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setembro 19, 2005
Oscarwatching2005 - Previsões - Realizador
É sempre dificil suceder-se ao melhor realizador vivo, mas alguém terá de o fazer. Spielberg ataca o terceiro óscar mas não está sozinho. Há uma lista infindável de potenciais vencedores. É só escolher.





Steven Spielberg está ansioso por igualar Frank Capra na lista dos realizadores com três óscares da Academia. A produção de Munich foi feita a pensar exclusivamente na próxima temporada de prémios e a estreia tardia do filme confirma essa ideia. Que pode ter o seu lado positivo e negativo. Quanto a Spielberg, que é um dos maiores realizadores de sempre sem dúvida alguma, um terceiro óscar é possivel mas não é seguramente uma probabilidade tão forte quanto se pensa. Nestes casos a Academia pode achar que há outros nomes na lista, em espera, e mesmo premiando o filme, Spielberg pode ver acontecer o oposto do que sucedeu em 1998 quando venceu mas Saving Private Ryan não!
Sam Mendes é um dos meninos dourados de Hollywood e o seu sucesso em American Beauty confirmou-o como um dos mais talentosos realizadores no activo. Mas desde aí houve Road to Perdition, um tropeção que o cineasta procura compensar com Jarhead. O filme é completamente oscarizável e com ele, também Mendes. Mas um segundo óscar em tão pouco tempo também é uma aposta arriscada.
Depois de ter falhado a primeira nomeação com o aclamado Sense and Sensibility, e de ter sido derrotado por Soderbergh, no ano da sua estreia entre os nomeados com Crounching Tigger, Hidden Dragon, esta pode ser a terceira tentativa de Ang Lee para conquistar um óscar. Não será fácil já que, apesar de todo o louvor da critica ao seu trabalho em Brokeback Mountain, o filme parece ter demasiados contras para a Academia. Mas mesmo que o filme não seja nomeado, há grandes possibilidades do seu nome ser um dos cinco finalistas.
Os actores-realizadores são um fenómeno de sucesso em Hollywood, de Warren Beatty a Robert Redford, de Clint Eastwood a Kevin Costner. Este ano há dois nomes nessa categoria, mas um deles pode levar vantagem. George Clooney assina em Good Night and Good Luck. uma carta de amor ao pai, ao jornalismo, e á integridade humana. O filme tem tido grande aceitação, esteve por pouco para triunfar em Veneza, e é a grande aposta da Warner Bros este ano. Clooney é talentoso (quem viu Confessions of a Dangerous Mind sabe do que falo), é popular e um fortissimo candidato.
Habitualmente há um realizador, cujo filme não está entre o top5, que acaba nomeado. Terrence Malick pode ser esse homem se The New World não conseguir uma nomeação para Melhor Filme (nomeações técnicas estão praticamente asseguradas). O texano já viu os seus dois ultimos filmes - Days of Heaven e The Thin Red Line - nomeados, mas só conquistou uma nomeação pelo último. Pelo seu prestigio e talento, seria normal vê-lo entre os finalistas.
OUTROS CANDIDATOS
Rob Marshall (Memoirs of a Gueisha) - Perdeu um óscar que parecia certo em 2002 e não vai querer que o mesmo se repita. E a Academia pode ser sensivel a isso. Dizem-se maravilhas do seu trabalho em Memoirs of a Gueisha, mas no seu caso, será a critica e o sucesso do filme a ditarem o seu futuro.
James Mangold (Walk the Line) - A cada dia que passa fala-se cada vez mais - e melhor - de Walk the Line. E muito se deverá a este homem que tem em Taylor Hackford um exemplo que quererá certamente seguir.
Tommy Lee Jones (The Three Burrials of Melquiades Estrada) - Se a fórmula de actor-realizador falhar com Clooney, há sempre Tommy Lee Jones. O seu filme foi aclamado em Cannes e tem agora um sólido apoio da Sony Pictures. Por isso, pode bem ser uma surpresa de final de ano.
Stephen Frears (Mrs Henderson´s Presents) - Mais um realizador respeitado em Hollywood que tem aqui um trabalho que lhe pode garantir uma nomeação. No entanto, tal como Mangold, o sucesso de Mrs Henderson´s Presents será decisivo para a sua candidatura.
Fernando Meirelles (The Constant Gardener) - A sua nomeação pelo fabuloso Cidade de Deus foi surpresa. Uma segunda por The Constant Gardener seria uma confirmação. Do talento e olho deste brasileiro que descobriu um Quénia negro e transformou-o no cenário de uma história espantosa. O sucesso nas bilheteiras e na critica podem vir a ajudar na hora H.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às setembro 19, 2005 07:46 PM
Comentários
Concordo contigo, Miguel: ao contrário do que muitos afirmam, dubido que a Academia esteja pronta para incluir Spielberg, seu "wonder boy", no seleto rol dos realizadores que ganharam 3 Óscares, como William Wyler e Capra.
Publicado por: Gustavo H. Razera às setembro 24, 2005 06:20 PM
Miguel, pessoalmente tenho como tu grandes expectativas no Brokeback. Tem todos os condimentos para ter sucesso...todos menos o tal tabu gay da Academia. E com a concorrencia de filmes mais ao gosto da Academia como o Walk the Line, o Cinderella ou o The New World, pode perder mts votos. Mas para já tem conquistado tudo e todos e merece a duvida. Em Dezembro veremos como correm as coisas. Até lá é uma das minhas duas apostas pessoais que podem falhar mais facilmente!
Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às setembro 20, 2005 05:08 PM
Pessoalmente, penso que estás a apostar demasiado no Brokeback Mountain. Adoro o Ang Lee e adorei que o filme tivesse vencido o festival de Veneza, e aquele trailer só indica um filme de 5 estrelas, mas pelas tuas previsões até ao momento presumo que também o irás indicar para melhor filme. Espero que o filme seja muito bom (tudo indica que sim), e se se confirmar, espero que receba todas essas nomeações, mas sinseramente, duvido.
Cumprimentos.
Publicado por: Miguel Galrinho às setembro 20, 2005 03:11 PM
Tens toda a rzão Duarte, claro que ele é americano! um abraço
Ricardo, isto é um jogo de apostas, baseado no conhecimento previo que se tem de várias instituições, onde a Academia é a cereja no topo do bolo. Não é fácil adivinhar os vencedores mas é fácil perceber como é que as coisas vão correr ;-)
Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às setembro 20, 2005 02:07 PM
Só para corrigir um pequeno erro - Terrence Malick não é australiano.
Publicado por: Duarte Oliveira às setembro 19, 2005 11:42 PM
Viva,
Sei que estou a insistir num tema que já explicaste a lógica mas continua a fazer-me alguma confusão falar de favoritos quando alguns filmes ainda estão a ser rodados.
Abraço,
Publicado por: Ricardo às setembro 19, 2005 09:44 PM