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maio 31, 2005

The Upside of Anger - Dona de casa desesperada

Anda para aí uma notável serie cujo titulo é Desperate Housewives. Mas por muito divertida que seja, não é nesta serie que vemos as verdadeiras agruras e dificuldades de uma dona de casa. Para isso é preciso ir ao cinema - esse templo mágico - e deliciar-mo-nos com The Upside of Anger. E com Joan Allen claro...
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Mike Binder constroi aqui um belissimo trabalho cinematográfico, extremamente competente em termos visuais e sonoros, mas, acima de todas as coisas, poderosissimo em termos de interpretação.
Aliás, o próprio Binder faz parte desse notável elenco que não deixa o filme adormecer em momento algum.
A história é interessante, mas só se for colocada no tom certo. A história de uma mulher, abandonada pelo marido e com quatro filhas para criar, que se vê confrontada com um mundo de infelicidade, tornando-se azeda, alcoolica e odiada pelas filhas, tanto pode dar a origem a um grande filme, como a uma simples historieta banal. Felizmente que The Upside of Anger vai pelo primeiro caminho. E não é só porque o argumento está muito bem delineado. Não só a estrutura é sólida e consistente, como o desenvolvimento das personagens está bem conseguido. O filme não cai no erro de ser um filme para Joan Allen. É o filme de Joan Allen. Mas também é para todos os outros elementos da história que, de uma forma ou de outra, têm o seu espaço. Mais do que todos, Kevin Costner. Um pouco menos, as quatro filhas da personagem principal. Mas no final, o retrato familiar, muito matriarcal neste caso, é perfeito.
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Mas falemos de interpretações, que é o ponto alto do filme, a sua mais valia, e o que o aproxima a outros grandes sucessos do cinema independente dos últimos anos.
Já conhecida de todos por desempenhos memoráveis como em The Contender - justissima nomeação ao óscar - Joan Allen continua a mostrar que é uma actriz poderosissima, capaz de verdadeiros momentos de explosão que só as eleitas conseguem alcançar. O filme é praticamente todo dela, desde o primeiro ao último plano. A sua evolução como personagem é sublime, a sua mudança de tom, de forma subtil e descontrolada, de situação em situação, é arrepiante. Lembrando um pouco Annette Benning, o seu desempenho é uma luz dentro do filme. Será dificil aguentar esta performance até ao óscar, mas aqui está uma primeirissima candidata a actriz do ano.
Para os cinéfilos, dá um especial prazer em reencontrar Kevin Costner. Um dos grandes talentos da sua geração, andou perdido na última decada entre sonhos megalomanos e projectos falhados. Mas o seu talento é inquestionavel, e está bem presente ao longo do filme.
Algumas das melhores cenas são aquelas em que a sua quimica com Allen é perfeita. O momento em que explode em cena, é tambem o momento em que nos lembramos que neste filme há uma presença masculina, até então ridicularizada na personagem de Binder, insultada na personagem ausente do marido de Allen, e apagada na figura de Costner. Há ali uma verdadeira mudança na velocidade do filme. E isso torna-o ainda mais arrebatador.
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Para além deste duo impecável, o filme conta ainda com um interessantissimo leque de secundários. Em primeiro lugar, Mike Binder destaca-se, não só atrás da camara, como em frente dela. A sua personagem é hilariante, mas ele ajuda a consolidá-la. A sua cena à mesa, em casa de Allen, é brilhante, não só pelo mimo visual que o Binder realizador nos oferece, como pela divertida performance do Binder actor.
Mas atenção. Este é um filme de mulheres. E por isso o leque secundário é dominado por jovens, belas e talentosas actrizes, que ajudam a compor o modelo familiar completamente disfuncional.
Entre as jovens actrizes, destaca-se claramente Erika Christensen. Não só pela sua beleza escultural, mas também pela grande mestria como está em cena. Um talento verdadeiramente promissor, a todos os niveis.
Mas as suas "irmãs" também não lhe ficam muito atrás. Tirando o caso de Alisson Witt, aquela que menos presença tem na história, tanto Evan Rachel Wood como Keri Russell dominam bem as suas personagens, lidam bem com os seus problemas, e, dão uma outra aura ao filme. Ajudando-o a tornar-se mais humano, e por isso, mais fascinante.

A forma como o filme começa dá-nos já uma ideia do seu final. Mas não nos dá o quadro completo. Esse, vamo-lo construindo aos poucos. Momento a momento vamo-nos apercebendo de todos os conflitos interiores que moldam as personagens do filme. Alguns, nunca os saberemos por completo. Mas a vida é assim. Ninguém sabe tudo. Há sempre algo a esconder. E The Upside of Anger é um filme humano. Com humor, com drama, com ironia. Mas com coração, com uma mensagem, com um final diferente do que se esperaria mas, por isso, mais contundente. E é um dos grandes filmes deste ano.

Classificação - theuspideofanger.giftheuspideofanger.giftheuspideofanger.giftheuspideofanger.gif

O Melhor - Sem duvida alguma o memorável desempenho de Joan Allen. Uma grande actriz num grande papel, com uma performance notável.

O Pior - Talvez a passagem do tempo, que não é feita com a mesma subtileza que deveria ter. No mesmo espaço de tempo que Alicia Witt casa e tem um filho, engravidando de novo, ainda anda Evan Rachel Wood a fazer o mesmo trabalho. E não há datas que marquem a passagem de um ano de forma clara.

Curiosidade - A bela Erika Christensen tem 22 anos. Keri Russell conta já com 28. Mas Erika é mais velha do que ela no filme. A prova de que os castings não se prendem a pequenos pormenores.

Site Oficial - www.upsideofanger.com

Realizador - Mike Binder
Elenco - Joan Allen, Kevin Costner, Erika Christensen, ...
Produtora - New Line Cinema
Duração - 118 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:21 AM

Segundo dia de FESTROIA

Como sempre o Royale With Cheese continua bem em cima do acontecimento no FESTROIA.
Depois do dia de abertura, hoje começou a competição oficial pelo Golfinho de Ouro com a estreia de Lakposhtha Hâm Parvaz Mikonand em Portugal. Filme do Curdistão, altamente premiado ao longo do ano em vários certames como Berlim, este filme narra os universos daquele país, em vesperas do ataque norte-americano ao Iraque. Destaque também para a distribuição diária de um jornal dedicado ao certame, prova mais do que evidente que a organização deste festival é das mais atentas e competentes do que há em Portugal.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:12 AM

maio 30, 2005

Poster de The Bridge of San Luis Rey

Drama histório altamente esperado no circuito cinematográfico. The Bridge of San Luis Rey conta a história de uma ponte que desaba no interior do Peru do século XVIII. Nela estavam cinco pessoas, completamente distintas, que vão de nobres espanhois a mulheres locais. Acidente, atentado? Pouco interessa. Saber se Deus está com eles na hora de aflição é a verdadeira pergunta.
Com realização de Mary McGuckian o elenco do filme promete bastante. Basta ver os nomes mais sonantes: Robert de Niro, Harvey Keitel, F. Murray Abraham, Gabriel Byrne, Kathy Bates e Geraldine Chaplin.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:27 PM | Comentários (1)

Primeiro dia do FESTROIA

Ao contrário do que sucedeu com o CORTA, não poderei fazer o acompanhamento in loco do FESTROIA. Mas para isso há bom remédio. Por isso aqui fica o link para a cobertura do primeiro dia do festival, cobertura levada a cabo obviamente pelo grande Dermot, mais uma vez a fazer serviço público. Destaque para a ante-estreia nacional do esperado Crash, tido até agora como um dos grandes filmes do ano pela imprensa norte-americana. É o regresso em estilo de Matt Dillan na estreia de Paul Haggis como realizador.
Desfrutem!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:24 PM | Comentários (1)

maio 29, 2005

A Tale of Deceives - Teaser poster

A LP Produções - produtora a que o Hollywood pertence - orgulha-se de apresentar o primeiro teaser poster de A Tale of Deceives, a sua curta-metragem original de estreia.
Escrita e dirigida por Miguel Lourenço Pereira, esta curta parte da premissa que tudo pode ser uma ilusão. Quando uma face se reflecte nas águas, e se questiona sobre a sua existência, temos o ponto de partida para uma divertida, mas honesta, curta sobre o amor, a ambição, e sobre o cinema em si.
Mais posters serão divulgados ao longo do mês de Junho, bem como um trailer que se prevê estar online no final do mês. A curta-metragem tem estreia, aqui no Hollywood, agendada para o inicio de Julho.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:05 AM | Comentários (2)

maio 28, 2005

Arrancou o FESTROIA

Arranca hoje a 21º edição do FESTROIA, um dos mais interessantes e reputados festivais de cinema em Portugal.
Na edição deste ano, para além da habitual corrida ao Golfinho de Ouro, até 5 de Junho Setúbal irá acolher uma outra serie de iniciativas, que passarão pela homenagem ao cinema novo de Moçambique e ao cinema finlandês. Também a presença dos Shooting Stars, as jovens promessas do cinema europeu, ajudará a trazer glamour a um certame que teve dificuldades económicas no ano transacto, com o fim do subsidio do ICAM, mas que se apresenta agora revigorado e com vontade de continuar por muitos e longos anos, enriquecendo assim o nosso panorama cinematográfico.
Para acompanhar o festival podem visitiar o site oficial, o blog do certame, mas também o blog Royale With Cheese que fará uma cobertura especial do evento.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:55 PM

Vejam o trailer do novo Cronenberg

Foi dos filmes mais amados na edição deste ano do Festival de Cannes. Apesar de não ter saido com qualquer prémio, todos se renderam ao regresso de David Cronenberg, um dos realizadores mais alternativos e inovadores dos últimos anos.
A History of Violence conta com Viggo Mortensen à frente de um elenco de luxo (Maria Bello, Ed Harris...), e debruça-se sobre o problema das armas de fogo na sociedade americana. Quando um homem mata outra em legitima defesa, evitando assim uma serie de assassinatos, é tido como um heroi. Mas tudo isto acabou por despertar atenções à volta de um homem que quer forçosamente esconder o seu passado.
O excelente trailer está disponivel aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:45 PM

maio 27, 2005

Encontrado Silas

Depois de vários rumores que chegaram a indicar Jim Carrey e Christopher Ecclestone como eventuais Silas na adaptação do mega-sucesso de Dan Brown, The Da Vinci Code, agora surge a noticia no ComingSoon, que será o actor britânico Paul Bettany a ficar com o papel.
Bettany, conhecido pelos seus desempenhos em Dogville, Master and Commander ou Wimbledon, juntar-se-ia assim a Tom Hanks, Audreu Tatou, Jean Reno ou Alfred Molina neste elenco de estrelas, para o projecto mais badalado de 2006, com direção de Ron Howard.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:43 AM | Comentários (4)

Trailer de Charlie and the Chocolate Factory

O surreal filme que Tim Burton tem agendado para o próximo Verão já tem teaser trailer online. Depois do poster e das primeiras imagens de Johnny Depp e Freddie Highmore, chegar agora o primeiro clip do filme.
Charlie and the Chocolat Factory conta a história de um homem que quer escolher o futuro herdeiro da sua mágica fábrica de chocolates. Por isso escolhe um grupo de jovens a quem o leva a conhecer o seu mundo. Entre eles só um será o escolhido para o acompanhar no seu trabalho.
Cliquem na imagem para ver o trailer.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:38 AM | Comentários (2)

maio 26, 2005

Confirmado Sin City 2

Depois de algum suspense, com a noticia a surgir à boca pequena, no meio da industria de Hollywood, eis que a nova companhia dos irmãos Weinstein, a WeinstenCorp confirmou que Robert Rodriguez e Frank Miller voltarão à carga com Sin City 2. O novo filme será inspirado no livro A Dame to Kill For e estreia no Verão de 2006.
Uma outra novidade passa pelo regresso da parceria entre Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. Ambos vão realizar dois filmes - um cada - para a produtora, com o titulo Grind House. Um filme de terror inspirado nos clássicos dos anos 40 e que promete ter várias sequelas.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:27 PM | Comentários (1)

maio 25, 2005

The Upside of Anger - Com a marca de Sundance

Há vinte anos que de Sundance chegam sempre boas surpresas. Este The Upside of Anger promete continuar essa tradição. Já se falou no filme "indie" do ano. Pode não chegar a tanto, mas promete um elenco em grande forma numa história bem americana...
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Dirigido por Mike Binder, este The Upside of Anger é acima de tudo, um filme de actores. Uma das diferentes marcas do "indie" norte-americano - tem estado mais na moda a marca "argumentista-realizador" de Sofia Copolla ou Alexander Payne - e que tem tido bastante sucesso em filmes como You Can Count on Me. Neste filme, Joan Allen é uma mulher que se depara com o desaparecimento do marido, sendo obrigada a cuidar de uma familia composta por quatro belas filhas adolescentes, cada qual com os seus problemas e atribulações. Tenta refugiar-se no alcool para fugir aos problemas do dia a dia, mas é só quando o vizinho, uma velha estrela de baseball, se aproxima da familia, que tudo se irá lentamente recompor.
Joan Allen oferece aqui mais um memorável desempenho, enquanto que Kevin Costner promete voltar em estilo. Quando ao lote de jovens actrizes pouco há a dizer: Keri Russel, Erika Christensen, Evan Rachel Wood e Alicia Witt aliam bem a beleza com talento. E este promete ser um filme a ver.
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Mais três estreias nas salas nacionais esta semana.

White Noise conta com o regressado Michael Keaton, que se junta a Deborah Kara Unger e Chandra West neste filme de Geoffrey Sax. A história de um arquitecto que após a morte da mulher tenta entrar em contacto com o mundo dos mortos é o ponto de partida para este thriller.
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Sophie Scholl - Die letzten Tage aproveita a comemoração dos 60 anos que marcam o final da 2º Guerra Mundial, e volta a trazer à baila o tema da resistência alemã ao regime nazi. Um filme poderoso que no último festival de Berlim valeu a Marc Rothemund o urso de melhor realizador, e Julia Jentsch o urso de melhor actriz.
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Adriana é mais um filme da talentosa realizadora portuguesa Margarida Gil. A história de um homem que decide fazer da sua filha a continuação de um povo em perigo de extinção por se ter acabado com a procriação na ilha, é a base do filme. Ana Moreira, Isabel Ruth e José Airosa são os actores deste trabalho português.
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O Hollywood Recomenda - Com a marca do bom cinema independente made in USA e com um leque de interessantes actores, a estreia da semana é sem dúvida The Upside of Anger.

O Hollywood Desaconselha - O argumento de White Noise não promete muito.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:39 PM | Comentários (1)

Mudanças no elenco de MI :3

Depois de Scarlett Johansson e Carie Ann-Moss terem anunciado que abandonavam o projecto, J.J. Abrahms está a preparar alterações no elenco do terceiro Mission Impossible.
Jonathan Rhys-Meyer e Michelle Monaghan são os actores que o realizador vai ter ao seu serviço, e que assim se juntam a Tom Cruise e Ving Rhames, os únicos dois actores que se mantiveram desde o inicio do projecto.
Para actriz principal, a luta tem sido acérrima entre as mais jovens actrizes de Hollywood. Depois de Lindsay Lohan e Keri Russell terem discutido o papel, parece que será Katie Holmes, a nova namorada de Cruise, a ser a eleita.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:23 AM | Comentários (3)

maio 24, 2005

Murphy, Sandler, Roth e Madsen...

Parecem ser estes os primeiros nomes confirmados no elenco de Inglorious Bastards, o próximo projecto de Quentin Tarantino. O realizador não confirma, nem o projecto nem o role de actores que já foi falado para integrar o elenco - já se falou também de Stalone, Willis e Schawarzeneger - mas a verdade é que, em entrevista à revista Empire, o actor Michael Madsen desvendou o segredo. Segundo Madsen, já existiriam quatro actores com contracto assinado. Ele próprio, Adam Sandler, Tim Roth e... Eddie Murphy. O actor negro de maior sucesso da década de 80 poderia assim tentar revitalizar uma carreira que se encontra bastante parada há já alguns anos.
Os rumores irão continuar, pelo menos até ao final do ano, altura em que Tarantino anunciará o projecto final. Neste momento o realizador escreve o argumento, não estando de parte a hipótese do filme ser dividido em dois capitulos, tal como aconteceu com Kill Bill.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:18 PM | Comentários (3)

Primeiras imagens de Black Dahlia

É o novo filme noir de Brian de Palma e tem estreia marcada para o próximo ano. Esteve em destaque no último Festival de Cannes, onde foi adquirido pela Universal, e conta com Scarlett Johansson à cabeça de um elenco que tem ainda Hilary Swank, Josh Hartnett e Joey Slotnick. Um filme com uma história bem negra, ao estilo de LA Confidential, e que apesar de ainda estar a ser rodado na Bulgária, já tem uma galeria de imagens disponiveis para os fãs. Cliquem na imagem para ver as restantes.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:06 PM | Comentários (1)

maio 23, 2005

Uma proposta

Porque não exibir uma curta-metragem antes de uma longa metragem nas salas de cinema comercial? O cinema ficava a ganhar. Os autores agradeciam. O público teria duas opções. Ver ou chegar a tempo de ver o filme. Eis uma ideia que acho que faz algum sentido.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:55 PM | Comentários (7)

maio 22, 2005

CORTA - José António Fundo em entrevista

É um dos organizadores do CORTA e aceitou falar com o Hollywood sobre a 2º Edição deste interessante festival de curtas-metragens que terminou ontem no Porto.
José António Fundo em discurso directo...
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Entre o rebuliço das últimas horas de um Festival que tem encantado quem o visitou, José António Fundo teve a amabilidade de dispensar uns minutos ao Hollywood para conversar um pouco sobre como correu esta segunda edição do Festival de Curtas-Metragens do Porto, e qual os projectos futuros do certame.

Hollywood - Qual o balanço desta segunda edição do Corta?

José António Fundo - Eu faço um balanço bastante positivo. Este ano tivemos muito mais público, uma cobertura mediática muito superior, e acho que em termos de qualidade de sessões competitivas e dos eventos paralelos houve uma grande evolução. Por isso o balanço só pode ser positivo. Mas também acho que o CORTA pode ainda crescer e melhorar!

Este é um festival que respira juventude. A organização é muito jovem, os próprios autores divulgados neste certame estão também a dar os primeiros passos. Este é um espirito para manter?

Sim claro. Faz parte do nosso projecto e é um dos aspectos fundamentais do conceito do CORTA. Manter a ligação com os jovens quer no trabalho com os jovens de cursos de audiovisual, tanto em Portugal como no estrangeiro, quer no apoio aos jovens autores, mesmo que surjam fora do âmbito das escolas. Por isso este é um espirito claramente para continuar, até porque é também uma das razões fundamentais do apoio do ICAM ao nosso projecto.

Com a generalização da produção artistica em video, faltava claramente um espaço que divulgasse este trabalho. Sente que o CORTA cumpre essa função?

Foi essa uma das razões pelas quais construimos o CORTA. Não sei se cumprimos totalmente essa função, ainda. Mas espera que no futuro possamos faze-lo, e sobretudo incentivar que outros festivais surjam e o façam também, porque isto é importante que aconteça noutros locais no país, especialmente no interior. Por isso espero que no futuro hajam muitos festivais como o CORTA. Que incentivem a divulgação das novas linguagem do audiovisual. E também que incentivem à criação de escolas e cursos, mesmo ao nivel do ensino secundário, para que de futuro possamos ter um cinema melhor, uma televisão melhor, uma comunicação audiovisual mais justa e mais honesta.

Sente que entre os jovens criadores que o Festival vai divulgando há já nomes que no futuro se possam vir a tornar como referências nesta área?

Sinto. Já percebi que há de facto pessoas, autores, que têm muita qualidade. Só precisam de algum apoio. Infelizmente também sei que estes autores que têm mais potencial, têm um apelo enorme do ensino estrangeiro e brevemente trocarão Portugal por paises como os Estados Unidos, Alemanha, França ou Reino Unido. E eventualmente poderemos perder essas pessoas. Por isso é importante que o CORTA fomentasse a divulgação dos cursos na área do audiovisual para que estes valores não fujam para o estrangeiro. Mas temos bastante gente interessante, algumas das quais já com filmes no CORTA e noutros eventos cinematográficos.

A divulgação de trabalhos feitos no estrangeiro tem conquistado o público português?

Acho que sim. É fundamental abrir fronteiras. É uma globalização pela positiva. No futuro deseja poder mostrar mais coisas de paises do 3º Mundo, de zonas esquecidas mas onde há certamente gente a produzir e a produzir coisas com qualidade. E acho até que há uma enorme curiosidade pelas trocas, e isso é o lado positivo da globalização. Em Portugal há uma procura imensa por linguagens diferentes e por cinematografias diferentes da nossa. O que é preciso é que essa procura não se sobrevalorize e não se sobreponha ao que se faz por cá.

Por falar em Portugal. A oferta de filmes portugueses no CORTA era vasta e variada, mas ficou um pouco aquem dos trabalhos produzidos no estrangeiro. Acredita que este é meramente um erro de casting na selecção deste ano do concurso ou Portugal está atrasado em relação a outros paises na produção de video-arte?

Não há propriamente um atraso. Há uma distorção criada por um simples factor. Recebemos filmes de imensos paises e nenhum pais está tão representado como Portugal na competição. Há 25% de projectos portugueses na competição. Não há nenhum outro país que se aproxime sequer desses números. Este ano parece-me de facto que a qualidade da produção nacional foi inferior à do ano passado. Mas é uma questão meramente casual. A tendência é para melhorar, sempre. E o próprio festival precisa de crescer para atrair mais gente que produza neste país. Mais autores portugueses. Parece-me a mim que os autores estrangeiros são mais generosos e procuram mais oportunidades. Os autores portugueses são mais preguiçosos quando chega à fase de divulgação do seu material. Há certamente muito material com qualidade para exibir mas ele não aparece nos festivais certos. O CORTA é um espaço privilegiado para o video português, mas também é preciso que o CORTA procure estes autores. No futuro a tendência não é para aumentar o número de projectos nacionais mas procurar exibir produtos com mais qualidade. Porque ela existe!

Qual foi o filme que mais lhe encheu as medidas neste Festival?

Isso é uma pergunta muito complicada...Primeiro porque os filmes não estão tão presentes na minha memória como estão dos espectadores, porque a maior parte dos últimos vi-os na fase de pré-selecção. Devo realçar, por um lado, a enorme qualidade dos filmes polacos, que infelizmente não tiveram tanto público como mereceriam. Mas os filmes da Escola Nacional de Filmes de Lodz foram muito bons. E os filmes vencedores são de facto filmes de grande qualidade.
O Raging Bull é um deles, o Toz é um filme turco com bastante interesse. Acho que houve um filme português muito interessante, também premiado este ano, o Eu Descobri Portugal do Armando Coelho. Por outro lado há um filme que não foi premiado e que toda a gente manifestou um enorme carinho pelo filme que foi o The Sound of Silence. Pessoalmente gosto muito do Graveyad and the macaques. Gosto muito do cinema oriental.
Há igualmente duas propostas que posso realçar. Uma delas é o filme ChatNoir. É um filme com alguma originalidade, um filme de facto que retrata um aspecto muito particular da nossa forma de nos relaccionar-mos hoje. E também o filme Ewangelion Pierwsza, um filme polaco que tem uma imagem lindissima e que me deu um gosto imenso quando o vi pela primeira vez.

Qual é o futuro deste Festival?

Sinceramente não sei qual é o futuro deste Festival. O que eu desejo que seja o futuro deste Festival é que não seja maior em termos de tempo, não maior em termos de filmes exibidos, mas maior em termos de qualidade, em termos de influência no que diz vontade a produzir com qualidade em Portugal. Maior em termos de penetração nas escolas de formação superior do audiovisual.
Acho que o CORTA a breve prazo - dois, três anos - tem de ser um dos festivais de referência do video em Portugal. É este o nosso objectivo e temos que apostar muito nisso. E acho que o CORTA vai mesmo ser um festival que assumirá um lugar de relevo tão grande como a cidade do Porto assume no país. Somos a segunda maior cidade do país, temos que ter com certeza um Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto que seja um dos melhores do país e não há que fugir a essa responsabilidade. É esse o futuro do CORTA. Ser um dos maiores festivais de curtas-metragens do país.


O Hollywood aproveita para agradecer a José António Fundo e a toda a organização do CORTA pela grande competência e amabalidade com que fomos tratados durante a cobertura deste festival. Será certamente um espaço que tem o apoio total e inequivoco deste espaço de cinema, que apesar de americano no titulo, quer também ajudar a divulgar o que de melhor se faz por cá. E o CORTA é do melhor que Portugal tem em termos de festivais de cinema.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:54 AM | Comentários (1)

CORTA - Um festival em imagens

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O público disse presente ao longo dos três dias do Festival.

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A sempre simpática, jovem e competente organização.

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O auditório da Biblioteca Almeida Garret que serviu de "casa" ao CORTA.

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A entrega dos prémios coube a Rui Loureiro e Palmira Lopes.

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Após o final da cerimónia de encerramento, a noite continuou em ritmo de festa.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:50 AM

CORTA - Os filmes que marcaram o Festival

Como rescaldo do CORTA 2005, aqui fica uma pequena análise aos filmes vencedores do Festival, e também aos trabalhos que mais cativaram o Hollywood ao longo dos três dias de exibição...
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OS PREMIADOS PELO JURI

TOZ corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Filme realizado pelo realizador turco Fatih Kizligok, este Toz é um filme de emoções mistas. A beleza da imagem, essencialmente através do jogo de luz e da aposta na claridade quase angelical, dão um tom verdadeiramente poético ao filme. No entanto o enredo surge algo complexo e dificil de engolir, especialmente sendo este um trabalho de ficção. Há planos soltos que não se encaixam na história e que fazem com que o dinamismo do filme se perca por vezes. Não é o melhor filme do festival mas foi uma das boas surpresas desta edição do CORTA.

RAGING BLUES corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Uma curta animada absolutamente corrosiva. Um humor genial, aliado a uma serie de ideias muito interessantes que a montagem final ajudou a criar um universo digno de um filme de animação da década de 40. Em Raging Blues encontramos uma história coerente e bem construida, mas acima de tudo, um uso da animação no tom adequado. Um trabalho notável de Lyonnel Mathieu e Vincent Paronnaud que mereceu bem os dois prémios que alcançou.

EU DESCOBRI PORTUGALcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Divertidissma animação de Armando Coelho. O desenho é simples mas mordaz. O estilo é corrosivo e extremamente hilariante. A ideia é muito bem apresentada e consegue ser convincente em pleno. Um dos melhores trabalhos que passaram pelo festival que mereceu bem o prémio de curta rápida.

LES SECRETS DE DIEUX corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Muitos foram os que cairam na armadilha montada habilmente por Olivier Magis. E só isso já diz bem da qualidade deste falso-documentário sobre o impacto da BSE na Europa. Recorrendo a imagens da época, a declarações retiradas do contexto e a uma hábil brincadeira de personagens-tipo dos documentários do genero, Magis cria um universo secreto à volta do problema da doença das vacas-loucas de uma forma extremamente habilidosa. Um dos melhores filmes em prova.

BASEMENT corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Video-clip de João Seabra com um notável jogo de animação 3-D. A ideia não é nova mas é conseguida de forma extremamente apelativa, acompanhando bem o ritmo da música e, no fundo, o espirito do grupo.

OS ELEITOS DO HOLLYWOOD

CHATNOIR corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Inexplicavelmente esta curta saiu sem qualquer prémio do festival. Estranho porque este é, sem dúvida alguma, o melhor filme apresentado no decorrer do CORTA. Humor absolutamente genial numa ideia original e pertinent. Juntar o universo do cinema noir com a bem presente realidade dos nossos dias que são os chat-rooms é a premissa deste trabalho fabuloso de Abdrea Fazzini. Uma verdadeira pequena obra-prima.

THE LISTENER corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Que bonita que é esta curta-metragem que Michael Chang nos traz da Irlanda. Uma história muito bem conseguida e extremamente bem construida e montada. É o filme emocionalmente mais cativante do certame e um dos filmes com melhor desempenho por parte do elenco.

THE PRICE OF IMMORTALITY corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Muito boa esta curta-metragem italiana. Mirco Szagi joga aqui muito bem com a montagem do filme e o trabalho dos rostos na penumbra e na luz. Um filme com uma ideia verdadeiramente interessante que é concretizada em pleno.


CROSS corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
Dura apenas 1 minuto mas o grego Alexander Kakavas consegue aqui um dos momentos de maior belea visual do festival. O final surge de forma algo repentina, o que tira um pouco do charme do filme, mas a ideia base é muito boa.

FUGA corta_.gifcorta_.gifcorta_.gifcorta_.gif
É o melhor trabalho nacional presente neste festival. Filmado com grande naturalidade, num tom que mistura o drama e a poesia, este trabalho de Marine Carré consegue captivar em pleno. Pena a fraca qualidade da imagem. Para além da animação vencedora só um outro trabalho nacional se destacou pela sua qualidade. O filme Apneia de Fernando Lobo Amaral provou que o talento em português existe.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:26 AM

CORTA - Fecharam-se as cortinas, até para o ano...

Ponto final na 2º edição do CORTA. Foram três dias intensos recheados de curtas-metragens que ajudaram a preencher o auditório da Biblioteca Almeida Garret com um público jovem e sedento de ver mais e mais cinema.
Apesar de haver ainda uma última sessão competitiva - a decorrer no final de tarde - os grandes atractivos do dia estavam reservados para o inicio da tarde - com a exibição de algumas curtas brasileiras de enormissima qualidade - e para o final da noite, altura em que foram anunciados os grandes vencedores desta edição.
Com um auditório completamente lotado - e com um pequeno atraso à mistura, uma pequenissima falha numa organização muito bem montada, onde vários jovens ajudaram a criar um ambiente extremamente agradável - a noite revelou-se um verdadeiro sucesso.
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Com Rui Loureiro e Palmira Lopes, directores do CORTA, como mestres de cerimónia, foram anunciados os vencedores em cada categoria. Após os elogios e agradecimentos da praxe, e da exibição de dois trabalhos feitos ao longo do próprio festival - a qualidade de ambos os trabalhos é notável - eis que surgiram os nomes dos grandes vencedores.
Sem surpesas a animação Raging Blues dominou a noite com duas vitórias. Não só venceu na categoria de Curta Animada, como partilhou ainda, em ex-aqueo, o Grande Prémio. A animação portuguesa Eu Descobri Portugal venceu o Prémio Rápido, enquanto que o trabalho de João Seabra para o videoclip dos Basement venceu o prémio Neon. A Menção Honrosa do Juri acabou por ir para o falso-documentário Les Secrets de Dieux.
Por fim a curta de origem turca, Toz, partilhou com Raging Blues o Grande Prémio final. Uma vitória surpresa para alguns, mas que fechou a noite, após a exibição da curta vencedora.
Com o final da cerimónia começou a festa no pátio do auditório onde se pode perceber que o espirito jovem e irreverente do Festival é algo para levar bem a sério. E a promessa ficou. Para o ano há mais. E melhor!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:13 AM

The Child fica com a Palma de Ouro num festival low profile

Uma vitória algo surpreendente pode dizer-se numa edição em que os grandes favoritos acabaram por não convencer. Se Gus van Sant e Lars von Trier tinham criado expectativas que cedo se percebeu que não encontravam eco no público, já David Cronenberg tinha legitimas aspirações a triunfar no certame. O que não veio a acontecer. A vitória foi parar às mãos dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, que com o seu filme The Child conseguem a sua segunda Palma de Ouro. A primeira tinha sido alcançada em 1999 com o filme Rosetta.
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A vitória dos belgas acabou por surpreender, especialmente por ter sido uma vitória completamente diferente da do ano passado. Este ano, pode dizer-se, ganhou o filme com maior low profile. Aliás uma nota dominante no certame deste ano, especialmente em relação ao que se passou nos últimos dois anos.
Jim Jarmush não saiu de mãos a abanar de Cannes, já que o seu Broken Flowers venceu o Prémio Especial do Juri.
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Michael Haneke, que chegou a ser considerado como favorito para levar para casa o trofeu, ficou-se pela vitória na categoria de Melhor Realizador.
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No entanto o filme que mais vitórias conquistou foi o surpreendente The Three Burials Of Melquiades Estrada. O filme de Tommy Lee Jones foi alardoado com o prémio para melhor argumento - da autoria de Guillermo Arriaga - e de melhor actor para o próprio Tommy Lee Jones, um resultado que pareceria surpreendente à partida, mas que no final de contas é perfeitamente aceitável.
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Outros triunfos foram para Hanna Laslo, que pelo filme de Amos Gitai, Free Zone, conquistou o prémio de melhor actriz, e Shanghai Dreams que venceu o prémio do juri.
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The Forsaken Land e Me And You And Everyone We Know venceram a Camera D´Or para realizadores estreantes enquanto que Podorozhni, venceu a palma para melhor curta-metragem.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:33 AM

maio 21, 2005

Delpy e Hawke de novo juntos?

A ideia é da actriz francesa. Julie Delpy quer estrear-se na realização com um filme sobre a polémica condessa hungara Elizabeth Bathory.
Bathory era conhecida pelas suas fantasias e perversões sexuais que incluiam tomar banho em sangue de virgens ou espancar e matar jovens, para daí retirar prazer sexual.
Delpy vai realizar o projecto e quer que Hawke faça de conde, num papel bem diferente do que estamos habituados a ver no jovem actor americana. Para os amantes de Before Sunrise e Before Sunset este projecto encontra-se no extremo oposto. Para os amantes do talento de Delpy e Hawke, este projecto torna-se bastante interessante.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:04 PM

CORTA - Segundo dia em estilo

O segundo dia do CORTA ficou marcado pela exibição de diversas curtas na área de competição, mas também de outros eventos paralelos que continuam a fazer deste festival um espaço interessante de se visitar.
Entre esses eventos foi exibido um conjunto de curtas criadas, numa cooperação extremamente interessante, entre os alunos da Escola Secundária Soares dos Reis e a Escola Superior de Música e Artes de Espectáculo. A exploração do som e imagem foram a tónica principal destes trabalhos que mostram que ali pode estar o futuro.
Um outro evento foi o de uma mostra de curtas do aclamado realizador João Costa Menezes. Um realizador que pode ser apelidado de Cronenberg português devido á sua capacidade de brincar com a câmara enquanto joga entre a música (um ponto essencial da sua obra) e o humor sarcástico dos seus personagens. Com a sala cheia, este afirmou-se como um dos pontos altos do dia.
Por fim houve a sessão de competição, dividida em três fases ao longo do dia. Foram exibidas 32 curtas-metragens, mas foram poucas aquelas que conseguiram encher as medidas. Algumas acabaram mesmo por surgir como uma desilusão absoluta, apesar da vontade do público - que lotou o recinto à noite mas que também marcou presença de tarde - em aplaudir todos os filmes apresentados.
Chatnoir é neste momento o melhor filme apresentado no festival. Uma comédia italiana que traz o universo do cinema noir para o mundo dos chat rooms. O humor é delicioso, a concepção magnifica e a ideia sublime. Uma curta-metragem sem falhas, que para já vai na frente em termos de qualidade cinematográfica.
Mas houve outros trabalhos igualmente muito bons. A animação Raging Blues, domina para já entre as curtas de animação, enquanto que trabalhos como Clean, The Listener, The Price of Imortality, Ewangelia Pierwsza, Toz, Les Secrets de Dieux e Cross estão também em altissimo nivel. Pena é que os trabalhos portugueses tenham apresentado algum defice de qualidade, se compararmos com as curtas de origem estrangeira.
Hoje o CORTA fecha as portas. De manhã houve uma mostra de filmes feitos por escolas e a partir da tarde fecha-se a competição. A partir das 21h30 começa a sessão de encerramento que terá como ponto alto a entrega dos prémios aos filmes premiados, e a sua re-exibição. E o Hollywood lá estará.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:28 PM | Comentários (1)

Em Cannes - Dia IX

Tommy Lee Jones estreia-se na realização com The Three Burials of Melquiades Estrada e vem mostrar o seu primeiro filme a Cannes. A critica apreciou o trabalho do actor norte-americano e este acabou por se consagrar como o evento do dia. Mesmo à frente do tributo prestado ao actor Morgan Freeman, ou à atribuição dos prémios não-oficiais do certame ao realizador austriaco Michael Hanneke pelo seu Hidden.
As restantes categorias também estiveram animadas ao longo do dia com a exibição de filmes como Three Times, Princess Raccoon e The Death of Mr. Lazarescu.
Hoje é o dia de Chromophobia, filme de Martha Fiennes.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:18 PM

maio 20, 2005

The Revenge of the Sith - O fim de uma era...

Terminou uma era na história do cinema. É essa a sensação que nos assalta quando a última letra do genérico final desaparece no ecrãn. Para trás ficaram mais de duas horas onde os amantes da saga viram tudo o que queriam ver. Nem sempre da melhor forma, mas o episódio final de Star Wars não desiludiu.
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Ninguém esperaria que Revenge of the Sith fosse uma obra-prima. Os mais pessimistas apenas pediam que fosse melhor que os dois primeiros filmes desta segunda trilogia - The Phantom Menace e Attack of the Clones - que tinham desiludido os fãs que esperaram quinze anos para voltar ao universo que Lucas imaginara na sua juventude. Os mais exigentes esperavam um filme ao nivel de The Empire Strikes Back, cotado como o mais completo filme da saga. Na verdade este filme fica a meio caminho. É inequivocamente o melhor filme desde que Lucas voltou a pegar na história do seu verdadeiro heroi - pensavamos que era Luke mas era Anakin - mas voltamos a encontrar alguns dos defeitos dos filmes desta prequela. Os efeitos especiais voltam a ser mais valorizados do que as relações humanas, e nalguns momentos - especialmente na relação entre Amidala e Anakin e na transformação do último - isso nota-se claramente, o que pouco abona em favor de Lucas.
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Este é manifestamente o grande problema de Revenge of the Sith. Se exceptuarmos Ian McDirmid - notável na sua transformação de Chanceler Palpatine em Lord Sidious (e a sua conversa "aberta" com Anakin é dos pontos-chaves do filme) - e o escocês Ewan McGregor (o único capaz de saltar para fora da personagem e dar-lhe um pouco da sua própria identidade), sentimo-nos defraudados com o restante elenco. Hayden Christensen nunca convenceu como Anakin, e agora também não é completamente convincente como Lord Vader. A expressão facial está lá, o discurso também, mas falta alma. A sua transformação é demasiado light para o peso daquele momento em toda a história da saga, e o seu "No!" após saber da morte de Amidala é mesmo o pior momento em todo o filme. É verdade que Mark Hammil também não foi um Luke perfeito, mas esperava-se que Lucas se tivesse redimido. O que não aconteceu. Aliás, nem Natalie Portman está ao ser melhor nivel neste filme, ela que foi um dos pontos de atração desta nova saga.
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Quem está de regresso em estilo à saga é o humor. Depois da experiência falhada com Jar-Jar Binks, eis que Lucas percebeu que o humor é também sinónimo de droides. E C3PO e R2D2 estiveram em grande, conseguindo alguns dos momentos mais divertidos de toda a saga. O próprio Ewan McGregor provou estar perto do que Harrison Ford nos habituou nos primeiros filmes da Guerra das Estrelas.
Sem desvender o facilmente desvendável - todo o filme é desenhado rumo ao conhecido final - percebe-se neste filme a metáfora politica de Lucas. A verdade é que um dos trunfos de Revenge of the Sith é o de ter um propósito. Em Phantom Menace somos introduzidos ao mundo de Anakin e dos Jedis. Em Attack of the Clones sentimos as primeiras perturbações na Força, mas o filme vagueia sem sentido. Neste filme percebe-se que tudo aponta para o futuro. Apesar de surgirem um pouco à pressa, as últimas imagens dão a pista de todo o que vai acontecer. Anakin é agora um Vader obediente ao Imperador. A mitica Estrela da Morte começa a ser construida. Leia e Luke são separados e entregues ás suas familias, que curiosamente desaparecerão logo no inicio do filme seguinte (e agora já podemos falar nestes termos), e Obi Wan e Yoda vão para as suas posições estratégicas donde ajudarão a escrever o final do Império.
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Haverá algo de bom em Anakin? Luke perguntava isso a Obi Wan e a Yoda em tons afirmativos em The Return of the Jedi, na mesma forma que Amidala o faz neste filme. Os fãs ficam com sérias duvidas já que a personagem se transforma por completo. Uma transformação por amor, mas feita de forma abrupta e por isso digna de uma exploração mais intensa. Mas será esse amor, o mesmo que levou ao aparecimento do Império, que levará à sua queda. Um idealismo politico que Lucas transportou para uma galáxia, há milhares e milhares de anos, e da qual sentiremos falta.

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O Melhor - A cena em que percebemos que o embaixador do Mal é mesmo o Chanceler Palpatine. Muito bem conseguida a todos os niveis.

O Pior - A falta de dramatismo em Anakin nas três cenas capitais do filme: quando se rende ao lado negro, quando perde o duelo com Obi Wan e quando sabe que Amidala está morta.

Curiosidade - Várias personagens do Episodio IV surgem de forma prévia neste filme. Chewbacca é uma delas mas a mais curiosa - aparece num frame - é mesmo a Estrela da Morte, palco de alguns dos momentos mais mágicos da saga.

Site Oficial - www.starwars.com/episode-iii

Realizador - George Lucas
Elenco - Ewan McGregor, Hayden Christensen, Ian McDirmid, ...
Produtora - Twentieth Century Fox
Classificção - m/16
Duração - 140 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:24 PM | Comentários (1)

CORTA - O mundo em curtas no Porto

Ontem o CORTA - Festival Internacional de Curtas Metragens do Porto - abriu as portas pelo terceiro ano consecutivo. Este é cada vez mais um dos festivais mais interessantes no calendário de eventos cinematográficos e por isso o Hollywood não poderia deixar passar despercebido a sua 3º Edição.
O dia de abertura ficou marcado pelo inicio dos workshops promovidos pela organização do evento, onde a escrita criativa e a própria criação de uma curta-metragem "ao vivo", que será exibida no final do festival, foram os pontos fortes. A abertura oficial ocorreu na noite de ontem com a exibição dos premiados do anterior certame e da abertura da secção competitiva. Secção essa que hoje e amanhã continuará a trazer muitos amantes de cinema à Biblioteca Almeida Garret no Porto.
Muito bem organizado e com um público jovem, o CORTA surpreende acima de tudo pela sua capacidade de aliar uma irreverência e altruismo dignos dos mais jovens com um profissionalismo que esperamos em festivais com mais anos de trabalho. O certame ameaça ser um verdadeiro sucesso. Uma boa noticia para quem é apreciador de cinema.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:18 PM

Em Cannes - Dia VII e VIII

Depois de dois dias de ausência forçada, eis que regressa a cobertura ao Festival de Cannes.
No sexto dia do certame o destaque esteve todo em Sin City. O filme de Robert Rodriguez é um misto de banda-desenhada e cinema, projecto que só pôde ser concretizado com a colaboração directa do desenhista Frank Miller. O filme é ousado e Cannes apreciou a inovação visual mas a verdade é que o efeito Pulp Fiction, que em 1994 esteve em grande em Cannes, não se repetiu.
Já ontem foi o dia de Wim Wenders. O alemão, um habitué nestas andanças, trouxe o seu Don´t Come Knocking, filme sobre paternidades renegadas e viagens fracassadas. Mais um olhar penetrante à América por Wenders, um dos mais oniricos directores de cinema europeus.
Quem também esteve em destaque nestes últimos dois dias foi Amos Gitaï com o seu Free Zone e Hong Sangsoo que trouxe a Cannes, Tale of Cinema.
Para os mais vouyers, Cannes tornou-se local de referência obrigatória a partir do momento em que a actriz Sophie Marceau acabou por mostrar mais do que quereria. Foi um momento a la Cannes (dificilmente se imaginaria o mesmo em Hollywood - porque mesmo que acontecesse, seria cortado) que apimentou o festival.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:07 PM

maio 19, 2005

In Good Company - Para olhar o futuro...

Um filme com o condão de encantar sem ser espectacular. Um artificio conseguido essencialmente pelo trabalho do grupo de actores. Porque o futuro está mesmo ali...
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Paul Weitz é um argumentista interessante. Prova-o mais uma vez neste In a Good Company, ao cosneguir fazer um filme light, honesto e extremamente interessante. Usa mas não abusa dos cliches do generos. É certo que os cliches base estão lá. Mas vão desaparecendo à medida que o filme caminha para o seu final. Um final extremamente interessante, especialmente tendo em conta ao que os filmes do genero já nos habituaram. O que é, acima de tudo, algo deveras original.
Mas se como argumentista Weitz vai bem, como realizador está uns furos abaixo do que se esperava ou desejava. Há algumas cenas extremamente imaginativas, especialmente na parte inicial do filme, e a própria montagem é bastante apelativa. Mas a partir de certa altura o filme perde alguma identidade, e, acima de tudo, alguma frescura.
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No entanto, e apesar da história ser interessante e bem construida, o ponto alto deste filme é sem dúvida o seu elenco.
Dennis Quaid está igual a si próprio, extremamente sóbrio e a fazer os papeis que Harrison Ford fazia há uma decada. Um forte pilar a partir do qual se pode construir um filme.
Scarlett Johansson continua igual a si mesma. A sua beleza e talento não tem igual no panorama actual, e ela prova-o mais uma vez roubando quase todas as cenas em que entra. Não é a estrela do filme mas torna-se na estrela do filme sempre que surge diante das camaras. E só não é mesmo a estrela porque este filme traz um Topher Grace em grande forma.
O actor de P.S. é provavelmente uma das maiores promessas do cinema norte-americano e um dos jovens com mais valor a surgir em Hollywood, talvez desde Edward Norton, esse imenso talento desperdiçado. Todas as cenas - talvez tirando algumas que partilha com Scarlett - são dominadas pelo seu talento e irreverência dignas de uma rising star. Grace é uma lufada de ar fresco no grupo de actores da sua geração e uma boa razão para ver este filme.
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Um feel-good movie, imaginativo, com alguns traços originais, e acima de tudo, com um elenco em grande forma que consegue corresponder às mais optimistas expectativas. Longe de ser um grande filme, torna-se num dos bons filmes que até agora pudemos ver neste inicio de ano. E uma visita obrigatória para os cinéfilos de Primavera.

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O Melhor - O desempenho de Topher Grace confirma tudo o que de bom já se ouviu dizer dele. Arrebatador e com um imenso futuro pela frente.


O Pior
- A forma como o filme se precipita após o rompimento de Topher e Scarlett. Sente-se que o filme cai um pouco após essa cena.

Curiosidade - Parece que estamos a viver a era Scarlett Johansson. Depois da estreia de A Love Song For Bobby Long, e de The Island e Match Point estarem para breve, há também este In Good Company. E com vários projectos anunciados para o próximo ano resta saber se a actriz tem espaço para algo que não o cinema.

Site Oficial - www.ingoodcompanymovie.com


Realizador
- Paul Weitz
Elenco - Dennis Quaid, Topher Grace, Scarlett Johansson, ...
Produtora - Universal
Classificação - m/12
Duração - 110 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:14 AM | Comentários (4)

maio 18, 2005

O Que Estreia Por Cá - Todos temos um lado negro

Todos conhecem o enredo deste filme. Durante quase trinta anos esta história tornou-se num verdadeiro mito. Todos sabem o que se vai passar. Mas todos querem ser surpreendidos com o momento mais mágico do ano cinematográfico. O momento do nascimento de Darth Vader...
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Star Wars é provavelmente a maior saga da história do cinema. Arrasta mais fãs do que qualquer outro filme. E despede-se amanhã da história do cinema. Será o último filme que George Lucas filmará sobre uma galáxia, há milhares e milhares de anos atrás. E será o final que todos estão há espera?
A dúvida é essa. A história de The Revenge of the Sith é bem conhecida de todos. Durante a Guerra dos Clones, o jovem Jedi Anakin Skywalker é atraido pelo lado negro da força e torna-se em Darth Vader, ajudando assim o senhor dos Sith a tornar-se Imperador da Galáxia, contribuindo para a quase extinção dos Jedis, e da sua própria familia. Felizmente ambos sobreviverão, e será a geração futura que salvará a galáxia. Mas isso já todos sabem porque foi a partir daí que Lucas decidiu começar a contar a história que ele diz ser, antes de tudo, a história do pequeno Anakin. Para nós, que fomos vendo os episódios a partir do IV - fazendo ainda hoje confusão a muitos que este, que é o último, seja o terceiro filme - isso fará pouco sentido. Mas ao ver os seis filmes de rajada - algo que a edição em dvd no Natal deste filme permitirá - é uma ideia com sentido.
No entanto a expectativa está centrada à volta da negritude deste filme. A critica tem gostado do que já viu e aparentemente Lucas conseguiu a profundidade dramática esperada. Algo que ficou bastante aquem nos dois primeiros episódios. Resta saber se o momento mais esperado do ano pelos amantes de cinema, será mesmo um momento digno de ser glorificado durante longos anos.
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A estreia de Star Wars - The Revenge of the Sith praticamente que apaga qualquer outra estreia. Mas por cá vão surgir mais três filmes.

Jeux d´Enfants parece ser um dos filmes franceses mais interessantes deste ano. Solto, com uma montagem dinâmica e um belissimo duo composto por Marion Cottilard e Guillaume Canet, espera-se que a direcção de Yann Samuell corresponda à potencialidade do seu argumento.
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Man of the House traz Tommy Lee Jones para o universo da comédia, num filme assinado por Stephen Herek. O actor viverá um ranger que terá de proteger e vigiar uma claque feminina, testemunhas fundamentais para a solução de um dramático crime.
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Pas de Repos Pour Les Braves é um filme francês que vem já de 2003 e que tem tido aplauso por parte da critica. A história de um homem que sabe que vai morrer mas quer viver, toca de duas formas distintas dois homens. Filme dirigido por Alain Guiraudie.
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O Hollywood Recomenda - Por todo o seu simbolismo, The Revenge of the Sith é um filme obrigatório para todos os amantes de cinema. É o fim de um ciclo que chega.

O Hollywood Desaconselha - Comédia com Tommy Lee Jones não parece ser a fórmula de maior sucesso da história do cinema. Colocar o veterano e respeitado actor a tratar de um grupo de jovens histéricas não parece ser a melhor premissa para um filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:42 PM

Quem tinha saudades dele?

Tornou-se conhecido do grande público por se ter casado com uma tal de Maria Ciccone, mais conhecida como Madonna. Mas para os amantes do cinema ele será sempre visto como um dos mais irreverentes e interessantes realizadores britânicos do momento.
Guy Ritchie está de volta este ano. E com ele regressa também Jason Statham, o seu actor habitual, num filme que conta ainda com produção de Luc Besson.
Revolver promete recuperar o espirito do underground londrino - tão bem retratado no delicioso Snatch - e é um dos projectos mais esperados para este ano. E aqui fica o primeiro poster do filme.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:37 PM | Comentários (2)

maio 17, 2005

Bandidas procuram-se

Aproveitando o Festival de Cannes, onde Salma Hayek é juri convidada, o filme Bandidas apresentou o primeiro poster do filme em plena Riviera francesa.
O filme com as duas maiores estrelas latinas do momento, a mexicana Salma Hayek e a espanhola Penelope Cruz, promete ser uma comédia recheada de acção, ou um western recheado de comédia. A escolha é do freguês até porque, já se sabe, a maior parte do público deste filme estará pouco interessado no genero. O interesse será mesmo em ver a dupla latina em açcão.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:34 AM

Em Cannes - Dia VI

Entre Manderley e A History of Violence, os amantes de cinema tiveram um dos dias mais interessantes do cartaz do Festival em Cannes.
O primeiro filme é o segundo tomo do ciclo americano de Lars von Trier. Conta com Bryce Dallas Howard no lugar que originalmente pertencia a Nicole Kidman, e vai tentar o que Dogville não conseguiu, ou seja, vencer a Palma de Ouro. O filme é polémico mas von Trier, que até já venceu duas vezes em Cannes, uma com o prémio especial do Juri por Breaking the Waves e outra, com Dancer in the Dark, que lhe valeu o trofeu máximo, é um dos favoritos à vitória.
Tal como David Cronenberg que traz o seu A History of Violence ao certame na garantina que é um dos seus melhores filmes dos últimos anos. Com Viggo Mortensen no principal papel, este filme centrado no lado obscuro do sonho americano foi aquele que recolheu maior aceitação do público até agora, provando ser um dos maiores rivais da dupla van Sant e von Trier, que parecem reeditar o duelo de há dois anos atrás.
Um dia que foi igualmente marcado pela presença do cinema brasileiro com Cidade Baixa, e também do cinema francês através do novo filme de François Ozon, Le Temps qui Reste, e de Joyeux Noël de Christian Carion. O cinema mexicano foi alvo de homenagem e as exibições dos filmes seguem-se a ritmo alucinante.
Para hoje está marcada a exibição do novo filme de Jim Jarmush, Broken Flowers. Na próxima Quarta-Feira o destaque vai para Sin City. Nos próximos dois dias o Hollywood vai interromper esta cobertura diária, retomando-a na próxima quinta-feira com direito a resumo do que se passou nos dias sete e oito do certame.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:24 AM

maio 16, 2005

Corta arranca esta semana

O Festival Internacional de Curtas-Metragens do Porto arranca no próximo dia 19 na cidade do Porto.
O certame dividir-se-á entre a Biblioteca Almeida Garret e o Palácio Cristal, e tem no cartaz, para além da exibição de diversas curtas-metragens em competição, a realização de workshops sobre cinema e sobre como se deve escrever para cinema com a participação de Virgílio Almeida.
Este festival tem ganho cada vez mais destaque ao longo dos anos e é um dos bons espaços para os jovens criadores de curtas-metragens poderem divulgar o seu trabalho.
O Hollywood vai tentar marcar presença no certame no dia de encerramento para colher algumas impressões de espectadores e direcção, numa sintese da 3º Edição do Festival.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:36 PM

Festroia está a chegar

É um dos maiores festivais de cinema nacional. Em popularidade rivaliza apenas com o Fantasporto. Esteve com alguns problemas financeiros nos últimos anos mas agora promete voltar em força.
O Festroia começa a 28 de Maio em Troia e continua até 5 de Junho. Vão ser cerca de 150 filmes que atacarão o cobiçado Golfinho, mas haverá o habitual espaço de divulgação de cinema menos conhecido comercialmente em diversas categorias, incluindo uma homenagem especial ao cinema da Finlândia.
Enquanto o Festival não arranca, a organização do evento decidiu criar um blog para discutir um pouco, não só a essência do Festroia, mas também para que os amantes de cinema possam falar um pouco mais sobre a 7º Arte. Um espaço de indispensável visita que se deverá manter para além do próprio festival.
Aqui podem ler o primeiro texto que tive a felicidade de poder escrever neste espaço que importa divulgar, tal como o próprio Festival, para que não acabe nunca!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:20 PM

Novidades de The Island

Michael Bay está preparado para fazer de The Island, um dos grandes blockbusters deste ano. O filme está a conhecer os últimos detalhes de produção e será lançado neste Verão.
O elenco de luxo, onde pontificam Ewan McGregor e Scarlett Johansson, promete um interessante espectáculo recheado de acção, romance e efeitos especiais. Para já, cada um dos actores teve direito a um poster especial.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:28 AM | Comentários (1)

Em Cannes - Dia V

O dia foi marcado ao som da Marcha Imperial da mitica saga Star Wars que fez de Cannes o palco privilegiado para a primeira exibição do sexto, e último, filme da saga. George Lucas foi homenageado pela sua carreira e viu o público render-se a Revenge of the Sith, o filme mais negro de toda a saga da familia Skywalker, que no entender do realizador, é mais a saga do própria Anakin, do seu crescimento, fraqueza e redenção.
Também hoje foi exibido o único filme italiano em competição. Da autoria de Marco Tullio Giordana, este Quando Sei Nato Non Puoi Piu Nasconderti alerta para a situação dos imigrantes clandestinos que vivem às portas do território italiano, e que tanta polémica têm criado.
Outros filmes em destaque ao longo do do dia foram Battle in Heaven, filme mexicano, e A Bittersweet Life, filme coreano, ambos fora de competição. Isto no dia em que o ministro da cultura francesa homenageou o actor Daniel Auteil e o organizador do certame, Gilles Jacob.
Hoje é um dos grandes dias na competição à Palma de Ouro, já que serão apresentados os novos filmes de David Cronenberg - A History of Violence - e de Lars von Trier - Manderlay.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:19 AM

maio 15, 2005

Em Cannes - Dia IV

O dia IV do festival foi praticamente dominado por dois filmes. Michel Haneke apresentou o seu Hidden, filme com Juliette Binoche que recupera a formula de sucesso do realizador austriaco, que já viu um dos seus filmes - La Pianist - ser galardoado neste festival.
Para além de Haneke quem também esteve em destaque foi o novo trabalho do realizador de Hong-Kong Johnnie To que traça em Election, um duro retrato da vida das máfias chinesas numa das mais habitadas cidades do mundo.
Também as outras competições tiveram um dia algo apagado, com principal destaque para a exibição de dois filmes norte-americanos. Kiss Kiss, Bang Bang na categoria fora de competição e Down in the Valley na categoria de Un Certain Regard.
Ontem lembrou-se também Michael Powell e James Dean bem como o cinema que se faz em Marrocos, inaugurando assim um novo espaço dedicado aos vários cinemas do mundo.
Hoje o destaque principal na Croisette vai para a primeira exibição mundial de Star Wars III - The Revenge of the Sith, filme que o Hollywood verá no dia de estreia, a próxima quinta-feira.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:19 AM | Comentários (1)

Swank tem novo projecto

A actriz duplamente galardoada com um óscar da Academia tem já um novo projecto para quando acabar as filmagens de Black Dahlia. Hilary Swank será a estrela de Freedom Writers, filme da Paramount sobre um caso veridico em que uma professora de uma complicada turma os ajudou a ultrapassar os seus próprios problemas graças a um metodo de ensino que incluia a leitura de livros marcantes e a auto-descoberta. Num tom algo semelhante a Blackboard Jungle, este filme independente é mais um projecto para uma actriz que conta pelos dedos das mãos, os filmes já protagonizados em Hollywood.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:31 AM | Comentários (1)

maio 14, 2005

Em Cannes - Dia III

E como se esperava o centro das atenções do terceiro dia do certame concentrou-se em Last Days, o falso biopic que Gus van Sant rodou à volta de um vocalista de uma banda grunge que não é Kurt Cobain, mas que é Kurt Cobain.
O filme, com Michael Pitt no principal papel, não é a biografia dos últimos dias do vocalista dos Nirvana. Não há Courtney Love ou Dave Grohl por lá. Mas é no mitico vocalista de Seatle que o realizador foi buscar a inspiração e o leiv motif do seu filme, que, como se esperava, recebeu rasgados elogios. Não é por acaso que este é um dos mais fortes candidatos a atacar a Palma de Ouro, o que significaria uma segunda vitória, após o triunfo em 2003 com Elephant.
Também em competição foi hoje apresentado Where the Truth Lies, o novo filme de Atom Egoyan, o interessantissima cineasta canadiano, outro dos mais fortes candidatos a arrecadar o prémio final, especialmente devido à boa recepção que o público teve do filme que conta com Kevin Bacon no principal papel.
Fora da competição foi exibido um documentário do realizador alemão Fatih Aikel. Depois do sucesso em Berlim com Head-On, o cineasta de ascendência curta rodou um documentário sobre o dia a dia de Istambul. Crossing the Bridge, o nome desse trabalho, recebeu rasgados elogios e confirmou o bom momento de carreira de Aikel.
Em Un Certain Regard, o dia foi recheado de bons trabalhos como Nordeste, Le Filmeur e Delwende. Também na secção de clássicos foi exibido Marty, um vencedor surpresa da Palma de Ouro em 1955, e o dia ficou igualmente marcado pela inauguração de um espaço para os mais novos, com a exibição do filme Kirikou et le Fétiche Egaré.
Para hoje o destaque vai para Caché, filme de Michel Haneke, e também para a exibição de vários clássicos de Michael Powell.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:35 AM

A Love Song For Bobby Long - Um conto de inadaptados

Este é acima de tudo um filme belo. Belo pela paisagem natural de Nova Orleães e arredores. Belo pelos rostos que a camara filma tão delicadamente. E belo pela história que vamos descobrindo à medida que o filme se vai desenrolando diante dos nossos olhos...
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Há algo neste filme que é verdadeiramente belo. Mesmo que este não seja um grande filme - porque não o é, há algo que falta para o filme chegar a esse patamar - sai-se da sala com a convição de que se viu algo quase poético. Talvez a inspiração literária do argumento, talvez a paisagem natural do filme, talvez o rosto de Scarlett Johansson, tenham algo a ver com isso.
Shainne Gabbel sai-se bem no manuseamento da camara que parece, desde o primeiro instante, amar todos os que por diante dela passam. O generico inicial - que depois funciona em forma de looping como generico final, agora com os olhos postos no futuro - mostra-nos um John Travolta (que papelão!) a desfilar por Nova Orleães. É aí que os dois pontos altos do filme pela primeira vez se juntam. Acho que a capital do Missouri nunca foi mostrada de forma tão poética. E nunca John Travolta soube encarnar com tanta garra e determinação um papel dramático como neste filme. Se ele não tivesse sido o perfeito Bobby Long, este filme não teria sido nada.
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Travolta é sublime na transformação que imprime ao seu personagem. O amargurado Bobby Long, outrora um homem verdadeiramente bigger than life, como nos diz Gabriel Match a certa altura, desistiu de viver e espera agora pacientemente a morte, entre conversas sobre um livro que parece não querer avançar - e que seria a sua consagração póstuma - e um (ou vários) copos de whisky na mão. Mas se no inicio é facil detestar Bobby Long, como o titulo o indica, no final queremos também escrever-lhe uma canção de amor. Começamos a percebe-lo. Começas a saber que há um motivo por detrás da história. Começamos a ver que o arrogante e dramático Bobby Long não é ninguém sem o que o rodeia. E automaticamente, começamos também a amá-lo. Não lamentamos a sua perda, ela tinha que acontecer, isso já nós sabiamos. Lamentamos que ela tenha chegado tão cedo, porque Purslane ainda tinha muito que aprender e nós também.
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Também é fácil de amar Scarlett Johansson (aliás, neste filme é fácil amar toda a gente, porque a amargura interior de todas as personagens faz com que elas se tornem frageis e emotivas, e por isso, dignas do nosso amor). Aliás é sempre fácil amar esta bela e talentosa actriz. Mas aqui mais porque é ela quem vai operar o verdadeiro milagre da transformação de Bobby Long. É o furacão que chega e deita a casa de pernas para o ar, que lhe dá um ar digno, e que dá uma razão de viver a quem nela vivia. A Lawson - tambem interpretado em grande nivel pelo pouco conhecido Gabriel Match - e essencialmente a Bobby, que vê nela acima de tudo a redenção, e que faz dela - ainda sem saber o que o futuro lhe esperava - a sua herdeira. Mas é a face - e o corpo não o podemos ignorar - de Scarlett que mais irradia quando está em cena. É ela a descer pelos campos de Nova Orleães que nos deixam boquiabertos. É a sua simplicidade, a sua preserverança e independência que nos fazem sentir a sua chama interior. E é essa chama que a certa altura vai pegar no filme e ajuda-lo a subir, degrau por degrau, tal como se estivessemos a amparar o próprio Bobby.
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Filmado com uma notável composição sonora e uma fotografia e direcção artisticas notáveis, este filme é tecnicamente um prazer de se ver. O argumento tem algumas falhas, falta-lhe profundidade em alguns pontos, é certo. O constante explorar do fantasma da mãe de Pursy é natural, mas a certa altura torna-se verdadeiramente obsessivo. A forma como - apesar de todas as suas falhas como mãe e pessoa - ela é descrita como um ser quase perfeito, falha em encaixar na profundidade dramática da história. Mas mesmo assim o filme tem poucos pontos baixos. O rimto é pausado, tranquilo e acima de tudo, bem feito. É um filme pequeno na forma, mas grande no seu conteudo. Um dos bons exemplos de um cinema mais indie e menos comercial, um caminho cada vez mais amado pelos cinéfilos contemporâneos.

Classificação - alovesong.gifalovesong.gifalovesong.gif

O Melhor - O desempenho do leque de actores, onde John Travolta faz o seu melhor papel de sempre (sim, melhor que em Pulp Fiction) e Scarlett Johansson continua a provar porque é uma referência aos 20 anos. E o próprio Gabriel Match prova todo o seu valor e é um nome a seguir.

O Pior - O filme tem uma clara falta de ambição que tanto funciona como virtude - e funciona por toda a sua simplicidade - como em alguns momentos funciona como contrapartida. Na cena em que Scarlett é apanhada desprevenida por Match, um filme mais ambicioso teria sido mais ousado na cena (ninguém está naquela pose no próprio quarto ao vestir-se). Neste filme há cenas como esta em que se podia ter ido mais além.

Curiosidade - As sucessivas referências literárias ajudam a pautar o ritmo do filme. O próprio Bobby Long surge aqui como um resumo de uma serie de autores ditos sulistas, que pelas suas caracteristicas de alcoolicos, de homens com passado para esquecer, ajudam no fundo a representar o espirito de um mundo muito próprio dentro dos EUA.

Site Oficial- www.lionsgatefilms.com/profile/lovesong.php

Realizador - Shaine Gabbel
Elenco - John Travolta, Scarlett Johansson, Gabriel Match, ...
Produtora - Lions Gate
Duração - 120 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:25 AM

maio 13, 2005

Lynch vai anunciar novo filme

Ninguém ouviu falar dele depois do polémico Mulholand Drive mas a verdade é que ele não parou de trabalhar e agora tem um novo filme na calha.
Inland Empire promete ser mais um trabalho verdadeiramente surreal com um filme dentro do próprio filme, debruçando-se essencialmente sobre os mistérios de uma mulher. O filme foi rodado em total secretismo, sabendo-se apenas que o elenco é composto por Laura Dern, Harry Dean Stanton, Justin Theroux e Jeremy Irons, a maior parte dos quais verdadeiros habitues dos filmes de Lynch.
Os estudios franceses StudioCanal irão amanhã em Cannes divulgar mais informações sobre o filme mistério de Lynch.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:46 AM

Em Cannes - Dia II

Continua o festival de Cannes a decorrer na Riviera francesa com todo o estilo habitual. E ontem foi dia da cidade prestar a sua homenagem ao mais recente filme de Woody Allen, um dos realizadores norte-americanos mais amados na Europa.
Match Point, que marca também o inicio da colaboração de Allen com a bela e talentosa Scarlett Johansson, fala de um treinador de tenis que vai ascender na sociedade à custa de um casamento que também marcará a sua queda, devido à paixão que começará a crescer entre ele e a sua cunhada.
A Croisette aplaudiu o filme do nova-iorquino e o desempenho dos seus actores. Antes disso tinha sido dado o pontapé de saida para a secção Un Certain Regard, com o filme Hwal do sul-coreano Kim Ki-Duk e ainda o filme do japonês Mashahiro Kobayashi - Bashing - que está igualmente em competição.
Para hoje fica agendada a ansiada estreia de Last Days, de Gus van Sant, da continuação da exibição dos filmes fora de competição e de Un Certain Regard e também da exibição de um filme de Jean Renoir, que assim continua a secção dos Clássicos de Cannes, inaugurada no dia de ontem com East of Eden de Elia Kazan.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:27 AM

maio 12, 2005

Em Cannes - Dia I

Foi com a habitual pompa e circunstância que abriu hoje o 58º Festival de Cannes.
Depois do desfile do juri e de algumas estrelas pela mitica passerelle vermelha - tão ou mais emblemática que a sua congenere de Hollywood - foi exibido o filme de abertura do certame.
Lemming, da autoria do francês Dominik Moll - a sua terceira longa-metragem, ele que encantou Cannes há uns anos com Harry, Un Ami Qui Vous Veut Du Bien - teve uma boa recepção por parte da critica. Com um elenco apetecivel - Charlotte Gainsbourgh, Charlotte Rampling e André Dussollier - este é um filme sobre as relações conturbadas de dois casais.
Na cerimónia de abertura, o discurso da belga Cecille de France, elogiando o papel do certame no cinema europeu, e do realizador norte-americano Alexander Payne, abriram as "hostilidades", abençoadas ainda pelo juri liderado pelo jugoslavo Emir Kusturica que se declarou como um comandante de soldados.
Amanhã continua a competição oficial e começarão a ser exibidos filmes de outras categorias, ou seja, dos festivais dentro do festival.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:20 PM | Comentários (6)

Blanchett vive um amor proibido

Foi uma história muito badalada nos EUA e teve um happy-ending a la Hollywood. Uma jovem professora norte-americana apaixonou-se por um aluno seu de 15, que também estava enamorado dela, mantendo com ele relações durante algum tempo, até que o caso foi denunciado. A mulher foi presa e o jovem recebeu tratamento psicológico para superar o trauma que muitos chamam simplesmente de amor. Mas a verdade é que a história estava só a começar. Já na cadeia a mulher descobriu-se grávida do seu jovem amante e teve o filho. Alguns anos depois, quando saiu em liberdade provisória, os amantes voltaram-se a encontrar - mesmo tendo a lei proibido tal afronta - e desse encontro resultou um outro filho no ventre da professora, e mais alguns anos de prisão à mesma. Agora, ela está solta e com dois filhos do jovem que agora é um homem, segundo a lei, e que quer com ela constituir a familia que o Estado norte-americano do Texas não permitiu.
Serve tudo isto para contar que esta história inspirou um romance que por sua vez inspirou um filme, como seria de esperar. E para o principal papel foi escolhida Cate Blanchett. A britânica Judi Dench também terá um interessante papel como conselheira moral.
Notes from a Scandal, é esse o titulo, vai ter argumento de Patrick Marber - o mesmo autor do notável argumento de Closer - e será dirigido por Richard Eyre.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:10 PM | Comentários (1)

maio 11, 2005

Arranca Cannes

A Croisette abre hoje as portas para a parada de estrelas. É o arranque oficial do 58º Festival de Cinema de Cannes, este ano mais virado para o cinema de autor. O juri presidido por Emir Kusturica, promete ser menos polémico que o do ano transacto, dirigido por Quentin Tarantino, que surpreendentemente e numa manobra abertamente politica, acabou por premiar Farheneith 9/11 com a Palma de Ouro.
Este ano são os pesos pesados do cinema de autor que marcam presença. De Lars von Trier a Gus van Sant, de David Cronenberg a Jim Jarmush e Wim Wenders, espera-se que o vencedor volte a encarnar o espirito do Festival.
Outros pontos de interesse desta edição serão a exibição de Star Wars - The Revenge of the Sith já no próximo domingo - a quatro dias da estreia mundial - de uma homenagem a James Dean e também da presença de Woody Allen para apresentar o seu mais recente filme, fora da competição final.
O festival arranca hoje e termina a 22 de Maio, dia em que serão conhecidos os grandes vencedores desta edição.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:44 PM | Comentários (3)

O Que Estreia Por Cá - Ela é a companhia ideal

Depois de A Love Song For Bobby Long ter estreiado na semana passada com um notável desempenho de Scarlett Johansson, a jovem actriz está de regresso com mais um interessante filme. E para nós, ela será sempre uma boa companhia...
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In Good Company não é só Scarlett Johansson. O filme de Paul Weitz centra-se, em primeiro lugar, na personagem de Dennis Quaid, um homem que descobre que o seu novo patrão tem metade da sua idade e namora com a sua filha. Mas é o duo de jovens actores, composto por Johansson e pelo talentoso Topher Grace - lembram-se de P.S.? - que pauta o ritmo do filme.
Uma comédia pois claro, ideal para estes dias de Primavera.
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Semana com poucas estreias de destaque. São cinco os restantes filmes que abrem por cá.

A Home at the End of the World é inspirado num livro de Michael Cunningham, e acabou por ser um dos filmes indies mais interessantes de 2004. E também dos mais polémicos. Dirigido por Michael Mayer, o filme conta com Colin Farrell, Robin Wright Penn e Sissy Spacek que vão mostrar uma história de amizade, amizade essa que ultrapassa todas as barreiras.
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The Saddest Music in the World é outro filme "indie", desta vez com a veterana Isabella Rosselini no principal papel. Dirigido por Guy Maddin, o filme fala de um concurso que teria tido lugar durante a Grande Depressão, onde foi instituido o prémio para a canção mais triste do mundo. Maria de Medeiros também marca presença no filme.
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Imaginary Heroes é o terceiro titulo "indie" da semana, agora em registo de comédia. Sigourney Weaver e Jeff Daniels chefiam uma familia que não consegue ultrapassar uma crise e se refugia em si mesma, na droga e no abstracto. Direcção de Dan Harris.
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Danny The Dog : Unleashed marca o regresso do produtor Luc Besson aos filmes de acção. Com Jet Li, Bob Hoskins e Morgan Freeman nos principais papeis, este é um filme não só de artes marciais mas também sobre as relações humanas. Dirigido por Louis Leterrier.
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The Ice Princess é uma habitual comédia de adolescentes que pauta o inicio da temporada do cinema para os mais jovens. Com a bela Michelle Tratchtenberg, o filme gira à volta de da relação de uma talentosa patinadora e da sua nova pupila. Produzido pela Disney e assinado por Tim Fywell.
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O Hollywood Recomenda - O filme In Good Company promete não só um humor inteligente, como também a promessa de um bom desempenho do seu leque de actores.

O Hollywood Desaconselha - A menos que tenham 6 anos e sejam fãs de patinagem artistica, não há razão porque ver Ice Princess.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:00 PM | Comentários (1)

maio 10, 2005

A careca da vingança

Não parece mas é mesmo ela.
Natalie Portman vai ser a estrela de V for Vendetta, um dos titulos mais publicitados ao longo deste ano, e cuja a estreia está marcada para 4 de Novembro.
O filme baseia-se num argumento dos irmãos Wachowski, bem ao estilo orwelliano com uma Inglaterra subjugada por um regime totalitário. V é o heroi rebelde que promete virar de cabeça para o ar esta rigida Inglaterra. James McTeigue, assistente de realização de George Lucas e dos Wachowski vai realizar o filme e Portman é a actriz principal. Só que para isso a jovem actriz teve de se despojar de todo o seu cabelo. Nada que a apoquenta já que a própria confessou gostar do seu novo estilo, a la Sinnead O´Connor.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:10 PM | Comentários (2)

maio 09, 2005

007 em Praga

É mais uma certeza à volta do próximo filme de James Bond. Depois de se ter confirmado o titulo - Casino Royale - e o realizador do projecto - Martin Campbell - chega agora a certeza que o filme vai ser rodado na capital da Republica Checa e não em Pinewood, os estúdios britânicos.
Praga, uma das mais belas cidades da Europa, receberá assim o novo James Bond (a confirmar-se a não continuação de Pierce Brosnan que parece iminente mas que ninguém arrisca a ter como certo) nas filmagens que terão lugar no próximo ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:32 PM | Comentários (1)

Começa a febre Da Vinci Code com o primeiro poster

Da Vinci Code é o maior best-seller literário dos últimos anos e promete dar muito que falar nos próximos tempos no meio cinematográfico. Após o polémico casting, o filme está agora na sua primeira fase de pré-produção e a equipa de marketing da Warner Bros não se tem poupado a esforços. Por isso divulgaram o primeiro teaser poster do filme. O design é básico, aproveita a imagem central do livro, e surge como o primeiro veiculo de uma intensa campanha de marketing que culminará em 19 de Maio de 2006 com a estreia do filme.
Ron Howard ainda não começou a rodar a história de Dan Brown - só o fará no Verão - mas Tom Hanks, Audrey Tatou, Jean Reno, Alfred Molina e Ian Mckellan já estão confirmados no elenco.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:21 PM | Comentários (8)

maio 08, 2005

Kingdom of Heaven - As Cruzadas segundo Scott

A primeira tentação é comparar este filme a Gladiator. Erro fatal que já provocou algumas criticas sem muito nexo ao filme. A segunda tentação é olhar para este filme e tentar compará-lo com a actual situação do Médio Oriente e das relações entre muçulmanos e cristão. Outro erro fatal que tem perseguido Kingdom of Heaven sem sentido nenhum. E porque não ver este filme pelo que é? Um épico histórico de grande nivel, com assinatura de Sir Ridley Scott...
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Um filme vale pelo que é em primeiro lugar: um filme. No entanto, surgem ocasionalmente, alguns peritos em história, sociologia, teologia e "oportunologia", que adoram traçar comparações e analises sem sentido, quando um filme é, em primeiro lugar, apenas um filme.
Ora esse é um problema que tem apoquentado este épico histórico que é Kingdom of Heaven. Ver este filme e traçar um paralelismo com a actual relação entre o cristianismo e o mundo muçulmano é puro oportunismo. Este filme fala de um momento da história em que o mundo estava dividido como nunca esteve. Este filme fala sobre uma época em que havia ainda quem sonhasse com o "Reino dos Ceus". Este filme não fala sobre Osama Bin-Laden, sobre a religião hoje, e muito menos, sobre um revisionismo histórico que muitos teimam em querer manter.
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Este filme também não é Gladiator. Nunca o foi, nem nunca esteve para o ser. Gladiator II poderá vir a ser uma realidade, mas não é aqui que vão encontrar semelhanças com o grande sucesso de Scott. As personagens são completamentes diferentes, especialmente se falarmos de Maximus e Bailan. E como tal ninguem pode esperar de Orlando Bloom que seja Russell Crowe. Em primeiro lugar porque neste genero de filmes ninguém está ao nivel do australiano. Em segundo lugar, porque o jovem Bloom ainda tem muito caminho para percorrer até atingir os niveis de carisma e presença de Crowe. E em terceiro lugar, porque as personagens apresentam caracteristicas muito distintas. Há um idealismo em ambas, sim é verdade. Há o episódio da morte da mulher e filho, sim também o é, mas neste caso numa perspectiva completamente distinta. Nada mais os une. A não ser a imaginação dos curiosos.
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O que é então Kingdom of Heaven?
Em primeiro lugar é um impressionante retrato histórico de uma das mais fascinantes e esquecidas (pelo cinema) épocas da história: o tempo das cruzadas. O realismo em termos de cenários, guarda-roupa e caracterização é soberbo, muito mais acertado do que o tal outro filme de Scott. Também o estilo de vida, os episódios que se vão desenrolando (o ataque na floresta, a partida de Messina, o cerco a Jerusalem) são de um preciosismo histórico que só é de louvar.
Esse realismo histórico contrasta - também é verdade - com algum irrealismo na construção do argumento. Todas as personagens citadas existiram de facto, mas na realidade eram bem diferentes. Nunca houve uma relação entre Bailian e Sybilla - que adorava o marido, bem mais humano do que foi retratado - não há uma origem de ferreiro provada a propósito de Bailian - que era casado, pai de filhos e um importante nobre franco de Jerusalem. Outros aspectos os há que fogem à história mas num modo geral o filme é bastante realista e interessante.
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As cenas mais impressionantes do filme conseguem ser as cenas de batalha. Tanto o combate em França como as batalhas na Terra Santa são muito bem exploradas visualmente e em termos dramáticos. A defesa de Jerusalem é mesmo o ponto mais alto do filme, o momento em que sentimos a força de caracter da personagem principal, mas também da personagem mais bem construida em todo o filme, que é sem duvida a de Saladino. A nobreza da sua personagem dá uma outra aura ao filme, e ajuda a perceber que não há bons e maus. Há pessoas com valores distintos, sendo que a principal particularidade é que há quem partilhe os mesmos valores mesmo estando em lados diferentes da barricada.
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Com um elenco de luxo, o filme vive à volta de Bailian of Ibelin, a personagem encarnada por Orlando Bloom. Mas na verdade o actor está extremamente apagado ao longo de todo o filme. Não diria que foi um erro de casting a sua escolha - apesar de imaginar Gerard Butler como perfeito para o papel - mas note-se uma falta de carisma e maturidade ao actor que custaram caro a Kingdom of Heaven. No entanto Ridley Scott soube rodear-se de um leque de secundários de alto gabarito - com Jeremy Irons e Liam Neeson soberbos, à cabeça - onde se destaca o conceituado actor e realizador sirio, Ghassan Massoud. Quanto a Eva Green, nota-se claramente que o seu papel foi o mais prejudicado com o corte de mais de uma hora que o filme sofreu - e do qual ela já se queixou publicamente - mas mesmo assim a jovem actriz francesa dá conta do recado. Realce ainda para a participação não notada, mas extremamente interessante, de Edward Norton como Rei Balduino. Um actor fenomenal qe está a passar ao lado de uma grande carreira e que tem aqui alguns momentos de grande nivel.
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Em resumo Kingdom of Heaven estaria no top10 dos maiores épicos históricos de sempre (onde Gladiator, Ben-Hur e Intolerance estão na linha da frente) e ajuda a apagar a má imagem que o genero deixou no ano transacto com os sucessivos falhanços que foram Alexander e Troy. Um filme muito certinho em termos cinematográficos, com um argumento bem construido - apesar de se notarem claramente algumas falhas, resultado do tal gigantesco corte que ocorreu em Janeiro - e com interpretações que variam entre o muito bom e o mediano. Um filme sem dúvida a ver, acima de tudo pelo que é e não pelo o que os outros querem que seja.

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O Melhor - Os momentos do cerco a Jerusalem são de um esplendor visual e de um dramatismo como não se via em épicos há muito tempo. E acima de tudo, historicamente correctos.

O Pior - O gigantesco corte que o filme sofreu levou a que Scott corta-se vários minutos a algumas personagens que perderam importância na trama. Talvez se fosse um pouco maior, Kindgom of Heaven tivesse num patamar mais acima.

Curiosidade - É uma das personagens mais amadas da sua época ainda hoje, isto apesar de ter sido um dos governantes mais brutais dos seus dias. Ricardo Coração de Leão faz uma especie de cameo final no filme, antevendo os dias negros que iriam marcar a III Cruzada. Foi uma especie de "isto não acabou aqui" que Scott quis deixar transparecer.

Site Oficial - www.kingdomofheavenmovie.com

Realização - Ridley Scott
Elenco - Orlando Bloom, Ghassan Massoud, Eva Green, ...
Produtora - 20th Century Fox
Duração - 145 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:13 PM | Comentários (16)

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