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fevereiro 28, 2005

E honra aos vencidos...

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Desculpa Marty mas este ano não merecias...

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:11 PM | Comentários (5)

Glória aos vencedores

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:02 PM

Óscares 2004 - Os vencedores em imagens...III

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:15 AM | Comentários (2)

Óscares 2004 - Previsões vs Vencedores

Comparem as minhas previsões com os vencedores. Apesar de ainda ter falhado seis categorias no total (Tema, Fotografia, Direcção Artistica, Som, Edição Sonora e Maquilhagem), posso dizer que as justificações que dei nas previsões acabaram por cumprir-se em grande parte. Basta comparar. As previsões estão aqui e os vencedores aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:13 AM

Óscares 2004 - Os Vencedores em imagens II

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:11 AM

Óscares 2004 - Apontamentos

Apresentação - Apesar de não ser Billy Crystal ou Robin Williams, a verdade é que Chris Rock esteve bastante bem, especialmente na primeira metade da cerimónia. Foi pena a troca de palavras com Sean Penn - e temos de dar razão ao actor - mas tirando isso foi uma experiência agradável.

Nova sistema - Por um lado a impressão foi positiva. A cerimónia foi mais curta, mais dinâmica e talvez mais interessante. Mas por outro lado fica a sensação de que algumas categorias não merecem precorrer a passadeira até ao palco. É verdade que entre as categorias técnicas e as restantes há uma diferença substancial de relevo. Mas e de importância? Será isso tão claro como querem fazer crer?

Surpresas - Muito poucas para os que tinham apostado num cenário como o que veio a acontecer (caso do Hollywood). Talvez se destaquem três grandes surpresas. A primeira é a vitória de The Incredibles em melhor som, conquistando assim duas estatuetas douradas. A segunda é a vitória de Al Otro lado del Rio como melhor tema. Merecido talvez mas não esperado. A última surpresa ressalta pelo facto de o filme com mais óscares não ter sido o grande vencedor da noite. Um pouco como aconteceu com Cabaret e The Godfather em 1972.

Mitos - Cairam hoje alguns mitos. O primeiro era de que o SAG e o oscares nunca combinavam a 100%. Este ano os quatro actores que venceram os óscares tinham ganho na sua Guild. O segundo é a de que o filme com mais nomeçaões leva o óscar de melhor filme. Aconteceu pela terceira vez em vinte anos mas aconteceu. Um outro mito é o de que os realizadores só ganham óscares entre os 30 e os 60. Eastwood venceu dois óscares já depois dessa tabela temporal. E por fim há o mito que para se ser melhor filme tem de se ganhar em argumento e montagem. MDB não venceu nenhuma dessas categorias.

Vencedores - A equipa de Million Dollar Baby. Quatro óscares em sete hipóteses (perdeu o actor Eastwood, o argumentista Haggis e a equipa de montagem). Swank bisou, de novo diante de Benning, mostrando ser uma das grandes actrizes dos nossos dias. Freeman teve finalmente um óscar. E Eastwood voltou a conquistar um óscar de melhor realizador.
Foi uma noite de ouro para a menina de um milhão de dólares.

Outros Vencedores - A equipa técnica de The Aviator está de parabens. Foram cinco óscares conquistados, alguns não tão esperados (fotografia e direcção artistica por exemplo) mas justos á sua medida. Ficou provado que este é mesmo um filme técnico. Outros vencedores são The Incredibles e Spiderman2, filmes com duas estatuetas cada, bem como Jamie Foxx e Charlie Kauffman, um com um óscar anunciado e o outro com um óscar finalmente atribuido.

Os Derrotados - Em primeiro lugar, para pena de muitos amantes do cinema, Martin Scorsese. O seu filme até teve mais estatuetas, mas tirando Cate Blanchett, não logrou ter nenhum óscar não técnico. Falhou nesse aspecto em toda a linha. E o calvário de Marty continua.
Outros derrotados são sem dúvida Finding Neverland e Sideways. Apenas um óscar, sendo que o filme da Miramax tinha várias nomeações técnicas que podia ter vencido. Já Payne venceu como argumentista mas viu o resto das nomeações de Sideways resultarem em nada.

Outros Derrotados - O elenco secundário de Closer merecia melhor destino mas o filme de Mike Nichols saiu da cerimónia sem um único óscar. Tal como The Passion of the Christ, este de forma surpreendente já que era um forte candidato nas três nomeações. Annette Bening surge também como derrotada, por, em cinco anos, perder duas vezes o óscar para Swank. E de certa forma o cinema britânico também sai em pior estado do que entrou não tendo conquistado um único óscar apesar de Vera Drake e Hotel Rwanda estarem bem posicionados.

Curiosidades - A cerimónia está a perder audiências e a tornar-se mais maçadora do que era há alguns anos. Mas isso será motivo para trazer rappers que nada têm a ver com cinema para apresentar prémios? Ou será razão suficente para colocar uma cantora na moda junto dos adolescentes a cantar temas cujos próprios autores poderiam - e queriam - dar voz? Essa vontade enorme de trazer os jovens para a cerimónia não pode passar por tornar os óscares algo parecido com os MTV Movie Awards.
A propósito do cinema e dos americanos é notável o clip de Rock junto da comunidade negra. Afinal que filmes vêm os americanos? Têm provavelmente a melhor industria no mundo mas preferem o White Chicks a MDB? Um bom tema para um documentário.

Melhores Discursos - Sem dúvida alguma o de Jamie Foxx, o de Hilary Swank, o de Clint Eastwood (e a sua inseparável mãe), o de Luis Drexler e também o de Sidney Lumet.

Melhores apresentadores - A escolha recai em Robin Williams, Jeremy Irons, Scarlett Johansson e a dupla finalDustin Hoffman-Barbra Streisand sem grande margem para dúvida.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:42 AM | Comentários (1)

Óscares 2004 - Os vencedores em imagens...I

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:38 AM

Hollywood-Óscares2004 - Balanço da noite dourada...

Por onde começar?
Apesar de tudo indicar no inicio que The Aviator iria ser o grande vencedor da noite (foi mesmo o filme com mais estatuetas) a verdade é que a Academia não resistiu à qualidade superior de Million Dollar Baby. O filme de Clint Eastwood venceu quatro estatuetas douradas (menos uma que o rival), e acabou por se consagrar como o filme do ano. Eastwood foi também eleito o melhor realizador, continuando a espera de Martin Scorsese pela estatueta dourada que nunca mais parece chegar.
Nas categorias de representação não houve qualquer surpresa, acontecendo pela primeira vez uma total sintonia entre o SAG e os óscares. Jamie Foxx e Hilary Swank venceram na categoria principal enquanto que Morgan Freeman e Cate Blanchett sairam vencedores na categoria de suporte.
No que ao argumento diz respeito, também não houve surpresas. Alexander Payne e Charlie Kauffman foram finalmente galardoados, eles que são dos mais talentosos argumentistas do momento.
Como se esperava também Mar Adentro foi consagrado como o filme do ano no que diz respeito a produções estrangeiras. O cinema latino teve ainda mais uma vitória com o melhor tema que acabou por ir para o filme Diarios de Motocicleta.
The Incredibles conseguiu dois óscares - por melhor filme animado e melhor som - os mesmos que Ray e Spiderman2. Com uma estatueta acabaram também Finding Neverland (banda sonora) e Lemony Snicket´s (maquilhagem).
Nas categorias de documentários, vitória de Born into Brothels e de Mighty Times, enquanto que nas categorias ligadas às curtas-metragens foram WASP e Ryan os vencedores da noite.
Uma 77º edição dos óscares apresentada com sucesso por Chris Rock (talvez o confronto com Penn fosse evitável) e com as alterações defendidas por Gill Cates a terem um impacto extremamente positivo.

No que ao Hollywood diz respeito a noite também não podia ter corrido melhor. Tivemos uma centena de pessoas a acompanhar a cerimónia online e temos o orgulho de dizer que divulgamos o vencedor praticamente ao minuto, superando sites conceituados como os da BBC, Sky News ou CNN. Além do mais o Hollywood acertou em 17 das 22 categorias da noite, um resultado bastante aceitável. Por isso só me resta agradecer a todos que acompanharam esta mega-cobertura, desde os primeiros momentos até à noite de gala.
Obrigado e fica já prometido. Para o ano há mais!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:55 AM | Comentários (5)

Óscares 2004 - Os vencedores

Melhor Filme - Million Dollar Baby
Melhor Realizador - Million Dollar Baby
Melhor Actor - Jamie Foxx
Melhor Actriz - Hilary Swank
Melhor Actor Secundário - Morgan Freeman
Melhor Actriz Secundária - Cate Blanchett
Melhor Argumento Original - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Melhor Argumento Adaptado - Sideways
Melhor Filme Estrangeiro - Mar Adentro
Melhor Filme Animado - The Incredibles
Melhor Tema - Al Otro lado del Rio (Diarios de Motocicleta)
Melhor Banda Sonora - Finding Neverland
Melhor Som - The Incredibles
Melhor Edição Sonora - Ray
Melhor Maquilhagem - Lemony Snicket´s A Series of Unfortunate Events
Melhor Guarda Roupa - The Aviator
Melhor Direcção Artistica - The Aviator
Melhor Fotografia - The Aviator
Melhor Montagem - The Aviator
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:54 AM

A noite de gala no Hollywood

Aqui fica o recuperar das categorias á medida que foram anunciadas aqui no Hollywood.

Melhor Filme
Melhor Realizador
Melhor Actor
Melhor Argumento Original
Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Actriz
Melhor Tema
In Memoriam
Jean Hersholt Award
Melhor Banda Sonora
Melhor Documentário em Curta
Melhor Som
Melhor Mistura de Som
Melhor Fotografia
Melhor Curtas Metragens
Óscar Honorário a Sidney Lumet
Melhor Efeitos Especiais
Melhor Argumento Adaptado
Melhor Montagem
Melhor Documentário
Melhor Actriz Secundária
Melhor Guarda-Roupa
Prémios Cientificos e Técnicos
Melhor Maquilhagem
Melhor Filme Animado
Melhor Actor Secundário
Melhor Direcção Artistica
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:52 AM

E acabou a noite...e Million Dollar Baby fica para a história

Glória aos vencedores e honra aos vencidos! Parabéns a Clint Eastwood mas também a Martin Scorsese. Parabens a todos os que tiveram a paciência para acompanhar a cerimónia aqui no Hollywood. E parabéns ao cinema que teve mais uma grande noite de glória.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:35 AM | Comentários (1)

E o Melhor Filme é....Million Dollar Baby

The Aviator partia para a última categoria com 5 óscares. Million Dollar Baby tinha apenas três. Portanto a lógica dizia que seria The Aviator a vencer.
Mas a lógica e os óscares às vezes não combinam e Million Dollar Baby, o melhor filme do ano, foi mesmo o escolhido para filme do ano pela Academia. Um prémio justo para Clint Eastwood e toda a sua equipa, que sempre acreditou num projecto que a maior parte dos estúdios não estava disposto a aceitar. Mas a justiça prevaleceu e assim se fizeram os óscares de 2004.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:30 AM | Comentários (4)

E o Melhor Realizador é....Clint Eastwood

Será que Scorsese vence finalmente o óscar ou Eastwood volta a conquistar a estatueta? Era a maior dúvida na noite dos óscares deste ano.
Clint Eastwood é o maior realizador no activo e a Academia não resistiu em voltar a premiá-lo, depois de o ter feito em 1992 por Unforgiven. Eastwood torna-se assim um mito vivo voltando a vencer tudo e todos. E Million Dollar Baby conquista o seu terceiro óscar e há a hipótese de vencer o grande óscar que falta atribuir.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:22 AM

E o Melhor Actor é...Jamie Foxx

Todos diziam antes da cerimónia que esta era uma categoria já entregue. Bastava apenas a Jamie Foxx aparecer e levar o óscar para casa. E assim foi. A sua interpretação de Ray Charles no filme Ray conquistou tudo e todos ao longo do ano. Chegou a hora do óscar. Foxx reina supremo. Um discurso tocante e extremamente emocionante.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:18 AM | Comentários (3)

Faltam apenas três estatuetas

Faltam três óscares. Será que The Aviator limpa estes três? Será que Million Dollar Baby volta em estilo e vence? Jamie Foxx confirmará todo o favoritismo? Está quase a acabar. Haverá Aviator/Eastwood? Aviator/Scorsese ou MDB/Eastwood?
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:16 AM

E o Melhor Argumento Original é...Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Todos queriam saber se à terceira, Charlie Kauffman saía da sala com o ansiado óscar. E assim foi. Justiça foi feita e Eternal Sunshine of the Spotless Mind conquista o seu único óscar. Um argumento brilhante consagrado com toda a justiça, não fosse Kauffman um dos maiores argumentistas dos últimos anos. E uma derrota de The Aviator que pode querer dizer algo. A confirmar. Faltam apenas três estatuetas.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:12 AM | Comentários (1)

E o Melhor Filme Estrangeiro é....Mar Adentro

O favorito absoluto era Mar Adentro e poucos duvidavam da sua vitória. Confirmou-se o favoritismo e depois de Pedro Almodaver agora é Alejandro Amenabar a ser coroado pela Academia como um dos maiores talentos mundiais na realização cinematográfica. Uma vitória que é também de Javier Bardem, o notável actor que viveu Ramon Sanpedro, o homem que queria morrer com dignidade.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:08 AM

MDB equilibra um pouco o jogo

Apesar das cinco estatuetas douradas já conquistadas por The Aviator, as duas vitórias de MDB nas categorias de representação pode aumentar as hipóteses do filme dar a volta por cima. Mas para isso é preciso Clint Eastwood vencer melhor filme e The Aviator não vencer argumento, actor e realizador.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:05 AM

E a Melhor Actriz é...Hilary Swank

Num ano em que se repete a luta de 1999, a vitória coube a Hilary Swank que assim bisa na história dos óscares. É a segunda vitória para Million Dollar Baby que parece estar a vencer nas categorias de maior destaque, enquanto Aviator domina nas categorias mais técnicas. E mais uma vez Swank bate Benning por KO. Um discurso tocante e emocionado de uma jovem que tem tido uma carreira apagada, mas que tem desempenhos notáveis em ambas as vitórias que conquistou a estatueta dourada. Repete assim o feito de Jodie Foster como jovem actriz a conquistar dois óscares com tão poucos anos de espaço.
Nota para Sean Penn, igual a si mesmo, respondendo às provocações de Rock sobre o talento de Jude Law.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:59 AM

E o Melhor Tema Original é...Diarios de Motocicleta

Depois de todas as canções terem sido cantadas em palco - só Accidently in Love foi cantada pelos compositores originais ficando o resto nas mãos de Beyoncé e António Banderas - Prince anunciou o grande vencedor.
O ano não foi o melhor nesta área e muitos tinham dificuldade em apontar um vencedor antecipado. A glória coube ao tema Al Otro lado del Rio, tema de Diarios de Motocicleta. Jorge Dexler a quem não deixaram interpretar o tema, interpreta-o no discurso de vitória. Dos melhores da noite.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:48 AM

In Memoriam...

De Marlon Brando a Ronald Reagan, o presidente-actor, sem esquecer Peter Ustinov, David Raskin, Fay Wray, Elmer Bersntein, Frank Thomas, Russ Meyer, Janet Leigh, Christopher Reeve, Osie Davis ou Mercedes McCambridge.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:42 AM

Jean Hersholt para Roger Mayer

Segue-se a estatueta para Roger Mayer, o prémio Jean Hersholt, um prémio humanitário que é entregue à meio século a figuras que se destacam em áreas ligadas à indústria. Este ano foi escolhido o presidente da Associação de Restauração de peliculas antigas. O prémio foi entregue por Martin Scorsese, o grande vencedor da noite até ao momento.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:39 AM

E a Melhor Banda Sonora vai para...Finding Neverland

O favorito era Finding Neverland e o favoritismo confirmou-se por completo. Pode ser o único óscar da noite para o filme de Marc Forster. Sem os grandes rivais - ineligiveis - a vitória soa natural.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:38 AM | Comentários (2)

E o Melhor Documentário em forma de Curta é...Mighty Times

Vitória de Mighty Times, um documentário norte-americano sobre as crianças e os preconceitos raciais cuja duração é de trinta e três minutos.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:36 AM

Agradecimentos

Aproveito que António Banderas e Carlos Santana cantam Al Otro Lado del Rio para agradecer a todos os que estão a acompanhar a cerimónia também no Hollywood, e especialmente aqueles que me têm ajudado com preciosos comentários para que possa ir corrigindo os erros que o tempo me faz cometer. A todos um obrigado e continuem por cá. Afinal ainda faltam as grandes categorias.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:35 AM | Comentários (4)

E o Melhor Som é...The Incredibles.

Vitória surpresa para The Incredibles que assim conquista o seu segundo óscar da noite. E os técnicos de Spiderman2 continuam a sua demanda sem vencer óscares. Já lá vão vinte e cinco anos. E o cinema animado deixa assim bem vincada a sua marca.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:34 AM | Comentários (3)

E a Melhor Mistura de Som é...Ray

A vitória absoluta vai para Ray que assim interrompe o dominio de The Aviator. A noite fica mais interessante e Taylor Hackford agradece. É o primeiro para Ray hoje.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:11 AM

E a Melhor Fotografia é...The Aviator

Uma categoria extremamente equilibrada, com muitos candidatos a merecerem a estatueta. Mas a noite está a ser de The Aviator e esta categoria não fugiu à regra. E esta é a quinta estatueta para o filme.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:09 AM | Comentários (1)

E as Melhor Curta-Metragens são....Wasp e Ryan

Wasp vence em Live-Action. Produção britânica de 28 minutos que conta a história de uma mulher de 23 anos, mãe de quatro filhos.
Na categoria de melhor curta animada o vencedor é Ryan, que também venceu o Cinanima este ano.
Isto depois de mais um momento musical, desta feita Learn to Be Lonely, a belissima música de The Phantom of the Opera, de novo cantada por Beyoncé, e dos aplausos ao chefe de orquestra da cerimónia.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:56 AM

A Homenagem a Sidney Lumet

Al Pacino apresentou o óscar a um dos realizadores mais marcantes da sua carreira. Sidney Lumet vence assim o seu primeiro óscar, infelizmente apenas com contornos honorários. Depois do breve clip sobre a filmografia de Lumet, chegou o discurso honorário de um homem amado por todos, mas não o suficiente para ter sido oscarizado na sua carreira activa. A ovação de pé foi longa e esperada, como sempre acontece nestas ocasiões.
Isto aconteceu pouco depois do Presidente da Academia ter feito o seu discurso anual, onde prestou homenagem aos soldados norte-americanos espalhados pelo mundo.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:45 AM

E os Melhores Efeitos Especiais são para...Spiderman2

Era uma disputa extremamente equilibrada entre os três filmes nomeados mas na hora das decisões a vitória sorriu a Spiderman2. E é a primeira vitória da noite para o mega-sucesso da Sony Pictures.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:42 AM | Comentários (1)

E o Melhor Argumento Adaptado é...Sideways

A vitória de Sideways era anunciada por todos como certa e veio a confirmar-se. É o prémio para Alexander Payne, que tal como Sofia Copolla o ano passado, se afirma como um dos grandes argumentistas e realizadores da nova geração. E Jim Taylor também está obviamente de parabéns.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:36 AM

The Aviator vai dominando a noite...

The Aviator está em estilo. Cinco nomeações e quatro vitórias. Adivinha-se uma vitória folgada a não ser que Million Dollar Baby consiga um volte face de última hora.
Os Counting Crows interpretaram entretanto a canção Accidently in Love, uma das favoritas a levar o óscar.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:30 AM

E a Melhor Montagem é...The Aviator

Quem ganha aqui normalmente ganha o óscar de Melhor Filme e por isso The Aviator vai bem lançado para dominar a noite. Até agora conseguiu praticamente o pleno com quatro estatuetas douradas. Só Alan Alda saiu derrotado.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:28 AM | Comentários (3)

E o Melhor Documentário é...

Com todos os nomeados no palco a vitória calhou a Born into Brothels, o que já era esperado pela intensidade dramática do conteudo do documentário. Um filme indiano e americano que se debruça sobre a exploração sexual na India.
Claro que antes tinha de haver a homenagem a Johnny Carson, recentemente falecido e um dos mais adorados anfitriões da Academia!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:15 AM

E a Melhor Actriz Secundária é...Cate Blanchett

Como se esperava a vitória é de Cate Blanchett. A australiana recebeu o aplauso da Academia pela sua performance como Katherine Hepburn em The Aviator que faz assim o seu terceiro óscar da noite.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:12 AM | Comentários (3)

E o Melhor Guarda Roupa é....The Aviator

Com mais uma vez os apresentadores em palco, com a especial presença de Edna Mode (The Incredibles) ao lado de um afónico Pierce Brosnan, foram entregue os prémios de melhor guarda-roupa. A vitória de The Aviator era esperada. Já é o segundo da noite, e o filme de Scorsese pode estar a caminho da sua noite de glória.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:10 AM

Prémios técnicos atribuidos na semana passada são anunciados

Prémios cientificos e técnicos , apresentados por Scarlett Johansson, a começar a terceira parte dos óscares, isto depois de Beyoncé cantar a música de Les Choristes, o primeiro tema original a ser apresentado esta noite. E Rock continua em grande estilo!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:58 AM

E a melhor Maquilhagem é....Lemony Snickets

Primeiro óscar apresentado junto do público por Cate Blanchett, que ainda concorre ao óscar de melhor actriz secundária.
O grande vencedor foi Lemony Snicket´s A Series of Unfortunate Eventes, uma surpresa total já que se esperava que a vitória fosse para The Passion of the Christ.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:55 AM

E o Melhor Filme Animado é...

Como era de se esperar, a vitória foi para The Incredibles, o super-sucesso da Pixar studios. E Shrek2 saiu derrotado, não conseguindo a dobradinha depois de há três anos ter saido vencedor.
Genial a apresentação de Robin Williams! O melhor da noite até agora.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:44 AM | Comentários (2)

E o Melhor Actor Secundário é...Morgan Freeamn

À quarta tentativa foi de vez. Finalmente Morgan Freeman vence o óscar. E MDB iguala The Aviator em óscares. Óscar mais pela carreira do que pela performance num ano em que havia Clive Owen.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:40 AM

E a melhor Direção Artistica é....The Aviator

O primeiro óscar da noite foi para cenografia. Pela primeira vez todos os nomeados estão em palco na história da Academia.
The Aviator vence o primeiro óscar da noite apesar de não se apresentar como o favorito claro. É o primeiro óscar da noite de The Aviator que pode estar a caminho de uma noite de glória.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:22 AM

Começa a noite...inspirem fundo e vamos lá

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:17 AM | Comentários (1)

Rock abre a noite em estilo...

Depois de um espectacular clip com a história do cinema, do passado e dos dias de hoje, chegou Chris Rock, o anfitrião da noite na sua estreia.
Uma estreia aplaudida por todos de pé! E uma estreia em estilo. As piadas são inteligentes, interessantes e com muito sentido de humor. O medo de muitos não chegou a ter sentido. E Rock brilhou em estilo!
E houve aplausos para Farheneith 9/11 e The Passion of the Christ.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:35 AM

O Passadiço da fama já rola...

As estrelas já vão mostrando os seus vestidos às ávidas camaras enquanto continua a contagem final para o inicio da cerimónia. A maior parte dos protagonistas da noite já mostraram os sorrisos habituais e as frases de confiança. Agora é esperar pelo anuncio dos vencedores.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:34 AM

Faltam 30 minutos...

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:21 AM

fevereiro 27, 2005

Noite de Óscars-Hollywood - Quem apresenta os óscares...

A lista é infindável. Temos os quatro vencedores do ano passado que vão apresentar as categorias de forma inversa (actores apresentam actrizes e vice-versa), temos alguns dos maiores mitos vivos do cinema e estrelas que há muito não se viam na gala. Aqui fica a lista dos apresentadores confirmados. De destacar a presença de alguns prováveis vencedores e de uma enorme legião de personalidades da comunidade negra.
- Charlize Theron
- Renee Zellweger
- Orlando Bloom
- Tim Robbins
- Salma Hayek
- Martin Scorsese
- Halle Berry
- Gwyneth Paltrow
- Penelope Cruz
- Zhang Ziyi
- Robin Williams
- Kate Winslet
- Kirsten Dunst
- Al Pacino
- Dustin Hoffman
- Drew Barrymore
- Natalie Portman
- Cate Blanchett
- John Travolta
- Leonardo DiCaprio
- Sean Penn
- Mike Meyers
- Prince
- Sean Combs
- Annette Bening
- Pierce Brosnan
- Jake Gyllenhaal
- Jeremy Irons
- Samuel L. Jackson
- Laura Linney
- Emmy Rossum
- Adam Sandler
- Barbra Streisand

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:35 PM | Comentários (2)

Noite de Óscars-Hollywood - Sidney Lumet, o honorário

É o realizador de grandes sucessos como Network ou The Veredict mas nunca venceu um óscar. Até hoje. A diferença é que desta feita não terá competição porque será um óscar honorário, como já tantas estrelas receberam sem conquistarem o chamado "óscar a sério". O seu nome é Sidney Lumet.
O seu primeiro grande filme data de 1957 e contava com um genial Henry Fonda. Era 12 Angry Men e foi um grande sucesso. Na cerimónia dos óscares perdeu para The Bridge Over the River Kwai.
Na decada de 60 estaria em grande ao realizar filmes polémicos como The Pawnbroker ou Deadly Affair. Continuaria a sua senda de realizador de culto nos anos 70. Filmes como Serpico, Dog Day Afternoon, Network ou Murder on the Orient Express fizeram-no um dos nomes mais aclamados da indústria. Mas o óscar nunca chegou. A partir dos anos 80 - desde o brilhante The Veredict - a sua carreira baixou de nivel e Lumet deixou de realizar grandes exitos. No entanto continuou a ser altamente apreciado no meio. Este ano, para compensar o facto de nunca o terem premiado, a Academia decidiu entregar-lhe o óscar honorário. Aquele que Chaplin já recebeu e que os fãs de Scorsese estarão à espera que não venha a receber. Mas mesmo a esses fica uma dica sugestivo. Paul Newman venceu um óscar honorário em 1985. No ano seguinte venceu o óscar de melhor actor. That´s Hollywood.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:13 PM

Noite de Óscars-Hollywood - A Estatueta

Desenhada por Cedric Gibbons - o designer da MGM - e baptizada por uma actriz que o achou semelhante a um certo tio, o Óscar é talvez a estatueta mais cobiçada em todo o mundo. Mede apenas 50 centimetros e está revestida de ouro puro. Já foi entregue mais de um milhão de vezes em 77 cerimónias e algumas das estatuetas foram leiloadas por valores verdadeiramente astronómicos. Hoje serão entregues 23 óscares de competição mais um óscar honorário a Sidney Lumet, um dos realizadores mais consagrados da década de 60 e 70 mas que nunca venceu um óscar em competição.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:08 PM

Noite de Óscars-Hollywood - O Produtor

Chama-se Gill Cates e já produz as cerimónias dos óscares há 11 anos. Foi uma lufada de ar fresco na produção da gala dos prémios da Academia, introduzindo um design mais arrojado ao palco de entrega dos prémios e ainda aplicando novas fórmulas para a apresentação de prémios e categorias. Este ano Cates decidiu apostar numa inovação bastante controversa. Pela primeira vez em várias décadas nem todos subirão ao palco para receber o óscar. Algumas categorias - ninguém sabe quais - verão os seus vencedores receberem os óscares nos próprios lugares, enquanto que em outras estarão todos os nomeados no palco. Claro que haverá categorias que manterão a velha fórmula. Cates falou em criar igualdade em tempo de antena para todos mas não são muitos os entusiastas destas alterações. O impacto está para se ver.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:03 PM

Noite de Óscars-Hollywood - O Apresentador

Causou polémica logo à partida mas é a grande aposta dos produtores para voltar a trazer audiências aos óscares. Chama-se Chris Rock e é o primeiro apresentador em quase dez anos que não é nem Steve Martin, nem Whopy Goldberg nem o mitico Billy Crystal.
Rock é um comediante de sucesso com experiência em galas - já apresentou os Grammys e os Eddies - conhecido por pertencer à chamada geração MTV. Há grande expectativa acerca do seu discurso inaugural, e sob a forma como vai controlar a sua aptência para desvios de linguagem. Aliás, foi a pensar nisso, que a ABC decidiu criar um delay de 5 segundos entre a cerimónia e a transmissão televisiva. Só para o caso de ninguém tomar muitas liberdades. Bem à americana pois claro!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:56 PM

Noite de Óscars-Hollywood - O Palco

Começa hoje a cobertura do Hollywood aos óscares. Infelizmente problemas técnicos com o servidor da Weblog.Pt, ao qual o Hollywood é totalmente alheio, têm impedido a actualização e o acesso ao weblog. Esperamos que os problemas se resolvam com o decorrer da noite, sob pena de comprometer esta cobertura que já leva um mês.
Finda a explicação, aqui fica uma vista de olhos ao palco da grande gala dos óscares: o Kodak Theather.
Construido de raiz para albergar os óscares - que durante as suas 77º edições já viajou por inumeras casas adoptivas - o Kodak Theather é dos edificios mais emblemáticos de Los Angeles, e uma vez por ano enganala-se para receber as estrelas do firmamente cinematográfico. Um digno palco para tão espantoso evento.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:40 PM

Um ano de Império Cinéfilo

É um dos maiores blogs de cinema do Brasil. É um espaço que vibra com o cinema como poucos. E é um dos melhores espaços para se conhecer a evolução dos prémios da Academia ao longo dos anos. É um blog chamado Império Cinéfilo e faz um ano. Por isso, ao meu amigo e colega da ABCine, Gustavo Razera, aqui ficam os meus parabéns. E há melhor do que festejar o aniversário em véspera de cerimónia? Acredito que não, muito menos para alguém como o Gustavo!
Um abraço e parabens.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:21 AM | Comentários (1)

Sideways limpa Indies

Foi hoje entregue o último prémio da época cinematográfica antes da cerimónia dos óscares, que amanhã vai fechar o ano. E como se esperava o grande vencedor dos Independent Spirit Awards foi Sideways. O filme de Alexander Payne venceu seis estatuetas, onde se contam a de melhor filme, realizador, argumento, actor principal (Giamatti) e actores secundários (Haden Church e Madsen).
A actriz do ano foi Catalina Sandino Moreno enquanto que os destaques como revelações do ano foram Zach Braff, pelo seu trabalho como actor, realizador e argumentista em Garden State, e ainda o estreante argentino Rodrigo de la Serna.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:16 AM

Hollywood-Óscares2004 - Quais os possiveis "upsets" da noite?

Os óscares nunca são previsiveis. Apesar de acompanhar a edição dos óscares deste ano, ainda nem a anterior tinha terminado, e mesmo conhecendo muito bem a Academia, a sua história, a sua lógica e estrutura, é impossível adivinhar o que pensam os seus membros. Por isso, e logo num ano como este, por muito que as categorias pareçam previsiveis, a verdade é que surpresas, os chamados "upsets" podem ocorrer onde menos esperamos. Aqui ficam algumas hipóteses...
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E se...

- Todos pensam que a luta de Melhor Filme é entre Million Dollar Baby e The Aviator. Mas e se Sideways vencer? Não é inédito. Em 1981 todos pensavam que a luta era entre On a Golden Pond e Reds mas foi o indie britânico Charriots of Fire que venceu. Sideways tem o apoio de muitos actores e uma vitória, apesar de improvável, é possivel. Seria um enorme upset, o maior da noite.

- Entre Scorsese e Eastwood muitos devem estar a pensar "que venha o diabo e escolha". Mas e se a Academia escolher outro. Tal como Polanski em 2002 ou Mike Nichols em 1967. Nesse caso as hipóteses dividiam-se entre o jovem Payne ou o veterano Leigh. Já aconteceu, porque não acontecer de novo?

- Foxx parece um vencedor certo, mas quantas vezes um filme - para ter mais impacto - não teve um actor a vencer o óscar, mesmo havendo um rival mais forte? Não é muito comum mas já aconteceu. Por isso Eastwood e DiCaprio ainda podem ter esperanças. Seriam upsets menores, tendo em conta que se Depp ou Cheadle ganharem, isso sim seria uma surpresa total. Mas para muitos o upset é mesmo Foxx não ganhar, independentemente de quem vencer.

- E se Swank não ganhar? Esta é uma daquelas categorias que todos têm como certas mas que - ao contrário dos actores - pode gerar muitas surpresas que não seriam assim tão surpreendentes se não fosse este unanimismo generalizado. Isso porque tanto Annette Bening como Imelda Staunton estão notáveis nos seus desempenhos. E Staunton tem o apoio dos britânicos enquanto que Bening tem atrás de si uma legião de membros que poderá querer compensar o que se passou em 1999. Nada melhor do que o fazer contra Swank! Apesar de ser improvável, não seria de todo surpreendente que fosse outra que não a actriz de MDB a subir ao palco. Mesmo assim seria um upset.

- Outra categoria dada como adquirida. Mas é rarissimo o vencedor aqui não vencer o Globo, como é raro os quatro vencedores do SAG serem iguais nos óscares. Em principio alguém não vai repetir a vitória. E porque não Freeman? Já foi ignorado antes. E tanto Clive Owen como Thomas Haden Church estão ao mais alto nivel. Apesar disso é Clive Owen que tem boas hipóteses de bater Freeman. O actor de Closer tem um forte apoio britânico e foi extremamente aplaudido. Qualquer outra vitória seria um enorme upset - Alda por ser um outsider e Foxx por concorrer como actor. Haden Church seria uma surpresa, mas não tão grande. Mesmo assim a lógica diz-nos que é Freeman.

- A lógica também nos diz que é Blanchett a vencedora anunciada, mas não há categoria tão imprevisivel como a de Actriz Secundária. Mas claro, se a noite for de The Aviator o óscar é de Blanchett. Mas e se não for? Então aí há duas candidatas naturais ao lugar. Natalie Portman venceu o globo. Madsen tem o apoio de Sideways por detrás. Ambas podem vencer. Aliás, ambas merecem vencer. Mais do que a própria Blanchett. Mas seria sempre surpreendente. Mas nunca tão surpreendente como se fosse Linney ou Okonedo a triunfar. Isso sim seria um upset.

- Provavelmente um dos maiores upsets da noite é se Shrek2 bater The Incredibles. Não que o filme da Dreamworks não seja muito bom. Aliás é o filme mais visto do ano, um grande sucesso. Mas é que a unanimidade instalada à volta do sucesso da Pixar é tal que qualquer cenário que não a vitória de The Incredibles é impensável.

- Na área dos argumentos pode haver muitas surpresas e os vencedores não serem os anunciados Sideways e Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Seria surpreendente mas teria a sua lógica. Isso se os vencedores forem Million Dollar Baby ou The Aviator, a caminho da noite de glória. Se não perder para um vencedor MDB, Sideways não perde nem por nada este óscar. A acontecer para outro filme seria um dos maiors upsets dos ultimos anos. Já o argumento de Kauffman tem concorrência pesada. Mesmo que The Aviator não vença, há sempre a hipótese de perder para dois filmes com forte apoio: Vera Drake ou Hotel Rwanda. Seria injusto e surpreendente, mas pode muito bem acontecer. Afinal não há duas sem três!

- Outro enorme upset seria se Mar Adentro não vencer o óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Não era a primeira vez que um claro favorito saía derrotado, mas depois do sucesso que o filme teve, e diante da concorrência, outro vencedor seria sempre surpreendente. A acontecer, Yeasterday e Les Choristes são os favoritos a ficar com o óscar.

- Outros upsets a acontecer.
The Passion of the Christ não vencer melhor maquilhagem.
Finding Neverland sair da noite sem um óscar.
O filme com mais óscares não ser melhor filme.
O melhor filme não vencer o óscar de montagem.
The Aviator vencer todos os óscares técnicos.
O melhor tema não ser Accidently in Love. Será um upset menor se perder para Learn to be Lonely.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:05 AM

fevereiro 26, 2005

O Convite

Amanhã, domingo dia 27 de Fevereiro, a partir das 10 horas e até às seis da manhã, o Hollywood convida todos os bloggers e todos os amantes do cinema a acompanhar o maior evento da industria cinematográfica em directo. Pelo segundo consecutivo há um blog português a cobrir "ao segundo" os óscares. Está tudo pronto. A passadeira vermelha está desenrolada, as estrelas começam a chegar. Só faltam vocês! Apareçam...

Miguel Lourenço Pereira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:11 PM | Comentários (1)

Mar Adentro - Deixem-no morrer...

Um tema tão polémico como a eutanásia não podia ter sido tratado de forma tão simples, eficaz e bela como neste filme espanhol de grande nivel. Num ano cheio de temas polémicos, nenhum filme conseguiu marcar a sua posição de forma tão clara como Mar Adentro. E glória também a Javier Bardem a quem o realizador Alexander Payne chamou de "o maior actor do mundo"...
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E é de facto uma pena que Bardem tenha ficado de fora dos óscares. A sua presença era obrigatória. A sua vitória seria justissima. Seria o consagrar do maior actor espanhol da actualidade (alguém se atreve também a dizer de sempre?) e de uma das personagens mais tocantes do ano. Viver Ramon Sanpedro, um tetraplégico que luta para que o deixem morrer com dignidade, durante mais de 25 anos, era uma tarefa extremamente dificil. Só Bardem (que tinha já sido um paraplégico para Almodovar no grande Carne Tremula), o conseguiria fazer. Essa é uma conclusão lógica no final do filme. O filme gira todo à sua volta. Encontramos um magnetismo sem igual entre a camara e a sua cara, a única parte do corpo que se mexe. O que ao inicio pode parecer um contra-senso (Bardem é acima de tudo um actor muito fisico, ao estilo de um Brando), resulta na perfeição. Tanto nos momentos mais divertidos do filme - há gags brilhantes - como nas horas de maior frustração, a sua enorme qualidade vem ao de cima e toma conta da cena. Não admira que Alejandro Amenabar tenha feito tudo para ter Bardem no seu filme. Só de si já é meio caminho andado.
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Mas para além do notável Bardem, um dos outros trunfos deste Mar Adentro é o de possuir um elenco ao mais alto nível. Aliás, não é por acaso que todos os actores foram premiados com Goyas. Lola Duenas foi eleito actriz do ano - com toda a justiça - tal como Celso Bugallo e Mabel Rivera venceram os prémios secundários enquanto que o jovem Tamar Novas e Belen Ruedas venceram os prémios revelação. Toda esta unanimidade à volta do elenco do filme é facilmente explicável. Apesar do dinamo central ser Bardem, é todo o universo que se movimento à sua volta que dá mais intensidade dramática às cenas. Desde o irmão, temeroso das consequências da decisão do irmão, passando pela devoção das várias mulheres da sua vida, sem esquecer o sobrinho que é também como um filho, este Mar Adentro não é apenas a história de Ramon Sanpedro. É acima de tudo a história de quem viveu com ele os últimos anos da sua longa vida de sofrimento.
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A comandar todo este conjunto de talentos - outros os houve na parte técnica, especialmente na montagem e fotografia do filme - está Alejandro Amenabar, o novo menino-prodigio do cinema espanhol e europeu. A sua realização nem sempre é súbtil, deixando a história correr. Há momentos em que ele decide pegar no filme e conduzi-lo a seu belo prazer. Curiosamente é daí que partem as cenas mais belas de Mar Adentro. Um filme sobre dignidade, sobre preconceitos, sobre a dor e a alegria, enfim, sobre a vida, que Amenabar controla como se fosse Deus. Maior elogio não se lhe podia fazer.
É raro um filme sobre um tema tão polémico como a eutanásia revelar-se tão consensual. Ao ver-mos o filme, mesmo quando se é "a favor da vida" não deixamos de perceber que há escolhas que só a pessoa pode fazer. E que mais ninguém deve ter uma palavra sobre esse assunto. É esse o caso deste filme. Nem o advogado mais ilustre poderia defender melhor o caso de alguém que quer morrer com dignidade.
E Mar Adentro não é só um dos mais belos poemas da literatura espanhola. É igualmente o titulo do filme europeu do ano!

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O Melhor - Arrebatadora, tocante e emocionante é a performance de Javier Bardem. Neste momento ele é o grande actor do cinema europeu.

O Pior - Alguns momentos, especialmente no inicio, em que o filme não se consegue encontrar. Felizmente é um problema que é ultrapassado ao longo do filme.

Curiosidade - A transformação de Bardem, num homem de 26 anos para um tetraplégico de 70 anos é assombrosa, tendo mesmo conseguido uma nomeação ao óscar. Amenabar, com medo que isso chama-se mais à atenção do que o desempenho, divulgou fotos do actor para a imprensa com meses de antecedência, para que a imagem estivesse já nas cabeças dos espectadores quando fossem ver o filme.

Site Oficial - www.mar-adentro.com

Realizador - Alejandro Amenabar
Elenco - Javier Bardem, Lola Duenas, Celso Bugallo, ...
Produtora - Sogecine
Classificação - m/16
Duração - 125 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:39 PM | Comentários (2)

A Cobertura

Foram quinze dias a cobrir a edição deste ano dos óscares de forma regular e exaustiva. A um dia da cerimónia vale a pena olhar para trás. Leiam, comentem e façam as vossas apostas. A festa é já amanhã!

CALENDÁRIO

12 - 2004, Quem Está e Quem Ficou de Fora
13 - Um pouco de história
14 - As grandes injustiças dos óscares
15 - 2003, Como Foi
16 - Os óscares como duelo de produtoras
17 - Previsões das categorias técnicas
18 - Previsões das categorias sonoras
19 - Melhor Filme Animado e Melhor Filme Estrangeiro
20 - Melhor Argumento Original e Adaptado
21 - Melhor Actriz Secundária
22 - Melhor Actor Secundário
23 - Melhor Actriz
24 - Melhor Actor
25 - Melhor Realizador
26 - Melhor Filme
27 - A Cerimónia em Directo

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:32 PM

Hollywood-Óscares2004 - Previsões Melhor Filme...

Há muito tempo que não havia uma luta tão cerrada. E bem era preciso depois do dominio avassalador dos hobbits e companheiros no ano passado. Dois filmes estão na frente, lado a lado. Um terceiro corre habilmente por fora. E depois há outros dois filmes de grande suceso que procuram fazer o maior estrago possível. Era dificil pedir mais!
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O duelo Million Dollar Baby vs The Aviator nunca esteve nas cogitações dos seguidores dos óscares ao longo do ano transacto. Primeiro porque Eastwood só decidiu à última da hora lançar o seu filme. Segundo porque sempre pareceu que este seria o ano dos épicos. E terceiro porque há sempre a esperança de que Hollywood reconheça os melhores. Nesse caso The Aviator nem nomeado seria. Mas foi juntamente com MDB, Sideways, Ray e Finding Neverland. Mas apesar de serem cinco os nomes, a corrida é a dois.

MILLION DOLLAR BABY

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A Favor - Teve o momentum perfeito. Foi entre o periodo das nomeações e a altura em que os boletins chegaram a casa dos membros da Academia que tudo parecia dizer que MDB era único. E é, o que ajuda. É um filme fabuloso, dos melhores dos últimos anos, capaz de comover o mais duro, e de deixar atarantado o mais precavido. Apesar de ter poucas nomeações é um vencedor pré-anunciado em três delas. E é o chamado voto "feel-good" de que a Academia tanto gosta.

Contra - É raro o filme que vence o óscar de Melhor Filme sem ter mais nomeações, sem vencer montagem ou argumento. E é isso que parece acontecer com MDB. Tem menos quatro nomeações técnicas que The Aviator, deve perder para esse filme na montagem e para Sideways no argumento. Além do mais há quem ache que The Aviator tem todo o glamour necessário. E a polémica à volta do final pode ter causado alguma mossa. É uma aposta mais arriscado do que The Aviator de certeza absoluta.


THE AVIATOR

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A Favor - Tem o maior número de nomeações e deverá vencer pelo menos quatro categorias técnicas o que mostra que nessa área tem um forte apoio. É um filme construido de propósito para os óscares, com todo o glamour e emotividade necessários para tentar a estatueta. E tem o efeito Scorsese e a poderosa máquina de propaganda da Miramax.

Contra - Perde em qualidade para MDB e não tem o apoio claro dos actores como o filme de Eastwood. Nas categorias de destaque deve apenas vencer uma o que é manifestamente pouco. Além do mais perdeu o momentum na altura exacta, tendo só recuperado agora. O efeito Scorsese pode ser igualmente negativo, caso se confirme que a Academia não gosta mesmo dele.


SIDEWAYS

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A Favor - É um filme que tem o apoio da critica e dos actores, o que pode significar muito na hora H. É um trabalho não só comovente como refrescante e há quem pense que num ano tão divido entre dois filmes, cada qual á sua maneira, mais mainstream, um outro candidato pode surgir. E esse seria Sideways.

Contra - Pouqissimas nomeações, especialmente em categorias chave. Além do mais em praticamente nenhuma - tirando argumento - surge como claro favorito. E não tem os votos técnicos.


FINDING NEVERLAND

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A Favor - É um belo filme que pode comover muitos votantes. Mas pouco mais do que isso.

Contra - A Miramax deixou o filme cair e isso foi um enorme rombo nas suas expectativas. Apesar de ser previsivel. Apesar das nomeações chave, não tem o realizador na lista o que pode condicionar logo os votos dos membros mais puristas.


RAY

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A Favor - Poderia ser um vencedor sentimental num ano em que Ray Charles deixou de pertencer ao mundo dos vivos. Além do mais a campanha da Universal é muito boa. Mas não chega.

Contra - O filme é bastante bom, mas nos Estados Unidos só vêm nele Jamie Foxx. O que condena de imediato qualquer esperança. No entanto é parecido quante baste com A Beautiful Mind. Só que num ano como este, seria sempre dificil vencer.

Quem Vai Ganhar - Million Dollar Baby
Quem Merecia Ganhar - Million Dollar Baby
Quem Pode Ganhar - The Aviator
A Grande Surpresa - Ray

O Grande Ausente - Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:10 AM | Comentários (3)

fevereiro 25, 2005

Novidades cinematográficas da terra dos "tabus"

Os óscares estão aí a chegar e a cobertura do Hollywood tem sido exaustiva. Mas o mundo do cinema não para e por isso chegou a altura de actualizar-mos um pouco as novidades do que tem acontecido na industria.
Sharon Stone fez uma revelação brutal ao anunciar que o próximo Basic Instant, a ser rodado em Inglaterra, vai ter cenas de sexo..lésbico. Aproveitando a onde de filmes como Mullholand Drive, também este filme quer chamar a atenção do público, juntando assim duas mulheres no que, até há alguns anos, em cenas de sexo explicito. Algo impensável há alguns anos. O lesbianismo foi mesmo um dos últimos tabus a ser quebrados pela industria. Alguns ainda subsistem.
É o caso das relações entre menores e adultos. Tudo isso por causa da polémica de New World. O realizador Terence Malick quer ter uma cena mais quente entre Colin Farrell e a jovem india que vai interpretar Pocahontas. O problema é que a jovem tem apenas 14 anos e se essa cena for mesmo editada com o resto do filme, New World pode ter uma classificação NC-17, semelhante à dos filmes pornográficos. Um problema que a New Line Cinema está a tentar resolver, dissuadindo Malick de a colocar no filme. Um problema bicudo para resolver.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:23 PM | Comentários (2)

Hollywood-Óscares2004 - Previsões Melhor Realizador...

É um grande duelo, dos melhores que a história do cinema já teve. O último dos movie-brats no activo contra o último dos clássicos, o last american hero. Quem vencer será certamente um justo vencedor, um mais pela carreira nunca reconhecida e o outro pela carreira brilhante e única. Tudo o resto parece ser paisagem...
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Martin Scorsese tem uma grande carreira de trinta anos atrás de si. Já sonha com o óscar há muito tempo mas nunca a Academia o considerou o melhor dos melhores. E os anos foram passando e agora aqui está ele de novo ao ataque do único prémio que lhe falta. Já Clint Eastwood foi galardoado a tempo, há quase quinze anos. Mas a sua carreira tem vindo a melhorar de ano para ano sendo que é o único realizador que, com 75 anos, parece tão jovem como os mais jovens. Por sua vez há ainda Alexander Payne, Taylor Hackford e Mike Leigh. Mas alguém se importa?


CLINT EASTWOOD - Million Dollar Baby

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A Favor - Até muitos dos mais fervorosos adeptos de Scorsese consentem que este ano "The Clint" mostrou-se superior. De facto as vitórias nos Globos e DGA não enganam. A vitória parece estar certa, sendo mais provável um The Aviator-Clint do que um MDB-Scorsese.

Contra - Há apenas dois contras. Se The Aviator vencer tudo, será lógico que Scorsese também vença. Mas há uma outra situação. Mesmo que MDB vença, pode haver um sentimento de culpa por muitos membros, especialmente por aqueles que na altura certa falharam em votar em Scorsese. Aí, a coisa pode complicar-se.

MARTIN SCORSESE - The Aviator

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A Favor - Tem o filme com mais nomeações e isso normalmente ajuda. Além do mais há um sentimento de culpa em Hollywood pelo facto de nunca ter vencido o óscar em várias tentativas.

Contra - Muitos acham que a Academia simplesmente não gosta de Scorsese como também não gostava de Hitchock, Wells ou Hawks. E não há filme que lhe valha. Além do mais é quase consensual que Eastwood é melhor, pelo menos este ano. E The Aviator pode ser um novo Gangs of New York.


ALEXANDER PAYNE - Sideways

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A Favor - Se por algum acaso do destino, o filme conseguir juntar os votos suficientes para causar muitas surpresas, o seu nome pode ser dos contemplados. No entanto é pouco provável que este seja um novo Charriots of Fire. Mesmo sendo ele a "Sofia Copolla" do ano.

Contra - Primeiro há o duelo Scorsese e Eastwood. E depois há ainda o facto de nem a critica que votava o seu filme como o melhor desde Dezembro o premiou regularmente como melhor realizador. Dá que pensar!

MIKE LEIGH - Vera Drake

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A Favor - É um nome muito respeitado na Academia, sendo já a segunda vez que é nomeado. Conta com o forte apoio dos britânicos e dos amantes do seu interessantissimo filme.

Contra - Pouca margem de apoio, tirando os membros britânicos. Para além do duelo entre Scorsese e Eastwood claro. Há ainda o facto de nunca um realizador ter vencido o óscar sem ver o seu filme nomeado.

TAYLOR HACKFORD - Ray

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A Favor - Praticamente nada. O filme é Foxx e todos sabem disso.

Contra - Tudo. Não tem o mérito do filme e há quem considere que a sua presença na categoria já é exagerada quanto baste.


Quem Vai Ganhar - Clint Eastwood
Quem Merecia Ganhar - Clint Eastwood
Quem Pode Ganhar - Martin Scorsese
O "óscar carreira" - Martin Scorsese
A Grande Surpresa - Taylor Hackford

O Grande Ausente - M. Night Shyamalan

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:31 AM | Comentários (3)

Sideways - Glória ao cinema indie

É dos generos cinematográficos mais desvalorizados mas é também um dos melhores. Um contra-senso que se explica nos gostos do público e nos preconceitos da critica. Felizmente Sideways agradou a gregos e a troianos. O que é natural já que se trata de um belissimo filme, um dos melhores do ano que findou.
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O argumento é delicioso. As performances do mais alto nível. A realização é arrojada e extremamente confiante. Toda a máquina de produção funciona às mil maravilhas. Às vezes as pessoas vêm um filme indie e ficam admiradas. Nunca pensariam que pudesse ser tão bom. Mas quando se tem isto tudo, como Sideways tem de sobra, que resultado é que se pode esperar se não este?
Sideways não é Lost in Translation. A diferença entre os dois não poderia ser maior da diferença de um Pinot para um Chardonais, de acordo com Miles. Ou de uma loira para uma asiática de acordo com Jack. Mas são ambos a prova viva de que há uma forma de fazer cinema completamente diferente da corrente mainstream, com muito mais qualidade e muito menos custos. E numa arte que é também uma industria, isso pode vir a fazer toda a diferença.
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Uma outra semelhança que ambos os filmes têm, é o de terem jovens realizadores prontos a experimentar novas formas de conquistar o seu público. Depois dos sucessos que foram Election e About Schmidt, o jovem e carismático Alexander Payne decidiu fazer um novo road-movie que não é um road-movie. Decidiu fazer um filme sobre vinho que não é sobre vinho. Ou seja, decidiu arriscar tudo o que tinha nos cavalos com menos hipóteses de ganhar a corrida. Mas ganhou-a. O filme não começa muito bem, confessamos. Demora um pouco a ganhar a dinamica e o ritmo pretendidos. Mas como um vinho melhora com a idade, também o filme evoluiu com o tempo. As personagens também foram crescendo. O Miles que vimos no primeiro plano não é o Miles que vemos no último. Houve uma fase de crescimento que deu vida ao filme, e que só poderia ser interpretada daquela forma pelo grande - e subvalorizado - Paul Giamatti. O mesmo acontece com Jack, igualmente interpretado na perfeição por Thomas Haden Church (um ano em que três actores secundários se apresentam como justos vencedores do óscar só pode ser um bom ano). E é nesse crescimento emocional que Sideways se destaque de outros indies. E se afirma perante a critica - que se rendeu ao filme - e diante do público - que aplaudiu o trabalho de Payne e companhia.
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Já falamos sobre Giamatti e Haden Church um pouco, mas convém esclarecer três pontos. O primeiro é o da ausência de Giamatti na corrida ao óscar. A verdade é que este é um ano em que pelo menos doze actores mereciam estar no lote dos eleitos e alguém tinha de ficar de fora. A fava calhou - entre tantos outros - a Giamatti. Infelizmente foi pelo segundo ano consecutivo. Talvez a razão principal seja a sua personagem. O cinema tem o condão de fazer - aos olhos dos mais moralistas - com que os individuos mais desagradáveis, imorais ou irritantes, pareçam os tipos mais porreiros do mundo. Isso acontece com Miles. Um homem que rouba a mãe sem piedade, que mente, que se embebeda com facilidade, não é uma personagem muito apelativo. E isso nota-se. Mas o truque nestes casos é a forma como se interpreta. E Giamatti fá-lo muitissimo bem, fazendo mesmo com que os calcanhares de aquiles da personagem passem para segundo plano. Um outro ponto para Thomas Haden Church. É uma das revelações do ano, disso não há duvida. A forma como vive Jack - outro personagem imoral - é sublime em todos os aspectos, não só quando surge como conselheiro de Miles como também quando se transforma no "macho" do grupo. Se vencer o óscar poderá dizer-se que é justo e não é. Tudo por causa da concorrência.
Por fim uma pequena nota para o restante elenco. Sandra Oh vai muito bem no seu papel, fazendo tudo de forma muito certinha mas sem grande sentido dramático. Ao contrário de Virginia Madsen. A sua beleza irradia o ecrãn, e a sua suavidade tornam-a a luz do filme. As cenas - que são poucas - em que entra, são das mais tocantes de todo o filme. Não precisa de falar para mostrar o que sente e isso é um truque que só os melhores conseguem fazer na perfeição. É portanto um regresso que saudamos com alegria. Não é todos os dias que se ganha uma actriz que muitos julgavam perdida.
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Apesar de ter cinco nomeações - com a vitória no argumento certa e um actor secundário na calha - este não é um filme para ser visto numa perspectiva mainstream como são os prémios. É um filme para - tal como um bom copo de vinho - ser apreciado com calma e prazer. Um filme para ser sentido e explorado. Quando a vida se parece resumir a vinho e mulheres, isso parece-nos superfulo demais para ser verdade. Sideways mostra exactamente o contrário. Às vezes o que a vida precisa mesmo é de um pouco de vinho e mulheres, para a tornar mais agradável. Mais humana. Vejam o filme, e depois pensem nisso.

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O Melhor - O filme está repleto de coisas muito boas. Mas talvez a melhor seja mesmo o argumento. Diferente, arrojado, fresco e cheio de ideias interessantes - a conta perde-se pelos dedos das mãos - ele é a trave mestre deste belissimo filme.

O Pior - O inicio do filme. Custa-nos, a inicio, apaixonarmo-nos pela aquela dupla, pelas suas desventuras, e pela sua forma de estar na vida. Nada que não seja habilmente corrigido com o tempo.

Curiosidade - A actriz Sandra Oh, que dá vida a Stephanie neste filme, é na realidade casada com Alexander Payne, o realizador. Resta saber o que Payne achou das cenas mais quentes com Haden Church. Se calhar também ele gostaria de ter partido o nariz ao actor, quem sabe!

Site Oficial - www2.foxsearchlight.com/sideways

Realizador - Alexander Payne
Elenco - Paul Giamatti, Thomas Haden Church, Virginia Madsen, Sandra Oh, ...
Produtora - Fox Searchlight
Classificação - m/16
Duração - 123 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:16 AM

Being Julia - Um verdadeiro tour de force...

Pode até nem ganhar o óscar, mas que merecia lá isso merecia. E isso é o menos que se pode dizer da interpretação assombrosa de Annette Bening. O que vale é que os prémios não são tudo e o prazer de ver esta actriz representar está acima de tudo o resto...
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Muitos perguntam o porquê de haver tantos filmes em que o destaque principal é a actriz. A resposta é clara. Hollywood sempre foi, e ainda é, um espaço predominantemente masculino. Os guiões são escritos a pensar em homens, os filmes são pensados tendo em vista o actor que vai dar carisma a cada uma das cenas. E, inevitavelmente, todos os grandes mitos do cinema (tirando algumas excepções) tanto atrás da camara, nos escritórios de produção e mesmo na tela, são homens. Às mulheres ficam guardados os papeis de mães, tias, avós, femmes fatales ou beldades. E pouco mais.
Claro que Being Julia contradiz tudo isto. E em boa hora o faz. O filme gira todo em torna de uma mulher, a actriz de teatro Julia Lambert, da sua vida, das suas performances dentro e fora do palco, e das suas conturbadas relações, onde é dificil ver onde acaba a actriz e começa a mulher.
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Este é um filme com uma garra e dinâmica verdadeiramente notáveis. O trabalho de realização de Istvan Szabo, o hungaro já galardoado com um óscar, é muito bom, aproveitando bem a narrativa e a performance das suas personagens. É claro que sendo este filme baseado numa peça do notável dramaturgo Somerset Maugham, tudo fica mais facilitado. Mesmo assim os planos, o som e, acima de tudo, o timing certo para cada cena, valorizam imenso o filme. Filme esse que no entanto pertence aos actores, e a uma actriz em particular. Não que Jeremy Irons não esteja ao seu melhor nivel. Que Michael Gambon não seja absolutamente delicioso. Ou que Bruce Greendwood seja de uma sobriedade tipicamente britânica. Mas Being Julia é sobre Julia. Ou seja, este filme é um Being Annette.
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Conhecida talvez mais por ser Mrs Beatty do que propriamente pela sua carreira como actriz, Bening já deu inumeras provas do seu grande talento. A derrota em 1999 diante de Hilary Swank deve ter abalado um pouco a sua auto-confiança porque a partir daí dedicou-se à vida de casal, abandonando os filmes. Felizmente este ano está de regresso e melhor do que nunca. A sua interpretação, num filme de interpretações, é sem dúvida a melhor do ano (apenas Kate Winslet pode competir com Bening sem sair a perder), e uma das mais notáveis dos últimos tempos. Cada cena é uma verdadeira lufada de ar fresco. Quer seja quando chora ou quando ri, quando faz esgares ou quando utiliza todo o seu sex-appeal, provando que a idade ainda não passou por ela. O filme é todo ela, e é isso que o faz ser tão bom.
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Apesar de haver cenas notáveis do primeiro ao último minuto, é o seu tour de force final que lhe dá a grandeza necessária para completar uma maratona que só uma verdadeira diva seria capaz de percorrer sem mostrar o minimo sinal de cansaço. É assim confortante ver o que uma actriz é capaz de fazer com um filme nas mãos. As últimas actrizes que venceram o óscar, conseguiram-no em filmes que dominam por completo. Foi assim com Theron, Kidman (em parte), Berry, Roberts e Swank. Se a tendência se mantiver, Bening teria boas hipóteses de ver justiça ser feita. O que é improvável no entanto. Mas mesmo assim, mesmo que o óscar lhe volte a escapar das mãos, a verdade é que com um punhado de performances, a grande actriz que é Annette Bening, conseguiu acima de tudo colocar-se no grupo das maiores divas dos nossos dias. E por isso continuaremos à espera de papeis assim, esperando que não esta não tenha sido apenas uma performance de uma vida. Seria o cinema a perder se assim fosse.

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O Melhor - A notável performance de Bening. Encarna Julia na perfeição, alternando entre o humor e o drama com tanta facilidade como a sua personagem aparenta conseguir. E esse é o seu maior trunfo.

O Pior - Num filme extremamente competente, talvez a personagem de Michael Gambon pudesse ser mais explorada em diálogos entre as restantes personagens.

Curiosidade - Ao ver este filme não podemos deixar de nos lembrar do igualmente assombroso papel de Betty Davies em All About Eve ao viver Margo Channing. Anne Baxter fez de sua rival num filme que ficou igualmente conhecido por ter sido dos primeiros em que apareceu uma jovem loira de seu nome, artistico claro, Marilyn Monroe.

Site Oficial - www.sonyclassics.com/beingjulia

Realizador - Istvan Szabo
Elenco - Annette Bening, Jeremy Irons, Michael Gambon, ...
Produtora - Serependity
Classificação - m/12
Duração - 105 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:23 AM

fevereiro 24, 2005

FOR YOUR CONSIDERATION

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:15 PM | Comentários (1)

Hollywood-Óscares2004 - Previsões Melhor Actor...

Apesar deste ter sido um ano em que mais do que dez actores poderiam cobiçar com legitimidade a estatueta dourada, há muito tempo que um nome corre sozinho. Resta saber se há última hora acontece algo verdadeiramente surpreendente. Se assim fosse, seria o ponto alto da noite...
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Foxx, Foxx, Foxx é o nome que se ouve. Ninguém coloca a hipótese de ser outro o vencedor da estatueta dourada. Nem Clint Eastwood, nem Leonardo di Caprio, nem Don Cheadle ou Johnny Depp. De facto o desempenho de Foxx como Ray Charles é memorável mas num ano em que ficaram mais de dez nomes de fora com desempenhos ao mesmo nivel, há uma leve sensação de que uma surpresa vinha bem a calhar.

JAMIE FOXX - Ray

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A Favor - Praticamente tudo. Encarna na perfeição um dos maiores icones dos Estados Unidos, recentemente falecido. Venceu tudo o que havia para ganhar na temporada de prémios sem qualquer discussão. E há muito que a campanha da Universal tem mostrado apostar tudo na sua vitória.

Contra - É um actor com pouca obra em Hollywood e há quem ache que num ano onde concorrem dois actores com uma brilhante carreira, isso pode prejudicá-lo. Há também a hipótese de haver quem vote na sua performance em Collateral, preferindo dar a estatueta principal a outro actor.

CLINT EASTWOOD - Million Dollar Baby

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A Favor - É um dos maiores desempenhos do ano e talvez o melhor da sua longa carreira que já tem mais de 25 anos. Ele é um dos homens mais admirados em Hollywood e pode haver um desejo de o premiar, tanto mais que poderá não voltar a haver uma oportunidade. Se o seu filme cair por completo no goto de MDB, a sua candidatura torna-se fortissima.

Contra - Foxx tem uma grande vantagem já que venceu todos os prémios da pré-temporada, onde na maior parte dos casos Eastwood nem esteve nomeado. Além do mais, se a noite for de The Aviator, uma vitória torna-se improvável.

LEONARDO DI CAPRIO - The Aviator

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A Favor - Tal como Eastwood pode benificar do efeito filme. Ou seja, se The Aviator desatar a vencer prémios, então a alma do filme, que é sem dúvida alguma DiCaprio, pode sair a ganhar. Até porque venceu o Globo.

Contra - Tal como todos os outros, também DiCaprio parte muito atrás de Foxx. E tal como Eastwood, se o filme falhar em conquistar os óscares chave, a sua primeira nomeação não passará disso mesmo.

DON CHEADLE - Hotel Rwanda

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A Favor - Quando foi nomeado era o candidato com menos hipóteses a ganhar. Agora há quem fale num novo "Adrien Brody" na edição deste ano. Tudo porque Hotel Rwanda tem coleccionado imensos apoios. Pode não ganhar, mas terá bastantes votos.

Contra - Tudo o que já foi dito sobre Eastwood e DiCaprio, com a agravente do seu filme não ter muitas nomeações. A sua vitória é vista apenas como sentimental o que pode ser pouco num ano como este.

JOHNNY DEPP - Finding Neverland

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A Favor - É Depp num registo que poucos esperavam ver. Ele é um dos actores mais amados de Hollywood (a vitória no SAG do ano passado prova isso) e há quem comece a achar que um óscar já lhe é devido. Num outro ano a sua candidatura seria mais forte. Mas a Miramax deixou cair Finding Neverland e Depp tem agora a seu favor apenas o seu nome, que ainda assim tem algum peso.

Contra - Quando a Miramax apostou tudo em The Aviator já se tinha percebido que Depp iria perder com isso. Sem qualquer apoio, Finding Neverland corre o risco de não ganhar nenhum óscar como não venceu nenhum prémio de pré-temporada desde o NBR. De favorito a último, foi assim nos últimos dois meses para Depp.


Quem Vai Ganhar - Jamie Foxx
Quem Merecia Ganhar - Clint Eastwood
Quem Pode Ganhar - Clint Eastwood/Leonardo diCaprio (depende do filme que vencer a noite)
O "óscar carreira" - Johnny Depp
A Grande Surpresa - Don Cheadle

O Grande Ausente - Paul Giamatti

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:55 AM | Comentários (2)

Spielberg ataca forte em 2005

Promete ser um dos anos mais aliciantes da sua carreira. Depois de lançar The War of the Worlds no próximo verão, o realizador Steven Spielberg prometeu ter o seu "outro projecto" pronto antes do final do ano. O filme tem o titulo de Vengeance e retrata o ataque terrorista perpetrado por palestinianos contra a equipa olimpica de Israel durante as olimpiadas de 1972. Eric Bana, Daniel Craig e Marie Josee-Croze são os nomes já confirmados no elenco. O filme será filmado em tempo recordo no Verão e inicios do Outono para ser apresentado ao grande público na semana do Natal, bem a tempo de concorrer aos prémios de 2005, onde Spierlberg é presença assidua.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:28 AM | Comentários (4)

fevereiro 23, 2005

Hollywood-Óscares 2004 - Previsões Melhor Actriz...

Repete-se o duelo de 1999. Quem diria que passado apenas cinco anos iriamos ter de novo as mesmas duas actrizes a lutarem pela estatueta dourada. E quem imaginaria que haveria uma senhora inglesa muito respeitável a meter-se no meio da disputa? E onde cabe Clementine no meio de tudo isto?
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Repete-se o duelo Annette Benning-Hilary Swank. Quem diria. Mais, quem diria que Swank estaria de novo na frente da corrida, a caminho de um segundo óscar antes dos 40 anos, algo não muito comum para os lados de Hollywood. A grande rival de Swank pode mesmo ser Imelda Staunton, a estrela de Mike Leigh e do seu novo filme, Vera Drake.
Curiosamente a actriz que mais merecia a estatueta está fora da corrida há muito tempo. Falo obviamente de Kate Winslet. Já em relação a Catalina Sandino Moreno, ela é o exemplo perfeito da frase "ser nomeado já é uma vitória".


HILARY SWANK - Million Dollar Baby

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A Favor - Um desempenho memorável que se destaca logo da concorrência. Swank tem ainda a sorte/mérito de estar no filme do ano o que ajuda sempre a atacar os óscares com uma forte base de apoio. As vitórias nos Globos de Ouro, no SAG e em várias associações de criticos não parecem dar grandes margens para duvida.

Contra - A Academia pode achar um exagero dar duas estatuetas em cinco anos a uma actriz que para além dos filmes por que foi nomeada não fez mais nada de destaque. Além do mais há o forte apoio dos britânicos a Staunton e do nucleo de veteranos a Benning.


IMELDA STAUNTON - Vera Drake

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A Favor - Um desempenho emocionalmente intenso e muito bem aproveitado pelo realizador britâncio. O filme é ela, e não nos podemos esquecer que é um filme muito popular. Além do mais há 500 membros britânicos dispostos a votar na joia da casa. Bateu Swank nos BAFTA. Pode benificiar na divisão de votos entre as rivais. Além do mais há quase tantas actrizes britânicas como americanas a vencer o óscar.

Contra - É uma actriz desconhecida que nunca fez nada de destaque no cinema. A sua personagem não é polémica mas o filme é-o para alguns sectores mais conservadores. Há a ideia de que é apenas uma actriz britânica num bom papel.


ANNETTE BENNING - Being Julia

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A Favor - É uma das divas de Hollywood, uma actriz muito respeitada e uma mulher extremamente apreciada. Muitos achavam que deveria ter vencido o óscar em 1999 e podem querer compensá-la este ano. O facto da rival ser a mesma pode confirmar essa tendência.

Contra - Pouquissima gente viu o filme. Foi carregado pela imprensa especializada durante alguns meses mas nunca teve muitos espectadores e passou ao lado de muitos votantes. A campanha foi praticamente inexistente.


KATE WINSLET - Eternal Sunshine of the Spotless Mind

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A Favor - Já tem várias nomeações aos óscares e já é praticamente da casa, havendo um sentimento de que "qualquer dia ganha um". É indiscutivelmente o desempenho do ano, e houve imensas associaçao de criticos que o confirmaram. Marcou sempre presença nos top´s, o que prova que tem uma margem de apoio sólida.

Contra - O filme foi apreciado mas teve pouco impacto, além do seu papel ser demasiado bizarro para arrecadar o óscar. Os membros britânicos irão perferir Staunton a ela, reduzindo a sua margem de apoio. A campanha também não foi a melhor.


CATALINA SANDINO MORENO - Maria Full of Grace

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A Favor - Pode ter os votos da comunidade hispânica e de alguns liberais.

Contra - Tudo. Uma vitória é impensável. Actriz desconhecida e filme praticamente desconhecido. Performance boa mas nada do outro mundo e uma longa carreira pela frente condicionam em tudo a candidatura de Moreno. Poder ver a cerimónia ao vivo é já por si uma grande vitória.


Quem Vai Ganhar - Hilary Swank
Quem Pode Ganhar - Imelda Staunton
Quem Merecia Ganhar - Kate Winslet
"O óscar de carreira" - Annette Benning
A Grande Surpresa - Catalina Sandino Moreno

A Grande Ausente - Scarlett Johansson

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:49 PM

FOR YOUR CONSIDERATION

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:14 PM

O Que Estreia Por Cá - Vamos falar de vinho...

Alexander Payne traz-nos Sideways, o filme mais amado pela critica em 2004 nos Estados Unidos. Entre vinho e mulheres, dois amigos vão perceber que a vida é tão complexa como uma colheita de 30 anos e um beijo de 30 segundos. Um filme repleto de magia na última semana de estreias antes dos óscares...
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Foi um dos filmes mais aclmados nos Estados Unidos, vencendo mais de 20 prémios da critica como filme do ano. Alguma coisa tem de estar por detrás de todo este apoio incondicional a um filme que tem ainda cinco nomeações aos óscares.
Em primeiro lugar há obviamente que referir o trabalho de Alexander Payne, um dos novos meninos prodigios do cinema norte-americano. Depois dos excelentes Election e About Schmidt, o realizador volta a escrever um argumento captivante, transformando depois o texto numa mistura de emoções que poucos conseguem traduzir com tanto á vontade.
Depois há o notável elenco do filme. Paul Giamatti, um dos mais interessantes e desprezados actores norte-americanos de hoje, que veio de um desempenho memorável em American Splendor, para dar uma aura de normalidade - no bom sentido - à sua personagem e a todo o filme. Há ainda a regressada Virginia Madsen, que funciona como farol em todo o filme, e ainda Thomas Haden Church e Sandra Oh, que não só dão um registo mais cómico às cenas, como em muitos casos, grande dramatismo.
Recomendado por todos os amantes de cinema norte-americanos, e com uma premissa destas, vale a pena juntar-mo-nos a Jack e a Miles nesta viagem pelo mundo dos vinhos, das mulheres, dos sonhos e das desilusões.
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Nesta última semana de estreias antes dos óscares, há mais quatro filmes, incluindo dois filmes nomeados.

Being Julia é dirigido pelo hungaro Ivan Stzabos e traz uma Annette Benning em grande forma. Benning é uma actriz de teatro que cai nas graças de um jovem que a toma por amante. Só que mais tarde vai substitui-la por uma jovem actriz. É chegada então a altura da vingança de Julia. Com Michael Gambon, Jeremy Irons e Bruce Greenwood nos restantes papeis, este é um filme que promete.
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Mar Adentro é o filme espanhol do ano, tendo conquistado 14 Goyas na sua última edição. Realizado por Alejandro Amenabar, o filme é inspirado na vida do poeta galego Ramon Sampedro interpretado magistralmente por Javier Bardem. Um filme sobre a eutanásia mas não só que promete ser o grande favorito a arrecadar o óscar de melhor filme estrangeiro.
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Estreado no âmbito do 25º Fanstasporto, chega a Portugal Constantine, filme inspirado numa personagem de comics e interpretado por Keanu Reeves. Filme recheado de efeitos especiais e inspirado na banda desenhada sobre o investigador que deambula entre dois mundos.
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Por fim temos o filme francês, Eros Thérapie, novo trabalho do realizador Danièle Dubroux. Um filme sobre todas as fantasias sexuais que passam pelo frequentadores de uma clinica de disfunção sexual. Um filme alternativo que conta com as participações de Isabelle Carré, Catherine Frot e Melvil Poupaud.
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O Hollywood Recomenda - Ver Sideways, mais um trabalho alternativo de Alexander Payne, ele que partilha com Sofia Copolla, o titulo de maior promessa do cinema americano.

O Hollywood Desanconselha - Quando estreia o FantasPorto - com todos os problemas inerentes à sua organização - chega a Portugal mais um filme de ficção cientifica inspirado numa personagem de comics. Como diz Clint Eastwood, já estamos todos um bocado fartos de filmes deste genero.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:19 AM

The Merchant of Venice - Um Shylock inesquecível num filme sofrivél

Pegar numa das mais deliciosas peças de William Shakespeare e fazer dela um grande filme é extremamente dificil, tanto pela complexidade dramática como pela ambiência da época. Mas o que se vê neste filme é que essa tentativa nem foi feita já que tudo o que vemos é uma peça de teatro filmada sem coração ou ritmo que se note. Claro que tudo fica para segundo plano quando entre em cena Al Pacino, mas seria pedir demais fazer um filme melhor?
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É pena que uma das mais interessantes peças de William Shakespeare tenha conhecido uma adaptação tão sofrivel ao cinema. Ao longo do filme - tirando a cena do tribunal, mas lá iremos - não há alma, dinâmica nem ritmo que nos entusiasme. O oposto do que William Shakespeare quereria!
A estrutura narrativa de Merchant of Venice - dividida em três - era dificil de adaptar, é certo, mas mesmo assim esperava-se muito mais de Michael Radford, conhecido pelo seu filme Il Postino. Não fosse pelo seu elenco e este filme seria uma nulidade. Não fosse por Al Pacino e este filme seria mediocre. E o mais estranho é que se fosse uma peça e não um filme, teria um impacto muito superior ao que teve. Isto porque Radford não conseguiu perceber as diferenças do que é copiar o modelo de uma peça ao cinema, e adaptar uma peça ao cinema. Por exemplo, Closer é uma peça. Mas tambem é um filme. Em ambos os casos é brilhante. Porque não acontece o mesmo aqui? Porque o realizador foi um erro de casting. O único, é certo, mas um erro que impediu o filme de crescer em todos os aspectos.
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Vão-se os aneis, ficam os dedos! Sem nada mais que os actores - a base de qualquer trabalho shakespeariano é o trabalho de actor - o filme vai vivendo dos rasgos de génio de Al Pacino, da presença de Joseph Fiennes e Jeremy Irons, ou da enorme beleza de Lynn Collins.
Comecemos por ela. Uma actriz practicamente desconhecida, vinda do Texas, consegue encarnar Portia com uma segurança praticamente inabalável. Aliando a sua beleza, sensualidade e saber estar nas cenas a solo, e a sua sobriedade e intelegência quando deixa por instantes o papel de Portia para encarnar o de juiza, ela é uma luz ao fundo do tunel neste filme. E uma esperança para o futuro.
Joseph Fiennes e Jeremy Irons não poderão lembrar-se deste filme como um dos seus melhores. Especialmente Irons, um dos grandes actores britânicos de sempre que tem aqui uma performance extremamente apagada, culpa também da realização que o atira para um segundo plano incompreensivel. Por sua vez Joseph Fiennes - reaparecido após anos de ausência - está confortável no seu papel mas não consegue passar de um nivel mediano, ao contrário do que prometia no final dos anos 90.
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No entanto vale a pena ver este filme para poder-se assistir ao notável desempenho de Al Pacino como Shylock. Uma das personagens mais intrigantes e apaixonantes da bibliografia de William Shakespeare, num papel que até esteve para ser de Dustin Hoffman, a verdade é que o Shylock de Pacino é a chave deste filme. Tanto nas cenas mais dramáticas e explosivas - "if we bleed, do we not cry?" - como nas cenas mais simples e rotineiras, o actor comanda a acção com uma garra inolvidável. Um verdadeiro show de interpretação, de over-acting, num dos melhores papeis do ano.
E o ponto alto da sua performance chega exactamente na única sequência de cenas do filme que fogem à mediocridade. A cena do tribunal consegue ser bem dirigida, notavelmente interpretada e a reviravolta no guião bem explorada. Mas é uma mera ilha num oceano de vazio de emoções.
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Esperava-se mais de um dos filmes que mais encantou o Festival de Veneza na edição deste ano. Esperava-se mais garra, mais emoção, enfim mais da fórmula inicialmente aplicada pelo maior dramaturgo da história. No final ficamos apenas com Al Pacino num dos seus melhores desempenhos de sempre e pouco mais. Muito pouco para algo que podia ser tão grande.

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O Melhor - O desempenho de Al Pacino como Shylock é dos mais memoráveis de 2004. Sem duvida alguma!

O Pior - O fracasso do filme acenta em Michael Radford. O realizador nunca consegue dar a ideia de estar a fazer um filme sobre The Merchant of Venice. A verdade é que se encontra demasiado preso aos canônes tradicionais do teatro shakespeariano para lhe dar vida. Nada que se compare a um Hamlet de Olivier, McBeth de Wells ou o Henry V de Branagh.

Curiosidade - O actor Joseph Fiennes é um especialista nos palcos londrinos em papeis shakesperianos, tal como sucede neste filme. Mas ele é até hoje um dos pouqissimos actores que deram vida ao próprio William Shakespeare. Foi no filme Shakespeare in Love que acabou por ser eleito o melhor filme de 1998.

Site Oficial - www.sonypictures.com/classics/merchantofvenice

Realizador - Michael Radford
Elenco - Al Pacino, Joseph Fiennes, Lynn Collins, Jeremy Irons, ...
Produtora - Columbia
Duração - 138 mClassificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:19 AM

fevereiro 22, 2005

FOR YOUR CONSIDERATION