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agosto 27, 2005

A Tale of Deceives - O Filme

Depois de muito (demasiado) tempo de espera, eis que finalmente estreia A Tale of Deceives.
Como não podia deixar de ser, o Hollywood é o palco de estreia da primeira curta-metragem produzida pela LP Produções e dirigida por Miguel Lourenço Pereira.
O filme tem quatorze minutos de duração e, infelizmente, por se tratar de uma cópia para a net, a qualidade deixar muito a desejar, especialmente se for comparada com a edição em dvd.
A Tale of Deceives é uma comédia de desenganos em tom de homenagem ao cinema. Filmado em apenas dois dias com pouqissimo material (duas handycam com tripé e uma perche sonora improvisada) mas com muita paixão e empenho por parte do elenco e da equipa técnica, este filme promete ser a primeira aventura da LP Produções na produção e divulgação de curtas-metragens nacionais.
Aqui fica então o link para poderem ver, em primeira mão, A Tale of Deceives.
atalefinalh.jpg
Para ver o filme basta deslocar o scroll até ao fim da página e escolher a opção free e depois esperar alguns segundos e de seguida abrir o ficheiro.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às agosto 27, 2005 05:43 PM

Comentários

Parabens pela inciativa e sim é para continuar.
Peco em deixar a critica mas aqui fica, mais planos maior fluidez de imagem ajudaria, quanto aos actores não sei se são realmente actores ou foi feito por pedido mas existe um grande espaço para melhoria...

Publicado por: TóGomes às outubro 21, 2005 03:10 PM

tem algum jeito o filme?
tanga!ta mto fixe.gande abaço

Publicado por: Hugo Silva às outubro 3, 2005 11:54 PM

Puta k pariu k nunca vi coisa mais mal feita. Mas deixe lá, ao menos vejo no filme uma defesa da homossexualidade. Sem dúvida que você, caro Miguel, é homem com coragem para defender estas causas, infelizmente, tão mal vistas pela sociedade.
Quer ser sócio da opus gay?

Publicado por: Mónica Sofia às setembro 1, 2005 09:05 PM

Miguel, minhas sinceras congratulações! És a gênese de um realizador com alto potencial. Confesso que não me lembrava que se tratava de lago humoroso (como tu já havias apontado alguns meses antes), portanto o uso da música no início e a edição inteligente me fizeram acreditar que estava a ver um drama quase shakesperiano. Que susto tomei com tamanha competência. Veio então o filme propriamente dito. A fala da petulante protagonista que diz que só os intelectuais vão ver um filme por causa do realizador é impagável. Em curto tempo montou uma pequena sátira (ou homenagem bem-humorada) ao próprio mundo dos bastidores do cinema por meio do artifício "filme dentro do filme". Ressalto o ótimo trabalho na edição, que perdurou por todo o filme, e alguns posicionamentos de câmera inspirados. Quando tiveres equipamento mais sofisticado, irás melhorar muito. Devo dizer que não entendi boa parte dos diálogos (o som do ambiente por vezes atrapalha, mas é algo inevitável tendo-se em vistas as condições com que foi filmado) e o Português falado em seu país é extremamente difícil para compreender. A TALE OF DECEIVES me proporcionou 13 minutos e meio de admiração a um colega cinéfilo que teve a oportunidade de arregaçar as mangas e transformar sua paixão em realidade. Se a cópia e o som estivessem em melhor qualidade, dedicaria uma resenha ao filme. Meus sinceros parabéns, Miguel, pois seu filme é bom. O segundo curta-metragem que vejo na vida (excetuando-se os animados da Disney) e o melhor. Espero ver outras produções num futuro próximo.

Publicado por: Gustavo H. Razera às agosto 31, 2005 07:47 PM

Bem escolhida essa frase João. O meu problema com essa actriz foi que não disse nenhuma frase que estava no guião. Todas as falas dela eram improvisadas porque o nervosismo não lhe permitiu lembrar-se do guião, então tentou improvisar. Aquela personagem era suposto ser uma daquelas mulheres que querem subir na vida custe o que custar. No guiao ela teria uma paixao pelo outro gala do filme e recusava a andar com o tecnico por ele ser isso mesmo, um tecnico. Ficou assim, mas a ideia base nao era.
Percebo o que dizes em relaçao á ideia. Thanks again pela critia.
um abraço

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às agosto 30, 2005 11:24 PM

Duas notas rápidas: quando digo quanto à história ser básica, isso em si nada tem de mal. Muitos bons filmes são feitos com base numa ideia que se desenvolve. Para uma curta basta perfeitamente.

Em relação à linguagem de café, nada tenho a apontar, está correcta no tom e nas expressões. O problema ataca por dois lados: um, pelo facto de uma linguagem de café não ser muito interessante (do meu ponto de vista) numa curta, porque não transmite nada de especial nem ajuda a desenvolver narrativa ou a explicar pontos de vista. É em si mesma demasiado vaga para cumprir esse ponto. Seria boa para transmitir uma ideia ou "encher chouriços" numa longa, mas acho que não funciona numa curta; dois, porque depois choca com outros momentos em que, no meio da linguagem de café (ou mesmo apenas corrente) entrarem termos que ficam fora de contexto. Exemplo, a frase «realizar foi sempre algo que quis» não funciona no tom em que o resto da conversa está a ser transmitida, é excessivamente formal e literário. Algo no estilo «sempre quis realizar» seria formalmente menos correcto mas mais dentro do espírito da cena.

Enfim, são opiniões minhas. Quanto à parte técnica já o disse, apontei as falhas mas não creio que seja por aí, apenas me parece que podes corrigir uma ou outra coisa mesmo sem meios. Mas é óbvio que isso não se aprende do dia para a noite, pelo menos esses pontos não tenho dúvidas que melhorarás no futuro.

Publicado por: João André às agosto 30, 2005 10:55 PM

Bem, obrigado pelas palavras, quer sejam elogiosas ou criticas, já que ambas têm toda a validade por serem opiniões (mesmo a tua João André, mesmo a tua..lol).
Em relação ao titulo, realmente o erro existe na conjugação gramática do termo Deceipts. Falei com um professor de ingles que me indicou o titulo Deceives e não confirmei, erro meu que assumo já que é de facto isso mesmo, um erro.
Em relação á premissa da história ser básica. Concordo, não há aqui nada de diferente ou espectacular. Mas devo confessar, umbiguisticamente, que sempre gostei do tom simplista, e ao mesmo tempo tão caro aos amantes de cinema que sabem como é que isto é a sério. A execução prática pode não ter sido brilhante (para mim, que estive envolvido no trabalho desde a primeira hora e que conheceu todas as dificuldades o filme parecerá sempre melhor do que aqueles que apenas vêm o produto final, mas isso é óbvio), mas acho que para os meios que tive, para a prática que tinha como realizador e argumentista, para não falar de edição que confesso não ser a minha area, e para a equipa que tinha comigo, toda amadora até ao tutano, toda disponivel a dar o melhor de si, mesmo quando o melhor é o que voces dizem ser fraquinho (que é nalguns casos) tá um trabalho giro.
Em relação ao argumento, a ideia é fazer uma adaptação "shakesperiana" para os nossos dias, e por isso quis criar a ponte em termos de linguagem. Já a linguagem de café não é assim tão má como isso, já que muitas das pessoas que trabalham no cinema (e eu conheço algumas) não sabem muito mais. Percebo o que o João diz do sotaque, som, imagem e enquadramento e isso deve-se, em primeiro lugar, ao caracter extremamente amador deste trabalho. Se a minha "carreira" como realizador continuar, terei certamente em atenção todas estas falhas apontadas, porque é assim que se cresce. Por isso todas as vossas criticas são bem vindas. Por muito mal que digam do filme, não se sintam constrangidos. É ouvindo as vossas opiniões que vou melhorando e o objectivo de colocar online o filme não é ter uma vaga de admiradores. É ver o que todos têm a dizer sobre algo que fiz. Por isso obrigado a todos os que têm escrito alguma coisa sobre isto.
um abraço

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às agosto 30, 2005 10:28 PM

Uma nota extra: o uso do inglês. Compreendo a ideia, a de um realizador anglo-saxónico (como dizes) a realizar na Europa. Só que aqui podem surgir problemas. Fico-me por apenas dois.

O sotaque dos actores é muito mau para uma história em que deveriam falar um inglês muito bom, especialmente o do realizador, que alterna sotaques com uma facilidade espantosa. Para não falar nas pronúncias em si mesmas, mas isso ainda passa.

O outro é um problema que te diz respeito directamente a ti: o texto em inglês é muito fraco. Os diálogos em português podem não ser brilhantes, mas têm os seus momentos que funcionam (a propósito, não se escreve um diálogo para ser dito, da mesma forma que se escreve para ser lido). Os textos em inglês são fraquinhos, especialmente quando te tentas aventurar para o uso de arcaicismos como o "thy". Se o usas, deverias manter esse tom, usando termos como "Lo!", "ere", "fair", etc. Se não, então mantém uma peça com um tom mais moderno: torna-se menos estranha.

Última nota em relação ao inglês: o título, como já foi dito por aqui, não faz qualquer sentido em inglês. Deveria ser (como, repito, já foi dito) "Tale of Deceits", não "A Tale of Deceives". Acho que isso seria óbvio de reconhecer, ou então seria normal explicar a razão de usar o título desta forma caso não tenha havido erro.

Publicado por: João André às agosto 30, 2005 08:19 PM

Bem, posso dizer que não dei o meu tempo por perdido:) Achei o filme como 1 razoável exercício satírico-light amador. Parabéns pelo teu trabalho que só é de louvar e espero que no futuro tenhas melhores condições ao teu dispôr para que então te apresentes com muito mais a teu favor. Mas devo dizer também que tens grande coragem e vontade e isso é 1 excelente indício para podermos ver mais material teu e melhor(acredito)!

Lembra-te que primeiro vem o rascunho(promissor), depois então vem a obra-prima.

Espero mais de ti no futuro e parabéns pela iniciativa e empenho demonstrado nela:)

Publicado por: Turat Bartoli às agosto 30, 2005 08:14 PM

Miguel, antes de mais parabéns por teres realizado o teu primeiro filme. Curta ou não, é algo que muita gente gostaria de fazer mas poucos conseguem. Demonstraste preserverança e coragem e fizeste o filme. Parabéns.

Infelizmente, e espero que não me leves a mal (acho que não levarás, até porque não tens a minha opinião em grande conta, não é verdade?), mas tenho que dizer que o acho muito, mas mesmo muito fraquinho. Para não dizer muito mau porque tem umas coisas que se safam por ali.

As coisas boas:

- dois dos actores, o técnico de som e o maquilhador são bonzinhos, sente-se que há ali jeitinho. O mesmo da segunda mulher, não é constante mas tem os seus momentos.

- A ideia em si é engraçada: a premissa de uma interrupção durante a rodagem de um filme para mostrar os bastidores.

- A localização é gira é dá para explanar o filme sem grandes invenções (embora devesses ter escolhido um lugar longe da estrada, que afoga os diálogos com demasiada frequência).

Vamos às coisas más, que infelizmente são muitas mais.

- Argumento: sem profundidade narrativa, limita-se a copiar diálogos que se poderiam ouvir em qualquer bar do Bairro Alto após dois litros de cerveja. Banais e que nada trazem ao cinema - oportunidade desperdiçada.

- Restantes actores, muito fracos e sem capacidade para fazerem ligação entre cenas ou mesmo planos, parecem sempre estar a iniciar uma linha, não a continuarem a que vinha de trás.

- Câmara: não é empunhada por um doente de Parkinson terminal como os filmes de acção americanos actuais, mas tremelica demasiado.

- Realização: erras na montagem. As cenas (ou situações) não devem ser apresentadas uma a uma, mas alternadamente, de forma a dar outra dinêmica ao filme. Os planos cortam frequentemente os actores, erro básico. O exemplo mais notório é na cena com o maquilhador, em que é preciso este baixar-se para vermos as duas cabeças sem uma delas ser cortada. De resto tem uns momentos bons, mas usas os planos sem grande critério, coisa a corrigir no futuro.

- Som. Compreendo que não tenhas os meios técnicos que gostarias, mas poderias fazer melhor. Há momentos que não se ouve o que é dito.

- Imagem. Certo que em DVD a imagem será muito melhor, mas estou certo que serias capaz de fazer melhor nesta passagem para formato de computador. Não é assim tão difícil.

- Ideia de curta. Um erro clamoroso (na minha opinião) numa curta é a multiplicação de personagens. Não há simplesmente tempo para isso. Com esta ideia ficavas com um filme muito bom apenas com a discussão entre os actores e o realizador, apenas com bitaites da equipa.

Apesar da minha opinião negativa, isto não te deve desencorajar (como se a minha opinião o fizesse). Muitos realizadores começam com filmes absolutamente de merda e com muito mais meios que tu tinhas. Acredito que possas fazer melhor, mas tens de planear melhor as coisas. Descobre mais tempo para filmares, mesmo que tenhas que marcar todos os fins de semana ao longo de 3 meses. Procura sítios mais isolados para filmar, não serás incomodado pelo som. Quando faltam os meios, há que recorrer ao engenho.

Publicado por: João André às agosto 30, 2005 08:08 PM

Ora, Miguel, clico no link contido no post e aparece um site de downloads! Devo me registrar para ver o vídeo? Gostaria de assistir ao filme, mas cá preciso de ajuda para como fazê-lo.

Publicado por: Gustavo H. Razera às agosto 30, 2005 07:03 PM

Opa não é nada de excepcional. criação de personagens básica (ok é uma curta)... uma fotografia pouco convincente, alguns enquadramentos fracos e sendo uma ilusão é um a curta excessivamente simplista.

Não é bom, mas também não é mau, mas sabe a pouco após tanta publicidade.

Já agora qual a camara de filmar que utilizaste e cassete~? cumps

Publicado por: Pluto às agosto 30, 2005 06:15 PM

Opa não é nada de excepcional. criação de personagens básica (ok é uma curta)... uma fotografia pouco convincente, alguns enquadramentos fracos e sendo uma ilusão é um a curta excessivamente simplista.

Não é bom, mas também não é mau, mas sabe a pouco após tanta publicidade.

Já agora qual a camara de filmar que utilizaste e cassete~? cumps

Publicado por: Pluto às agosto 30, 2005 06:15 PM

Miguel Lourenço Pereira, acabei agora de ver a tua curta e adorei...é das melhores curtas que já vi :)! Continua com o excelente trabalho.

Cumprimentos cinéfilos

Publicado por: S0LO às agosto 30, 2005 12:47 PM

O filme está muito original...Miguel, estás de parabéns...a maneira como retratas os bastidores está muito interessante...esta pequena película, vai fazer muito furor...aquilo dos paneleiros e que tá alto riso!!

Continua Miguel e Parabéns!!

Um abraço

Publicado por: Jorge Lestre às agosto 29, 2005 07:14 PM

É da minha vista ou " A Tale of Deceives" é frase que não pode existir em Inglês?
"To deceive" é verbo oriundo do substantivo "deceipt". Assim, "Deceives" nunca poderá ser substantivo...

Publicado por: JG às agosto 29, 2005 07:09 PM

Boas,

Encontrei este blog e consequentemente este filme um pouco por acaso e acabei por sacar o filme por curiosidade.
A minha opinião sobre o dito:

- sei que o objectivo é reduzir o tamanho do ficheiro, mas a compressão do filme acaba por influenciar um pouco o resultado final, por não se conseguirem ver as caras dos actores com qualidade suficiente.

- a personagem do maquilhador, na cena gay com o actor está definitivamente DEMASIADO exagerada. Se o objectivo é marcar a diferença não convem cair no esteriotipo...

- a personagem Sara também não adiciona nada ao filme... e o momento em que se um dos cameramen faz alusão a uma relação parece vinda directamente dos Morangos com Açucar.

- o realizador, com o sotaque inglês exagera um bocado nas frases em ingles e no falso sotaque, por vezes irritante.

- um tripé não é muito caro e teria ajudado muito nos creditos iniciais em que a camera treme por todo o lado.

- gostei bastante do fim, ideal para uma curta metragem deste tamanho.

- o resto do filme, não sendo nada de espetacular, está bastante bom para uma produçao amadora.


Cumprimentos e boa sorte para o futuro.

Publicado por: Sniper32 às agosto 29, 2005 01:13 PM

Muitos Parabéns pela curta Miguel!
Continuação de bom trabalho e aguardo projectos futuros.

Abraço!

Publicado por: Francisco Mendes (aka katateh) às agosto 29, 2005 10:39 AM

Obrigado pelo destaque Golfinho. Originalmente a ideia era pegar num Shakespeare, mas como não encontrei nenhuma peça que pudesse reduzir a 2 minutos naquele tom, com aquele pano de fundo, decidi eu escrever uma peça antes de fazer o filme, e retirar os diálogos para o A Tale of Deceives. A adaptação dessa peça, que se chama The Wrong Kind of Right, seria o filme a ser rodado.
um abraço

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às agosto 29, 2005 02:18 AM

Parabéns Miguel!
Aplaudo desde já o argumento. Foste busá-lo aos clássicos, Shakeaspear, suponho? E tentaste pô-lo nos dias de hoje. Quanto ao resto, Miguel, para um primeiro filme, nas condições que descreves, está excelente, estás de parabéns e os actores também.
Continua!
E perdoa-me o abuso, vou dar um DestaKe no meu blogue.

Um abraço.

Publicado por: Golfinho às agosto 28, 2005 09:41 PM

Obrigado a todos pelas criticas. Claro que são indicações positivas para projectos futuros. Mau era se no primeiro trabalho tivesse feito algo sem erros. Para isso ia já para Hollywood ;-)
Vou só apontar alguns pontos de discussão levantados pelo Tiago e do U2 Only.
Em relação ao sotaque sou obrigado a concordar. Nota-se claramente o sotaque nortenho e madeirense da equipa em alguns actores. Mas a ideia por base era a de que esta era uma produção europeia, com um realizador anglo-saxónico ao estilo indie europa, e uma crew com pessoas de vários paises. Aquela unidade seria portuguesa, bem como grande parte do elenco (numa outra versão haveria referencia a outros membros do elenco de outras nacionalidades). Mas mesmo assim, como isso não é claramente demonstrado,o sotaque fica exagerado. Peço desculpa por isso.
Em relação ao que dizes Tiago, concordo em alguns pontos mas discordo noutros como deves calcular.
Em relação á novidade que traz o A Tale of Deceives...eu não fiz propriamente um filme de vanguarda. Tive esta ideia e decidi desenvolve-la sem propriamente ambicionar a algo diferente. Queria apenas representar o que por vezes se passa nos bastidores, de uma forma divertida e soft (faltou referir muita coisa e foi extrapolada muita coisa, com intenção, já que isto é mais uma screwball comedy que outra coisa qualquer).
Sempre apreciei a ideia das ilusões, daí o titulo, e tudo o que ves ali é isso mesmo. Ilusão da qualidade das pessoas que passa cá para fora, ilusão dos caracteres de quem trabalha no cinema, ilusão sobre a orientação sexual..nunca caí em esteriótipos, sempre fui o mais fiel possivel á realidade...daquele caso. Claro que não generalizaei, não falei em todos os actores. Falei naquele caso concreto. Em relação ao inicio, tens de perceber que a ideia é ter por base uma suposta adaptação teatral ao cinema, com toda a sua fragilidade, e que oespaço dedicado á equipa tencica serve essencialmente para criar um contra-ponto e definir semelhanças entre as estrelas e os que vivem fora do estrelato.
Mas obrigado pela critica a ti e a todos. E por terem perdido o vosso tempo a dar uma espreitadela a esta minha incursão na cadeira mágica.

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às agosto 28, 2005 08:15 PM

Olá Miguel! Acabei de ver a curta e digo-te que as minhas expectativas não foram em vão mas também que não há nada de memorável ou original nestes cerca de 14 minutos de filme.

Não quero estar aqui a criticar-te só pelo gozo de te deitar abaixo, porque sei que é sempre mais fácil apontar falhas numa obra quando não sentimos na pele o que custa criar e concretizar com sucesso, mas vou ser o mais sincero e objectivo que conseguir. A tua curta tem vários pontos positivos: o posicionamento da câmera, os planos "fragmentados" e a música. E também mas com menos significado algumas piadas. Mas o problema é que nada que está no argumento soa a novo e como tal não há nada que se retém. Começa com algumas considerações frouxas e demasiado "dramáticas" sobre as relações amorosas de um jovem que na realidade é uma personagem de um filme. Não sei se o objectivo era esse, mostrar-nos o quão insuficientes eram aquelas falas. De qualquer forma o que se segue sabe a pouco. O conflito entre o realizador e as estrelas demora tempo a mais e não acrescenta nada de novo. Vemos a estrelas a agredirem-se verbalmente, um realizador com uma pronúncia irritante, uma mistura de termos ingleses com portugueses, uma rapariga bonita que passou da moda para o cinema e que ainda tem muito que aprender e um rapaz que fica frustado perante tanta incompetência e falta de humildade. Depois vemos o que existe por detrás da câmara. Aquele mesmo rapaz é homossexual, com altos voos em mente e um maquilhador como companheiro. O que falha aqui é que tu reduzes a orientação sexual deste dois indivíduosa a tema de conversa e todos aqueles gestos e observações fazem da própria situação patética. O actor parece um pateta, o companheiro ridículo. Cais no erro de precisar de ridicularizares as personagens - e optas por cair em estereótipos inerentes a uma certa fatia dos homossexuais - para fazeres daquilo uma farsa. É certo que o título indica que vamos assistir a um conto de ilusões. Mas a realidade não é toda assim, tão linear e tão cheia de pessoas trocistas ou caprichosas. E depois, todos aqueles comentários dos câmeras, do macho ao mais sensível, são pouco originais.

De qualquer forma, gostei de algumas passagens e também é a primeira curta metragem. Vais evoluir de certeza! Parabéns pela iniciativa. :)

Publicado por: Tiago Teixeira às agosto 28, 2005 04:45 PM

Tentarei assistir à sua produção amanhã. A paixão de um cineasta e equipe não profissionais é suficiente para imprimir qualidade a um filme. Não me desapontarei.

Publicado por: Gustavo H. Razera às agosto 28, 2005 03:41 AM

Viva,

Um arranque promissor! Espero que a evolução continue porque num registo amador é difícil dares um salto na qualidade.

É uma ideia interessante a que desenvolveste com pequenos apontamentos de humor muito "cinéfilos". Ora era o filme em inglês, ora o pormenor do cinema europeu, ora a futilidade das estrelas e a sua ambiguidade sexual (e já agora nos comentários à macho sobre isso), e por aí fora. Ao contrário do que já li aqui acho que o sotaque do Porto ficou muito bem aqui, hehe!

Também gostei da banda sonora. E do pormenor da multicâmara em tempo real à "24"!

Miguel, foram 15 minutos agradáveis. Espero que continues a evoluir. Eu vou acompanhar teu trajecto...

Abraço,

Publicado por: Ricardo às agosto 27, 2005 10:14 PM

Parabens a curta esta muito engraçada.
Como ponto negativo indico a expressão verbal (sobretudo a pronuncia dos actores) muito pouco trabalhada
Como ponto positivo indico a banda sonora, está muito boa
Parabens força ai nos novos projectos e elaborem o casting mais criterioso
Força!

Publicado por: U2Only às agosto 27, 2005 09:49 PM

Caro Luis
Realmente a curta é amadora, essencialmente pela falta de material, especialmente uma camara profissional e material de captação de som com qualidade. Depois houve também a falta de um director de fotografia capaz de explorar a luz natural. Aí tivemos um grande problema visto que, de um dia para o outro, choveu, e a cor natural mudou bem como o próprio ambiente. Foi tentado corrigir isso em pós-produçao mas havia momentos em que era impossivel. Tal como alguns planos em que uma camara com maior amplitude teria sido fundamental, tivemos de nos contentar com uma camara de pequena dimensão e com fraca qualidade.
A própria claquete foi feita manualmente porque a profissional que estavamos á espera nunca apareceu.
Em relação ao argumento, o episódio dos cameras serve para estabelecer os pontos de comparação. O filme versa essencialmente sobre a realidade da gravação de um filme e das relações humanas que aí existem. A parte dos técnicos era a mais complexa porque não podia ter uma elaborada linguagem tecnica. Por acaso posso dizer-te que quem já viu a corte, e já foram algumas dezenas, elegeram esse como um dos episódios favoritos. Acabam por ser pontos de vista.
Em relação ao final, não houve como objectivo um grande final em estilo de "gongo". Pelo contrário. O próprio final em si indica tudo o que o cinema é: ciclico. Acabar da forma que se acaba é uma sumula do mundo do espectaculo. Pode acontecer tudo, mas the show must go on. E neste caso este é um episodio de muitos que aconteceram e acontecerão na rodagem daquele filme. E é a essencia do episodio como retrato da vida de um filme que me interessa. Nesse sentido acho que o final está adequado.
Fico feliz de teres gostado, na medida do possivel perante a qualidade da imagem (meu caro Vitrugo, o filme tem uma edição em dvd e aí a imagem é impecável por isso o problema não é do filme pode acreditar), e a referencia ao Guy Ritchie existe de facto, não de forma homónima mas no estilo do realizador. Mas em relação á Nicole foi intencional como deves calcular.
um abraço e obrigado pela critica!

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às agosto 27, 2005 09:43 PM

venho por este meio pedir de volta os 22,5mbts de tráfego internacional que gastei pra ver esses 14 minutos de agonia.

"por se tratar de uma cópia para a net, a qualidade deixar muito a desejar"

amigo, já vi gif´s animados em avatares de foruns com mais qualidade cinematográfica que isto.

felicidades ao cast e á crew, melhor sorte para a proxima. And don´t quit your day job!

Publicado por: vitrugo às agosto 27, 2005 09:26 PM

Percebi que o realizador no filme se chamava Ritchie, mas afinal é Richard, pelo que vi nos posters...

Logo essa referencia que me pareceu ao Guy Ritchie não há!! LOL

Publicado por: Luis Santos às agosto 27, 2005 09:14 PM

PARABENS.

Nota-se logo que é amadora, mas o que importa é tentar e o resultado é bastante agradavel...

A historia introducional da curta esta perfeita, gostei mesmo, gostei da parte dos homosexuais, mas depois a parte dos cameras não achei a minima piada...

E acho que o final deixa muito o desejar, falta alguma coisa, falta um fim em grande, marcante...

Quanto aos actores estão todos de parabéns por serem amadores e por tentarem, mais uma vez os que gostei menos e me perdoem foi dos cameras-men, mas acho que a personagem também não ajudava... Mas também pelo cachet que penso que pagaste a cada um, fizeram o papel muito bem!! ;)

Gostei das referencias a Guy Ritchie e à Nicole Kidman, que penso que tenha sido a tua intenção...

Em geral gostei, e acho que com um final marcante tinha ficado uma curta muito boa...

E pena a qualidade do filme, claro, e também o problema do material de filmagem, pois nota-se muito o vento, mas não tens culpa, foi o melhor que conseguiste de certeza...

Achei engraçado a camera com que estão a filmar o filme no filme, é um pouco pequena, lol! Podias ter feito uma em cartão!! ;)

Espero a próxima!! ;)

Publicado por: Luis Santos às agosto 27, 2005 09:06 PM

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