« Trailer de Pirates of the Caribbean 2 | Entrada | Crowe e Kidman finalmente! »

novembro 25, 2005

Oscarwatching - A semana de Syriana

O tempo vai passando e os filmes vão surgindo. Depois de se ter confirmado o real potencial de Walk the Line e Memoirs of a Gueisha, há ainda incógnitas no ar. Como é realmente Munich? Alguém viu The New World? Brokeback Mountain será rotulado como western-gay? Good Night and Good Luck. é demasiado pequeno?
Para Syriana isso não importa. O filme de Stephen Gaghan teve uma semana e peras...
syriana-0.jpg

O filme lida essencialmente com a questão do terrorismo e da presença norte-americana no Médio Oriente. O aspecto central do filme é um agente da C.I.A que começa a perceber que há algo que ele desconhece em todo o processo em que os EUA estão envolvidos nessa zona. Começa a pesquisar por ele mesmo e descobre coisas que pensava não serem possiveis. Esse é o ponto de partida e a partir daí a história desmultiplica-se em várias personagens e no papel que elas têm no bolo que é o negócio do petróleo no Médio Oriente. O filme é dirigido por Stephen Gaghan, o aclamado argumentista de Traffic, e conta com um transformado George Clooney. E quando todos pensavam que ele ia atacar o óscar principal, há duas semanas, o site The Envelope afirmou que ele seria secundário. Rumores desmentidos, capa do Hollywood Reporter a fazer menção a esse protagonismo no filme, mas o mesmo site, duas semanas depois, diz saber de fonte segurissima que Clooney apenas vai lutar pelo óscar de secundário, onde, curiosamente, já era candidato pelo papel no seu próprio filme, Goodnight and Good Luck.
Mas o que conta essencialmente para Syriana é o aplauso que a critica lhe tem devotado nos últimos dias. Tudo começou, naturalmente, com Roger Ebert, e rapidamente a noticia espalhou-se. O filme é elogiado pela sua transparência e coragem, e pelo trabalho de Gaghan, atrás da camara e na escrita do guião.
Visto por muitos como um cavalo negro, Syriana vai começando a ganhar apoiantes. Não será nunca um filme de grande projeção e por isso é natural que entre para uma "categoria", já de si sobrelotada, de filmes pequenos que a critica tem vindo a aclamar. E ter a companhia de Crash, Capote, The Constant Gardener, A History of Violence ou The Squid and the Whale, pode complicar as coisas.
spielberg.gif

Steven Spielberg não quer fazer campanha. O realizador de Munich quer que o filme fale por si, sem necessidade de uma forte campanha mediática a apoiá-lo. Spielberg, que será provavelmente o produtor dos dois grandes candidatos - o que pode violar um pouco as regras do jogo, já que para além de produzir Munich, também produz Memoirs of a Gueisha - espera assim conquistar a simpatia de um cada vez maior número de criticos e membros da Academia que se mostram irritados com a politica agressiva de marketing dos estúdios nos últimos anos. Resta saber se o tiro não lhe sai pela culatra.
gary-hitler-75%25.jpg

Se a nivel dos actores principais nada tem mudado nas últimas semanas - o mesmo será dizer, as dúvidas continuam a ser as mesmas, as certezas continuam a ser poucas - nas categorias secundárias o assunto vai-se complicando. Gary Beach (The Producers), Frank Langella (Good Night and Good Luck.), George Clooney (Syriana/Good Night and Good Luck) juntam-se à luta com nomes já firmados há alguns meses como Bob Hoskins, William Hurt, Paul Giamatti ou Jake Gyllenhall. E com a indecisão à volta do elenco secundário de Munich, The New World ou Memoirs of a Gueisha, a questão do melhor actor secundário está mais indecisa que nunca. Apostas aceitam-se!


Por falar em apostas, a partir de segunda-feira o Hollywood volta ás suas previsões. Os nomes e as apostas referem-se ás informações recolhidas até este fim de semana. Por isso não se espantem se virem nomes na terça feira que na quarta-feira já estão fora da corrida, tal como aconteceu com Alexander no ano transacto. Ossos do ofício!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às novembro 25, 2005 12:47 AM

Comentários

Acho a decisão dos produtores de MUNICH sensata e nada arrogante, como alguns estão afirmando. O filme não carece de FYC Ads espalhafatosos e a temática não combina com esse tipo de promoção. A qualidade do filme deverá ser suficiente para levá-lo até o Kodak Theatre sem maiores problemas. Isso, claro, numa perspectiva otimista.
Já GUEIXA parece não estar conquistando a crítica americana...
Cumps.

Publicado por: Gustavo H. Razera às novembro 26, 2005 11:56 PM

Comente




Recordar-me?