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agosto 31, 2005
Verão Quente - Yasmine Bleeth

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:02 PM | Comentários (2)
O Que Estreia Por Cá - Verão com sabor inglês
Bateu surpreendentemente Vera Drake na última edição dos BAFTA tornando-se no filme inglês do ano. É dirigido por Pawel Pawlikowski
e conta uma perturbante e captivante história de amor, amizade e obsessão. Uma promessa este My Summer of Love, num Verão que se prepara para despedir.

Com um elenco muito jovem onde se destacam Nathalie Press e Emily Blunt (apadrinhadas por Paddy Considine), esta história explora a profundidade das relações de amizade entre duas adolescentes num Verão tipicamente britânico, longe da confusão dos grandes centros urbanos. Um filme de tentação, obsessão de limites (ou da quebra dos mesmos) que tem captivado a critico e os espectadores britânicos. Uma estreia apetecivel numa semana de poucos destaques.

De facto há apenas mais quatro estreias nas salas nacionais.
Popular serie de televisao na decada de 60, Bewitched deu origem a filme, com Nicole Kidman e Will Ferrell nos principais papeis. O espirito da serie está lá, mas apenas em espirito já que a história diverge bastante da ideia original. Direcção de Nora Ephron.

Kristin Scott-Thomas celebrizou-se em África ao lado de Ralph Fiennes. Agora, passada quase uma década, a actriz volta ao continente negro na companhia de Fiennes, um outro Fiennes que dá pelo nome de Joseph.O filme é Man to Man e é baseada nas descobertas de um arqueólogo na África do Sul do Século XIX e na sua defesa dos pigmeus como seres humanos.

In My Father´s Den chega-nos dos antipodas, mais propriamente da Nova Zelândia, e é dirigido por Brad McGann. Com Miranda Otto, Emily Barclay e Matthew McFaddey, o filme é rodado em tons dramáticos com a sempre constante presença de um estranho pai a condenar o futuro de um filho, que procurara no seu antigo refugio, uma defesa contra o próprio mundo.

George Romero é o icone do cinema gore. Está agora de regresso ao activo com Land of the Dead. O elenco do filme tem Dennis Hopper, Asia Argento, John Leguizamo e muitos, muitos zombies. Afinal, a fórmula é sempre a mesma. E o resultado final também.

O Hollywood Recomenda - My Summer of Love, uma experiência do cinema indie britânico que já tem proporcionado grandes surpresas e pequenos deleites aos olhos.
O Hollywood Desaconselha - Por todos motivos e mais alguns, como não podia deixar de ser, Land of the Dead.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:31 PM | Comentários (3)
Haggis escreve Casino Royale
Paul Haggis é talvez, a par de Alexander Payne e Charlie Kauffman, um dos mais talentosos argumentistas norte-americanos. Recentemente mostrou também o seu talento como realizador em Crash. Agora, depois de escrever o guião de Flags of Our Fathers para Clint Eastwood, o argumentista vai dedicar-se a preparar o argumento de Casino Royale, a próxima aventura de James Bond.
No entanto a produção do próximo 007 continua ás voltas com um sucessor para Pierce Brosnan. A lista de candidatos parece ter diminuido e é praticamente certo que inclui Goran Visjnic, actor da serie E.R. que já afirmou a disponibilidade de se dividir entre os filmes de Bond e a serie televisiva.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:18 AM | Comentários (1)
agosto 30, 2005
Verão Quente - Jennifer Anniston

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:00 PM | Comentários (3)
Posters de Bee Season e Proof
Bee Season é uma das apostas da Fox Searchlight para 2005. O filme conta com Richard Gere e Julliette Binoche nos principais papeis e ameaça tornar-se num dos filmes favoritos da critica. O espirito de Sundance continua vivo nesta obra de Scott McGhee.
Já Proof é uma das últimas ligações dos irmãos Weinstein à Miramax. O filme tem conhecido sucessivos adiamentos mas parece que agora é que é. Gwyneth Paltrow, Anthony Hopkins, Hope Davies e Jake Gyllenhal compõem o elenco de um filme que tem deixado inúmeros pontos de interrogação sobre o seu real potencial. A descobrir no final do ano


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:50 AM | Comentários (3)
agosto 29, 2005
Verão Quente - Amanda Peet

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:59 PM | Comentários (3)
Será que eles se voltarão a juntar?
Uma pergunta feita insistentemente pelos fãs de Paul Newman e Robert Redford, uma das mais marcantes duplas da história do cinema, mas que já não trabalham juntos desde The Sting, há trinte e dois anos.
Agora Newman com 80 anos está reformado e diz que só voltará a trabalhar se for para fazer um último filme com Redford. E o actor de 68 anos, que este ano é uma das estrelas de Unfinished Life, avançou a hipótese de esse regresso da dupla Newman-Redford pode mesmo acontecer.
Em causa está o projecto A Walk in the Woods, uma adaptação ao cinema da obra homónima de Bill Brysson, sobre dois amigos que percorrem os Estados Unidos à boleia. Resta saber se este é mais um projecto que não deixa o papel, como tantos outros ao longo das últimas três decadas, ou se Paul Newman e Robert Redford irão mesmo fazer mais um filme em conjunto.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:39 PM | Comentários (3)
Capote em destaque
Pode vir a revelar-se uma das grandes surpresas deste ano. A adaptação para as telas da vida do famoso autor norte-americano Truman Capote, tem levantado imensa expectativa junto do meio cinematográfico. O filme é dirigido por Benneth Miller, mas são as apaixonantes performances de Philiph Seymour-Hoffman e Catherine Keener que têm deixado muitos a prever desde já que aqui temos candidatos a vencer muitos prémios de interpretação no final do ano.
Capote estreia em Outubro e o trailer está agora online.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:30 PM | Comentários (0)
agosto 28, 2005
Verão Quente - Ben Affleck

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:33 PM | Comentários (0)
agosto 27, 2005
Verão Quente - Tea Leoni

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:54 PM | Comentários (3)
A Tale of Deceives - O Filme
Depois de muito (demasiado) tempo de espera, eis que finalmente estreia A Tale of Deceives.
Como não podia deixar de ser, o Hollywood é o palco de estreia da primeira curta-metragem produzida pela LP Produções e dirigida por Miguel Lourenço Pereira.
O filme tem quatorze minutos de duração e, infelizmente, por se tratar de uma cópia para a net, a qualidade deixar muito a desejar, especialmente se for comparada com a edição em dvd.
A Tale of Deceives é uma comédia de desenganos em tom de homenagem ao cinema. Filmado em apenas dois dias com pouqissimo material (duas handycam com tripé e uma perche sonora improvisada) mas com muita paixão e empenho por parte do elenco e da equipa técnica, este filme promete ser a primeira aventura da LP Produções na produção e divulgação de curtas-metragens nacionais.
Aqui fica então o link para poderem ver, em primeira mão, A Tale of Deceives.

Para ver o filme basta deslocar o scroll até ao fim da página e escolher a opção free e depois esperar alguns segundos e de seguida abrir o ficheiro.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:43 PM | Comentários (29)
Old School com continuação
A divertida comédia Old School, dirigida por Todd Philips e protagonizada por um trio de comediantes de respeito - Vince Vaughn, Will Ferrell e Luke Wilson - vai ter uma sequela.
O guião ainda não está escrito, mas deverá explorar novas aventuras do trio de trintões que decide recuperar o espirito de estudantes universitários. Nenhum dos actores tem contracto, nem mesmo a jovem Elisha Cuthbert que faz um pequeno papel mas que a ajudou a celebrizar como teen-sex symbol, mas Phillips vai mesmo dirigir o filme que será produzido por uma subsidiária da Dreamworks, empresa que atravessa uma grave crise financeira e que procura nestas pequenas comédias um retorno que cubra os flops de bilheteira como The Island.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:14 AM | Comentários (1)
Espaços a Visitar
Aqui está mais um mês a acabar e com ele o Hollywood traz mais uma recomendação de um weblog de visita obrigatória na blogosfera, e neste caso em especial, na chamada "cineblogosfera".
Cine Addiction é um dos novos espaços de cinema na internet. Dedica-se a criticas de filmes, onde a actualidade é a nota dominante, mas também não descura artigos de antevisão ou de noticias do universo da 7º arte.
O blog é recente e o seu autor Jorge Lestre revela uma clara paixão pelo cinema made in Hollywood. A escrita é solta, bem conseguida, notando-se uma clara margem de progressão para um futuro que se adivinha interessante. Nem sempre em concordância com o pensamento do Hollywood sobre alguns filmes, o Cine Addiction é no entanto uma visita obrigatório para quem gosta de ler sobre cinema sobre aqueles que mais amam a maior de todas as artes, que pela ordem histórica calhou ser a 7º.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:35 AM | Comentários (0)
agosto 26, 2005
Verão Quente - Carmen Electra

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:56 PM | Comentários (5)
Trailers de dois "grandes"
O final do ano aproxima-se e por cá ainda não tivemos a oportunidade de ver os filmes que no final do ano vão disputar os grandes prémios. A verdade é que muitos deles ainda não estrearam nos Estados Unidos. Dois deles são Brockeback Mountain e Memoirs of a Gueisha, filmes de quem se fala não só para os óscares, mas para os diversos prémios da critica que funcionam como ante-câmara dos prémios da Academia.
Do primeiro filme, dirigido por Ang Lee, fica a ideia do primeiro western-gay da história do cinema. A verdade é que Brockback Mountain é uma poesia bem ao jeito de Lee que tem como pano de fundo a relação de amizade e amor entre um rancheiro e um jovem cowboy. Heath Ledger e Jake Gyllenhall são as estrelas do filme, que conta ainda com duas jovens promessas, Michelle Williams e Anne Hathaway. O trailer pode ser visto aqui.
Já Memoirs of a Gueisha marca o regresso de Rob Marshall, o autor do consgrado Chicago. Neste filme, com elenco totalmente oriental, o realizador norte-americano leva-nos para o Japão das "Gueishas", as eternas amantes de uma cultura que continua a fascinar os ocidentais. Zhang Ziyi, Ken Watanabe e Gong Lee são os cabeças de cartaz de um filme que promete surpreender. O trailer pode ser visto aqui.
Ambos os filmes estreiam a 9 de Dezembro nos Estados Unidos.


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:23 PM | Comentários (4)
agosto 25, 2005
Verão Quente - Donna D´erico

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:57 PM | Comentários (2)
Opinião - Nas Ruas da Amargura!
Tudo começou com Jaws. Ou terá sido antes? Pouco importa. A verdade é que o genero que Hollywood tinha por intocável, parece ter entrado num beco sem saida. O cinema de acção já não é o que era. Hoje vive nas ruas da amargura. Haverá saida à vista?

Não foi apenas o brutal fracasso de bilheteia de The Island que despoletou esta súbita análise ao genero cinematográfico favorito dos norte-americanos. Este ano houve outros exemplos de algo esá a mudar. Elekra abriu mal o ano. Mr and Mrs Smith só sobreviveu graças á polémica do triangulo amoro Brad Pitt-Jennifer Anniston-Angelina Jolie. Stealth e Sahara fracassaram por completo e os próximos projectos do genero dificilmente darão a volta ao problema. O medo apoderou-se dos grandes estúdios. Se até Michael Bay fracassa, se o cinema cheio de explosões, humor de consumo instantâneo e frases feitas nas bocas dos actores de sempre já não chegam para levar os americanos ao cinema, então o alarme tem de soar. E bem alto!

The Island é o mais recente exemplo da crise porque passa o cinema de acção.
A verdade é que esta súbita crise no cinema de acção - e que é real por muito que alguns tentem disfarçá-la com análises conjunturais que são boas para os leigos mas que não chegam para explicar todo o problema - já há muito se anunciava.
Repetir sempre a mesma fórmula, as mesmas histórias, as mesmas falas, os mesmos protagonistas (e actores também) já há muito dava sinal de saturação. Não eram só as sucessivas sequelas dos mesmos filmes. Era a própria ideia de cinema de acção que os grandes estúdios colaram de imediato ao termo blockbuster, aproveitando essa conjuntura para explorar ao máximo a imagem do cinema de acção. A fórmula de sucesso, que incluia sempre um nome de um actor com grande sucesso junto do público (maioritariamente masculino, e dentro desse, o publico entre os 15 e os 35) a uma história pouco complexa e de fácil concretização, especialmente desde a banalização do CGI, resultou durante trinta anos. Mas agora o cenário é diferente.

Fosse Arnold, Bruce, Mel, Silvester ou Harrisson. Os filmes de acção sempre cultivaram o heroi altamente masculinizado.
Se nos anos 70 se explorou as primeiras facetas do cinema de acção - numa época em que os estudios permitiram tudo - nos anos 80 confirmou-se o modelo do heroi altamente masculinizado (Arnold Schwarzenegger, Silvester Stallone, Kurt Russell e mais tarde Harrisson Ford, Bruce Willis ou Mel Gibson) e as histórias, habitualmente criadas á volta de personagens que suportavam sequelas atrás de sequelas (Mad Max, Die Hard, Lethal Weppon, Rambo, Terminator, Tango and Cash), mantiveram sempre os mesmos moldes, também inspiradas pelo fenomeno paralelo que sempre foi James Bond, mas também pelo que já se fazia na televisão e que, com a chegada em massa do CGI ao cinema, se tornou barato e prático, e, mais do que isso, atractivo ao público, sedente de sangue, explosões, mulheres sensuais e herois num mundo conturbado.
Mas hoje o mundo é diferente. A Guerra Fria acabou, os herois são outros e o cinema de acção nunca conseguiu adaptar-se a essa mudança.
Mesmo assim conseguiu aguentar-se bem durante uma década, graças ao trabalho de produtores como Jerry Bruckheimer e Joel Silver, capazes sempre de descortinar o que o público queria ver.
Armageddon, The Rock, Con Air, Pearl Harbour, Bad Boys e - num tom diferente, e por isso com direito a uma abordagem especial - Matrix, revelavam que apesar de ferido, o cinema de acção tinha toda as condições de se manter de pé.

A decada de 90 corou Nicholas Cage e Jerry Bruckheimer como verdadeiros reis do cinema de acção. Eram os dias de glória do cinema de acção, com filmes como Con Air.
Mas os sinais que foram dados ao longos dos tempos foram constantemente ignorados. Hoje o público já não vai ao cinema como ia há meia década atrás. A televisão, os videos piratas da internet e, acima de tudo, a banalização do dvd, roubaram muitos espectadores das salas. Mais do que isso, o público hoje mostra um interesse por diferentes abordagens de uma narrativa. Filmes misticos ou de universos imaginários (Lord of the Rings, Harry Potter) ou comédias mais leves parecem ganhar cada vez mais terreno. E a banalização na televisão de um estilo muito próprio de series, de acção mas numa abordagem mais cientifica e humana (CSI, 24, Lost) do que propriamente repetindo os mesmos cliches dos bons e maus, das fugas e expçosões, contribuiu ainda mais para isolar um cinema de acção que não tem sabido perceber esta metamorfose do público.
E se The Island (para utilizar o exemplo mais recente) é o espelho dessa situação, a pergunta fica: porque é que ainda se gastam milhões de dólares em filmes cujo público já praticamente não existe?

O modelo de series como CSI ou 24 cativou o público do cinema de acção e mostrou-lhe uma diferente abordagem do genero. O resultado é o sucesso que está à vista de todos.
É dificil encontrar generos que tenham acabado na história do cinema. Há dois exemplos gritantes mas que têm uma justificação própria. O Western, talvez a maior invenção - a par do Jazz - da cultura norte-americana, viu o seu modelo saturar-se ao máximo com o fim dos grandes estúdios. Dos movie-brats ninguém estava disposto a fazer o que já tinha sido feito mil vezes. E o Western Spaghetti de Leone apenas ridicularizava essa ideia de que tudo já tinha sido feito no Oeste Selvagem e que tinha chegado a hora do fim. Clint Eastwood e Kevin Costner têm-se esforçado por negar essa ideia mas a verdade é que o público do western já não existe, se exceptuarmos os saudosistas de um genero glorioso.
Já o genero musical, passou por um mau bocado durante várias décadas, ele que foi um dos grandes generos entre os anos 30 e 50. Mas recentemente, aproveitando novas leituras do genero, alguns estúdios têm-se dedicado a ressuscitar um modelo, actualizando-o. Chicago, consagrado pela Academia, e Moulin Rouge, surgem como exemplos gritantes dessa mudança que tem este ano, em The Producers e Memoirs of Gueisha, dois exemplos dessa mudança.

Tal como o cinema de acção, também o musical passou por um mau bocado. Mas soube dar a volta. Será que o cinema de acção conseguirá fazer o mesmo?
Então, o que espera afinal o cinema de acção?
Dificilmente este é um genero que encontrará o mesmo futuro do western. Ainda há muito publico jovem a ver os mais diversos filmes de acção para se poder dizer que este é um genero morto e enterrado. Mas as mudanças de gostos e mentalidades estão aí, à vista de todos. Os estúdios de Hollywood vão ter de se adaptar a essa realidade. A acção psicologica, a abordagem mais suave, mais virada para as personagens e para a profundidade da história, e menos para os efeitos especiais e explosões, parece ser o caminho do futuro. Hoje um filme como The Island dificilmente encontrará sucessores dignos desse nome. Já LA Confidential, Training Day, Phone Booth, apenas para citar os exemplos mais prestigiantes do que também pode ser acção sem ser, apenas e só, movimento e explosão, são os exemplos do futuro. No entanto não nos enganemos. O cinema de Michael Bay continuará aí. Só que os seus dias de glória acabaram!
Miguel Lourenço Pereira
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:36 AM | Comentários (11)
Poster de North Country
Depois da vitória na edição de 2003 dos oscares com a sua performance esmagadora em Monster, parece que a sul-africana Charlize Theron está com vontade de repetir a dose.
Em North Country, o segundo filme de Niki Caro autora de Whale Rider (que valeu uma nomeação à precoce Keisha-Castle Hughes nesse mesmo ano), Theron vive a primeira mulher que conseguiu vencer um processo por assédio sexual nos Estados Unidos. Um papel bem ao estilo da Academia que deixa a actriz em óptima posição, num ano bastante fraco no que ás actrizes diz respeito.
Woody Harrelson, Sean Bean, Frances McDormand e Sissy Spacek completam o elenco do filme que estreia nos Estados Unidos no fim de Outubro.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:30 AM | Comentários (3)
Oscarwatching 2005
Enquanto as previsões de Setembro estão prestes a sair - dia 1 abre o especial OscarWatching 2005 do Hollywood - o Gustavo Razera terminou hoje o seu primeiro conjunto de apostas para a próxima edição dos óscares.
Destaques para Jarhead, Munich, Mrs Hendersons Presents e algumas surpresas que o Gustavo parece ter na manga. Resta saber se estas apostas do Império Cinéfilo se confirmam e se coincidem com as do Hollywood. Só faltam seis dias para o saber.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:24 AM | Comentários (2)
agosto 24, 2005
Verão Quente - Natasha Henstridge

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:45 PM | Comentários (2)
Stompanato
Os amantes do cinema certamente conhecem este nome. Um nome que nunca foi actor ou inspirou qualquer filme. Um nome sim, de um mafioso de origem italiano que nos anos 40 fez furor ao casar com a sex-bomb Lana Turner e que acabou morto pela filha desta, quando tentava, mais uma vez, agredir a actriz.
Agora o cinema reinventa-se dentro de si mesmo. E a crise brutal de criatividade que Hollywood vive vai sendo compensada com a revalorização das suas próprias histórias.
Talvez por isso para o ano possamos ver Catherina Zeta-Jones como Lana Turner e Keannu Reeves como Johnny Stompanato, num filme dirigido por Adrian Lynn.
A história já se conhece, o casting parece longe de ser perfeito. Fico o aviso. De agora em diante, qualquer simples episódio da vida de Hollywood pode dar um filme de... Hollywood.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:53 PM | Comentários (16)
O Que Estreia Por Cá - Os delirios de David Russell
Aquando das eleições sucessivas aos filmes mais promissores de 2004, a presença de I Heart Huckbees era constante. No entanto, subitamente, todos se desligaram do novo filme de David O. Russell. Por cá ele chega quase com um ano de atraso.

I Heart Huckbees (traduzido de forma ridicula como Psico-Detectives) era um dos filmes indies de 2004 que mais atenção prendeu, bem ao estilo de um realizador talentoso que já deu provas do seu valor em filmes como Three Kings. Agora Russell repete Mark Whalberg no elenco, e acrescenta-lhe uma equipa de luxo. Jude Law, Naomi Watts, Lili Tomlim, Dustin Hoffman e Jason Schwarzman povoam este universo peculiar onde um homem decide contratar dectetives para descobrir o que se passa na sua própria mente. O argumento soa a Charlie Kauffman e é fácil encontrar algumas similiaritudes com Adaptation, Eternal Sunshine ou mesmo Being John Malkovich.
Talvez o excesso de secundários possa atrapalhar a narrativa mas a verdade é que tudo indica que Russell criou uma filme digno dos mais interessantes do ano transacto. Ofuscado por Sideways e Eternal Sunshine no universo indie, com quase um ano de atraso nas nossas salas, I Heart Huckbees vale bem uma visita a um cinema próximo de si.

Quatro estreias mais marcam esta semana cinematográfica.
The Hitchhiker´s Guide To The Galaxy é um filme de acção bastante divertido que tem a galáxia como pano de fundo. Um jovem tem no final do planeta Terra a hipótese de começar a sua vida de novo, agora na galáxia. E lá onde mil e uma aventuras lhe vão fazer encontrar o real sentido da vida. Adaptado do popular livro de Douglas Adams, o filme é dirigido por Garth Jennings.

Die Fetten Jahre Sind Vorbei é um dos filmes alemães do ano (a par de Der Untergang e Sophie Scholl) e conta com a jovem estrela Daniel Bruhl no papel de um jovem que pertence ao movimento "Der Edukators", um movimento anti-globalização que invade a cada de gente rica, não para roubar, mas para reorganizar a sua vida, mostrando-lhes como nada é estático. Filme de Hans Weingartner.

Un Viaggio Chiamato Amore leva-nos para a 1º Guerra Mundial. Um periodo conturbado onde encontramos o amor de dois nomes das letras italianas, o poeta Dino Campana e a escritora Sibilla Aleramo. Uma história de amor dirigida por Michele Placido.

Valiant é um dos interessantes filmes de acção que 2005 tem reservado. Com a Pixar fora da corrida este ano é de histórias como esta - do pombo Valiant quer ser um heroi da 2º Guerra Mundial - que o publico mais novo e os amantes do cinema de animação vão ter de viver. Uma ideia sedutora mas o vazio da ausência da Pixar existirá sempre.

O Hollywood Recomenda - Um filme independente é sempre uma boa noticia para quem está farto de ver sempre as mesmas histórias. Por isso I Heart Huckbees é muito bem vindo.
O Hollywood Desaconselha - Com um filme para todos os gostos e uma forte presença do cinema europeu, esta semana não há nada a desaconselhar. Bons filmes!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:17 AM | Comentários (3)
agosto 23, 2005
Verão Quente - Lucy Liu

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:43 PM | Comentários (1)
Primeira imagem do próximo Woody
Já sabemos que Anything Else e Melinda and Melinda marcaram o regresso em grande de Woody Allen, inequivocamente um dos grandes cineastas norte-americanos pós-idade de ouro de Hollywood.
E se Melinda and Melinda arrancou aplausos de público e critica, espera-se o mesmo para o próximo filme do realizador, Match Point, que estreia daqui a dois meses e que conta com Scarlett Johansson e Jonathan Rhys-Meyer.
Mas o nova-iorquino não para e já está a filmar o próximo filme, ainda sem titulo (conhecido como projecto de Outono como é habitual), e onde Allen volta à representação ao lado de Hugh Jackman e de... Scarlett Johansson.
O realizador ficou maravilhado com a actriz e já declarou que se puder, só filmará com ela de agora em diante. Mas o passado parece não largar Woody que transformou a deslumbrante e moderna Scarlett para se parecer um pouco com Mia Farrow. Pelo menos essa é a primeira sensação que fica da primeira imagem desse filme que ainda não tem titulo mas que já todos querem ver.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:22 PM | Comentários (0)
Dois posters para Good Night, and Good Luck
Não fosse George Clooney um talento em potencia como realizador (quem não se lembra da estreia promissora que foi Confession of a Dangerous Mind com um notável Sam Rockwell), e Good Night, and Good Luck passaria despercebido.
Mas agora corre o risco de ser um dos filmes mais interessantes de 2005, falando-se já numa eventual nomeação para o argumento, e quem sabe, algo mais.
A propósito do filme, que estreia daqui a dois meses nos Estados Unidos, a produtora divulgou os dois primeiros posters, a versão norte-americana e a versão europeia.
O filme centra-se na era do McCarthismo e das caças aos comunistas "infiltrados" nos EUA. É durante esse periodo que um programa televisivo apresentado por Edward R. Murrow se propõe a desmascarar o polémico senador Joseph McCarthy. Um filme que mexe com os fantasmas da América e que promete!


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:08 PM | Comentários (2)
agosto 22, 2005
Verão Quente - Luana Piovani

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:53 PM | Comentários (1)
The Island - Até podem fugir, mas já não se podem esconder
Este momento tinha de chegar. The Island servirá como marco histórico. O filme de acção como Hollywood tem cultivado nos últimos vinte anos parece cada vez mais ter os seus dias contados. E nem é preciso atribuir culpas.
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Porque terá sido The Island o maior falhanço de bilheteira do ano?
Culpas já foram distribuidas por todos os que estiveram envolvidos no projecto. A Dreamworks disparou sobre os actores e director do filme. Bay, que apresenta aqui a sua sexta longa-metragem, queixou-se do marketing e dos actores. E no final, queixaram-se os espectadores do resultado apresentado, boicotando como nunca se tinha visto um filme de acção de Verão, cuja designação de blockbuster parecia ser à prova de bala.
Sinal dos tempos! Hoje o cinema de acção nos EUA vai obviamente passar por uma metamorfose (que analisaremos noutro artigo) e este filme ameaça tornar-se no ponto de viragem. Porque, convenhamos, é fácil chegar a meio de The Island com a sensação de deja vu constante, com uma gritante falta de imaginação que passa, não só pela cópia de ideias de outros filmes (é fácil encontrar em The Island referências a Star Wars, I Robot ou The Forgotten por exemplo), mas pela falta de coragem para fazer algo de novo, menos espalhafatoso e com maior profundidade.

A história em si funciona como bom ponto de partida. Uma cidade onde habitam todos os humanos que terão sobrevivido a uma contaminação global, é gerida de forma quase robótica, desde o vestuário às rotinas diárias. O contacto fisico é proibido e quem questionar a autoridade tem um destino pouco agradável. Só algo faz as pessoas acreditarem no futuro: a ilha, o último local paradisiaco para onde são enviados os afortunados vencedores da lotaria. Tudo parecia estar bem (e até aqui também o filme vai bem, talvez por ir com uma calma que depois desaparece) até alguém questionar o ambiente que o rodeia, dando inicio a uma sucessão de eventos que vão mudar a forma como o mundo olha para eles.
Uma premissa promissora mas mal aproveitada em todos os aspectos. Argumento fraco, sem substância (salvam-se as personagens de Steve Buscemi, Djimon Hounson e uma surpresa que Ewan McGregor reserva lá mais para a frente, mas agora com óculos) e que faz com que o filme seja feito como tantos outros. Com correrias sem fim, explosões sem limites e com uma interminável ingenuidade. Afinal, até quando é que Bay achava que as pessoas iriam continuar a aplaudir as mesmas cenas, de filme para filme?

Apesar da critica aos actores, é dificil atribuir-lhes culpas no resultado final do filme. De Ewan McGregor, já se sabe, é um multi-facetado que tanto "explode" em filmes indie, como faz comédias românticas, musicais ou filmes de acção. O seu charme é o vector da sua personagem, mas falha em contagiar todo o ambiente à sua volta. Já Scarlett Johansson, de quem já proclamámos mil e uma maravilhas, percebe-se bem que este não é o seu universo. Scarlett está claramente talhada para papeis de pendor dramático em filmes de outro calibre. Não tem a aptência para este tipo de filmes como tem, por exemplo, Uma Thurman. Mesmo assim a sua beleza natural (que é maior a cada filme que passa) e a sua presença, que mesmo assim faz a diferença, são mais valias ao filme. Tal como são os desempenhos, pequenos mas bem conseguidos de Djimon Hounson e Steve Buscemi. Já Sean Bean continua com problemas em encontrar-se após o seu papel como Boromir em Lord of the Rings.

Bay começou com Bad Boys uma forma de filmar que, acompanhado da visão de Jerry Bruckheimer, tem feito escola nesta última década. O cinema de acção estava em claro crescendo desde meados dos anos 80 e foi com os seus filmes que se tornaram verdadeiros veiculos de massas. Mas nada dura para sempre. Bay diz não perceber o porquê do seu primeiro falhanço. O problema passa, não tanto pelo filme em si, mas pela essência do genero. Não há eternidades no cinema. Não digo que o cinema de acção vá acabar, isso seria presumir algo de forma demasiada inocente. Mas com as repercursões que The Island pode ter (no próprio futuro da Dreamworks como Heaven´s Gate teve na United Artists), levarão certamente a uma reflexão bem mais profunda.
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O Melhor - A ideia original prometia algo muito melhor.
O Pior - As constantes fugas e explosões. Há outra forma de fazer cinema de acção. Bay é que não o sabe.
Curiosidade - Este foi o primeiro projecto que Bay realizou a solo. O mesmo será dizer, sem Jerry Bruckheimer. Curiosamente o falhanço do filme pode passar pela divisão de uma das mais aclamadas duplas de Hollywood da última década.
Site Oficial - www.theisland-themovie.com
Realizador - Michael Bay
Elenco - Ewan McGregor, Scarlett Johansson, Sean Bean, ...
Produtora - Dreamworks
Classificação - m/12
Duração - 136 m
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:59 PM | Comentários (5)
agosto 21, 2005
Polémica Incomprensivel
Em primeiro lugar quero agradecer a todos, sem excepção, por serem leitores deste espaço dedicado ao cinema que é o Hollywood.
Em relação à polémica levantada pelo Pacheco Pereira no Abrupto (e também sugerida pelo Jorge Vaz Nande), sobre o artigo do Paulo Querido (que subscreve, independentemente deste blog ter sido alvo de destaque) onde se refere que "o Hollywood é o blogue mais lido do espaço português (…), extrapolados os dados disponíveis sobre o acesso de leitores a esse e aos outros blogues de que são conhecidos registos públicos!" o importante é separar as coisas.
Em relação ás afirmações sobre a real importância do Hollywood na blogosfera nacional, o Paulo Querido já explicou no seu blog o porquê da sua afirmação.
Pessoalmente, o Hollywood considera-se um espaço importante na "cineblogosfera", até pelo seu papel pioneiro em diversos aspectos. Em relação à blogosfera no seu todo, a verdade é que o Hollywood pode não ser o blog com mais "glamour" ou o mais popular, mas é um espaço que merece o seu respeito, e pelas declarações que tenho lido em alguns blogs e caixas de comentários (anónimos como é hábito) sinto que há um desrespeito sem qualquer sentido. O Hollywood não se considera o maior blog nacional, fiquem desde já descansados. Não é para isso que aqui se trabalha. Aqueles que ambicionam o titulo podem continuar a degladiar-se à vontade. Escusam é de lançar comentários depreciativos de um espaço que tem tido um papel importante na blogosfera nacional.
Em relação a Pacheco Pereira, um notório umbiguista que encontrou na blogosfera o espelho proporcional ao seu ego, a pergunta é mesmo quem é ele para andar a perguntar "quem são todos os outros?".
O Abrupto é um espaço influente - como o Hollywood também o é na sua área - e é provavelmente também o último marco do bloguismo umbiguista. O Hollywood, ao contrário do Abrupto, é um espaço profissional e de pendor jornalistico, com alguns espaços lúdicos e de lazer, um blog para todos e para cada um.
E repito, é um espaço que merece respeito de todos, porque é um espaço que respeita todos os parceiros da blogosfera, gostando ou não do que lá se escreve.
De qualquer forma obrigado ao Golfinho pela defesa que tem feito do Hollywood, tanto no seu magnifico blog como no blog do Paulo Querido. Não sei se o Pacheco Pereira já leu o Hollywood. Posso dizer-lhe que não tenho hábito de ler o Abrupto. Porque há coisas mais importantes a fazer.
Mais uma vez, um abraço a todos e obrigado. E melhor ou pior blog nacional, podem ter a certeza que o Hollywood vai continuar por cá durante muito tempo.
Miguel Lourenço Pereira
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:31 PM | Comentários (12)
Verão Quente - Leonardo di Caprio

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:32 PM | Comentários (5)
agosto 20, 2005
Hollywood em destaque no Expresso
É sempre bom saber que o crescimento do Hollywood não passa despercebido. Na edição desta semana do jornal Expresso, a revista Única dedica, através da habitual coluna semanal do Paulo Querido, palavras bastante elogiosas para este espaço. É o sinal de um crescimento sustentado que já vai em ano e meio e que promete continuar a oferecer aos seus leitores tudo sobre o mundo do cinema. Porque se o Hollywood é o que é hoje, também é muito por vossa culpa.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:19 PM | Comentários (8)
Verão Quente - Kirsten Dunst

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:42 PM | Comentários (1)
agosto 19, 2005
Verão Quente - Kate Hudson

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:41 PM | Comentários (2)
E que tal...

PS - A campanha de Christopher Walken para Presidente é falsa e foi montada por um grupo de fãs do actor. Mas digam lá se não era um bom homem para o cargo?
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:26 AM | Comentários (3)
agosto 18, 2005
Verão Quente - Gwyneth Paltrow

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:38 PM | Comentários (0)
Roberts no fim da linha?
A actriz Julia Roberts declarou que está prestes a abandonar a sua carreira como actriz.
A norte-americana de 37 anos pretende dedicar-se exclusivamente ao seu novo trabalho de "mamã", e cuidar apenas da educação dos seus dois filhos, fruto da sua relação com Danny Moder.
Roberts vai cumprir agora o sonho de se estrear na Broadway com a peça The Three Days of Rain e depois pretende acabar de vez com a carreira, que começou com o aclamado desempenho em Pretty Woman e que conheceu o seu ponto mais alto com a conquista do óscar no filme Erin Brokovich em 2000. Resta saber se este anúncio será de facto o fim da linha para uma das actrizes mais carismáticas de Hollywood, ou mais uma manobra de marketing tão habitual por aqueles lados.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:02 AM | Comentários (3)
agosto 17, 2005
Verão Quente - Elizabeth Hurley

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:37 PM | Comentários (0)
O Que Estreia Por Cá - Clonagem polémica
O maior fracasso do Verão norte-americano chega a Portugal rodeado de polémica. A Dreamworks não poupa os actores do filme. O realizador Michael Bay não poupa a produtora. E há quem acuse o filme de ser ele próprio um clone. No meio disto tudo, onde ficará The Island?

Há muito tempo que não estreava por cá um filme tão polémico. Algo inimaginável em Julho quando The Island estreou nos Estados Unidos. O semi-fracasso de Batman abria as portas a um rival de War of the Worlds e a produtora do filme apostou tudo, com uma gigantesca campanha de marketing á volta do filme. Mas este era também o primeiro filme de Michael Bay sem o apoio de Peter Bruckheimer, o produtor que nunca falha, e muito alertaram para isso. No entanto o elenco de luxo, encabeçado pela dupla Scarlett Johansson e Ewan McGregor prometiam um sucesso ao nivel de Armageddon ou Pearl Harbour. Nos Estados Unidos isso esteve bem longe de acontecer. O filme foi um fracasso, Bay queixou-se de tudo menos dele próprio, e a produtora não poupou a falta de empenho de Johansson, de quem Bay disse parecer no filme uma actriz "porno". Com a polémica a estalar acerca da originalidade do filme, os criticos de The Island não têm mãos a medir. Resta saber se o trabalho de Bay e da sua troupe de actores é realmente tão negativo, ou se este é de facto um dos filmes de acção mais interessantes do ano.

Com o Verão a aquecer por cá há apenas mais três estreias nas salas nacionais.
De Battre mon Coeur s'est Arrêté é o remake que Jacques Audiard fez do filme de James Toback, Fingers, com Harvey Keitel como protagonista. Agora é o francês Romain Duris a viver a história de um jovem que quer deixar o mundo de negócios do pai, para seguir as pisadas da mãe e dedicar-se á música.

Les Dalton recupera o universo mágico de Lucky Luck, um dos mais amados herois da BD europeia. O filme francês segue as aventuras da mais famosa familia de ladrões do faroeste e do seu reencontro com Lucky Luck, o pistoleiro mais rápido que a própria sombra.

Khamosh Pani brilhou no último festival de Locarno, com várias distinções para o elenco e direcção. O filme paquistanês debruça-se sobre a situação vivida no país aquando da aplicação da lei islâmica e nas mutações que isso trouxe á sociedade, pelos olhos de uma mãe que vê aos poucos o seu filho radicalizar-se a ponto de não o reconhecer. Dirigido por Sabiha Sumar, o filme já valeu a Kiron Kher vários prémios de interpretação.

O Hollywood Recomenda - O cinema mundial poucas vezes tem o destaque merecido. Culpas á parte, vale a pena pesquisar um pouco do que se faz por esse mundo fora dando uma vista de olhos a Khamosh Pani.
O Hollywood Desaconselha - Se as adaptações da BD americana são pouco felizes - com honoráveis excepções - já a BD europeia ainda não conseguiu produzir um filme digno desse nome. Les Dalton segue Asterix e Obelix ou Michel Vaillant como adaptações falhadas.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:50 PM | Comentários (9)
Oliveira e Buñuel
Dois dos realizadores mais controversos e amados pela critica europeia, Manoel de Oliveira e Luis Buñuel, vão trilhar o mesmo caminho.
O decano dos realizadores vai filmar a continuação de uma das obras-primas do já falecido realizador espanhol, Belle de Jour. O filme original foi rodado em 1967, com Catherine Deneuve no principal papel, e narrava a história de uma mulher incapaz de sentir paixão pelo marido que amava, levando-a a tornar-se prostituta num bordel de alto gabarito. O filme que ajudou a iconizar a figura de Deneuve figura hoje nos anais da história como um dos titulos mais marcantes do cinema europeu. E será Oliveira a filmar a continuação que terá o nome de Belle Toujours.
Para o mesmo papel foi convidada Deneuve, mas a actriz francesa recusou o papel, e por isso será a também francesa Bulle Ogier a protagonizar o filme, cuja estreia está agendada para o próximo ano, sucedendo assim a Espelho Mágico, o novo filme do realizador portuense.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:51 AM | Comentários (0)
agosto 16, 2005
Verão Quente - Elisabeth Shue

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:35 PM | Comentários (2)
A Columbia arranca em grande para o Outono
No inicio de Hollywood, quando se formaram as primeiras produtoras, havia as majors e as minors. Nas cinco grandes majors não estava incluida a Columbia. Mas o trabalho do produtor Harry Cohn e do realizador Frank Capra iriam mudar a situação e hoje a Columbia é um nome fundamental do universo Hollywood.
E depois de em 2004 a produtora ter passado um ano menos bom - só Spiderman 2 e Spanglish mostraram bom nivel - este ano promete ser o da redenção.
Para o Outono e Inverno de 2005 a Columbia tem várias cartas na manga de verdadeiro respeito. Memoires of a Gueixa, o musical de tom oriental dirigido por Rob Marshall, é sem duvida um dos cabeças de cartaz, mas o remake de All the King´s Man - um dos maiores sucessos da Columbia de sempre - também promete conquistar público e critica.
Na senda dos musicais há ainda a incursão de Roman Polanski no universo de Charles Dickens com Oliver Twist, e há ainda mais um desempenho de Jim Carrey a seguir com atenção no filme Fun With Dick and Jane.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:44 AM | Comentários (2)
agosto 15, 2005
Verão Quente - Marisa Cruz

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:33 PM | Comentários (6)
Charlie and the Chocolate Factory - O lado obscuro das fábulas
O que é mais inquietante em Charlie and the Chocolate Factory não é Willy Wonka e a desconstrução que Johnny Depp faz de um universo surreal e apaixonante. É a forma como Tim Burton parece transformar em ouro todo o que toca.
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Roald Dahl é um dos maiores nomes da literatura britânica, um verdadeiro autor de fábulas que, curiosamente, esteve ligado ao mundo do cinema pelo seu casamento com a actriz oscarizada Patricia Neal. Mas é a sua obra apaixonante que nos interessa, e dentro dela o mágico Charlie and the Chocolate Factory. É fácil perceber porque é que o autor não gostou da primeira adaptação do filme, na altura com Gene Wilder a fazer de Willy Wonka. É também fácil adivinhar que, se estivesse vivo, seria dificil ao autor não se ter rendido ao trabalho de Tim Burton que, mantendo-se fiel á história, soube transformar o filme num verdadeiro tratado do que é o "burtonianismo", seja lá o que isso for na realidade.
Se o universo dos primeiros Batmans, mas, acima de tudo, de Edward Schissorhands e Sleepy Hollow - inquestionavelmente a sua obra-prima de eleição - já denotavam toda a influência do expressionismo alemão na forma de Burton encarar o filme, então - e sabendo nós que essa influência está bem presente neste filme, acima de tudo nos decors a la Gabinete do Doutor Caligari - é ainda mais fascinante ver o reverso da medalha. O Burton surrealista, imaginativo, e sempre surpreendente.

Charlie and the Chocolate Factory é uma obra dificil de adaptar ao cinema, sem dar grandes concessões ao universo CGI que o realizador pessoalmente não gosta. Mas mesmo assim Burton conseguiu dar a volta. Num set real, com chocolate incluido, Burton deu largas á sua imaginação e abriu as portas do mundo mágico e perturbado de Willy Wonka, que é, não só a personagem de Dahl, mas também uma desconstrução do próprio Burton. Uma personagem espantosa e ao mesmo tempo fascinante. É impossivel não ficar encantado com o seu constante fascinio por si mesmo e pelo seu mundo, ou pelo seu ar trapalhão. É essa a luz que nos vai guiando pelo universo do chocolate, dos Umpa-Loompas, uma das magnificas criações da mente de Burton, e da solidão. Solidão de Wonka, bem representada no contraste entre os personagens e o espaço, explorada a todos os niveis, especialmente no contraposto com a familia pobre, mas perfeita, do jovem Charlie. É nessa relação complementar, entre o jovem apaixonado pelo mundo de Wonka, mas, ao mesmo tempo, com altos valores e uma fortissima ligação á familia, e o solitário e genial chocolateiro, que se forma a energia do filme. Todos os episódios que se vão desenrolando pelo meio, com a sucessiva eliminação das irritantes crianças, servem apenas para reduzir o espaço, deixando no final a evidência da inevitabilidade. Só Charlie poderia suceder a Willy, porque ambos desejam e buscam a essência do outro. O mundo de liberdade e a estabilidade financeira num lado. A forte presença de um nucleo familiar do outro.

Mas como sempre, em Burton é fundamental a abordagem da narrativa mas também os seus interpretes. Desde Pee-Wee que isso é claramente notório e assume-se definitivamente na colaboração que o realizador tem vindo a manter com Johnny Depp desde 1990, e que se salda por quatro obras-primas realizadas em conjunto. Se fosse preciso voltar ao baú de lembranças dos trabalhos que Burton e Depp fizeram em conjunto, haveria certamente um que nos traria directamente a este Charlie. Ed Wood claro está. Os maneirismos do actor na sua encarnação do pior realizador da história funcionam já como a ante-camara deste Willy Wonka, que muitos viram o clone de Michael Jackson, mas que na verdade é uma personagem complexa e obscura que só um actor no mundo poderia encarnar. E esse actor é sem dúvida Depp, um dos cinco nomes essenciais da sua geração que volta aqui, com todo o seu maneirismo e preciosismo, a transformar-se e a criar um universo á sua volta, onde tudo funciona de acordo com a sua batuta. E é natural que, sendo Depp o maestro da orquestra, os nomes que o rodeiam tenham de estar em clara sintonia com o genial actor. E aí começa a perceber-se a insistência do actor em trazer, para viver a personagem de Charlie, o seu parceiro de Finding Neverland, o jovem e talentoso Freddie Highmore. E de facto o jovem actor tem um futuro brilhante á sua frente, conseguindo um desempenho brilhante, que não só traz outra profundidade á história, como ajuda também Burton e Depp, cada qual á sua maneira, a brilhar.

Os castigos e recompensas destinados a cada uma das cinco crianças, abrem a porta para o lado negro do universo de fábulas que Burton explora aqui magistralmente. O autor não é apenas um contador de histórias, com a moralidade e o final feliz que lhes são inerentes. Burton prefere explorar os aspectos mais sombrios e obscuros das histórias de encantar. E é esse o ponto mais interessante neste filme, a forma como Burton volta ao seu mundo - onde se afastou claramente nos seus dois últimos trabalhos, o magistral Big Fish e o incompreendido Planet of the Apes - entrando, ao mesmo tempo, num universo infantil, que está na verdade, bem longe de o ser. E é isso que ajuda a tornar este filme um dos mais interessantes e bem conseguidos, da sua longa e notável carreira como realizador.
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O Melhor - O desempenho memorável de Johnny Depp que continua a assumir-se como um dos maiores actores da actualidade. Espera-se a consagração com a estatueta dourada. Dificilmente será este ano, mas já não deve tarder.
O Pior - A superficialidade inerente ás relações entre pais e filhos, nos restantes jovens. Era algo a explorar até porque conseguiria-se certamente alguns momentos bem divertidos.
Curiosidade - Este é o quarto filme que envolve a dupla Burton-Depp. Depois de Edward Schissorhands, Ed Wood e Sleepy Hollow. E é também o segundo filme da dupla Depp-Highmore, logo a seguir a Finding Neverland. Por fim é a terceira vez que Burton trabalha com a mulher, Helena Bonham-Carter, logo depois de Planet of the Apes e Big Fish.
Site Oficial - www.chocolatefactorymovie.warnerbros.com
Realizador - Tim Burton
Elenco - Johnny Depp, Freddie Highmore, Helena Bonham-Carter, ...
Produtora - Warner Bros.
Duração - 115 m
Classificação - m/12
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:07 AM | Comentários (12)
The Island acusada de "clonagem"
É irónico mas parece ser verdade. Um filme sobre clones está a ser acusado de clonar uma ideia já existente.
O filme The Island - o grande fracasso de bilheteira de 2005 - foi acusado pela Clonus Associates de ser uma cópia de um filme de 1979, cujo o titulo seria The Clonus Horror. A Clonus acusa a Dreamworks e a Warner Bros, as produtoras do filme, de copiarem por completo a ideia e apresentaram um documento onde identificam 90 pontos ondes os filmes apresentam semelhanças assustadoras. A empresa exige agora que o filme de Michael Bay saia de circulação e que seja paga á empresa uma indmenização por violação dos direitos de autor.
A Dreamworks reafirma a originalidade do filme mas o processo ameaça não ficar por aqui. Recorde-se que já há alguns anos a trilogia Matrix dos irmãos Wachowski foi acusada também de plágio ao filme de Alex Proyas, Dark City.
Entretanto The Island continua a não ser um filme consensual. O realizador Michael Bay reconhece ter tido o primeiro fracasso da carreira mas culpa os actores e o marketing da Dreamworks. Por sua vez a distribuidora acusa o realizador e os actores, especialmente Scarlett Johansson, que Bay diz parecer uma actriz porno e que a produtora diz não ter mostrado empenho.
O filme estreia em Portugal na próxima quinta-feira.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:31 AM | Comentários (0)
History of Violence com novo poster
Já foi disponibilizado um novo poster para o novo filme de David Cronenberg - que a critica assegura ser o melhor de sempre do autor de êxitos como ExistenZ, Spider ou Dead Ringers.
A History of Violence conta com Viggo Mortensen, Maria Bello e Ed Harris no elenco e debruça-se numa história de grande dramatismo, onde um homem pacato vê-se forçado a tornar-se no heroi da sua comunidade. Algo que acabará por trazer a descoberto os segredos mais obscuros do seu passado, pondo em risco tudo o que construira desde então. Um filme altamente esperado e que foi uma das grandes atrações do último festival de Cannes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:28 AM | Comentários (1)
agosto 14, 2005
Verão Quente - Jude Law

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:31 PM | Comentários (1)
O ano da Universal?
Todos falam em Hollywood e nos filmes norte-americanos de uma industria de várias caras. Mas poucos conseguem distinguir entre os trabalhos apresentados pelas diversas produtoras. Antigamente facilmente perceptiveis, hoje essas diferenças estão mais camufladas. Mas existem. E no final do ano, todas fazem as contas para perceber afinal quem é que ficou na linha da frente. E se no ano passado a Warner Bros venceu o confronto directo com a Miramax, este ano parece que a Universal está claramente á frente nas contas.
A produtora tem para apresentar nos próximos meses uma serie de filmes que prometem ser dos mais apetecidos do ano. Não só lançarão o ansiado King Kong - o primeiro trabalho pós-Lord of the Rings de Peter Jackson - como ainda têm outros truques na manga. Jarhead, The Producers, Prime e, acima de tudo, Munich, são candidatos a ficaram nos lugares de top dos filmes de 2005.
Razão para acreditar que os projectos da Universal este ano têm um selo de qualidade como há muito não se via. Isto apesar de Cinderella Man ter sido um falhanço de bilheteira.
Note-se que no ano passado só Ray, Eternal Sunshine of the Spotless Mind e Diarios de Motocicleta chegaram aos óscares, enquanto que In a Good Company e Friday Night Lights e mostraram a todos o selo de qualidade da produtora.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:20 AM | Comentários (4)
agosto 13, 2005
Verão Quente - Catherina Zeta-Jones

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:32 PM | Comentários (7)
Remate Final - O Que foi a Nouvelle Vague?
O que foi a Nouvelle Vague?
Mais do que uma mera etapa na história do cinema, mais do que um movimento artístico ou social, a Nouvelle Vague foi um período decisivo na definição do cinema como forma de arte. Foi a época onde, pela primeira vez, o enfoque estava colocado não nas estrelas, não nos estúdios, mas sim nos autores. Nos realizadores – tantas vezes também argumentistas e outras coisas que mais – nos verdadeiros criadores da obra a que alguém um dia chamou de filme.

O mérito de Truffaut, Godard, Resnais, Chabrol, Rivette ou Rohmer, para não falar de todos os outros nomes que foram citados ao longo deste trabalho, foi o de terem sonhado. E de o seu sonho se ter tornado real. Por pouco tempo é certo. Mas foi um sonho que abriu inúmeras portas a amantes de cinema de todo o mundo. Ajudou a consolidar definitivamente o papel do criador cinematográfico. Ajudou a relançar o cinema, através de novas formas de linguagem cinematográfica, cuja tendência é pessoalizarem-se cada vez mais, e consolidou o papel da França como pólo cultural por excelência na Europa.
A Nouvelle Vague não se limitou a criar arte. Divulgou e recuperou obras passadas, abriu o caminho a trabalhos futuros, e deu inicio a um período mágico na história do cinema, onde com uns trocos nos bolsos, muita paixão e algum talento, se fazia um filme. Solto, humano, livre!
A linguagem da Nouvelle Vague – num misto de tudo o que já tinha sido feito e do viria a ser feito a partir daí – desmultiplicou-se em inúmeras linguagens, umas dando enfoque na narrativa, outros no trabalho da imagem, outras nas experiências sonoras. Mostrou ao mundo o cinema em directo. Recuperou o cinema-verdade. Bebeu e deu a beber ideias ao universo do documentário. Revolucionou a produção de ficção. Trouxe o cinema para a rua. E trouxe as pessoas de volta ao espírito inicial da 7º Arte.
Como Godard teria dito, a certa altura da sua caminhada, a Nouvelle Vague não foi constituída apenas por amantes de cinema, como aqueles que enchiam as sessões da Cinematheque Française ou devoravam os Cahiers. A Nouvelle Vague foi feita por cinéfilos que conheciam a história do cinema, “desde Grifith”, ou seja, desde os seus primórdios. Sabiam o que tinha sido feito, sabiam como fazer bem. Sabiam o que explorar, o que recuperar, para onde partir.
Mesmo que não tivesse tido outro mérito – e ao longo do trabalho foram inúmeros enunciados – este já serviria. Pela primeira vez na história, o cinema foi feito por cinéfilos! Só por isso, já valeu a pena haver Nouvelle Vague.
Miguel Lourenço Pereira
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:26 PM | Comentários (1)
Completo o elenco de Lady in Water
É o próximo filme de M. Night Shyamalan, realizador de culto e autor de obras-primas como Signs e The Village, e já desperta atenções. Lady in Water já contava com Bryce Dallas Howard e Paul Giamatti nos principais papeis, mas agora foi divulgado o restante elenco do filme. Juntam-se a Giamatti e à repetente Byce Dallas Howard, mais seis actores.
São eles Jeffrey Wright, Bob Balaban, Freddy Rodriguez, Sarita Choudhury, Mary Beth Hurt e ainda Cindy Cheung. O filme começará a ser rodado em Philadelphia no próximo mês e é um dos titulos mais esperados para 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:38 PM | Comentários (1)
agosto 12, 2005
Verão Quente - Alicia Witt

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:31 PM | Comentários (0)
Capitulo XI - Os Rostos - Jeanne Moreau
Outros dos grandes símbolos sexuais dos anos 50 – onde demonstra todo o seu talento e erotismo em filmes de Jacques Becker e Louis Malle – vai conhecer o ponto alto da sua carreira ao lado de Oskar Werner e Henri Serre no filme Jules et Jim de Truffaut. Um desempenho assombroso que a consagra definitivamente junto da crítica e do público, e a leva a outras paragens, onde irá trabalhar com Antoinioni, Loosey, Wells, Buñuel, Fassbinder ou Wim Wenders. A actriz da Nouvelle Vague que conseguiu melhor explorar a sua imagem e talento no panorama internacional.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:24 PM | Comentários (1)
Munich
Steven Spielberg alterou mais uma vez o nome do seu próximo filme, que se debruçará sobre os atentados terroristas dos Jogos Olimpicos de Munique em 1972, quando vários atletas israelitas foram sequestrados e mortos por membros da guerrilha palestiniana.
Depois de se ter chamado Munich 1972 e de ter tido o titulo de Vengance, a versão final escolhida pelo realizador é mesmo Munich, nome do palco onde tudo aconteceu. O filme segue um agente da Mossad, os serviços secretos israelitas, interpretado por Eric Bana, que tenta resolver uma situação que se tornou num dos atentados mais marcantes do Século XX.
Com estreia prevista para o final de Dezembro, num claro piscar de olhos ao óscar (seria o terceiro de Spielberg depois de dois outros filmes marcantes: Schindler´s List e Saving Private Ryan), todos esperam de Munich aquilo que não se encontrou em War of the Worlds. O génio de Spielberg claro está.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:40 PM | Comentários (1)
Flags of Our Fathers em andamento
Clint Eastwood não brinca em serviço. Depois de ter conquistado o seu segundo óscar pela pequena obra-prima que dá pelo nome de Million Dollar Baby, o realizador norte-americano trabalha já afincadamente no seu próximo filme.
Flag of Our Fathers tem argumento de Paul Haggis (o mesmo de MDB e realizador de Crash), e conta com Paul Walker como novidade num elenco que inclui ainda Ryan Philiphe, Jesse Bradford e Adam Beach. O filme centra-se na história de um jovem que descobre que o pai foi um dos herois da batalha de Iwo Jima, ponto de reviravolta na Guerra do Pacifico. Uma incursão do minimalista Eastwood no universo da 2º Guerra Mundial, que se espera que seja um dos grandes filmes de 2006. As primeiras imagens do filme já estão disponiveis.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:35 PM | Comentários (0)
agosto 11, 2005
Verão Quente - Kim Basinger

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:25 PM | Comentários (0)
Capitulo XI - Os Rostos - Anna Karina
Ela sim foi um dos rostos mais amados dos anos 60. Não só pela mão do seu marido Jean-Luc Godard (que preferiu Jean Seberg a ela no casting de A Bout de Soufle), mas também com Jacques Rivette, que a escolheu para viver a freira contrariada de La Religiouse. Com Godard fez Le Petit Soldat, Une Femme Est Une Femme, Vivre Sa Vie, Made in USA e Pierrot le Fou, confirmando-se como a grande actriz da década. O seu belo rosto era muitas vezes o tema de muitas das cenas de Godard, que o utiliza magistralmente no genérico inicial de Vivre sa Vie, filme que marca a sua consagração definitiva. No pós-Nouvelle Vague, Karina continuará a ser uma das actrizes de eleição do cinema europeu, colaborando com Fassbinder, Visconti ou Raul Ruiz.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:22 PM | Comentários (2)
Primeiro poster de Jarhead
É um filme de Sam Mendes, tem um elenco de luxo e aborda a polémica Guerra do Iraque. Mais complexo e realista do que Three Kings, este Jarhead é dos grandes favoritos a ser um dos filmes do ano, a julgar pela base narrativa e pelo primeiro olhar da critica. Um filme que conta com Jamie Foxx, no seu primeiro trabalho pós-oscar, Peter Saasgaard e Jake Gyllenhal. A direcção, como se disse, é de Sam Mendes. E este é o primeiro poster do filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:30 PM | Comentários (0)
Oscarwatching imperial
Já arrancou no Império Cinéfilo o Oscarwatching 2005. Trata-se de um excelente trabalho de pesquisa do Gustavo Razera que pretende, em diferentes fases, antecipar os nomeados e potenciais vencedores da próxima edição dos óscares da Academia.
Num ano menos atraente e mais complexo do que 2004, a tarefa do Oscarwatching torna-se bastante mais complicada, mas também por isso vale a pena passar pelo Império Cinéfilo para acompanhar a evolução do universo de favoritos.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:27 PM | Comentários (0)
Hollywood regressa a velocidade de cruzeiro
Depois de menos de duas semanas de férias, viajando pela Europa e respirando um pouco do cinema que se faz fora de Portugal, eis que o Hollywood vai voltar a trabalhar na máxima força.
Á sucessão de posts sobre o Especial Nouvelle Vague, que se prepara para terminar mas que já tem sucessor, e das habituais fotos diárias do Verão Quente, voltarão noticias, criticas, estreias e muitas novidades.
Em Setembro o Oscarwatching está de regresso bem como a apresentação do sucessor do Especial Nouvelle Vague. Trata-se de um trabalho de investigação da autoria de Andreia Faria sobre o papel das mulheres no cinema. Um trabalho de qualidade que ajudará a tornar mais completo este espaço. Com Setembro começam também as estreias dos titulos mais interessantes do ano, voltando assim as criticas a um ritmo semanal, já que o Verão mostrou ser pouco prolifero em filmes de qualidade. Especiais sobre velhos clássicos e edições em dvd estarão também em destaque.
Senhoras e senhores, o Hollywood está de volta!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:22 PM | Comentários (4)
agosto 10, 2005
Verão Quente - Isabel Figueira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:20 PM | Comentários (7)
Capitulo XI - Os Rostos - Brigitte Bardot
Mais do que o “rosto”, Brigite Bardot foi o “corpo” do cinema francês dos anos 50 e 60. As suas formas esculturais foram exploradas inicialmente por Roger Vadim, que em Et Dieux Creá La Femme, quebra todos os tabus e expõe o seu corpo despido qual Afrodite, deixando-o na mente de todos os cinéfilos de então. Notoriamente estrela de cinema comercial, mais manifesto a explorar a sua carnalidade, voltou no entanto ao cinema de autor com Godard e Louis Malle nos anos 60, em Le Mepris e Vie Privée. O primeiro filme confirmaria o ícone de bomba sexual, com alguns dos planos mais arrojados que o cinema francês tinha. Se a Nouvelle Vague é também o corpo, a carnalidade, o erotismo, é-o graças a BB.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:17 PM | Comentários (0)
agosto 09, 2005
Verão Quente - Rachel Weisz

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:17 PM | Comentários (1)
Capitulo XI - Os Rostos - Alain Delon
Não fez cinema apenas em França, mas foi aqui que começou a definir-se como actor de enorme talento. Descoberto em Cannes, juntamente com outro ícone da Nouvelle Vague – Jean Claude Brialy - o jovem Delon estreou-se com Plein Soleil em 1960 e desde aí afirmou-se de imediato como uma das grandes estrelas do cinema francês. Passou por Itália – Il Gattopardo, Rocco I Suoi Fratelli – e por Hollywood – Scorpio – antes de voltar a França e integrar o elenco de vários policiais do final dos anos 60. Seria a cara escolhida por Godard para representar o movimento no filme Nouvelle Vague de 1990.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:15 PM | Comentários (1)
agosto 08, 2005
Verão Quente - Kristina Loken

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:08 PM
Capitulo XI - Os Rostos - Jean-Pierre Leaud
Se Belmondo foi o “rosto” masculino da Nouvelle Vague, já Leaud foi o “primeiro rosto” de destaque nos filmes do movimento. Com apenas 15 anos trabalhou com Truffaut em Les Quatrecents Coups, filme que ajudou desde logo a fazer dele uma estrela precoce. Trabalharia a amiúde com Truffaut, não apenas na série Antoine Doinel, mas também na sua obra-prima Deux Anglaise et Le Continent. No entanto esteve igualmente em projectos de outros realizadores da Nouvelle Vague, como foi o caso de Godard – Masculin, Feminan, Made in USA – Rivette – Out One: Spectre – ajudando a consolidar-se como elemento fulcral do movimento. Recentemente fez dele próprio no filme The Dreamers de Bertolucci, num dos momentos mais importantes da sua carreira, quando defendeu a Cinematheque da carga policial em 68.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:14 PM
agosto 07, 2005
Verão Quente - Josh Hartnett

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:28 PM | Comentários (3)
Capitulo XI - Os Rostos - Jean-Paul Belmondo
A sua inesquecível performance em A Bout de Soufle fez imediatamente dele o rosto masculino da Nouvelle Vague. Num movimento em que a revalorização do rosto e do corpo era fundamental – como contraposto ao puritanismo do cinema francês de então – as actuações tempestuosas e carnais de Belmondo encaixam-se que nem uma luva. Viveu os seus papeis mais inesquecíveis para Godard – A Bout de Soufle, Une Femme Est Une Femme e Pierrot le Fou – mas também passou pela mão de outros realizadores (Melville, De Broca), sendo que deixou igualmente a sua marca bem vincada no cinema comercial francês de então.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:11 PM
agosto 06, 2005
Verão Quente - Mena Suvari

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:04 PM | Comentários (1)
Capitulo X - Os Autores - Eric Rohmer
Foi o primeiro dos jovens críticos a passar a director dos Cahiers, após a morte de André Bazin. Sempre foi visto mais como critico do que propriamente como realizador durante os dias áureos da Nouvelle Vague, onde não apresentou nenhum filme de grande impacto. Curiosamente seria o nome mais em voga durante os anos 70, e hoje é ainda um dos elementos mais prolíferos e apreciados do movimento. Um reconhecimento tardio do seu estilo algo bucólico e extremamente sóbrio, que nos anos agitados da década de 60 parecia completamente despropositado para os jovens cinéfilos.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:10 PM | Comentários (2)
agosto 05, 2005
Verão Quente - Heather Graham

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:01 PM
Capitulo X - Os Autores - Jacques Rivette
Inevitavelmente dividiu os seus dias entre os Cahiers e a Cinematheque, formando-se assim, como os seus colegas, num ambiente puramente cinematográfico. Os seus primeiros passos como realizador tiveram lugar em 1960, data de estreia de Paris Nous Appartient, belíssimo filme, que o consagra como um dos grandes valores do movimento. Director dos Cahiers nos anos 60 e figura fulcral do movimento, a sua produção cinematográfica não terá o mesmo desenvolvimento que se esperaria, sendo que La Religieuse ajudou a quebrar alguns tabus em meados dos anos 60. Mais tarde encontrará na televisão um refúgio natural.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:08 PM | Comentários (1)
agosto 04, 2005
Verão Quente - Liv Tyler

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:00 PM
Capitulo X - Os Autores - Claude Chabrol
Também ele começou como critico de cinema nos Cahiers, e também ele foi um dos indefectíveis do movimento dos Hitchcock-Hawksianos. Depois da sua formação cinematográfica se ter feito em torno destes autores, aos quais irá juntar o cinema de Fritz Lang, o jovem Chabrol foi o primeiro critico a partir para a aventura como realizador, graças a uma herança providencial. Os seus primeiros trabalhos – Le Beau Serge e Les Cousins – espelham o seu amor pelo suspense, pelos espaços abertas da Província francesa, e por um tom muito sóbrio. Depois de passar a década de 60 um pouco desorientado, é no pós-Maio de 68 que se reencontra, fazendo uma série de filmes de sucesso até meados dos anos 70, altura em que irá explorar o cinema na televisão, como tantos outros autores seus contemporâneos.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:07 PM
agosto 03, 2005
Verão Quente - Sharon Stone

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:58 PM | Comentários (1)
Capitulo X - Os Autores - Alain Resnais
Sempre esteve um pouco ao largo do movimento, mas está-lhe associado de forma natural. Ao contrário dos seus camaradas, não começou na redacção dos Cahiers ou na Cinematheque. Frequentou o IDHEC, trabalhou com Agnes Varda, fez parceria com Chris Marker, e passou os anos 50 a explorar em curtas-metragens e documentários, o seu tema de eleição: a memória humana. Foi esse o mesmo tema que serviu de base aos seus grandes sucessos Hiroxima Mon Amour e L´Anné Dernier à Marienbad, filmes que fizeram dele uma figura consensual no panorama cinematográfico, e que ajudaram a confirmá-lo como um verdadeiro poeta-visual. Depois do desastre de Muriel, dedicou-se a um cinema mais intimista, longe das grandes salas e das grandes produções.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:05 PM
agosto 02, 2005
Verão Quente - Amy Smart

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:53 PM
Capitulo X - Os Autores - Jean-Luc Godard
Se a Nouvelle Vague fosse apenas o período da produção cinematográfica, e não um vasto movimento que tem início nos anos 50 com o aparecimento dos Cahiers, então a figura de proa seria Godard.
Como critico não foi tão incisivo como alguns dos seus colegas, apesar de ter assinado alguns dos mais belos textos escritos à época sobre cinema como SuperMann. Mas como realizador foi um autor que não conhecimento limites na sua ânsia de explorar todos os caminhos que o cinema lhe proporcionava. De A Bout de Soufle a Pierrot le Fou, passando pela sua fase mais radical, ao que se juntou mais tarde o trabalho televisivo, Godard fez de tudo um pouco, e por isso granjeou adeptos e inimigos um pouco por todo o lado. Hoje é o maior mito vivo do cinema francês, mas apesar de tudo o seu período áureo continua a ser o dos dias de glória de um movimento que ele ajudou a criar e a desmembrar, curiosamente.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:04 PM
agosto 01, 2005
Verão Quente - Amanda Peet

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:50 PM
Capitulo X - Os Autores - François Truffaut
É difícil dizer qual o maior nome da Nouvelle Vague. A tendência normalmente faz recair o titulo em Jean-Luc Godard, por tudo o que ele representou na exploração das fronteiras da linguagem cinematográfica. Mas como este ensaio também tem o seu quê de pessoal, a escolha recai em Truffaut.
Depois de uma infância conturbada, Truffaut é recolhido por Bazin, que se torna seu protector e o coloca a escrever nos Cahiers. Por essa altura já o jovem vivia praticamente na Cinematheque Française, tendo chegado aos 25 anos com quase 3000 filmes vistos. Esta bagagem, que mais nenhum outro critico de cinema da época tinha, trouxe-lhe imenso prestigio e à vontade para criticar o cinema francês da época – Une Certaine Tendance du Cinema Française – mas também de elogiar o cinema de autor europeu e norte-americano – Ali Baba et La Politique dês Auteurs. O seu trabalho como critico tornou-o na principal figura do movimento, e o seu filme de estreia, Les Quatrecents Coups, abriu a Nouvelle Vague em estilo, com uma notável prestação em Cannes. A partir daí Truffaut não seria apenas um realizador de grandes filmes, alguns com mais sucesso que outros. Seria também produtor de muitos dos trabalhos da Nouvelle Vague, e uma das figuras mais importantes na história do cinema francês. A sua morte precoce em 1984 impediu-o de continuar o trabalho que tinha vindo elaborando desde 1968, numa abordagem muito mais pessoal do cinema.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:02 PM