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janeiro 06, 2006

Oscarwatching - Sindicatos deixam cair Munich e Kong. Brokeback segue em frente!

Foram dias bastante animados. Os criticos de Brokeback diziam que na altura das Guilds (os sindicatos da indústria), o filme iria perder apoiantes. Mais, que seria a altura do come-back de Munich e, talvez, de King Kong. Nada disso!
Quer o WGA, o SAG, o PGA e o DGA condenaram King Kong a ter apenas o apoio dos técnicos de Hollywood. E Munich a viver no eterno limbo até ao dia 31. Quem ficou a ganhar foi Brokeback Mountain, que lá continua, sozinho, a sua caminhada rumo ao Kodak Theater.
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De facto não há quem pare Ang Lee e o seu mais recente filme. No total destes dois dias Brokeback Mountain conseguiu sete nomeações cirurgicas, que demonstram o imenso potencial do filme para a próxima edição dos óscares. Nomeado pelo Writers Guild of America (melhor argumento adaptado), Directors Guild of America, Producers Guild of America e ainda com uma tripla nomeação ao Screen Actor´s (Heath Ledger, Jake Gyllenhall, Michelle Williams e o seu elenco), o filme continua a ser o alvo a abater nesta temporada.
Brokeback continua a levantar muitos "senãos", mas a verdade é que o grande senão agora é: se não é Brokeback, é o quê?
Steven Spielberg lá foi nomeado pelo DGA, mas também já o tinha sido por Amistad, e o filme foi o fracasso que se lhe conhece. A verdade é que o DGA nomeia Spielberg quase por tudo e por nada. Mas também é verdade que, sem esta nomeação o filme estava morto. Agora está apenas semi-morto. Há quem acredite que, se o filme conseguir o minimo de nomeações, dia 31, se irá fortalecer em Fevereiro, e sair coroado em Março com uma serie de óscares. Mas a vida de Munich está muito, muito complicada.
Mais ainda é a vida de Peter Jackson. Do entusiasmo inicial pouco ficou. O publico nunca aderiu como se esperava a King Kong, e os prémios têm olhado de lado para o filme. Sem qualquer nomação junto dos sindicatos, a verdade é que o filme depende agora do apoio dos técnicos de Hollywood para se manter à tona.
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O que sobra então?
Parece já acente que tanto Walk the Line como o segundo filme de Clooney estão mais perto de Brokeback do que qualquer outro. E o recente apoio a Crash e Capote indiciam que estes são rivais a ter em conta. Aliás, tal como The Constant Gardener e A History of Violence.
Mas a verdade é que nenhum destes filmes é filme de "óscar". Onde estão os sucessos populares, os filmes monumentais, as grandes apostas dos estudios? Têm caido, um após o outro. De Jarhead a Match Point.
Por isso até há já quem fale num come-back de Cinderella Man, o filme que a critica até gostou - não muito, mas gostou - e que é o tipico produto hollywoodiano. Mas será um comeback que chega a tempo? E no meio de tudo isto, os veteranos de Hollywood terão algo a dizer. O quê, ninguém parece saber muito bem, mas a verdade é que, apesar de tudo, a confusão ainda não nos permite ver com clareza para além do final do mês.
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Entretanto a Academia anunciou o sucessor de Chris Rock. E vale a pena esperar quando a decisão é acertada .A aposta no popular e talentoso Jon Stewart - que ja tinha apresentado os Emmys - mantem o nivel em alta e pode mesmo servir para atrair o publico mais jovem, fã do apresentador do Daily Show. Foi pena não terem apostado em David Chapelle. Terá de ficar para uma próxima!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às janeiro 6, 2006 02:59 PM

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