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maio 20, 2005

Em Cannes - Dia VII e VIII

Depois de dois dias de ausência forçada, eis que regressa a cobertura ao Festival de Cannes.
No sexto dia do certame o destaque esteve todo em Sin City. O filme de Robert Rodriguez é um misto de banda-desenhada e cinema, projecto que só pôde ser concretizado com a colaboração directa do desenhista Frank Miller. O filme é ousado e Cannes apreciou a inovação visual mas a verdade é que o efeito Pulp Fiction, que em 1994 esteve em grande em Cannes, não se repetiu.
Já ontem foi o dia de Wim Wenders. O alemão, um habitué nestas andanças, trouxe o seu Don´t Come Knocking, filme sobre paternidades renegadas e viagens fracassadas. Mais um olhar penetrante à América por Wenders, um dos mais oniricos directores de cinema europeus.
Quem também esteve em destaque nestes últimos dois dias foi Amos Gitaï com o seu Free Zone e Hong Sangsoo que trouxe a Cannes, Tale of Cinema.
Para os mais vouyers, Cannes tornou-se local de referência obrigatória a partir do momento em que a actriz Sophie Marceau acabou por mostrar mais do que quereria. Foi um momento a la Cannes (dificilmente se imaginaria o mesmo em Hollywood - porque mesmo que acontecesse, seria cortado) que apimentou o festival.
Marceau_Cannes_03.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 20, 2005 08:07 PM