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dezembro 31, 2005

Hollywood Film Awards 2005 - Melhor Realizador

Há o argumentista que prepara o terreno. Os actores que dão vida à história. Os técnicos que ultimam os últimos pormenores. Mas o lider da equipa, o responsável máximo, quer corra bem quer corra mal, é o realizador. E em muitos dos casos, é ele também a alma do projecto. Em 2005 houve muitos cineastas que se destacaram pela positiva. Estes foram os cinco mais do ano...

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CLINT EASTWOOD

O titulo "último dos clássicos" acenta-lhe que nem uma luva porque, acima de tudo, Clint Eastwood é o único realizador em actividade que se pode dar ao luxo de se comparar aos clássicos, aos maiores de sempre. Hoje Eastwood é um nome ao nivel de um Ford, Wilder, Capra, Hitchcock, Murnau, Lang, Rossellini ou Renoir, um verdadeiro mito vivo. Os seus filmes são verdadeiras obras de arte, tal é a sua beleza e a sua profundidade humana.
Million Dollar Baby é apenas o último exemplo, talvez o melhor, da genialidade deste autor norte-americano capaz de criar com uma sensibilidade que muitos outros conceituados realizadores em actividade nem sonham em conseguir. Eastwood é o maior realizador em actividade e a última ponte para um mundo que não voltará!

2º - Peter Jackson

Quando começou a carreira no cinema gore, poucos davam alguma coisa por este cineasta australiano. Heavanly Creatures já era um passo na direcção certa, mas foi a trilogia Lord of the Rings - a mais espantosa trilogia da história do cinema - que o consagrou como um dos maiores realizadores em actividade. Faltava o teste seguinte, fora da Terra Média como seria Jackson?
King Kong tirou todas as dúvidas que pudessem existir sobre a genialidade de Jackson. Um filme bigger than life, um verdadeiro épico dos tempos modernos, talvez o melhor remake da história do cinema. E Jackson subiu definitivamente ao Olimpo dos grandes realizadores do cinema fantástico, ao lado de gigantes como George Lucas.

3º - Alexander Payne

É o representante do cinema indie em ascensão, graças a jovens autores como ele, Sofia Copolla, Wes Anderson ou Paul Thomas Anderson.
O seu Sideways é a prova viva de que a ainda há muita imaginação no cinema norte-americano. É preciso é procurar nos locais certos. Payne é um realizador extremamente competente e inventivo, e o seu futuro parece estar definitivamente assegurado.

4º - Fernando Meirelles

O seu Cidade de Deus foi um murro no estomago há três anos atrás. Fez o mundo perceber que havia cinema na terra das telenovelas de uma forma que poucos imaginavam poder ser real. E Fernando Meirelles tornou-se numa estrela. Daí terem pegado nele, enviando-o para África onde teria de filmar uma história de amor post-mortem de de vingança, escrita por um dos mais aclamados escritores britânicos. Meirelles manteve a fleuma britânica, acrescentou-lhe pózinhos de terceiro mundo e fez de The Constant Gardener um dos filmes do ano. E confirmou assim tudo o que se esperava dele. Meirelles pode muito bem ser o futuro!

5º - Marco Martins

Um dos principais problemas do cinema português é a falta de ideias. Outro é o facto de serem sempre as mesmas caras, sempre com os mesmos probelmas, a filmarem em Portugal. Marco Martins remou contra a corrente. Fez de Alice uma obra admirada em meio mundo, uma verdadeira obra-prima do cinema nacional, e fe-lo de forma despretenciosa, mas com enorme talento. Mais do que uma promessa do cinema português, Martins é uma promessa do cinema mundial!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às dezembro 31, 2005 09:50 PM

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