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maio 20, 2005
The Revenge of the Sith - O fim de uma era...
Terminou uma era na história do cinema. É essa a sensação que nos assalta quando a última letra do genérico final desaparece no ecrãn. Para trás ficaram mais de duas horas onde os amantes da saga viram tudo o que queriam ver. Nem sempre da melhor forma, mas o episódio final de Star Wars não desiludiu.
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Ninguém esperaria que Revenge of the Sith fosse uma obra-prima. Os mais pessimistas apenas pediam que fosse melhor que os dois primeiros filmes desta segunda trilogia - The Phantom Menace e Attack of the Clones - que tinham desiludido os fãs que esperaram quinze anos para voltar ao universo que Lucas imaginara na sua juventude. Os mais exigentes esperavam um filme ao nivel de The Empire Strikes Back, cotado como o mais completo filme da saga. Na verdade este filme fica a meio caminho. É inequivocamente o melhor filme desde que Lucas voltou a pegar na história do seu verdadeiro heroi - pensavamos que era Luke mas era Anakin - mas voltamos a encontrar alguns dos defeitos dos filmes desta prequela. Os efeitos especiais voltam a ser mais valorizados do que as relações humanas, e nalguns momentos - especialmente na relação entre Amidala e Anakin e na transformação do último - isso nota-se claramente, o que pouco abona em favor de Lucas.

Este é manifestamente o grande problema de Revenge of the Sith. Se exceptuarmos Ian McDirmid - notável na sua transformação de Chanceler Palpatine em Lord Sidious (e a sua conversa "aberta" com Anakin é dos pontos-chaves do filme) - e o escocês Ewan McGregor (o único capaz de saltar para fora da personagem e dar-lhe um pouco da sua própria identidade), sentimo-nos defraudados com o restante elenco. Hayden Christensen nunca convenceu como Anakin, e agora também não é completamente convincente como Lord Vader. A expressão facial está lá, o discurso também, mas falta alma. A sua transformação é demasiado light para o peso daquele momento em toda a história da saga, e o seu "No!" após saber da morte de Amidala é mesmo o pior momento em todo o filme. É verdade que Mark Hammil também não foi um Luke perfeito, mas esperava-se que Lucas se tivesse redimido. O que não aconteceu. Aliás, nem Natalie Portman está ao ser melhor nivel neste filme, ela que foi um dos pontos de atração desta nova saga.

Quem está de regresso em estilo à saga é o humor. Depois da experiência falhada com Jar-Jar Binks, eis que Lucas percebeu que o humor é também sinónimo de droides. E C3PO e R2D2 estiveram em grande, conseguindo alguns dos momentos mais divertidos de toda a saga. O próprio Ewan McGregor provou estar perto do que Harrison Ford nos habituou nos primeiros filmes da Guerra das Estrelas.
Sem desvender o facilmente desvendável - todo o filme é desenhado rumo ao conhecido final - percebe-se neste filme a metáfora politica de Lucas. A verdade é que um dos trunfos de Revenge of the Sith é o de ter um propósito. Em Phantom Menace somos introduzidos ao mundo de Anakin e dos Jedis. Em Attack of the Clones sentimos as primeiras perturbações na Força, mas o filme vagueia sem sentido. Neste filme percebe-se que tudo aponta para o futuro. Apesar de surgirem um pouco à pressa, as últimas imagens dão a pista de todo o que vai acontecer. Anakin é agora um Vader obediente ao Imperador. A mitica Estrela da Morte começa a ser construida. Leia e Luke são separados e entregues ás suas familias, que curiosamente desaparecerão logo no inicio do filme seguinte (e agora já podemos falar nestes termos), e Obi Wan e Yoda vão para as suas posições estratégicas donde ajudarão a escrever o final do Império.

Haverá algo de bom em Anakin? Luke perguntava isso a Obi Wan e a Yoda em tons afirmativos em The Return of the Jedi, na mesma forma que Amidala o faz neste filme. Os fãs ficam com sérias duvidas já que a personagem se transforma por completo. Uma transformação por amor, mas feita de forma abrupta e por isso digna de uma exploração mais intensa. Mas será esse amor, o mesmo que levou ao aparecimento do Império, que levará à sua queda. Um idealismo politico que Lucas transportou para uma galáxia, há milhares e milhares de anos, e da qual sentiremos falta.
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O Melhor - A cena em que percebemos que o embaixador do Mal é mesmo o Chanceler Palpatine. Muito bem conseguida a todos os niveis.
O Pior - A falta de dramatismo em Anakin nas três cenas capitais do filme: quando se rende ao lado negro, quando perde o duelo com Obi Wan e quando sabe que Amidala está morta.
Curiosidade - Várias personagens do Episodio IV surgem de forma prévia neste filme. Chewbacca é uma delas mas a mais curiosa - aparece num frame - é mesmo a Estrela da Morte, palco de alguns dos momentos mais mágicos da saga.
Site Oficial - www.starwars.com/episode-iii
Realizador - George Lucas
Elenco - Ewan McGregor, Hayden Christensen, Ian McDirmid, ...
Produtora - Twentieth Century Fox
Classificção - m/16
Duração - 140 m
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 20, 2005 08:24 PM
Comentários
podia estar melhor sobretudo nos diálogos. em termos de acção estava soberbo. eu pelo menos fiquei saciada :)
Publicado por: Lost in Space às maio 23, 2005 12:03 AM