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novembro 14, 2005

As 50 Estrelas de Hollywood - 50º ao 41º lugar

Todas as listas são conhecidas pelo seu inicio, pelos nomes que ficaram no topo. Mas qualquer lista que se faça começa sempre pelo fim. Não se trata apenas de arrumar a casa. Por vezes esta é a parte mais dificil de fazer numa lista, já que estamos no limbo entre aqueles que entraram no top e os muitos gigantes que ficaram de fora.
Escolhas que têm de ser feitas. Senhoras e senhores, os dez nomes que abrem a lista As 50 Estrelas de Hollywood são...

50 - GENE TIERNEY
(1920-1991)
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Uma das grandes divas dos anos 40 e 50, Gene Tierney foi uma actriz que marcou a geração de ouro do cinema de Hollywood. Começou a despontar em Heavan Can Wait de Ernst Lubitsch, mas seria com Otto Preminger que conseguiria o seu mais famoso desempenho em Laura. Estavamos em 1944. A sua beleza e pose dianta da camara transformaram-na numa das actrizes mais populares da época e depois dos seus papeis em Leave Her to Heaven e The Ghost and Mrs Muir foi igualmente aclamada pela critica. Com uma conturbada vida romantica, Tierney nunca foi feliz fora do seu habitat natural, o estúdio, e quando a sua carreira entrou em declineo a actriz deixou-se derrotar por múltiplas depressões. Viria a falecer em 1991, vitima de um enfisema, mas já há 26 anos que não fazia um filme.

49 - SEAN CONNERY
(1930 - )
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Foi o primeiro James Bond e isso já chegava para o colocar num lugar de destaque da história do cinema. O actor escocês popularizou o sedutor 007 de tal forma que ainda hoje é considerado como o mais perfeito dos Bonds. Com medo de ficar demasiado preso à personagem abandonou-a nos anos 70 para se dedicar a papeis mais dramáticos. The Who Would Be King e The Name of the Rose consagraram-no como um dos mais talentosos actores da sua geração. Venceria o seu único óscar até hoje em 1987 como secundário no filme The Untouchables. A partir daí tornou-se num dos actores mais respeitados do Mundo. Apesar de praticamente ter deixado os papeis principais, teve participações de alto nivel em filmes como The Rock ou Finding Forrest, filmes que também produziu. É ainda hoje considerado um dos homens mais sexys do mundo e vai ser premiado em 2006 pela American Film Institute pelos serviços prestados à indústria cinematográfica.

48 - MARLENE DIETRICH
(1901-1992)
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Uma das primeiras grandes estrelas do cinema. Chegou aos Estados Unidos nos anos 30 depois de uma década de 20 onde despontou como a grande diva do cinema alemão. Consagrada no filme Der Blaue Engel, a jovem actriz explode verdadeiramente no filme Morroco. Estavamos em 1930. Nos anos seguintes papeis em filmes como Blond Venus, The Scarlett Empress ou Shangai Express tornaram-na num caso de grande sucesso. A sua rivalidade com Greta Garbo era histórica. Com a actriz sueca a abandonar o cinema, Dietrich também passou nos anos 40 por dificuldades. Outros tempos onde a outrara grandiosa alemã já parecia não ter lugar. A Foreign Affair, Ranch Notorius e Witness For the Prosecution trataram de provar que a grandeza de Marlene ainda se mantinha, e o seu pequeno papel em The Touch of Evil de Orson Welles funcionou como um coroar perfeito de uma grande carreira. Nos anos 60 deixou o cinema e veria a falacer em 1992.

47 - JOHNNY DEPP
(1963 - )
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Com 42 anos Johnny Depp é já uma das maiores estrelas da história do cinema. Uma carreira de mais de vinte e cinco anos coroada com desempenhos absolutamente notáveis, fizeram deste jovem "parte-corações" da serie 21st Jump Street num verdadeiro icone.
Depp explode verdadeiramente em Edward Schissorhands. Seria aliás com Tim Burton que o actor conseguiria os mais espantosos desempenhos, repetindo a parceria mais três vezes: Ed Wood, Sleepy Hollow e Charlie and the Chocolate Factory.
Os anos 90 serviram para Depp se consagrar como um idolo para os mais jovens com papeis em filmes como D. Juan, Blow ou ainda Donnie Brasco, ou ainda como menino bonito da critica graças o seu poder de "transformação" nos filmes Fear and Loathing in Las Vegas ou The Brave, que também realizou e onde voltou a contracenar com o seu idolo e amigo, Marlon Brando.
Os últimos anos têm servido para consagrar definitivamente a imagem de Depp. Duas nomeações consecutivas aos óscares, pelos notáveis desempenhos em The Pirates of the Caribean e Finding Neverland e um estatuto invejável, fazem dele uma autêntica lenda viva.

46 - WALTER BRENNAN
(1894-1974)
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É o maior actor secundário na história do cinema e só isso já é digno de lhe valer um lugar nesta lista. Mas mais do que as suas inesqueciveis personagens, Walter Brennan fica para a história como um actor como já não se faz. De vilão a herói, de velho resmungão a "tio perfeito", Brennan fazia todo o tipo de papeis.
Começou a sua carreira como actor em 1925 e fez mais de 200 filmes. O primeiro a fazer dele um nome a reter foi Fury de Fritz Lang. Mas seria com Howard Hawks que o actor conseguiria os seus mais inesqueciveis desempenhos. To Have and Have Not ou Rio Bravo são apenas os exemplos mais faceis de encontrar. Pelo meio ficaram os três óscares como melhor actor secundário entre 1936 e 1940 nos filmes em Kentucky, Come and Get It e The Westerner. O actor seria ainda nomeado por Sargeant York em 1941 mas não voltaria a ganhar. Mas durante mais vinte anos encheu as salas com personagens inesqueciveis que fizeram dele um nome hoje escrito a letras de ouro.

45 - MAGGIE SMITH
(1934 - )
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Começou a brilhar como actriz de teatro e a verdade é que demorou a despontar como uma das maiores actrizes britânicas de sempre no grande ecrãn. The V.I.P.´s abriu a sua estreia na 7º arte, estavamos em 1963, e dois anos depois Maggie Smith já era nomeada aos óscares pela sua interpretação como Desdémona em Othelo. Não venceu dessa vez mas quatro anos depois, em The Prime of Miss Jean Brody, a experiente actriz consegue a sua primeira vitória. Smith voltará a ser nomeada quatro vezes e em 1978 chega o segundo óscar no filme California Suite. Pelo meio ficou o inesquecivel Travels With My Aunt.
Os anos 80 ficaram marcados por filmes como A Room With a View. Seria já no final dos anos 90 que o seu nome voltaria à ribalta. Primeiro em Gosford Park, onde consegue a última nomeação aos óscares, e depois pelo seu papel como McGonagall na saga cinematográfica de Harry Potter.


44 - GRETA GARBO
(1905-1990)
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Uma cara inesquecivel. Uma maneira de sofrer que seria imitada até à exaustão pelas gerações vindouras. "Estou farta!" dizia durante Grand Hotel. E a verdade é que sempre esteve. Garbo não nasceu para o cinema apesar de ter sido durante quinze anos uma das suas maiores estrelas.
Começou a sua carreira na Suécia em filmes menores e no final dos anos 20 o seu papel em Anna Christie foi suficiente para a levar até Hollywood. Tratada como uma autêntica divindade, Garbo nunca se habituou ao star-system de Hollywood. A sua polémica relação com John Gilbert também não ajudava e os papeis pareciam estar sempre abaixo das suas reais potencialidades. Mesmo assim houve Mata Hari, Grand Hotel, Camille, Anna Karenina e Ninotchka. Este último seria a sua última grande presença em cena. Com apenas 35 anos, na flor da idade, ainda detentora de toda a sua invejável beleza e talento, Garbo retira-se. Ficou o mito e a dúvida sobre o que teria sido o seu futuro se continuasse a representar. Mas nos anos em que se dedicou ao cinema, Garbo foi uma das mais cintilantes estrelas de Hollywood.

43 - RUSSELL CROWE
(1964 - )
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De temperamento intempestivo, talvez demasiado rebelde para os dias que correm, Russell Crowe é um homem fora do sistema que este recruta constantemente, conseguindo retirar o melhor que há dentro deste actor australiano. E de facto os últimos dez anos provaram que Crowe é uma das estrelas da sua geração.
Depois de uma passagem pelo cinema australiano, Crowe partiu em 1992 para Hollywood. Eram os dias de Romper Stoomper e The Quick and the Death, filmes que já davam bem a noção do estilo da futura estrela.
É no entanto em 1997 que Crowe explode verdadeiramente no filme L.A. Confidential. A partir daí a sua carreira sob vertiginosamente. Dois anos depois é nomeado ao óscar pelo seu contido papel em The Insider, transformando por completo a sua imagem de briguento. É no entanto como general romano transformado em escravo no filme The Gladiator que Crowe conquista o óscar, afirmando-se como um dos nomes maiores dos nossos dias. O terceiro ano consecutivo como nomeado chega com A Beautiful Mind. A vitória do filme em várias categorias não foi suficiente para Crowe bisar no óscar. Chateado com o sistema, o actor afasta-se para a Austrália. Mas será por pouco tempo. Volta em Master and Commander e Cinderella Man e continua a exibir todos os dotes que o consagraram. Resta saber se o seu caracter intempestivo poderá vir a prejudicar (mais) a sua carreira, ou se o melhor de Crowe ainda está para vir.

42 - JAMES MASON
(1909-1984)
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O mais popular actor britânico da sua geração hoje, mas extremamente subvalorizado à época. A Mason faltou muito do carisma que Laurence Olivier tinha fora de cena para se consagrar como aconteceu com Alec Guiness, seu contemporâneo.
A sua estreia no cinema britânico sucede à sua vasta experiência nos palcos londrinos. É nos anos 40 que chega a Hollywood mas o filme que o vai afirmar definitivamente data de 1953. Depois do sucesso de Five Fingers, Mason passa a ter mais papeis de destaque. É aí que surgem A Star is Born ou Bigger than Life, papeis inesqueciveis que o confirmaram como um dos grandes da sua geração. Antes disso tinha em Julius Caeser conseguido um dos mais inesqueciveis desempenhos como actor shakesperiano no grande ecrãn. Mostrando bem a sua versatilidade, foi o vilão com mais glamour da filmografia hitchockiana em North By Northwest. Em Lolita voltou a explorar a sua capacidade para viver personagens perturbadas e acabou por entrar na maior parte dos épicos falhados dos anos 60. Continuaria a estar presente como actor secundário em diversas produções sendo nomeado aos óscares pela terceira vez em 1982 no filme The Veredict. Morria dois anos depois depois de quase 150 filmes em cinquenta anos de carreira.

41 - GROUCHO MARX
(1980-1977)
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Os irmãos até eram 5, mas nenhum deles atingiu o nivel e o talento de Groucho Marx.
Com o seu inesquecivel bigode, o charuto sempre perto dos lábios, um movimento de corpo impressionante e um sentido de humor negro como nunca se tinha visto até então, Groucho está ao nivel de outros gigantes do cinema de comédia da primeira metade do século. Aliás, talvez seja apenas superado por Chaplin, ele que preferia as suas falas corrosivas aos sapateados do britânico. Nunca arriscou uma carreira a solo, por perceber que o seu potencial estava intimamente ligado ao estilo de filmes que desenvolveu com os irmãos. The Cocconaut, A Night at the Opera, In the Circus ou A Day at the Races foram talvez as maiores obras-primas que protagonizou, assumindo-se como uma estrela mordaz e sem igual. Com o final dos Irmãos Marx os seus poucos projectos "solitários" falharam em protagonismo mas confirmaram todo o seu talento. Percebendo que o seu tempo tinha passado, Groucho retira-se nos anos 50, vindo a morrer em 1977, numa altura em que todos os comediantes viviam para o imitar, a ele e não aos seus rivais dos anos 30. Uma ironia digna de Groucho.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às novembro 14, 2005 06:00 AM

Comentários

ai credo .....

deviam tar cegos quando meterao aqui estas especies raras aqui ....

que nojo vou vos contar ....

lavam me os olhos que isso é da remela .......

que pessimo mau gosto....

so velhos eu quero é ver gaijos bons ....

e ja agora nus....
por favor actualizem a vossa página ...é só o que eu vos pesso ....

beijos ....

Publicado por: leonor às janeiro 31, 2007 02:08 PM

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Publicado por: ringtones free às setembro 5, 2006 05:48 AM

Reconheço que é dificil fazer uma lista dos 50 melhores actores de todos os tempos, afinal os gostos pessoais acabam sempre por influenciar as nossas escolhas. Mas Greta Garbo em 44º lugar é imperdoavel, mesmo porquê ela aparece atrás do Russel Crowe, bom actor claro mas que deixa a desejar em certos papeis. Todos dizem que ele merecia um oscar por Uma mente Brilhante (o que é verdade) mas esquecem-se de dizer que o oscar ganho pelo Gladiador foi injusto. Durante todo o filme ele limita-se a fazer cara de durão, a lutar e a dizer algumas frases feitas de homem fustigado pela vida. Bom actor volto a dizer, mas melhor que uma diva como a Greta Garbo? Nem pensar!

Publicado por: Helena Amorim às agosto 3, 2006 10:57 PM

eu axo ke nao e devido ao facto de a morfologia ser abitada atraves de um par cinetico, aliax axo ke a fisionumia e absurda de coabitar em termos universais!!!!!

Publicado por: dj às janeiro 16, 2006 02:46 PM

acho que nos quatro cavaleiros do apocalipse quem entrava era Glenn Ford e não James Mason

Publicado por: joaovenade às novembro 18, 2005 08:54 PM

Fazer uma lista só com 50 nomes é quase impossivel. Pronto, é impossivel.
Deixei de fora imensos nomes que admiro imenso, outros que gosto pessoalmente mas que senti que não tinham lugar. Não tentei equilibrar por si só. Tentei recolher aqueles que considero serem os maiores nomes das diferentes gerações, com algumas a terem mais destaque que outras. Claro que os actores actuais são uma incógnita. Ninguem sabe se vão fazer muito melhor no futuro ou se vão desaparecer. Andam todos na casa dos 40 o que deixa isso em banho maria...
Em relação aos restantes nomes, tentei recuperar alguns actores que acho geniais mas são sempre esquecidos e não ficam a dever em nada a nomes mais populares, mas menos consistentes, e tentar ser fiel a mim mesmo. Aos meus gostos, mas essencialmente á ideia que eu tenho da história do cinema e ao papel de cada um. Faltará muita gente do periodo mudo, muitos nomes populares, e aqueles nomes que andam no limbo que tanto poderiam estar como não. Fazer uma lista é impossivel? É...mas ao ler aquilo da Premiere custou-me tanto que não resisti. Paciência...

um abraço

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às novembro 15, 2005 05:03 PM

É a velha história da subjectividade (a puta da subjectividade...), mas é um exagero falar do Crowe e do Depp como estrelas na história do cinema. O Crowe ainda entraria na lista, mas o Depp ainda não, especialmente se lembrando que a ideia é ir a Hollywood, onde até há pouco tempo (até ao Piratas..., portanto) o Depp era proscrito.

Fora disso, algumas correcções: o nome é Marlene Dietrich e não Deitrich. O filme que acabou com o ar "brigão" do Crowe tinha o título original de The Insider, e não de The Informer (tradução do título português, se não me engano). Os filmes A Night at... ou A day at... já são de uma fase posterior dos Marx Brothers e falhou-te a obra-prima deles, o Duck Soup. Mesmo que possa ser discutível se será realmente o melhor, é sem dúvida a obra que os elevou à categoria de génios. Pena a não referência ao The four Horsemen of the Apocalypse no caso do Mason, mas não se pode falar de todos. A Garbo mereceria uma referência ao Queen Christina.

Fora disso gostei de ver a lembrança do Walter Brennan, só me parece que estás a tentar equilibrar as coisas entre actores do passado e actores do presente e isso é meio caminho andado para o fracasso da ideia.

Publicado por: João André às novembro 15, 2005 03:52 PM

Claro, já agora o Vin Diesel e o The Rock.

Está a começar bem a lista, gosto muito do Walter Brennan e do James Mason e não são dois actores que apareçam muito neste tipo de coisas.

Publicado por: Vítor às novembro 15, 2005 02:10 PM

fala seriuuu..cada angelina jolie? catherine zeta jones?brad pitt? antonio bandeiras? michael douglas???

Publicado por: victoria às novembro 15, 2005 01:59 PM

Simplesmente fantastico...

Publicado por: Pedro às novembro 14, 2005 07:57 PM

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