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março 31, 2006

The New Casting - In a Lonely Place

Para começar esta nova rúbrica dedicada ao exercício supérfulo e básico da especulação pura, o Hollywood decidiu pegar numa série de filmes - grande filmes, pequenos filmes, filmes de culto - e imaginar como seriam esses filmes feitos agora. Ou seja, os remakes que Hollywood tanto gosta. Mais, qual seria o novo casting para papeis marcados pela história. A abrir um dos meus filmes de eleição, In a Lonely Place...
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É altamente provável que alguém se lembre, algum dia, de fazer um remake de In a Lonely Place (Matar ou Não Matar). Um dos maiores filmes de sempre - rivaliza com Johny Guittar como a obra suprema de Nicholas Ray - fica para a história por ter Humphrey Bogart a fazer de Humphrey Bogart. Ou seja, o seu desempenho mais perfeito de sempre. E por ter Gloria Grahame, a afirmar-se como uma sex-symbol que acabaria por não vingar no star system de Hollywood, uma espécie de Kim Novak em antecipação. O filme é também sobre Hollywood, e acaba por ser um dos marcos dos filmes noir de segunda linha (para os estúdios claro). É de 1950.
Mas, e se fosse hoje, como seria feito In a Lonely Place? E com quem?
Especulemos...

Recriar o ambiente noir de In a Lonely Place, e a Los Angeles dos anos 40 não é tarefa fácil. Mas adaptar o filme aos dias de hoje também não faria muito sentido. Ficamos com a ideia que o remake iria respeitar a baliza temporal do original. Mas, vamos divagar sobre o novo elenco. Quem seria Bogey? E Grahame? E os outros?

RICHARD STEELE
(Humphrey Bogart)

É impossível encontrar um actor que faça de Bogart como ele próprio fazia. Isso é um facto e mais vale procurar um nome que se encaixe na personagem sarcástica e intensa, do que procurar um Bogie look alike. Nesse sentido haveria alguns actores capazes de fazer esse papel . Johnny Depp daria um Dix Steele muito original. Robert Downey Jnr faria uma personagem mais cómica. Mas faltava qualquer coisa. Faltava aquele olhar imensamente sério capaz de se desdobrar, de um momento para o outro, num homem apaixonado e num homem odioso. Apesar de ser novo para o papel (a personagem estaria no final da casa dos 40), e de ter o sempre curioso sotaque britânico, com a dose certa de "hollywoodismo" no sangue, Clive Owen seria uma boa escolha para o papel. Seria um Richard Steele intenso, com humor, e com o aspecto certo para nos convencer que é capaz de desafiar o mundo. A nossa aposta!
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LAUREL GRAY
(Gloria Grahame)

Uma das mais bonitas e sensuais actrizes do início dos anos 50, Gloria Grahame tem neste papel uma performance quase icónica. Ela é Laurel Gray, tanto no seu arrojo e sensualidade, como no seu humor e sofrimento. Claro que quando foi escolhida para o papel, Grahame teve de corresponder a três arquétipos base de Hollywood: loira, voluptuosa e carismática. Ela era tudo isso, e talvez mais...não se pode descobrir já que a carreira acabou demasiado cedo.
Logo, a nova Laurel Gray teria de andar pelo mesmo comprimento de onda. A escolha aqui também está longe de ser fácil, já que a escolha acabaria por pender sempre para um dos pontos mais importantes. A nossa escolha vai para uma actriz de créditos feitos, que já mostrou ser capaz de aliar beleza, sensualidade e capacidade de sofrimento de uma maneira impressionante. Falta o voluptuosa, mas isso é o que menos importa. Falo claro de Charlize Theron, a sul-africana oscarizada que teria aqui mais uma personagem que lhe acentaria como uma luva.
Charlize-Theron-with-Curly-Hair-Short-Style-02121.jpg

MEL LIPMAN
(Art Smith)

O agente sofredor e amigo eterno de Steele foi um dos highlits do filme de Ray graças ao desempenho crédulo e divertido de Art Smith. Nessa época Hollywood era conhecida por ter o maior lote de actores secundários por metro quadrado. Hoje as coisas já não bem assim, e por isso há que recorrer à velha guarda. Apesar de ser um pouco mais velho do que Smith era, Martin Landau é o homem que qualquer um gostaria de ter como agente para nos livrar dos mais chatos sarilhos.
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SARGENTO BRUB NICOLAI
(Frank Lovejoy)

Conheceu Dix Steel na tropa e desde aí ficaram amigos. Uma amizade à Steele, sem grandes confianças. Frank Lovejoy encarnou o personagem de forma segura, num desempenho tipico daqueles tempos. Para hoje seria preciso um pouco mais de fleuma na personagem. Talvez um bom actor para o papel fosse James Purefoy.
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CAPITÃO LOCHNER
(Carl Benton Reid)

O capitão desconfiado que transforma a vida de Dix Steele num verdadeiro inferno é uma personagem muito tipica dos anos 50 e do cinema noir, uma especie de actor que hoje não se encontra com facilidade. Kenneth Cranham, actor escocês seria uma aposta interessante.
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SYLVIA NICOLAI
(Jeff Donnell)

A mulher de Brub Nicolai, estilizada por Ray como a mulher com formação profissional que fica a cuidar da casa, mas que depois faz valer a sua superioridade intelectual ao marido por tudo e por nada, foi vivida à época por Jeff Donnell, actriz de segunda linha. Um pequeno papel que não justifica muito mais, ficando bem talvez uma Bridget Moynahan.
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Pensando também um pouco no orçamento de um filme destes, tentamos apostar num elenco equilibrado, relativamente barato, e apesar de não ter-mos os livros das agências com os nomes das next big things em potência, temos a certeza que este elenco nas mãos do realizador certo, honraria o filme original.

Até ao próximo mês com mais um clássico revisto e projectado apra o futuro.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às março 31, 2006 02:38 PM

Comentários

Cara Margarida, já que gosta de corrigir, acho que não se importará se eu te disser que "publicamente" não é acentuado! Mais atenção com a nossa língua materna... Um abraço.

Publicado por: Marcel às março 23, 2007 05:05 PM

Caríssimo
está tudo muito bem, mas escrever "acentaria" com
C, é um erro e pêras!!!!
Mais atençãozinha ao português!.......

Desculpe, mas é mais forte do que eu, ver opiniões expressas públicamente a ostentar erros
ortográficos também públicamente....

Publicado por: margarida às fevereiro 6, 2007 02:53 PM

Caríssimo
está tudo muito bem, mas escrever "acentaria" com
C, é um erro e pêras!!!!
Mais atençãozinha ao português!.......

Desculpe, mas é mais forte do que eu, ver opiniões expressas públicamente a ostentar erros
ortográficos também públicamente....

Publicado por: margarida às fevereiro 6, 2007 02:50 PM

i find a contact for casting

Publicado por: lory às janeiro 28, 2007 08:18 PM

Concordo com o Clive Owen, seria quase impossível encontrar hoje em dia alguém que pegasse nesse touro pelos cornos como ele. Não acho que Depp pudesse pegar num papel de Bogart, fosse ele qual fosse. Não têm o mesmo estilo, nem perto. Basta ver o trabalho de Depp em A Nona Porta (filme horrível com o talvez pior desempenho de sempre de Depp).

Publicado por: João André às março 31, 2006 02:08 PM

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