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março 04, 2006

Fantas - Dorminsky declara "guerra aberta" à Comunicação Social

Na conferência de imprensa que serviu para anunciar os vencedores da 26º edição do Fantasporto, Mário Dorminsky fez duras criticas à comunicação social e anunciou medidas para a edição do próximo ano.
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36 conferências de imprensa agendadas. Uma por filme. Só uma é que foi oficialmente realizada.
Números estranhos para um Festival da envergadura do Fantasporto, mas uma realidade que Mário Dorminsky fez questão de referir no encerramento da conferência de imprensa de hoje.
"Isto é lamentável e provoca uma imagem miserável de Portugal lá fora" desabafou o director do Festival, que aproveitou para anunciar que, "por uma questão de ética", deixa todos os cargos na cooperativa Cinema Novo e confirma que a direcção do Festival passa (se é que já não o era) a um triunviarato, que conta ainda com António Reis e Beatriz Pacheco Pereira.

Acusando a Comunicação Social de falta de cobertura, nivelando o Fantas com outros eventos de menor projecção, Dorminsky anunciou que " a partir do próximo ano, o Fantas vai ter uma cobertura diária nos jornais própria, no formato de publicidade paga". Visivelmente irritado - e perante uma sala que espelhava as suas criticas, ou seja quase sem jornalistas - rematou "isto é a guerra aberta à Comunicação Social."

Protocolo com a Realizar

Antes do anúncio dos vencedores, a organização do Fantasporto - pela mão de Beatriz Pacheco Pereira - assinou um protocolo com a empresa Realizar, que assim passa a gerir a parte comercial do festival.
"Isto é muito importante para nós" disse Dorminsky, "porque permite-nos apostar exclusivamente na produção artistica do certame." Manuel Vaz, o representante da Realizar, mostrou-se satisfeito pelo acordo alcançado e garantiu que o objectivo da empresa é colocar a marca Fantasporto - uma das cinquenta maiores do país - "a respirar durante todo o ano".

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às março 4, 2006 04:57 PM

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