« Trailer de Kong | Entrada | Hollywood com novo look »

novembro 04, 2005

Oscarwatching - Quem quer ser secundário?

Ninguém gosta de ver o seu nome aparecer em segundo lugar num genérico de um filme. Aliás a própria desingação de secundário é incorrecta. A Academia gosta de lhe chamar interpretação de "suporte". A verdade é que nunca ninguém gostou muito de ser visto como secundário. Até hoje! Com os rumores a anunciarem que Diane Keaton vai querer passar por secundária para conseguir mais facilmente o óscar, abriu a corrida aos lugares de suporte...
stone12.jpg

Desde que surgiram as primeiras noticias sobre The Family Stone que imediatamente o nome de Diane Keaton foi colocado em destaque na categoria de melhor actriz. Uma das melhores da sua geração, Keaton ainda vivia um pouco o estigma da derrota há dois anos atrás, mas tudo indicava que este ano a sua candidatura teria de ser levada a sério. Mas, de repente, os rumores mudaram por completo. Afinal Diane Keaton não quer ser "principal". E a Fox vai fazer tudo para convencer a Academia e a HFPA (Hollywood Foreign Press Association) que a diva é realmente secundária, puxando Sarah Jessica Parker - directamente chegada de Sex and the City - para a categoria principal. Porquê?
A razão parece ser simples. Até agora os elogios, as criticas, o chamado "buzz" tem criado uma pré-vencedora à categoria de Melhor Actriz: Reese Whiterspoon. A bela actriz, namoradinha da América durante bastante tempo, domina Walk the Line com a sua encarnação de June Carter Cash, o amor da vida do músico Johnny Cash. E não há ninguém que conteste o facto da sua nomeação ser já uma certeza.
Para agravar a situação há ainda o efeito "white trash girl", muito eficaz nos últimos anos, que rodeia a interpretação de Charlize Theron. A sul-africana venceu em 2003 (a Keaton curiosamente) o óscar e volta agora com uma performance igualmente poderosa em North Country. O filme não tem convencido, mas Theron já foi tão aclamada como aquando tinha sido em 2003.
Razões de sobre para Diane Keaton perceber que seria dificil ombrear com estas duas jovens e talentosas actrizes, em clara ascensão. E por isso Keaton prepara um feroz ataque ao óscar secundário. Conhecido por premiar muitos actores pela carreira - e não só pelo seu desempenho - o óscar secundário feminino vive uma clara indefinição.
Nomes não faltam, mas nenhum deles parece estar á frente na corrida. A critica gosta especialmente de Amy Adams de Junebug. Maria Bello e Rachel Weisz foram as actrizes mais aclamadas nos últimos meses. O elenco de Memoirs of a Gueisha (Gong Li e Michelle Yeoh), In Her Shoes (Shirley McLaine e Toni Collete) ou o de Brokeback Mountain (Michelle Williams e Anne Hathaway) tem de ser levado em consideração, mas podem acabar por se anular. E quanto a Scarlett Johansson ou Q´Orianka Kilcher, ainda ninguém sabe se vão surgir como principais ou secundárias na temporada de prémios. E tendo já muito "buzz" a seu favor, a produtora de The Family Stone - que se preparava para apostar em Sarah Jessica Parker ou Rachel McAdams caso Keaton fosse principal - decidiu que a probabilidade ser nomeada (e vencer) será muito maior aqui. Vamos a ver se a moda pega este ano, e se há mais alguém a querer virar secundário sem realmente o ser!

photo_0812.jpg

Entretanto parece que mais um favorito vai ficar pelo caminho. Jarhead tem recebido reviews bastante desanimadoras e o filme de Sam Mendes, para muitos um favorito claro, passou agora para o fim do pelotão. O filme é acusado de ser demasiado vago e sem sentido. Os desempenhos de Saasgard e Gyllenhall são vistos como vulgares e acaba por ser Jamie Foxx quem consegue o maior destaque. Sam Mendes volta a não convencer, dizem os criticos norte-americanos, e se não conseguir tornar-se num grande sucesso de bilheteira, Jarhead arrisca-se a passar para a história, ainda antes da estreia dos seus maiores rivais.

jacksonpeter1.jpgsteven-spielbergas.jpgimage002s.jpg

O que é que Peter Jackson, Steven Spielberg e Terrence Malick têm em comum? Certamente muita coisa, mas uma delas está a preocupar estes três realizadores bastante. Nenhum deles tem o seu filme pronto, e a data de estreia quer de King Kong, Munich ou The New World pode estar em risco.
No caso do filme de Jackson os problemas estão nos efeitos especiais e na banda sonora. No primeiro caso a Weta está a trabalhar em horas extraordinárias para ter o filme pronto a tempo de ser considerado para os Globos de Ouro. Em relação à banda sonora, a substituição de Howard Shore por Thomas Newton implicou começar tudo do zero.
Munich foi desde sempre um projecto de risco. Spielberg sabia-o, a Universal também. Mas com apenas um mês para a estreia parece que os problemas vão continuar até ao último dia. As filmagens já terminaram mas o trabalho na sala de montagem promete ser longo e complexo. Isto enquanto John Williams também ainda não tem a banda sonora do filme pronta.
Quanto a The New World o suspense é total. O filme deveria ter estreado em Novembro mas Malick decidiu adiar a estreia para Dezembro, de forma a ter mais tempo de editar o filme. Os seus métodos de trabalho impedem saber o que se passa na sala de edição do filme, mas há quem pense que Malick está em autêntico sprint para conseguir o estrear o seu filme dentro dos prazos.
Três filmes que prometem imenso, três imensas dores de cabeça para os seus autores!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às novembro 4, 2005 07:44 PM

Comentários

Uma estratégia válida para Keaton. Já Parker tem suas chances dificultadas.
A banda sonora de MUNIQUE começará a ser gravada semana que vem. Acho que seu lançamento está garantido - além da mudança da categoria Roteiro, que é creditado como Adaptado no trailer.
Abs.

Publicado por: Gustavo H. Razera às novembro 5, 2005 02:56 PM

Obrigado Ricardo. Também gosto bastante do novo visual, mas ainda há espaço para melhoramentos.
Em relação ao "No Hollywood encontram o melhor do cinema" não era auto-promoção. Era mais para sinalizar os especiais que vinham a seguir em destaque. Mas percebo a recomendação e para não haver equivocos mudei para "No Hollywood Encontram". O sentido para mim é o mesmo, mas para o publico pode ser esta a frase certa.
Gosto essencialmente do estilo visual mas acho que os leitores realmente ficam muito mais á vontade assim. Especialmente na lista (á jornal) das últimas cinco reviews, e nos espaços centrais do blog - para além das noticias claro.
Em relação á cidade, confesso que para mim é um mistério. Na imagem original é irreconhecivel, pode ser qualquer cidade. Na verdade, é aquela que cada um de nós quiser que seja ;-)
um abraço

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às novembro 5, 2005 01:42 AM

P.S. A fotografia no header não é de Nova Iorque? hehe ... Ficou bastante melhor a aparência do blogue!

Publicado por: Ricardo às novembro 5, 2005 12:21 AM

Viva Miguel,

Só escrevo este comentário para manifestar que gostei da arrumação que fizeste na barra da direita! Está bastante mais funcional e a consulta tornou-se mais rápida. Pena não poder fazer algo parecido no blogger, já tentei mas não dá. Eu só evitava, mas é uma opinião pessoal, frase como "No Hollywood encontram o melhor do cinema". Percebo o sentido mas as frases de auto-promoção num blogue pessoal nem sempre ficam bem. Mas é um pormenor.

De qualquer forma mais um passo para melhorar a consulta do blogue e torná-lo cada vez mais algo profissional.

Abraço,

Publicado por: Ricardo às novembro 5, 2005 12:20 AM

Comente




Recordar-me?