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janeiro 31, 2006

Oscares2005 - Primeira análise

Para mais logo fica uma análise detalhada das consequências das nomeações desta manhã. Em termos de prognósticos, uma percentagem de 83% nas dez principais categorias ficou manchada pela razia nas categorias técnicas, onde os número desceram abaixo dos 50%. Muitas surpresas aí de facto.
Num ano onde a diferença entre o filme mais nomeado e o décimo é de apenas quatro nomeações, tudo pode acontecer. Aqui ficam alguns pontos de reflexão:

- Brokeback Mountain é um lider fragilizado. Oito nomeações não são nada, especialmente em categorias onde o filme dificilmente vencerá. A sua posição de força está ameaçada, e o melhor que tem neste momento é o facto do seu rival mais visivel, ter ficado de fora.

- Os fãs de Munich ficaram contentes mas é cedo para festejar. Um filme vencer sem qualquer nomeação entre os actores era bastante surpreendente, e Munich conseguiu nomeações cirúrgicas. Ninguém percebe o porquê da nomeação a melhor filme, até porque o apoio dado ao filme pelas Guilds foi praticamente nulo, e sem o apoio dos actores (não há nenhum de Munich nos vinte eleitos) dá a ideia de uma candidatura igualmente frágil.

- Good Night and Good Luck. é um dos grandes vencedores. Com apoios entre os técnicos e os actores, é o filme com uma das mais largas e sólidas bases de apoiantes. Um actor secundário nomeado e o filme estaria taco a taco com Brokeback. Mesmo assim, torna-se num dos favoritos.

- Crash era o favorito sentimenal e pode continuar a sê-lo. Esperavam-se mais actores secundários e essa ausência fragiliza um filme sem apoio técnico. De qualquer forma surpresas podem acontecer, mas será dificil vencer mais do que dois óscares.

- Capote só teve o apoio que se esperava, ou seja, por parte dos actores, argumentistas e realizadores. Dificilmente é filme para vencer, mas esse é um apoio sólido e no final poderá ser dos poucos filmes a tê-lo de facto.

- Walk the Line tem cinco nomeações, mas nenhuma em filme, argumento ou realização. Os dois últimos eram esperados, mas o primeiro é uma surpresa. Desde os anos 70 que nenhum filme com receitas superiores a 75 milhões fica de fora. Walk the Line era o único em contenda que estava nesses números. A nomeação de melhor filme fazia dele um favorito, já que o apoio dos técnicos e dos actores parece inegável. Um caso surpreendente, e bastante estranho.

- Keira Knightley como melhor actriz segue o caminho de surpresas dos últimos anos com Catalina S. Moreno e Keisha Castle-Hughes. Uma jovem e bonita actriz num papel diferente do que estamos habituados a ver. Mas dificilmente material para óscar, especialmente tendo em conta a concorrência.

- Terrence Howard bateu o favorito Russell Crowe, aguentou os ataques dos fãs de Munich e conseguiu a sua nomeação. É um triunfo pessoal de um actor que puxou muito pelo seu filme e que se vê agora na iminência de se tornar uma agradável surpresa.

- As ausências de Star Wars III (só nomeado em maquilhagem) e Charlie and the Chocolate Factory (só nomeado em guarda-roupa) são surpresas, pelo sucesso que tiveram, e pela qualidade do seu trabalho técnico. Mais um ano cheio de escolhas bem mais convencionais como as de Memoirs of a Gueisha, um dos filmes favoritos dos técnicos, mas que não passou disso mesmo.

- Apenas três temas originais. Uma surpresa e uma novidade. Uma licção também para a Academia que anualmente excluiu muitos candidatos sem se perceber bem o porquê. Desta vez em 42 nomes prefiriram escolher apenas 3 quando havia boas apostas deixadas de fora. Ninguém percebe.

- A escolha dos filmes animados merece aplausos. Nada de filmes por animação por computador, em três obras artisticamente muito bem conseguidas. Já a escolha dos documentários seguiu o caminho inverso, o dos grande êxitos. Os filmes estrangeiros foram o que se esperavam, com a surpresa italiana sobre a aposta brasileira.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:03 PM | Comentários (0)

Oscars2005 - Total de Nomeações

8 nomeaçõesBrokeback Mountain

6 nomeações
Crash
Good Night and Good Luck.
Memoirs of a Gueisha

5 nomeações
Capote
Munich
Walk the Line

4 nomeações
King Kong
Pride and Prejudice
The Constant Gardener

3 nomeações
War of the Worlds
Cinderella Man
The Chronicles of Narnia

2 Nomeações
Syriana
North Country
Hustle and Flow
Transamerica
A History of Violence
Mrs Henderson Presents

1 Nomeação
Star Wars III
Batman Begins
Junebug
Match Point
The Squid and the Whale
The New World
Harry Potter and the Goblet of Fire
Charlie and the Chocolate Factory

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:44 PM | Comentários (2)

Oscares2005 - As Nomeações

MELHOR FILME
BROKEBACK MOUNTAIN
CAPOTE
CRASH
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
MUNICH

REALIZADOR
Ang Lee - BROKEBACK MOUNTAIN
George Clooney - GOOD NIGHT AND GOOD LUCK.
Paul Haggis - CRASH
Benneth Miller - CAPOTE
Steven Spielberg - MUNICH

ACTOR
Philip Seymour Hoffman - CAPOTE
Terrence Howard - HUSTLE & FLOW
Heath Ledger - BROKEBACK MOUNTAIN
Joaquin Phoenix - WALK THE LINE
David Strathairn - GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.

ACTOR SECUNDÁRIO
George Clooney - SYRIANA
Matt Dillon - CRASH
Paul Giamatti - CINDERELLA MAN
Jake Gyllenhaal - BROKEBACK MOUNTAIN
William Hurt - A HISTORY OF VIOLENCE

ACTRIZ
Judi Dench - MRS. HENDERSON PRESENTS
Felicity Huffman - TRANSAMERICA
Keira Knightley - PRIDE & PREJUDICE
Charlize Theron - NORTH COUNTRY
Reese Witherspoon - WALK THE LINE

ACTRIZ SECUNDÁRIA
Amy Adams - JUNEBUG
Catherine Keener - CAPOTE
Frances McDormand - NORTH COUNTRY
Rachel Weisz - THE CONSTANT GARDENER
Michelle Williams - BROKEBACK MOUNTAIN

ARGUMENTO ADAPTADO
BROKEBACK MOUNTAIN
CAPOTE
THE CONSTANT GARDENER
A HISTORY OF VIOLENCE
MUNICH

ARGUMENTO ORIGINAL
CRASH
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
MATCH POINT
THE SQUID AND THE WHALE
SYRIANA

FILME ESTRANGEIRO
DON'T TELL
JOYEUX NOèL
PARADISE NOW
SOPHIE SCHOLL - THE FINAL DAYS
TSOTSI

DOCUMENTÁRIO
DARWIN'S NIGHTMARE
ENRON: THE SMARTEST GUYS IN THE ROOM
MARCH OF THE PENGUINS
MURDERBALL
STREET FIGHT

FILME ANIMADO
HOWL'S MOVING CASTLE
TIM BURTON'S CORPSE BRIDE
WALLACE & GROMIT IN THE CURSE OF THE WERE-RABBIT

DIRECÇÃO ARTISTICA
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
HARRY POTTER AND THE GOBLET OF FIRE
KING KONG
MEMOIRS OF A GEISHA
PRIDE & PREJUDICE

FOTOGRAFIA
BATMAN BEGINS
BROKEBACK MOUNTAIN
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
MEMOIRS OF A GEISHA
THE NEW WORLD

GUARDA-ROUPA
BROKEBACK MOUNTAIN
CHARLIE AND THE CHOCOLATE FACTORY
MEMOIRS OF A GEISHA
MRS. HENDERSON PRESENTSPRIDE & PREJUDICE
WALK THE LINE

MONTAGEM
CINDERELLA MAN
THE CONSTANT GARDENER
CRASH
MUNICH
WALK THE LINE

MAQUILHAGEM
THE CHRONICLES OF NARNIA: THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE
CINDERELLA MAN
STAR WARS: EPISODE III REVENGE OF THE SITH

BANDA SONORA
BROKEBACK MOUNTAIN
THE CONSTANT GARDENER
MEMOIRS OF A GEISHA
MUNICH
PRIDE & PREJUDICE

TEMA
"In the Deep" - CRASH
"It's Hard Out Here for a Pimp" - HUSTLE & FLOW
"Travelin' Thru" - TRANSAMERICA

EFEITOS VISUAIS
THE CHRONICLES OF NARNIA: THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE
KING KONG
WAR OF THE WORLDS

SOM
THE CHRONICLES OF NARNIA: THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE
KING KONG
MEMOIRS OF A GEISHA
WALK THE LINE
WAR OF THE WORLDS

EFEITOS SONOROS
KING KONG
MEMOIRS OF A GEISHA
WAR OF THE WORLDS

CURTA-METRAGEM ANIMADA
BADGERED
THE MOON AND THE SON: AN IMAGINED CONVERSATION
THE MYSTERIOUS GEOGRAPHIC EXPLORATIONS OF JASPER MORELLO
9
ONE MAN BAND

CURTA-METRAGEM
AUSREISSER (THE RUNAWAY)
CASHBACK
THE LAST FARM
OUR TIME IS UP
SIX SHOOTER

DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
THE DEATH OF KEVIN CARTER: CASUALTY OF THE BANG BANG CLUB
GOD SLEEPS IN RWANDA
THE MUSHROOM CLUB
A NOTE OF TRIUMPH: THE GOLDEN AGE OF NORMAN CORWIN

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:32 PM | Comentários (1)

Walk the Line de fora...Munich dentro...Brokeback com 8

Surpresas surpresas.
O único filme que passou a barreira dos 100 milhões de dólares ficou de fora. Walk the Line foi substituido por Munich, o polémico filme de Steven Spielberg que apesar de não ter tido apoio em qualquer lado durante o último mês conseguiu a última vaga.
Brokeback Mountain lidera com oito nomeções, muito pouco para o filme mais nomeado num ano cada vez mais equilibrado. Crash conta com seis nomeações, e Good Night and Good Luck. e Capote também estão entre os melhores filmes.
Frances McDormand e William Hurt ultrapassaram Maria Bello e Terrence Howard nas categorias secundárias e Keira Knightley foi a surpresa em melhor actriz. Syriana conseguiu ser eleito melhor guião original, apesar de tudo. Howl´s Moving Castle, Corpse Bride e Wallace and Gromitt, um trio surpreendente no cinema de animação e três filmes europeus, um asiático e um africano na corrida por melhor filme estrangeiro.
Enquanto não são divulgadas as nomeações técnicas aqui ficam as categorias principais, onde as previsões do Hollywood falharam apenas 8 em 48 nomeados possiveis.

Melhor Filme
Brokeback Mountain
Capote
Crash
Good Night and Good Luck
Munich

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams
Catherine Keener
Franced McDormand
Rachel Weisz
Michelle Williams

Melhor Actor Secundário
George Clooney
Matt Dillon
Paul Giamatti
Jake Gyllenhaal
William Hurt

Melhor Actriz
Judi Dench
Felicity Huffman
Keira Knightley
Charlize Theron
Reese Witherspoon

Melhor Actor
Philip Seymour Hoffman
Terrence Howard
Heath Ledger
Joaquin Phoenix
David Strathairn

Melhor Realizador
Ang Lee
Bennett Miller
Paul Haggis
George Clooney
Steven Spielberg

Argumento Original
Crash
Good Night, Good Luck
Match Point
Syriana
Squid and the Whale

Argumento Adaptado
Brokeback Mountain
Capote
Constant Gardener
History of Violence
Munich

Filme Estrangeiro
Don't Tell
Joyeux Noel
Paradise Now
Sophie Scholl
Tsotsi

Filme Animado
Howl's Moving Castle
Corpse Bride
Wallace and Gromit

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:59 PM | Comentários (0)

Nomeados numa hora...

Falta cerca de uma hora para serem conhecidos os nomeados á próxima edição dos óscares da Academia.
Esperam-se bastantes surpresas este ano, já que há mais do que um nome a competir a pela última vaga de quase todas as categorias.
Filmes como Capote, The Constant Gardener ou A History of Violence podem surpreender enquanto se espera que os gigantes Munich, Cinderella Man ou King Kong tenham bem menos nomeações do que ambicionavam.
No final de contas Brokeback Mountain deve ser o filme com mais nomeações, e provavelmente só Walk the Line poderá contrariar essa tendência.
Good Night and Good Luck. e Crash são apostas relativamente seguras, e o resto é especulação.
Nomeados ás 13.36.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:24 PM | Comentários (0)

Golpe de teatro nos Goya

Tudo indicava que o grande sucessor de Mar Adentro na edição deste ano dos Goya, os prémios da indústria espanhola, fosse o filme Obaba.
Pré-nomeado espanhol aos óscares, partia com dez nomeações. Mas a Academia espanhola surpreendeu tudo e todos e o grande vencedor da noite acabou por ser La Vida Secreta de las Palabras, filme de Isabel Coixet.
A cineasta foi ainda premiada com o argumento e o prémio para realização num total de quatro vitórias em cinco nomeações possiveis.
Oscar Jaenada venceu o prémio de melhor actor por Camaróne e Candela Peña foi eleita a melhor actriz pelo seu desempenho em Princesas.
Carmelo Gomez e Elvira Minguez foram os melhores entre os secundários enquanto que Jesus Carroza e Micaela Nevarraz foram as revelações do ano para a Academia espanhola.
O filme Obaba venceu apenas uma, melhor som, e tornou-se num dos maiores perdedores da história do prémio. Match Point foi o melhor filme estrangeiro. Para ver os restantes vencedores cliquem aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:45 AM | Comentários (2)

De Batre Mon Couer S´est Arrêté lidera nomeações aos Cesares

Foram dez as nomeações que o aclamado filme de Jacques Audiard conseguiu nesta 31º edição dos Cesares.
Os prémios de cinema da indústria francesa nomearam ainda L´Enfant, Joyeux Noel, Le Petit Lieutenant e Va, vies Devient na categoria de melhor filme.
Entre as nomeações de De Batre Mon Couer S´est Arrêté estão o cineasta Jacques Audiard, Roman Duris e Niels Arestrup.
Com seis nomeações ficaram Joyeux Noel - o candidato francês aos óscares - e Gabrielle de Patrice Chereau que no entanto não foi nomeado como melhor realizador nem viu o seu filme estar nos cinco eleitos.
Por troca com Christian Carion - realizador de Joyeux Noel - com Michael Haneke, os nomeados a melhor realizador coincidiram com os de melhor filme.
Nas categorias de representação Duris terá como rivais Michel Bouquet, Jose Garcia, Patric Chesnei e Benoît Poelvoorde. Na categoria feminina a favorita é Isabelle Hupert, pelo filme Gabrielle. As outras nomeadas são Nathalie Baye, Isabelle Carré, Anne Consigny e Valérie Lemercier.
Na categoria de melhor filme estrangeiro, Million Dollar Baby, A History of Violence, Match Point, Mar Adentro e Walk on Water são os filmes nomeados.
Os Cesares serão entregues a 25 de Fevereiro em Paris.
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MELHOR FILME
De battre mon coeur s'est arrêté
L’Enfant
Joyeux Noël
Le petit lieutenant
Va, vis et deviens

MELHOR REALIZADOR
Jacques Audiard - De battre mon coeur s'est arrêté
Xavier Beauvois - Le petit lieutenant
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne - L’Enfant
Radu Mihaileanu - Va, vis et deviens
Michael Haneke - Caché

MELHOR ACTOR
Michel Bouquet - Le promeneur du Champ de Mars
Patrick Chesnais - Je ne suis pas là pour être aimé
Romain Duris - De battre mon coeur s'est arrêté
José Garcia - Le Couperet
Benoît Poelvoorde - Entre ses Mains

MELHOR ACTRIZ
Nathalie Baye - Le petit lieutenant
Isabelle Carré - Entre ses Mains
Anne Consigny - Je ne suis pas là pour être aimé
Isabelle Huppert - Gabrielle
Valérie Lemercier - Palais Royal!

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Niels Arestrup - De battre mon coeur s'est arrêté
Maurice Benichou - Caché
Dany Boon - joyeux Noël
Georges Wilson - Je ne suis pas là pour être aimé
Roschdy Zem - Le petit lieutenant

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Catherine Deneuve - Palais Royal!
Cécile de France - Les Poupées russes
Noémie Lvovsky - Backstage
Charlotte Rampling - Lemming
Kelly Reilly - Les Poupées russes

MELHOR ESPERANÇA MASCULINA
Walid Afkir - Caché
Louis Garrel - Les amants réguliers
Adrien Jolivet - Zim and co.
Gilles Lellouche - Ma vie en l'air
Aymen Saidi - Saint-Jacques… La Mecque

MELHOR ESPERANÇA FEMININA
Mélanie Doutey - Il ne faut jurer de rien!
Déborah François - L’Enfant
Marina Hands - Les âmes grises
Linh-Dan Pham - De battre mon coeur s'est arrêté
Fanny Valette - La petite Jérusalem

MELHOR PRIMEIRO FILME
Anthony Zimmer
Le cauchemar de Darwin
Douches froides
La marche de l'empereur
La petite Jérusalem


MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
Xavier Beauvois, Guillaume Breaud e Jean-Éric Troubat, por “Le petit lieutenant)
Christian Carion (Joyeux Noël)
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (L’Enfant)
Michael Haneke (Caché)
Radu Mihaileanu e Alain-Michel Blanc (Va, vis et deviens)


MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
Jacques Audiard e Tonino Benacquista (De battre mon coeur s'est arrêté)
Patrice Chéreau e Anne-Louise Trividic (Gabrielle)
Costa-Gavras e Jean-Claude Grumberg (Le Couperet)
Anne Fontaine e Julien Boivent (Entre ses Mains)
Gilles Taurand e Georges-Marc Benamou (Le promeneur du Champ de Mars)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A History of Violence
Mar Adentro
Match Point
Million Dollar Baby
Walk on Water

MELHOR BANDA SONORA
Armand Amar (Va, vis et deviens)
Alexandre Desplat (De battre mon coeur s'est arrêté)
Philippe Rombi (Joyeux Noël)
Émilie Simon (La marche de l'empereur)

MELHOR MONTAGEM
Sabine Emiliani (La marche de l'empereur)
Francine Sandberg (Les Poupées russes)
Juliette Welfling (De battre mon coeur s'est arrêté)

MELHOR FOTOGRAFIA
Stéphane Fontaine (De battre mon coeur s'est arrêté)
Éric Gautier (Gabrielle)
William Lubtchansky (Les amants réguliers)

MELHOR DIRECÇÃO ARTISTICA
Loula Morin (Les âmes grises)
Olivier Radot (Gabrielle)
Jean-Michel Simonet (Joyeux Noël)

MELHOR SOM
Laurent Quaglio e Gérard Lamps (La marche de l'empereur)
Guillaume Sciama, Benoît Hillebrant e Olivier Dô Hùu (Gabrielle)
Brigitte Taillandier, Pascal Villard, Cyril Holtz e Philippe Amouroux (De battre mon coeur S'est Arrêté)

MELHOR GUARDA-ROUPA
Pascaline Chavanne (Les âmes grises)
Alison Forbes-Meyler (Joyeux Noël)
Caroline de Vivaise (Gabrielle)


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:24 AM | Comentários (33)

Palmarés inédito em Sundance

Pela primeira vez na história do Festival de Sundance o juri e o público escolheram os mesmos dois filmes nas duas principais categorias.
O filme Quinceañera, de Wash Westmoreland e Richard Glatzer, que conta a história do 15º aniversário de uma jovem latina que vive em Echo Park, subúbrio de Los Angeles, venceu como melhor filme de ficção. Uma história onde os grandes assuntos tabus dos nossos dias são abordados, mas do ponto de vista da comunidade hispânica.
O outro grande vencedor foi o documentário God Grew Tired of Us, a história de jovens sudaneses que vão de um campo de refugiados no Quénia para os Estados Unidos, despedindo-se assim de uma terra que parecia não querer nada com eles, apesar de ser a sua casa.
In the Pit, 13 Tzameti, De Nadie e No 2 foram os outros filmes premiados no certame, que serviu ainda para os grandes estúdios comprarem as mais recentes pérolas do cinema independente norte-americano.
O popular festival organizado por Robert Redford regressa no próximo ano mas o circuito indie volta a juntar-se em Março para os Independent Spirit Awards.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:15 AM | Comentários (0)

janeiro 30, 2006

SAG deixa de lado Brokeback

Cinco categorias e nenhuma vitória para o filme de Ang Lee. Nem mesmo na categoria de melhor actriz secundária onde Michelle Williams foi de novo batida por Rachel Weisz (já tinha acontecido nos Globos), aquecendo ainda mais a luta entre ambas.
Philiph Seymour Hoffman e Reese Whiterspoon venceram nas categorias principais enquanto que Paul Giamatti bateu George Clooney na categoria de melhor actor de suporte.
O SAG para melhor elenco acabou por ir, como se esperava, para o filme Crash, distribuindo assim o mal pelas aldeias. No final de contas houve cinco filmes premiados, sendo que nenhum deles é o filme de quem todos falam.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:53 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Contagem Final

10 nomeações

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8 nomeações
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7 nomeações
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6 nomeações
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5 nomeações
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4 nomeações
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3 nomeações
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2 nomeações
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1 nomeação
Syriana, Match Point, The Squid and the Whale, North Country, Junebug, Jarhead, Batman Begins, Chronicles of Narnia, Harry Potter and the Goblet of Fire, , Wallace and Gromitt, Chicken Little, The Upside of Anger, The Producers, Transamerica e Elizabehtotwn

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:53 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Filme

1brokeback_mountain5.jpg1good_night_and_good_luck3.jpg1walk_the_line4.jpg1crash5.jpg1capote3.jpg

A categoria que resume tudo. Um filme pode nem vencer mais estatuetas que outro, mas se vencer aqui, é o rei da noite. Basta ver o que se passou no ano passado. E este ano, apesar de haver um favorito, há ainda dúvidas sobre quem o acompanha. Há muitos candidatos que podem surpreender no dia em que os nomeados forem anunciados. Todas as pistas são preciosas.

Brokeback Mountain é obviamente o filme favorito e nem a Academia irá recusar esse estatuto. A nomeação está garantida e a vitória é um cenário mais do que provável. Nesta altura parece mesmo inevitável. O trabalho de Ang Lee, do seu elenco e da equipa técnica é de grande nivel e será dificil bater o amor destes dois cowboys.
Para o tentar está George Clooney com o seu drama politico Good Night and Good Luck. Tal como Brokeback, foi uma aposta desde Setembro do Hollywood e hoje é dificil fugir à evidência que tudo indica que será um dos filmes com mais nomeações na próxima terça. Uma delas será certamente a de melhor filme, mas o facto de ser uma pequena produção tem os seus contras, que não podem ser deixados por analisar.
O mais lucrativo entre todos os filmes, vencedor de três Globos de Ouro, Walk the Line é o filme familiar do ano. Biopic de um icone americano, com todos os condimentos para seguir o exemplo de Ray. Sem argumento e realizador é dificil sonhar mais que a nomeação, mas ás vezes Hollywood surpreende. E muito!
Desde que estreou, ainda na primeira metade do ano, que Crash andou nas bocas de toda a gente. Paul Haggis escreveu e realizou um cruzar de histórias sobre o racismo em Los Angeles e o filme manteve-se em sala durante meio ano, um verdadeiro recorde para uma pequena produção. É o favorito sentimental de muita gente na Academia.

Entre quatro filmes se discute a última vaga. Qualquer outro filme será sempre uma surpresa já que não há background que sustente uma nomeação. Nem Memoirs of a Gueisha, nem Jarhead, nem Match Point.
Mas entre Capote, Munich, The Constant Gardener e King Kong a escolha não é fácil.
O primeiro vive de Philiph Seymour-Hoffman, mas as várias nomeações das diferentes Guilds (PGA, DGA, WGA, SAG, ...) mostraram que há apoio suficiente para nomear o filme. Mas precisa de ter mais do que apenas votos. Precisa de ter algo que faça as pessoas votarem numa pequena produção por quem poucos dariam alguma coisa.
The Constant Gardener pode ser, talvez, a grande surpresa. Filme que tocou muita gente, terá certamente mais nomeações do que se esperava à partida. A hipótese de Meirelles ou Fiennes serem nomeações surpresas pode ajudar ainda mais a criar apoio ao filme. Esteve em low profile no último mês mas tem muitos apoiantes.
Apoiantes que Munich parece não ter. Entre duas e três nomeações é o que se espera para um projecto que passou do 80 para o 8 em pouco tempo. Pode ser um dos maiores falhanços de sempre da carreira de Spielberg, mas até terça-feira está tudo em aberto.
Por fim há King Kong. Várias nomeações técnicas, hipótese de Peter Jackson ser nomeado, filme que mais dinheiro fez entre os eventuais candidatos, remake de um clássico, tudo isso pode indicar no final um balanço positivo. Há ainda quem se lembre das criticas elogiosas e das cenas mais arrebatadoras. Um cenário possivel, mas pouco provável.

De todos estes filmes a nossa escolha recai em Capote.
Não pelo próprio valor do filme, mas pelos seus rivais. Munich não parece mexer com os votantes, tal como Amistad não conseguiu. The Constant Gardener foi um filme demasiado low profile e King Kong não foi o sucesso de bilheteira que se previa, além de ter falhado alguns prémios e nomeações. Capote pode não ter estado sempre lá, mas esteve quase. Tem apoios em várias áreas, até mesmo do PGA, e é um filme de actores que pode ir até ao respeitável número de cinco nomeações. Se não for nomeado não será um escandalo. Isso acontecerá se qualquer um dos outros quatro no não for. Mas neste momento, é a aposta mais acertada, apesar de tudo nos puxar para filmes de maior glamour. Uns para Munich, outros para Kong, outros para Gardener...e no final, poderá ser Capote a ficar a rir-se da concorrência. A ver vamos!

Os NomeadosBrokeback Mountain
Good Night and Good Luck.
Walk the Line
Crash
Capote

As Alternativas
The Constant Gardener
Munich
King Kong
Memoirs of a Gueisha
Match Point

As Escolhas do Hollywood
King Kong
Match Point
Brokeback Mountain
Good Night and Good Luck.
The Constant Gardener

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:29 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Realizador

leee1.jpgclooney2.jpgaustin_screens_feature3-2.jpgspiebelrg1.jpgcronenberg.jpg

O mas complicado na lista dos cinco melhores realizadores é a tradição que nos diz que dos cinco nomeados, habitualmente há um cujo filme não está entre os cinco melhores. E para ajudar, o melhor percursor de todos, o DGA, diz que raramente há uma coincidência exacta entre os seus cinco nomeados (Lee, Spielberg, Clooney, Miller e Haggis, neste caso) e aqueles que vão ao Kodak Theather.

Ang Lee, vencedor do DGA e de praticamente todos os prémios do ano, é mais do que o super-favorito. Tem todos os percursores, criou o aclamado filme do ano, Brokeback Mountain, e já tentou atacar o óscar por uma vez em 2001. Tem tudo para ser o vencedor da noite.
George Clooney vai apenas no seu segundo filme como realizador, mas foi aclamado por tudo e todos pela sua sobriedade e pela clareza da sua mensagem. Perdeu em Veneza, nos Globos e no DGA para Lee mas continua a ser o seu maior rival.
Entre os cineastas de estreia, é mais provável uma nomeação de Benneth Miller, o autor de Capote, do que de Paul Haggis. O primeiro tem um filme de realizador, o segundo conduz um filme de argumentista. Miller vem da televisão, tal como Haggis, mas não tem um passado como argumentista.
Quanto aos realizadores nomeados sem verem o seu filme receber a mesma distinção, a nossa aposta vai para Steven Spielberg e David Cronenberg. Dois nomes feitos, cheios de adeptos, por razões diferentes. Cronenberg poderá ser coroado pelo seu trabalho mais acessivel de sempre, enquanto que Spielberg não é prejudicado pela derrocada de Munich nos últimos meses.

Outras hipóteses váliadas, para além dos próprios Paul Haggis e James Mangold, são sem dúvida Fernando Meirelles e Peter Jackson. Já nomeados pela Academia, têm em mãos dois dos melhores filmes do ano e na hora H podem sempre ser nomes apelativos para os membros da Academia. Também o veterano Woody Allen regressa em grande estilo mas será mais dificil voltar ao mesmo patamar onde já esteve por diversas vezes. Infelizmente!

Os Nomeados
Ang Lee (Brokeback Mountain)
George Clooney (Good Night and Good Luck.)
Benneth Miller (Capote)
Steven Spielberg (Munich)
David Cronenberg (A History of Violence)

As Alternativas
Paul Haggis (Crash)
Fernando Meirelles (The Constant Gardener)
Peter Jackson (King Kong)
James Mangold (Walk the Line)
Woody Allen (Match Point)

As Escolhas do Hollywood
Ang Lee (Brokeback Mountain)
George Clooney (Good Night and Good Luck.)
Peter Jackson (King Kong)
Fernando Meirelles (The Constant Gardener)
Woody Allen (Match Point)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:58 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Actor

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É das categorias mais seguras, á partida, mas tudo pode mudar se uma peça cair. Qual jogo de cartas, tudo parece estar concentrado na última nomeação e numa luta a três, mas com vários nomes preparados para assaltar o lugar, pode haver surpresas.

O favorito é claramente Philiph Seymour-Hoffman. A sua carreira é maioritariamente a de um actor secundário que teve em Capote o papel da sua vida. Os criticos deliraram com a sua performance, que capta todos os tiques, em particular a fala, do popular escritor norte-americano, e a vitória nos Globos de Ouro solidifica ainda mais a sua pretensão ao óscar.
Atrás dele correm Heath Ledger e Joaquin Phoenix. O primeiro pelo aplaudido desempenho em Brokeback Mountain, onde é um cowboy amargurado por uma paixão proibida, enquanto que o segundo é Johnny Cash em Walk the Line, o biopic do mais popular cantor country norte-americano.
Quem também parece estar seguro, apesar de poder ser uma das surpresas, é David Straiharn, que vive Edward Murrow, o patrono dos jornalistas em Good Night and Good Luck., a obra de George Clooney.
Para a quinta e última vaga, apesar da concorrência de nomes de peso, elegemos o rookie do ano. Terrence Howard tem sido aplaudido entusiasticamente pelo seu desempenho como um chulo com pretensões a estrela de hip-hop em Hustle and Flow, e pode vir a ser para muitos o grande upset da lista de nomeados.

Para os que gostam de apostar de forma segura, há sempre Russell Crowe com o genial desempenho em Cinderella Man. Mas depois de não ter sido nomeado por Master and Commander, começou a rolar uma ideia de um sentimento anti-Crowe lá para os lados de Hollywood que se pode materializar de novo. Também Ralph Fiennes, Jeff Daniels, Eric Bana e Johnny Depp são nomes a ter em linha de conta, mas com menos probabilidades de serem nomeados.

Os NomeadosPhiliph Seymour-Hoffman (Capote)
Heath Ledger (Brokeback Mountain)
Joaquin Phoenix (Walk the Line)
David Straiharn (Good Night and Good Luck.)
Terrence Howard (Cinderella Man)

As Alternativas
Russell Crowe (Cinderella Man)
Ralph Fiennes (The Constant Gardener)
Jeff Daniels (The Squid and the Whale)
Eric Bana (Munich)
Johnny Depp (The Libertine)

As Escolhas do Hollywood
Heath Ledger (Brokeback Mountain)
Russell Crowe (Cinderella Man)
Ralph Fiennes (The Constant Gardener)
Robert Downey Jnr (Kiss Kiss Bang Bang)
Joaquin Phoenix (Walk the Line)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:39 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Actriz

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Um ano extremamente fraco em termos de desempenhos de actrizes, que por isso vive na indefinição de quem será a quinta nomeada. A oferta não é muito boa, mas ao mesmo nivel há muitos nomes com iguais possibilidades. Resta saber a quem a sorte irá sorrir.

Desde o primeiro instante que a grande favorita a levar para casa a estatueta dourada é Reese Whiterspoon. A ex-namoradinha da América é brilhante como a cantora country June Carter Cash no filme Walk the Line, e se não bastassem os prémios já ganhos, ainda há o seu estatuto invejável dentro do meio de Hollywood.
Quem também tem o seu estatuto consagrado em Hollywood é Felicity Huffman. Estrela televisiva, virou-se para o cinema e com grande sucesso em Transamerica. O seu papel de transformação é brilhante e no fundo é a única actriz a fazer sombra a Whiterspoon.
Quem também parece certa da sua nomeação é a veterana Judi Dench, mas a vitória parece bastante improvável para a actriz britânica.
Charlize Theron viu o seu desempenho aplaudido, mas o filme foi um fracasso e as semelhanças com o papel que lhe deu o óscar são tais, que podem jogar contra ela. Já para a quinta e última vaga, há uma luta entre três actrizes. Pela sua popularidade (já foi nomeada 3 vezes), pelo facto de ser das melhores actrizes da sua geração, e pelos aplausos que o seu desempenho conseguiu, a aposta vai para Joan Allen em The Upside of Anger.

Á espera de um falhanço vão estar Zhang Ziyi e Keira Knightley. As meninas bonitas do cinema asiático e europeu têm papeis dignos de nomeação, mas face ao nome das rivais e da própria falta de qualidade do ano, podem acabar por sair prejudicadas. Mesmo assim se uma for nomeada para o lugar, ou de Theron ou de Allen, não será uma grande surpresa.

As NomeadasReese Whiterspoon (Walk the Line)
Felicity Huffman (Transamerica)
Judi Dench (Mrs Henderson Presents)
Charlize Theron (North Country)
Joan Allen (The Upside of Anger)

As Alternativas
Zhang Ziyi (Memoirs of a Gueisha)
Keira Knightley (Pride and Prejudice)
Naomi Watts (King Kong)
Gwyneth Paltrow (Proof)
Laura Linney (The Squid and the Whale)

As Escolhas do Hollywood
Reese Whiterspoon (Walk the Line)
Charlize Theron (North Country)
Joan Allen (The Upside of Anger)
Naomi Watts (King Kong)
Gwyneth Paltrow (Proof)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:23 AM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Actor Secundário

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Se a categoria de melhor actriz secundária é complexa, a de melhor actor secundário não lhe fica muito atrás. Há também oito nomes com fortes possibilidades de estarem entre os eleitos, com a particularidade de só o filme Crash ter três potencias candidatos.

George Clooney era um dos sérios candidatos a melhor actor. A produtora de Syriana trocou as voltas a todos e aparece como secundário. A vitória nos Globos e em vários prémios solidificam essa aposta e o homem que pode sair terça-feira com 4 nomeações, é hoje um fortissimo candidato a suceder a Morgan Freeman.
Depois de dois anos sem uma nomeação, pode ser que tenha chegado a altura de Paul Giamatti. Pelo menos é isso que indica a lógica, se é que há lógica neste jogo. O seu papel secundário em Cinderella Man é espantoso e a nomeação seria certa, se não houvesse no ar uma ideia de um grupo anti-Giamatti dentro da Academia.
Apesar de não ter tido os elogios de Heath Ledger, a verdade é que Jake Gyllenhall é outro dos pontos altos de Brokeback Mountain. O seu desempenho é altamente intenso, e só a popularidade do filme pode chegar para lhe dar a sua primeira nomeação de sempre.
Matt Dillon é outro dos nomes que parecia ter caido em desgraça, há alguns anos atrás, quando finalmente voltou a dar um ar da sua graça. Foi em Crash com um papel extremamente emotivo e interessante que desde então tem colocado o seu nome altamente cotado nas bolsas de apostas. A sua nomeação parece certa e é até provável que seja acompanhado por um colega de elenco. Terrence Howard, o rookie do ano, está em estado de graça e pode repetir o feito de Jamie Foxx no ano transacto. Uma nomeação em nada garantida mas que também não surpreenderia.

William Hurt é um dos veteranos que voltou a mostrar todo o seu talento. Apesar da sua cena em A History of Violence ser extremamente pequena, as pessoas lembram-se dela e continuam a elogiar o actor já galardoado com um óscar de melhor actor. É uma forte hipótese, tal como os veteranos Bob Hoskins e Frank Langella. Também Don Cheadle, nomeado no ano passado, é uma hipótese em ter em linha de conta, o terceiro actor de Crash a entrar nestas contas.

Os Nomeados
George Clooney (Syriana)
Paul Giamatti (Cinderella Man)
Jake Gyllenhall (Brokeback Mountain)
Matt Dillon (Crash)
Terrence Howard (Crash)

As Alternativas
William Hurt (A History of Violence)
Frank Langela (Good Night and Good Luck.)
Bob Hoskins (Mrs Henderson Presents)
Don Cheadle (Crash)
Kevin Costner (The Upside of Anger)


As Escolhas do Hollywood
George Clooney (Syriana)
Paul Giamatti (Cinderella Man)
Jake Gyllenhall (Brokeback Mountain)
Peter Sasgaard (Jarhead)
Kevin Costner (The Upside of Anger)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:45 AM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Actriz Secundária

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Uma das categorias mais complicadas de acertar, por haver oito nomes com probabilidades semelhantes de encontrarem um lugar entre as nomeadas. Três irão ter de ficar de fora, mas entre surpresas e expectativas goradas, muito pode acontecer.

Devido ao sucesso de Brokeback Mountain é impossível passar ao lado de Michelle Williams. A jovem actriz, até à bem pouco tempo menina bonita da serie Dawson´s Creek, é um dos elementos fortes do filme de Ang Lee e tem coleccionado uma serie de trofeus que lhe garantem, praticamente, a nomeação, e que a deixam em boa posição para arrecadar o óscar a 5 de Março.
Em destaque está também Rachel Weisz. Elogiada desde o primeiro minuto, a vitória nos Globos de Ouro apenas confirmaram tudo o que já se dizia dela. Em The Constant Gardener ela é assombrosa em todas as cenas, e um dos grandes atractivos do filme. A nomeação também parece estar certa.
É então que começam as dúvidas, com seis nomes para três lugares apenas.
Catherine Keener segue o bom momento de Capote e vai na cola das eventuais nomeações do filme. Actriz do circuito indie tem aqui um sólido papel que lhe valeu já rasgados elogios, e que no final de contas pode bastar para estar entre as eleitas pela segunda vez na sua carreira.
Também Maria Bello é dos nomes mais elogiados de A History of Violence, mais falada e premiada que o próprio Viggo Mortensen. Um desempenho que pode ser adverso para os olhos da Academia, mas que só por si deveria ser suficiente para garantir uma nomeação.
Por fim temos a eventual surpresa do ano. Vem do filme Junebug e pouco se ouviu falar dela até agora. Mas Amy Adams tem andado nas bocas do mundo e a nomeação não será tão surpreendente quanto isso. No entanto a sua ausência também não, já que é claramente um dos casos onde há uma grande dependência por parte das pessoas que votem nela nos primeiros lugares do boletim.

E se Maria Bello, Catherine Keener, ou, como é mais provável, Amy Adams, ficarem de fora, há nomes prontos para tomarem os seus lugares.
Frances McDormand é um deles. Destacada actriz, já galardoada com um óscar, tem um tocante desempenho em North Country e pode conseguir mais uma nomeação para a sua carreira, num ano onde todas as outras actrizes são relativamente novatas.
Nova é Scarlett Johansson mas há dois anos consecutivos que se diz que a Academia lhe deve uma nomeação. O seu desempenho em Match Point não é do outro mundo, mas o sentimento de culpa pode ajudar a levar Scarlett ao Kodak Theather pela porta da frente.
E há igualmente Gong Li, a actriz secundária em destaque no filme Memoirs of a Gueisha. Apesar de todas as criticas negativas, as actrizes pareceram incolumes aos ataques feitos ao filme, e Gong Li ainda sonha com uma primeira nomeação.

As Nomeadas
Michelle Williams (Brokeback Mountain)
Rachel Weisz (The Constant Gardener)
Catherine Keener (Capote)
Maria Bello (A History of Violence)
Amy Adams (Junebug)

As Alternativas
Frances McDormand (North Country)
Scarlett Johansson (Match Point)
Gong Li (Memoirs of a Gueisha)
Shirley McLaine (In Her Shoes)
Thandie Newton (Crash)

As Escolhas do Hollywood
Michelle Williams (Brokeback Mountain)
Rachel Weisz (The Constant Gardener)
Maria Bello (A History of Violence)
Amy Adams (Junebug)
Frances McDormand (North Country)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:06 AM | Comentários (0)

janeiro 29, 2006

Oscarwatching2005 - Previsões - Argumento Original

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Entre o regresso de um "monstro" sagrado e a ausência dos grandes nomes do presente, há muito espaço de manobra e qualquer coisa pode acontecer. Mais uma vez o equilibrio aqui é a nota dominante.

Paul Haggis perdeu o óscar para Alexander Payne em 2004. Este ano está de regresso com Crash e é o favorito sentimental de muita gente. O seu filme tem admiradores em todo o lado e numa categoria extremamente equlibrada, é ele quem parte na frente.
Mas logo atrás surge o menino bonito George Clooney e Grant Heslov. Vencedores em Veneza, os guionistas de Good Night and Good Luck. trazem um sólido e politico argumento que também tem a sua quota de apoiantes. Perfila-se como um sério candidato à vitória.
Em destaque está também Noah Bambauch, o autor e realizador de The Squid and the Whale, o filme indie do ano. Longe das proporções atingidas por outros filmes dentro do genero (Sideways, Lost in Translation), o filme deverá ter aqui a sua única nomeação, o que acaba por ser já um triunfo.
Quem está de regresso é Woody Allen. O cineasta filmou a sua mais recente pérola em Londres, mas a genialidade viajou com ele e o seu guião é dos melhores em competição. Pode não ter o seu terceiro óscar, em treze nomeações, mas a nomeação dificilmente lhe escapará.
Para completar o lote, há a questão Syriana. O filme foi publicitado como adaptado, mas à ultima hora passou a original. Muitos já poderiam ter votado o que invalidaria a sua presença aqui. Nessa circunstância, é Cinderella Man quem agradece e sob assim para o lote de nomeados.

Mas se Syriana teve esse precalço, também é possivel que não tenha acontecido tarde demais, e que o guião do já oscarizado Stephen Gaghan ainda seja nomeável. Com ele na corrida estão ainda 40 Year Old Virgin, Kiss Kiss Bang Bang, Wallace and Gromitt e Junebug.

Os Nomeados
Crash
Good Night and Good Luck.
The Squid and the Whale
Match Point
Cinderella Man

As Alternativas
Syriana
40 Year Old Virgin
Wallace and Gromitt
Kiss Kiss Bang Bang
Junebug

As Escolhas do Hollywood
Match Point
Kiss Kiss Bang Bang
Crash
Good Night and Good Luck.
Cinderella Man

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:29 PM | Comentários (2)

Oscarwatching2005 - Previsões - Argumento Adaptado

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A criação de argumentos é uma tarefa árdua, mas adaptar obras já existentes também não é pera doçe. E nesse capitulo não há melhores argumentistas de adaptação do que os norte-americanos. A prova está na lista de candidatos deste ano.

Danny Ossama e Larry McMurty apaixonaram-se pelo conto de Annie Peroulx na revista New Yorker e assim nasceu Brokeback Mountain. O filme que tem vencido tudo o que é prémios, viu o seu guião ser premiado nos Globos de Ouro, uma boa pista para o que pode acontecer dia 5 de Março.
Outro notável trabalho de adaptação foi o de Dan Futterman no filme Capote. Adaptar a criação de In Cold Blood de Truman Capote não é tarefa fácil, mas o trabalho conquistou tudo e todos e é o maior rival do western que todos falam.
John Le Carré é um escritor notável, mas os seus livros não têm tido das melhores adaptações. Até agora, já que Jeffrey Cane fez um trabalho fascinante com o seu The Constant Gardener, criando um guião emotivo e cheio de força, capaz de dar outra projecção ao filme de Fernando Meirelles.
Josh Olson pegou na história de A History of Violence e adaptou-a ao cinema. Dos quadradinhos á tela a diferença é pouca, já que o trabalho de escrita soube saltar bem de uma área para a outra. É claramente um dos pontos fortes do mais recente filme de Cronenberg.
Por fim há o polémico Munich. Adaptado por Eli Roth e Tony Kushner, o romance Vengance encontrou muitos detractores até se tornar no filme Munich. É um candidato frágil como o próprio filme, mas deverá chegar para conquistar a nomeação.

Caso algum destes argumentos caia em desgraça, alternativas não faltam. A começar por Memoirs of a Gueisha ou Walk the Line, sem esquecer King Kong, será sempre dificil escolher os cinco nomeados finais.

Os Nomeados
Brokeback Mountain
Capote
The Constant Gardener
A History of Violence
Munich

As Alternativas
Walk the Line
Memoirs of a Gueisha
King Kong
In Her Shoes
Shopgirl

As Escolhas do Hollywood
Brokeback Mountain
King Kong
Jarhead
Capote
The Constant Gardener

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:12 PM | Comentários (1)

Oscarwatching2005 - Previsões - Filme Animado

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A surpresa que foi Shark Tale no ano passado terá ensinado algo aos directores da Dreamworks, que este ano distribuem Wallace and Gromitt e apostam forte em Madagascar. E se Corpse Bride deve ser nomeado, a luta é entre a Disney e a Dreamworks, com o mestre Myazaki à espreita.

Wallace and Gromitt : The WhereRabitt Curse é praticamente um vencedor anunciado. Depois de ter vencido dois óscares em curtas de animação, as mágicas personagens dos estúdios Aardman preparam-se para a terceira estatueta dourada, um feito impressionante para uma animação em stop-motion. Também em stop-motion foi feito Corpse Bride, um dos melhores filmes animados dos últimos anos e possivelmente o único capaz de destronar a dupla da Aardman. Seria no entanto hilariante ver que o primeiro óscar de Tim Burton seria na área do cinema de animação.
A lutar pela terceira vaga estão Madagascar e Chicken Little. O primeiro saiu-se melhor nos Annies, o segundo no box-office. Escolhemos o segundo porque também significa o regresso em força de uma revitalizada Disney, mas qualquer outro cenário tem a sua lógica.

E se algum dos filmes ficar de fora, então parece claro que é Madagascar quem tem mais probabilidades de seguir em frente para o Kodak Theater. Mas Howl´s Moving Castle de Hayo Miazaki é ainda um favorito sentimental para muitos, o que pode complicar ainda mais o jogo.

Os Nomeados
Wallace and Gromitt
Corpse Bride
Chicken Little

As Alternativas
Madagascar
Howl´s Moving Castle
Robots

As Escolhas do Hollywood
Wallace and Gromitt
Corpse Bride
Madagascar

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:03 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Filme Estrangeiro

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Entre dezenas de países, os membros da Academia vão escolher apenas cinco filmes. Portugal lança João Canijo a concurso mas as hipóteses de nomeação são minimas. Num ano onde os melhores filmes nem foram declarados nomeáveis, e, ao contrário do que tem acontecido, não há um filme ao nivel do melhor que se faz na América, podem acontecer surpresas.

Da África do Sul chega Tsotsi, filme sobre um jovem lider de um dos muitos gangs de Joanesburgo, é o mais dramático retrato da violência pós-Apartheid naquele país, e um dos mais claros candidatos. Do Brasil chega 2 Filhos de Francisco, história de um pai que viveu para ver os seus dois filhos formarem uma dupla certaneja de sucesso. Já da Palestina chega Paradise Now, o filme que venceu o Globo de Ouro e que retrata o clima de paz podre entre israelitas e palestinianos. Sophie Scholl vem da Alemanha e conta a história de uma jovem resistente ao regime nazi de Adolf Hitler. Por fim há Joyeux Noel, filme de guerra ambientado na 1º Guerra Mundial e na pausa de Natal que os oficiais do exército francês, inglês e alemão fizeram durante as hostilidades.

Mas candidatos não faltam e há nomes a ter em linha de conta. Da China chega The Promise, filme que tem conquistado bastantes admiradores. Tal como L´Enfant, o filme premiado em Cannes dos irmãos Dardenne. Mother of Mine vem da Finlândia e da Coreia do Sul chega outro interessante candidato, Welcome to Dongmagkol.

Os Nomeados
Tsotsi (África do Sul)
Paradise Now (Palestina)
Sophie Scholl (Alemanha)
Joyeux Noel (França)
2 Filhos de Francisco (Brasil)

As Alternativas
L´Enfant (Bélgica)
Mother of Mine (Finlândia)
Welcome to Dongmagkol (Coreia do Sul)
Promise (China)
Cave of the Yellow Dog (Mongólia)

As Escolhas do Hollywood
Alice (Portugal)
L´Enfant (Bélgica)
De Tant Batre Mon Couer se Arrete... (França)
Sophie Scholl (Alemanha)
Promise (China)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:39 PM | Comentários (3)

Oscarwatching2005 - Previsões - Documentário

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Uma categoria que consegue ser uma verdadeira caixinha de surpresas. Um dos favoritos não está sequer entre os pré-nomeados e outro dos documentários mais cotados foi deixado surpreendentemente de lado.

O favorito continua a ser Le March de L´Empereur. O trabalho documental de Luc Jacquet, filmado na aridez gelada da Antártida, conquistou o público norte-americano, e não só. Aos trofeus já arrecadados, o óscar parece ser a cereja no topo do bolo.
A disputar a vitória estarão Murderball, Mad Hotel Ballroom, The Devil and Daniel Jonhson e On Native Soil. O primeiro documentário fala das adversidades de uma equipa de hoquei no gelo para deficientes, enquanto que o segundo acompanha um bairro social nova-ioquina na sua luta por vencer um torneio de danças de salão.
The Devil and Daniel Johnson segue a luta contra a loucura do cantor Daniel Johnson. Por fim, On Native Soil é um dos primeiros documentários realizados sobre a comissão que investigou o 11 de Setembro.

Na lista dos pré-nomeados e com ambições estão ainda Rize, Enron: The Smartest Guys in the Room e Favelas Rising. Sendo esta categoria habitualmente sujeita a surpresas, tudo poderá acontecer.

Os Nomeados
Le March de L´Empereur
Mad Hotel Ballroom
Murderball
The Devil and Daniel Johnson
On Native Soil

As Alternativas
Enron: The Smartest Guys in the Room
Rize
Favelas Rising
The Boys of Baraka
Unknow White Male

As Escolhas do Hollywood
Le March de L´Empereur
Enron: The Smartes Guys in the Room
Grizzly Man
Rize
Tarnation

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:18 PM | Comentários (0)

Ang Lee vence DGA

Pela segunda vez na sua carreira, o cineasta de Taiwan, Ang Lee, saiu vencedor da cerimónia de entrega do Directors Guild of America.
O prémio atribuido pelos realizadores de cinema da indústria norte-americana coloca ainda mais Lee na rota do óscar, já que 51 das últimas 57 vezes, os vencedores coincidiram. No entanto uma das últimas vezes em que isso não sucedeu foi com o próprio Lee, que em 2001 venceu o prémio mas perdeu o óscar para Steven Soderbergh.
A vitória de Ang Lee era esperada, apesar da concorrência de George Clooney, Paul Haggis, Steven Spielberg e Benneth Miller.
Jã na categoria de melhor director num documentário, o triunfo foi para Werner Herzog, pelo seu Grizzly Man, que, curiosamente, não elegivel aos óscares. Quem também esteve em destaque foi Clint Eastwood. O vencedor do ano passado, recebeu um prémio de carreira pelos seus trinta e cinco anos como realizador.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:14 PM | Comentários (0)

Aquelas Frases...

"Here´s looking at you kid!"

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in Casablanca (1943)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:17 AM | Comentários (1)

janeiro 28, 2006

Prémios Lumiere 2006 - OS VENCEDORES

E depois de Eternal Sunshine of the Spotless Mind, o juri do prémio Lumiere, decidiu eleger Million Dollar Baby como o grande filme do ano.
A obra inesquecivel de Clint Eastwood arrebatou seis dos onze prémios, um dominio verdadeiramente avassalador que prova bem o valor do filme galardoado na mais recente edição dos óscares da Academia.
Destaque ainda para Javier Bardem e Hilary Swank, como os dois melhores actores do ano, e de Natalie Portman e Morgan Freeman como os melhores entre os secundários.
Para além das vitórias de Million Dollar Baby, houve triunfos para Closer, The Aviator, Mar Adentro e Corpse Bride, de Tim Burton.
As revelações do ano eleitas foram a jovem Rachel McAdams e Zach Braff.


Ao Hollywood resta agradecer a todos os membros que fizeram parte do juri - este alargado a 29 elementos - e que ajudaram a fazer desta segunda edição dos Lumiere, um verdadeiro sucesso. A todos eles fica já o repto de para o próximo ano a 3º edição dos Lumiere ser ainda mais interessante. Até lá, aqui fica a lista dos vencedores, e dos respectivos segundos classificados. Uma votação onde a maior diferença esteve na categoria de melhor actriz e a menor, na categoria de melhor montagem.

Melhor Filme

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Million Dollar Baby (75)
Oldboy (25)

Melhor Realizador

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Clint Eastwood (87)
Tim Burton (39)

Melhor Actor

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Javier Bardem (54)
Johnny Depp (43)

Melhor Actriz

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Hilary Swank (93)
Imelda Staunton (30)

Melhor Actor Secundário

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Morgan Freeman (83)
Clive Owen (62)

Melhor Actriz Secundária

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Natalie Portman (69)
Cate Blanchett (64)

Melhor Argumento

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Million Dollar Baby (53)
Crash (47)

Melhor Montagem

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The Aviator (49)
Million Dollar Baby (48)

Melhor Fotografia

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Million Dollar Baby (34)
House of the Flying Daggers (24)

Melhor Banda Sonora

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Corpse Bride (43)
Elizabethtown (26)

Melhor Filme de Animação

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Corpse Bride (92)
Wallace and Gromitt (70)

Revelação Masculina 2006

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Zach Braff (55)
Nuno Lopes (46)

Revelação Feminina 2006

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Rachel McAdams (52)
Catalina Sandino Moreno (44)

TOTAL

6 - Million Dollar Baby
2- Corpse Bride
1 - The Aviator, Closer, Mar Adentro

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:53 PM | Comentários (1)

Oscarwatching2005 - Previsões - Tema Original

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Não é preciso ser-se um musical para encontrar-mos brilhantes temas, misturados entre os diálogos e o silêncio dos filmes. Este ano houve surpresas nos nomes excluidos pela Academia na lista dos 42 temas elegiveis. Não há Walk the Line, nem Brokeback Mountain, mas mesmo assim a oferta é bastante interessante.

O filme The Producers não foi o sucesso que tem sido o musical da Broadway, mas mesmo assim o tema criado por Mel Brooks, There´s Nothing Like a Show on Broadway, continua a liderar a tabela de favoritos para melhor tema do ano.
Quem também está na luta é In the Deep, musica do filme Crash de Paul Haggis, bem como Hustle and Flow, cantada por Terrence Howard no filme com o mesmo nome.
No limbo encontram-se três temas. Same in Any Language é apenas uma das pérolas da banda sonora de Elizabethtown, e poderá ser nomeada, lado a lado com Remains of the Day, música do filme animado de Tim Burton, Corpse Bride.

Mas se os cinco nomeados podem ser estes, há que ter em linha de conta o grande potencial que tem Travelling Tru, música de Transamerica.
E para além desta, a confusão reina, mas Dicolo de The Constant Gardener, Dreamer, do filme com o mesmo nome, e Do the Hipogryph de Harry Potter and the Goblet of Fire, serão nomes a ter em consideração.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:50 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Banda Sonora

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O trabalho de um compositor é cada vez mais importante na atmosfera criada por um filme. Hollywood ainda não se rendeu ás bandas sonoras criadas a partir de músicas já existentes, e por isso, mais uma vez, as bandas sonoras originais de alguns dos maiores compositores da actualidades vão degladiar-se pela vitória.

O trabalho de composição de Gustavo Santaolalla é um dos grandes favoritos do ano. Fulcral para criar o ambiente intimista de Brokeback Mountain, o compositor pode ter aqui a sua primeira nomeação. Com 42 nomeações e cinco vitórias, John Williams é outro dos favoritos, graças ao notável trabalho na banda sonora de Memoirs of a Gueisha.
Para completar o trio de favoritos é obrigatório referir James Newton Howard, e o seu trabalho inesquecivel em King Kong.
Igualmente na calha da nomeação estão Thomas Newton, pela excelente composição sonora de Cinderella Man e Danny Ellfman, que já foi nomeado por três vezes, tendo este ano dois filmes pelos quais pode ser escolhido. A nossa escolha recai sobre Charlie and the Chocolate Factory, mas uma nomeação por Corpse Bride teria igualmente toda a lógica e mérito.

E como candidatos não faltam, é obrigatório falar dos nomes que estão á espreita. John Williams procura também ele a dupla nomeação, desta feita por Munich, enquanto que The Chronicles of Narnia, New World ou Mrs Henderson Presents são igualmente candidatos a ter em linha de conta.

Os Nomeados
Brokeback Mountain
Memoirs of a Gueisha
King Kong
Cinderella Man
Charlie and the Chocolate Factory

As Alternativas
Munich
Corpse Bride
The Chronicles of Narnia
New World
Star Wars III

As Escolhas do Hollywood
King Kong
Corpse Bride
Star Wars III
Cinderella Man
Brokeback Mountain

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:36 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Efeitos Sonoros

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Se o melhor som trata os candidatos que melhor editaram o som dos seus filmes, o óscar de melhor efeitos sonoros prende-se essencialmente aos efeitos criados. São três as vagas disponiveis.

Esta categoria é normalmente território sagrado dos blockbusters, com este ano a não ser excepção.
King Kong, War of the Worlds e Star Wars III são claramente os favoritos. Estão entre os filmes mais vistos do ano, reunem uma panóplia de sons espantosos e a verdade é que não há um favorito entre os três. Mas dificilmente a nomeação passará por outros nomes.

Mesmo assim há candidatos para essas vagas. Harry Potter and the Goblet of Fire, The Chronicles of Narnia e Batman Begins estão prontos para a nomeação, apesar de ela ser um cenário pouco provável.

Os Nomeados
War of the Worlds
King Kong
Star Wars III

As Alternativas
Harry Potter and the Goblet of Fire
The Chronicles of Narnia
Batman Begins

As Escolhas do Hollywood
King Kong
Star Wars III
War of the Worlds

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:25 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Som

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Entre os silvos das balas, o escorrer da água por longos riachos ou o som de explosões, o trabalho de edição de som é fundamental para criar realismo nas cenas de qualquer filme.

War of the Worlds, o épico de acção falhado de Steven Spielberg, tem um notável trabalho de edição sonora, e deve ser o grande favorito numa categoria onde não lhe faltam rivais à altura.
King Kong é claramente um deles, já que o filme de Peter Jackson é um misto do melhor que há em termos de edição e trabalho sonoro. Também Walk the Line está em destaque, aqui mais pelo trabalho musical das músicas de Johnny Cash do que por outra coisa qualquer.
Crash e Brokeback Mountain são filmes que encontramos no limbo entre a nomeação e a tristeza de ficar de fora.

E se algum destes filmes falhar, há vários candidatos a ficarem com os seus lugares. É o caso de Cinderella Man, Munich, Star Wars III e Memoirs of a Gueisha, sendo este último provavelmente o mais favorito de todos os que podem ficar de fora.

Os Nomeados
War of the Worlds
King Kong
Walk the Line
Crash
Brokeback Mountain

As Alternativas
Memoirs of a Gueisha
Cinderella Man
Munich
Star Wars III
Harry Potter and the Goblet of Fire

As Escolhas do Hollywood
King Kong
War of the Worlds
Walk the Line
Star Wars III
Sin City

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:13 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Categorias Sonoras

Para além das categorias técnicas, Hollywood soube ao longo do tempo premiar as categorias sonoras no meio da indústria de cinema norte-americana. São quatro as categorias que giram à volta do som.

- Melhor Som
- Melhor Efeitos Sonoros
- Melhor Banda Sonora
- Melhor Tema

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:09 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Efeitos Visuais

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Também três nomeados numa luta interessante entre seis filmes que ambicionam um lugar no Kodak Theather a 5 de Março.

O favoritismo vai todo para King Kong e Star Wars III - The Revenge of the Sith.
O filme de Peter Jackson é uma obra-prima dos efeitos visuais, enquanto que o último capitulo da obra que mais marcou a história dos efeitos visuais em Hollywood é igualmente um candidato a ter em linha de conta.
Á procura da terceira vaga, o filme Harry Potter and the Goblet of Fire

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:08 PM

Oscarwatching2005 - Previsões - Maquilhagem

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Apenas três nomeados num lote de sete filmes pré-designados pela Academia, o óscar de melhor maquilhagem normalmente anda entre os filmes onde a maquilhagem é presença constante, ou, em filmes onde apenas um ou dois actores são maquilhados, mas ao pormenor.

Na edição deste ano, surpresas nos ausentes, complicam ainda mais a corrida.
Na linha da frente parece partir a dupla The Chronicles of Narnia : The Lion, The Witch and The Wardobre , e o último capitulo da saga Star Wars. O trabalho, quer de um, quer de outro filme, é muitissimo bom e será suficiente para conquistar os membros da Academia.
A dúvida sobre o terceiro lugar discute-se entre dois filmes semi-contemporâneos. O favoritismo vai para Cinderella Man, o filme de Ron Howard que pode ter aqui uma das poucas nomeações que irá coinquistar quando chegar a próxima terça-feira.

Mas a nomeação está longe de estar garantida. A cara de Ed Harris em A History of Violence pode ser suficiente para mudar as regras do jogo, e garantir assim uma nomeação ao filme de David Croneneberg.
E depois há ainda os filmes de época (The Libertine, Mrs Henderson Presents, New World), à espera de uma oportunidade.

Os Nomeados
The Chronicles of Narnia
Star Wars III
Cinderella Man

As Alternativas
A History of Violence
The New World
The Libertine

As Escolhas do Hollywood
Star Wars III
Memoirs of a Gueisha
Kingdom of Heavan

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:51 PM | Comentários (1)

Oscarwatching2005 - Previsões - Guarda Roupa

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Entre os filmes de época e os épicos dividem-se habitualmente os nomeados ao óscar de melhor guarda-roupa. Apesar de hoje em dia os filmes até aos anos 60 já serem considerados de época, a verdade é que é dificil ter obras contemporâneas entre os nomeados ao prémio. Talvez por isso seja dificil descobrir aqui o super-favorito Brokeback.

Memoirs of a Gueisha é o claro favorito na categoria onde a recriação ao detalhe do mundo japonês da década de 30 é feito com o habitual requinte de Collen Attwood.
E para rivalizar com o seu trabalho há ainda que ter atenção a mais quatro filmes.
Arianne Phillips, pelo seu trabalho em Walk the Line, a designer Gabriela Pescussi pelo filme Charlie and the Chocolate Factory, e ainda os trabalhos de Sandy Powell e Louise Frogley por Mrs Henderson Presents e Good Night and Good Luck. serão sempre rivais a ter em linha de conta.
Mas tal como noutras categorias, a dúvida mantem-se.

Pride and Prejudice, Capote, New World, Cinderella Man, Brokeback Mountain ou Star Wars III são apenas exemplos de filmes que têm aspirações legitimas a encontrar uma vaga entre os filmes nomeados. Uma luta que se vê dificil

Os NomeadosMemoirs of a Gueisha
Walk the Line
Mrs Henderson Presents
Charlie and the Chocolate Factory
Good Night and Good Luck.

As Alternativas
Pride and Prejudice
Capote
Cinderella Man
Brokeback Mountain
Star Wars III

As Escolhas do Hollywood
Kingdom of Heaven
Star Wars III
Mrs Henderson Presents
Good Night and Good Luck.
Pride and Prejudice

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:34 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Fotografia

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Mais uma categoria que costuma habitualmente ter as suas surpresas, e que este ano será bastante polémica porque são muitos os possiveis nomeados e alguém terá de ficar de fora.

O trabalho fotográfico de Rodrigo Prieto em Brokeback Mountain pode valer-lhe a sua primeira, e merecida, nomeação ao óscar. Nomeado ao ASC, o trabalho de fotografia do filme parece ser uma nomeação garantida.
Tal como a de Robert Elswitt, que também se pode estrear pelo seu trabalho em Good Night and Good Luck.
E é aqui que as certezas acabam e as dúvidas começam. Seis filmes disputam três lugares, sendo que dificilmente haverá surpresas para além destes nomes.
César Charlone em The Constant Gardener tem um trabalho capaz de impressionar os membros da Academia, apesar de não ter sido nomeado ao ASC. Já King Kong e Jarhead são filmes com notáveis trabalhos de fotografia, mas que podem ser deixados de lado, comparados com outros filmes nomeados pela guild dos directores de fotografia de Hollywood.

E aí Memoirs of a Gueisha e Batman Begins entram na luta, esperando muitos que sejam estes dois os filmes a ocuparem as últimas vagas. Mas o fracasso de Memoirs of a Gueisha e a popularidade de Dekins e Lesnie pode revelar-se um trunfo.

Os Nomeados
Brokeback Mountain
Good Night and Good Luck.
The Constant Gardener
King Kong
Jarhead

Alternativas
Memoirs of a Gueisha
Batman Begins
Capote
Munich
2046

As Escolhas do Hollywood
King Kong
Jarhead
The Constant Gardener
Good Night and Good Luck.
Kingdom of Heavan

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:21 PM | Comentários (0)

janeiro 27, 2006

Oscarwatching2005 - Previsões - Direcção Artistica

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Mais uma categoria técnica que costuma estar ligada à categoria de melhor filme, mas que depende muito mais do ideal técnico dos seus membros. A criação de cenários é um trabalho complexo, numa forma que poucos conseguem calcular. Daí por vezes as muitas surpresas que esta categoria cria.

Na edição deste ano, entre as Nova Iorque e Ilha Skull de King Kong ou a Kyoto criada na Califórnia de Memoirs of a Gueisha, não há trabalho exterior mais ambicioso. O detalhe é a palavra-chave e ambos os filmes apostaram forte nisso.
Good Night and Good Luck. recriou com precisão o ambiente da CBS dos anos 50, da mesma forma que Charlie and the Chocolate Factory colocou em cena todos os devaneios e loucuras do universo mágico de Tim Burton, de uma forma impressionantemente estilizada.
A grande dúvida acaba por ser Batman Begins. O filme teve vário apoio dos técnicos de Hollywood mas resta saber se é um apoio que se mantem com a Academia. A Gotham do filme de Christopher Nolan é espantosa, mas poderá não ser suficiente para convencer. A ver vamos!

Como alternativas a este quinteto de apostas, estão Walk the Line, The Producers e Brokeback Mountain. O primeiro transporta-nos para o detalhe dos anos 50 no sul dos Estados Unidos. O segundo recria o mundo da Broadway enquanto que Brokeback, filmado essencialmente em espaços naturais, tem o peso do nome.

Os Nomeados
King Kong
Good Night and Good Luck.
Memoirs of a Gueisha
Charlie and the Chocolate Factory
Batman Begins

Alternativas
Walk the Line
The Producers
Brokeback Mountain
Cinderella Man
Munich

A Escolha do Hollywood
King Kong
Cinderella Man
Charlie and the Chocolate Factory
Kingdom of Heaven
Good Night and Good Luck.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:36 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - Montagem

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Dentro desta lista é habitual haver vários filmes nomeados na categoria principal. Este ano promete não ser excepção.
Tanto Brokeback Mountain como Good Night and Good Luck e Walk the Line são nomeações aparentemente certas. Crash e King Kong estão no limite, mas devem completar os cinco nomeados, numa categoria onde não há vencedores antecipados.

Em dúvida ficam Cinderella Man, Munich, Memoirs of a Gueisha e The Constant Gardener. São filmes como óptimo trabalho de edição e qualquer um deles pode competir com as nossas cinco escolhas. A mais surprendente de todas, seria a nomeação de Memoirs of a Gueisha, face à concorrência. Quanto aos restantes três, que ambicionam ainda ao óscar de melhor filme, esta nomeação seria crucial.

Os Nomeados
Brokeback Mountain
Good Night and Good Luck.
Crash
King Kong
Walk the Line

Alternativas
Munich
Cinderella Man
The Constant Gardener
Memoirs of a Gueisha
Syriana

As Escolhas do Hollywood
Brokeback Mountain
Good Night and Good Luck.
Walk the Line
King Kong
Cinderella Man

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:21 PM | Comentários (0)

Oscarwatching2005 - Previsões - As Categorias Técnicas

Como sempre são as menos populares categorias para se preverem. Dependem do julgamento técnico dos membros de cada área, dentro da Academia, algo que muitas vezes escapa ao critico ou ao público em geral. Mas é igualmente aqui que normalmente se começam a construir os grandes vencedores.

- Melhor Montagem
- Melhor Direcção Artistica
- Melhor Fotografia
- Melhor Guarda Roupa
- Melhor Maquilhagem
- Melhor Efeitos Visuais

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:00 PM | Comentários (0)

Oscarwatching 2005 - Últimas Previsões

Dia 31 de Janeiro a Academia divulga os nomeados à próxima edição dos óscares.
Estará completada a primeira etapa de um ano de previsões, análises ou pura adivinhação sobre quem irá disputar as estatuetas douradas a 5 de Março.
Depois de alguns pesos pesados terem caido, e outros nem terem sequer levantado voo, há ainda espaço para muitas dúvidas. Em quase todas as categorias é pertinente apontar mais do que um candidato para a quinta e última vaga. Quem entra e quem sai, essa é a questão.
O Hollywood começa hoje a viagem ás categorias que irão conhecer os seus nomeados na próxima terça-feira. E das primeiras previsões, em Setembro, só Brokeback Mountain e Good Night and Good Luck. se mantêm, orgulhosamente na frente. E ainda podem haver muitas surpresas!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:52 PM | Comentários (0)

Três novos biopics

A Virgem Maria, o homem que ficou conhecido para a história como Garganta Funda e o ciclista norte-americano Lance Amstrong vão ter direito a biopics nos próximos anos.

Nativity é o filme de Mike Rich sobre a gravidez da Virgem Maria e o nascimento de Cristo. Com guião do próprio Rich, o filme desenrola-se nos dois anos que vão desde o anúncio da gravidez de Maria até aos primeiros meses de vida de Cristo. O filme de época não tem ainda elenco, mas encontra-se já em pré-produção.

Tom Hanks é o produtor do primeiro filme sobre Mark Felt, dirigente do FBI que ficou conhecido para o mundo como a fonte que denunciou o escandalo Watergate a dois jornalistas do Washington Post. Depois de ter revelado a sua identidade recentemente, Felt irá permitir que Tom Hanks produza o filme sobre a sua vida. O realizador será Jay Roach e o guião é de Peter Landsman. Não há nomes avançados para o elenco, apesar de se especular sobre a possibilidade de Tom Hanks ter um papel de destaque.

Por fim o produtor da trilogia Bourne confirmou que planeia produzir um filme sobre o ciclista Lance Amstrong. Detentor máximo de vitórias no Tour de França, Amstrong teve de combater um cancro antes de vencer por sete vezes a prova rainha do ciclismo. O filme seria dirigido por Frank Marshall e teria Matt Damon como Amstrong no papel principal.
Mas para já o projecto está em cima da mesa, e a avançar só no próximo ano já que Marshall e Damon vão filmar Bourne Ultimatum a partir de Agosto.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:46 AM | Comentários (0)

Thandie Newton como Bond Girl?

Depois de já ter servido como interesse amoroso de Tom Cruise no segundo capitulo de Mission Impossible, a actriz Thandie Newton teve um ano em alta. Primeiro pelo seu desempenho pelo filme Crash, e as sucessivas nomeações a vários prémios, e agora pelo rumor que a coloca como a principal candidata a ser Vesper Lynd, a primeira bond gir da história.
O Daily Mirror e o The Sun lançaram o rumor, adiantando que a actriz irá fazer testes ao lado de Daniel Craig, também ele novo nestas andanças.
Com o inicio das filmagens a poucos dias de distância, e face ás recusas de quase uma dezena de actrizes, Thandie Newton pode ser apenas mais um rumor. Ou então, ser mesmo a bond girl de Casino Royale.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:18 AM | Comentários (0)

2º Edição dos Lumiere é já amanhã

São amanha anunciados nos 29 weblogs que fizeram parte do juri da segunda edição dos prémios Lumiere, os grandes vencedores da 2º edição dos prémios de cinema online portugueses.
Entre os grandes favoritos para suceder a Eternal Sunshine of the Spotless Mind estão alguns dos titulos mais falados ao longo de 2005 como Oldboy, Charlie and the Chocolate Factory, The Aviator, King Kong ou Million Dollar Baby.
O juri votou em 13 categorias e os resultados dessa votação são divulgados amanhã. Mantenham-se ligados para mais informações.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:45 AM | Comentários (1)

janeiro 26, 2006

Brosnan, Bello e Butler em thriller indie

Depois de ter sido confirmado que Pierce Brosnan não voltaria a ser James Bond, o actor decidiu mudar a imagem de heroi sedutor junto do público.
Depois de After Sunset e Matador, o irlandês vai protagonizar Butterfly on a Wheel, thriller da autoria de Mike Barker.
No elenco estão ainda Gerard Butler e Maria Bello, como o casal que vê a sua filha raptada por sequestrador implacável.
O filme será distribuido pela Icon e deverá estrear no final do ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:25 AM | Comentários (0)

janeiro 25, 2006

Opinião - Documentário, esse estranho ser!

Se há cada vez menos pessoas a irem ás salas de cinema verem filmes, que dizer dos documentários. Para o grande público o documentário é um estranho ser. Demasiado colado ao termo que abunda em programas da natureza na televisão, o documentário é o primo directo do cinema e em comum têm a origem. Depois, à medida que foram crescendo, como invarivelmente acontece, cada qual seguiu o seu caminho...
De 27 de Janeiro a 5 de Fevereiro o documentarismo volta a Lisboa...vale a pena recordar essa longa viagem desde tempos imemoriais...
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Conhecido também como "o outro cinema", o documentarismo tem sido sempre olhado com desconfiança pelo grande público.
Pelo contrário, as elites e um pequeno nicho de cinéfilos sempre procurou dar ao documentarismo a sua importância devida, elevando algumas das suas obras ao estatuto de obras-primas.
E talvez a grande importância do documentarismo é esse afastamento que há em relação ao cinema narrativo. O documentarismo sempre passeou entre tipos estilos diferentes, que, invariavelmente, se acabavam por interligar.
Para os mais activistas, o documentarismo de denúncia é uma ferramenta importante para denunciar o que vai mal na sociedade. Seja através de factos, personalidades ou eventos, ao longo dos anos houve sempre documentários prontos a mostrar a outra face da lua. Um activismo que pode ir dos manifestos quase panfletários de Michael Moore, sempre preparado para disparar a qualquer inimigo em movimento, ou ficar-se apenas por um estilo mais honesto, como o que nos habitou Errol Morris, o homem que está para os documentários como Alfred Hitchcock está para o cinema. A sua obra, que remonta até aos anos 80, tem titulos tão marcantes como Thin Blue Line, Mr Death e o mais recente - e oscarizado - Fog of War, onde Morris defronta Robert McNamara, uma antiga nemesis dos dias da contestação à guerra do Vietname.
Este estilo documental tem claramente um objectivo. Pegar numa situação e desnudá-la perante a plateia. Algo que o cinema também faz, é certo, mas que aqui tem todo o tom do realismo que o cinema, por muito realista que seja, não consegue ter. No entanto o documentário de denuncia não deixa de utilizar técnicas de montagem, de som e fotografia como faz qualquer filme. A optimização estética existe, mas não condiciona nunca a mensagem.
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Mas o estilo documental não se fica pelos produtos de contestação e denúncia politica e social. Houve sempre quem viu na camara algo mais que um olho-verdade, como enunciou Dziga Vertov, também ele um iminente documentarista na época em que o género estava em alta.
Pelo contrário, houve sempre aqueles que viram na camara poesia visual, e com o cinema sempre preso a uma narrativa que vive essencialmente de personagens e argumento, com cabeça, tronco e membros, foi no documentário que encontraram o seu porto de abrigo.
É talvez aqui que residem os mais belos e sedutores trabalhos documentais. São documentários que não abdicam da ideia de tomarem uma posição perante a sociedade, a humanidade e tudo o resto...mas fazem-no de outra forma. Recorrendo a notáveis trabalhos de fotografia, a bandas sonoras escolhidas cirurgicamente, cineastas como o georgiano Artavadz Peleschyen procuram criar uma ligação mais profunda entre o homem e a natureza, e entre o homem e si mesmo. Trabalhos como Tarva Yeghanakner-As Quatros Estações, foram o reflexo da sua obra, marcada ainda pela invenção da montagem distante, uma ferramenta que faz pouco sentido no cinema, mas que resulta na perfeição no documentário.
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E por fim chegamos ao documentário experimental. Aliás, esta é a origem do documentário. Dos trabalhos de Dziga Vertov, Serguei Eisenstein, Manoel de Oliveira, Jean Vigo, Walter Ruttman ou jean Rouch - o documentarista-sociólogo - saiu muito do que hoje é a bibla dos documentáristas. O seu sentido de inovação foi decisivo para o desbravar de fronteiras no genero documental. Filmes vanguardistas, surrealistas, herdeiras das novas tecnologias, trabalhos verdadeiramente experimentais que não encontram espaço em mais lado nenhum, são a vanguarda do documentarismo, e de uma certa forma, do próprio cinema. É muitas vezes nestes autores - hoje, com uma forte presença de documentaristas asiáticos e europeus nesta vanguarda - que encontramos ideias mais tarde recuperadas pelos cineastas conhecidos do grande público. A eles atribuem-se as inovações, mas muitas vezes elas vêm de trás, muito de trás.
E em Portugal é importante saber que há espaço para todo este imenso universo que é o documentarismo. Seja em Vila do Conde, no Panorama ou no DocLisboa, o cinéfilo português - mais, o espectador português - não tem desculpas para continuar de costas voltadas para o documentarismo.
Porque os documentários não só os filmes da natureza do National Geographic, chegou a hora do documentário deixar de ser, esse estranho ser.

PS: Os U2 tiveram a sua experiência cinematográfica em Million Dollar Hotel. Não correu muito bem, mas continuam a ser uma das bandas mais populares do mundo. O site português U2Only está a preparar uma sondagem para descobrir qual é a melhor música da banda irlandesa para os fãs portugueses. Os interessados devem participar aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:33 PM | Comentários (0)

O Que Estreia Por Cá - Ao ritmo das gueixas

O filme que foi feito para conquistar os Estados Unidos deixou o Japão em fúria. Os americanos não foram lá muito na conversa e a recepção foi muito, mas mesmo muito morna. Mas o fascinio que as gueishas têm, não só para os orientais, foi uma boa premissa para Rob Marshall reunir um elenco de estrelas não-japonesas num filme em tons épicos...
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Quando se faz um filme sobre uma civilização completamente diferente, corre-se o risco de não se ser suficientemente captivante. Foi o que aconteceu com Memoirs of a Gueisha. A adaptação da popular obra literária não foi interessante a ponto de levar as pessoas ao cinema, porque o próprio universo mitico das gueixas é para muitos um mistério.
Contada em tons dramáticos e quase épicos, uma história de um amor impossivel entre uma jovem que aprende a ser a melhor gueixa do país, e um poderoso homem do Japão dos anos 30, a história deste filme de Rob Marshall perde com a fidelização excessiva à obra. Parece trazer os defeitos dos filmes ocidentais, perdendo a dinâmica do cinema asiático.
Mesmo assim o elenco composto por Zhang Ziyi, Gong Li, Michele Yeoh e Ken Watanabe tem sido elogiado pelos seus desempenhos, apesar do facto de só Watanabe ser japonês ter levado mesmo ao boicote do filme, tanto na China como em alguns locais do Japão. Questões culturais que pouco nos dizem, mas que servem para dar uma ideia de quão polémico seria, se um dia a actriz que fizesse de padeira de Aljubarrota fosse...espanhola!
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Esta semana há mais seis estreias nas salas comerciais portuguesas.

Johnny Depp continua a ser um dos maiores actores da actualidade e a sua versatilidade é mais uma vez posta à prova em The Libertine. O filme de Laurence Dunmore sobre o conde de Rochester, um D. Juan mal amado na corte do rei Carlos II de Inglaterra, não vale muito por si, mas sim por mais uma transformação de Depp, que começa a ser o maior especialista neste tipo de papeis completamente desregrados. A completar o elenco está a sempre interessante Samantha Morton e John Malkovich.
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The Wendell Baker Story é um daqueles filmes que, se passassem directamente para video (ou dvd, como se diz agora), poucos saberiam da sua existência. A história de um jovem que troca ajuda a dois idosos por conselhos para reconquistar a amada, é protagonizada por Owen e Luke Wilson que também assina a realização, ao lado de Andrew Wilson, o terceiro irmão da familia Wilson que poucos conhecem. Um filme familiar mas que espelha bem o estilo indie que corre nas veias da familia.
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Thumbsucker é mais uma comédia dramática indie que chega agora a Portugal. Dirigido por Mike Mills, conta com Lou Pucci, Tilda Swintton e Keannu Reeves. A história de um adolescente de 17 anos que ainda chupa no dedo, por ter medo que a mãe o abandone, mas que quer deixar o "vicio" para se tornar num jovem normal é o ponto de partida para uma viagem ao disfuncionalismo total.
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Wake of Death marca o regresso de Jean Claude van Damme. Um filme dirigido por Philiph Martinez para os fãs do popular actor de filmes de acção com a habitual premissa da vingança solitária aos grandes gangs, após um crime hediondo.
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Patrice Cheraeu está de regresso com Gabrielle. Um dos filmes que mais fez furor em Veneza - com prémio para Isabelle Hupert, que continua em excelente forma - conta a história de histórias cruzadas de um grupo de amigos quando se reunem, regularmente numa casa para partilharem as agruras, desilusões e alegrias da vida.
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Lavado em Lágrimas é a estreia nacional da semana. Filme de 2004, da autoria de Rosa Coutinho Cabral, conta com Rita Martins, João Cabral, Rogério Samora e o falecido Canto e Castro.
Um jornalista encontra uma jovem adolescente misteriosa enquanto fazia uma reportagem com o seu avô, tratador de pombos. Depois do fascinio vêm as revelações tenebrosas de um mundo que muitos conhecem mas que poucos denunciam.
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O Hollywood Recomenda - Não pelo filme em si, mas pelo desempenho de Johnny Depp, vale a pena ver em acção um actor que é já uma lenda viva, no filme The Libertine.

O Hollywood Desaconselha - Mais um filme de Jean-Claude van Damme. Fica a pergunta...porquê?

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:12 AM | Comentários (2)

As sensações de Sundance

Já sabemos que Sundance é a meca do cinema indie norte-americano. E que os grandes êxitos do cinema independente começam lá o ano e depois vão fazendo furor até que chega a altura dos prémios e são recebidos de braços abertos por tudo e todos.
O que agora ficamos a saber é que já há dois filmes a brilhar em Sundance a ponto de terem feito os grandes estúdios pagar bom preço por eles.
A Fox Searchlight adquiriu os direitos de Little Miss Sunshine, uma comédia sobre uma familia disfuncional da dupla estreante de realizadores Jonathan Dayton e Valerie Faris. No elenco estão Steve Carell, Greg Kinnear, Toni Collete e Alan Arkin.
Por outro lado a Warner Independent também já escolheu o seu favorito do ano. Trata-se de Science of Sleep, o novo filme de Michel Gondry com Gael Garcia Bernal no principal papel.
Até ao final do festival espera-se que os restantes estúdios peguem nas suas apostas, com Art School Confidential a ser o principal filme na calha.
A curiosidade à volta de Sundance é que os filmes que chegam aqui totalmente desconhecidos acabam por ser aqueles que mais furor fazem, não em Park City, mas nas salas de cinema de todo o mundo quando o ano chega ao fim.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:57 AM | Comentários (1)

janeiro 24, 2006

Hollywood - Especial Oscares

A partir do próximo dia 27 de Janeiro está oficialmente aberta a temporada dos óscares no Hollywood.
Depois das previsões feitas em Outubro e Dezembro, e da coluna semanal Oscarwatching, a próxima edição dos óscares de Academia passarão a ser o prato forte da programação do Hollywood no próximo mês.
De dia 27 a dia 30 de Janeiro o Hollywood fará uma última previsões sobre quem deverá ser nomeado nas diversas categorias premiadas pelos óscares de Hollywood. No dia 31 de Janeiro vamos cobrir o anúncio dos nomeados a partir do meio dia.
Depois de uma breve pausa, a 13 de Fevereiro começa a cobertura diária à cerimónia.
Antevisão dos vencedores, pormenores sobre a cerimónia, feitos e factos de cerimónias passadas, tudo isso servirá para que estejam totalmente informados sobre o que irá acontecer no próximo dia 5 de Março. Afinal o Hollywood foi dos poucos lugares onde em 2005 os vencedores das doze principais categorias foram anunciados mesmo antes da cerimónia.
E claro, dia 5 de Março será o dia grande com uma cobertura em directo a partir das 11 da noite até à madrugada do dia seguinte. Uma cobertura sem igual em Portugal que irá ser feita pelo segundo ano consecutivo, esperando-se que o número de leitores online seja superior ao de 2005.
De dia 27 de Janeiro a 5 de Março quem quiser saber mais sobre a temporada de óscares só tem de vir até ao Hollywood.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:00 PM | Comentários (0)

Disney compra Pixar

Depois de se ter anunciado o divórcio entre a Disney e a Pixar, agora a situação enverte-se com o mitico estúdio fundado por Walt Disney a comprar, por uma verba que ronda os 7 biliões de dólares, os estúdios Pixar.
Depois de terem dominado o cinema de animação durante décadas, a Disney foi rapidamente superada pela Pixar, pronta a quebrar fronteiras com o uso de novas tecnologias para trazer cada vez mais realismos aos seus filmes animados.
A parceria Disney-Pixar criou sucessos como Toy Story, Finding Nemo ou The Incredibles, mas há muito que os directores da Pixar acreditavam que poderiam sobreviver sozinhos. No entanto a investida final da Disney convenceu os donos da Pixar a integrarem, definitivamente a grande familia Disney.
Steve Jobs, detentor de mais de 50% do capital da Pixar vai passar a ser o maior accionista da Disney.
Ficam assim terminados os rumores de uma separação, mas a dúvida sobre como será a relação e de que modo isso afectará a produção dos filmes de sucesso da Pixar, agora que pertencem a um dos seus concorrentes directos. O próximo filme da Pixar é Cars.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:22 PM | Comentários (2)

janeiro 23, 2006

Da Vinci Code abre Cannes

A estreia mundial de Da Vinci Code, a adaptação do best-seller de Dan Brown ao cinema, está prevista para 19 de Maio. Mas dois dias antes o filme estará em Cannes para abrir a 59 edição do mais famoso festival de cinema europeu.
Ron Howard dirige a história de Robert Langdon, criptologista norte-americano que descobre provas de que a história que durante séculos a Igreja fez crer sobre Jesus Cristo e Maria Madalena estava longe da verdade. Tom Hanks, Jean Reno, Audrey Tatou, Ian McKellan, Alfred Molina e Paul Bettany completam o elenco de um dos mais esperados filmes do ano.
O Festival de Cannes decorrerá de 17 a 28 de Maio na riviera francesa, sendo o cineasta chinês Wong Kar-Wai o presidente do júri da edição deste ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:45 PM | Comentários (1)

PGA vai para Brokeback

Vitória importantissima para Brokeback Mountain aquela que o filme conquistou ontem junto do PGA.
O Producers Guild of America é o prémio dos produtores da indústria cinematográfica, um dos de maior prestigio e um excelente indicador para os óscares da Academia. A vitória de Brokeback Mountain já era esperada, face ao vendaval de prémios que o filme de Ang Lee tem arrecadado, mas a confirmação deixa ainda mais o filme como favorito a vencer a próxima edição dos óscares.
Numa noite de homenagem a Clint Eastwood, o filme animado Wallace and Gromitt venceu o PGA para filme de animação.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:38 PM | Comentários (0)

janeiro 22, 2006

Aquelas Frases...

"Jump off the roof Maggie, jump off!!"

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in Cat on a Hot Thin Roof

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:27 AM | Comentários (1)

janeiro 21, 2006

Cantos do Mundo - América do Sul

Como o site Cine News de Diego Macedo quebrou ontem a parceria que mantinha com o Hollywood, este mês não há o habitual espaço dedicado ao cinema da América do Sul.
O projecto Cantos do Mundo será reformulado e voltará em grande no próximo mês de Fevereiro, com mais textos e novos autores. Até lá, fica o pedido de desculpas aos aficcionados da rúbrica.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:02 PM | Comentários (1)

Sundance abre com cartaz apetecivel

Continua em grande forma o festival de cinema independente que Robert Redford criou há vinte anos em Park City no Utah.
A edição deste ano do Festival de Sundance abriu com o filme Friends With Money, mas titulos interessantes não são o que falta na maior mostra mundial de cinema independente. Será certo que nos próximos nove dias os gestores dos grandes estúdios vão procurar as mais recentes pérolas do cinema indie norte-americano, e terão muito por onde escolher.
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Art School Confidential marca o regresso de Terry Zwigoff e Daniel Clowes, a dupla por detrás de Ghost World. Com John Malkovich, Max Minghella e Anjelica Huston, o filme segue um jovem numa familia bastante disfuncional.
Em The Hawk is Dying e The Illusionist temos em destaque Paul Giamatti. O actor protagoniza os dois filmes e será um das figuras do festival. No primeiro Michelle Williams e Michael Pitt completam o elenco, enquanto que no segundo é com Edward Norton que o actor nova-iorquino mede forças.
Michel Gondry regressa em estilo depois do aclamado Eternal Sunshine of the Spotless Mind com The Science of Sleep, onde Gael Garcia Bernal e Charlotte Gainsborough são levados para o etereo mundo do cineasta vindo do universo dos videoclips.
The Night Listener, Lucky Number Seven, Off the Back e Wristtcutters são outros dos filmes a ter em atenção.
Muitos não sairão do circuito indie mas alguns acabarão por ser distribuidos a nivel nacional, podendo mesmo capitalizar a recente paixão do público americano pelos seus filmes mais intimistas. Trabalhos de realizadores como Wes Anderson, Paul Thomas Anderson ou Alexander Payne tiveram o reconhecimento primeiro em Sundance, e só depois junto do grande público.
O Festival termina dia 29, quando as competições forem encerradas. Ate lá a mostra de filmes inclui documentários, filmes estrangeiros e curtas-metragens que estarão disponiveis no site oficial do festival.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:12 AM | Comentários (0)

Projectos em movimento

Temporada de prémios, tudo com os olhos nos óscares, mas a verdade é que a indústria não para.
Continuando na senda dos biopics está a ser preparado um filme sobre a vida de uma das mais celebres pin-ups da história do cinema, Betty Page. A actriz será interpretada por Gretchen Mole num filme dirigido por Mary Harron que tem ainda David Straiharn no elenco. O titulo será The Notorious Betty Page e pretende ser um biopic polémico, por incidir principalmente nas investigações que o senado norte-americano fez sobre a vida sexual de um dos primeiros grandes icones do sexo na América. A estreia é em Abril.

O cineasta Abel Ferrara, um icone do cinema independente de Nova Iorque, prepara-se para uma sequela do seu filme de maior sucesso. Sem Christopher Walken, esta prequela de The King of New York, desenrola-se nos anos 70, época de caos absoluto na Big Aplle e terá o titulo de The Last Crew. Ainda não há nomes confirmados no elenco do projecto.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:03 AM | Comentários (0)

Where The Truth Lies - Menage a trois...

A presença constante de uma narração em off a três vozes quase que faz desta história um falso documentário, apimentado com sexo, mentira e sedução. Mas em Where the Truth Lies não há nada de documental, senão um piscar de olhos à dupla Jerry Lewis-Dean Martin. O que há é um argumento colado à pressa e com pouco jeito, e um imenso pretenciosismo que destroi três bons desempenhos.
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Há um sentimento de copy paste que vai percorrendo todo o filme, e que certamente não seria o objectivo de Atom Egoyan. O realizador egipcio que despontou com o interessante Exotica, consegue fazer do seu mais recente filme um misto de filmes noirs dos anos 40 com um ambiente a la L.A. Confidential, misturado com uma falsa história de uma dupla que parece claramente inspirada em Dean Martin e Jerry Lewis. O resulto, esse, é desastroso.
Não há nada de original que mova o filme. Tudo soa a falso, a algo que já foi feito - e feito mil vezes melhor do que aqui vemos. Nem a história - onde se levanta demasiada poeira para um final claramente previsivel - nem o ambiente criado são convincentes. O filme tem mais narração em off do que propriamente diálogos, numa especie de contemplação eterea por algo perfeitamente vulgar.
O desmembramento de uma popular dupla de cómicos que é desvendada, quinze anos depois, por uma jovem que, convenientemente, estava lá nesse mesmo dia. Do principio ao fim, nada convence. Nem as personagens, nem o argumento e muito menos uma realização demasiado repetitiva, pouco imaginativa e assumidamente maçadora.
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Em Where The Truth Lies pouco se salva senão o trio de actores que dão vida ás personagens centrais da narrativa. Tanto Kevin Bacon como Colin Firth encarnam as suas personagens de forma admirável. Tanto a personagem como a personagem dentro da personagem, o que, como o filme explicita, não é bem a mesma coisa. O amargurado Firth e o estouvado, mas sofredor, Bacon movimentam-se com genica e graciosidade numa história que lhes dava pouco espaço de manobra. Terem sobrevivido a um filme como este, é já por si um milagre tais os disparates acumulados pela ideia de copiar filmes como Laura, Double Indemnity ou mesmo L.A. Confidential.
Por sua vez Alisson Lohman é a luz que vai percorrendo o filme, do principio ao fim. Apesar da sua personagem ser uma desgraça total e absoluta, não são poucas as vezes que nos deixamos levar na conversa pelo desempenho emocianalmente bem conseguido da jovem actriz. A sua beleza, natural mas ajustada ao ambiente, completa a dose perfeita, ficando claramente no ar a ideia de que um desempenho como este merecia uma personagem bem mais interessante do que a altamente esteriótipada jornalista que Egoyan reservou para a actriz.
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E tal como num filme sobre um monumental escandalo, não podia faltar o escandalo em si. Ou seja, o sexo. Atom Egoyan não joga com o forte erotismo que rodeia a história na maneira certa. Pelo contrário. Expõe-no em demasia. Apesar do sexo ser o motivo de tanto barulho, há momentos em que, mais uma vez, o realizador não aprendeu com os clássicos, que ensinaram há mais de cinquenta anos que insinuar é, por vezes, muito melhor do que mostrar. A cena homossexual entre Alisson Lohman e Kristin Adams é um dos mais claros exemplos de como o deboche e o vouyerismo de um cineasta pode estragar uma cena.
Se há casos que devem ficar obscurecidos pela memória, também há filmes que nunca deveriam ter sido feitos. Ou pelo menos, feitos da forma que foram. Este é um desses casos.

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O Melhor - O desempenho do trio de actores. Uma excepção num oceano de mediocridade.

O Pior - O argumento é dos mais inverosimeis que se possam imaginar. O próprio final chega a ser anedótico.

Curiosidade - No meio de tanto deboche, o realizador foi obrigado a cortar uma cena de orgia pela MPAAA, sob o risco de ser exibido como um filme com a mais alta classificação, e praticamente sem distribuição comercial.

Site Oficial - wheretruthlies.tripod.com/TruthLies.html

Realizador - Atom Egoyan
Elenco - Alisson Lohman, Colin Firth, Kevin Bacon, ...
Produtora - SerendipityClassificação - m/16
Duração - 109 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:33 AM | Comentários (0)

janeiro 20, 2006

Oscarwatching - E depois dos Globos...

E depois dos Globos...agora é esperar. A especificidade dos BAFTA poucas novidades traz á refrega, e a faltar menos de uma semana e meia para se conhecerem os nomeados aos óscares, as dúvidas crescem. Ao contrário do ano passado, será mais fácil antecipar os vencedores do que propriamente adivinhar os nomeados. Num ano como este, ainda está tudo em aberto...
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Para todas as categorias parece haver uma média de sete nomes com fortes possibilidades de acordarem com um sorriso nos lábios no próximo dia 31, quando na madrugada da costa Oeste a Academia divulgar os nomeados à próxima edição dos óscares. Mas para cinco ficarem felizes, dois não o ficarão de certeza. E quem diz dois, diz mais em algumas categorias onde a falta de um padrão, ou da lógica do padrão, complica ainda mais.
O ano que foi anunciado como o do recuperar das grandes produções, ou dos grandes cineastas, redundou no ano de consagração do cinema independente, com o grosso dos filmes candidatos a serem feitos com um orçamento inferior a 30 milhões de dólares.
Kingdom of Heaven, Cinderella Man, Jarhead, Memoirs of a Gueisha, King Kong, Match Point ou The New World foram caindo sucessivamente. Nalguns casos (Cinderella, Jarhead, King Kong, Match Point...) sem se perceber mesmo o porquê. E para os seus lugares vieram os mais improváveis dos candidatos.
No limbo está Munich. Tudo cá dentro nos diz que o filme ainda tem hipóteses. É um Spielberg, esteve em muitos dos tops dos criticos, e teve mais publicidade gratuita do que qualquer outro dos filmes em discussão. Mas se tudo nos diz que sim, a lógica responde com um retumbante não. Não houve Guild nenhuma que se importasse com o filme. O SAG ignorou-o por completo. O mesmo aconteceu com o PGA. Isto para não falar dos prémios da critica e dos Globos de Ouro. Resta a Spielberg a nomeação para o DGA. Mas parece pouco. Ou talvez chegue. Ninguém parece saber!
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E se a dúvida está se Munich está dentro ou fora, então ela também existe nos restante filmes que ainda não estão certos que vão fazer companhia a Brokeback Mountain.
Walk the Line e Good Night and Good Luck. parecem ter tudo alinhavado para seguirem em frente. Mas a entrada de Munich no jogo pode complicar. Já Crash e Capote são os verdadeiros indies do ano, as grandes surpresas, e a ausência do filme de Spielberg é o seu passaporte. Caso contrário, algum terá de cair. Com o apoio que ambos têm recebido por todo o lado, resta saber, qual. E claro, há The Constant Gardener, o favorito dos britânicos, e há ainda quem sonhe em surpresas de última hora que dificilmente irão acontecer.
Tal como os actores.
Heath Ledger, Philiph Seymour-Hoffman, Joaquin Phoenix estão dentro, de certeza absoluta. David Straiharn está quase, quase lá. A quinta vaga fica assim nas mãos de uma luta entre Russell Crowe, Ralph Fiennes e a surpresa Terrence Howard. O mesmo se passa com as senhoras. O trio Reese Whiterspoon-Felicity Huffman-Judi Dench parece estar seguro. Quanto aos dois lugares que sobram, serão Charlize Theron, Zhang Ziyi, Joan Allen e Keira Knightley a lutarem por eles. As duas primeiras parecem ir com vantagem.
Nas categorias secundárias a loucura é palavra de ordem. Se Maria Bello, Rachel Weisz, Michelle Williams e Amy Adams parecem estar seguras, o que fazem Frances McDormand, Catherine Keener, Scarlett Johansson, Gong Li ou Shirley McLaine? Quanto aos actores, aí ninguém parece querer arriscar. Jake Gyllenhall, Matt Dillon, Don Cheadle, Terrence Howard, George Clooney, Paul Giamatti, Bob Hoskins, William Hurt, Ed Harris ou Frank Langella são apenas exemplos. Aqui, a dúvida é absoluta.
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Para terminar as categorias de relevo - sim, porque nas técnicas a dúvida também subsite - o que os Globos trouxeram de novo á categoria de melhor realizador?
A julgar pelo que tem acontecido, James Mangold pode ser uma carta fora do baralho. Ou não, até porque se pensava o mesmo de Taylor Hackford e não foi o que aconteceu.
De qualquer forma entre Ang Lee e George Clooney deve ser discutida a vitória. Spielberg, via nomeação DGA, tem igualmente grandes probabilidades de ser nomeado. Resta então saber como será o resto. Habitualmente não há uma semelhança absoluta entre filme e realizador.
Num cenário onde Munich está fora, Spielberg pode ser a novidade, por troca com Walk the Line. Se Munich entrar, e algum dos filmes de mais pequena dimensão (Crash, Capote ou até mesmo Good Night) sairem, então a situação complica-se. Dois estreantes, Paul Haggis e Benneth Miller, poderão ter de lutar por um só lugar. E atenção, porque tanto Peter Jackson como Fernando Meirelles são meninos bonitos da Academia, e nomear autores como Woody Allen ou David Cronenberg não está fora de questão.
No final de contas o que é que temos aqui? Dúvidas atrás de dúvidas. As respostas, só mesmo a 31.

Dia 27 começa a última ronda de previsões aos nomeados!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:37 PM | Comentários (1)

janeiro 19, 2006

Match Point - Crime Sem Castigo

A critica queria o velho Woody Allen. Ele regressou como nunca ninguém o viu. Mais europeu do que nunca, passeando entre Bergman e Dostoievsky, o mais recente filme de Woody Allen é também um filme sobre a luta de classes. Essa luta que, mesmo bem disfarçada, continua a existir. Um filme com crime, sem castigo, mas acima de tudo, sem perdão.
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Match Point já foi feito. A história foi montada um pouco ao contrário, o final não obedece ao esteriótipo de Hollywood da época, mas quem viu A Place in the Sun de 1951, irá certmente encontrar as devidas semelhanças. Mas mais do que essas parecenças narrativas com esse gigantesco filme de George Stevens, este filme de Woody Allen é acima de tudo, um filme extremamente literário.
Há uma carga emocional à volta de Chris Wilton, do primeiro ao último plano do filme, que só costumamos encontrar em dramas literários extremamente poderosos. Longe de Nova Iorque, definitivamente afastado das personagens neuróticas, Woody Allen está na Europa como um verdadeiro europeu e trata as questões com um olhar nada americano. Em Roma sê romano e o cineasta nem pensou duas vezes em aceitar o convite. A presença em Londres parece redutora, em termos de espaço. As ruas e as casas continuam a ser em tudo iguais ás da sua querida Nova Iorque. Mas há uma coisa que Londres tem que o cineasta nunca encontraria na sua cidade natal: uma profunda divisão de classes.
Cada vez mais maquilhada, cada vez mais escondida, mas a verdade é que a luta de classes continua a ser um facto indismentivel na sociedade europeia. Séculos de história e de mentalidades não se apagam com boa vontade e haverá sempre os que são considerados inferiores e os que considerados superiores. E Match Point vive à volta dessa premissa. Como um jovem que se considera claramente inferior, com todos os traumas e tiques de pobre em ascensão social, mais papista que o Papa, perante uma familia claramente superior no seu estilo de vida, que é, a seus olhos, a ambição máxima que um homem pode ter.
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É neste ponto que Woody Allen se afasta um pouco deste seu aspecto "europeu" para voltar a colocar os óculos do nova iorquino. Ao longo da história percebemos que não há em Allen qualquer problema com as personagens de classe alta. Pelo contrário, eles são perfeitos em todos os aspectos, correctos, educados, pessoas verdadeiramente conscientes do seu valor, mas que não usam e abusam do seu estatuto. Muito pelo contrário. É nas classes mais baixas, representadas por este Chris Wilcott, um jovem irlandês que encontrou no ténis um escape à pobreza da sua terra natal, que está o alvo. São essas as pessoas mesquinhas, prontas a sacrificar tudo para chegarem ao nivel das classes mais altas. Não ao nivel humano, mas social e monetário. Há aqui um Woody Allen quase desencantado com as classes médias que sempre representou. Um cineasta cinico e extremamente mordaz que não hesita em fazer da sua personagem central a mais diabólica de todas as que preenchem a sua filmografia. E no entanto os seus comportamentos são feitos com tamanha naturalidade que não nos surpreendem. Uma naturalidade no acto e na essência, num filme onde a critica social atinge niveis nunca vistos em filmes anteriores do realizador.
Mais, neste Match Point não há humor. O mundo é claramente uma tragédia. A história do seu filme anterior, Melinda and Melinda, oscilava entre a comédia e a tragédia. Mas Allen já escolheu a sua visão do mundo e ao som constante de ópera soturna, de planos arrastados e extremamente pesados, e, essencialmente, do rosto amargurado e dilacerado pela pequenez humana de um notável Jonathan Rhys Meyers, constroi um mundo injusto, onde os mais fracos perdem sempre, aconteça o que acontecer, e onde os afortunados têm sempre mais hipóteses de sobrevivência do que os realmente bons. Mas há um imenso tom de cinismo e ironia. Apesar do crime sem castigo, há um outro castigo a que Crhis Wilton não poderá escapar. O ter de acordar todos os dias, até ao fim da sua vida.
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A presença do romance Crime e Castigo de Fiodor Dostoievsky não é um acaso. Mais do que uma obra extremamente literária, Match Point funciona mesmo como um trabalho que poderia ter sido concebido pelo escritor russo. Há um fatalismo presente em cada uma das cenas, um distanciamento da humanidade inapeláveis, que condenam-nos a todos a viver, apesar do aparente manto da felicidade, numa dúvida interior dilacerante. Oscilando entre Bergman, mais do que nunca, e um intenso e preocupante realismo, Woody Allen monta uma história fabulosa, filmada do primeiro até ao último plano, na perfeição. Com um elenco britânico em grande forma (Rhys Meyers é fabuloso e tanto Emily Mortimer como Brian Cox estão em bom nivel) e com a sexual presença de Scarlett Johansson, que continua a viver mais da beleza natural do que da profundidade dos seus papeis, a trama compõe-se para um final a todos os titulos inesperado. Recheado de brilhantes twists, de um ambiente quase familiar, mas de um pessimismo assustador, é impossível não se ficar maravilhado com este comeback de Woody Allen aos dramas. Um comeback diferente, já que este filme ultrapassa em termos dramáticos tudo o que o cineasta já tinha feito. Mais do que um golpe de sorte, Match Point é um golpe de génio.

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O Melhor - O argumento criado de forma genial por Woody Allen. Um dos melhores da sua carreira e certamente o mais profundo argumento dramático do ano.

O Pior - Esperava-se mais do desempenho de Scarlett Johansson. Começa a viver mais do seu corpo que da profundidade das suas personagens, e mesmo quando tem algo a dizer parece ser dificil prestar atenção.

Curiosidade - Este é o primeiro de dois filmes que Woody Allen decidiu filmar em Londres. O segundo chama-se Scoop, terá de novo Scarlett Johanson no elenco e estreia em 2006. Mais uma vez promete ser um filme em tons bem negros, partindo da premissa de um crime sem resolução.

Site Oficial - www.matchpoint.dreamworks.com/main.html

Realizador - Woody Allen
Elenco - Jonathan Rhys-Meyers, Scarlett Johannson, Emily Mortimer, ...
Produtora - Dreamworks
Duração - 124 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:35 PM | Comentários (4)

The Constant Gardener lidera nomeações ao BAFTA

11 foram as nomeações conquistadas pelo filme de Fernando Meirelles na edição deste ano dos BAFTA. Os prémios de cinema da indústria britânica não fugiram aos suspeitos do costume, e colocaram Brokeback Mountain, Crash, Good Night and Good Luck. e Capote como os candidatos aos melhores do ano.
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Com presença em quase todas as categorias, The Constant Gardener parte à frente nesta corrida aos BAFTA´s, mas os britânicos terão dificuldade em ignorar o sucesso das obras norte-americanas, o que faz de Brokeback, de Philiph Seymour-Hoffman ou de Reese Whiterspoon também grandes favoritos.
Na categoria de melhor filme, Capote, Crash, Good Night and Good Luck., Brokeback Mountain e The Constant Gardener são os nomeados, enquanto que na lista dos cinco melhores filmes britânicos, voltamos a encontrar o filme de Meirelles, ao lado de The Cock and the Bully, Festival, Pride and Prejudice e Wallace and Gromitt.
Ang Lee, Fernando Meirelles, Paul Haggis, Benneth Miller e George Clooney são os nomeados para o prémio David Lean, entregue ao melhor realizador do ano.

Nas categorias de representação, Heath Ledger, Ralph Fiennes, Joaquin Phoenix, David Straiharn e Philiph Seymour-Hoffman disputam o prémio entre os actores, enquanto que Rachel Weisz, Reese Whiterspoon, Zhang Ziyi, Charlize Theron e Judi Dench são as nomeadas.
Nas categorias secundárias, Don Cheadle, Matt Dillon e Jake Gyllenhall vão lutar contra George Clooney que conseguiu uma dupla-nomeação. Nas actrizes secundárias Michelle Williams, Brenda Blethynn, Catherine Keenar, Frances McDormand e Thandie Newton são as nomeadas.

Os prémios BAFTA serão entregues a 19 de Fevereiro.

NOMEADOS

MELHOR FILME
Brokeback Mountain
Capote
The Constant Gardener
Crash
Good Night, and Good Luck

MELHOR FILME BRITÂNICO
A Cock and Bull Story
The Constant Gardener
Festival
Pride and Prejudice
Wallace and Gromit: The Curse of the Were Rabbit

MELHOR ACTOR
David Strathairn - Good Night, and Good Luck
Heath Ledger - Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix - Walk the Line
Philip Seymour Hoffman - Capote
Ralph Fiennes - The Constant Gardener

MELHOR ACTRIZ
Charlize Theron - North Country
Judi Dench - Mrs Henderson Presents
Rachel Weisz - The Constant Gardener
Reese Witherspoon - Walk The Line
Ziyi Zhang - Memoirs of a Geisha

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Don Cheadle - Crash
George Clooney - Good Night, and Good Luck
George Clooney - Syriana
Jake Gyllenhaal - Brokeback Mountain
Matt Dillon - Crash

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Brenda Blethyn - Pride and Prejudice
Catherine Keener - Capote
Frances McDormand - North Country
Michelle Williams - Brokeback Mountain
Thandie Newton - Crash

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
Cinderella Man - Cliff Hollingsworth/Akiva Goldsman
Crash - Paul Haggis/Bobby Moresco
Good Night, and Good Luck - George Clooney/Grant Heslov
Hotel Rwanda - Keir Pearson/Terry George
Mrs Henderson Presents - Martin Sherman

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
Brokeback Mountain - Larry McMurtry/Diana Ossana
Capote - Dan Futterman
The Constant Gardener - Jeffrey Caine
A History of Violence - Josh Olson
Pride and Prejudice - Deborah Moggach

MELHOR REALIZADOR
Ang Lee - Brokeback Mountain
Bennett Miller - Capote
Fernando Meirelles - The Constant Gardener
Paul Haggis - Crash
George Clooney - Good Night, and Good Luck

PRÉMIO REVELAÇÃO
David Belton (Produtor) - Shooting Dogs
Peter Fudakowski (Produtor) - Tsotsi
Annie Griffin (Realizador-Argumentista) - Festival
Richard Hawkins Realizador) - Everything
Joe Wright (Realizador) - Pride & Prejudice

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
De Battre Mon Coeur S'est Arrete
Le Grand Voyage
Kung Fu Hustle
Joyeux Noel
Tsotsi

MELHOR BANDA SONORA
Brokeback Mountain - Gustavo Santaolalla
The Constant Gardener - Alberto Iglesias
Memoirs of a Geisha - John Williams
Mrs Henderson Presents - George Fenton
Walk The Line - T Bone Burnett

MELHOR FOTOGRAFIA
Brokeback Mountain
The Constant Gardener
Crash
March of the Penguins
Memoirs of a Geisha

MELHOR MONTAGEM
Brokeback Mountain
The Constant Gardener
Crash
Good Night, and Good Luck
March of the Penguins

MELHOR DIRECÇÃO ARTISTICA
Batman Begins
Charlie and the Chocolate Factory
Harry Potter and the Goblet of Fire
King Kong
Memoirs of a Geisha

MELHOR GUARDA-ROUPA
Charlie and the Chocolate Factory
The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe
Memoirs of a Geisha
Mrs Henderson Presents
Pride and Prejudice

MELHOR SOM
Batman Begins
The Constant Gardener
Crash
King Kong
Walk the Line

MELHOR EFEITOS ESPECIAIS
Batman Begins
Charlie and the Chocolate Factory
The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe
Harry Potter and the Goblet of Fire
King Kong

MELHOR MAQUILHAGEM
Charlie and the Chocolate Factory
The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe
Harry Potter and the Goblet of Fire
Memoirs of a Geisha
Pride and Prejudice

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMADA
Fallen Art
Film Noir
Kamiya's Correspondence
The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello
Rabbit

MELHOR CURTA-METRAGEM
Antonio's Breakfast
Call Register
Heavy Metal Drummer
Heydar, An Afghan in Tehran
Lucky

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:15 PM | Comentários (0)

janeiro 18, 2006

Opinião - A Sagrada Juventude

Longe vai o tempo onde eram os adultos que enchiam as salas de cinema. Hoje são os jovens que têm tempo livre e dinheiro para gastar. Em grupos, casais ou sozinhos, acompanhados invariavelmente pelo saco de pipocas e pela bebida da praxe, são eles que compõem a plateia das salas de cinema, um pouco por todo o mundo. E esta mudança reflecte-se no próprio cinema. Hoje, para um actor ter sucesso, já não é preciso só talento. É preciso agradar à sagrada juventude...
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Nem é preciso pensar muito. Quem são as estrelas que enchem as salas? Só essa análise ajuda a perceber a época em que se vive, e o estado em que vive a indústria cinematográfica.
Já houve os dias dos cavalheiros dos anos 30, dos actores do método dos anos 50, das estrelas cool dos anos 70 e dos herois de acção da década de 90. Hoje, mais do que generos, o que conta é a idade.
Durante quase cem anos o cinema foi um divertimento para adultos. As grandes produções de Hollywood eram feitas para homens e mulheres já feitos, e os actores e as histórias que eram contadas no grande ecrãn também. Nomes ilustres como James Stewart, John Wayne, Cary Grant ou Katherine Hepburn atravessaram épocas, porque o público adulto conseguia sempre identificar-se com eles. Os mais novos e as suas sessões de drive in iam vendo as estrelas passar, desde os primeiros passos até se lançarem na ribalta. Depois tornavam-se nos actores dos "papás" e havia que descobrir a nova next big thing.
É claro que nomes como Steve McQuenn ou Paul Newman eram transversais, mas a realidade era essa. O cinema era para adultos.
A partir dos anos 80 a situação foi-se alterando. Os novos hábitos familiares prendiam os adultos ao trabalho e à casa, mas deixavam os mais jovens á solta. Surgiram as comédias para adolescentes, os filmes de acção e os romances, interpretados, cada vez mais, por nomes mais novos. E se o cinema norte-americano ainda se foi aguentando, dividindo a produção entre os filmes para adultos e o crescente mercado dos jovens, já na Europa os autores nunca perceberam essa mudança. Mais do que outra coisa qualquer, nunca um Godard ou um Bergman fizeram filmes para os mais novos. E não o fazem hoje. Só que o seu público desapareceu, o público dos Cahiers já praticamente não existe e os novos públicos não estão interessados. A Europa, mais uma vez e como sempre, centrou-se em si própria, e fez filmes para salas vazias. A América, pragmática como em tudo, tentou adaptar-se.
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Uma das principais consequências desta radical mudança da faixa etária que domina o box-office, aconteceu no meio dos actores. Hoje Dustin Hoffman, Al Pacino, Meryl Streep ou Jack Nicholson já não enchem salas. Nem de longe nem de perto. Porquê? Ora, porque são muito velhos. O espectador de hoje quer ver muita acção, humor ao seu estilo, muitos corpos despidos e um ritmo que não dá nem para respirar. E onde encaixar estes "gigantes"?
Hollywood não o soube. Rendeu-se ao menor sinal de alerta. Os guiões passaram a excluir estas personagens com mais de 40 anos, ou enviaram-nas para papeis secundários. E se hoje há imensos actores na casa dos quarenta para cima, ainda a conseguir aparentar serem mais novos (e no fundo é isso que os vai safando), já com as mulheres a situação é negra. Não há uma única actriz que fosse popular há vinte anos que ainda o seja. A idade não perdoa, o corpo não pode competir com as das novas teen queens e os papeis para quarentonas só servem para mães de jovens disfuncionais ou para sátiras à própria idade. Não fosse o cinema indie, sempre avesso a estas coisas dos públicos, ou uma ou outra produção, e estes actores estariam hoje sem emprego. Como acontece com tantos e tantos outros, que procuram nos teatros ou na televisão a salvação.
Perguntem ao espectador tipo de hoje se prefere ir ver um filme com Harrisson Ford ou com um Heath Ledger. A resposta dificilmente oferecerá dúvidas, e entre uma Kathleen Turner e uma Jessica Alba poucos se darão ao trabalho de sequer responder. As salas de bairro fecham porque os jovens só vêm filmes em shoppings, ninguém faz reposições porque nenhum jovem quer ver filmes a preto e branco do tempo do bisavô...na verdade a sagrada juventude tomou de assalto as salas e revolucionou a indústria, de uma forma que os jovens rebeldes dos anos 60 nunca conseguiram.
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Hoje os idolos dos jovens são também eles jovens. Para raparigas de 17 ou 18 anos é nas Lindsay Lohan, Hilary Duff, Emma Watson, Scarlett Johansson que estão os seus modelos. Raparigas da mesma idade, com os mesmos problemas, o mesmo aspecto e as mesmas atitudes. E se os Brad Pitt, Tom Cruise ou Johnny Depp ainda captivam, tanto jovens como adultos, é porque conseguiram manter a mesma expressão juvenil que tinham há dez ou quinze anos atrás. Enganar o mundo para sobreviver. Até porque qualquer jovem actor que não seja propriamente um sweet-hearth das jovens e histéricas adolescentes que ululam nas salas sempre que vêm um Paul Walker em tronco nu, tem grandes dificuldades em vingar. Talvez por isso seja dificil encontrar bons actores com menos de 40 anos. Porque para haver renovação de gerações é preciso papeis sérios e pesados, que nenhum actor jovem está preparado, ou quer desempenhar, por saber que isso estraga a sua imagem junto do seu público.
O problema parece não bater á porta das estrelas de hoje, mas o que acontecerá a uma Natalie Portman quando os seus fãs de agora não tiverem tempo de ir ver os seus desempenhos, e os jovens do futuro acharem que ela já não é interessante a ponto de entrar num filme? E quanto tempo conseguirão Cruise ou Depp aguentar a fama que têm junto das gerações que se seguem?
Questões complicadas que nunca se colocaram, desde que há cinema.
Em 1928 muitos actores foram para o desemprego porque não tinham voz para aguentar o sonoro. Hoje, em pleno século XXI, muitos actores não trabalham porque não têm o aspecto e a idade suficientes para agradar à sagrada juventude, aquela a que tudo é permitido, a mesma que revoluccionou a produção cinematográfica.
A mesma juventude que está, pouco a pouco, a destruir o cinema!

Miguel Lourenço Pereira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:26 PM | Comentários (3)

O Que Estreia Por Cá - Mr. Allen goes to London

O que faz Woody Allen fora de Nova Iorque? O mais improvável dos cenários aconteceu, e o mais nova-iorquino de todos os cineastas partiu para Londres. Mais amargo, cinico e mordaz, o seu novo filme traz de volta o Woody Allen que desapareceu há mais de dez anos. Porque por ele, a espera vale sempre a pena...
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O ritmo do novo Woody Allen distancia-se imenso dos seus últimos trabalhos. Desde Everybody Says That I Love You, a brilhante comédia musical de 1996 que o cineasta se tem perdido pelo mundo das comédias. Entre elas estão algumas pérolas, é certo, mas a verdade é que o nivel a que um dos mais amados realizadores do mundo habitou os seus fãs, desceu bastante. Esperava-se que Match Point fosse o momento da viragem.
Tudo indica isso mesmo. Com um argumento mais realista e critico que qualquer um dos seus antecessores, Woody Allen volta a trabalhar os amores e desamores dos casais contemporâneos, sempre sob o pano da traição, do desencanto e do estrato social. Desta vez é um jovem treinador de ténis que alcança o que nunca tinha pensado conseguir, mas apenas por via do casamento. Quando o coração o empurra para uma jovem sensual norte-americana, namorada do cunhado, mas a razão lhe diz que um estilo de vida como o que ele tem é melhor que qualquer tipo de amor, passageiro ou não, então estamos definitivamente sobre um território que Allen é mestre em explorar.
Depois de encantar Cannes, de quatro nomeações aos Globos de Ouro, do muito que se fala na quimica entre Scarlett Johansson - a nova musa do autor - e da promesa Jonathan Rhys-Myers, a expectativa é alta.
Tal como o titulo - e já agora, o trailer - tudo pode acontecer, tanto na primeira como na segunda opção. Que opção escolher, isso já cabe a cada um de nós. No mundo de Woody Allen as suas personagens estão mais sombrios, mais egocêntricas e mais cinicas. E se não há esperança para elas, haverá para nós?
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Há mais quatro filmes a estrear esta semana recheada de regressos.

Jane Austen está efectivamente de regresso ao cinema. A adaptação de uma das suas mais populares obras, Pride and Prejudice, faz-se desta vez pela mão do pouco conhecido Joe Wright. A história da liberal e ousada Elizabeth Bennet, e da sua relação de amor ódio com Mr. Darcy, sob o cenário da austera Inglaterra georgiana. Keira Knightley aproveita para se consolidar como actriz a ter em linha de conta num elenco cheio de veteranos (Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Judi Dench...) e com a revelação Mathew McFaydden.
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Um cineasta de culto que também está de regresso é Atom Egoyan. O canadiano traz Where The Truth Lies, um filme que deu que falar em Cannes, e também nos Estados Unidos, demasiado puritano para o filme que conta como dois artistas extremamente populares na década de 50 viram as suas carreiras postas em causa quando um jornalista decide descobrir um estranho facto que tinha ficado escondido durante muito tempo. Um ambiente de cinema noir onde predomina o suspense e um imenso erotismo. Colin Firth, Kevin Bacon, Alison Lohmann e Kristin Adams estão no elenco.
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Jigsaw é outro nome que está de volta. Depois do sucesso estrondante de Saw, há mais uma dose de masoquismo, neurose e suspense em Saw II. Desta vez Jigsaw é preso facilmente, mas o seu jogo desenrola-se noutro tabuleiro. Sete pessoas estão ás portas da morte se não conseguirem resolver os puzzles complexos que o temivel homem criou como presente de despedida. Donnie Whalberg, Shawnee Smith e Tobin Bell marcam presença no filme realizado por Darren Lynn Boussman.
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Primer esteve no último Fantasporto e estreia agora nas salas comerciais. O filme de Shane Carruth, onde o próprio entra ao lado de David Sullivan, conta a história de dois engenheiros que descobrem um aparelho que reduz a massa aparente de qualquer objecto. Agora têm de perceber como utilizar esta brilhante descoberta, e mais ainda, como viver as consequências dos seus actos.
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O Hollywood Recomenda - Um filme de Woody Allen fala por si só. Mesmo o pior filme do cineasta é um filme melhor que muita da concorrência. Os sinais de Match Point têm sido positivos, a ida ao cinema é inevitável.

O Hollywood Desaconselha - Entre os amantes do cinema fantástico, os fãs de Woody Allen e Etom Egoyan ou os apreciadores da obra de Jane Austen, há um pouco de tudo. E nada é de se deitar fora.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:56 AM | Comentários (2)

janeiro 17, 2006

ADG madrasta para Brokeback. Batman em alta!

Pela primeira vez em muito tempo o filme de Ang Lee não conseguiu uma nomeação. Foi na Art Directors Guild, o sindicato para os técnicos de direcção artistica de Hollywood.
Em dez nomeados, cinco para filmes actuais e cinco para filmes de época ou de fantasia, não houve espaço para Munich ou Brokeback Mountain. Mas houve para algumas surpresas.
Batman Begins continua a ser um dos filmes mais apreciados pelos técnicos de Hollywood, conseguindo uma surpreendente nomeação ao lado de King Kong, Charlie and the Chocolate Factory, Memoirs of a Gueisha e Good Night and Good Luck.
Já nos filmes contemporâneos foram nomeados Walk the Line, Crash, Jarhead, Syriana e The Constant Gardener. Nos óscares é habitual encontrar poucos nomeados em filmes mais contemporâneos, por isso a questão complica-se para alguns destes nomes.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:58 PM | Comentários (0)

Globos de Ouro - Os Vencedores

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Melhor Filme Drama-Melhor Argumennto - Brokeback Mountain

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Melhor Filme Comédia/Musical - Walk the Line

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Melhor Realizador - Ang Lee

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Melhor Actor Drama - Philiph Seymour-Hoffman

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Melhor Actriz Drama - Felicity Huffman

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Melhor Actor-Actriz Comédia-Musical - Joaquin Phoenix e Reese Whiterspoon

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Melhor Actor Secundário - George Clooney

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Melhor Actriz Secundária - Rachel Weisz

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Melhor Banda Sonora - Memoirs of a Gueisha

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Melhor Tema - Brokeback Mountain

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Melhor Filme Estrangeiro - Paradise Now

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Prémio Cecil B. de Mille - Antohny Hopkins

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:34 PM | Comentários (0)

Brokeback limpa Globos em noite de surpresas

Foi uma vitória como não se via desde 1999, altura em que American Beauty foi indiscutivelmente o filme da noite. Quatro prémios para Brokeback Mountain confirmam todo o favoritismo do filme, isto numa noite com algumas surpresas...
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Melhor Filme Drama, Melhor Realizador para Ang Lee, Melhor Argumento para Diana Ossama e Larry McMurty, e ainda melhor tema pela canção A Love That Will Never Grow Old.
Foram estas as quatro vitórias para Brokeback Mountain que assim repete o feito de 1999 de American Beauty. Numa cerimónia habitualmente consagrada a dividir os males pelas aldeias, só se notou mesmo a falta de um prémio de representação no carrinho que Brokeback levou para casa.
Isto porque nem Heath Ledger, nem Jake Gyllenhall, nem mesmo - e de forma surpreendente - Michelle Williams, conseguiram superar a competição.
Philiph Seymour-Hoffman venceu sem apelo nem agravo, tal como George Clooney e Rachel Weisz. Duas vitórias inesperadas nas categorias secundárias e que complicam ainda mais a questão para dia 5 de Março, altura em que a Academia premeia os melhores do ano. Numa categoria onde tudo podia acontecer, Felicity Huffman venceu o prémio de melhor actriz drama e coloca-se como a principal opositora de Reese Witherspoon.
A actriz venceu um dos três prémios que Walk the Line levou para casa na área de comédia/musical. Os outros foram para Joaquin Phoenix e para o próprio filme, o que constitiu uma sólida base de apoio ao filme de James Mangold, ausente entre os nomeados.
John Williams voltou a surpreender e a levar o prémio de melhor banda sonora para casa e surpresa chegou também da categoria de melhor filme estrangeiro, onde Paradise Now, vindo da Palestina, triunfou sobre a concorrência, com muito maior favoritismo à partida.
Crash, Good Night and Good Luck., Munich, King Kong ou The Squid and the Whale foram filmes que sairam da cerimónia sem qualquer prémio, tendo em conta os vendavais Brokeback e Walk the Line, que juntos venceram mais de metade dos prémios em discussão.
Uma noite que ficou ainda marcada pela entrega dos prémios de televisão, e onde o veterano actor Antonhy Hopkins recebeu o prémio Cecil B. de Mille, como homenagem por uma brilhante carreira no mundo do cinema.

VENCEDORES

Melhor Filme Drama - Brokeback Mountain
Melhor Filme Comédia/Musical - Walk the Line

Melhor Realizador - Ang Lee

Melhor Actor Drama - Philiph Seymour-Hoffman
Melhor Actriz Drama - Felicity Huffman

Melhor Actor Comédia/Musical - Joaquin Phoenix
Melhor Actriz Comédia/Musical - Reese Whiterspoon

Melhor Actor Secundário - George Clooney
Melhor Actriz Secundária - Rachel Weisz

Melhor Argumento - Brokeback Mountain
Melhor Tema - Brokeback Mountain
Melhor Banda Sonora - Memoirs of a Gueisha
Melhor Filme Estrangeiro - Paradise Now

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:11 PM | Comentários (0)

janeiro 16, 2006

ANTEVISÃO - The Squid and the Whale

O cinema indie norte-americano continua a mostrar uma vitalidade e uma originalidade que os grandes estúdios não conseguem desenvolver. Os últimos anos têm sido marcados por êxitos populares vindos directamente do cinema independente. Em 2005 o fenómeno não atingiu o mesmo nivel de popularidade, mas Noah Baumbach continua a provar que o talento existe. É preciso é procurá-lo...
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The Squid and the Whale, titulo improvável para qualquer filme, é mais um capitulo na saga do cinema indie norte-americano. Depois dos sucessos dos filmes de Wes Anderson, Sofia Copolla, Paul Thomas Anderson ou Alexander Payne, há mais um jovem autor a afirmar-se no meio, com extrema originalidade e com uma notável capacidade para contar uma história simples, mas extremamente sedutora.
Na década de 80 uma familia está a viver o caos em Nova Iorque. A separação é a única solução, mas como é que os filhos do casal vão enfrentar esta realidade?
Disfunção familiar numa familia que tem tudo de original como de mundano. Um pai, autor frustrado na América dos anos 80. A mãe, filha da Flower Power que não consegue encontrar-se neste mundo tão estranho para ela. Um filho mais velho, apaixonado pelos Pink Floyd e que tenta esconder o que as zangas entre os pais realmente lhe custam. E um filho mais novo, a descobrir a sua sexualidade e a tentar perceber como é que um grupo familiar aparentemente tão unido pode estar à beira do desmembramento.
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Noah Baumbach é um autor em ascensão. As várias nomeações e prémios que o filme tem recebido, quer pelo seu guião quer pelo seu trabalho atrás da camara, têm sido apenas uma pequena amostra do potencial deste cineasta, capaz de criar com enorme humanismo a dificil realidade do desmembramento familar.
Mas Baumbach, que é o ponto nuclear do projecto, teve a felicidade de contar com um elenco que representa de forma perfeita cada uma das personagens que o autor criou. Jeff Daniels, o homem que já fez de tudo um pouco, surge num visual ao estilo de Nick Nolte como o amargurado pai, o filho desencantado dos anos 60 que não encontra o seu espaço nos anos 80. Com nomeações e prémios, Daniels revitaliza a sua carreira com este papel, provando que a teoria de que o cinema indie faz bem aos actores é bem verdadeira. Já Laura Linney mantém o seu habitual registo, que tem a capacidade de se integrar bem com a sua personagem. Os filhos do casal, Jesse Eisenberg e Owen Kline são duas das grandes revelações do ano nos jovens actores norte-americanos, e têm algumas das melhores cenas de todo o filme.
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Em tom negro, como de recordação de um passado doloroso, Baumbach cria um filme semi-biografico, pautado com uma banda sonora que acompanha a própria época de forma singular. O que mais tem sido apreciado em The Squid and the Whale é a honestidade do guião, a mesma honestidade e naturalidade com que o cinema indie norte-americano se tem vindo, gradualmente, a impor ás grandes produções dos estúdios, como os melhores trabalhos do ano.
A ideia de que menos é mais, no que ao orçamento diz respeito, começa claramente a fazer sentido com filmes deste género. Hollywood continua a viver para as grandes produções, mas quem admira o cinema norte-americano encontra em filmes como este uma boa razão para ir até à sala do cinema. Porque quando se conta a vida como ela é, com a frontalidade e humanidade que são sempre necessárias, então estamos defronte de algo que vale mesmo a pena conhecer.

O QUE SE DIZ

"Sem as lágrimas habituais mas com um charme bem ácido, o filme extremamente humano de Baumbach toca bem fundo."

Peter Travers, Rolling Stone


"Trabalhando sobre a sua própria infância, Noah Baumbach junta um retrato surreal, mas divertido, de uma familia em crise e da forma como um jovem tenta entender os seus pais, bem como a ele próprio!"

A.O. Scott, New York Times

"Um retrato incisivo e intimista de uma familia de Brooklyn a desmoronar-se, contado pelos seus dois filhos!"

Claudia Puig, USA Today

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:54 PM | Comentários (0)

FANTAS 2006 abre com português e viaja até os quatro cantos do Mundo

A caminho da 26º Edição, o Fantasporto mantem a mesma vitalidade dos últimos anos. E o Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto traz a Portugal alguns dos filmes mais esperados dentro do genero. Um Festival marcado por muitas sequelas de anteriores sucessos, de uma forte presença do cinema asiático e de retrospectivas do cinema expressionista alemão, do cinema dos irmãos Shaw e das obras vindas directamente de Bollywood. Isto num ano onde, pela primeira vez, é um português a dar o pontapé de saida do certame.
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Hostel, Simpathy for Mr Vengance, One Missed Call 2, Ghost in the Shell 2 ou Frostbiten.
Estes são alguns dos titulos que os amantes do cinema fantástico estão ansiosas para ver em estreia nacional no festival que irá decorrer de 20 de Fevereiro a 5 de Março na cidade do Porto.
O certame organizado, como é hábito, por uma equipa liderada por Mario Dorminsky, terá filmes a serem exibidos nos cinemas Passos Manuel, AMC Arrábida 20 e no Rivoli, num total de mais de 250 obras em exibição, muitas delas com estreia absoluta em território nacional.

Coisa Ruim de Tiago Guedes e Frederico Serra abre o certame. É a primeira vez que um trabalho de autores portugueses tem essa honra. Os autores, nomes premiados no circuito de curtas-metragens, trazem com este filme o cinema fantástico de dimensão ao grande público. O elenco é de respeito (Adriano Luz, Gonçalo Waddington, José Pinto) e o guião é de Rodrigo Guedes de Carvalho.

O cinema asiático continua em destaque, não fosse do Oriente que chegam alguns dos mais inovadores autores na área do cinema fantástico. Park Chan-Wook, Takeshi Miike ou Mamoru Oshii são alguns dos autores que vão estar em destaque ao longo do festival.
Para além do cinema made in Asia, há ainda outros filmes que vão receber destaque obrigatório. Hostel, um fenómeno de popularidade nos Estados Unidos chega a Portugal com o Fantas e poderá trazer o realizador Eli Roth, que já se tinha celebrizado junto do público do cinema fantástico português com Cabin Fever. Há ainda Jaume Balagueró e o seu Fragile e o sueco Anders Banke que chega a Portugal com o filme vampiresco do ano, Forsbitten.

Outra das grandes apostas do certame está nas retrospectivas.
O cinema expressionista alemão, genese da maioria do cinema fantástico, está em destaque com a exibição de algumas das obras mais marcantes do genero de realizadores como Fritz Lang e F. W. Murnau. Outros cinemas a terem o seu destaque são os de Bollywood, a indústria indiana, e o cinema hungaro. Outra homenagem será feito aos irmãos Shaw, cineastas de Hong Kong e inspiradores da saga Kill Bill de Quentin Tarantino.
O cinema português estará igualmente representado em grande, com o mais recente filme de Manoel de Oliveira, ou com uma serie de filmes desconhecidos do grande público, onde se destaque Rupofobia, a curta-metragem de Telmo Martins para a qual já aqui fizemos menção.

O cinema fantástico abrirá as portas para filmes mais mainstream como Domino e Edison, em estreia nacional, o primeiro com Keira Knightley como Domino Harvey e o segundo a marcar a estreia no cinema da pop star Justin Timberlake.
O festival conta ainda com secção de curtas-metragens, nacionais e belgas. Em competição estão 20 filmes, isto num ano em que o Fantas começou mais cedo com retrospectivas temáticas e uma serie de concertos que tiveram o pontapé de saida na noite de Halloween e que vão terminar com o popular baile dos vampiros a 5 de Março.

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FILMES EM EXIBIÇÃO

SECÇÃO OFICIAL CINEMA FANTÁSTICO – LONGAS-METRAGENS

A Quiet Love (Ale/Ger) de Till Franzen
Animal (Por, Fra) de Roselyne Bosch
Coisa Ruim (Por) de Tiago Guedes, Frederido Serra
Cruel World (EUA/USA) de Kelsey T. Howard
Dead Meat (Irl) de Conor McMaho
Death Tunnel (EUA/USA) de Philip Adrian Booth
F.A.Q. (Esp/Spain) de Carlos Atanes
Frostbiten (Sue/Swe) de Anders Banke
Hellevator (Jap) de Hiroki Yamaguchi
Johanna (Hun) de Kornél Mundruczó
Lie Still (GB/UK) de Sean Hogan
One Missed Call 2 (Jap) de Renpei Tsukamoto
Saints-Martyrs-des-Damnés (Can) de Robin Auber
Simpathy for Lady Vengeance (Cor Sul/South Kor) de Chan-wook Park
Spirit Trap (GB/UK) de David Smith
The Other Half (GB/UK) de Marlowe Fawcett, Richard Nockles
The Toybox (GB/UK) de Paolo Sedazzari
Um Lobisomem na Amazónia (Bra) de Ivan Cardoso
Voice (Cor Sul/South Kor) de Equan Choe
Zulo (Esp/Spain) de Carlos Martin Ferrera

CURTAS-METRAGENS

A Fistful of Zombies (Fra) de Abel Ferry
A Lenda do Espantalho (Esp/Spain) de Marc Besas
Antebody (EUA/USA) de James P. Gleason
Battle Chess (Can) de John Dustan, Michael Paszt
Glamour (Por) de Luis Galvão Telles
Home Delivery: Servicio a Domicilio (Esp/Spain) de Elio Quiroga
Mebana (Sue/Swe) de Daniel Wallentin
Shadow Man (EUA/USA) de David Benullo
Sombras de Thule (Por) de Miguel Cunha
Staring at the Sun (EUA/USA) de Toby Wilkins
The Ten Steps (GB/UK) de Brendan Muldowney
Uroboro (Por) de Luis Gomes

SECÇÃO OFICIAL SEMANA DOS REALIZADORES

Adam’s Apple (Din/Den) de Anders Thomas Jensen
Be With me (Sing) de Eric Khoo
Cineastas en Action (Esp/Spain) de Carlos Benpar
Cineastas vs Magnatas (Esp/Spain) de Carlos Benpar
Crash Test Dummies (Aus) de Jorg Kalt
Domino (Fra, EUA/Fra, USA) de Tony Scott
Edison (EUA/USA) David J. Burke
El Desenlace (Esp/Spain) de Juan Pinzás
Incautos (Esp/Spain) de Miguel Bardem
Inconscientes (Esp/Spain) de Joaquín Oristrell
Looking for Alexander (Can) de Francis Leclerc
Off Screen (Hol, Bel/ Neth, Bel) de Pieter Kuijpers
Shooting Dogs (GB, Ale/UK/Ger) de Michael Caton Jones
Simpathy for Lady Vengeance (Cor Sul/South Kor) de Chan-wook Park
The Hamster Cage (Can) de Larry Kent
The Rider Named Death (Russia) de Karen Shakhnazaroz

SECÇÃO OFICIAL ORIENT EXPRESS

Dumplings (HK) de Fruit Chan
Hellevator (Jap) de Hiroki Yamaguchi
One Missed Call 2 (Jap) de Renpei Tsukamoto
Simpathy for Lady Vengeance (Cor Sul/South Kor) de Chan-wook Park
The Bow (Cor Sul, Jap/South Kor, Jap) de Kim Ki Duk
The Echo (Filipinas/Philipinnes) de Yam Laranas
Voice (Cor Sul/South Kor) de Equan Choe

SECÇÃO OFICIAL PREMIÈRE & PANORAMA

A Tale of Two Sisters (Cor Sul/South Kor) de Kim Ji-woon
Battle of Planets (Jap, EUA/Jap, USA) de David E. Hanson
Fragile (Esp/Spain) de Jaume Balagueró
Gamerz (Esc/Sco) de Robbie Frazer
Ghost in the Shell 2 (Jap) de Mamoru Oshii
Ginger Snaps 1 (Can, EUA/Can, USA) de John Fawcett
Ginger Snaps 2: Unleashed (Can) de Brett Sullivan
Ginger Snaps Back: The Beginning 3 (Can) de Grant Harvey
Hair High (EUA/USA) de Bill Plympton
Hostel (EUA/USA) de Eli Roth
Jacqueline Hyde (EUA/USA) de Rolfe Kanefsky
John Howe: There and Back Again (Sue, Sui/Swe, Swi) de Anders Banke, François Boetschi
O Casamento de Romeu de Julieta (Bra) de Bruno Barreto
O Espelho Mágico (Por) de Manoel de Oliveira (Homenagem Manoel de Oliveira)
Pleasant Days (Hun) de Kornél Mundruczó
Sars Wars (Tai/Thai) de Taweewat Wantha
Sick and Twisted Festival of Animation (EUA/USA) de Spike and Mike
Super Nova (Fra) de Pierre Vinour
Sword in the Moon (Cor Sul/South Kor) de Kim Ui-seok
Taiwan Black Movies (Rep. Formosa/Taiwan) de Hou Chi-Jan
The Cabinet of Dr Caligari (EUA/USA) de David Lee Fischer
The Day the Earth Stood Still (EUA/USA) de Robert Wise (Homenagem Robert Wise)
The Last Horror Movie (GB/UK) de Julian Richards
The Nun (Esp/Spain) de Luis de La Madrid
The Weeping Meadow (Gre, Ale, Fra, Ita/Gre, Ger, Fra, Ita) de Theo Angelopoulos
Three (GB, Lux/UK, Lux) de Stewart Raffill
Three… Extremes (HK, Jap, Cor Sul/HK, Jap, South Kor) de Takashi Miike, Chan-wook Park, Fruit Chan
Wonderful Days (Cor Sul, EUA/South Kor, USA) de Kim Moon-Saeng, Park Sunmin
Zombie King (Can) de Stacey Case

The Silvergleam Whistle (EUA/USA) de Mike Williamson
Le Baiser (Fra) de Stefan Le Lay

SECÇÃO OFICIAL LOVE CONNECTION

24/7: The Passion of Life (Ale/Ger) de Roland Reber
A Woman Called Abe Sada (Jap) de Noboru Tanaka
Angels Guts - The Darkest Memories (Jap) de Chusei Sone
Desperate Remedies (Nov Zel/New Zel) de Stewart Main, Peter Wells
Desperatly Seeking Seka (Sue/Swe) de Christian Hallman, Magnus Paulsson
I.K.U. (Jap) de Shu Lea Cheang
Love Hotel (Jap) de Shinji Sômai
Pleasant Days (Hun) de Kornél Mundruczó
Professional Espacialist (Jap) de Tasumi Kumashiro
Rain (Nov Zel/New Zel) de Christine Jeffs
Street of Joy (Jap) de Tatsumi Kumashiro
The Woman With the Red Hair (Jap) de Tatsumi Kumashiro

MASTERS OF HORROR

1. Incident On and Off a Moutain Road (EUA/USA) de Don Coscarelli
2. Dreams in the Witch-House (EUA/USA) de Stuart Gordon
3. Dance of the Dead (EUA/USA) de Tobe Hooper
4. Jenifer (EUA/USA) de Dario Argento
5. Homecoming (EUA/USA) de Joe Dante
6. Chocolate (EUA/USA) de Mick Garris
7. Deer Woman (EUA/USA) de John Landis

RETROSPECTIVA CINEMA HÚNGARO
RETROSPECTIVA BOLLYWOOD
RETROSPECTIVA IRMÃOS SHAW
RETROSPECTIVA EXPRESSIONISMO ALEMÃO
RETROSPECTIVA BILL PLYMPTON

PANORAMA DO CINEMA PORTUGUÊS

A Piscina (Por) de Ana e João Viana – ACM
A Rapariga da Mão Morta (por) de Alberto Seixas Santos – ACM
A Serpente (Por) de Sandro Aguilar – ACM
Agur (Por) de João Meneses
Berço de Pedra (Por) de Nuno Rocha
Bonecas de Porcelana (Por) de Luis Loureio
Boom (Por) de Veit Helmer
Como Ganhar um Casting se Você é uma Mulher (Por) de Luis Loureiro
Ctrl Alt Fly (Por) de Victor Santos – ACM
Da Pele à Pedra (Por) de Pedro Sena Nunes
Estratégias para uma Vida (Por) de Miguel Gorjão Clara
Exposição (Por) de Joana Barbosa
Hélio Superstar (Por) de
Linhas Paralelas (Por) de Colectivo Osu
Lixo (Por) de Filipe Gajo
Logro (Por) de Rita Figueiredo – ACM
Numerus (Por) de Anabela Costa
O Almoço (Por) de Gideon Nel – ACM
Os Caminheiros (Por) de Luís Campos Brás
O Dia em que Ela Acordou (Por) de Luis Loureiro
Puritas (Por) de Path to Dignity
Quando Eu morrer (Port) de Luís Vieira Campos
Rupofobia (Por) de Telmo de Campos
Salitre (Por) de Leonor Noivo – ACM
Shine On – Director’s Cut (Por) de Rui Brito
Sombras de Thule (Port) de Miguel Cunha
Um Homem (Por) de Laurent Simões – ACM
Um Olhar Sobre Esmoriz (Por) de Diogo Vaz
Vez (Por) de Martin Dale
Glamour (Por) de Luis Galvão Telles
História Trágica com Final Feliz (Por) de Regina Pessoa

RETROSPECTIVA CINEMA HÚNGARO

Longas metragens

Colossal Sensastion (Hun) de Róbert Koltai
Diary for my Father and Mother (Hun) de Márta Mészáros
Love (Hun) de Karóly Makk
Love Film (Hun) de István Szabó
Pleasant Days (Hun) de Kornél Mundruczó
The Midas Touch (Hun) de Géza Bereményi
The Round Up (Hun) de Miklós Jancsó
The Unburied Man (Hun) de Márta Mészáros
The Witness (Hun) de Péter Bacsó

Curtas-metragens

After Rain (Eso után) (Por) de Péter Mészáros
Before Dawn( Before Dawn) (Por) de Balint kenyeres
Day After Day (Afta) (Hun) de Kornél Mundruczó
Little Apocrypha n. 2 (Hun) de Kornél Mundruczó
Post Soldier (Hun) de Tamás Buvár
Who’s the Cat? (Hun) de Peter Mészarós

RETROSPECTIVA BOLLYWOOD

Chori Chori Chupke Chupke (Ind) de Abbas Mustan
Deewar (Ind) de Gaurang Dosh
Devdas (Ind) de Sanjay Leela Bhansali
Dil Se… (Ind) de Mani Ratnam
Kabhi Khusi Kabhie Gham… (Ind) de Yash Johar
Kal Ho Naa Ho (Ind) de Nikhil Advani
Khakee (Ind) de Rajkumar Santtoshi
Kuch Kuch Hota Hai (Ind) de Karan Johar
Main Hoon Na (Ind) de Farah Khan
Mughal-e-azam (Ind) de K. Asif
Munna Bahi M.B.B.S. (Ind) de Rajkumar Hirani
Waqt (Ind) de Vipul Amrutlal Shah

RETROSPECTIVA IRMÃOS SHAW

One Armed Swordsman (China) de Chang Chen
The Eight Diagram Pole Fighter (China) de Liu Chia-liang
The House of 72 Tenants (China) de Chor Yuen
The Kingdom and the Beauty (China) de Li Han hsiang
The Love Eterne (China) de Li Han hsiang

RETROSPECTIVA EXPRESSIONISMO ALEMÃO

A Mulher na Lua (Ale/Ger) de Fritz Lang
Aurora (Ale/Ger) de F.W.Murnau
Der Golem (Ale/Ger) de Henrik Galeen, Paul Wegener
Dr Mabuse (Ale/Ger) de Fritz Lang
Fausto (Ale/Ger) de F.W. Murnau
M – Matou (Ale/Ger) de Fritz Lang
Metropolis (Ale/Ger) de Fritz Lang
Nosferatu (Ale/Ger) de F. W. Murnau
Os Nibelundos 1: A Morte de Siegfried (Ale/Ger) de Fritz Lang
Os Nibelungos 2: A Vingança de Cremilde (Ale/Ger) de Fritz Lang

RETROSPECTIVA BILL PLYMPTON

Longas-metragens

Hair High (EUA/USA) de Bill Plympton
I Married a Strange Person (EUA/USA) de Bill Plympton
Mutant Aliens (EUA/USA) de Bill Plymtpon
The Tune (EUA/USA) de Bill Plympton

Curtas-metragens

245 days (EUA/USA) de Bill Plympton
25 Ways to Quit Smoking (EUA/USA) de Bill Plympton
Boomtown (EUA/USA) de Bill Plympton
Can't Drag Racing with Jesus (EUA/USA) de Bill Plympton
Dancing All Day (EUA/USA) de Bill Plympton
Dig My Do (EUA/USA) de Bill Plympton
Draw (EUA/USA) de Bill Plympton
Drawing Lesson #2 (EUA/USA) de Bill Plympton
Eat (EUA/USA) de Bill Plympton
Enviromental: Acid Rain (EUA/USA) de Bill Plympton
Exciting Tree (EUA/USA) de Bill Plympton
Faded Roads (EUA/USA) de Bill Plympton
Flooby Nooby (EUA/USA) de Bill Plympton
Guard Dog (EUA/USA) de Bill Plympton
How to Kiss (EUA/USA) de Bill Plympton
How to Make Love (EUA/USA) de Bill Plympton
Human Rights (EUA/USA) de Bill Plympton
Isn't Good Again (EUA/USA) de Bill Plympton
Love in the Fast Lane (EUA/USA) de Bill Plympton
Lovesick Hotel (EUA/USA) de Bill Plympton
Lucas, the Ear of the Corn (EUA/USA) de Bill Plympton
More Sex and Violence (EUA/USA) de Bill Plympton
No Nose Blues (EUA/USA) de Bill Plympton
Noodle ear (EUA/USA) de Bill Plympton
Nose Hair (EUA/USA) de Bill Plympton
One of Those Days (EUA/USA) de Bill Plympton
One of Those Days (EUA/USA) de Bill Plympton
Parking (EUA/USA) de Bill Plympton
Plymtoons (EUA/USA) de Bill Plympton
Previous Lives (EUA/USA) de Bill Plympton
Previous Lives 2 (EUA/USA) de Bill Plympton
Push Comes to shove (EUA/USA) de Bill Plympton
Self Portrait (EUA/USA) de Bill Plympton
Sex and Violence (EUA/USA) de Bill Plympton
Smell the Roses (EUA/USA) de Bill Plympton
Sugar Delight (EUA/USA) de Bill Plympton
Sugar Delight 2 (EUA/USA) de Bill Plympton
Surprise Cinema (EUA/USA) de Bill Plympton
Tango Schmango (EUA/USA) de Bill Plympton
The Turn on (EUA/USA) de Bill Plympton
The Wiseman (EUA/USA) de Bill Plympton
Trivial Pursuit (EUA/USA) de Bill Plympton
Your Face (EUA/USA) de Bill Plympton

Cinema Belga (curtas-metragens)

Cliché (Bel) de Gaetan DeDeken
Comme le temps paxe vite (Bel) de Roland Lethem
Gourmandises (Bel) de Roland Lethem
Hostel Party (Bel) de Roland Lethem
L’étrange portrait de la dame en jaune (Bel) de Hélène Cattet e Bruno Forzani
La Ballade des amants maudits (Bel) de Roland Lethem
La Double Insomnie (Bel) de Roland Lethem
La Fée sanguinaire (Bel) de Roland Lethem
Le Sexe enragé (Bel) de Roland Lethem
Le Vampire de la cinémathèque (Bel) de Roland Lethem
Le Vice et la vertu (Bel) de Roland Lethem
Les souffrances d’un ceuf meurtri (Bel) de Roland Lethem
Lili au lit (Por) de Roland Lethem
Mamaman (Bel) de Iao Lethem
Super-Huître (Bel) de Roland Lethem
Un passé pas si simple Bel) de Gaetan DeDeken

Filmes Portugueses da Casa Animação

A Cor negra (Por) de Silvino Fernandes
Cicatriz (Por) de Tânia Duarte
Com uma Sombra na Alma (Por) de Fernando Galrito e João Ramos
Cosmix (Por) de Agostinho Marques
Eu Descobri Portugal (Por) de Armando Coelho
História Trágica com Final Feliz (Por) de Regina Pessoa
Menu (Por) de Joana Toste
Os Poderes do Sr Presidente (Por) de Abi Feijó
Selo ou não Sê-lo (Por) de Isabel Alboim Inglês
Sem Respirar (Por) de Pedro Brito
Vascularidades (Por) de Paulo D’Alva

Filmes do Festival Black and White Fest

7.35 de la manana (Esp/Spain) de Nacho Vigalondo
Generation (Nov Zel/New Zel) de David Downes
Ich kann es mir sehr gut vorstellen (Aus) de Daniel Suljic
Kola (Bielorússia/Byelorussian) de Victor Asliuk
Meu nome é Paulo Leminski (Bra) de César Migliorin
Night in a Hotel (Eslováquia/Slovakia) de Matus Libovic
O prezo da dote (Esp/Spain) de Chuz Dominguez
Petro e branco (Por) de João Rodrigues
Regard de Pierre (Fra) de Pierre-Yves Craud
Vent (Hol/Neth) de Erik van Schaaik

Fonte - lista em exclusivo do C7nema

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:11 PM | Comentários (7)

The Departed vs Black Dahlia

São dois dos filmes mais antecipados de 2006.
O primeiro marca o regresso de Martin Scorsese ao mundo do crime. Agora não na máfia italiana de Nova Iorque, mas na máfia irlandesa de Boston. É The Departed, a adaptação de Internall Affairs, um dos maiores sucessos dos últimos anos do cinema asiático que Scorsese adapta com o seu habitual estilo negro e visceral. Leonardo di Caprio, Matt Damon e Jack Nicholson são as estrelas do filme.
Black Dahlia marca outro regresso, o de Brian de Palma, a um genero onde já deu provas de excelência. Inspirado num romance de James Ellroy, caminhando nos mesmos moldes de L.A. Confidential, o filme segue um caso real do assassinato de uma jovem que ficou por desvendar. Dois agentes da policia de Nova Iorque, Josh Hartnett e Mark Whalberg, procuram resolver o caso mas duas sedutoras e misteriosas mulheres, Hilary Swank e Scarlett Johansson, vão cruzar os seus caminhos e adensar o mistério.
Dois filmes que são esperados com grande expectativa para o final do ano. Black Dahlia estará provavelmente em Cannes, enquanto The Departed deve estrear no Outono. Para já ficam duas fotos novas dos filmes.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:00 PM | Comentários (1)

janeiro 15, 2006

Kiss Kiss Bang Bang - Se alguém vos disser que é genial...acreditem!

Há filmes assim. Imaginativos. Conseguem agarrar o espectador do primeiro ao último minuto. Surpreendem a cada cena que passa. Não têm medo de ir onde pouca gente se atreve a ir. E quando lá chegam, vão ainda mais além. Há filmes assim. Só que são poucos. Aliás, muito poucos. Mas ainda os há. Felizmente, um deles está cá para nos lembrar que só vale mesmo a pena ir ao cinema para ver filmes assim. O resto, é puro hábito!
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"Tarantino, watch and learn! "
Estava a pensar acabar assim o artigo, mas provavelmente ficará piroso e criará no leitor a ideia de que Kiss Kiss Bang Bang é melhor do que Pulp Fiction. Se calhar até é, mas nunca ninguém vai ter a coragem de dizer isso. Se eu fosse o primeiro era mais provável levar muitos "bangs". Se calhar é melhor acabar a critica com uma citação de Chandler. Afinal não é todos os dias que vemos um filme estruturado, da cabeça aos pés, como se fosse uma obra chandleriana. Até os titulos dos capitulos que vão pautando o filme são titulos de livros do maior escritor de policiais norte-americano. E se Philiph Marlowe é omnipresente em toda a história, e se todos os ingredientes da literatura - e do cinema - noir também lá estão, faz sentido acabar com uma frase sobre Chandler. Sim, está lá a femme fatalle, apesar de não ser tão fatal quanto isso. E estão lá os casos interligados. E os corpos que ninguém sabe donde vêm. E as pontas soltas que se juntam no final. E o detective gay e o ladrãozeco que afinal é actor, ou melhor detective, ou melhor mágico...esperem. Afinal isto não é bem Chandler. Vamos voltar ao principio.
Shane Black!
Sim, eis uma boa forma de acabar o artigo. Afinal, o guião de Kiss Kiss Bang Bang é dele. Assim como os guiões de todos os filmes de sucesso de acção do final dos anos 80 e inicios de 90. Sim, aqueles com o Bruce Willis, o Mel Gibson ou Schwarzenneger. Sim, esses mesmos. Esperem! É a mesma pessoa?
Sim, mas está diferente. O que é que o levou a mudar? Ah, já sei...Hollywood. Então afinal, Kiss Kiss Bang Bang não é um filme "a la Tarantino"? Nem um filme chandleriano? Nem um filme de acção? É uma critica ao sistema de Hollywood? Ah pronto, assim já nos entendemos.
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Sim. A festa, as actrizes futeis, as wannabes que acabam na indústria porno, a servir á mesa, em bares ou clubes de strippe, ou em anúncios publicitários de terceira. Isso mesmo. E toda a história da fama e fortuna, dos consultores técnicos. Mais, a incapacidade de um director de casting em avaliar um actor, confundindo qualquer um com Marlon Brando. Sim, estamos em Hollywodd, não haja dúvida. E Shane Black está aqui para nos garantir isso.
Afinal, ele foi o menino bonito dos argumentistas até que teve dois falhanços seguidos. E depois veio o terceiro. E depois já nem queria saber. E o que fez ele? Escreveu Kiss Kiss Bang Bang. Não, esperem. Primeiro tirou uma licença durante dez anos para analisar bem os podres de Hollywood, e só depois escreveu Kiss Kiss Bang Bang. Eis uma boa desculpa para uma década sem fazer nada. Se todos fossem assim.
Pronto, escreveu esta pequena obra-prima da comédia, cinema noir e de acção que é Kiss Kiss Bang Bang, e depois? Depois realizou-a. E fê-lo de forma certeira, como qualquer frase no seu guião. Mas esperem, ainda não acabou. Não só fez isso - mais aquele genérico inicial, sublime meus caros, sublime - como escolheu aquilo a que se chama do casting perfeito. Ou seja, sem o Collin Farrell. Não, ele tinha pedido demasiado cachet e foram buscar o Robert Downey Jnr? Não, não é bem isso. Mas o que interessa é que ele está lá. O Robert, quero dizer. Sim, aquele que foi a sensação de Cannes. O mesmo que deu cabo da carreira por causa das drogas e do alcool. Sim, aquele grande actor em quem ninguém acreditava. Pronto, temos um génio decadente, e toca a procurar o parceiro perfeito. Que tal Val Kilmer? Ninguém gosta dele porque é um actor dificil. Muito bom, mas dificil. Combinação perfeita! Não, falta qualquer coisa. Ah, a actriz. Que tal uma beldade que é uma rising star de todos os tamanhos e que nos deixa colados do primeiro ao último instante? Sim, é Michelle Monaghan, ela mesma.
Já está o argumentista, já está o realizador (e o genérico, não esquecer o genérico) e já está o cast. O que é que vem a seguir? Ah, isso, o filme.
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Filme é pouco para descrever Kiss Kiss Bang Bang. Aliás, o titulo em si já indica algo mais do que um simples filme. Isto é uma odisseia do humor, da critica negra, do cinema noir, de cenas tão improváveis que ultrapassam a barreira do próprio génio para o além, que ninguém sabe ainda como se chama. O filme não se pode ver com um ar sério. Pode tentar-se, mas se ele não desaparecer nos primeiros minutos, então mais vale sair da sala, porque só está a destoar do resto da plateia. E o mais genial de tudo isto é a improbabilidade.
Quem alguma vez acreditaria que o melhor guião dos filmes produzidos em 2005 seja deste filme? E que Robert Downey Jnr devesse estar a medir forças para o óscar? E que Val Kilmer tivesse o seu merecido comeback? E que hoje Shane Black fosse um dos maiores estreantes atrás das camaras dos últimos tempos, e que merecesse mover os mesmos fãs que consegue mover um tal de QT?
É essa improbabilidade que torna tudo isto mais delicioso. Porque é genuino. Porque se afasta do convencional, dos lugares comuns, e vagueia pelo louco e irremediavel caminho dos que não querem saber o que o outro vai dizer sobre eles. É ridiculo? Sim, pode dizer-se que sim. Isso importa? Claro que não.
Kiss Kiss Bang Bang é um filme genial. Robert Downey Jnr é um actor do outro mundo. As pessoas deviam ser obrigadas a ver cinema assim. E agora? Agora acho que estou sem palavras...e já não sei como acabar este artigo!

Classificação - KISSKISS.gifKISSKISS.gifKISSKISS.gifKISSKISS.gifKISSKISS.gif

O Melhor - Para haver um melhor tinha de haver um pior. Como provavelmente não há um pior, então tirem as vossas conclusões.

O Pior - Acabei de vos dizer que não há um pior!

Curiosidade - Se não fosse por Mel Gibson, produtor do filme, Robert Downey Jnr não teria tido o papel. Foi Gibson, amigo pessoal do actor, quem insistiu com Joel Silver, o outro produtor, para dar uma oportunidade a Robert. Nós agradecemos.

Site Oficial - kisskiss-bangbang.warnerbros.com

Realizador - Shane Black
Elenco - Robert Downey Jnr, Val Kilmer, Michelle Monaghan, ...
Produtora - Warner Bros.
Duração - 103 m
Classificação - m/16

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:39 AM | Comentários (11)

Shelley Winters : 1920-2006

Faleceu Shelley Winters, uma das grandes actrizes da década de 50 e 60.
Natural de Saint Louis, veio cedo para Hollywood onde vingou como actriz secundárias. Venceu dois óscares como melhor actriz de suporte - por The Diary of Ann Frank e Lolita - e celebrizou-se em filmes como A Place in the Sun, A Double Life ou The Night of the Hunter. Na década de 60 manteve a sua postura como actriz dura mas sedutora em filmes como Alfie ou Harper. Apesar de nunca ter tido vários papeis principais, manteve-se activa durante vários anos em papeis como secundária.
Com uma vida amorosa que enchia páginas de revistas, com homens como William Holden, Sean Connery ou Marlon Brando, e com Vittorio Gassman, com quem se casaria e de quem teria uma filha. Foi o segundo de três casamentos, tão polémicos como toda a sua vida. Mas em cena Shelley Winters era diferente. Mantinha toda o seu ar iminentemente carnal, mas com um toque mais puritano que contrastave de forma demoniaca.
Figura incontornável do cinema norte-americano, a actriz faleceu ontem na sua casa de Beverly Hills, vitima de paragem cardiaca. Tinha 85 anos de idade!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:19 AM | Comentários (1)

Globos de Ouro - Previsões

São já amanhã os Globos de Ouro.
Os prémios da imprensa estrangeira em Hollywood são atribuidos, muitas das vezes, por caprichos pessoais e acabam por influenciar pouco o outro lado da barricada, a própria Hollywood. No entanto houve épocas em que os Globos funcionavam realmente como os percursores da Academia. Será este um ano desses?
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PREVISÕES

MELHOR FILME DRAMA

A aposta clara é Brokeback Mountain. O filme tem literalmente arrumado com a concorrência, e apesar de toda a especulação criada à volta de cenários paralelos, ninguém parece derrotar este filme de Ang Lee, que caminha a passos largos para a sua consagração. Com sete nomeações na noite dos Globos, esta vitória parece mais lógica que nunca.

Vencedor - Brokeback Mountain
Alternativa - Good Night and Good Luck.

MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICAL

É dos grandes candidatos do ano o filme que mais dinheiro fez. Para a Academia isso conta, para a HFPA conta pouco. Mas apesar de tudo Walk the Line parece ser o grande favorito. Mas longe vão os dias onde era certa a sua vitória. A concorrência de filmes como Pride and Prejudice ou The Squid and the Whale é bastante séria, e é nesta categoria que mais surpresas costumam acontecer.

Vencedor - Walk the Line
Alternativa - The Squid and the Whale

MELHOR REALIZADOR

Sem diferença de categorias, a surpresa está no facto de estarem aqui apenas realizadores da área de drama, o que já indica a pouca importância que a HFPA dedicou este ano à comédia/musical. Com seis nomeados, mais um do que o costume, a surpresa está na presença de Peter Jackson e Steven Spielberg que, não tendo visto os seus dois filmes nomeados, mesmo assim se mantêm na luta.
No entanto o duelo parece ser entre Ang Lee e George Clooney, com evidente vantagem para o primeiro. Já Fernando Meirelles, um homem muito apreciado pela HFPA, poderá ter a sua hipótese se The Constant Gardener fosse o rei da festa. Quanto a Woody Allen, estar nomeado é já um triunfo para o veterano que assim regressa em estilo.

Vencedor - Ang Lee
Alternativa - George Clooney

MELHOR ACTOR DRAMA

Uma das categorias mais disputadas, apesar de tudo indicar o contrário. A aposta segura é sem dúvida Philiph Seymour-Hoffman. Um papelão com Truman Capote, também ele jornalista, uma serie de prémios e quase um óscar no bolso. Mas face ao facto de Brokeback ser, sem duvida, o menino bonito do ano para a HFPA, Heath Ledger surge numa óptima posição para arrecadar o prémio. Sendo a sua performance a alma do filme, e estando a imprensa estrangeira de Hollywood habituada a premiar filmes em diferentes categorias, uma vitória de Ledger é bem possivel.
Quanto a Crowe, Howard e Straiharn, a vitória parece impossivel e eles apenas tentarão repetir a nomeação dia 31. Ou seja, Philiph Seymour-Hoffman vai ganhar, mas quem quiser arriscar, esta é a categoria para brilhar.

Vencedor - Heath Ledger
Alternativa - Philiph Seymour-Hoffman

MELHOR ACTRIZ DRAMA

Uma categoria complexa por não haver claramente uma favorita entre as cinco nomeadas. Tudo pode depender de pequenos pormenores, mas é a estrela televisiva Felicity Huffman - que também foi nomeada pelo seu desempenho na popular serie televisiva Desperate Housewives - que parece partir em vantagem. As suas grandes rivais são Maria Bello e Charlize Theron. A primeira foi altamente aplaudida, mas o seu desempenho é secundário, o que diminiu as suas possibilidades. Já Theron é uma das meninas queridas da HFPA e o seu desempenho em North Country foi muito aplaudido. Quem vencer aqui será certamente a rival de Reese Whiterspoon em Março.

Vencedor - Felicity Huffman
Alternativa - Charlize Theron

MELHOR ACTOR COMÉDIA/MUSICAL

Seis nomeados e uma luta a dois. Joaquin Phoenix e Jeff Daniels lutam não só pelo Globo, mas pelo destaque necessário para serem nomeados dia 31 de Janeiro. O desempenho do primeiro em Walk the Line é favorito, há muito tempo. Mas Jeff Daniels tem daqueles desempenhos bem ao gosto da HFPA, e está no filme indie do ano, o que habitualmente significa surpresas.
Pierce Brosnan, Cilian Murphy e Nathan Lane estão a fazer figura. Johnny Depp poderia ser a grande surpresa da noite.

Vencedor - Joaquin Phoenix
Alternativa - Jeff Daniels

MELHOR ACTRIZ COMÉDIA/MUSICAL

Mais uma vez aqui a luta é a dois, com o favoritismo a pender claramente para Reese Whiterspoon. A menina bonita de Hollywood é fabulosa como June Carter e caminha para o óscar. Os Globos são paragem obrigatório a meio caminho. Mas Judi Dench vai estar a fazer pressão cerrada sobre Whiterspoon, e também ela é um nome imensamente respeitado na HFPA. Já Keira Knightley é a nova menina bonita, e isso poderá sempre dizer qualquer coisa.
Quanto a Laura Linney e Sarah Jessica Parker, estão fora da corrida.

Vencedor - Reese Whiterspoon
Alternativa - Judi Dench

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

Sem as divisões entre comédia/musical e drama, a categoria fica marcada por uma gigantesca comeptição, onde qualquer um poderá ganhar sem grandes surpresas. No entanto, pelo que tem acontecido nos últimos anos, com dois anos sucessivos sem vitórias, o mais natural é que seja Paul Giamatti a receber o seu primeiro prémio. Isto apesar de todos estarem à espera de uma vitória de George Clooney, que, com quatro nomeações, é um dos homens da noite.
Matt Dillon, Bob Hoskins e Will Ferrell são igualmente candidatos legitimos, mas parecem partir um pouco atrás da restante concorrência.

Vencedor - Paul Giamatti
Alternativa - George Clooney

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

Mais uma corrida equilibrada, com diversos nomes com probabilidades de se sagrarem vencedores na próxima segunda. E aqui a concorrência é realmente apertada.
Michelle Williams parte em vantagem, ou não viesse ela no pacote de 7 nomeações de Brokeback Mountain. Mas a sua vitória está longe de ser certa. Tanto Rachel Weisz como Scarlett Johansson têm muito boas hipóteses de lhe arrecadarem a noite de glória. Já Shirley McLaine e Frances McDormand estão surpreendentemente na lista, no lugar de nomes como Amy Adams, Maria Bello (actriz principal para a HFPA) e Amy Adams.

Vencedor - Michelle Williams
Alternativa - Rachel Weisz

MELHOR ARGUMENTO

Mais uma categoria onde está tudo muito equilibrado, essencialmente por não haver qualquer distinção entre melhor guião original e adaptado. Ou seja, estão ao barulho trabalhos tão diferentes como Crash e Munich, Brokeback Mountain e Match Point. Quem fecha o grupo é Good Night and Good Luck.
A lógica diria que o duelo é entre Brokeback e o filme de Clooney com argumento do mesmo de de Heslov. Mas Paul Haggis é um argumentista imensamente respeitado e pode ver aqui a consagração do seu Crash. Pelo meio há ainda a possibilidade de premiar o mestre Woody Allen, ou então, de dar uma migalha a Munich. Ou seja, quem vencer aqui será certamente um vencedor surpresa.

Vencedor - Crash
Alternativa - Good Night and Good Luck.

MELHOR BANDA SONORA

Outra categoria bastante equilibrada, onde pode acontecer de tudo. Tanto o veterano John Williams acabar com mais uma estatueta, como Gustavo Santaolalla sair premiado pela sua notável composição. Isto sem esquecer James Newton Howard e o seu excelente trabalho em King Kong. No entanto a lógica, aponta para que Brokeback consiga aqui a sua quinta vitória da noite.

Vencedor - Brokeback Mountain
Alternativa - King Kong

MELHOR CANÇÃO

Mais uma vez, com Brokeback ao barulho, a luta complica-se. No entanto o mais provável é que seja The Producers a sair vencedor aqui, graças à readaptação da popular música de Mel Brooks, There´s Nothing Like a Show on Broadway.

Vencedor - The Producers
Alternativa - Brokeback Mountain

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A luta é claramente entre Joueyx Noel e Kung Fu Hustle, com os filmes do terceiro-mundo a espreitar na esquina. Seguindo a tendência actual, será Kung Fu Hustle a sair vencedor. Qualquer outra decisão será uma surpresa e voltará a complicar as coisas numa categoria já de si bastante enevoada este ano.

Vencedor - Kung Fu Hustle
Alternativa - Joueyx Noel

QUADRO FINAL

Brokeback Mountain - 5
Walk the Line - 3
Crash, Cinderella Man, Transamerica, The Producers, Kung Fu Hustle - 1

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:43 AM | Comentários (1)

Aquelas Frases...

"I´ll make him an offer he can´t refuse..."

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in The Godfather

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:37 AM | Comentários (1)

janeiro 14, 2006

Jarhead - Danos Colaterais

"Every war is diferent. Every war is the same".
Já muitos filmes tentaram trabalhar esta premissa. Não é aí que reside a novidade de Jarhead. Mas o novo filme de Sam Mendes consegue transparecer com inteiro realismo o dia a dia de um soldado em missão militar. Longe dos heroismos dos filmes mais antigos, ou da violência gratuita de Full Metal Jacket, o filme de Mendes é essencialmente um filme sobre os danos colaterais de uma guerra. Sejam eles civis ou militares, a verdade é que de guerra para guerra, as sequelas são sempre as mesmas. "Welcome to the suck"...
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"We are still in the desert!".
É com esta frase de sentido duplo que fecha Jarhead.
Por um lado dá a estocada final à presença americana no Médio Oriente, como foi prometendo ao longo do filme com frases como "nunca mais cá precisamos de voltar", "acabamos com Saddam" e coisas que tais. O fantasma do presente está sempre no passado. O passado de um soldado, Anthony "Swoff" Swordoff que teve coragem de passar para o papel o que poucos ainda conseguem interiorizar. As sequelas que a Guerra do Golfo lhe deixou, a ele e ao seu pelotão. Treinados para serem os maiores assassinos da história, a verdade é que o seu treino acabou por derivar numa sede de sangue insaciável. A vontade de matar torna-se uma dependência, a ausência de alvos, uma monotonia. A guerra torna-se a droga que lhes alimenta o vicio da adrenalina. Porque estar em qualquer outro lugar seria possivel, mas nunca seria a mesma coisa. E porque, uma vez marine, sempre um marine. Para o bom, mas essencialmente - e é este o ponto porque Mendes pega - para o mau.
E esse é o segundo sentido da frase. Porque cada guerra é sempre igual à anterior para quem lá está, então quem lá esteve sentir-se-á presente nas guerras futuras, mesmo não estando. Complicado? Nem por isso! A mensagem do filme é que um soldado não esquece e percebe, mais do que ninguém, a futilidade das guerras. Mas está viciado nelas, não se consegue libertar. A personagem de Jamie Foxx (um dos melhores num elenco muito seguro e muito competento, com um Jake Gyllenhall em grande forma) di-lo com toda a clareza. Está lá porque, para ele, é o melhor trabalho do mundo. Dificilmente o será, e não sabemos se hoje ele é uma das vitimas do comeback americano ao Iraque. Mas desde o primeiro dia de recruta foi isso que lhe ensinaram. E é nisso que ele acreditará, sempre.
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Diferente de todos os filmes de guerra, por praticamente não haver guerra, Jarhead é um trabalho excepcionalmente imaginativo. Claro que o facto de criar um vazio - tanto de acção como de ideias - surge como espelho da realidade, e isso pode parecer anti-cinematográfico. Mas não é. O que é preciso é ter paciência, pensar cada cena como se a estivessemos a viver, como se fossemos parte da companhia. Acção trepidante e sem sentido encontram-na em Full Metal Jacket, filme de Stanley Kubrick bem inferior a este trabalho de Sam Mendes, que benificia igualmente de uma equipa técnica fabulosa, com principal destaque para o avassalador trabalho de fotografia de Roger Deakins, e para uma banda sonora excepcionalmente montada. Estão portanto criadas todas as condições para percebermos o que é de facto, um Jarhead.
E é neste dia a dia, com todos os episódios, que se vão repetindo, não por falta de imaginação, mas porque não há mais nada. E o vazio só é filmável de duas formas. Com repetições que dêm essa ideia, ou então, à auteur pretencioso, com uma camara apontada durante longos minutos para o nada. Mas felizmente Mendes não tem nada desses tiques elitistas europeus, e consegue manter a história com ritmo, lento, mas com ritmo.
E é aí que conhecemos melhor Swoff, um marine que só quer sair. E Troy, um marine que só quer ficar. E um marine de esquerda, e marines de todas as minorias étnicas possiveis e imagináveis. E as namoradas dos marines, e as suas esposas traidoras, e os comandantes do exército, e a imprensa, totalmente ás cegas. E conhecemos tudo menos a guerra. Porquê? Porque a guerra não era para eles, apesar de eles precisarem dela para continuarem a acreditar neles próprios.
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Como é que dois marines acabam a guerra sem disparar um tiro? Como é que meses e meses de preparação, meses e meses de adaptação, resultam numa campanha de quatro dias? Aqui a critica vai para a forma desumana - se é que há uma forma humana - como se conduzem as guerras hoje. Pegando numa ideia que já vinha do Vietname, os soldados questionam-se sobre a forma como tudo é conduzido. Com uma diferença. O soldado do Vietname só queria sair de lá. Os soldados de Jarhead só querem acção. E enlouquecem, e desesperam, e percebem que nada na sua vida faz sentido, ali, no longo e árido deserto. E quando tudo acaba, voltam para casa. Nada está na mesma, porque o tempo não parou no resto do mundo como parou ali, mas aos poucos, vão voltar a enquadrar-se. Ou não. E esse não, de que já temos ideia quando encontramos o velho veterano do Vietname no regresso a casa, mas que temos a certeza no belissimo último plano de Peter Saasgard, esse não é real. E esse não, são na verdade os danos colaterais de que falamos. Porque quando alguém é treinado para viver uma situação no limite, e não a chega a viver, nem na altura nem nunca mais, a sua vida perde o rumo. E quando se perde o rumo é dificil voltar a encontrá-lo.
Jarhead é sobre a guerra. Mas é pouco dizer isso. Jarhead é sobre as pessoas que vão à guerra e que voltam. Sobre como chegaram lá e como regressam. Porque apesar de tudo, pode-se sempre aprender com eles. Afinal, todas as guerras são diferentes, mas todas as guerras são iguais...

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O Melhor - O trabalho de fotografia e a banda sonora do filme são certamente dos melhores de 2005. Sem dúvida alguma.

O Pior - Faltou talvez desenvolver um pouco mais as personagens, para além da superficie. O vazio de tempo, permitiria certamente um melhor conhecimento de cada um, em vez de encontrarmos algumas personagens tipo.

Curiosidade - Os actores filmaram em Imperial Valley, o mesmo local onde os soldados norte-americanos treinaram antes de irem para o Iraque por ser um dos espaços do Mundo mais parecido com a georgrafia do sul do Iraque.

Site Oficial -

Realizador - Sam Mendes
Elenco - Jake Gyllenhall, Peter Sarsgaard, Jamie Foxx, ...
Produtora - Universal
Classificação - m/12
Duração - 123 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:31 PM | Comentários (1)

CANTOS DO MUNDO - ÁFRICA

Esteja ela escondida nas dunas ou nas planicies áridas, nas florestas mais cerradas ou à beira mar, África sempre foi um espaço natural de excepção a nivel global. E poucos têm sido os filmes a aproveitarem-se dessa genuina beleza. Mas os que o fizeram, trouxeram ao resto do Mundo imagens nunca vistas...
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Estamos sentados numa sala de cinema. Escura, com os habituais barulhos de pipocas e bebidas, com o ar condicionado ligado, demasiadamente para um dia tão frio. No ecrãn gigantesco tudo é diferente. O calor é abrasador. As roupas estão sempre a mais, a areia invade-nos os olhos e cega-nos por momentos. De repente tudo para. Voa um bando de flamingos, a camara segue-os e temos uma visão do paraiso. Mas não é o paraiso. É África.
A mesma África que Fernando Meirelles ressuscitou em The Constant Gardener, mas que há muitas décadas tem sido alvo de camaras de outros cineastas, fascinados com a sua imensa beleza natural. Das viagens ao Congo - a lembrar Joseph Conrad - feitas por John Houston em The African Queen (e depois repetida por Clint Eastwood nesse grande filme que é White Hunter, Black Heart), até ao passeis no deserto do Sahara, lado a lado com Ralph Fiennes e Kristin Scott-Thomas no aclamado The English Patient, a verdade é que, se África nunca teve um cinema que conquistasse o mundo, o mundo já foi várias vezes conquistado por África.
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A verdade é que o cinema não é só história. Ou actores. Ou cineastas. É muito mais do que isso. E dentro de tudo, é também espaço. Seja ele urbano ou rural. Criado da mente do homem, ou das mãos de Deus, da Natureza, de quem quer que seja que teve a brilhante ideia de pintar o planeta de forma tão pura e avassaladora.
E África é talvez o último espaço virgem. Não é o único. Os filmes que nos vão chegando de todos os cantos do Mundo - mesmo de uma Europa e de uns Estados Unidos para além das grandes urbes - provam que esses espaços existem ainda. Mas são uma minoria. Em África não. No Continente Negro tudo é mais puro. E se não fossem as mãos corruptas dos homens, tudo seriam mais puro e mais aprazivel de se visitar. Mas não é. E todos sabem disso. Há poucos espaços em África que possam ser visitados como quem visita Notre-Dame ou a Estátua da Liberdade.
E se nós não podermos ir até lá, o cinema traz esse mundo até nós.
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Porque se há algo que encanta em Out of Africa, The Constant Gardener, Mogambo ou os filmes de Jean Rouch, não é tanto em si as histórias que nos contam, apesar da sua importância, evidentemente. É mais o fascinio de um mundo tão perto e tão distante. É sabermos que é imensamente improvável estar a ver aquelas imagens ao vivo, uma improbabilidade que, infelizmente, encontra equivalentes em imagens do espaço ou do fundo dos oceanos. Porque África é provavelmente um dos mais belos continentes. É, segundo se diz, a genese da vida humana. Mas hoje é também um local tão ou mais inseguro de visitar como o é o Bronx ou os bairros periféricos do Rio de Janeiro. Culpa nossa, é mais do que certo, mas uma culpa que nos transcende. Durante séculos África foi-nos inacessivel. Até que fomos lá e desbravamos caminho. Mas hoje África continua quase tão inacessivel como era à quinhentos anos.
E se não fosse pelo cinema, quem nos mostraria um bando de flamingos a sobrevoar sobre o lago Vitória como se estivessemos mesmo diante do milagre da criação?

Miguel Lourenço Pereira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:29 PM | Comentários (0)

janeiro 13, 2006

Eddies ressuscitam Munich

Munich conseguiu salvar-se à última da hora, pode dizer-se. A providencial nomeação pela ACE - e sabe-se a importância da categoria de melhor motagem na contagem final - manteve o filme à tona de água.
Juntamente com Brokeback Mountain, Crash, The Constant Gardener, Munich e Good Night and Good Luck. Já na categoria de comédia/musical, os nomeados foram Wedding Crashers, Pride and Prejudice, Walk the Line, The Family Stone e Charlie and the Chocolate Factory.
Le Marche de L´Empereur, Grizzly Man e James Dean, Forever Young foram os três eleitos na categoria de melhor documentário.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:09 PM | Comentários (0)

Oscarwatching - Alguém os consegue parar?

Quando a temporada arrancou, falava-se insistentemente de dois nomes para os óscares de Melhor Actriz e Melhor Actriz. Isso foi em Setembro. Hoje, quase meio ano depois, os dois nomes são os mesmos. E parecem imbativeis. Venceram mais prémios que qualquer outro rival na sua categoria, e se os juntarmos ao igualmente "imbativel" Brokeback Mountain, os três têm mais vitórias juntos que todos os outros. Sinais do futuro? Afinal, quem consegue parar estes dois?
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Ele tem 17 vitórias até ao momento. Mais alguns - poucos - segundos lugares nas listas dos criticos. Nomeações ao SAG e Globos de Ouro. Ela tem 11 triunfos, igualmente nomeações no SAG e nos Globos de Ouro, e também alguns segundos lugares.
A questão agora é saber se estes dois cobiçados óscares serão entregues com tanta antecedência, ou se podemos esperar surpresas de última hora?

Philiph Seymour-Hoffman tinha um rival de peso. Após o Festival de Toronto só se falava de como Walk the Line ia sair da cerimónia com dois óscares de melhor actor e actriz, tais eram os elogios a Joaquin Phoenix. No entanto a maioria preferia Hoffman, acreditando no entanto que ele não chegaria lá. Mas chegou, e hoje já ninguém fala de Phoenix. Nomeações sim, lugares nos tops também, mas o actor não venceu um único prémio este ano e é improvável que o venha a conseguir. É um forte candidato mas neste momento limita-se a fechar o conjunto de nomeações garantidas, nada mais.
O grande rival do homem que encarnou na perfeição Truman Capote, é na verdade a estrela do filme de quem todos falam: Heath Ledger.
Não venceu por questões exta-concurso a copa Volpi em Veneza, e a verdade é que, face ao vendaval Seymour-Hoffman, ainda só triunfou por seis vezes na categoria de melhor actor. Mas num duelo mano a mano com o veterano actor secundário, em prémios como os Globos ou o SAG, divide com ele o favoritismo, e tudo pode acontecer.
David Straiharn (o vencedor em Veneza) também parece estar a caminho da nomeação e essa será sempre a sua vitória. Já a quinta vaga, muito longe de incomodar Hoffman, será disputada entre Russell Crowe, Terrence Howard, Ralph Fiennes e Jeff Daniels. Qualquer coisa para além disto (mesmo Eric Bana) será sempre uma surpresa.
E no meio de tudo isto ficamos a perceber que a recente popularidade de Capote - que lhe pode mesmo valer uma improvável nomeação para Melhor Filme - acenta em Philiph Seymour-Hoffman. E assim é dificil!
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Já no universo das actrizes a questão é mais complexa, até porque esta é uma das categorias mais concorridas do ano. E onde tudo pode acontecer.
No inicio - para além da inevitável Reese Whiterspoon, que desde sempre andou nas bocas do povo - todo o buzz estava num eventual segundo óscar para Charlize Theron. Depois veio Judi Dench e todos apostaram na veterana. Começaram a sair os prémios e passou a ser Felicity Huffman, com cinco vitórias, o nome a ter em conta. E houve ainda o apoio a Joan Allen, Keira Knightley e Zhang Ziyi, para não falar dos entusiastas de Gwyneth Paltrow, Naomi Watts ou Sarah Jessica Parker.
Mas como se costuam dizer, os cãos ladram e a caravana passa. Enquanto os criticos procuravam a next big thing, os jornalistas teorizavam sobre quem ficaria bem a receber a estatueta dourada, Reese Whiterspoon fez o que Joaquin Phoenix não conseguiu fazer: conquistou o Mundo.
Uma serie de galardões, elogios sem fim, nomeações garantidas com a maior das facilidades e o titulo praticamente atribuido, e pouco falta para a menina querida da América, a mesma que há dois anos atrás completava a serie de filmes Legally Blonde, ser a rainha da noite. Qualquer outra decisão terá pouco a ver com cinema e muito a ver com a habitual mania da Academia de premiar nomes e não performances. Caso contrário, esta categoria parece estar fechada.
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Capote, Walk the Line ou Munich?
Ao que parece haverá duas vagas para estes três filmes. Isto se não houver algum surpreendente comeback de trabalhos como King Kong, Cinderella Man, ou a surpresa chamada A History of Violence. Cenários improváveis que deixam a corrida reduzida a estes filmes.
Com Brokeback Mountain, Good Night and Godd Luck. e sim, Crash, como filmes praticamente assegurados, fica a dúvida no ar.
Walk the Line tinha muito apoio em Outubro, mas ele foi desaparecendo. Sempre é o filme que mais dinheiro amealhou, o mais popular de todos eles e tem a futura melhor actriz no elenco. Mas neste momento está tremido, muito tremido.
Munich tem os problemas que todos conhecem. Estrutura do filme, a polémica criada à volta da temática, fracas interpretações, problemas técnicos (Kaminski fora dos nomeados da sua guild?) podem colocar o favorito dos favoritos em risco de ficar de fora. Mas depois há o efeito Spielberg, e a balança volta a equilibrar. No final de contas, será por uma unha negra a decisão.
A grande surpresa do ano - mesmo tendo Crash em linha de conta - é Capote. Um filme de pequeno orçamento, acente no desempenho do seu actor (apesar de Catherine Keener estar a ser premiada), com um trabalho de realização competente para um estreante, Benneth Miller, e de repente o filme está nas bocas de toda a gente. Nomeação ao PGA, DGA, SAG, Globos de Ouro e tudo o mais. Está a subir claramente, e as nomeações nas Guilds provam que não é só um filme de actores. Poderá ser o carrasco de Munich. A ver vamos!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:49 PM | Comentários (0)

CGA com surpresas

A Costumes Guild of America divulgou os seus nomeados em três categorias para o melhor trabalho de guarda-roupa do ano.
Na categoria de melhor trabalho em filme de época, estão nomeados Capote, Good Night and Good Luck., Memoirs of a Gueisha, Rent e Walk the Line.
Já em filmes contemporâneos são Mr and Mrs Smith, Hustle and Flow, Shopgirl, Syriana e Transamerica os escolhidos.
Por fim na categoria de cinema fantástico, Chronicles of Narnia, Star Wars III - The Revenge of the Sith, Sin City, Batman Begins e Charlie and the Chocolate Factory foram os filmes escolhidos.
As ausências de filmes como Mrs Henderson Presents, Casanova, Pride and Prejudice e, claro está, Brokeback Mountain, são as grandes surpresas. A nomeação de Capote pode vir a revelar-se um dado interessante.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:10 AM | Comentários (0)

Trailer de Boewful and Grendel

Foi divulgado o primeiro trailer do épico Boewful and Grendel, filme baseado numa das maiores lendas da literatura épica europeia. Um jovem guerreiro, liderando uma equipa de combate, deve combater um solitário, mas temivel homem, que procura vingar a morte do pai ás mãos do rei local.
Uma história que inspirou mais e mais lendas - incluindo Lord of the Rings - e que passa agora ao grande ecrãn pelas mãos do realizador Sturla Gunnarsson.
No elenco estão Gerard Butler, Sarah Polley, Stelan Skarsgaard e Ingvar Eggert Sigurðsson. O filme estreia este ano. O primeiro trailer pode ser visto aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:59 AM | Comentários (0)

janeiro 12, 2006

ASC divulga nomeados

A American Society of Cinematographres norte-americana divulgou os seus cinco nomeados ao prémio de melhor trabalho fotografico do ano. Para espanto de muitos ficaram fora da lista os trabalhos em The New World, Jarhead ou Cinderella Man. Também o veterano Janusz Kaminski, director de fotografia de Munich, ficou de fora.
Sendo assim os nomeados são Brokeback Mountain (Rodrigo Prieto), Good Night and Good Luck. (Robert Elswitt), King Kong (Andrew Lesnie), Memoirs of a Gueisha (Dion Beebe) e a grande surpresa, Batman Begins (Wally Pfister).
Dia 26 de Fevereiro a ASC divulga o vencedor.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:28 AM | Comentários (1)

Óscar Honorário para Altman

Depois de já ter tentado várias vezes arrebatar a estatueta de melhor realizador - a última das quais há cinco anos por Gosford Park - o cineasta Robert Altman vai ser homenageado pelo Academia com o óscar honorário.
Realizador de culto, Altman começou a sua carreira nos anos 50. Passou muitos anos na televisão onde dirigiu sucessos como Bonanza e despontou finalmente em 1970 com M.A.S.H. Foi aí que recebeu a sua primeira nomeação ao óscar. Os anos 70 confirmariam o seu estatuto de realizador independente em filmes como Nashville ou A Perfect Couple. Os anos 90 recuperaram Altman, e filmes como The Player, Short Cuts e Pret-a-Porter estabeleceram-no como um dos realizadores de maior prestigio nos Estados Unidos. Gosford Park foi um sucesso em 2001, e valeu-lhe mais uma nomeação à estatueta dourada que nunca conseguiu conquistar.
Este ano acabou A Prairie Home Companion (com a ajuda de Paul Thomas Anderson), e vai 5 de Março receber o prémio de carreira da Academia.
Nascido em 1929 a sua saude tem estado cada vez mais debilitada, podendo esta escolha ter sido, como já aconteceu no passado por diversas vezes, motivada pelo medo que a Academia teria em falhar em premiar Altman em vida.
O momento em que o cineasta for ao palco do Kodak Theather será um dos pontos altos da noite de 78º edição dos óscares.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:15 AM | Comentários (2)

janeiro 11, 2006

AMPAS divulga Pré-Nomeados em Maquilhagem

Já tinha acontecido ontem com os efeitos sonoros. Hoje é a vez do trabalho de maquilhagem.
Foram sete os pré-nomeados que terão de ser seleccionados por um comité de membros da Academia. Os filmes escolhidos foram The Chronicles of Narnia, Star Wars III - The Revenge of the Sith, Cinderella Man, The New World, The Libertine, A History of Violence e Mrs Hendersons Presents.
Surpresas nos ausentes são Nanny McPhee, Oliver Twist e Memoirs of a Gueisha.
Os nomeados serão conhecidos dia 31 de Janeiro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:59 PM | Comentários (0)

Fun With Dick and Jane - Acertar de contas

O truque para desvendar Fun With Dick and Jane é olhar para o nome do produtor. O facto de ter sido muito pobre até bem tarde na sua vida, de saber as dificuldades por que passou e a forma como descobriu que o humor poderia ser um escape, ajudou Jim Carrey a singrar em Hollywood. Agora está de voltas, para um acerto de contas com o lado mais podre da "terra das oportunidades".
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Bush é uma figura omnipresente em Fun With Dick and Jane. Quer na televisão, quer numa cena genial onde a personagem de Alec Baldwin imita o que Bush fez uma vez, diante da imprensa, quando questionado então com a situação politico-economica pos 11 de Setembro.
Assim como a última cena do filme lança já o que irá acontecer com a Enron, a verdade é que todo o filme vive à volta da mesma ideia: o sistema empresarial norte-americano está mais do que podre. As falências sucessivas de várias empresas corrempem o sonho americano e o próprio sistema. E este filme não perde, em nenhum instante, a possibilidade de atacar furiosamente o sistema. Como? Com a gargalhada.
Jim Carrey, canadiano, cresceu pobre. muito pobre. Tinha de fazer stand-up comedy em bares para conseguir comer, muitas das vezes. Por isso sabe bem o que é não ter nada. E foi na comédia que se refugiu nessa época. Aqui, o seu Dick também se vai refugiar num humor involuntário, mas que é o motor da história. A forma como encara a situação em que se enconra - a empresa, onde tinha acabado de ser promovido a vice-presidente de Comunicações faliu, graças a uma trama do seu presidente - mistura a raiva perante a traição do sistema com a vontade de fazer justiça. E será esse o seu leit motiv, até finalmente conseguir fazer justiça pelas próprias mão.
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É nesse periodo que o filme tem as suas melhores cenas de humor. Não são muitas, até porque o filme acaba por cair demasiadas vezes na banalidade, mas há algumas de bom nivel. E aí, já se sabe, Jim Carrey é rei e senhor. Um dos grandes comediantes da história do cinema, a sua personagem varia entre o humor extremamente fisico - quase um cartão de visita do actor - para um humor cada vez mais refinado. Até porque a sua passagem por outro tipo de filmes ajudou a divulgar esta sua outra faceta. Já Téa Leoni move-se bem, mas nunca consegue apanhar o ritmo furioso de Carrey. O filme é claramente um one-man show, ao contrário da versão original, onde Jane Fonda batia o pé a George Seagal. E apesar do filme ser um remake, está muito bem estruturado para o panorama actual. O caso do filho que já é mais hispanico que propriamente o habitual miudo branco dos suburbios, as mascaras utilizadas nos assaltos, tudo isso reflecte bem o panorama actual. E claro, a questão das falencias não podia estar mais na ordem do dia, fazendo deste um filme actualissimo.
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Com uma realização fraca, um argumento com demasiados momentos mortos e um trabalho técnico nada por aí além, a grande virtude do filme é sem dúvida Jim Carrey. A critica ao sistema económico é brutal, os agradecimentos especiais finais deliciosos, e o desempenho de Carrey de bom nivel. Um filme agradável de se ver, que apesar de não saltar para um patamar superior, não deixa de cumprir à sua maneira. E nas contas finais, até isso hoje é cada vez mais dificil de encontrar. Fun With Dick and Jane não é só para nos divertirmos. É para pensarmos e estarmos atentos. Para depois não sermos forçados a acertar contas.

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O Melhor - O habitual humor fisico de Jim Carrey, onde ele é claramente um especialista.

O Pior - A leveza exagerada na direcção e concepção estética do filme.

Curiosidade - O filme consegue patrocinar ao mesmo tempo duas das maiores marcas automóveis alemãs, a Mercedes e a BMW. Ambas investiram dinheiro na produção, prova de que, cada vez mais, o papel da publicidade, dentro dos filmes, é um fenómeno a ter em linha de conta.

Site Oficial - www.sonypictures.com/movies/funwithdickandjane

Realizador - Dean Parisot
Elenco - Jim Carrey, Téa Leoni, Alec Baldwin, ...
Produtora - Sony Pictures
Duração - 90 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:46 AM | Comentários (1)

O Que Estreia Por Cá - Afinal, onde está o inimigo

Era esperado com ansiedade. Dizia-se que seria um dos filmes do ano, oscarizável e tudo. Mas não. Jarhead não foi, nem um sucesso de critica, nem um sucesso de bilheteira. Estaria a América preparada para um filme que desmistifica o exército, a guerra no Iraque, com um realismo de costumes aguçado? Parece que não. E nós, estamos?
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Depois de Sam Mendes ter surpreendido meio mundo com American Beauty (metade parece não ter ficado convencida), veio o fracasso chamado Road To Perdition. E ficou a dúvida. Afinal qual era o verdadeiro Mendes, o do sucesso ou o do fracasso. Em Jarhead há um misto de ambos. Um realismo social como é pouco habitual encontrar, mas uma tendência para o exagero, para o filme se ir diluindo, até ter perdido sentido.
O dia a dia de recrutas norte-americanos na primeira guerra do Golfo é o ponto de partida para uma análise à rotina militar, à guerra, ao porquê de um conflito que parece não ter solucção. Enfim, um filme que pode versar sobre o nada que é o dia a dia num quartel onde nada acontece. Mas esse vazio fará sentido? São esses os pontos de interrogação que marcaram o filme onde Jake Gyllenhall é estrela.
Jamie Foxx, Peter Saasgard e Chris Cooper acompanham Gyllenhall neste excelento elenco, que no entanto parece não ter convencido Hollywood. Vamos todos ser corridos a máquina zero!
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Semana onde estreiam alguns dos titulos mais interessantes de 2005. São quatro estreias novas.

Kiss Kiss Bang Bang foi uma das agradáveis surpresas do ano. Fez furor em Cannes, ajudou ao comeback de Roberto Downey Jnr - aqui ao lado de Val Kilmer - e criou uma comédia negra como houve poucas este ano. DIrigido por Shane Black, este é um filme onde um policia transformado em consutor de filmes, ajuda um ladrão tornado actor, a encarnar o papel. Mas pelo meio vão aparecer os sarilhos.
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Dreamer fui um dos sucessos de bilheteira do ano, muito por culpa de um caso cada vez mais sério chamado Dakota Fanning. O filme, dirigido por John Gattins, conta a história de uma jovem rapariga que se torna dona de um cavalo de corrida doente. Ela vai recuperá-lo e voltar a colocá-lo a correr, quando nninguem acreditava ser possivel. Kurt Russell, Kris Kristofersen e Luiz Guzman também estão no elenco.
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Grande vencedor dos Felix 2005, galardoado com o prémio de melhor realizador em Cannes, Caché o grande candidato a ser o filme europeu do ano. O realizado austriaco Michel Haneke junta dois gigantes, Daniel Auteil e Juliette Binoche, neste filme de grande suspense e tensão. Um jornalista ve-se ameaçado por um homem que não conhece, mas que suspeita que é alguém próximo. A policia não o pode ajudar e terá de ser ele a sair da sua toca para desvendar toda a verdade.
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Le Promeneur du Champs du Mars é um drama que chega de França, pela mão de Robert Guédiguian. A história de François Miterrand, ficcionada, é a base do filme que conta com Michel Bouquet e Jalil Lespert nos principais papeis. Um jovem jornalista procurava o definhante Miterrand para que ele lhe conte as suas memórias como um testamento politico que servirá também de confessionário de um dos homens do século em França.
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O Hollywood Recomenda - Há um pouco de tudo. Para os amantes do cinema europeu, duas boas ofertas, para os amantes do cinema americano, idem aspas. Só não vai ao cinema quem não quer.

O Hollywood Desacoselha - Numa semana onde todos os filmes ainda são do ano passado, não há nada desaconselhável. Bom cinema!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:25 AM | Comentários (3)

janeiro 10, 2006

Online Critics divulga nomeados

Com 8 nomeações, como era de esperar, Brokeback Mountain parte em vantagem. Good Night and Good Luck., Crash, Munich e A History of Violence lideram a perseguição. Surpresas foram poucas.
Na categoria de melhor realizador, Peter Jackson, Steven Spielberg e David Cronenberg vão tentar bater os favoritos George Clooney e Ang Lee.
Philiph Seymour-Hoffman e Heath Ledger lutam pelo titulo de melhor actor, mas Joaquin Phoenix, Terrene Howard e David Straiharn estão na luta. Nas senhoras a surpresa é a substituição de Judi Dench por Joan Allen. Já Felicity Huffman, Reese Whiterspoon, Keira Knightley e Naomi Watts fizeram valer o seu estatuto.
Mickey Rourke como actor secundario, Broken Flowers em melhor argumento original e Batman Begins em banda sonora foram algumas das poucas surpresas nas dezassies categorias deste prémio criado por criticos maioritariamente do mundo online.

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Melhor Filme
Brokeback Mountain
Crash
Good Night and Good Luck
A History of Violence
Munich

Melhor Realizador
George Clooney, Good Night and Good Luck
David Cronenberg, A History of Violence
Ang Lee, Brokeback Mountain
Peter Jackson, King Kong
Steven Spielberg, Munich

Melhor Actor
Terrence Howard, Hustle & Flow
Heath Ledger, Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix, Walk The Line
Philip Seymour Hoffman, Capote
David Straithairn, Good Night and Good Luck

Melhor Actriz
Joan Allen, The Upside of Anger
Felicity Huffman, Transamerica
Keira Knightley, Pride and Prejudice
Naomi Watts, King Kong
Reese Witherspoon, Walk the Line

Melhor Actor Secundário
Matt Dillon, Crash
Paul Giamatti, Cinderella Man
Jake Gyllenhaal, Brokeback Mountain
William Hurt, A History of Violence
Mickey Rourke, Sin City

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams, Junebug
Maria Bello, A History of Violence
Catherine Keener, Capote
Rachel Weisz, The Constant Gardener
Michelle Williams, Brokeback Mountain

Melhor Argumento Original
Woody Allen, Match Point
Noah Baumbach, The Squid and the Whale
George Clooney e Grant Heslov, Good Night and Good Luck
Paul Haggis e Bobby Moresco, Crash
Jim Jarmusch, Broken Flowers

Melhor Argumento Adaptado
Jeffrey Caine, The Constant Gardener
Dan Futterman, Capote
Tony Kushner e Eric Roth, Munich
Larry McMurtry e Diana Ossana, Brokeback Mountain
Josh Olson, A History of Violence

Melhor Fotografia
Christopher Doyle, Kwan Pun Leung e Yiu-Fai Lai, 2046
Robert Elswit, Good Night and Good Luck
Emmanuel Lubezki , The New World
Rodrigo Prieto, Brokeback Mountain
Robert Rodriguez, Sin City

Melhor Montagem
Michael Kahn, Munich
Stephen Mirrione, Good Night and Good Luck
Robert Rodriguez, Sin City
Ronald Sanders , A History of Violence
Claire Simpson, The Constant Gardener

Melhor Banda Sonora
James Horner, The New World
James Newton Howard e Hans Zimmer, Batman Begins
James Newton Howard, King Kong
Gustavo Santaolalla, Brokeback Mountain
John Williams, Munich

Melhor Documentário
The Aristocrats
Enron: The Smartest Guys in the Room
Grizzly Man
March of the Penguins
Murderball

Filme Estrangeiro
2046
Caché
Downfall
Kung Fu Hustle
Oldboy

Filme Animado
Howl's Moving Castle
Madagascar
Robots
Tim Burton's Corpse Bride
Wallace & Gromit in The Curse of the Were-Rabbit

Revelação do Ano - Realizador
Judd Apatow, The 40-Year-Old Virgin
Craig Brewer, Hustle & Flow
Paul Haggis, Crash
Bennett Miller, Capote
Joe Wright, Pride and Prejudice

Revelação do Ano
Nathan Fillion, Serenity
Georgie Henley, The Chronicles of Narnia
Tony Jaa, Ong-Bak
Q'Orianka Kilcher, The New World
Owen Kline, The Squid and the Whale

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:12 PM | Comentários (0)

Corpse Bride - Uma história do outro mundo...

O que há de melhor na filmografia de Tim Burton está neste filme. Humor negro truculento, personagens deliciosas, um ambiente em constante contradição, um trabalho sonoro brilhante. Para Burton, fazer um filme de animação não é fazer um filme diferente ao que está habituado. Pelo contrário, é explorar o que de melhor esta linguagem cinematográfica tem para lhe oferecer na sua habitual mesa de trabalho. Nós por cá agradecemos!
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Para além de um extraordinário cineasta, Tim Burton é um homem que não para. Escreve contos fantásticos, letras para musicas, histórias para crianças, enfim uma imensidão de coisas que fazem dele um dos mais criativos autores dos nossos dias. E criatividade é a palavra chave deste filme.
Corpse Bride funciona de duas maneiras diferentes. Como um notável filme de animação, onde é admirável todo o trabalho de composição de stop-motion (este ano o genero está em grande), e todo o ambiente criado para contar a história deste triângulo amoroso do além, mas, essencialmente, como autêntico espelho do ideal cinematográfico burtoniano. Decors expressionistas, uma rigidez vitoriana nos vivos, uma alegria efusiante no mundo dos mortos, personagens trabalhadas até ao último tique, enfim tudo aquilo que nos habituamos a amar nas obras de Burton. Quer num caso, quer noutro, Corpse Bride é um trabalho expcional. No entanto, no primeiro caso, peca por ser uma história demasiado simples, demasiado curta, fica vontade de ver mais e mais. Mesmo assim o filme é admirável em todos os sentidos, do primeiro ao último plano, no mundo dos vivos e no mundo dos mortos.
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É impressionante a forma como Burton brinca com o jogo entre mortos e vivos. Com um excelente trabalho sonoro de Danny Elffman, pois claro, conhecemos estes dois mundos onde tudo está ao contrário. A ambição desmedida, o desejo de lucro, o arrivismo pequeno burguês e os tiques de nobres sem dinheiro, são esmilhoçados até ao mais infimo detalhe, numa precisão de cirurgião. Lá no meio está Victor van Doort, um homem que nada tem a ver com o seu tempo. Tal aliás, como acontece com a sua noiva Victoria, formando-se em vida um casal completamente descontextualizado. O contexto dos vivos não lhes cai bem, mas o contexto dos mortos também não. Apesar do ritmo de jazz e de grande alarido que se faz "lá em baixo", a vida também é pobre e com ressentimentos. É na curiosa união entre mortos e vivos, para um casamento do outro mundo, que se percebe bem como as peças encaixam. É a vida cá em cima que faz os homens soturnos, não a própria existência humana, que é, como se sabe, um estado provisório. Os mortos não são melhores que os vivos. São os mesmos, mas sem o espartilho da sociedade. Esse retrato negro da sociedade vitoriana, que podia ser o retrato da sociedade actual (basta ver Charlie...), é uma habitual marca do cinema de Burton, sempre à procura de um escape desse mundo. Aqui o escape é a morte. Em Ed Wood era o terror, em Big Fish a imaginação, e em Charlie a eterna juventude, só para citar três casos flagrantes.
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Nesta composição, o amor é a alavanca, mais também o travão. O amor que nasce entre Victor e Victoria, esse estranho amor à primeira vista, não está destinado a ser um amor feliz à superficie, se não houvesse a intervenção dos mortos, que vêm na realidade dar vida a esta reunião. Pelo meio ficam os desamores de Emily, sempre dama de honor, nunca noiva, que tenta encontrar em Victor, e no anel que este por engano lhe coloca no dedo, a felicidade eterna que não conseguiu em vida. O facto de Victor estar disposto a abdicar da sua vida para casar de facto com Emily tem pouco a ver com o amor. Tem exactamente a ver com a percepção que ele ganha da vida "lá em cima". Mas mesmo assim, apesar de tudo isso, o amor é sempre a alavanca das suas acções (pautadas com o habitual medo que as personages de Depp têm sempre nos filmes de Burton), mesmo no curioso e divertidissimo duelo final. Burton consegue em todas as cenas uma mestria inigualáveis no panorama actual quando se trata de falar sobre os podres da sociedade. Desenhado em tons musicais - o clip musical onde conhecemos a história da Noiva Cadáver é do melhor que o cinema de Burton tem - sempre cheio de vida, mesmo quando nada o faria prever, Corpse Bride é um filme cheio de imaginação.
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De Depp, Bonham-Carter e Emily Watson só se podem dizer maravilhas. Deram vida às suas personagens de uma forma espantosa, especialmente Johnny Depp, sempre igual a si mesmo, e Helena Bonham-Carter que faz da sua Noiva Cadáver talvez a melhor personagem que já encarnou. Trabalhar com Burton tem-lhe feito bem como actriz e ela está cada vez mais solta e interessante de seguir, mesmo na sua versão animada. Claro que a presença de outros membros da "familia" do realizador- Albert Finney, Christopher Lee - trazem ainda mais um ambiente de "conto" a Corpse Bride, o que acaba por ser a escolha mais acertada.
Feito com enorme precisão, praticamente sem o uso de computadores, este filme é uma das pérolas de 2005. Não só como filme de animação, onde supera o primeiro filme animado de Burton e muitos outros filmes que têm feito tanto sucesso, mas como viagem ao universo maravilhoso e fantástico que só Tim Burton consegue criar e recriar, vezes sem conta, nos seus filmes. Este ano houve dose dupla de Burton. Pena é não haver disto todos os anos.

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O Melhor - Todo o ambiente criado por Burton, pautado pelas diferenças entre o mundo dos vivos e o além, é absolutamente genial.

O Pior - O facto de ser um pequeno conto funciona bem, mas o filme é demasiado pequeno não conseguindo voar a outro nivel, como provavelmente aconteceria com um pouco mais de "sumo".

Curiosidade - A larva que foi criada como consciência da Noiva Cadáver foi inspirada directamente no actor alemão Peter Lorre, que fez fama primeiro na Alemanha, onde foi a estrela de M, e mais tarde nos Estados Unidos onde trabalhou com Humphrey Bogart em The Maltese Falcon e Casablanca.

Site Oficial - corpsebridemovie.warnerbros.com

Realizador - Tim Burton
Vozes - Johnny Depp, Helena Bonham-Carter, Emily Watson, ...
Produtora - Warner Bros.
Duração - 71 m
Classificação - m/6

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:45 PM | Comentários (2)

Brokeback triunfa nos Broadcast. Seymour-Hoffman e Whiterspoon imbativeis

Parecem ser três nomes imbativeis. Brokeback Mountain, Philiph Seymour-Hoffman e Resse Whiterspoon juntos parecem colecionar mais prémios do que todos os outros filmes do ano juntos.
No Broadcast of Film Critcs a situação manteve-se.
O filme de Ang Lee - que também foi eleito o melhor realizador - venceu o prémio de Melhor Filme e viu Michelle Williams dividir a vitória com Amy Adams, de Junebug, na categoria de melhor actriz secundária.
Seymou-Hoffman e Whiterspoon bateram sem apelo nem agravo a concorrência, isto enquanto Paul Giamatti coleccionou mais um triunfo na categoria de melhor secundário.
Crash venceu melhor argumento e melhor elenco, e Dakota Fanning e Freddie Highmore foram eleitos os melhores entre os mais jovens. 40-Year Old Virgin foi a melhor comédia e The Chronicles of Narnia o melhor filme para a familia.
Le March de L´Empereur venceu o melhor documentário e Kung Fu Hustle o melhor filme estrangeiro. Outros vencedores da noite foram Wallace and Gromitt, a banda sonora de Memoirs of a Gueisha e a canção de Hustle and Flow.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:29 PM | Comentários (0)

Nomeados ao VES

Foram conhecidos os nomeados ao VES - prémio para os melhores efeitos visuais ao longo do ano pela associação de efeitos, a quem pertence algumas centenas de membros da Academia.
No caso do prémio para os melhores efeitos visuais, os nomeados foram The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardobre, Harry Potter and the Goblet of Fire, King Kong e Star Wars III - The Revenge of the Sith. Foram ainda destacados Jarhead, Kingdom of Heavan e Memoirs of a Gueisha como trabalho visual secundário.
Há ainda sete prémios dedicados a efeitos especiais em particular como o uso de miniaturas, melhor cena com efeitos especiais do ano ou melhor trabalho de composição especial.
Os grandes favoritos na edição deste ano são King Kong, War of the Worlds, Charlie and the Chocolate Factory, Star Wars III, Harry Potter e Chronicles of Narnia.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:20 PM | Comentários (0)

Academia divulga pré-nomeados em efeitos sonoros

Como já tinha acontecido com os documentários e filmes animados, a 20 dias de divulgar os nomeados à próxima edição dos óscares, a Academia de Hollywood divulgou os pré-nomeados na categoria de melhor efeitos sonoros.
The Chronicles of Narnia, Harry Potter and the Goblet of Fire, King Kong, Memoirs of a Gueisha, Walk the Line, War of the Worlds e Star Wars III - Revenge of the Sith foram os sete pré-nomeados.
Desses, serão nomeados apenas três filmes após o visionamento de clips de dez minutos no comité de Efeitos Sonoros da Academia. Os nomeados serão conhecidos dia 31 de Janeiro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:16 PM | Comentários (0)

Crash ganha em Chicago

Foi a primeira vitória do filme de Paul Haggis. Apesar de ter estreado ainda no inicio de 2005, a verdade é que Crash é um fenómeno de popularidade em Hollywood. E aparentemente, também em Chicago.
O filme venceu o Chicago Film Critics Award, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Argumento.
David Cronenberg foi o melhor realizador, Joan Allen e Philiph Seymour-Hoffman os melhores actores e Mickey Rourke e Maria Bello os melhores actores secundários.
Caché foi o melhor filme estrangeiro, Grizzly Man o melhor entre os documentários e Brokeback Mountain venceu em fotografia e banda sonora.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:11 PM | Comentários (0)

janeiro 09, 2006

ANTEVISÃO - Match Point

Chamaram-lhe o melhor Allen dos últimos anos, ignorando que Anything Else e Melinda and Melinda já eram um excelente progresse face aos seus filmes pós-Everybody Knows That I Love You. Foi o seu primeiro filme filmado longe da sua amada Nova Iorque. Talvez por isso a história seja mais crua. Woody Allen de regresso as origens?
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O eterno nova-iorquino mudou-se de armas e bagagens para Londres. Filmou Match Point, está a filmar Scoop, já deu uma vistas de olhos por Barcelona, onde pode ser o seu próximo filme...ou seja, estará Allen de costas voltadas para a América?
Dificilmente, mas a verdade é que muito mais maturidade e realismo nas suas personagens deste drama em terras de sua Majestado do que havia nos seus últimos trabalhos, há um bom tempo aliás. A critica, que elevou Woody ao paraiso e depois, de certa forma, deixou-o cair nos últimos anos, tem tentado colocar Allen de novo no trono de "autor entre os autores" do cinema norte-americano. As derivas comicas do cineasta nos últimos anos não agradaram nem a gregos nem a troianos, mas o realizador, já de si envolto em grande polémico (não é todos os dias que um homem casa com a sua filha adoptiva, de quem tem hoje uma filha), parecia pouco preocupado. Afinal, ele é Woody Allen, não Ingmar Bergman como gosta de dizer. Mas a verdade é que dele se espera sempre o melhor, e por isso, as expectativas para Match Point colocaram a fasquia bem alta. Um erro talvez!
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O filme, que conta a história de um homem, treinador de ténis, que casa com uma rica menina de familia, irmã de um amigo recente, e que assim vê um mundo inteiramente novo abrir-se diante dos seus olhos. Um mundo que não vai querer perder, mas que colocará em risco ao apaixonar-se pela noiva do seu amigo, a atrevida Nola que se torna, a pouco e pouco, numa obsessão. A escolha está entre uma vida de luxo como sempre sonhou ou uma vida ao lado de uma mulher sedutora, mas que a longo prazo poderá ser mais uma paixão passageira sem qualquer segurança financeira.
Um filme que é, acima de tudo, sobre a ganância e a traição, um tema bem ao estilo do Allen dos anos 80, aqui retratado com uma crueza há muito escondida na obra do nova-iorquina.
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Para este seu "comeback" ao drama, Allen decidiu trabalhar com um elenco maioritariamte inglês. Jonathan Rhys-Myers é uma personagem que não é muito comum nas suas obras, sempre mais obsessivas e compulsivas do que habitual. Uma revelação este jovem britânico de quem muitos falam há já bastante tempo. Tal como acontece com a actriz Emily Mortimer, um peão nas mãos de Rhys-Myers, que é manobrado com extrema delicadesa e que consegue alguns dos melhores momentos do filme, que tem ainda o veterano Brian Cox como chefe de familia.
Mas claro que a grande atração do filme é Scarlett Johansson.
A nova musa do realizador - já fez com ela Scoop e quer fazer mais, muito mais filmes - é a sedutora Nola, um papel que parece tirado a papel quimico da própria Johansson, que já confessou ter encontrado espantosas semelhanças entre ela e a sa personagem.
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O filme tem sido bem recebido pela critica. Não como um grande filme, mas como um venerável comeback. Ninguém vê ali um Annie Hall, Manhatan, Hannah and her Sisters ou Interiors, mas a verdade é que Match Point parece apontar o caminho certo para o futuro. Mesmo assim há as criticas do costume, ou dos que nunca entenderam o cineasta, ou então aqueles que cortaram relações com Woody há muito tempo. Para uns e para outros o filme falhou. As associações de prémios também pareceram pouco convencidas, mas isso deve-se essencialmente à estreia tardia do projecto que deixou Cannes apaixonada. Os outros aprovaram. Quando chegar a Portugal, Match Point será obviamente um filme obrigatório.


O QUE SE DIZ

"Allen evoca Dostoievsky e Dreiser, mas não esperem justiça num final chocante que consegue ser tanto demoniocamente engenhoso como moralmente repugnante. Há muito que um filme de Woody Allen não levantava um interessante debate. Aproveitem!"

Peter Travers, Rolling Stone

"Allen criou um dos seus filmes mais fortes em anos."

Richard Roeper, Ebert and Roeper

"Se alguma vez fosse preciso demonstrar o caso de um artista que encontra inspiração no estrangeiro, a primeira experiência de Allen fora de Nova Iorque é um óptimo exemplo."

Desson Thomson, Washington Post

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:53 AM | Comentários (2)

Brokeback arrasa em Saint Louis

Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor e Melhor Argumento.
Quatro vitórias indiscutiveis de Brokeback Mountain em Saint Louis. Judi Dench venceu o prémio de Melhor Actriz, Rachel Weisz e George Clooney surpreenderam Michelle Williams e Jake Gyllenhall nas categorias secundárias.
Clooney tinha sido superado por Ang Lee como melhor realizador e por Diana Ossana e Larry McMurtry na categoria de melhor argumento.
Surpresa na categoria de Melhor Filme Animado, Comédia ou Musical onde a vitória coube a Wedding Crashers. Já em Melhor Filme Estrangeiro foi Tsoti, da África do Sul, quem venceu. March of the Penguins foi o melhor documentário, King Kong venceu o melhor trabalho de fotografia e Sin City foi o filme mais vanguardista do ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:43 AM | Comentários (0)

Vitória surpresa de Capote na NSFC

Quando ninguém esperava, Capote surgiu do nada. Nomeações, prémios, "buzz". De repente tornou-se no maior "upset" do ano. Ontem, ao vencer o National Society of Film Critics, a surpresa foi ainda maior.
O filme não era favorito e durante a maior parte da votação, em vários rondas, A History of Violence, Brokeback Mountain ou 2046 eram os favoritos. Mas Capote acabou por bater o filme de Cronenberg, arrebatando assim uma importante vitória junto de uma das mais prestigiadas associações de criticos.
Philiph Seymour-Hoffman saiu vencedor à primeira, como melhor actor, e Reese Whiterspoon venceu o prémio de melhor actriz. Ed Harris e Amy Adams foram os melhores entre os secundários.
David Cronenberg acabou por bater a concorrência como melhor realizador e Noam Bumbach, autor de The Squid and the Whale e filho de dois antigos criticos da NSFC, venceu o prémio de melhor argumento.
O NSFC foi a primeira associação a premiar filmes como Annie Hall, Unforgiven, The Pianist ou Million Dollar Baby, sendo por isso conhecida como uma importante rampa de lançamento para a restante temporada.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:17 AM | Comentários (0)

janeiro 08, 2006

Depp e Burton de novo juntos

Será a sexta parceria entre o cineasta Tim Burton e Johnny Depp, o seu actor de eleição. Depois de 2005 ter ficado marcado por Charlie and the Chocolate Factory e Corpse Bride, dois filmes que juntam Burton e Depp, brevemente estreará um novo projecto com os dois nomes.
Trata-se de Sweeney Todd, adaptação ao cinema do popular musical da Broadway. O guião, escrito por John Logan, estava nas mãos de Sam Mendes mas o cineasta abandonou o filme após o fracasso de Jarhead.
Será Tim Burton a dirigir o filme e o realizador já garantiu a companhia de Depp, que será Sweeney Todd, um barbeiro demoniaco que corta a garganta aos seus clientes em Fleet Street.
Devido a complicada agenda de Depp e ás inevitáveis alterações no guião, o projecto não tem qualquer data de estreia, antevendo-se que deverá sair entre 2007 e 2008 nas salas de cinema.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:57 PM | Comentários (3)

Scripter consagra filmes de pequena produção

Com Munich mais uma vez de fora, os Scripter Awards escolheram cinco filmes de pequena produção para eleger o vencedor da sua edição de 2005. Os Scripter premeiam apenas adaptações de argumentos, tanto o trabalho original como a adaptação em si.
Este ano os escolhidos foram Brokeback Mountain, Capote, The Consant Gardener, A History of Violence e Syriana.
Os prémios vão ser entregues a 11 de Fevereiro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:03 AM | Comentários (5)

Aquelas Frases

"What we have here is a failure to comunicate!"

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in Cool Hand Luke

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:07 AM | Comentários (1)

janeiro 07, 2006

ÁSIA - Referências dos novos clássicos (parte 2)

Continuando a dissertação sobre alguns dos realizadores e filmes que nos últimos 25 anos contribuíram para a ocidentalização e divulgação do cinema asiático, trata-se da segunda parte, que focará as obras e realizadores do cinema de Hong-Kong, da Coreia e de outros países com menor contribuição mas equivalente importância, como por exemplo, Tailândia, Filipinas ou Irão.

Hong-Kong

À parte de Bruce Lee e Jackie Chan, dois dos grandes impulsionadores da mediatização da indústria cinematográfica de Hong-Kong, outros dois nomes são incontornáveis, o dos realizadores John Woo e Tsui Hark. Tsui Hark (de quem falei no artigo anterior) e John Woo desenvolveram uma indústria de filmes de acção que tornaram Hong-Kong numa “nova Hollywood”, principalmente nos anos oitenta. Filmes como A Better Tomorrow, The Killer, ou Hard-boiled, não só representam o expoente máximo do cinema de acção de Hong Kong, como catapultaram para Hollywood o seu realizador (Woo) e respectivo protagonista, Chow Yun-Fat.

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No anos 90, surgem Wong Kar-Wai e Stanley Kwan como novos valores do cinema de Hong-Kong, desta vez mais direccionado para o cinema independente. Obras como Chungking Express, Happy Together e os fabulosos In The Mood For Love e 2046, todos de Wong Kar-Wai, são obras de visualização obrigatória do cinema asiático.

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No final da década de 90, paralelamente ao cinema mais independente, surgem os irmãos Pang com as obras de terror bastante eficazes The Eye e Abnormal Beauty e assiste-se a um renascimento do cinema de acção de qualidade com a trilogia Infernal Affairs, de Wai Keung Lau e Siu fai Mak, cujo remake americano da autoria de Martin Scorcese, estreia já este ano.

Coreia do Sul

É o país que na viragem do século XX para o século XXI atinge um boom de criatividade e qualidade. Desde logo, destacam-se três nomes, podendo mesmo afirmar-se que são três autores:

Kim Ji-Woon. A Tale of Two Sisters é um filme que roça a perfeição a todos os níveis. Provavelmente, seria o filme que recomendaria, como o primeiro a visionar, para quem quiser conhecer o cinema asiático recente. No ano de 2005 o cineasta apresenta o primeiro thriller de acção noir da Coreia, A Bittersweet Life, filme que tinha estreia agendada para Portugal, mas incompreensivelmente foi adiada até data indefinida. Porque é que estreia tanto filme mau em Portugal em detrimento de uma obra tão agradável como A Bittersweet Life? Sinceramente, custa-me a entender.

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Kim Ki-Duk. O realizador Coreano, considerado o Wong Kar-Wai da Coreia. Para Ki-Duk as imagens ditam a narrativa em detrimento dos diálogos. É um cineasta independente cada vez mais mainstream. Obras como Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring e 3-Iron granjearam-lhe notoriedade a nível dos festivais de cinema e fama um pouco por todo o mundo.

Park Chan-Wook. É a coqueluche do cinema Coreano, admirado por Quentin Tarantino. A trilogia de vingança composta por Sympathy for Mr. Vengeance, Oldboy e Sympathy for Lady Vengeance, é simplesmente fabulosa, sendo o seu visionamento indispensável. Oldboy venceu mesmo o grande prémio do júri do festival de Cannes em 2004.

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Paralelamente a estes autores existem filmes recomendáveis de diversos géneros: O policial Memories of Murder, ou, por exemplo, os filmes com a temática da guerra Silmido, Welcome to Dongmakgol e Taegukgi (mais de 12 milhões de espectadores na Coreia!)

Peppermint Candy é um excelente drama e My Sassy Girl provavelmente a melhor comédia romântica alguma vez produzida (sem as lamechices americanas). Para quem gostar de um mesh-up de géneros, com uma narrativa alucinante e fora do normal e Save the green planet! são indispensáveis

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Note-se que esta lista do cinema Coreano poderia ser ainda mais completa, pois trata-se de um país onde os valores de produção e a qualidade das películas estão em constante crescendo de qualidade. Provavelmente, no instante em que escrevo este artigo, está a estrear mais um novo clássico instantâneo do cinema Coreano…

Outras cinematografias


Adicionalmente a este boom do cinema Coreano, outras cinematografias têm seguido o exemplo, criando obras com impacto internacional. Beautiful Boxer, da Tailândia, um biopic sobre o maior lutador de Muai-Thai do país, ou Shutter, seguramente um dos melhores filmes de terror de 2004. Turtles Can Fly, da cooperação Irão/Iraque é um excelente drama focando a invasão americana ao Iraque, o que prova que a Ásia se está a tornar numa fonte quase inesgotável de criatividade, ombreando pelo menos a nível de qualidade com a indústria americana.

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Nota Final: O artigo é baseado em pesquisa e visualização dos filmes que considero clássicos modernos do cinema asiático. Ressalve-se o facto de, por omissão, não falar em determinado filme, por isso, quem quiser, é livre de comentar, dar a sua opinião e eventualmente corrigir ou acrescentar algo, de forma a tornar este artigo uma referência para quem não conhecer o grande cinema asiático.

Pode ler a primeira parte do artigo Referências Dos Novos Clássicos Asiáticos AQUI


Sérgio Lopes

www.cineasia.blogspot.com

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:19 AM | Comentários (2)

Roll Camera substitui Cinema Panteonesco

Por decisão pessoal, o Duarte Oliveira do Cinema Panteonesco saiu do juri de 30 elementos que vota os prémios Lumiere 2006.
O Roll Camera é o novo elemento do grupo. Blog de cinema já com um rico historial, o Roll Camera encaixa que nem uma luva no perfil procurado, e será claramente uma mais valia para o grupo que a 28 de Janeiro vos irá trazer a 2º edição dos Lumiere.
Para quem quiser conhecer melhor este novo membro, podem visitá-lo aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:13 AM | Comentários (3)

janeiro 06, 2006

Oscarwatching - Sindicatos deixam cair Munich e Kong. Brokeback segue em frente!

Foram dias bastante animados. Os criticos de Brokeback diziam que na altura das Guilds (os sindicatos da indústria), o filme iria perder apoiantes. Mais, que seria a altura do come-back de Munich e, talvez, de King Kong. Nada disso!
Quer o WGA, o SAG, o PGA e o DGA condenaram King Kong a ter apenas o apoio dos técnicos de Hollywood. E Munich a viver no eterno limbo até ao dia 31. Quem ficou a ganhar foi Brokeback Mountain, que lá continua, sozinho, a sua caminhada rumo ao Kodak Theater.
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De facto não há quem pare Ang Lee e o seu mais recente filme. No total destes dois dias Brokeback Mountain conseguiu sete nomeações cirurgicas, que demonstram o imenso potencial do filme para a próxima edição dos óscares. Nomeado pelo Writers Guild of America (melhor argumento adaptado), Directors Guild of America, Producers Guild of America e ainda com uma tripla nomeação ao Screen Actor´s (Heath Ledger, Jake Gyllenhall, Michelle Williams e o seu elenco), o filme continua a ser o alvo a abater nesta temporada.
Brokeback continua a levantar muitos "senãos", mas a verdade é que o grande senão agora é: se não é Brokeback, é o quê?
Steven Spielberg lá foi nomeado pelo DGA, mas também já o tinha sido por Amistad, e o filme foi o fracasso que se lhe conhece. A verdade é que o DGA nomeia Spielberg quase por tudo e por nada. Mas também é verdade que, sem esta nomeação o filme estava morto. Agora está apenas semi-morto. Há quem acredite que, se o filme conseguir o minimo de nomeações, dia 31, se irá fortalecer em Fevereiro, e sair coroado em Março com uma serie de óscares. Mas a vida de Munich está muito, muito complicada.
Mais ainda é a vida de Peter Jackson. Do entusiasmo inicial pouco ficou. O publico nunca aderiu como se esperava a King Kong, e os prémios têm olhado de lado para o filme. Sem qualquer nomação junto dos sindicatos, a verdade é que o filme depende agora do apoio dos técnicos de Hollywood para se manter à tona.
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O que sobra então?
Parece já acente que tanto Walk the Line como o segundo filme de Clooney estão mais perto de Brokeback do que qualquer outro. E o recente apoio a Crash e Capote indiciam que estes são rivais a ter em conta. Aliás, tal como The Constant Gardener e A History of Violence.
Mas a verdade é que nenhum destes filmes é filme de "óscar". Onde estão os sucessos populares, os filmes monumentais, as grandes apostas dos estudios? Têm caido, um após o outro. De Jarhead a Match Point.
Por isso até há já quem fale num come-back de Cinderella Man, o filme que a critica até gostou - não muito, mas gostou - e que é o tipico produto hollywoodiano. Mas será um comeback que chega a tempo? E no meio de tudo isto, os veteranos de Hollywood terão algo a dizer. O quê, ninguém parece saber muito bem, mas a verdade é que, apesar de tudo, a confusão ainda não nos permite ver com clareza para além do final do mês.
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Entretanto a Academia anunciou o sucessor de Chris Rock. E vale a pena esperar quando a decisão é acertada .A aposta no popular e talentoso Jon Stewart - que ja tinha apresentado os Emmys - mantem o nivel em alta e pode mesmo servir para atrair o publico mais jovem, fã do apresentador do Daily Show. Foi pena não terem apostado em David Chapelle. Terá de ficar para uma próxima!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:59 PM | Comentários (0)

Wong Kar Wai preside ao juri de Cannes

Continuando a tradição de grandes personalidades do mundo do cinema como juris do Festival, Cannes escolheu para este ano o cineasta Wong Kar Wai como lider do juri, sucedendo assim a Emir Kusturica.
Kar Wai, que já foi galardoado em Cannes pelo seu trabalho em 1997 no filme Happy Together.
O cineasta chinês confessou a sua alegria pela escolha, dizendo afirmando que “cada local tem a sua própria linguagem. Em Cannes é a (linguagem) do sonho!"
O Festival de Cannes decorrerá na cidade da Riviera francesa entre 17 e 28 de Maio. Wong Kar Wai é o primeiro cineasta chinês a presidir ao juri do certame.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:35 PM | Comentários (2)

janeiro 05, 2006

Spielberg salvo pelo DGA. Três novatos na lista!

Benneth Miller, George Clooney e Paul Haggis nunca tinham sido nomeados ao Director´s Guild of America.
Foram-no hoje, juntamente com os veteranos Ang Lee (3 nomeações e uma vitória) e Steven Spielberg (10 nomeações e três vitórias, mais um prémio de carreira).
Spielberg pode agradecer aos deuses - e aos seus colegas realizadores, que já nos anos 70 o ajudaram a consolidar a sua imagem como realizador de futuro - por ter sido nomeado. Ou seja, Munich ainda não está morto. Está quase, mas há um sopro de vida que agora é pequeno, mas que, no final do mês, pode tomar outras proporções. Porque 2005 é um ano claramente a precisar de glamour.
A ausência de James Mangold prejudica Walk the Line, mas não tanto como as de Peter Jackson e Woody Allen. King Kong e Match Point parecem estar mesmo fora da corrida.
Apesar de não terem sido nomeados, tanto Mangold como Fernando Meirelles e David Cronenberg continuam bem cotados.
Capote e Crash confirmaram-se como as surpresas da época, mais o primeiro, um filme que ninguem esperava ver a este nivel. Ang Lee confirma o potencial de Brokeback Mountain e George Clooney estabelece-se finalmente entre os seus pares, primeiro como actor no SAG e agora como cineasta.
O vencedore do DGA, o prémio que mais vezes coincide com os próprios óscares, será conhecido a 28 de Janeiro. Clint Eastwood será nesse dia galardoado com um prémio de carreira.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:22 PM | Comentários (1)

Jon Stewart apresenta óscares

Face às recusas de Chris Rock e Billy Crystal, a Academia de Hollywood anda há meses à procura de um novo apresentador para a cerimónia. Já se falou em antigos apresentadores (Steve Martin, Whoopi Goldberg), de veteranos da televisão (Jay Leno) e de figuras pop (Britney Spears, Paris Hilton).
Mas segundo o Los Angeles Times, será Jon Stewart o nome escolhido.
O popular apresentador do Daily Show, programa exibido cá pela SIC Radical, será a aposta da Academia para misturar o velho estilo de apresentadores como Johnny Carson ou David Letterman, com um comediante apreciado pelo público, especialmente os mais jovens.
A Academia tem perdido inúmeros espectadores de ano para ano, e para 2006, face a mais uma cerimónia que dificilmente atrairá público pelos filmes que estarão na disputa das estatuetas, é preciso criar elementos que conquistam audiências para a transmissão.
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Actualização: Sai o ponto de interrogação. A Academia já confirmou a escolha de Stewart.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:53 PM | Comentários (5)

Brokeback e Crash dominam nomeações ao SAG. Munich de fora!

Continuam os nomeados dos sindicatos da indústria. Hoje é a vez do Screen Actors Guild, e, mais logo, do Directors Guild of America.
O SAG divulgou os seus nomeados, com poucas surpresas. Munich não conseguiu uma única vaga, tal como Match Point, New World ou King Kong, estando os quatro filmes em maus lençois. Já Brokeback Mountain confirma-se cada vez mais como o grande candidato, conquistando quatro nomeações. Com três ficaram Crash e Capote.
Na categoria de melhor actor, aos favoritos Heath Ledger, Joaquin Phoenix, Philiph Seymour-Hoffman e David Straiharn juntou-se Russell Crowe, que muitos consideravam arredado da luta. O australiano superou Terrence Howard, Eric Bana e Ralph Fiennes na luta pelo último posto.
Quanto aos actores secundários, Crash com dois nomeados - Don Cheadle e Matt Dillon - esteve em destaque. George Clooney, Jake Gyllenhall e Paul Giamatti completam a lista.
Nas senhoras, a grande surpresa na categoria principal foi a inclusão de Zhang Ziyi, do mal amado Memoirs of a Gueisha. Já Judi Dench, Reese Whiterspoon, Felicity Huffman e Charlize Theron confirmaram todo o seu favoritismo.
Na categoria de actriz secundária, Michelle Williams, Amy Adams, Catherine Keener, Rachel Weisz e Frances McDormand foram as escolhidas. Destaca-se a ausência de Scarlett Johansson e Gong Li na lista.
Quanto ao melhor elenco, Brokeback Mountain tem a companhia de Good Night and Good Luck., Crash, Capote e Hustle and Flow.
Apesar dos actores serem o grosso dos votantes da Academia, o SAG nem sempre é semelhante ao resultado final na noite dos óscares. Basta lembrar a vitória de Johnny Depp por Pirates of the Caribbean, num ano onde o duelo Bill Murray-Sean Penn corou o segundo com a estatueta dourada.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:35 PM | Comentários (1)

janeiro 04, 2006

O Que Estreia Por Cá - Carrey de volta ao passado

Depois de se ter confirmado como um dos grandes actores de comédia ligeira na primeira metade dos anos 90, Jim Carrey virou-se para papeis mais sérios e conseguiu um lugar de destaque, como um dos mais completos actores da actualidade. Agora volta ao seu registo do passado em Fun With Dick and Jane...
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O filme, dirigido por Dean Parisot, conta a história de um casal que perde tudo quando o marido é despedido de uma empresa falida. Perdem a vida luxuosa que levavam mas não perdem a alegria de viver. Decidem então assaltar lojas para sobreviver, e para manterem a chama do seu próprio casamento bem acesa. E depois de alguma experiência, decidem dar o golpe final: assaltar o mesmo individuo que tinha falida a empresa onde ele trabalhava há tantos anos.
Tea Leoni está ao lado de Jim Carrey, num elenco que conta ainda com Alec Baldwin. O filme não foi um grande sucesso nos Estados Unidos e repete muitos dos cliches das comédias iniciais de Jim Carrey. No entanto é claramente a aposta da semana, especialmente para quem quer dar as primeiras risadas do novo ano.
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São três os outros filmes que estreiam esta semana.

Green Street Holigans debruça-se sobre o fenómeno do hooliganismo, quando um jovem americano vai para Londres, torna-se amante de futebol (e da equipa West Ham United), e pelo meio entra no mundo dos hooliganismo organizados. Dirigido por Lexi Alexander conta com Elijah Wood e Claire Forlani no elenco.
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O agente Frank Martin está de regresso para The Transporter2. Dirigido por Louis Leterrier, o filme volta a contar com Jason Statham no papel do agente policial, agora retirado em Miami onde se tornou motorista de uma familia rica. Quando o filho mais novo do casal é raptado, Martin decide voltar à acção.
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Rob Zombie está de regresso com The Devil´s Rejects, que continua a perseguição da policia texana à familia Firefly. O filme conta com Sid Haig, Bill Moseley e Sheri Moon e segue o espirtio da obra de um dos cineastas gore mais populares da cultura underground.
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O Hollywood Recomenda - Para quem gosta de se divertir, Jim Carrey é sempre uma aposta segura. Apesar de ser nos seus papeis dramáticos onde ele se supera.

O Hollywood Desaconselha - A obra de Rob Zombie encarna tudo o que há de mau quando se opta pelo cinema gore para contar uma história. Gostos!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:39 PM | Comentários (0)

WGA divulga nomeados. Allen de fora!

Foram também divulgados os nomeados ao Writers Guild of America, o sindicato dos argumentistas. As grandes surpresas são as ausências de Woody Allen - sempre um habitué nestas andanças - e de Munich, um filme de quem se esperava muito mais.
Na categoria de melhor argumento original, estão The Squid and the Whale, Crash, Good Night and Good Luck., Cinderella Man e a surpresa 40 Year Old Virgin.
Na categoria de melhor argumento adaptado o destaque vai obviamente para Brokeback Mountain. Syriana, The Constant Gardener, Capote e A History of Violence também estão entre os nomeados do WGA.
Na categoria de documentário, Enron: The Smartest Guys in the Room, Street Fight, Le Marche de L´Empereur, The Fall of Fumimori e Cowboy Del Amor.
Dia 1 de Fevereiro conhecem-se os vencedores.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:29 PM | Comentários (1)

PGA exclui Munich e King Kong

Quem está por dentro dos meandros dos prémios de cinema nos Estados Unidos sabe bem da importância do Producers Guild. A associação de produtores de Hollywood divulgou hoje os nomeados aos PGA´s de 2005 e o grande destaque vai para a ausência, tanto de Munich como de King Kong.
Brokeback Mountain, Good Night and Good Luck., Walk the Line, Capote e Crash são os cinco filmes nomeados, sendo que na categoria de filmes de animação, os escolhidos foram Chicken Little, Madagascar, Corpse Bride, Robots e Wallace and Gromitt.
Dia 22 de Janeiro são divulgados os vencedores.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:20 PM | Comentários (0)

janeiro 03, 2006

E começa...

Foram hoje enviadas os 5.798 boletins de voto aos membros da Academia de Hollywood. A votação para se conhecerem os nomeados à próxima edição dos óscares da Academia durará até ao próximo dia 21 de Janeiro, altura em que os boletins serão reenviados para a Academia.
Os nomeados serão divulgados no próximo dia 31 de Janeiro e a cerimónia, a ter lugar no Kodak Theather, será a 5 de Março.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:51 PM | Comentários (1)

janeiro 02, 2006

Nomeados de Chicago com Brokeback à cabeça

Novo ano, dança velha. Brokeback Mountain continua a ser o alvo a abater, apesar de tudo o que tem sido dito sobre o filme e sobre os seus rivais, especialmente Munich, que mais uma vez, falhou em ser nomeado sequer como melhor filme.
Chicago tem alguma propensão em antecipar nomeados, e o "ressuscitar" de King Kong, com quatro nomeações, complica ainda mais o cenário. A propósito, há filmes que não descolam e que é preciso rever com atenção: A History of Violence e Crash continuam em alta.
Os vencedores de Chicago serão anunciados no próximo dia 9.
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Melhor Filme
Brokeback Mountain
Crash
Good Night, and Good Luck
A History of Violence
King Kong

Melhor Realizador
George Clooney: Good Night, and Good Luck
David Cronenberg: A History of Violence
Peter Jackson: King Kong
Ang Lee: Brokeback Mountain
Steven Spielberg: Munich

Melhor Argumento
Brokeback Mountain - Larry McMurtry e Diana Ossana
Capote - Dan Futterman
Crash - Paul Haggis e Bobby Moresco
Good Night, and Good Luck - George Clooney e Grant Heslov
A History of Violence - Josh Olson

Melhor Actor
Philip Seymour Hoffman - Capote
Terrence Howard - Hustle & Flow
Heath Ledger - Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix - Walk the Line
David Strathairn - Good Night, and Good Luck

Melhor Actriz
Joan Allen - The Upside of Anger
Felicity Huffman - Transamerica
Keira Knightley - Pride & Prejudice
Naomi Watts - King Kong
Reese Witherspoon - Walk the Line

Melhor Actor Secundário
Matt Dillon - Crash
Terrence Howard - Crash
Paul Giamatti - Cinderella Man
Jake Gyllenhaal - Brokeback Mountain
Mickey Rourke - Sin City
Donald Sutherland - Pride & Prejudice

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams - Junebug
Maria Bello - A History of Violence
Scarlett Johansson - Match Point
Catherine Keener - Capote
Rachel Weisz - The Constant Gardener
Michelle Williams - Brokeback Mountain

Melhor Banda Sonora
Batman Begins - Hans Zimmer e James Newton Howard
Brokeback Mountain - Gustavo Santaolalla
Charlie and the Chocolate Factory - Danny Elfman
King Kong - James Newton Howard
Memoirs of a Geisha - John Williams

Melhor Fotografia
Brokeback Mountain - Rodrigo Prieto
Good Night, and Good Luck - Robert Elswit
King Kong - Andrew Lesnie
Munich - Janusz Kaminski
The New World - Emmanuel Lubezki
Pride & Prejudice - Roman Osin

Melhor Filme Estrangeiro
2046
Cache
Der Untergang
Kung - Fu Hustle
Oldboy

Melhor Documentário
Enron: The Smartest Guys in the Room
Grizzly Man
Mad Hot Ballroom
March of the Penguins
Murderball

Actor/Actriz Mais Promissor
Chris "Ludacris" Bridges - Crash and Hustle & Flow
Georgie Henley - The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe
Miranda July - Me and You and Everyone We Know
Q’Orianka Kilcher - The New World
Owen Kline - The Squid and the Whale

Realizador Mais Promissor
Craig Brewer - Hustle & Flow
Miranda July - Me and You and Everyone We Know
Bennett Miller - Capote
Phil Morrison - Junebug
Joe Wright - Pride & Prejudice


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:11 PM | Comentários (0)

janeiro 01, 2006

Hollywood Film Awards 2005 - Os Vencedores

Melhor Filme - Million Dollar Baby
Melhor Realizador - Clint Eastwood

Melhor Actor - Clint Eastwood
Melhor Actriz - Annette Benning
Melhor Actor Secundário - Clive Owen
Melhor Actriz Secundária - Natalie Portman

Revelação Feminina - Rachel McAdams
Revelação Masculina - Nuno Lopes

Melhor Elenco - Closer

Melhor Argumento - Million Dollar Baby
Melhor Banda Sonora - Elizabethtown

Melhor Documentário - Le Marche de L´Empereur
Melhor Filme de Animação - Corpse Bride

Prémios do Público
Melhor Filme - Milion Dollar Baby
Melhor Realizador - Peter Jackson
Melhor Actor - Johnny Depp
Melhor Actriz - Hilary Swank

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:03 PM | Comentários (2)

Lumiere arrancam

Os boletims de voto já foram enviados e por isso, começa hoje a votação para os Prémios Lumiere 2006. Votação que termina a 15 de Janeiro.
Dia 28 serão anunciados os grandes vencedores da edição deste ano. Quem sucederá a Eternal Sunshine of the Spotless Mind?
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:00 PM | Comentários (3)