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setembro 02, 2005

Oscarwatching 2005 - Dreamworks - Que fazer?

Os estúdios estão claramente em baixa. Depois do fiasco de The Island falou-se mesmo em venda. Madagascar não foi o sucesso esperado e Munich pode passar para a Universal. Só Woody pode salvar a Dreamworks.
DreamWorks_logo.jpg

De facto, à partida, tudo parecia correr bem. O filme tinha War of the Worlds para as categorias técnicas e Munich para o resto das categorias. Mas os problemas financeiras praticamente inviabilizaram uma campanha aguerrida como o filme de Spielberg irá precisar. Por isso o realizador está tentado em deixar isso nas mãos da Universal, que co-produz o filme, deixando à Dreamworks a tarefa de reconquistar o óscar de melhor filme animado (num ano onde não houve Pixar), e de tentar que War of the Worlds consiga o máximo de nomeações técnicas possiveis.
Por isso resta Match Point, o drama de Woody Allen, talvez um trunfo para os estúdios. Poucos estão convencidos disso mas nomeações em argumento e actriz secundária (Scarlett Johansson) não são totalmente descabidos. E Woody Allen pode mesmo ajudar a salvar os estúdios de Spielberg.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às setembro 2, 2005 10:32 PM

Comentários

O Oscarwatching não é uma ciência exacta, mas é algo que já faço há quase uma década, e quando se vive um pouco nisso começam-se a perceber as regras do jogo. Sabemos que nem sempre (ou quase nunca) a Academia premeia os melhores. A minha lista pessoal de melhores do ano, desde 1927, tem pouquissimas equivalências aos prémios da Academia. Mas ao saber-se as regras do jogo, pode antecipar-se os mais variados cenários. Neste momento não posso antecipar vencedores, e já nomeados será sempre dificil. Mas as tendências, as regras habituais, e o truques de Hollywood, permitem ter, para mim, com meio ano de antecedência, uma visão mais clara do que vai acontecer. Não raro é em Dezembro, entre amigos eu discutir isso, e chegar á conclusão que já nessa altura, e mesmo sem ver muitos dos filmes, já acertei, não apenas em quem ganha, mas no destino que cada filme terá. É que Hollywood tornou-se, pelo menos para mim, previsivel quanto baste. Mas nunca se sabe, pode ser que este ano me surpreenda.
um abraço

ps: gosto muito destes últimos Allens, desde o Anything Else e espero um bom drama neste Match Point.

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às setembro 3, 2005 01:05 AM

Viva,

Woody Allen nos Óscares? Parece-me algo remota esta hipótese pois este já entrou há muito tempo no campo das não surpresas, é duma qualidade que já não chama à atenção (apesar de alguns bons filmes mas longe da sua fase inicial ou até da fase Balas sobre Broadway). O problema de Allen é estar demasiado à margem para que a Academia aposte em premiá-lo ... mas nestas coisas nunca se sabe! Quanto à Scarlett Johansson já acho a hipótese mais credível.

E espero que a Dreamworks não esteja é dependente de Allen para os resultados na bilheteira porque então é que vai mesmo ser posta à venda.

Abraço,

P.S. Não deixa de ser sintomático que estas conjecturas se façam antes da estreia e visionamento da maioria dos filmes. Voluntariamente, Miguel, contribuis para alimentar um jogo viciado à partida. Não é uma crítica, mas sim a constatação que os Óscares só fazem parte do glamour do cinema e estão cada vez mais distantes de premiar os melhores.

Publicado por: Ricardo às setembro 3, 2005 12:30 AM

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