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março 02, 2006
Óscares 2005 - Melhor Actor





Há um nome que parece imbatível em 2005. Philiph Seymour-Hoffman conquistou mais prémios que toda a concorrência junta e a sua vitória é uma inevitabilidade da próxima edição dos Óscares. Só se o céu cair sobre o Kodak Theatre é que não há um Óscar para Capote.

Philiph Seymour Hoffman produziu e representou um filme feito de raiz para si. Escrito e realizado pelos seus amigos, Futterman e Miller, Capote foi o veiculo que Hoffman precisava para sair dos papeis secundários a que parecia confinado. Uma interpretação que anda entre o underacting de emoções contidas e o apanhar de todos os tiques de uma das figuras mais peculiares do século norte-americano.
A Favor
Tudo. Se há um óscar já atribuído, é o dele.
Contra
Só se Heath Ledger mexer muito com os corações dos membros da Academia é que Hoffman pode perder. E mesmo assim, pode nem chegar.

O australiano Heath Ledger surgiu como um arrebatador de corações nos finais dos anos 90, mas a sua carreira foi pelo o cano abaixo com papeis pouco dignificantes. Para dar uma volta de 180º aceitou sem reservas o papel de Ennis del Mar em Brokeback Mountain. E de repente todos se apaixonaram pelo contido e vibrante Ledger. Vários prémios da critica não foram suficientes para fazer sombra a Hoffman, mas se alguém tem hipóteses de fazer concorrência, é ele.
A Favor
Um desempenho vibrante num filme que por quem Hollywood se apaixonou.
Contra
Um rival como Philiph Seymour Hoffman é praticamente impossível de bater.

A voz rouca e vibrante, o olhar apaixonado e terno, fazem de Joaquin Phoenix mais do que uma simples imitação de Johnny Cash. O seu papel é a alma do filme de James Mangold, e provavelmente o mais perfeito desempenho do ano. Não fosse o fantasma de Jamie Foxx, e a concorrência de dois pesos pesados num ano já por si carregado, e poucos poderiam travar este inesquecível retrato de Cash em Walk the Line.
A Favor
Phoenix, canta, toca guitarra, está apaixonado, e é o desempenho mais fascinante do ano.
ContraWalk the Line é um filme demasiado leve, e dificilmente Hoffman e Ledger se anulam.

David Strathairn é um actor relativamente desconhecido do grande público, mas as suas passagens pela Broadway e as presenças em filmes menos quotados não deixaram de lhe fazer um nome que é bastante respeitado. Mas o seu grande trunfo é mesmo o seu trabalho como Edward Murrow em Good Night and Good Luck. A sua encarnação do jornalista é metódica e perfeita, e o desempenho, um dos pilares de um dos filmes mais nomeados de 2005.
A Favor
Desempenho fabuloso num filme bastante apreciado.
Contra
Concorrência demasiado forte.

A grande surpresa do ano – ou talvez não – foi o fenómeno Terrence Howard. Quer como secundário em Crash, quer como principal em Hustle and Flow, os críticos entraram em delírio com o desempenho refrescante como um chulo que pretende ser cantor de rap. Um desempenho que eliminou da corrida os mais consagrados (Crowe, Fiennes, Depp, Daniels ou Bana) e que lhe vale o rótulo merecido de revelação do ano.
A Favor
A frescura do seu desempenho pode cativar alguns membros da Academia.
Contra
Demasiado cedo, num filme demasiado pequeno num ano com demasiada concorrência.
O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Philiph Seymour Hoffman
O Óscar devia ir para...Joaquin Phoenix
O Grande Rival...Heath Ledger
A grande surpresa...David Strathairn
O grande ausente...Ralph Fiennes
OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Jamie Foxx
2003 - Sean Penn
2002 - Adrien Brody
2001 - Denzel Washington
2000 - Russell Crowe
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às março 2, 2006 07:58 PM
Comentários
Depp grande ausente? Só se for por ter dado a voz em Corpse Bride, que pelo Willy Wonka dele só o nomearia para um Razzie, talvez a pior interpretação que ele alguma vez teve...
Publicado por: João André às março 4, 2006 05:15 PM
O grande ausente: Johnny Depp!!!
Publicado por: tatiana às março 3, 2006 01:46 AM