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maio 19, 2005
In Good Company - Para olhar o futuro...
Um filme com o condão de encantar sem ser espectacular. Um artificio conseguido essencialmente pelo trabalho do grupo de actores. Porque o futuro está mesmo ali...
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Paul Weitz é um argumentista interessante. Prova-o mais uma vez neste In a Good Company, ao cosneguir fazer um filme light, honesto e extremamente interessante. Usa mas não abusa dos cliches do generos. É certo que os cliches base estão lá. Mas vão desaparecendo à medida que o filme caminha para o seu final. Um final extremamente interessante, especialmente tendo em conta ao que os filmes do genero já nos habituaram. O que é, acima de tudo, algo deveras original.
Mas se como argumentista Weitz vai bem, como realizador está uns furos abaixo do que se esperava ou desejava. Há algumas cenas extremamente imaginativas, especialmente na parte inicial do filme, e a própria montagem é bastante apelativa. Mas a partir de certa altura o filme perde alguma identidade, e, acima de tudo, alguma frescura.

No entanto, e apesar da história ser interessante e bem construida, o ponto alto deste filme é sem dúvida o seu elenco.
Dennis Quaid está igual a si próprio, extremamente sóbrio e a fazer os papeis que Harrison Ford fazia há uma decada. Um forte pilar a partir do qual se pode construir um filme.
Scarlett Johansson continua igual a si mesma. A sua beleza e talento não tem igual no panorama actual, e ela prova-o mais uma vez roubando quase todas as cenas em que entra. Não é a estrela do filme mas torna-se na estrela do filme sempre que surge diante das camaras. E só não é mesmo a estrela porque este filme traz um Topher Grace em grande forma.
O actor de P.S. é provavelmente uma das maiores promessas do cinema norte-americano e um dos jovens com mais valor a surgir em Hollywood, talvez desde Edward Norton, esse imenso talento desperdiçado. Todas as cenas - talvez tirando algumas que partilha com Scarlett - são dominadas pelo seu talento e irreverência dignas de uma rising star. Grace é uma lufada de ar fresco no grupo de actores da sua geração e uma boa razão para ver este filme.

Um feel-good movie, imaginativo, com alguns traços originais, e acima de tudo, com um elenco em grande forma que consegue corresponder às mais optimistas expectativas. Longe de ser um grande filme, torna-se num dos bons filmes que até agora pudemos ver neste inicio de ano. E uma visita obrigatória para os cinéfilos de Primavera.
Classificação - ![]()
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O Melhor - O desempenho de Topher Grace confirma tudo o que de bom já se ouviu dizer dele. Arrebatador e com um imenso futuro pela frente.
O Pior - A forma como o filme se precipita após o rompimento de Topher e Scarlett. Sente-se que o filme cai um pouco após essa cena.
Curiosidade - Parece que estamos a viver a era Scarlett Johansson. Depois da estreia de A Love Song For Bobby Long, e de The Island e Match Point estarem para breve, há também este In Good Company. E com vários projectos anunciados para o próximo ano resta saber se a actriz tem espaço para algo que não o cinema.
Site Oficial - www.ingoodcompanymovie.com
Realizador - Paul Weitz
Elenco - Dennis Quaid, Topher Grace, Scarlett Johansson, ...
Produtora - Universal
Classificação - m/12
Duração - 110 m
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 19, 2005 12:14 AM
Comentários
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Publicado por: www 888 info às junho 21, 2005 08:36 AM
O que mais me impressionou neste filme foi o facto de ser um "happy end" não excessivamente "happy end". Um óptimo filme para se ver depois de uma separação...
Publicado por: MaDi às junho 4, 2005 05:59 PM
Um entretenimento não-estupidificante. Nos dias de hoje, já não é nada mau...
Publicado por: gonn1000 às maio 22, 2005 10:26 PM
porreiro
Publicado por: p às maio 21, 2005 07:34 PM