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março 01, 2006

Óscares 2005 - Melhor Actriz

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Num ano muito pobre em desempenhos femininos, houve ainda espaço para surpresas com a nomeação de Keira Knightley, num lugar que parecia destinado à veterana Joan Allen.

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Desde Setembro que não se fala noutra coisa. Reese Whiterspoon, namoradinha da América desde os dias de Legally Blonde, é uma inesquecível June Carter em Walk the Line. Terna, sedutora e cativante como a cantora, Whiterspoon é o complemento ideal ao desempenho contido e apaixonado de Joaquin Phoenix. Se no inicio era para os lados de Phoenix que pendiam os votos, agora é difícil prever outra vencedora que não a sorridente Whiterspoon. Uma vitória anunciada.

A Favor
Um desempenho amado por todos, de uma actriz adorada pela América.

Contra
Só se Hollywood decidir fazer de 2005 o ano dos homossexuais, é que há hipótese de Felicity Huffman roubar a estatueta à loirinha do sul dos Estados Unidos.

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A única rival a sério que Whiterspoon tem é Felicity Huffman. O filme Transamerica é ela, e desde o Verão que se fala nisso. Um desempenho popular no circuito indie, e que lhe valeu a nomeação também porque Huffman é uma das caras mais populares e conhecidas da América, desde que protagonizou a série televisiva Desperate Housewives. É verdade que os desempenhos das “white trash girls” têm sido os mais premiados dos últimos anos, mas 2005 dificilmente seguirá os mesmos passos do passado.

A Favor
Felicity Huffman é uma das caras mais famosas e populares da América.

Contra
Filme pequeno e uma rival praticamente impossível de apanhar na corrida ao óscar.

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Uma das maiores actrizes dos nossos tempos, Judi Dench, é diabolicamente sedutora e maternal em Mrs Henderson Presents. Num outro ano e poderia ser desta que a dama do Império poderia vencer o Óscar principal – já venceu o de secundária, por dez minutos em Shakespeare in Love – que há muito já lhe é devido. O desempenho é fabuloso, é certo, mas o ano é também complicado para as ambições de Dench. Mas que seria um corolário perfeito para uma carreira inesquecível, lá isso seria.

A Favor
Um brilhante desempenho de uma das maiores actrizes de sempre do cinema britânico.

Contra
Filme demasiado ligeiro num ano carregado, e rivais demasiado fortes nesta altura da corrida.

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Foi a grande surpresa das nomeações, mas cada vez mais Keira Knightley se afirma no meio de Hollywood pelo seu sorriso contagiante, e o seu talento que está cada vez mais à mostra. Uma carreira que tem meia dúzia de anos mas que já serviu para alguns papeis de renome. A menina bonita do cinema britânico é impecável em Pride and Prejudice, e de nomeada surpresa, Keira é cada vez mais um nome a ter em linha de conta. Uma primeira nomeação que antevêem novas nomeações e prémios para o futuro.

A Favor
O seu sorriso contagiante!

Contra
Esta primeira nomeação é isso mesmo, uma primeira nomeação. Nada mais.

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Foi uma vitória indiscutível em 2003 pelo seu desempenho em Monster, e agora a sul-africana está de regresso em grande em North Country. A história da primeira mulher a processar uma empresa por abuso sexual, é o pretexto para mais um papel arrebatador por Charlize Theron, uma das grandes actrizes da actualidade. Mas as suas semelhanças de papel para papel, e a concorrência deste ano invalidam qualquer sonho de arrebatar uma segunda estatueta em tão pouco tempo. Mas ela acabará por chegar, inevitavelmente.

A Favor
Uma das grandes actrizes da actualidade.

Contra
O filme, o papel white trash girl, a concorrência. Ainda não é desta que há mais um Óscar para a África do Sul.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Reese Whiterspoon
O Óscar devia ir para...Judi Dench
O Grande Rival...Felicity Huffman
A grande surpresa...Keira Knightley
O grande ausente...Joan Allen

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Hilary Swank
2003 - Charlize Theron
2002 - Halle Berry
2001 - Nicole Kidman
2000 - Julia Roberts

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às março 1, 2006 07:46 PM

Comentários

KEIRA É LINDA DONA DE UMA BELEZA SINGELA, MAGRINHA ,CORPITCHO DE MODELO , ATRIZ REVELAÇÃO E QUEM DISSE QUE OS BRASILEIROS TAMBÉM NÃO GOSTAM DAS MAGRICELAS , EU ACHO A KEIRA LINDAAAAAAAAAAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por: JÚLIO às março 4, 2006 01:28 PM

KEIRA É LINDA DONA DE UMA BELEZA SINGELA, MAGRINHA ,CORPITCHO DE MODELO , ATRIZ REVELAÇÃO E QUEM DISSE QUE OS BRASILEIROS TAMBÉM NÃO GOSTAM DAS MAGRICELAS , EU ACHO A KEIRA LINDAAAAAAAAAAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por: JÚLIO às março 4, 2006 01:27 PM

Claro que já é de esperar os sempre imprevisíveis jogos do éticamente correcto que tantas vezes caracterizam e justificam a atribuição de um óscar. Mas ao contrário do que fiz parecer, a Reese é de facto uma boa actriz e com um futuro que se afigura de grande sucesso, caso saiba dar um melhor rumo à sua carreira. Mas não posso deixar de dizer que a Felicity Huffman tem aqui talvez (esperemos que não) uma oportunidade única de ver reconhecido o seu mérito e valor como actriz, e no verdadeiro conceito de "actriz" sem o auxílio banal do show-off que caracteriza a maior parte da comunidade de Hollywood. Além disso é uma grande mulher, com uma postura e classe em tudo exemplares e o seu desempenho na série Housewives é simplesmente assombroso. Seria bom, e para variar, a academia premiar e reconhecer o enorme valor que têm estes actores de "2º plano". E honestamente...alguém acha que o óscar seria mal entregue??? Cada vez que me lembro de uma tal Halle Berry...

Publicado por: Soundtracker às março 3, 2006 01:34 AM

Iluvatar, percebo o que dizes. Realmente a Hollywood na teoria, em nada convém fazer de 2005 o ano do gay cinema. Mas é bem possivel que aconteça, como aconteceu em 2001 com a comunidade negra (com oscares merecidos). Não quero dizer com isto que é errado premiar papeis homossexuais. Nem de longe nem de perto. O que quero dizer é que podemos estar perto de Hollywood ultrapassar esse tabu, e fazer deste ano o ano em que se quebra o tabu da sexualidade no cinema norte-americano. Sem qualquer tom depreciativo para a comunidade, actores ou desempenhos de homossexuais. Mas o facto é que uma vitória de Brokeback, Seymour Hoffman e Huffman era o indicativo de que Hollywood tinha superado os seus tabus. O que era importante, apesar de neste caso, eu não achar os desempenhos merecedores da estatueta.
obrigado pelas visitas regulares de todos. É sempre bom saber que entre os milhares de visitas diárias, nem todos são spam :-p

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às março 2, 2006 11:30 AM

soundtracker, certamente não viste o Election do Payne. Se visses terias notado o excelente trabalho dela. Mesmo no American Psycho ela está muito bem, perfeita no papel estereotipado que tem pela frente.

Iluvatar, discordo em absoluto com a ideia de a Witherspoon ainda não ter talento. Primeiro porque o talento ou se tem ou não se tem, nunca se adquire, no máximo disfarça-se a falta dlee (como com a Julia Roberts) ou descobre-se aquele que existe mas ainda não se tinha visto, o caso da Witherspoon.

Em todo o caso, o trabalho dela nos dois Legally Blonde, filmes péssimos mas que ela vai aguentando, tal como no Sweet Home Alabama, que ela carrega às costas (apesar de o filme ser fraquinho no geral), mostravam que existia ali qualquer coisa. Se ultrapassarmos o sentimento de rejeição natural por vermos nela a dumb blonde ou a America's Sweetheart (expressão que odeio porque há sempre umas vinte a cada momento nos EUA), poderemos ver o trabalho dela em Walk the Line.

E o que vimos foi um filme feito para Phoenix onde ela rouba todas as cenas em que aparece. O filme é dela, pertence-lhe. É impossível não estar a pensar nela mesmo quando ela não está presente. Até nos esquecemos que ela só surge já o filme vai em meia hora, esquecemo-nos que houve um bom bocado em que ela não estava presente. Isso mostra um desempenho fenomenal e com mais alma ainda que o de Phoenix.

Quanto a Felicity Huffman, não tem qualquer hipótese de ganhar. Se mais não for, será porque nunca (ou quase nunca) a academia dá óscares a actores que t~em um filme feito para eles brilharem. Vimos isso já muitas vezes no passado. Mesmo sem ter visto o Transamerica, e não duvidando que o desempenho dela é fantástico, o que leio é que ela É o filme. Ou seja, independentemente do resto, só ela é que existe no filme. O resto é paisagem. Isso faz com que o trabalho dela seja mais fácil, uma vez que todas as cenas são feitas para ela brilhar, dure o tempo que durar. Os membros da academia sabem-no. E por isso dão poucas vezes o prémio a estes actores.

Além disso há mais uma coisa. A academia só costuma dar prémios a estes papéis marginais uma vez a cada 10 anos (isto com sorte), e o prémio da mulher a fazer de homem já foi para a Hillary Swank ainda não há muito tempo...

Publicado por: João André às março 2, 2006 09:51 AM

Concordo completamente com o "soundtracker", Resse tem em Walk the Line, finalmente um papel decente, como nunca teve, e a sua interpretação é bastante boa. Porem, não é merecedora de um Oscar. Talvez o entusiasmo de ver uma actriz amada por todos, mas que nunca tinha feito nada de especial, tenha sido o factor principal para que todos digam louvores de Resse. Entre Resse e Huffman, Huffman tem um desempenho superior. E se Huffman ganhar (o que é muito pouco provável) não se trata de "Só se Hollywood decidir fazer de 2005 o ano dos homossexuais" (com todo o respeito, esta foi uma frase infeliz). Em primeiro lugar, a ultima coisa que convinha à Academia era fazer de 2005 ou de qualquer ano um ano "dos homossexuais" (não esquecer que o conservadorismo ainda reina por aqueles lados). E em segundo lugar, não acho de todo que se trate de premiar nenhuma orientação sexual, trata-se sim de premiar filmes, ou então teríamos que dizer que os últimos 77 anos foram anos "dos heterossexuais".

P.S. Continua o bom trabalho que fazes neste blog. Sou um visitante regular do Hollywood.

Cumps.

Publicado por: Iluvatar às março 2, 2006 01:30 AM

Felicity Huffman all the way!!! A Reese, e apesar do seu bom desempenho e constante simpatia, simplesmente (ainda) não tem talento que justifique um óscar.

Publicado por: soundtracker às março 1, 2006 11:18 PM

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