confirmaram-se em pleno. The Phantom of the Opera é um grande filme com uma estupenda realização que aproveita o melhor que há nos musicais e junta ao melhor que Shumacher tem para oferecer.

7º - Marc Forster
Uma das surpresas mais agradáveis do ano. Monster´s Ball já tinha sido um interessante exercicio de realização e em Finding Neverland o realizador alemão mostra a sua melhor face. Excelente trabaho de camera com planos audazes e ideias espantosas são imagens de marca do filme.

8º - Walter Salles
O brasileiro é hoje o nome de maior sucesso na América do Sul. Não apenas no Brasil note-se. Diarios de Motocicleta abriu todo um continente ao talento de Salles. A sua realização é notável apesar de ser na sala de montagem que o filme ganha mais, e há planos que ficarão para sempre na história do cinema.

9º - Quentin Tarantino
Depois do fracasso total com Kill Bill v.1, o realizador-pulp oferecenos a redenção perfeita com o segundo volume da vingança da noite. O delirio visual do primeiro filme é substituido por uma sobriedade constante, com alguns traços tipicamente tarantinianos, nota que nos mostra que Tarantino está a crescer como realizador.

10º - Mel Gibson
Foi o projecto da sua vida. A polémica foi muita e o resultado final não desilude. Mel Gibson é um crente e filmou como um crente. Mas mostrou também que Bravehearth não foi um acaso completo. O australiano sabe mesmo trabalhar com a camara e fez dos últimos momentos da vida de Cristo a desculpa perfeita para o demonstrar aos mais cépticos.

VER OUTROS PRÉMIOS

- Melhor Filme


- Melhor Actor
- Melhor Actriz- Melhor Actor Secundário
- Melhor Actriz Secundária
- Melhor Elenco
- Melhor Argumento
- Melhor Banda Sonora
- Melhor Filme Animado
- Melhor Documentário

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:33 PM | Comentários (2)

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actor

Quantos não vão ao cinema para ver a performance de um actor? Normalmente são eles o catalizador central de emoções em qualquer grande filme. O ano de 2004 teve alguns dos melhores desempenhos por actores dos últimos anos. O melhor entre os melhores é mesmo...

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HFA - ACTOR DO ANO

JOHNNY DEPP

É sem dúvida um dos mais brilhantes actores da actualidade. De menino-prodigio e actor rebelde a um interprete maturo foi um saltinho. Em Finding Neverland é um JM Barrie notável com uma performance altamente contida, condensadora de variadas emoções. Um desempenho de Depp que - a haver justiça nos EUA - lhe poderia valer o óscar que tanto merece e que nunca lhe é entregue. Depois de Edward Scissorhands, Ichabod Crane e Jack Sparrow, vão negar o ouro ao pai de Peter Pan?

TOP 10 - MELHORES ACTORES 2004

2º - Jim Carrey
O actor mais mal amado nos Estados Unidos é um verdadeiro génio que dá pelo nome de Jim Carrey. Quanto todos pensavam que seria para sempre o irritante "Melga" eis que Carrey dá uma volta de 180º graus na sua carreira e surge brilhante em The Truman Show. Dois anos depois consegue o seu melhor desempenho de sempre em Man on the Moon. Mas acabou sempre ignorado por tudo e todos. Este ano voltou a ser absolutamente brilhante em Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Um desempenho que é um hino à beleza humana.

3º - Tom Hanks
É o Jimmy Stewart dos nossos dias e esse é o maior elogio que se pode fazer a um actor. É também um dos grandes actores da actualidade e fez questão de o provar no mais recente filme de Spielberg, The Terminal. Uma performance como já não se lhe via desde os dias de Saving Private Ryan e Forrest Gump e que vai passar para a História como uma das mais notáveis construções de personagens dos últimos tempos.

4º - Bill Murray
É dificil gostar de Bill Murray. Ele també não faz muito por isso, note-se. Quando todos pensavam que o actor de Groundog Day tinha desaparecido eis que Sofia Copolla o ressuscita em Lost in Translation. Ele é o ponto central de todo este poema visual escrito por Sofia conseguindo o melhor desempenho da sua carreira e um dos melhores do ano.

5º - Sean Penn
Venceu o óscar não por este filme mas por um outro de um tal de Eastwood. Mas houve quem defendesse que era aqui, em 21 Grams, que Penn se superava. De facto o seu desempenho é o simbolo do que é um filme a la Penn. Cheio de garra, emoções contidas, explosões surpreendentes e muito, muito charme. Um dos melhores do ano sem dúvida alguma.

6º - Gael Garcia Bernal
A revelação masculina de 2004. Quem já o conhecia de Amores Perros e E Tu Mama Tambien já sabia o que ele valia mas quer em La Mala Educacion quer em Diarios de Motocicleta o jovem Gael supera-se. Desempenhos espantosos, em registos completamente diferentes (fazer de travesti e Guevara no mesmo ano diz tudo) que avisam já que este é um dos grandes candidatos a futuro maior actor do mundo. Dêm-lhe tempo.

7º - Jack Nicholson
Quem é o actor capaz de brilhar em qualquer registo e manter sempre aquele sorrisinho na cara? Quem é capaz de seduzir jovens e veteranos com uma daquelas piadas que só ele inventa no momento? Ele é Jack Nicholson a caminhar cada vez mais depressa para a condição de mito vivo. Um verdadeiro monstro que faz um filme pequeno parecer genial.

8º - Jeff Bridges
Não é como dizem, o melhor papel da sua carreira (Big Lebowski e Tucker são-nos muito mais) mas a consistência do desempenho de Jeff Bridges em The Door in the Floor é um dos poucos pontos positivos do filme de Tod Williams. Mas no fundo o que ressalva é que Bridges é mesmo um dos "grandes".

9º - Jude Law
A maior parte dos criticos não gosta de Jude Law. Acha-o demasiado com ar de manequim humano. Mas o jovem britânico é um actor e peras. Tem a sorte de ter, além de talento, uma beleza quase de estátua grega e uma expressividade facial que lhe permitem fazer papeis como o que fez em Alfie sem grande dificuldade. O ano correu-lhe bem com papeis aplaudidos em diversos filmes desde Closer a I Heart Huckbees, passando por Sky Captain e The Aviator. Um ano em grande.

10º - Gerard Butler
É uma das revelações do ano para quem não o conhecia e uma confirmação absoluta para quem já via nele imenso potencial. Tem tudo para se estabelecer como um dos grandes valores da nova geração. A prova está que, mesmo sem saber cantar, deu um show em The Phantom of the Opera dando uma emotividade à personagem de Andrew Lloyd Webber que poucos actores conseguiriam dar.

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- Melhor Filme

- Melhor Realizador
- Melhor Actriz- Melhor Actor Secundário
- Melhor Actriz Secundária
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- Melhor Argumento
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- Melhor Filme Animado
- Melhor Documentário

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:24 PM

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actriz

Quer como divas quer como verdadeiros "monstros" na arte de representar, as actrizes são sempre elementos importantes em praticamente todos os filmes. Misturando veteranas com jovens revelações, 2004 trouxe grandes performance femininas. E a actriz de 2004 é...

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HFA - ACTRIZ DO ANO

KATE WINSLET

Uma das mais espantosas actrizes da actualidade, Kate Winslet teve em 2004 um ano memorável. Primeiro foi a sua espantosa performance como Clementine em Eternal Sunshine of the Spotless Mind e depois esteve genial em Finding Neverland.
O seu desempenho em Eternal Sunshine é a alma do filme, fazendo uma parceria de sucesso com Jim Carrey. Depois de Titanic ou Iris, a britânico consegue mais um registo absolutamente memóravel consagrando-se como a actriz do ano.

TOP 10 - MELHORES ACTRIZES 2004

2º - Charlize Theron
Notável desempenho coroado justamente com um óscar, em Monster Charlize Theron mostrou ser um actriz de verdade. Uma transformação fisica radical transformou a mais bela africana do mundo na aterradora serial-killer Aillean Wournos, convencendo tudo e todos.

3º - Diane Keaton
Foi o come-back do ano. Diane Keaton, musa de Woody Allen e um dos icones do feminismo dos anos 70, voltou este ano com uma performance absolutamente brilhante. Em Something´s Gotta Give fez uma parelha de respeito com Jack Nicholson e provou que o melhor da sua carreira pode estar ainda para vir.

4º - Bryce Dallas Howard
Uma das grandes revelações do ano (talvez "a" revelação visto ser o seu primeiro filme) foi mesmo a filha de Ron Howard. O seu desempenho como cega de enorme coração em The Village foi um dos elos mais fortes de um dos filmes do ano, abrindo as portas para uma carreira escrita com letras de ouro.

5º - Naomi Watts
A bela australiana não deixa de surpreender tudo e todos. Primeiro em Mulholand Drive e agora em 21 Grams, Naomi Watts mostra ser uma actriz com um potencial enorme. Performance sólida, cheia de momentos de notável over-acting, a sua prestação em 21 Grams foi uma das melhores do ano. E aquela cena escaldante com Sean Penn tornar-se-á inesquecivel para quem viu.

6º - Scarlett Johansson
É a ninfa do momento dos cinéfilos. E teve um ano dourado. Scarlett Johansson brilhou em Girl With a Pearl Earring no contido papel da empregada do consagrado pintor Johanes Veermer que faz dela a sua musa. Um under-acting como mais nenhuma actriz conseguiu fazer durante o ano.

7º - Samantha Morton
A bela inglesa continua a mostrar que é um dos grandes valores do momento. Em In America é uma mãe angustiante e ao mesmo tempo dona de uma garra que poucos poderiam conceber. Uma verdadeira actriz de futuro.

8º - Emmy Rossum
Voz de ninfa, desempenho de mulher. Emmy Rossum foi espantosa como Christine em The Phantom of the Opera depois de já ter tido uma simpática prestação em The Day After Tomorrow. O facto de cantar e representar a alto nivel no musical do ano podem-lhe abrir as portas a voos mais altos.

9º - Uma Thurman
A Noiva esteve em destaque na primeira metade de 2004. Uma Thurman confirmou o porquê de ser a actriz fetiche de Quentin Tarantino com uma performance muito sólida e deveras interessante. Presa pelo registo do filme ficamos na dúvida para ver até que ponto Thurman consegue chegar noutro papel.

10º - Kim Basinger
Em The Door in the FloorJeff Bridges. Mas também há Kim Basinger em grande momento. A bela californiana - uma das mais belas actrizes da sua geração - conheceu um novo folego na sua carreira com o óscar de LA Confidential mas desde aí tem andado desaparecida. No entanto são performances como estas que nos fazem acreditar que o talento de Basinger é algo que não vai desaparecer tão cedo.

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- Melhor Filme

- Melhor Realizador
- Melhor Actor
- Melhor Actor Secundário
- Melhor Actriz Secundária
- Melhor Elenco
- Melhor Argumento
- Melhor Banda Sonora
- Melhor Filme Animado
- Melhor Documentário

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:47 PM | Comentários (2)

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actor Secundário

Por vezes os desempenhos secundários tornam-se mais importantes para perceber a dinâmica de um filme do que propriamente os actores principais. E houve belissimos desempenhos durante o ano de 2004. No final de todas as contas o actor secundário do ano é...

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HFA - ACTOR SECUNDÁRIO DO ANO

RODRIGO DE LA SERNA

Estreante nestas andanças, o jovem argentino Rodrigo de la Serna é o autor da melhor performance secundária do ano. Foi a viver Alberto Granado em Diarios de Motocicleta que de la Serna mostrou a todo o mundo o seu valor. Durante meia hora chega mesmo a roubar o filme á estrela em ascenção que é Gael Garcia Bernal. Espera-se agora que o jovem actor não caia no esquecimento.

TOP 10 - MELHORES ACTORES SECUNDÁRIOS 2004

2º - Ken Watanabe
O japonês brilhou intensamente em Last Samurai fazendo a Cruise o mesmo que Foxx faria mais tarde: ofuscando-o por completo. Ken Watanabe deu um show como o último dos grandes lideres guerreiros do Japão feudal criando uma aura à sua volta que já parece começar a dar os seus frutos. O actor é um dos nomes do próximo Batman Begins.

3º - Benicio del Toro
Num filme triangular, Benicio del Toro é o vertice da redenção e ao mesmo tempo o vertice da violência humana. Um desempenho espantoso do actor que se consagrou em Traffic mas que já tinha dado nas vistas em The Usual Suspects. As suas cenas mais intensas dão ao filme uma tensão dramática que complementa em perfeição as performances de Penn e Watts.

4º - Jamie Foxx
Este é o seu ano. Primeiro em Collateral e depois em Ray. No filme de Michael Mann ele é a estrela da constelação, enviando Tom Cruise para um pequeno cantinho. Uma performance que mistura o drama com algum registo de humor a provar que Foxx é mesmo bom actor. A cena com Bardem é talvez a melhor em todo o filme.

5º - Woddy Allen
Genial. Woody Allen continua a ser genial. A prova está na sua performance como secundário em Anythig Else. O filme é digno da filmografia de Allen e a sua performance é uma das melhores da sua carreira. Como professor e consciência do seu "sucessor" Jason Biggs, consegue alguns momentos memoráveis como a cena em que parte o vidro de um carro.

6º - Albert Finney
Ao lado de Peter O´Toole, Richard Burton, Michael Caine e Richard Harris fez parte da geração dourada do cinema inglês da década de 60. Quarenta anos depois de ter brilhado intensamente como Tom Jones, Finney volta a dar um desempenho memorável em Big Fish. Ele é a alma de um filme que só falhou porque não havia alguém para fazer de Finney quando novo.

7º - Freddie Highmore
Doze anos apenas. O jovem actor britânico que inspira Johnny Depp em Finding Neverland é um verdadeiro achado. Que o diga Burton que já o contratou para Willy Wonka a conselho do próprio Depp. Num filme tremendamente belo ele é quase o fiel da balança, conseguindo com a sua seriedade pueril momentos espantosos. Provavelmente o "novo" Haley Joel Osment.

8º - Adrien Brody
Depois de ter surpreendido tudo e todos com o seu desempenho em The Pianist o jovem Brody desapareceu. Mas felizmente M. Night Shyamalan recuperou-o para um papel fulcral em The Village e o actor correspondeu em pleno. Uma performance de encher o olho, com alguns dos melhores momentos de um dos filmes do ano.

9º - Eric Bana
Todos pensavam que a estrela de Troy seria Brad Pitt. Em segundo plano estaria o veterano Peter O´Toole ou a jovem estrela Orlando Bloom. Mas no final foi um australiano de nome Eric Bana que se ficou a rir. A sua performance como Heitor é sem dúvida alguma o ponto mais alto do filme e uma das agradáveis surpresas do ano.

10º - David Carradine
Tarantino já tinha fama de conseguir come-backs surpreendentes e David Carradine é mais um a provar o espirito "ressuscitador" de QT. A sua segurissima performance como Bill em Kill Bill v.2 já foi aclamada tanto pela critica como pelo público e de facto é um dos grandes momentos de um actor secundário de 2004

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- Melhor Filme

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- Melhor Actriz
- Melhor Actriz Secundária
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- Melhor Argumento
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:01 PM

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Actriz Secundária

Um apoio essencial em muitos filmes é concedido pelo desempenho das actrizes secundárias. Elos fortes e ao mesmo tempo frágeis, são delas muitas vezes alguns dos melhores momentos em filmes ao longo do ano. Em 2004 a melhor actriz secundária foi...

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HFA - ACTRIZ SECUNDÁRIA DO ANO

SCARLETT JOHANSSON

O ano de 2004 foi dela. Não só como actriz principal em Girl With a Pearl Earring mas essencialmente pelo seu desempenho como secundária em Lost in Translation. Não foi só a sua beleza natural que abre e fecha o filme. É também a sua garra e fragilidade e a força da sua performance que torna Lost in Translation um dos melhores filmes do ano. Com 20 anos Scarlett Johansson é hoje uma das melhores actrizes do momento e uma das futuras divas de Hollywood.


TOP 10 - MELHORES ACTRIZES SECUNDÁRIAS 2004

2º - Meryl Streep
É uma das melhores actrizes de todos os tempos e é provavelmente a maior actriz em actividade. O seu desempenho em Manchurian Candidate é o melhor que o filme tem. Curto mas incisivo e extremamente mordaz.

3º - Minnie Driver
Notável desempenho da actriz britânica em Phantom of the Opera ao encarnar uma verdadeira prima-donna italiana. Os momentos de humor no filme são todos da sua autoria e o único senão é não ter cantado, isto apesar de ter recentemente lançado o seu album.

4º - Holly Hunter
Em Thirteen o filme é todo dela. Mesmo estando lá a jovem e talentosa Evan Rachel Wood. Depois do óscar em The Piano a sua chama tinha começado a apagar-se mas foi saber que Hunter é ainda um nome com quem se pode contar.

5º - Irma P. Hall
Menção honrosa em Cannes e com toda a justificação. O seu desempenho em The Ladykillers é soberbo. A verdadeira nemesis que Tom Hanks nunca encontrou ao longo da sua carreira, dá ao filme dos Coen uma dinâmica notável.

6º - Angelina Jolie
O filme é um fracasso total e absoluto mas o que se salva é a performance de Jolie. Apesar do sotaque russo da bela Angelina a performance é segura e consistente. Um mal menor.

7º - Reneé Zellweger
Venceu o óscar finalmente mas não é necessáriamente a melhor performance secundária do ano. O problema foi mais o casting para o papel que a própria representação. Mesmo assim foi segura o suficiente para ser uma das mais competentes performances do ano.

8º - Sigourney Weaver
Em The Village há um lote imenso de grandes actores com notaveis performances. Uma delas é a de Sigourney Weaver. A actriz passou ao lado de uma grande carreira mas no filme de Shyamalan prova que o valor está todo lá.

9º - Hope Davies
American Splendor é marcado pelo desempenho de Giamatti como Harvey Pekar mas que dizer de Hope Davies. Óptimo desempenho e fica a advertência para papeis futuros.

10º - Eileen Essel
Quer em Duplex quer em Finding Neverland tem momentos muito bem conseguidos. No filme de Danny de Vitto é notável como nemesis do jovem casal do andar de baixo. Em Finding Neverland consegue ajudar a fechar o filme com um momento de grande beleza dramática.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:59 PM

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Elenco

Por vezes um filme vive não de uma ou duas representações mas de um conjunto de grandes performances. Quando é o elenco que faz a diferença o filme ganha outra vida. Por isso há curiosidade em saber afinal qual foi o melhor elenco de 2004...

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HFA - ELENCO DO ANO

21 GRAMS

Um estupendo filme de Alejandro Inirratu que é pautado essencialmente pelo confronto de três notáveis performances por actores espantosos. Sean Penn, Naomi Watts e Benicio del Toro criam uma atmosfera dramática intensissima ao longo do filme com momentos de grande beleza que alternam com verdadeiras explosões humanas. Nunca, em todo o ano, um elenco mostrou tanta coesão a um nivel tão elevado como em 21 Grams.
TOP 10 - ELENCO 2004

2º - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Kauffman é a estrela e Gondry o artesão mas o notável elenco do filme também brilha a grande altura. Jim Carrey tem a sua segunda melhor performance de sempre (atrás de Man on the Moon) enquanto que Kate Winslet supera-se a si própria de uma forma notável. E ainda há Mark Ruffalo, Elijah Wood e Tom Wilkinson em grande forma.

3º - Finding Neverland
Johnny Depp é a estrela da companhia mas que dizer de Kate Winslet, Julie Christie, Dustin Hoffman a troupe de pequenos actores liderada pelo talentoso Freddie Highmore? Sem dúvida um dos melhores elencos do ano, num filme pautado por excelentes performances.

4º - Phantom of the Opera
Desde a bela e talentosa Emmy Rossum ao jovem Patrick Wilson, passando pelo extremamente promissor Gerard Butler e acabando em Miranda Richardson e Minnie Driver, este foi um filme que deixou os actores brilharem a grande altura. Um grande elenco para um grande filme.

5º - In America
Belissimo filme de Jim Sheridan com elenco à altura. Desde Paddy Considine a Samantha Morton, passando por Djimon Hounson e pelas pequenas irmãs Sarah e Emma Bolger, este é um dos filmes mais tocantes do ano.

6º - Big Fish
Tim Burton deve ter-se divertido na concepção do filme. O elenco de Big Fish é talvez um dos seus pontos fortes. E porquê? Pela heterogeneidade de performances que variam entre Albert Finney, Ewan McGregor, Jessica Lange, Billy Crudup, Steve Buscemi, Alisson Lohman, Danny de Vitto e Helena Bonham-Carter mas também pela sua enorme qualidade que fazem deste um dos grandes filmes do ano.

7º - The Village
Shyamalan normalmente não divide tanto o seu filme por tantos e tão bons actores. Isso acontece no entanto em The Village. Há Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, Adrien Brody, William Hurt e Sigourney Weaver a darem provas da sua capacidade como grandes interpretes neste espantoso filme de um dos mais populares realizadores do momento.

8º - Kill Bill v.2
Para além de uma notável performance de Uma Thurman como A Noiva e de David Carradine como Bill, no segundo episódio de Kill Bill há ainda Michael Madsen, Darryl Hannah e ainda Gordon Liu em grande estilo.

9º - Diarios de Motocicleta
A dupla Gael Garcia Bernal-Rodrigo de la Serna brilha a grande altura no filme Diarios de Motocicleta. Para além do mais o vasto leque de pequenas participações secundárias é extremamente competenten dando vida ao filme para além da road-trip dos dois jovens actores.

10º - Something´s Gotta Give
Notáveis desempenhos de Jack Nicholson e Diane Keaton como actores principais, mas também de Keanu Reeves, Frances McDormand e Amanda Peet como elementos secundários fizeram desta comédia de Nancy Meyers um dos filmes mais divertidos do ano.

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- Melhor Realizador
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:39 PM

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Argumento

Quando se pensa em cinema pensa-se nas estórias, nos contos, nas aventuras que proporcionam tudo o resto. O ano de 2004 foi fértil em grandes e bem diferentes argumentos. And the winner is...
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HFA - ARGUMENTO DO ANO

ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND

Charlie Kauffman é um dos argumentistas mais notáveis a surgir nos últimos anos. Disso não há dúvidas! Agora ninguém esperava um argumento tão original, tão dinâmico e tocante ao mesmo tempo como o de Eternal Sunshine. Se o filme é notável isso acontece principalmente pela qualidade do argumento de Kauffman. Simplesmente genial.

TOP 10 - MELHORES ARGUMENTOS 2004

2º- The Village
Talvez seja o melhor do filme de M. Night Shyamalan. Um argumento absolutamente notável em todos os niveis. Os sucesivos volte-faces, as revelações surpreendentes, a dinâmica dada às personagens e à acção fazem de Village o segundo melhor argumento do ano. Pena haver Eternal Sunshine...

3º- Finding Neverland
Quem não se apaixonou em pequeno pelas fantásticas aventuras de Peter Pan? Este argumento consegue isso e muito mais. Consegue mostrar o que está na genese de tanta imaginação. E mostra-o de uma forma absolutamente notável, praticamente sem falhas. Um dos grandes momentos do ano.

4º - Big Fish
Diga-se o que se disser, Tim Burton é um dos maiores contadores de aventuras de sempre. E o seu último trabalho, este notável Big Fish, é disso um exemplo crasso. Como criar um mundo tão fantástico como o que polvilha a imaginação da personagem central deste filme é algo que só os grandes conseguem.

5º - Lost in Translation
Sofia Copolla em imenso talento. É de familia. Mas a maneira como cria os seus argumentos é ainda mais interessante porque bebe o ar que a rodeia e depois monta as peças do puzzle com uma exactidão quase assustadoras. Se Lost é o que é deve-o muito a um excelente argumento.

6º - <u>Diarios de Motocicleta
Inspirado no diário de Ernesto Guevarra, o argumento de Diarios de Motocicleta espelha o que é a irreverência da juventude e o choque com a dura realidade que todos temos um dia. Uma excelente experiência transposta de forma sublime para o grande ecrãn.

7º - In America
Jim Sheridan passou para o pepael, primeiro e para o grande ecrãn logo de seguida os duros eventos que marcaram a sua própria vida. Um filme belissimo com um argumento dramático mas, ao mesmo tempo, terno e extremamente sedutor.

8º - La Mala Educacion
Que se pode dizer do melhor argumentisa europeu? Voltou a conseguir criar uma estória espantosa, desta vez inspirado em evetos da sua infância. O filme noir europeu ganhou um grande simbolo e a dinâmica da narrativa foi uma das alavancas fundamentais para o sucesso do filme.

9º - The Incredibles
A imaginação da Pixar parece não ter limites. Depois do notável argumento de Finding Nemo que dizer da preciosidade que é o argumento de The Incredibles?
Simplesmente de génio!

10º - The Terminal
Steven Spielberg é um grande contador de estórias. Talvez o maior em actividade. E de facto o caso verifico que eu origem a The Terminal pedia uma adaptação assim ao ecrãn. Só as pequenas pontas soltas do filme (a personagem de Zeta-Jones por exemplo) impedem um lugar mais acima na classificação final.

VER OUTROS PRÉMIOS

- Melhor Filme

- Melhor Realizador
- Melhor Actor
- Melhor Actriz- Melhor Actor Secundário
- Melhor Actriz Secundária
- Melhor Elenco
- Melhor Banda Sonora
- Melhor Filme Animado
- Melhor Documentário

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:33 PM | Comentários (1)

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Banda Sonora

O tempo do cinema mudo já lá vai há muito e hoje em dia um filme sem uma grande banda sonora dificilmente consegue superar os rivais. Este ano foram várias as bandas-sonoras de excelência mas só uma poderia imperar. A banda-sonora vencedora é...

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HFA - BANDA SONORA DO ANO

THE PHANTOM OF THE OPERA

Absolutamente notável a banda-sonora do filme de Joel Schumacher. Transposição notável para as telas do musical de Andrew Lloyd Webber, este filme tem no som o seu aspecto fulcral. Angel of Music é a coroa de glória de uma serie de musicas sublimes (The Phantom of the Opera, Mascarade...) e apesar da enorme concorrência é justo atribuir este prémio a um dos melhores musicais de todos os tempos.

TOP 10 - MELHORES BANDAS SONORAS 2004


2º - Lost in Translation
Grandes sons, grande ambiente, grande filme, poderia ser o mote do filme. Quem tem Just Like Honey dos Jesus and the Marry Chain, Too Young dos Phoenix associados a alguns dos mais talentosos nomes asiáticos, tem certamente uma das melhores soundtracks do ano. Se não fosse a concorrência de um grande musical esta seria claramente a banda-sonora vencedora do ano.

3º - The Village

James Newton Howard cria uma partitura excelente para Shyamalan neste belissimo filme. Música que alterna entra a emoção dos momentos mais assustadores com a pacatez da vida campestre, sem esquecer os poderosos momentos amorosos. Mais uma prova da espectacularidade deste notável filme.

4º - Diarios de Motocicleta

Um filme assombroso com uma banda-sonora igualmente espantosa. O compositor Gustavo Santaolalla oferece ao continente sul-americano uma sinfonia digna das suas paisagens e fronteiras. E a música de Jorge Drexler, Al otro lado del rio, é simplesmente sublime.

5º - Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Não é só a música de Beck mas passa muito por aí. Poucas foram as músicas que resumem tão bem um filme como Everybody´s Gotta Learn Sometimes. Não é que as outras músicas do filme não sejam igualmente notáveis. Mas se algum dia me apagarem a memória, quero que o façam ao som de Beck.


6º - Kill Bill v.2

Se Quentin Tarantino fizer algum dia um filme com uma má banda-sonora, então algo estará mal. Mesmo em Kill Bill v.1 houve Nancy Sinatra. A segunda parte da vingança da noite conta com músicas de Scissor Sisters, The Rza´s (há mesmo o belissimo Bang, Bang em versão de citara) e a orquestração do grande mestre que é Ennio Morricone. Simplesmente genial.

7º - The Incredibles

A Pixar já nos habituou a que os seus filmes tenham excelentes bandas-sonoras. The Incredibles não é excepção à regra, bem pelo contrário. É um filme fresco, com um som que surge de forma natural, sempre bem encaixado nos locais certos. A prova de que este é um dos grandes filmes do ano.

8º - The Terminal

John Williams é sinónimo de sucesso e The Terminal vive muito da sua partitura sonora, composta especialmente para iluminar o universo de Viktor Navorski. Filme tocante com um belissimo som.

9º - Harry Potter and the Wizard of Azkaban

Com o maestro John Williams é sempre fácil conseguir uma grande banda-sonora. Este filme de aventuras é o exemplo claro do sucesso tremendo deste compositor. Harry Potter and the Wizard of Azkaban tem um ambiente sonoro de grande nivel e é pena que as próximas aventuras não contem com Williams para decorar o ambiente do mágico mundo de Hogwarts.

10º - The Passion of Christ

A fé pauta o filme biblico de Mel Gibson e a banda-sonora acompanha essa devoção do realizador. Partituras muito bem conseguidas e momentos verdadeiramente tocantes marcam a paisagem sonora de um dos filmes mais polémicos do ano.

VER OUTROS PRÉMIOS

- Melhor Filme

- Melhor Realizador
- Melhor Actor
- Melhor Actriz- Melhor Actor Secundário
- Melhor Actriz Secundária
- Melhor Elenco
- Melhor Argumento
- Melhor Filme Animado
- Melhor Documentário

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:47 PM

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Filme Animado

De há uns anos para cá o cinema animado cresceu e tornou-se num dos elementos mais importantes e lucrativos da indústria cinematográfica. Os óscares criaram um cantinho especial para premiar estes filmes e são poucos aqueles que ainda não repararam que há óptimos filmes animados todos os anos. O melhor de 2004 é...

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HFA - FILME ANIMADO DO ANO

THE INCREDIBLES

É impressionante a forma como a Pixar consegue criar ano após ano filmes cada vez melhores. Depois dos notáveis Toy Story, de Bug´s Life e do mega-sucesso Finding Nemo, eis que chega um retrato tocante, divertido e extremamente dinâmico do universo dos super-herois em The Incredibles.
Brian Bird foi o arquitecto deste notável filme (e a voz da mais divertida das personagens) mas é toda a máquina da Pixar que faz com que este seja o melhor filme animado de 2004, um dos 10 melhores filmes do ano, e acima de tudo, mais um ponto no confronto directo com a DreamWorks que apostou forte este ano com Shrek2.

TOP 5 - MELHORES FILMES ANIMADOS 2004


2º - Shrek 2

Andrew Adamson fez o impossivel. Melhorar o já de si notável Shrek dando um novo triunfo à DreamWorks. Não fosse pelo mágico filme da Pixar e este seria sem dúvida alguma o filme animado do ano. Assim terá de se contentar com um segundo posto que, para quem viu o filme, percebe que só com um rival muito forte é que este filme não impera no meio animado.

3º - Bellevile Rendez-Vous

Notável filme animado que vem directamente de França. Com uma dinâmica perfeitamente inovadora e apelativa este filme prova que acima de tudo há ideias e vontade de fazer-se algo de qualidade no "velho continente". Uma das menções honrosas do ano.

4º - The Polar Express

Muito barulho para nada parece ser a expressão certa. Milhões de dólares gastos em publicidade e no fundo este filme da WB é um pouco vazio de emoções. Conhecidos por terem um humor mais cáustico, nos últimos anos a Warner tem tentado fazer um cinema animado diferente. Sem muito sucesso. Zemeckis exagera nos efeitos especiais e esquece-se do argumento e nem Tom Hanks ajuda a salvar o filme. Um filme de Natal sem alma.

5º - Home at the Range

Sem a Pixar a Disney atravessa um periodo negro e não se antevêm grandes melhorias num futuro próximo. Os filmes animados já não são só para crianças mas alguém parece ter-se esquecido isso no departamento de argumentos dos estúdios que abriram as portas ao cinema animado em Hollywood.

VER OUTROS PRÉMIOS

- Melhor Filme

- Melhor Realizador
- Melhor Actor
- Melhor Actriz- Melhor Actor Secundário
- Melhor Actriz Secundária
- Melhor Elenco
- Melhor Argumento
- Melhor Banda Sonora
- Melhor Documentário

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:25 AM

Hollywood Film Awards 2004 - Melhor Documentário

O cinema também se faz de histórias reais, histórias do dia a dia, histórias que por vezes estão escondidas. O genero do documentário tem vindo a ganhar o seu espaço pouco a pouco. Em 2004 foram vários os filmes que mereceram destaque. Mas só um saiu vencedor...

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HFA - DOCUMENTÁRIO DO ANO

FARHENEITH 9/11

Michael Moore é a polémica em pessoa. Todos os seus trabalhos têm um alvo bem definid. Por vezes de forma pouco ortodoxa este assumido "all american" tem atacado aqueles que considera ser os cancros do seu pais. Este ano a vitima foi George Bush e a sua administração, pela sua inoperância durante o 11 de Setembro e pelas suas politicas com as grandes coorporações que abriram as portas ao conflito do Iraque. Premiado com a Palma de Ouro em Cannes, irrelevante nas últimas eleições norte-americanas, este não deixa ainda assim de ser um filme importantissmo na história do cinema documental.


TOP 5 - MELHORES DOCUMENTÁRIOS 2004


2º - Touching the Void

Filme documental de uma beleza estrondosa. Ao viajar pelo temivel Evereste foi possivel ver até onde a persistência humana consegue ir e como a "mãe-natureza" controla-nos a todos, mesmo que por vezes não nos apercebamos disso de forma bem clara.

3º - Capturing the Friedmans

Um tema deveras polémico o da pedófilia que ganha aqui um retatro muito humano e profundamente tocante. Uma familia como qualquer outra que no entanto é liderado por homem que difere de todos os outros pela sua paixão que a sociedade diz que é também uma fraqueza. Notável retrato que injustamente falhou o óscar em 2003.

4º - Super Size Me

Spurlock fez o que muitos americanos fazem e decidiu comer apenas e só fast-food. Escolheu a conhecida multi-nacional McDonald´s e mostrou-nos o que nos pode acontecer se formos loucos o suficiente para imitar o "american way of eat". O filme prima pelo exagero (são poucas as pessoas que seguem este estilo de vida durante tanto tempo consecutivo) mas é um retrato impressionante da sociedade norte-americaana.

5º - És a Nossa Fé

Edgar Pêra é um dos bons nomes do nosso cinema. Escolheu o futebol, o coração da nação como muitos dizem, para srvir de pano de fundo ao seu mais recente trabalho. As claques, a emoção do momento do golo,a paixão e o sofrimento têm aqui um retrato poderoso e extremamente profissional.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:12 AM

Hollywood Film Awards 2004 - Os Melhores do Ano

Foi dificil escolher os melhores para cada categoria. Foi dificil determinar que havia vencedores e vencidos. Foi dificil ter de optar por algo excelente e algo espectacular. Mas foi necessário. Os Hollywood Film Awards estão entregues. Os vencedores serão polémicos, os derrotados serão injustiçados, os top´s escolhidos contestados, mas isto é cinema. E no cinema nada é o que parece...

- Melhor Filme - Melhor Realizador - Melhor Actor - Melhor Actriz - Melhor Actor Secundário - Melhor Actriz Secundária - Melhor Elenco - Melhor Argumento - Melhor Banda Sonora - Melhor Filme Animado - Melhor Documentário
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:28 AM

dezembro 30, 2004

Finding Neverland - "Apenas" um grande filme...

Um dos filmes mais belos que nos foram apresentados nos últimos tempos sem dúvida alguma. Uma realização delicada, um argumento tocante e um conjunto de excelentes desempenhos fazem de Finding Neverland um dos grandes filmes de 2004. Faltou apenas uns pozinhos mágicos para alcançar a glória suprema.
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Já se tentou fazer filmes sobre as aventuras de Peter Pan. Mas resultavam sempre num fiasco. Porquê? Ninguém sabia explicar. A razão surge no entanto com facilidade neste belissimo filme de Marc Forster. Porque somos todos como a personagem de Freddie Highmore. Esquecemo-nos da criança que há em nós e não conseguimos ver para além do que nos parece credivel, sério, real. Este filme não é sobre Peter Pan. Nem é sobre o autor de Peter Pan, o escocês JM Barrie. É sobre a criança que há dentro de cada um de nós e sobre o adulto que existe dentro de cada criança. É sobre o poder da imaginação, um poder tão forte que é capaz de nos dar asas e levar-nos para um mundo onde, se pensarmos com muita força, tudo o que desejamos poderá acontecer. Será isso verdade? Será isso possível? Talvez não! Mas pelo menos Finding Neverland faz-nos tentar sonhar um pouco mais, viver um pouco mais, imaginar mundos com os quais nunca ousamos sonhar.
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O que a principio poderia ser um pequeno drama (repare-se que o registo do filme nunca muda desde os primeiros momentos até ao seu final) torna-se num excelente filme, um dos melhores do ano.
A combinação de um argumento mágico, uma realização muito bem conseguida (alternando os planos regulares com algumas inovações estéticas neste género de filme) e um elenco em grande nivel justifica essa transformação.
No inicio Forster tem alguma dificuldade em segurar o filme. Compreensivel já que a introdução à estória tinha de ser rápida e concisa. Foi feliz a forma como Depp viveu um Barrie à beira do falhanço. Foi Depp a âncora dessa cena como seria de todo o filme. Talvez a melhor performance do ano, este desempenho de Depp mostra que praticar o tão subestimado under-acting é tão dificil como explodir em cenas de over-acting, o seu registo habitual note-se. Depp não pestaneja ao longo do filme, não muda de regista, não há qualquer variação. Tirando o notável sotaque escocês (confirma-se o seu talento para dar à personagem uma voz a rigor) a construção habitual de Depp desaparece para dar lugar a um desempenho muito mais serio e matura. Com esta performance Depp prova finalmente que é um excelente actor em toda a linha. Pena que a Academia o deixe cair mais uma vez, preferindo talvez a habitul quota dos deficientes (cegos, paraplégicos, paranoicos), que tanta injustiça já criou no passado.
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Mas felizmente para o filme há mais para além de Depp. Há Kate Winslet que a viver o seu melhor ano de sempre dá uma sóbria e tocante performance como secundária. O mesmo acontece com Julie Christie num registo mais austero e com o veterano Dustin Hoffman que mesmo aparecendo em apenas meia duzia de cenas mostra todo o seu carisma. São no entanto os mais jovens que dão verdadeira cor ao filme. E se toda a pequena troupe de pequenos artistas é genial, que dizer do pequeno Freddie Highmore de apenas 12 anos? Simplesmente notável como um rapaz tão jovem pode transformar-se num actor tão bom. Simplesmente notável a sua interpretação como o "menino que não queria acreditar", como a verdadeira inspiração para o mundo mágico de Peter Pan.
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Finding Neverland mostra-nos que tudo é possivel se o sonhar-mos com muita vontade. A montagem entre as cenas do parque e o mundo imaginário das tardes de Barrie com os pequenos é muito bem conseguida mas não há melhor momento no filme que a partida de Kate Winslet para a Terra do Nunca, uma cena de tal forma tocante que foram várias as lágrimas que senti correr na sala. Arrisca-se a ser um dos melhores momentos do ano cinematográfico.
No entanto para se tornar no melhor (como o National Board of Review referiu) faltava algo mais. Uma chama mais ardente, um momento de extâse, enfim, uns pozinhos mágicos capazes de nos fazer a todos voar pela sala rumo ao grande ecrãn. Se esse momento tivesse acontecido este seria um filme para a posteridade. Mas mesmo assim, Finding Neverland não deixa de ser um dos melhores filmes de 2004.

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O Melhor - A quimica entre Johnny Depp e Freddie Highmore proporciona os melhores e mais tocantes momentos do filme. A explosão do jovem actor na cena em que destroi o pequeno palco é algo de fabuloso.

O Pior - A dificuldade do filme em dar um salto para outra dimensão. Fica muito preso às circunstâncias e não consegue voar como Peter Pan.

Curiosidade - Dustin Hoffman aceitou fazer este pequeno papel porque disse estar em divida para com JM Barrie. O actor tinha sido o capitão Gancho em Hook, filme de 1991, considerado como uma terrivel adaptação da peça e Hoffman queria redimir-se.

Site Oficial - www.miramax.com/findingneverland

Realizador - Marc Forster
Elenco - Johnny Depp, Kate Winslet, Freddie Highmore, ...
Produtora - Miramax
Classificação - m/12
Duração - 106 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:34 PM

Criticos de Seatle aplaudem Million Dollar Baby

O filme de Clint Eastwood mostrou que está bem vivo ao sair vencedor da disputa pelo prémio de melhor filme junto dos criticos de Seatle. Million Dollar Baby viu anda Eastwood premiado como melhor realizador.
Nos campos da representação Jamie Foxx e Imelda Staunton confirmaram a sua tendência ganhadora enquanto que Virginia Madsen e Thomas Haden Church continuem a coleccionar prémios pelos seus desempenhos secundários em Sideways. O filme de Payne foi, tal como Eternal Sunshine of the Spotless Mind, premiado pelo seu argumento.
Enquanto Maria Full of Grace foi o melhor filme estrangeiro e The Incredibles o filme animado do ano, a surpresa esteve no empate entre Controlo Room e Touching th Void como melhor documentário.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:21 PM

Cinemarati Awards escolhe Eternal Sunshine

Vitória praticamente em toda a linha para Eternal Sunshine of the Spotless Mind na 5º edição dos prémios Cinemarati, uma organização de criticos online.
O filme foi eleito o melhor de 2004 após uma disputada votação online por parte da critica. Michel Gondry, Kate Winslet e Charlie Kauffman foram igualmente premiados tal como a montagem do filme. Paul Giamatti e David Carradine vencerem os prémios respectivos aos actores enquanto que Virginia Madsen continua a coleccionar prémios pela sua performance como actriz secundária em Sideways. O filme de Payne venceu ainda o prémio de melhor argumento adaptado.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:58 PM

Cinema em 2004 - Curiosidades

Um ano com algumas surpresas e bastantes curiosidades. Desde um actor - Jude Law - que soube estar em alguns dos projectos mais aliciantes do ano à emergência de novos talentos em diversas áreas. Um ano com o seu q.b de originalidade.

CURIOSIDADES

- Apesar de terem sido os dois filmes mais caros do ano, Troy e Alexander foram dois dos maiores flops de bilheteira e também dois dos filmes menos aplaudidos pela critica.
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- Scarlett Johansson e Gael Garcia Bernal estiverem em destaque. Não só por terem singrado como actores principais numa idade tão tenra como também por terem tido dois excelentes papeis cada um ao longo do ano. Bernal em La Mala Educacion e Diarios de Motocicleta e Johansson em Girl With a Pearl Earring e Lost in Translation.
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- Sean Penn foi mais aplaudido pela critica pela sua performance em 21 Grams. Curiosamente o seu óscar seria por Mystic River.
Kate Winslet foi igualmente aplaudida pela sua performance em Eternal Sunshine of the Spotless Mind mas corre o risco de ser nomeada por Finding Neverland.
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- Val Kilmer e Jude Law foram os actores mais activos de 2004.
Kilmer entrou em Spartan, Wonderland, Mindhunters e Alexander enquanto que Law fez Sky Captain and the World of Tomorrow, Alfie, Closer e I Heart Huckebees.
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- Os filmes mais polémicos do ano escolhidos pelo American Film Institute foram The Passion of the Christ e Farenheith 9/11. Mas o ano ficou igualmente marcado por filmes como The Dreamers, A Dirty Shame, La Mala Educacion ou The Brown Bunny, que fizeram da polémica uma palavra obrigatória de se associar.the-pkkkassion-of-christ.jpgfahrenheitpsteraaa.jpg

- The Return of the King fez história na última cerimónia dos óscares. Foram 11 as estatuetas que Peter Jackson e a sua equipa levaram para casa. Só numa categoria o filme que completou a trilogia de Lord of the Rings falhou a vitória. Juntos, todos os outros óscares, não chegaram para igualar os numeros espantosos de The Return of the King. Curiosamente ao todo a trilogia somou 17 estatuetas tornando-se na trilogia mais bem sucedida de sempre á frente de The Godfather (9) e Star Wars (7).
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SURPRESAS DO ANO

- O cinema indie teve um ano em grande. Foi Lost in Translation, Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Open Water ou Wonderland. Bons sinais para o futuro. E vem aí Sideways.
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- O sucesso de Balas e Bolinhos : O Regresso e Sorte Nula. Dois filmes diferentes mas com a mesma essência. Apostas pessoais dos seus realizadores, ostracizados pelo ICAM, mostraram ser os maiores sucessos de bilheteira em português. Um recado para quem distribui os fundos para que se possa fazer cinema em Portugal.
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- Beatriz Batarda esteve em grande. A jovem actriz portguesa foi imperial na sua performance em Noite Escura e mostrou estar a bom nivel em A Costa dos Murmúrios. Talvez a melhor actriz do ano por cá.
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- A qualidade do cinema brasileiro volta ao de cima com Carandiru. Brutal, humano, realista e pungente este retrato sobre a maior prisão da América Latina é um digno sucessor do estrondoso Cidade de Deus.
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- A estreia de Eva Green e Bryce Dallas Howard. Ambas provaram ser excelentes actrizes com um belissimo futuro pela frente. A norte-americana foi a luz mais resplandecente do elenco de The Village enquanto que Green foi a musa de Bertolucci em The Dreamers proporcionando algumas das mais ousadas e polémicas imagens do ano.
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- Cenas mais surpreendentes/bem conseguidas do ano: nus de Naomi Watts (21 Grams) e Eva Green (The Dreamers), duelo entre Brad Pitt e Eric Bana (Troy), duelo final entre Uma Thurman e David Carradine, os desastres ambientais em The Day After Tomorrow, desconstrução da mente de Jim Carrey (Eternal Susnhine of the Spotless Mind) e sequências musicais de Phantom of the Opera.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:36 PM | Comentários (2)

Abertos os portões do Reino dos Céus...

Foi finalmente disponibilizado o site oficial do ambicioso projecto de Ridley Scott sobre o universo das cruzadas.
Kingdom of Heaven tem estreia marcada para Maio em Portugal e reune um elenco cheio de nomes sonantes onde pontifica o jovem Orlando Bloom.
O site disponibiliza imagens dos actores e um pequeno trailer que já disponibilizámos há cinco dias atrás.
Cliquem na imagem para abrir o site.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:04 PM | Comentários (2)

dezembro 29, 2004

Cinema em 2004 - Enciclopédia do Ano Cinematográfico

O Hollywood estreia aqui esta rubrica especial que visa recolher, de forma sucinta, os aspectos mais relevantes do que se passou no mundo do cinema durante 2004. De A a Z o cinema viveu grandes momentos ao longo do ano e não poderiamos passar esta oportunidade sem os relembrar...

A - Academia de Blogs de Cinema
Fundada a 10 de Junho por um conjunto de 20 blogs de cinema, a ABCIne é hoje um espaço pioneiro a nivel mundial. Apesar de não ter tido o apoio e notoriedade que merecia, soube sempre manter-se viva dentro do espirito original. O novo ano trará o seu mais ambicioso projecto, os prémios Lumiere, os primeiros prémios de uma comunidade de blogs de cinema em todo o mundo. Com o novo site e uma equipa cada vez mais dinâmica o próximo ano pode muito bem ser o da consolidação no espaço online desta notável associação.
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B - Bill Murray
O seu desempenho em Lost in Translation foi aclamado pela critica. Foi o renascer da carreira de um actor promissor que passou por um periodo quase de obscurantismo profissional. Venceu dezenas de prémios ao longo de 2004, tendo perdido no entanto o mais desejado, o óscar, para Sean Penn. O seu novo projecto The Life Aquatic of Steve Zissou mostra que está ainda em boa forma.

C - Charlize Theron
Não foi a surpresa da noite dos óscares mas a sua evolução como actriz deve ter deixado muitos de boca aberta. Esta deslumbrante sul-africana é hoje uma das mais consagradas jovens actrizes do mundo e a sua transformação espantosa em Monster valeu-lhe um óscar precoce. Agora vai ter de provar nos próximos anos que os seus pares não se enganaram ao coroá-la como uma das actrizes do ano.

D - Depp, Johnny
É hoje um dos maiores actores do mundo e está no ponto mais alto da sua carreira. Conseguiu uma importante vitória no Screen Actor´s Guild em Fevereiro e já este ano brilhou em Secret Window e Finding Neverland. É um dos grandes candidatos ao óscar de melhor actor, um prémio mais do que justo para um dos simbolos do cinema norte-americano.

E - Épicos Falhados
Não foi um, não foram dois mas sim três os épicos históricos em 2004. E se pensarmos que King Arthur sempre foi feito como um blockbuster restam-nos Troy e Alexander. Apesar de terem sido os filmes mais caros do ano foram também os maiores fracassos, em toda a linha. Argumentos incoerentes, interpretaçóes mediocres e realizações desastrosas fizeram com que o genero épico voltasse ao obscurantismo onde estava quando Ridley Scott o ressuscitou com Gladiator. Veremos se em 2005 Scott volta como anjo-salvador com Kingdom of Heaven.

F - Farenheith 9/11
Foi o documentário mais polémico do ano. Feito para destronar George Bush da presidência dos Estados Unidos, o filme de Michael Moore marcou o ano cinematográfico de uma maneira contundente. As vitórias em Cannes auguravam um sucesso em toda a linha mas a reeleição de Bush destruiu o sonho do polémico documentarista. Critico em relação à Guerra do Iraque e às relações os Bush com Osama Bin Laden, este projecto será um marco histórico dos nossos dias.

G - Gael Garcia Bernal
É a jovem revelação do ano. Apesar de já ser conhecido do público especializado por papeis em Amores Perros, El Crime del Padre Amaro e Y Tu Mama Tambien, este é sem dúvida alguma o ano de Bernal.
Depois de ter trabalhado para Almodovar num triplo papel em La Mala Educacion, atingiu uma das maiores interpretações do ano ao viver a mitica personagem de Ernesto Che Guevara em Diarios de Motocicleta. Vai trabalhar com Michel Gondry no próximo ano e é apelidado por muitos como o Marlon Brando dos latinos.

H - Hollywood
Nasceu a 17 de Abril de 2004 e rapidamente se tornou num espaço de referência junto dos amantes do cinema em Portugal. Foi um dos nomes fundadores da ABCine e é hoje um dos sites de cinema mais visitados do pais. Atingiu já as 15000 visitas e os 500 posts, tudo isso em oito meses de trabalho solitário.

I - "Indies"
O cinema indepenente continua bem vivo e este ano provou-o. Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Lost in Translation, 21 Grams, In America, Before the Sunset e tantos outros filmes provaram que não é preciso estar sob a alçada de um grande estúdio para se fazer um grande filme. E com Sideways aí à porta resta saber se a altura de um indie vencer um óscar está para chegar.

J - Johansson, Scarlett
É provavelmente uma das mulheres mais belas e talentosas do mundo. Aos 20 anos de idade a jovem Scarlett tem o mundo a seus pés. Em Girl With a Pearl Earring e Lost in Translation conseguiu arrancar dois dos maiores desempenhos do ano, isto para uma actriz quase desconhecida. Tem o futuro escrito a letras de ouro e um lugar junto das grandes divas do cinema já reservado de antemão.
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K - Kauffman, Charlie
Ninguém tem duvidas que é o argmentista mais talentoso de Hollywood. E o mais alternativo também. Depois dos sucessos Being John Malkovich e Adaptation, este ano Kauffman escreve a beleza do amor e da vida como poucos conseguiram fazer em Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Apesar das notáveis performances de Carrey e Winslet e da excelente realização de Gondry, os créditos do filme têm de ir para este genial escritor.

L - Lost in Translation
Um dos grandes filmes do ano. Não há duvida alguma que Sofia Copolla compôs uma fábula maravilhosa sobre a solidão, o amor e a amizade na longinqua cidade de Tóquio. O filme tem tudo. Dois actores de excepção, uma realização soberba, uma banda sonora divinal e toda uma atmosfera que convida a um passeio pelas nuvens. Do melhor que se fez nos últimos anos.

M - Marlon Brando
Um dos maiores - há quem diga o maior - actores de cinema de todos os tempos faleceu este ano, deizando o mundo dos vivos para ascender ao trono dos mitos da 7º arte. Estudou na consagrada escola Actors Studio e fez a diferença pelo seu estilo de representação, intensa e extremamente carnal. Papeis como Stan Kowalsy, Marco António ou Vitto Corleone fizeram dele uma figura incontornável. E a sua perda será uma ferida que nunca acabará por sarar.
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N - Nova Geração
Começa a despontar uma nova vaga de talentosos actores que é importante acompanhar. Desde Diane Kruger, Scarlett Johansson, Bryce Dallas Howard e Emmy Rossum são algumas actrizes que prometem. Já Rodrigo de la Serna, Gerard Butler, Gael Garcia Bernal e Colin Farrel são cada vez mais confirmações entre os jovens actores.

O - Oscares
Uma cerimónia marcada pelo sucesso completo de The Return of the King. O terceiro episódio da trilogia Lord of the Rings conquistou 13 óscares, tornando-se num dos filmes com mais estatuetas douradas conquistadas. Peter Jackson foi igualmente coroado com o melhor realizador. Sean Penn e Tim Robbins, na vertente masculina, e Charlize Theron e Reneé Zellweger entre as senhoras foram igualmente vencedores.

P - Pixar
É provavelmente o estudio de cinema mais dinâmico dos nossos dias. Todos os anos sai uma pequena peróla dos gabinetes da Pixar. Em 2003 foi Finding Nemo e este ano a obra-prima é The Incredibles. Com rivais tão fortes como a DreamWorks e a Warner Bros. é dificil perceber como é que a Pixar consegue fazer coisas tão boas de forma tão simples.

Q - Quentin Tarantino
O realizador pulp voltou ao seu melhor em 2004. Depois de um confrangedor Kill Bill v.1, o realizador de Pulp Fiction conseguiu voltar ao seu melhor com o segundo episódio da vingança da noiva. Kill Bill v.2 não só é um dos filmes do ano como mostra que apesar de irreverente, há uma parte de Tarantino virada para um cinema mais mainstream.

R - Return of the King
Foi o grande vencedor dos óscares de 2003 alcançando números que poucos imaginavam ser possivel. Tornou-se num dos maiores sucessos de bilheteira da história do cinema. É um épico como poucos. E agora, com a divulgação da edição especial com mais 48 minutos de filme, podemos ver ainda mais cenas fabulosas das equipas de filmagem lideradas por Peter Jackson. Vai ser um marco da história do cinema durante muitos e longos anos.
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S - Sean Penn
Em 2003 fez 21 Grams e Mystic River. Este ano é a vez de The Assassination of Richard Nixon. E para o ano há The Interpreter e All the Kings Men. Nunca um actor esteve em tão boa forma nos últimos tempos como está Sean Penn. O actor viu finalmente justiça ser feita e conquistou o óscar pelo seu desempenho como pai vingador no filme de Eastwood, mas a critica também o aplaudiu pelo seu papel no filme de Inirratu. É caso para dizer que é sem dúvida algumas um dos melhores do mundo no que faz.

T - The Passion of Christ
O filme mais polémica de 2004. Mel Gibson, imbuido de fé, quis fazer um filme sobre as últimas 24 horas da vida de Jesus Cristo. Um filme realista, um filme castigador, um filme dificil de engolir. Muito sangue, corpos rasgados e tensão dramática. Muito pouca profundidade de diálogo. The Passion of Christ era um retrato ambulante da vida de Cristo e não um filme sobre Cristo. Talvez por isso tenha tido um impacto tão forte em quem o viu, e tenha coleccionado um desprezo enorme por quem não o entendeu.

U - União
Acabou um dos maiores estúdios da história do cinema. A Metro Goldwyn Mayer foi comprada pela Sony Pictures, criando assim a maior fusão de estúdios de cinema do mundo. O património histórico da MGM, o primeiro grande estúdio de Hollywood, vai servir agora para recuperar o mercado de dvd´s para a Sony, mas também para aproveitar um legado histórico que legitima mais a empresa japonesa no meio cinematográfico norte-americano. Uma união histórica!

V - Village
Para muitos o filme do ano. Para muitos a obra-prima de Shyamalan. Para muitos o melhor filme de suspense dos últimos trinta anos. Para muitos o palco perfeito para a jovem Bryce Dallas Howard brilhar. The Village é mesmo um filme absolutamente notável. O argumento é sobre-natural, as interpretações notáveis e a realização soberba. Passou ao lado da critica por ser demasiado Shyamalan e o público virou-lhe as costas por esperar algo no genero de Signs. Mas mesmo assim é um dos marcos do ano cinematográfico.
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X - X-rated
A censura continua a existir no cinema em pleno século XXI e isso é extremamente lamentável. Cenas cortadas, filmes amputados, trabalhos condicionados. Foram os seios de Diane Kruger em Troy, as cenas homossexuais em Alexander, os peitos trabalhados digitalmente de Keira Knightley em King Arthur ou a nudez frontal de Eva Green em The Dreamers, e muito, muito mais. Algo está mal no cinema. Algo está mal com as mentalidades que coordenam o cinema. Algo que tem de ser corrigido depressa.

Y - Serie Y
O jornal Público sempre nos habituou à qualidade jornalistica. Mas a Serie Y abriu aos cinéfilos portugueses a possibilidade de obter a bom preço alguns dos filmes mais marcantes dos últimos tempos. Uma dádiva que agradecemos. Aliás o mercado de dvd´s viveu um grande ano em 2004 com muitas edições especiais, cada vez maior e melhor oferta e uma redução substancial nos preços que se aproximam cada vez mais dos valores justos.

W - Winslet, Kate
É a actriz que mais em forma esteve ao longo do ano. Primeiro foi explosiva e carnal em Eternal Sunshine, filme pela qual tem sido nomeada para vários prémios. E mais recentemente esteve em destaque pelo seu comovente papel em Finding Neverland de Marc Forster. Cada vez mais madura, esta actriz britânica é cada vez mais um simbolo de um estilo de interpretação feminina que ameaça extinguir-se entre as actrizes mais belas e as actrizes mais duras.

Z - Zero
Alguns filmes marcaram o ano de 2004 mas pela negativa. Foram verdadeiros zeros. Entre eles estão - para além dos habituais falhanços que são as comédias de verão, os blockbusters pretenciosos, os filmes de acção de baixo orçamento e as adaptações de comics - Alexander, Troy, The Dreamers, Van Helsing, Starsky and Hutch e The Forgotten. Em alguns casos foi mau demais para ser verdade!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:31 PM | Comentários (1)

O Que Estreia Por Cá - Depp na Terra do Nunca

Quem o viu diz que é o filme mais belo do ano. De fazer chorar as pedras da calçada. Quem olha para o elenco do filme não tem dúvidas que aqui está um filme com um potencial praticamente sem limites. Resta saber se esta viagem à Terra do Nunca é tão mágica quanto se supõe...
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Finding Neverland foi um dos filmes mais falados ao longo do ano.
Esteve para estrear no ano passado (o filme foi rodado em 2002) mas problemas na Miramax adiaram a estreia para este ano. Quem o tinha visto dizia que vinha aí um dos grandes filmes dos últimos tempos. Hoje, aproveitando a grande forma de Johnny Depp e Kate Winslet, o filme ganha mais força. Já venceu o prestigiante National Board of Review e é visto como claro concorrente a alguns dos prémios mais apetecidos dos óscares, de Melhor Filme a Melhor Actriz Secundária, passando por eventual estatueta para Johnny Depp.
O filme conta a estória de James Barrie, o escritor de Peter Pan, na fase em que a sua carreira parece ter entrado num poço sem fundo. Felizmente ao conhecer uma familia muito especial, com três bem dispostas crianças e uma encantadora viuva, Barrie vai redescobrir a paixão de escrever e encontrará as suas musas para o seu próximo projecto literário.
Dirigido por Marc Forster não sabemos bem o que esperar deste filme. Se um dos grandes titulos do ano se uma desilusão pegada. Como costumo dizer só vendo mesmo.
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Na última semana de estreias em 2004 há mais seis filmes a ver nas salas de cinema portuguesas.

The Door in the Floor já foi catalogado como um dos filmes mais interessantes do ano. Talvez por ter uma dupla de actores de respeito. De Jeff Bridges já se disse ser esta a sua melhor interpretação de sempre. De Kim Basinger fala-se muito, muito bem. Tod Hamilton dirige este drama familiar que tem gerado imensa expectativa.
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A Dirty Shame é das comédias mais indecorosas do ano. E ainda bem. O filme apela ao que há de mais podre na sociedade norte-americana, glorificando-o depois de uma forma estranhamente sedutora. O filme só podia ser de John Waters e conta no elenco com Chris Isaack, Tracey Ullman, Johnn Knoxville e uma Selma Blair com uns seios falsos assustadores.
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Harold and Kumar Go to White Castle é o sucessor de Dude Where´s My Car, e promete ser uma das comédias para adolescentes mais interessantes do ano. Repetindo a premissa do filme que fez da dupla Sean William Scott e Aschton Kutcher estrelas, temos personagens superficialmente divertidas e muitas mulheres atraentes.
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Numa semana com três estreias em francês é o regresso de François Ozon que merece o destaque. Concorrente em Cannes, o seu 5x2 é o sucessor indicado para Swimming Pool. Depois da sexualidade tremenda do seu antecessor, este filme apresenta-se como um drama familiar em 5 actos, filmado ao estilo de Bergman. Não há Luduvine Saigner mas há Geraldine Pailhas e Stephane Freiss, e a assinatura de um dos mais conceituados realizadores francesas dos nossos dias.
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Á Ton Image é mais um drama francês de final de ano. Um drama que não esquece a polémica da manipulação genética, um tema sempre controverso. Um casal quer casar mas a mulher não pode ter filhos. O homem, que ve nela tudo o que sempre sonhou, pede a um amigo que a ajude a engravidar graças a uma mutação do código genético. Tudo parece correr bem quando a jovem filha do casal surge igual à mãe, estranhamente precoce e com uma personalidade algo distorcida.
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Ordo é um filme sobre verdade e mentira, sobre a sedução e sobre a traição. Um homem suspeita que uma estrela emergente de cinema seja a mesma mulher com quem esteve casado alguns meses quando era jovem. Decide ir procurá-la e quando a encontra começa um jogo que ninguém sabe como vai acabar.
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O Hollywood Recomenda - Finding Neverland é um grande candidato a filme do ano. Tem um argumento apelativo, um elenco de luxo e uma "fama" que provavelmente tem algum substracto.

O Hollywood Desanconselha - O cinema francês é o cinema de referência na Europa. Numa semana em que estreia por cá três obras gauleas há claramente um elo mais fraco : Ordo. Um filme que não parece valer a pena ser visto.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:39 PM | Comentários (1)

São 267!

É esse o número de filmes elegiveis aos óscares da Academia.
Os criterios de elegiblidade definem que só filmes com duração superior a 40 minutos e que tenham sido exibidos durante sete dias consecutivos em Los Angeles de 1 de Janeiro ao próximo dia 31 de Dezembro é que podem ser escolhidos pelos milhares de membros da Academia de Hollywood.
Os nomeados serão conhecidos a 25 de Janeiro mas até lá a época da campanha publicitária promete trazer as pequenas estatuetas para a ribalta. A maior parte dos estúdios já começaram campanhas massiças de apoio aos filmes mais fortes (a época de prémios tem ajudado a escolher quem é que cada companhia apoia) como são os casos de The Aviator, Sideways, Million Dollar Baby, Finding Neverland ou Kinsey.
A cerimónia dos óscares terá lugar no Kodak Theather a 27 de Fevereiro e terá cobertura em directo aqui no Hollywood.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:11 PM

Alfie - Como todos os remakes deveriam ser feitos...

É impressionante como se pega num dos melhores filmes dos anos 60 e se lhe dá um toque de classe aqui, um bocadinho de modernidade aqui, e mantem-se o alto nivel. É impressionante como este filme é igual ao primeiro e ao mesmo tempo é diferente. É estranho ver que Alfie está na mesma mas que no fundo também mudou...
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Esta Alfie, tal como o primeiro, é um sinal dos tempos. As questões de ordem em 1966 não são as mesmas de hoje e este filme tem muito mérito em ter percebido que os remakes não são apenas copy-pastes. Têm de ser adaptações fieis, sim, mas inteligentes, prontos a captar o que novo anda por aí. E este novo Alfie faz isso de forma muito conseguida. Se no primeiro filme tinhamos um homem do operariado londrino que chamava "birds" às mulheres, que não tinha piedade a não ser por si próprio, mas que, para além disso, conseguia ser extremamente superficial, já este Alfie mantem a chama do mulherengo bem sucedido e inveterado mas dá-lhe outra dimensão emocional.
Os problemas também são diferentes. Em 1966 era preciso mostrar o aborto como uma realidade. Em 2004 a sugestão do aborto já surge como algo natural mas ele não chega a realizar-se. Porquê? Talvez porque a sociedade norte-americana (que não gostou muito do filme como seria de esperar) está disposta a muita coisa, mas essa não é uma delas.
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A estrutura do filme é similar ao do original. Um britânico de classe média muda-se para Nova Iorque há procura de uma vida nova recheada de mulheres bonitas. Estilo é a sua palavra chave e compromisso a sua nemesis. Os casos surgem de forma natural (não tão aprofundados como no primeiro filme já que este filme é mais sobre o Alfie humano do que do Alfie homem) e os problemas que eles trazem também. A componente mais humoristica do Alfie de Michael Caine, é substituida por uma interpretação mais humana e com um humor mais sofisticado. Aliás todo este Alfie é sofisticado da cabeça aos pés. Tal como são as mulheres com quem ele anda (quem imaginaria a personagem de Siena Miller no filme original?) e o mundo em que passeio seu talento.
O filme - com uma excelente banda-sonora e montagem e uma bastante conseguida realização - vive de facto do humanismo da personagem. O discurso directo com o público (fórmula retirada do original) é o elemento dominante e resulta na sua essência. Jude Law também consegue isso muito bem já que a sua expressidade corporal, especialmente facial (quem não se lembra de AI?) tapa a lacuna do humor corrosivo de Michael Caine.
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Aliás este filme é all about Jude Law. Notável actor o britânico tem vindo a subir na carreira de forma sublime. Desde os papeis secundários em Midnight in the Gardens of Good and Evil e AI, passando pelo The Talented Mr. Ripley e Cold Mountain, que o crescimento como actor de Law se verifica claramente. E este filme é a sua confirmação como estrela a solo. Expressivo, dramático, cómico e emocional, ele é sem dúvida uma das bandeiras da nova geração do cinema britânico. Além do mais este é um ano de ouro para Law, que com cinco filmes de bom nivel ameaça ser dos actores mais em força do momento. Além do mais, se este papel fez de Michael Caine uma estrela a verdade é que pode confirmar o mesmo estatuto a Law.
O resto do filme (se é que há resto do filme já que Law é omnipresente) está distribuido por uma serie de talentosas e belas actrizes. Estão lá Marisa Tomei (um papel diminuido em relação ao original mas "bem vivido"), Susan Surandon a fazer, e bem, de Shelley Winters e a bela Sienna Miller, autora das cenas mais audazes do filme (Charles Shyer não resistiu a incluir nudez neste filme, o que é perfeitamente aceitável dado ao argumento e à própria beleza natural de Miller), é curiosamente filha de uma antiga directora do Actor´s Studio.
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Filme ligeiro mas que tem de ser visto com olhos de ver (as mensagens estão todas lá - amizade/traição, honestindade/desonestidade, compromisso/liberdade, beleza interior/beleza exterior) este Alfie é um dos bons filmes de 2004 sem dúvida alguma. Desprestensioso mas algo moralista (um pouco mais do que o primeiro e é aí onde perde principalmente para o original) é divertimento garantido. E acima de tudo é um recado para quem faz cinema. Ver este filme depois de ver o original de 1966 é uma licção para quem quer fazer remakes. Porque aqui estão as dicas todas que são precisas. Confiem em mim!

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O Melhor - A capacidade de adaptar o filme original aos nossos dias sem perder a sua verdadeira essencia. O argumentista e o realizador estão de parabéns, tal como Jude Law que soube captar a essência de Michael Caine mantendo bem viva a sua identidade.

O Pior - O tom talvez em excesso de moralismo que o primeiro não tem. Resultado dos tempos, é certo, mas há pontos onde é excessivo como se verifica pela inclusao da "personagem consciência" e do reencontro de Alfie com o amigo Marlon algo que o primeiro evita a todo custo.

Curiosidade - Sienna Miller apaixonou-se por Jude Law nas gravações e acabou por conquistador o desejado actor britânico sendo agora um dos mais mediáticos casais de Hollywood. Já há planos para mais filmes em conjunto.

Site Oficial - www.alfiemovie.com

Realizador - Charles Shyer
Elenco - Jude Law, Marisa Tomei, Sienna Miller, ...
Produtora - Paramount Pictures
Classificação - m/12
Duração - 103 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:39 AM | Comentários (4)

dezembro 28, 2004

Com medo de Moore

O nome de Michael Moore é temido um pouco por todo o lado nos Estados Unidos. Os republicanos não gostam do "embaixador do homem comum" de Flint e os democratas acham-no demasiado embaraçante para serem vistos perto dele. Depois da indústria automóvel, do lobby de armas e da administração Bush, agora são no entanto as grandes companhias farmacêuticas que estão a temer a sua presença. Moore está a começar a rodar o seu próximo filme, Sicko, e pretende denunciar o sistema nacional de saúde norte-americano, bem como o lobby da industria farmacêutica. Por isso estão já a circular memorandos nos escritórios e lojas principais marcas a advertir os funcionários de uma eventual presença de Moore. Algo que certamente não deverá impedir que o polémico filme arrase alguns nomes até hoje bem respetáveis quando estrear no próximo ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:19 PM | Comentários (1)

Cinema em 2004 - O Pior do Ano

Como todos os anos há os melhores e os piores. Lamentamos sempre que um filme - que é antes de mais um projecto que mobiliza centenas de pessoas - seja um fracasso completo, mas há titulos que não escapam a essa catalogação. E 2004 teve a sua quota de desastres. Ficam aqui de seguida os cinco piores filmes do ano, os cinco piores actores do ano e as cinco piores cenas do ano cinematográfico para o Hollywood.
Note-se ainda que o Hollywood não gosta de falar do que não sabe e por isso vamos cingir-nos a filmes vistos por cá. Mesmo acreditando que pode haver coisas bem piores.

ALEXANDER
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Podia ter sido o melhor do ano e acaba por figurar na lista dos piores (para uns, desilusão) do ano cinematográfico. A par de Troy (o filme de Peterson consegue aguentar-se um pouco mais que o desastre de Stone), foi o filme que provou que não é qualquer épico que encontra sucesso junto do público. É preciso saber fazer épicos. Stone não soube fazer. Desde o primeiro momento. Desde o desastroso casting, do terrivel argumento, passando depois para a triste e fraquissima realização. Ele que foi um dos maiores realizadores dos anos 80 e 90 é agora um digno nomeado aos "Razzies".

VAN HELSING
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É daquele genero de filmes que corre o risco de ser considerado terrivel se o critico não estiver imbuido no espirito da personagem. Mas este van Helsing tem pouco a ver com a personagem literária. É um James Bond das trevas com um candidato a James Bond - Hugh Jackman - a fazer malabarismos múltiplos e sem sentido. O filme tem alguns efeitos especiais aceitáveis e os cenários, construidos em CGI, são mesmo o ponto forte do filme. Tirando isso, do elenco ao argumento, não há ponta por onde se pegue no filme de Sthepen Sommers.

THE FORGOTTEN
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Quando se começou a falar de Julliane Moore ao óscar, o filme The Forgotten parecia suficientemente apelativo para valer uma visita à sala de cinema. Mas no final o resultado é desastroso demais para ser verdade. O filme tem uma única cena decente (pessoas a ser aspiradas do céu é algo simplesmente hilariante) e Moore está longe do seu melhor. Verdadeiramente um dos piores de 2004.

STRASKY AND HUTCH
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Estava-se mesmo a pedi-las. Adaptar uma serie dos anos 70 para o cinema e deixar que sejam Owen Wilson, Will Ferrel, Vince Vaughn e Ben Stiller a tratar da adaptação é catástrofe anunciada. Va lá, eles até são bons actores (Old School e The Royal Teenenmbaums prova isso bem), mas neste filme são desastrados até dizer chega. Valem as cenas cómicas a copiar American Pie e o recuperar do espirito dos 70s.

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Definitivamente um dos piores filmes dos últimos anos e grande candidato a pior de 2004. Estreou à uma semana em Portugal e já fez mossa. Pela negativa claro. As mortes das personagens são feitas com bonecos. Acreditam nisso? Bonecos? Christian Slater e Val Kilmer passeiam a sua fama pelo filme mas desaparecem em cinco minutos para ter-mos de aturar um elenco amador com um argumento irrisório. É por estas e por outras que o preço dos bilhetes devia ser revisto já.

OUTRAS PÉROLAS NEGRAS

The Dreamers - Bernardo Bertolucci é um senhor do cinema europeu. Tudo bem. Mas esta incursão ao erotismo do Maio de 68 não convence ninguém. Não que Eva Green seja feia. Pelo contrário. Mas escusava d estar nua a maior parte do filme. Esperava-se muito mais.

Troy - Não tão mau como Alexander mas quase. Em Troy o maior pecado é a distorção completa do argumento de Homero. Algumas personagens atingem niveis aceitáveis (Eric Bana e Peter O´Toole especialmente) e Diane Kruger e Brad Pitt são, fisicamente, iguais ás personagens idealizadas. O pior é o resto.

Manchurian Candidate - Não é um mau filme mas funciona como uma tremenda desilusão. Denzel Washington e Meryl Streep não mereciam que Jonathan Demme destruisse por completo um argumento promissor.

Shattered Glass - Outra desilusão. É um filme independente muito arrumadinho e tal mas sem chama nenhuma. E Hayden Christensen estraga o filme com uma performance verdadeiramente desastrosa. Muito pouco para quem é um dos bons nomes da nova geração.

Michel Vaillant - Quem gosta da banda-desenhada de Jean Graton não pode deixar de olhar para este filme com alguma tristeza. Afinal parecia ter chegado a hora de dar a uma das mais interessantes personagens da BD europeia um filme à sua altura, mas a verdade é que o filme é demasiado fraquinho para ser real.


CINCO PIORES CENAS DE 2004

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The Forgotten - Pessoas sugadas do céu.

Alexander - Batalha no Indo

Sorte Nula - Strip-tease de uma playmate portuguesa

King Arthur - Combate no lago gelado

The Dreamers - Viagem pelo corpo totalmente nu de Eva Green

CINCO PIORES INTERPRETAÇÕES DE 2004

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Alexander - Colin Farrel como Alexander

Troy - Orlando Bloom como Paris

Van Helsing - Hugh Jackman como o caçador de vampiros

Monster - Christina Ricci como amante de Ailen Wournos

King Arthur - Keira Knightley como uma "guerreira" Guinevere

Aproveito para repetir que acredito que das centenas de filmes que estrearam por cá este ano aja de facto algo pior do que aqui citei. Mas como não vi filmes como The Chronics of Riddick, Catwoman, Dodgeball ou algo do genero (e peço desculpa aos fãs destes filmes) não faço opiniões sobre os mesmos. Acredito que cada um deve falar do que vê e que cada opinião seja respeitada mesmo desagradando a muito e a poucos. Considero que esta será sempre uma serie de escolhas polémicas mas sempre que se elegem os piores e os melhores há polémica. Esta será apenas mais uma.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:27 AM | Comentários (11)

dezembro 27, 2004

Peter Jackson vai à guerra

Quando terminar King Kong, o ambicioso remake do grande êxito dos primórdios do cinema, o neo-zelandes Peter Jackson prepara-se para dirigir o seu primeiro filme de guerra. The Anzacs é o titulo escolhido pelo realizador que pretende descrever o que viveu o exército da Austrália e Nova Zelândia ao lado dos Aliados durante a 1º Guerra Mundial.
Ainda não há noticias de elenco ou de argumento já definidos mas o projecto deve arrancar no final do próximo ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:02 PM | Comentários (1)

dezembro 26, 2004

Coelhinhas gostam de tarte?

Parece que sim. O novo American Pie vai procurar dar uma reviravolta na serie. Do elenco original apenas estarão de regresso Eugene Levy e Jennifer Coolidge, conhecida no mundo do cinema como "Stiffler´s Mom". Isto apesar de rumores indicarem que a rivalidade entre Sean William Scott e Eddie Kaye Thomas pode continuar em mais um capitulo.
No entanto, e para manter o público jovem colado ao ecrãn, os produtores da serie vão mesmo apostar pesado: duas playmates deste ano já têm contracto assinado: Angela Little e Jennifer Walcott.
A primeira já foi vista em My Boss´s Daughter enquanto que Walcott estreia-se no cinema. Resta saber se estas coelhinhas chegam para manter o espirito vivo de uma das maiores sagas dos filmes para adolescentes.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:08 PM | Comentários (1)

dezembro 25, 2004

Primeiro trailer de Kingdom of Heaven

É o regresso de Ridley Scott aos épicos históricos, e em boa hora já que o genero peplum sofreu este ano fortes revezes junto da critica e do público. O realizador do aclamado e oscarizado Gladiator regressa agora num filme sobre o universo das cruzadas. Orland Bloom é um jovem carpinteiro que se torna num cavaleiro destemido no reino de Jerusalem. Jeremy Irons, Liam Neeson, Edward Norton, Brendan Gleeson e a bela Eva Green completam este elenco de estrelas. O filme estreia no Verão.
O trailer é este.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:59 PM | Comentários (2)

HOLLYWOOD FILM AWARDS 2004 - NOMEADOS

Daqui a uma semana serão divulgados os grandes vencedores do primeiro Hollywood Film Awards. Filmes, actores, realizadores, argumentistas, bandas-sonoras e outros que mais serão premiados pelo trabalho desenvolvido ao longo do ano aqui no Hollywood.
O prémio funcionará desta forma. Dia 31 de Dezembro serão divulgados os vencedores. Hoje será disponibilizada a lista dos 20 pré-nomeados para cada categoria. Note-se que só relativamente aos filmes é que existe um top10. As outras categorias cingem-se a apenas cinco nomeados.
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FILME DO ANO

21 Grams
Alfie
Anything Else
Big Fish
Diarios de Motocicleta
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Finding Neverland
In America
Kill Bill v. 2
La Mala Educacion
Last Samurai
Lost in Translation
Phantom of the Opera
Shrek 2
Spartan
The Incredibles
The Passion of Christ
The Terminal
The Village
Wimbledon

MELHOR REALIZADOR

M. Night Shyamalan (The Village)
Marc Forster (Finding Neverland)
Mel Gibson (The Passion of Christ)
Michael Gondry (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Joel Schumacher(Phantom of the Opera)
Quentin Tarantino (Kill Bill v.2)
Sofia Copolla (Lost in Translation)
Steven Spielberg (The Terminal)
Tim Burton (Big Fish)
Walter Salles (Diarios de Motocicleta)


MELHOR ACTOR

Bill Murray (Lost in Translation)
Gael Garcia Bernal (La Mala Educacion, Diarios de Motocicleta)
Gerard Butler (Phantom of the Opera)
Jack Nicholson (Something´s Gotta Give)
Jeff Bridges (The Door in the Floor)
Jim Carrey (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Lemony Snicket´s)
Johnny Depp (Secret Window, Finding Neverland)
Jude Law (Alfie, Sky Captain and the World of Tomorrow, Cold Mountain)
Sean Penn (21 Grams)
Tom Hanks (The Ladykillers, The Terminal)


MELHOR ACTRIZ

Bryce Dallas Howard (The Village)
Charlize Theron (Monster)
Diane Keaton (Something´s Gotta Give)
Emmy Rossum (Phantom of the Opera)
Kate Winslet (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Finding Neverland)
Kim Basinger (The Door in the Floor)
Naomi Watts (21 Grams)
Samantha Morton (In America)
Scarlett Johansson (Girl With a Pear Earring)
Uma Thurman (Kill Bill v.2)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Adrien Brody (The Village)
Albert Finney (Big Fish)
Benicio del Toro (21 Grams)
David Carradinne (Kill Bill v.2)
Eric Bana (Troy)
Freddy Highmore (Finding Neverland)
Jamie Foxx (Collateral)
Ken Watanabe (Last Samurai)
Rodrigo de la Serna (Diarios de Motocicleta)
Woody Allen (Anything Else)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Angelina Jolie (Alexander)
Holly Hunter (Thirteen)
Eillen Essel (Duplex)
Hope Davies (American Splendor)
Irma P. Hall (The Ladykillers)
Meryl Streep (Manchurian Candidate)
Minnie Driver(Phantom of the Opera)
Renée Zellweger (Cold Mountain)
Scarlett Johansson (Lost in Translation)
Sigourney Weaver (The Village)

MELHOR ELENCO


21 Grams
Big Fish
Diarios de Motocicleta
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Finding Neverland
In America
Kill Bill v.2
Phantom of the Opera
Something´s Gotta Give
The Village

MELHOR ARGUMENTO

In America
Lost in Translation
La Mala Educacion
The Village
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
The Incredibles
The Terminal
Big Fish
Diarios de Motocicleta
Finding Neverland

MELHOR BANDA SONORA

Lost in Translation
Diarios de Motocicleta
The Passion of Christ
The Village
The Terminal
Harry Potter and the Wizard of Azkaban
The Incredibles
Kill Bill vl.2
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Phantom of the Opera

MELHOR FILME ANIMADO

Home at the Range
Shark Tale
Shrek 2
The Incredibles
The Polar Express
Belleville Rendez Vous

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Farheneith 9/11
Super Size Me
Touching the Void
Capturing the Friedmans
És a Nossa Fé

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:34 PM | Comentários (1)

dezembro 24, 2004

Phantom of the Opera - Finalmente, um grande musical...

Andrew Lloyd Webber é o maior empresario teatral deste final de século mas o cinema era um terreno ainda incerto para os seus talentos. Joel Schumacher era um realizador caído em desgraça. Emmy Rossum e Gerard Butler nomes praticamente desconhecidos do grande público. Mas mesmo com todas estas - aparententes - contrariedades, este é um dos grandes filmes de 2004. Um Musical com M grande...
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Schumacher regressa assim a um estado de graça interrompido pelo desastre que foi Batman Forever. Depois disso houve ainda Phone Both mas foram poucos os que ligaram ao dramático thriller do ano passado. Foi a mestria da mão que tudo mostra, na devida proporção, que começou a dar um toque de Midas ao filme. A realização deste filme é praticamente imaculada, tal como a montagem e todos os ambientes sonoros criados em estúdio. Um sucesso completo para a equipa de Schumacher que está verdadeiramente de parabéns. O espirito inquietante do fantasma da opera encontrou de facto alguém capaz de lhe dar eco para a eternidade.
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Também o elenco do filme é excelente. Aliás este é um dos melhores elencos do ano cinematográfico. Começando pela diva que é Emmy Rossum. Voz de anjo, cara de anjo mas garra de actriz diabólica. As suas expressões faciais, a sua capacidade de demonstrar e esconder emoções como quer e bem lhe apetece é algo que poucas actrizes conseguem. E ela fá-lo de forma brilhante, mesmo contando apenas com 18 anos de idade e um passado na industria marcado apenas por uma breve aparição em Mystic River e um papel secundário no filme The Day After Tomorrow.
Gerard Butler é sublime como se esperava. Um dos maiores galas do cinema britânico de hojje (e minha aposta pessoal para James Bond), Butler é simplesmente notável na forma como dá um under-acting contido e explosivo ao mesmo tempo à sua performance. São momentos de grande dinâmica aqueles em que ele aparece em cena. O jovem Patrick Wilson completa o triângulo amoroso e não fica nada a dever aos seus parceiros, mostrando mesmo uma maturidade notável em cena. E quanto ao elenco secundário nada a apontar. Miranda Richardson é sublime na sua performance contida enquanto que Minnie Driver consegue um dos melhores desempenhos de toda a sua carreira vivendo de forma notável uma verdadeira prima-dona da ópera do século XIX. E claro que a bela Jennifer Ellison, votada a loira mais sexy do mundo em 2004, merece a nossa atenção, senão pela performance, pelo menos pela beleza.
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Com um argumento excelente e coreografias e uma cinematografia sublimes pouco falta a este filme para ser catalogado como um dos melhores do ano. É de facto o melhor musical em quase 40 anos de história e uma viagem bem agradável ao cinema. Talvez alguns espectadores achem cansativa algumas das sequências de canto, mas isto é um musical e essa é a permissa. E só de pensar que são de facto os actores quem cantam, e não duplos como é habitual, é sempre bom de se saber .Afinal há estrelas multifacetadas que estão preparados a trabalhar no duro para dar uma aura especial ao filme.
Para terminar esta - sempre humildemente subjectiva critica - não deixo de salientar que não há compreensão possivel para entender o porquê de dois dos mais reputados criticos portugueses, Vasco Camâra e Luis Miguel Oliveira, terem classificado este filme como "a evitar". De facto há alturas em que penso que os jornais têm as pessoas erradas a trabalhar nos locais errados.

Classificação - 2007.gif2007.gif2007.gif2007.gif

O Melhor - O desempenho do elenco do filme. Não há pontas soltas, elos mais fracos. Todos cumprem o seu papel da melhor forma. E depois ter Gerard Butler, Emmy Rossum, Miranda Richardson e Minnie Driver no seu melhor ajuda.

O Pior - Talvez a cena dos espelhos. Necessária para o desenvolvimento da narrativa, funciona mal em termos cinematográficos.

Curiosidade - Em Paris, nas visitas guiada à Ópera, ainda hoje os guias falam das histórias do "Fantasma da Ópera" e da sua paixão por uma tenora no final do século XIX.

Site Oficial - www.thephantomoftheopera.com

Realizador - Joel Schumacher
Elenco - Emmy Rossum, Gerard Butler, Patrick Wilson, ...
Produtora - Warner Bros.
Duração - 143 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:27 PM | Comentários (7)

Feliz Natal

Neste dia muito especial o Hollywood deseja um óptimo Natal a todos os seus leitores e a todos os amantes do cinema. Que este seja um dia perfeito na vida de todos, um dia que nos relembre que a amizade, a familia e o amor devem estar acima de todas as coisas.

um Bom Natal a todos!
Miguel Lourenço Pereira
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:56 PM | Comentários (7)

dezembro 23, 2004

Uma substitui Nicole

Depois da diva Nicole Kidman ter desistido de participar na adaptação ao cinema do sucesso da Broadway, The Producers, o rumor consta que a sua substituta será Uma Thurman.
Nesta adaptação liderada por Mathew Broderick, Kidman viveria a personagem de Ulla, uma mulher de proporções bastante generosas que obrigaria a actriz a procurar reforçar as formas do corpo. Kidman não terá gostado da ideia - e a sua agenda também pedia um tempo de descanço - e abandonou o projecto na semana passada. Uma Thurman é assim forte candidata a ocupar o seu lugar. Esperam-se confirmações da produção no inicio de 2005.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:49 PM

Vera Drake vencedor surpresa em San Diego

A San Diego Film Critics Association surpreendeu tudo e todos ao coroar Vera Drake como o filme do ano. O argumento de Leigh e ainda as interpretações de Imelda Staunton e Phil Davis foram eleitos como os melhores do ano. Clint Eastwood ganhou o galardão como realizador enquanto que Natalie Portman e Jim Carrey foram igualmente vencedores nas suas categorias. Eternal Sunshine venceu ainda em montagem. Aviator triunfou em design de produção.
Milion Dollar Baby teve a composição sonora do ano e Hero e Phantom of the Opera dividiram os louros em cinematografia. Sideways foi o argumento adaptado vencedor enquanto que The Incredibles, Tarnation e Mar Adentro venceram como melhor filme animado, documentário e filme estrangeiro respectivamente. Destaque ainda para a menção honrosa para Don Cheadle.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:13 AM

dezembro 22, 2004

O Que Estreia Por Cá - Abram alas ao musical...

Depois de ter feito o notável Phone Both, o realizador Joel Schumacher pôs mãos à obra e completou um projecto de mais de uma década. Trazer um dos mais ambiciosos musicais de Andrew Lloyd Webber para o grande ecrãn é obra. Mas a boleia que musicais como Moulin Rouge e Chicago deram a este filme pode ter facilitado tudo. Ou, pelo contrário, colocado a fasquia demasiado alto. Até lá temos de ver para crer. Let´s dance...
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Phantom of the Opera é dos mais ambiciosos filmes do ano. Isso num ano em que os filmes mais ambiciosos têm desiludido tudo e todos. Será que com este musical será diferente. O selo de qualidade de Webber poderia indicar que sim. Mas muitos ainda têm em mente a critica negativa a Batman Forever, último filme de grande orçamento dirigido por Schumacher. Ainda por mais há um elenco de nomes quase desconhecidos que vão do talentoso Gerard Butler (um dos actores do futuro), da bela Emmy Rossum e ainda de Patrick Wilson, consagrado pela serie Angels in America. O filme mistura irreverência e o glamour dos musicais ao habitual triangulo amoroso dos dramas mais tocantes de Hollywood. O resultado final é incerto. Muitos acham que a ambição do filme foi demasiado grande para o seu resultado final. Outros apontam que este é um dos filmes do ano. Ver para crer é o que digo sempre nestas situações.
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As vesperas de Natal trazem mais quatro filmes para os cinéfilos conhecerem em periodo de férias.

Alfie é o remake de um dos melhores filmes britânicos da década de 60, filme que na altura fez de Michael Caine uma estrela. Hoje, quarenta anos depois, é já uma estrela consagrada, Jude Law, a revisitar o papel do sedutor implacável que dá pelo nome de Alfie. Adaptado a Nova Iorque e a um mundo de glamour que o primeiro filme renegava (era uma história acima de tudo de proletários) e com um belo leque de actrizes que vão de Sienna Miller a Marisa Tomei, é um dos filmes obrigatório deste final de ano.
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Bad Santa é o filme anti-Natal de 2004. Um humor corrosivo, uma narrativa contra-natura, um delirio completo. Billy Bob Thorton vive um autêntico "anti-Pai Natal" neste filme de Terry Zwigoff - já com um ano de atraso - uma personagem má, aldrabona e extremamente controversa. Para umas boas gargalhadas!
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A habitual comédia romântica de natal surge na forma de uma sequela. The Princess Diaries 2: Royal Engagement recupera a personagem que catapultou para a fama a bela Anne Hathaway. Filme com Julie Andrews, muito humor para adolescentes e caras bonitas pois claro.
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Le Chien, Le General et les Oisseux é um filme animado francês, bastante aplaudido por essa Europa fora, não fosse escrito por Tonino Guerra, autor de argumentos de filmes de Fellini e Antonioni. Um filme comovente e bastante interessante.
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O HOLLYWOOD ACONSELHA - Ver Jude Law a reencarnar Michael Caine em Alfie. O cenário pode mudar e o ambiente também mas Alfie será sempre uma das mais deliciosas personagens de sempre da história do cinema.

O HOLLYWOOD DESANCONSELHA - Um já chega, dois são sempre demais é a formula adequada para retratar algumas comédias românticas. The Princess Diaries é uma delas.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:18 PM

Criticos da Florida por Sideways

Mais uma gorda vitória para o filme de Payne. Filme, realizador, argumento e actor secundário na divulgação dos eleitos de 2004 pelos criticos da Flórida.
Jamie Foxx e Hillary Swank mostram porque são dois dos mais fortes candidatos a arrecadar a estatueta dos óscares ao sairem vencedores nas categorias de interpretação, enquanto que Laura Linney também foi galardoada pela sua performance em Kinsey.
The Incredibles, Farheneit 9/11 e Un Long Dimanche de Fiançailles foram os outros vencedores da edição.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:01 PM

dezembro 21, 2004

Phoenix é a primeira associação a coroar The Aviator

O novo filme de Martin Scorcese, e natural candidato aos óscares, conheceu hoje a sua primeira vitória nos prémios da critica. Os criticos de Phoenix premiaram The Aviator como o filme do ano, triunfando em cinco categorias. Uma situação de grande impacto já que a maré de vitória de Sideways e o impacto positivo de Million Dollar Baby, Finding Neverland e Eternal Sunshine of the Spotless Mind estava a deixar o filme de Scorcese para segundo plano. Destaque ainda para Hillary Swank e Jamie Foxx nos actores, dois dos mais fortes candidatos à estatueta dourada.
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The Aviator venceu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Cinematografia, Melhor Design e Melhor Guarda Roupa num total de cinco prémios.
Atrás do filme de Scorcese ficou Sideways com vitórias para Thomas Haden Church, como actor secundário, e para o argumento de Payne bem como a banda-sonora e o elenco.
Hilary Swank conseguiu o único prémio para Million Dollar Baby, enquanto que Laura Linney fez o mesmo com Kinsey. Já Ray venceu nas categorias de Melhor Actor, com Jamie Foxx em grande estilo, e ainda a categoria de melhor uso de música previamente divulgada.
The Incredibles e Fahreinth 9/11 foram óbvios vencedores nas suas categoras e Hero foi o filme estrangeiro do ano.
Eternal Sunshine of the Spotless Mind venceu o prémio de Melhor Argumento Original e Melhor Montagem e Lemony Snicket´s e Sky Captain triunfaram nas categorias técnicas.
Destaques ainda para Harry Potter and the Wizard of Azkaban, o filme familiar do ano, bem como de Paz Vega, Freddy Highmore, Zach Braff e Sarah Steele como as revelações do ano.
Os 10 filmes do ano para os criticos de Phonenix foram The Aviator,
Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Finding Neverland, Hero, Hotel Rwanda, The Incredibles, Million Dollar Baby, Ray, Sideways
e Spanglish.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:27 PM | Comentários (1)

Caminhada gloriosa de Sideways continua em Chicago

A "Windy City" premiou Sideways como era previsto como o grande filme de 2004. Tal como noutros prémios coube a Clint Eastwood o lugar de realizador do ano, enquanto que Paul Giamatti, Imelda Staunton, Thomas Haden Church e Virginia Madsen continuam a ser os actores com mais galardões conquistados até agora (a estes junta-se Jamie Foxx).
Sideways venceu ainda o prémio de melhor argumento enquanto que a trilha sonora e a cinematografia foram para The Aviator. Fahrenheit 9/11 foi o documentário do ano enquanto que Catalina Sandino Moreno e Zach
Braff
foram eleitos as revelações do ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:22 PM

Criticos do Sudeste elegem Sideways

Os criticos de cinema do Sudeste dos Estados Unidos, a SEFCA, votaram Sideways como o melhor filme de 2004. Alexander Payne venceu igualmente na categoria de melhor realizador Clint Eastwood enquanto que Thomas Haden Church e Virginia Madsen bateram Morgan Freeman e Laura Linney. Só Paul Giamatti foi derrotado, por Jamie Foxx pois claro. No duelo de actrizes vitória para Annete Benning no confronto com Imelda Staunton.
No top10 da SEFCA ficaram igualmente Million Dollar Baby, Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Kinsey, The Incredibles, Finding Neverland, Ray, The Aviator, Hotel Rwanda e Before the Sunset.
De realçar igualmente as vitórias de Maria Full of Grace como melhor filme estrangeiro, Fahrenheit 9/11 como documentário e Eternal Sunshine of the Spotless Mind e Sideways como melhor argumento original e adaptado respectivamente.
A SEFCA é composta por quarenta e dois criticos dos estados do Alabama, Arkansas, Florida, Georgia, Louisiana, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Tennessee e Virginia.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:11 PM

Trailer de Sin City

É dos titulos mais esperados de 2005 pelo seu estilo inovador e por representar a adaptação ao grande ecrãn de uma das mais bem sucedidas comics de Frank Miller.
Dirigido por Robert Rodriguez, o estilo gótico nocturno e a poderosa montagem de Sin City servem de aliciantes mas o verdadeiro prato forte é o elenco de estrelas, a saber: Jessica Alba, Rosario Dawson, Elijah Wood, Maria Bello, Bruce Willis, Benicio Del Toro, Michael Clarke Duncan ,Carla Gugino, Josh Hartnett, Michael Madsen , Jaime King Brittany Murphy, Clive Owen, Mickey Rourke ,Nick Stahl, Devon Aoki, Rutger Hauer e Alexis Bledel.
O primeiro trailer é este.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:49 PM

Fim do Punch Drunk Movies

Foi com tristeza que recebi a noticia do final de um dos meus cine-blogs de eleição. O Punch Drunk Movies, da autoria do Duarte Oliveira, era um espaço onde podiamos encontrar sempre criticas sucintas e acertadas, com algum humor corrosivo note-se de passagem. Era igualmente um dos membros mais activos da ABCine e desejo-lhe desde já muitas felicidades para o futuro. Para quem ainda não conhecia este belissimo espaço, nada melhor do que ver aqui o que o Duarte achou do ano cinematográfico que está a chegar ao seu final.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:42 PM

dezembro 20, 2004

Sete para Efeitos Especiais

A Academia de Hollywood já escolheu sete filmes para encabeçar a luta à estatueta de Efeitos Especiais na próxima edição dos óscares. The Aviator, Lemony Snickets : A Serie of Unfortunate Events, The Day After Tomorrow, Spiderman 2, Sky Captain and the World of Tomorrow, I Robot e Harry Potter and the Wizard of Azkaban foram os filmes escolhidos.
Destes só três serão escolhidos para lutar pela estatueta numa cerimónia onde será exibido um clip de 15 minutos de cada um dos filmes. Os eleitos serão divulgados a 25 de Janeiro, dia das nomeações, e o vencedor será conhecido na cerimónia do Kodak Theater a 27 de Fevereiro. Os três favoritos apontados pelo Hollywood na previsão de Novembro estão na lista.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:03 PM | Comentários (2)

Poster de Cinderella Man

Muitos poderiam desconfiar de Cinderella Man como um dos possiveis grandes filmes de 2005. Mas este filme sobre a vida de Jim Bradock, o campeão de boxe de pesos pesados durante 1935 e 1936, reune Ron Howard e Russel Crowe, a dupla vencedora de A Beautiful Mind. Além do mais o elenco conta ainda com Paul Giamatti e Renée Zellweger. O filme estreia em Junho nos Estados Unidos e deverá chegar ao nosso país em Setembro. Aqui fica o primeiro poster oficial.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:00 PM

O London Film Critics divulga os nomeados

Algumas surpresas na mais emblemática associação de criticos cinematográficos da Europa. Não tão poderoso quanto os BAFTA, o London Film Critics é no entanto uma associação respeitável e alguns dos filmes nomeados poderão agradecer o apoio nesta recta final de ataque aos grandes trofeus do ano. Os vencedores serão conhecidos a 9 de Fevereiro.
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House of Flying Daggers e Diarios de Motocicleta são as grandes sensações em Londres ao lado de nomeações previsiveis como The Aviator, Sideways e Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Por sua vez Finding Neverland e Vera Drake disputam o prémio Richard Attenborough de filme inglês do ano.
Note-se que há nomeados que ainda se referem a filmes de 2003 mas que estavam em exibição em Londres apenas este ano e por isso foram considerados como nomeáveis.

MELHOR FILME
The Aviator
House of Flying Dagger
Sideways
The Motocycle Diaries
Eternal Sunshine of the Spotless Mind

MELHOR FILME BRITÂNICO
My Summer of Love
Shaun of the Dead
Finding Neverland
Vera Drake
Ae Fond Kiss

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
House of Flying Daggers
La Mala Educacion
Diarios de Motocicleta
The Return
Un Long Dimanche de Fiançailles

MELHOR REALIZADOR
Walter Salles (Diarios de Motocicleta)
Alexander Payne (Sideways)
Martin Scorsese (The Aviator)
Zhang Yimou (House of Flying Daggers)
Michel Gondry (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)

MELHOR REALIZADOR BRITÂNICO
Pawel Pawlikowski (My Summer of Love)
Mike Leigh (Vera Drake)
Shane Meadows (Dead Man's Shoes)
Paul Greengrass (The Bourne Supremacy)
Michael Radford (The Merchant of Venice)

MELHOR ACTOR
Paul Giamatti (Sideways)
Geoffrey Rush (The Life and Death of Peter Sellers)
Jamie Foxx (Ray)
Leonardo DiCaprio (The Aviator)
Johnny Depp (Finding Neverland)

MELHOR ACTOR BRITÂNICO
James McAvoy (Inside I'm Dancing)
Paddy Considine (Dead Man's Shoes)
Clive Owen (Closer)
Daniel Craig (Enduring Love)
Ben Kingsley (House of Sand and Fog)

MELHOR ACTRIZ
Charlize Theron (Monster)
Annette Bening (Being Julia)
Imelda Staunton (Vera Drake)
Natalie Portman (Closer)
Nicole Kidman (Birth)

MELHOR ACTRIZ BRITÂNICA
Kate Winslet (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Judi Dench (Ladies in Lavender)
Natalie Press (My Summer of Love)
Eva Birthistle (Ae Fond Kiss)
Emily Mortimer (Dear Frankie)

MELHOR ARGUMENTO
Brad Bird (The Incredibles)
Alexander Payne and Jim Taylor (Sideways)
David Magee (Finding Neverland)
Charlie Kaufman (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Jean-Pierre Bacri e Agnes Jaoui (Look at Me)

MELHOR ACTOR BRITÂNICO SECUNDÁRI0
Alfred Molina (Spiderman 2)
Rupert Everett (Stage Beauty)
Phil Davis (Vera Drake)
Eddie Marsan (Vera Drake)
Brian Cox (Troy)

MELHOR ACTRIZ BRITÂNICA SECUNDÁRIA
Eileen Atkins (Vanity Fair)
Romola Garai (Inside I'm Dancing)
Minnie Driver (The Phantom of the Opera)
Ruth Sheen (Vera Drake)
Emily Woof (Wondrous Oblivion)

ACTOR BRITÂNICO REVELAÇÃO DO ANO
Amma Asante ( A Way of Life)
Natalie Press (My Summer of Love)
Emily Blunt (My Summer of Love)
Freddie Highmore (Finding Neverland)
Eva Birthistle (Ae Fond Kiss)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:31 PM

dezembro 19, 2004

O Oriente vs As Caraibas

Para os dois próximos filmes do mega-sucesso Pirates of the Caribbean já se sabe qual vai ser a grande novidade : Chow Yun-Fat.
O actor de Hong-Kong vai encarnar a mitica personagem da pirataria oriental, Cheung Po Tsai, o novo rival do Captain Jack Sparrow que será vivido de novo por Johnny Depp. Tal como Depp também Orlando Bloom, Keira Knightley e Geoffrey Rush (sim, apesar de morto) estarão de regresso. Ainda não há confirmação oficial mas é provável que o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, encarne o pai de Depp.
Os filmes vão começar a ser filmados no inicio do próximo ano e estrearão em Fevereiro e Agosto de 2006.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:20 PM | Comentários (3)

HOLLYWOOD EM GRANDE NO FINAL DE 2004

O ano está a chegar ao seu final e com ele chega a época de balanços, de prémios e de actividades especiais. E o Hollywood é o sitio certo para acompanhar o final do ano cinematográfico.
A 1 de Janeiro serão divulgados os grandes vencedores do ano cinematográfico para o Hollywood. O prémio HFA - Hollywood Film Awards - visa premiar os melhores do ano em várias categorias.
Ao mesmo tempo faremos um balanço especial com o melhor e o pior do ano, as surpresas e as desilusões, as curiosidades e as grandes figuras de 2004.
Igualmente dia 1 de Janeiro será publicada a primeira enciclopédia cinematográfica de 2004, um balanço sucinto do ano cinéfilo. Além do mais no primeiro dia de 2005 começam as nomeações para os aguardados Lumiere, os premios da ABCINE.
Tudo isto no final de 2004 e directamente de Hollywood.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:50 AM | Comentários (1)

dezembro 18, 2004

ABCine com menção honrosa no Memória Virtual

O weblog Memória Virtual, da autoria de Leonel Vicente, no seu resumo do ano da blogosfera, faz uma menção honrosa ao nascimento da Academia de Blogs de Cinema. É um reconhecimento que agradecemos por parte de outros colegas deste imenso, e cada vez mais em expansão, espaço que a blogosfera portuguesa.
Podem ler aqui o pequeno mas simpátio texto do Leonel Vicente.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:33 PM

Alexander é sinónimo de desilsuão

Depois de ter estado três semanas online (por falta de tempo) eis que termina hoje a sondagem sobre as expectativas à volta do épico de Oliver Stone.
A desilusão, opinião partilhada pelo Hollywood, venceu com 38% dos votos, à frente daqueles que defenderam que seria um filme razoável. 16% acreditavam que Alexander fosse um sucesso enquanto que 10% defenderam que o filme seria um fracasso total. Apenas 8% votaram na opção "Obra-prima".
Fica já online uma nova sondagem sobre o novo prémio ABCine, os Lumiere. A pergunta é quem acham que devia ser o filme mais nomeado pelos membros da Academia? A votação vai de 1 de Janeiro até dia 15 e abrange todos os filmes estreados em Portugal. Em relação à opção outro podem responder enviando um email.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:20 PM

Óscares 2005 só em Março

A cerimónia dos óscares em 2006 vai decorrer apenas no mês de Março. A razão é o impacto televisivo que os Jogos Olimpicos de Inverno em Turim vão ter na programação televisiva em Fevereiro, época habitual da entrega dos prémios da Academia.
No entanto os responsáveis da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas já garantiram que o adiamento será apenas de uma semana e que em 2007 tudo voltará ao normal.
Para a edição dos óscares relativo ao ano de 2005 já se falam em alguns filmes como Proof, The Upside of Anger ou Kingdom of Heaven.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:08 PM

dezembro 17, 2004

A ABCine apresenta os Prémios Lumiere 2004

É a grande iniciativa de final de ano da Academia de Blogs de Cinema.
Os Lumiere são a forma dos diferentes membros da Academia se juntarem para premiar o melhor do ano cinematográfico em 2004. Serão 26 categorias cujos vencedores serão distinguidos a 30 de Janeiro, dia da divulgação oficial deste pioneiro prémio online em Portugal.
O calendário dos Lumiere está já definido. A 1 de Janeiro começará a votação dos membros ABCine, votação essa que terminará a 15 de Janeiro. Três dias depois serão anunciados os nomeados para as diferentes categorias e os vencedores serão escolhidos após uma votação de uma semana. Dia 30 é o grande dia com a divulgação de todos os vencedores do ano. O único critério escolhido pelo membros foi o da estreia. Todos os filmes nomeáveis estrearam entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro em Portugal e no Brasil.
Os Lumiere são o primeiro prémio online de cinema em Portugal, criado em conjunto pelos blogs membros da Academia de Blogs. Vamos valorizar o cinema nacional com prémios especiais para o que de melhor se fez em português ao longo do ano.
Este projecto une 16 diferentes blogs e será naturalmente acompanhado pelo Hollywood.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:28 PM | Comentários (1)

Eternal Sunshine surpreende em Washington

Uma verdadeira lufada de ar fresco. Pela primeira vez em semanas Sideways não saiu vencedor de um prémio da critica. Foi em Washington e no lugar do filme de Payne - que só venceu mesmo o argumento adaptado - foi eleito Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Vitória ainda para Michael Gondry, como realizador, para o argumento de Kauffman e para o elenco do filme. Jamie Foxx também esteve em grande vencendo os dois prémios de interpretação, como actor principal por Ray e como secundário em Collateral.
Imelda Staunton continua a mostrar que é um alvo a abater ao vencer o prémio de melhor actriz, acontecendo o mesmo a Cate Blanchett.
The Incredibles, Maria Full of Grace e Farheneith 9/11 foram igualmente galardoados.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:21 PM

Épicos para 2005 em imagens

Para além do ansiado Star Wars - The Revenge of the Sith, a Twentieth Century Fox divulgou hoje novas imagem de dois dos seus maiores épicos do próximo ano. O primeiro é de Ridley Scott - o autor do até agora inigualável Gladiator - e chama-se Kingdom of Heaven. Conta com Orlando Bloom, Jeremy Irons e Eva Green nos principais papeis e é o primeiro grande filme sobre as cruzadas.
Tristan and Isolda é a adaptação de uma das maiores obras literárias da Idade Média. O autor do filme é Kevin Reynolds e conta nos principais papeis com James Franco e Sophie Myles.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:48 PM

dezembro 16, 2004

Um poster do outro mundo

Depois daquele poster extremamente acrobático mas pouco apetecivel, finalmente a equipa de designers de War of the Worlds encontrou um teaser poster à altura do filme. A imagem é muito mais forte e faz-nos imediatamente lembrar os grandes épicos da década de 60. Se o filme for tão imponente quanto o poster, temos obra.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:18 PM | Comentários (3)

Novos posters

Aqui ficam algumas novidades gráficas de alguns dos filmes mais interessantes do próximo ano. Para além de Elektra, o spin-off de Daredevill, há ainda para ver o mais recente poster do novo filme de acção de Lee Tamahori, XXX : State of the Union.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:18 AM | Comentários (5)

dezembro 15, 2004

E em Toronto ganha....Sideways pois claro!

Imparável. É o que apetece dizer deste filme. É claro que os criticos têm tendência a apreciarem este genero de filmes a grandes produções. Normalmente os grandes filmes ganham os óscares e as pequenas produções os prémios da critica. Mas Sideways está a recolher uma quase total unanimidade. E em Toronto a festa continuou.
Paul Giamatti e Virginia Madsen foram os grandes vencedores, com Sideways a ser ainda melhor filme. Destaque para Eternal Sunshine of the Spotless Mind que conseguiu que Michael Gondry fosse melhor realizador e Charlie Kauffman o argumentista do ano.
Imelda Staunton continua a cativar tudo e todos e foi eleita a melhor actriz enquanto que Clive Owen parece ser o único capaz de impedir o pleno do premiado Sideways.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:43 PM

O Que Estreia Por Cá - O regresso da outra face de Carrey

Jim Carrey tem-se tornado num dos favoritos da critica com os seus desempenhos dramáticos nos últimos anos. Mas quem se lembra dele no inicio de carreira não pode deixar de pensar na sua outra face, uma face bem mais cómica e hilariante. Em Lemony Snicket´s A Series of Unfortunate Events, ele está de regresso. E em dose extra...
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A premissa promete e o filme é já visto como uma das comédias do ano. Pelo menos a ver pelo elenco. Há Jim Carrey, Jim Carrey, Jim Carrey, Jim Carrey, ah, e Jim Carrey. Claro que também há Meryl Streep mas o que interessa mesmo é o festival de humor negro que o actor de Eternal Sunshine of the Sptoless Mind tem para apresentar.
Brad Silderbilind é o realizador desta curiosa comédia. E também há Jude Law no filme. Agora é preciso descobri-lo.
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Há ainda mais quatro estreias por cá esta semana.

Mindhunters é um thriller psicológico que aposta na mistura entre Recruit e Profiler para conseguir um filme de acção de grande carga dramático. Um grupo de psicologos da FBI é destacado para seguir um caso ficticio. Só que o que era a brincar torna-se muito serio. Oportunidade de ouro para ver Val Kilmer na melhor forma da sua carreira.
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Blind Horizon é outro thriller de suspense norte-americano que estreia em época natalicia. Sam Shepard, Neve Campbell e o inevitável Val Kilmer formam um triangulo intenso, que envolve jogos de poder e problemas psicológicos. Uma mistura de Manchurian Candidate com The Assassination of Richard Nixon. Michael Hausman dirige.2560a.jpg


Saved! chega para nos provar que a América é mesmo um país de extremos. Esta comédia que assume tons de critica social visa demonstrar o poder da nova vaga cristã da juventude norte-americana. Mas como é também uma comédia para adolescentes, tudo está bem escondido atrás de caras jovens como Jena Malone, Macauly Culkin e a bela Mandy Moore.
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Por fim temos um filme animado de origem japonesa que nos fala de um acontecimento bem ocidental: o Titanic.
The Legend of the Titanic é uma visão cómica, ao estilo de Fievel, de um dos acontecimentos mais dramáticos do inicio do século XX. Da autoria de Kim Ju Ok, o filme é a prova que o cinema oriental e o cinema animado formam um casamento perfeito.
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O HOLLYWOOD RECOMANDA - Apesar de não se prever que seja um grande filme, Lemony Snicket´s pode ser o divertimento perfeito para a época natalicia. Claro que também pode ser um novo The Cat in the Hat, mas há que acreditar que esse filme não deixará sequelas.

O HOLLYWOOD DESACONCELHA - Saved!. Porque os teen-movies têm de acabar um dia. E se não acabarem, pelo menos deviam.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:18 PM

Hillary Swank entra em Black Dalhia

Depois de Mark Walbergh ter abandonado o projecto, agora foi a vez de Hillary Swank, que graças à sua performance em Million Dollar Baby está em alta, confirmar que será uma das actrizes principais do filme Black Dalhia.
A narrativa é inspirada num facto real. Em 1947 uma jovem foi encontrada morta dando assim o mote para uma caça ao homem nunca vista na cidade dos anjos. O filme será filmado pelo conceituado Brian de Palma e poderá apresentar várias semelhanças com o mitico LA Confidential.
Scarlett Johansson e Josh Hartnett também fazem parte do elenco.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:13 PM

Nomeados ao Broadcast Film Critics Association

A par dos Globos de Ouro, este é provavelmente um dos prémios com mais peso em Hollywood. Sideways e Finding Neverland continuam a estar em alta, superando filmes como Aviator, Million Dollar Baby e Kinsey na lista de nomeados. Destaque para algumas ausências e várias confirmações. Os BFCA serão entregues a 10 de Janeiro.
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Os filmes de Alexander Payne e Marc Forster continuam a dominar as atenções, deixando para segundo plano filmes bem mais carismáticos. Confirmaram-se algumas tendências das nomeações dos Globos como Don Cheadle, Javier Bardem, Uma Thurman e Marc Forster, enquanto que Bill Murray, Jude Law, Julia Roberts e Clint Eastwood, como actor, parecem cartas fora do baralha.
Como o BFCA normalmente acerta nos nomeados aos óscares, é interessante ver a lista de nomeados que foi hoje divulgada.

MELHOR FILME
The Aviator
Collateral
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Finding Neverland
Hotel Rwanda
Kinsey
Million Dollar Baby
The Phantom of the Opera
Ray
Sideways

MELHOR REALIZADOR
Clint Eastwood – Million Dollar Baby
Marc Forster – Finding Neverland
Taylor Hackford – Ray
Alexander Payne – Sideways
Martin Scorsese – The Aviator

MELHOR ACTOR
Javier Bardem – Mar Adentro
Don Cheadle – Hotel Rwanda
Johnny Depp – Finding Neverland
Leonardo DiCaprio – The Aviator
Jamie Foxx – Ray
Paul Giamatti – Sideways

MELHOR ACTRIZ
Annette Bening – Being Julia
Catalina Sandino Moreno – Maria Full of Grace
Imelda Staunton – Vera Drake
Hilary Swank – Million Dollar Baby
Uma Thurman – Kill Bill: Vol. 2
Kate Winslet – Eternal Sunshine of the Spotless Mind

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Thomas Haden Church – Sideways
Jamie Foxx – Collateral
Morgan Freeman – Million Dollar Baby
Clive Owen – Closer
Peter Sarsgaard – Kinsey

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Cate Blanchett – The Aviator
Laura Linney – Kinsey
Virginia Madsen – Sideways
Natalie Portman – Closer
Kate Winslet – Finding Neverland

MELHOR ELENCO
Closer
The Life Aquatic with Steve Zissou
Ocean’s Twelve
Sideways

MELHOR JOVEM ACTOR
Liam Aiken – Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events
Cameron Bright – Birth
Freddie Highmore – Finding Neverland
Daniel Radcliffe – Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
William Ullrich – Beyond the Sea

MELHOR JOVEM ACTRIZ
Emily Browning – Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events
Dakota Fanning – Man on Fire
Lindsay Lohan – Mean Girls
Emmy Rossum – The Phantom of the Opera
Emma Watson – Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

MELHOR FILME FAMILIAR
Finding Neverland
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events
Miracle
Spider-Man 2

FILME MAIS POPULAR
The Bourne Supremacy
The Incredibles
Napoleon Dynamite
The Passion of the Christ
Spider-Man 2

MELHOR FILME DE LINGUA ESTRANGEIRA
House of Flying Daggers
Maria Full of Grace
Diarios de Motocicleta
Mar Adentro
Un Long Dimanche de Fiançailles

MELHOR FILME ANIMADO
The Incredibles
Shrek 2
Polar Express

MELHOR ARGUMENTO
Bill Condon – Kinsey
Charlie Kaufman – Eternal Sunshine of the Spotless Mind
John Logan – The Aviator
David Magee – Finding Neverland
Alexander Payne and Jim Taylor – Sideways

MELHOR COMPOSITOR
Michael Giacchino – The Incredibles
Rolfe Kent – Sideways
Howard Shore – The Aviator

MELHOR BANDA-SONORA
Alfie
Beyond the Sea
De-Lovely
Garden State
Ray

MELHOR MUSICA ORIGINAL
“Accidentally in Love” - Shrek 2
“Believe” - The Polar Express
“Old Habits Die Hard” - Alfie

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Control Room
Fahrenheit 9/11
Metallica: Some Kind of Monster
Super-Size Me

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:21 PM | Comentários (1)

dezembro 14, 2004

National Treasure - Código Americano

Jerry Bruckheimer é daqueles produtores que não perde uma oportunidade de fazer milhões. Aproveitar a onda do "Código da Vinci" e transformar o filme num manifesto pró-americano foi uma jogada interessante. Agora tornar o filme num irmão gemeo do saudoso Indiana Jones, foi genial...
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Há muito tempo que não viamos um filme tão fresco a vir dos Estados Unidos. Um filme de acção sim, com o humor habitual, com certeza, mas capaz de recuperar o espirito do "velhinho" Indiana Jones. Este National Treasure está claramente ao nivel de Indiana Jones and the Last Cruzade, e isso já diz muito do valor deste filme. O principal senão, que no fundo até acaba por não o ser, é o excesso de pró-americanismo que vai acompanhando a narrativa. Fazer dos Estados Unidos o melhor pais do mundo, para onde todo o saber e segredos da Humanidade foram transferidos e onde vigoram ideias tão nobres chega a tornar-se confrangedor (se notarem, até a facção de Sean Bean não é americana). O simbolismo dos nomes das personagens, dos locais, dos monumentos, das charadas, aponta tudo para uma glorificação de uma América que existiu sim, mas só na cabeça dos fundadores dos Estados Unidos. Essa América é irreal e o filme dá a ideia oposta. Mas mesmo esse senão tem o aspecto positivo de dar um glamour extra ao filme. O pecada acaba por não ser tão grande.NT2.jpg

Nicholas Cage prova aqui também que os filmes de acção são o seu terreno. Depois de ter experimentado - e com sucesso - o drama, foi neste genero de filmes (quem não se lembra de The Rock, Con Air, Face Off ou Gone in 60 seconds) que todo o seu talento veio ao de cima. Cage é fresco, aguerrido, divertido e faz tudo isso com imenso estilo, mais ainda do que o próprio Ford nos filmes de Indiana. E é por isso que a sua performance é um dos pontos altos do filme. Mas o mérito de John Turteltaub (excelente realização) passa igualmente pelo elenco que conseguiu montar que vai desde um notável Jon Voight (um dos actores mais sub-valorizados dos últimos vinte anos) a Sean Bean, passando pelos miticos Harvey Keitel e Christopher Plummer. E se o divertido Justin Bartha é o elemento cómico do filme que dizer da bela Diane Kruger, sem dúvida uma das mulheres mais atraentes de todo o mundo e uma excelente actriz em potencia.
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O filme só não é mais do que acaba por ser revelar pela falta de um não sei que que nunca deixa as amarras soltarem-se por completo. Em algumas das cenas do filme pedia-se mais garra, um pouco ao estilo de Pirates of the Caribean. Nisso este filme não consegue e perde um valor. O outro calcanhar de Aquiles de National Treasure é a inexistente quimica entre Cage e Kruger. Ambos representam bem o seu papel mas quando chega à altura em que os dois se têm de fundir num só, aí o efeito mágico desaparece e todo aquele amor súbito deixa de fazer sentido.
Mesmo assim este é um belissimo filme de aventuras, um dos mais conseguidos de todo o ano. O argumento é muito bom (é o primo americano do romance de Dan Brown) e as interpretações também. Sem lhe faltar muito também não consegue ser mais do que aparenta ser. Mas por vezes também é preciso haver filmes assim. E Jerry Brukheimer, o produtor do "cinema pipoca", sabe muito bem o que faz.

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O Melhor - As interpretações. Não há um elo mais fraco em todo este filme. Os actores estão bem colocados no lugar e coexistem bastante bem. Destaque para Justin Bartha, Diane Kruger, Jon Voight, e claro Nic Cage.

O Pior - A falta de garra em muitas das cenas do filme.

Curiosidade - A maior parte das cenas em locais históricos foram filmadas em estúdio. Só os exteriores é que foram captados no local. E não, aquela não é a verdadeira Declaração de Indpendência.

Site Oficial - nationaltreasure.movies.go.com

Realizador - John Turteltaub
Elenco - Nicholas Cage, Diane Kruger, Justin Bartha, Sean Bean, ...
Produtora - Disney Pictures
Duração - 131 minutos
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:25 PM | Comentários (4)

Globos de Ouro - Análise

São o segundo prémio mais importante da industria cinematografica norte-americana. Poucos conhecem quem vota mas ninguem tem coragem de desafiar o seu verdadeiro poder dentro de Hollywood. Por serem um barómetro dos óscares foram ganhando cada vez mais protagonismo. E este ano? Quem serão os grandes vencedores? A cerimónia é só dia 16 de Janeiro mas o Hollywood faz as suas previsões.
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Não é fácil acertar em qualquer prémio, seja de desporto, cinema ou música. Ainda por mais num ano tão complexo como este. Posso vir a acertar em todos os vencedores ou dizer as maiores barbaridades do mundo. Mas acredito que os Globos vão dar o mote para um ano extremamente dividido. Apesar de até agora haver um vencedor declarado da época de prémios - Sideways - a própria estrutura dos Globos, divididos entre drama e comédia, permite uma análise bem mais interessante.

MELHOR FILME DRAMA

Votação muito dificil porque provavelmente dentro destes seis filmes estão três "oscarizáveis". The Aviator e Million Dollar Baby são os mais fortes concorrentes. O filme de Scorcese ainda não estreou mas tem recebido boas criticas. Também o filme de Eastwood ainda não chegou ás salas e tem sido aplaudido pelos - poucos - que o viram. O facto de não ter ganho prémios pode ter a ver com o facto de muitos criticos não terem visto ainda o sucessor de Mystic River.
Numa segunda linha correm Finding Neverland e Kinsey, com Closer e Hotel Rwanda a correr por fora.

Próvavel vencedor : Million Dollar Baby
Forte alternativa : The Aviator

MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICAL

Talvez a categoria mais fácil, se atendermos à evolução do ano. Sideways é o favorito indiscutivel e pode aqui conquistar o sexto prémio do ano (com o Indepent Spirit na calha também). O filme de Payne parece não ter rival há altura. A não ser que Eternal Sunshine of the Spotless Mind convença ou aconteça o inédito de ser um filme animado, The Incredibles a triunfar. Já Ray e Phantom of the Opera parecem cartas fora do baralho.

Próvavel vencedor : Sideways
Forte alternativa : Eternal Sunshine of the Spotless Mind

MELHOR REALIZADOR

Categoria complicada por não haver distinções entre comédia e drama. Além do mais os cinco nomeados serão - talvez com a excepção de Marc Forster - os mais que prováveis cinco nomes dos óscares, o que torna a corrida mais interessante. Alexander Payne e Clint Eastwood são os mais fortes concorrentes, mas Martin Scorcese pode capitalizar o efeito-box office do seu filme. Mike Nichols e Marc Forster não devem almejar o triunfo.

Provável vencedor : Clint Eastwood
Forte Alternativa : Alexander Payne

MELHOR ARGUMENTO

Parece-me provável que este prémio seja para Sideways. No entanto Eternal Sunshine of the Spotless Mind tem-se revelado um forte rival - não fosse de Charlie Kauffman - e The Aviator pode ter uma noite de glória que surpreenda tudo e todos. Já Finding Neverland e Closer deverão ficar de fora da corrida.

Provável vencedor : Sideways
Forte Alternativa : Eternal Sunshine of the Spotless Mind

MELHOR ACTOR DRAMA

Uma categoria extremamente dificil de prever já que todos os candidatos pareceme estar em pé de igualdade (os dois grandes vencedores até agora estão na vertente de comédia/musical). Johny Depp e Leonardo diCaprio estão a atrasar-se na corrida. Liam Neeson, apesar da vitória em Los Angeles não se apresenta como claro favorito, e Don Cheadle é uma surpresa. Resta Javier Bardem que tem vencido claramente na Europa. Resta saber se com tanta concorrência de luxo o actor espanhol pode vencer. O mais provável é que seja Depp o vencedor.

Provável vencedor : Johnny Depp
Forte alternativa : Liam Neeson

MELHOR ACTOR COMÉDIA/DRAMA

Os dois grandes rivais do momento degladiam-se nesta categoria. Quem levar a melhor ganha uma significativa vantagem na corria ao óscar. Resta saber se é Paul Giamatti ou Jamie Foxx. As contas apontam para Foxx mas o efeito-Sideways puxa por Giamatti.
Com a ausência de Bill Murray, resta a Kevin Kline, Jim Carrey e Kevin Spacey contemplarem a corrida por fora, se bem que Carrey é um menino bonito dos Globos.

Provável vencedor : Jamie Foxx
Forte alternativa : Paul Giamatti

MELHOR ACTRIZ DRAMA

Aqui a luta vai ser entre a actriz que mais vitória tem coleccionado - Imelda Staunton - e a favorita da critica - Hilary Swank. Tudo o resto será sempre uma enorme surpresa. Aliás as nomeações de Kidman, Johansson e Thurman foram já de si algo inesperado. A não ser que algo surpreendente aconteça, Swank e Staunton vão combater até ao fim pela vitória final.

Provável vencedora : Hilary Swank
Forte alternativa : Imelda Staunton

MELHOR ACTRIZ COMÉDIA/MUSICAL

Muitas surpresas nas nomeadas e uma vencedora quase anunciada. É assim que vemos à primeira vista esta categoria. Annete Benning leva vantagem diante de todas as rivais, sendo que só Kate Winslet a poderá despojar de um triunfo quase certo. Emmy Rossum, Ashley Judd e Reneé Zellweger já ganharam o dia com a nomeação.

Provável vencedora : Annete Benning
Forte alternativa : Kate Winslet

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Como aqui não diferenças, a corrida é muito apertada. Thomas Hayden Church tem surpreendido pela positiva e sido o grande vencedor dos prémios até ao momento. Mas isso acontecera já com Peter Saarsgard (surpresa a sua ausência) e isso não lhe acabou por valer de muito. Clive Owen e Morgan Freeman são grandes candidatos à estatueta e farão a vida negra a Church, enquanto que Foxx e Carradine correm claramente por fora.

Provável vencedor : Clive Owen
Forte alternativa : Thomas Hayden Church

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Luta igualmente muito cerrada sem uma vencedora anunciada. Virginia Madsen tem tido tantas vitórias como Church mas pode sofrer do mesmo estigma. E aí Laura Linney e Cate Blanchett vão estar à espreita. Natalie Portman e Meryl Streep são também fortissimas candidatas naquela que é a mais complexa de todas as categorias.

Provável vencedora : Virginia Madsen
Forte alternativa : Cate Blanchett

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:12 AM | Comentários (5)

dezembro 13, 2004

E imperador em San Francisco

Depois de Boston, Los Angeles e Nova Iorque, chegou a vez de San Fransisco fazer a devida vénia ao mais recente "papa-prémios" da história do cinema: Sideways.
Em todas as categorias que competiu para o San Francisco Film Critics Circle, o filme de Payne venceu. Foi melhor filme, melhor argumento e Payne, como realizador, Giamatti como actor, e Thomas Hayden Church e Virginia Madsen como secundários não conheceram qualquer oposição. Salvou-se a francesa Julie Delpy em Before the Sunset como melhor actriz.
Maria Full of Grace triunfou como melhor filme estrangeiro enquanto que o documentário de Michael Moore, Farheneith 9/11 foi o documentário do ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:48 PM

Payne, rei em Nova Iorque

Alexander Payne está em estado de graça. Um pouco como Sofia Copolla no ano passado. Mais uma vez o filme saiu como o grande vencedor entre a critica. O New York Film Critics, que é uma das associações mais respeitadas e importantes, não só premiou o filme como também o argumento e ainda o desempenho de Virginia Madsen e Paul Giamatti. No entanto, como tem vindo a acontecer, Payne perdeu na categoria de melhor realizador, desta feita para o veterano Clint Eastwood.
Imelda Staunton voltou a arrecador o importante prémio de melhor actriz e Clive Owen foi coroado como secundário do ano. Almodovar conquistou a critica nova-iorquina e La Mala Educacion foi o filme estrangeiro do ano, enquanto que The Incredibles e Farheneith 9/11 foram, respectivamente, o melhor filme animado e documentário de 2004.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:36 PM

Noite de glória em Boston para Sideways

Continua a galopada vitoriosa de Sideways. O filme de Alexander Payne foi o grande vencedor dos Boston Critics Awards 2004. Para além de melhor filme e melhor argumento, Sideways venceu ainda o prémio para melhor actor secundário (Thomas Hayden Church) e de melhor elenco. Jamie Foxx confirmou o favoritismo que tem apresentado ao derrotar Paul Giamatti e Hilary Swank bateu por K.O Annete Benning no primeiro reencontro. Na categoria de actriz secundária houve um empate entre Sharren Warren e Laura Dern.
Zhango Yimou foi a grande sensação. Não só bateu Alexander Payne como realizador como ainda viu o seu House of the Flying Daggers ser eleito o filme estrangeiro do ano, vencendo ainda melhor cinematografia.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:25 PM

American Film Institute escolhe os filmes do ano

Muitas surpresas para a escolha final da AFI. Os dez filmes seleccionados pelo mais antigo instituto de cinema dos Estados Unidos variam entre os dramas e as comédias, entre o cinema comercial e o cinema independente passando obviamente por alguns dos favoritos do ano. Mas mesmo assim houve surpresas.
Aviator, Sideways e Million Dollar Baby confirmaram as expectativas positivas que neles estavam depositadas. Kinsey foi uma confirmação interessante e The Incredibles uma inevitabilidade. Eternal Sunshine of the Spotless Mind uma agradável surpresa enquanto que Maria Full of Grace surgiu sem que ninguém tivesse há espera. As escolhas em Collateral, Spiderman 2 e Friday Night Lights é que acabaram por surpreender, essencialmente porque não são filmes que qualquer cinéfilo escolhesse para o melhor do ano.
Resta saber agora se se confirma o mito de que quatro dos nomeados a melhor filme nos óscares estão na lista da AFI.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:08 PM | Comentários (1)

Globos de Ouro - Os Nomeados

Algumas surpresas e várias confirmações nos nomeados aos Globos de Ouro, os prémios de cinema da imprensa estrangeira em Hollywood. Mais conhecidos por serem um "termómetro" dos óscares, os Globos deste ano confirmaram a boa forma de Sideways (o filme de Payne lidera com 7 nomeações) e de Finding Neverland mas surpreenderam ao não nomear Clint Eastwood como actor, contrariando fortes previsões de que seria um dos favoritos a arrecador o prémio. Scarlett Johansson, Uma Thurman, Don Cheadle e Kevin Kline foram também surpresas.
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Sideways com 7 nomeações, The Aviator com seis e Kinsey, Million Dollar Baby, Closer e Finding Neverlandcom cinco nomeações cada perfilam-se como os grandes favoritos para os Globos.

Na categoria de Melhor Filme de Drama não houve surpresas. Estão lá The Aviator, Million Dollar Baby e Finding Neverland, os grandes favoritos, ao lado de Closer, Kinsey e a grande surpresa chamada Hotel Rwanda.
Já no capitulo das comédias e musicais Sideways e Ray levam vantagem com Eternal Sunshine of the Spotless Mind a surpreender. Phantom of the Opera e The Incredibles fecharam o lote de nomeados.
Em relação aos realizadores a lista parece ser muito semelhante à que puderemos encontrar nos óscares. Martin Scorcese, Clint Eastwood, Marc Forster, Mike Nichols e Alexander Payne foram os escolhidos pela imprensa estrangeira da "cidade dos Anjos."

SURPRESAS NOS ACTORES

A luta pelos trofeus de representação promete ser tremendamente disputada. Além do mais as variadas surpresas do dia complicaram ainda mais as contas dos especialistas. Se na categoria de Melhor Actor Drama os nomeados eram previsiveis e confirmaram-se com Johnny Depp, Javier Bardem, Liam Neeson e Leonardo di Caprio, já a substituição de Clint Eastwood por Don Cheadle surgiu como uma das grandes surpresas do dia.
Na versão de comédia/musical a surpresa pautou-se pela ausência de Bill Murray. No seu lugar aparece Kevin Kline pelo seu desempenho como Cole Porter em De-Lovely. Os outros nomeados, Paul Giamatti, Jamie Foxx, Jim Carrey e Kevin Spacey eram já esperados.

Em relação às actrizes também aqui houve novidades. Scarlett Johansson conseguiu uma nomeação surpresa na categoria de drama pela sua performance em A Love Song For Bobby Long. As nomeações de Uma Thurman (Kill Bill v.2) e Nicole Kidman (Birth) foram igualmente surpresas. Já Imelda Staunton e Hilary Swank confirmaram o seu protagonismo. Destaque para as ausências de Audrey Tatou, Julia Roberts e Kate Winslet.
Winslet seria no entanto nomeada na categoria de comédia/musical pelo seu papel em Eternal Sunshine of the Spotless Mind, ao lado de Annete Benning, Emmy Rossum e das surpresas Ashley Judd e Reneé Zellweger.

As categorias de desempenhos secundárias são mistas e não surpreenderam. Thomas Hayden Church, Morgan Freeman e Jamie Foxx são os favoritos nos actores, com David Carradine e Clive Owen a correrem por fora, enquanto que Virginia Madsen, Cate Blanchett e Natalie Portman são favoritas entre as senhoras, sendo Laura Linney e Meryl Streep fortissimas candidatas.

Aqui fica a lista dos nomeados. As categorias técnicas serão actualizadas mais tarde.

MELHOR FILME - DRAMA
The Aviator
Closer
Finding Neverland
Hotel Rwanda
Kinsey
Million Dollar Baby

MELHOR FILME - COMÉDIA/MUSICAL
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
The Incredibles
Phantom of the Opera
Ray
Sideways

MELHOR REALIZADOR
Clint Eastwood - Million Dollar Baby
Marc Forster - Finding Neverland
Mike Nichols - Closer
Alexander Payne - Sideways
Martin Scorsese - The Aviator

MELHOR ARGUMENTO
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
The Aviator
Finding Neverland
Closer
Sideways

MELHOR FILME DE LINGUA ESTRANGEIRA
The Chorus
House of Flying Dagger
Diarios de Motocicleta
Mar Adentro
Un Long Dimanche de Fiançailles

MELHOR ACTOR - DRAMA
Javier Bardem - Mar Adentro
Don Cheadle - Hotel Rwanda
Johnny Depp - Finding Neverland
Leonardo Dicaprio - The Aviator
Liam Neeson - Kinsey

MELHOR ACTOR - COMÉDIA/MUSICAL
Jim Carrey - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Jamie Foxx - Ray
Paul Giamatti - Sideways
Kevin Kline - De-Lovely
Kevin Spacey - Beyond the Sea

MELHOR ACTRIZ - DRAMA
Scarlett Johansson, - The Love Song for Bobby Long
Nicole Kidman - Birth
Imelda Staunton - Vera Drake
Hilary Swank - Million Dollar Baby
Uma Thurman - Kill Bill Vol. 2

MELHOR ACTRIZ COMÉDIA/MUSICAL
Annette Bening - Being Julia
Ashley Judd - De-Lovely
Emmy Rossum - Phantom of the Opera
Kate Winslet - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Renee Zellweger - Bridget Jones II and the Edge of Reason

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
David Carradine - Kill Bill Vol. 2
Thomas Haden Church - Sideways
Jamie Foxx - Collateral
Morgan Freeman - Million Dollar Baby
Clive Owen - Closer

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Cate Blanchett - The Aviator
Laura Linney - Kinsey
Virginia Madsen - Sideways
Natalie Portman - Closer
Meryl Streep - Manchurian Candidate

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:28 PM | Comentários (2)

dezembro 12, 2004

Surpresa nos Felix- Fatih Akin derrota "armada espanhola"

Contra todas as expectativas a Alemanha repetiu a dose e venceu ontem à noite os prémios Felix pelo segundo ano consecutivo. Gegen die Wand, o filme do alemão de ascendência turca, Fatih Akin derrotou Mar Adentro e La Mala Educacion, os grandes favoritos. Amenabar foi eleito como o melhor realizador e Javier Bardem e Imelda Staunton, sem surpresas, foram coroados como os actores europeus do ano. Eduardo Serra venceu o prémio de Melhor Cinematografia.
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Alejenadro Amenabar acabou por ser compensado ao vencer o prémio para melhor director.
As escolhas do público ditaram que Penelope Cruz, Daniel Bruhl e Fatih Akin fossem os vencedores do Prémio Jameson.
Wong Kar-Wai foi coroado com o prémio de melhor filme não-europeu pelo seu 2046 e o melhor argumento pertenceu a Agnes Jouie e Jean Pierre Bacri por Comme un Image.
Liv Ulmman foi também homenageada com um prémio de carreira e Stollen Childhood venceu o prémio Fassbinder de revelação do ano
Lista de Nomeados

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:13 PM

Continua a caminhada de glória para Sideways

Apesar de muitos suspeitarem que o filme é demasiado "indie" para os óscares, a verdade é que para já o grande vencedor do ano cinematográfico está mesmo a ser Sideways. Depois de vencer os Gotham e o New York Film Critics Online agora foi Los Angeles a coroar o filme de Payne.
O Los Angeles Film Critics Association preferiu Sideways a Million Dollar Baby de Clint Eastwood. As surpresas ficaram para as categorias de interpretação. Liam Neeson, por Kinsey, bateu Paul Giamatti e Imelda Staunton arrecadou a estatueta a Julie Delpy. Nos secundários dupla vitória para Sideways com Thomas Hayden Church e Virginia Madsen a derrotarem Morgan Freeman e Cate Blanchett. Sideways ainda venceu na categoria de melhor argumento.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:05 PM | Comentários (1)

dezembro 11, 2004

New York Film Critics Online elegem Sideways

Continua a época dos óscares e a caminhada de glória de Sideways. O filme de Alexander Payne foi o grande vencedor dos prémios da NYFCO, uma organização de criticos online de cinema. Jamie Foxx venceu o prémio como melhor actor e Imelda Staunton foi a melhor actriz com Thomas Hayden Church a vencer na categoria de melhor actor secundário. Laura Linney e Cate Blanchett dividem a vitória na categoria de melhor actriz secundária e Charlie Kauffman venceu o prémio de melhor argumento pelo seu trabalho em Eternal Sunshine of the Spotless Mind. O realizador vencedor foi Martin Scorcese.
The Incredibles e Diarios de Motocicleta foram igualmente premiados nas categorias de melhor filme animado e filme estrangeiro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:39 PM | Comentários (1)

Clips de uma Musa

Foram divulgados novos clips dos dois próximos projectos de Scarlett Johansson.
O primeiro pertence ao filme A Love Song For Bobby Long e é um dos filmes mais esperados deste final de ano, especialmente por causa do seu desempenho que já tem empolgado os poucos que tiveram oportunidade de ver o filme. Os vários trailer podem ser vistos aqui.
O segundo filme é In Good Company e conta com Dennis Quaid, Thoper Grace e Selma Blair no elenco e recupera a versão de Johansson como jovem diva. Os clips estão aqui.
Depois de ter feito a voz de Spongebob and the Squared Pants e de ter gravado o projecto de Outono de Woody Allen, a bela Scarlett prova que está em grande forma.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:18 AM | Comentários (2)

dezembro 10, 2004

Bons espaços de cinema a visitar

Já lá vai algum tempo que o Hollywood não recomenda uma visita aos bons espaços de cinema que existem na blogosfera. Hoje é dia de compensar-mos o atraso.
Do nosso amigo João Farinha, autor do aclamado Dvd, surge um blog interessantissimo, com noticias actualizadas e criticas bem conseguidas. O nome não podia ter sido mais bem conseguido: Cinema.
Black Spot é a aventura no mundo da blogosfera do Miguel Baptista. Este blog dedica-se não só a noticias como também à critica de filmes. Mais, reparem no profissional quadro de criticos que ele apresenta mensalmente.
Por fim há ainda uma menção para Miguel Galrinho, espaço que ostenta o nome do autor e que é também uma referência obrigatória no espaço de cinema nacional.
Espero que todos estes blogs - e peço perdão se me esqueci de alguém (avisem-me) - continuem o belissimo trabalho que estão a desenvolver, que só engrandece a nossa grande familia de cinéfilos portugueses.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:32 PM | Comentários (10)

Teaser de War of the Worlds já rola

Chegou o primeiro teaser do novo filme de Spielberg. No entanto se esperam ver Tom Cruise ou Dakota Fanning estão enganados. O teaser mostra apenas snap-shots deste mundo antes de começar a guerra com "o outro". Mesmo assim vale a pena espreitar o que o "contador de estórias" anda a fazer.
The War of the Worlds estreia já no Verão do próximo ano. O trailer está aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:23 PM | Comentários (4)

dezembro 09, 2004

Royale With Cheese entrevista Fernando Fragata

O cineblog Royale With Cheese, membro da Academia de Blogs de Cinema, entrevistou o realizador do filme português Sorte Nula que estreou hoje nas salas.
Entrevista conduzida pelo Dermot, o responsável do blog, a Fernando Fragata que vale a pena ler. Cliquem aqui para conhecer melhor os segredos deste interessante filme made in Portugal.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:45 PM | Comentários (7)

Shrek 3 só em 2007

A DreamWorks anunciou que o terceiro filme das aventuras do ogre verde será apresentado ao público apenas em 2007 e não no mês de Novembro de 2006 como se esperava. Os estúdios falam na rentabilização do filme quer no cinema quer no mercado de dvd´s. E com um fim de saga à vista há que não colher os lucros todos de uma só vez. O filme não será dirigido por Andrew Adamson, que se dedicará em exclusiva ao filme animado The Chronicles of Narnia, mas contará com as vozes habituais.
No entanto esta decisão pode estar ligada ao adiamento de Cars, o filme da Pixar, que de 2005 foi adiado para 2006. A Dreamworks terá preferido evitar um confronto com a sua grande rival. Ficamos na expectativa de como será o próximo ano em ter-mos de cinema animado.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:33 PM

Disponibilizado trailer de The New World

Depois do fracasso de Alexander, poucos imaginam voltar a ver Colin Farrell num épico histórico. Mas ele vai estrear e é já no próximo ano. O filme chama-se The New World e conta a história veridica da india Pocahontas e do explorador John Smith, e todo o choque cultural que deflagrou com a conquista do continente americano.
A grande esperança é a de que Terence Malick faça melhor figura do que Oliver Stone e Wolfgan Peterson fizeram durante este ano.
O trailer está aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:27 PM

Espectacular poster oficial de Batman Begins

A Warner Bros divulgou hoje o segundo poster oficial de Batman Begins. Depois de há três dias ter-mos visto um Batman soturno, qual heroi solitário, este poster mostra um verdadeiro heroi-morcego.
O filme de Christopher Nolan é dos mais esperados do próximo ano e começa a perceber-se porquê. O autor de Memento promete recuperar a imagem de um dos mais populares herois de comic-books e Christian Bale poderá revelar-se a redenção de uma personagem que já foi vivida por Michael Keaton, Val Kilmer e George Clooney.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:49 PM

dezembro 08, 2004

O Que Estreia Por Cá - Vamos visitar o Pai Natal...

Esteve para ser um dos flops do ano mas aos poucos está-se a tornar numa das mais fantásticas aventuras cinematográficas de 2004. Criado por Robert Zemeckis e encarnado por Tom Hanks, este delicioso filmes animado prova que há vida para além do eterno duelo Pixar-DreamWorks.
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The Polar Express é um dos filmes animados mais inovadores de sempre. E tudo isso graças ao trabalhar desenvolvido por Robert Zemeckis e pelos estúdios Warner Bros. que filmaram um filme honesto e extremamente inovador. Tom Hanks foi a cobaia que deu vida às múltiplas personagens deste conto de natal cheio de neve e momentos enternecedores. O filme é um dos mais esperados do ano por cá e conta com o clima natalicio para promover salas cheios de pequenos e graudos, prontos a deixaram-se cativar pela magia de um comboio com um destino final muito especial.
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Mais quatro estreias ajudam a preencher as salas nacionais.

Otto e Mezzo de Frederico Fellini volta a ser exibido em salas nacionais, quarenta anos depois da primeira vez. Apesar de ser exibido apenas em Lisboa, é um dos filmes que vale apena ver ou rever pela forma como mostra o fantástico universo de Fellini, um dos mais controversos mas também mais brilhantes realizadores italianos de sempre. O filme será exibido em cópia restaurada.
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Há quem pense que Sorte Nula pode ser o primeiro passo na revitalização do cinema português. Talvez por contar com nomes de valor da comédia nacional essa ideia tenha alguma validade. Talvez por ter um argumento surreal essa ideia tenha sentido. Mas todo um passado de fracassos que eram aclamados, antes de estrearem, de filmes sebastianicos, faz com que Sorte Nula seja olhado com alguma suspeição. Esperemos que o resultado final seja positivo.
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National Treasure é mais um filme de acção de John Bruckheimer. Também pode ser visto como mais um filme de acção com Nicholas Cage. De qualquer forma o selo de sucesso de bilheteira e de divertimento parecem estar garantidos. O argumento é interessante, o elenco também e a produção tem um historial de sucesso. Resta saber se o filme supera as expectativas.
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Christmas with the Kranks pertence aquele genero de filmes que só são feitos porque há o Natal e as produtoras têm de preencher essa altura do ano com filmes a condizer. Caso contrário não passaria de uma comédia sem sal. Que é o que no fundo aparenta ser. Nem com Jamie Lee Curtis, Dan Akroyd e Tim Allen no elenco nos convencem do contrário.
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O HOLLYWOOD RECOMENDA - Rever o magnifico filme de Fellini, um dos mais importantes realizadores da história do cinema. Um filme que conta também com um dos maiores actores de sempre, Marcelo Mastroiani.

O HOLLYWOOD DESACONSELHA - Imaginem Christmas With the Kranks a estrear em Junho. Iriam vê-lo? Dificilmente. Então ir ver um filme só porque é Natal não é motivo.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:27 PM | Comentários (2)

Cars só em 2006

Depois do enorme sucesso de The Incredibles, a Pixar e a Disney surpreenderam tudo e todos ao adiar a estreia de Cars para meados de 2006.
Quando todos esperavam que o novo filme da Pixar dominasse por completo o próximo ano animado, eis que os estúdios decidiram colocá-lo a estrear lado a lado com os grandes blockbusters de Verão de 2006. Uma aposta que se prevê que seja um sucesso total, pelo menos a ver pelo trailer que foi divulgado antes das aventuras dos Incredibles.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:54 PM | Comentários (2)

dezembro 07, 2004

Charme de Outono termina

Acabou hoje a rúbrica de biografias Charme de Outono. Durante um mês o Hollywood disponibilizou as biografias de trinta dos mais conceituados actores da nossa praça, um ciclo que hoje chega ao fim. A administração espera que o público tenha apreciado esta rúbrica, que segue o modelo iniciado com Brasas de Verão e que terá continuação no próximo mês de Março com a rúbrica Sedução de Inverno, essa dedicada a algumas das actrizes de eleição dos nossos dias. Para recuperar estas trinta vidas fica de seguida o link para cada uma das biografias publicadas.
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Al Pacino
Andy Garcia
Anthony Hopkins
António Banderas
Brad Pitt
Denzel Washington
Dustin Hoffman
Gary Oldman
George Clooney
Jack Nicholson
Jeff Bridges
Johhny Depp
Kevin Costner
Kevin Spacey
Liam Neeson
Michael Douglas
Morgan Freeman
Nicholas Cage
Paul Newman
Pierce Brosnan
Ralph Fiennes
Richard Gere
Robert Redford
Russel Crowe
Sean Connery
Sean Penn
Tom Cruise
Tom Hanks
Viggo Mortensen
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:03 AM | Comentários (4)

Charme de Outono: Vincent Perez - O Principe europeu

É visto como um dos mais charmosos actores da história do cinema europeu. Encarna na perfeição o heroi romântico em filmes de época mas o seu ar excêntrico e olhar soturno granjearam-lhe uma fama de anti-heroi que poucos conseguiram capitalizar. Hoje é um dos icones do cinema em lingua francesa.
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Nasceu a 10 de Junho de 1962 na neutral Suiça, mais concretamente em Lausanne, mas fez toda a sua carreira em França.
Depois de uma infância tradicional, filho de pai espanhol e mãe alemã, o jovem Vincent rumou aos teatros franceses, depois de estudar em Lausanne e no Conservatório de Paris, para aperfeiçoar a sua arte de representação. Fez Shakespeare, Tchekov e Moliere antes de tentar a sua sorte no cinema. O seu ar profundamente sexualizado, e as performances quase a roçar o erotismo, tornaram-no num actor de eleição para filmes romanticos.
A sua estreia surgiu apenas em 1985, mas o seu primeiro grande papel seria interpretado ao lado de Jacqueline Bisset em La Maison de Jade. Depois foi também parceiro de Catherine Deneuve em Indochine. Antes disso, no entanto, já tinha saltado para a fama com o seu papel de Christian em Cyrano de Bergerac. O filme foi um êxito retumbante e Vincent Perez foi com a maré, tornando-se num icone da beleza masculina em francesa.
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Em 1992 estreou-se como realizador em L´Echange, o primeiro de cinco filmes que dirigiria, sem grande sucesso no entanto.
A sua suprema consagração como actor de excelência chegaria em 1994 no filme de Patrice Cherou, La Reine Margot. Com 32 anos estava no máximo de toda a sua força e mostrou-o ao lado da sensual Isabelle Adjani neste realista retrato da França do conturbado século XVI. Um papel que despertou a cobiça dos americanos que dois anos depois o escolheriam para suceder ao malogrado Brandon Lee em The Crow: City of Angels. O filme foi um fracasso e a partir daí as portas da América fecharam-se a Perez. Só voltaria a fazer três filmes em Hollywood, e nenhum deles foi um sucesso.
Em 1997 voltou a destacar-se como heroi romanesco em Le Bossu onde deu vida a Nevers, uma das mais sensuais personagens do cinema francês. Este seria o seu periodo mais prolifero. Faria filmes como Ceux qui m'aiment prendront le train, The Treat, Talk of Angels, Le Temp Retrouvé e Le Libertin, onde viveu o aclamado Diderot. Em 2000 tentou convencer o público americano com o seu forte desempenho em I Dreamed of Africa mas o filme foi novo fracasso de bilheteira.
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Desde aí que Perez se tem conformado a ser uma estrela europeia. Bride of the Wind, Le Pharmancian de Garde, Fanfan la Tulipe e Je reste! são apenas exemplos de filmes de sucesso em França que ajudaram Perez a manter a sua aura.
Para muitos o jovem actor passou ao lado de uma grande carreira em solo norte-americano. Para outros eles é o puro heroi europeu que não tem hipóteses de vingar noutros palcos devido as suas próprias especificidades culturais. Para os amantes do cinema ele é um dos mais influentes actores europeus do nosso tempo.

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:27 AM

O primeiro trailer de Cinderella Man

Foi disponibilizado online um clip de um minuto com alguns dos melhores momentos de Cinderella Man, o próximo filme de Ron Howard.
Cinderella Man conta com Russel Crowe, Reneé Zellweger e Paul Giamatti e narra a vida do pugilista Jim Braddock, que conseguiu a alcunha de "homem-cinderela" graças à sua trajectória no mundo do boxe.
O filme esteve para estrear este ano mas problemas nas gravações com Crowe atrasaram o projecto que é visto agora como um dos mais curiosos filmes de 2005. Cliquem na imagem para ver o trailer.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:05 AM

dezembro 06, 2004

Charme de Outono: Viggo Mortensen - Sob o signo do Rei

Considera-se mais um artista do que um actor. É um nome de culto na cena underground nova-iorquina pelos seus trabalhos manuais. Hoje é tambem venerado um pouco por todo mundo graças ao seu soberbo desempenho na mitica trilogia Lord of the Rings. Mais um caso de um papel que faz um actor?
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Existe a possibilidade de ser o novo Mark Hammil. Mas não parece muito preocupado com essa possibilidade. Para ele o cinema apenas mais uma das muitas coisas que gosta de fazer.
Viggo Mortensen nasceu a 20 de Outubro de 1958 no coração de Nova Iorque, em plena Manhattan.
De ascendencia dinamarquesa, Viggo viajou muito quando era jovem, especialmente pelo norte da Europa e a América latina. Começou a estudar representação quando voltou aos Estados Unidos, e depois de ter sido aplaudido em diversas peças de teatro e filmes locais, decidiu tentar a sua sorte em Los Angeles. Começaria aí, em 1984, uma carreira com mais de trinta filmes, muitos deles aplaudidos pela critica.
Foi em Witness, o aclamado filme de Peter Weir, que Viggo se estreou. Nessa altura já era um poeta aclamado e um homem do mundo.
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Depois de anos a fazer pequenos papeis, surgiu em destaque no filme The Indian Runner. Seguiram-se outros papeis aclamados pela critica como Ruby Cairo, Carlito´s Way, Crimson Tyde e Portrait of a Lady. Estreou-se em filmes de acção ao lado de Demi Moore em G.I Jane e no mesmo ano fez dois remakes de Hitchock: Psycho e A Perfect Murder.
Foi então que a sua carreira deu uma volta de 180º graus. A principio estava pouco seduzido pelo papel de Aragorn na adaptação de Lord of the Rings para o cinema. O filho persuadiu-o a aceitar e foi assim que o actor embarcou para a Nova Zelandia onde durante tres anos protagonizou um dos maiores herois do univero de JRR Tolkien. O resto já todos sabem. Fama, reconhecimento e um lugar no coração de muitos cinéfilos.
Em 2003 faria Hidalgo, mas os fãs continuaram a ver nele e que sempre irão ver, o Rei de Gondor.
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Para além dos seus talentos cinematográficos, Viggo mostrou ter imenso talento em outras áreas. Editou três albuns de jazz, escreveu vários livros de poesia e é também um pintor e fotógrafo consagrado em Nova Iorque. Para muitos ele é muito mais do que um actor. Para o espectador comum ele será sempre Aragorn.

Próximo Charme de Outono - Vincent Perez

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:56 PM | Comentários (2)

Baixas de vulto para o "outro" Alexander

Apesar do realizador Bazz Luhrmann garantir que pretende levar o seu Alexander, The Great até ao fim, este semana o projecto sofreu duas importantes baixas.
Primeiro foi Nicole Kidman a confessar que está desencantada com o projecto e pretende preencher a agenda com outro tipo de papeis. Já hoje Leonardo di Caprio explicou que preferiu trabalhar primeiro com Scorcese e depois com Luhrmann, mas que agora não vê motivos para encarnar o grande conquistador.
Apesar de nenhum o ter referido, o desastroso filme de Oliver Stone é a principal razão para este recuo estratégico.
Quem não desiste é o mentor do projecto. Luhrmann está na Europa a acabar o guião do filme e deve voltar à carga com novo elenco em 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:46 PM | Comentários (1)

dezembro 05, 2004

Charme de Outono: Tom Hanks - O Icone da América

Desde as suas comédias mais hilariantes aos papeis mais dramáticos, desde sempre Tom Hanks foi visto como um all-american actor. Um espelho do que os americanos querem ser. O seu humor, coragem e valores contagiaram o público norte-americano que o considera hoje como um dos maiores actores de sempre.
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E justamente!
Thomas J. Hanks nasceu a 9 de Julho de 1956 em Concordy, na Califórnia. Filhos de pais que fizeram história ao fazerem aprovar no estado uma lei sobre o complicado dossier das separações fez com que o jovem Thomas tivesse de viajar de casa do pai para casa da mãe, de cidade em cidade, de familia adoptiva em familia adoptiva, sem nunca conseguir um nucleo familiar estável.
Curiosamente, ao contrário da maior parte dos actores, nas representou na escola. Aliás, era sempre rejeitado para papeis em peças escolares por falta de talento. A carreira teve inicio num pequeno teatro local que o convidou para fazer uma tour em Clevland e a partir daí o jovem encontrou o seu rumo.
A estreia no cinema só chegaria em 1980 quando já tinha 24 anos. Foi no filme He Knows Youre Alone. Curiosamente o seu primeiro sucesso chegaria apenas ao terceiro filme. Foi em Splash, onde contracenava com Daryl Hannah.
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Os anos 80 marcariam Hanks como um dos grandes actores de comédia do cinema de então. Em papeis como Bachelor Party, Big (pelo qual recebeu a primeira de sete nomeações aos óscares) e The Money Pitt tornaram-no num nome consensual.
O grande salto deu-o em 1993 quando encarnou a vida de Andrew Beckett no dramático Philadelphia. Hanks foi o primeiro actor a interpretar com este destaque um homem contagiado com o virus da SIDA e comoveu meio mundo. E aproveitou e venceu a sua primeira estatueta dourada. E quando todos pensavam que a sua carreira iria voltar aos papeis que o tinha lançado, surge Forrest Gump. O filme, uma comédia-dramática em estilo de biopic, tornou-se num dos mais espectaculares do cinema norte-americano. E o seu desempenho foi avassalador de tal forma que Hanks se tornou no segundo actor (o primeiro tinha sido Spencer Tracey) a vencer dois óscares de melhor actor de forma consecutiva. Aos poucos tinha-se tornado num icone, o all-american, o sucessor natural de James Stewart.
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Os papeis de homens simples que têm de encarar situações dramáticas tornaram-se imediatiamente a sua imagem de marca. Apollo 13, Saving Private Ryan, The Green Mile e Cast Away provaram que a fórmula tinha sucesso. Por todos conseguiu uma nomeação mas não voltou a vencer, mesmo que em alguns dos filmes, como no magnifico retrato de Steven Spielberg do Dia D, tenha merecido.
Entretanto alternava esse tipo de papeis com outros mais cómicos, quer na dobragem de Toy Story, quer em comédias como You´ve Got Mail e Sleepless in Seatle.
Inspirado no trabalho realizado com Spielberg, decidiu juntar-se ao seu amigo para produzir, em 2001, a aclamada serie Band of Brothers.
Os últimos anos têm sido pautados com interpretações mistas. Foi um anti-heroi em Road to Perdition, onde andou um pouco perdido, mas foi um notável detective em Catch Me If You Can. Já este ano seria a estrela de Ladykillers e de The Terminal, onde trabalhou pela terceira vez com Spielberg.
Para o futuro o nome de Hanks vai continuar a encher as salas de cinema. Temos já este natal The Polar Express e para os próximos anos há The Da Vinci Code, The Risk Pool e A Cold Case.

Próximo Charme de Outono - Viggo Mortensen

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:57 PM | Comentários (3)

dezembro 04, 2004

Primeiro trailer de Bewitched

Depois do sucesso durante os anos 60, a serie sobre a feiticeira doméstica mais nariguda deste mundo, e do outro, chega ao cinema.
Nicole Kidman e Will Ferrell são os actores principais desta hilariante comédia, que conta ainda com Shirley McLaine no elenco. O filme é dirigido por Nora Ephron e conta a história da feiticeira Samantha que casa com um mortal sem o avisar dos seus poderes mágicos. O marido quer que ela abandone a sua vertente mágica mas a mãe e uma serie de estranhas circunstancias parecem complicar a tarefa.
Vejam o trailer aqui e deliciem-se.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:35 PM

Charme de Outono: Tom Cruise - Show me the money

Começou por ser um dos mais promissores actores dos anos 80. Fez inumeros filmes de sucesso até ao momento em que decidiu que ganhar dinheiro era mais importante do que representar bem. As semelhanças do actual para o antigo Tom Cruise são pura coincidência!
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Nascido a 3 de Julho de 1962 em Syracuse no estado de Nova Iorque e hoje é um dos homens mais poderosos da industria cinematográfica. Mas ninguém imaginaria que seria esse o futuro de Thomas Cruise Mapother IV.
Os pais eram quase nómadas e o jovem Tom nunca esteve mais do que um ano no mesmo sitio. Daí não estranhou que, com 14 anos, ingressasse num seminário franciscano. O seu sonho de então era seguir como padre. Imagine-se! Foi a paixão pela representação que começou a conquista-lo na escola que o levaram a deixar os estudos e a tentar a sua sorte no mundo do cinema. Isso com 18 anos. Foi em 1981 que se deu a sua estreia em Endless Love. Seguir-se-iam pequenos papeis em Taps, The Outsiders e Losin it. O seu primeiro papel principal chegaria com Risky Business. Os anos oitenta coroariam Cruise como o menino prodigio do cinema norte-americano. Em Top Gun, The Color of Money, Cocktail, Rain Men e Born on the Fourth of July, Cruise brilhava e mostrava que merecia ser considerado como um dos grandes valores do cinema americano.
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A entrada na década de 90 continuou a marcar esse bom momento. Em 1990 salta para as pistas em Days of Thunder e conhece aquela que seria a mulher da sua vida, Nicole Kidman. Casam-se e voltariam a fazer, dois anos depois, um filme juntos, Far Away. Só sete anos depois se reuniriam no ecrãn. Nessa altura a tendendcia já se tinha invertido. Agora a estrela era Kidman e Cruise estava em queda. Mas já lá vamos.
Interview with the Vampire, The Firm, A Few God Men e, acima de tudo, Jerry Maguire, marcaram o final do periodo dourado da sua carreira. E esperava-se a devida coroação da Academia. Isso não aconteceu, e, da noite para o dia, Cruise mudou por completo. Passou a trabalhar em blockbusters cujo o unico objectivo era o cachet que recebia, deixando os papeis mais soltos, aqueles em que se ele se mostrava melhor.
Começou com Mission Impossible e passou de seguida em Eyes Wide Shut, filme que rodou com Kubrick, antes de este morrer, e marcaria o fim da sua relação com a diva Nicole Kidman.
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Mission Impossible II continuou a maré de péssimos desempenhos. Viriam depois Vanila Sky, Minority Report, Last Samurai e Collateral, todos papeis demasiado fracos e longe do que se esperaria de um actor do seu nivel. Exceptuando Magnolia, Cruise tinha deixado de representar com estilo. Agora procurava desesperadamente encher os bolsos e vencer o ansiado óscar. Desconfia-se que não será desta ainda que o actor o conseguirá.
Depois dos problemas amorosos com Kidman, seguiu-se a relação polémica com Penelope Cruz e a conversão à Igreja de Cientologia. Tudo noticias que descridibilizaram ainda mais o nome do actor. Esperam os fãs que The War of the Worlds inverta uma tendência que parece condenar Tom Cruise a um futuro mais sombrio do que se esperava nos seus dias de glória.

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CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:53 PM | Comentários (3)

Batman Begins com teaser oficial

Depois dos vários posters que têm sido divulgados por fãs da saga, chegou hoje à net o primeiro teaser poster oficial do filme.
Um poster muito bem conseguido que espelha bem o que Christopher Nolan quer deste filme: um heroi solitário.
Batman Begins é um dos filmes mais esperados de 2005. Tem Christian Bale como Batman e uma serie de actores de eleição no elenco. E marca o regresso do Homem-Morcego às salas de cinema depois de algumas experiências infelizes.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:51 PM

Primeiro poster de Mr and Mrs Smith

Promete ser um dos filmes de acção mais divertidos do próximo ano. Brad Pitt e Angelina Jolie são um casal de assassinos profissionais que, sem o saberem, são contratados para matar o conjugue. Uma premissa já testada com sucesso em Prizzis Honor e que promete muitas gargalhadas.
O filme é de Doug Liman, tem estreia marcada para o primeiro semestre de 2005 e o trailer pode ser visto aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:43 PM | Comentários (1)

dezembro 03, 2004

Charme de Outono: Sean Penn - Contra o sistema...

É uma das vozes mais criticas de Hollywood. Aponta todos os aspectos negativos por onde passa, desde o coração da industria cinematográfica às politicas do executivo federal. Hoje é visto finalmente como um dos grandes da sua geração. Mas para lá chegar teve de lutar muito.
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A 17 de Agosto de 1960 nasceu na solarenga Califórnia Sean Justin Penn, hoje conhecido como um dos três maiores actores da geração de 85, lado a lado com Tom Hanks e Denzel Washington.
Os pais estavam no mundo do espectáculo e por isso foi fácil perceber o porquê dele, e do seu jovem irmão Chris, terem sido sempre empurrados para esse mundo. O pai, Leo Penn era realizador e tinha sido um dos nomes riscados na Caça às Bruxas dos anos 50.A mãe Eileen Ryan uma actriz de estúdio. Mesmo assim só aos 21 anos é que chegou o primeiro papel para o jovem Sean. O filme foi Taps e foi o inicio da carreira deste jovem e explosivo actor. Seguiu-se um divertido papel no filme de culto Fast Times at Rigdemond High.
Em 1984 foi considerado uma das 10 maiores promessas do cinema norte-americano. Já na altura lhe detectavam as suas principais caracteristicas. Sofredor, autor de um notável controlo de timing, praticante eximio do inner acting e explosivo como poucos.
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Seguiram-se notáveis performances em Racing With the Moon, The Falcon and the Snowman, At Close Range, We´re No Angels e Casualties of War. Aos poucos tinha-se tornando numa das grandes referências para os actores mais jovens da década de 80. Por essa altura era mais conhecido por ser casado com Madonna, de quem se divorciaria no final de 1989. A nova década começari a brilhar nos seus primeiros papeis de destaque. State of Grace foi um dos mais interessantes filmes do inicio da década e permitiu-lhe conhecer a sua actual mulher Robin Wright-Penn. Nesse mesmo ano, 1991, estreou-se na realização em Indian Runner. Carlito´s Way voltava a mostra a sua melhor face em 1993 e conseguiu a sua primeira nomeação ao óscar em 1995 com o seu notável papel em Dead Man Walking.
Voltaria aos seus melhores papeis dois anos depois em The Game e no final dos anos 90 mostrou-se em grande estilo em The Thin Red Line e Sweet and Lowdown, filme de Woody Allen.
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No entanto os maiores momentos da sua carreira chegariam nos últimos cinco anos.
Primeiro em Before Night Falls em 2000 e no ano a seguir em I Am Sam. Um dos papeis mais comoventes dos últimos anos valeu-lhe a nomeação ao óscar. Apesar de muitos considerarem que seria um justo vencedor, acabaria derrotado. Mas o seu melhor momento estava aí. Dirigiu o fraco The Pledge mas no ano passado entrou em dois dos maiores filmes do ano. Primeiro em 21 Grams, onde é explosivo e espantoso como nunca o viram, e depois em Mystic River. Aqui conseguiu o seu melhor desempenho de sempre, o melhor do ano e um dos mais interessantes dos últimos anos. Apesar de muitos não acreditarem, a consagração chegou com o seu primeiro óscar. Um óscar emotivo para um rebelde eterno como é Sean Penn.
E quantoso muitos pensavam que ele iria voltar a papeis menos conseguidos, eis que ele apresenta um rol de intensas interpretações. Primeiro em The Assassination of Richard Nixon, já este ano, e em The Interpreter e All the King´s Men nos próximos dois anos. É caso para dizer que o melhor Penn pode mesmo ainda não ter aparecido.

Próximo Charme de Outono - Tom Cruise

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:19 PM | Comentários (3)

Alexander - Um crime contra a Humanidade

Há que manter o minimo de respeito pela herança cultural da Humanidade. Tudo tem limites, mesmo o mundo do cinema. Ao contemplar estupefacto os créditos finais de Alexander perdi todo o respeito que tinha por Oliver Stone. Todo o realizador tem direito a ter um mau momento. Mas a destruir por completo um filme, criando uma imagem vergonhosa de uma das maiores personalidades da história da humanidade, vai uma grande diferença. E o que Stone fez é imperdoável...
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Alexandre, o Grande é a maior personalidade da Antiguidade Clássica. Foi o mais jovem conquistador da história, o único capaz de unir a Europa e Ásia. E fez isso com um pequeno exército de pastores. Tendo apenas 25 anos. É obra. E uma personalidade destas merece um filme à sua altura. Por muito polémico que Alexandre seja, acho que todos estamos de acordo nisso. Por isso é impercéptivel que o filme sobre a vida desta grande personalidade se baseie na sua homossexualidade levada ao extremo (mas sem a coragem de mostrar o que se insinua), do seu medo do pai e da sua fixação na mãe. Será que o grande Macedónio se resume a isso? Dificilmente. Mas Oliver Stone quer nos fazer acreditar que sim. Quer que pensemos que o amor dos exércitos veio do nada, quando na realidade brotou das acções heroicas em Queroneia, Issos e Granico, batalhas fundamentais na sua vida e incompreensivelmente apagadas da história. Stone não mostra a relação de cavalheirismo entre Dário e Alexandre. Mas, pior do que isso, inventa factos. Se estamos a adaptar um livro, podemos sempre mudaru ma coisa ou outra sem impacto. Agora a vida de um dos génios da história, isso já nao se pode fazer. Fazer da filha de Dário uma rapariga das montanhas, da morte de Alexandre um assassinato, ou da morte de Bucéfalo um espectaculo visual, é simplesmente lamentável. E nenhum filme se salva com uma base tão podre.
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O filme peca em todos os sentidos, apesar de uns serem claramente mais graves do que outros. As interpretações não existem. Tirando Angelina Jolie, que apesar do sotaque exagerado, é a melhor actriz em cena, todo o restante elenco é um desastre absoluto. Val Kilmer é exagerado (quem disse a Oliver Stone que Filipe da Macedónia era zarolho?), Chistopher Plummer inexistente, Jared Leto fraquissimo, Anthony Hopkins incompreensivelmente apagado enquanto que Rosario Dawson só existe para mostrar os enormes seios de que é dotada. E quanto a Colin Farrell? Digamos que é um dos maiores erros de casting de toda a história. O filme nunca é dele porque ele é pequeno demais para uma personagem tão grande. Não é a cabeleira loira que tantos criticam ou a falta de experiencia. É mesmo as suas próprias caracteristicas que o tornam num Alexandre improvável e inverosimel. E comparado com o seu idolo Aquiles, mesmo sendo o Aquiles versão Brad Pitt, a verdade é que este Alexandre é uma sombra do que poderia ser. E mais uma vez isso é fatal ao filme.
Mas provavelmente o ponto mais negro do filme - tirando as adulterações históricas - é a montagem.
O estudioso Franz Weyerganz explicita no seu livro Eu e o Cinema, que a montagem é a chave fulcral do cinema. E Oliver Stone ignorou isso e construir a pior montagem dos últimos anos. Incompreensivel, mal estruturada e pior concebida. Quem imaginaria ver um épico em que no discurso da personagem principal - habitualmente um dos pontos mais dramáticos do filme - iriamos ouvir breves palavras sem chama enquanto uma águia contempla um desorganizado campo de batalha? E quem imaginaria uma batalha com cores vermelhas em todo lado, em quem um cavalo sozinho enfrenta um exército de indianos enquanto que Alexandre está impávido deitado no chão? Verdadeiramente impensável.
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Outro ponto negativo do filme é a forma como a narrativa está estruturada. Para além de ignorar os aspectos essenciais da vida de Alexandre, faz dois flashbacks dentro de um grande flashback que é a narrativa de Hopkins. O primeiro evoca a memória de Citizen Kane e é tão mal feito que até dá dó. Será uma das cenas finais mais hilariantes da história do cinema, sem qualquer sentido, ao contrário de Rosebud. O segundo serve para mostrar a morte de Filipe. Porquê? Para quê guardar isso para meio do filme? Não há razão nem emotividade que o justificasse. Pelo contrário. Isso só reforça a ideia do menino da mamã e do papá. Não há força para voltar atrás na história. Nem paciência para aguentar o que se segue.
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Tirando a banda-sonora, alguns momentos da primeira meia hora de filme, e as paisagens e fotografia do filme, todo este filme é para esquecer. Se os soldados de Alexandre estavam fartos de marchar rumo ao fim do mundo, o espectador fica farto de ver a estapafúrdia invenção de Stone. Até há bem pouco tempo depositava válidas esperanças em Alexander. Ao contrário de Troy - que apesar de não ser melhor cinematograficamente, é mais honesto nas descrições das personagens - aqui havia tudo para este ser um dos filmes do ano. E o primeiro motivo era Oliver Stone. Autor de grandes filmes como JFK e Nixon, e de sucessos como Platoon e Bourne on the 4th of July, filmes que lhe valeram dois óscares, esperava-se o melhor. Nunca isto. Nunca vi tal harakiri de um realizador em toda a minha vida. Não de um dos melhores. A partir de hoje Stone torna-se num vulgar director de estúdio. Perdeu a credibilidade que tinha, tal como aconteceu com Michael Cimino em Gates of Heaven. Respeito o trabalho pré-Alexander mas temo que o futuro deste autor seja ainda mais negro que o futuro deste triste filme. E acredito que Alexandre, o Grande mereça uma homenagem digna. Agora não pensem que será o filme de Bazz Luhrmann com Leonardo di Caprio a fazer isso. Terá de ser o cinema europeu a evocar a sua memória de uma forma que só nós sabemos fazer. Porque nos Estados Unidos já se percebeu que de história e cultura europeia nada sabem. Só destruir uma identidade que levou milhares de anos a criar.

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O Melhor - A Banda Sonora do filme e a Cinematografia.

O Pior - Tudo o resto. Especialmente a montagem de Stone e a sua falta de coragem em todos os aspectos. Em não contar a história como ela foi e ao não ter coragem para levar a sua história até ao fim. Se queria retratar Alexandre como homossexual então não se percebe porque é que a cena de sexo é com uma mulher e não com um homem. Até aí Stone é vergonhoso.

Curiosidade - Quando em 1955 Richard Brooks realizou Alexander the Great, também houve polémica há volta da cor do cabelo da personagem principal. Tal como aconteceu com Farrell, também Richard Burton teve de ser aloirado para encarnar o papel.

Site Oficial - alexanderthemovie.warnerbros.com

Realizador: Oliver Stone
Elenco: Colin Farrell, Angelina Jolie, Val Kilmer, Anthony Hopkins, ...
Produtora: Warner Bros.
Classificação: m/16
Duração: 176 minutos


PS - Peço desculpas aos leitores do Hollywood por ter insistido neste filme como eventual candidato aos óscares nas minhas primeiras previsões. Um erro imperdoável que espero que me perdoem. É o risco de prever sem ver antes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:25 AM | Comentários (1)

dezembro 02, 2004

Prémios Gotham coroam Sideways

A temporada de prémios começou e agora será sempre assim nos próximos dois meses. Depois de ontem o National Board of Review ter considerado Finding Neverland o filme do ano, hoje foi a vez dos Gotham Critics, uma associação de criticos de Nova Iorque (não confundir com a New York Critics Film Society), premiou Sideways com o titulo de filme do ano.
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Alexander Payne, que já ontem tinha tido um dia em grande com as seis nomeações ao ISA e o quinto posto na lista do NBR, consegue hoje uma importante vitória. Apesar de habitualmente premiar filmes de tendência alternativa, os Gotham são um indicador respeitado por muitos em Hollywood.
Para além do Sideways o destaque esteve em Maria Full of Grace. O filme conseguiu o prémio de Revelação no campo dos acotres, com Catalina Sandino Moreno, e de Realizador Revelação, prémio que foi para as mãos de Joshua Martson.

Em destaque esteve também Don Cheadle que venceu o prémio de Actor do Ano pela sua performance em Hotel Rwanda.
Mike Leigh venceu um prémio de carreira, e Michael Moore e Eternal Sunshine of the Spotless Mind conseguiram menções honrosas. Já Jonathan Demme conseguiu para o seu documentário The Agronomist, o prémio de Documentário do Ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:32 PM

A Guerra dos Mundos já invadiu a net

Foi hoje divulgado o site oficial de War of the Worlds, o próximo épico de Steven Spielberg baseado na obra de H. G. Wells.
Tom Cruise será a personagem principal deste filme que passa para o cinema o que Orson Wells fez na rádio. Os extra-terrestres invadem a terra e despoletam a guerra entre dois mundos, o nosso e o mundo galáctico. Para acompanharem Cruise, estão no elenco Miranda Otto, Tim Robbins, Dakota Fanning e Justin Chatwin.
O filme está a ser filmado em New Jersey, num bairro bem português, e a Paramount vai lançá-lo no Verão de 2005.
O site oficial com todas as novidades da produção pode ser encontrado aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:46 AM | Comentários (1)

Charme de Outono: Sean Connery - Se Deus viesse à Terra, seria igual a ele...

É um mito e ninguém o pode negar. É um grande actor mas já passou para a posteridade como um dos homens mais sexy e charmosos de todos os tempos. Consegue com o seu carisma iluminar uma caverna tenebrosa. Faz o mesmo com os filmes em que entra. Deus pode não ter criado todos os homens à sua imagem e semelhança. Mas se há alguém assim, ele é sem dúvida nenhuma, Sir Sean Connery.
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O seu sotaque não engana ninguém. Hoje ele é o maior mito da Escócia. Um embaixador do Império Britânico. Um exemplo a seguir por todos. Celebrizou-se como James Bond mas há muito que conseguiu criar uma identidade afastada da mitica personagem que encarnou pela primeia vez em 1962. Hoje ele é um dos maiores nomes da industria cinematográfica. E um dos actores com mais adeptos em todo o mundo. Incluindo aqui.

Nascido a 25 de Agosto de 1930 em Edinburgh, ele personifica o verdadeiro operário de classe média baixa que encontra sucesso no cinema. A sua infância foi passada entre as ruas da capital escocesa e alguns trabalhos casuais. Depois de ter perdido a virgindade com 11 anos para uma prostituta - um mito que se tornaria cada vez maior com o passar dos anos - aos 16 foi para a Marinha britânica. Quando saiu aceitou posar nu para estudantes de arte para ganhar a vida, e aos 18 anos começou a preparar o fisico para atacar o titulo de Mister Universo. Conseguiu-o em 1950. Depois passou para o cinema de forma gradual. A estreia chegaria apenas em 1954 no filme Lilac on the Spring. Durante os oito anos seguintes faria 20 filmes, dos quais MacBeth, Tarzan e Another Time, Another Place são os mais marcantes. Mas foi ao vê-lo em Darby O´Geel and the Litlee People que o produtor Joseph Brocolli se convenceu que ele era o homem certo para viver Bond, James Bond no seu primeiro filme. Ian Fleming, que tinha escrito o papel a pensar em Cary Grant, queria David Niven. Connery ficou com o papel e Dr. No foi um exito retumbante dando inicio a uma serie que já vai em 21 filmes, dos quais ele protagonizou seis dos mais emblemáticos episódios.
Em 1963 voltou a ser Bond em From Russia With Love e no ano seguinte trabalhou ao lado de Sir Alfred Hitchcock em Marnie. Voltaria nesse mesmo ano a viver 007 no seu mais emblemático filme Goldfinger. Em 1965 faria o seu 4º Bond, Thunderball. Em 1967 faria You Only Live Once, outro filme do agente secreto. Mas por essa altura, ele que estava associado eternamente à personagem, decidiu abandonar o projecto. Foi preciso uma fortuna, e o fracasso que foi o filme com George Lazenby, para o persuadir a voltar em 1971 ao papel. Com 41 anos viveu Bond oficialmente pela última vez em Diamonds Are Forever.
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Entretanto Connery procurava criar uma carreira afastada da personagem que o celebrizava. Depois de Marnie fez A Fine Madness, Shalako, Zardoz, Murder on the Orient Express e The Man Who Would be King, mas os filmes não tinham exito a qualquer nivel. Surpreendentemente voltou a viver Bond, de forma não oficial, em Never Say Never Again. Estavamos em 1983 e Connery tinha já 53 anos. Mas convenceu e deixou saudades. A década de 80 viria a revelar-se o oposto dos anos 70. Já maduro e experimentado, conheceu os seus maiores sucessos nos anos seguintes. The Name of the Rose valeu-lhe a primeira nomeação ao óscar, num desempenho marcante, um dos melhores de toda a década. Óscar que chegaria no ano seguinte, mas de secundário, pelo seu retrato de policia honesto em The Untouchables. A consagração de um actor que já então era acarinhado por tudo e todos. Higlhander, Family Business, The Hunting of the Red October, The Russia House e o terceiro episódio de Indiana Jones confirmaram-se como um dos nomes mais celebres do mundo do cinema. A sua imagem de marca era uma longa barba branca e uma careca sedutora - Connery perdera todo o cabelo aos 21 e tivera de usar peruca ao viver Bond - acompanhadas de uma das vozes mais emblemáticas da história do cinema.
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Começou a trocar os papeis de protagonista por papeis secundários de grande interesse, desde A Good Man in Africa a First Knight, passando por Robin Hood: Prince of Thieves, The Rock e The Avengers. Deu a voz a um dragão em Dragonheart e ensinou Catherina Zeta-Jones a roubar com classe em Entrapment. Foi ainda o professor de Rob Wallace em Finding Forrester e no ano passado entrou no falhado projecto The League of the Extraordinary Gentleman.
Recusou o papel de Gandalf na trilogia de Lord of the Rings or não querer filmar 18 meses na Nova Zelandia e doou muitos dos seus salários a instituições de caridade. É o maior patrono da Escócia apesar de em 1999 ter sido armado cavaleiro do Império. E acima de tudo é um dos maiores mitos vivos do cinema. Um daqueles mitos que ninguém conseguirá apagar.

Próximo Charme de Outono - Sean Penn

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:43 AM | Comentários (1)

The Incredbibles - Como é que eles conseguem?

Não conheço nenhum estúdio cinematográfico que consiga fazer de ano para ano um filme melhor que o anterior. Foi preciso chegar a Pixar para isso acontcer. The Incredibles não é só o melhor filme animado do ano, como é um dos maiores filmes de acção de sempre, prestando a devida homenagem ao universo dos super-herois de uma forma que ainda ninguém soube fazer...
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Os estúdios Pixar são uma lufada de ar fresco na industria cinematográfica. E ameaçam, se continuarem a este ritmo, a ultrapassar os miticos estudios Disney como os reis do cinema de animação. E a luta contra a Warner Bros e contra a DreamWorks parece estar definitivamente ganha. Quem foi ver The Incredibles tinha Finding Nemo na cabeça. Acontece que este filme é ainda melhor que as aventuras dos peixes-palhaços mais divertidos dos oceanos. The Incredibles consegue ser um dos melhores filmes de acção de todos os tempos. Misturando James Bond, Star Wars, X-Men, Fantastic Four, Spiderman e tantos outros herois, este filme é a sumula do cinema de acção fantastico. Andam os estúdios a gastar fortunas com filmes que acabam por se revelar desastres completos, e estão estes pequenos grandes génios da Pixar a fazer filmes como este. Simplesmente genial.
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O argumento de The Incredibles é já de si notável. Uma abordagem extremamente original ao universo dos super-herois. Há uma empatia imediata com as personagens principais. As excelentes vozes de Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson também ajudam. As reviravoltas do argumento são extremamente bem conseguidas, e as capacidades de cada uma das personagens muito bem escolhidas. Não há um pormenor que escape ao genial Brian Bird, o grande arquitecto deste filme animado.
Cenários espantosos, personagens que parecem humanas sem o serem, ou seja, que são fieis caricaturas de seres humanos, com todas as suas fraquezas e defeitos (notáveis as sequências de um Mr. Incredible cansado na repartição ou da Elastigirl a contemplar um traseiro envelhecido ao espelho. Um filme delicioso e que prova definitivamente que o cinema animado já não é só para crianças. Um filme tao inteligente e perspicaz como The Incredibles é mais para um público adulto com vontade de se divertir do que propriamente para crianças. E aí quer a DreamWorks, quer a Pixar conseguiram estabelecer a ruptura do que acontecia com a Disney e a Warner Bros.
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Pessoalmente nunca fui favorável a que documentários e filmes animados sejam incluidos nos melhores filmes para a Academia. Acho que a oferta é tal entre os filmes, que ter ainda concorrentes como estes tornava a situação mais complexa e injusta. Ao sair da sala, pela primeira vez questionei esta minha posição. E acredito que a Academia de Hollywood faça o mesmo. The Incredibles não é só o melhor filme animado do ano, batendo Shrek2 aos pontos. É um dos melhores de sempre, ombreando com Snow White, Lion King e Beauty and the Beast, e o melhor da serie Pixar que não para de nos surpreender. E pelo trailer de Cars, próximo filme da Pixar, parece que o futuro é glorioso.

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O Melhor - Tudo. Desde o argumento, às vozes, ao design.

O Pior - Quase nada. Talvez a transformação do bebé no final seja exagerada. Ficamos sem perceber afinal quais são os super-poderes do futuro Incredible.

Curiosidade - Para mostrar a genialidade da Pixar, há uma curta animada antes do filme. Também ela absolutamente genial, também ela um indicio de que estes estudios são imbativeis.

Realização: Brad Bird
Elenco de vozes: Craig T. Nelson, Holly Hunter, Samuel L. Jackson
Produtora: Pixar
Classificação: m/12
Duração: 121 minutos

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:24 AM | Comentários (3)

dezembro 01, 2004

National Board of Review consagra Finding Neverland

Foi hoje entregue o primeiro prémio do ano cinematográfico e o grande vencedor foi Finding Neverland.
O filme de Marc Forster conta com Johnny Depp e Kate Winslet no elenco e triunfou no top 10 que o National Board of Review fez do que se passou no cinema em 2004. Destaque também para as vitórias de Michael Mann, como realizador e de Jamie Foxx e Annete Benning nas categorias de representação.
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Formado por amantes do cinema sem qualquer ligação à industria cinematográfica, o National Board of Review é tão antigo como os óscares da Academia, e hoje é tido como um dos prémios mais importantes do ano. E como é o primeiro essa importância torna-se vital para muitos filmes que procuram um lugar ao sol.
Talvez seja esse o caso de Finding Neverland, que para muitos estava fora da corrida aos grandes prémios. A verdade é que ficar no primeiro lugar da lista dos 10 mais dá um novo folego a esta produção da Miramax.
O segundo lugar foi para The Aviator, confirmando que os estúdios Miramax estão em grande forma. Seguiram-se Closer, Million Dollar Baby, Sideways, Kinsey, Vera Drake, Ray, Collateral e Hotel Rwanda a completarem o top. Esta votação é feita por maioria qualificada. Os membros vão votando até que um último filme sobre com maioria. Foi o caso de Finding Neverland.

Na realização o grande vencedor foi Michael Mann, autor de Collateral, um resultado surpreendente, já que muitos apostavam em Martin Scorcese ou Clint Eastwood.
Jamie Foxx confirmou que é um serio candidato a actor do ano, ao ficar com o galardão masculino e o mesmo se passou com a grande favorita entre as actrizes, Annete Benning.
Como secundários do ano foram eleitos Thomas Hayden Church de Sideways e ainda Laura Linney, em Kinsey. Emmy Rossum, por Phantom of the Opera e Topher Grace em P.S. foram as revelações do ano cinematográfico. O melhor elenco pertenceu a Closer.
O top5 do Melhor Filme Estrangeiro foi liderado por Mar Adentro, seguindo-se La Mala Educacion, Maria Full of Grace, Les Choristes e Diarios de Motocicleta. The Incredibles foi o filme animado do ano.

Apesar de não estar no top5 dos melhores documentários, Farheneith 9/11 teve uma menção honrosa como aconteceu com The Passion of Christ e Conspiracy of Silence. Também Jeff Bridges, Jerry Bruckheimer e Clint Eastwood foram homenageados pelo seu trabalho.
Houve ainda menções honrosas para filmes como Eternal Sunshine of the Spotless Mind, The House of the Flying Daggers entre outros filmes. O melhor argumento original pertenceu a Charlie Kauffman e o melhor argumento adaptado a Alexander Payne. Born into Brothels foi o documentário do ano e Garden State valeu a Zack Braff o prémio de melhor estreia para um realizador.

Fica assim dado o primeiro prémio anual de cinema. A cerimónia de consagração dos vencedores será a 11 de Janeiro em Nova Iorque.
Resta saber se a tendência se manterá até ao final. A confirmar-se, as previsões do Hollywood provam estar certas. Tirando um ou dois filmes, os grandes candidatos do ano parecem começar a perfilar-se. E com Finding Neverland a suceder a Mystic River, ninguém sabe o que pode acontecer.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:00 PM | Comentários (1)

Charme de Outono : Russel Crowe - O Guerreiro do Outro Lado do Mundo

No inicio era um brutamontes que passeava por Hollywood. Hoje é um dos mais respeitados actores de cinema, e um dos maiores nomes da sua geração. Que transformação houve neste australiano para saltar do 8 ao 80 em tão pouco tempo?
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Nascido nos antipodas do mundo ocidental, na longinqua Nova Zelândia a 7 de Abril de 1964, hoje o seu nome é incontornável na industria cinematográfica.
Apesar de ser de origem neo-zelandesa, o jovem Crowe foi muito cedo viver para a vizinha Austrália. Razão pela qual muitos hoje o apelidam de australiano em vez de neo-zelandes. Os pais trabalhavam na industria cinematográfica e por isso desde muito cedo que ele também sonhou com um lugar ao sol. Teve uma infancia normal para um jovem dos anos 70 e deu os seus primeiros passos como actor em 1988 numa serie televisiva chamada Living With the Law. Depois disso conseguiu pequenos papeis no cinema local e tornou-se numa estrela em ascensão na Austrália com o seu desempenho em Romper Stompers. Nessa altura dividia o cinema com a sua banda de musica, da qual ainda é membro, os 30 Odd Foot Of Grunts.
Em 1994 o seu nome chegaria aos Estados Unidos pelo seu desempenho em Sum of Us.
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Daí até ao estrelato ainda demoraria um bocado, mas Russel já se fazia notar. Encantou Sharon Stone que o escolheu para lutar contra Gene Hackman no delicioso The Quick and the Dead. Depois do seu sucesso no filme de Stone, chegou a altura de dividir o ecrãn com Denzel Washington (com quem lutaria durante dois anos seguidos pelo óscar) em Virtuosity. Mas o seu grande papel chegaria em 1997. O filme era o notável LA Confidential de Curtis Hanson e Crowe brilhou a alto nivel ao lado de Guy Pierce e Kevin Spacey. Aclamado por muitos como o melhor filme do ano, Crowe conseguiu tornar-se num nome consensual. Apesar de haver quem o visse apenas como um bruto vindo da Austrália. Os seus papeis em Breaking Up e Mistery, Alaska, apesar de muito bons, pareciam confirmar essa versão. Até que chegou 1999 e com ele The Insider. A critica rendeu-se ao seu notável desempenho e falou-se em óscar. Conseguiu a sua primeira nomeação mas saiu derrotado pelo amigo Spacey. No entanto a estatueta estava a caminho. No ano seguinte, no épico de Ridley Scott, Gladiator, encantou tudo e todos e consagrou-se como grande actor do virar de século. E pela primeira vez foi eleito o melhor entre os melhores.
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Quando muitos pensavam que Crowe poderia deixar a sua carreira ir abaixo em filmes de menor impacto, ele responde com um notável desempenho em A Beautiful Mind. O filme venceu vários óscares mas a Academia não o premiou pelo segundo ano consecutivo por achar que era exagero. Preferiu dar o óscar a Denzel Washington, o grande derrotado por Crowe no ano anterior.
Ainda assim Crowe não baixou o seu nivel. No ano passado foi a estrela soberana de Master and Commander : The Far Side of the World, falhando apesar de tudo a nomeação. Era o recado da Academia. Já tinha tido a sua hora de glória que tão cedo não se repetirá. Mas Crowe faz orelhas moucas disso e continua a encantar com os seus grandes desempenhos. Cinderella Man, filme de Ron Howard, e Eucalyptus são as suas grandes apostas para atacar os óscares em 2005 e 2006. Resta saber se conseguirá convencer Hollywood de que ele é de facto um dos icones actuais do cinema. Quem o conhece e acompanha o seu trabalho há anos, diz que disso não há duvida.

Próximo Charme de Outono - Sean Connery

CHARME DE OUTONO

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:13 PM

Nomeados ao Independent Spirit Awards

Foram hoje divulgados os nomeados aos prémios do Independence Spirit, que é a par de Sundance, a maior organização de filmes independentes. Habitualmente os grandes titulos indies começam a destacar-se nestas nomeações e este ano isso parece acontecer principalmente com Sideways que conquistou seis importantes nomeações.
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O filme de Alexander Payne é o grande favorito a suceder a Lost in Translation como grande filme independente do ano. Inspirado numa viagem de carro entre dois amigos na vespera do casamento de um deles, o filme conta com grandes interpretações de Paul Giamati e Thomas Haden Church, ambos nomeados nas suas respectivas categorias. Virginia Madsen também conseguiu uma nomeação como melhor actriz secundária. O filme recebeu ainda nomeações para Melhor Filme, Realizador e Argumento Adaptado.
O grande rival de Sideways vai ser Maria Full of Grace. Divulgado no último festival de Sundance, este filme conta com uma notável participação de Catalina Sandino Moreno, que conseguiu uma esperada nomeação. O filme fala sobre uma mãe solteira da Colombia que procura a sua sorte, tentando imigrar para os Estados Unidos.
Os outros três filmes nomeados na categoria de Melhor Filme foram Kinsey, Baadasss!!! e Primer.
Na categoria de Melhor Realizador a grande surpresa foi Walter Salles que conquistou o lugar de Bill Condon, o realizador de Kinsey. Os restantes quatro lugares foram ocupados pelos autores dos melhores filmes, Alexander Payne, Joshua Martson, Mario von Peebles e Shane Curruth.

Como Melhor Actor vamos ter cinco fortissimos candidatos, que podem aqui começar a testar a sua capacidade de aguentar até aos oscares. Jamie Foxx por Ray, Paul Giamatti por Sideways e Liam Neeson por Kinsey são os nomes mais mediaticos, mas não se pode esquecer Jeff Bridges por The Door in the Floor e Kevin Bacon como pedófilo em The Woodsman.
Na categoria feminina Catalina Sandino Moreno é a grande favorito já que as rivais surgem todas de filmes pequenos. Casos de Kimberly Elise em Woman Thou Are Loosed, Vera Farmiga em Down to the Bone, Judy Marte por On the Outs e Kyra Sedgwick em Cavedreweller.
Nas categorias secundárias destaque para as nomeações de Thomas Hayden Church e Virginia Madsen por Sideways, Peter Saasgard em Kinsey e Cate Blanchett em Coofees and Cigarrets.

A única regra para ser-se nomeado pelo ISA é de que o orçamento do filme não ultrapasse os 15 milhões de dólares. Isso impediu filmes como Finding Neverland e Eternal Sunshine of the Spotless Mind de se candidatarem.
Fica aqui a lista completa de nomeados ao prémio que será entregue a 26 de Fevereiro, tal como no ano passado na véspera dos Óscares. Resta saber se tal como em 2003, também um destes filmes consegue uma vaga na categoria principal.

MELHOR FILME
Sideways
Maria Full of Grace
Kinsey
Baadass!!!
Primer

MELHOR REALIZADOR
Alexander Payne (Sideways)
Joshua Martson (Maria Full of Grace)
Mario Van Peebles (Baadass!!!)
Shane Carruth (Primer)
Walter Salles (Diarios de Motocicleta)

MELHOR FILME DE ESTREIA
Napoleon Dynamite
Garden States
Brother to Brother
Saints and Soldiers
The Woodsman

MELHOR ACTOR
Jamie Foxx (Ray)
Paul Giamatti (Sideways)
Kevin Bacon (The Woodsman)
Liam Neeson (Kinsey)
Jeff Bridges (The Door in the Floor)

MELHOR ACTRIZ
Catalina Sandino Moreno (Maria Full of Grace)
Kimberly Elise (Who Woman Thou Are Loosed)
Vera Farming (Down to the Bone)
Judy Marte (On the Outs)
Kyra Sedwigk (Cavedrewller)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Thomas Hayden Church (Sideways)
Peter Saasgard (Kinsey)
Jon Gries (Napoleon Dynamite)
Aidan Quinn (Cavedreweller)
Roger Robinson (Brother to Brother)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Virginia Madsen (Sideways)
Cate Blanchett (Coffee and Cigarrets)
Loretta Devine (Woman Thou Are Loosed)
Robin Simmons (Robbing Peter)
Yenny Paola Vega (Maria Full of Grace)

MELHOR DESEMPENHO DE ESTREIA
Rodrigo de la Serna (Diarios de Motocicleta)
Anthony Mackie (Brother to Brother)
Louis Olivos Jnr (Robbing Peter)
Hannah Pilkes (The Woodsman)
David Sullivan (Primer)

MELHOR ARGUMENTO
Sideways
Kinsey
Before Sunset
The Door in the Floor
Baadass!!!

MELHOR ARGUMENTO DE ESTREIA
Brother to Brother
Garden State
Maria Full of Grace
Primer
Robbing Peter

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
La Mala Educacion
Oasis
Red Lights
Mar Adentro
Yesterday

MELHOR CINEMATOGRAFIA
Diarios de Motocicleta
Dandelion
Redemption
Saint´s and Soldiers
We Don´t Live Here Anymore

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Bright Leaves
Crhisolm 72
Hidding and Seeking
Tarnation
Metalica

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:18 PM | Comentários (1)

O Que Estreia Por Cá - Um Conquistador Ferido No Orgulho

Há um mês atrás era o mais forte candidato a filme do ano. Tinha Oliver Stone a realizar, e um elenco de luxo a contar a história de uma das maiores personagens da Humanidade. Mas de repente vieram os criticos a arrasar o filme. E o fracasso que foi a primeira semana de box-office. E agora? O que pensar deste filme? Mais vale ir ver para crer.
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Alexander é um dos filmes mais caros do ano. Com efeitos especiais espantosos e uma história de fazer inveja a qualquer realizador, Oliver Stone tinha tudo para fazer do filme a sua obra-prima. O elenco composto por Colin Farrell, Angelina Jolie, Val Kilmer, Jared Leto, Rosario Dawson e Anthony Hopkins também dava a ideia de estarmos diante de um dos filmes mais interessantes do ano. Mas depois de tudo o que lemos vindo dos Estados Unidos, onde o filme foi recebido pessimamente mal, não sabemos o que esperar. Se um novo Troy, em toda a sua extravaganza visual e insipiência narrativa, se mais um filme menosprezado na América para ser amado na Europa. Sinceramente creio que este é daqueles casos em que cada um parte para o filme com uma opinião e sairá com outra completamente diferente. Alexander promete criar polémica por não ser consensual. Pela positiva ou pela negativa, essa é que é grande dúvida.
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Para além deste épico histórico, há ainda mais dois filmes.

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Cellular é mais um thriller intenso que chega dos Estados Unidos. A premissa é bastante atraente. Temos uma mulher que é raptada, para divulgar o paradeiro do marido. Por acidente liga para um numero desconhecido que, ao atender o telemóvel, fica a conhecer a situação e sente-se responsável pela vida da estranha mulher do outro lado da linha. Um filme dirigido por David R. Ellis, com Kim Basinger, Chris Evan e William H. Macy nos principais papeis.

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Autografia+Momentos da Vida de Um Poeta foi o grande vencedor do DocLisboa 2004. Um documentário de Miguel Gonçalves Mendes sobre a vida do aclamado poeta Mario Cesariny, um dos vultos maiores da poesia do Século XX em Portugal. Um documentário que mostra que este genero está bem vivo por cá, ao contrário do cinema de longa-metragem.

O HOLLYWOOD RECOMENDA - Como tira-teimas, ver Alexander. Correndo o risco de o ver como um novo Troy, para pior (como muitos indicam), ou como um mal-amado, este é daqueles filmes que tem de ser visto para tirar todas as dúvidas.

O HOLLYWOOD DESACONSELHA - Numa semana apenas com três estreias, não há nada a desaconselhar. Tenham portanto uma boa semana cinematográfica.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:52 PM | Comentários (2)

Damon brinca aos espiões

Robert de Niro vai realizar The Good Sheppard e contará com o jovem Matt Damon no papel principal. O filme será uma biopic um pouco adulterada da vida de James Jesus Angleton, um dos primeiros chefes da CIA, e contará como um jovem é recrutado para a CIA e a vida que leva como agente secreto.
Num papel que era originalmente para Leonardo di Caprio - que se manteve fiel a Bazz Luhrmann e ao seu Alexander e por isso recusou - Matt Damon volta assim ao universo de espionagem que bem conhece dos filmes em que vive Jason Bourne.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:42 PM

Novidades e confirmação do Código Da Vinci

A Columbia Pictures confirmou hoje vários rumores à volta da adaptação ao cinema do livro de Dan Brown, O Código Da Vinci, e ainda deu novidades em primeira mão.
Tom Hanks está de facto contratado para viver Harry Langdon. O director da Columbia garante que ele terá tudo para fazer um excelente papel já que se trata de um dos maiores astros do cinema actual.
Confirmado está igualmente a equipa técnica do filme. Ron Howard é o director, Akiva Goldsman o argumentista e John Calley e Brian Gazer serão os produtores do filme.
A grande novidade foi a divulgação da data de lançamento do filme. Vai ocorrer a nivel mundial a 19 de Maio de 2006. A Columbia aposta assim em grande na adaptação às telas do maior best-seller deste novo milénio.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:20 PM