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janeiro 07, 2006

ÁSIA - Referências dos novos clássicos (parte 2)

Continuando a dissertação sobre alguns dos realizadores e filmes que nos últimos 25 anos contribuíram para a ocidentalização e divulgação do cinema asiático, trata-se da segunda parte, que focará as obras e realizadores do cinema de Hong-Kong, da Coreia e de outros países com menor contribuição mas equivalente importância, como por exemplo, Tailândia, Filipinas ou Irão.

Hong-Kong

À parte de Bruce Lee e Jackie Chan, dois dos grandes impulsionadores da mediatização da indústria cinematográfica de Hong-Kong, outros dois nomes são incontornáveis, o dos realizadores John Woo e Tsui Hark. Tsui Hark (de quem falei no artigo anterior) e John Woo desenvolveram uma indústria de filmes de acção que tornaram Hong-Kong numa “nova Hollywood”, principalmente nos anos oitenta. Filmes como A Better Tomorrow, The Killer, ou Hard-boiled, não só representam o expoente máximo do cinema de acção de Hong Kong, como catapultaram para Hollywood o seu realizador (Woo) e respectivo protagonista, Chow Yun-Fat.

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No anos 90, surgem Wong Kar-Wai e Stanley Kwan como novos valores do cinema de Hong-Kong, desta vez mais direccionado para o cinema independente. Obras como Chungking Express, Happy Together e os fabulosos In The Mood For Love e 2046, todos de Wong Kar-Wai, são obras de visualização obrigatória do cinema asiático.

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No final da década de 90, paralelamente ao cinema mais independente, surgem os irmãos Pang com as obras de terror bastante eficazes The Eye e Abnormal Beauty e assiste-se a um renascimento do cinema de acção de qualidade com a trilogia Infernal Affairs, de Wai Keung Lau e Siu fai Mak, cujo remake americano da autoria de Martin Scorcese, estreia já este ano.

Coreia do Sul

É o país que na viragem do século XX para o século XXI atinge um boom de criatividade e qualidade. Desde logo, destacam-se três nomes, podendo mesmo afirmar-se que são três autores:

Kim Ji-Woon. A Tale of Two Sisters é um filme que roça a perfeição a todos os níveis. Provavelmente, seria o filme que recomendaria, como o primeiro a visionar, para quem quiser conhecer o cinema asiático recente. No ano de 2005 o cineasta apresenta o primeiro thriller de acção noir da Coreia, A Bittersweet Life, filme que tinha estreia agendada para Portugal, mas incompreensivelmente foi adiada até data indefinida. Porque é que estreia tanto filme mau em Portugal em detrimento de uma obra tão agradável como A Bittersweet Life? Sinceramente, custa-me a entender.

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Kim Ki-Duk. O realizador Coreano, considerado o Wong Kar-Wai da Coreia. Para Ki-Duk as imagens ditam a narrativa em detrimento dos diálogos. É um cineasta independente cada vez mais mainstream. Obras como Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring e 3-Iron granjearam-lhe notoriedade a nível dos festivais de cinema e fama um pouco por todo o mundo.

Park Chan-Wook. É a coqueluche do cinema Coreano, admirado por Quentin Tarantino. A trilogia de vingança composta por Sympathy for Mr. Vengeance, Oldboy e Sympathy for Lady Vengeance, é simplesmente fabulosa, sendo o seu visionamento indispensável. Oldboy venceu mesmo o grande prémio do júri do festival de Cannes em 2004.

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Paralelamente a estes autores existem filmes recomendáveis de diversos géneros: O policial Memories of Murder, ou, por exemplo, os filmes com a temática da guerra Silmido, Welcome to Dongmakgol e Taegukgi (mais de 12 milhões de espectadores na Coreia!)

Peppermint Candy é um excelente drama e My Sassy Girl provavelmente a melhor comédia romântica alguma vez produzida (sem as lamechices americanas). Para quem gostar de um mesh-up de géneros, com uma narrativa alucinante e fora do normal e Save the green planet! são indispensáveis

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Note-se que esta lista do cinema Coreano poderia ser ainda mais completa, pois trata-se de um país onde os valores de produção e a qualidade das películas estão em constante crescendo de qualidade. Provavelmente, no instante em que escrevo este artigo, está a estrear mais um novo clássico instantâneo do cinema Coreano…

Outras cinematografias


Adicionalmente a este boom do cinema Coreano, outras cinematografias têm seguido o exemplo, criando obras com impacto internacional. Beautiful Boxer, da Tailândia, um biopic sobre o maior lutador de Muai-Thai do país, ou Shutter, seguramente um dos melhores filmes de terror de 2004. Turtles Can Fly, da cooperação Irão/Iraque é um excelente drama focando a invasão americana ao Iraque, o que prova que a Ásia se está a tornar numa fonte quase inesgotável de criatividade, ombreando pelo menos a nível de qualidade com a indústria americana.

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Nota Final: O artigo é baseado em pesquisa e visualização dos filmes que considero clássicos modernos do cinema asiático. Ressalve-se o facto de, por omissão, não falar em determinado filme, por isso, quem quiser, é livre de comentar, dar a sua opinião e eventualmente corrigir ou acrescentar algo, de forma a tornar este artigo uma referência para quem não conhecer o grande cinema asiático.

Pode ler a primeira parte do artigo Referências Dos Novos Clássicos Asiáticos AQUI


Sérgio Lopes

www.cineasia.blogspot.com

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às janeiro 7, 2006 09:19 AM

Comentários

O Survive Style 5+ é uma bela porcaria e além disso é japonês, confirma no imdb.

Publicado por: elmono às janeiro 8, 2006 05:22 AM

A Lindsay ´´é uma atriz muito legal, os filmes q ela participou é tudo é muito ótimo. Gosto muito dela o melhor filme q ela já fez foi: HERBIE MEU FUSCA TURBINADO ela é muito gata por favor Lindsay me mande alguns e-*mais com fotos sua vc é muito linda, gosto muito d vc. Eu olhei o teu site e achei o mair barato. VC É MUITO GATA!!! BJUS!

Publicado por: guilherme goulart às janeiro 7, 2006 04:57 PM

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