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abril 30, 2005
Galeria de imagens de Star Wars online
A LucasFilm decidiu fazer uma preview do último episódio de Star Wars, The Revenge of the Sith, colocando uma vasta galeria de imagens do filme na internet. As imagens são de excelente qualidade e mostram vários momentos chave do filme mais esperado pelos fãs da mais famosa saga da história do cinema de ficção-cientifica. Na mesma semana em que o realizador Kevin Smith disse que este era o filme mais negro de Star Wars, o apetite pelo filme aumenta com estas novas imagens. The Revenge of the Sith estreia por cá a 19 de Maio. Aqui fica o link para as diversas fotos.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:42 PM | Comentários (2)
abril 29, 2005
Owen em filme de Cuaron
Esta em grande momento de forma Clive Owen.
Depois dos sucessos de King Arthur e Closer, filme pelo qual foi nomeado ao óscar, a carreira do actor britânico tem sido noticia nos últimas meses por diversas razões. E enquanto não se sabe quem será o novo 007 - corrida onde o actor está bem posicionado - Clive Owen vai continuando a colecionar papeis interessantes. Depois de Sin City e Inside Man, chega a vez de Children of Men.
Este filme de ficção cientifica é assinado pelo talentoso realizador mexicano Alfonso Cuaron e conta a história de um mundo onde já não há jovens. Quando o mais jovem habitante, com 18 anos, morre, o estado de alerta é ligado. É aí que surge a noticia da primeira mulher grávida em 20 anos. Como todos a querem, caberá ao personagem de Owen protege-la. Um enredo interessante para um projecto que deverá ser filmado no final do ano, tendo saída no mercado em 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:42 PM | Comentários (1)
abril 28, 2005
Rodriguez prepara mais duas dose de Sin City
Depois do grande sucesso a nivel de critica e de bilheteira que tem sido Sin City nos Estados Unidos - o filme vai mesmo competir em Cannes - os produtores do filme deram luz verde para que Robert Rodriguez e Frank Miller preparem mais dois filmes baseados na banda desenhada mais pulp da história. Os novos filmes estarão no mercado provavelmente apenas em 2007 e deverão trazer alguns dos nomes que ajudaram a fazer deste Sin City um enorme sucesso.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:46 PM | Comentários (2)
Dench aposta em Brosnan
Mais uma acha para a fogueira da já de si complicada situação criada à volta do próximo James Bond. Depois da produtora e do próprio Brosnan já terem afirmado que o actor irlândes não regressaria em Casino Royale como 007, eis que surge uma noticia em contrário.
Judi Dench, a actriz que vive M na saga, fez saber no New York Post que Pierce Brosnan vai continuar a ser James Bond. Segundo a actriz o anúncio será feito em pleno Verão. Essas noticias poderão ter algum fundamento agora que a Sony comprou definitivamente a MGM. A nova direcção pode querer Brosnan no papel, aceitando mesmo pagar o milionário salário que o actor pretende.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:41 PM
abril 27, 2005
Alguém ressuscitou Peter Sellers...
Foi inicialmente concebido como um tele-filme. Esteve em Cannes o ano passado onde colheu vários elogios. Com actores conhecidos a viverem papeis de actores conhecidos, o cinema ressuscita um dos seus maiores icones. Eis que está de volta o inimitável e único Sellers, Peter Sellers...

Stephen Hopkins é o realizador deste filme patrocinado pela BBC e produzido pela HBO. No elenco estão nomes ilustres, onde Charlize Theron será a ex-bond girl e mrs Sellers, Britt Eckland e onde o grande comediante será encarnado por Geoffrey Rush. A critica não ficou apaixonada pelo filme e pelo desempenho de Rush, demasiado imitação para ser levado a sério. No entanto, e num ano em que um óscar foi mesmo para uma actriz que imitiva uma outra actriz, começa a perceber-se que a tendência é para os próprios icones que o cinema criou terem o seu espaço em filmes. Para os amantes de Britt Eckland será curioso ver Theron a reencarná-la. E já nem se fala do actor de grande sucessos como Pink Panther ou Dr Strangelove.
A grande questão é se existe legitimidade em criar filmes sobre aqueles que fizeram filmes. Uma questão de dificil resposta. Até lá, são trabalhos como este The Life and Death of Peter Sellers que vão apontando o caminho.

Semana com muitas estreias. São mais sete os filmes que estreiam por cá.
Enduring Love é um thriller intenso, marcado pela presença da bela e talentosa Samantha Morton e do candidato a James Bond, Daniel Craig. Dirigido por Roger Michell o filme conta a história de um casal que vê a sua vida virada do avesso quando um balão interrompe um piquenique romântico no campo. Filme inspirado no livro homónimo de Ian McEwan.

Loverboy marca a passagem de Kevin Bacon para atrás da camara. Filme que o actor também interpreta, lado a lado com a mulher Kyra Sedgwick, e ainda com Sandra Bullock e Matt Dillon. A história de uma mulher que vive entre o amor do filho com que sempre sonhou e a possibilidade deste querer descobrir o mundo exterior, é o ponto de partida para filme independente extremamente sóbrio.

Guess Who marca o regresso de Ashton Kutcher ao registo de comédia ligeira que marcou os primeiros sucessos da sua ascendente carreira. Neste filme, o jovem vai ter de se confrontar com Bernie Mac, um pai que encontrou o genro perfeito. O único problema é que ele tem um enorme defeito: é branco. Comédia sobre a discriminação racial no tom habitual dos últimos trabalhos de Kevin Rodney Sullivan, o realizador do filme.

Depois de uma primeira experiência com Vin Diesel, o agente xXx está de regresso. Agora cabe a Ice Cube pegar na personagem para ajudar a salvar o mundo. Quando se fala na hipótese do próximo agente ser uma actriz (Michelle Rodriguez), fica a hipótese de ver mais um filme carregado de explosões e muita acção neste xXx 2 : State of the Union.

Ele está de regresso e não está para brincadeiras. Mesmo assim este The Seed of Chucky funciona quase como uma paródia aos filmes originais. Agora é o filho de Chucky que quer mostrar ao mundo - incluindo a algumas celebridades - o que vale. Repetição de uma fórmula já gasta.

Filme já de 2002 mas que espelha bem o crescimento do cinema argentino. Kamchatka é o retrato de uma Argentina em pleno regime ditatorial visto por uma familia que obrigada a fugir do regime dos coroneis e a esconder-se, esperando por melhores dias. Filme dirigido por Marcelo Piñeyro com Ricardo Darín, Cecilia Roth e Héctor Alterio.

Cantando Dietro i Paraventi é dirigido por Ermanno Olmi e conta com Bud Spencer, o mitico actor dos western-spaghetti que regress agora como um velho pirata nos mares do Oriente.

O Hollywood Recomenda - Numa semana dificil - a qualidade não corresponde à oferta - The Life and Death of Peter Sellers parece ser a melhor escolha a fazer.
O Hollywood Desaconselha - Dificil dizer qual o filme a evitar. Tanto Guess Who como The Seed of Chucky e xXx 2 : The State of the Union são filmes dispensáveis.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:41 PM | Comentários (1)
Woody e Scarlett de novo juntos
Gostaram tanto de trabalhar um com o outro que já têm nova dose agendada. Depois de Matchpoint, cuja estreia acontecerá em Cannes no Festival, Woody Allen e Scarlett Johansson vão voltar a trabalhar juntos no próximo ano. O novo filme de Woody, o seu projecto de Primavera, ainda não tem nome, mas voltará a ser rodado em Londres, tal como este Matchpoint, devido essencialmente a questões financeiras. Woody Allen é conhecido por trabalhar com muitas belas e talentosas actrizes mas não é normal oferecer mais do que uma vez o papel principal a uma delas. Aconteceu com Diane Keaton e com Mia Farrow. Scarlett Johansson é a senhora que se segue!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:34 AM | Comentários (2)
abril 26, 2005
The Birds em remake?
Depois de se ter avançado há uma semana a hipótese de Strangers on a Train de Alfred Hithcock ter um remake, como acontecera com Psycho de Gus van Sant, agora a novidade é que a produtora de Michael Bay se prepara para avançar com uma refilmagem de The Birds.
O filme de 1963 - para muitos o último grande sucesso do mestre do suspense - contava com Tippi Hedren e Rod Taylor. A história é desenhada à volta de uma jovem que de visita a Bodega Bay, atrai um bando de passaros selvagens que só vão descansar enquanto a possuirem. Filme recheado de metáforas sexuais e de grande ousadia visual, The Birds é um marco da história do cinema. Resta saber se este eventual novo filme seguirá o mesmo espirito do original.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:42 PM | Comentários (1)
abril 25, 2005
Allen entusiasmado com Johansson
Não é habitual Woody Allen estar satisfeito com os seus filmes. Mas Match Point parece ser um projecto especial. E tudo graças à presença da bela Scarlett Johasson.
O realizador confessou que está entusiasmado com a estreia do seu filme em Cannes porque ficou extremamente surpreendido com o talento e mestria da jovem de 20 anos, que ficou com o papel principal no projecto de Primavera do realizador porque a primeira escolha, Kate Winslet, decidiu fazer uma pausa para se dedicar à familia. Resta saber se a confiança que Allen nunca teve em algumas das suas maiores obras-primas, antes da estreia,realmente mostra se estaremos diante de um dos seus melhores filmes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:46 PM
abril 24, 2005
Cage é Deus...eléctrico!
Um dos mais conceituados actores da actualidade está de regresso em 2005 com vários papeis interessantes. Primeiro vamos ve-lo em Lords of War, filme sobre o tráfico de armas, e no final do ano ele será um divertido metereologista em The Weather Man.
Mas Nicholas Cage já está a preparar o próximo ano e por isso anunciou que o seu próximo projecto será Electric God, filme dirigido por Mark Pellington que o próprio Cage irá produzir. A história de um homem que é obrigado a conviver com pessoas para ultrapassar o seu problema de temperamente explosivo cativou o actor que assim mostra estar em boa forma, apesar de estar há muitos anos ausente de projectos de renome.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:42 AM
abril 23, 2005
Eis o Superman!
Depois dos primeiros videos e imagens das filmagens de Superman Returns, eis que chega finalmente a primeira imagem de Brandon Routh como Homem de Aço.
Com um uniforme semelhante - apesar de algumas diferenças estéticas - ao apresentado nos filmes originais, Routh mostra-se assim ao mundo na pele doo maior heroi de banda desenhada norte-americano. O filme Superman Returns estreia no próximo ano e conta, para além de Routh, com Kate Bosworth, Kevin Spacey e Eve Marie Saint. O projecto é dirigido por Bryan Singer.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:39 PM
Der Untergang - Contar não é perdoar
Brutal. Real. Dramático. Humano. Desumano. Atroz. Surreal. Louco. Profundo. Histório. Tocante. Assustador. Corajoso. Comovente. Genial. Eis Der Untergang.
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Até hoje tinha faltado a coragem para fazer um filme sobre Hitler. Um filme sobre o homem. Um filme sobre o lider. Um filme que não fosse apenas um retracto estereótipado do ditador alemão. Um filme que não fosse cómico (como o foram em 1941 e 1942 The Great Dictator e To Be or Not to Be) ou que reduzisse a personagem de Hitler a meia dúzia de frases feitas. Esse filme era preciso. Era preciso ver o homem por detrás do nome que ainda hoje faz tremer milhões. Como é que alguém tão odiado hoje, foi tão amado no passado? Como é que - e isto ganha cada vez mais força à medida que o filme vai passando - Hitler era tão mado por um povo que é visto como um dos mais inteligentes do mundo? A verdade é que para além de servir como retrato histórico dos últimos dias do 3º Reich, este filme ajuda também a explicar o porquê da ascensão do nazismo. Não foi só Hitler, nem a sua ideologia, nem a sua expressão, que arrastaram a Alemanha para o caos. Foram os próprios alemães - como a certa altura diz Goebbels - que assinaram a sua sentença ao seguirem o primeiro lunático que lhes surgiu pela frente. E esse lunático está perfeitamente descrito neste filme. Hitler é um homem em Der Untergang. Mas é um homem monstruoso, que alterna momentos de grande lucidez e algum cavalheirismo até - a sua relação com as mulheres seria digna de um lord britânico - com momentos de loucura, de megalomania e de demência pura e absoluta. E esse retrato ganha ainda mais força pelo ambiente que o rodeia, onde há uma especie de duplo pólo. Um, composto pelos seus fieis seguidores que assim permanecerão até ao final, e um outro, onde os desertores oportunistas e os lúcidos testemunham um momento perfeitamente inimaginável.

A força do filme reside não só em mostrar Hitler a delirar com exércitos inexistentes, com as sucessivas traições dos seus colaboradores, mas em estabelecer o paralelismo entre o que se vivia no bunker - um ambiente clautrofóbico recheado de fanáticos - e o que se passava nas ruas de Berlim. Talvez aí a fusão final entre a secretaria, à qual se deve este filme e o pequeno berlinense que compreende a loucura que o rodeia a tempo de se emendar, em prole do futuro, seja o culminar de uma ideia muito bem conseguida. Se por momentos Hitler parece-nos merecedor de compaixão, basta ver-mos o que acontece com o seu povo, por sua culpa, nas ruas de Berlim para nunca perdermos a noção de que este não é um filme que vitimiza uma personagem. É um filme que explica o que se passou num periodo de tempo, num registo quase documental tal é a sua segurança em não cair em dramatismos desnecessários, e que teriam sido a base do filme se isto tivesse sido feito num qualquer estúdio de Hollywood.
Der Untergang tem a habilidade de mostrar o oposto do que vimos em The Pianist. No genial filme de Roman Polanski acompanhamos o sofrimento dos judeus, e a luta pela resistência nas ruas de Varsóvia. Aqui também há sofrimento, há as ruas de Berlim, há os confrontos nas barricadas, há os mortos e os vivos. Mas há a outra face da moeda. A loucura que vai tomando conta do quartel-general alemão mostra a atrocidade moral da guerra. E essa - especialmente numa era em que a imagem já não tem o mesmo impacto porque já se viu de tudo - custa mais a engolir.

Um dos maiores trunfos deste excelente filme, é o leque de interpretações, chefiado à cabeça por Bruno Ganz. O actor suiça é Hitler numa forma desconcertante. Tanto é capaz de momentos de extrema beleza e humanismo, como também explode de raiva e de fúria contra tudo e contra todos em nome da pureza ideológica do pensamento nazi que o próprio teorizou. Interessante seria ver não um filme sobre as últimas - e decadentes horas - de Hitler (a presença de Parkinson é bem explorada pelo realizador e pelo actor), mas sim, um filme sobre a sua ascensão. Sabemos o que aconteceu. É importante saber o porquê de tudo isto. Para além de um soberbo Ganz que culmina assim uma temporada onde os actores estiveram absolutamente fantásticos (são 15 desempenhos inesqueciveis num ano), há ainda outro conjunto de actores de grande valor, que vão desde a belissima Alexandra Maria Lara, uma das mais promissoras actrizes europeias, ao excelente Thomas Kretschmann, sem esquecer os impressionantes Ulrich Matthes, Corinna Harfouch e Christian Berkel.

Der Untergang é um documentário histórico na mesma medida em que é um filme. Deixa-nos algumas dúvidas sobre as personagens secundárias, nunca exploradas mais do que o suficiente para se manterem em cena. Deixa algumas reticencias sobre o antes. Mas abre imensas portas para pensar o depois. E se estes eram ainda os dias em que o Holocausto era algo do conhecimento de poucos - e felizmente este filme não cai na tentação de fazer o jogo do povo judeu - este era já o tempo de pensar no futuro. Daí a figura do pequeno Peter, o jovem que atravessou o século. O alemão da juventude hitleriana, mas também o alemão da reconstrução, da era de Willy Brandt, da queda do muro e da reunificação. E o alemão do século XXI. O alemão que sobreviveu a Hitler, o homem que achava que iria viver para sempre.
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O Melhor - A beleza deste filme explica-se numa sequência. Quando Speer anuncia o abandono do quartel-general, a camara faz um grande plano sobre Hitler. Ve-se uma pequena lágrima a escorrer-lhe pela face. Os mais sensiveis tenderão a perdoar o homem. Mas de seguida, num momento de montagem sublime, voltamos para as ruas de Berlim e vemos os corpos no chão. Der Untergang conta, tenta explicar, tenta mostrar, mas nunca tenta perdoar.
O Pior - A superficialidade das restantes personagens que habitam o bunker. Tirando os casos mais idealistas, que são explorados por serem a lucidez do filme, todas as outras personagens são estereótipadas até ao limite.
Curiosidade - Bruno Ganz teve acesso a um filme rarissimo de Hitler num momento de descontração, filmado pelos serviços secretos finlandeses aquando da visitia do ditador alemão à Finlandia. O visionamento do filme foi fundamental para montar todas as peças e fazer a distinção entre o Adolf Hitler e o Fuhrer.
Site Oficial - www.a-film.nl/deruntergang
Realizador - Olivier Hirscbiegel
Elenco - Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Thomas Kretchmann, ...
Produtora - Constantin Films
Duração - 158 m
Classificação - m/16
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:33 AM | Comentários (1)
abril 22, 2005
Maguire e Clooney a preto e branco
Steven Soderbergh decidiu filmar o seu próximo filme, The Good German, a preto e branco. Depois dos enormes problemas que têm sido levantados na produção de Che, projecto que Terence Malick passou a Soderbergh, o realizador de Ocean´s Twelve vai voltar a trabalhar com o seu parceiro George Clooney neste filme passado no pós-guerra em Berlim. Clooney vive um jornalista que procura a sua amante do tempo de guerra e que é escoltado por um soldado ao longo do dia. Só que quando um misterioso assassinato acontece e as culpas são colocados em Clooney, a trama vai desvendar-se à sua frente. Cate Blanchett será a amante do personagem principal e Tobey Maguire volta aos grandes projectos. Entre um e outro Spiderman, este é mais um filme para o jovem actor provar o seu valor. O filme será rodado no Outono, é produzido pelo Warner e tem estreia marcada para 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:48 PM
The Interpreter - Faltou um último disparo
Sidney Pollack quis regressar ao activo com um thriller, daqueles bem ao genero dos filmes que o ajudaram a tornar-se como um dos realizadores mais interessantes dos últimos trinta anos. Infelizmente a Pollack faltou o sentido de tempo. The Interpreter seria um grande filme nos anos 70. Hoje é um filme sem ousadia...
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The Interpreter é acima de tudo um filme certinho. Não desilude mas também está longe de encantar. E esse é o seu calcanhar de aquiles. Há quem diga que os thrillers existem antes e depois de Se7en. Com esse filme, e com toda a ousadia de Fincher, encontramos o recuperar do thriller noir. A partir daí todos os filmes que não conseguissem surpreender como esse brilhante filme consegue, acabam sempre por saber um pouco a desilusão. Por isso é que talvez este The Interpreter tenha sido feito na época errada. Nos dias de The 3 Days of the Condor ou Chinatown, este filme teria feito estragos. Pela profundidade do argumento, pelo tipo de assuntos que tratava. Mas hoje já não consegue faze-lo com a mesma frescura. E mesmo a ideia de um filme-critica à ONU - porque é isso que ali encontramos apesar de tudo - é abordada de forma tão diplomática e tão invisivel que quase nem se nota. Tambem aí faltou alguma coragem.

O ponto mais alto do filme acaba mesmo por ser a relação entre as personagens principais. E mesmo essa relação tem bastantes falhas no seu desenvolvimento dramático. Sean Penn e Nicole Kidman é que estão perfeitamente imaculados, o primeiro como um dectective descrente e desanimado, vivido num soberbo underacting à la Penn. A segunda como uma tradutora da ONU que é apanhada numa situação que não consegue controlar e que acaba por transforma-la, rebuscando os seus fantasmas mais antigos. O filme gira em torno de Kidman mas acaba por ser Penn quem tem os melhores momentos de interpretação. E isto tudo numa serie de cenas em que o elenco mais secundário - onde está o próprio Pollack - não deixa de mostrar toda a sua competência.

Tecnicamente o filme tem poucas falhas. Talvez exagere nos planos de Nova Iorque, imitando um pouco o que Spike Lee tinha feito em The 25th Hour. Mas mesmo assim não compromete. É o final, e a falta de garra que o filme tem, que faz com que este acabe por se revelar um filme mediano. Mediano não no sentido perjorativo da palavra - que também existe. Mediano no sentido de se esperar mais de um filme de Pollack. Mediano no ambito da sua obra cinematográfica. Mediano no sentido de não ficar para a história como outros grandes thrillers dos últimos 30 anos. Mas mesmo assim, no panorama cinematográfico de inicio de ano é um filme interessante, e a ver.
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O Melhor - O duo de actores combinam bastante bem. Já se esperava que Penn e Kidman dessem um show de interpretação. Não chega a ser um show mas o nivel é altissimo, especialmente por parte de Penn, um dos grandes dos nossos dias.
O Pior - O final do filme. Esperava-se arrojo, esperava-se uma critica maior á ONU. Esperava-se muito mais.
Curiosidade - Fala-se em portugues no filme de Pollack. Isto porque uma das personagens, um continuo da ONU, é portugues e não sabe falar de outra forma. Proporciona á plateia nacional momentos de humor mas não prestigia muito a cultura portuguesa.
Site Oficial - www.theinterpretermovie.com
Realizador - Sidney Pollack
Elenco - Sean Penn, Nicole Kidman, Catherine Keener, ...
Produtora - UniversalDuração - 128 m
Classificação - m/12
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:20 PM
Bons Espaços de Cinema a Visitar
Entrei em contacto com mais um simpático blog de cinema. Neste caso, não só cinema mas, essencialmente, um blog dedicado ao mercado de dvd´s. Um pouco semelhante ao excelente blog do João Farinha, o Dvd, este espaço de cinema é da autoria de Bruno Santos e tem o igualmente sugestivo titulo de DVD's. Um projecto que está a dar os seus primeiros passos mas que merece ser visto com alguma atenção num futuro próximo. Para os mais interessados, o endereço deste weblog é este.
Entretanto reportamos - com algum atraso é verdade - o final do blog Cinema. O espaço que o João Farinha dedicou a noticias diárias sobre o mundo do cinema acabou por não vingar, por indisponibilidade do autor que agora se vai dedicar de forma exclusiva ao mundo dos dvd´s.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:01 PM | Comentários (3)
abril 21, 2005
IndieLisboa arranca hoje
Sete meses depois da sua primeira edição, o IndieLisboa está de regresso. A casa não é a mesma - o São Jorge foi substituido pelo cinema King e pelo Forum Lisboa - mas o espirito de divulgar as obras de um cinema independente nacional e internacional mantem-se. A abrir o certame temos o documentário galardoado com o óscar, Born Into Brothels.
O festival decorrerá até ao próximo 1 de Maio. Serão exibidos 130 filmes, mais 51 que na edição anterior. Festival virado para as curtas e para o documentário, com espaço também para as longas-metragens obviamente, o IndieLisboa promete tornar-se uma referência no panorama nacional de festivais de cinema. A prova de que em Portugal ainda há quem tente mudar um pouco o status quo existente.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:52 PM | Comentários (2)
Milos Forman filma Goya
Depois de se ter celebrizado com One Flew Over the Cuckoos Nest e Amadeus, o realizador checo Milos Forman está de regresso aos seus biopics históricos. Desta vez o projecto centra-se em Goya, o mais aclamado pintor espanhol do século XIX. O filme contaria com Javier Bardem e Natalie Portman no elenco e contaria um episódio da vida do pintor, quando a sua jovem musa é acusada de heresia por um importante membro da Inquisição espanhola. Resta saber que actor encarnará o pintor. O filme deverá ser rodado no final do ano tendo a estreia apontada para 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:42 PM
Mais dois nomes para o elenco de The Da Vinci Code
Depois da hipótese de Christopher Ecclestone viver Silas ter sido levantada na terça-feira, agora é a vez de mais dois nomes terem surgido na lista de actores do próximo filme de Ron Howard.
Ian McKellan irá viver, ao que tudo indica, Sir Teabing, a complexa personagem que servirá de ponte entre Harry Landgon, o heroi de Dan Brown vivido por Tom Hanks, e o Santo Graal. Por outro lado, Alfred Molina será Aringarosa, o bispo que despoletará todo o processo que é narrado no maior best-seller dos últimos anos.
O filme tem estreia agendada para 19 de Maio de 2006 e ameaça tornar-se num dos grandes sucessos comerciais do próximo ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:37 AM
abril 20, 2005
Cannes 2005 - Anunciados os concorrentes
O Festival de Cannes está já aí à porta e hoje foram finalmente anunciados os filmes que vão concorrer à prestigiada Palma de Ouro. Depois de no ano passado o juri presidido por Quentin Tarantino ter atribuido ao polémico Farheneith 9/11 o prémio, este ano a disputa promete ser bem mais acesa. É que os meninos bonitos da Cote-D´Azur estão de regresso.

E por meninos bonitos entenda-se o leque de realizadores que têm angariado mais apoiantes em Cannes nos últimos anos. Gus van Sant (vencedor com Elephant há dois anos) traz Last Days, a sua incursão pelo universo musical do grunge com um Michael Pitt a reencarnar, sem o fazer, o vocalista dos Nirvana, Kurt Cobain.
Por sua vez Lars von Trier, que viu o seu Dogville derrotado por Elephant em 2003, traz o seu segundo filme sobre os Estados Unidos. Saiu Kidman, entrou Bryce Dallas Howard mas Manderley ameaça ser um dos mais fortes candidatos ao trofeu final.
Quem está também de regresso é David Cronenberg. Um dos realizadores alternativos mais amados pelo mundo fora traz A History of Violence, um drama profundo com o ex-Aragorn, Viggo Mortensen, a encabeçar o elenco.
E para além destes três fortissimos concorrentes há ainda Win Wenders - que traz Don’t Come Knockin - Jim Jarmush com o seu Broken Flowers, e ainda Where The Truth Lies, o novo filme de Atom Egoyan.

Entre as surpresas nos escolhidos contam-se Sin City, o filme pulp de Robert Rodriguez, The Three Burials Of Melquiades Estrada um filme de Tommy Lee Jones e ainda Free Zone, filme de Amos Gitai.
Note-se que, ao contrário do ano passado, o cinema asiático não tem um declarado candidato à vitória. Apesar de na categoria de competição encontrar-mos cinco filmes orientais, nenhum deles parece ter o mesmo peso que teve, por exemplo, 2046 ou Oldboy no ano transacto. Também a América do Sul não tem um candidato com o mesmo peso de Diarios de Motocicleta. E por fim, nem o cinema documental nem o cinema animado, cuja presença fez furor no último certame, acabaram por ser contemplados nos filmes eleitos para disputar a Palma de Ouro.

Em relação às restantes categorias, destaque-se a presença de The Revenge of the Sith, o último episódio da saga Star Wars, bem como do novo filme de Woody Allen de nome Match Point.
Na secção de Un Certain Regard não há filmes portugueses - o ano passado passou por lá Noite Escura - mas há duas produções brasileiras e uma serie de estreia no certame de jovens realizadores vindos dos quatro cantos do mundo.
Novidade é também a presença do indie Alexander Payne no juri do Festival, este ano liderado por Emir Kusturica.
Chromophobia, o filme de Martha Fiennes (mais uma do clã Fiennes), vai encerrar o certame a 22 de Maio. A abertura ficará a cargo de Lemming, filme de Dominique Moll. O festival arranca no dia 11 de Maio.
COMPETIÇÃO
Lemming – Dominik Moll
Sin City - Roberto Rodriguez and Frank Miller
Last Days - Gus Van Sant
Manderlay - Lars von Trier
Where The Truth Lies - Atom Egoyan
Once You’re Born You Can No Longer Hide - Marco Tullio Giordana
Hidden - Michael Haneke
A History Of Violence - David Cronenberg
The Best Of Our Times – Hou Hsiao-Hsien
Election - Johnny To
Broken Flowers - Jim Jarmusch
The Three Burials Of Melquiades Estrada – Tommy Lee Jones
Bashing - Kobayashi Masahiro
Batalla En El Cielo – Carlos Reygadas
Kilometre Zero – Hiner Saleem
Shanghai Dreams – Wang Xiaoshuai
Peindre Or Faire L’Amour – Arnaud and Jean-Marie Larrieu
The Child - The Dardenne Brothers
Don’t Come Knockin’ - Wim Wenders
Free Zone – Amos Gitai
UN CERTAIN REGARD
Sangre de Amat Escalante (México)
Cinema, Aspirinas E Urubus de Marcelo Gomes (Brasil)
Schlafer de Benjamin Heisenberg (Aústria)
Falscher Bekenner de Christoph Hochhausler (Alemanha)
Down In The Valley de David Jacobson (EUA)
Tawa Dura Yanna de Vimukthi Jayasundara (Sri Lanka)
Voksne Mennesker de Dagur Kari (Dinamarca)
Yek Shab de Niki Karimi (Irão)
Hwal de Kim Ki-duk (Coreia do Sul)
Jewboy de Tony Kravitz (Austrália)
Cidade Baixa de Sergio Machado (Brasil)
The King de James Marsh (EUA)
Johanna de Kornel Mundruzco (Hungary)
Umoregi de Kohei Oguri (Japão)
Moartea Domnului Lazarescu de Cristi Puiu (Roménia)
Yellow Fella de Ivan Sen (Austrália)
Nordeste de Juan Solanas (Argentina)
Delwende de S. Pierre Yameogo (Alemanha)
Le Temps Qui Reste, dir : Francois Ozon (França)
Le Filmeur de Alain Cavalier (França)
Zim And Co. de Pierre Jolivet (França)
Fora de Competição
Chromophobia - Martha Fiennes (Filme de Encerramento)
Star Wars: Episode III – Revenge Of The Sith - George Lucas
Matchpoint - Woody Allen
Merry Christmas - Christian Carion
Sessões da Meia-Noite, Fora de Competição
Kiss, Kiss, Bang, Bang - Shane Black
A Bitter Sweet Life - Kim Jee-woon
Midnight Movies From The Margin To The Mainstream - Stuart Samuels
Land Of The Dead (amostra de 20 minutos), George Romero
Visionamentos Especiais, Fora de Competição
C’est Pas Tout A Fait La Vie Don’t J’Avais Reve - Michel Piccoli
Crossing The Bridge - Fatih Akin
The Power Of Nightmares - Adam Curtis
Pour Un Seul De Mes Deux Yeux - Avi Mograbi
Les Artistes Du Theatre Brule - Rithy Panh
Princess Raccoon - Seijun Suzuki
Cindy (curta- metragem) - Bertrand Bonello
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:05 PM | Comentários (2)
O Que Estreia Por Cá - Heil Ganz!
Quem o viu diz que ele é assombroso. Os tiques, os traços faciais, o sotaque, a pose. Tudo em Bruno Ganz transpira Adolf Hitler em Der Untergang.
Oliver Hirschbiegel traz as últimas horas do ditador do século XX...

Retratar Adolf Hitler é sempre uma tarefa temerária. Retratar o ditador alemão como um ser humano nas suas últimas horas ainda é mais arrojado. Olivier Hirschbiegel fez tudo isso e muito mais em Der Untergang. Inspirado no diário da secretária particular de Hitler, que viveu com o ditador nazi as suas últimas horas, Der Untergang é acima de tudo um filme de uma intensidade dramática centrada no desempenho de Bruno Ganz. O actor-fetiche de Win Wenders - que este ano está de regresso com mais um filme a concorrer em Cannes - é Adolf Hitler. Não o encarna. Simplesmente, vive-o. E é nessa performance de decadência, mas ao mesmo tempo, de arrogância que pautou toda a vida do ditador nazi, que Ganz encontra os seus maiores trunfos. E para ver o maior desempenho do cinema europeu dos últimos anos - só Bardem o poderá impedir - vale bem a pena ver Der Untergang.

Mais quatro filmes têm estreia agendada para esta semana em Portugal.
Sahara foi comparado a Indiana Jones. Talvez seja demasiado arrojado mas os estilos de ambos os filmes apresentam semelhanças. Mesmo assim Matthew McConaughey e Penélope Cruz apresentam uma aventura cheia de acção e humor com o maior deserto do mundo como pano de fundo. Um filme da autoria de Breck Eisner.

Hostage marca o regresso de Bruce Willis aos filmes de acção. Marcando algum paralelismo com os filmes Die Hard, este Hostage de Florent Emilio Siri lida com a eterna questão do sentimento de culpa, desta vez transferida para um negociador de refens que deixa a grande cidade por uma pacata vila para esquecer a sua última negociação. Mas lá vai ter de se reencontrar com os seus fantasmas quando três jovens decidem partir para um assalto cujo resultado final é incerto.

Casa de los Babys é um drama à volta de seis mulheres norte-americanas que viajam até ao México para adoptar uma criança. Durante o periodo de espera vão-se conhecendo melhor e discutindo a problemática da adopção e da maternidade. Um filme imensamente feminino, dirigido por John Sayles e com Marcia Gay Harden, Mary Steenbergen, Maggie Gyllenahall, entre outras.

Pinochio 3000 é a adaptação futurista de um dos mais conhecidos contos infantis. Desta vez Pinochio é um robot que quer ser um menino e vive no ano 3000. Mais humoristico do que propriamente fiel à narrativa, este filme é dirigido por Daniel Robichaud.

O Hollywood Recomenda - Pelo passado que é preciso não esquecer. Pelo talento de Ganz. Pela natureza do filme. A escolha é Der Untergang.
O Hollywood Desaconselha - Este filme é o oposto do filme recomendado. Não tem um argumento sólido, vive de um imaginário que tem andado orfão e tem um elenco extremamente pobre. Sahara não desperta a minima vontade de ser visto.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:36 AM | Comentários (2)
abril 19, 2005
Jodie, Clive e Denzel
Spike Lee avança com a produção do seu novo filme, The Inside Man, e já tem o elenco practicamente definido. Para além de Denzel Washington, o actor com quem mais tem vindo a trabalhar, o realizador nova-iorquino vai ainda contar com Clive Owen e Jodie Foster, que desta forma regressa a uma produção de destaque em Hollywood.
O filme ainda não tem um guião muito definido mas tudo aponta para que seja desenhado à volta de lutas de bastidores no meio juridico. E com Spike Lee a assinar, espera-se alguma polémica no tratamento da história, aliás, como lhe é habitual.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:31 PM | Comentários (2)
Silas encontrado
O The Mirror avança que Ron Howard e Brian Gazer, os produtores da adaptação de The Da Vinci Code ao cinema, já encontraram o seu Silas. Trata-se do actor britânico Christopher Ecclestone, conhecido pelo seu papel na serie televisiva Doctor Who.
Depois de Tom Hanks, Jean Reno e Audrey Tatou já terem sido confirmados nos principais papeis, chega a vez de Ecclestone se juntar ao elenco de uma das mais ambiciosas produções de 2006. O actor vai utilizar uma longa peruca branca para a encarnação da sua personagem, o albino assassino que dá pelo nome de Silas, ser o mais fiel possivel à descrição de Dan Brown.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:56 PM | Comentários (1)
abril 18, 2005
Olhem para o Cobain de van Sant
Gus van Sant está de regresso após o sucesso que foi Elephant. O polémico realizador decidiu pegar em Michael Pitt e moldá-lo como uma reencarnação de Kurt Cobain.
O filme Last Days não se assume como uma biografia do vocalista dos Nirvana, que se suicidou em 1994, mas quer passar lá por perto. O visual de Pitt, a história da banda que tem grandes semelhanças com a da própria banda de Kobain, e a paixão de van Sant pelo grunge espelham bem as semelhanças entre ambos os casos. Por isso vale a pena ver as primeiras imagens de Cobain/Pitt num filme que vai a Cannes. E da última vez que lá foi, van Sant saiu com a Palma de Ouro. Por isso vale a pena ver as primeiras imagens do filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:23 AM | Comentários (1)
Imagens de Superman Returns
O site BrandonRouth.com publicou hoje um video com os primeiros momentos das filmagens de Superman Returns. O filme está a ser rodado por Bryan Singer na Austrália e volta a pegar nas aventuras do Homem de Aço, vivido agora pelo actor Brandon Routh. O filme conta ainda com Kate Bosworth e Kevin Spacey e tem estreia agendada para o final do ano.
As primeiras imagens podem ser vistas aqui.
Entretanto foi divulgado um primeiro poster do filme, poster que ainda não teve uma confirmação oficial mas que se assemelha em muito ao design dos primeiros filmes da saga.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:17 AM | Comentários (2)
abril 17, 2005
Último trailer de Kindgom of Heaven online
Foi hoje colocado online o último dos vários trailers de Kingdom of Heaven, o épico histórico rodado na era das cruzadas que marca o regresso de Ridley Scott a um genero onde já deu provas de todo o seu valor.
Com Orlando Bloom a liderar um elenco de estrelas, Kindgom of Heaven recupera a imagem do ideal de cavalaria e do seu conflito com os interesses dos poderosos, isto em pleno ambiente de guerra santa. Um filme com estreia agendada para 5 de Maio em Portugal e cujo último trailer está aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:11 PM | Comentários (1)
abril 16, 2005
Mel Gibson prepara filme sobre João Paulo II
Depois do rumor que o próximo filme religioso de Mel Gibson seria sobre os milagres de Fátima, eis que a morte de João Paulo II pode ter alterado as regras do jogo.
Gibson, ultra-católico fervoroso, não perdeu tempo e fez com que uma equipa da sua produtora, a Icon Films, estivesse presente em Roma durante os dias que se seguiram à morte do Papa, captando imagens da multidão e da cidade. Resta saber se essas imagens terão como destino um eventual filme sobre o primeiro Papa polaco.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:25 AM | Comentários (1)
abril 15, 2005
Will Smith quer remake de The Bridge over the River Kwai
O actor Will Smith está preparado para produzir um remake do filme de David Lean, o grande vencedor dos óscares em 1957. The Bridge over the River Kwai é a história de um esquadrão de soldados britânicos, capturados por japoneses que acabam por ajudar a construir uma ponte para ajudar ao transporte de soldados japoneses.
Na altura o filme tinha Alec Guiness e William Holden nos principais papeis. Agora Will Smith quer transformar o filme numa versão moderna da história. O rumor lançado pela Empire não confirma se Smith vai realizar, para além de produzir e entrar no elenco do filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:19 AM | Comentários (4)
Novo poster de Batman Begins
Foi hoje divulgado mais um poster de Batman Begins. A imagem utilizada já tinha sido divulgada pela Warner Bros à vários meses e agora dá lugar ao quinto poster do filme de Christopher Nolan.
A estreia ocorrerá apenas no Verão e por isso é natural que até lá surjam mais trabalhos dos directores artisticos bem como novos trailers. Entretanto a polémica à volta das declarações de Christian Bale continua já que a Warner nega que pretenda vir a fazer filmes com o Homem-Morcego e o Super-Homem. Até a confirmação oficial, serão os rumores a contar mais uma história dos bastidores de Hollywood.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:51 AM
abril 14, 2005
1 ANO DE HOLLYWOOD
Parece que não mas o Hollywood tem um ano. A partir de hoje!
Quem diria que um projecto pessoal, começado praticamente do nada, se tornaria no que o Hollywood é hoje. Um local de referência para os amantes de cinema e um dos espaços mais visitados da blogosfera.
Ao longo destes últimos 365 dias por aqui houve um pouco de tudo. Tivemos várias biografias recheadas de fotos apeteciveis e textos informativos. Fizemos a critica dos melhores e dos piores filmes do último ano. Abrimos espaço ao mercado de dvd´s, ao universo dos trailers, abrimos as portas aos nossos leitores e nunca nos esquecemos da história do cinema. Isto para além da coroa de glória que foi a cobertura aos óscares 2004, uma noite em directo como mais nenhum blog conseguiu.
Também fundamos a ABCine, juntamente com muitos outros blogs que preenchem a cine-blogosfera. E por isso houve os Lumiere, os primeiros prémios de cinema de uma academia de blogs. E claro, antes disso houve os Hollywood Film Awards, ou o coroar dos melhores do ano.
Tivemos polémicas, discussões e tudo o que um blog tem. Mas também tivemos um espaço para as estreias e sempre noticias, sempre, a um ritmo diário e avassalador.
Em termos de números bateram-se todos os recordes. Num ano houve praticamente 30 000 visitante (faltam mil). Somos um dos 50 blogs mais lidos do país diariamente, e um dos mais lidos e respeitados na nossa área. Tudo isto, fruto de um incansável trabalho.
Por isso a sensação de se cumprir um ano de Hollywood é tremendamente positiva. Não posso deixar de agradecer ao público que faz deste espaço um local de visita obrigatória como não posso deixar de agradecer a todos os que apoiaram a existência deste blog. Um abraço especial para os meus colegas da ABCine, especialmente para o Tiago e o Gustavo, companheiro do oscarwatching mais bem feito em Portugal. Mas acima de tudo, vai um grande abraço ao JB Martins, sem o qual não haveria certamente Hollywood. A ele fica aqui uma palavra especial. A todos vocês fica o desejo de estar aqui no próximo ano, a repetir tudo o que de bom aconteceu com o Hollywood nos últimos 12 meses. Isso sim, seria uma grande prenda.
Miguel Lourenço Pereira
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:02 AM | Comentários (5)
Acabam as Sedutoras de Inverno
Acabou a rúbrica Sedutoras de Inverno. Durante o último mês e meio desfilaram pelo Hollywood trinta das mais belas e talentosas actrizes da actualidade. Da diva Nicole Kidman à sensual Emmanuelle Beart, foram várias as biografias e imagens que fizeram do Hollywood um espaço mais bonito de se visitar. A próxima, e última rúbrica de biografias do Hollywood, para fechar um ciclo, terá lugar em Junho e dará pelo nome de Estilo de Primavera, onde trinta dos mais promissores actores de Hollywood darão a cara. Ate lá, fiquem mais uma vez com as trinta sedutoras que o Hollywood escolheu para este Inverno.
Alisson Hannigan
Bridgitte Moynahan
Cameron Diaz
Cate Blanchett
Chaterine Zeta-Jones
Daryl Hannah
Denise Richards
Elizabeth Hurley
Emmanuelle Beart
Eva Mendes
Jennifer Connely
Jennifer Garner
Jodie Foster
Julia Roberts
Julliane Moore
Kate Beckinsale
Liv Tyler
Lucy Liu
Milla Jovovich
Minnie Driver
Monica Belluci
Naomi Watts
Natasha Henstridge
Nicole Kidman
Rebeca Romjin-Stamos
Rachel Weizs
Salma Hayek
Sharon Stone
Sophie Marceau
Uma Thurman

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:07 AM
abril 13, 2005
Sedutoras de Inverno : Uma Thurman - O perfume da Noiva
Fez-se com Tarantino e disso não há dúvidas. É ele que lhe consegue retirar todo o seu potencial como actriz dramática. Mas a sua carreira tem vivido de outros papeis interessantes, que fazem dela uma das actrizes mais respeitadas da actualidade...

Nasceu a 29 de Abril de 1979 em Boston, filha de uma modelo sueca e um professor de orientação budista. Cresceu num ambiente extremamente orientalizado, com visitas regulares do Dalai Lama a sua casa. Desde sempre sonhou em ser actriz e aos 15 anos abandonou a escola onde estava para prosseguir o seu sonho em Nova Iorque.
O seu primeiro papel no cinema chegaria em 1988, depois de ter feito alguns trabalhos como modelo. Depois de pequenos desempenhos em Johnny Be Good, Kiss Daddy Goodnight e The Adventures of Baron Munchausen chegou o seu primeiro desempenho de destaque. Foi no filme de Stephen Frears, Dangerous Liaisons onde vivia a jovem inocente, que mais tarde se tornará praticamente numa ninfomaniaca, Cecille de Volanges. Com 18 anos Thurman mostrava querer ser actriz a sério, dando um notável desempenho. As cenas de nus, não habituais em actrizes tão jovens então, ajudaram a fazer dela um sex-symbol. Dois anos depois, ao viver a mulher de Henry Miller em Henry and June, a jovem Uma Thurman voltava a quebrar todas as barreiras e afirmava-se como uma jovem starlett em Hollywood.

O inicio dos anos 90 não lhe correu tão bem como esperava. O seu breve casamento com Gary Oldman verificou ser um fracasso e os filmes em que participou a partir de Henry and June não convenciam nem a critica nem o público. Seria Quentin Tarantino quem voltaria a pegar em Uma Thurman para fazer dela uma estrela. O filme, como todos sabem, era Pulp Fiction e o seu desempenho como Mia Wallace foi de tal forma espantoso que lhe valeu a nomeação ao óscar de melhor actriz secundária, óscar que viria a perder no entanto.
Mesmo assim parecia que a sua carreira estava de novo lançada. Seguiram-se prestações em blockbusters como Batman and Robin, a tentativa falhada de Joel Schumacher em dar vida ao Homem-Morcego, e em The Avengers, a adaptação de uma popular serie britânica dos anos 60 que acabaria por se revelar um fracasso total.
Em 1997, Uma conheceria Ethan Hawke nas filmagens de Gattaca, um thriller de sci-fi. O casal apaixonou-se e casou de imediato, estando agora num processo conturbado de divórcio. O filme foi aplaudido por uma pequena franja de espectadores e foi preciso Woody Allen - em Sweet and Lowdown - e Richard Linklater - em Tape - para voltarem a colocar Uma no mapa.

Com o início do novo milénio a carreira de Uma ganhou nova vida. Primeiro foi o Globo de Ouro em televisão pelo seu desempenho em Histerical Blindness. E depois foi o recuperar da colaboração com Quentin Tarantino em Kill Bill. Ajudando a compor a essência da sua personagem, The Bride, Uma Thurman ganhou especial destaque neste filme dividido em dois que dividiu também opiniões, mas que valeu em dois anos consecutivos a nomeação de Uma ao Globo de Ouro como melhor actriz dramática. Nenhuma resultou em vitória ou em nomeações aos óscares, mas Kill Bill tornou-se num marco da filmografia recente.
Para os próximos anos, Uma Thurman vai estar envolvida em vários projectos que vão desde Be Cool, já estreado, a Prime - a estrear este ano - até The Producers, adaptação do musical da Broadway ao cinema e cuja estreia está agendada para o final de 2005.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:23 PM
O Que Estreia Por Cá - Traduzir um crime...
Sidney Pollack, esse mitico realizador, regressa em grande com mais um trilher intenso. Nicole e Sean estão lá. A dinâmica narrativa também. Há ainda uns pingos de paixão no ar. Agora, alguém traduza isto em cinema...

The Interpreter é a grande estreia da semana e, potencialmente, um dos filmes mais apeteciveis de 2005. O regressado Sidney Pollack monta um ambiente de grande suspense e tensão à volta de uma tradutora que descobre que alguém planeia um atentado a um lider de um país africano. Mas quem acredita nela? Será que o inspector Penn salvará a bela tradutora Kidman? E porque será que o filme tem estreia agendada para tão cedo se poderia ser um filme perfeitamente oscarizável? Questões que se colocam e que devem ser respondidas na escuridão da sala de cinema, esta semana, num cinema perto de si.

Esta semana há ainda mais quatro estreias nas salas de cinema.
Gegen Die Wand foi o grande vencedor dos prémios europeus de cinema em 2004. Assinado pelo turco Fatith Akin, rodado na Alemanha, terra de adopção do realizador e de uma imensa comunidade turca, este filme fala sobre a problemático dos casamentos por conveniência, ainda muito comuns na comunidade turca. Mas a verdade é que, por mais conveniência que exista, quando os ciumes começam a vir ao de cima, tudo pode acontecer. Gegen Die Wand também foi o grande vencedor do último Festival de Berlim.

Flight of the Phoenix marca o regresso de Dennis Quaid aos filmes de acção, desta feita sob a direcção de John Moore. Quando um avião se despenha num deserto, aos sobreviventes pouco resta do que tentar sair da imensidão de areia que os rodeia. Mas como? A resposta pode estar no próprio avião despenhado, um verdadeiro renascer da Fénix.

Se um era mau, que dizer de dois? Sandra Bullock regressa como Gracie Hart, a agente do FBI que batia todas as misses em Miss Congeniality. Agora a agente está de volta, tem companhia, e tem por missão tornar-se na cara de uma nova imagem que os directores do FBI querem dar da instituição. Mas com ela os problemas nunca deixam de surgir. Miss Congeniality 2 : Armed and Fabulous é dirigido por John Pasquin.

O cinema português está de regresso com Luis Fonseca e o seu mais recente trabalho, Antes Que o Tempo Mude.
Com uma história sobre amor, solidão e redenção, Luis Fonseca conquistou o prémio da critica do festival indie de Buenos Aires. O elenco conta com Monica Calle e Mónica Garnel.

O Hollywood Recomenda - Não fosse ele um dos mais consagrados realizadores dos últimos trinta anos. Pollack está de volta e isso é sempre motivo de regojizo. Além do mais, The Interpreter promete surpreender pela positiva.
O Hollywood Desaconselha - Só a ideia de que Sandra Bullock poderia ter sido Maggie Fitzegerald em Million Dollar Baby já assusta. Porque Bullock não se consegue livrar destas imagens confusas de comédias que não o são na sua plenitude. Um erro de casting este tipo de filmes.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:49 AM
Superman vs Batman
Este é um rumor que já tem alguns anos, mas agora parece ganhar cada vez mais consistência. Tudo isto porque Christian Bale, o actor que encarnará o Homem-Morcego em Batman Begins, confessou a um fã que tem contracto para fazer três filmes como Batman e uma clausula para fazer um filme contra Brandon Routh, o novo Superman.
O facto de ambas as series estarem a ser lançadas este ano com novos actores pode reforçar a ideia que, mais tarde ou mais cedo, os dois maiores herois da banda desenhada americana podem vir mesmo a encontrar-se. Os rumores adiantam ainda que caberia a Wolfgan Peterson a dirigir o filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:33 AM | Comentários (4)
abril 12, 2005
Sedutoras de Inverno : Sophie Marceau - Belle tout les jours
Uma das grandes actrizes dos últimos anos, ela é um dos porta-estandarte da mais talentosa e bela geração de estrelas do cinema francês. Uma carreira já bastante longa mas que promete continuar por muitos anos ainda...

Sophie Marceau faz filmes há vinte e cinco anos mas poucos são os que o sabem. A verdade é que a 17 de Novembro de 1966, quando nasceu, poucos pensariam num futuro como estrela da sétima arte para a jovem Sophie Maupu, que mais tarde mudaria o último nome para Marceau.
De origem humilde, foi aos 14 anos que a jovem deu os primeiros passos no cinema. Foi escolhida no casting para La Boum, filme de Claude Pinoteau sobre jovens adolescentes e as suas relações. O filme foi um dos maiores sucessos do ano e dois anos depois ela voltava ao seu papel inicial na sequela, algo pouco comum em França à época.
Durante a década de 80, e logo após ter sido eleita a actriz revelação do ano em Cannes com La Boum II, Marceau tornou-se numa das mais populares e bem pagas actrizes francesas, juntando-se a outra estrela da sua geração, Emmanuelle Beart.
Ao longo da década fez papeis extremamente populares e apreciados pela critica como L´Amour Braque ou Chouans!.

O inicio dos anos 90 foi feito com o pé direito em papeis muito bem conseguidos como La Note Bleue, Fanfan e La Fille de D´Artagnan.
O grande salto na sua carreira seria dado em 1995 quando entrou ao lado de Mel Gibson no filme Bravearth. Dirigido pelo australiano, o filme foi um sucesso retumbante arrecando vários óscares e dando uma maior projecção à actriz fora de França. No entanto Hollywood nunca foi muito o seu palco de eleição. Em 1997, Marceau voltaria a estar em destaque em Anna Karenina, filme adaptado da obra imortal de Tolstoi. Mais uma vez o pública e a critica renderam-se ao seu trabalho, tal como aconteceria anos mais tarde com A Midsummer Night's Dream.
Seria no entanto a sua presença como vilã em The World is Not Enough, mais uma aventura de James Bond, que voltaria a traze-la para as bocas do mundo. Uma mudança na sua carreira, até então pautada por trabalhos mais independentes e dramáticos.

Desde aí que a sua carreira tem conhecido alguns desenvolvimentos interessantes. Fez La Fidelité para o seu marido de então, o realizador Andrzej Zulawski, filme onde se despiu de todos os preconceitos apenas por ser um trabalho com o marido. Seguiram-se desempemhos em Alex and Emma e Belphégor - Le fantôme du Louvre. Nos últimos três anos o nascimento do seu segundo filho tem levado a que faça filmes com menos regularidade. Mesmo assim anualmente há um trabalho de Marceau nas salas de cinema. Este ano foi Anthony Zimmer.
Próxima Sedutora de Inverno - Uma Thurman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:21 PM
Be Cool - Assumidamente numa boa!
Não é tão intensamente cool como Get Short. Não tem momentos tão subtis como as aventuras de Danny Ocean. Mas mesmo assim é um filme imaginativo, com muito estilo e com personagens tão ridiculas que não nos fazem parar de rir...
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Chili Palmer está de regresso. Só isso já é noticia que mereça um filme, até porque John Travolta - ressuscitado em Pulp Fiction - construiu pouco depois uma das personagens com mais estilo dos últimos anos na indústria cinematográfica. Agora Palmer vai trocar o mundo do cinema pelo mundo da música, ou melhor, o universo MTV já que tudo neste filme transpira um pouco a MTV. Não é só a gala final. É a personagem de Christina Millian - e a própria - é o concerto dos Aerosmith, a banda hip-hop, o produtor que veio do nada para se tornar numa grande influência musical. Enfim, tudo transpira mais a MTV Generation do que ao universo discográfico. E isso contribui para dar mais charme e estilo a Palmer, que aparece um pouco deslocado de tudo isto. Um ponto a favor do filme claramente que tem outros aspectos bastantes positivos.

O principal passa pelos desempenhos. Ninguém aqui está a actuar para o óscar. A ordem é para cada um fazer algo completamente hilariante com a sua personagem. E a grande maioria consegui-o. O mais bem sucedido - de forma muito surpreendente - acabou mesmo por ser The Rock, que inventa um guarda-costas gay com pretensões a actor de forma absolutamente notável. Mas nesta galeria de personagens estupidamente divertidas ele não está só. Vince Vaughn, a encarar um agente com pretensões a ser negro, é também extremamente divertido, num registo habitual neste versátil actor da troup de Ben Stiller. Cedric the Entertainer e Benjamin Andre são também boas surpresas.
Num registo diferente estão Harvey Keitel e Uma Thurman. Nenhum deles chega a convencer. Thurman tenta pegar um pouco no estilo que traz do universo tarantiniano mas nunca consegue. Keitel exagera por vezes no seu registo sério-humoristico e acaba por perder o comboio para os restantes actores.

Os gags são bem conseguidos - não tanto como no primeiro filme é certo - o ritmo está bem pautado e a história tem interesse. Mas houve algo que suscitou a atenção à volta de Be Cool. A famosa dança de John Travolta e Uma Thurman, uma especie de revisitação do espirito cool de Pulp Fiction, dez anos depois. Mas apesar do ritmo ao som dos Black Eyed Peas e Sergio Mendes não ser mau, o clima está muito longe de ser o mesmo. Aliás há uma notória falta de clima entre Travolta e Uma, algo de que se esperava exactamente o oposto. Se nesse ponto tudo tivesse acontecido como se esperava, o filme teria sido um dos mais interessantes de 2005. Como não aconteceu fica na memória uma história hilariante e muito cool, mas que no final acaba por revelar pouco substracto.
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O Melhor - The Rock e Vince Vaughn. Estão imparáveis na criação das suas divertidissimas personagens. Os únicos que conseguem suplantar Travolta.
O Pior - A falta de quimica entre Travolta e Uma, aliados á notória falta de ambição do filme fazem com que ele nunca saia de um registo mediano.
Curiosidade - Para os amantes de Get Short, o filme tem todos os condimentos para recordar velhos tempos. Não só Danny de Vitto num pequeno cameo, como o poster do filme que Palmer produzia em Get Short, mas também a critica ás sequelas, exactamente o que Be Cool é.
Site Oficial - movies.about.com/od/becool
Realizador - F. Gary Gray
Elenco - John Travolta, Uma Thurman, The Rock, ...
Produtora - MGM
Classificação - m/12
Duração - 118 m
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:28 AM | Comentários (4)
abril 11, 2005
Sedutoras de Inverno : Sharon Stone - Aquele descruzar...
Não queria que a cena fizesse parte do filme. Mas foi aquele descruzar de pernas que a tornou num autêntico mito. Felizmente a sua carreira é mais do que isso, mas Stone entrou na história do cinema graças apenas a uma cena...

É conhecida a história. Sharon Stone sabia que Paul Verhoven, o seu realizador em Basic Instint, iria querer uma pose extremamente erótica do seu descruzar de pernas. Mas nunca imaginou que o que o realizador quisesse foi o que acabou por encontrar na sala de montagem. Uma imagem com total exposição do seu sexo. Foi então que armou uma enorme confusão na sala de montagem, exigindo ao editor e ao realizador que aquilo não estava no argumento e que não permitiria ser exposta assim. Verhoven tentou acalma-la dizendo-lhe apenas que aquela cena a tornaria um mito. E tornou. Stone não queria a cena porque achava que isso lhe custaria o óscar, como veio a acontecer. Mas as previsões do seu realizador tornaram-se verdade e ela passou imediatamente a ser um verdadeiro mito de sensualidade e erotismo.

A história de Sharon Stone começa bem antes de 1992.
Nascida a 10 de Março de 1958 em Meadvilla no estado norte-americano da Pensylvania, Stone sempre deixou crescer uma veia artistica ao longo da sua infância e adolescência. Mas foi a sua beleza que lhe deu o passaporte para seguir uma carreira no cinema, resultado de ter vencido, com apenas 17 anos, o concurso de Miss Pensylvania. A partir daí seria presença regular em anuncios televisivos. A estreia do cinema viria a acontecer em 1980 num filme do conceituado Woody Allen, mas sem direito a qualquer fala. A decada de 80 passaria a fazer filmes de serie B e thrillers eróticos como Bolero, filme onde se despia de preconceitos. Em 1990 teve o seu primeiro papel de destaque ao lado de Arnold Schwarzenegger em Total Recall. Depois viria a posar nua para Playboy, algo pouco comum numa actriz de 32 que procurava afirmar-se no meio pelo seu talento. A edição foi um sucesso e acabou por valer-lhe o papel da sua vida, o de Catherine Tremmell no filme Basic Instint de Paul Verhoven. Não se sabe ainda se foram as ousadas cenas de sexo, se o argumento, se o descruzar de pernas. A verdade é que o filme tornou-se um êxito absoluto ganhando proporções de filme de culto nos anos seguinte. E Stone afirmava-se no meio com uma nomeação aos Globos de Ouro.

A partir daí Stone tentou soltar-se dos papeis de bela mulher fatal que tinham sido a sua imagem de marca nos anos anteriores. Daí Silver e Intersection. Os resultados foram tão fracos que foi preciso a Stone voltar a usar a sua arma principal - o seu corpo - para reencontrar o sucesso em The Quick and the Dead, um notável western, e The Specialist.
Mas seria em 1995 que chegaria o papel da sua vida. Foi pelas mãos de Martin Scorsese e ao lado de Robert de Niro e Joe Pesci em Casino, filme que lhe valeu a segunda nomeação ao Globo e a sua primeira nomeação aos óscares. A partir desse filme todos os que tinham duvidas das suas capacidades como actriz ficaram convencidos.

O final dos anos 90 continuou a bom ritmo com filmes como Les Diaboliques, Last Dance e The Mighty, filme indie que lhe valeu mais uma nomeação ao Globo de Ouro, desta vez como secundária. No final da década, e ao lado de Albert Brooks, a bela actriz voltou a surpreender todos pela sua versatilidade no filme The Muse, que lhe granjeou a quarta nomeação aos Globos de Ouro.
Depois de em 2001 ter sofrido um aneurisma cerebral, Sharon Stone afastou-se um pouco do cinema. Desde então tem-se dedicado mais á sua vida familiar do que à sua carreira. Desde então tem entrado em projectos falhados como Catwoman e Cold Creeck Manor. Talvez com o regresso de Catherine Tremmell em 2005, Stone recupere a sua vitalidade. Isto para além de estar prevista a sua estreia como realizadora em 2006. A verdade é que o facto de no seu BI constar que a sua idade é já 47 e de poucos acreditarem é um facto a ter em conta. Algo que seria o sonho de qualquer mulher.
Próxima Sedutora de Inverno : Sophie Marceau
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:17 AM | Comentários (4)
Spanglish - Como o humor conta uma história séria
James L. Brooks é um daqueles realizadores que sabe gerir bem o seu tempo. Nos últimos vinte anos fez cinco filmes. Cada qual verdadeiramente fascinante. Este último não foge à regra. Num mundo confuso com a sua própria identidade, há ainda quem faça tudo para preservar os seus valores...
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Spanglish é um filme que engana à primeira vista. Para muitos que decidem o que ver pelos trailers que vão antecipando a estreia do filme, este Spanglish não era mais que uma simples comédia de costumes com alguns gags interessantes. Sem qualquer substância que servisse de base a todos os momentos cómicos. Felizmente há filmes - ainda - que não se resumem aos trailers. Este é um desses - felizes - casos.
Spanglish é mais um filme de valores e de questões, do que propriamente uma comédia. O humor é apenas o veiculo escolhido por Brooks para contar uma história. Uma história que marca muito do que está a acontecer neste momento nos Estados Unidos, um país cada vez mais hispanizado, mas onde os hispanicos mais depressa assimilam a cultura local do que mantêm - salvo em guetos localizados - a sua cultura de origem. Este filme fala sobre raizes. Sobre cultura. Sobre valores. Sobre ideias. E sobre a deturpação de tudo isso.

Brooks divide o filme em três actos e espalha as suas personagens de acordo com a forma como quer contar a sua história. Temos o lado definitivamente pró-cultura americano, uma cultura de imediatismo, de dinheiro e valores superficieis, sem limites e regras. É o lado de Tea Leoni, uma actriz extremamente expressiva e de um talento notável. E é também o lado de Shelbie Bruce, a pequena Cristina. Do outro lado da barricada temos Paz Vega, a bela e talentosa actriz espanhola que dá vida a Flor, uma jovem mexicana que é forçada a atravessar a fronteira para poder criar a sua filha depois de ter sido abandonada pelo marido. Mas mesmo vivendo nos EUA, ela não se deixa impressionar pela cultura local, mantendo-se fiel á sua cultura de origem. Pelo meio, numa especie de limbo de indecisões anda a mais interessante - e mais bem interpretada - personagem do filme. O dono da casa, cozinheiro reputada, interpretado por Adam Sandler de uma forma excelente, é o elo de ligação entre os dois lados. É o que vive numa margem mas sonha com a outra. É o que faz a ponte entre o que é e o que devia ser. E no final, é também o que mais perde com tudo o que se passa. Por nunca ter decidido de que lado ficar, passeando por entre as duas margens numa suprema indecisão.

Sem desvendar muito do filme - não é apanágio do Hollywood tirar esse prazer aos cinéfilos que por aqui passam - fica a ideia de que, apesar de alguns dos leit motiv não estarem tão bem enquadrados no filme como poderiam estar - há também uma ou outra personagem que pedia bem mais empenho na concepção do argumento - o resultado final é bastante agradável. Spanglish é um filme enternecedor porque é um filme sobre o futuro. E também sobre o passado. Ou melhor, sobre um futuro com os olhos sempre presentes no passado. A narração, todos os motivos porque a história se vai desenrolando, apontam forçasamente para uma ideia de futuro. Um futuro onde as diferentes culturas se mantenham lado a lado, sem que uma engula a outra. Um futuro onde os valores de cada cultura sejam respeitados dentro e fora dela. Um futuro onde as pessoas sintam que não há nada global. Não há nada generalizado. Há muitas especificidades que têm de ser respeitadas. E é a fusão de tudo isso, o tal spanglish de que o titulo fala, que permanece, do principio ao fim, na ideia base do filme. É essa a ideia base, curiosamente, da personagem de Sandler. Mas ele estava demasiado avançado para o seu tempo. E como esta é uma história para se projector no futuro, ainda vamos ter de esperar alguns anos para ver-mos esta realidade tornar-se real.
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O Melhor - A ideia por detrás do filme é realmente muito bem conseguida. A história é bem desenvolvida, mas a ideia base é fundamental para fazer deste, um dos filmes mais interessantes do momento.
O Pior - Muitas vezes as ideias por detrás dos motivos apresentados por Flor, a personagem da belissima Paz Vega, não pegam tão bem como deveria acontecer.
Curiosidade - Apesar de ter apenas uma fala é impossivel não reconhecer Thomas Haden Church como o agente imobiliário que cativa Tea Leoni. Um reflexo ainda de uma carreira que não tinha arrancado graças ao boom da sua performance como Jack em Sideways.
Site Oficial - www.sonypictures.com/movies/spanglish
Realizador - James L. Brooks
Elenco - Adam Sandler, Paz Vega, Tea Leoni, ...
Produtora - Columbia Pictures
Duração - 130 m
Classificação - m/12
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:51 AM | Comentários (1)
abril 10, 2005
Sedutoras de Inverno : Salma Hayek - Que viva el Mexico!
Produto das novelas mexicanas a verdade é que o seu talento tem vindo a despontar à medida que os anos passam. Sem receio de encarnar as mais diversas personagens, a sua carreira mostra-se extremamente promissora.

Conta-se que Salma Hayek, quando soube da exposição e da natureza das suas cenas de sexo com Antonio Banderas em Desperado, chorou, tremeu e pensou em desistir de ser actriz. Mas algo dentro dela convenceu-a a continuar em frente. E foi aí que se percebeu que havia algo nela que a destinava a grandes feitos.
Tudo começara anos antes, a 2 de Setembro de 1966 em Vera Cruz no México. Salma Hayek nascia numa época de expansão do México. A sua mãe era cantora de ópera. O pai era um empresário libanes de sucesso. A sua vida correu bem desde os primeiros minutos e foi ao ver cinema que descobriu que queria fazer cinema. Por isso trabalhou desde cedo para alcançar o seu sonho. Em 1989 a sua estreia na televisão mexicana marcaria o primeiro passo da carreira de uma das mais bem sucedidas actrizes mexicanas de sempre.
O seu primeiro filme chegaria em 1992, quando já era vista como uma estrela nacional no México. Mas Hollywood era outra conversa e durante bastante foi dificil arranjar trabalho. Os seus primeiros filmes não passaram á história e foi preciso um americano de origem mexicana, o realizador Robert Rodriguez, para a aproveitar em toda a plenitude. Desperado marcou o inicio da sua carreira, não só como actriz, mas também como sex-bomb latina da década de 90.

Seguiu-se então um final de anos 90 extremamente positivos para a sua carreira. Voltou a trabalhar com Rodriguez em From Dust Till Dawn e começou a ganhar destaque no mercado norte-americano com papeis em filmes como Fools Rush In, 54, Breaking Up e Dogma. Em 1999 aparecia ao lado de Will Smith e Kevin Kline no filme Wild Wild West e confirmava-se como a actriz latina de eleição em Hollywood. Mesmo a sua recem criada produtora tinha sucesso, produzindo o candidato mexicano ao óscar de filme estrangeiro em 1999, filme que estaria igualmente em Cannes e outros festivais de cinema.
Em 2002 o destaque chegaria com Frida. Interpretar uma heroina mexicana era um desejo antigo da jovem actriz que se transformou por completo na pintora conseguindo um desempenho verdadeiramente arrebatador, o que lhe acabou por valer a nomeação ao óscar de melhor actriz, uma área normalmente vedada a hispanicos.

Aproveitando a máre, Hayek estreou-se no ano seguinte como realizadora do filme The Maldonado Miracle que fez furor em Sundance. No final desse ano a actriz voltaria a viver a mesma personagem que a tinha lançado para a fama na continuação de Desperado, o filme Once Upon a Time In Mexico. Já este ano a actriz assinou participações em After the Sunset e Ask the Dust, estando preparada para entrar no primeiro filme furor latino, um filme que junta as duas sex-symbols da comunidade latina em Hollywood, Salma Hayek e Penelope Cruz.
Próxima Sedutora de Inverno : Sharon Stone
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:19 AM | Comentários (2)
The Asssasination of Richard Nixon - O lado negro da vida
Antes de se ver este filme é essencial ver um dos maiores trabalhos cinematográficos da história, Mr Smith Goes To Washington. Apesar das diferenças, estes filmes são as duas faces da mesma moeda, o american way of life. Calhou a Niels Muller apresentar a face mais negra...
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Em Mr Smith, o realizador Frank Capra construia a história à volta de uma personagem extremamente lirica - o nome Jefferson Smith é exemplificativo - que acreditava piamente no american way of life, nos valores bases da Constituição Americana. Mas quando entrava no Senado norte-americano o jovem percebi que estes valores não tinham saído do papel. Todos eram corruptos, todos trabalhavam para eles mesmos ou para alguém que não o povo. E perante esse cenário, ele decide tomar uma acção que vise mostrar ao mundo que ainda havia americanos puros. Claro que estamos em 1939 e apesar do susto que isto causou na sociedade americana há um happy-ending. Talvez porque isto seja ficção. Talvez por estarmos nas vésperas da 2º Guerra Mundial. Mas aí, apesar de tudo, o american way of life foi questionado, mas prevaleceu. Neste The Assassination of Richard Nixon, por ser uma história veridica - e a realidade é sempre mais crua do que qualquer ficção, exactamente por ser real - a questão volta-se a colocar. E quando o filme acaba não há a menor dúvida no ar. O american way of life está podre. Há muito tempo.

Neste interessantissimo filme do estreante Niels Muller ficamos com uma imagem impecável da América da década de 70 onde todos se preocupam apenas consigo próprios. Os valores, a moral, tudo foi esquecido. O que importa é ganhar dinheiro, ter um emprego. Mesmo que isso implique que seres humanos se rebaixem diante de oportunistas endinheirados. E no meio de tudo este meio de degradação, onde mesmo as pessoas com bom coração - Don Cheadle e Naomi Watts num papel que nunca é bem explicado - se deixam levar, surge um homem, um Jefferson Smith mais sombrio, mais real. Surge Sam Bicke, interpretado de forma absolutamente espantosa por Sean Penn, que continua a confirmar o porquê de ser um dos grandes actores da actualidade.
Penn consegue - num espantoso over-acting, estilo onde ele é um dos maiores dos últimos vinte anos - dar vida a esta personagem tão amargurada, tão desiludida com o mundo à sua volta, mas, ao mesmo tempo, tão esperançada em que algo mude. Daí a sua relação espiritual com o movimento dos Black Phanters e o notável conceito de zebra. Daí a sua insistência em negar o negócio de família ou o estilo do patrão. Daí o seu crescente ódio contra o mundo que o rodeia. Um ódio que o acabará por destruir.

Com um estilo muito solto, uma narrativa sólida e bem desenhada e um conjunto de boas interpretações, com Penn a dar show, o que mais impressiona no filme é a facilidade que se cria em colar a podridão do sistema com a figura de Richard Nixon. Um dos presidentes mais polémicos do século, Nixon já foi reabilitado historicamente por Oliver Stone, mas aqui aparece exposto em toda a sua crueza, em toda a sua podridão. E sem dizer uma palavra. É todo um mundo que, admirado pela sua forma de estar ter tanto sucesso, o acaba por ver como um modelo, um modelo negro, mas extremamente eficaz.
E é essa visão pessimista que pauta todos os movimentos do filme. Um filme que não sai da mediania apesar de tudo, mas mesmo assim é um hábil instrumento para medir a podridão de um país que controla todo o mundo. O que era válido nos anos 70, é válido hoje. O que Jefferson Smith sonhava nos anos 30 ainda hoje é desejado por todos. Sejam eles americanos ou não. Porque todos temos algo de Sam Bicke.
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O Melhor - A notável performance de Sean Penn. O seu Sam Bicke é sombrio mas cativante. No final fica a sensação de todos partilharmos a sua dor, e portanto, de todos partilharmos a sua iniciativa.
O Pior - A personagem de Naomi Watts nunca se encaixa bem na história, ao contrário do que acontece com a de Don Cheadle. Fica a ideia de que podia ter sido muito mais desenvolvido este aspecto do guião.
Curiosidade - O bigode é uma marca de Sean Penn. Já foram vários os papeis que o levaram a usá-lo. Um dos mais famosos foi com Dead Men Walking, filme que lhe valeu a sua primeira nomeação ao óscar. Curiosamente, há uma verdadeira antitese nas personagens de então e de agora.
Site Oficial - www.assassinationrichardnixon.com
Realizador - Niels Muller
Elenco - Sean Penn, Don Cheadle, Naomi Watts, ...
Produtora - ThinkFilm
Duração - 98 minutos
Classificação - m/16
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:55 AM | Comentários (1)
abril 09, 2005
Sedutoras de Inverno : Rachel Weisz - Era uma vez uma Raquel
Mais uma jovem musa do cinema britânico que conquistou a América e o Mundo. Uma actriz de grande beleza e talento que, a pouco e pouco, começa a despontar em filmes cada vez mais interessantes. Nem que o sejam apenas por ela...

Rachel Weisz nasceu a 7 de Março de 1971 em Londres. Apesar de ter nascido em solo britânico a sua origem vem do coração do continente europeu já que o seu pai era austriaco e a sua mãe hungara.
Como a maior parte das actrizes mais populares de hoje, Rachel começou como modelo na sua adolescência. Aos 14 anos já fazia desfiles e trabalhava com agências. Mas ao contrário de muitas actrizes que saltaram directamente das passerelles para os palcos graças á sua beleza e sensualidade, a representação esteve sempre no sangue de Rachel. Em Cambridge fundou uma companhia de teatro amadora e a sua maior paixão eram mesmo as peças a que ajudava a dar vida.
O seu talento era tal que lhe valeu alguns prémios, incluindo o de actriz mais promissora para o London Critics Circle em 1994.

O cinema chegou em 1995, depois de alguns trabalhos na televisão. Death Machine marcou a sua estreia no cinema britânico. O ano seguinte foi mais produtivo com performances bastante interessantes em Stealing Beauty e Chain Reaction. Os dois anos seguintes também seriam preenchidos com uma serie de papeis secundários em filmes de pouca projecção. Mas esses filmes serviam essencialmente para a jovem actriz ganhar experiência e ficar conhecida no meio. Foi assim que acabou por ser escolhida para integrar o elenco do blockbuster de Sthepen Sommers, The Mummy. O filme foi um grande sucesso de bilheteira em 1999 e abriu as portas a uma sequela em 2001, também ela com Weisz, também ela um sucesso.

Mas não era só de grandes sucessos de bilheteira que a sua carreira vive. Depois de alguns papeis interessantes em filmes de baixo orçamento, os seus desempenhos em filmes como Enemy at the Gates e About a Boy valeram-lhe os aplausos da critica.
Mais recentemente as suas performances em filmes como Runaway Jury, The Shape of Things ou Envy também foram alvo de interesse.
Neste momento a sua carreira está marcada pelo sobrenatural. Primeiro com Constantine e depois com The Fountain, o próximo trabalho de Daren Aranofsky. Ainda em 2005 vamos poder ve-la em The Constant Gardener filme com Ralph Fiennes dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles.
Próxima Sedutora de Inverno : Salma Hayek
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:15 PM | Comentários (1)
Birth - O olhar de Kidman
Um filme extremamente ambicioso mas com um enorme medo em saltar o desfiladeiro. Se a queda resultasse, o filme poderia ter sido algo do outro mundo. Se a queda falhasse, dificilmente seria pior do que o que foi. Porque Birth não nasceu com as medidas certas...
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Fica-se sempre com uma sensação mista quando se vê um filme como Birth. A ideia que nos atravessa a cabeça é sempre "porquê?". Se os condimentos estão lá. Se o primeiro passo, que é sempre o mais dificil, já foi dado, então porquê recuar temerosamente no final?
Birth é um filme que cria expectativa mas depois desilude por ter medo da própria sombra. Enuncia uma narrativa extremamente rebuscada mas, mesmo assim, com enorme potencial, e depois não sabe para onde se virar. No final, com medo de seguir em frente e voltar para trás, a camara deixa-se pousar em cima de Nicole Kidman, esperando que a actriz, ou melhor, que a expressividade da actriz, resolvam o problema.
Em alguns momentos este é um truque que até resulta. A sequência de Kidman na ópera, quando se apercebe que a situação é mais real do que algum dia imaginaria, é absolutamente notável pela coragem em aguentar durante tanto tempo a camara em cima da expressão facial, do olhar, da actriz. Mas essa coragem nunca mais voltou ao filme. Nem mesmo nas tão polémicas cenas de banho entre Kidman e o jovem Cameron Bright (um talento a ter em consideração para o futuro) se pode apelidar aquilo de coragem. Coragem seria ir mais além, romper com convenções, dar verdadeira expressividade ao dramatismo da situação. Ali a troca de olhares não funciona. Como não voltará a funcionar.

Apesar do ritmo pausado e extremamente urbano depressivo - com a noite, o parque, as ruas desertas - a fazer lembrar o cinema norte-americano da conturbada decada de 70, o filme não tem a coragem que os trabalhos dessa era tinham. É um excelente ensaio fotográfico e pouco mais. Mas a questão é: tinha de ser assim? A resposta é óbvia. Com um argumento destes na mão. Com um leque de actores deste calibre. Claro que não!
Pedia-se a este filme pulso. Pedia-se que a história fizesse sentido em todos os momentos e não apenas em alguns. O twist final é incompreensivel em certos aspectos. A dúvida sobre se existe ou não encarnação nunca é explicitada. Mais, torna-se óbvio que o realizador não conseguiu arranjar outra forma para explicar um fim tão á pressa, do que colocar o pequeno Cameron Bright a seguir - sem qualquer motivo - Anne Heche.
É que depois de nos ter levado mais além, de ter rompido todos os laços, de ter testado toda a gente, Jonathan Glazer deixa-nos cair no chão sem qualquer razão. E isso é imperdoável.

Nicole Kidman passa ao lado de tudo isto. A sua performance é intensa. Uma intensidade interior, captada em cada frame do seu olhar, do seu silencio, do seu suspiro. O drama - que devia ter rolado à volta do jovem - acaba por centar-se nela. Opção do realizador sem muito sentido mas que ela consegue minimizar ao máximo com um dos seus melhores trabalhos até hoje. Fica a sensação de que Kidman merecia ter tido mais, um realizador mais hábil no manejo da camara, mas acima de tudo, com mais arrojo.
Todo o restante elenco do filme pauta-se também por conseguir um bom desempenho. Tanto o jovem Cameron Bright - também ele de uma intensidade imensa - como a veterana Lauren Bacall, e mesmo Danny Houston e Anne Heche, mostram que, por eles, o filme teria sido muito melhor. Não foi aí que se pecou. Foi em ter tido medo. Birth nunca foi uma história de terror cujo o objectivo era assustar o espectador com histórias de maridos reencarnados. Bem sabes que Glazer está habituado ao mundo dos videoclips mas mesmo assim, a pergunta fica: de que teve medo Glazer?
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O Melhor - A sequência de Kidman na ópera. Provavelmente um dos melhores momentos cinematográficos do ano. Pela coragem (que não se voltou a ver), pela intensidade. Pelo drama. Um verdadeiro momento de cinema.
O Pior - O argumento sem pés nem cabeça na forma como foi apresentado no filme. A mesma premissa daria para meia dúzia de filmes extremamente interessantes. Assim é que não dá.
Curiosidade - Nicole Kidman continua imparável. Ver o trailer de The Interpreter antes do filme lembra-nos que Kidman continua a fazer mais filmes por ano do que praticamente qualquer actor (Jude Law e Scarlett Johansson são excepção). Uma diva verdadeiramente devotada ao seu trabalho.
Site Oficial - www.birthmovie.com
Realizador - Jonathan GlazerElenco - Nicole Kidman, Cameron Bright, Danny Houston, ...
Produtora - New Line Cinema
Duração - 100 m
Classificação - m/12
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:00 AM | Comentários (2)
abril 08, 2005
Sedutoras de Inverno - Rebecca Romjin-Stamos - A mulher fatal
Uma curta carreira marcada desde já por desempenho inesqueciveis. Brian de Palma viu nela todo o potencial de uma grande actriz e ofereceu-lhe um papel inesquecivel. E assim se fez uma estrela...

O nome pode enganar mas Rebecca Romjin-Stamos nasceu nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Berkley, Califórnia a 6 de Novembro de 1972. A justificação de um nome tão original está na sua ascendência holandesa. E Stamos é o último nome do seu ex-marido, John Stamos do qual se divorciou recentemente. Ainda não se sabe se vai ou não manter o nome artistico completo ou se voltará ao seu nome de solteira. Como se isso fizesse alguma diferença.
A sua beleza natural e estatura elevada abriram-lhe as portas do mundo da moda aos 23 anos. Deixou o seu curso em música e voou para Paris onde foi capa da revista Elle e estrela das passerelles parisienses.

O seu primeiro papel no cinema chegou em 1998 no filme Dirty Work. No ano seguinte entraria numa biografia não autorizada de Hugh Hefner onde deu vida a uma das suas coelhinas. Mas seria 2000 o ano da afirmação da sua carreira cinematográfica. Em X-Men 2 ela foi Mystique, uma das mutantes mais populares da banda desenhada. Para viver a personagem, Rebecca sujeitou-se a 8 horas de maquilhagem diárias. Começava a sessão completamente nua, sendo pintada por maquilhadores que lhe colocavam peliculas para dar tom á personagem e esconder partes do seu corpo. O sacrificio valeu a pena. O filme foi um sucesso imenso de bilheteira e o seu nome tornou-se finalmente conhecido do grande público.

Mas apesar disso o seu papel mais memorável até aos dias de hoje chegou em 2002. O filme de Brian de Palma, Femme Fattale, onde contracenava com Antonio Banderas, ajudou a reviver o espirito do filme noir (olhem as semelhanças com Woman on the Window de Fritz Lang) e o seu desempenho extremamente erótico e dramático foi mesmo um dos melhores desse ano. Rebecca conseguia o estatuto de actriz por mérito próprio.
Ainda nesse ano a jovem entrou no remake do grande sucesso dos anos 70 Rollerball e em 2003 voltaria a encarnar Mystique em X-Men 2. Daí para cá as oportunidades de voltar a brilhar no grande ecrãn não têm sido muitos. Houve Godsend e The Punisher e pouco mais. Resta saber se os seus próximos projectos vão trazer também de volta todo o seu talento como actriz de cinema, para além de voltarem a encher a tela com a sua beleza.
Próxima Sedutora de Inverno : Rachel Weisz
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:21 PM | Comentários (3)
Novas imagens do novo Potter
Harry Potter and the Goblet of Fire tem estreia marcada para este ano. O filme ainda está em rodagem mas a revista Premiere já divulgou alguns shots das cenas do próximo filme do pequeno feiticeiro. O filme mantém Daniel Radcliff, Emma Watson e Rupert Grint nos principais papeis, sendo que Miranda Richardson e Ralph Fiennes são as grandes novidades no elenco. A primeira viverá a reporter Rita Skeeter e o segundo será o temivel Lord Voldemort.
O filme tem estreia agendada para 24 de Novembro.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:49 AM | Comentários (2)
The Woodsman - Os lobos andam à solta
Houve uma era em que o cinema era só glamour e vanguarda. Não havia meio termo. Depois começou a fazer-se filmes sobre pessoas normais. E mais tarde ou mais cedo, teria de chegar um filme sobre as pessoas que não são tão normais como quereriam. E é aí que encontramos este filme...
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Se não tivesse existido o neo-realismo italiano (apesar de alguns iconoclastas dos anos 30 terem dado os primeiros passos), um filme como The Woodsman nunca teria sido possivel. Porque este filme extremamente sóbrio e imaginativo circula à volta de um só homem, normal como tantos outros, não tivesse ele um passado negro a esconder. Um filme que quer captar a essência de pessoas normais que vivem uma situação que para a sociedade de hoje é vista como anormal, é já por si um filme que vale a pena espreitar. Um filme que consegue captar essa essência, é de facto um filme a ver.
Mesmo que o público vá ao cinema para ver o desempenho de Kevin Bacon - que diga-se desde já, é soberbo na sua contenção emocional que faz com que cada lágrima sua valha ouro - é impossivel não ficar agarrado pela história que podia ser a de qualquer um. Porque os lobos estão mesmo à solta.

The Woodsman é um filme para quem não acredita em fábulas. Porque a vida não é uma fábula, por muitos finais felizes que tenha. A fábula é algo surreal. A vida é bem concreta. Na fábula o mal é sempre evitado. Na vida nem todos os males podem ser impedidos. Nem o mais corajoso dos lenhadores o pode conseguir. Não com tantos lobos dissimulados que vagueiam nas sombras, esperando calmamente as suas presas. Este filme funciona essencialmente como uma homenagem a três tipos de pessoas: as que sofrem, as que querem mudar e as que ajudam aqueles que querem mudar. Tudo o resto é retrato com extrema dureza. Veja-se o plano final da irmã de Walter. Veja-se o nucleo da serralharia. Mas, no sentido oposto, a camara está sempre pronta a piscar o olho a qualquer um daqueles três tipos de pessoa que olham a vida e encaram-na de frente, com tudo o que há de bom e mau.
O filme está também recheado de momentos de uma emotividade extremamente intensa. Mas contida. As lágrimas - que noutros casos teriam inundado a sala - são contadas até ao minimo dos detalhes. Aliás, como este filme prova muito bem, não é preciso o actor chorar para o público sentir a sua dor. O olhar - e neste filme o olhar é fundamental - diz tudo.

Kevin Bacon foi extremamente aplaudido por este desempenho de um pedófilo, acabado de sair da prisão após 12 anos e com vontade de se integrar num mundo que o despreza e teme. De facto a sua performance é extremamente intensa, com momentos de fúria e momentos de subtileza que são alternados com extrema maestria. Talvez as melhores provas disso mesmo sejam a sequência com Benjamin Bratt no bar e, por ventura a mais bela e tocante de todo o filme, a cena com a pequena Hannah Pilkes no parque, cena essa que é o momento chave do filme.
A partir daí todo o sofrimento interior é transposto para uma caterse exterior, e extremamente fisica. Um final aterrador pela sua brutalidade, mas ao mesmo tempo um final com a suavidade de quem sabe que uma história destas nunca acaba. Simplesmente vai-se arrastando até ao dia final.

Mais do que o notável trabalho de Bacon (já nem menciono nomeações aos óscares porque 2004 é um dos cinco maiores anos de sempre em qualidade e quantidade de desempenhos masculinos), a excelente realização de Nicole Kassell, o desempenho de suporte de Benjamin Bratt, Mos Deff ou Kyra Sedgwick (mulher de Bacon na vida real), é importante ver The Woodsman para reflectir.
Os demónios que a sociedade moderna inventou e catalogou de pedófilos - algo que histori