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maio 17, 2005

Em Cannes - Dia VI

Entre Manderley e A History of Violence, os amantes de cinema tiveram um dos dias mais interessantes do cartaz do Festival em Cannes.
O primeiro filme é o segundo tomo do ciclo americano de Lars von Trier. Conta com Bryce Dallas Howard no lugar que originalmente pertencia a Nicole Kidman, e vai tentar o que Dogville não conseguiu, ou seja, vencer a Palma de Ouro. O filme é polémico mas von Trier, que até já venceu duas vezes em Cannes, uma com o prémio especial do Juri por Breaking the Waves e outra, com Dancer in the Dark, que lhe valeu o trofeu máximo, é um dos favoritos à vitória.
Tal como David Cronenberg que traz o seu A History of Violence ao certame na garantina que é um dos seus melhores filmes dos últimos anos. Com Viggo Mortensen no principal papel, este filme centrado no lado obscuro do sonho americano foi aquele que recolheu maior aceitação do público até agora, provando ser um dos maiores rivais da dupla van Sant e von Trier, que parecem reeditar o duelo de há dois anos atrás.
Um dia que foi igualmente marcado pela presença do cinema brasileiro com Cidade Baixa, e também do cinema francês através do novo filme de François Ozon, Le Temps qui Reste, e de Joyeux Noël de Christian Carion. O cinema mexicano foi alvo de homenagem e as exibições dos filmes seguem-se a ritmo alucinante.
Para hoje está marcada a exibição do novo filme de Jim Jarmush, Broken Flowers. Na próxima Quarta-Feira o destaque vai para Sin City. Nos próximos dois dias o Hollywood vai interromper esta cobertura diária, retomando-a na próxima quinta-feira com direito a resumo do que se passou nos dias sete e oito do certame.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 17, 2005 12:24 AM