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julho 07, 2005

Capitulo IV : A Explosão - Resnais em Hiroxima

Mas apesar do seu estrondoso sucesso, Truffaut foi apenas o primeiro dos jovens cineastas a brilhar. Aliás, não foi bem o primeiro, já que Le Beau Serge de Claude Chabrol tinha estreado no final de 1958. Mas acabaria por ser o sucesso do filme de Truffaut a revalorizar o próprio filme de estreia de Chabrol junto do público e da crítica, que receberam de braços abertos os trabalhos dos jovens autores.
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Claude Chabrol

O próprio Chabrol tinha já realizado dois filmes nesse ano, À Double Tour e essencialmente Les Cousins, um belíssimo trabalho capaz de ofuscar muitos dos títulos maiores do movimento.
A verdade é que o público acorreu ás salas para ver os filmes, nunca no mesmo número dos filmes da “indústria”, mas de uma forma que poucos previram. E a critica, desde Sadoul até aos jornais generalistas de Paris e da província, aplaudiram o novo estilo, extremamente fresco e inovador, que estes jovens pareciam ter.
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No mesmo ano, Alain Resnais volta à carga, desta vez com a sua primeira longa-metragem. O seu notável trabalho desenvolvido nos anos 50 teria agora continuação numa profunda longa-metragem, escrita a meias com a escritora (e também autora de filmes, como o prova Índia) Marguerite Duras, que se tornaria rapidamente num dos ícones do movimento, e, seguramente, num dos filmes mais belos da história do cinema. Hiroxima Mon Amour era tudo o que os filmes anteriores de Resnais tinham e muito mais. Um filme sobre a memória, sobre o esquecimento, sobre o passado, sobre a dor e o amor, tendo como cenário a cidade japonesa de Hiroxima, onde dois amantes relembram os dias tristes da guerra, não só no Japão mas também no norte de França.
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Filmado com extrema sensibilidade, com um tom quase documental no primeiro quarto de hora (influência directa do trabalho de Chris Marker, parceiro inseparável de Resnais então) e com dois desempenhos que se integram no filme como dedos numa luva, Hiroxima Mon Amour rapidamente foi aclamado por tudo e por todos. A Nouvelle Vague manifestava-se de uma outra forma – Resnais foi sempre o mais introspectivo de todos os realizadores, o mais distante do movimento –mas com igual sucesso.
Esta era claramente a prova que faltava. O sucesso total dos primeiros trabalhos, tanto de Truffaut, como de Chabrol e também de Resnais, acabariam por escancarar todas as portas que teimavam em ficar fechadas. No final de 1959 a Nouvelle Vague estava em “estado de graça”. Ficaria assim até 1963. Até lá, nada mais parecia importar!

Próximo Capitulo - Os dias de glória : Chega Godard

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às julho 7, 2005 02:25 AM

Comentários

Merck & Co. Hit with $253 Million Verdict in First Vioxx Lawsuit to go to Trial

Publicado por: vioxx às agosto 26, 2005 11:39 PM

O chabrol nesta foto parece o ricardo do gato fedorento.

Publicado por: Karin às julho 11, 2005 11:21 PM