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fevereiro 28, 2006

Óscares 2005 - Melhor Actor Secundário

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Se há categoria imprevisível, essa é a de melhor actor secundário. Certezas não há, mas apenas uma coisa parece certa. A luta não inclui William Hurt. Fora isso, é um duelo a quatro, em que cada um tem trunfos a seu favor. O vencedor, um mistério!

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Este foi um ano de ouro para George Clooney. O actor interpretou Syriana – e conquistou a nomeação ao Óscar – e escreveu, produziu e dirigiu o aclamado Good Night and Good Luck. E esse é o seu grande trunfo. O seu desempenho não é um papel arrebatador, merecedor de uma estatueta dourada. Isso é certo. Mas Clooney está nomeado ainda como produtor, argumentista e realizador e muito dificilmente vencerá. A sua popularidade e carisma fizeram dele um dos actores mais amados do meio, e como se viu no Screen Actors Guild, isso só por si pode chegar para a vitória.

A Favor
É um dos homens mais amados de Hollywood e teve um ano de ouro que bem merece um prémio.

Contra
O desempenho é tudo menos oscarizável. Isso pode pesar contra num ano com quatro candidatos fortíssimos.

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Matt Dillon foi um dos actores mais falados há quinze anos. Era uma grande promessa do cinema norte-americano, mas problemas pessoais, papeis errados e alguns azares impediram-no de ter a carreira que lhe vaticinavam. Crash marca o seu regresso aos bons desempenhos, e desde sempre ele foi visto como o actor – do enorme elenco do filme de Paul Haggis – que mais se destacava. E se Crash é o favorito sentimental de muitos, Dillon pode benificiar desta paixão pelo filme. A vitória no SAG do melhor elenco do filme, é o seu melhor cartão de visita.

A Favor
É o nome em destaque de Crash, o filme que os votantes mais amaram.

Contra
Apesar de popular, o seu desempenho não está ao nível de outros dos nomeados e na hora da escolha, isso pode pesar.

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Paul Giamatti é sem dúvida um dos maiores actores do cinema americano actual. E há dois anos que merecia estar no Kodak Theatre, mas só agora conseguiu a ambicionada nomeação. E claro, por um desempenho fabuloso pois claro. Em Cinderella Man, Paul Giamatti oferece uma performance avassaladora, capaz de ombrear directamente com o gigante que é Russell Crowe. A vitória nos Globos de Ouro indica claramente a aceitação que existe pelo seu desempenho, tal como meia dúzia de prémios da critica. Mas a Academia pode decidir a deixar o seu Óscar para mais tarde. Infelizmente.

A Favor
Tem o melhor desempenho de todos os nomeados.

Contra
Não é um actor consensual e já foi deixado de lado no passado.

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Se Heath Ledger é o menino querido dos críticos em Brokeback Mountain, Jake Gyllenhall dá o melhor desempenho como Jack Twist, o cowboy que percebe a inevitabilidade do amor por Ennis del Mar, e é ele o elo mais trágico de toda a história. Ledger leva as honras do underacting contido, mas Gyllenhall consegue ser o motor da maior parte das cenas entre os dois, e isso pode ser levado em conta, caso seja decididamente a noite de glória de Brokeback Mountain. Os BAFTA já avisaram que Gyllenhall podem ser uma das surpresas do ano.

A Favor
Brilhante desempenho no filme que mais provavelmente será o filme do ano.

Contra
Ofuscado por Ledger e por uma concorrência fortíssima.

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Só apareceu nos minutos finais de A History of Violence, mas mesmo assim o veterano William Hurt conseguiu roubar a nomeação, possivelmente a Bob Hoskins. Se o elenco do filme de Cronenberg esteve sempre sob atenção (Mortensen, Bello ou Ed Harris), foi uma surpresa a nomeação de um actor que está meia dúzia de minutos em cena. Mas Hurt é um dos grandes nomes do cinema americano dos anos 80, e Hollywood adora recuperar velhas glórias da casa. Mas num ano como este, é mais do que improvável que Hurt junte mais uma estatueta à que já conquistou por The Kiss of the Spider Woman.

A Favor
O prestigio que tem em Hollywood.

Contra
Está em meia dúzia de minutos do filme e a concorrência é fortíssima.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...George Clooney
O Óscar devia ir para...Paul Giamatti
O Grande Rival...Matt Dillon
A grande surpresa...Jake Gyllenhaal
O grande ausente...Bob Hoskins

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Morgan Freeman
2003 - Tim Robbins
2002 - Chris Cooper
2001 - Jim Broadbent
2000 - Benicio del Toro

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às fevereiro 28, 2006 07:56 PM

Comentários

Rezo para que George Clooney nao ganhe! A actuacao dele e normalissima!!

Publicado por: Luis Santos às março 1, 2006 10:57 PM

Pouco tempo de exposição no filme não é exactamente um óbice para o William Hurt. O Jack Palance ganhou o óscar com uns meros 7 minutos (se não me falha a memória) no City Slickers. Mesmo o Anthony Hopkins tinha menos de 20 minutos no Silence of the Lambs. Ainda asism concordo que não ganhe, não por tempo mas porque, pura e simplesmente, não está ao mesmo nível.

O Matt Dillon não foi o primeiro nome mais falado do Crash (o filme mais sobrevalorizado do ano, na minha opinião). Essa honra pertenceu à Sandra Bullock, mas verdade seja dita, creio que isso aconteceu por se descobrir que ela, afinal, até sabe representar.

O Jack Gyllenhall parece poder ganhar. Tal como com a Rachel Weisz e no passado com o Benicio del Toro, o papel dele não é exactamente secundário. Apenas é nomeado nessa categoria para ver se consegue receber o prémio.

O Paul Giamatti não tem uma representação que possa ombrear com Russel Crowe. O Crowe é que conseguiu não ficar por baixo com o Giamatti. O Paul Giamatti é daqueles actores que seria capaz de desempenhar uma porta e sair com uma nomeação. O problema é que não é "glamoroso" e só por favor ganhará alguma coisa.

Publicado por: João André às março 1, 2006 11:25 AM

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