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março 13, 2006
Antevisão - Basic Instint 2 : Risk Addiction
14 anos depois, ela voltou.
Michael Douglas era o tipo perfeito. Um policia com historial duvidoso de alcool e drogas, facilmente contactavel, profissionalmente presente e disponivel, durão, mas ingénuo e...seduzivel tanto quanto se pode ser. De principal suspeita, Miss Tramell passa a ser a principal protagonista de uma sequela aguardada ansiosamente daquele que já foi tantas vezes considerado o filme mais sexy de sempre. Preparem-se para a segunda dose de Instinto Fatal.

Mudou o realizador, os produtores, a banda sonora, o polícia e o psicólogo. Ficou Sharon Stone, que aos 48 anos foi a principal impulsionadora para que este projecto visse a luz do dia.
Passados vários anos desde que foi considerada suspeita do assasinio de Boz, a romancista Catherine Tramell (Stone) muda-se para Londres, deixando para trás uma América que já lhe ofereceu tudo o que tinha. O que não havia oferecido, a escritora tirara sub-repticiamente.
O seu percurso profissional continuava estável em terras de Sua Majestade, autora de mais um best-seller, quando lhe chega mais uma vez a noticia de que deverá comparecer perantes as autoridades, com objectivo de clarificar as circunstancias de uma estranha morte de um desportista de renome. É aqui que o Dr. Michael Glass (David Morrissey), um psiquiatra criminal de renome, é trazido à presença de Tramell, com o propósito de traçar o seu perfil psicologico. Mas, ignorando todos os avisos dos seus superiores que lhe dizem para tomar cuidado e ser paciente, o psiquiatra vai deixando que a sua curiosidade se sobreponha à razão, atraindo-se fortemente pela estranha personalidade de Tramell, ao principio. E depois, pelo seu jogo de sedução e mentiras, onde se vê completamente emaranhado.
Para sair dela, vai ter que travar uma batalha consigo mesmo e com o intelecto ardiloso da sua paciente, e chegar a um climax inesperado e onde uma escolha sua pode mudar as vidas de ambos para sempre.

O elenco certo para esta sequela foi dificil de juntar. Afinal, quem é que bate Michael Douglas a fazer de um detective perdido na vida, mas encontrado nos braços duma potencial assasina? E aquelas caras dos senhores da Policia de San Francisco quando Stone descruza as pernas? Por isso, só após muitas tentativas é que realizador, produtores e Stone conseguiram juntar um elenco positivo e capaz de não manchar o nome de Instinto Fatal. Aliás, a própria Stone foi quem mais adiou o inicio da produção do filme, uma vez que não encontrava o candidato ideal ao perfil do Dr. Michael Glass. A escolha recaiu finalmente sobre David Morrissey, um actor tipicamente britânico, com toda a escola do teatro Shakespeariano, mas sem grande visibilidade em Hollywood, apesar de ainda este ano ter tido um pequeno papel em Derailed. Calmo e seguro, mas de olhos e sobrancelhas expressivas, foi o seu ar quase ingénuo que levou à escolha definitiva da mulher fatal que o persegue.
Desta, espera-se um filme quase sem falhas em termos de interpretação. A verdade é que Stone pôs tanto de si, e do seu lado mais carnal e emocional no filme que vai ser díficil vê-la desconfortável ou desenquadrada em alguma cena, já que tanto partiu da sua cabeça. Muitas das cenas de nudez foram encorajadas pela própria actriz, que ainda recentemente se referiu sentir orgulhos por poder ter um corpo como seu aos 48 anos de idade, e poder exibi-lo no grande ecrã sem vergonha, pudor ou dúvida.
Quanto aos restantes nomes, David Thewlis interpreta Roy Washburn, o agente da Scotland Yard que acompanha Glass no processo, e a também britânica Charlotte Rampling é a mentora do psiquiatra, que tem por missão tentar avisa-lo que de que está em território perigoso. Em suma, o lote de actores secundários é maioritariamente britânico e sem nome feito nas grandes produções hollywoodescas, mas parece bem enquadrado para os papeis que lhes são atribuidos, já que o brilho de Stone facilmente disfarçará qualquer das suas pequenas lacunas.

A banda sonora é um dos poucos items que se mantém do originalInstinto. Jerry Goldsmith vai continuar a compor e escolher os temas principais, que tão bem enquadrados ficaram nas cenas de maior suspense e nas de maior climax do primeiro filme. Para complementar o seu trabalho, juntam-se dois nomes que já haviam trabalhado com o novo realizador em projectos anteriores: John Scott e John Murphy, mais um par de britânicos.
A realização, do escocês Michael Caton-Jones pode não ser exactamente o mesmo tipo de trabalho que Paul Verhoven fez em 92, com os seus fantásticos planos à chuva e dentro do carro, acompanhando Douglas, ou dos subtis movimentos de Stone. A seu favor abona o filme que estreou o ano passado, Shooting Dogs, e que não foi mal recebido pelos críticos, tendo tido passagem auspiciosa no último Fantasporto.
M. A. M.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às março 13, 2006 12:04 AM
Comentários
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Publicado por: ringtones free às agosto 8, 2006 01:19 PM
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Publicado por: insurance auto às junho 29, 2006 05:46 AM
Só mais uma achega e sem qualquer tipo de malícia nem prepotência: ainda encontro bastantes erros ortográficos na sua acutilante crónica principalmente na acentuação e por exemplo no "assaSsino" ou "assaSsina".
Porque não usufrui, M.A.M., do corrector ortográfico do Word - a mim ajuda-me bastante nos meus textos.
Publicado por: Pedro Neto às março 14, 2006 11:43 PM
claro. espero que não leve a mal, foi uma brincadeira. eu acho muito bem que se arranjem maneiras de melhorar e tornar mais eficaz o nosso trabalho. os colaboradores são para isso, e não duvido da sua capacidade, e toda a gente já fez erros destas, ou com a pressa ou com a falta de concentração, etc... não tenho duvida que a sua adição a este espaço vai melhorá-lo e aumentar a sua diversidade, permitindo a produção de novos espaços de análise. desde já vos congratulo pela adição do espaço para as series de t.v., que acho fundamental. hoje em dia já não se faz cinema só nos filmes, há aí muito boa serie que tem muito de cinematográfico, e que merece um sem duvida a atenção de todos. portanto como vê o meu respeito por este espaço é alto, e foi nesse espirito que escrevi aquela joke que espero que não leve a mal, longe de ser meu objectivo criticá-lo ou ofendê-lo. com efeito fazem favor de continuar o bom trabalho...LF
Publicado por: luis às março 13, 2006 03:06 PM
claro. espero que não leve a mal, foi uma brincadeira. eu acho muito bem que se arranjem maneiras de melhorar e tornar mais eficaz o nosso trabalho. os colaboradores são para isso, e não duvido da sua capacidade, e toda a gente já fez erros destas, ou com a pressa ou com a falta de concentração, etc... não tenho duvida que a sua adição a este espaço vai melhorá-lo e aumentar a sua diversidade, permitindo a produção de novos espaços de análise. desde já vos congratulo pela adição do espaço para as series de t.v., que acho fundamental. hoje em dia já não se faz cinema só nos filmes, há aí muito boa serie que tem muito de cinematográfico, e que merece um sem duvida a atenção de todos. portanto como vê o meu respeito por este espaço é alto, e foi nesse espirito que escrevi aquela joke que espero que não leve a mal, longe de ser meu objectivo criticá-lo ou ofendê-lo. com efeito fezem favor de continuar o bom trabalho...LF
Publicado por: luis às março 13, 2006 03:04 PM
Tem toda a razão, toda. Fui displicente e demasiado apressado. Enfim, nem todos temos o dom de ser ortograficamente perfeitos, mas vou tentar estar mais concentrado para a próxima. Mas um obrigado sincero pelo reparo.
...Se não fosse abuso, gostaria de lhe pedir para da próxima vez se dirigir directamente a mim e não ao meu "patrão" já que o erro foi meu e não dele, e isto dos comments pode ser lido mm por colaboradores.. ;)
Um abraço!*
Publicado por: Manuel António Martins às março 13, 2006 01:15 PM
venho so corrigir o erro(mas verdade seja dita), que foi obviamente pura falta de concentração. não quero que o miguel pense que me estou a fazer a um lugar de colaborador. abraço
Publicado por: luis às março 13, 2006 03:00 AM
Miguel cuidado com os colaboradores que arranja, porque para escrever "magestade", pode dizer ao piriquito para ir colocando uns posts. longe de mim insultar a pessoa do novo colaborador, mas é imperativo que melhore a sua escrita, de modo até a torná-la maJestosa. e vai ver que aquilo do piriquito até uma solução pratica mas verdade seja dito, o meu tem um problema, mas com o c e s. enfim, isto dos colaboradores...
Publicado por: luis às março 13, 2006 02:51 AM