« agosto 2005 | Entrada | outubro 2005 »

setembro 30, 2005

Meio século de um mito!

jdh1.gif


Faz hoje cinquenta anos precisamente que o Porsche de James Dean não evitou a colisão com um outro veiculo provocando a morte do actor e do seu mecânico, que o acompanhava até Salinas onde Dean iria participar numa prova de automobilismo.
O actor tinha apenas três filmes feitos e deles, só Rebel Without a Cause tinha estreado. Mas o momento da morte de Dean deu lugar ao mito. O "Live fast, die young and have an handsome corps" imortalizou o actor-simbolo da geração que assumiu a adolescência como a turbulenta fase intermédia entre a infância e a idade adulta. Brando era muito duro, Clift muito certinho e Newman ainda não tinha chegado. Acabou por ser Dean o porta-estandarte da mesma geração que depois iria criar o rock and roll e o flower power. Jimmy Dean morreu e por isso se fez mito. Era necessário que o jovem actor cumprisse a sua máxima para conquistar um lugar na história. E tudo isto se passou há precisamente meio século.
Cinquenta anos sem o actor. Cinquenta anos com o mito!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:39 PM | Comentários (1)

O preço do silicone

A New Line Cinema está a preparar a primeira comédia sobre o tema controverso dos implantes de silicone. O filme irá contar a história de uma mulher que, insatisfeita com os seus seios, decide implementar silicone. O que ela não sabia é que essa decisão irá acabar por arruinar a vida do marido.
O filme, cujo o titulo será Boob Job, tem argumento de Michael Markowitz e deverá ser lançado no próximo ano.
250px-New_Line_Cinemal.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:24 PM | Comentários (0)

Batman Ataca

Ainda o processo está no laboratório da Warner Bros, e já se começam a discutir os possiveis nomes para o próximo Batman, filme que irá contar de novo com Christopher Nolan na cadeira de realizador, e com Christian Bale como o Homem-Morcego.
O sempre fiável Batman-on-Film assegura que os produtores da Warner estão em dúvida entre dois titulos para a próxima aventura do Cavaleiro das Trevas: Batman Attacks ou Batman Strikes. Ambos os titulos têm a mesma tradução para português (Batman Ataca) e dão desde já a ideia de um filme com bastante mais acção que o anterior Batman Begins, que mais não foi do que um recomeçar da estaca 0.
O Joker deverá ser o vilão central do novo filme mais, apesar de todos os rumores, ainda não há actor contratado. Certo é que Bale, Caine, Holmes, Oldman e Freeman estarão de volta.
800_e1.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:05 PM | Comentários (3)

setembro 29, 2005

Semana decisiva para Casino Royale

Com as filmagens previstas para o próximo mês de Dezembro, urge encontrar o sucessor de Pierce Brosnan como 007. Enquanto Martin Campbell ultima os preparativos da realização de Casino Royale (até hoje o filme maldito da franquia), e Paul Haggis reescreve o guião, a produtora prepara-se para escolher o próximo Bond. Segundo a revista Variety há quatro candidatos ao papel, depois de meses e meses de testes, polémicas e falsos-nomes lançados para a praça pública.
O mais bem cotado parece ser Daniel Craig, actor já com alguma experiência e que está neste momento a rodar Munich, filme de Steven Spielberg. Também Goran Visjnic é conhecido do público pelo seu desempenho em E.R., mas será talvez o candidato com menos hipóteses. Isto porque Casino Royale é o primeiro livro da saga 007 e como tal os produtores querem voltar ao principio, com um Bond mais novo. É aí que entram os outros dois nomes, Henry Cavill e Sam Worthington.
Os testes ocorrerão esta semana e em Outubro já deverá haver fumo branco sobre qual será o próximo 007. Apostas aceitam-se!
posterjb.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:01 PM | Comentários (3)

setembro 28, 2005

O Que Estreia Por Cá - Finalmente o futebol chega ao cinema!

Muitos ainda se devem lembrar de Victory, a incursão de John Houston no mundo do futebol, mas de uma forma quase surreal para a época. Depois disso já se tentou fazer muito cinema com o futebol por premissa, mas nunca ninguém conseguiu explorar o jogo e todo o seu potencial. Com o primeiro filme de uma trilogia patrocinada pela FIFA, Goal! promete vir preencher um vazio no coração de muitos amantes do "desporto-rei"...
goal08.jpg

Goal! é dirigido por Danny Cannon e foi, desde o inicio, um projecto problemático. Houve troca de realizadores, indecisões na história a explorar, problemas nas filmagens de cenas nas arenas britânicas, e durante algum tempo pensou-se mesmo que o projecto não iria continuar. Mas continuou. E esta semana estreia por todo o mundo, abrindo assim o mundo de futebol á gigante indústria cinematográfia. Alessandro Nivola ficou com o papel que esteve para ser de Diego Luna, e encarna o jovem Santiago Munez, um mexicano que atravesou aos dez anos a fronteira para os EUA, e que descobre no futebol a única forma de triunfar na vida. É aí que é descoberto por um olheiro de um clube britânico (neste caso o Newscaslte United) e de repente a sua vida dá uma volta e 180º. E é a sua aprendizagem ao futebol europeu, e sua afirmação como um verdadeiro prodigio. Tudo isto com imagens reais de encontros, intercaladas com filmagens nos vários palcos britânicos. E para o próximo filme está prevista a transferência milionária para o Real Madrid, sendo que o terceiro filme se desenrolará no Mundial da Alemanha, jogando o jovem pela selecção do México.
Cinematograficmente pode não ser uma maravilha, mas o facto de, finalmente, o futebol encontrar o seu espaço junto dos outros desportos (maioritariamente os desportos americanos), é de louvar. E com uma constelação de estrelas reais do mundo da bola no filme, uma visita a Goal! é obrigatória para qualquer amante de futebol, em todos os cantos do mundo.
goal123.jpg

Semana recheada de estreias, são sete os outros filmes que chegam ás salas portuguesas.

The Brothers Grimm marca o regresso de Terry Gilliam, um realizador talentoso mas mal-amado e constantemente perseguido pelo infortunio. O filme conta as aventuras dos dois irmãos, que andam de aldeia em aldeia a inventar monstros e criaturas fantásticas que prometem destruir, sob pagamento dos aldeões. A vida corre-lhes bem até que encontram uma verdadeira bruxa, e aí a aventura entra noutra dimensão. Universo fantástico das histórias do Grimm transportado aqui para o grande ecrãn por Gilliam com um elenco de luxo, que conta com Heath Ledger, Matt Damon e Monica Belluci.
3225.jpg

40 Year Old Virgin foi um dos fenómenos de Verão nos Estados Unidos. Uma comédia ligeira sobre um homem que chegou aos 40 anos sem qualquer experiência sexual no curriculo e que procura inverter a tendência. Destaque para o desempenho de Steve Carrell, uma das estrelas do programa The Daily Show, neste filme dirigido por Judd Apatov.
3269.jpg

La Demoiselle de Honour traz de volta um dos miticos da Nouvelle Vague, o realizador Claude Chabrol. Sem nunca fugir ao seu estilo que deve imenso a Alfred Hitchcock e Fritz Lang, neste filme, Chabrol adapta Ruth Rendell numa história de obsessão amorosa e paixão intensa. No elenco estão Laura Smet e Benoit Magimel.
3317.jpg

Absolon é mais um filme de acção com um argumento rebuscado, pouco original e escrito mesmo à medida de Christopher Lambert, o actor principal do filme de David Barto. Um filme ambientado num futuro próximo onde o mundo está à beira da destruição graças a uma nova doença, cuja cura não é completamente eficaz e ainda por cima só existe em plantas raras na zona tropical do planeta. Abre-se então a caça ao antidoto. Uma caça que pode ter proporções fatais.
3333.jpg

Trespassing é um thriller de terror que também repete a fórmula da casa assassina, onde quem entra não volta a sair. O filme é dirigido por James Merendino e que conta com Daniel Gillies e Estella Warren como jovens esudantes de sociologia á procura de provas sobre a formação do mitos humanos.
3201.jpg

Wanted é assinado por Brad Mirman e conta com o "gigante" Gerard Depardieu à frente de um elenco que conta ainda com Harvey Keitel e Johnny Halliday. O filme versa entre a comédia e o policial, com situações hilariantes vividas por um gang francès que tentava fazer o golpe perfeito em Chicago. Só que tudo corre mal e no final, o gang é perseguido por tudo e por todos.
3315.jpg

One Missed Call recupera o esirito do cinema de terror japones, cada vez mais em voga no circuito europeu. Takashi Miike repete aqui a fórmula de The Ring, mas em vez de uma cassete assassina temos uma chamada de telemóvel que antecipa a morte das pessoas. O resto já se sabe, segue os cliches do genero gore, do qual Miike é um dos artesões de renome.
2823.jpg

O Hollywood Recomenda - Se é amante de futebol, vale a pena ver Goal! Caso contrário vale sempre a pena espreitar o que andam a fazer Claude Chabrol e Terry Gilliam, dois génios na arte de realizar.

O Hollywood Desaconselha - É um genero que tem cada vez menos adeptos, e que está a perder a sua identidade. O cinema de acção futurista e catastrófico que encontra em Absolom o eco de dias de glória passados já não merece uma visita.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:33 AM | Comentários (4)

Será a Pornografia Cinema?

Mesmo trinta anos depois, Deep Throath continua a causar polémica e discussão. O filme porno que saltou para a ribalta e tirou a pornografia para fora do gueto onde há muito estava escondida, foi agora revisitado por um documentário. E trouxe de novo a pergunta: será que a pornografia é um género cinematográfico?
xrated.jpg

Quantos generos de Cinema conhecem? Bem, há o drama, a comédia, o western, o épico, o biopic, o filme de acção/aventura, o musical, o cinema de terror, o cinema noir e o cinema de ficção cientifica. E pouco mais. Sem esquecer que cada um desses generos tem os seus sub-generos (lá estarão o cinema gore, a comédia romântica ou existencial, o melodrama, o musical aquático, etc...). Encaixará o cinema pornográfico numa definição de genero? Acredito que não, isto apesar de ser natural que uma indústria que movimenta milhões anualmente, como é a indústria porno, tenha sabido, ao longo dos anos, retirar caracteristicas dos diversos generos, adaptando-os à sua própria realidade.
E se desde sempre se tentou estabelecer a distinção entre o erotismo e a pornografia, mais gritante essa diferença se encontra no Cinema. O erotismo não tem genero, é omnipresente. Está no cinema de Hitchcock, de Fellini, de Wilder e tantos outros magos. Está em To Catch a Thief como está em La Dolce Vitta ou em Some Like it Hot. Era traço corrente do Cinema de serie B, marcou para sempre mitos como Jane Russell, Marilyn Monroe ou Elizabeth Taylor. Enfim, pautou-se sempre por uma adequação da linguagem e do desejo sexual a histórias do dia a dia. E foi omnipresente no cinema do passado, mesmo durante os dias do polémico Código Hayes, como ainda é hoje. Os corpos estão cada vez mais expostos, mas é a forma como são tratados, com a gentileza de um cavalheiro, neste caso o cineasta, que nos permite olharmos uma cena de Leaving Las Vegas ou de Eyes Wide Shut, sem sentirmos qualquer constrangimento. Afinal tudo ali é tratado com naturalidade, e, mais do que isso, com um sentido poético do próprio ser humano, do seu corpo, e da sua sexualidade.
2nkews.jpg

Já com o cinema pornográfico isso torna-se impossível de conseguir. Falo em cinema pornográfico, não porque concordo com a definição, mas para estabelecer o ponto de comparação. Aqui é o choque, é a carnalidade do acto em si que é explorada até ao limite. A linguagem choque é dominante, não só para escandalizar, mas sim porque esta é a base deste genero de filmes. O sexo, apenas e só. Sem narrativa digna desse nome, sem desempenhos, sem trabalho técnico. Apenas o sexo. O sexo masculino, o sexo feminino, o sexo a um, dois, tres, dez. E quando um filme é explorado tendo por premissa algo tão redutor como o acto sexual (enquanto que o erotismo, presente no Cinema, explora algo bem mais profundo: a sexualidade).
Que a pornografia é uma industria isso é inegável. Uma industria ancestral, que vem desde o primeiro baralho de cartas ou postais de mulheres nuas, já lá vão tempos imemoriais. E mesmo em pelicula, já se fazem filmes pornograficos desde a era do mudo, tendo sido na altura - estavamos nós nos anos 20 - a Suécia, um dos paraisos do cinema pornográfico mundial (e de sensualidade e desejo também percebem os suecos, ou pelo menos um que dá pelo nome de Ingmar Bergman e que marcou os cinéfilos de todo o mundo com o seu Summermed Monika, traduzido por cá sugestivamente como Mónica e o Desejo). E se a industria pornográfico continuou durante anos e anos, com algumas futuras estrelas mainstream a passarem por lá nos seus primeiros anos (ainda hoje é assim a julgar pela quantidade de oferta desses filmes que circulam pela internet com nomes aparentemente insuspeitos), foi sempre num circuito reduzido e bem underground. E se com o final do Código Hayes se ia perceber que a nudez deixava de ser "pecado" para Hollywood - sendo que The Valley of Dolls e Barbarella trataram imediatamente de o confirmar de imediato - a verdade é que a pornografia ainda não era tolerada.
barbarella%20feather.jpg

Até ao dia em que o New York Times publicou um artigo sobre um tal filme pornográfico que dava pelo nome de Deep Throath. O filme, de um tal Gerard Damiano, lançou um país, já de si cheio de convulsões internas, em plena discussão. Todos queriam ver a história de uma jovem cujo o problema era ter o clitoris na garganta. Uma premissa tão fútil como o próprio cinema pornográfico, mas já se sabe, proibir é atrair, e assim o filme tornou-se num brutal sucesso de bilheteira, ajudado aqui e ali pelo comportamento "ultra-condervador" da administração Nixon (que acabaria por cair, ironia das ironias, por causa de uma outra "garganta-funda"). O filme tornou-se um elemento de culto, criou uma era na industria pornográfica (há claramente um antes e um depois Deep Throath no meio) e trouxe a pornografia para a rua. Para os clubes de video (o video foi provavelmente o meio fulcral para a difusão do cinema pornografico ao nivel a que se encontra hoje), para salas especializadas (mas cada vez mais e em cada vez mais sitios) e para o conhecimento de todos.
image002.jpg

Mas passe o sucesso que fez Deep Throath - um filme lastimável por sinal - isso faz da pornografia, Cinema? Não precisamos de ser moralistas. Não se discute aqui a natureza do acto sexual, nem a forma como é filmado, com som editado posteriormente porque, já se sabe, durante as filmagens, cabe ao realizador das as indicações aos seus "actores". Para isso basta explorar o brilhante universo que Paul Thomas Anderson criou na sua obra-prima, Boogie Nights. O que se questiona é se o acto (ou os actos, já que nos lembramos de Vincent Gallo e do seu Brown Bunny num instante). É a necessidade de se filmar que está em causa. A necessidade de levar até ao limite o cinema choque que é a exibição integral, sem qualquer pudor, do "coitus". Como se criticam os "snuff-movies", um genero assustador e cada vez mais presente, também não se pode criticar a pornografia? A verdade é que este é o genero que mais aberto está à exploração de um universo de "Home Made Movies". Será isso Cinema? Poderá isso ser integrado no leque de trabalhos que compõem a 7º Arte? Será que há realmente um genero cinematográfico chamado pornografia? A resposta não está em mim, está na própria 7º Arte.
2syi.jpg

Se o Cinema nos mostrou que a insinuação do desejo pode ser muito mais interessante do que a exibição ou demonstração do mesmo em acto, então mais claro fica que a pornografia está muito longe de poder ser considerada como elemento da 7º Arte. Não será a personagem de Marilyn Monroe em Seven Years Itch a perfeita encarnação da sexualidade, e do desejo? Não o será muito mais que qualquer cena de qualquer filme pornográfico da história? Até porque o sexo é algo pessoal, sempre foi visto dessa forma. Ninguém precisa de ver para saber o que é, como é e com quem é. Quando Elizabeth Taylor e Paul Newman terminam Cat on a Hot Thin Roof com a porta do quarto a fechar-se, todos nós sabemos o que vai acontecer. Por muito que o queiramos, não precisamos de ver mais nada. E isso meus amigos, isso é Cinema!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:38 AM | Comentários (7)

setembro 27, 2005

Trailer de Match Point

Woody Allen trocou Nova Iorque por Londres, e a julgar pelo que se falou do filme em Cannes, a troca de ares fez bem ao autor nova-iorquino. Match Point é um drama certeiro (Allen andava pelas comédias há mais de uma década) e que conta com a nova musa do realizador, Scarlett Johansson, no papel de uma jovem que seduz o novo namorado da irmã, o jovem sem escrupulos interpretado por Jonathan Rhys-Meyers, outro nome a ter em conta em terras de sua Majestado. Junta-se a isso o humor corrosivo de Allen, os desempenhos de Emily Mortimer e Brian Cox e o regresso a uma atmosfera mais negra do realizador, e temos em mãos uma pérola preciosa com estreia marcada para o dia de Natal nos Estados Unidos. Por cá teremos de esperar um pouco mais para ver o filme. Ate lá vale a pena espreitar o este novo trailer.
photo211.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:31 AM | Comentários (1)

Red Eye - O Que nos Leva a Fazer o Medo?

O que mais impressiona em Red Eye é a solidez à volta da qual o filme é construido. Não há planos ou diálogos a mais. Há um enorme tacto na abordagem a uma história que poderia ter sido filmada de diversas maneiras. No entanto, era dificil que alguma fosse tão interessante como esta. E assim, aos 66 anos, Wes Craven assina o melhor filme da sua vida.
Filme de redeye.gifredeye.gifredeye.gifredeye.gif
redeye_bigteaser1.jpg

Depois de se ter dedicado ao cinema de terror, nas suas múltiplas abordagens, ora mais horror como em A Nightmare on Elm Street (um dos piores filmes da década de 80, mas não tão mau como os seus sucessores), ora numa vertente mais kitsh - a dose tripla de Scream - a verdade é que Craven conseguiu juntar mais de trinta anos de experiência a uma base sólida de thrillers de Serie B feitos desde dias imemoriais em Hollywood, para orquestrar um filme extremamente inteligente e sóbrio.
Admirado por muitos, e indiscutivelmente um dos grandes nomes do cinema de terror das últimas duas décadas, Craven transforma-se neste Red Eye claramente. Nele há menos do cineasta que aterrorizou pequenos e graúdos, e há mais de um autor que conhece bem a origem do thriller norte-americano, na sua génese nos pequenos filmes de Serie B, e que explora essa realidade em diversos niveis. E isso acaba por fazer uma história inverosimel, quiça mesmo desinteressante, num filme captivante, sóbrio mas também extremamente brutal. Só que a brutalidade - tirando aqui e ali uma ou outra cena espantosa de violência visual - está aqui no subconsciente, no sofrimente da personagem central do filme, que se vê ameaçada, não só na sua integridade fisica mas também na dos que mais ama. E é essa dúvida que se coloca à sua volta que é explorada insistentemente ao longo do filme - deixando sempre espaços abertos para pequenas sub-plots mas que nada acrescentam - se bem que também não distraem - e que na verdade é a sua trave mestra.
cillian_murphy8.jpg

Um jogo do gato e do rato - com dois actores a cumprirem (e a excederem mesmo) tudo o que se lhe pedia deles. Um jogo cruel, mas aberto a pontos de viragem nas alturas mais improváveis. E um jogo acente no medo. O omnipresente medo que começa na alusão ao medo da morte (será puro acaso que a jovem Lisa venha de um funeral?), e que passa por todos os outros pesadelos da personagem - o medo de voar, o medo da violação (cena do quarto de banho sempre a roçar um erotismo visceral, o medo de perder o pai, o medo de sacrificar inocentes) - brilhantemente explorados pelo executor, a assombração bem real de que é Jack Rippner, numa interpretação extremamente bem conseguida (a lembrar Christian Bale em American Psycho) de uma rising star. É no seu olhar, primeiro sedutor (é preciso criar o ambiente de um engano antes de o por em prática), depois assustador pela naturalidade com que está disposto a levar avante os seus planos (se bem que aqui Craven é súbtil ao criar tremores, nervosismo na sua personagem...afinal os vilões também são humanos), que se encontra a origem do medo que atormenta Liza. E é nela que vemos o reflexo desse medo, também no olhar, inicialmente quase em tom virginal e inocente, mas um tom que é rapidamente desmascarado por uma cicatriz que se vai revelar decisiva no ponto decisivo da narrativa (e aqui também a transformação de Rachel McAdams, que não nos fartamos de dizer, é um dos grandes nomes do futuro, é fabulosa). São dois excelentes desempenhos, de sofrimento e revolta no caso de McAdams, de frieza e quase despero no final, de Murphy, que sustentam a narrativa sólida montada por Craven, e que transformam o filme numa realidade humana (basta imaginar o surrealismo de Flightplan, o filme também passado em aviões que Jodie Foster acabou de estrear para perceber a diferença de nivel), e por conseguinte, em algo muito mais intenso e profundo.
cillian_murphy11.jpg

Red Eye é o nome que se dá aos vôos nocturnos que atravessam os diferentes estados dos Estados Unidos. É um vôo desagradável, turbulento por vezes, um vôo que quase funciona como contraponto das estradas nocturnas dos velhos clássicos policiais de Chandler e Hammett. A noite, sempre presente na filmografia de Craven (podemos mesmo dizer que é um dos mestres na utilização do universo crepuscular) presencia esta história de coragem e medo, este duelo de David e Golias. E como o cinema será sempre o cinema, e Hollywood será sempre Hollywood, não há nada como esperar por uma vitória fácil de David. Mesmo contra todas as expectativas. E este Red Eye funciona também ele como um David se o comparar-mos com outros filmes do genero. E também neste caso, fica a ideia de que o confronto foi ganho, contra todas as probabilidades.

Classificação - redeye.gifredeye.gifredeye.gifredeye.gif

O Melhor - A dupla de actores que transforma esta história em algo convincente e extremamente humano. Estamos claramente na presença de duas rising stars, sendo que Rachel McAdams dá os primeiros passos como actriz de talento acima de média, enquanto que este ano Cilian Murphy arrisca-se a ser nomeado a alguns prémios pelo seu desempenho em Breakfast on Pluto, um filme bastante interessante.

O Pior - Se exceptuarmos a improbabilidade da narrativa (afinal isto é Serie B a la Hollywood com tudo o que tem de bom...e de mau) sentimo-nos um pouco defraudados na acção final. Depois de mais de uma hora de grande intensidade emocional, os últimos minutos trocam-nos um pouco as voltas na transformação da história num duelo pessoal pouco convincente.

Curiosidade - Como tem vindo a ser hábito, Wes Craven não só dirige o filme. Também entra como figurante, seguindo o exemplo de tantos realizadores que um dia lembraram-se de que o que Alfred Hitchock fez (por necessidade) tinha piada.

Site Oficial - www.redeye-themovie.com

Realizador - Wes Craven
Elenco - Rachel McAdams, Cilian Murphy, Brian Cox, ...
Produtora - Dreamworks
Duração - 85m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:35 AM | Comentários (1)

setembro 26, 2005

Espaços a Visitar

É um weblog de cinema que se assume diferente de todos os outros. Por não ter estrelas, por não ter paciência para os criticos, por simplesmente versar sobre os gostos pessoais de um grupo de amigos que tem uma paixão conjunta: o cinema, seja lá o que isso for.
Tem como titulo o nome de um filme de Truffautt, uma técnica de filmagem que fez história, e traz uma irreverência e uma naturalidade aos blogs que escrevem sobre cinema, que nunca é demais louvar. Chama-se Noite Americana e é escrito por uma equipa composta por Rui Branco, Paulo Narigão Reis, Luis Filipe Borges, Domingos Miguel e Alexandre Borges. E vale claramente uma (ou mais) visitas. Onde? Aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:39 PM | Comentários (0)

She Hate Me - Três vezes Spike

O titulo desta critica não tem muito a ver com a classificação final de She Hate Me. A verdade é que Spike Lee desdobrou-se numa tripla dimensão, que é a razão dos melhores mas também dos piores momentos deste seu filme. Porque quem quer contar três histórias, arrisca-se a não conseguir contar nenhuma.
Filme de shehateme.gifshehateme.gifshehateme.gif
she_hate_me99.jpg

Tentem fazer um filme sobre mulheres lésbicas que anseiam engravidar e que para isso encontram um "garanhão" negro (e nesse aspecto Lee tem sempre cuidado em valorizar os atributos do homem negro) que precisa de dinheiro para manter um estilo de vida de altissima qualidade. Agora tentem fazer um filme sobre os escandalos financeiros que têm devastado os Estados Unidos nos últimos anos. E para terminar, façam também um filme em tons caprianos, onde a dignidade do homem negro (ou afro-americano como lá se prefere dizer) é posta em causa injustamente. Dose não é? Agora tentem fazer, não três filmes, mas só um. Impossivel?
Bem, Spike Lee achou que não. E daí sai este She Hate Me, filme que data do ano passado (o que se percebe bem na hostilização ao Partido Repúblicano, afinal, era ano de eleições) e vive na eterna ambiguidade. Isto porque não se percebendo bem qual a premissa central da história, e sabendo nós que contar três histórias tão distintas, e ligadas apenas de forma súbtil, e algo forçada admite-se, fica no final uma sensação de vazio. Mas essa é uma sensação final, porque ao longo do filme, história a história, percebemos que andou ali a mão de um realizador talentoso, irreverente, que sabe fazer cinema nos Estados Unidos sem fazer cinema de Hollywood (quantos poderão dizer isso? Allen, Jarmush, Payne, Sofia Copolla, Anderson, Shyamalan??) e que sente que ali histórias que têm de ser contadas. Mesmo em sacrificio de uma sensação final de harmonia, que nunca acontecesse (mesmo que Anthony Mackie se tenha esforçado imenso para o conseguir).
anthony_mackie9.jpg

Vamos então por partes. O filme abre com a problemática das grandes fraudes finaceiras em companhias farmaceuticas, uma indústria que mexe com milhões em todo o mundo e cujas contas estão longe de ser muito claras. Aqui Lee não perdoa na forma como condena o comportamento da indústria, e mais, explora aqui o sacrificio individual de um empregado consciencioso (e não um empregado qualquer, um vice-presidente) para benificiar as cúpulas, corruptas até ao tutano. Surge aqui a imagem do jovem sacrificado, que depois vai abrir caminho á exploração das restantes histórias. Mas com o filme a voltar no final a este ponto, sentimos que se andou demasiadas vezes aos circulos confundindo-se sempre as coisas. Se por um lado a exploração do negro na sociedade americana é algo a que estamos habituados a ver em Lee, e aqui a dimensão capriana do discurso final e das suas atitudes, relativamente a esse caso, são paradigmáticas do que tem vindo a desenvolver desde sempre, a verdade é que só isso acaba por ser muito pouco. Não é o nucleo do filme quando deveria ter sido.
Neste She Hate Me, o enfoque é dado ás aventuras sexuais do jovem (de quem a sociedade não sabe se condenar ou exultar pela sua coragem, que se confunde com libertinagem, especialmente se tivermos em conta o final, muito ao jeito de um menage a trois que é mais uma brincadeira do realizador do que algo que deva ser levado a serio) de quem há pouco tinhamos estado a ver como Cristo cruxificado da indústria farmaceutica. E é neste emaranhado de situações que o filme se perde como filme. Mas, curiosamente, é nesta história que encontramos os melhores momentos de She Hates Me. Momentos de representação, onde Anthony Mackie se assume como uma clara rising-star, momentos de humor (umas vezes troçando das lésbicas, outras vezes troçando do ideal machista) e com direitos a pequenos episódios dentro da história, como a incursão de uma familia da Máfia (com John Turturro no seu 12º filme com Lee a conseguir um momento delicioso ao imitiar Marlon Brando em The Godfather) sob a desculpa de acrescentar ao leque de mulheres, a bela e sensual Monica Belluci.
bai_ling2.jpg

E se de desempeho é dificil falar, porque o filme é Mackie, Mackie, Mackie e só depois vêm os outros (ou outras neste caso), não é demais exaltar a forma como o jovem actor, que se estreou em 8 Mile e que passou por Million Dollar Baby, se vai transformando ao longo do filme, sendo ele o único elo entre as três histórias. Para um realizador como Spike Lee, que já trabalhou com todas as pérolas negras do cinema, exceptuando Morgan Freeman, é interessante ver a escolha que fez para liderar o seu elenco. Porque Mackie é mesmo um nome a seguir. Mas não é o único. Depois do seu agradável desempenho em Ray no ano passado, pudemos confirmar que Kerry Washington é realmente uma actriz de calibre, capaz de aliar a sensualidade a momentos de forte carga dramática. E apesar de haver outros nomes ilustres no elenco (Woody Harrellson, Ossie Davies, Ellen Barkin, John Turturro, Monica Belluci), é o conjunto de desempenhos, e os pequenos gags das sessões de "fertilização" que acabam por funcionar melhor.
dania_ramirez13.jpg

Depois de um 25th Hour, era dificil fazer algo muito melhor, não fosse essa uma das mais brilhantes pérolas cinematográficas dos últimos anos. Mas esperava-se um pouco mais deste She Hate Me. Esperavas-e, acima de tudo, clarividência para escolher uma história e explorá-la. Além do mais, o filme tem ainda uma quarta história, que não é bem uma história, é mais um ajuste de contas. Os sucessivos episódios sobre Watergate, e o brilhante e original genérico inicial, denotam desde logo que Spike Lee não perdeu mais uma oportunidade para alfinetar a América. Ou pelo menos a América que, segundo ele, continua a não tratar os negros (ou afro-americanos) da forma como eles merecem. Uma América personificada por Bush. Uma América desconstruida por Lee.

Classificação - shehateme.gifshehateme.gifshehateme.gif

O Melhor - Talvez por estar fora do contexto do filme, a cena genial em que John Turturro revisita um dos momentos mágicos de Marlon Brando em The Godfather, é genial. Uma amostra do brilhante actor que é Turturro no filme do amigo de sempre.

O Pior - As cenas em que Mackie engravida o leque de mulheres lésbicas que lhe batem á porta até estavam a correr bem, mas utilizar imagens animadas para explorar a concepção real, foi uma ideia infeliz.

Curiosidade - Com este She Hate Me, a colaboração entre Spike Lee e John Turturro chega á dúzia de filmes. Uma colaboração que teve inicio nos anos 80 e que desde aí para cá tem sido constante.

Site Oficial - www.sonyclassics.com/shehateme

Realizador - Spike Lee
Elenco - Antohny Mackie, Kerry Washington, John Turturro, ...
Produtora - Sony Pictures
Duração - 138 mClassificação - m/16

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:51 AM | Comentários (1)

setembro 25, 2005

Wedding Crashers - Humor em estado puro!

Fica sempre mal a um critico dizer bem de um filme feito para as massas. Especialmente quando é um filme que vive do humor fácil e de situações nem sempre bem exploradas. Mas sejamos irreverentes. Wedding Crashers corre o risco de ser a melhor comédia do ano.
Filme de weddingcras.gifweddingcras.gifweddingcras.gifweddingcras.gif
weddingcrashers_99.jpg

Estamos a falar de um dos maiores sucessos de bilheteira do mercado norte-americano (e longe vão os dias em que era fácil conquistar-se o box office). Wedding Crashers, filme assinado por David Dobkin, realizador sem nada de que se possa orgulhar no curriculum, é uma comédia hilariante. A todos os niveis. Não só na exploração da premissa inicial (um achado, com direito a twist), mas também na exploração do leque de actores que vão fazendo do filme, um imenso festival de gargalhadas. Umas mais fáceis do que outras, concedo, mas todas elas enquadradas bem no desenvolvimento da narrativa. E se esta é uma história com algumas pontas soltas (é a sensação com que ficamos sempre em filmes do genero), o que por vezes deixa os espectadores mais atentos a tentarem calcular todas as hipóteses reais ou imaginárias que a história poderia ter seguido, também é verdade que é uma ideia original e com muito mais do que parece à primeira vista.
owen_wilson3.jpg

No entanto era fácil perceber que um filme apenas e só sobre "wedding crashers" esgotar-se-ia em meia hora. Afinal a originalidade, quando não tem uma profundidade significativa, corre o risco de se esgotar facilmente. E aqui Dobkin percebeu o que tinha entre mãos e soube alternar, por duas vezes, o registo do filme. No entanto fê-lo de tal forma que nunca há um sentimento de perda. Da explosão humoristica com que o filme abre (e um dos grandes problemas das comédias recentes é demorarem muito a arrancar), à passagem pela comédia romântica (mas nunca sem tirar os olhos de situações e gags imperdiveis (a cena de jantar na casa dos Cleary, o jogo "pouco" amigável de futebol americano, a noite de Jeremy) para passar igualmente por uma fase de humor verdadeiramente negro (e aqui está uma das maiores pérolas do filme, mas que não deve ser revelada), o filme passeia por registos diferentes mas que se completam. E assim temos filme. Nada é levado até à exaustão, até à saturação. Tudo é feito com conta, peso e medida. Não há aqui a originalidade de um Big Lebowski (essa obra-prima dos Coen), mas há muito mais interesse em seguir este filme do que ver, por exemplo, uma comédia multi-consagrada como Something About Mary.
crashers99.jpg

E como sempre, no universo da comédia, o essencial é o trabalho de actores. Aqui, os actores sobrepõem-se a tudo e todos. Talvez seja isso que torna a comédia um genero menor para muitos. Mas quando um actor é bom, esta arena é perfeita para si. E o exemplo mais flagrante desta ideia dá pelo nome de Vince Vaughn. Este actor fabuloso (já o digo há muito, desde o longinquo Psyco, onde Gus van Sant copiou, plano a plano, o original do mestre Hithcock), rouba todas as cenas em que entra, independentemente de quem contracena com ele. Não é só o seu aspecto fisico (detalhe quase sempre essencial neste universo) que lhe dá um carisma especial, é o estilo de humor e a forma como o transmite (já em Be Cool e Old School tinha sido assombro), que fazem dele, talvez a par de Jim Carrey, Bill Murray, Johnny Depp (quando lhe dá para isso) um dos maiores comediantes do mundo. E pena é que o seu parceiro seja Owen Wilson. Não que o actor não se saia mal, para a personagem que tem em mãos, mas é claro, há muito tempo, que nem Owen nem o irmão Luke têm estaleca para se tornarem grandes actores. A inexpressividade de Owen Wilson ao longo do filme é uma contradição quase gritante com a performance de Vaughn. E no final fazem-se as contas. E o resultado dá uma vitória esmagadora a Vaughn.
Quem também dá um ar de sua graça é Christopher Walken. Não fosse ele um verdadeiro mito, é fácil entender o porquê da escolha de Walken para um papel sem qualquer profundidade dramática ou relevância. É que ele é, Christopher Walken, independentemente do papel que faça. E o filme ganha com o seu olhar frio, a sua voz rouca e o sorriso mordaz. Á sua medida, ele também é brilhante.
E para arrumar o leque de actores, que polvinha (e bem) o filme, há que dizer que em Rachel MacAdams não está só uma menina bonita (muito, por sinal). Está uma actriz com talento e que corre sérios riscos de ofuscar depressa muitas das teenage-drama queens que a imprensa norte-americana adora publicitar. Atenção a este nome!
crashersl.jpg

A capacidade de desdobramento do filme só tem igual à qualidade das cenas (nem é preciso falar-mos em "piadas", já que aqui as cenas valem pelo seu todo) de humor do filme. A montagem inicial é muitissimo bem conseguida, a banda sonora não acrescenta nada de novo mas também não é um ponto negativo, e a exploração dos cenários está bem conseguida. Competente a quase todos os niveis, e com um desempenho memorável de um candidato (improvável, mas justo) ao Globo de Ouro de comédia, Wedding Crashers funciona a todos os niveis. Funciona como comédia, funciona como feel-good movie, funciona como consciencializador (ás vezes pareceu-me ver na personagem de Wilson um pouco do Grant em None But the Lonely Hearth), e funciona como cinema divertitemento. Por muito que custe ao cinema intelectualizado, um não poderá nunca viver sem o outro. E neste caso, Wedding Crashers é um filme que vale bem todos os segundos!

Classificação - weddingcras.gifweddingcras.gifweddingcras.gifweddingcras.gif

O Melhor - Não é dificil sair-se de Wedding Crashers com a certeza de que Vince Vaughn é um actor fabuloso, e cujo o futuro deve ser levado mais a sério. Esperemos é que dali não saia mais um Ben Stiller.

O Pior - A noticia de que o filme já tem sequela. Pela forma como o filme acaba é dificil imaginar que há ainda espaços a explorar nesta história. O estudio arrisca-se assim a tornar uma brilhante comédia numa sucessão de filmes, cuja qualidade promete decair a olhos vistos.

Curiosidade - Owen Wilson confessou a dificuldade que teve em conseguir filmar a cena em que é "forçado" a apalpar os seios de Jane Seymour. Acontece que a ex-Bond Girl era uma das mulheres de sonho do jovem Wilson, e ter de a confrontar em carne e osso, e em tal situação, parece não ter sido nada fácil para o actor.

Site Oficial - www.weddingcrashersmovie.com

Realizador - David Dobkin
Elenco - Owen Wilson, Vince Vaughn, Rachel McAdams, ...
Produtora - New Line Cinema
Duração - 119 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:57 PM | Comentários (2)

Será a Pornografia Um Género Cinematográfico?

Não resisti a colocar um link para esta excelente dissertação do Rui Luis Lima, um brilhante ensaista e apaixonado de cinema que regularmente nos brinda com excelentes textos no blog A Paixão do Cinema. A propósito da estreia do documentário Inside Deep Troaht,o Rui pergunta-se se a Pornografia é um género cinematográfico. A ideia dele está aqui. O Hollywood promete escrever sobre este assunto lá mais para o fim da semana.
insidedeept_xll.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:42 PM | Comentários (1)

Primeiras imagens da rodagem de Munich

O site Latino Review conseguiu um pacote com as primeiras imagens das filmagens de Munich, o novo filme de Steven Spielberg. As imagens foram tiradas em Paris, por um fotógrafo amador local, e dão as primeiras indicações sobre algumas das cenas do filme que se desenrolarão na capital francesa. Em destaque está Eric Bana, o fio condutor da narrativa que desenvolve a caça ao homem que foi posta em marcha pelo governo israelita após os atentados terroristas de Munique em 1972.
O filme está ainda em filmagens e muitos duvidem que esteja pronto a tempo de estrear a 31 de Dezembro, data prevista da estreia nos EUA e prazo limite para que Munich se torne elegivel aos mais badalados prémios do ano.
Cliquem na imagem para aceder á galeria.
26mun.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:34 PM | Comentários (0)

setembro 24, 2005

O regresso de Copolla

Os mais novos já se habituaram a associar o nome a Sofia, a mais jovem cineasta da familia. Mas desta vez quem está de regresso (até porque Sofia ainda anda com Marie Antoinette nas mãos) é mesmo Francis Ford Copolla, o chefe de uma das familias reais do cinema norte-americano. Depois do filme The Rainmaker de 1997 o realizador afastou-se das camaras, mas agora parece estar a preparar um verdadeiro come-back.
Copolla quer adaptar e realizar Youth Without Yout, obra do romeno Mircea Eliade que conta as aventuras de um jovem professor que, antes da 2º Guerra Mundial, se vê confrontado com um evento sombrio que o obriga a fugir pela Europa. O filme ainda não tem datas, elenco ou elementos de produção. Mas vale pela noticia do regresso de um dos grandes mitos do cinema.
CoppolaFoto1.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:06 PM | Comentários (3)

setembro 23, 2005

Posters internacionais

Não é só nos EUA que o mercado de poster se tornou quase numa pedra basilar da indústria cinematográfica. Para manter o espirito da globalização capitalista, que também acontece no mundo do cinema, os estúdios criam posters especiais para alguns dos paises onde vão divulgar os seus filmes. Esta semana temos exemplo disso com os posters alemães de Elizabethtown, Hustle and Flow (destaque para o desempenho de Terence Howard), e ainda para os posters de Harry Potter and the Goblet of Fire e Unfinished Life. Tudo filmes com estreia marcada até ao final do ano, nos Estados Unidos e provavelmente também por cá.
elizabethtown_ver3.jpghustle_and_flow_ver2.jpg
unfinished_life_ver2.jpgharry_potter_and_the_goblet_of_fire_ver7.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:28 PM | Comentários (0)

Os trailers da Columbia

A Columbia Pictures divulgou uma lista de trailers dos seus trunfos para o final de ano. Memoirs of a Gueisha, All the Kings Men, Rent e Fun With Dick and Jane são a grande aposta dos estúdios para conquistar o box office (e prémios) no final deste ano.
Memoirs of a Gueisha é um filme de Rob Marshall e conta a aprendizagem de uma jovem japonesa na arte de ser uma gueisha, nos anos que antecederam a 2º Guerra Mundial. Tem Zhang Zyhi, Michelle Yeoh, Gong Li e Ken Watanabe no elenco.
All the King´s Men é um remake de Steven Zaillian de um dos maiores êxitos de sempre do estúdio e retrata a ascensão e queda de um politico que começou por ser um representante fiel do povo para acabar por se tornar num corrupto como o estado do Louisiana nunca viu. Sean Penn lidera o elenco de estrelas que tem ainda Jude Law, Kate Winslet, Anthonhy Hopkins, Patricia Clarkson, Mark Ruffallo e James Gandolfini.
Fun With Dick and Jane é uma comédia ao bom velho estilo de Jim Carrey, que aqui se junta com Tea Leoni para viver um casal que, depois do despedimento do marido, tem de encontrar maneira de se sustentar. E eles insistem em faze-lo numa constante diversão.
Por fim Rent é um musical urbano que tem em Rosario Dawson o seu nome mais cintilante.
Todos os filmes têm o seu mais recente trailer colocado aqui.
columbia_logo11.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:59 AM | Comentários (1)

setembro 22, 2005

Ford em caça ao homem

Volta ao universo de acção Harrisson Ford depois de algum tempo longe do estilo que o celebrizou em plena década de 80. Desta vez o popular actor viverá os dias que se seguiram ao assassinato do presidente Abraham Linclon. A sua missão é chefiar um batalhão que irá perseguir John Wilkes Booth, o assassino do presidente norte-americano. O filme de época promete ser um misto de acção e licção histórica. O veterano actor pode ter visto assim adiado o seu regresso á personagem de Indiana Jones com o inicio para os próximos meses da produção deste Manhunt.
hf.bmp

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:46 PM | Comentários (2)

Poster de The Family Stone

E que poster, pensando que este é um filme com legitimas ambições em Hollywood este ano.
Thomas Bezucha roda esta comédia à volta de uma familia, e das relações que nela existem, tendo como vértice a mãe (personagem vivida por Diane Keaton), e o seu ódio pela noiva do filho.
O filme conta, para além de Keaton, com Rachel MacAdams, Luke Wilson, Sarah Jessica Parker, Craig T. Nelson e Claire Danes. A estreia está marcada para Novembro e este é um dos nomes a ter em conta para a próxima edição dos Globos de Ouro.
family_stone.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:26 PM | Comentários (0)

setembro 21, 2005

O Que Estreia Por Cá - O regresso do irreverente

Ele é um dos mais aclamados realizadores norte-americanos dos últimos vinte anos, e com toda a razão. Um amante de Nova Iorque, mas acima de tudo, um amante da verdade, capaz de tudo para desmarcarar qualquer situação, Spike Lee está de regresso com mais um filme polémico. Como não podia deixar de ser...
anthony_mackie8.jpg

Depois do fabuloso The 25th Hour (o melhor filme sobre o 11 de Setembro, sem ser sobre o 11 de Setembro), e com uma carreira recheada de grandes obras, o realizador negro mais activo e bem sucedido de Hollywood volta ao seu melhor. O filme é She Hate Me e aborda uma dupla polémica, que nisto de frontalidade Lee não é para brincadeiras. Por um lado há a denúncia da corrupção existente nas grandes empresas norte-americanas, e na forma como os denunciadores são silenciados. E por outro lado, Lee explora a situação polémica da gravidez por aluguer, uma arma preciosa da comunidade lésbica que se aproveita dessa situação para contornar a lei e assim poder ter filhos. O filme anda entre a comédia e o drama, como já vimos em Summer of Sam por exemplo, e conta com um excelente elenco onde Anthony Mackie, Kerry Washington, Monica Belluci, Ossie Davies e Woody Harrelsson funcionam como cabeças de cartaz.
she_hate_me.jpg

Semana com direito a mais três estreias nas salas nacionais.

The Dukes of Hazzard segue a nova moda de Hollywood: adaptar series televisivas para o cinema a ver se pega. Mas ter Johnny Knoxville, Sean William Scott e a estreia de uma, cada vez mais voluptuosa e despedida, Jessica Simpson, não é um bom cartaz de visita. Nos EUA o filme teve o seu sucesso. Na Europa deverá passar ao lado já que este trabalho de Jay Chandrasekhar é para consumo caseiro!
3220.jpg

20 Centimetros chega-nos de Espanha e fala sobre a problemática dos homens que querem ser mulheres mas não o podem ser, por terem no meio, os tais 20 centimetros a que o titulo alude. E por isso, sonhar parece ser a única solução. Filme de Ramon Salazar.
3316.jpg

É o documentário que mais furor fez no inicio do ano nos Estados Unidos, recuperando o impacto gigantesco que um filme porno softcore causou na administração Nixon e numa América que se dividiu entre a curiosidade e a moralidade. Trinta anos depois o documentário Inside Deep Troath volta a experimentar a sensação de Linda Lovelace e da polémica que o filme criou.
3293.jpg

O Hollywood Recomenda - É sempre obrigatória a visita a qualquer obra de um cineasta do valor de Spike Lee. E She Hate Me promete bastante.

O Hollywood Desaconselha - Nem é preciso dizer mas The Dukes of Hazzard tresanda muito a marketing e pouco a cinema.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:38 AM | Comentários (1)

setembro 20, 2005

Verão Quente - Scarlett Johansson

venice23oh.jpg

E assim acaba o Verão Quente!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:44 PM | Comentários (6)

Oscarwatching 2005 - Fim das previsões de Setembro

Bem, quinze dias depois, as primeiras previsões do Hollywood sobre a temporada de prémios que se avizinha chegam ao fim. O mais natural é que na próxima rodada, em Novembro, tudo seja diferente. É a lei de Hollywood onde nada é o que parece e onde tudo parece ter o seu momento. Vivemos, neste mês de Setembro, dias de glória para filmes, realizadores e actores, mas tudo pode mudar, e até ao dia das nomeações, as dúvidas irão continuar na mente de todos.
Quem serão os eleitos? Uma dúvida que tentamos desvendar, agora, como sempre, recorrendo ao máximo de informação possivel que nos chega dos Estados Unidos, bem como da pesquisa e do vasto conhecimento sobre a história das estatuetas douradas.
Segue-se a lista do número de nomeações por filme, nestas previsões, e marcamos encontro para o dia 15 de Novembro, data da segunda e penúltima ronda de antevisão dos nomeados aos óscares da Academia.

Nomeações
11 - Memoirs of a Gueisha

9 - The New World

7 - Jarhead, Brokeback Mountain

5 - Good Night and Good Luck. , Walk the Line, Munich

4 - Mrs Henderson´s Presents

3 - King Kong, All the Kings Men

2 - Capote, The Constant Gardener, Star Wars III, Cinderella Man, Sin City

1 - Charlie and the Chocolate Factory, War of the Worlds, The Three Burrials of Melquiades Estrada, North Country, Elizabethtown, In Her Shoes, The Family Stone, Transamerica

oscars0vvl.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:05 PM | Comentários (2)

Oscarwatching2005 - Previsões - Filme

O prémio mais cobiçado por todos os cineastas (mesmo que muitos o neguem). É a coroação máxima de um filme, de uma carreira, de um ano recheado de candidatos onde só um poderá vencer. Suceder a uma obra-prima é sempre dificil, por isso a pressão sobre quem irá suceder a Million Dollar Baby será imensa!


3_2_2munichss1.jpgj1arhead112.jpgmemoirs_of_a_geishaSO11121MOG2.jpgpostergoodnightluck1112.jpgbrokeback_mountain123.jpg

Munich parte como favorito. Isto apesar do filme ainda estar em rodagem, de ninguém ter visto imagens ou trechos da história. Então porquê tanto favoritismo? A razão é simples. Steven Spielberg. O cineasta tem tudo preparado para repetir o sucesso de Schindler´s List. O tema volta a mexer com a comunidade judaica (maioria na Academia), mete ao barulho a polémica do terrorismo, estreia no final de ano e tem uma máquina de publicidade a trabalhar para trazer o máximo de estatuetas para casa. O filme não tem um grande elenco e a história nem tem a mesma profundidade que o campeão de 93, mas para já, vai naturalmente á frente.

Jarhead também tem todos os condimentos para estar nos finalistas. Um filme de guerra que é mais sobre o dia a dia de um regimento norte-americano na Guerra do Golfo do que propriamente sobre a guerra, com um realizador talentoso, o apoio dos estúdios e um excelente elenco. Quem já o viu diz que é material para óscar em estado puro e por isso, é hoje visto como um favorito natural.

Memoirs of a Gueisha é um drama em terras orientais, passado nas vésperas do irromper da 2º Guerra Mundial num Japão onde as gueishas ainda eram uma realidade. Rob Marshall volta á carga depois da vitória do seu Chicago em 2002, mas um elenco exclusivamente asiático pode não cair no goto da Academia. No entanto a narrativa e o trabalho de Marshall e da sua equipa pode chegar para a nomeação. E a Columbia apoia o filme a 100%.

Good Night and Good Luck. é sempre uma escolha arriscada, mas a verdade é que o filme pintado em tons de documentário a preto e branco que Clooney construiu com devoção tem estado em alta e é a grande aposta da Warner para este. O filme tanto pode funcionar como parecer demasiado intelectual e militante para a Academia. Mas promete ser um dos melhores trabalhos do ano!

Depois de vencer o Leão de Ouro, de ter conquistado a critica e de ter colocado de lado o tabu homossexual, pelo menos para já (a Academia sabe ser muito conservadora), Brokeback Mountain afirma-se como um dos grandes filmes do ano. Com um elenco notável e um trabalho técnico e de realização muito bom, o filme naturalmente encontra-se na linha da frente. Mas o problema da relação homossexual que orienta o filme pode ser demais para a Academia, que pode, pura e simplesmente, reservar-lhe o mesmo tratamento que teve The Passion of the Christ. Mas até Dezembro, se exceptuarmos esse pequeno grande detalhe, é um claro favorito.

OUTROS CANDIDATOS

Walk the Line - Se estas previsões fossem feitas daqui a duas semanas, seria dificil não colocar Walk the Line no top5. O filme tem recebido grandes criticas, especialmente centradas no desempenho da sua dupla de actores, e o sucesso de bilheteira é o que falta para confirmar todo o potencial que a história da vida de Johnny Cash parece ter. E na hora H, o filme pode mesmo transformar-se num favorito.

The New World - Outro filme que pode tornar-se um sério candidato a chegar aos cinco eleitos é o trabalho que Terrence Malick fez sobre o choque de culturas entre nativos e colonos, como pano de fundo da conhecida história de amor da india Pocahontas e do oficial John Smith. Um filme que tem tudo para resultar!

Mrs Henderson´s Presents - É a aposta do irmãos Weinstein, o que sempre algo para levar em linha de conta. O filme de Frears acenta no notável trabalho dos seus actores, e com uma história simples e a campanha aguerrida dos seus produtores, pode tornar-se num osso duro de roer.

Cinderella Man - É dificil desistir deste filme quando ele tem tudo o que é preciso para ser nomeado. Excelente desempenhos, realização e trabalho técnico. E óptimas criticas. O que falta? O apoio do público. O filme falhou no box-office e pode ter comprometido as suas aspirações. No entanto a Universal vai lançar agora uma edição em dvd e o filme vai voltar aos cinemas. Pode ser que isso ajude a inverter uma tendência claramente injusta.

The Constant Gardener - A critica apaixonou-se pelo filme de Fernando Meirelles e rendeu-se ao desempenho de Ralph Fiennes. Contra todas as expectativas, o público também gostou e de repente este pequeno filme torna-se candidato. Mas talvez seja demasiado pequeno para os padrões da Academia. Porque se não for, é um candidato mais que natural.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:00 PM | Comentários (3)

setembro 19, 2005

Verão Quente - Diane Kruger

kruger103.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:47 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Realizador

É sempre dificil suceder-se ao melhor realizador vivo, mas alguém terá de o fazer. Spielberg ataca o terceiro óscar mas não está sozinho. Há uma lista infindável de potenciais vencedores. É só escolher.

waroftheworlds2.jpgvenicesmds.jpghulkpre4ll.jpgtwelvepreg2.jpgredlinell.jpg

Steven Spielberg está ansioso por igualar Frank Capra na lista dos realizadores com três óscares da Academia. A produção de Munich foi feita a pensar exclusivamente na próxima temporada de prémios e a estreia tardia do filme confirma essa ideia. Que pode ter o seu lado positivo e negativo. Quanto a Spielberg, que é um dos maiores realizadores de sempre sem dúvida alguma, um terceiro óscar é possivel mas não é seguramente uma probabilidade tão forte quanto se pensa. Nestes casos a Academia pode achar que há outros nomes na lista, em espera, e mesmo premiando o filme, Spielberg pode ver acontecer o oposto do que sucedeu em 1998 quando venceu mas Saving Private Ryan não!

Sam Mendes é um dos meninos dourados de Hollywood e o seu sucesso em American Beauty confirmou-o como um dos mais talentosos realizadores no activo. Mas desde aí houve Road to Perdition, um tropeção que o cineasta procura compensar com Jarhead. O filme é completamente oscarizável e com ele, também Mendes. Mas um segundo óscar em tão pouco tempo também é uma aposta arriscada.

Depois de ter falhado a primeira nomeação com o aclamado Sense and Sensibility, e de ter sido derrotado por Soderbergh, no ano da sua estreia entre os nomeados com Crounching Tigger, Hidden Dragon, esta pode ser a terceira tentativa de Ang Lee para conquistar um óscar. Não será fácil já que, apesar de todo o louvor da critica ao seu trabalho em Brokeback Mountain, o filme parece ter demasiados contras para a Academia. Mas mesmo que o filme não seja nomeado, há grandes possibilidades do seu nome ser um dos cinco finalistas.

Os actores-realizadores são um fenómeno de sucesso em Hollywood, de Warren Beatty a Robert Redford, de Clint Eastwood a Kevin Costner. Este ano há dois nomes nessa categoria, mas um deles pode levar vantagem. George Clooney assina em Good Night and Good Luck. uma carta de amor ao pai, ao jornalismo, e á integridade humana. O filme tem tido grande aceitação, esteve por pouco para triunfar em Veneza, e é a grande aposta da Warner Bros este ano. Clooney é talentoso (quem viu Confessions of a Dangerous Mind sabe do que falo), é popular e um fortissimo candidato.

Habitualmente há um realizador, cujo filme não está entre o top5, que acaba nomeado. Terrence Malick pode ser esse homem se The New World não conseguir uma nomeação para Melhor Filme (nomeações técnicas estão praticamente asseguradas). O texano já viu os seus dois ultimos filmes - Days of Heaven e The Thin Red Line - nomeados, mas só conquistou uma nomeação pelo último. Pelo seu prestigio e talento, seria normal vê-lo entre os finalistas.

OUTROS CANDIDATOS

Rob Marshall (Memoirs of a Gueisha) - Perdeu um óscar que parecia certo em 2002 e não vai querer que o mesmo se repita. E a Academia pode ser sensivel a isso. Dizem-se maravilhas do seu trabalho em Memoirs of a Gueisha, mas no seu caso, será a critica e o sucesso do filme a ditarem o seu futuro.

James Mangold (Walk the Line) - A cada dia que passa fala-se cada vez mais - e melhor - de Walk the Line. E muito se deverá a este homem que tem em Taylor Hackford um exemplo que quererá certamente seguir.

Tommy Lee Jones (The Three Burrials of Melquiades Estrada) - Se a fórmula de actor-realizador falhar com Clooney, há sempre Tommy Lee Jones. O seu filme foi aclamado em Cannes e tem agora um sólido apoio da Sony Pictures. Por isso, pode bem ser uma surpresa de final de ano.

Stephen Frears (Mrs Henderson´s Presents) - Mais um realizador respeitado em Hollywood que tem aqui um trabalho que lhe pode garantir uma nomeação. No entanto, tal como Mangold, o sucesso de Mrs Henderson´s Presents será decisivo para a sua candidatura.

Fernando Meirelles (The Constant Gardener) - A sua nomeação pelo fabuloso Cidade de Deus foi surpresa. Uma segunda por The Constant Gardener seria uma confirmação. Do talento e olho deste brasileiro que descobriu um Quénia negro e transformou-o no cenário de uma história espantosa. O sucesso nas bilheteiras e na critica podem vir a ajudar na hora H.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:46 PM | Comentários (6)

setembro 18, 2005

Verão Quente - Mark Whalberg

walberg.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:43 PM | Comentários (1)

Oscarwatching2005 - Previsões - Actor

Depois de Jamie Foxx ter saído da última edição dos óscares com a estatueta dourada pelo desempenho de um verdadeiro mito norte-americano, Ray Charles, este ano também temos um sem número de actores a viverem personagens reais. E um deles até canta!

walkli.jpgcapote4m.jpggoodnight5.jpgconstant4.jpghourspre.jpg

Joaquin Phoenix já foi nomeado ao óscar de melhor actor secundário. Este ano é mais que certo que vai ser nomeado pela sua encarnação de Johnny Cash em Walk the Line. Num papel dramático, que inclui momentos em que Phoenix realmente canta, a vitória já parece certa para muitos. Pode não ser tão fácil assim, mas será dificil para a caminhada de Phoenix.

Outro nome que parece ser consensual é o de Philiph Seymour-Hoffman. Actor indie de grande sucesso, em Capote parece conseguir um passaporte para a cerimónia ao viver o jornalista e escritor Truman Capote numa viagem por um universo sórdido e ficticio que também contribui para desconstruir a sua própria personagem. É um dos trabalhos mais interessantes do ano.

David Strathairn é outro nome vindo de um universo indie que tem conquistado aplausos, sendo mesmo o detentor da Copa Volpi do último Festival de Veneza. Ao viver o jornalista Edward Murrow num duelo com o polémico senador McCarthy no drama Good Night and Good Luck. de George Clooney, as hipóteses de ser nomeado são fortissimas, mas há sempre o perigo de o filme não convencer a Academia. E aí, as coisas podem complicar-se!

Ralph Fiennes tem sido dos actores mais vangloriados até ao momento. E com razão. O britânico é um dos maiores actores do mundo e há muito que lhe é devido um óscar. A critica e o público apaixonaram-se pelo seu papel em The Constant Gardener e por isso, uma nomeação parece mais que justa. Mas cuidado. No ano passado apenas um actor foi nomeado sem que o seu filme tivesse sido igualmente nomeado. E com Munich e Jarhead praticamente confirmados, pode haver tendência para o preterir perante Eric Bana ou Jake Gyllenhal.

A critica não poupa elogios, Veneze caiu a seus pés e Toronto seguiu-lhe o exemplo. Se os tabus não o impedirem, então é natural que Heath Ledger esteja nos cinco nomeados graças ao seu papel em Brokeback Mountain. No entanto, tal como Fiennes e Strathairn, se o filme ficar de fora, as suas hipóteses também diminuem!

OUTROS CANDIDATOS

Tommy Lee Jones (The Three Burrials of Melquiades Estrada) - Se Strathairn venceu Veneza, Tommy Lee Jones venceu em Cannes. Seguindo o exemplo do amigo Clint Eastwood, o actor é dirigido por ele mesmo num filme espantoso que fez furor em Cannes e Toronto. Agora com a Sony como distribuidor e com estreia no final do ano, as hipóteses do actor aumentam muitissimo, sendo claramente um favorito.

Eric Bana (Munich) - Provou em Troy ser um excelente actor. Spielberg fez dele o cabeça de cartaz de Munich e se o filme tiver o sucesso que se prevê o seu nome torna-se incontornável. Mas isso só não chega. É quem Liam Neeson ficou de fora, mesmo apesar do filme ser Schindler´s List. E a concorrência é fortissima.

Jake Gyllenhall (Jarhead) - Tal como Bana, se Jarhead conseguir o impacto e as nomeações previstas, então o seu nome torna-se automaticamente num forte candidato. Mas é dificil repetir o feito de Jamie Foxx, e uma nomeação como secundário em Brokeback Mountain parece mais provável que uma escolha como principal em Jarhead.

Cillian Murphy (Breakfast on Pluto) - Um dos actores ingleses em clara ascensão. O seu papel como travesti no filme de Neil Jordan, Breakfast in Pluto tem convencido toda a gente, e se não fosse pela concorrência fortissima e pelo facto deste ser, apesar de tudo, um filme pequeno, as suas hipóteses seriam bem maiores.

George Clooney (Syriana) - A ideia de que 2005 é o ano de George Clooney já começou a correr. Não só pelo seu papel como produtor/realizador/escritor/interprete de Good Night and Good Luck., mas também pela sua notável transformação fisica em Syriana. Clooney poderia ser o primeiro nome a receber cinco nomeações na mesma edição. Mas isso é improvável e o sucesso de Good Night and Good Luck. pode matar as suas aspirações em Syriana, e vice-versa.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:11 PM | Comentários (1)

setembro 17, 2005

Rupofobia - A Tragicomédia do dia a dia

Em tom extremamente delicado, é-nos apresentado o universo que pauta o ritmo de Rupofobia. Filmado com grande sobriedade, com um trabalho fotográfico a preto e branco exemplar, Rupofobia é uma curta-metragem que vale a pena ver. Por tudo
Filme de rupofobia.gifrupofobia.gifrupofobia.gifrupofobia.gifrupofobia.gif

rupofobiaposter.jpeg

O titulo é originalissimo e dá desde logo a ideia do que vamos encontrar. Uma história, um happening, sui generis, baseado numa história popular, e que é o leit motiv para que o cineasta Telmo Martins explore um universo claustrofóbico, onde uma personagem central vive um pequeno drama. Drama para o personagem, comédia para o público. Um pouco como nos habituou o cinema mudo norte-americano (e aqui as semelhanças são assombrosas com o cinema de Keaton essencialmente), e que neste caso funciona na perfeição na curta duração de 15 minutos. Tempo que chega e sobra para esta comédia grega em três actos, cada qual desenhado de forma brilhante na introdução à história (e ao personagem, já que ambos se confudem) e o seu desenvolvimento e conclusão. O drama vai dando lugar á comédia, o sorriso à gargalhada, tudo isso sempre sobre o espectro, quase mimico, do actor Alvaro Faria.
rupofobia3.jepg.bmp

Um verdadeiro one-man show que traz uma aura espantosa ao filme. Não é só toda a sua simplicidade, toda a sua simplicidade. Ele é Harry Langdon, ele é Jacques Tati, ele é Buster Keaton, ele é todo o actor que não precisa de recorrer a gritos, a explosões. Ele é a definição perfeita do under-acting, aqui levada até ás últimas consequências de forma sublime. E se Álvaro Faria é a batuta que conduz a orquestra, mas tem um sólido apoio de uma equipa que não é exuberante porque não é preciso. Aqui é preciso competência e ela existe! E entre esse grupo está Luis Dias, que ao viver o cliente que ao concordar com a politica da casa, acaba por se colocar no extremo oposto do personagem principal. Não funciona como uma nemesis mas sim como o gatilho que despoleta a acção final. E daí a sua importância fulcral para o desenrolar da narrativa.

rupofobia.jpeg

Se eram precisas mais provas (para aqueles que têm acompanhado a sua evolução) de que Telmo Martins é um cineasta feito, Rupofobia está aqui para tirar as duvidas. Comédia non-sense em tom sóbrio, com uma banda sonora e fotografia exemplares, Rupofobia é um universo do dia a dia, e por isso, muito simples. E é nessa simplicidade que acenta uma das grandes virtudes do filme, e do seu autor. Como a personagem de Álvaro Faria pensa (e melhor o faz), para quê complicar o que, com uma gargalhada, pode ser bem mais simples?

Classificação - rupofobia.gifrupofobia.gifrupofobia.gifrupofobia.gifrupofobia.gif

O Melhor - O desempenho memorável de Álvaro Faria, uma pérola escondida do cinema nacional.

O Pior - Percebe-se que com um pouco mais de meios, o filme poderia ser ainda melhor.

Site Oficial - www.rupofobia.web.pt

Realização - Telmo Martins
Elenco - Álvaro Faria, Luís Dias, João Morgado, Ana Gonçalves
Produtora - Universidade da Beira Interior - Cybercentro da Covilhã
Duração - 15 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:24 PM | Comentários (1)

Entrevista II Parte - Telmo Martins "É preciso mais vontade dos jovens autores!"

Portugal continua a ser conhecido por esse mundo fora como o país de Manoel de Oliveira e pouco mais. Uma ideia que espelha bem a realidade do cinema nacional. E como sempre, cabe ás gerações do futuro inverterem a tendência. Porque a "Nouvelle Vague" nunca chegou a Portugal, continuamos à espera que as jovens promessas como Telmo Martins, sejam o futuro do cinema português.

É complicado ser-se um jovem autor em Portugal?

Tudo é complicado em Portugal...mas no meu ponto de vista, e como um amigo meu dizia, “azeite em água mais tarde ou mais cedo vem à superfície”. Trabalhando com garra, vontade e crença tudo se consegue…há quem não goste, mas recomendo “O Alquimista”...é muito parecido comigo.

O problema com os jovens realizadores nacionais começa na formação
profissional ou quando entram no mercado de trabalho?

Para uma boa casa se manter em pé, e não cair com uma ligeira brisa ou com um terramoto, são necessários bons alicerces. Portanto penso que o problema começa na formação, e depois com uma ligeira brisa do mercado, a casa cai.
Mas o principal problema reside no facto de as pessoas ficarem sentadas à espera que algo suceda. É preciso trabalhar…muito, para se conseguir chegar lá.


O cinema é uma mistura de muitas coisas!


Há uma certa ideia de que em Portugal se faz o mesmo filme todos os anos, anos a fio. Normalmente é cinema de autor para autor ver, deixando uma grande fatia do público do lado de fora. Sente que a falta de uma indústria cinematográfica forte é o principal problema do cinema português?

O cinema é uma mistura de muitas coisas, cinema de autor, cinema entretenimento, cinema seca e cinema divertido. Tem que existir um pouco de tudo. Quando existe muito só de uma coisa a balança fica desequilibrada.
Acho que em Portugal também é preciso cinema entretenimento, é este cinema que vai fazer com que os portugueses acreditem no cinema nacional, e se disponibilizem a ver os outros tipos.
Gosto muito de bom cinema, mas na verdade, existem muitos dias em que não me apetece nada ver um filme “para a cabeça”, mas sim ver um bom filme de acção, um bom thriller, ou uma boa comédia, que me faça esquecer o mau dia que passei.
O cinema de autor peca principalmente, por bater sempre no drama da vida, nos problemas e condição humana…bastam (pelo menos) as 18horas por dia em que estamos acordados e somos bombardeados por todos esses dramas e problemas.

Trabalhar em curtas-metragens é habitualmente um primeiro passo antes da chegada às longas-metragens. Em Portugal respeita-se o valor das curtas, ou continua a olhar-se para elas como um genero menor da produção cinematográfica?

Os espectadores começam a perceber e a gostar de verem curtas metragens. Está a deixar de ser um género menor.
De qualquer maneira, é um formato muito agradável, curto e directo…pelo menos deveriam ser assim.
Mas, claro que, se não é, deveria ser um primeiro passo para a longa metragem.

rupofobia4.jpeg

O Cibercentro da Covilhã tem vindo, aos poucos, a tornar-se conhecido por servir de base de trabalho a jovens autores. São precisos mais espaços como este pelo país, ou são os trabalhos do Cibercentro que precisam de mais divulgação?

É preciso mais vontade dos jovens autores. Com vontade de trabalhar, os jovens autores acabam sempre por conseguir um cybercentro ou outro espaço qualquer que os apoie e lhes dêem condições para trabalhar.

É um realizador premiado por alguns dos seus trabalhos anteriores e já teve presenças em festivais internacionais. Como é que os estrangeiros olham para o nosso cinema?

Muito honestamente, não sei...porem, parece-me que começam a acreditar e a dar-lhe algum valor.

Gosto de fazer filmes que relatem a parte boa da vida e não a má!

Se lhe fosse dado a escolher entre um óscar da Academia ou uma Palma de Ouro de Cannes, o que preferia. O reconhecimento na Europa, ou uma
experiência em Hollywood?

Os dois…

A realização tem futuro em Portugal? É algo que sinta que vai fazer para o resto da sua vida?

Ter futuro tem, agora pode ser um futuro mais ou menos presente.
Depende se esse futuro for mais ou menos presente, entretanto vou também trabalhando naquilo em que me estou a formar, Design Multimédia.


Como se define como realizador?

Gosto de fazer filmes que relatem a parte boa da vida e não a má. Gosto de proporcionar aos espectadores um bom momento de descontracção, em que na hora e meia em que vêm um filme se esqueçam dos seus problemas e saiam da sala com um sorriso nos lábios.

Partindo do principio que há nomes capazes de realizar com competência em Portugal, o que é que falta ao cinema português: actores, ideias ou produções ambiciosas?

Um pouco de tudo.

Telmo Marins - "Existem coisas no cinema que não se consegue e não se pode explicar!"
Rupofobia - Tragicomédia do dia a dia

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:11 PM | Comentários (0)

Entrevista - Telmo Martins "Existem coisas no cinema que não se podem nem conseguem explicar!"

É um dos jovens valores do cinema português. Já foi premiado em diversos festivais de cinema nacionais e assume-se desde já como um nome a ter em conta para o futuro. O seu mais recente trabalho, Rupofobia, estreou na passada quinta-feira nas salas nacionais como complemente da exibição do filme Um Rio... Sobre isso e sobre muito mais, Telmo Martins aceitou falar com o Hollywood.

rupofobiatelmomartins.jpeg
Telmo Martins na ante-estreia de Rupofobia no Rivoli

Que dizer de um jovem que aos 27 anos é presença assidua em todos os festivais de cinema nacionais, tendo já inclusive recebido prémios pelo seu trabalho?
Este ano é Rupofobia o seu novo trabalho que já tem passaporte para os Festivais de Ovar e Montpllier. Com exibição garantida no circuito comercial, abrem-se novas portas para este jovem autor, natural de Vale de Cambra, que é também designer multimédia premiado internacionalmente. Por ser um nome em clara ascensão, impunha-se que falassemos não só de Rupofobia mas de todo o panorama cinematográfico nacional. A palavra é de Telmo Martins.


Hollywood - Ao ver-mos Rupofobia, ficamos com a ideia que o filme se movimenta no universo do cinema mudo, o mesmo espaço que nos mostrou Keaton, Chaplin, Langdon e Tati. Foi essa a principal inspiração desta curta metragem?

Telmo Martins - Não posso dizer que tenha sido a principal inspiração, para dizer a verdade acho que a principal inspiração foi a memória do meu avô, nos momentos em que me contava a anedota que o filme teve como suporte.
No entanto, um filme faz-se também durante a rodagem...as várias abordagens ao argumento vão-se criando, vão evoluindo com o trabalho dos actores, do director de fotografia e do que o realizador sente no momento de dizer "ACÇÃO". Claro que o universo das referências como Keaton, Chaplin, Langdon e Tati estão presentes no filme, mas este universo apareceu de forma natural, sem ter sido planeado.
Existem coisas no cinema que não se podem nem conseguem explicar...apenas se sentem.


O filme explora a inquietação de um empregado de balcão de um café quando confrontado com uma obsessão pela higiene do seu patrão. Apesar do desempenho do actor Alvaro Faria ter sido em tom de comédia, a verdade é que a sua personagem está a viver um pequeno drama. Foi fácil conseguir essa dupla abordagem à mesma situação?

Desde o início da escrita do guião, foi principal objectivo não cair na comédia fácil, num sketch ou num cliché. Não queríamos um filme em que os espectadores sorrissem cinquenta vezes, mas sim um filme em que os espectadores rissem com gargalhadas duas ou três vezes.
Claro que a estória é também um drama, o drama de um empregado de balcão que se sujeita a ser vítima, o que só acontece na vida real quando o permitimos.
Não foi fácil conseguir esta dualidade, mas era um objectivo primordial, e como tal, foi feito o esforço necessário por parte de todos os intervenientes no filme para consegui-lo.

Para um bom filme é imprescindível bons actores, são eles que nos arrancam das cadeiras e nos puxam para o universo e “realidade” do filme.

Quais foram as principais dificuldades com que a produção se deparou na rodagem de Rupofobia?

Tempo e dinheiro…como sempre.

rupofobia2.jpeg
Álvaro Faria, a trave-mestra de Rupofobia

O desempenho de Alvaro Faria é muitissimo bem conseguido. Acredita que ter um leque de grandes actores é só por si meio caminho para o sucesso de um filme, ou o cinema é mais do que isso?

É mais de meio caminho. Para um bom filme é imprescindível bons actores, são eles que nos arrancam das cadeiras e nos puxam para o universo e “realidade” do filme. Claro que existem muitos outros factores de grande importância para que um filme resulte, a realização, a fotografia, o som e até os figurinos e espaços são de grande importância. Todos eles “falam” e comunicam com o espectador, têm que estar no universo da estória e dos actores.

A ideia originalissima (e o titulo acrescento) ajuda a perceber um pouco que vamos testemunhar um momento praticamente non-sense. No entanto é tudo feito com imensa sobriedade. Porquê esse contraste entre o que está a acontecer e a forma como o público testemunha esse happening?

A ideia é mesmo essa. A vida acaba sempre por ser non-sense, as contrariedades, aquilo a que nós chamamos sorte ou destino, o amor o ódio…tudo isso é non-sense, mas é o que nos faz sorrir ou chorar, e no fim, o que torna a vida divertida.
O contraste é mesmo esse...é a minha maneira de ver as coisas, e a maneira de as viver. Mesmo no pior, existe sempre motivo para sorrir e seguir em frente.


Quais são para si os pontos altos da produção Rupofobia?

Relembrar uma pessoa de quem gostava muito.


O filme tem legitimas ambições a concorrer a diversos festivais. Sente que tem aqui um trabalho que pode de facto conquistar prémios, ou este é para si mais um passo na sua evolução como argumentista e realizador profissional?

São as duas coisas.

Telmo Martins - "É preciso mais vontade dos jovens autores"
Rupofobia - Tragicomédia do dia a dia

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:22 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Actriz

Curiosamente, pela primeira vez em muito tempo é no universo da comédia que estão as mais fortes candidatas a suceder a Hilary Swank. No entanto ainda é cedo para perceber quem é o ponei que vai à frente da corrida. Até porque este tanto pode ser um ano de estreantes, como podem confirmar a dobradinha de um talento em ascensão, vindo directamente da África do Sul.

northcountry5.jpgfairpred.jpgirispre.jpgoscars6.jpgglobes2.jpg


Charlize Theron surpreendeu meio mundo ao despojar-se da sua beleza para viver a serial-killer Aillen Wournos no filme Monster. A transformação fisica ajudou, e o óscar foi pela primeira vez para a África do Sul. E agora pode ir outra vez. Num novo papel, em North Country, o tipico (e mais premiado modelo dos últimos anos) white trash girl, Charlize vai ser a primeira mulher a vencer um processo de abuso sexual no trabalho. A beleza agora está lá, o talento também, e por isso, as hipóteses de nomeação são esmagadoras.

Reese Whiterspoon é provavelmente o nome mais consensual até ao momento, entre criticos e público. Inicialmente pensava-se que o seu papel como June Cash no filme Walk the Line era secudário, mas a sua performance, que inclui cantorias, é avassalador ao lado de um também favorito Joaquin Phoenix. A nomeação por aqui também parece ser consensual e óbvia, e o globo de ouro de comédia pode ser o primeiro passo rumo à glória.

A veterania é um posto, mas o talento não tem idades, deve pensar Judi Dench que depois de um óscar algo polémico em Shakespeare in Love, ataca agora o prémio principal com o seu desempenho em Mrs Henderson´s Presents. Para os amantes de óscares a combinação parece fatal: actriz inglesa, veterana, já vencedora de um óscar de suporte, conhecida mundialmente...É dificil não ver Judi Dench como uma das favoritas.

Depois do duelo Hilary Swank-Annette Benning ter marcado os últimos anos, parece desenhar-se um novo confronto entre actrizes: Charlize Theron-Diane Keaton. A sul-africana venceu a favorita sentimental em 2003 e este ano pode voltar a faze-lo. Ou não! É essa a esperança da veterana e popular actriz que em The Family Stone volta a mostrar porque é uma das maiores actrizes da actualidade. E o segundo óscar não lhe ficava nada mal.

A quinta vaga é sempre uma caixinha de surpresas, especialmente num ano tão equilibrado como este. Quem será a nova Keisha-Castle Hughes ou Catalina Moreno? Dificil de prever. A critica no entanto já escolheu a sua favorita. Vinda do popular universo das Desperate Housewives, Felicity Huffman traz um desempenho convincente e memorável como um transexual em Transamerica. Se o tema não for demasiado chocante, esta é uma fortissima candidata a arrecadar alguns prémios, e assim, conseguir uma vaga das cinco disponiveis.

OUTRAS CANDIDATAS

Zhang Zyhi (Memoirs of a Gueisha) - É um facto, se o filme de Rob Marshall (recentemente escolhido por Tom O´Neil - o maior especialista em óscares do mundo - como um dos cinco favoritos à vitória) for realmente convincente, e se arrecadar um sem número de nomeações, então o mais natural é que a sua diva esteja entre as nomeadas. Mas como ainda ninguém viu o filme, o mistério mantem-se.

Joan Allen (The Upside of Anger) - Muitos podem ter-se esquecido dela, mas Allen continua na mente de muitos votantes. Não só pelo seu desempenho memorável em The Upside of Anger, mas por ser também uma das grandes actrizes ainda sem uma estatueta dourada. Os seus grandes problemas são mesmo a concorrência e o facto do filme ter saído muito (demasiado) cedo.

Keira Knightley (Pride and Prejudice) - Anda aí um buzz estranho à volta de Keira Knightley. Dizem que a menina bonita do cinema inglês consegue convencer tudo e todos nesta versão do livro de Jane Austen. Será que Knightley pode surpreender ou será tudo um mal entendido? Fica a dúvida.

Gwyneth Paltrow (Proof) - Outra vencedora de quem se fala que vai tentar a dobradinha é a senhora Chris Martin. No seu novo filme Proof (que esteve para ser lançado no ano passado), Gwyneth Paltrow convence critica e mesmo os mais cépticos que chegaram a dizer que ela era mesmo a pior vencedora de sempre de um óscar. Não é e este ano quer prová-lo!

Rachel Weisz (The Constant Gardener)- Imaginemos que The Constant Gardener realmente consegue superar tudo e todos e chegar em alta ás nomeações. O mais natural seria encontrarem espaço para o duo principal do filme. E assim sendo, Rachel Weisz, de quem se diz maravilhas, torna-se uma seria candidata. Muito séria mesmo!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:30 PM | Comentários (1)

Verão Quente - Pamela Anderson

pamela_anderson0228.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:10 AM | Comentários (1)

setembro 16, 2005

Oscarwatching2005 - Previsões - Actor Secundário

E depois da complexa lista de candidatas a suceder a Cate Blanchett, perfilam-se desde já os sucessores a Morgan Freeman. E também aqui há uma lista infindavel de candidatos. E mais uma vez, será o impacto dos filmes a decidir no final de contas, quem segue em frente e quem fica para trás.

apespre.jpgcrueltypre4.jpgskeletonpred.jpgtorontoportraitv.jpgeternalpre2.jpg

Paul Giamatti é um dos maiores actores da actualidade, e disso poucos parecem ter dúvidas. Poucos, se exceptuar-mos os membros da Academia que há dois anos para cá se recusam a render-se ao seu talento. Este ano pode seguir o mesmo caminho, mas a esperança é que a primeira nomeação do actor aconteça mesmo pelo seu desempenho inesquecivel em Cinderella Man. O filme não teve muito sucesso é certo, mas esta performance merece uma estatueta dourada.

Geoffrey Rush é o oposto de Giamatti. A Academia parece adorar tudo o que o actor australiano faz, tendo-o já galardoado com um óscar e mais uma nomeação. Agora o actor entra no filme de Spielberg, Munich, e se o sucesso for o mesmo de Schindlers List, a nomeação pode acontecer. O principal problema, para além do sucesso do filme estar envolto em mistério, é a concorrência interna com Daniel Craig.

Outro talento em bruto que há vários anos para cá tem encantado tudo e todos com o seu talento, mas que acaba sempre esquecido pela Academia, é Peter Sarsgaard. Depois de Kinsey, Boy´s Dont Cry e Shattered Glass, o seu papel em Jarhead assume-se como a quarta tentativa do actor ser nomeado. Mas desta vez, face ao sucesso previsivel do filme, dificil será a nomeação não acontecer. A não ser que Chris Cooper e Jamie Foxx, os outros secundários do filme, atrapalhem a esperada nomeação.

Bob Hoskins é outro nome bastante popular entre a Academia, apesar de não ter sido ainda galardoado, mesmo no ano de Mona Lisa que lhe valeu quase todos os prémios, exceptuando o óscar. Este ano ele surge ao lado de Judi Dench em Mrs Henderson´s Presents e pode muito bom voltar à ribalta, se o filme for bem sucedido e se os irmãos Weinstein não tiverem perdido o toque de Midas que transforma todos os seus candidatos em nomeados certos.

A polémica do filme, e os votos divididos com os do seu papel principal em Jarhead são os grandes senãos da candidatura de Jake Gyllenhall pelo seu papel em Brokeback Mountain. Em principio a nomeação parece certa, mas é dificil prever se o conservadorismo dos votantes pode influenciar a decisão final.

OUTROS CANDIDATOS

Ken Watanabe (Memoirs of a Guisha) - O actor japonês já foi nomeado em Last Samurai e não surpreenderia ninguém uma segunda nomeação, se o filme de Rob Marshall tiver o sucesso que a Columbia tem prometido.

Ed Harris (A History of Violence) - É mais um daqueles desempenhos espantosos que só Ed Harris é capaz de conseguir. Juntando isso ás várias nomeações que já tem (o que faz acreditar que o óscar deve chegar, mais tarde ou mais cedo), e temos aqui um provável candidato à nomeação.

George Clooney (Good Night and Good Luck.) - Seria muito improvável uma quadrupla nomeação para quem quer que seja, mas George Clooney pode estar muito bem à beira de conseguir esse feito. Mas para isso tem de ser nomeado, e se nas restantes categorias onde está envolvido (argumento, realização, filme) isso parece natural, já aqui é preciso contar com a forte concorrência que o mais recente "autor" do cinema norte-americano vai encontrar.

Anthony Hopkins (Proof) - Esteve na primeira lista do Hollywood no ano transacto mas o seu desempenho em Alexander não esteve à sua altura. Este ano, quer com Proof quer com All the Kings Men, podemos assistir ao regresso de um verdadeiro gigante da arte de representação. E uma nomeação nunca é improvável.

Matt Dillon (Crash) - Falou-se muito, na altura da estreia, do papel de Dillon em Crash. No entanto todo o elenco está ao mais alto nivel o que pode comprometer a ambição de um actor apenas. Só que Dillon é um wonderboy de Hollywood que se perdeu e agora parece querer reencontrar-se. E a Academia adora essas histórias!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:10 PM | Comentários (7)

Robert Wise : 1914 - 2005

Faleceu ontem Robert Wise, um dos maiores nomes da era dourada de Hollywood.
O realizador começou a sua carreira nos anos quarenta como editor, tendo trabalhado em The Magnificent Ambersons, onde fez a montagem que Orson Welles amaldiçoaria como não sendo dele. Depois dedicou-se a realizar filmes, tendo começado com The Curse of the Cat People, filme que tentava já explorar o universo noir de ficção cientifica.
Wise venceu no entanto quatro óscares da Academia (dois como produtor e dois como realizador) graças a dois musicais que fariam história, já nos anos 60: West Side Story e The Sound of Music. O realizador terminou a sua carreira com Star Trek, em 1979, tendo depois apenas feito dois pequenos filmes antes da sua retirada definitiva.
Robert Wise faleceu ontem em Los Angeles, vitima de uma paragem cardiaca. Tinha 91 anos de idade!
wise.gif

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:44 PM | Comentários (0)

Verão Quente - Claudia Vieira

cvieira.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:13 AM | Comentários (678)

setembro 15, 2005

Verão Quente - Leonor Seixas

seixas4.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:55 PM | Comentários (22)

Oscarwatching2005 - Previsões - Actriz Secundária

Chegamos então ás categorias mais populares e mais amadas pelo público, as categorias de interpretação. E o primeiro nome a sair do envelope é o da actriz secundária, e como as senhoras estão sempre em primeiro lugar, começamos por aí. E que luta que se antevê para 2005, não só entre várias rivais de filmes diferentes, como várias actrizes que disputam contra colegas do próprio filme. Há, pelo menos, três casos desses: Brokeback Mountain, Memoirs of a Gueisha e In Her Shoes. Mas já lá vamos. Para já ficam as cinco candidatas principais.

inhershoes1.jpggoldpre.jpgcannes5.jpgvirginprejs.jpgthenewworld112.jpg

Shirley McLaine é provavelmente uma das maiores actrizes de sempre da história do cinema norte-americano. Já nomeado ao óscar mais de seis vezes, conquistou-o apenas numa ocasião, em Terms of Endearment. Este ano, como mãe de Cameron Diaz em In Her Shoes, a veterana actriz assume-se como uma das grandes favoritas do ano. O principal senão será a competição interna com Tony Collette, que também parece ter conquistado a critica com o seu desempenho.

Outra veterana é também Susan Sarandon. A actriz, que tem estado afastada dos grandes momentos há alguns anos atrás, está agora em destaque pelos eu desempenho mordaz em Elizabethtown, filme de Cameron Crowe. A performance é digna de elogios mas o principal problema pode revelar-se o suceso que o filme terá (ou não) no final do ano.

Se Memoirs of a Gueisha tiver o impacto previsto, então a nomeação da actriz Michelle Yeoh é mais do que provável. A veterano actriz chinesa interpreta a mentora da personagem principal do filme de Rob Marshall, interpretada por Zhang Zyhi, e tem-se destacado face à concorrência interna, ou o mesmo será dizer, face a Gong Li, outra eventual candidata.

Catherine Keener vem directamente do universo de Truman Capote para conquistar tudo e todos. A actriz que já foi vista em Being John Malkovich vive a esposa do polémico e turbulento escritor, interpretado magistralmente por Philiph Seymour-Hoffman, e o impacto do filme para já tem levado a quer o seu nome seja um dos mais mencionados do ano até ao momento. Resta saber se o filme manterá este apoio até Dezembro, ou se será um "one man show" de Hoffman.

A ultima vaga costuma habitualmente surpreender e este ano há várias candidatas a esse posto. Talvez a Academia se renda à naturalidade e sentido de representação de Q´Orianka Kilcher, a jovem que Terence Malick descobriu para viver a personagem Pocahontas no filme The New World. Mas o grande senão é este ser um filme mais artistico que interpretativo, o que poderá comprometer seriamente as suas aspirações, abrindo as portas a nomes como Maria Bello ou mesmo Scarlett Johansson.

OUTRAS CANDIDATAS

Maria Bello (A History of Violence) - Desde o festival de Cannes que se fala na profundidade e no notável desempenho desta jovem actriz no mais recente trabalho de Cronenberg. No entanto, a sua nomeação estará sempre ligada ao sucesso do filme.

Scarlett Johansson (Match Point) - Apesar de já ter em mãos uma serie de notáveis desempenhos, especialmente nos dois últimos anos, a Academia parece alérgica ao nome de Scarlett Johansson. Em Match Point, o drama de Woody Allen, há uma boa hipótese de reconciliação. E Allen é conhecido por "dar" óscares às actrizes que trabalham consigo. Que o digam Diane Keaton, Dianne Wiest e Mira Sorvino.

Michelle Williams/Anne Hathaway (Brokeback Mountain) - É dificil prever como é que a Academia vai reagir ao mais recente campeão de Veneza. A polémica tanto pode destruir as pretensões do filme (vide The Passion of Christ), como o apoio da critica pode leva-lo a sonhar bem alto. Presas a esse destino estão estas duas jovens promessas do cinema norte-americano, que vivem aqui as companheiras, reais mas não sentimentais, da dupla de cowboys apaixonados.

Frances McDormand (North County) - Já galardoada com um óscar da Academia, a actriz Frances McDormand tem-se especializado em papeis de suporte nos últimos anos. Em North County ela acompanha Charlize Theron na sua luta contra o assédio sexual de que a jovem foi vitima. Uma doença misteriosa e algumas lágrimas à mistura são sempre armas que conquistam a Academia.

Meryl Streep (Prime) - A rainha das nomeações volta à carga este ano. Depois de em Manchurian Candidate ter tido um dos melhores desempenhos do ano transacto, falhando no entanto a nomeação, este ano é em Prime, filme com Uma Thurman em destaque, que a actriz se apresenta na máxima força. Streep pode nem ser favorita, mas o seu nome é sempre de menção obrigatória.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:38 PM | Comentários (3)

Brokeback Mountain - Amor em três actos

brokebackmountain01.jpg
Heath Ledger e Michelle Williams

brokebackmountain03.jpg
Jake Gyllenhall e Anne Hathaway

brokebackmountain02.jpg
Heath Ledger e Jake Gyllenhal


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:27 PM | Comentários (0)

Imagens de The New World

Depois do poster e do trailer, o novo filme de Terence Malick tem direito a uma nova galeria de imagens. O site DarkHorizons disponibilizou uma serie de imagens deste épico histórico, pintado em tons de drama e com o habitual perfeccionismo do realizador australiano. O filme conta a conhecida história de Pocachontas, a india que se apaixona por um colono britânico e que vê a sua vida mudar quando troca o Novo Mundo pelo reino britânico. O filme joga essencialmente com o choque de culturas que marcou a colonização do continente norte-americano.
O elenco é de respeito, com Colin Farrell, Christopher Plummer, Christian Bale, David Thewlis e Q´Orianka Kilcher nos principais papeis. A estreia nos EUA estava prevista para 1 de Novembro mas pode sofrer um adiamento devido a problemas na montagem final do filme. Para ver a galeria bastar carregar na imagem.
world23.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:20 PM | Comentários (0)

setembro 14, 2005

Oscarwatching 2005 - Previsões : Argumento Adaptado

jarhead112.jpgbrokeback_mountain12.jpgconstant_gardener12.jpgcapote4.jpgmemoirs_of_a_geishaSO11121MOG.jpg


Se a categoria de melhor argumento adaptado é habitualmente a mais equilibrada e competitiva, este ano parece fugir à regra, já que há muitos candidatos para apenas duas vagas. E deixar um filme de fora é arriscar o erro claramente. Mas como só cinco podem ser eleitos, as nossas primeiras apostas jogam no seguro.
Jarhead é a adaptação de um livro de grande sucesso sobre a vida de uma companhia norte-americana na 1º Guerra do Golfo. O argumento de William Broyles Jnr já foi aplaudido pelos poucos que viram o filme, e resta saber agora se o filme terá o impacto que muitos prevêm.
Brokeback Mountain é talvez o argumento mais poético do ano, uma verdadeira história de amor universal que já conquistou Veneza e que se prepara para partir ao ataque em todas as direcções. Só o tabu gay de Hollywood pode impedir que Larry McMurty e Diana Ossana consigam a nomeação.
The Constant Gardener já foi apelidada como uma das melhores adaptações de um livro ao cinema. Não por ser uma adaptação literal, mas por manter por completo o espirito do autor dentro de um registo que tem levado a que o filme seja já considerado como um dos melhores do ano. John Le Carré acompanhou as filmagens e está deliciada com o trabalho de Jeffrey Caine. Resta saber se não é o único.
Dan Futterman trabalhou afincadamente no argumento de Capote e pode agora ver os seus esforços recompensados. Afinal o filme tem conquistado a critica que já teve a possibilidade de o ver, e o guião que tem possibilitado um desempenho memorável de Philiph Seymour-Hoffman, dificilmente será esquecido na hora H.
Akiva Goldsmith já teve em mãos o argumento de Cinderella Men este ano, mas a conseguir uma nomeação, é provavél que ela surja pelas mãos de Memoirs of a Gueisha. Apesar de muitos pensarem já que este drama de Rob Marshall pode ser o flop do ano, o trabalho de Goldsmith tem tido um acolhimento positivo, e como este será certamente um dos filmes com mais nomeações (se não falhar em toda a linha como aconteceu com Alexander no ano passado), esta também deve estar incluida no conjunto final.
Mas se a competição é aguerrida na categoria de argumento original, aqui, é gigantesca. Caso um destes filmes falhe há imensos candidatos ao seu lugar. Os mais importantes de destacar são All the King´s Men, A History of Violence, Breakfast on Pluto, North COunty, Bee Season, Shopgirl, Ask the Dust, Proof, Rent, In Her Shoes, Syriana, Everything is Illuminated, The Producers, Separate Lies ou Pride and Prejudice. Confusos? Todos estão!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:00 PM | Comentários (2)

O Que Estreia Por Cá - A semana de Rachel

Notabilizou-se no aclamado Notebook, já tinha estado em Mean Girls e agora assume-se como uma das novas meninas bonitas do cinema americano. Esta semana é dela, com uma estreia dupla, em Red Eye e na comédia que conquistou o verão norte-americano, The Wedding Crashers.
crashers.jpg

Rachel McAdams está realmente em grande forma. Mas vamos por partes. Em The Wedding Crashers, a estreia em destaque nesta semana, a jovem funciona como o interesse romântico de Owen Wilson, que, juntamente com Vince Vaughn, é especialista em entrar em casamentos alheios para conquistar o coração de jovens descomprometidas. Com um elenco que conta ainda com os veteranos Christopher Walken e Jane Seymour, o humor é a nota dominante de todo o filme, dirigido por David Dobkin. E depois do suceso nos EUA, esta comédia promete conquistar o público português, que se prepara a partir de agora para um vendaval de estreias até ao final do ano. Não voltará a haver uma semana com apenas três filmes nas salas nacionais, o que até funciona bem para este filme extremamente ligeiro e bem disposto.
weddingcrashers_bigposter.jpg

Duas outras estreias completam portanto a semana.

Red Eye volta a contar com a presença cintilante da bela Rachel McAdams, desta vez na companhia de Cilian Murphy, de quem se diz maravilhas (e quiçá prémios futuros) num outro filme, Breakfast on Pluto. Mas esse chega só lá para o próximo ano, enquanto que este thriller intenso, cuja a acção se desenrola num avião, bate já à porta. A direcção é de Wes Craven, um nome já mitico no universo de thrillers de terror.
3291.jpg

Por fim há produção nacional a chegar ao grande público a partir da próxima quinta-feira. O filme Um Rio... de José Carlos Oliveira, revolve com os mistérios da África profunda, um tema que continua a fascinar os cineastas portugueses até à exaustão, nesta caso trabalhando sobre uma adaptação do autor Mia Couto.
A acompanhar o filme será exibida a curta-metragem Rupofobia, da autoria de Telmo Martins, um jovem autor em ascensão e que com este trabalho mostra toda a sua competência e talento, num filme onde nos vem à memória o universo de Jacques Tati.
3292.jpg

O Hollywood Recomenda - O visionamento da curta-nacional Rupofobia, que a FNAC irá igualmente editar em dvd. É um trabalho extremamente bem conseguido e é mais um sinal do talento escondido que existe em Portugal. O complemento será neste caso o filme Um Rio...

O Hollywood Desaconselha - Sendo Wes Craven um mestre na sua arte, e Vince Vaughn e companhia comediantes de respeito, esta semana não há nada a desaconselhar. Bons filmes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:38 PM | Comentários (0)

Verão Quente - Kristin Kreuk

kristin_kreuk0028.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:06 AM | Comentários (13)

setembro 13, 2005

Verão Quente - Diane Lane

diane_lane0076.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:57 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Argumento Original

3_2_munichss.jpgpostergoodnightluck111.jpgcrash.jpgnew_worl9tm1.jpgwalk_the_line76.jpg

A categoria onde é reconhecido o trabalho mais original e vanguardista entre os argumentistas, tem este ano um enorme leque de escolhas, todas elas prontas a sucederem a Charlie Kauffman.
Munich, o filme de Steven Spielberg que anda nas bocas do mundo apesar de nada tem ainda sido revelado sobre a história, é o mais forte candidato. O argumento, que tem sido criticado pelo único sobrevivente dos atentados terroristas de 1972 em Munique, é da autoria de Tony Kuschner, tem todos os ingredientes para triunfar. Todos menos um. A irreverência que tem marcado os últimos vencedores, trabalhos habitualmente da autoria de jovens autores.
Natural candidato é também Good Night and Good Luck. O filme que George Clooney produziu, realizou, protagonizou e também escreveu, foi recentemente galardoado pelo seu argumento no Festival de Veneza. A história tem todos os condimentos de sucesso, e este é um dos filmes que pode surpreender em 2005.
Quem também pode voltar á ribalta é Paul Haggis. Depois da sua nomeação no ano passado na categoria de melhor argumento adaptado, com Million Dollar Baby, o argumentista agora também realizador, volta à carga com o belo e profundo trabalho que dá pelo nome de Crash. O principal senão é a distância a que o filme foi lançado, e o peso da concorrência. Mas o valor para a nomeação acontecer de facto, está todo lá.
The New World, o novo filme de Terence Malick, pode despertar a atenção da Academia em várias categorias técnicas, mas convencerá numa arena mais dramática? O realizador deve acreditar que sim e o argumento, de sua autoria, é igualmente um mais que provável candidato à nomeação.
A última vaga, é como sempre, um espaço deixado em aberto. Até porque há quase duas dezenas de filmes com legitimas aspirações a ocupar qualquer um dos cinco lugares finais. Um filme que tem colhido muitos aplausos em Toronto, onde decorre o festival que é também um primeiro filtro dos "oscarizáveis" é Walk the Line. Com argumento (e realização) de James Mangold, o filme conta a história do músico country Johnny Cash, e do seu atribulado percurso de vida. Mas se nem Ray foi nomeado, muitos perguntam-se se Walk the Line conseguirá o feito.
Os outros candidatos - todos eles fortissimos, todos eles com grandes possibilidades de ser nomeados - são essencialmente Mrs Henderson´s Presents, Cinderella Men, The Three Burrials of Melquiades Estrada, Match Point, The White Contessa, Broken Flowers, The Family Stone e Millions. Até Dezembro tudo pode mudar, e todos partem praticamente na mesma situação.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:36 PM | Comentários (0)

Espaços a visitar

Mais um mês e mais um conjunto de recomendações do Hollywood aos seus leitores, sobre novos espaços na blogosfera a visitar regularmente. E neste mês o cinema está em destaque.
O Chambel.net é um site de cinema da autoria de Rui Chambel, e um espaço de total devoção ao cinema. Muito bem organizado, com espaços lúdicos alternados com reviews a filmes miticos e momentos fulcrais da história da 7º arte, este site é uma referência absoluta para qualquer cinéfilo. A organização é muito profissional e a qualidade do material é de grande valor. Um espaço que podem conhecer melhor seguindo o link.
O outro espaço que recomendamos este mês chama-se Ensaio Geral. Tem como subtitulo "Um Diário de Um Realizador Enquanto Não Realiza" e versa sobre as divagações de um autor portuense, Ricardo da Costa Pinho, entre diversos temas, onde há um claro destaque, como não podia deixar de ser, para o cinema. Com um humor truculento e um estilo de escrita muito conseguido, este é um espaço seguramente diferente do que estamos habituados a encontrar quando falamos de cineblogs. E também por isso (mas não só) vale a pena uma visita.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:32 PM | Comentários (1)

Poster de Syriana

"O ano de George Clooney", é como alguns têm lido 2005. Para além de escrever, produzir, protagonizar e realizar um dos filmes do ano, Good Night and Good Luck., recentemente premiado duplamente em Cannes, o actor é também a estrela de Syriana.
O filme é dirigido por Stephen Gaghan, o mesmo que venceu um óscar pelo argumento de Traffic, e conta ainda com Jeffrey Wright e Matt Damon no elenco. O filme, em tons muito noir, recheado de suspense e com um toque de thriller politico segue a vida de um espião da CIA, ao longo de alguns momentos da sua carreira. A produção é da Warner Bros, a estreia nos EUA acotnece no inicio de Dezembro e este é o primeiro poster do filme.
postersyriana.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:56 PM | Comentários (0)

setembro 12, 2005

Verão Quente - Claire Forlani

pic15.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:35 PM | Comentários (1)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Filme Animado

chicken_little.jpgwallace_and_gromit_the_curse_of_the_were_rabbit.jpgcorpse_bride.jpg

É dificil fazer as contas a esta categoria não ano em que não há Pixar. A grande vencedora dos últimos dois anos tem Cars preparado para 2006, mas este ano não apresenta nenhum filme a concurso. E assim baralha todas as contas.
Com apenas três vafas é dificil definir para onde vão os votos dos membros da Academia.
Wallace and Gromit e Chicken Litlle parecem dois nomeados bastante prováveis. O primeiro filme segue as aventuras de umas populares personagens animadas, e é produzido pela Dreamworks, os estúdios rivais da Pixar que, têm ainda na manga um outro trunfo chamado Madagascar. No ano transacto o óscar foi para a Pixar mas as outras duas nomeações acabaram por ser para a Dreamworks. Será que este ano o cenário se irá repetir?
Chicken Litlle é um filme da Disney, os reis da animação até meados dos anos 90. O filme é popular para já mas não se sabe se irá resistir ao dominio Dreamworks.
Por fim há Corpse Bride. Ou não! Essa é uma das grandes dúvidas do ano, saber se a Academia se vai apaixonar, como o resto do mundo, pela animação de Tim Burton que conta com Johnny Depp e Helen Bonham-Carter em versão animada. O filme artistico do ano poderia ser este, mas a competição existe. Owl´s Moving Castle de Hayo Miazaki é igualmente um candidato a ter em conta (Spirited Away foi o fenómeno que foi), e pode ainda haver surpresas com filmes como Robots, Valiant ou SteamBoy.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:50 PM | Comentários (2)

Di Caprio será Teddy Roosevelt

Martin Scorsese e Leonardo di Caprio ainda não se cansaram de trabalhar em conjunto. Depois de Gangs of New York, The Aviator, The Departed (em rodagem), a dupla vai filmar a ascensão do 26º Presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt.
O guião vai ser escrito por Nicholas Meyer, autor do argumento de The Human Stain, o filme vai ser produzisdo pela Paramount. As filmagens começarão já no próximo ano, quando a dupla terminar a rodagem de The Departed.
leo_dicaprio_front.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:51 PM | Comentários (1)

Trailer de Elizabethtown

Cameron Crowe está de regresso, depois de alguns passos em falso dados nos últimos anos. O realizador de Jerry Maguire e Almoust Famous, verdadeiro wonderboy de Hollywood, traz agora um pequeno drama em tons tragicómicos, contando com Orlando Bloom, Kirsten Dunst e Susan Sarandon para os principais papeis.
Em Elizabethtown, seguimos um jovem suicida que após descobrir que o pai morreu, decide voltar á sua cidade natal, para se rediscobrir. Nessa viagem é acompanhado de uma jovem hospedeira que servirá de consolo e de parceira de aventuras.
O filme já tem despertado alguma atenção junto da critica, e para os mais interessados, aqui fica o link acabado de divulgar pela Paramount ao site ComingSoon.
posterpeliz.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:40 PM | Comentários (0)

setembro 11, 2005

Verão Quente - Will Smith

willsmith.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:40 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Montagem

3_21_munich.jpgjarhead11.jpgmemoirs_of_a_geishaSO11121.jpgnew_worl9d888111.jpgcinderella_man_ver411.jpg

A categoria rainha entre os lotes de categorias técnicas, é normalmente conquistada pelo grande vencedor da noite. Nem sempre é assim, e 2004 demonstrou-o, mas contra factos não há argumentos e provavelmente os grandes nomes finais marcarão presença neste lote de cinco nomeados.
Munich, a surpresa de última hora que Spielberg está a preparar com todo o secretismo, é um dos maiores candidatos ao triunfo final. E por isso é natural que a sua presença nas categorias técnicas seja regular. Tão cedo é dificil antever em quais, mas se o filme for realmente um potencial vencedor, então esta nomeação está garantida.
Jarhead funciona numa lógica diferente. Parece ser um óptimo filme, a julgar pelas primeiras criticas, de um menino bonito da critica e da Academia, como é Sam Mendes, e o trabalho de montagem num filme de guerra é habitualmente exemplar. Mas com Munich será que há espaço para o filme? Para já acreditamos que sim, mas não excluimos que esta vaga possa ser de um filme mais intimista.
Memoirs of a Gueisha e The New World parecem nomeações naturais, já que são os dois filmes que se destacam mais, até ao momento, nas categorias técnicas. Mas se o drama de Marshall e o épico de Malick falharem em convencer, serão facilmente substituidos, tanto no lote final, como em muitas das categorias onde se prevê a sua nomeação. E esta será uma delas.
Por fim, a última vaga vai para um excelente trabalho de montagem de um filme que teve os aplausos da critica mas a quem faltou o eco do público. No entanto há quem acredite numa segunda vida para Cinderella Man, capaz de arrancar para um bom sprint final.
De qualquer forma, estas vagas são muitos susceptiveis a mudanças, porque reflectem sempre os favoritos. Com o Festival de Toronto aí, e as estreias da maior parte dos filmes agendadas para os próximos três meses, veremos se The Constant Gardener, Good Night and Good Luck, Mrs Henderson´s Presents, Walk the Line, All the King´s Men ou Brockback Mountain podem sonhar com um lugar, não só aqui, mas bem mais alto, na categoria onde todos querem estar.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:37 PM | Comentários (6)

setembro 10, 2005

Verão Quente - Giselle Bunchden

gisele-bundchen-naked-3_012.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:23 PM | Comentários (12)

Lee conquista Veneza

Quando todos pensavam que a ovação de Good Night and Good Luck antevia já o prémio final, eis o golpe de teatro tipicamente veneziano. E com ele, um vencedor não totalmente inesperado, mas com um trabalho potencialmente polémico. Ang Lee arrecadou o Leão de Ouro com o seu Brockback Mountain, o western gay como muitos caracterizam, ou a história de amor proibido entre um rancheiro e um cowboy, como outros preferem dizer. O filme foi considerado o mais belo e poético do festival, e como sempre acontece em Veneza, esse estilo de cinema acaba sempre premiado. Mesmo quando tudo indica o contrário.
Para o filme de Clooney fica a consolação de David Straiharn ter vencido a Copa Volpi para melhor actor, batendo o super-favorito Ralph Fiennes, e assumindo-se desde já como um candidato aos prémios de fim de ano. O prémio para a melhor actriz ficou em casa, nas mãos de Giovanna Mezzogiorno no filme La Bestia nel Cuore.
Quem acabou igualmente premiado foi Abel Ferrara, com o seu Mary, vencedor do Leão de Prata, o prémio do júri. Philippe Garrel foi o melhor realizador para o júri, enquanto que o melhor argumento ficou para Good Night and Good Luck.
Resta saber se as novas regras do festival, que proibem um filme de acumular prémios de interpretação com o Leão de Ouro ou de Prata, possam ter influenciado algumas das decisões finais.
Fica a sensação de derrota para The Constant Gardener e Good Night and Good Luck, enquanto que Brockback Mountain supera o primeiro obstáculo. E, é preciso lembrar, foi aqui que, no ano passado, Vera Drake começou também a sua caminhada polémica rumo aos óscares. Quem sabe se o destino de ambos os filmes não será o mesmo.
ang_lee.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:35 PM | Comentários (2)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Fotografia

brokeback_mountain1.jpgnew_worl9d88811.jpgmemoirs_of_a_geishaSO1112.jpgpostergoodnightluck11.jpg009568.jpg

Categoria essencial e das mais interessantes, a melhor cinematografia tempor hábito premiar o trabalho fotográfico mais poético. Nos últimos anos isso tem sucedido, com algumas intermitências é erto, e este ano a oferta é imensa o que vai dificultar bastante a escolha dos votantes.
The New World é um filme de Terence Malick, e isso só de si já diz tudo. É talvez, a par de Wong Kar Wai e Clint Eastwood, o realizador que melhor aproveita a fotografia nos seus filmes, e este drama histórico em tons de poesia humana parece seguir as pisadas dos seus antecessores.
Também Memoirs of a Gueisha, pelo universo adjacente á história, parece ser um filme abençoado com um trabalho fotográfico intenso e cativante. Já os três outros filmes que o Hollywood prevê poderem ser nomeados, apesar de estarem longe das categorias maiores, prometem ter dos melhores trabalhos fotográficos dos últimos anos.
Comecemos por Brockback Mountain, o filme de Ang Lee, igualmente um director extremamente hábil no manejo da fotografia. As paisagens do Oeste americano, e a relação proibida entre dois homens são o leit motiv para um trabalho de excelência que, se não for travado pelo tabu homossexual de Hollywood, pode mesmo ser um favorito.
A preto e branco, e com uma profundidade dramática espantosa, está a fotografia de Good Night and Good Luck, o novo filme de George Clooney. O filme anda nas graças da critica e promete. Quem também já esteve nas graças da critica e promete continuar a estar é The Three Burrials of Melquiades Estrada. Quem já viu diz que a fotografia é excelente. Mas o mais provável, como acontece sempre, é que esta vaga acabe por cair nas mãos de um filme de maior peso. Munich, All the Kings Men, Walk the Line ou The Constant Gardener podem ocupar a vaga. Mas até lá, fica assim!


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:11 PM | Comentários (1)

Primeira imagem de Silas

O site oficial da actor Paul Bettany divulgou a primeira imagem do actor encarnando o albino Silas, testa de ferro da Opus Dei no romance de Dan Brown, The Da Vinci Code, que está a ser adaptado a filme por Ron Howard.
Bettany é acompanhado no elenco por Tom Hanks, Audrey Tatou, Jean Reno, Alfred Molina e Ian McKellan. O filme, uma das grandes estreias de 2006, adapta o best-seller de Brown, onde um simbologista norte-americano é confrontado com uma história paralela da vida de Cristo, história protegida por uma organização secreta denominada Priorado do Sião, e que a Opus Dei quer escondida para sempre. O maior sucesso literário dos últimos anos quer agora tornar-se no êxisto cinematográfico de 2006.
set1.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:40 AM | Comentários (0)

Cinderella Man - Capra, segundo Howard

Depois da visão crua da vida e do boxe que Eastwood pintou de forma subtil mas brilhante, chegou a vez de Howard descer ao universo dos ringues para pregar um evangelho que não é seu. Ron Howard segue os ensinamentos do mestre Capra, neste drama intenso e com um tremendo coração.
Filme de cinderella!.gifcinderella!.gifcinderella!.gifcinderella!.gifmeia_estrela.gif
cinderella_man_ver211.jpg

Os "cinderella man" foram o material que Frank Capra moldou ao longo de quase vinte anos de realização. Mesmo quando eles já estavam completamente fora de moda, o mitico realizador, muito provavelmente o maior entre os gigantes, continuava a acreditar neles. Só que o público norte-americano tinha-os já trocado pelos jovens rebelde e pelos herois sem causas. E durante anos, salvo raras excepções, esses herois ficaram adormecidos. Mas não esquecidos. E calhou que fosse um contemporâneo dessa era, de homens vulgares (os miticos John Does) e ideias nobres, o barro sob o qual Ron Howard moldou o seu melhor filme de sempre. Cinderella Man é o titulo acertado, não só por ser realmente a alcunha do pugilista James J. Bradock, mas porque encara um espirito, uma forma de fazer cinema, da qual Frank Capra se tornou o Messias, e quem o imitasse, o seu profeta. Howard aqui traz muito do seu cinema, especialmente na sua forma um tanto académica de filmar, de alternar os planos, dos campo-contra campos, da forma como o trabalho técnico se alia ao desempenho dos actores. Mas o coração do filme, esse, é directamente inspirado em filmes como Mr Deeds Goes to Town ou Mr Smith Goes To Washington. E se não refiro It´s a Wonderful Life, a maior obra prima da história do cinema, é para não exagerar nas comparações que se poderiam criar.
cinderella2.jpg

Cinderella Man não está claramente à altura de nenhum desses filmes. Mas, se exceptuarmos Million Dollar Baby (comparação injusta é certo), este é sem dúvida o melhor filme de boxe alguma vez feito, batendo aos pontos a crueza do universo scorsesiano de Raging Bull ou de Rocky, até ao ano transacto, o único filme de boxe a ser galardoado pela Academia. Se Cinderella Man é assim tão bom, não quer dizer que seja do melhor que há. Tem pontos baixos, falhas, como é habitual no cinema de Howard, que apesar de não comprometer muito tem sempre um tom mainstream que ás vezes o impede de voar. E tem claramente um gigantesco erro de casting em Renée Zellweger, que continua a não convencer ninguém dos seus talentos como actriz, apesar do óscar e dos milhões que vai cobrando por filme. Provavelmente Cinderella Man não será, fechadas as contas, o melhor filme de 2005. Num ano em que há The Constant Gardener, Good Night and Good Luck, Brockback Mountain, Crash, Munich e tantos outros filmes que prometem mais do que as estrelas, é dificil dizer-se, assim de antemão, que aqui está um serio candidato ao titulo. Faltará ao filme mais momentos biggers than life, faltará um contra-ponto decente a Crowe, e talvez, um tom um pouco mais cru nos episódios em Hooverville, onde, por instantes, o New Deal pudesse ser questionado como Ford fez em The Grapes of Wrath.
russell_crowe4.jpg

Como sempre Russell Crowe mostra ser a escolha perfeita para o papel (ele que nunca deve ter tido um papel que não lhe acentasse como uma luva), demonstrando porque é, a par de Hanks, Depp, Penn, Washington e Fiennes, um dos maiores actores do mundo. O heroi capriano está lá, no seu olhar profundo e cada vez mais humano. Na pose, no sentimento e numa das cenas mais duras e belas que certamente iremos ver este ano e nos próximos, quando Bradock é obrigado a pedir esmola junto da comissão de boxe. Um momento magnifico onde todo o heroismo se torna real, porque é humano como nunca o foi. Aí Crowe é mais o Fonda de The Grapes, do que o Cooper e Stewart dos Mr. de Capra. O que torna a sua performance ainda mais completa. E no ringue, o seu olhar, a sua pose transforma-se e é mais Jack La Motta, ofuscando mesmo um qualquer Robert de Niro. E também, continuando a mostrar todo o seu gigantesco talento, está Paul Giamatti, num desempenho memorável, cheio de vida, de garra, verdadeiramente truculento e irónico. Giamatti é soberbo em todas as cenas do filme, e afirma-se cada vez mais como um serio candidato a melhor performance secundária do ano.
cinderella1.jpg

Fábula pintada em diversos tons, conforme o cenário que alterna entre o ringue e o dia a dia, e a luta pela sobrevivência, de uma familia em plena Grande Depressão, com uma clara inspiração na obra de Capra e com um suave perfume de Ron Howard, que assina aqui o seu maior trabalho, e com um trabalho técnico extremamente competente, Cinderella Man supera todas as expectativas. Ficamos a perguntar-nos o porquê do falhanço nas bilheteiras (o que aconteceu ao público americano que ignora um all american movie?), e mais, fica a dúvida. O material está todo lá. Resta saber se o sucesso na Europa e as óptimas criticas serão suficientes para aguentar o filme até Janeiro. Se Bradock venceu, contra todas as expectativas, é natural que Howard também possa sonhar. Mesmo que a vida nem sempre seja uma fábula.

Classificação - cinderella!.gifcinderella!.gifcinderella!.gifcinderella!.gifmeia_estrela.gif

O Melhor - O desempenho inesquecivel de Paul Giamatti, e a garra com que são filmadas as cenas de boxe, capazes de deixar os espectadores vibrarem com o combate como se estivessem no ringue.

O Pior - O desempenho de Renée Zellweger. Definitivamente a actriz tarda em convencer e continua a ser um erro de casting onde quer que entre.

Curiosidade - A actriz Rosemarie de Witt, que encarna a personagem Sara, mulher da personagem de Paddy Considine, é neta de James J. Bradock. A jovem é filha da única filha do pugilista, Rosemary que no filme é encarnada pela jovem Ariel Waller.

Site Oficial - www.cinderellamanmovie.com

Realizador - Ron Howard
Elenco - Russell Crowe, Renée Zellweger, Paul Giamatti, ...
Produtora - Universal
Classificação - m/12
Duração - 144 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:40 AM | Comentários (10)

setembro 09, 2005

Verão Quente - Melissa Joan Hart

melissa-joan-hart-naked_016.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:20 PM | Comentários (2)

Festival de Toronto - Os primeiros passos rumo à glória

Há Cannnes e Veneza, mas o Festival de Cinema que abre realmente a temporada dos óscares, começa agora, em Toronto.
Nesta grande metrópole do sul do Canadá vão desfilar nos próximos dez dias alguns dos grandes nomes do cinema norte-americano de 2005. E como tem acontecido, invariavelmente nos últimos anos, aqui vão começar a deliniar-se candidatos, favoritos e, como há sempre o outro lado, será este o ponto final no sonho de muitos filmes e actores de chegarem até à noite das estatuetas douradas.
O ano passado, Sideways e Ray arrancaram aqui para um grande ano. Este ano Walk the Line, In Her Shoes, Shopgirl, Elizabethtown, Capote, Proof, Everything Is Illuminated, Oliver Twist, North County, Pride and Prejudice e Brockback Mountain terão aqui um gigantesco teste.
Também David Cronenberg, a jogar em casa, vai poder perceber como o continente americano recebe A History of Violence.
Como os amantes do cinema sabem, muitos óscares começam a desenhar-se aqui. Talvez por isso seja natural que na proxima semana todos os olhos estejam em Toronto. E se The Constant Gardener e Good Night and Good Luck brilham em Veneza, fazem-se já apostas sobre quem irá arrancar para um ano de ouro nesta 30º edição do festival de Toronto.
logo_filmFest.gif

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:25 PM | Comentários (1)

Fim de semana decisivo em Veneza

A Bienal de Veneza arranca para o último fim de semana, os dias de todas as decisões. E história pode ser feita. Os norte-americanos, que sempre viram Veneza como uma besta negra para os seus filmes (especialmente se comparar-mos o festival com Cannes ou Berlim), podem finalmente sair vencedores do certame. A razão? Good Night and Good Luck, um dos filmes do momento, pode arrecadar o prémio mais desejado, o Leão de Ouro, e valer a George Clooney o prémio para melhor realizador.
Mas o filme não corre sozinho. Filmes como The Constant Gardener de Fernando Meirelles, Mary de Abel Ferrara, Proof de John Madden, Brockback Mountain de Ang Lee ou Takeshi´s de Takhesi Kitano são igualmente candidatos de peso.
Nas categorias de interpretação, Ralph Fiennes, David Straiharn e Jake Gyllenhall parecem estar na linha da frente, no que aos actores diz respeito, enquanto que Julliette Binoche, Gwyneth Paltrow e Sammy Cheng são nomes a reter no quadro das actrizes.
Fora de competição, o festival ficou marcado pela recepção entusiástica da Europa a Corp´s Bride de Tim Burton e Cinderella Man de Ron Howard.
O certame termina amanhã, data em que serão divulgados os grandes vencedores.
55421.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:16 PM | Comentários (0)

O gatilho mais rápido do Oeste

The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford marca o regresso do western aos cinemas norte-americanos. O filme conta a história da morte do pistoleiro mais conhecido do velho Oeste, Jesse James, do ponto de vista do homem que o traiu, um membro do seu gang. Brad Pitt será Jesse James, Casey Affleck será Robert Ford e o filme é dirigido pelo australiano Andrew Dominik.
Aqui fica a primeira imagem do filme que tem estreia agendada para o próximo ano.
jj_01_400.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:52 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Guarda-Roupa

memoirs_of_a_geishaSO111.jpgnew_worl9d888.jpgjarhead1.jpgmrs11h.jpgkingsmen1.jpg

Tal como o óscar de direcção artistica, este é um prémio especial porque depende não só das carcteristicas do próprio filme (filmes musicais, históricos e de época têm mais tendência a captivar pelo vestuário diferente) e dos filmes a concurso.
Seguindo a teoria que os musicais e os filmes históricos arranjam sempre lugar cativo nesta categoria, então é fácil explicar que Memoirs of a Gueisha e The New World parecem candidatos naturais a duas das vagas.
E se os filmes de época são habitualmente candidatos naturais, então Mrs Henderson´s Presents (que recupera o universo dos teatros londrinos da primeira metade do século) e All the King´s Men, também são filmes com grandes hipóteses de estarem entre os nomeados.
Em relação à quinta vaga, a Academia poderá preferir o universo do guarda-roupa dos filmes de guerra, e aí terá Jarhead e talvez Munich para escolher, ou então variar, e aí Charlie and the Chocolate Factory, Brother´s Grimm, Ask the Dust, Walk the Line, Casanova ou The White Contessa podem ter as suas oportunidades. Para não falar nos outros musicais e filmes de época do ano.
Feitas as contas, talvez a vantagem esteja do lado de Jarhead, mas se o impacto de Munich for o que muitos prevêem, então será o filme de Spielberg a conquistar a vaga. A ver!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:36 PM | Comentários (1)

O Que Estreia Por Cá - De volta aos ringues

Depois do mundo ter ficado maravilhado com a obra prima de Clint Eastwood, foi a vez de Ron Howard se lançar nos ringues para contar mais um episódio do sonho americano. Cinderella Man é mais do que um filme de boxe, é um filme sobre a familia e a esperança.
russell_crowe24.jpg

No entanto é também um dos grandes flops do ano nos Estados Unidos. A Universal não percebeu ainda o porquê do falhanço de um filme, tipicamente americano e com um elenco oscarizado ao máximo. Mas a verdade é que, quem já viu, garante que este pode mesmo ser o melhor filme feito por Ron Howard até hoje. E porquê? Pelo dramatismo da narrativa, pela forma como é criado um paralelismo entre os dias dificeis do passado e os dias dificeis de hoje, e ainda, e como não podia deixar de ser, porque a quimica Howard-Crowe está lá, de novo, como esteve em A Beautiful Mind.
Russell Crowe que volta aos grandes desempenhos, liderando um elenco composto ainda por Paul Giamatti, Paddy Considine e ainda, aquela que é apontada unanmemente como o elo mais fraco do filme, Renneé Zellweger.
Um filme que se desenrola nos ringues, mas que não é sobre pugilismo. É sobre uma familia que tenta sobreviver, sobre um homem que só pedia por uma segunda oportunidade, num mundo onde isso parecia ser impossivel.
cinderella_man_ver41.jpg

Há mais duas estreias esta semana.

The Final Cut foi falado no ano transacto, como uma boa rampa de lançamento de Robin Williams para o óscar que ele tanto quer, de tal forma que agora só aceita mesmo papeis tenebrosos. O filme ficou muito aquém do sucesso pretendido, ninguém se lembrou do majestoso desempenho de Williams e Portugal vai ter agora, um ano depois, a hipótese de tirar as dúvidas. Omar Naim dirige esta história negra.
3019.jpg

Mais um slasher, desta vez o remake de um dos grandes sucessos do genero. The House of Wax conta com um elenco extremamente jovem, onde pontificam Elisha Cuthbert, Chad Michael Murray e Paris Hilton, em mais uma incursão no cinema. Quando um grupo de jovens é forçado a parar numa vila no meio do nada, onde as peças de cera do museu local ganham vida, o terro começa.
3174.jpg

O Hollywood Recomenda - Conta com um dos cinco melhores actores do mundo da actualidade, um argumento tipicamente all-american, e um elenco interessante. Cinderella Man pode ser dos filmes mais interessantes deste Verão.

O Hollywood Desaconselha - Depois do regresso do gore na semana passada, esta semana tivemos o regresso do slasher. O conselho é o mesmo (com todo o respeito para com este apreciador do genero). Não ver!

PS - O Hollywood quer pedir desculpa pela publicação deste espaço, mas problemas no acesso à internet condicionaram o atraso em dois dias da publicação da secção O Que Estreia Por Cá. As nossas desculpas e bons filmes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:18 AM | Comentários (55)

setembro 08, 2005

Verão Quente - Sandra Bullock

sb1.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:19 PM | Comentários (2)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Maquilhagem

sin_city_ver9918.jpgmemoirs_of_a_geishaSO11.jpgnew_worl9d88.jpg

Categoria sempre surpreendente e que promete continuar a se-lo neste ano de 2005. O facto de ter apenas três vagas joga sempre a favor do efeito surpresa que este ano pode chamar-se Nanny McPhee ou The Chronicle of Narnia.
Para já há três filmes que parecem colocar-se claramente na linha da frente. Memoirs of a Gueisha promete ser um dos mais perfeitos trabalhos de maquilhagem dos últimos anos, e por isso é o favorito máximo a arrecadar o trofeu.
The New World tem tudo para vir a ser nomeado. Maquilhagem não só das tribos indias do sul dos Estados Unidos no século XVII, mas também a recriação do visual dos próprios colonos. E conhecendo bem o preciosismo de Malick, o resultado deve ser bastante bom.
Por fim Sin City é um nome que está longe de ser consensual, mas o notável trabalho visual, que passa também pela maquilhagem do leque de actores, parece pender a favor de Frank Miller e Robert Rodriguez.
Mas, a haver surpresas, como já se disse, serão Nanny McPhee, The Chronicles of Narnia, Charlie and the Chocolate Factory (que fizeram com Depp quase o que Mar Adentro faz de Bardem) ou Brothers Grimm a saltar para a linha da frente.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:11 PM | Comentários (2)

setembro 07, 2005

Verão Quente - Kate Beckinsale

1311121.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:16 PM | Comentários (1)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Direcção Artistica

memoirs_of_a_geishaSO1.jpgnew_worl9d1.jpgmrs11.jpgmatthew_broderick1.jpg12jude_law2.jpg

Categoria complexa e que começa a deixar a entender as posições finais, no que ao número de nomeações diz respeito. Talvez em Novembro filmes como Munich, Walk the Line, Brockback Mountain ou The Constant Gardener já tenham conquistado um lugar nesta vaga. Mas para já a situação pende para o universo musical.
Memoirs of a Gueisha, Mrs Henderson´s Presents e The Producers parecem ter aqui nomeações certas. São musicais - que têm sempre lugar cativo nesta vaga - e funcionam em decors trabalhados ao minimo pormenor, especialmente em espaços fechados.
Para a beleza dos espaços abertos de uma América ainda virgem, e para a recriação das primeiros colónias e cidades indias da América do Norte, está The New World, filme que promete conquistar algumas nomeações técnicas importantes.
Por fim, na quinta vaga, reina a incerteza. Mais um musical como Oliver Twist pode parecer excessivo. Apesar dos brilhantes espaços criados pelo universo burtoniano, Charlie and the Chocolate Factory não é um favorito ás nomeações. E Brockback Mountain, Munich e Jarhead são nomes de peso, mas sem cenários construidos a rigor. Por isso, All the King´s Men é uma hipótese, arriscada sim, mas uma hipótese para conquistar esse último lugar. Mas com a condição de vir a ser um dos filmes do ano. Porque se a Columbia deixar cair o filme, ou a Academia não quiser premiar um remake, esta nomeação perde todo o sentido.
Porque, como sabemos, há nomeações que existem mais para enriquecer o calendário de um filme, do que propriamente para espelhar o bom trabalho realizado. E o vencedor do filme do ano dificilmente escapará a uma nomeação nesta categoria. A questão é saber, de antemão, quem será ele.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:44 PM | Comentários (2)

O fim do VHS

Tudo indica que o formato do VHS esteja fora do mercado daqui a um ano. É o final anunciado de um modelo que revoluccionou a indústria cinematográfica, trouxe um novo folego aos estúdios, e possibilitou a criação das "cinematecas privadas" para milhões de cinéfilos em todo o mundo. Por tudo isso e mais alguma coisa, é um modelo que vai deixar saudades. Mesmo com o DVD, o HDDV ou tudo o que se lhe siga, nada voltará a ser como dantes.
Para mais sobre o VHS recomendo a leitura deste texto no excelente site que é o Cinema2000.
VHS-Kassette_01_KMJ1.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:12 PM | Comentários (5)

setembro 06, 2005

Verão Quente - Rebecca Romjin

rebecca-romijn-tits-nipple-slips04.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:15 PM | Comentários (2)

Oscarwatching2005 - Previsões - Efeitos Visuais

star_wars_episode_three_ver28.jpgking_kong19.jpgsin_city_ver998.jpg

Talvez seja uma das previsões mais arriscadas, a de Efeitos Visuais. Isto porque deixar War of the Worlds de fora parece improvável. Mas a questão é mesmo essa, que filmes ficarão de fora. Star Wars é normalmente uma presença assidua nesta categoria e será dificil que o último capitulo da saga seja excluido. Já King Kong tem Peter Jackson a comandar uma equipa que provou ser verdadeiramente perita em efeitos especiais. Uma nomeação igualmente provável.
E depois? Depois há o resto. Há Batman Begins, Charlie and the Chocolate Factory, Brothers Grimm, Harry Potter and the Goblet of Fire e até mesmo Kingdom of Heaven. Mas, acima de tudo, há Sin City, um filme que ameaça romper com barreiras na arte dos efeitos especiais. Só pelo seu vanguardismo torna-se um candidato de peso. Talvez o único capaz de destronar o filme de Spielberg.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:37 PM | Comentários (2)

Posters em dose extra

Mais filmes com estreia agendada para 2005 que divulgaram os seus primeiros posters. Comecemos por Prime, filme que conta com Uma Thurman e Meryl Streep em destaque, sendo que ambas são já consideradas detentoras de alguns os melhores momentos de interpretação do ano. Já Where the Truth Lies esteve em Cannes e fez sucesso, confirmando a boa forma do realizador canadiano Atom Egoyan. Kevin Bacon, Colin Firth e a bela Alisson Lohman estão na linha da frente deste trhiller. Casanova traz a assiantura de Lasse Hallstrom e conta com Heath Ledger no papel do celebre sedutor do século XVIII. Por fim há o regresso de António Banderas como Zorro em The Legend of Zorro. Também Catherine Zeta-Jones voltará lado a lado com o justiceiro mascarado.
prime.jpgwhere_the_truth_lies.jpg
casanova.jpglegend_of_zorro_ver4.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:25 PM | Comentários (1)

setembro 05, 2005

Verão Quente - Jennifer Connelly

connelly5.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:15 PM | Comentários (3)

Oscarwatching 2005 - Previsões : Categorias Sonoras

São três as categorias ligadas ao tratamento do som que a Academia foi criando ao longo da história. Desde a popular escolha de melhor Banda-Sonora, sem esquecer as categorias mais técnicas de Melhor Som e Edição Sonora, estas são normalmente categorias que ajudam a distribuir óscares pelos diversos candidatos. Basta ver o que aconteceu no ano passado.

MELHOR BANDA SONORA

memoirs_of_a_geisha.jpgbrokeback_mountain.jpgwalk_the_line.jpgnew_world.jpgcharlie_and_the_chocolate_factory.jpg


O ano de 2004 ficou marcada pela "desclassificação" daquelas que podiam ser consideradas como as bandas sonoras favoritas: Ray, The Aviator e Million Dollar Baby. Este ano, a situação pode repetir-se, mas para já apresentam-se cinco favoritos na linha da frente, com uma serie de outros candidatos que podem igualmente almejar uma nomeação.
John Williams é já um mito nestas andanças. Este ano o compositor tem dois filmes que lhe podem valear uma nomeação. Não só faz a banda sonora de Munich, o titulo mais aguardado do ano por todas as razões e mais algumas, mas também é ele quem pautao ritmo de Memoirs of a Gueisha. E provavelmente será por este filme que conseguirá mais uma nomeação. E quem sabe, mais uma vitória.
Também na lista de favoritos estão James Horner, pelo seu trabalho em The New World - as bandas-sonoras de Malick são sempre algo de espectacular - e também Gustavo Santaollala, que depois da brilhante composição para Diarios de Motocicleta está de regresso, agora com Brockeback Mountain.
Duas interrogações nesta categoria dão pelo nome de Charlie and the Chocolate Factory e Walk the Line. No primeiro caso há um verdadeiro mito da composição, Danny Elffman, a assinar uma das mais espantosas bandas sonoras do ano. Mas será que a Academia terá vontade de o nomear? E por outro lado, será que a música de Johnny Cash é banda-sonora suficiente para conseguir um lugar nos cinco mais?
De qualquer forma, face a estas dúvidas, Munich (de novo por John Williams), Jarhead (Thomas Newton), Mrs Henderson´s Presens (Gary Fenton) ou The Libertine (Michael Nyman), são rivais a ter em linha de conta. A não ser que haja alguma grande surpresa (The Producers, Star Wars III, Harr Potter and the Goblet of Fire), as nomeações deverão passar por aqui.


MELHOR SOM


jarhead.jpgking_kong.jpgmemoirs_of_a_geishaSO.jpgnew_worl9d.jpgwalk_the_line7.jpg

Cinco vagas dificeis de preencher, já que, sendo uma categoria técnica, é bastante dificil analisar as intenões de voto dos técnicos de som ligados à Academia. Talvez Batman Begins, Star Wars ou War of the Worlds tivessem direito a uma vaga, mas num ano onde a maior parte dos filme são bastante "sonoros", cabe a King Kong a vaga do blockbuster. Até porque Peter Jackson é já um nome consensual e o filme da Universal deverá coleccionar apenas pequenas nomeações como esta.
Memoirs of a Gueisha é um musical, Walk the Line é um drama sobre um músico e por isso, tal como Chicago, Moulin Rouge ou Ray, é natural que ambos os filmes consigam ser nomeados, apresentando-se mesmo na linha da frente para arrecadar a estatueta.
A Jarhead e The New World, pela peculariedade de cada filme (um drama de guerra e um drama histórico), ficam as restantes vagas, já que os filmes parecem preencher bem os pre-requisitos para serem eleitos no lote final.
Com isto, filmes como The Producers, Oliver Twist, Mrs Henderson´s Presents, mas também Munich, Cinderella Man e mesmo All the King´s Men, colocam-se como os perseguidores mais naturais a estas vagas. Afinal, a corrida só agora começou.


MELHOR EFEITOS SONOROS

star_wars_episode_three_ver2.jpgwar_of_the_worlds_ver2.jpgking_kong1.jpg

Esta é, por hábito, uma categoria intimamente ligada aos blockbusters. Daí que, num ano recheado de filmes cheios de efeitos, visuais e sonoros, seja dificil escolher apenas três. Numa primeira escolha, a fava calhou a Batman Begins.
Tanto King Kong como War of the Worlds devem ser nomeados, enquanto que Star Wars é já um mito nesta categoria. Mesmo assim, é preciso ter bastante atenção ao filme de Christopher Nolan sobre o Homem-Morcego, mas também a Harry Potter and the Goblet of Fire, Charlie and the Chocolate Factory, e também a Walk the Line, Jarhead e Kingdom of Heaven, sendo que o último, com uma excelente edição de som, apenas perde por não ter sido o sucesso que se esperava. De fora da corrida parecem estar The Island, Stealth e Sin City.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:34 PM | Comentários (5)

setembro 04, 2005

Verão Quente - Edward Norton

enorton.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:35 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - As Outras - Interrogações

Paramount, Lions Gate, Sony Pictures e Touchstone Pictures, são as outras quatro produtoras que vão à luta na edição deste ano. Mas, salvo alguma surpresa, parecem ter poucas armas para contestar o poder e a qualidade dos outros estúdios.

logoslllol.gif

Elizabethtown de Cameron Crowe corre o risco de ser uma das mais fortes apostas da Paramount. Mas para além de Susan Sarandon e de um divertido argumento, a verdade é que o filme tem despertado pouca atenção para já, o que é sempre um mau sinal para um potencial candidato. Também Ask the Dust e The Weather Man poderiam sonhar, há alguns meses, com um maior impacto do que parecem realmente ter. O primeiro pode ter em Donald Sutherland e no seu guião o ponto mais forte. O segundo deposita as suas esperanças numa nomeação de Cage aos Globos.

touchstone_logo.jpg

As unicas armas da Touchstone Pictures são Casanova e Shopgirl. O primeiro filme é de Lasse Hallstrom e conta com Heath Ledger no papel do mitico amante. Decors e guarda-roupa de época pautam o ritmo do filme que tem, nesse aspecto, um competidor directo em The Libertine da Weinstein Co. Já Shopgirl foi escrita e é dirigida por Steve Martin, o mago da comédia que aqui passa para segundo plano deixando Claire Danes brilhar. Mas o impacto deverá ser minimo.

sony_pictures_logo.gif

A Sony Pictures, é, das pequenas produtoras, aquela que mais hipóteses tem de surpreender. Para isso tem quatro cavalos que podem correr melhor do que se espera. Capote é a biografia de um dos mais conceituados e polémicos autores norte-americanos, e tem Philiph Seymour-Hoffman como Truman Capote um potencial candidato a melhor performance do ano.
The White Contessa traz outro fabuloso Ralph Fiennes, como um cego diplomático que trava amizade com uma condessa russa, no pós-revolução comunista. Filme profundo e com bastantes adeptos. Por fim Breaksfast in Pluto é um pungente drama de Neil Jordan que tem em Cilian Murphy um jovem que troca a Irlanda natal por uma aventura em Londres nos anos 70, onde se descobre travesti e amante da noite.

112333lg.bmp

A Lions Gate apenas apresenta a competição o belissimo Crash, filme de estreia de Paul Haggis. O argumento poderá ser a única nomeação de um dos filmes mais belos do ano, mas o estúdio apostará nos desempenhos de Don Cheadle, Terence D. Howard e Matt Dillon, e talvez num forcing para o excelente trabalho fotográfico deste filme de estreia de um dos mais notáveis argumentistas de Hollywood.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:04 PM | Comentários (3)

setembro 03, 2005

Verão Quente - Paz Vega

pv11.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:13 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - Focus - A força dos indies

Imensa matéria prima tem a Focus Features para este este. No entanto o estúdio não é conhecido pela sua força, e na hora da campanha isso poderá contar. Até porque é tanta a matéria prima de qualidade, que alguém vai ter de cair até ao fim da corrida.
footerLogol.gif

Por onde começar? Pela beleza visual de Ang Lee e do seu (já) polémico Brockback Mountain? Ou pela enorme expectativa que se tem criado à volta do ensaio sobre John LeCarré e África que Fernando Meirelles fez em The Constant Gardener? E há ainda Broken Flowers, com um enigmático Bill Murray, ou ainda Prime com uma Uma Thurman sedutora e ainda Keira Knightley em mais uma versão de Pride and Prejudice. É muita qualidade para um carrinho só.
brokeback_mountainlllk.jpg

Brockback Mountain, em teoria, teria boas hipóteses. Bom enredo, elenco jovem e promissor (Heath Ledger e Jake Gyllenhall têm a companhia de Michelle Williams e Anne Hathaway), e o ambiente do velho oeste revisitado agora pelo poeta que é Ang Lee. Mas a Academia tem uma gigantesca percentagem de votantes com mais de 70 anos. E o tema western-gay certamente terá uma recepção fria, se não mesmo gelada. O que pode congelar logo as ambições do filme.
constant_gardenerlllk.jpg

The Constant Gardener parece ter mais hipóteses, já que não so é a adaptação de um dos autores mais respeitados no mundo, como é Le Carré, como também é dirigido por Fernando Meirelles, que conquistou o coração da Academia com o seu fabuloso Cidade de Deus. E tem Ralph Fiennes no seu melhor, ele que é (a par de Depp, Carrey, Murray e Bridges) o mais injustiçado actor da Academia. Tudo isso, mais as espantosas criticas que o filme está a receber, podem ajudar a catapultar uma candidatura.
broken_flowerslll.jpg

Por fim há ainda o espirito mais indie de Broken Flowers. Aí o destaque irá para o argumento de Jarmush e para o desempenho (mais um) de Bill Murray, ele que em Lost in Translation começou um cilco espantoso de notáveis desempenhos. Por isso, a Focus terá muito trabalho pela frente, e fica a certeza que do melhor que se fez em 2005 teve esta etiqueta por trás.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:41 PM | Comentários (4)

Oscarwatching 2005 - Fox - Ao som de Cash

As apostas da Twentieth Century Fox vão todas em Johnny Cash. Quer dizer em Joaquin Phoenix. Ou seja, em Walk the Line. Os estúdios acreditam que é possivel fazer melhor que Ray e esperam conquistar o mundo com mais um biopic do universo musical.
ColorFoxLogo.jpg

O filme é dirigido por James Mangold, um nome menor em Hollywood. Mas também o era Taylor Hackford, dizia-se. Conta com Joaquin Phoenix, um actor já nomeado como secundário em Gladiator mas que tem falhado em provar todo o seu valor. O mesmo se passava com Jamie Foxx argumentam os defensores de Walk the Line. Mas se é verdade que a vida de Johnny Cash é mais cinematográfica que a de Ray Charles, também é verdade que dois biopics do mesmo estilo em anos conse ter o efeito contrário ao que a Fox prevê. A saturação também existe em Hollywood e se Walk the Line não fugir muito de Ray, dificilmente serão convencidos os membros da Academia da mais valia deste filme. Mesmo assim é uma aposta a ter em consideração.
posterwalkthelinell.jpg

Como alternativa a Fox tem In Her Shoes, uma comédia liderada por Cameron Diaz e dirigida por Curtis Hanson. Mas aí o interesse é outro. A luta entre Tony Collette e a veterana Shirley McLaine por uma vaga na categoria de melhor actriz secundária promete.
Quem pode surpreender é Separate Lies. O filme conta com Emily Watson e Tom Wilkinson como um casal á beira da separação e é da autoria do argumentista de Gosford Park. Um drama inglês que calha sempre bem à Academia. No fundo pode ser a grande surpresa do ano.
Por fim o trunfo mais escondido na manga da Fox dá pelo nome de Bee Season. É um filme independente, ligado à Fox Searchlight, e conta com Richard Gere e Julliete Binoche no centro de uma história cativante e que pode conquistar a critica e surpreender.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:58 AM | Comentários (1)

Oscarwatching 2005 - Miramax/Weinstein Co. - O ano da transição

Nenhuma produtora fez tanto furor no universo dos óscares como a Miramax nesta última década. Mas os problemas com a Disney vinham já de long data e o fim da parceria terminou este ano. E com ele nasceu a Weinstein Co. Para 2005 o ano será de transição para os irmãos Weinstein. Os seus projectos ainda na Miramax não deverão ter muito sucesso e sobre os seus novos projectos há muitos pontos de interrogação.
picturemir.jpg

Unfinished Life e Proof eram os grandes trunfos da Miramax. Ainda sob contracto com os Weinstein, estes dois filmes eram bastante falados pelo dramatismo da narrativa e pelos desempenhos dos seus actores. De um lado estavam Robert Redford, Morgan Freeman e Jennifer Lopez. Do outro Gwyneth Paltrow, Anthony Hopkins e Jake Gyllenhall. Mas os primeiros sinais não são assim tão positivos quanto isso, e há quem não tenhas dúvidas em dizer que os Weinstein vão apostar nos filmes da sua nova produtora, deixando pouco espaço de manobra para os filmes da Miramax que depois de um ano onde The Aviator e Finding Neverland conseguiram ser nomeados para Melhor Filme, fazendo história para a produtora, ameaça passar ao lado da edição deste ano.
gwyneth_paltrow5.jpg

Mas falando já da Weinstein Co. há certamente que ter em atenção a dois nomes: Mrs Henderson´s Presents e Transamerica. Ambos são o que se chama, filmes de actrizes. Raro em Hollywood, mas num ano em que os grandes titulos são extremamente masculinizados, pode revelar-se uma aposta certeira. E em campanhas e apostas há poucos como os Weinstein.
Mrs Henderson´s Presents é dirigido por Stephen Frears, um nome que desperta palavras elogiosas em Hollywood, e conta com um magistral (assim se diz) desempenho de Judi Dench. A actriz britânica já recebeu um óscar secundário muito polémico (apenas 10 minutos de pelicula em Shakespeare in Love) mas agora prepara-se para atacar o óscar principal. E conta com um elenco de luxo atrás de si onde se destaca Bob Hoskins, outro veterano.
mrs1.jpg

Transamerica ameaça ser um dos filmes indie do ano. Conta com Felicity Huffman (na moda graças ao sucesso da serie televisiva Desperate Housewives) num desempenho também apelidado de espantoso por quem já viu o filme. Huffman é um transexual que tem de se habituar à America conservadora, e que ao mesmo tempo procura o seu espaço e identidade.
O principal problema nas mãos da Weinstein Co. pode ser o de escolher entre Dench e Huffman para atacar a categoria de actriz principal. Mr Hendersons Presents terá pouca ambição fora das categorias ditas mais sérias, onde terá concorrência de peso, mas o seu jogo acenta todo em Dench. O mesmo se passa com Transamerica, sendo que Huffman procura assegurar a habitual vaga surpresa que já foi de Catalina Moreno ou Keisha-Castle Hughes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:59 AM | Comentários (0)

setembro 02, 2005

Oscarwatching 2005 - Columbia - Rival temivel

Apesar de ter começado por ser uma pequena produtora, hoje a Columbia é dos estúdios com mais óscares conquistados. E este ano, para não fugir à regra, a Columbia apresenta-se fortissima e pronta a atacar. Resta saber se no final a escolha recai no revisitar do passado ou na viagem a um mundo diferente.
columbia11_logo.jpg

Um pouco como a Universal, também a Columbia está com um problema de excesso de oferta. Daí que os próximos meses sejam essenciais para se perceber em que cavalos os estúdios irão apostar. A critica e o público terão uma palavra decisiva, mas no final as apostam até se podem dividir. E os grandes cavalos da Columbia dão pelo nome de All the King´s Men e Memoirs of a Gueisha.
O primeiro já valeu meia dúzia de óscares á produtora, no passado, corria o ano de 1949. Agora o remake, o primeiro de um filme galardoado pela Academia, conta com um elenco de peso com Sean Penn a recuperar o papel de Broderick Crawford. A ele juntam-se Anthony Hopkins, Jude Law, Kate Winslet, James Gandolfini e Patricia Clarkson. Um elenco de peso para o filme de Steven Zaillian mas que poderá querer não dizer nada. Afinal já se viram filmes cair por menos. E a pergunta que se faz é se na hora H, a Academia vai eleger o mesmo filme duas vezes. Há quem diga que não e que isso vai acabar por ser decisivo na escolha da Columbia.
picallthekingmen6.jpg

Caso isso aconteça quem passa automaticamente para primeiro plano é o musical de Rob Marshall ambientado no Japão do século XIX. Memoirs of a Gueisha conta com Zhang Ziyi, Gong Lee, Michelle Yeoh e Ken Watanabe e procura encantar a Academia através do decor e ambiente orientais, algo que já resultou em The Last Emperor de Bertolucci. Mas Marshall já viu um filme seu premiado em 2002 e muitos duvidam que repita a dose.
E depois há ainda o regresso de Polanski (o homem que tirou o óscar a Marshall) com o seu musical Oliver Twist, e Rent, filme de pequenas histórias onde pontifica Rosario Dawson. Ambos os filmes parecem ter pouquissimas chances de brilharem, a não ser que a critica os consagre de tal forma que seja impossivel aos estúdios não apostarem neles.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:36 PM | Comentários (0)

Verão Quente - Sienna Miller

sienna_miller22_jpg.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:06 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - Dreamworks - Que fazer?

Os estúdios estão claramente em baixa. Depois do fiasco de The Island falou-se mesmo em venda. Madagascar não foi o sucesso esperado e Munich pode passar para a Universal. Só Woody pode salvar a Dreamworks.
DreamWorks_logo.jpg

De facto, à partida, tudo parecia correr bem. O filme tinha War of the Worlds para as categorias técnicas e Munich para o resto das categorias. Mas os problemas financeiras praticamente inviabilizaram uma campanha aguerrida como o filme de Spielberg irá precisar. Por isso o realizador está tentado em deixar isso nas mãos da Universal, que co-produz o filme, deixando à Dreamworks a tarefa de reconquistar o óscar de melhor filme animado (num ano onde não houve Pixar), e de tentar que War of the Worlds consiga o máximo de nomeações técnicas possiveis.
Por isso resta Match Point, o drama de Woody Allen, talvez um trunfo para os estúdios. Poucos estão convencidos disso mas nomeações em argumento e actriz secundária (Scarlett Johansson) não são totalmente descabidos. E Woody Allen pode mesmo ajudar a salvar os estúdios de Spielberg.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:32 PM | Comentários (2)

Oscarwatching 2005 - New Line Cinema - Corrente alternativa

A New Line já não vive os dias de glória de Lord of the Rings, mas em 2005 não se vai poder queixar. Tem em mãos dois potenciais favoritos da critica. Quem sabe se daqui não sairá uma surpresa?
New_Line_Cinema.jpg

The New World marca o regresso de Terence Malick. E que regresso. Com uma fotografia e montagem fantásticas, o filme do mais poético dos realizadores em actividade promete conquistar tudo e todos. A critica pela forma como aborda o problema do choque de civilizações, e pela forma como filme os indios, os colonos, dois mundos que se cruzam, com uma simplicidade aterradora. O público pelas cenas de amor, pelo espalhafatoso guarda-roupa de época, e pela presença sempre entusiasmante de Colin Farrell. O filme é a história de Pocahontas mas sem os malabarismos da Disney e com o olhar clinico de Malick. Com um interessante elenco secundário, o potencial deste filme é tremendo. E depois de Days of Heaven e Thin Red Line, pode ser a terceira nomeação do australino.
world10.jpg

Já conquistou a critica. Diz-se que é o Cronenberg mais duro, mordaz, aquele que vai ficar para a história. Dizer isso de um autor que tem na bagagem Dead Zone, Dead Ringers, Crash ou ExisteNz é ousado. Mas A History of Violence promete. Promete muito. Viggo Mortensen, Maria Bello, William Hurt e Ed Harris estão lá a pontuar um argumento mortifero do canadiano. Conquistou a critica em Cannes (faltou um prémio), e ameça conquistar agora o público norte-americano. Será? Essa é a grande dúvida.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:12 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - Universal : O problema da fartura

Se existe algum estúdio em Hollywood que tem em mãos alguns dos grandes favoritos aos oscares, esse estúdio é a Universal. Depois de um ano onde Ray acabou por ser o filme de destaque, os miticos estúdios estao de regresso em força. Mas as opções são tantas que no final, o óptimo pode ser inimigo do bom.
UNIVERSAL_LOGO_BLK9.jpg

De facto a força da Universal pode vir a ser a sua queda. São quatro os potencias "oscarizáveis" que o estúdios tem em mãos. E se Cinderella Man deu um passo atrás, depois do enorme desastre de bilheteira em Junho, a verdade é que o estúdio ainda não excluiu definitivamente a hipótese de uma forte campanha de Inverno a favor do drama de Ron Howard. Só que isso coloca claramente um problema nas mãos do estúdio: o que fazer com os outros três filmes?
cinderella_man_ver21.jpg

O problema mais delicado para já dá pelo nome de Munich. O filme de Steven Spielberg foi originamente produzido pela Dreamworks. Mas a produtora está numa grave crise financeira e pode acabar a breve trecho, dedicando-se apenas ao cinema animado onde combate com a Pixar pelo lugar de destaque. Por isso há quem diga que o filme que todos esperam e que mesmo assim não tem levantado o entusiasmo que se esperava, possa ser distribuido e claro, apoiada pela Universal. O que faz com que haja muitos candidatos para um poleiro só: o favorito do estúdio.
Steven_N1.jpg

Quem pode sair a perder com esta indecisão é Jarhead. Filme de Sam Mendes, o primeiro grande drama sobre a Guerra do Golfo (Three Kings é ainda hoje um filme especial), conta com um elenco oscarizado e oscarizável. Uma boa premissa, um excelente trabalho de edição e de fotografia, mas que pode ser insuficiente na hora H. O filme estreia em Novembro (primeiro que Munich) e pode catalizar o apoio da critica e do público, mas se o impacto não for muito grande, a Universal pode mesmo deixar o projecto cair. A indecisão paira sobre a equipa do filme que apostou imenso na próxima edição dos óscars.
poster1_ljag.jpg

Quem poderá sair definitivamente a perder com esta politica interna da produtora são os filmes King Kong e The Producers. O primeiro marca o regresso de Peter Jackson, mas dificilmente deverá almejar mais do que algumas categorias técnicas, apesar de se prever um grande resultado de bilheteia. Já The Producers, um dos maiores sucessos da Broadway, era uma aposta pessoal de Nathan Lane e Mathew Broderick que a produtora parecia apoiar. No entanto a enchente de candidatos a número 1 da produtora parece ter deixado o filme orfão de apoio. E talvez esse tenha sido mesmo o canto do cisne para um projecto ambicioso.
13780k.jpg

E se em questão de filmes a confusão é grande, que dizer dos actores. Sem que o estúdio tenha uma actriz para apoiar, há uma verdadeira enchente nas categorias de actores. Decidir entre Munich, Jarhead e Cinderella Man pode também significar uma decisão entre Eric Bana, Jake Gyllenhall e Russell Crowe, para não falar em Daniel Craig, Peter Saarsgard e Paul Giamatti como secundários. Para não falar no elenco de King Kong e The Producers.
A confusão é muita na Universal e só no final do ano saberemos quais são os cavalos em que a produtora aposta. Até lá todos são candidatos de primeira linha. Mas como é raro a mesma produtora colocar dois filmes nos candidatos, alguém vai ficar pelo caminho. A pergunta é: Quem?

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:23 PM | Comentários (1)

Está quase...

superman-returns-20050831091915947-000.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:29 PM | Comentários (1)

Novidades

O projecto Elizabeth : The Golden Age tem mesmo luz verde. Geoffrey Rush e Cate Blanchett estão de regresso aos dias de glória de Isabel I de Inglaterra. Com eles estará também Clive Owen, que viverá a mitica personagem de Sir Walter Raleigh. A direcção continuará nas mãos de Shekhar Kapur que em Abril começará as filmagens.

Terence Malick adiou a estreia de The New World. O filme deveria abrir a 18 de Novembro mas o perfeccionismo do realizador na sala de pós-produção fez com que a estreia do filme ficasse marcada para Dezembro, ainda em dia a determinar. Há já quem diga que é a resposta da New Line à Universal, que também colocou, estrategicamente, o novo filme de Spielberg a estrear no final de ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:14 PM | Comentários (0)

setembro 01, 2005

Verão Quente - Winona Rider

rider5.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:04 PM | Comentários (2)

Oscarwatching 2005 - Warner Bros. - Sob o signo de Clooney

O estúdio vencedor em 2004 está desarmado em 2005. É facil perceber que a Warner é uma coisa, com e sem um filme de Clint Eastwood na manga. O ano passado a aposta em épicos como Alexander e Troy falhou a todos os niveis e acabou por ser Million Dollar Baby a salvar a face da produtora.
logowbr.jpg

Este ano não há Clint, e por isso a produtora não sonha alto. Mas tem um poderoso trunfo que pode (apesar de não ser muito previsivel) surpreender muita gente. O trunfo chama-se George Clooney.

O actor que agora também realiza (e quem diz agora diz desde o notável Confessions of a Dangerous Mind), tem dois projectos em mãos, uma como actor e outra como actor-realizador. E se o primeiro (Syriana) não deverá criar grande eco junto do público, da critica e por conseguinte, dos votantes, já o segundo tem deixado muitos de água na boca. Good Night and Good Luck é um projecto que tem imenso potencial. Uma drama a preto e branco que não só ressuscita os fantasmas do McCarthismo (que fizeram eco em Hollywood) como também explora um excelente elenco num guião seguro e quase imaculado. George Clooney realiza e passa para segundo plano, dando destaque ao já apelidado de "inesquecivel" David Straiharn. E se a Warner apostar tudo neste filme, um eventual "menino bonito da critica" pode criar muito maior impacto.
warnerbros123.jpgnorthcountrywb3.jpg

A terceira aposta da Warner também tem por base um filme pequeno, mas que nas secções femininas pode dar que falar. Falo de North Country, filme dirigido por Niki Caro e que tem nas performances das já oscarizadas Charlize Theron, Frances McDormand e Sissy Spacek o seu maior trunfo. A tipica "white-trash girl" tem tido imenso sucesso em Hollywood, e apesar de ser dificil ver Theron juntar uma segunda estatueta à que já conquistou por Monster (não se pode esquecer no entanto Swank), este é um sério candidato nas categorias de melhor actriz e melhor actriz secundária. Resta saber o que a Warner vai fazer com estes três nomes na manga.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:07 PM | Comentários (4)

Oscarwatching 2005 - Considerações gerais

Com razão, a maior critica que se aponta aos Óscares é serem, em primeiro lugar, os prémios da indústria. Não há considerações apenas sobre os aspectos artisticos ou provocantes das obras. Normalmente são as obras mainstream, que não contestam o status quo e os muitos tabus que ainda subsistem em Hollywood, que acabam vencedoras, quando, nesse mesmo ano, haveria certamente outros filmes ou trabalhos merecedores de recompensa.
cover-table_04.jpg

Porque os óscares, tal como o oscarwatching, são um jogo. Um jogo que se joga nos bastidores, entre os agentes desconhecidos dos grandes simbolos da industria norte-americana - os estúdios - e que decide, quase invariavelmente, o resultado. É quem faz melhor campanha, quem se mexe melhor junto dos votantes que acaba por levar a melhor. Não é uma verdade absoluta, mas é um facto verificável desde há muito. Por isso urge ver o que cada estúdio tem como trunfo para a campanha deste ano. É que muito passará por aí.

O ano passado pautou-se por um duelo entre a Miramax e a Warner Bros. No final foi mais a qualidade e o impacto de Million Dollar Baby, do que propriamente a campanha da Warner, que fez a diferença. É um facto, pela primeira vez os irmãos Weinstein fizeram melhor campanha mas mesmo assim sairam derrotados. Mas a verdade é que a campanha é fundamental. E por isso é importante conhecer quem joga porque estúdio e em quem poderão apostar os estúdios para discutirem as estatuetas mais apetecidas.
É um jogo sujo muitas das vezes mas compreende-lo é fundamental para se por em prática o chamado oscarwatching.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:37 PM | Comentários (1)

Oscarwatching 2005 - Previsões de Setembro

Arrancam hoje as primeiras previsões do Hollywood para a temporada de óscares que se adivinha.
Depois de já terem sido apontados alguns dos nomes que poderiam destacar-se em 2005, agora está na altura de olhar mais detalhadamente para cada uma das categorias. Prever nomeados e vencedores a esta altura do campeonato, quando 95% dos nomes falados ainda nem estrearam nos Estados Unidos, é praticamente irreal. Há nomes que parecem apostas consensuais, e mais ou menos, acerta-se sempre em alguma coisa. Mas quem será por exemplo, o Alexandre deste ano, que, na época passada, dominava todas as tabelas? E por inverso, haverá uma surpresa como foi Million Dollar Baby que irrompeu em Dezembro e arrasou a concorrência mais séria?
Seleccionar os nomes mais importantes (em alguns casos é ainda dificil distinguir entre 5-10 nomes em algumas categorias) e começar a pautar tendências é o principal papel destas previsões. Só em Novembro começa a haver certezas e mesmo no dia anterior ás nomeações continuarão a existir muitas dúvidas. Por isso o oscarwatching é um jogo. Um jogo sedutor e que o Hollywood se prepara para jogar, a partir de agora!
Oscarwatching2005a.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:26 AM | Comentários (4)

Veneza arranca

Já arrancou o 62º Festival de Veneza. A edição deste ano é pautada por um forte presença de um contingente norte-americano, com destaque para Good Night and Good Night de George Clooney, The Constant Gardener de Fernando Meirelles e Brockeback Mountain de Ang Lee, em competição. Fora dela vão estar, entre outros, In Her Shoes e Corpse Bride.
Portugal tem presença tripla com Manoel de Oliveira (Espelho Mágico), João Botelho (O Fatalista) e ainda, na secção de curtas, Alberto Seixas Santos (A Rapariga da Mão Morta).
Com o certame, está oficialmente aberta a temporada de prémios e assinalado o fim do Verão cinematográfico.
labiennale05.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:58 AM | Comentários (3)

O outro Hollywood

É de tal forma hilariante que não resisti. O Hollywood tem leitores diários mas agora também tem detractores diários. Pelo menos é o que parece. Qual espelho mágico, surgiu um outro "Hollywood". Ora vejam.
Pelo menos coragem e imaginação tem o autor. Cá para mim quer roubar o lugar ao João André. E agora até conseguiu publicidade gratuita. Digam lá que não há dias de sorte!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:53 AM | Comentários (7)