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março 31, 2005
O impacto do sonoro na indústria cinematográfica
Com a chegada do sonoro o cinema nunca mais foi o mesmo. Depois de um curto período de indecisões e de fortes polémicas sobre qual o modelo a seguir, acabou por estabelecer-se o domínio do cinema falado.
Só que, a pouco e pouco, os próprios estúdios e realizadores perceberam que o público se tinha fartado dos mesmos sons. No final dos anos 30 os grandes filmes norte-americanos tinham arranjado forma de conjugar o cinema falado, tão popular nos primeiros dias do sonoro, com o cinema sonoro defendido pelos teóricos europeus. No entanto a cisão entre o cinema europeu e norte-americano tornou-se clara. A linguagem universal que era o mudo tinha chegado ao fim e mesmo dentro da Europa, e depois de algumas experiências falhadas , cada país seguiu o seu próprio rumo. O sonoro tinha dado uma volta de 180º na indústria cinematográfica.
O som abre as portas ao cinema espectáculo
O cinema mudo era, em primeiro lugar, um cinema muito ligado à visão pessoal dos autores, especialmente no continente europeu. Nos Estados Unidos os estúdios tinham produções próprias para o grande público, habitualmente comédias, mas mesmo assim eram os grandes realizadores que escolhiam as modas. E o cinema era mais intimista e experimental do que se pode supor. Com o advento do sonoro deu-se o primeiro passo para a afirmação total do cinema espectáculo. O som, ao dar vida às personagens e ao ambiente que as rodeiam, libertam o público da complexidade das cenas dos grandes autores do mudo. As comédias e musicais tornam-se nas grandes armas dos estúdios, e os grandes sucessos de bilheteira da época. Durante quase uma década, após o nascimento do sonoro a qualidade dos filmes diminuiu em termos do cinema como arte, mas o cinema indústria proliferou. O espectáculo passou a ser a primeira grande preocupação das grandes produtores. Filmes como King Kong ou Broadway Melody encarnavam na perfeição esse espírito de uma quase extravagância visual e sonora. Os grandes filmes e os grandes actores passaram a ser aqueles que mais tocavam as multidões. Mesmo durante o complicado período que se seguiu à crise de 1929 as pessoas continuaram a ir regularmente ao cinema .
Com os novos géneros cinematográficos que o sonoro proporcionou criou-se igualmente uma nova identidade ao cinema norte-americano. O público sabia que se queria ver espectáculo tinha um certo tipo de filmes para ver, enquanto que se preferisse uma outra viagem pelo universo cinematográfico havia outras escolhas. Na Europa o cinema espectáculo nunca conheceu o mesmo sucesso do modelo norte-americano. O cinema de autor era extremamente popular junto das elites que nunca se preocuparam em experimentarem um cinema mais popular. O público continuava a ver cinema europeu, especialmente até ao período que marcou o início da 2º Guerra Mundial mas depois foi-se rendendo às produções norte-americanas. Poucas foram as tentativas na Europa de aproveitar o cinema como uma indústria espectáculo principalmente porque o “velho continente” era ainda o bastião dos defensores do cinema sonoro, não sincronizado na sua totalidade.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:45 PM
Del Toro confirma Che
O actor Benicio del Toro confirmou à Empire que se vai reunir com Steven Soderbergh para começar a preparar a produção de Che.
O filme irá pegar na personagem de Ernesto Guevarra - este ano interpretado brilhantemente por Gael Garcia Bernal no aclamado Diarios de Motocicleta - já como guerrilheiro em Cuba ao lado de Fidel Castro.
O projecto, que originalmente estava nas mãos de Terence Malick, será o próximo de Soderbergh devendo estrear em 2006´.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:21 PM | Comentários (2)
O Que Estreia Por Cá - Olhem que dança outra vez...
Dez anos depois de dançarem descalços em cima de um palco, John Travolta e Uma Thurman voltam a perder a cabeça e a dançar diante das camaras. Be Cool é a sequela de Get Shortly e promete ser um dos filmes com mais estilo nas salas portugueses em 2005...

Be Cool é dirigido por F. Gary Gray, autor de The Italian Job, volta a pegar em Chili Palmer e transporta-o agora para o mundo das empresas discográficas. O personagem vivido por Travolta vai tentar convencer a editora independente, Uma Thurman, a ser sua parceira no mundo da música. Mas as suas relações com os artistas mais promissores da editora, e todo o mundo, ou melhor, sub-mundo, da música norte-americana, vai provar ser um osso muito duro de roer. Destaque acima de tudo para o elenco do filme que conta ainda com Harvey Keitel, Bernie Mac, Danny de Vitto, Andre 3000 e Christine Millian.
Um filme acima de tudo muito cool.

Uma semana com 7 estreias nas salas de cinema.
Spanlgish é mais uma comédia de James L. Brooks, um dos realizadores mais bem sucedidos dos últimos 20 anos. Reune um elenco interessantissimo - Adam Sandler, Tea Leoni, Paz Vega e Cloris Leachamn - numa história com alguma actualidade, sobre as diferenças entre a comunidade hispânica e anglo-saxónica num pais cada vez mais virado para o convivio de diferentes comunidades. O titulo é extremamente original e espelha o espirito do filme.

Bride or Brejudice traz a Portugal os olhos mais bonitos do cinema mundial. Recentemente eleita a mulher mais bela do mundo, Aishwaray Ray dá vida e emoção a este filme indiano dirigido por Gurinder Chadha, a autora de Bend it Like Beckham. Um filme que vem do pais número um de produção cinematográfica e que explora os aspectos mais divertidos da comunidade indiana, aliados com o exotismo e sensualidade da sua "noiva" de excelência.

Control é um filme de acção com elenco extremamente interessante que começa em Ray Liotta e acaba em Willem Dafoe. Um filme de dois realizadores, Tim Hunter e Jonathan Baker, que fala sobre as experiências cientificas feitas num homem que depois fica fora do controlo, exactamente o oposto do que se pretendia no arranque do projecto.

Darkness é um filme de terror assinado por Jaume Balagueró e retrata a vida de uma familia na sua nova casa, uma casa com um passado muito pouco recomendável. De notar a presença de Anna Paquin, uma das meninas prodigios do inicio dos anos 90 que lentamente vem recuperando a sua carreira.

800 Balas é um filme espanhol, produzido pela TVE, um filme que vive da imagem do cinema, de uma memória que teima em não perecer apesar do tempo não perdoar. Um filme de Álex de la Iglesia.

O cinema iraniano é um dos mais proliferos e apaixonantes do cinema asiático. Este ano chega a Portugal Talaye Sorkh, filme de Jafar Panahi escrito por Abbas Kiarostami, ou seja, a nata do cinema iraniano. A história veridica que inspira este filme marca também um ponto de ordem na forma de olhar para os espaços mais profundas de uma ásia islâmica em mutação.

Arahan é mais um filme de acção sul-coreano a chegar ás salas de cinema nacionais. Um filme cheio de dinâmica, pautado pelo habitual trabalho de fotografia e direcção de actores que fizeram de Hong Kong a nova capital do cinema oriental.

O Hollywood Recomenda - Nem que seja para relaxar um pouco...Be Cool deve ser a dose certa para se passar um bom bocado.
O Hollywood Desaconselha - Control...repete todos os cliches do genero, recheado de violencia gratuita e com uma história pouco desenvolvida. Pedia-se melhor. Esperava-se melhor de um projecto com Ray Liotta e Willem Dafoe.
PS - Por motivos técnicos e de forma extraordinária, as estreias são públicadas hoje e não na quarta-feira como é hábito. Este problema também irá afectar a publicação das reviews de Birth e The Assassination of Richard Nixon bem como a publicação diário da rúbrica biográfica Sedutoras de Inverno. Um problema que espero resolver em breve. Até lá o Hollywood tentará manter o ritmo diário de publicações. Obrigado pela vossa compreensão.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:43 AM | Comentários (2)
março 30, 2005
Novidades de uma semana
Depois de uma semana de ausência - merecidas férias - em que os posts publicados diariamente no Hollywood foram escritos com alguma antecedência, chega a altura de recuperar as mais importantes noticias da última semana.
M. NIGHT SHYAMALAN tem novo filme. Depois de decidir trocar os estúdios Disney pela Warner Bros., o realizador mais promissor da actualidade já tem um novo filme na manga. Trata-se de Lady in Water, a história de um porteiro de um edificio que encontra na piscina do condominio uma ninfa dos mares. Uma mudança radical na filmografia de Shyamalan ou a continuação de uma trajectória ascendente? A resposta será conhecida a 21 de Julho de 2006, data de estreia do filme. Bryce Dallas Howard e Paul Giamatti serão as estrelas do elenco.
TARANTINO não desarma. Depois de recuperar Travolta, Pam Grier e David Carradine, o realizador pulp já decidiu quem quer "ressuscitar" no seu próximo filme: nada mais nada menos que um trio composto por Bruce Willis, Silvester Stalone e Arnold Schwazeneger. O filme é Inglorious Bastards, poderá ter mais do que um capitulo, e passa-se na segunda guerra mundial.
CLIVE OWEN pode mesmo ser o novo James Bond. O IESB avançou a noticia de que o talentoso actor britânico foi o nome escolhido para suceder a Pierce Brosnan como 007. Como todos os nomes adiantados até agora, isto não deixa de ser apenas um rumor mas Owen foi sempre um dos actores mais falados para o papel.
PAUL THOMAS ANDERSON, um dos meninos-bonitos da realização em Hollywood pode ter, segundo o site Aint it Cool News, um novo projecto. O sucessor de Punch Drunk Love será Oil!, um filme inspirado no livro homónimo de um vencedor de um Pulitzer em 1927 de nome Upton Sinclair. O filme irá abordar os meandros da indústria petrolifera e a confirmar-se o projecto, será o primeiro que PTA surgirá apenas como realizador.
Resta-me pedir desculpa pela ausência e falta de actualizações. Em relação a um problema com a caixa de comentários que tem impedido os visitantes de comentar os textos sobre a História do Cinema e as biografias publicadas, esse mesmo problema esteve relaccionado com o Weblog.Pt mas aparentemente está corrigido. Por isso comentem à vontade.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:16 PM | Comentários (2)
A composição sonora para o cinema
Com o sonoro chegaram os diálogos e os efeitos sonoros. Mas a música tinha estado sempre lá.
Desde 1907 que os realizadores pediam a compositores que criassem pautas especiais para os seus filmes, apesar de, na generalidade, caber aos pianistas dos teatros locais, a ideia para a música que iria colorir o filme. Com os anos 30 vieram também as bandas-sonoras, criadas pela primeira vez especialmente para acompanharem o filme, não cena a cena, mas nos momentos em que era realmente importante. Hollywood foi roubar alguns dos maiores compositores da Broadway como Max Steiner e Alfred Newman enquanto que na Europa os grandes compositores eram transpostos para o cinema. Eisenstein encomendou a partitura de Alexander Nevksi a Prokofiev, à época um dos maiores compositores do mundo. Com a aplicação, a partir de 1937-1940 do modelo multi-track, tornou-se possível associar a banda-sonora ao diálogo como pano de fundo.
A partir daí os estúdios nunca mais descuraram o aspecto musical da concepção de um filme. Nasceram os gabinetes de música nas grandes companhias que produziam anualmente dezenas de novas bandas-sonoras para os filmes que estreavam em catadupa. Algumas reciclavam temas clássicos, outras inspiravam-se em êxitos dos anos 20 e 30 como aconteceu com o mítico As Time Goes By que Max Steiner utilizou para reforçar o “amor” entre Ingrid Bergman e Humphrey Bogart em Casablanca. Até ao final da década de 60 seria este o modelo a vigorar não só em Hollywood como em qualquer lado que se fizesse cinema. Só com The Graduate é que começa uma nova etapa da composição sonora para o cinema como o uso de músicas pop, um modelo que hoje é cada vez mais popular.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:44 PM
março 29, 2005
A evolução técnica dos filmes falados
Depois de uns primeiros anos em que a magia do som escondeu alguns problemas técnicos que assombravam os modelos da Vitaphone, tinha chegado a altura das produtoras encontrarem outras formas de levarem até ao público os populares filmes falados, os populares talkies.
Foi então que foram aperfeiçoados os modelos já existentes da RCA mas também abriram-se as portas para uma nova forma de trazer o som ao cinema. Esta evolução foi igualmente acompanhada do regresso em força da música ao cinema. Os realizadores tinham percebido que os filmes não podiam ser exclusivamente falados, era preciso imprimir-lhe alguma carga dramática. Numa forma quase reminiscente dos velhos dias do cinema mudo, a escolha recaiu sobre as partituras de música clássica. Foi assim que nesta altura os grandes compositores da época começaram a escrever música para o cinema.
Os equipamentos utilizados
Em 1930 o som era um sucesso mas a situação era caótica. Havia mais de 200 sistemas diferentes de som no mercado. Nenhum deles era perfeito variando nos defeitos. Uns falhavam na sincronia, outros gastavam demasiado o disco e havia aqueles que falhavam na exibição da película. Foi por essa altura que a RCA começou a trabalhar num modelo que eliminasse o problema da exibição em separado do filme e do som. Associados com a Westinghouse, os técnicos começaram a trablhar num sistema de som-em-filme ou som óptico. Ou seja, o som era directamente aplicado na película sem intermediários. Este método provou ser extremamente eficaz. A qualidade do som aumentava claramente, já não havia o risco de não haver sincronia porque o suporte era o mesmo tanto para o som como para a imagem e ainda por cima era fácil de utilizar.
Em 1934 os principais estúdios utilizavam este modelo. Alguns eram excepção. A Fox mantinha ainda fiel ao seu modelo de Photophone, modelo esse que tinha sido aperfeiçoado para níveis aceitáveis. Os estúdios mais pequenos, sem orçamento para apostar no modelo da RCA vivam ainda do sistema de densidade variável, ou espelho oscilográfico, da General Electric.
Esta variedade de elementos manteve-se até 1940 altura em que os estúdios Disney deram um passo em frente na criação de um sistema base para a difusão de som. Em vez de dividir o som em dois equipamentos distintos (projector e fonógrafo) como acontecera no início do sonoro, e inspirado no modelo RCA (que tinha já tentado em 1937 uma experiência do género), os estúdios de Walt Disney apostaram num sistema de som óptico multi-canal. Dessa forma era possível ter na mesma película sons diferentes ao mesmo tempo. A música, efeitos sonoros e os diálogos podiam agora surgir em simultâneo, no que provou ser uma das maiores revoluções técnicas à época. O primeiro filme que punha em prática esta teoria foi Fantasia que rapidamente se tornou num objecto de estudo por parte dos restantes técnicos de som. Não tardava nada para que todos os estúdios copiassem o modelo de Disney (que tinha começado a sua carreira graças ao sonoro) e acabassem com todas as limitações até então conhecidas. Mais tarde, nos anos 50, o som no cinema daria passos rumo aos modelos actuais, apostando em num sistema estereofónico que privilegiava a sobreposição de vários registros na banda sonora auxiliados pela colocação de várias colunas na sala, aumentando a sensação de realidade do “espectador-ouvinte”. Um modelo que resulta igualmente da criação do Cinemascope e que se tornará no modelo de destaque nos anos subsequentes.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:42 PM
Sedutora de Inverno : Natasha Henstridge - O Canadá é já ali...
Uma actriz de uma beleza incomparável. Uma sex-symbol de um país onde a paz e a harmonia são a nota dominante. Um valor por explorar verdadeiramente pelas produtoras de Hollywood...

Pela sua beleza e porte não é dificil perceber que a carreira de Natasha Henstridge começou nas passerelles.
A agora actriz nasceu a 15 de Agosto de 1974 no Canada. Depois de uma infância perfeitamente normal, saiu de casa aos 14 anos para tentar a sua sorte como modelo em Paris. Teve grande sucesso após um curto periodo de experimentação por várias casas e acabou por se consagrar como uma das mais conceituadas modelos da passerelle parisiense. Aos 15 anos já era capa da Comsopolitan e aos 16 já fazia diversos anuncios publicitários. Parecia estar destinada ao sucesso como modelo, mas o glamour do cinema falou mais alto.
O seu primeiro papel no cinema chegaria com 21 anos no filme de ficção cientifica Species. A sua beleza terá sido a principal razão porque foi escolhida para o papel, mas a sua performance não foi tão má como muitos julgaram possivel. E foi o inicio de uma carreira de uma década.

Maximum Risk marcou a sua segunda passagem por Hollywood onde os papeis que lhe surgiam encaixavam bem no esteriótipo de loira com medidas generosas. Se Henstridge queria ser uma actriz a serio, este certamente não era o caminho. Como não foi fazer a sequela de Species, considerada uma das piores de sempre no genero. O filme viva do corpo nu da actriz, algo que nunca é lisongeiro para qualquer filme, mesmo que a actriz seja Henstridge. Sendo assim, em 1998 a sua carreira estava na mó de baixo. Bella Dona marcou a sua estreia no cinema brasileiro mas o filme acabou por ser um fracasso. Seguir-se-iam papeis em filmes como Dog Park e A Better Way to Dye. E quando todos pensavam que a sua carreira estava condenada a desaparecer, eis que surge The Whole Nine Yards, uma divertidissima comédia com Bruce Willis no principal papel que recuperou o nome de Henstridge junto do público e dos produtores de Hollywood. Um volte face que poderia ter sido aproveitado. Mas que acabou por não ser.

Depois de ter sido votada a mulher mais bela do mundo e de ter feito vários ensaios para inumeras revistas, Henstridge deixou-se cair de novo em pequenas produções. Bounce, Second Skin e Riders não fizeram muito pela sua carreira. Tal como a sequela, também ela uma desilusão, de The Whole Nine Yards, agora com o titulo de The Whole Ten Yards. E para complicar o cenário há ainda Species III, o filme em que o corpo, mais do que o talento, volta a ser cabeça de cartaz. Para quem augura uma carreira de sucesso a Henstridge, o que é perfeitamente concebivel, um cenário marcado por este genero de produções não é bem o mais adequado. Mas quem sabe? Talvez se escreva direito por linhas tortas.
Próxima Sedutora de Inverno - Nicole Kidman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:58 AM | Comentários (1)
março 28, 2005
O filme falado vs filme sonoro
The Jazz Singer apenas fica na memória por ter aberto a caixa de Pandora em que se tornou o cinema sonoro. Trinta anos de mudo tinham chegado ao fim e de forma muito polémica.
Durante os anos anteriores, tanto nos Estados Unidos como na Europa, o cinema mudo tinha atingido um nível de altíssima qualidade. Quer o surrealismo alemão, quer os épicos americanos, quer os filmes experimentalistas franceses e soviéticos conquistavam a crítica e o público graças ao poder enorme que os grandes realizadores de então – Abel Gance, Ernst Lubitsch, Murnau, D. W. Griffith – tinham em criarem universos fantásticos. A montagem era vista à altura como a base da linguagem cinematográfica e era à sua volta que os filmes eram construídos e aperfeiçoados. Em 1925 o soviético Serguei Eisenstein faz do Couraçado Potemkin um perfeito exercício de construção fílmica com base na montagem. O filme foi um sucesso e personificou tudo o que o cinema mudo tinha alcançado. Muitos dos realizadores, principalmente na Europa, achavam agora que o cinema era digno de ser visto como arte. O período experimental de técnicas dos primeiros anos do século, entregue a engenheiros e cientistas tinha dado lugar a uma nova era entregue nas mãos de criativos e artistas. E de repente tudo desaparece.
O desempenho dos actores, marcado sempre por uma notável pantomina, é substituída por vozes estridentes, muitas delas sem a mesma intensidade dramática que se exigiria. A solenidade de uma cena desaparece com o advento do sonoro. O som do choro substitui a imagem da actriz em sofrimento com todo o aparato típico do filme mudo. Era uma realidade que terminava e outra que dava os primeiros passos. E como era natural muitos estavam contra. Aliás, a maior parte das pessoas via no sonoro uma moda passageira. Mas quando os “talkies” provaram ser um imenso sucesso a situação mudou de figura. Um conjunto de proeminentes realizadores europeus preparou-se inicialmente para boicotar o sonoro. Aliás, até 1930 foram feitos pouquíssimos filmes falados na Europa (algo a que não é alheia a falta de condições técnicas). O seu grande receio era de que o sonoro surgisse na sua forma mais sincrónica, limitando-se a imitar a imagem. Para alguns realizadores como René Clair, Dziga Vertov, Serguei Eisenstein e mesmo o iniciante Alfred Hitchcock, o sonoro deveria surgir como mais um apoio à montagem e não como uma nova linguagem em si. A defesa de uma abordagem contrapuntual do uso do som nos filmes manter-se-ia o grande cavalo de batalha dos cineastas europeus. Estes cineastas defendiam o que chamavam de cinema sonoro. Muito bem, diziam eles, o som chegou e deve ser encarado como uma ferramenta útil nas mãos do artista, nós, os realizadores. Mas nada mais do que isso. Nada de destacar o som acima de todas as coisas. A montagem continua a ser o ponto central de um filme. Não o som!
Uma ideia que era defendida na Europa mas que mostraria ter pouco futuro. As modas da América ditavam outras danças. O sincronismo absoluto tinha sido um sucesso no virar dos anos 20 e a consagração de Broadway Melody, o primeiro grande musical da história, na segunda gala dos Óscares mostrava que a tendência era de que o filme falado de forma sincrónica tinha vindo para ficar. Rapidamente os realizadores apostaram em géneros que beneficiasse o cinema falado em detrimento do cinema sonoro. Musicais, comédias cheias de gags, filmes de gangster, westerns e os filmes animados tornaram-se nos géneros dominantes. Mesmo o drama abandonou o seu carácter introspectivo dos grandes filmes da década de 20 e transformou-se num conjunto de interpretações muito faladas e pouco sentidas. O importante era que o público pudesse ver que Greta Garbo ou Clark Gable estavam a dizer exactamente o que eles estavam a ouvir.
O cinema sonoro fazia a apologia da gestão dos recursos sonoros. Um realizador devia utilizar a banda sonora com ponderação, tal como os diálogos e os efeitos sonoros. Nada de simplismos sem razões de ser. E durante algum tempo assim foi. Na Europa claro. O som tinha chegado em 1928 com a exibição em Londres, Paris e Berlim de The Jazz Singer mas a produção dos primeiros filmes europeus com som só mesmo no ano seguinte. E mesmo assim eram poucos os exemplares. Os estúdios não tinham ainda os equipamentos utilizados na América e por isso a maior parte das produtoras continuou a apostar, e com sucesso diga-se, em filmes mudos. Uma realidade que muda a partir de 1930 e que transforma por completo o cinema europeu. Apesar dos grandes autores se manterem fiéis ao conceito de cinema sonoro (os casos franceses e soviéticos foram os mais paradigmáticos), a verdade é que 90% dos filmes que eram exibidos no “velho continente” chegavam de Hollywood. E rapidamente o filme falado conquistou também a Europa. A linguagem universal do filme mudo tinha acabado. O inglês afirmava-se como língua mundial. Hollywood tinha vencido.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:40 PM | Comentários (1)
Sedutora de Inverno : Naomi Watts - Uma loira fatal...
Apesar de ter uma carreira já quase com duas décadas, só muito recentemente é que o mundo do cinema se rendeu ao talento desta bela britânica. Um talento que começou a despontar num filme cujo titulo ainda anda na boca do mundo...

Não, Naomi Watts não é lésbica, por muito estranho que isso possa parecer a meio mundo depois do seu explosivo desempenho em Mullolhand Drive. Mas também não é nenhuma rookie já que o seu primeiro papel no cinema data de 1986.
Mas tudo começou um pouco antes, a 28 de Setembro de 1968 numa vila do Sussex no sul de Inglaterra. Foi esse o dia que viu Naomi Watts chegar ao mundo, o primeiro marco numa vida até agora notável.
Apesar de ter nascido nas terras de sua majestade, a verdade é que desde muito nova foi viver para a Australia. Aí começou uma carreira de modelo ainda muito jovem, chegando facilmente á representação, primeiro em anuncios, e com 16 anos, num filme australiano de nome For Love Alone. Watts acabou por pertencer a uma geração de talentosos australianos onde pontificiva também Nicole Kidman que acabou por se tornar na sua melhor amiga depois de ambas terem partilhado um taxi após um casting a um anuncio de bikinis. Uma amizade que ainda hoje perdura. Em 1991 trabalhou com Kidman em Flirting e no ano seguinte iria dividir o ecrãn com outra jovem estrela australiana, Russell Crowe, em Brides of Christ.

Na Austrália Naomi Watts já era uma estrela com apenas vinte cinco anos de idade. Fez diversos filmes para a indústria local, incluindo exitos como Wide Sargasso Sea, Gross Misconduct ou Tank Girl. Mas a verdade é que eram pequenas produções de uma indústria fértil mas sem grande expressão. Por isso, sempre que podia, Watts tentava audições em Hollywood. E foi num desses dias que a sua sorte mudou. David Lynch ficou impressionado com o seu enorme talento e beleza que não teve dúvidas em escolhe-la para o papel principal do seu mais confuso e aclamado filme até hoje, Mullolhand Drive. O filme foi um sucesso retumbante na critica e todos se renderam ao talento de Naomi Watts. Nem a enorme polémica pelas suas cenas de amor lésbico com Laura Harding atrapalharam na sua consagração nos Estados Unidos. E logo numa das suas primeiras tentativas. Estava provado que ali havia actriz com A grande.

A fama que granjeou no filme de Lynch começou a dar dividendos no ano
seguinte quando foi escolhida por Gore Verbinski para protagonizar o hit de terror de 2002, The Ring. O filme teve um grande sucesso de bilheteira alargando a fama de Watts para outro genero de público. O ano seguinte provou ser ainda mais bem sucedido quando Watts fez parte de um triangulo dramático ao lado de Benicio del Toro e Sean Penn em 21 Grams, o aclamado filme de Alejandro Inarritu. Por esse brilhante desempenho Watts conquistou a sua primeira nomeação ao óscar, tendo no entanto sido derrotado pela sul-africana Charlize Theron. Injustamente para muitos.
Depois de ter feito Ned Kelly nesse mesmo ano, Watts voltou a ter muito trabalho em 2004 com excelentes desempenhos em filmes como We Don´t Live Here Anymore, Ring 2, I Heart Huckebees ou The Assassination of Richard Nixon.

A sua beleza estonteante e talento inquestionável fizeram dela uma das mais pretendidas actrizes de Hollywood. Muitos apostam que nos próximos anos a sua consagração será definitiva. Entrar em King Kong, o filme de Peter Jackson pós-Lord of the Rings pode ajudar, e muitos esperam que o seu nome se torna oscarizável com o passar dos anos. É que é raro aparecer assim de repente um talento tão grande como o que a bela anglo-australiana tem vindo a demonstrar nos últimos anos.
Próxima Sedutora de Inverno - Natasha Henstridge
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:13 AM | Comentários (5)
março 27, 2005
O momento chave do sonoro
A 6 de Outubro de 1927 o mundo acordou de pernas para o ar. Em Nova Iorque tinha acabado de estrear The Jazz Singer. O filme, em termos cinematográficos não era uma obra-prima. Mas não tinha sido por isso que a sala tinha enchido.
A publicidade da Warner Bros alertava para o nascimento do primeiro filme falado. Não era verdade mas ninguém sabia isso. Todos foram ver o actor russo Al Jonson, pintado de negro, cantar e encantar. A sua voz ouvia-se bem como a da banda que o acompanhava. E apesar de algumas passagens ainda mudas, o público sabia que a partir daí tudo seria diferente. O cinema mudo tinha os dias contados.
The Jazz Singer e a chegada do sonoro
A grande curiosidade à volta do nascimento do sonoro é o facto da sua origem ter apenas acontecido porque Jack Warner estava com problemas financeiros . Então, pensou ele, a única forma de levar as pessoas a verem os seus filmes era se ele apostasse em algo completamente novo. A escolha recaiu sobre o cinema sonoro, uma ideia que a Warner tinha vindo a acompanhar há já algum tempo mas à qual nunca tinha dado grande atenção. Curioso porque foi uma questão financeira que impediu o sonoro de entrar no início do século nos filmes e foi uma questão financeira que veio acabar com esse atraso de 30 anos. Do filme The Jazz Singer pouco reza a história. Só a imagem do russo Al Jonson pintado de negro a dançar e a cantar ficou na memória. O filme foi o maior sucesso do ano e foi galardoado com um Óscar especial, o primeiro. E só não foi eleito o melhor filme pelo facto dos grandes produtores rivais da Warner acharem que seria concorrência desleal.
Curiosamente os primeiros três anos de transição foram complexos. O sonoro era a tendência mas ainda teve de coexistir com o cinema mudo. Algumas razões lógicas levaram a essa situação. A primeira foi a de que a maior parte das pessoas via no sonoro uma moda passageira. O próprio Jack Warner disse-o numa entrevista em 1927. Por isso os estúdios estavam renitentes e queriam a confirmação do público ao impacto do filme falado. Tiveram-na rapidamente! Pôs-se então um segundo problema. Nem todos os estúdios tinham equipamentos adequados para criar filmes com som. A maior parte das companhias assinou um protocolo para adquirir o popular modelo Vitaphone. Só a RKO e a Fox usavam o modelo que tinham vindo a desenvolver nos anos anteriores. Até 1933 esses seriam os modelos que singrariam e só as posteriores inovações técnicas ditaram que todos os estúdios utilizassem os mesmos aparelhos. Ao mesmo tempo poucas eram as pessoas que estavam preparadas para lidar com este enigma que era o som. Assim, o técnico de som tornou-se numa das figuras mais importantes do plateau, superiorizando-se por vezes a realizadores que não mostravam ter conhecimentos técnicos suficientes para entender a importância da gravação sonora. As próprias filmagens passaram a ser diferentes. Era preciso esconder microfones pelo set e o silêncio – algo nunca imaginado no tempo do cinema mudo – passou a ser a palavra de ordem .
Durante três anos os estúdios dedicaram-se a fazer filmes sonoros. A Paramount foi a primeira companhia a conseguir um filme 100% falado, em 1928. No ano seguinte todos os seus filmes eram 100% falados. A MGM e a Fox acabaram 1928 com vários filmes semi-falados, mas apostaram na re-filmagem de filmes mudos que ganharam som. Poucos são hoje os exemplares sobreviventes dessas aventuras.
A Warner, pioneira, e a RKO foram os primeiros a deixar o cinema mudo mas ainda demoraram algum tempo em abandonar o fantasma do cinema semi-falado. Só em 1930 é que 99% das produções cinematográficas era totalmente falado. Mas enganem-se aqueles que pensam que a qualidade era a melhor. Esses anos ficariam exactamente marcados por terem sido bastante negativos para os amantes de cinema. A perfeição do cinema mudo foi posta de lado. Agora qualquer filme que tivesse som era um sucesso. As produções começaram a ser niveladas por baixo e foram usados todos os truques e efeitos possíveis para agradar a um público cada vez mais sedento de novos e novos sons. Foi preciso entrar-mos nos anos 30 para os avanços técnicos trazerem finalmente uma qualidade sonora considerável e, ao mesmo tempo, os estúdios perceberem que estava na altura de voltarem a apostar em cinema de qualidade.
A implementação do sonoro não causou apenas três anos de muitos e barulhentos filmes. Levou ao desemprego milhares de pessoas. A sua maioria eram os músicos de orquestras ou os pianistas que coloriam as exibições dos filmes mudos. Em várias cidades havia mendigos com um cartaz pendurado que apenas dizia “Ruined by the talkies!”. Ao mesmo tempo houve grandes actores que foram deixados de lado pelo simples facto da sua voz não ter condições para singrar no novo mundo. Alguns deles eram mesmo ícones do cinema da época como Lilian Gish, Gloria Swanson ou Douglas Fairbanks. Emil Jannings, considerado à época como o maior actor do mundo, voltou para a Alemanha com o advento do sonoro temendo que o seu sotaque destruísse a sua carreira. De facto o fim do mudo significou o final de uma linguagem universal. O cinema tornava-se mais nacional, mais regional. As grandes co-produções tinham os dias contados e os actores tinham mais dificuldades em afirmarem-se em países estrangeiros. A própria Hollywood nunca esqueceu este seu período. Billy Wilder homenagearia os astros do mudo em Sunset Boulevard de 1950, com Gloria Swanson e Joseph von Stenberg, dois dos maiores nomes do período mudo, como estrelas e em 1952 Gene Kelly e Stanley Donen fazem uma homenagem a estes tempos de transição no notável musical Singin in the Rain. Tal como o filme tão sugestivamente demonstrava tinham chegado novos dias para o cinema.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:38 PM | Comentários (1)
Sedutora de Inverno : Monica Belluci - O Nome da Tentação...
É uma das maiores sex-symbols do mundo. A sua beleza parece querer ofuscar qualquer papel que faça. Mas poucos terão conseguido esquecer a violência emocional que marcou os seus filmes mais celebres...

Esta sensual italiana nasceu em Citta di Castello no distrito de Umbria a 30 de Setembro de 1964. A sua aldeia era bastante pobre mas mesmo assim Monica Belluci conseguiu ter dinheiro suficiente para estudar direito em Perugia. Foi aí que começou a fazer trabalhos como modelo, utilizando a sua figura voluptuosa e escultural para juntar dinheiro de forma a poder pagar os estudos. A sua carreira como modelo começou em Itália mas em 1988 já estava em Paris a trabalhar com a elite do meio. O sucesso nas passerelles foi tremendo, tendo sido colocada praticamente ao mesmo nivel que as top-models da época. Com 26 anos decidiu arriscar uma carreira como actriz, apesar de não ter qualquer formação. O filme que a lançou foi Briganti. Durante dois anos a bela Monica faria filmes em Itália até Francis Ford Copolla ter ficado impressionado com a sua sensualidade, escolhendo-a para viver uma vampira no seu Bram Stokers Dracula. A estrondosa italiana chegava assim a Hollywood.

Depois desta sua primeira passagem pelo cinema norte-americano, Monica Belluci voltou à Europa onde dividiu a sua carreira nas passarelles por prestações em filmes franceses e italianos. Em 1996 atingiu um dos pontos mais altos da sua carreira em L´Apartment, filme pelo qual recebeu uma nomeação para melhor actriz nos Cesares. A consagração como actriz tinha chegado finalmente. Ao longo do resto da década Belluci continuou a fazer filmes entre Itália e França, com titulos de algum sucesso como Come mi vuoi, Stressati ou Méditerranées. Por essa altura já tinha começado uma relação com Vincent Cassell, o menino bonito do cinema francês com quem viria a casar em 1999 e do qual já tem uma filha, para além de vários projectos em conjunto.

Com o novo milénio chegou de novo a fama, primeiro sob a forma de várias capas de revista onde posou sem qualquer preconceito, e depois com alguns papeis de destaque. O primeiro seria num filme do italiano Giuseppe Tornattore em Malena. Um papel extremamente tocante e sensual que lhe valeu o aplauso da critica e do público. Depois foi escolhida para viver a mitica Cleopatra no segundo filme de aventuras de Asterix e Obelix. E depois houve ainda as presenças no cinema americano, em Tears from the Sun, e em Matrix Reloaded e Revolutions.

Mas seriam dois papeis que acabariam por moldar a sua imagem. Papeis tocantes e extremamente violentos que a confirmaram como uma actriz de valor. O primeiro tinha chegado em 2002 num filme dirigido e interpretado pelo marido. Irreversible foi tido como um dos filmes choque do ano, especialmente pelos primeiros quinze minutos em que Belluci é violada selvaticamente. O segundo aconteceu já em 2004 no polémico filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ onde viveu uma pungente Maria Madalena, dando assim corpo ao pecado humano.
Com todos estes papeis de destaque já ficou mais do que provado que Belluci não é só uma cara bonita e um corpo de arromba. É também uma das mais interessantes actrizes do velho continente.
Próxima Sedutora de Inverno - Naomi Watts
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:05 AM
março 26, 2005
Técnicas utilizadas para introduzir som nos filmes
Desde a criação dos primeiros modelos de projecção que houve sempre ensejo em deixar um lugar próprio para a difusão do som. As experiências iniciais que remontavam aos finais do século XIX utilizavam uma técnica que faria escola durante bastante tempo.
Um projector estava associado a um fonógrafo que projectava o som ao mesmo tempo que a imagem saía do mesmo projector. Isso implicava, claro está, uma perfeita sincronia entre o que se via e o que se ouvia, o que nem sempre era possível. Foi esse o maior pesadelo do Quinetoscópio de Thomas Edison. Na sua primeira versão a sincronia não foi alcançada com sucesso e da segunda tentativa, já em 1913, essa sincronia não durava mais do que 12 segundos em diálogos contínuos. Por isso o problema desde o início foi a da utilização de uma técnica que privilegiasse a total sincronia entre som e imagem. O público não estava interessado na música ou nos efeitos sonoros. Queria era confirmar se o movimento dos lábios dos actores correspondia ao som que estavam a ouvir. E se houve dois ou três casos no início do século que conseguiram essa sincronia (falhando noutros pontos) a verdade é que só a partir da metade da década de 10 é que esse efeito foi plenamente alcançado.
O modelo enunciado pelo cientista Edward Wente, conhecido como o espelho oscilográfico, foi um dos mais avançados do seu tempo.
Tecnicamente consistia na projecção do som para uma lenta através do íman do áudio. Essa lente recebe a fonte de luz reflectida no espelho oscilográfico e por sua vez envia-a para um pincel de luz que a projecta, à fonte de luz, na trilha sonora, criando-se assim o registo sonoro. A mais valia deste método era a lâmina oscilante desenhada por Wente.
A RCA , em parceria com a General Electric, desenvolveu entre 1922 e 1923 a gravação do som na película na película de imagem para que ela ocupasse apenas 1,5 mm da borda do filme de 35 mm. Dessa forma era possível manter no mesmo suporte físico um espaço conjugado de som e imagem. No entanto o Photophone, que viria a revelar-se o grande rival do Movietone, tinha um problema que se iria manter em todos os sistemas até 1933. Existia apenas uma pista de trilha única na película. Logo só se poderia ouvir um som de cada vez sob o risco de se perder a qualidade, já de si frágil. Diálogos, efeitos e música não podiam coexistir. O problema seria resolvido igualmente pela RCA com a criação de diferentes canais na película. O que é curioso é que seria esse problema que fez do cinema um espaço onde a voz tinha mais protagonismo do que qualquer outro efeito sonoro. Só filmes de autor experimentalistas negaram essa realidade optando por uma inversão dos valores sonoros. Algo que, como se sabe, não encontrou o eco pretendido.
Estas foram as duas principais técnicas à época. No entanto a estreia do sonoro junto do grande público aconteceria sob os auspícios de um outro modelo, mais imperfeito talvez e menos duradouro, mas que faria história.
O modelo Vitaphone
O modelo Vitaphone foi desenhado inicialmente nas fábricas da General Electric e comprado em 1925 pelo presidente da Warner Brothers, Sam Warner. Durante o ano o projecto foi desenvolvido nos estúdios da Vitaphone Company, recém-formada com subsídios da Warner, e estreou-se pela primeira vez com o filme Don Juan, ao permitir a substituição da orquestra de fundo por uma banda-sonora própria ao filme. Antes disso o Vitaphone tinha já “dado” som a inúmeras curtas-metragens.
Fisicamente o projector era enorme e extremamente desajeitado e sincronizava o filme a um disco de 78 rotações. A sua frequência rondava os 4300 Hz mas os discos gastavam-se rapidamente. Este método tornou-se extremamente popular em Hollywood. No entanto era um sistema que estava longe de ser perfeito. Tinha uma baixa qualidade de amplificação, o disco fazia imenso barulho e havia a iminente possibilidade do disco riscar, cortando assim o sincronismo entre som e imagem. Mesmo assim a Fox aproveitou-se das técnicas da General Electric e importou-as para o Movietone, enquanto que a RCA continuava fiel ao seu método, o Photophone.
O Vitaphone estreou-se em Nova Iorque com a exibição de Don Juan, mas, tecnicamente, o primeiro filme sonoro seria apenas exibido em 1927. A verdade é que o filme era pontualmente falado, sendo que o problema da trilha única tinha feito com que a música fosse o elemento de destaque. Mas só a possibilidade de ouvir Al Jonson criou uma aura de magia à volta do filme. A Warner, em plena falência técnica, recuperou com este lance de sorte. O público rendeu-se ao sonoro e nada mais seria como dantes.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:36 PM
Sedutora de Inverno : Minnie Driver - A fleuma britânica
Uma das mais interessantes actrizes da sua geração, especializou-se à muito em suaves e emotivos desempenhos secundários. Mas muitos acreditam que o seu valor é tal que o protagonismo pode estar já ao virar da esquina...

Minnie Driver nasceu em Londres, a 31 de Janeiro de 1970. Teve uma infância absolutamente normal e depois de ter representado em várias peças escolares, percebeu que tinha vocação para ser actriz. Por isso começou a estudar artes dramáticas antes de completar 18 anos. Aos 20 anos conseguia o seu primeiro papel diante das camaras. Foi em God on the Rocks, um telefilme britânico. No entanto só três anos depois o seu nome voltaria a surgir num elenco. A razão? Os estudos que decidiu continuar de forma paralela á sua carreira de actriz. E assim foi de novo na televisão, desta feita numa mini-serie, que Minnie Driver voltou a representar. Nesse ano faria ainda um telefilme de relativo sucesso, Royal Celebration, e nos dois anos seguintes continuaria a trabalhar exclusivamente na televisão, ora em telefilmes ora em series televisivas.

A chegada em definitivo ao cinema ocorreu em 1996 com um papel em Big Night, filme de Stanley Tucci e Campbell Scott. Nesse mesmo ano entraria em Sleepers, ao lado de um elenco recheado de nomes sonantes, para explodir verdadeiramente em 1997 numa serie de papeis que ajudariam a sua carreira a saltar para uma nova etapa. O primeiro foi em Grosse Pointe Blank, ao lado de Jon Cusack. Seguiu-se ainda Baggage. Mas seria o filme de Gus van Sant, Good Will Hunting que a catapultaria para a fama. O seu desempenho extremamente sólido e emotivo ao lado de Matt Damon valeram-lhe o aplauso da critica e do público. A partir de agora, Minnie Driver era um nome levado a sério.
Aproveitando a onda, o final dos anos 90 revelou-se bastante positivo para a sua carreira. Papeis em filmes como Hard Rain, The Governess - o seu primeiro papel como protagonista - e An Ideal Husband confirmaram o seu proclamado talento.

Em 2000 chegou um dos seus melhores papeis, ao lado de David Duchovny no filme Return to Me. Um sólido desempenho que fazia antever uma década de sucesso. O que não chegou a acontecer. Os papeis não chegavam, os projectos não tinham o sucesso esperado. A pouco e pouco o seu nome foi-se com o vento tão rapidamente como tinha chegado. Mas a eclética actriz não tinha ainda desistido. Depois de participações menores em filmes como Elle Enchanted ou Hope Springs chegou a hipótese de desempenhar aquele que viria a ser o melhor desempenho da sua carreira. Em Phantom of the Opera ela é Carlotta, a diva perfeita num desempenho secundário verdadeiramente arrebatador, um dos melhores papeis secundários de 2004.
Com o seu sucesso em Phantom of the Opera, esperam-se agora melhores dias para a sua agitada carreira. Dias que correspondam ás melodiosas notas que toca ocasionalmente na sua guitarra num qualquer clube de jazz por esse mundo fora.
Próxima Sedutora de Inverno - Monica Belluci
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:31 AM
março 25, 2005
As evoluções técnicas
O som e a imagem fundem-se finalmente em 1927. A partir desse momento caminharão inevitavelmente de mãos dadas. Mas esse foi um processo que pecou por ter chegado com quase trinta anos de atraso.
A técnica dos primeiros cineastas permitia já no século XIX construir um filme sonoro mas os imperativos financeiros atrasaram o processo. Curiosamente foi preciso a Warner Bros. estar à beira da falência para se recuperar o espírito do sonoro. Só que na altura muitos foram os que achavam que o som estava a mais, esquecidos de que nos primeiros dias do cinema a ausência do som tinha existido apenas por questões financeiras. Realmente seria curioso ver como teria sido a história do cinema se a aplicação do som tivesse, desde o primeiro instante, estado lado a lado com a criação dos filmes. Seria o cinema diferente do que é hoje? Muito provavelmente. Seria melhor ou pior? Nunca o saberemos. Entretanto, durante essas três décadas de cinema mudo por vontade própria dos grandes produtores de cinema, houve sempre um conjunto de técnicos que não deixaram de deitar mão à obra, com o intuito de dar som à imagem. Custasse o que custasse!
As primeiras experiências
O início da gravação de sons remonta ao último quarto do século XIX, mais precisamente em 1877, altura em que nasceu o fonógrafo. Em 1878 quer Alexander Bell quer Alexander Blake tentam criar dispositivos que fotografem as variações do som. Contudo nenhum deles focou a problemática da reprodução do mesmo som. Com o nascimento, também em finais do século, do cinematográfico dos irmãos Lumieré e do Quinetoscópio de Thomas Edison, renasce a vontade de criar um aparelho que unisse som e imagem. O aparelho de Edison, que inspiraria os irmãos franceses, foi o primeiro que conseguiu de facto projectar som e imagem ao mesmo tempo. Este aparelho fundia dois elementos distintos. Um que tratava a imagem que era o Quinetografo e um outro que trabalhava o som, o Quinetofonógrafo. No entanto o projecto encontrou diversas dificuldades levando a que Edison apostasse num modelo mais simples, o Quinetofone, aparelho que conjugava imagem e música ao mesmo tempo. No entanto a falta de sincronia tornou o invento pouco popular. Mais tarde, em 1913 a sua invenção vai ser aperfeiçoada, e encontrará algum sucesso junto do público. No entanto o facto do sincronismo começar a falhar a partir dos 10-12 segundos de fala contínua fez com que o projecto fosse deixado de lado.
Entretanto em França tiveram lugar importantes experiências entre o final do século XIX e o princípio do Século XX. Em 1902, Leon Gaumont fez uma exibição pública do seu Cronofone, um sistema de exibição que unia o projector a dois fonógrafos através de cabos que tinham o objectivo de garantir o sincronismo total entre som e imagem. O sistema teve sucesso na Europa e foi exportado para os Estados Unidos mas problemas ao nível da duração da sincronização, bem como dos sons não amplificados que não ecoavam pelo auditório, levaram a ideia que fosse abandonada . No entanto já em 1891 o francês Marey registou a patente do Fonoscópio, quatro anos antes da primeira exibição dos Lumieré. E em 1899 Auguste Baron apresentou o seu filme sonoro e encontrou bastante sucesso junto da elite parisiense. No entanto a ideia não vingou por falta de apoios. No primeiro ano do novo século o alemão Ernst Ruhmer anunciava a criação do Fotografofone, um aparelho dispositivos que conseguia gravar e reproduzir som em película. O mesmo conseguirá Eugen Lauste três anos depois provando que o som e a imagem eram perfeitamente conciliáveis. Mais tarde, já em 1907, Lee deForest pegou no trabalho de Laustes e desenvolveu-o através da aplicação de uma válvula electrónica, o tríodo, que tinha como função amplificar os sinais electrónicos. Apesar da sua nova invenção ter sido um sucesso no campo das comunicações, a verdade é que não foi aproveitado pela comunidade cinematográfica.
Por esta altura o cinema mudo imperava. Todas as experiências com som eram experimentais e feitas à margem do grande público. Depois dos primeiros anos do século os espectadores não voltariam a ouvir som em filmes até 1927. Mesmo assim as experiências continuaram, apostando em abordagens diversas a uma questão que já estava resolvida. Aliás o som conseguido pelos Lumieré em 1907 era mais perfeito do que aquele que os modelos Vitaphone e Movietone iriam demonstrar no final dos anos 20. Assim, em 1914 Edward Wente inventa um novo sistema de gravação de som através do uso de um espelho oscilográfico, conseguindo uma sincronia perfeita. Apesar de ter provado estar certo, o seu modelo foi abandonado em 1922. Curiosamente seria recuperado em 1926 e estaria na base do Movietone, o modelo que a Fox apresentou com concorrente ao popular e “pioneiro” Vitaphone.
Nos anos seguintes outros métodos foram testados. J.T. Tykociner demonstrou ser possível criar um sistema que ao empregar um arco de mercúrio modulado para registar e uma photocell para detectar e produzir o som, era de facto possível criar a simbiose entre som e imagem. No entanto poucos modelos seriam tão inovadores como o Tri-Ergon, criado em 1918 por uma tripla de engenheiros alemães – Hans Vogt, Joseph Engel e Joseph Massolle – que pela primeira vez possibilitou a gravação de som no próprio filme. O sistema funcionava com a transformação de ondas mecânicas em ondas eléctricas, que, por sua vez, se transformavam em ondas de luz que eram registadas na película por um processo fotográfico. Este sistema foi adquirido pela Fox em 1926 para adicionar música aos filmes . Por fim, em 1920 Theodere Case, engenheiro da General Electric, conclui o desenvolvimento de um registador fotográfico para telégrafo de sinais de rádio. Este sistema foi acompanhado de perto pela Fox que via neste modelo uma importante base para o futuro. Assim seria. Não só inspiraria o Movietone de 1928 como seria igualmente a base do trabalho desenvolvido pela RCA.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:33 PM | Comentários (1)
Sedutora de Inverno : Milla Jovovich - Uma beleza sem igual
É uma das mulheres mais belas do mundo, disso ninguém parece ter dúvidas. Talvez a representante perfeita da beleza do leste da Europa. Com uma carreira dividida entre os dois lados do Atlântico, poucos são aqueles que lhe conseguem ficar indiferentes...

Milla Jovovich é única. Nasceu em Kiev, capital da Ucrânia quando esta ainda era parte da União Soviética, a 17 de Dezembro de 1975. Com uma beleza muito precoce, foi aos 9 anos que começou a sua carreira como modelo. Estavamos em 1984. Com doze anos estreou-se no cinema. Já vivia fora da União Soviética e o filme tinha contornos eróticos, antecipando a sua estreia como actriz principal.
O que viria a acontecer em 1991. A URSS tinha acabado e Milla vivia agora em França. Foi escolhida à primeira para suceder a Brooke Shields no papel principal de uma jovem abandonada com o irmão numa lagoa deserta. A sua beleza ainda de adolescente era contagiante e por iso The Return to the Blue Lagoon foi um sucesso. Os seus belos olhos e cabelos tornaram-na imediatamente numa lolita europeia. Tinha apenas 16 anos.

Depois deste seu primeiro sucesso, Milla Jovovich dedicou-se à sua carreira como modelo em França. Tornou-se assim numa das caras - e corpos - mais requisitados do momento, deixando pouco espaço para uma carreira cinematográfica levada ao seu expoente máximo. Talvez isso seja justificativo de seis anos ausente de grandes papeis, se deixar-mos de lado pontuais aparições em filmes como Chaplin ou Dazzed and Confused.
Seria em 1996, já com 21 anos de idade, que Milla voltaria a encantar tudo e todos. O filme era o hilariante 5th Element, onde um elenco de luxo com Bruce Willis à cabeça, davam as voltas para salvar o planeta Terra da destruição total. O seu divertido e sensual papel valeram-lhe múltiplos aplausos. E o filme serviria também para começar uma relação, que acabaria em casamento, com o realizador francês Luc Besson.

Uma parceira que seria retomada em 1999. Pelo meio tinha ficado He Got Game e a capa de centenas de revistas que continuavam a insistir na ideia de que Milla Jovovich era das mais belas mulheres do mundo. Talvez por isso Besson a tenha visto como a Jeanne D´Arc perfeita. O filme The Messanger : The Story of Jeanne D´Arc não foi o sucesso pretendido, talvez por ter revolucionado a vida da heroina francesa, mas a sua encarnação da guerreira foi absolutamente notável. Para além de bela, Milla provava ser talentosa. Seguir-se-iam pequenos papeis em filmes como The Million Dollar Hotel, a experiência cinematográfica de Bono e Win Wenders, The Claim e Dummy.

Mas se hoje Milla Jovovich tornou-se extremamente popular junto de um público mais novo, isso deve-se essencialmente ao seu trabalho em Resident Evil, filme de acção inspirado num dos mais populares videojogos dos anos 90. Em ambos os filmes - o primeiro de 2002, o segundo de 2004 - Milla faz as cenas de duplos e encanta com todo o seu charme e estilo. Com tudo isto ficou pouco espaço para desenvolver um estilo de representação mais dramático, algo que não parece que vá acontecer nos próximos tempos tende em conta que a actriz pretende seguir com esta sua vertente mais de action-woman durante alguns anos. Resta saber se algum dia a verdadeira actriz que está dentro de Milla Jovovich, realmente verá a luz do dia.
Próxima Sedutora de Inverno : Minnie Driver
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:46 AM | Comentários (4)
março 24, 2005
O som nos filmes mudos
Como já se disse o mudo não implicava o silencio. Aliás, raríssimas eram as vezes em que um filme era exibido em silêncio total absoluto. Desde sempre que o som esteve presente no cinema, mesmo no mudo. Só que, por uma razão ou por outra, nunca tomou a preponderância que era esperada
Os primeiros projectores inventados por Thomas Edison traziam já a possibilidade de exibir som e imagem em movimento de forma simultânea. Muitos dos primeiros filmes exibidos na exposição de Paris de 1900 eram de facto sonoros. Mas os elevados custos que implicava a instalação de aparelhos sonoros nas salas e nos estúdios adiou por um quarto de século o sonoro.
Mesmo assim o som esteve sempre presente. As exibições eram acompanhadas por um pianista (nas estreias dos filmes em grandes cinemas havia mesmo uma orquestra completa) e havia mesmo salas que atraíam o público por terem atrás da tela pessoas a dar voz aos momentos mais emocionantes dos filmes. O diálogo na altura era subvalorizado (havia ainda uma relação amor-ódio com o teatro) e os realizadores do mudo tinham apostado acima de tudo nas expressões faciais como elementos transmissores de ideias, emoções ou estados de alma. Só em casos extremos é que recorriam ao diálogo. E nesses casos utilizavam subtítulos. No entanto, a ileteracia de muitos dos espectadores era um factor a ter em conta. Por isso, quanto menos subtítulos o filme tivesse, melhor era para os estúdios.
A música que acompanhava a exibição dos filmes era sempre música bastante erudita. Por vezes os realizadores recomendavam uma determinada partitura mas era o pianista (ou orquestra) quem habitualmente escolhia o que interpretar. Ao contrário da rádio, que apostava em efeitos sonoros para ilustrar as rádio novelas e o teatro radiofónico, no cinema cabia apenas à música criar uma atmosfera envolvente ao filme. Os diálogos e os efeitos sonoros eram subvalorizados e as grandes correntes artísticas da época (Abel Gance, René Clair em França e Dziga Vertov e Serguei Eisenstein na União Soviética) afirmavam mesmo preferir assim, já que tinham mais margem de manobra na abordagem às narrativas filmicas.
No entanto, apesar da desconfiança dos artistas e das reticências dos homens de negócios, durante os vinte e cinco anos que mediram as últimas exibições experimentais de filmes sonoros e a afirmação dos “talkies”, as experiências foram continuando.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:32 PM
Sedutora de Inverno : Lucy Liu - Do Oriente com amor...
É a actriz oriental de maior sucesso nos Estados Unidos. Já brilhou na televisão e no cinema, e quando se pensa em cinema de acção, o seu nome acaba sempre por vir á baila. Talvez por ter o dom de nos deixar de olhos em bico...

Lucy Liu nasceu no bairro de Queens em Nova Iorque, a 2 de Dezembro de 1968. Filha de imigrantes chineses que tinham procurado Nova Iorque para relançar as suas vidas, Lucy Liu teve uma infancia dificil mas bem sucedida. Aos 20 anos começou a estudar para ser actriz, isto depois de ter saltado entre algumas universidades na busca do curso certo para o seu futuro. Foi então que tentou ir para Los Angeles procurar um lugar ao sol. Enquanto servia á mesa, Liu procurava papeis em filmes, mas acabaria por ser a televisão a abrir-lhe as portas. Estreou-se em Beverly Hills 90210, em 1990, e depois surgiu ainda em NYPD Blue, ER e X-Files. A sua estreia no cinema ocorreria no entanto apenas em 1996, num pequeno papel no filme Jerry Maguire. E depois de alguns papeis secundários, onde a sua origem era mais requisitada que o seu talento, foi na serie televisiva Ally McBeal, que Lucy Liu viu definitivamente o seu valor consagrado.

Entre o dilema de se manter fiel ás suas raizes - a razão de muitos dos papeis que conquistou - e tentar explorar um universo para lá do ar de beldade asiática, Lucy Liu tentou controlar a sua carreira o melhor que pode. E o cinema começava a tornar-se cada vez mais uma opção a seguir. Payback e Play it Till the Bone mostraram-se como as primeiras hipóteses a sério de representar em Hollywood, enquanto que Shangai Noon a colocava lado a lado com um icone da comunidade asiática nos Estados Unidos, o actor Jackie Chan. Seria no entanto ao lado de outras duas beldades, Cameron Diaz e Drew Barrymore, que Lucy Liu conquistaria o grande público. O filme foi Charlies Angels e de imediato a actriz se tornou numa das action figures preferidas dos estúdios, pelo seu carisma, porte atlético e beleza exótica.

Depois de Ballistc, Chyper ou a sequela de Charlies Angels terem tentado apostar nessa sua imagem, surgiu Quentin Tarantino e tudo mudou. Pelo meio tinha ficado uma pequena participação em Chicago, o vencedor do óscar em 2002. Mas seria ao serviço de QT em Kill Bill, que Lucy Liu passaria a uma nova etapa da sua carreira. No papel de O-Ren Ishi, a jovem actriz surpreendeu tudo e todos pela sua versatilidade e intensidade dramática. A cena fiel, num duelo inesquecivel com Uma Thurman, mostraram uma actriz até então desconhecida do grande público. Talvez por isso ela seja hoje uma figura altamente requisitada em Hollywood tendo já um sem número de projectos para os próximos anos.
Próxima Sedutora de Inverno - Milla Jovovich
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:26 AM | Comentários (1)
março 23, 2005
O Cinema Mudo
Sobre a génese do cinema há diferentes teorias. Uns atribuem ao trabalho de Thomas Edison nos finais do século XIX os primeiros passos do cinema. Outros falam das experiências do francês Meliès e do inglês G. A Smith como a verdadeira origem do cinema. A história no entanto apontou o espírito empreendedor dos irmãos Louis e Auguste Lumieré como a base de todas as experiências cinematográficas que se lhe seguiram. A verdade é que com o novo século chegava também uma nova forma de entretenimento.
O cinema ainda não era bem cinema – era ainda cinematógrafo dos Lumieré ou o quinetoscópio de Edison – mas já encantava tudo e todos. Durante quase trinta anos o cinema tornou-se na maior indústria de massas, e, pasme-se, numa das maiores artes do novo século. E fê-lo sem o recorrer ao som. Não que os filmes fossem, qual uma igreja em estado de oração interior, apologistas do silêncio. As exibições em teatros, óperas ou feiras dos primeiros filmes eram acompanhadas invariavelmente de música de fundo, habitualmente da autoria de um pianista que aplicava a sua própria visão das cenas do filme às teclas do piano. Logo, ver um filme em salas diferentes implicaria sempre ouvir um acompanhamento sonoro diferente. Ao longo do tempo os próprios sons do piano foram-se padronizando, (todos sabiam que ao ouvir determinado acorde estavam perante o vilão) atirando para o chão a teoria de que o mudo era silêncio. Não o era nem nunca o foi. Como Alfred Hitchcock disse um dia “Os filmes mudos eram perfeitos. Só lhes faltava o som sair da boca das personagens.” E o som tinha de facto o seu papel no cinema mudo!
A indústria cinematográfica
Os primeiros anos do cinema foram um palco de múltiplas experiências, tanto na Europa como nos Estados Unidos. No “Velho Continente” o cinema tinha ganho um impulso graças ao espírito empreendedor dos irmãos Lumieré. Mais produtores do que propriamente realizadores, foram eles que fizeram com que, para além das massas, também as elites europeias cedo tivessem um contacto próximo com esta nova arte. Realizadores como Meliès produziam à época em Paris obras verdadeiramente inovadoras, explorando todas as potencialidades que esta nova invenção oferecia. O uso do cinematoscópio era no entanto algo que viria a revelar-se bastante subaproveitado. Na verdade a invenção dos Lumieré incluía já a possibilidade de utilizar som e imagem, de forma sincrónica. Mas os custos que o processo implicava tinham levado a maior parte dos realizadores (nem todos já que há exemplos de filmes sonoros nesse período) a deixarem de lado a ideia, apostando acima de tudo em três aspectos que marcaram o início do cinema europeu: a direcção de actores, o trabalho de câmara e a manipulação das cenas através da montagem. Começava então a Belle Époque do cinema europeu.
Nos Estados Unidos, e apesar da aplicação de algumas das mentes mais inovadoras da época, o cinema começou por ser um divertimento de feita. Os Nickelodeons popularizaram o cinema entre as massas. A vaga de inventos que marcou a primeira década do século trouxe inúmeras experiências cinematográficas às salas de exibição norte-americanas mas em 1912 dá-se a primeira grande revolução do cinema americano. O domínio, quase castrador, que a Motion Picture Association impunha ao mundo do cinema, tinha acabado. Agora todos eram livres de seguir o seu caminho. Hollywood tinha acabado de nascer. Rapidamente começaram a nascer variadas produtoras, começando uma dinastia que apenas terminaria na década de 60. O sistema de estúdios, como foi mais tarde chamado, era altamente hierarquizado. Nos primeiros dez anos nasceram mais de cinquenta companhias cinematográficas, que, por falta de verbas ou desencanto com o cinema, foram desaparecendo tão depressa como apareceram. Algumas foram-se fundindo até que no início dos anos vinte havia um conjunto de grandes produtoras (MGM, Warner Brothers, Paramount, RKO e Fox) que controlava a produção e distribuição dos filmes. Pelo meio o cinema americano tinha assistido a emergência de um autor, D. W. Grifitth, que soubera como ninguém levar o cinema ao público, sendo um dos pais do Star System de Hollywood. Filmes como Intolerance ou Birth of a Nation ficariam para sempre como os maiores marcos do cinema mudo norte-americano.
Com a emergência, tanto nos Estados Unidos como na Europa, de estúdios, começava igualmente a adivinhar-se a transformação do próprio cinema. Se até aos anos 20 a concepção de um filme era visto como a criação de uma obra de arte, a politica dos estúdios veio alterar um pouco a situação. Adoptando os modelos de Henry Ford de produção em série, os estúdios colocaram os números à frente dos artistas. Os filmes teriam de ser baratos e sucessos de bilheteira. Isso obrigou muitos artistas a trabalhar longe dos estúdios ou então, como outros fizeram, a criar uma relação especial entre a figura do produtor e do director.
A verdade é que o cinema era agora tanto arte como indústria.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:29 PM | Comentários (6)
O Que Estreia Por Cá - Atenção que ele quer matar o Presidente
Sean Penn é um dos grandes actores do cinema. Ninguém o duvida. E a verdade é que está numa grande fase da sua carreira. Depois do óscar, da consagraçaão pessoal, vem mais um trabalho negro, bem ao seu estilo. Nixon que tenha cuidado, ele vem aí...

The Assassination of Richard Nixon marca a estreia na realização de Niels Muller. Uma estreia auspiciosa a julgar pelas excelentes reviews que o filme recebeu nos Estados Unidos. Mas isso também se deve, e para muitos isso é mesmo o principal, à notável encarnação que Sean Penn faz de Samuel J. Bicke, o homem que viu o sonho americano destruir-se aos seus pés e que viu na morte do presidente dos Estados Unidos a sua única hipótese de redenção. Um filme muito negro, a explorar os cantos mais escondidos da alma humana, mas que traz também uma mensagem de esperança. Mesmo quando vamos até ao fim do poço com Bicke, fica sempre a ideia que algum dia a vida terá de melhorar. O elenco do filme conta ainda com a bela Naomi Watts e com Don Cheadle, naquele que é talvez o maior ano da sua carreira. Um filme imperdível.

Mais quatro estreias esta semana nas salas de cinema em Portugal.
Birth é um filme que engana à primeira vista por parecer demasiado básico. Uma mulher acredita que o marido reencarnou num jovem de 10 anos e hesita se deva seguir com a sua vida ou ficar presa a uma recordação do passado. Mas a verdade é que a exploração desse dilema dá ao filme muito mais profundidade do que se pensaria. Resultado da sólida realização de Jonathan Glazer e do trabalho de Nicole Kidman, a diva do cinema mundial. Nota de destaque ainda para outro actor prodigio, o jovem Cameron Bright.

A Cara que Mereces marca a chegada as salas de mais um filme nacional. Da autoria de Miguel Gomes e com um elenco cheio de cameos de realizadores, argumentistas e amigos do director deste filme, este é um trabalho sobre um homem que não queria crescer. Ou melhor, sobre um homem que queria apagar a infância. Ou ainda sobre um homem que espelha bem a desilusão de uma geração quando entra na casa dos 30, onde a desaparece a cara que Deus deu e fica apenas a cara que cada um merece.

36 Quai des Orfèvres é um filme francês de acção que conta com o inigualável Gerard Depardieu aos comandos de um esquadrão de policia que tenta fazer todos os dias a vida negra a uma serie de individuos corruptos que assolam a vida parisiense. Mas quando um gang chega e destabiliza a vida na esquadra, e o futuro lugar de chefe fica prometido a quem o conseguir capturar, toda a amizade que até aí existia desaparece por completo. Filme de Olivier Marchal.

Babí Léto é uma agradável surpresa que chega da República Checa, um país com pouca expressão cinematográfica por cá. Vladimír Michálek decide falar sobre a morte de uma forma extremamente humoristica pondo lado a lado um casal de idosos, onde a mulher está a preparar-se para morrer e o homem teima em ficar por cá mais um pouco.

O Hollywood Recomenda - São dois dos maiores actores do momento e os seus novos trabalhos, apesar de não terem tido grande projecção na temporada de prémios, são interessantes o suficiente para valer uma visitia ao cinema. Birth e The Assassination of Richard Nixon são as recomendações da semana.
O Hollywood Desaconselha - Nada em particular. Não que a qualidade das estreias seja muito elevada. Mas não há nada que não mereça uma espreitadela na verdade.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:54 AM
Sedutora de Inverno : Liv Tyler - Aqueles lindos olhos...
Só em adolescente soube de quem era filha de facto. Foi eleita várias vezes a mulher mais bela á face do planeta. É dona de um olhar sem igual. Foi um elfo e tantas outras coisas. E continua a encantar tudo e todos...

Nasceu a 1 de Julho de 1977 em Nova Iorque, filha de Beebe Buell - conhecida playmate - e de pai desconhecido. Um desconhecido que acabou por se revelar ser na verdade uma grande estrela. Mas isso, ela só o soube mais tarde. Sempre desconfiou que o seu pai fosse um homem do rock, já que a sua mãe era conhecida do universo backsatage da década de 70. Mas só aos 12 anos começou a desconfiar que esse homem era Steven Tyler, o vocalista dos Aerosmith. As suas semelhanças com a filha deste levaram-na a questionar a mãe que confessou a verdade. E com 14 anos Liv tomou o nome do pai e começou a seguir as pisadas da mãe como modelo. E pouco depois surgia num videoclip da banda do pai, ao lado de outra jovem teen sensation, a sensual Alicia Silverstone.

Com 17 anos estreou-se finalmente no cinema no filme Silent Fall. A sua carreira arrancava em estilo.
Seria pela mão de Bernardo Bertolucci em Stealing Beauty que Liv Tyler daria nas vistas. O seu papel intenso e extremamente erótico valeu-lhe a aclamação da critica. Durante os cinco anos seguintes a sua carreira seria bastante animada. Papeis em filmes como Inventing the Abbotts , U Turn e acima de tudo, Armageddon, ajudaram-na a fazer dela uma actriz conhecida junto do público. Mas seria o seu papel como Arwen, no mega-sucesso Lord of the Rings que iria confirmar todo o seu talento.

Desde então para cá Liv Tyler tem feito pouco. Para além dos três episódios de Lord of the Rings que a consagraram como uma estrela, ajudando-a a ser eleita a mulher mais bela do mundo por mais do que uma vez, poucos foram os projectos onde o seu nome surgiu nos créditos finais. Excepções feitas a Jersey Girl, filme onde voltou a trabalhar com Ben Afleck, e Lonesome Jim. Por isso é natural que os seus muitos fãs estejam desejosos de a ver explodir em papeis tão intensos como o de Arwen Undumiel. Afinal com 28 anos, Liv Tyler pode muito bem afirmar-se como uma das mais bem sucedidas actrizes da sua geração.
Próxima Sedutora de Inverno - Lucy Liu
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:55 AM
março 22, 2005
A História do Cinema
Começa amanhã a ser publicado no Hollywood uma serie de textos sobre o cinema e a sua história. O primeiro bloco de artigos falará sobre a passagem do cinema mudo para o cinema sonoro, das mudanças que tudo isso implicou, e das potencialidades que esta inovação técnica trouxe. Uma primeira serie que será retomada mais tarde noutro conjunto de artigos cujo o objectivo é pintar um pouco melhor aquilo que é a história do cinema.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:23 PM | Comentários (1)
Sedutora de Inverno : Kate Becksinsale - Uma inglesa em Hollywood
Britânica de origem, americana de adopção. É em Hollywood que o seu talento tem sido mais apreciado. Mas muitos afirmam que o seu talento ainda está bem longe da sua beleza. Outros defendem-na como uma actriz com grande futuro. A duvida subsiste e só o tempo dará razão a uma das partes.

Foi a 27 de Julho de 1973 que Kate Beckinsale veio ao mundo. A capital britânica via assim nascer uma das actrizes mais aclamadas do momento. Mas já na altura a origem familiar - os pais são ambos actores - faziam já prever o rumo que a sua vida iria tomar alguns anos depois.
Menina prodigio na escola, vencedora de vários prémios para jovens autoras, ainda na adolescência começou a seguir a profissão ds pais. E foi assim, aos 18 anos, que se estreou no cinema com o filme One Against the Wind. Mesmo assim a jovem Beckinsale decidiu apostar primeiro na sua formação profissional, para só depois seguir a carreira como actriz. Assim, entre 1991 e 1994 fez apenas quatro filmes, um dos quais Much Ado About Nothing, a adaptação da peça de William Shakespeare por Kenneth Branagh. Foi o que valeu para um aplauso da critica, a que se seguiria um papel em Prince of Jutland. A carreira começava bem.

Em 1993 perante o dilema actriz-estudos, ela optou por seguir a profissão dos pais e deixou Oxford para se dedicar exculsivamente à representação. Fez televisão e teatro. Só depois chegaria o cinema. E o seu primeiro papel após esta importante decisão acabou por ser Haunted, filme em que ela se despe de todo e qualquer preconceito por vontade própria. Beckinsale queria tornar-se numa sex-symbol e este seria o primeiro passo. O primeiro de muitos que se seguiriam. Primeiro Shooting Fish e depois Brokdown Bowl. Mas seria em 2001, no filme Pearl Harbour, que o seu nome finalmente seria conhecido por todos.

Um papel á altura do filme que a ajudou a tornar numa actriz conhecida não só junto do grande público mas também em Hollywood. Serendipety, filmado nesse mesmo ano, e Underworld depois, confirmaram essa tendência. Pelo contrário, em Van Helsing, Kate Becksinale dá pouca alma á sua personagem, quase um antipoda de o que uma sex-symbol deve ser. Foi preciso encarnar uma das grandes bombas sexuais da história do cinema, a actriz Ava Gardner em The Aviator, para a sua carreira voltar a entrar em órbita. E agora espera-se para ver o que acontece no segundo Underworld, filme que lhe abriu as portas para um público adolescente mais alternativo. Com 32 anos, o futuro pode muito bem ser seu.
Próxima Sedutora de Inverno - Liv Tyler
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:59 AM
março 21, 2005
The Life Aquatic With Steve Zissou - O Graal está no fundo do Oceano...
Á primeira vista The Life Aquatic With Steve Zissou parece um filme um pouco ridiculo. Mas tal só acontece porque foi assim que Wes Anderson imaginou este universo sub-aquático de relações humanas, belas mas confusas, profundas mas nunca levadas ao limite.
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A ironia está constantemente presente ao longo do filme. O amor e a amizade também. A coragem, o medo, a vingança, o ódio, o desprezo...Todas as emoções humanas têm lugar neste filme. Porquê? Porque Wes Anderson joga com elas como poucos. Como? Porque Wes Anderson é um talento nato a explorar situações que à primeira vista parecem demasiado absurdas para serem levadas a serio. Mas não é preciso estar-se de fato e gravata para se ser levado a sério. Ás vezes basta uma frase, uma pose, uma atitude. Ou um filme como este.
Quando mergulhamos nas profundezas do ocenao nos planos finais do filme, somos invadidos por uma beleza visual que não é real. E no entanto é-o, pelo menos para aqueles que seguiram durante o filme a saga de vingança - que acabou por se tornar em tantas outras coisas - de Steve Zissou. O tubarão-jaguar é apenas irreal para aqueles que não acreditam. Para a tripulação ele é o culminar de uma serie de momentos de grande dramatismo, uns mais belos que outros. Mas todos eles marcantes.

Wes Anderson tem o condão de juntar poesia, teatro e romance na criação do guião deste filme. Algo que nem todos são capazes de fazer, e que a maior parte não tem coragem em arriscar. Mas arriscar é uma palavra chave na compreensão deste filme. Na ousadia dos planos - que realizador que apenas se quisesse levar a sério descreveria o seu navio de forma tão mirabolante como faz Anderson? - no tratamento da história e das suas personagens. E até mesmo na música, com um David Bowie traduzido para português, ao som da triste guitarra de Seu Jorge, que funciona aqui menos como actor e mais como encenador das diferentes fases do filme. É em Life Aquatic With Steve Zissou que percebemos que há o bem e o mal, o preto e o branco. Há Owen Wilson, a interpretar uma figura que quase roça o angelical, do primeiro momento em que surge até ao último instante em cena. E também há os terroristas filipinos a servirem de contraponto. Mas a beleza do filme é o enorme cinzento que fica no meio desta visão maniqueista. É a indefinição existencial de uma soberba Cate Blanchett. É a redenção de um presunçoso Jeff Goldblum, capaz do pior e do melhor. É a amargurada Anjelica Houston que se transforma num farol de esperança. É o inseguro Willem Dafoe, capaz de dar vida a alguns dos momentos mais belos do filme. E é também Bill Murray. E como descrever Murray? Tal como Zissou, Murray está em águas que domina bem, após anos e anos a navegar entre estreitos e conturbados mares. Tal como Zissou, afinal Murray também está capaz do seu melhor, apesar de muitos terem já vaticinado o seu fim. E é a amargura de um homem que nunca quis ser pai, mas que viveu sempre à volta de uma figura paternal - o seu companheiro Esteban - e que também foi ele próprio um pai, de forma inconsciente, para Dafoe, que ajuda a perceber o drama intenso que acompanha Steve Zissou nesta viagem.

O importante neste filme não é tanto o argumento ou todos os artificios técnicos, com que Anderson brinca como uma criança traquinas. Este filme prova que o cinema é mais o binómio realizador-actor do que qualquer outra coisa. É a intensidade de Murray, uma intensidade interior que à superficie é facilmente confundida com um sarcasmo básico, que dá o mote para Anderson ir mais além. O tubarão-jaguar (mas interessará mesmo que ele exista ou não?) de Murray e de Anderson é como um Santo Graal dos oceanos. Não interessa o que é, como é e o que custa para lá chegar. O importante mesmo é chegar, ver, e entender a sua beleza. Na cena mais bela do filme - não, não falamos do cão abandonado da praia, da continência de Dafoe a Wilson num momento de triste despedida, nem mesmo da ironia genial que Anderson faz dos festivais de cinema da Europa - nada parece real. Nem o tubarão-jaguar, nem o submarino, nem o oceano, nem a sua tripulação. O real seria completamente despropositado aqui. Este é um filme para sonhar, não para viver. A poesia visual de Anderson, coroado no momento em que todos partilham o momento de emoção com Murray, é algo que poucos realizadores conseguem. Lembramo-nos de The Royal Teenembaums e fazemos um sorriso. Murray está vivo, Anderson está vivo. O cinema está vivo!
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O Melhor - Não é o maior actor vivo ou em actividade como já li em vários sitios. Também não é preciso cair no exagero absurdo. Mas Bill Murray confirma aqui que está num grande momento da sua carreira, que com Lost in Translation levou a lufada de ar fresco que precisava. Resta saber se a afirmação definitiva de Murray como actor de um humor non-sense contido é para continuar ou se é apenas uma fase.
O Pior - Alguns dos clichés do filme, apesar de criados com esse propósito, tornam-se exagerados ao máximo. Em alguns instantes pedia-se mais profundidade e menos superficialidade. Com isso o filme passaria certamente para um outro nivel.
Curiosidade - É o primeiro filme que Wes Anderson dirige ser ter Owen Wilson como parceiro no argumento. Mesmo assim, como tem sempre acontecido, Wilson faz parte do elenco. Quem também trabalha pela terceira vez consecutiva com Anderson é Bill Murray. E olhando para os três filmes que actor e realizador fizeram em conjunto, é fácil ver que Anderson é aquele que melhor consegue explorar o talento de Murray.
Site Oficial - lifeaquatic.movies.go.com/main.html
Realizador - Wes Anderson
Elenco - Bill Murray, Owen Wilson, Cate Blanchet, ...
Produtora - Touchstone Pictures
Classificação - m/12
Duração - 118 m
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:43 PM | Comentários (2)
Sedutora de Inverno : Julliane Moore - Beleza ruiva
É uma das mais talentosas actrizes do momento. Tem a carreira repleta de trabalhos absolutamente brilhantes, faltando a estatueta dourada como coroa de glória. Até esse dia chegar, o seu talento e a sua beleza são suficientes para nos mantermos fieis a cada filme que faça....

Nasceu a 3 de Dezembro de 1960 em Fayetteville, na Carolia do Norte. De ascendência escosesa, Julliane Moore sempre quis ser actriz e por isso foi estudar para Boston, onde se formou com 23 anos, em 1983. Depois disso mudou-se para Nova Iorque onde trabalhou durante anos a fio em peças de teatro na Broadway. Depois, em meados da década de 80, chegou a vez de passar pela televisão numa serie de telenovelas de horário nobre. Passando ainda pelos telefilmes, só com 30 anos se estreou no cinema. Foi no filme Tales from the Darkside: The Movie que se estreou. Durante a primeira parte dos anos 90 fez uma serie de papeis secundários em filmes como The Hand That Rocks the Cradle, The Gun in Betty Lou's Handbag ou The Fugitive. Foi na adaptação de Checkov, Vanya on 42nd Street, que pela primeira vez conseguiu explodir verdadeiramente. E em 1995, o ano seguinte, trabalhou pela primeira vez com Todd Haynes em Safe. A nomeação ao Indepedent Spirit confirmou todo o seu talento.

Na segunda metade da década a carreira correu melhor. Apesar de presenças em filmes como Jurassik Park II, foram em dramas que o seu talento se confirmou. Surviving Picasso é um exemplo mas o filme que fez com que a actriz ruiva explodisse de vez acabou por ser Boogie Nights, de Paul Thomas Anderson. A nomeação ao óscar indicou que finalmente Moore se começava a impor como actriz de pleno direito em Hollywood.
Até ao final da década as presenças em filmes como Big Lebowski ou Psycho ajudaram a manterem-na bem na ribalta. Em Magnolia a actriz foi brilhante mas acabou por ser num outro filme de 1999, The End of the Affair, que Moore conquistou a sua segunda nomeação ao óscar. E se o final dos anos 90 foi excelente, que dizer do inicio de um novo século?

Em 2001 Moore ficou com o papel que tinha dado o óscar a Jodie Foster em Hannibal. O filme não teve o mesmo impacto do primeiro mas mesmo assim confirmou-a como actriz para todos os generos. E em 2002 Julliane Moore fez história ao conseguir dupla nomeação ao óscar. Por uma performance secundária em The Hours, e pelo seu desempenho assombroso no seu segundo filme com Tom Haynes, Far From Heaven. O óscar de principal perderia para a sua colega em The Hours. O óscar secundário acabaria nas mãos de Marcia Gay Harden. E muitos clamaram por injustiça. Talvez por isso se pensa-se que The Forgotten poderia vir a ser o seu passaporte para a estatueta dourada. Mas o filme acabou por ser revelar um tremendo flop e Moore viu assim adiado o seu sonho. Agora com 45 anos, Moore prepara-se para mais uma fase prolifera da sua carreira com uma mão cheia de projectos para os próximos anos. A mais bela ruiva de Hollywood promete continuar em estilo. Nós estamos por cá para confirmar.
Próxima Sedutora de Inverno : Kate Beckinsale
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:22 AM | Comentários (5)
Primeiro trailer de The Island
É o novo filme de acção de Michael Bay, autor de filmes como The Rock e Pearl Harbour, e já tem trailer disponível.
Com Ewan McGregor e Scarlett Johansson nos principais papeis, The Island conta a história de um homem, aprisionado numa ilha, que acredita que todo o mundo está contra ele. Apenas confia numa mulher que parece ser diferente de todos os outros, e é com a sua ajuda que ele pretende sair do mundo claustrofóbico onde se encontra.
É o primeiro trabalho de Bay sem a colaboração de Jerry Bruckheimer e também o primeiro filme de acção de Scarlett Johansson que pode começar a mostrar o que será capaz de fazer em MI :3 ou Indy IV, caso se confirme a sua participação no filme de Spielberg.
Cliquem aqui para ver o primeiro trailer do filme.




Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:07 AM
março 20, 2005
Sedutoras de Inverno : Julia Roberts - Oh pretty woman!
Saltou para o estrelato com um divertido papel como prostituta. Venceu um óscar encarnando uma verdadeira mulher de armas. Pelo meio fez muita coisa, nuns casos melhor do que noutros. Recusou vários papeis que fariam história, mas nunca perdeu o sorriso que fez dela a actriz mais popular nos EUA.

Foi em 1967, mais precisamente a 28 de Outubro, que nasceu em Smyrna no estado da Geórgia. Em pequena sonhou em ser veterinária mas acabou por estudar jornalismo. Mas a vontade de ser actriz sempre esteve por lá, algures bem escondida, e despontou quando o sucesso que o seu irmão Eric estava a fazer em Hollywood lhe chegou aos ouvidos. Foi assim que decidiu, com 20 anos, partir para a Meca do Cinema e tentar assim a sua sorte.
Foi com dois filmes para adolescentes em 1988, Satisfaction e Mystic Pizza, que Roberts se lançou ás feras mas seria em 1990, com o seu papel de jovem prostituta nas ruas de LA em Pretty Woman que Roberts se tornaria um icone. Nomeada ao óscar, vencedora do Peoples Choice, saltou directamente para o lote de estrelas. Tinha começado a carreira em estilo.

Depois do seu primeiro sucesso em comédias românticas, Roberts apostou em papeis mais dramáticos. Filmes como Sleeping With the Enemy ou Pelican Brief foram exemplos disso, mas a verdade é que a sua participação em Hook e Prett-a-Porter continuaram a mostrar o seu outro lado. Por essa altura tinha já recusado o papel principal em Basic Instint por não querer surgir nua num filme. Sharon Stone agradeceria o brinde.
Apesar de ter feito excelentes papeis ao longo dos anos 90 como em Mary Reilly, Michael Collins e The Conspiracy Teory, a verdade é que foram as comédias românticas que lhes deram os maiores sucessos. Woody Allen apaixonou-se por ela em Everybody Says that I Love You e no ano seguinte o mega-sucesso My Best Friends Wedding confirmou-a como uma estrela. Até deu para recusar o papel principal em Shakespeare in Love. Paltrow ainda lhe deve estar a agradecer pelo óscar. Depois de em 1999 Roberts ter arrebentado a escala mais uma vez em Notting Hill, foi a procurar papeis dramáticos que a actriz encontrou a personagem que lhe daria o óscar esperado. Em Erin Brokovich ela supera-se cena após cena. A vitória é inquestionável e a confirmação de uma década de sucesso a todos os niveis estava carimbada.

A partir do óscar a sua carreira relaxou imenso. Começou a fazer filmes quase exclusivamente com o seu grupo de amigos que inclui Brad Pitt, George Clooney e Steven Soderbergh. Com Pitt fez The Mexican, com Clooney entrou em Full Frontal e Confessions of a Dangerous Mind, e com todos eles entrou nos dois filmes sobre o atribulado grupo de Danny Ocean. Pelo meio ainda teve tempo de entrar no espantoso Closer e agora, depois de ter dado á luz dois gemeos, pondera por uma pausa na sua bem sucedida carreira. Mas nada de muito tempo espera-se porque Julia Roberts é sempre um nome agradável de se ver em cartaz.
Próxima Sedutora de Inverno : Julliane Moore
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:49 PM | Comentários (2)
Novos trailers em movimento
Uma boa semana para os amantes de trailers com principal destaque para o novo filme de Spielberg, War of the Worlds, mas também para Sin City e Ice Age 2.
Em relação a War of the Worlds este é o segundo teaser trailer do filme de ficção cientifica que Spielberg está a rodar com Tom Cruise, e cuja estreia está agendada para o Verão. Um teaser que abre o apetite pela abordagem spielberguiana do conto de H.G. Wells que pode ser visto aqui.
Já em relação a Sin City, o filme pulp do ano, há um clip de 11 minutos do filme de Robert Rodriguez mas também novos trailers. A estreia está para breve e o filme deverá chegar cá antes do Verão.
Por fim Ice Age 2 continua a saga pós-glaciar de quatro simpáticos animais pré-históricos que agora vão ter de lidar com o novo mundo que saiu da era do gelo. Um filme para todas as idades e que promete ser um sucesso, a imaginar pelo trailer disponivel aqui.



Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:10 PM | Comentários (1)
março 19, 2005
Sedutora de Inverno : Jodie Foster - Uma estrela precoce...
Faz filmes desde os 2 anos. Um número de sorte já que tem dois óscares e duas fases bem distintas na sua carreira. Uma actriz multifacetada que tem andado desaparecida mas que já foi unanimemente considerada como a estrela mais cintilante da sua geração.

É realmente um caso à parte na indústria cinematográfica. Primeiro por não ser uma actriz com muitos papeis na carreira, sendo que normalmente trabalha como principal, recusando pequenas ofertas para servir de suporte a outros. E depois porque foi a mais bem sucedida prodigio do seu tempo, e passado uma década tornou-se na mais bem sucedida actriz da sua geração.
Nasceu a 19 de Novembro de 1962 em plena Los Angeles. A cidade que iria pautar a sua carreira desde bem cedo. Os pais sabiam que ela tinha uma boa relação com a camara e por isso desde os dois anos que fez pontuais aparições em filmes, destacando-se principalmente em anuncios televisivos. Aos 6 estreou-se numa serie televisiva, Mayberry R.F.D, e a partir daí nunca mais parou. Mas ao contrário de outras jovens pequenas actrizes, ela sempre deu mais importância à sua formação do que à sua carreira. Verdadeira menina prodigio, aos quatro anos já falava tanto inglês como francês, tendo sido sempre aluna de nota máxima ao longo dos seus estudos. Mas seria o cinema que lhe iria permitir explorar ao máximo a sua faceta mais criativa.
O primeiro grande salto na sua carreira chegaria em 1974. Então com doze anos foi convidada por Martin Scorsese - com quem já tinha trabalhado em Alice Doesnt Live Here Anymore - para fazer o papel de uma jovem prostituta em Taxi Driver. Foster aceitou o papel e convenceu tudo e todos conquistando a sua primeira nomeação ao óscar.

Com a carreira a ser gerida pela mãe e com um contracto assinado com os estúdios Dinsey, a Foster sobravam muitos papeis em filmes para os mais novos e poucas hipóteses de brilhar no universo dos adultos. Esteve perto de viver a personagem de princesa Leia em Star Wars mas Lucas optou por uma mulher mais velha. Apesar disso o filme Bugsy Malone, um gangster movie para jovens, acabou por ser revelar um sucesso mostrando todo o seu talento como jovem actriz. Em 1980 decidiu abrandar um pouco a sua carreira como actriz. Por um lado porque tinha ficado muito impressionada com a atitude de John Hinckley, o homem que tinha tentado assinar Reegan, que teria dito que o fazia por Foster, como a personagem de Robert de Niro em Taxi Driver. E por outro lado porque tinha chegado a hora de ir para Yale tirar o seu curso universitário, o que fez em cinco anos com distinção.
Mesmo assim ainda houve tempo para alguns papeis em filmes de menor impacto. Mas a partir de 1986, agora com 24 anos, Jodie Foster era uma mulher e estava disposta a ser uma actriz profissional.

E depois de pequenos papeis, foi em 1988 que a hipótese chegou. O filme era The Acussed e ela partilhava o ecrãn com a então muito popular Kelly McGilis. O seu papel de jovem violada - e Foster nem objectou em mostrar a crueza da cena - impressionou meio mundo e valeu-lhe o seu primeiro óscar de melhor actriz. Curiosamente esteve quatro anos sem fazer um filme, e quando o voltou a fazer, ao viver Clarice Starling em The Silence of the Lambs, acabou por fazer história ao conseguir um segundo óscar, merecido mas assaz surpreendente. E assim em cinco anos - um pouco como aconteceu agora com Hilary Swank apesar deste não ter o mesmo passado que Foster - ela tornava-se na maior actriz de Hollywood.
No entanto a sua carreira acabou por não descolar ainda mais. Papeis em filmes como Somersby ou Maverick eram interessantes mas uns furos abaixo do que já tinha provado e os seus projectos Nell e Contact acabaram por não ter o impacto esperado.
Desgostosa, e rodeada de boatos sobre a sua homossexualidade, Foster foi-se afastando lentamente de Hollywood fazendo filmes de uma forma pontual como são os casos de Anna and the King, Panic Room ou Un Long Dimanche de Fiançailles.
Resta saber se Foster voltará a ocupar um trono que já foi seu. A idade não parece ser obstáculo e o talento também não. O que faltará?
Próxima Sedutora de Inverno : Julia Roberts
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:40 PM | Comentários (2)
Mais imagens de um reino dos ceus
Foram divulgadas uma serie de novas imagens de Kingdom of Heaven, o novo épico histórico de Ridley Scott.
Com Orlando Bloom como actor principal e cabeça de cartaz de um elenco recheado de grandes estrelas, o filme procura recuperar o espirito de peplum, adaptado agora ao mundo das cruzadas. Um filme cheio de acção, romance e drama, mais melodramático que Gladiator mas que promete ter mais alma que Alexander ou Troy.
Para ver o novo conjunto de imagens do filme, cliquem aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:04 PM | Comentários (3)
março 18, 2005
Poster final de Batman Begins
Foi hoje divulgado o último poster de Batman Begins, o filme de Christopher Nolan que vai recuperar o espirito inicial do homem-morcego, contando a história de Bruce Wayne desde os primeiros dias.
Com Christian Bale como Batman, acompanhado por um elenco de luxo onde Michael Caine, Liam Neeson, Ken Watanbe, Katie Holmes e Gary Oldman têm um papel de destaque. O filme tem estreia agendada para o Verão nos Estados Unidos e deve chegar a Portugal em Agosto.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:00 PM | Comentários (1)
Sedutoras de Inverno : Jennifer Garner - A agente secreta
Dez anos de carreira que para muitos fãs de podiam resumir a um só papel. Ter estado numa das series mais populares dos últimos anos ajudou a criar a fama á sua volta, mas a sua carreira pode vir a ser muito mais do que apenas um papel...

Jennifer Garner nasceu a 17 de Abril de 1972 em Houston no Texas. No entanto foi junto ao Atlântico, em Charleston, que a pequena Jennifer cresceu. Durante nove anos estudou ballet e sempre mostrou ter aptidões artisticas o que levou a que cedo percebesse que tinha uma forte relação com o palco. Por isso, aos 20 anos, decidiu mudar de curso para representação. Seria o seu primeiro passo rumo a uma carreira de actriz. Estavamos em 1993. Depois de ter feito várias audições, foi na televisão que conseguiu os seus primeiros papeis. Só em 1997 chegaria a sua estreia no cinema. O filme chamava-se In Harm´s Way e seria o primeiro de 14 que viria a fazer. Mas a televisão seria sempre a sua coroa de glória e durante o final dos anos 90 apareceu numa serie de programas que a foram tornando cada vez mais popular.

Em 2000 teve o seu primeiro papel de destaque na divertida comédia Dude Where´s My Car, filme que acabou por ter imenso sucesso na bilheteira. Mas seria o ano seguinte o mais glorioso da sua carreia. Não por ter entrado no grande sucesso de bilheteira do ano, o filme Pearl Harbour, ou por ter sido eleita uma das mulheres mais sexys do cinema. Mas sim por ter ganho o papel de Sydney Bristow na serie Alias. Uma serie onde interpretava uma agente da CIA. Graças a este papel Garner tem sido nomeada há três anos sucessivos para os Emmys, Globos de Ouro e Screen Actors Guild, tendo vencido por uma vez os dois últimos. Na televisão ela tornava-se numa estrela com uma legião de fãs sem fim. Era a menina da moda!

Com o nome feito na televisão restava saber se a fórmula também tinha sucesso no grande ecrãn. Em 2002 a sua performance em Catch Me If You Can deu boas indicações. Mas foi o seu papel na serie televisiva que levou os produtores de Daredevil a escolhe-la para viver Elektra no filme. O sucesso não foi tão grande como se esperava junto do público e a critica arrasou o filme. Mesmo assim os produtores avançaram com um spin-off da personagem em filme. O desastre foi total levando a própria Garner a confessar ter sido o pior filme que já fizera alguma vez. Mas o seu desempenho na comédia romântica 13 Going on 30 recebeu algum aplauso o que deixa no ar a ideia de que ainda vamos ouvir falar bastante desta jovem actriz.
Próxima Sedutora de Inverno - Jodie Foster
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:02 AM
Beyond the Sea - Bobby merecia melhor...
Kevin Spacey prova com este filme três coisas. A primeira é a de que é um actor intemporal, capaz de dar vida a personagens datadas com a maior das naturalidades. A segunda é a de que a sua admiração por Bobby Darin e pela sua música é a alma do seu projecto. Infelizmente a terceira é que não há muito mais do que alma neste biopic...
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Depois de realizar Albino Alligator fico uma especie de vontade de voltar a ver Spacey atrás da camara. Já consagrado como actor, com performances magnificas numa mão cheia de filmes e já com dois óscares no bolso, era interessante voltar a vê-lo atrás da camara. E nesse aspecto ver Beyond the Sea é uma excelente experiência. O filme tem ideias brilhantes e muito bem aplicadas. E o toque suave da camara é feito de forma tão subtil como brilhante. O único problema é que na verdade, se formos realmente honestos, não há aqui nada para contar. Bobby Darin era um excelente interprete, um dos melhores da sua geração. Deu vida a algumas das mais emblemáticas canções de sempre. Mas não é personagem de filme. Falta-lhe muito para isso. Falta-lhe profundidade dramática, alma, momentos de emoção. Apesar de ter uma história aparentemente filmável - só muito tarde na vida descobre que a sua irmã é na verdade a sua mãe, esteve condenado à morte desde os 10 anos, viveu um dos mais badalados casamentos da sua época - ao ver o filme ficamos como uma ideia perfeitamente banal da sua personagem. O que é imensamente triste porque nota-se bastante o empenho e a alma de Spacey e de todos os que deram vida a um projecto já com 15 anos.

O filme é um falso biopic, na medida em que muitas das cenas, factos e personagens surgem de forma adulterada em relação à realidade. Isso é dito no final do filme. Deveria ter sido anunciado no início. O público não gosta de se sentir enganado, e quando vai ver um filme sobre Bobby Darin, acredita que é um filme sobre ele, sobre a sua vida e sobre o que se passou com ele. Ora se há cenas e momentos - que não são revelados por ninguém, o que torna tudo ainda mais confuso - que não são verdade, torna-se complicado distinguir o real do falso. Mas nem é por aí que o filme mais peca. É mesmo pela falta de substracto das personagens e da história. Sandra Dee - recentemente falecida - é uma personagem oca que muda de opinião de um minuto para o outro sem se perceber. E o próprio Darin - interpretado brilhantemente por Spacey - confunde-nos um pouco. Umas vezes balança para um lado outra vez atira-se para o outro. Em que é que ficamos?

Kevin Spacey é que está irrepreensivel. Atrás e em frente da camara. Se a sua realização é muito bem conseguida e com notáveis planos - a ideia de contar a história dentro de uma história é muito bem vista mas muito mal aproveitada (salva-se o plano do funeral talvez - já a sua performance é das melhores do ano. Apesar de ser dificil vê-lo igualzinho entre o Darin dos 20 e dos 37 anos, e não notar uma nota de falsidade no retrato do cantor, o seu desempenho é espantoso. Apesar de a personagem não ter alma, Spacey consegue dar-lhe uma. Algo que só um grande actor seria capaz sem dúvida alguma. E é ele o verdadeiro farol do filme. E quando canta, é como se um farol se acendesse sobre a sala. São poucos os actores que têm coragem de cantar - felizmente muitos desistem da ideia - mas ainda bem que Spacey decidiu cantar Beyond the Sea ou Mack the Knife. São temas brilhantes e interpretados ao nivel do próprio Darin.

Em relação ao outro elenco, a verdade é que o nivel é muito mais baixo. Tirando talvez Bob Hoskins num dos seus melhores desempenhos dos últimos anos, o resto pauta-se por uma mediania confrangedora. Mesmo John Goodman e Brenda Blethyn. E especialmente Kate Bosworth que não convence ninguém como Sandra Dee. Era preciso alguém com mais do que uma carinha bonita para este papel. A maior parte das cenas com Spacey perdem metade do encanto por ser ela a representar o papel. Fosse outra e talvez a chama tivesse sido bem mais intensa.

Com uma bela fotografia de Eduardo Serra e uma banda-sonora irrepreensivel, este biopic acaba por desiludir. Não há no fundo nada a que nos agarremos sem ser a música e a performance de Spacey. No final do filme Bobby Darin continua a não nos dizer nada para além do que já dizia. Ao contrário de Ray, em que passamos a ter uma profunda admiração pelo homem, como já tinhamos pelo músico, aqui isso não se sucede. E talvez o final seja a prova viva de tudo isto. Acabar o filme com um dueto musical entre o jovem Darin e o veterano Darin é o exemplo perfeito de falta de algo para contar. Um filme destes pedia um outro final. Mas se calhar um filme destes pedia um outro filme, completamente diferente.
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O Melhor - O genial Kevin Spacey. Só o rumor de Spacey abandonar o cinema de vez já assusta depois de voltarmos a ver neste filme que ele é um dos grandes nomes da actualidade.
O Pior - O facto de não haver história. O filme vai sendo remendado com situações da vida do cantor, mas na verdade nunca há uma história para contar.
Curiosidade - Bobby Darin foi nomeado ao óscar e perdeu de facto para Melvyn Douglas. A cena após a derrota foi filmada de acordo com os testemunhos de quem viu. Mais tarde Sandra Dee acrescentaria que a reacção, pelo que sabia, até tinha sido muito meiga comparada com a de outros derrotados. Dá que pensar depois de ver a cena. Como terão reagido outros grandes nomes da história do cinema após sairem derrotados da cerimónia?
Site Oficial - www.beyondtheseathemovie.com
Realizador - Kevin Spacey
Elenco - Kevin Spacey, Kate Bosworth, Bob Hoskins, ...
Produtora - Lions Gate
Classificação - m/12
Duração - 118 m
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:24 AM
março 17, 2005
Sedutoras de Inverno : Jennifer Connely - Uma filha da casa...
Por fazer filmes em Hollywood desde os seus quatorze anos, quase que já é vista como parte da mobilia É uma das mais talentosas actrizes da sua geração e a sua beleza encontra poucos rivais. Com um óscar no bolso, espera-se agora mais, muito mais desta menina-prodigio...

Nasceu a 12 de Dezembro de 1970 no estado de Nova Iorque. Cresceu em Manhanthan e aos 10 anos estreou-se como modelo. Depois passou aos anuncios televisivos e com 14 anos foi apresentada a Sergio Leone que viu nela a menina perfeita para o seu Once Upon a Time in America. Connelly acabaria assim por se estrear num dos mais bem conseguidos filmes dos anos 80. Depois do sucesso inicial passou para series televisivas voltando ao cinema pela mão do polémico realizador Dario Argento no filme Phenomena. Até ao final da década de 80 teria interessantes papeis em pequenas series e algum sucesso em filmes como Etoile e Some Girls. Voltaria a destacar-se em The Rocketeer, já em 1991. Era já vista como uma das mais promissoras actrizes da sua geração.

No inicio dos anos 90 os seus maiores papeis surgiram em Carreer Oportunities, The Hearth of Justice e Mullolhand Falls. Só em 1997 voltaria a destacar-se junto do grande público no sucesso de Alex Proyas, Dark City, o filme que foi visto como a grande inspiração por detrás do universo Matrix. O filme abriu-lhe as portas a outro tipo de papeis e assim em Wakening the Dead, mas principalmente no espantoso Requiem for a Dream, a jovem Connelly provou ser uma actriz feita para todos os tipos de papeis. Daí a ser convidada por Ron Howard para A Beautiful Mind foi um pequeno passo. E daí a vencer o óscar de melhor actriz secundária também. Era a sua confirmação, mas também a confirmação das wondergirls dos anos 80 em Hollywood.

A partir daí o seu nome tornou-se unanime na praça. Entretanto já tinha casado com o actor Paul Bettany, com quem contracena também no filme de Howard, e durante um ano abandonou o cinema para dar á luz o seu primeiro filho.
Após o óscar entrou em Hulk e principalmente em House of Sand and Fog, o seu primeiro grande desempenho como actriz principal. E também a sua confirmação absoluta. Agora prepara-se para estrear Dark Water e Bridshead Rivisted. E os amantes do cinema ficam expectantes em ver cada vez mais a sua aura a brilhar na tela.
Próxima Sedutora de Inverno - Jennifer Garner
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:55 PM | Comentários (1)
Soderbergh tem novo projecto
Produzido pelo próprio e por George Clooney, o próximo filme de Steven Soderbergh vai adaptar o romance The Good German, da autoria de Joseph Kanon. O livro fala sobre um norte-americano que decide voltar à Alemanha para rever a sua amante dos tempos de guerra. Mas ao chegar a Berlim vai-se envolver numa serie de peripécias que culminarão num estranho assassinato. Apesar de produzir, George Clooney não vai ser a estrela do filme por estar a rodar o seu segundo filme, Goodnight and Good Luck.
O projecto está em pré-produção e vai começar a ser rodado em Setembro.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:49 PM
março 16, 2005
Sedutoras de Inverno : Eva Mendes - A bomba latina
De total desconhecida a icone da comunidade latina foi um pequeno salto para Eva Mendes. Dona de um corpo escultural e uma capacidade tremenda para dar uma sensualidade muito feminina aos seus papeis, ela é hoje uma das actrizes mais faladas em Hollywood...

Nascida a 5 de Março de 1974 no estado do Texas, e tem origem cubana. Desde os dois anos que dividiu a sua vida entre Miami e Los Angeles nas comunidades cubanas da cidade, ficando assim bastante ligada ás suas raizes.
Nunca estudo para ser actriz apesar de ser uma das suas paixões desde pequena. A verdade é que esteve perto de se formar em marketing mas acabou por desistir do curso para seguir a sua paixão de criança. Foi com 23 anos que finalmente se estreou após diversas tentativas. A Night at the Roxbury era o titulo do filme. Seria o primeiro de 13 titulos até agora em que participou. No ano seguinte teria uma participação num filme de pouquissima projecção, My Brother is a Pig, e no ano seguinte entraria em dois filmes também eles com pouco destaque.

O salto chegaria através de um pequeno papel mas extremamente sensual. Em Training Day viveu a amante de Alonzo Harris, o agente interpretado magistralmente por Denzel Washington, e saltou para as primeiras páginas. Não pela performance sub-entenda-se mas pelo seu corpo a transbordar sexualidade. A partir daí a actriz teria muito mais facilidade em conseguir papeis. Claro que eram papeis mais pensados para o seu corpo do que para o seu talento, mas Eva Mendes sempre tentou contornar essa situação. A primeira tentativa de entrar em estilo num filme de grande sucesso chegou com Two Fast Two Furious. E foi uma aposta que resultou bem confirmando o estatuto de sex-bom que a actriz tinha vindo a granjear em Hollywood. No ano seguinte em Once Upon a Time in Mexico repetiu a fórmula também com excelentes resultados.

Ainda em 2003 voltaria a contracenar com Denzel Washington no divertido Out of Time, e nesse ano seria uma das beldades de Stuck on You. A comunidade hispânica tinha assim a sua diva no cinema. Já este ano Eva Mendes esteve em destaque no filme Hitch tendo acabado de estrear um outro titulo, The Wendell Baker Story. E apesar de continuar muito presa aos seus papeis, já se nota uma ligeira evolução no cariz das suas personagens. Resta saber se o tempo confirmará essa tendência ou se Eva Mendes será sempre vista como a bomba sexual latina em Hollywood.
Próxima Sedutora de Inverno - Jennifer Connely
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:56 AM | Comentários (2)
O Que Estreia Por Cá - Um peixe fora de água
É o novo filme de Wes Anderson que finalmente atraca em águas portuguesas. Depois dos problemas na gravação do filme, das gloriosas criticas na imprensa americana, Bill Murray está de regresso ao comando de uma das mais curiosas tripulações de sempre da história do cinema...

The Life Aquatic of Steve Zissou prima pela comédia da mesma forma que The Royal Teenenbaums viajava pelo drama. Ou seja, é uma comédia obscura, pincelada com traços de drama aqui e ali, e com muitos dilemas existenciais a meio caminho. O ritmo não é muito acelerado. Anderson gosta de ir observando a paisagem à medida que conduz o filme por entre as profundezas do oceano. E se para Anderson o argumento é fundamental, que dizer do elenco. Apesar de ser um dos novos meninos prodigios de Hollywood, já teve a sorte de trabalhar com alguns dos maiores nomes do cinema americano. Teve Hackman, Paltrow e Stiller no primeiro. Agora ficou com Murray (com quem já tinha trabalhado nos seus dois filmes anteriores), Blanchett e Dafoe. A repetir a dose estão Owen Wilson, o seu parceiro argumentista dos dois primeiros filmes, e Anjelica Houston.
Um filme sobre a preserverança e os dilemas de um homem complexo que aproveita para falar um pouco sobre a vida e as suas vississitudes. Alguma semelhança com Teenembaums? Talvez mas este filme é mais poético que o de 2001. E ter David Bowie cantada em portugues como música de fundo é sempre algo digno de se ver.

Apenas mais quatro estreias esta semana nas salas de cinema em Portugal.
Um Tiro No Escuro coloca a trabalhar lado a lado Leonel Vieira - um dos mais promissores e hollywoodescos realizadores portugueses - que já teve a sua quota de sucessos e fracassos, com o produtor Tino Navarro, um dos mais dinâmicos do panorama nacional. O filme pretende estabelecer ligações entre o policial e o cinema noir e conta com um elenco recheado de caras conhecidas do grande público onde pontifica Joaquim de Almeida. Resta saber se com este filme o policial vai encontrar um digno sucessor a Os Imortais, que continua a ser por cá o melhor filme até hoje no genero.

Clean traz-nos a performance vencedora da Palma de Ouro para melhor desempenho feminino de Magggie Cheung. Um filme dirigido por Oliver Assayas e aborda a história de uma mulher viuva e acabada de sair da prisão, e da forma como consegue recuperar a vontade de viver criando o seu pequeno filho. Um desempenho sentimental!

The Ring 2 marca o regresso de Naomi Watts e da cassete assassina sobre a direcção de Hideo Nakata. Filme de culto no Japão, The Ring foi adaptado ao cinema norte-americano há dois anos com algum sucesso entre a comunidade de filmes de terror e marca agora o seu regresso para repetir a dose.

Robots é o filme animado da semana, um verdadeiro sucesso da Fox com um grupo de vozes de luxo onde se destacam Mel Brooks, Ewan McGregor e Halle Berry. Uma estória sobre um inventor que quer aspirar a conhecer o maior inventor dos seus tempos. Só que a chegada de um ditador do universo dos robots vai alterar a sua vida.

O Hollywood Recomenda - Poesia submarina, existencialismo moderno, a marca de Wes Anderson está mais vincada do que nunca em The Life Aquatic of Steve Zissou.
O Hollywood Desaconselha - Os filmes de terror sempre foram para um público um pouco dificil de definir. Entre jovens e alternativos, esta é uma fórmula que tem resultado ao longo dos anos. Mas repetir os mesmos filmes em busca de atrair o mesmo público às salas ano após ano é exagerado. E é isso que acontece com The Ring 2. Mais do mesmo!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:00 AM | Comentários (6)
Johansson em Indy IV?
O projecto de Indiana Jones IV avança lentamente, mas avança. Spielberg espera pelo novo guião, depois dos precalços com o trabalho final de Frank Darabont, e Harrison Ford e Sean Connery parecem desejosos de voltar à saga, quinze anos depois. Mas a partir daí tudo parece um pouco enevoado. Talvez a boa noticia seja de que Spielberg está mesmo a trabalhar no casting do filme. Depois de alguns rumores que indicavam que Tom Cruise - o seu parceiro preferido - teria um papel no filme, agora tudo indica que Scarlett Johansson, com quem Cruise vai trabalhar em MI: 3, possa ficar com o papel feminino. Um papel que Spielberg teria pensado inicialmente ser de Natalie Portman mas que pode acabar por ir parar às mãos da jovem Scarlett.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:52 AM
março 15, 2005
Sedutoras de Inverno : Emmanuelle Beárt - La belle française
Cotada como uma das mulheres mais sedutoras do mundo, esta actriz francesa tem tido uma carreira notável com direito a passagens fugazes por Hollywood. Um nome que ajuda a mostrar o porquê da França ser visto como um dos países mais cativantes do mundo...

Com uma beleza de traços tipicamente europeus, ela pertence a uma geração de enormes talentos do cinema francês. Nasceu a 14 de Agosto de 1965 em Saint Tropez, um dos paraisos balneares do Mediterrâneo. Filha de um dos maiores nomes da música francesa de então, Guy Béart, a jovem Emmanuelle cresceu numa quinta da Provence, longe do glamour que o pai vivia em Paris. Desde jovem que tinha decidido ser actriz e viveu 3 anos em Montreal para estudar inglês. Foi nessa altura que esteve perto de se estrear no cinema, num filme do realizador Robert Altman que acabou por nunca ser feito. De regresso a Paris inscreveu-se em escolas de representação para se preparar para os desafios seguintes. A sua estreia aconteceria na televisão, na serie Raison Perdue em 1984. Tinha 19 anos.

No ano seguinte estreou-se no cinema pela mão do fotógrafo David Hamilton no filme erótico Premiers Desirs. No ano seguinte entraria em L´Amour en Douce, e seria aí que conheceria aquele que viria a ser o seu marido, o actor Daniel Auteil. A fama chegou em 1986 no filme Manon de Sources onde dançava nua nos campos francesas. O seu corpo atractivo e ar sedutor tornaram-na numa das actrizes mais populares da sua geração. A vitória nos Cesares confirmaram que ali estava uma estrela em ascensão.

Em 1987 chegava a vez de Hollywood conhecer Beart. O filme seria Date With an Angel. Não foi o sucesso esperado e foi preciso passarem 9 anos para a actriz voltar a fazer um filme americano.
Entretanto o cinema francês idolatrava-a. Ao lado de nomes como Isabelle Adjani ou Sophie Marceau, ela era o icone da juventude gaulesa e um dos nomes mais reverenciados pela critica. Filmes como Les Enfants du Desórdre, La Belle Noiseuse, Rupture e Une Femme Française ajudaram a confirmar o seu estatuto. E em 1996 o regresso a Hollywood para fazer Mission Impossible com Tom Cruise. Um papel muitissimo bem interpretado e cheio de sensualidade que lhe valeu aplausos de ambos os lados do continente. Entretanto Beart tinha-se separado de Auteill e voltava ao cinema francês onde conseguiria novas performances de sucesso como em La Buche.

O final dos anos 90 voltaram a trazer Beárt em grande forma. Já instalada na casa dos 30, os seus papeis em 8 Femmes, Lés Egares e Natalhie confirmaram todo o seu talento mas também toda a sua sensualidade. Eleita por diversas vezes como uma das mais desejadas mulheres do mundo, Beart tem vários projectos nas mãos e tudo indica que durante os próximos anos continuará a mostrar todo o seu talento aos amantes do cinema. Ela que é um dos icones de beleza do continente europeu, resistindo á competição das jovens lobas que vão surgindo em cena. Uma verdadeira madame française!
Próxima Sedutora de Inverno - Eva Mendes
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:24 PM | Comentários (4)
Tudo pronto para Black Dahlia
Com a confirmação de que Aaron Eckhart acabou de assinar contracto para integrar o elenco de Black Dahlia, tudo está agora pronto para Brian de Palma começar a filmar.
O projecto, que tinha inicialmente Mark Walbergh e Josh Hartnett mas o primeiro acabou por abandonar o barco. O verdadeiro chamariz do filme será o leque de actrizes composta por Hilary Swank, recentemente galardoada com o segundo óscar, e Scarlett Johansson a nova menina-bonita de Hollywood.
O filme será a adaptação de um dos romances de James Ellroy, o autor de LA Confidential um dos melhores filmes dos últimos dez anos. Resta saber se o cinema noir veio mesmo para ficar.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:05 PM | Comentários (1)
março 14, 2005
Sedutoras de Inverno : Elizabeth Hurley - Nunca o Inferno foi tão interessante
Celebre pela sua beleza, pelo seu badalado casamento mas também pelo seu talento, a carreira de Liz Hurley tem sido marcada de altos e baixos. De icone sexual da década de noventa ao esquecimento foi um passo. Haverá reviravolta para o futuro?

Nascida a 10 de Julho de 1965 em Basingstoke, uma localidade em Inglaterra, Elizabeth Hurley é mais um caso de uma jovem que desde sempre sonhou em ser actriz. Aos 12 anos ainda tentou seguir uma carreira no ballet mas desistiu. A representação era a sua verdadeira vocação. Depois da sua formação ter sido feita nessa área, no final dos anos 80 dedicou-se ao teatro. A sua estreia no cinema seria feita em 1987 ao lado de Hugh Grant em Aria. Curiosamente, anos mais tarde, Hurley e Grant dariam o nó formando um dos mais emblemáticos casais do cinema britânico da década. Um casamento que acabou da forma mais surreal possivel quando Grant foi preso em Los Angeles no seu carro, com uma prostituta.
Mas nessa altura nada disso passava pela cabeça de Liz Hurley que se preparava para saltar para o seu segundo papel no mesmo ano em Rowing in the Wind. Depois de alguns papeis em series britânicas e em filmes europeus, Hurley faria a sua estreia no cinema de Hollywood em 1992. O filme era Passanger 57 e tinha Wesley Snipes como cabeça de cartaz. Hurley impressionou pela sua beleza e rapidamente passou a cabeça de cartaz do departamento de publicidade de Estée Lauder. A sua carreira estava lançada.

Em Hollywood a sua carreira começou a crescer. Papeis em filmes como Beyond Bedlam, Mad Dogs and Englishmen e Dangerous Ground tornaram-na uma actriz relativamente conhecida no meio. Mas mesmo assim seria a sua performance sensual em Austin Powers : International Man of Mistery que a tornou verdadeiramente um icone sexual da sua geração. Nessa altura, estavamos em 1997, e Hurley dividia-se entre o cinema e as passerelles onde espalhava a sua beleza. A fórmula de actriz bela e sensual foi repetida nos seus papeis seguintes em EdTv e especialmente em Bedazzled, filme onde encarnou o diabo mais apetecivel da história do cinema. Por essa altura já tinha voltado a Austin Powers e já se consumara o divórcio com Grant.

Infelizmente desde esse filme que a sua carreira desapareceu por completo. Os papeis interessantes não chegavam e Hurley foi-se tornando num fantasma do que tinha sido alguns anos atrás. Serving Sara foi o seu último filme com algum êxito e The Method, o seu último trabalho, foi vaiado pela critica e acabou por se revelar um fracasso de bilheteira.
Com actrizes mais novas a ocupar o lugar de jovens sedutoras, resta a Liz Hurley, agora com 40 anos, procurar voltar ao seu melhor tentando outro tipo de papeis. Resta saber se o conseguirá!
Próxima Sedutora de Inverno - Emmanuelle Beart
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:02 PM | Comentários (8)
março 13, 2005
Sedutoras de Inverno : Denise Richards - Sexy é dizer pouco...
Uma das mais sedutoras e desejadas actrizes da sua geração, a sua passagem por filmes de acção tem marcado a sua carreira de forma muito positiva. Resta saber se algum dia se aventurará em águas mais profundas.

Denise Lee Richards nasceu a 17 de Fevereiro de 1972 em Downers Grove, no estado do Illinois.
Desde pequena que se preparou para ser actriz. Estudou artes dramáticas em Nova Iorque. O seu primeiro papel chegou, mas sim na televisão na serie Life Goes On. Depois apareceu num conjunto de series de grande sucesso como Melrose Place, Married with Children e Seindfeld como convidada especial. A estreia no cinema chegou em 1993 no filme National Lampoon's Loaded Weapon 1. Depois haveria ainda um conjunto de papeis em filmes de acção de pequeno orçamento. A sua carreira daria um salto apenas em 1997 no filme Starship Troopers. Ao lado de Casper van Dien, a bela Richards ajudou a transformar este filme de ficção cientifica num verdadeiro filme de culto que chegou mesmo a ter direito a sequela. Era o seu primeiro papel de destaque.

O seu papel mais popular chegaria no ano seguinte no filme Wild Thing. Ao lado da actriz Neve Campbell, a jovem actriz brilhou num thriller erótico em que surpreendeu tudo e todos por ter cenas de sexo lésbico com Campbell. Algo que depois lhe pediriam para repetir com insistência, e que chegou a fazer de uma forma mais soft na serie televisiva Spin City.
Em 1999 seria bond-girl em The World is Not Enough. Apesar de ter sido eleita a 3º mais sexy bond girl de sempre, com razões para isso, acabou por vencer o Razzie para pior actriz secundária do ano, o que abalou um pouco a sua emergente carreira.

Por essa altura já tinha casado com o actor Charlie Sheen e estava a dedicar-se mais a series televisivas. Mesmo assim ainda entrou ao lado de Kirsten Dunst em Drop Dead Gorgeus, fazendo Valentine no ano seguinte.
Nos últimos anos o seu nome tem vindo a desaparecer lentamente do hall of fame. Apesar de um pequeno papel em Love Actually e outro em Scary Movie 3, não houve qualquer filme de registo nos últimos quatro anos. Algo que a actriz espera inverter nos próximos anos, agora que se separou de Charlie Sheen apostando tudo por tudo em revitalizar a sua carreira. Ainda muito nova, haverá certamente muitas hipóteses de Richards brilhar ao mais alto nivel.
Próxima Sedutora de Inverno - Elizabeth Hurley
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:58 AM | Comentários (1)
Novas do Quarteto Fantástico
Muitas novidades em relação a The Fantastic Four nos últimos dias. Primeiro foi a divulgação de novas imagens, que podem ver aqui, e depois foi a apresentação de mais um poster do filme.
Na senda de outras aventuras de comics, The Fantastic Four junta Ion Gruffud, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis e Julian McMahon num filme dirigido por Tim Story. A estreia acontecerá no Verão e o filme deve chegar a Portugal no Outono deste ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:54 AM | Comentários (1)
março 12, 2005
Sedutora de Inverno : Daryl Hannah - A atribulada vida de uma sereia...
Teve uma carreira de grande sucesso nos anos 80 mas acabou por ficar quinze anos desaparecida. Já foi eleita a mulher mais bonita do mundo e esteve em alguns dos maiores sucessos da década de oitenta. Mas se não fosse por Tarantino, talvez ainda estivesse no esquecimento...

Daryl Christine Hannah nasceu a 3 de Dezembro de 1960 em Chicago. Quando era muito jovem foi-lhe diagonesticada uma doença muito semelhante ao autismo, mas felizmente a doença não se desenvolveu. Na escola era a estrela da equipa de futebol e mais tarde teve romances como a estrela rock Jackson Browne e com John Kennedy Jnr. Mas a sua grande paixão foi sempre a representação.
Estreou-se com 18 anos no cinema no filme The Fury mas foi em 1981 que deu nas vistas em Hard Country. O seu grande papel chegaria no ano seguinte no épico futurista de Ridley Scott, Blade Runner, onde encarnou um androide de forma espantosa. Hollywood estava rendida ao seu talento e em 1984 novo sucesso de bilheteira com Splash, filme onde viveu a mais sedutora sereia da história do cinema.
Os anos 80 foram realmente a sua era dourada. Os seus desempenhos em Roxanne, Wall Street e Steel Magnolias confirmaram-na como uma das melhores actrizes da sua geração. A sua beleza e o seu talento eram uma combinação fatal.

Curiosamente, de um momento para o outro, a sua carreira pareceu estatelar-se no chão. Os grandes papeis não apareciam e Hannah dividia-se em comédias como Grumpy Old Men e pequenos papeis em filmes dramáticos como Memories of the Invisible Men.
Uma carreira que vivia agora mais da sua beleza - ela que foi uma das mais bem sucedidas playmates da década - do que dos seus talentos como actriz.
Acabaria por ser Quentin Tarantino - mestre em revitalizadores de carreiras - a recuperá-la para o cinema em Kill Bill v2, papel pelo qual iria conquistar a critica acabando mesmo por vencer o Lumiere para Melhor Actriz Secundária.
Resta saber se este filme irá trazer, na ternura dos 40, o melhor de Hannah que foi sucessivamente desaproveitado durante os últimos quinze anos.
Próxima Sedutora de Inverno - Denise Richards
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:45 PM | Comentários (1)
ABCine reabre as portas a adesões
Depois de um periodo de três meses em que o processo de adesão à Academia de Blogs de Cinema esteve encerrado, agora os candidatos a membros da maior comunidade de blogs em lingua portuguesa podem apresentar as suas candidaturas.
O processo será feito em duas fases. Numa primeira os candidatos apresentam-se como tal e numa segunda fase os membros decidem se aceitam ou não a candidatura. Os candidatos têm de se responsabilizar diante dos membros que estarão prontos a trabalhar activamente no projecto e devem formalizar a sua candidatura através de um email para a ABCine ou através de uma nota na caixa de comentários deste blog. O mail, para quem quiser tentar a sua sorte, é abcine_online@hotmail.com.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:40 PM | Comentários (3)
março 11, 2005
Chegou "O" trailer final
Depois de meses de espera chegou finalmente o último trailer do ansiado The Revenge of the Sith, o filme que completa a saga Star Wars, que desde 1977 tem vindo a fazer história e a formar uma legião de fãs um pouco por todo o mundo.
Depois de George Lucas ter avisado que este filme seria o mais negro e dramático de todos eles (quem conhece a história e já viu algumas imagens percebe bem o porquê), espera-se que o filme não tenha uma classificação muito baixa. Mas isso torna-se irrelevante para os amantes da saga que no dia da estreia vão fazer, como é hábito, fila para serem os primeiros a ver o nascimento de Darth Vader.
Cliquem no poster para ver o ansiado trailer.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:51 PM | Comentários (1)
Sedutoras de Inverno : Catherine Zeta-Jones - De Gales com amor...
Começou como actriz de telenovelas e quis ser cantora. Acabou por tornar-se numa estrela de cinema. Conhecida mundialmente pelo seu talento, pela sua beleza e pelo milionário casamento, ela é hoje uma das bandeiras do Pais de Gales.

Nasceu em 1969, a 25 de Setembro na cidade portuária de Swansea em Gales. Filha de operários, foi na moda e na música que primeiro se destacou. Chegou a ter um single no programa Top of the Pops e fez várias passagens de modelos antes de embarcar na sua primeira aparição no cinema. O papel não podia ser mais sujestivo. Foi o de Sherezade, pelo qual deu logo a notar os seus atributos fisicos, literalmente expostos, mas também algum talento. A seguir a este filme cujo nome fica para a história como Les Mille et Une Nuits, chegou a sua estreia na televisão. A serie era The Darling Buds of May e fez dela uma cara conhecida no Reino Unido. Em 1993 entraria em The Adventures of Young Indiana Jones, antes de fazer de entrar em Cristopher Colombus: The Discovery.
Até meados dos anos noventa os seus papeis seriam maioritariamente secundários e nenhum ligado a grandes produções. O salto aconteceu já em 1998 no aplaudido filme The Mask of Zorro.

Ao contracenar com Antonio Banderas e Antonhy Hopkins, a bela Zeta-Jones pode pela primeira vez mostrar todo o seu valor. E foi de tal forma convincente que no ano seguinte estava ao lado de outro peso pesado, Sean Connery, no thriller The Entrapment. A vida corria-lhe bem. Seguir-se-iam alguns papeis menores, incluindo uma aparição em High Fidelity e um poderoso desempenho em Traffic, ambos filmes de 2000. Por essa altura era o casamento milionário com Michael Douglas que atirava Catherine para as capas dos jornais e revistas. Depois de ter o seu primeiro filho, foi a vez de voltar ao ataque. O seu sonho era voltar a cantar e a dançar como no inicio da sua carreira. E como em Hollywood os sonhos tendem a tornar-se realidade houve magia.

O filme era Chicago, a música All That Jazz. O resultado final foi um sucesso junto do público, o aplauso da critica pelo seu talento multi-facetado, e o óscar da Academia de Hollywood. Quem diria que em tão pouco tempo a actriz galesa iria impor-se de forma tão concludente.
Na ressaca pós-óscar houve alguns desempenhos secundários interessantes, mas nenhum dele ao nivel dos anteriores. Dois deles, Intorable Cruelty e Ocean´s Twelve, foram ao lado de George Clooney. Um outro, The Terminal, foi acompanhado por Tom Hanks.
Afirmando-se definitivamente como uma das grandes, os próximos anos estão preenchidos ao máximo. Este ano há a estreia da sequela de The Mask of Zorro, o filme que a catapultou para a glória. Para 2006 está já em andamento a sua primeira produção, Coming Out. E outros projectos são aguardados. Afinal, a bela galesa é hoje uma das actrizes mais requisitadas do meio.
Próxima Sedutora de Inverno - Daryl Hannah
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:28 PM | Comentários (1)
Kingdom of Heaven com novo trailer
Depois de ter chegado ás salas de cinema portuguesas o primeiro trailer do filme, chegou agora à internet um novo clip de Kingdom of Heaven.
A nova aposta de Ridley Scott para revitalizar o peplum histórico, bastante agastado por um 2004 de má memória, conta com Orlando Bloom, Eva Green, Jeremy Irons e Liam Neeson e debruça-se sobre os dias das cruzadas no médio oriente. O filme estreia na primeira quinzena de Maio. O trailer encontra-se aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:53 AM | Comentários (2)
março 10, 2005
Sedutoras de Inverno : Cate Blanchett - Do outro lado do globo...
É uma das mais talentosas actrizes da sua geração. Venceu este ano o seu primeiro óscar que poderia ter sido já o segundo o que diz muito do seu talento como actriz. Muitos não têm pejo em afirmar que ela é a grande actriz do futuro.

Nascida a 14 de Maio de 1969 em Melbourne na longinqua Austrália, Cate Blanchett é um dos grandes valores que têm chegado do outro lado do mundo directamente para o grande ecrãn. Há dez anos que brilha intensamente diante dos inumeros fãs que foi coleccionando com o passar dos anos e agora, com trinta e cinco anos, dela espera-se sempre o melhor.
Foi em 1992 que Blanchett acabou o seu curso em Artes Dramáticas. Desde pequena que tinha sonhado em ser actriz e agora tinha um diploma a comprovar que esse sonho estava a caminho de se tornar realidade. Mas antes do cinema veio o teatro e logo no seu primeiro ano brilhou de tal forma que ganhou o prémio de revelação do ano do teatro australiano. E nesse mesmo anoseria eleita a melhor actriz, o que acontecia pela primeira vez na história do teatro australiano. Foi nesse ano também que se estreou numa serie televisiva, Heartland, pelo qual a critica também se apaixonou. Até 1997 dividir-se-ia entre series australianas e norte-americanas. Mas nesse ano chegou o cinema. O seu filme de estreia, Paradise Road não foi um grande sucesso mas o seu nome ficou. Aliás nesse ano o seu desempenho em Oscar and Lucinda foi tido como um dos melhores e mais sub-valorizados.

Mas o seu melhor desempenho até hoje chegou em 1998. Cate Blanchett foi Elizabeth, numa performance absolutamente notável que quase lhe valeu o primeiro óscar. O que seria inteiramente justo porque foi sem dúvida nenhuma a grande actriz do ano. As diversas vitórias nas associações de criticos e na categoria de Globo de Ouro Drama assim o provavam.
O ano seguinte foi extremamente prolifero, com cinco diferentes performances incluindo uma de destaque no filme The Talented Mr. Ripley. O primeiro ano do novo milénio não foi tão bem sucedido em termos profissionais, mas o nascimento do seu primeiro filho deu-lhe novo animo. E em 2001 houve não só The Shipping News e Charlotte Grey mas principalmente Lord of the Rings, a trilogia que transformou Blanchett no elfo Galadriel. Assim seria nos dois anos seguintes, tendo dado a Blanchett a oportunidade de participar na maior saga da história do cinema.

Em 2003 o ano foi positivo em termos de desempenhos com Veronica Guerin e The Missing a ser êxitos da critica, havendo mesmo quem tivesse colocado a hipótese de uma segunda nomeação ao óscar. O que não aconteceu senão este ano com o seu desempenho como Katherine Hepburn em The Aviator. Aplaudida pela critica, Blanchett venceu a grande parte dos prémios da critica, e acabou mesmo por ver o seu ano coroado por uma doce vitória nos óscares, a única importante do filme de Scorsese. Isto num ano onde houve também o seu desempenho em The Life Aquatic of Steve Zissou, filme ainda por estrear em Portugal.
Para 2005 esá prevista a sua presença em Little Fish, e no ano seguinte fala-se de uma eventual continuação de Elizabeth de seu nome Golden Age. A prova de que a carreira de Blanchett, que já foi coroada a ouro, ainda está a começar. Venha o futuro!
Próxima Sedutora de Inverno - Chaterine Zeta-Jones
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:00 PM | Comentários (4)
Brando pode voltar ao cinema...
Uma noticia do outro mundo e um sinal dos tempos. Bryan Singer, o realizador de Superman, quer que seja Marlon Brando a viver Jor-El no filme que tem estreia marcada para o próximo ano. Até aqui nada de estranho, até porque Brando foi Jor-El no primeiro filme com Christopher Reeve. Mas como os cinéfilos sabem Marlon Brando faleceu em Agosto passado. Por isso o que Singer pretende é utilizar imagens de arquivo que nunca chegarão a ver a luz do dia, transformando-as digitalmente para que um dos maiores astros do cinema tenha assim uma participação póstuma. Resta saber se a ideia tem pernas para andar.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:52 PM | Comentários (3)
março 09, 2005
Sedutoras de Inverno : Cameron Diaz - The "Blondshell"
Quando deu os seus primeiros passos num filme deixou Jim Carrey de lingua para fora. Mas apostamos que não foi só o actor de Mask. A partir desse momento foi sempre a subir para a jovem Cameron Diaz. Resta saber como se vai resolver a incógnita que é o seu futuro...

Se houvesse alguma actriz para definir o que é o melting pot norte-americano, ela seria a escolha certa. Mistura de sangue alemão, irlandês, cubano e americano, Diaz é a prova viva de que a mistura tem os seus resultados positivos.
Nascida a 30 de Agosto de 1972 em San Diego, a sua carreira começou nas passerelles - como muitas actrizes de hoje - mas acabou por se afirmar no cinema no final dos anos 90.
Aos 16 anos saiu de casa e viveu em locais remotos que vão do Japão a Marrocos. Quando voltou, aos 21 anos, decidiu ser actriz. Os dias de modelo já tinham passado. A sua figura esbelta de loira com olhos azuis convenceu os produtores do filme The Mask que a contrataram para viver a partneire de Jim Carrey. O filme foi um sucesso retumbante e Diaz saltou de imediato para as capas de revista um pouco por todos os Estados Unidos.
Nos anos seguintes apareceria em algumas divertidas comédias como The Last Supper, Feeling Minessota e Key´s To Tulsa, antes de se defrontar com Julia Roberts no grande sucesso My Best Friends Weeding.

Sempre tentando mostrar a sua versatilidade - fez casting para filmes como Mortal Kombat e Wakening the Dead - foi nas comédias que a actriz teve maior sucesso. Em 1998 conseguiu o seu maior êxito na divertida comédia dos irmãos Farrely, Theres Something About Marry. Por esse papel tornou-se uma estrela mundial e lutou até ao fim pelo óscar, que viria a perder para Gwyneth Paltrow. A partir daí a sua carreira ficou definitivamente lançada. No ano seguinte entrou no primeiro filme escrito por Charlie Kauffman, Being John Malkovich e ainda no último sucesso de Oliver Stone, Any Given Sunday. A sua carreira estava a passar pelo ponto mais alto quando decidiu aceitar o convite de Drew Barrymore para entrar em Charlies Angels. Depois disso houve ainda tempo para ser a voz de Fiona no primeiro Shrek e de entrar na adaptação de Abre los Ojos ao lado de Penelope Cruz e Tom Cruise, no filme Vanilla Sky.

Estavamos em 2002 quando atingiu o seu ponto mais alto como actriz dramática. Foi no flop de Martin Scorsese Gang´s of New York. A partir daí tudo seria diferente. Os estúdios não gostaram da forma como deu vida à anti-heroina de Gangs e voltaram a enviar-lhe papeis de comédia, como os que lhe tinham moldado a carreira nos anos 90. Diaz passou a ser mais selectiva, deixando de fazer três a quatro filmes por ano. Tornou-se na segunda actriz mais bem paga do mundo quando fez Charlies Angels II - The Full Throttle, e voltou a Shrek mais uma vez. Para este ano há grande expectativa para ver como se safa nas mãos de Curtis Hanson em In Her Shoes e para o futuro estão já agendados mais dois Shrek´s e ainda WASP, um filme que tmbém produz.
Próxima Sedutora de Inverno - Cate Blanchett
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:41 PM | Comentários (3)
O Que Estreia Por Cá - Ao ritmo de "Bobby" Spacey
É o seu segundo trabalho como realizador e promete ser um dos biopics mais emocionantes do ano. Com banda sonora vertiginosa, muita emoção e dramatismo, esta semana Kevin Spacey convidanos para dançar ao som do legendário Bobby Darin...

Beyond the Sea foi um dos filmes mais falados de 2004. Primeiro porque Spacey, um actor de eleição que conta por óscares as nomeações que já conquistou (2), já ameaçou deixar o cinema. E se concretizar essa, todas as hipóteses são poucas para o ver brilhar. A segunda razão é o seu desempenho. Memorável para muitos, digno da nomeação ao óscar que não chegou a acontecer, o ritmo que Spacey imprime ao biopic de um dos idolos dos adolescentes do final da década de 50 é avassalador, a combinar com a música. Ao som de Mack the Knife (todas as músicas são cantadas pelo próprio Spacey), e na companhia de Kate Bosworth, John Goodman e Brenda Blethyn, é natural que Spacey fassa deste seu segundo filme uma obra inesquecivel.

Uma semana recheada de estreias, sendo que a grande maioria são filmes ainda de 2004. E destaque para o cinema oriental.
Hitch é mais uma comédia romântica tipica dos estúdios de Hollywood, que se aproveita do estilo cómico de Will Smith para marcar pontos. Andrew Tennant realiza um filme sobre um um "médico do coração" anónimo que, depois de anos a fio à procura da mulher certa para os outros, acaba finalmente por encontrar a sua. Mas esse encontro pode vir a custar-lhe caro. Eva Mendes preenche o elenco.

Ladies in Lavander é um filme muito britânico e com um humor verdadeiramente insular. Dois pesos pesados do cinema inglês - Maggie Smith e Judi Dench - disputam o coração da jovem estrela alemã Daniel Bruhl, numa história tocante que se desenrola na Inglaterra da 2º Guerra Mundial. O filme é da autoria de Charles Dance.

The Man From the Elysian Fields conta acima de tudo com um elenco bem composto. Aos veteranos Andy Garcia e Anjelica Houston junta-se o estreante Mick Jagger. A história gira à volta de um escritor falhado que se torna "acompanhante" para ganhar dinheiro. O dia em que conhece a mulher de um moribundo vencedor de um Pulitzer pode vir a ser o dia que mudará para sempre a sua vida. Realização de George Hickenlooper.

House of the Flying Daggers lidera o pelotão de filmes asiáticos a estrear em Portugal esta semana. Dirigido por Yang Zhimou, o mais reputado realizador chinês da actualidade, este filme é uma adaptação do universo de Robin Hood à China do século IX onde as guerras entre clãs são ofuscadas pela chegada de um surpreendente guerreiro. Filme com efeitos especiais e fotografia notaveis e com Takeshi Kaneshiro, Andy Lau e Ziyi Zhang nos principais papeis.

Oldboy foi, como se esperava, um dos filmes mais aplaudidos do último Fantasporto e agora chega ás salas comerciais. A história de vingança assinado pelo realizador coreano Park Chan-wook venceu também o prémio do juri em Cannes.

Bu Jian Bu San é um titulo chinês assinado por Tsai Ming-Liang que tem lugar no ambiente claustrofóbico de um cinema prestes a fechar as portas. Um filme sobre desencontros e desenganos com a suavidade habitual do cinema oriental.

Por fim há ainda, para os mais pequenos, a estreia de Pooh's Heffalump Movie, filme que recupera a magia da animação de Winnie the Pooh. Uma história divertida e recomendada aos mais novos.

O Hollywood Recomenda - Num ano recheado de biopics (The Aviator, Ray, Finding Neverland) este Beyond the Sea promete estar à altura. Não fosse assinado por Spacey himself.
O Hollywood Desaconselha - Will Smith nunca foi um bom actor. É um bom comediante o que não significa bem a mesma coisa. Hitch vive muito da sua imagem mas talvez isso não tenha sido a melhor aposta.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:10 PM
Arrancam filmagens de Marie Antoinette
É o terceiro filme de Sofia Coppola e por isso é aguardado com bastante expectativa, tendo em conta o sucesso de The Virgin Suicides e Lost in Translation, os dois primeiros filmes da realizadora.
Versão ficcionada da história de uma das mais impopulares rainhas da história de França, o filme vai ser rodado em Versalhes nas próximas 11 semanas e deverá estrear no final do ano.
No papel de Maria Antonieta vai estar Kirsten Dunst que volta a trabalhar com a filha de Francis Ford Copolla, o co-produtor do filme. Como Luis XVI estará Jason Schwartzman, outro membro do clã Copolla. O elenco conta ainda com outros actores de renome como Judy Davis, Steve Coogan, Asia Argento, Rip Torn e Molly Shanon.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:07 AM | Comentários (4)
Poster final de Revenge of the Sith
Depois de terem surgido alguns posters, alguns da autoria de fãs, eis que a Lucas Film decidiu revelar aquele que será provavelmente o poster final do terceiro filme da segunda trilogia de Star Wars.
The Revenge of the Sith tem estreia marcada para 14 de Maio e vai colocar um ponto final numa das mais bem sucedidas sagas da história do cinema. No poster, como tem invariavelmente vindo a suceder desde que A New Hope surgiu, em 1977, contempla todas as personagens de destaque no filme, com óbvio destaque para a tão esperada transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:03 AM
Teresa Wright : 1918-2005
Faleceu no passado domingo, vitima de uma sincope cardiaca, a actriz Teresa Wright.
Vencedora de um óscar de Melhor Actriz secundária em 1942 pelo seu desempenho em Mrs Miniver, foi no entanto no ano seguinte, ao lado de Joseph Cotten em Shadow of a Doubt, um dos grandes filmes de Alfred Hithcock, que a jovem actriz se estabeleceu definitivamente como uma das grandes do seu tempo. Os seus papeis, como se verificou noutros filmes de sucesso como The Best Years of Our Lives, eram habitualmente de raparigas bastante jovens, tendo continuado a encarná-los já até perto dos 40 anos. Nos finais da década de 50 a sua fama já tinha passado e os estúdios acabaram por colocá-la de lado, levando-a para o universo televisivo onde fez vários papeis nas décadas de 60, 70 e 80. O seu último filme foi The Rainmaker, em 1997.
Uma carreira notável, marcada pelo facto de pertencer ao restrito clube de 10 actores que conseguiram dupla nomeação para óscares como principais e secundários no mesmo ano, a sua morte é mais uma triste perda para o mundo do cinema.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:50 AM
Gonn1000
Perguntam-me vocês porque é que há muito tempo não falo de novos blogs de cinema. É verdade, eles estão sempre a aparecer, ou, se já existem, a serem rediscobertos. E é um crime não falar de alguns por isso vou tentar nos próximos tempos falar dos espaços mais interessantes da cine-blogosfera que não estão ligados à ABCine que ainda não referi nestas páginas.
O primeiro espaço é dedicado ao Gonn1000, blog do Gonçalo Sá, que inclui diversas criticas de reconhecida qualidade aos filmes mais recentes. Um espaço bem construido - onde a música também tem o seu destaque - que recomendo vivamente.
Podem visitá-lo aqui.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:48 AM | Comentários (1)
março 08, 2005
Sedutoras de Inverno : Bridget Moynahan - Um toque especial...
Começou nas passerelles mas já encanta milhões com as suas performances seguras e sensuais. Uma actriz com um futuro incrivel, pelo menos a avaliar pelo que podemos ver até agora.

Nascida a 21 de Setembro de 1979 na pequena localidade de Binghonton no estado de Nova Iorque, a sua formação nunca foi a de actriz. Pelo contrário. Começou por ser modelo profissional e durante a década de 90 fez diversos trabalhos para alguns dos estilistas mais reputados do meio. Só quando chegou o novo milénio é que apareceu o cinema na vida da jovem Bridget.
Row Your Boat, filme de promoção para Jon Bon Jovi, foi o seu primeiro passo no cinenam com um papel secundarissimo. Nesse aliás a actriz fez cinco filmes. Houve ainda tempo para papeis em Trifting With Fade, In the Weeds e Whiped. E no final do ano estreou Coyote Ugly que catapultou-a para a ribalta.

Coyote Ugly foi um dos grandes sucessos do ano e aproveitou para lançar uma serie de jovens e belas actrizes. Bridget foi uma delas. O seu papel de Rachel ajudou-a a ser considerada uma das 100 actrizes mais sexys do mundo.
No ano seguinte houve mais dois filmes que foram um sucesso de bilheteira e que ajudaram a fazer a sua carreira levantar voo. Primeiro foi Serependity com John Cusack e Kate Beckinsale. E depois foi o seu pequeno papel em Sum of All Fears com Ben Affleck.

Com The Recruit e I, Robot, ficou provado o seu talento em representar e seduzir, tanto os colegas de cena como o grande público. O seu nome começou a ser cada vez mais falado junto dos estúdios e não é novidade para ninguém que ela é hoje um dos nomes mais pensados para uma serie de papeis. O único que está confirmado é o de Lord of War, onde vai estar lado a lado com Nicholas Cage e Ethan Hawke.
Próxima Sedutora de Inverno - Cameron Diaz
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:55 PM
Último trailer de Sin City
O filme está quase a estrear nos Estados Unidos e há poucos dias foi divulgado o poster final. Hoje foi a vez de ser disponibilizado o último trailer de Sin City.
Realizador por Robert Rodriguez e Frank Miller, adaptando três episódios da comix do último, este é um dos filmes mais interessantes do ano, muito por culpa do elenco de estrelas. Querem conferir nomes? Vejam o trailer aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:11 PM | Comentários (1)
março 07, 2005
Sedutoras de Inverno : Alyson Hannigan - Entre vampiros e tartes
Para uns, ela será sempre Willow, a fiel ajudante de Buffy na serie de culto para muitos jovens. Para outros ela é a eterna Michelle, sempre atrevida e com uma boa história para contar como acontecia invariavelmente em American Pie. Resta saber se o futuro será tão positivo para a jovem actriz como se espera que venha a ser...

Apesar de já contar com trinta e um anos de idade, Hannigan tem apenas sete filmes no seu curriculo. Parece pouco mas a verdade é que hoje são poucos os mais atentos cinéfilos que não a conhecem.
Nascida a 24 de Março de 1974 na capital dos Estados Unidos, Washington D.C., foi em Atlanta que cresceu, resultado do precoce divórcio dos seus pais. Foi na capital da Geórgia que começou a sua carreira no mundo do espectáculo com apenas 4 anos, a fazer spots publicitários para marcas tão distintas como a Oreos ou a Coca Cola.
Foi preciso esperar até 1988 para entrar a sério na arte de representação. Primeiro como convidada em algumas séries, caso da popular Rosanne, e depois como uma das personagens em Free Spirit, uma serie sobre jovens bruxas. Antes disso tinha tido pequenos papeis em dois filmes de baixissimo orçamento, Impure Thoughts e My Stepmother is an Alien. Este último acabou por se tornar num dos grandes sucessos do ano, ajudando o nome de Hannigan a entrar pela primeira vez nos ouvidos do público, e mais importante, dos responsáveis pelos estúdios.

Em 1991 fez o seu primeiro telefilme, Switch at Birth, e só quatro anos depois - após ter terminado os estudos secundários - voltou a representar, curiosamente num outro telefilme de nome The Stranger Besides Me. No ano seguinte fez dois novos filmes. A Case for Life no cinema e um telefilme sobre abusos sexuais de nome For My Daughter Honour. Até esse momento a sua carreira era igual à de muitos jovens. Mas foi então, já estavamos em 1997, que chegou o convite para integrar o jovem elenco da serie televisiva Buffy the Vampire Slayer. O seu papel de ajudante rapidamente ganhou destaque e a sua popularidade cresceu, primeiros entre os seguidores da serie e depois junto do público mais jovem em geral. Era o primeiro passo para a fama.

Enquanto fazia Buffy, a jovem Alyson Hannigan teve ainda tempo para fazer dois filmes. Nenhum deles - tanto Dead Men on Campus como Star Wayley Wagner - teve sucesso mas isso não beliscou a sua carreira. Isto porque em 1999 fez-se de novo magia. Depois de vários castings para o papel, Alyson Hannigan conseguiu convencer os produtores de American Pie a deixarem-na viver a divertida e sexualmente precoce Michelle, hoje famosa entre os jovens pela frase "one time on band camp". O filme foi o sucesso que se conhece e Hannigan capitalizou-o ao máximo. De personagem secundaria no primeiro filme, foi ganhando destaque no segundo episódio, acabando por "casar" no terceiro. Era ela a rainha da serie, e o seu nome estava já escrito a letras douradas. Depois do sucesso de Buffy, este triplo box-office hit provou que havia ali qualquer coisa pronta a ser explorada. Por isso agora Hannigan espera, por outros papeis, pelo bilhete que a leve até bem alto.
Próxima Sedutora de Inverno - Bridgitte Moynahan
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:55 PM | Comentários (1)
Estranhos rumores
Por vezes há noticias que não chegam a sê-lo. Não passam de rumores que vão circulando entre os meios de comunicação e a industria cinematográfica. Esta semana surgiram dois intrigantes rumores que, a confirmarem-se, prometem mexer com o ano cinematográfico de 2006.
O primeiro desses rumores, aparentemente lançado nos EUA pela produtora de The Da Vinci Code, colocava a hipótese de Silas, o albino, ser interpretado por Jim Carrey. Uma escolha deveras original e que daria um tom de elenco de estrelas ao filme de Ron Howard. Depois do discutivel casting com Tom Hanks e Audrey Tatou, e sem se saber ainda quem viverá Harry Teabing, esta surpresa criaria ainda mais polémica à volta da produção do filme.
Um outro rumor, mais verosimel de vir a acontecer num futuro próximo, dá conta do interesse do australiano Mel Gibson em realizar um filme sobre a aparição de Fátima. Um filme religioso, tal como The Passion of the Christ, que o católico e devoto Gibson tem na lista das suas prioridades para os próximos anos.


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:36 PM | Comentários (2)
março 06, 2005
Fantas, que futuro?
Terminou ontem o 25º Festival do Fantasporto. E que fica na memória? Alguns filmes que aproveitaram o festival e fizeram uma ante-estreia nacional. Outros aproveitaram a onda para se afirmarem junto do público portugês. Houve ainda tempo para recuperar sucessos do passado? E que mais? Muito pouco. O Fantasporto é cada vez menos um festival de cinema e cada vez mais um local onde os admirados do cinema gore e de sci-fi se juntam. Para aquele que se orgulha de ser o maior festival de cinema em Portugal isso é muito pouco...

Em primeiro lugar, que fique bem claro que esta reflexão não tem como intenção ferir suscptibilidades, nem dos amantes do cinema gore e de sci-fi, nem dos amantes do cinema em geral. Como é dificil alguém gostar apenas e só de um genero de cinema, a definição do amante de um genero peca por escassa. Por isso abstrai-mo-nos de ir por aí. Seria o caminho errado.
Mas falemos então do futuro do Fantas. Não que Mário Dorminsky não tenha feito um bom trabalho nos últimos vinte e cinco anos. Tem todo o mérito de ter pegado na cidade do Porto - pátria do cinema em Portugal - e através da fama que o festival foi ganhando, levá-la aos quatro cantos do mundo. Isso é um mérito que ninguém lhe pode tirar. Como também ninguém lhe pode retirar os louros de ter sido dos poucos que apostou em nomes como os irmãos Coen, Steven Soderbergh, Quentin Tarantino ou Alejadro Inarritu, na época desconhecidos, hoje nomes de culto. Mas isso, atrevo-me a dize-lo sem qualquer disprimor para o trabalhor dos dirigentes do Fantas, era na época em que havia muito e bom cinema no cartaz apresentado. Onde o cinema de terror e de ficção cientifca era intercalado com o bom cinema independente - um pouco mais alternativo do que era mostrado em Sundance que também fez 25 anos este ano - que se fazia na altura. Era talvez essa mistura que fazia do Fantasporto um local de peregrinação.
Ora isso hoje já não acontece. Tirando alguns indefectveis, a verdade é que o festival se foi fechando sobre si mesmo. O cartaz tem vindo a mostrar-se cada vez mais pobre, incapaz de corresponder às exigências de um público mais mainstream. Hoje é o cinema gore e de ficção cientifica que domina 90 a 95 por cento dos filmes exibidos. Claro que isso é óptimo para os amantes desse genero de cinema, habitualmente afastado dos circuitos comerciais. É a única oportunidade - tirando as cópias ilegais da internet ou alguns clubes de video - que os fãs dos filmes de zombies, ficção cientifica ou de terror têm a oportunidade de ver os seus filmes de eleição. Nada mais justo! Mas não nos podemos esquecer de um simples pormenor. O Fantas tem financiamento público. O Estado paga por ano a Mario Dorminsky (para organizar mas também para viajar pelo mundo fora de forma a poder escolher os filmes do cartaz) uma quantia para organizar um festival de cinema. E se é um festival pago em parte pelo Estado - e pela autarquia também, apesar de ser hoje bem menos do que já foi - devia ser um festival feito para todos e não para um público infimo. Um publico que pode encher o Rivoli mas que é uma gota de água num oceano de amantes de cinema.
Pessoalmente estou do lado daqueles que defendem uma reformulação do modelo do Fantas. Foi essa perda de qualidade no cartaz, essa viragem para o terror, que me fez abandonar as visitas praticamente diárias que fazia ao certame há alguns anos. A mim e a muitos. A ideia que predomina é que o Porto tem tudo para ter um festival de cinema de eleição. Mas em outros moldes, mais ao genero do que se faz em Toronto por exemplo, para não falar no caso de Sundance. Um festival que apostasse numa tripla abordagem.
Por um lado, respeitando o público original, mantendo uma secção própria para o cinema que hoje domina o cartaz e que faz do Fantas um dos maiores festivais do cinema do genero. Por outro, criar cada vez mais espaços prontos a apoiar os jovens cineastas portugueses, independentemente do tipo de cinema que fizessem. Por vezes o que eles precisam é apenas de uma montra. O Fantas poderia ser perfeitamente esse espaço. E por fim, piscando o olho a um público farto de um cartaz com muito sangue e pouco cinema, apostar em secções com cinema mais independente, daquele que também não enche cinemas em shoppings, mas que tem também muitos amantes em Portugal. A juntar isso um projecto de revitalização dos cinemas históricos da cidade, uma aposta numa programação anual com reposições de clássicos ou a criação de meses temáticos para os amantes de cinema portugueses, e em especial do norte do país, e o projecto Fantasporto estaria a cumprir o mais perfeito serviço público que o cinéfilo poderia pedir. Ninguém perdia, todos ganhavam. Infelizmente, para já e talvez para sempre, o Fantas é hoje o festival de uma minoria dentro das minorias. Um festival cada vez mais sangrento, e cada vez menos cinematográfico.
PS: A exibição de filmes como Beyond the Sea e Sideways no certame prova que esta abordagem tem legitimidade. Afinal não ganhariamos todos se mais cinema independente chegasse ao público português? Ou só os zombies é que têm esse direito?
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:49 AM | Comentários (11)
Poster final de Sin City
É verdade que é uma montagem entre os diversos posters já apresentados, mas como é o poster final de um dos filmes mais aguardados para este ano, a sua divulgação é praticamente obrigatória. Não tivesse um dos melhores elencos do ano, não tivesse a assinatura de Frank Miller e Robert Rodriguez, não tivesse a aura de filho natural de Pulp Fiction.
A estreia nos Estados Unidos de Sin City acontece em fins de Março. Por cá o filme deve chegar lá para os fins de Abril.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:43 AM | Comentários (1)
março 05, 2005
Nothing vence 25º edição do Fantas
O filme do canadiano Vincenzo Natali venceu, tal como já tinha acontecido com Cube e Cypher em em 1999 e 2003 respectivamente. Especialista em cinema de ficção cientifica com tons alternativos, Natali era o grande favorito para levar para casa o trofeu.
Os restantes trofeus foram - como habitual - dividos pelos filmes que mais entusiasmo criaram entre os amantes do cinema fantástica nas últimas duas semanas. Don Coscarelli venceu o prémio especial do Juri pelo seu filme Bubba Ho-Tep que valeu a Bruce Campbell o prémio de melhor actor. Karen Black foi votada a melhor actriz do certame pelo seu papel em Firecracker. Saw venceu o prémio de melhor argumento.
Em destaque estiveram também Oldboy e Sideways, filmes que sairam do Festival com prémios na mão. Oldboy venceu o melhor filme e argumento da semana de realizadores com Sideways a ver o desempenho de Paul Giamatti ser recompensado, tal como o filme que ganhou o prémio do juri. Les Revenants, filme francês de zombies, venceu o prémio Melies, partindo assim à disputa de um dos mais importantes prémios europeus de ficção cientifica.
Abraço ao Vento de José Miguel Ribeiro foi o grande vencedor na secção de curtas nacionais.
O festival - que tem manifestamente vindo a perder qualidade no cartaz apresentando em relação a anos anteriores - termina hoje com um espectáculo na praça D. João I do Porto que terá transmissão em directo na RTP. Depois serão entregues os prémios aos vencedores no teatro Rivoli.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:23 PM | Comentários (1)
Sedutoras de Inverno arranca segunda
Depois das bem sucedidas rúbricas biográficas do Verão e do Outono, chegou a altura de apresentar-mos as sedutoras de inverno, um espaço diário para os próximos 30 dias com as biografias de algumas das mais talentosas e belas actrizes dos nossos dias. O espaço arranca na segunda-feira e terminará a oito de Abril. Aqui fica a lista das actrizes biografadas.
Alisson Hannigan
Bridgitte Moynahan
Cameron Diaz
Cate Blanchett
Chaterine Zeta-Jones
Daryl Hannah
Denise Richards
Elizabeth Hurley
Emmanuelle Beart
Eva Mendes
Jennifer Connely
Jennifer Garner
Jodie Foster
Julia Roberts
Julliane Moore
Kate Beckinsale
Liv Tyler
Lucy Liu
Milla Jovovich
Minnie Driver
Monica Belluci
Naomi Watts
Natasha Henstridge
Nicole Kidman
Rebeca Romjin-Stamos
Rachel Weizs
Salma Hayek
Sharon Stone
Sophie Marceau
Uma Thurman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:03 PM
março 04, 2005
Os cliches do cinema
Para os amantes do cinema aqui fica um site bem interessante.
The Movie Cliches recolheu alguns dos mais repetidos e habituais cliches que podemos encontrar nos filmes - especialmente nos filmes norte-americanos. O site está bem organizado e tem informação que, apesar de parecer um deja vu, vale sempre a pena recordar. Aqui fica o link.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:13 AM | Comentários (1)
Novos trailers disponiveis
Fever Pitch, a adaptação americana do romance de Nick Hornby já tem trailer online. O filme com Drew Barrymore e Michael Fellon e é dirigido pelos irmãos Farrely.
A paixão pelo Arsenal foi substituida pelos Boston Red Sox. O trailer está disponivel aqui.
Disponivel está também o primeiro trailer de Lords of Dogtown. O filme inspirado num documentário realizado há três anos sobre o universo de skaters será dirigido por Catherine Hardwicke. Com Johnny Knoxville, Emile Hirsch e Heath Ledger, o trailer do filme encontra-se aqui.


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:59 AM
março 03, 2005
Que tal mais um filme de suspense Clint?
A pergunta deve ter sido feita recentemente por Paul Haggis ao realizador. O argumentista do seu último sucesso, Million Dollar Baby, está a escrever o argumento de Death and Dishonor, inspirado num artigo que saiu numa edição da revista Playboy. O artigo fala sobre a morte suspeita de um soldado, acabado de chegar de Bagdade. A declaração oficial ilibara o exército mas o pai do jovem nunca desistiu de encontrar a resposta para a estranha morte do filho, descobrindo no final que tinham sido os seus próprios colegas de pelotão a executarem-no.
Haggis pretende convencer Eastwood a realizar e a protagonizar este aliciante filme, que assim recuperava um pouco do espirito dos filmes de Clint do final dos anos 90, casos de The Professional, True Crime e Bloodwork.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:40 PM
Novo de Inarritu conta com estrelas de Hollywood
O novo projecto de Alejandro Inarritu, um dos mais talentosos realizadores mexicanos da nova vaga, já tem nome e elenco. O titulo escolhido foi Babel e o realizador vai poder contar, entre outros, com Brad Pitt e Cate Blanchett. Isto para além de voltar a trabalhar com Gael Garcia Bernal que entrou no primeiro sucesso do realizador, Amores Perros.
O filme vai contar quatro histórias diferentes mas com um elo de ligação. As filmagens decorerão no México, em Marrocos, na Tunisia e no Japão.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:31 PM | Comentários (1)
março 02, 2005
Balanço de ano
Com a entrega dos óscares chega ao fim o ano cinematográfico. Bem, pelo menos nos Estados Unidos. Cá, como faltam ainda estrear alguns filmes importantes neste mês de Março (e inicios de Abril), o balanço do final do ano de 2004 vai ficar adiada para meados de Abril. Só aí se poderá ver com perfeita clareza o que de melhor e pior teve o ano de 2004.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:39 PM
O Que Estreia Por Cá - Semana de ressaca
Depois de quatro semanas consecutivas de estreias vertiginosas, eis que esta semana o panorama de novos filmes a estrear indica que abriu a época baixa. Seis filmes sem grande capacidade de encher salas. Entre eles destaca-se o regresso de Pierce Brosnan à pele de ladrão. Uma pele que Brosnan veste depois do por do sol.

After the Sunset mistura o registo de comédia com o filme de ladrões e detectives que teve em The Thomas Crown Affair - precisamente com Brosnan - o seu último grande ponto alto. Agora não há René Russo mas há Salma Hayek, estando Don Cheadle e Woody Harrelson prontos para entrar em jogo. Saiem os quadros entram os diamantes, troca-se a cosmopolita Manhatan pelo exótico universo das Caraibas e temos filme. Realizado por Brett Ratner este é mais um filme que explora a temática tão usual do "ùltimo golpe".

Há mais cinco estreias em destaque neste semana.
Racing Stripes é mais um filme infantil a chegar ao mercado nacional, bem no estilo de Babe. Aproveitando a onde de sucessos como Shark Tale, também este filme vive essencialmente do jogo entre as personagens e as vozes que lhes dão vida. A história de uma zebra que queria ser cavalo de corrida é dirigida por Frederik Du Chau.

A semana fica igualmente marcada pela estreia de dois filmes de terror, no âmbito do Festival Fantasporto que ainda decorre e que será abordado mais tarde no Hollywood.
O primeiro é Saw, filme com Cary Elwes e Danny Glover, dirigido por James Wan, que explora a temática dos jogos mortais com que algumas vitimas de serial-killers acabam por ter de se confrontar para sobreviver.

O segundo filme é Suspect Zero. Conta com o veterano Ben Kinglsey ao lado de Carrie Ann-Moss e Aron Eckahrt e é mais um trabalho sob o universo de um serial-killer perfeccionista a quem só faltava uma simples peça para completar o puzzle.

Estreia esta semana também uma comédia com Ice Cube, baptizada de Are We There Yet. O filme acenta na viagem de um homem para Vancouver de forma a poder trazer os filhos da mulher que ama. O problema é que os filhos não são entusiastas de qualquer relação que a mãe tenha e vão fazer tudo para a boicotar.

Por fim temos Exils, filme que valeu a Tony Gatlif o prémio de melhor realizador em Cannes. A história de dois jovens argelinos que partem de França para conhecerem a Argélia de onde os seus pais fugiram, é uma especie de viagem de volta a casa, uma casa que nunca fui deles, uma casa que nunca os quis. O filme europeu da semana.

O Hollywood Recomenda - Tony Gatlif é um dos mais talentosos realizadores franceses da nova geração. O seu último filme Exils é uma abordagem extremamente pessoal sobre as origens do seu povo. Um bom trabalho.
O Hollywood Desaconselha - Não há que se possa dizer de bom de um filme como Are We There Yet. Pertence aquela categoria que nunca devia deixar os Estados Unidos. O seu público está lá.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:44 PM | Comentários (3)
março 01, 2005
Ainda os óscares - Injustiçados
Annette Bening - Perder duas vezes contra a mesma actriz é dose. E Bening não merecia porque o seu desempenho em Being Julia é soberbo a todos os niveis. O óscar merecia ser seu, mas Swank venceu por KO. Talvez para o ano.
Clive Owen - Pode parecer um contra-senso que Freeman seja visto como um dos justiçados da noite e Clive Owen como um dos injustiçados. Mas a performance do ano foi mesmo de Owen e o óscar devia ter sido dele. Freeman apenas venceu pela longa carreira de sucesso.
Natalie Portman - Tal como o seu colega em Closer, também ela perdeu injustamente. Neste caso não foi tanto a carreira de Blanchett mas sim a personagem a quem a australiana deu vida. Mas o vencedor justo seria sempre Portman.
The Passion of the Christ - Três nomeações mas nenhum óscar para o brilhante filme de Mel Gibson. A derrota mais escandalosa acabou por surgir na categoria de maquilhagem. Quem conseguiu maquilhar Jim Caviezel de forma tão realista deveria ter sido premiado.
Phantom of the Opera - Um belissimo filme, notável musical, que saiu da gala sem uma única estatueta. Nem em melhor tema a noite se salvou para a produção de Joel Schumacher. Uma pena!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:33 PM | Comentários (3)
Ainda os óscares - Justiçados
Clint Eastwood - É o maior realizador em actividade e viu a sua notável carreira ser coroada com mais dois óscares. Foi o mais velho realizador de sempre a consegui-lo o que prova que velhos são os trapos.
Morgan Freeman - É um dos maiores actores de sempre sem dúvida alguma, e provavelmente o maior actor negro de Hollywood. O óscar já devia ter sido entregue há muitos anos. Ficou o emendar da mão por parte da Academia.
Charlie Kauffman - Custou mas chegou. Kauffman, um dos mais brilhantes argumentistas da actualidade, já tinha sido nomeado por duas vezes ao óscar. Saiu sempre derrotado. Este ano finalmente pode agradecer a meio mundo no discurso de vitória.
Brad Bird - A Pixar tem feito um trabalho notável nos últimos anos e Brad Bird - um dos maiores realizadores de filmes de animação - merece os créditos mais do que ninguém. Dois óscares justos!
Alejandro Amenabar - É um dos maiores prodigios do cinema europeu e este reconhecimento já pecava por tardio. O seu Mar Adentro é um belissimo filme e o óscar acenta-lhe que nem uma luva.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:11 PM | Comentários (3)