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março 21, 2006

M.Séries de TV - The Simpsons

Falar de séries de TV e não falar da família mais amarela do mundo é quase um crime. Deviam mesmo ter sido os primeiros a inaugurar este espaço, por tudo o que nos têm dado ao longo dos últimos dez anos, por todas as gargalhadas de humor físico e social e genial. Por apontarem sarcásticamente o dedo a todos os podres da América (e do Mundo, para não pecarmos por redutores!) e se rirem com gosto, ensinando-nos a rir com eles, os Simpsons nunca serão esquecidos.
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M.A.M

Há muitos anos atrás, quando Matt Groening começou a esboçar aquela careta reguila de Bart, estava longe de imaginar o que estava a despoletar. O mundo nunca mais seria o mesmo depois dos Simpsons sairem à rua, e isto não é uma frase feita: francamente, tentem imaginar-se sem nunca terem visto um episódio sobre o dia a dia daquela cidadezinha “banal” que é Springfield? É impossível, eu sei. Porque naquele cantinho do mundo, moram todos os cidadãos do mundo duma forma tão óbvia e tão hilariante que a realidade com que contactamos é a mesma do telejornal que passara umas horas antes (ou depois, os Simpsons hoje passam a qualquer hora!), mas vista pelo seu lado mais cómico e positivo, que nos ensina a aceitar com boa disposição o que não podemos mudar.
Já são mais de 16 temporadas, ao longo das quais a série consegue manter-se fiel a si mesma. Claro que o estilo foi mudando, de forma mais ou menos paralela às questões mundiais mais relevantes. Ou seja, a dimensão política ou social de cada temporada vai variando ao sabor do mundo, e ver episódios da época do 11 de Setembro é totalmente diferente de ver episódios das primeiras 4, 5 temporadas. Mas aí é que está parte da mágica destes Simpsons: nunca perdem a graça, nunca se tornam um humor repetitivo nem politicamente correcto.
Entretanto, Groening retirou-se para a Produção Executiva, deixando no seu lugar dois fiéis seguidores, James L. Brooks e Al Jean, que até hoje nunca deixaram ninguém desiludido e que precisamente por trabalharem com ele há já tanto tempo não conseguem falhar.

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Lisa Simpson
A menina mais velha dos Simpsons leva muito de ambos os pais: de Marge, a simpatia, o respeito, o carinho e a vontade de trabalhar. De Homer, leva o nome de família. A mais inteligente e consciente da casa, senão da cidade, Lisa sente-se muitas vezes num mundo à parte pois é a única que tem a consciência moral do que realmente se passa à sua volta, e tenta até ao último fôlego defender aquilo em que acredita. Invariavelmente, consegue não o fazer, mas acaba por ensinar qualquer coisa aos que estiverem perto dela. Apesar de todo o seu bom senso e calma, Lisa tem os seus momentos de explosão as quais ninguém consegue responder, nem mesmo a peste do seu irmão Bart. Toca saxofone ao velho estilo de Springfield e, como todos os Simpsons, prova a sua existência com um amor incondicional aos cartoons na TV.

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Marge Simpson
Ela é a típica Dona do Lar, mãe dos meninos, feliz com o pouco que tem. Por vezes, como tantas vezes acontece no mundo real, tenta emancipar-se e dar um novo rumo à sua vida caseira, mas no fundo chega sempre à mesma conclusão: aquela família precisa do seu bom senso, calma e compreensão, e deixar por um segundo os seus filhos (e principalmente o seu marido) sozinhos pode levar a grandes distúrbios numa já de si nuclear cidadezinha.

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Bart Simpson
A par de Homer, Bart é um verdadeiro ícone pop dos anos 90 e promete perpetuar-se por mais algumas décadas. O típico bad boy da escola primária, Bart é terrivelmente mal comportado, de pensamento ausente, irascível e irresponsável. Consequentemente, é brilhante em tudo o que faz e não menos hilariante. Como todos os Simpsons, consegue ser um génio quando é preciso. Só não lhe peçam que o faça na escola, pois isso é impossível para Bart. No fundo, apesar da sua família ser um “bunch of weirdos” – o facto das suas primeiras palavras terem sido “Aye Caramba” não prova em nada que seja ele weirdo e não eles – Bart adora todos os restantes Simpsons, e eles sabem-o. E claro que ele se aproveita disso para quando é preciso...

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Homer Simpson
O pai de todos os Simpsons, o símbolo da América no seu lado mais ingénuo, louco, estranho, mal educado, mobilizador, infantil, influenciável, compulsivo, impulsivo, repulsivo. Adorável. Todos gostamos do velho Homer, porque ele é tão perfeito nas suas imperfeições que se torna verdadeiramente irresistível. Ele é a imagem de Springfield em tudo o que se deve ser e não ser. De adorado pelas suas ideias insanas e astronómicas, capazes de arrastar toda a cidade atrás de si, passa rapidamente a odiado e insultado quando no final tudo corre de forma desastrosa. Era de esperar que aprendesse alguma coisa com isso. Mas graças a Deus que não aprende nunca...E já lá vão 11 temporadas...!

M.A.M

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às março 21, 2006 10:48 AM

Comentários

Já andas a (tentar)escrever meu calão??? E logo sobre a serie que eu mais detesto - The Simpsons - pois sempre que olho para o Homer S. lembro-me de ti Manel meu porco. És igual a ele: burro, gordo, estrábico, bêbado e forreta. Mesmo assim fica aqui o meu desejo de successo...... para a serie. Para ti Manel meu chulo da blogosfera um VIVA por já teres 16 anos e teres carta de condução. ÉS O MAIOR A FUGIR Á BOFIA NA A4 MEU MALUCO. Abraços e beijos ao cão!

P.S. - Que este post não influêncie de forma negativa a escolha para a minha prenda de anos, não seria justo nem democrático.


P.S.1 - Do que é que estavam a falar??? A serio, eu não sei, assim que vi o nome do Manel decidi insulta-lo um bocadinho.

Publicado por: A Pila Louca às março 23, 2006 02:01 AM

tem toda a razão. o bart e o mais velho. há variadíssimas referências a isso ao longo das temporadas. e ainda redescobrir o THE OFFICE, uma das series mais importantes a nível de humor pós-seinfeld.

Publicado por: luis às março 22, 2006 01:57 PM

Acho que o mais velho é mesmo Bart. Ainda no outro dia vi um episódio (sei lá de que série) em que Homer descobre que Marge se casou com ele porque estava grávida de Bart.

Quanto à qualidade, há um aspecto que me tem desiludido com o tempo. As histórias passaram a ser muito intensas e menos trabalhadas, mais ao estilo MTV (tanto quanto possível sem perder o espírito da série) em que o objectivo é fazer sair gags tão depressa quanto possível e tornar as piadas mais óbvias. A qualidade baixou um pouco, mas continua a ser muito superior à da maioria das séries de "humor" americanas.

Talvez fosse interessante referir também o Futurama...

Publicado por: João André às março 22, 2006 10:59 AM

eheh. de facto o azar tem-se repetido. mas e pouco relevante, pois o erro não altera em nada a boa análise que fez à serie. já agora miguel, penso que a 17ª temporada já começou nos states, ainda em 2005. e já agora, para os fãs do ricky gervais, co-autor das geniais THE OFFICE e EXTRAS, o episódio que ele escreveu para a série de matt groening passa esta semana na fox. abraço e continuem com o bom trabalho. LF

Publicado por: luis às março 21, 2006 11:10 PM

ha quem tenha sorte de principiante...eu insisto em dar erros de principiante...!
enfim, caso para exclamar um clássico: "D'OH!"

Publicado por: M.A.M. às março 21, 2006 08:18 PM

Está corrigido Luis! Obrigado pelo reparo. A 17º temporada vai começar daqui a alguns meses nos Estados Unidos.

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às março 21, 2006 06:22 PM

apenas uma pequena correção: os simpsons vão na sua 17ª temporada. não são só mais de 11 mas mais de 16 temporadas. cuidado com essas pesquisas. abraço e bom trabalho

Publicado por: luis às março 21, 2006 01:49 PM

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