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outubro 31, 2005
Hollywood Acusado de Plágio - Direito de Resposta
É uma acusão demasiado grave para ficar sem resposta. O direito de resposta é, aliás, um direito que assiste a todos os cidadãos injustamente difamados. Foi o que aconteceu comigo, director do Hollywood, por um blogger que apreciava bastante, Rui Luis Lima, autor do blog A Paixão do Cinema.
Devem recordar-se que, aquando da estreia do documentário Inside Deep Troath, o Hollywood publicou um artigo de opinião - inaugurando as quartas-feiras opinativas por cá - sobre se a Pornografia seria cinema. Dias antes, o Rui Luis Lima escreveu exactamente um artigo sobre esse mesmo tema - como muitas revistas, sites e blogs certamente - que eu li, gostei e recomendei no Hollywood, algo que não é muito usual, mas que, naquele caso, era merecido. Ficou prometido para dias depois a opinião do Hollywood sobre o tema, já avisado estavam que era em muito semelhante, até porque havia influências comuns na maneira de pensar do Rui Luis e minhas. E assim, dias depois, nasceu o artigo de opinião "Será a Pornografia Cinema?".
Em que consiste esta infame acusação?
Diz no seu blog o Rui Luis Lima que o trabalho de "copista" foi muito bem feito. Para que não restem dúvidas, aqui fica o artigo dele.
Onde ele vê copismo eu vejo o mesmo tópico, a mesma questão mas, absolutamente, desenvolvimentos diferentes. Onde ele se esforça por falar do filme original, eu dedico mais tempo à própria questão de genero. Não existe uma frase, uma única expressão semelhante. Basta ler e comparar. A única situação comum, a questão "será a pornografia um género cinematográfico?" foi a questão da semana em várias publicações e Rui Lima não é proprietário dela. Tenho seguido o trabalho de Rui Lima com atenção mas de uma coisa ele pode ter a certeza:o Hollywood não necessita de inspirações e, muito menos, de plagiar o trabalho dos outro.
Infelizmente o Hollywood já foi muitas vezes plagiado por outros blogs. Não sou cego, tenho olhos de ver. Mas nunca me incomodei muito, não por não ser grave, mas porque não achei que valia a pena o trabalho. E por saber o que é o plágio, sinto-me duplamente injustiçado nesta acusação.
O Hollywood é um dos blogs mais visitados de Portugal. Tem milhares de visitas por dia há ano e meio e nunca plagiou nenhum texto. Não seria agora que iria começar. Não o foi! Acusar o Hollywood de plágio é indigno de qualquer um e poder-se-ia esperar de qalquer um mas nunca do Rui Luis Lima. Faze-lo publicamente, sem qualquer percepção do sentimento de honra de um individuo, sem qualquer pré-aviso, é manifestamente cobarde. Comportamentos destes num espaço que devia ser de pluralismo e de amizade nunca poderão ser bem vindos. O Hollywood tem os seus admiradores e os seus detractores. Mas ambos reconhecem o valor e a honestidade deste espaço. Quando se coloca em causa a honra sem provas - Rui Lima não apresentou nenhuma, nem mesmo uma simples frase - abre-se a porta para os mais vis comportamentos. Há alguns meses noticiei um blog que se divertia a gozar com este espaço. Agora, infelizmene, sou obrigado a defender a honra deste espaço de ataques sem sentido, vindos de alguém que admirava sinceramente.
Pela última vez, o Hollywood não alinha em plágios. Nunca o fez nem nunca o fará. E não pode deixar passar acusões deste calibre. Insultos deste género apenas nos deixam ver que, é triste mas é verdade, infelizmente, nem todos são o que parecem ser!
Miguel Lourenço Pereira
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:52 PM | Comentários (18)
Antevisão - Jarhead
Não é um filme de guerra. É um filme sobre a guerra. Sobre o impacto que ela tem num pelotão em plena Guerra do Golfo. Não esperem batalhas, cenas de um heroismo nunca antes visto. Neste pelotão não há herois, só homens vulgares. Para eles, estar ali não significa nada. E este é um filme sobre a monotonia de se ser soldado.

O novo filme de Sam Mendes estreia na próxima sexta-feira nos Estados Unidos mas muito pouca gente sabe o que esperar. O critico David Poland, um dos mais respeitados criticos de cinema norte-americano, arrasa o filme de alto a baixo. Outro dos grandes nomes da critica americana, Emmanuel Levy, pelo contrário, exalta a coragem de Mendes em fazer um filme de guerra nada convencional. Em que ficamos?
O facto é que desde há muito que uma nuvem de incerteza paira sobre Jarhead. O livro escrito por Anthony "Swoff" Sworfford, marine norte-americano estacionado no Iraque durante a Guerra do Golfo, foi um sucesso de vendas e a história pareceu interessante o suficiente para conseguir convencer Mendes a voltar á realização, depois do fracasso que foi Road to Perdition. A verdade é que o jovem realizador inglês, depois do sucesso de American Beauty, não esperava uma reacção tão negativa ao seu trabalho seguinte, e desde então tem-se mantido afastado de Hollywood. Será que este seu regresso segue as linhas do seu primeiro filme, um trabalho de grande imaginação e irreverência, ou terão ficado sequelas da eperiência falhada que foi o filme de gangster com Tom Hanks, o mais improvável dos assassinos a sangue frio, a liderar o elenco?

A história de Jarhead é bem diferente da que encontramos nos outros filmes de guerra que têm feito o mosaico da sociedade norte-americana dos últimos trinta anos. Semelhanças com Deer Hunter, Apocalipse Now, Platoon ou The Thin Red Line não devem surgir ao longo do filme. Aqui há mais um sentimento herdado directamente de Full Metal Jacket, mas com uma visão menos negra e mais divertida do que é ser um marine. O próprio titulo - alusivo ao corte raso dos soldados norte-americanos - indica que não estamos diante de uma história convencional. Seguimos o soldado Swoof, um jovem acabdo de chegar ao Iraque. Não interessa aqui a sua posição sobre legitimidade da guerra, dos mortos inocentes, das baixas entre os colegas ou nada que se lhe pareça. Em Swoof há uma imensa despreocupação por tudo á sua volta. E é para explorar esse vazio que existe nos soldados durante uma guerra - não as suas preocupações ou sentimentos sobre a guerra - que vive a suprema ironia de Mendes. Entre o dia a dia, a monotonia das mesmas caras e das mesmas paisagens, vão-se criando laços de amizade no pelotão, vivem-se situações embaraçosas, mas nunca se vive como um soldado. Ou, pelo menos, como o soldado que o cinema idealizou e que todos nós nos fartamos de ver, filme atrás de filme, onde só muda o actor. A personagem, essa é sempre a mesma.

No elenco deste Jarhead destaca-se Jake Gyllenhal. O jovem actor está a ter o ano da sua vida. Para além de viver o protagonista do filme é ainda parte do elenco de Brokeback Mountain e Proof, dois titulos interessantes e a seguir com atenção. Com o seu ar masculo, o corte de cabelo á tropa, e uma imensa frieza, Gyllenhal consegue viver bem a sua personagem, com um enorme á vontade, e isso é meio caminho andado para seguir o espirito do Swoof original. Já á sua volta vive um imenso pelotão de figuras e figurões onde há o eterno instrutor durão - neste caso vivido com estilo pelo recém-oscarizado Jamie Foxx - o amigo insperável de Swoff - mais um papel inesquecivel de Peter Saasgard ao que se pensa - e um grupo de competentes actores, prontos a viver estes quase "não-soldados".
E a comandá-los está o talentoso Mendes, que continua a ser demasiado irreverente para muitos. Dono de uma ironia mordaz, o britânico encontra neste palco de guerra bem actual, a base perfeita para desenvolver uma teoria sobre o nada, com todo o peso simbólico que isso acarreta.

Uma das cenas mais faladas do filme centra-se á volta de um grupo de soldados que decide ir ver um filme pornográfico. O entretenimento está garantido, mas, a meio da projecção, um dos recrutas descobre na actriz, a sua mulher. Poland critica a falta de emotividade da cena. Talvez a essência de Jarhead esteja nisso mesmo. Nem tudo tem de ser emotivo apenas porque o cinema assim o tem feito nos últimos 100 anos. Há momentos em que os sentimentos, sejam eles de compaixão, amizade, diversão, desaparecem num burraco. Fica um vazio. O vazio que uma bala deixa no corpo de um soldado. O vazio que uma retirada em pleno campo de batalha deixa na alma de um homem. O vazio que Sam Mendes nos quer mostrar em Jarhead.
O QUE SE DIZ
"Jarhead presta tributo a uma unidade militares, neste caso os snippers dos Marines, ao mostrar que o espirito de equipa e a natureza do grupo, ao mesmo tempo que nunca neglegencia as especificidades de cada um dos soldados."Emmanuel Levy.com
"Jarhead é o Seinfeld da temporada...um filme sobre nada!"David Poland - The Hot Button
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:25 PM | Comentários (0)
O Jovem Lecter
Depois do sucesso de The Silence of the Lambs, têm surgido uma série de filmes sobre a personagem interpretada originalmente por Anthony Hopkins. No entanto, Red Dragon e Hanniball estiveram muito longe do sucesso do filme original. Agora surge mais uma quarta adaptação da tenebrosa personagem.
Em Behind the Mask : The Young Hanniball, tenta-se voltar atrás no tempo e perceber-se as origem do assassino mais popular dos últimos anos. Para viver a personagem que gosta de comer censores com um pouco de Chianti, foi escolhido o jovem francês Gaspard Ulliel.
Rhys Ifans, Kevin McKidd, Richard Brake e Gong Li completam o elenco do filme dirigido por Peter Webber. O filme, que será narrada pelo próprio Hopkins, estreia em Maio de 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:23 PM | Comentários (0)
Gerard Depardieu diz adeus
Um dos maiores actores europeus de sempre está pronto para se despedir do mundo do cinema. Gerard Depardieu tem vindo a interpretar nas últimas quatro décadas papeis inesqueciveis, tendo talvez atingido o ponto mais alto da sua carreira com Cyrano de Bergerac. Agora, aos 56 anos diz que está na hora de parar.
O seu último filme foi Michou d´Auber mas foram seis os filmes que protagonizou no último ano. Previsto estava o seu regresso á divertida aldeia dos irredutiveis gauleses, mas parece que os produtores de Asterix vão ter de encontrar um novo Obelix.
Depardieu despede-se assim, mas muitos acreditam que será um "até já" e não o irredutivel adeus à profissão que o celebrizou nos quatro cantos do mundo.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:16 PM | Comentários (1)
Lord of War - Não há arma que lhe valha!
O que é suposto apanhar neste Lord of War? Um documentário sobre o tráfico de armas nos últimos vinte anos, narrados de forma maçadora e sem qualquer sentido cinematográfico, ou o drama inexistente de uma personagem que se pedia mais trabalhada, mas que, percebe-se, não tem história suficiente para ser digna de um filme. De qualquer das formas, Lord of War (diz-se War Lord) é um dos fracassos do ano!
Filme de ![]()

O filme começa. A apresentação, muito imaginativa, leva-nos a seguir o percurso que faz uma bala, desde o seu "nascimento" até ao momento em que se ajola no crânio de uma qualquer criança num qualquer país da África subsariana. Já aqui temos uma ideia do que vai sair. Uma serie de lugares comuns, cheios de ideias politicamente correctas sobre o mal que as armas causam no mundo, que os vilões são, não só os grandes ditadores, mas os grandes paises mundiais. Tudo isso se confirma com o texto que surge no final do filme. Ora, se o que se antevia ao inicio é o que é escarrapachado no ecrã quando o filme termina, a ideia que se tem do que ficou pelo meio nunca pode ser atraente. Ou melhor, poder podia. Só que neste caso, definitivamete não o é.
Talvez o grande defeito do filme comece no primeiro plano após o genérico. De forma muito cuidadosa (e pretenciosa) Andrew Nichol lá filma balas muito arrumadnhas no chã de um qualquer país em guerra, e encontramos depois Yuri Orlov. Qual anfitrião de um show televisivo, ele apresenta-se e apresenta o filme. Será o nosso narrador durante toda a duração da longa-metragem, qual documentário National Geographic. Há narradores e narradores. Morgan Freeman em Shawshank Redemption ou Million Dollar Baby é o exemplo de como se deve utilizar um narrador num filme. Neste filme, Nicholas Cage, consegue o oposto. Mostra tudo o que não se deve fazer. Texto superfulo, narrativa que deveria ser explorada em imagens é reduzida a meia dúzia de frases, imagens que dispensavam mil palavras, são substituidas por uma verborreia verbal incontrolável. Nichol pensa certamente que o seu público não é dos mais inteligentes, porque tem clara dificuldade em acreditar que o negócio de tráfico de armas, uma paixão por uma mulher deslumbrante ou o vicio da droga, tem de ser algo explicado por um narrador. É nesse paternalismo, bastante irritante, que o filme se vai movendo. O que está em causa, nem é a vida de Yuri Orlov, pouquissimo interessante e ainda menos recomendável (va lá, pensamos nós, ao menos ele não vende ao Bin Laden).
É o comportamente dúbio que Nichol tem para com o negócio de armas, o verdadeiro protagonista do filme.

Por um lado, Nichol apresenta o lado fascinante e sedutor deste tipo de vida. Apesar da figura de Orlov - interpretada com os habituais tiques de Nicholas Cage, que é de longe, o melhor que o filme tem para oferecer - ficamos imediatamente com a ideia de que não há nada sedutor e atraente no tráfico de armas .Mas o realizador-argumentista lá demora o seu tempo a perceber isso, e utiliza um pouco a imagem do frágil irmão mais novo (pessimo desempenho de um actor que ainda não provou que o é verdadeiramente, Jared Leto) para servir de escape. Pelo meio temos o conflito entre traficantes - com um final brutal visualmente, mas patético narrativamente - e uma serie de lugares-comuns que o humor de Cage vai colmatando com algum estilo, que nunca encontramos no guiã. As persoangens são as mais superfulas possiveis (Leto, Moynahan, Holm, Hawke) e é o próprio Cage que se limita a transportar cá para fora a ideia turbulenta que tem de Orlov. Pena não ter tido um guião mais interessante. A sua presença na Libéria, no meio do ditador local e do seu filho desvairado, não acrescenta absolutamente nada aquele que devia ser o tema em foco. Para além de algumas frases politicamente correctas e alguns dados estatisticos, mais maçadores que o orçamento de Estado, não encontramos a mensagem profunda que se esperava contra o tráfico de armas. Nem contra, nem a favor, nem nada. E hoje em da um filme sem mensagem que se quer fazer passar por um filme cheio de mensagens, é um logro. É assim o cinema existencialista de Gus Van Sant (quem descobrir alguma mensagem na sua última trilogia faça o favor de o comunicar á redação) e é assim esta aventura no universo das kalashnikovs e afins. Há alguns sinais do compromisso politico que existe á volta do negócio, da brutalidade do tráfico de armas nas populações (a melhor cena do filme é quando uma jovem pergunta a Orlov se o seu braço volta a crescer), mas estão tão escondidos, e feitos com tão pouca mestria, que chega a meter dó.
No final de contas, Lord of War é um falhanço em toda a linha porque não ter qualquer ironia e sarcasmo que se aproveite, e porque falha em enterter, aquele que certamente seria o seu segundo objectivo, por pura incompetência daqueles que deliniaram o projecto final de um filme do qual se esperava bem mais.
Classificação - ![]()
O Melhor - O desempenho de Nicholas Cage. Apesar de estar longe da sua melhor forma, continua a ser um dos actores mais versáteis e talentosos do cinema norte-americano.
O Pior - O estilo narrativo adoptado e a falta completa de ideais e de ideias.
Curiosidade - O filme é baseado numa personagem veridica que ainda hoje trafica armas pelo mundo, causando milhares de mortos todos os anos. Mas curiosamente, no final do filme, a culpa atribuida aos governos dos cinco maiores paises, quase que desculpa as duas horas de filme a que assistimos.
Site Oficial - www.lordofwarthemovie.com
Realizador - Andrew Nichol
Elenco - Nicholas Cage, Ian Holm, Jared Leto, ...
Produtora - Lions GateDuração - 122 m
Classificação - m/12
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:50 AM | Comentários (13)
outubro 30, 2005
Novidades de elencos
Delirious é o novo filme de Tom DiCillo e conta com um elenco muito interessante. Steve Buscemi, Alisson Lohman e Michael Pitt estão juntos neste filmes sobre um fotógrafo (Buscemi) que quer tirar a melhor foto da sua carreira. Pelo caminho vai encontrar um sem abrigo (Pitt) e uma actriz celebre, e juntos vão entrar numa relação de amor-ódio a três. O filme tem estreia agendada para Dezembro do próximo ano.
Johnny Depp vai ser a estrela da adaptação de Shantaram. O filme conta a história de um viciado em heroina que acaba por se tornar médico num bairro de lata na India, e que por amor, se vai juntar a uma causa: a guerra do Afeganistão. O argumento vai ser escrito por Eric Roth, depois da primeira adaptação por parte do autor do livro, Gregory David Roberts, não ter convencido os estúdios.
Depois de Clive Owen e Julliane Moore terem sido confirmados no elenco de Children of Men, agora foi a vez de Chewitel Ejiofor juntar-se á equipa do novo filme de Alfonso Cuaron. Ejiofor vai ver o lider de um bando de rebeldes pronto a raptar o primeiro bebé nascido em vinte anos, bebé esse que é protegido por Clive Owen.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:19 AM | Comentários (1)
Aquelas frases...
"Liberty Valance taking liberties with the liberty of the press?"

in The Man Who Shoot Liberty Valance
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:24 AM | Comentários (0)
outubro 29, 2005
Brad "Jesse James" Pitt
Continua em filmagens o novo filme de Brad Pitt, o western The Assassination of Jesse James by The Coward Robert Ford. O filme, como o titulo bem explicita, conta a história da morte do famoso pistoleiro Jesse James, morto á traição por um dos membros do seu bando. No filme Pitt é Jesse James e Casey Affleck será Robert Ford. O filme é dirigido por Andrew Dominik.
Entretanto a actriz Angelina Jolie, abandonou as filmagens do filme animado Beowful, quando o seu colega Ray Winstone comentou com a imprensa que Jolie e Brad Pitt tinham já dado o nó. Jolie terá voado para junto de Pitt e ameaça só voltar ás rodagens do novo trabalho de animação de Robert Zemeckis, quando Wisntone pedir publicamente desculpa.
Cliquem na imagem de Brad Pitt para consultar a restante galeria das filmagens.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:17 AM | Comentários (1)
Lohan junta-se a Bobby
O novo filme de Emilio Estevez vê a cada semana que passa o seu elenco a ficar cada vez mais completo. Apesar de nenhum actor ter sido ainda escalado para viver a personagem que dá o titulo ao filme - Robert "Bobby" Kennedy - a verdade é que esta semana três novos actores se juntaram ao elenco.
Entre eles o destaque vai claramente para Lindsay Lohan. A problemática "teen-queen" tinha pedido que olhassem para ela como uma actriz séria e a resposta parece ter sido imediata. Depois de ter rodado o novo Altman, A Prairie Home Companion, a actriz de 18 anos vai viver uma jovem que casa com um rapaz que quer assim evitar ir para a guerra do Vietname, mas que acaba por se apaixonar pelo irmão do seu novo marido. Esta é apenas uma das várias histórias que vão percorrer os corredores do hotel onde Robert Kennedy está instalado no seu último dia de vida.
Quem também se juntou ao elenco foram Shia La Beouf e Brian Geraghty que também está no elenco de Jarhead.
Bobby tem estreia agendada para o próximo ano e conta já com Anthony Hopkins, Demi Moore, Elijah Wood, Sharon Stone e ainda Emilio Estevez que também dirige o filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:36 AM | Comentários (0)
outubro 28, 2005
Oscarwatcing - Vencer sem campanha?
A grande noticia que chega esta semana do universo oscarwatching centra-se à volta do desejo expresso de Joaquin Phoenix em não fazer qualquer tipo de campanha à volta da sua mais que certa nomeação ao óscar de Melhor Actor. O actor confessou já que não tem qualquer desejo em fazer sessões com os membros da imprensa estrangeira em Hollywood e com alguns dos lobies da Academia, e que depois das habituais conferências de imprensa aquando da estreia - a 30 de Novembro - de Walk the Line, mas ninguém o vai ver a publicitar o seu trabalho.
Espera-se que o estúdio o faça por ele - a Fox tem uma forte campanha apostada á volta deste filme - e quanto á sua colega de filme e também provável nomeada, Reese Whiterspoon, espera-se igualmente uma campanha feroz. mas com a corrida de melhor actor cada vez mais complexa, a questão central é se é possivel triunfar sem apostar numa campanha forte, como aconteceu no ano passado com Jamie Foxx.

Num artigo para a FoxNews, Roger Friedman fala ainda do facto dos outros dois grandes favoritos ao óscar - Philiph Seymour-Hoffman e David Straiharn, não serem nomes muito conhecidos do público, e também não estarem dispostos a entrar em campanhas ferozes. Além do mais ambos vêm de filmes pequenos, tendo em conta as grandes produções do ano que começam agora a chegar ás salas, e por isso as suas próprias produtoras não têm grande espaço de manobra.
Mas se Phoenix parece estar certo (e Hoffman também, apesar de haver quem duvide do seu real potencial junto da comunidade actores, que é quem nomeia os cinco finalistas). a verdade é que a corrida está totalmente aberta. Tanto Ralph Fiennes como Viggo Mortensen, Johnny Depp, Tommy Lee Jones ou Cilian Murphy apresentam-se como representantes de filmes de pequeno orçamento que correm o risco de serem potenciais nomeaveis. E contra eles estarão os actores em destaque nos filmes do ano, tais como Eric Bana, Jake Gyllenhal, Russell Crowe, Heath Ledger, Colin Farrell e o próprio Phoenix. Será que no final o peso da campanha publicitária que já se sabe que os grandes estúdios vão fazer para promover os seus actores poderá fazer a diferença em relação aos potenciais nomeados vindos de filmes de pequena projecção? Ou, pelo contrário, será o carisma que cada um colecciona dentro do grupo de actores que faz parte dos quadros da Academia que fará a diferença? O lado para que pender a balança determinará sempre o alinhamento dos nomeados, que poderá ser totalmente diferente num caso ou noutro. Tirando aqui o exemplo de Johnny Depp e Russel Crowe, a maioria destes nomes são vistos como, ou muito jovens (Bana, Gyllenhall, Ledger, Phoenix, Murphy), ou muito fora do padrão preferido da Academia (Mortensen, Fiennes, Lee Jones, Seymour-Hoffman, Straiharn). Parecendo que não, isso poderá fazer muita diferença no final de contas. E recusar-se a fazer publicidade poderá ser um grande risco para qualquer actor, mesmo para o principal favorito.

Esta semana também estiveram em destaque as nomeações para os primeiros prémios independentes do ano. Por serem organizações independentes, o seu impacto junto da Academia ou da imprensa estrangeira de Hollywood é muito reduzido. Mas estas nomeações servem para confirmar nomes e deitar outros por terra. Nos BIFA ficou confirmado o potencial de três filmes: Mrs Henderson Presents, The Libertine e The Constant Gardener. Dos três, talvez só o primeiro consiga discutir as categorias principais, mas para os actores dos outros dois filmes isto são claramente boas noticias. Já em relação aos Gotham Awards, nota positiva para o filme Crash que continua a ser falado, apesar da estreia ter já quase meio ano, e para a confirmação de Brokeback Mountain, Capote, A History of Violence e Good Night and Good Luck. como os filmes que mais provavelmente vão conquistar os prémios da critica este ano.

E por falar em outros prémios, em destaque estive igualmente o National Board of Review. Apesar de ser uma das mais antigas instituições a atribuir prémios, e por se ter afirmado como aquela que abre, oficialmente, a temporada, o National Board of Review (ou NBR) sempre foi misterioso por nunca realmente ninguém conhecer os seus membros. Não era uma organização de criticos, produtores ou elementos de qualquer sindicato. E esta semana a polémica estalou com alguns antigos membros do NBR a acusarem a associação de ser uma organização sem qualquer sentido, apenas com o intuito de proteger interesses pessoais. Uma polémica que promete continuar até porque os grandes rivais do NBR - as associações de criticos especializados - vão aproveitar-se certamente desta polémica para deixar bem vincado o seu habitual "ódio" em relação aos prémios do National Board of Review.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:11 PM | Comentários (0)
Libertine e Mrs Henderson Presents dominam nomeados aos BIFA
Os prémios de cinema independente britânica lançaram hoje - tal como os seus congeneres de Nova Iorque - os nomeados aos prémios dos melhores do ano. Duas produções inglesas que se prevê que tenham algum impacto nos EUA - Mrs Henderson Presents e The Libertine - lideram a corrida com oito nomeações cada. Logo atrás vêm The Constant Gardener, filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles mas de produção britânica, e A Cock & Bull Story.

Mrs Henderson´s Presents é uma das grandes promessas do ano. Apoiado pela máquina publicitária dos irmãos Weinstein e com forte apelo da critica britânica, o filme conta com uma Judi Dench em grande forma. A actriz foi nomeada - é uma das favoritas ao óscar - e a ela juntam-se na categoria de melhor actriz, Natasha Richardson (Asylum), Emily Watson (Wah-Wah), Joan Allen (Yes) e Rachel Weisz (The Constante Gardener).
Jonnhy Depp está em destaque também ao liderar o elenco de The Libertine, filme também da nova companhia dos irmãos Weinstein, e que lhe pode valer a terceira nomeação consecutiva ao óscar. O actor é favorito para vencer a categoria de melhor actor mas tem forte concorrência por parte de Ralph Fiennes (The Constant Gardener) e Bob Hoskins (Mrs Hendersons Presents). Para além destes surgem nomeados Chiwetel Ejiofor (Kinky Boots) e Matthew MacFayden (In My Father´s Den).
Fernando Meirelles, Stephen Frears, Michael Winterbottom, Neil Marshall e Laurence Dunmore são os cinco concorrentes ao prémio de melhor realizador.
Destaque ainda para os cinco filmes estrangeirs escolhidos pelo juri dos BIFA. Crash, Der Untergang, Broken Flowers, The Woodsman e Sequestro Express.
Os BIFA anunciam os vencedores a 30 de Novembro e vão aproveitar para homenagear na cerimónia de entrega dos prémios a jovem Keira Knightley e ainda a actriz Tilda Swinton.
NOMEADOS
MELHOR FILME
A Cock & Bull Story
The Constant Gardener
The Descent
The Libertine
Mrs Henderson Presents
MELHOR ACTOR
Ralph Fiennes – The Constant Gardener
Matthew MacFadyen – In My Father’s Den
Chiwetel Ejiofor – Kinky Boots
Johnny Depp – The Libertine
Bob Hoskins – Mrs Henderson Presents
MELHOR ACTRIZ
Natasha Richardson – Asylum
Rachel Weisz – The Constant Gardener
Judi Dench – Mrs Henderson Presents
Emily Watson – Wah-Wah
Joan Allen - Yes
MELHOR ACTOR/ACTRIZ SECUNDÁRIOS
Rob Brydon – A Cock & Bull Story
Bill Nighy – The Constant Gardener
Rosamund Pike – The Libertine
Tom Hollander – The Libertine
Kelly Reilly – Mrs Henderson Presents
MELHOR PROMESSA
Thelma Barlow – Mrs Henderson Presents
Alex Nathan Etel – Millions
Emily Barclay – In My Father’s Den
Samina Awan – Love + Hate
Rupert Friend – The Libertine
MELHOR REALIZADOR
Michael Winterbottom – A Cock & Bull Story
Fernando Meirelles – The Constant Gardener
Neil Marshall – The Descent
Laurence Dunmore – The Libertine
Stephen Frears – Mrs Henderson Presents
MELHOR ARGUMENTO
Martin Hardy – A Cock & Bull Story
Jeffrey Caine – The Constant Gardener
Geoff Dean & Tim Firth – Kinky Boots
Frank Cotrell Boyce – Millions
Martin Sherman – Mrs Henderson Presents
MELHOR ESTREIA DE UM REALIZADOR
Annie Griffin – Festival
Julian Jarrold – Kinky Boots
Laurence Dunmore – The Libertine
Gaby Dellal – On A Clear Day
Richard E Grant – Wah-Wah
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Broken Flowers
Crash
Downfall
Sequestro Express
The Woodsman
MELHOR DOCUMENTÁRIO BRITÂNICO
Andrew & Jeremy Get Married
Black Sun
Liberace of Baghdad
McLibel
Sisters In Law
MELHOR TRABALHO TÉCNICO
Peter Christelis - ( Montagem) – A Cock & Bull Story
César Charlone - (Fotografia) – The Constant Gardener
Jon Harris - (Montagem) – The Descent
Sandy Powell - (Guarda-Roupa) – Mrs Henderson Presents
Ben van Os - (Direção Artistica) – The Libertine
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:51 PM | Comentários (0)
Nomeados aos Gotham Awards
Começa a temporada de nomeados aos diversos prémios que de Novembro a Março vão discorrer sobre o que de melhor se fez em cinema no ano de 2005. E cabe aos Gotham Awards abrir a temporada com algumas surpresas e outras confirmações.
Brokeback Mountain, Capote, A History of Violence, Keane e Me And You And Everyone We Know são os cincos trabalhos nomeados para melhor filme. Surpresa na ausência de Good Night and Good Luck. e confirmação no potencial de Capote para competir com titulos já consagrados como os filmes de Ang Lee e David Cronenberg.
Para o prémio de melhor elenco (os Gotham Awards não atribuem prémios individuais aos actores), estão nomeados Crash, Good Night and Good Luck., Brokeback Mountain, Nine Lives e The Squid and the Whale.
Uma diferença deste prémio para os restantes é a sua aposta em valorizar os primeiros trabalhos de jovens autores. Daí as categorias de melhor perfomance de estreia e melhor estreia como realizador. No primeiro caso os nomes eleitos foram Terrence Howard (Hustle and Flow), Amy Adams (Junebug), Joseph Gordon Levit (Misterius Skin), Damien Lewis (Keane) e Camilla Belle (The Balad of Jack and Rose).
Os melhores realizadores estreantes escolhidos pelo juri foram Beneth Miller (Capote), Phil Morrison (Junebug), Andrew Wagner (The Talent Given Us), Alice Wu (Given Face) e Miranda July (Me And You and Everyone We Know).
Os vencedores dos Gotham serão conhecidos a 30 de Novembro numa cerimónia em Nova Iorque, onde também será homenageado o actor Matt Dillon com um prémio de carreira.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:32 PM | Comentários (1)
outubro 27, 2005
Novo poster de The New World
O filme está em pós-produção há já algumas semanas, mas a publicidade a The New World continua em grande forma. Esta semana a New Line lançou mais um poster oficial do novo filme de Terrence Malick.
Colin Farrell, Christian Bale, Christopher Plummer e Q´Orianka Kilcher protagonizam este verdadeiro choque de civilização no desbravar do Novo Mundo nos inicios do século XVI. A história de amor entre John Smith e Pocahontas serve de pano de fundo para o carismático realizador texano voltar a explorar a relação entre o individuo e a atmosfera que o rodeia. O perfeccionismo de Malick já fez mesmo com que o filme visse a sua estreia adiada num mês, periodo em que o realizador se dedica na sala de edição a aperfeiçoar cada plano do filme.
The New World estreia em Dezembro.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:02 PM | Comentários (0)
Boorman filma Adriano
Hollywood volta a visitar a Roma Antiga depois do sucesso de The Gladiator. Desta vez o filme não será um épico histórico mas sim um drama centrado à volta do imperador Adriano, conhecido filósofo e suspeito de pedófilia que usou o manto imperial romano durante 21 anos.
A vida de Adriano foi já adaptada por Marguerite Yourcenar no seu célebre Memoirs of Hadrian, e será esse o titulo do filme dirigido por John Boorman. No elenco estão já confirmados os nomes dos actores espanhois António Banderas e Paz Vega. O filme seguirá a troca de correspondência entre o Imperador e o seu sobrinho Marco Aurélio (o velho Imperador do épico de Ridley Scott) e os dramas da vida de Adriano, uma das personagens mais ilustres e misteriosas do seu tempo.
O filme será rodado em Marrocos e na Sérvia e deverá estrear no final do próximo ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:22 AM | Comentários (0)
outubro 26, 2005
Opinião - Quando os mestres falharam!
Durante a década de 40 e 50 foram vários os realizadores que chegaram do nada e conquistaram imediatamente o respeito de todos em Hollywood. Eram jovens dinâmicos, capazes de fugir ao academismo de alguns directores da época, e que durante mais de vinte anos encantaram tudo e todos. Mas, chegados aos anos 60, todos eles falharam. Terá sido um sinal dos tempos, demasiada ambição dos próprios cineastas? Ou algo que parecia destinado a acontecer?

Charlton Heston e Sophia Loren em El Cid
Quando os anos 60 começam Hollywood está longe dos anos de glória que tinha vindo a viver nas quatro décadas anteriores. Muitos dos seus nomes mais ilustres tinham deixado a indústria. Uns, como John Ford, Frank Capra ou Fritz Lang, tinham entendido que a sua hora tinha passado. Calmamente, sem grande alarido, retiraram-se da produção cinematográfica, vivendo à sombra das suas imensas glórias do passado. Outros, menos afortunados por não poderem ter escolhido o seu próprio destino, acabariam por morrer, deixando a indústria orfã. É nesse leque que vamos encontrar muitos dos produtores da época, os chamados moguls de Hollywood. Louis B. Mayer, ou Harry Cohn eram exemplos de verdadeiras instituições de Hollywood que na entrada da nova década deixavam a indústria mais pobre. E pior que isso, sem qualquer sinal de orientação para o futuro!

John Huston em The Cardinal
Sem os grandes nomes de outrora, irá caber aos jovens cineastas dos anos 40 e 50 a afirmarem-se definitivamente como os grandes nomes da indústria. Durante quase vinte anos a ascensão dos jovens autores - idolatrados pelos Cahiers du Cinema em França, mas até então olhados com alguma suspeição pela indústria - fez-se com base em filmes muito sóbrios e que detinham uma clara marca de autor. John Houston, Otto Preminger e Nicholas Ray eram os homens do cinema noir. Anthonny Man tinha ajudado a revitalizar o western. E todos eles tinham vivido na sombra dos nomes maiores durante muito tempo, demasiado tempo. Se exceptuarmos John Houston e George Stevens, já detentores de óscares, todos esses realizadores queriam mais que o reconhecimento da critica - que tinham. Queriam que a indústria finalmente os abraçasse como um deles. E já tinham percebido que não seriam com os filmes que andavam a fazer até então que esse reconhecimento chegaria. Não seria um Jonnhy Guittar, um Naked Spurs ou um Laura a premiar esses autores. Tinha de ser algo mais espectacular, ao estilo da poderosa indústria que ainda era Hollywood.

Ben-Hur
E o exemplo chegou em 1959. Com alguns dos grandes realizadores já prontos a bater com a porta, e com a televisão a ganhar cada vez mais espectadores ao cinema, William Wyller teve luz verde para apostar tudo num épico de dimensões gigantescas. O filme parecia ter tudo para ser um fracasso. Falta de um grande nome a liderar o elenco, produção altamente dispendiosa, um realizador pouco habituado a épicos históricos. Mas no final resultou. Ben-Hur - assim se chamava o filme - foi um marco na história do cinema. Bateu todos os recordes de bilheteira, confirmou Charlton Heston como uma das estrelas do cinema norte-americano, e pulverizou a concorrência nos prémios de final de ano. Isso numa altura em que esses autores continuavam a trabalhar em filmes mais pessoais. Só nesse ano Preminger fez Anatomy of a Murder, Nicholas Ray tinha acabado The Savage Inocents e nem eles, nem os seus colegas autores conseguiu algum reconhecimento. Foi talvez então que, quer esses autores quer os estúdios, perceberam que talvez o futuro pertencesse áqueles que conseguissem seguir da melhor maneira a fórmula de sucesso de Ben-Hur. Foi então que os novos directores dos grandes estúdios - aqueles que tinham vindo substituir os grandes nomes que começavam a tornar-se apenas eco na memória de alguns - começaram a antecipar o seu próprio fim. Nos dez anos seguintes não haveria um único estúdio norte-americano que depositasse milhões de dólares na produção de épicos históricos. E para realizar, na ausência dos gigantes do passado, foram contratados aqueles que eram os cineastas do presente, e que se queria, os do futuro. Uma combinação aparentemente sedutora, mas que viria a revelar falta para a indústria e para o cinema norte-americano.

The Fall of the Roman Empire
Foram os insuspeitos Nicholas Ray e Anthony Mann a começar esta verdadeira hecatombe. Em 1961, Ray apresenta ao mundo King of Kings, a história do Novo Testamento com um H. B. Warner a encarnar a figura de Jesus Cristo. O filme fracassou em toda a linha, tanto junto do público com da critica, e abriu um perigoso precedente para o futuro. Estava dado o primeiro sinal que havia uma certa incompatibilidade entre autores e este genero cinematográfico. No mesmo ano Mann, até então conhecido pelos seus westerns irreverentes, tenta imitar o sucesso de Ben-Hur recrutando a sua estrela cintilante, Charlton Heston, juntando-lhe a grande actriz europeia da época, Sophia Loren. O filme era a história do campeão espanhol, El Cid, e tal como se anunciava, também aqui ninguém conseguiu discernir o minimo traço de Mann atrás da camara. Os realizadores escondiam a sua técnica por detrás de cenários e vestuários sumptuosos, e de batalhas bem encenadas mas sem grande profundidade dramática. E quando todos pensavam que os estúdios - e com isto a Allied Artists e a MGM ficaram financeiramente em sarilhos - eis que no ano seguinte o britanico David Lean recupera o sucesso do genero épico com Lawrence of Arabia. A esperança voltou e nos quatro anos seguintes seriam meia dúzia de grandes produções, que se viriam a revelar também, grandes falhanços.
O insuspeito Joseph L. Manckiewicz realiza para a Fox no ano seguinte Cleopatra. O filme será o maior desastre até então e nem a vida agitada do novo casal da moda em Hollywood - Richard Burton e Elizabeth Taylor - conseguiu levar o público a ver a história da última faraó do Egipto. Ainda nesse ano Nicholas Ray repete o fracasso de dois anos antes com 55 Days at Peking. O filme conta com Heston, mas na altura já se tinha percebido que só ele não era garante de sucesso. O fracasso foi inevitável. Tal como a aposta de Preminger no genero com o filme The Cardinal, onde Antonhy Quinn vive um pouco convincente Papa. E se os fracassos desse ano não foram suficientes, ainda havia mais. Anthonny Mann consegue o seu segundo fracasso consecutivo com The Fall of the Roman Empire. John Houston - o mais aclamado e galardoado dos cineastas em acção - tenta a sua versão de um épico com The Bible. O resultado será o maior fracasso da sua longa carreira. O próprio George Stevens decide apostar no épico religioso com The Greatest Story Ever Told, mas o sucesso também não lhe bateu á porta. E por fim até o insuspeito Carol Reed tenta com The Agony and the Ecstasye, combater a corrente. Sem sucesso.

Elizabeth Taylor em Cleopatra
Pior do que tudo isto foram as consequências que todos estes filmes deixaram. Se exceptuarmos Cleopatra, são realmente todos eles filmes menores. A principal razão está no facto de, tal como nos primeiros épicos falhados de 61, o estilo do cinema de autor ter desaparecido por detrás da ideia de épico. O elencos fabulosos e o nome ilustre do realizador eram insuficientes para captivar o público a seguir longas histórias, normalmente contadas sem grande alma. E mesmo quando filmes como The Longest Day ou How The West Was Won, sem serem grandes sucessos, provaram que era possivel fazer filmes de grande orçamento com resposta positiva do público e da indústria, ficou patente que nenhum destes realizadores o conseguiria fazer. Para muitos deles isto significaria o final das suas carreiras. Manckiewicz estava já demasiado velho, mas ainda viveria para fazer o brilhante Sleuth. Mas pouco mais. Nicholas Ray e Anthonny Mann, nomes tão idolatrados como promissores, nunca mais conseguiriam trabalhar. Mesmo Stevens ou Preminger acabaram por ver muitas das portas fechadas. E deste grupo só mesmo John Huston se salvou, voltando ao estilo de cinema onde se sentia melhor, dando ainda, nos vinte anos seguintes, obras maravilhosas ao mundo. Mas a verdade é que a ambição cega destes realizadores seria, na maior parte dos casos, o seu próprio fim. Mas eles não cairiam sozinhos. Hollywood caía com eles!

Anthonny Mann
Qualquer grande estúdio tinha apostado tudo nesta nova tendência do cinema épico. E todos eles falharam. Mais do que isso, todos eles contrairam dividas enormes. Sem a orientação brilhante dos seus antigos directores de produção, estudios como a Fox, a MGM, a Warner Bros, a Paramount ou a Columbia entraram em grave crise financeira. Nem os outros filmes que produziam serviam para equilibrar a balança. Até porque o cenário era de mudança, ou não estivessemos nós na década de 60. O público cada vez mais preferia a televisão ao cinema, as ideias começavam a esgotar-se entre os autores do chamado cinema de serie B, até então fulcral para manter a balança financeira dos estúdios em alta, e o desaparecimento das grandes estrelas (James Stewart, Cary Grant, Bette Davies, o eclipsar de Katherine Hepburn) e dos grandes realizadores da era dourada, tinha criado um vazio entre o público e a indústria. Os novos nomes não convenciam ninguém, os novos filmes não captivavam, a indústria estava oficialmente em colapso. A pouco e pouco, os grandes conglomerados económicos foram comprando os outrora majestosos estúdios. A Sony adquiriu a Columbia, a Time comprou a Warner, e todos os restantes tiveram de vender grandes percentagens das suas quotas para sobreviver. E sobreviver como? O genero épico entraria em hibernação, até The Gladiator, mas mesmo aí, voltaria a mostrar-se amaldiçoado para aqueles que nele viriam a apostar, revelando-se um verdadeiro genero maldito.
Mas a questão continuava a ser, como sobreviver! A resposta estava curiosamente, bem perto de Hollywood. Foi nessa altura, quando os nomes dos respeitados autores ficaram manchados para sempre, que da Universidade da California - não só, mas também - começam a chegar novos realizadores. Cresceram com o cinema, não só o dos grandes estúdios mas essencialmente com o filme noir das sessões da tarde, e têm um estilo muito próprio, muito intimista. São os jovens Mavericks, que saltaram directamente da escola para a linha da frente de Hollywood. Para recuperar uma década perdida, para a salvar de si própria!
Miguel Lourenço Pereira
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:01 PM | Comentários (1)
Primeiro poster de Munich
Os fãs já desesperavam e começaram mesmo a correr rumores de que Munich não estaria pronto a tempo da sua estreia no dia de Natal. Hoje a Universal tentou provar o contrário ao divulgar o primeiro poster oficial do filme, abrindo assim a campanha de marketing ao próximo trabalho de Steven Spielberg.
Munich - que conta com Eric Bana no papel principal - conta a história de um agente da Mossad, os serviços secretos judaicos, que parte em perseguição dos homens que perpetraram o atentado terrorista que em Setembro matou vários elementos da equipa olimpica israelita nos Jogos Olimpicos de Munique.
O filme tem ainda no elenco o recém-empossado Bond, Daniel Craig, e ainda Geoffrey Rush e Mathieu Kassovitz. As filmagens ainda não terminaram mas tudo indica que o filme conseguirá mesmo estrear no próximo dia 25 de Dezembro, afirmando-se desde já como um dos mais fortes candidatos aos prémios de final de ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:54 PM | Comentários (3)
O Que Estreia Por Cá - Entre os ursos!
Timothy Tredwell acreditava que os animais deviam ser defendidos a todo o custo. Juntamente com a sua mulher, foi viver no meio de uma comunidade de ursos no Alasca, afirmando-se como um defensor incansável dos direitos dos ursos "grizzlies". Este documentário fala da sua vida e morte, ás mãos daqueles que jurou proteger a todo o custo...

Werner Herzog sentiu que a vida de Tredwell era digna de um documentário. Aproveitando filmagens do próprio explorador, Herzog começou a montar um trabalho que é essencialmente um documentário sobre o amor e devoção de um homem a uma causa. A trágica morte de Tredwell ás mãos dos ursos grizzlies que ele tanto protegia, dá um sentido dramático à narrativa, mas o que conta aqui essencialmente é a relação entre o Homem e a Natureza Selvagem, e a relação de amor que pode existir entre o ser humano e os animais mais selvagens. O próprio Tredwell não gostaria certamente que a sua morte contestasse essa ideia. Herzog percebeu isso e em vez de filmar apenas esse ponto vista trágico, debruçou-se essencialmente sobre a sua vida no meio selvagem, os sacrificios feitos em prole da defesa de animais praticamente em via de extinção, e como o amor de um casal se fortalece quando ambos lutam por uma causa como esta.
Grizzly Man teve uma excelente recepção nos EUA - tendo sido eclipsado por outro documentário sobre animais, o imperdivel The March of the Emperor - e é certamente um dos documentários mais interessantes de 2005.

Há mais cinco estreias nas salas nacionais esta semana.
Lord of War é o retrato real da vida do russo Uri Orlov, traficante de armas que nos anos 70 foi perseguido pela CIA enquanto traficava armas para o continente africano. O filme é dirigido por Andrew Nicholas e conta com Nicholas Cage, Jared Leto, Ethan Hawke e Bridgit Monaghan no elenco. O filme é mais sobre a moralidade, ou a falta dela, da guerra e do tráfico de armas, do que propriamente um filme de perseguição. Destaque para Nicholas Cage em mais um papel frenético.

Depois de The Mask of Zorro chega The Legend of Zorro. Os actores Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones estão de regresso para defender os fracos e oprimidos da Califórnia numa aventura mais explosiva que no primeiro filme, faltando-lhe essencialmente o dramatismo e o efeito surpresa do primeiro. Martin Campbell regressa na direção das aventuras do heroi mascarado.

Depois do sucesso nas curtas-metragens, a dupla Wallace and Gromit está de regresso, agora no universo das longas de animação. A Aardman mostra aqui toda a sua criatividade neste The Curse of the Were-Rabit, o filme animado de maior sucesso do ano, e recupera uma personagem que já faz parte do imaginário dos espectadores de filmes de animação. Nick Park e Steve Box dirigem as aventuras desta dupla irresistivel.

Depois de Alice ter sido um murro no estomago do cinema português, eis que chega O Crime do Padre Amaro, e tudo parece voltar a querer ser o mesmo. Pegando por base no livro de Eça de Queiróz, mas trabalhando numa adaptação extremamente livre e altamente actualizada do padre pecador, Carlos Coelho da Silva tenta trazer erotismo, acção e humor a uma história eminentemente dramática. Para captar o público o filme consegue um dos melhores elencos secundários de sempre do cinema português, a saber: Rui Unas, João Lagarto, Nicolau Breyner, José Wallenstein, Lurdes Norberto, Ivo Canelas, Ricardo Pereira, Rui de Carvalho, Rogério Samora, Nuno Mello, Pedro Granger e Anna Bustorff. Os nomes principais do filmes são Soraia Chaves e Jorge Currula, dois estreantes.

Il Se Marrient et Eurent Beaucoup des Enfants é o novo filme de Yvan Attal sobre o eterno confilto de casados e solteiros. Dois casais amigos, pais de filhos, invejam a vida de solteiro de um dos membros do "grupo" que formam há muitos anos. Mas esse eterno solteirão quer exactamente o oposto, uma sólida e feliz vida matrimonial. Filme com Emmanuelle Seigner, Charlotte Gainsbourgh e o próprio Yvan Attal.

O Hollywood Recomenda - O papel dos documentários no circuito comercial tem vindo a ganhar importância de há alguns anos para cá. É um fenómeno ainda pouco conhecido, mas filmes como este The Grizlly Man podem acordar o público para a realidade do "outro cinema".
O Hollywood Desaconselha - Apesar de O Crime do Padre Amaro parecer um filme algo suspeito, mais em tons de tele-filme do que propriamente de um produto para o cinema, não há nenhuma estreia esta semana que mereça algum tom de desaprovação. Bom cinema!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:28 AM | Comentários (3)
Bond vs Terrorismo
O livro original de Casino Royale colocava o recém-empossado agente secreto 007 a lutar contra um vilão, Le Chiffre, no pano de fundo habitual dos primeiros livros da saga, a Guerra Fria.
O problema é que a Guerra Fria acabou há quinze anos atrás e o guião de Paul Haggis reformulou alguns aspectos que encontramos no livro de Ian Fleming. Agora, Le Chiffre, é um dos elementos de uma rede terrorista que se tornará na nova nemésis de Bond. O agente secreto vinha lutando há vários filmes contra vilões isolados, na impossibilidade de definir um inimigo permanente, mas o novo filme promete contrariar essa tendência. Herdeiro directo da famosa S.P.E.C.T.R.E, esta nova organização terrorista não se vai limitar a aparecer no próximo filme de 007. Os produtores garantem que a ameaça terrorista é de tal forma real que Bond vai ter de os confrontar por diversas vezes.
Casino Royale vai começar a ser filmado em Praga no próximo mês de Janeiro e deverá estrear no final do próximo ano. Martin Campbell dirige o filme que marcará a estreia de Daniel Craig como novo 007.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:05 AM | Comentários (0)
outubro 25, 2005
Poster de Transamerica
Ela acabou de vencer o Emmy para melhor desempenho numa serie televisiva de comédia. Agora, Felicity Huffman quer mais!
A actriz que se celebrizou em Desperate Housewives, é uma das mais sérias candidatas ao prémio de actriz do ano, pelo seu desempenho de um transexual no polémico filme Transamerica.
Huffman é Bree, um homem que decidiu ser mulher, e que é forçada a confrontar-se com o seu passado quando descobre que tem um filho de 18 anos. Depois de o libertar da prisão, Bree e Tony - o filho - embarcam numa viagem pela América, que vai servir também para tentar perceber melhor o passado e o presente de ambas as personagens.
O filme é dirigido por Duncan Tucker e é uma das mais fortes apostas da nova Weinstein Co. para a temporada de prémios que se avizinha. O filme estreia em Dezembro nos Estados Unidos, a tempo de "atacar" os primeiros prémios do ano. Este é o primeiro poster oficial do filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:42 PM | Comentários (0)
outubro 24, 2005
Antevisão - The Constant Gardener
John Le Carré escreveu sobre a presença inglesa em África. Fernando Meirelles decidiu filmar o continente negro na sua essência, deixando do lado os ideiais colonizadores europeus. A junção de ambos os planos é um magnifico tratado de amor. Por uma mulher, por uma causa, por um continente...

Um dos mais brilhantes escritores da actualidade, John Le Carré fez questão de acomapanhar de perto a rodagem da adaptação de um dos seus maiores romances ao cinema. No final insistiu que esta adaptação está perto da perfeição e que o trabalho de realização e do elenco superou todas as suas expectativas. E aparantemente não foi só o escritor que ficou maravilhado. A critica apaixonou-se por The Constant Gardener em toda a sua essência. Pelo argumento fielmente adaptado do livro para o cinema, pelo trabalho de realização de Meirelles - com a ajuda de uma notável equipa técnica que soube captar a verdadeira essência do continente negro - mas em especial pelo desempenho da sua dupla de actores principais, Ralph Fiennes e Rachel Weisz.
The Constant Gardener conseguiu ainda passar o teste do público, aguentando-se bem no Box Office nas primeiras semanas de exibição, apesar da estreia inicial ter estado reduzida a poucas salas. E a critica não poupou elogios a este thriller politico que também é uma história de amor e devoção. A classificação de 81% no site Rotten Tomatoes indica isso mesmo, uma opinião praticamente generalizada que estamos diante de um dos filmes do ano. E temos todas as razões para acreditar.

Em The Constant Gardener encontramos um casal britânico a viver no Quénia. Ele é diplomata, um ser passivo que tem uma imensa paixão por jardinagem e pouqissima preocupação com o que se passa á sua volta. Já a sua mulher - com quem ele casou antes de partir e de quem sabe muito pouco - é uma activista apaixonada que descobre nesta sua nova casa uma causa pela qual acredita que deve lutar. Á medida que a sua contestação aumenta, e a sua relação com um médico local se torna mais próxima, todos acreditam que Justin Quayle, o jovem diplomata, vai intervir. Mas ele deixa-se ficar, passivamente a cuidar do seu jardim. Até ao dia em que alguém assassina misteriosamente a sua mulher. A partir daí assistimos a uma espantosa transformação do pacifico jardineiro numa verdadeira máquina de fazer justiça, pronto a vingar o destino da mulher, apesar de desconhecer por completo o mundo em que ela tinha entrado e aqueles que atentaram contra a sua vida.

O filme resulta num contraste imenso entre o corpo diplomático britânico, com todos os seus maneirismos, e a vida cruel de um país que teima em se libertar do espartilho que parece ter agrilhoado um continente inteiro. E onde um realizador europeu teria focado o primeiro aspecto, o brasileiro Meirelles aposta forte no segundo. E ganha essa aposta. Como se previa pela sua experiência em Cidade de Deus, o cineasta brasileiro não tem medo de filmar a realidade mais cruel, desde que o faça com um profundo sentido estético. Era isso que encontravamos no grande sucesso recente do cinema brasileiro, e é isso que podemos ver neste The Constant Gardener. Mas se o seu trabalho é elogiado por tudo e por todos, que dizer do seu leque de actores.
Do fabuloso Ralph Fiennes - indiscutivelmente o melhor actor britânico da sua geração - já se disse de tudo. Que este é o seu maior papel (ele que tem tantos bons papeis que é dificil escolher), que é uma transformação espantosa de um under-acting tão habitual nele para uma personagem completamente oposta á do inicio do filme. Um desempenho cativante, brilhantemente conseguido, e que pode mesmo vir a valer a Fiennes a nomeação ao óscar, uma nomeação que cada vez peca por tardia, tal como a pequena estatueta dourada.
Também Rachel Weisz não escapou aos muitos elogios da imprensa internacional. A jovem actriz britânica, até aqui dividida entre comédias e filmes de cariz imintentemente comercial, sabe explorar na savana africana toda a sua profundidade como actriz dramática, dando um tom mais sensual e mais feminino a uma história de vingança extremamente masculinizada. Weisz é uma das surpresas do ano e confirma aqui as boas indicações que vinha deixando nos últimos anos.
Também Bill Nighty e Danny Houston oferecem sólidos e interessantes desempenhos secundários no filme, ajudando a fortalecer a base da narrativa que é sem dúvida alguma a transformação da personagem interpretada por Fiennes, num autêntico tour de force.

Mais do que um mero trilher politico - como foi por exemplo The Tailor of Panama, outro romance de Le Carré recentemente adaptado ao cinema - este The Constant Gardener sabe enquadrar a história no espaço. Não há aqui nada enfiado a murro e pontapé. Há uma sólida preparação de toda a equipa na realidade que se vive no Quénia e em muitos dos paises do Terceiro Mundo, que torna o retrato do filme extremamente realista e credivel. Não estamos aqui apenas a ver também uma história de amor post-mortem. Estamos a seguir uma personagem - a de Fiennes - que, enquanto procura vingar a morte da mulher, descobre um Continente que desconhecia por completo. E essa descoberta é também feita pelo espectador, lado a lado com a personagem. E se o fascinio de África não tem fim, então esse é sem dúvida um gigantesco trunfo deste The Constant Gardener. Um trunfo aliado a muitos outros ases que o filme guarda no bolso, e que fazem dele certamente, um dos filmes obrigatórios de 2005.
O QUE SE DIZ
"Este é sem dúvida um dos filmes do ano!"Roger Ebert - Chigado Tribune
"The Constant Gardener é uma genial mistura de suspense, com perfume do Terceiro Mundo, e uma história de partir o coração, para todas as idades."
Kitt Bowen - Hollywood.com
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:55 PM | Comentários (1)
Encontrado realizador para The Life of Pi
Depois de M. Night Shyamalan e Alfonso Cuarón terem trocado a adaptação ao cinema do best-seller de Yann Mortel por projectos pessoais (Lady in Water e Children of Men respectivamente) a Variety avança a noticia de que a Fox encontrou finalmente o homem que vai dirigir The Life of Pi.
Trata-se do consagrado cineasta francês Jean Pierre Jeunet, autor de sucessos como Delicatessen, Amelie ou Un Long Dimanche de Fiançailles, que se prepara aqui por mais uma tentativa de brilhar em Hollywood, depois de Alien Ressurection.
O filme contará a história de um jovem de 16 anos que viaja da India para o Canadá num barco que transporta animais para um zoo. Quando o navio naufraga o rapaz sobrevive, juntamente apenas com uma hiena, uma zebra e um tigre. E é nesta nova companhia que o jovem vai tentar prosseguir a viagem. O filme começará a ser rodado em 2006 e a estreia deverá ocorrer no ano seguinte.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:38 PM | Comentários (0)
outubro 23, 2005
Aquelas frases...
"I was born when she kissed me, I died when she left me...and I lived a few weeks while she loved me!"

in In a Lonely Place
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:09 AM | Comentários (0)
outubro 22, 2005
Novas imagens de Goblet of Fire
Com a Pottermania a continuar a encantar miudos e graúdos um pouco por todo o mundo com a venda das versões traduzidas de Harry Potter and the Half-Blood Prince, vale a pena recordar que este ano há mais um Potter versão cinema a estrear. Trata-se do quarto filme, Harry Potter and the Goblet of Fire. Neste quarto capitulo de aventuras, o jovem feiticeiro é escolhido para entrar no mitico torneio do Cálice Sagrado, torneio esse que reune os melhores alunos de três escolas de magia europeias. Ao longo do torneio Harry voltará a envolver-se em inumeras aventuras, superando-as com a ajuda dos seus amigos. Mas no final terá uma surpresa reservada: Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Prenunciado está de regresso!
O trio habitual composto por Daniel Radclift, Emma Watson e Rupert Grint está de regresso e o grande atractivo do filme será ver Ralph Fiennes encarnar Voldemort, o vilão do universo criado por J.K. Rowling. O filme - dirigido por Mike Newell - estreia a 18 de Novembro. Cliquem na jovem Ginny Weasley para aceder á galeria que tem novas imagens do filme.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:40 PM | Comentários (1)
outubro 21, 2005
Oscarwatching Semanal
Começa esta semana uma nova rúbrica semanal no Hollywood. Todas as semanas, as sextas feiras servirão para fazer actualizações sobre a corrida aos óscares deste ano. E para primeira edição, novidades não faltam!
All the King´s Men está fora da corrida. Depois de ter sido apontado, durante mais de meio ano, como um dos mais sérios candidatos a conquistar os prémios de final de ano, o filme não vai competir em 2005. A Sony Pictures decidiu adiar a estreia do remake do grande sucesso de 1949 para 2006. A data é ainda incerta e ninguém soube ainda explicar o porquê da decisão. Rumores indicam que o filme não estaria pronto a tempo de estrear, e que por isso, a Sony achou melhor dar mais tempo a Steven Zaillian de preparar o filme para atacar os prémios no próximo ano. Mas os especialistas em "oscarwatching" como Kristopher Tapley parecem ter poucas dúvidas. A luta fratricidade entre All the King´s Men e Memoirs of a Gueisha podia prejudicar mais, do que benificiar a Columbia-Sony Pictures. Assim, por uma questão estratégica, os estúdios preferiram apoiar a 100% o filme de Rob Marshall em 2005, deixando as portas abertas para o filme de Steven Zaillian no ano que vem.
Quem fica a perder com tudo isto é Sean Penn, que apesar das dúvidas que se levantaram á volta do filme, era tido pela grande maioria dos especialistas como um fortissimo candidato ao óscar de melhor actor, prémio que já tinha conquistado em 2003.

O filme que mais destaque tem conseguido esta semana é sem dúvida North Country. A estreia nos Estados Unidos foi mais bem sucedida do que muitos analistas previam, e a critica, apesar de dividida, não tem duvidas em louvar o trabalho de Charlize Theron. A segunda nomeação ao óscar parece estar mais do que garantida, e o sucesso do filme tem levantado igualmente uma vaga de apoio pela jovem realizadora Niki Caro, autora do também aplaudido Whale Rider.

Entretanto The Family Stone e The White Contessa viram a sua data de estreia nos Estados Unidos alterada. The Family Stone é cada vez mais visto como a genuina comédia do ano, e a mudança da estreia de Novembro para Dezembro indica que os produtores estão a apostar forte no filme. Também Diane Keaton pode benificiar com esta mudança, confirmando-se como uma das actrizes mais cotadas do ano. Também o leque de secundários que conta com Craig T. Nelson, Sarah Jessica Parker e Rachel McAdams tem recebido alguns aplausos, o que, dependendo directamente do sucesso do filme, pode vir a ter repercursões quando os nomeados e os prémios começarem a sair.
Já The White Contessa continua a ser uma verdadeira incógnita. Ralph Fiennes já teve imenso destaque com o seu papel em The Constant Gardener, mas quem já viu os screenings do filme garante que ainda está melhor como um diplomata britânico cego, que trava amizade com uma refugiada condessa russa, na China dos anos 20. No entanto o filme de James Ivory é de tal forma desconhecido que não existe ainda uma ideia á volta da trama e da forma como o filme se irá desenrolar. As informações começarão a chegar lá para o final do mês, e aí se verá se o filme tem realmente potencial para ir "até ao fim".

Entretanto começam a sair os primeiros anuncios For Your Consideration. Depois do primeiro filme a apostar, bem cedo, na campanha de publicidade, ter sido o indie Junebug, agora chegou a vez dos pesos pesados do ano começarem a dar um ar de sua graça nas páginas da revista do Screen Actor´s Guild. Memoirs of a Gueisha, Brokeback Mountain, In Her Shoes e Cinderella Man abrem assim a temporada de campanha.




Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:26 PM | Comentários (0)
Novidades de casting
Imelda Staunton conseguiu um bilhete para Hogwarts. A actriz inglesa, recentemente nomeada ao óscar pelo seu desempenho em Vera Drake, irá entrar no quinto filme da saga Harry Potter, The Order of Phoenix, encarnando a professora Dolores Umbridge, nomeada pelo Mistério da Magia para o cargo de Alta Inquisidora da escola de magia mais popular do mundo. O filme continuará as aventuras de Harry Potter e companhia, que continuarão a ser vividos pela tripla de actores iniciais - Daniel Radclifft, Rupert Grint e Emma Watson - e será dirigido por David Yeates. A estreia nos cinema acontecerá em Junho de 2007. Já no próximo mês de Novembro estreia o quarto filme da serie, Harry Potter and the Goblet of Fire.

Viggo Mortensen vai voltar a filmar em Espanha. O actor, fluente em espanhol, estreou-se em 1997 no cinema espanhol com o filme La Pistola de Mi Hermano, e agora está de regresso para protagonizar Teresa. O filme é da autoria de Ray Loriga (que dirigiu Mortensen em La Pistola de Mi Hermano) e conta ainda com Paz Vega no papel principal. A actriz irá encarnar a santa Teresa de Ávila, que, em pleno século XVI reclamava falar directamente com Deus, tendo tornado-se rapidamente numa das figuras da Igreja Católica da época, ainda a contas com a reforma protestante. No elenco estão também Leonor Watling e Victoria Abril. O filme começa a ser rodado a 21 de Novembro e estreia no próximo festival de San Sebastian.

David Hasselloff está oficialmente de regresso. O actor televisivo mais popular da televisão norte-americana dos anos 80 e 90 voltará a viver o primeiro papel que o projectou para a fama, Michael Knight. Tudo isto porque Hasselloff conseguiu em tribunal os direitos de Knight Rider, uma das series televisivas mais populares de sempre, e agora prepara-se para a adaptar ao cinema. O filme seguirá o espirito inicial da serie, com a personagem principal - vivida pelo actor - e o seu filho a guiarem dois carros falantes, no eterno combate pela justiça. Anthony Daniels voltará a viver a mitica voz de KIT, o carro mais pulp da história da tv.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:28 PM | Comentários (1)
Espaços a visitar
Cada vez mais o cinema conquista um espaço significativo na Internet falada em português. E isso não acontece apenas com os cineblogs e sites portugueses. O Brasil, esse imenso país, está definitivamente rendido á 7º Arte e é natural que, semana após semana, aparecem cada vez mais espaços próprios dedicados ao mundo do cinema.
Um desses espaços mais recentes é o site CineNews. Com apenas um mês de vida, Diego Almeida conseguiu construir um espaço espantoso, com um design atractivo e uma regularidade informativa ao nivel dos melhores espaços de cinema brasileiros.
No CineNews encontramos um pouco de tudo. Estreias, criticas, entrevistas, secções dedicadas á antevisão dos próximos filmes a estrear por terras brasileiras, sem esquecer antevisões dos prémios de final de ano, com destaque óbvio para a próxima edição dos óscares. Tudo isto feito pela pena talentosa de Diego Almeida, que conta com a preciosa ajuda do seu "Reporter Hollywood" que traz ainda mais glamour ao seu espaço.
Nascido para competir com os grandes sites brasileiros como o Omelete ou o Cineminha, o CineNews é definitivamente um espaço onde podemos encontrar tudo o que queremos saber sobre cinema, e com o bónus de ser construido na lingua de Camões.
O link para o site encontra-se aqui. E vale bem a pena uma visita!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:34 AM | Comentários (1)
outubro 20, 2005
Novo Leque de trailers
Derailed conta com Clive Owen e Jennifer Anniston nos principais papeis. Ambos vivem um casal que por acidente se encontra num comboio. A sexy mulher consegue seduzir o homem de negócios e ambos acabam num motel. Mas aí são atacados por um homem. Owen é espancado, Anniston é violada e ambos são roubados, começando a sofrer chantagem por parte do misterioso assaltante. É a partir daí que ambos decidem encetar a sua vingança. O filme estreia a 11 de Novembro nos EUA e conta com Mike Hafstrom a dirigir e Vincent Cassell como vilão, ele que parece ter-se colado a este tipo de papeis em Hollywood.

Breakfast on Pluto´s é o regresso do cineasta Neil Jordan á sua Irlanda natal. Desta vez seguimos um jovem, Cillian Murphy, que no inicio dos anos 70 troca Dublin por Londres. Aí entra em contacto com a comunidade irlandesa, trabalha de dia e vive como travesti á noite para conseguir dinheiro para sobreviver. Mas o fantasma do IRA continua a pairar sobre a sua cabeça e a pouco e pouco a memória da mãe que o abandonou e que ele procurava na capital inglesa é substituida pela ideia de viver os loucos anos 70 á sua maneira. Liam Neeson, Stephen Rea e Brendan Gleason completam o elenco.

Tommy Lee Jones segue o exemplo de Clint Eastwood e recupera o espirito do oeste norte-americano num filme dramático e extremamente belo. The Three Burials of Melquiades Estrada segue a vida de dois guardas entre a longa fronteira que separa o México e os Estados Unidos. Uma vida marcada de dor, de tentativas de ultrapassar a lei, e de um enorme sentimento de perda. Para além de Tommy Lee Jones - galardoado em Cannes pelo seu desempenho - o filme tem ainda Barry Pepper no elenco. Jones dirige a pelicula que tem estreia agendada para o final do ano nos Estados Unidos.

Cliquem nas imagens para ver os trailers.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:05 PM | Comentários (2)
Novas imagens de Dead Man´s Chest
Depois do realizador Gore Verbinski e da actriz Keira Knightley confirmarem que a rodagem dupla de Pirates of the Caribean - dois e três - está a revelar-se um verdadeiro caos, eis que para acalmar os fãs chegue uma nova galeria de imagens exclusivas de Orlando Bloom e Knightley.
O próximo episódio da serie de aventuras estreará no próximo Verão e tem como titulo Dead Man´s Chest, e continua a seguir o irreverente Captain Jack Sparrow e a sua dupla de amigos, pelas águas das Caraibas em busca de tesouros miticos e boas garrafas de rum. Ainda não há qualquer confirmação da presença de Keith Richards para viver a personagem vivida por Depp - que lhe valeu mesmo a sua primeira nomeação ao óscar. A galeria de imagens pode ser vista aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:43 PM | Comentários (1)
outubro 19, 2005
Opinião - O Cinema e as Cidades
Muitas vezes o Cinema torna-se algo "bigger than life". Muitas vezes não basta ter um sólido argumento e um leque de actores fantásticos para dar magia a um filme. O espaço, a dimensão onde a história se desenrola, é fundamental para sentirmos a verdadeira magia cinematográfica. É por isso que é fácil ver que o Cinema está apaixonado. Pelo Monument Valley de Ford, pelo deserto de Lean, mas acima de tudo, o Cinema está apaixonado pelas cidades.

Numa entrevista recente, Marcos Martins, o realizador de Alice, comentava que em França os emigrantes vinham ter com ele dizendo que a Lisboa que ele retrata é muito mais realista do que todas as outras que até agora tinham encontrad em filmes nacionais, porque esta era "a Lisboa de onde eles fugiram".
De facto, para além de toda a história de obsessão, dor e perda que molda o fabuloso Alice, a verdade é que a exploração do espaço é vital na composição da história. Lisboa é apresentada no seu tom mais negro, escuro, rodeado de chuva e nevoeiro, longe dos dias solarengos a que estamos habituados. Há na escuridão da CREL, do Marquês, do Rossio, um verdadeiro reflexo de como é a capital portuguesa no dia a dia. E é com mestria que a camara de Marcos Martins consegue capturar esse realismo urbano. Um pouco como a Los Angeles de L.A. Confidential ou de Training Day, filmes crueis para a Cidade dos Anjos. Aí não temos o minimo vislumbre das belas praias que são - muito graças á popularidade da serie televisiva Baywatch - um dos ex-libris da cidade. Pelo contrario, encontramos as zonas mais degradadas, tanto nos anos 40 como agora. E se L.A. Confidential é o espelho do universo de Raymond Chandler, que cria nos seus livros - onde The Big Sleep funciona na perfeição com exemplo - uma antitese da Los Angeles que se conhece. Em Training Day vemos a cidade no seu tom mais urbano, mais cru. E se nos esforçarmos, podemos encontrar em Grand Canyon, a obra mais capriana de Lawrence Kasdan, onde estão lá os lados mais negros e mais solarengos de L.A., mas desta vez pintados com um sinal de esperança.

E há cidades que foram - e são - amadas das maneiras mais diversas. Tomemos Roma por exemplo. A capital italiana, ainda hoje, desdobra-se em duas cidades completamente diferentes sob o olhar dos dois maiores realizadores italianos de sempre: Roberto Rossellini e Frederico Fellini.
A Roma de Rossellini é a de Roma Cita Aperta. Uma cidade popular, corajosa, longe dos dias de glória (porque sim, também há essas "Romas" de estúdios de eras passadas), mas com uma enorme vontade de viver, de combater, de ultrapassar os problemas do a dia. O sol cansa, o ar pesa, as ruas são pequenas e cobertas da mesma sujidade dos seus habitantes. É uma cidade triste mas pronta a encarar o futuro de pé. Que futuro? Qualquer que ele seja, o que importa é viver.
Já a Roma de Fellini, exposta em algumas das cenas mais fabulosas de La Dolce Vita, mas essencialmente no filme Roma, é uma cidade luminosa, cheia de luz, de dia e de noite. O ambiente é de alegria, a vida foi feita para ser vivida, de dia ou de noite. Trânsito intumpido ás 2 da manhã, avenidas longas e iluminadas, pessoas na rua vestindo-se exemplarmente, esta cidade já tem todos os traços de um centro cosmopolita e de vanguarda. Qual das duas será verdadeira? Ambas o são, na sua era e ainda hoje. Porque uma cidade é capaz de se desmultiplicar em muitas outras, dependendo dos olhos que para ela olham. E onde Rossellini via dor e coragem, Fellini via um vazio interior colmatado por uma enorme extravanganza exterior.

Outro exemplo bem caracteristico desta paixão que o cinema tem pelas cidades, é inevitavelmente Nova Iorque. A Nova Iorque de Woody Allen. A de Scorsese. A de Spike Lee. A de tantos outros que ajudaram a pintar de multiplas cores uma cidade que muitos insistem em ver como a capital não oficial do Mundo. E se nos filmes de Allen passeamos pelas zonas mais intelectuais e urbanas da Big Aple, já no universo de Lee e de Scorsese, somos atirados para os subúrbios, para os bairros mais tradicionais, de italianos e de negros respectivamente. A Litle Italy de Scorsese - que é tão semelhante, mas ao mesmo tempo, tão diferente da de Copolla e Leone - traz tudo o que há mais de podre nas ruas nova-iorquinas. No entanto são personagens que fascinam, que são também parte da identidade da urbe. E o amor que Scorsese - um homem das ruas mais escuras de Nova Iorque - sente por elas, é proporcional ao amor e respeito que Lee tem pelo Mundo de Brooklyn, onde cresceu e onde, desde sempre, o bairro funciona como um monumento de orgulho da comunidade negra. Mais uma vez temos visões diferentes sobre os mesmos espaços. Do existencialismo humoristico de Allen em Central Park, á rudeza e o pecado de Scorsese nas ruas de má fama da cidade, sem esquecer a visão mais perfeita de Nova Iorque no pós-11 de Setembro que chega pelas mãos de Lee em The 25th Hour, temos um leque de declarações de amor a um lugar onde vivem mais de 10 milhões de pessoas. Onde a magia se confunde com a rotina do dia a dia, criando só por si, um universo fascinante.

E quem fala de Lisboa, Los Angeles, Roma, Nova Iorque pode falar de inumeras outras cidades. Há a Estocolmo de Bergman, a Berlim de Win Wenders, a Tóquio de Ozu, a Barcelona de Almodovar...Tantas outras cidades, tantas outras histórias, tantos outros nomes, sempre a mesma paixão. Percorrer os Campos Elisios antes e depois de ver A Bout de Soufle não é a mesma coisa. Godard abriu as ruas de Paris ao mundo com o seu filme de estreia e tornou a cidade das Luzes algo completamente diferente do centro romântico que os estúdios de Hollywood há décadas tentavam recriar sem sucesso. A corrente neo-realista do cinema inglês de Griershom fez de Londres não o centro económico e cultural de Inglaterra, mas ajudou a mostrar a rudeza dos seus bairros mais populares, mais tarde explorados brilhantemente por Hitchcock em Frenzy, por Lewis Gilbert no Alfie original ou mais tarde por Mike Leigh e Stephen Frears, os nomes mais ilustres da nova (que já não é assim tão nova) escola de cinema britânico. E claro, o Porto de Manoel de Oliveira. Esse Porto que vai desde Douro Faiva Flunial até Porto da Minha Infância, a recolha de olhares de um amante de uma cidade que foi o berço do cinema em Portugal, mas que ficará imortalizada no olhar único deste homem, ainda hoje visto como intocável como mestre do cinema português.

Porque o cinema ama as cidades, não quer dizer que as tenha de retratar da forma mais bela possivel. Há quem o faça, e há quem prefire explorar os pontos negativos da cidade, os cantos mais escondidos, os rostos que se confundem na multidão do dia a dia, mas que também têm uma história para contar. Cada cidade é um mistério para cada um de nós. Ninguém vive o mesmo espaço da mesma forma. O "Will Always Have Paris" de Casablanca é um mito. A Paris de Bogart não é a mesma de Bergman. Como também não é a mesma de tantos outros que por lá passaram e se apaixonaram. Nova Iorque é uma cidade composta por milhões de pequenas cidades dentro de si. Cidades pessoais, cidades de cada um. Cidades que através de alguns dos seus habitantes mais ilustres ganharam vida na tela. O que é Tóquio? A cidade de Ozu ou a de Copolla? E o Rio de Janeiro das novelas e o da Cidade de Deus é o mesmo espaço, a mesma vida, os mesmos cariocas, a mesma cidade?
Uma cidade é uma cidade. É um local de peregrinação diária, um local de paixões. Todos nós amamos uma cidade, mesmo que não seja a nossa. O Cinema, ama-las todas!
Miguel Lourenço Pereira
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:37 PM | Comentários (1)
Sharon descruza pernas outra vez?
Nas entrevistas feitas a Sharon Stone nos últimos meses, desde que a actriz confirmou que retomaria o papel que a celebrizou, Catherine Trammell, em Basic Instint 2: Risk Addiciton, houve uma pergunta que esteve sempre presente: iria ou não Stone voltar a descruzar as pernas para o mundo ver?
A actriz, autora em 1992 de uma das cenas mais eróticas e marcantes da história do cinema contemporâneo, nunca deu uma resposta definitiva, deixando todas as hipóteses em aberto. E agora surgiu uma imagem do filme - que tem estreia agendada para Março - que volta a levantar a questão. As semelhanças com a outra celebre cena existem, a posição é a mesma, será que o resultado final repetirá a fórmula de sucesso do primeiro filme? Ou será tudo mera especulação para trazer público para ver um filme que, à partida, não mobilizaria muitos espectadores? Mais uma vez a questão irá ficar sem resposta. Mas a imagem serve para abrir o apetite, e também para recordar uma outra imagem, de há treze anos atrás.


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:22 PM | Comentários (2)
O Que Estreia Por Cá - Humor puramente europeu!
Passaram-se cinco anos e Xavier está de volta a Paris. Conseguiu ser escritor mas a vida amorosa não lhe corre bem. Eis que o reencontro com os seus velhos amigos de Erasmus, entre Londres e São Petersburgo lhe vai proporcionar encontrar o amor da sua vida.
Passaram três anos do imenso sucesso que foi L´Auberge Espagnole. O humor atravessa o continente europeu e continua a mostrar que é possivel fazer bom cinema no Velho Continente sem imitar o que se faz nos outros cantos do mundo...

Em 2002 a comédia L´Auberge Espagnole foi um retumbante sucesso em todo o continente europeu. O filme do até então praticamente desconhecido Cédric Klapish era fresco, divertido e tinha algo a dizer ao jovem espectador europeu, certamente farto dos filmes de universidades e de um ensino completamente diferente do que se pratica na Europa. Além do mais serviu para lançar e confirmar uma série de jovens actores talentosos, de Roman Duris a Audrey Tatou, sem esquecer Cecille de France ou Kelly Reilly.
Passados três anos chega a sequela. A ideia é pegar nas personagens - com Xavier, personagem vivida pelo sempre espantoso Roman Duris - já formadas e a tentar encontrar o seu rumo na vida. Seguimos então este jovem escritor na sua busca pelo amor perfeito. E tudo parece correr mal até que uma impensável reunião do velho grupo de Erasmus do albergue em Barcelona proporciona a Xavier o encontro da mulher da sua vida, no meio das bonecas russas.
Les Poupés Rousses marca o regresso em estilo, não só do elenco, hoje já completamente afirmado no panorama cinematográfico europeu, mas também de Klapsih que entre um e outro filme, apenas fez Ni Pour Ni Contre. Um filme que promete seguir o espirito do seu antecessor, com um humor mais irónico e mordaz. É da idade...

Estreiam esta semana mais cinco filmes no circuito comercial.
The Longest Yard é o remake homónimo do filme que no inicio da década de 70 consagrou Burt Reynolds. O actor volta agora, num papel secundário, já que quem lidera a equipa de futebol americano de uma prisão de alta-segurança é Adam Sandler. O actor volta á comédia fisica, seguindo um pouco o seu registo de inicio de carreira, e o filme é dirigido por Peter Seagal.

The Long Weekend é mais uma comédia de Verão acabada de chegar de Hollywood com o sexo como tema central. Um jovem empresário tem de criar uma campanha publicitária em dois dias, sob a pena de ser despedido, mas o irmão está decidido a arranjar-lhe uma namorada e tudo se complica. Chris Klein, Brendan Fehr e Paul Campbell estão no elenco. Pat Holden dirige.

The Amytville Horror é outro remake de um sucesso do cinema de terror de 1979. Um casal muda-se para a sua casa de sonhos sem saber que esta é amaldiçoada pelos fantasmas dos mortos de um massacre ali cometido no ano anterior. Repetição de uma fórmula de sucesso há vinte e cinco anos atrás com Ryan Reynolds e Melissa George no elenco.

Qi Jian é um brilhante épico histórico, e uma co-produção de três dos grandes potentados do cinema asiático - China, Coreia do Sul e Hong Kong. O filme, inspirado na lenda dos Sete Samurais, viaja até ao século XVII, altura em que sete guerreiros, vindos de pontos diferentes da China, se unem para impedir a destruição do último reduto de resistência ao novo governo imperial. Filme de Tsui Hark com Leon Lai e Donnie Yen.

Anthonny Zimmer estreou em Portugal com o 6º Festival de Cinema Francês e conta com Yvan Antall e Sophie Marceau, dois nomes maiores do cinema francês, nos principais papeis desta história de detectives e ladrões, onde a troca de identidades e uma paixão obsessiva servem de mote para uma aventura alucinante, jogada de forma eximia por um criminoso da alta roda.

O Hollywood Recomenda - O cinema europeu não está de boa saude, mas aqui e ali há indicações do contrário. L´Auberge Espagnole provou ser uma dessas há três anos e tudo indica que o seu sucessor, Les Poupées Rousses venha a seguir o mesmo caminho.
O Hollywood Desaconselha - O universo dos remakes continua a mostrar o pior que a indústria de Hollywood tem. Tanto The Longest Yard como The Amytiville Horror são marcos do cinema dos anos 70 e não mereciam remakes deste nivel.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:44 PM | Comentários (10)
outubro 18, 2005
Rumores
Depois de confirmado o novo James Bond, começam a surgir os primeiros rumores sobre as eventuais Bond Girls. No fim de semana os nomes mais falados eram Jessica Alba e Cecille de France, mas com o arrancar da nova semana a noticia é que os estúdios não vão poupar esforços para terem Angelina Jolie no elenco. Jolie, que até já trabalhou com Craig em Tomb Rider: The Cradlle of Life, seguiria a mais recente politica dos produtores da saga que preferem contar com estrelas de renome (Sophie Marceau, Halle Berry) para atrairem o público masculino, em vez de as "criarem" como era a imagem de marca da saga Bond desde os seus primórdios. Mas como as filmagens começam apenas em Janeiro, até lá, muitos mais nomes serão falados para integrar o elenco de Casino Royale.
Um outro projecto também esperado - e eternamente adiado - é o de Indiana Jones IV. O filme já foi anunciado e adiado diversas vezes, o guião alterado, e George Lucas e Steven Spielberg continuam a tentar encaixar na sua agenda a quarta aventura de Indy. Harrisson Ford já confirmou que volta ao papel, e Sean Connery poderá estar também de regresso. Em relação ao interesse amoroso de Indiana, nos últimos dias chegou a noticia que a chinesa Michelle Yeoh está disposta a ficar com o papel. Yeoh que é uma das muitas gueishas em Memoirs of a Gueisha, filme produzido por Spielberg, terá confessado ao realizador a sua vontade em conquistar o papel, e assim segue na linha da frente para um elenco ainda indefinido, muito por culpa da própria indecisão á volta do projecto.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:40 PM | Comentários (1)
outubro 17, 2005
Antevisão - Good Night and Good Luck.
É o segundo filme do galã convertido em realizador, George Clooney. E que filme! Os criticos elogiam a coragem com que Clooney descorre na sua defesa ao mundo do jornalismo durante o complexo periodo da "Caça ás Bruxas". Good Night and Good Luck. , filmado em tom de documentário, é mais do que um filme. É uma carta de amor de Clooney. Ao jornalismo. Ao cinema. Ao seu pai!

E o filme mais amado pela critica neste final de ano. Um amor que está para lá das fronteiras norte-americanas, como ficou bem provada a dupla vitória no Festival de Veneza, onde só faltou o Leão de Ouro para juntar aos prémios ganhos pela dupla de argumentistas, composta pelo próprio Clooney e Grant Heslov, e para o actor David Straiharn.
Filmado a preto e branco, em registo praticamente documental, o filme segue a equipa de produção See It Now, na sua demanda por expor a campanha denunciadora que o senador Joseph McCarthy vinha a comandar contra os nucleos comunistas nos Estados Unidos. Foi o periodo conhecido como Caça ás Bruxas, onde muitos comunistas, mas mais do que isso, muitos não-comunistas, foram denunciados pelo comité do senador, impedidos de trabalhar, presos e totalmente colocados de lado pela sociedade norte-americana. É nessa altura que esta equipa de produção, fiel ao ideal jornalistico, decide expor a campanha de McCarthy em directo, num programa que ficaria para a história. Não só representaria o principio do fim do senador, mas acabaria por ser o golpe fatal para o próprio programa, entretanto completamente marcado junto do "establishement" norte-americano. Criando um claro paralelismo com o que se passa nos dias de hoje, George Clooney faz aqui uma verdadeira evocação do que deve ser o jornalismo, e como este deve funcionar em dias onde a verdade deixa de ser algo garantido a priori. O filme segue a equipa de produção, desde o pivot e figura central da narrativa, o jornalista - que se tornaria um icone - Edward Murrow, mas também toda a equipa de produção, incluindo o produtor Fred Friendly, que Clooney fez questão de interpretar.

Apesar de ser um filme com um pequeno orçamento, a Warner Indepedent - uma subsidiária da Warner Bros - aposta forte em Good Night and Good Luck. (o titulo está ligado á frase de despedida de Murrow no final de cada programa), para este ano. E com razão.
O filme ainda não estreou nas salas de cinema, e por isso é dificil antever a reacção que o público poderá ter de um filme já classificado por alguns como demasiado "Intimista" ou "elitista" para o povo norte-americano. Mas ter 97% de criticas positivas no site Rotten Tomatoes é algo a que muitos poucos filmes, em toda a história do cinema, podem clamar ter conseguido. E se um filme conseguiu impressionar criticos tão heterogéneos da mesma forma (até agora só existem 3 criticas negativas ao filme), então a pespectiva para já é que o sucesso de bilheteira se venha a tornar uma realidade.
Um feito para um filme que é uma aposta pessoal de risco por parte de Clooney. Depois da sua excelente estreia como realizador em Confessions of a Dangerous Mind (outra aventura no universo do entertenimento), apostar em algo como Good Night and Good Luck. teria os seus riscos. Mais, Clooney não quis que mais ninguém, a não ser o próprio Joseph McCarthy, surgissem no grande ecrãn. Por isso as imagens de arquivo da mitica edição do See It Now completam o filme. Realidade e ficção juntas numa aventura que ainda tem tempo para criticar a politica das empresas jornalisticas da época em proibirem o casamento entre membros da mesma equipa, e que surge como um retrato mais duro e realista do universo jornalistico do que filmes como All the President´s Men, Network ou The Insider. Há aqui um sentido de realismo, mas pintado em tons românticos. Murrow era o idolo do pai de George Clooney, também ele um jornalista e pivot, que desde sempre ensinou ao filho os principios básicos do jornalismo. Talvez por isso o argumento alterne entre o facto, que foi a edição do See it Now com o senado McCarthy, com o romantismo da figura de Murrow, retratada aqui como o pioneiro do jornalismo televisivo nos Estados Unidos.

E para dar vida a Murrow, a opinião é unânime. Clooney não poderia ter feito uma escolha melhor. Vindo do universo da Broadway e sem grande história em Hollywood, David Straiharn encarna com uma frieza e uma simplicidade avassaladoras a sua personagem, e funciona claramente como motor do filme. A critica já falou em prémios, em nomeação aos Globos e aos óscares, e a verdade é que a Copa Volpi em Veneza foi um bom sinal. Mas Straiharn tem aqui, acima de tudo, a possibilidade de mostrar todo o seu valor num projecto credivel em cinema, algo que nunca conseguiu em quase vinte anos de carreira.
Aliás, outro dos grandes trunfos deste Good Night and Good Luck. acaba por ser o seu elenco. O leque é imenso e as escolhas parecem todas perfeitas. Como produtor do programa, e paladino da verdade, está George Clooney, num despojamento das suas habituais personagens como galã (mas isso, Clooney faz ainda melhor em Syriana). Sóbrio, imerso na sua personagem, Clooney apaga-se para deixar brilhar tudo á sua volta, numa clara demonstração de amor pela sua obra.
Como "casal-segredo" da equipa de produção encontramos Patricia Clarkson e Robert Downey Jnr, dois actores altamente subavaliados que aqui provam ter uma quimica que, apesar de secundária, traz profundidade dramática á narrativa. E claro, por lá também passeiam Jeff Daniels e Frank Langella, para não falar de Joseph McCarthy, em versão de arquivo.

Good Night and Good Luck. pode ser mais do que simplesmente o "queridinho da critica" de 2005, como Sideways foi no ano passado. Pode ajudar a passar uma imagem mais séria do mundo do jornalismo, e criar um importante paralelismo com o que se passa hoje nos Estados Unidos. Apesar de ser um filme para mexer com a consciência interna, quem conhece essa página negra da história norte-americana percebe a importância deste filme. Não só a sua importância como cinema, mas também como um falso-documentário sobre o papel da imprensa e a sua relação com o poder. E para aqueles que olham para o cinema apenas na sua vertente de entertenimento, Good Night and Good Luck. também pode ter algumas surpresas na manga. O tom sóbrio e imaginativo são captivantes, e não há grandes dúvidas de que aqui está um dos mais sérios candidatos a filme do ano, quando as contas se fizerem, lá para Janeiro. E nós por cá, continuamos á espera da definição de uma data de estreia, algo que pode esta para breve.
O QUE SE DIZ
"Um capitulo vital da história de meados do século, ganha vida de forma conscisa, com intimidade e uma clara marca artistica."Variety
"O filme de George Clooney sobre o pivto da CBS Edward Murrow não podia ser mais apaixonado, um ensaio sobre o poder, a verdade e a responsabilidade."New York Times
"Good Night and Good Luck não podia ser menos sui generis, menos out...ou mais captivante."Los Angeles Times
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:57 PM | Comentários (0)
Poster de King Kong
A New Line Cinema lançou mais um poster para King Kong, o remake que Peter Jackson tem preparado para estrear a 14 de Dezembro, e que recupera um dos titulos mais emblemáticos e sonantes da história do cinema.
Kong, que já vai na sua terceira adaptação, tem Jack Black, Adrien Brody, Naomi Watts e Andy Serkis no elenco e está a meio caminho entre o filme de acção e o drama humano, onde, desta vez, a personagem mais explorada é um gigante gorila que habita uma ilha no meio do Pacífico.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:30 PM | Comentários (0)
Justiça "Clintiana"
O mundo já conhecia a expressão "justiça salomónica". A partir de agora, o mundo do cinema saberá o que é a "justiça clintiana". Tudo isto porque Clint Eastwood volta a mostrar que é algo mais do que simplesmente um dos maiores realizadores de sempre.
Aquando das filmagens de Flags of Our Fathers, que entra agora na sua fase final, o realizador recebeu um pedido muito especial de Shintaro Ishiara, o presidente da câmara de Tóquio, também ele argumentista. Ishiara pedia a Eastwood que respeitasse a memória dos jovens soldados japoneses mortos em Iwo Jima, evitando fazer do seu novo filme mais um filme de acção onde os herois são sempre os americanos, e os japoneses vestem apenas o fato de vilões.
Clint prometeu e cumpriu.A dobrar!
Agora que Flags of Our Fathers está perto do final, o realizador vai voltar a filmar tudo sobre a batalha de Iwo Jima, mas deste vez, sob a perspectiva dos soldados japoneses que acabariam derrotados numa das mais sangrentas batalhas da 2º Guerra Mundial. O filme tem o titulo provisório Lamps Before the Wind e não terá argumento de Paul Haggis - ocupado com a sua segunda longa-metragem - mas de Iris Yamashita, que colaborou com Haggis no argumento de Flags.
Lamps Before the Wind começará a ser rodado em Fevereiro, e ambos os filmes estrearão em simultâneo no final de 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:02 PM | Comentários (8)
outubro 16, 2005
Aquelas frases...
"My name is for my friends!"

in Lawrence of Arabia
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:56 AM | Comentários (0)
outubro 15, 2005
Newton Howard substitui Shore
Peter Jackson tem praticamente tudo pronto para a estreia do seu próximo filme, King Kong. Só faltava acertar o detalhe final da banda-sonora. Mas o que parecia um mero pormenor, pode mudar por completo a apreciação ao filme. Jackson não gostou da banda-sonora de Howard Shore e substituiu o compositor por James Newton Howard.
Shore, que tinha colaborado com Jackson na trilogia Lord of the Rings, sai assim do ambicioso projecto de cineasta australiano, mas Jackson garante que foi uma saida amigável. Resta saber até que ponto a diferença entre a banda-sonora de Shore e a de Newton Howard pode contribuir para o impacto final do filme.
King Kong estreia a 14 de Dezembro.
