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abril 30, 2006

Aquelas Frases...

"The greatest trick the devil ever pulled was convincing the world he didn't exist."

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in The Usual Suspects

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:34 AM | Comentários (6)

abril 29, 2006

Grande Ecran apresenta os 10 Melhores de Sempre

O Grande Ecran - programa de cinema da JPR que coordeno - tem esta semana uma edição especial. Foram eleitos os 10 melhores filmes americanos de sempre de uma pré-lista de 100 obras únicas. Um programa em contagem decrescente com alguns dos momentos sonoros mais marcantes das dez grandes obras-primas da história do cinema de Hollywood. Vale a pena ouvir...
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:11 AM | Comentários (2)

Hollywood com novidade

A partir da próxima segunda-feira o Hollywood vai passar a ter um pequeno espaço de publicidade.
A decisão de incluir um espaço publicitário naquele que é o mais visitado blog do universo Weblog.Pt não se prende com razões financeiras. Aliás, disso não virá qualquer lucro pessoal. A questão prende-se com o próprio projecto Weblog.PT. Desde que o Paulo Querido - o homem com a visão para impulsionar um projecto que se tornou numa comunidade espantosa - vendeu o Weblog.Pt à empresa AEIOU que tem sido planeada uma reetruturação da maior comunidade de weblogs portuguesa. Mas para manter a sustentabilidade do projecto - que atingiu números impressionantes em termos de blogs, visitas e tráfego - a verdade é que é preciso financiar esta reestruturação. Por isso mesmo, para devolver à comunidade Weblog.Pt um pouco do que ela deu, o Hollywood aceitou ser o primeiro colaborador desta nova cara que a AEIOU quer trazer para a blogosfera nacional.
Os puristas que não se preocupem. A publicidade terá um pequeno espaço definido e não inclui anúncios a produtos demasiado susceptiveis ou incluirá pop-ups. E a realidade da publicidade nos blogs - que já se começa a ver com os anúncios google - é algo comum lá fora e que mais tarde ou mais cedo chegará à blogosfera portuguesa.
Por isso, a partir da próxima segunda-feira o Hollywood entra em mais uma etapa da sua existência. O weblog continua o mesmo, o design também. Não há razões para não voltar. Como sempre aliás!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:40 AM | Comentários (11)

Assim vai o cinema em Portugal...

Ao que o jornal Público avança o ministério da Cultura vai recuar na decisão de substituir João Bénard da Costa à frente da Cinemateca Portuguesa. Ou seja, bastou uma série de assinaturas de alguns nomes sonantes para a ministra recuar e fazer a vontade ao homem que retirou o "Portuguesa" da designação da Cinemateca para fazer de uma instituição pública (paga por todos) uma instituição privada e pessoal. E assim vão o cinema e a cultura em Portugal...
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:38 AM | Comentários (11)

abril 28, 2006

Se eu fosse uma estrela de cinema seria...


According to the Movies.com Which Movie Star Are You Like? quiz, you're:

George Clooney



Everyone loves you, and you're only getting better (and better-looking!) with age. You're a generous, loyal and fun-loving friend, and you also seem to really care about your politics, consistently putting yourself on the line for your beliefs. We wish there were more of you out there.

Take this quiz at Movies.com

Entre as hipóteses disponiveis, sem dúvida que é uma boa escolha! E a vossa qual é?

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:58 PM | Comentários (12)

Brad e Angelina em novo filme?

A Lionsgate Studios comprou os direitos do romance Atlas Shrugged - Quem é John Galt? escrito pela filósofa russa Ayn Rand e já destacou uma equipa de produção para preparar o guião da longa narrativa de leste, onde se contam os nomes de Howard e Karen Baldwin (Ray) e de John Anglialoro, segundo a Variety.
Ao saber desta notícia, Brad Pitt e Angelina Jolie, o casal mais amado de Hollywood, terá demonstrado o seu interesse em interpretar os papéis principais da história, John Galt e Dagny Taggart, fruto da admiração que nutrem pela autora.
Escrito em plena guerra fria, o romance narra um futuro colapso económico dos Estados Unidos e as respectivas consequências mundiais que daí advirão, levando a um final que é considerado bastante polémico.
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Manuel António Martins

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:27 PM | Comentários (15)

QT filma Hendrix?

Inglorious Bastards está em stand-by há algum tempo. A prequela de Pulp Fiction e Reservoir Dogs - Vega Brothers - ainda não saiu do papel e faltam alguns anos para Quentin Tarantino pode voltar ao universo de Kill Bill. Posto isto fica a curiosidade de se saber o que anda a fazer um dos mais populares cineastas da actualidade. Os rumores indicam que QT tem andado ocupado, não só produzindo filmes para os amigos Eli Roth e Robert Rodriguez, como também preparando o guião de um novo filme.
Esse filme poderá ser um biopic à volta de Jimi Hendrix. O carismático guitarrista, simbolo da irreverência da década de 60, morreu com 27 anos e desde aí tornou-se numa das figuras máximas do rock. Para o papel ainda não há nenhum nome lançado para a praça pública (apesar de ser conhecido o desejo de QT em voltar a trabalhar com Samuel L. Jackson) mas sabe-se já que o filme será rodado no Canadá, em Seatle e Londres no final do ano. A confirmarem-se os rumores claro está.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:14 PM | Comentários (14)

abril 27, 2006

Um olhar para Marie-Antoinette

Confirmada que está a estreia mundial em Cannes, Marie-Antoinette é já um dos filmes mais falados do ano. Por marcar o regresso de Sofia Coppola depois do espantoso Lost in Translation. Mas também por ser uma diferente abordagem da vida da impopular rainha francesa, natural da Áustria, que acabou guilhotinada durante a Revolução francesa. Com Kirsten Dunst no principal papel - e um elenco de luxo que tem ainda Jason Schwartzmann, Asia Argento, Marianne Faithfull - o filme é uma especie de diários de adolescente em pleno século XVIII. A música dos New Order e os novos posters estilizados indicam que vamos ter mais um filme absolutamente irreverente daquela que já é provavelmente a maior realizadora da história do cinema norte-americano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:36 PM | Comentários (6)

Trailers de United 93

É o filme de toda a polémica nesta Primavera nos Estados Unidos.
United 93 estreia na próxima sexta-feira e ninguém sabe qual será a reação do público norte-americano. O trailer foi rejeitado pelo público que ameaçou boicotar o filme. Na altura lembrou-se que era demasiado cedo apostar num filme sobre o 11 de Setembro. Mas este ano há dois e por isso os americanos já começaram a perceber que, mais tarde ou mais cedo, vão ter de se confrontar com uma página negra da sua história.
O filme de Paul Greengrass conta a história do que se passou a bordo do voo 93 da United Airlines que inicialmente teria como destino o Air Force One mas que acabou por se despenhar no meio do nada. Um retrato cru e realista do que se poderá ter passado a bordo num filme emocionalmente intenso. A estreia é sexta nos EUA. Cá deverá chegar no Verão. Até lá os mais curiosos podem-se ir contentando com os trailers.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:15 PM | Comentários (0)

abril 26, 2006

O Que Estreia Por Cá - A Palma de Ouro

L´Enfant consagrou os irmãos Dardenne como os grandes nomes do cinema belga. Uma vitória surpresa - ou talvez não - no último Festival de Cannes fez de L´Enfant um filme a seguir com atenção. O realismo brutal de um grupo de outsiders nas ruas de Liege é o ponto de partida para uma intensa viagem emocional...
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Para se ver o estado do cinema português basta ver que estamos a fechar Abril. O Festival de Cannes começa daqui a duas semanas e só agora estreia por cá o detentor da Palma de Ouro. Estamos conversados quanto ao trabalho das distribuidoras, passemos ao filme.
O que se encontrou em Rosetta pode descobrir-se em L´Enfant. No filme o que menos importa é o bebé que dá origem ao titulo. A não ser que se considere que um bebé tem-no de o ser obrigatoriamente em termos de idade fisica. Isto porque o filme é sobretudo sobre um casal de delinquentes que vive nas ruas de Liege de pequenos serviços e "servicinhos". Quando nasce um filho a Sonia e Bruno, a rapariga começa a perceber que tem de crescer para poder dar à criança condições de vida melhores do que as que teve. Mas Bruno continua a sua existência infantil, ignorando quase por completo a sua nova realidade. Personagens marginais e um mundo sem grande beleza que não as próprias pessoas, fazem desta viagem de Jean-Pierre e Luc Dardenne um soco no estomago a todos aqueles que tapam os olhos a uma Europa recheada de problemas sociais e humanos.
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Há mais quatro estreias esta semana nas salas nacionais.

The Matador marca o regresso de Pierce Brosnan depois de se ter oficialmente confirmado que o irlandês não voltará a ser 007. E quase numa auto-paródia ás suas habituais personagens Brosnan entra numa divertida comédia sobre um atirador contratado que um dia encontra um homem num hotel da Cidade do México. Este encontro vai acabar por mudar a sua vida e a forma como olha para o seu trabalho. Realizado por Richard Shepard.
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The Producers foi uma das grandes apostas falhadas de 2005 e chega agora às salas nacionais. A adaptação do sucesso de Mel Brooks que depois se transformou também num sucesso da Broadway chega pelas mãos de Susan Storman. Nathan Lane, Mathew Broderick, Will Ferrell e Uma Thurman protagonizam este musical irreverente e politicamente incorrecto sobre um grupo de encenadores que decidem fugir com o dinheiro que estava previsto para uma encenção condenada ao falhanço à partida. Mas quando a peça se revela um sucesso, os problemas começam a surgir.
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Running Scared conta a história da luta contra o tempo de um pequeno gangster que tem de fazer de tudo para recuperar a sua arma, que nas mãos erradas lhe pode custar a vida. Paul Walker protagoniza o filme dirigido por Wayne Kramer.
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Adaptando Gabriel Garcia Marques, O Veneno da Madraguda é uma ambiciosa produção brasileira. Realizada por Ruy Guerra, o filme conta a história de uma pequena cidade que de um momento para o outro entra em pé de guerra quando todos os "podres" dos seus cidadãos são expostos na praça pública. Rejane Arruda, Maria João Bastos e Othon Bastos são os protagonistas.
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O Hollywood Recomenda - O humor truculento de The Matador, com um surpreendente Pierce Brosnan no principal papel.

O Hollywood Desaconselha - O arguemento fácil e previsivel de Running Scared.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:50 PM | Comentários (3)

Pacino junta-se a Ocean´s 13

O filme já foi confirmado, bem como o nome dos habituais companheiros de Danny Ocean. Mas para além de Clooney, Pitt e Damon, o próximo filme realizador por Steven Soderbergh à volta do mais cool grupo de assaltantes do mundo tem novidades. Al Pacino juntou-se ao elenco, num papel que fará lembrar o desempenho por Andy Garcia. Pacino será o dono de um hotel em Las Vegas, que se tornará na sombra de Danny Ocean e companhia.
Para além de Pacino também Ellen Barkin está confirmada. Robert e Zeta-Jones não deverão voltar, faltando agora saber se Angelina Jolie se junta ao grupo na tela, depois de se ter juntado a Brad Pitt.
Quem também pode entrar no filme é Sacha Baron Coen. O comediante mais conhecido pela sua personagem Ali G tem sido falado como a grande surpresa do filme. Um dado a confirmar.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:45 AM | Comentários (2)

Depp pode ser estrela de rock

Todos sabem que Johnny Depp é um apaixonado pela música, mas poucos sabem que durante alguns anos teve a sua própria banda. O próprio Jack Sparrow - provavelmente a segunda maior composição de um actor em toda a história do cinema - é inspirado em Keith Richards, o guitarrista dos Rolling Stones. Agora Depp pode estar perto de se tornar numa grande estrela de rock. Basta aceitar protagonizar o biopic que se prepara na Austrália sobre os INXS.
Os produtores procuram um elenco de luxo para o filme sobre a banda de Michael Hutchence. Eric Bana, Sienna Miller, Hayden Christensen, Eva Green, Stephen Rea e Naomi Watts estão na calha para entrarem no filme.
Mas Depp seria o protagonista, interpretando o perturbado vocalista da banda, que terminou com a própria vida em 1997. Slide Away seria o titulo do filme que será realizado por Nick Egan, o autor de muitos dos videoclips da banda.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:37 AM | Comentários (9)

abril 25, 2006

25 de Abril no Cinema

Há 32 anos Portugal recuperou a liberdade. Inexplicavelmente só há um filme em Portugal sobre o dia 25 de Abrild e 1974. Fazem-se filmes sobre tudo e mais alguma coisa, mas ainda ninguém seguiu o exemplo de Maria de Medeiros e do seu Capitães de Abril. Uma tristeza que reflecte também o que é o cinema português...um imenso vazio!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:27 PM | Comentários (11)

abril 24, 2006

Antevisão: Mission Impossible III

Quando Brian de Palma decidiu ressuscitar uma das mais populares séries televisivas dos anos 70 a expectativa era muita. E a aposta foi ganha. Mais tarde John Woo conseguiu em quinze minutos destruir o que De Palma conseguiu num só filme. Atenções viradas agora para J.J. Abrams. O home tem estilo e um passado de sucesso. Depois de MI e MI 2, Ethan Hunt está de volta. Mas a questão é esta: qual deles está de regresso?
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O filme estreia a 5 de Maio mas a expectativa é grande. Tom Cruise transformou-se no novo action hero, sucedendo a Harrison Ford. O actor mais promissor dos anos 80 (Risky Business, Born on the Forth of July, Rain Man) entrou numa espiral quase de auto-destruição de uma carreira que muitos auguravam como brilhante. Mesmo o seu fabuloso desempenho como Ethan Hunt em Mission Impossible foi ofuscado pelo tenebroso regresso do action-hero no segundo filme da franquia, provavelmente um dos piores filmes de acção dos últimos anos. Mas Cruise agora é um homem novo. Aderiu à nova mania de Hollywood, a Cientologia, casou-se e foi pai, finalmente, e mostra-se decidido a recuperar um pouco o prestigio que foi perdendo ao longo da última década. Por isso mesmo a sua terceira abordagem de Ethan Hunt será decisiva para descobrirmos que Cruise é que temos para os próximos anos. Um regresso à boa forma ou a confirmação do definhar da carreira do golden boy de Hollywood?
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Para ajudar Cruise está J. J. Abrams ao leme. O realizador ganhou um grupo de fãs de respeito graças à sua passagem pela televisão, onde criou a série Alias. Com boa noção do espaço e timing cinematográficos, a Abrams cabe a missão de gerir um argumento ambicioso, e ao mesmo tempo jogar com o vedetismo de Cruise, acusado de provocar a saída do primeiro nome ligado ao projecto, o cineasta Joe Carnahan. Abrams tem também à sua disposição um elenco de luxo, muito mais parecido com o do primeiro filme (havia Voight, Beárt, Reno, Rhames, Scott-Thomas, Redgrave) do que com a aventura falhada de John Woo. Acabado de chegar da noite dos Óscares, Philiph Seymour-Hoffman surge como o irrascível vilão, a nemesis de Hunt, num papel feito à medida para o intenso actor norte-americano. Como ajudante de Hunt vamos ter, para além do inevitável Ving Rhames, a jovem Keri Russell. Michelle Monaghan é a mulher do agente e Jonathan Rhys-Myers e Billy Crudup também estão presentes no elenco. Nomes sonantes mas que terão a responsabilidade de fazer esquecer Scarlett Johansson, Carie Ann-Moss e Keneth Branagh que sairam do projecto à medida que o longo período de pré-produção se ia arrastando.
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A história não anda propriamente no segredo dos deuses. Hunt agora é casado e está a treinar uma agente para o suceder na liderança da equipa MI. Mas um dia a sua mulher é raptada e o agente vai ter de começar uma corrida contra o tempo para salvar a mulher e ao mesmo fazer justiça pelas suas próprias mãos. Espantosas sequências de acção - a ver pelo trailer - e uma excelente composição sonora (espera-se muito da versão que Kanye West irá fazer do tema principal), são dois dos grandes atractivos do filme. Mas não só. Um elenco bem composto e um Cruise em forma irão certamente ajudar Mission Impossible a tornar-se num dos grandes sucessos de 2006. No entanto o fantasma do segundo filme não desapareceu por completo, e por isso mesmo, há quem prefira acautelar-se. Afinal, mesmo Abrams à frente nunca se sabe o que Cruise vai fazer.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:51 PM | Comentários (29)

Howard & Howard

Ron Howard poderá contar com a sua filha, Bryce Dallas Howard, no seu próximo filme. O realizador prepara-se para filmar The Look of Real, um filmes sobre um grupo de jovens mulheres industriais, e o nome da filha está a ser considerado para se juntar ao elenco. Seria a primeira vez que pai e filha trabalhariam juntos. Bryce Dallas Howard estreou-se em The Village, de M. Night Shyamalan de quem este ano estreará The Lady in the Water. Já o pai, Ron Howard, está também envolvido num projecto à volta de uma expedição militar na guerra do Iraque, bem ao estilo de Saving Private Ryan.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:30 AM | Comentários (1)

abril 23, 2006

Jolie volta a ser Lara Croft

Angelina Jolie está pronta para a terceira aventura de Tomb Raider. Depois do sucesso da critica que foi o mais recente jogo de aventuras de Lara Croft, a maior sex-symbol do mundo dos videojogos, Angelina mostrou-se disposta a uma terceira aventura cinematográfica como Croft. Os dois primeiros filmes estiveram longe de ser aplaudidos pela critica, mas os 430 milhões de dólares feitos nas bilheteiras ajudaram a produção a decidir-se por mais um filme. Jolie entrará no projecto depois do nascimento do seu bebé, começando um duro programa de treino para atenuar os efeitos da gravidez. Para o próximo ano Jolie já tem sido falado para mais duas sequelas. É a menina bonita de Robert Rodriguez para Sin City 2 e poderá acompanhar Brad Pitt em Ocean´s 13.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:23 PM | Comentários (0)

Aquelas Frases...

"This tape will self-destruct in five seconds."

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In Mission Impossible

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:18 AM | Comentários (0)

abril 22, 2006

Primeira imagem de Mikkelsen em Casino Royale

Depois dos rumores chegou a certeza. Mads Mikkelsen encarna o vilão de Casino Royale como o mesmo charme que os fãs pediam a Daniel Craig, o actor que irá viver o mitico 007. Quem o confirma é a primeira imagem oficial que a produção do filme divulgou com o actor dinamarquês já embrenhado na personagem que o promete catapultar para a ribalta. No 21º filme de James Bond, Le Chiffre surge como a primeira nemésis do popular agente secreto, num confronto que promete ser tenso e emotivo. Para tirar as dúvidas no próximo Outono.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:54 AM | Comentários (0)

abril 21, 2006

Sweetest Frame...

Este mês o Sweetest Frame dedica-se á beleza europeia. Mais natural e expontânea que a beleza fabricada em Hollywood, as mulheres europeias têm um charme que não se encontra em mais nenhum lugar do mundo. Diane Kruger e Monicca Belluci são os exemplos mais perfeitos do que se pode apelidar de "filhas de Europa"...
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:57 AM | Comentários (4)

Já é conhecido o alinhamento do Festival de Cannes

Depois de já se saber há muito que The Da Vinci Code ia abrir o Festival e que cabia a Paris J´Taime abrir a secção de um certain regard, agora é conhecida a lista de filmes que estarão presentes em Cannes.
Pedro Almodovar, Sofia Coppola, Richard Linklater, Alejandro Inarritu, Ken Loach, Nanni Moretti e Guillermo del Toro são as grandes estrelas. A representação portuguesa é feita com Pedro Costa e o seu Juventude em Marcha na competição, e o Transe de Teresa Villaverde na secção da Quinze dos Realizadores.
X-Men 3 e United 93 são as grandes surpresas fora de competição. Num ano onde a qualidade que promete passear pela Croisette parece ser muita, resta agora esperar por Maio para ver quem sucede a L´Enfant dos irmãos Dardenne como detentor da Palma de Ouro do mais prestigiado festival de cinema da Europa.
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A Abrir
The Da Vinci Code

A Fechar...
Transylvania

Competição

Babel (Alejandro Gonzalez Inarritu)
Fast Food Nation (Richard Linklater)
Flandres (Bruno Dumont)
Iklimer (Climates) (Nuri Bilge Ceylan)
Il Caimano (Nanni Moretti)
Indegenes (Days Of Glory) (Rachid Bouchareb)
Juventude em Marcha (Pedro Costa)
L’Amico del Famiglia (Friend Of The Family) (Paolo Sorrentino)
La Raison Du Plus Faible (The Weakest Is Always Right) (Lucas Belvaux)
Lights In The Dusk (Aki Kaurismaki)
Selon Charlie (Nicole Garcia)
Southland Tales (Richard Kelly)
Summer Palace (Lou Ye)
The Wind That Shakes The Barley (Ken Loach)
Volver (Pedro Almodovar)
Marie Antoinette (Sofia Coppola)
Pan’s Labyrinth (Guillermo Del Toro)
Quand j’etais Chaunteur (When I was a Singer) (Xavier Giannoli)
Red Road (Andrea Arnold)

Fora de Competição

United 93 (Paul Greengrass)
X-Men 3: The Last Stand (Brett Ratner)
Over The Hedge (Tim Johnson, Karey Kirkpatrick)

Um CertainRegard

A Abrir...
Paris Je T’Aime

977 (Nikolay Khomeriki)
Bihisht Faqat Baroi Murdagon (To Get To Heaven First You Have To Die (Djamshed Usmonov)
Bled Number One (Rabah Ameur-Zaimeche)
Cronica De Una Fuga (Free Pass) (Israel Adrian Caetano)
Cum Mi-Am Petrecut Sfarsiful Lumii (Catalin Mitulescu)
Luxury Car (Wang Chao)
Meurtrieres (Patrick Grandperret)
Salvador Puig Antich (Manuel Huerga)
Serambi (Garin Nugroho)
Suburban Mayhem (Paul Goldman)
El Violin (The Violin) (Francisco Vargas)
Gwai Wik (Recycle) (Oxide Pang Chun, Danny Pang)
Hamaca Paraguaya (Paz Encina)
Il Registra Di Matrimoni (The Wedding Director) (Marco Bellocchio)
La Californie (Jacques Fieschi)
The Unforgiven (Yoon Jong-bin)
Uro (Stefan Faldbakken)
You Am I (Kristijonas Vildziunas)
Z Odzysku (Slawomir Fabicki)
La Tourneuse De Pages (Denis Dercourt)
Taxidermie (Gyorgy Palfi)
Ten Canoes (Rolf De Heer)

CineFundação

A Virus (Agnes Kocsis)
Bir Damla Su (Deniz Gamze Erguven)
Doorman (Etienne Kallos)
Een Ingewikkeld Verhaal, Eenvoudig Verteld (Jaap Van Heusden)
Firn (Axel Koenzen)
Ge & Zeta (Gustavo Riet)
Graceland (Anocha Suwichakornpong)
Ha’chavera Shell Emile (Nadav Lapid)
Hunde (Matthias Huser)
Elastinen Parturi (Milla Nybondas)
Even Kids Started Small (Yaniv Berman)
Mr Schwartz, Mr Hazen & Mr Horlocker (Stefan Mueller)
Snow (Dustin Feneley)
Tetris (Anirban Datta)
Jaba (Andreas Bolm)
Justica Ao Insulto (Bruno Jorge)
Mother (Sian Heder)


Curtas-Metragens

Banquise (Claude Barras, Cedric Louis)
Conte De Quartier (Florence Mialhe)
Film Noir (Parker Osbert)
Nature’s Way (Jane Shearer)
O Monstro (Edouardo Valente)
Ongeriewe (Robin Kleinsmidt)
Poyr (Belma Bas)
Primera Nieve (Pablo Aguero)
Sexy Thing (Denie Pentecost)
Sniffer (Bobbie Peers)

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:07 AM | Comentários (1)

abril 20, 2006

Caminhos do Cinema Português arrancou em Coimbra

O único festival de cinema organizado por estudantes arrancou ontem em Coimbra. O Festival Caminhos do Cinema Português vai para a sua 13º edição, num processo de crescimento gradual em que rapidamente conquistou notoriedade no circuito de festivais nacionais.
Até dia 1 de Maio vão passar pela cidade dos estudantes várias exposições, workshops, ensaios e claro, muito cinema. Em parceria com o Instituto Franco-Português, há uma mostra do cinema francês na mesma forma que o festival nos anos anteriores desenvolveu projectos com base em cinematografias de outros países. A secção competitiva vai contar com os vários filmes portugueses promovidos ao longo do ano.
Uma boa oportunidade por passar por Coimbra e ver cinema de qualidade!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:59 PM | Comentários (0)

abril 19, 2006

O Que Estreia Por Cá - Action-hero aos 63 anos

Longe vão os dias de Hans Solo e Indiana Jones mas Harrison Ford continua a insistir a ser um herói no grande ecrã. O actor protagoniza Firewall, um thriller intenso onde a grande surpresa é Paul Bettany, o irrascível vilão...
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Depois de uma pausa de alguns anos, em que aproveitou para se dedicar ao novo casamento, Harrison Ford está de volta. E com vontade de mostrar que continua em forma. Pelo menos capaz de aguentar um intenso thriller de acção como protagonista da mesma forma que fez ao longo dos últimos trinta anos, desde que surgiu a bordo da Millenium Falcon em Star Wars.
Firewall - dirigido por Richard Loncraine, que apesar de já levar trinta anos de carreira continua sem conseguir um grande sucesso - conta a história de um especialista em segurança informática que é obrigado por um ambicioso criminoso a ajudá-lo a assaltar um banco. Para o persuadir, o assaltante raptou-lhe a família. Agora Jack Stanfield (Ford) vai ter de escolher entre a familia ou o brio profissional. Ou então, arriscar tudo o que tem num lance de génio. Paul Bettany, que trabalhou com Loncraine em Wimbledon, e Virginia Madsen juntam-se ao elenco de um filme que não foi um grande sucesso de bilheteira nos Estados Unidos, mas que provou que Ford ainda está para as curvas.
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Há mais quatro estreias esta semana.

Clément Virgo dirige o intenso e erótico Lie With Me. Com Laureen Lee Smith e Eric Balfour nos principais papeis, o filme segue uma relação tórrida entre dois jovens que se baseia essencialmente no sexo, e que por isso mesmo caminha inevitavelmente para a sua própria auto-destruição. A sua salvação é se entre o sexo nascer o sentimento. Provocador e ousado, Lie With Me é um filme quente.
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Scary Movie está de regresso para mais uma dose de paródia ao que de pior se tem feito na indústria cinematográfica norte-americana. Um desfilar de personagens e actores que não escapam ás provocações dos produtores, o quarto filme da saga repete-se como nunca. Anna Faris continua como a protagonista e David Zucker realiza.
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Keeping Mum é uma comédia britânica que reune um elenco de luxo. Maggie Smith, Rowan Atkinson e Kristin Scott-Thomas vivem esta história divertidamente assustadora em que uma ama se revela uma criminosa procurada por não evitar matar todos aqueles que a aborrecem.
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Vencedor do primeiro Indie Lisboa, Lisboetas é um documentário assinado por Sérgio Treffaut que olha para a imigração portuguesa na capital num retrato politico-social de um novo panorama da sociedade portuguesa. Um filme que também ajuda a revitalizar o documentarismo nacional.
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O Hollywood Recomenda - Premiado no Indie Lisboa, Lisboetas é uma boa oportunidade para Portugal se olhar no espelho.

O Hollywood Desaconselha - A fórmula de Scary Movie já não convence ninguém.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:19 PM | Comentários (2)

Woody cancela aventura parisiense

Depois de ter anunciado Michelle Williams e David Krumholtz para o seu projecto parisiense, Woody Allen cancelou tudo o que tinha agendado. Os elevados custos de produção terão sido a razão da escolha do cineasta que volta assim a Londres onde já filmou Match Point e Scoop (ainda por estrear).
O seu novo projecto continua no segredo dos deuses mas as novidades devem estar para breve. Woody Allen tenciona começar a filmar nos próximos meses.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:04 PM | Comentários (0)

Poster internacional de X-Men 3

A Fox divuglou o poster de X-Men 3 que vai rolar pelos cinemas de todo o mundo. A pouco mais de um mês da estreia da terceira aventura dos heróis mutantes - agora dirigida por Brett Ratner no lugar de Bryan Singer - é muita a expectativa. Novas personagens significam novos actores - o mais interessante presença será a de um irreconhecivel Kelsey Grammer como Beast (ele que foi o mitico Doutor Frasier na televisão) - e novos desenvolvimentos nas histórias que se cruzam. À espera de um spin-off do filme de Wolverine, Hugh Jackman é outro dos destaques deste terceiro filme.
A estreia está marcada para 26 de Maio.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:38 PM | Comentários (2)

abril 17, 2006

Antevisão...

Hoje não será públicada a rúbrica Antevisão. A falta de estreias apelativas para as próximas duas semanas e alguma falta de disponibilidade da equipa assim o obriga.
O espaço volta para a próxima semana com a antevisão do filme Missão Impossível III, que marca o regresso de Ethan Hunt ás salas de cinema. Até lá!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:46 PM | Comentários (4)

How To Lose a Guy in 10 Days vai ter sequela

Depois de ter rendido uns surpreendentes 177 milhões de dólares nas bilheteiras em 2003, a comédia romântica How To Lose a Guy in 10 Days vai ter direito a sequela. A história - com Mathew McGounaughey e Kate Hudson nos principais papeis - contava como duas apostas juntaram um casal que fez de tudo para se separar em apenas dez dias. O novo filme vai ter o título How To Lose it All e está a ser escrito pela dupla de argumentistas Keith Merryman e David A. Newman. A produção pertence à Paramount e não há ainda pistas sobre se o elenco original regressa ou se a direcção do filme voltará a ser de Donald Petrie.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:34 PM | Comentários (0)

abril 16, 2006

Aquelas Frases...

"Of course I don't have my underwear. I'm definitely not wearing my underwear... it's not my underwear."

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in Rain Man

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:58 PM | Comentários (2)

abril 15, 2006

Inside Man - O Bom polícia e o Bom ladrão

Um heist movie, mas bem diferente do habitual. Um ritmo muito cool, nem muito pausado nem excessivamente acelarado fazem de Inside Man um dos filmes mais bem conseguidos de Spike Lee. Depois do tropeção em She Hate Me, o cineasta nova-iorquino está de volta. E ter Clive Owen e Denzel Washington no elenco também ajuda está claro...
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Inside Man tem um grave problema. Deixa muitas questões sem resposta. Quem é Dalton Russell? Qual o seu verdadeiro propósito ao assaltar o Manhatan Trust Bank? Para quem trabalha? Como soube da história dos diamantes? São questões demasiado importantes para serem deixadas de lado. E são também a única coisa que borra a tinta de um filme muito bem estruturado e com um notável argumento. Evidentemente que a falta de respostas é um calcanhar de Aquiles que destruiria qualquer filme. Mas apesar de tudo isso, Inside Man aguenta-se bem. Porque é bem construido, desde o principio, e porque não vive para ser um filme de respostas curtas e duras. Há espaço para dúvidas (o que é que Frazier faz do anel e do diamante? para onde vai Russell? O que acontece a Case?), mas cuja resposta é desnecessária. Fica ao critério de cada um. E há espaço para respirar, o que parecendo que não, ajuda a entrar no ritmo da narrativa.
Spike Lee não escreveu o guião e não fez de Inside Man uma habitual joint, como tem sido marca registada ao longo da sua carreira. Trabalhou sob as regras de uma produção de estúdio, com Gazer na produção. O que ajudou até porque este não é um filme barato. A começar pelo aparato criado à volta do assalto. E a acabar num elenco que é a alma do próprio filme.
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Denzel Washington é possivelmente o actor negro mais cool do mundo. Clive Owen é, sem dúvida alguma, o actor branco mais cool do momento. Juntar os dois, frente a frente, é uma oportunidade única para qualquer amante de cinema. Inside Man providencia este encontro. Apesar do face to face ser minimo, em presença de ecrãn, o choque entre as duas personalidades é a engrenagem do filme. O frio e calculista Russell, chamemos-lhe o bom ladrão, de um lado. O intenso e romanesco detective Frazier, o eterno bom polícia, do outro. No final ambos ficam a ganhar porque ambos merecem ganhar. Há aqui qualquer coisa de idealista na visão de Lee. Os maus provavelmente serão punidos pelos crimes que a memória não esquece. E os bons serão recompensados, cada qual à sua maneira. O que fica no meio? Um plano genial - que tem equivalente talvez apenas na fuga de McQueen/Brosnan em The Thomas Crown Affair - e uma visão (mais uma) de Lee sobre a sociedade americana. Estamos na cidade dos ipods (ou seja, as pessoas fechadas sobre si mesmas), na terra onde tantas raças juntas significam acima de tudo múltiplas visões do mundo. E onde o racismo existe, continua a existir, e para Lee, provavelmente existirá sempre. A sua militância não chega ao nivel de outros filmes, mas está lá para os mais atentos. E os recados pós-11 de Setembro também. É preciso estar atento, mas Lee não descura um pormenor sequer. A América continua a sangrar e a sua camara é como um microscópio, sempre pronta a dissecar as feridas.
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Inside Man podia ser mais do que é, mas deixava de ser o que Spike Lee quis que fosse. Um filme de estúdio, ou seja, divertimento garantido a valer bem o preço do bilhete, com espaço para mandar uma ou outra nota de aviso sobre o estado actual da América. Olhando assim para o filme, é fácil perceber que a aposta foi ganha. O elenco secundário (Jodie Foster de regresso e em boa forma, bom Chewitel Ejiofor, Willem Dafoe apagadissimo, Christopher Plummer a fazer de..Christopher Plummer) ajuda a criar ritmo, mas é impossivel ignorar o charme de Washington e a coragem de Owen em fazer um filme praticamente debaixo de uma máscara. A banda sonora entranha-se facilmente e a história está construida até ao minimo detalhe. Falha o final, porque tinha de ser. Quem espera um hollywood ending engana-se. Há um falso ending, que é na verdade o final mais fascinante que Lee poderia engendrar. Inside Man não está no top 5 dos filmes de Lee (25th Hour, Mo Better Blues, Malcolm X, Do the Right Thing e Summer of Sam continuam intocáveis), mas não deixa de ser uma aventura fascinante na filmografia de um dos mais irreverentes cineastas da actualidade. A ver, sem dúvida alguma.

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O Melhor - Clive e Denzel, sem dúvida alguma.

O Pior - As questões que ficam sem resposta.

Curiosidade - Esta é a quarta participação de Spike e Denzel no mesmo filme. Malcolm X, Mo Better Blues e He Got Game foram as três parcerias anteriores.

Site Oficial - www.insideman.net

Realizador - Spike Lee
Elenco - Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster, ...
Produtora - Universal
Duração - 129 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:50 PM | Comentários (16)

abril 14, 2006

O ANÚNCIO : Cine Guia® 2007 – o melhor guia de cinema de Portugal numa edição Comunicando

O Cine Guia® 2007, dedicado aos filmes disponíveis no mercado português no formato de DVD, vai estar nas livrarias e em diversos outros pontos de venda a partir de Outubro de 2006, correndo directamente para o pódio dos tops de vendas no sector dos livros e representando um poderoso estímulo para a compra e o aluguer de DVDs.
O Cine Guia® 2007 é da autoria do crítico de cinema e jornalista Miguel Lourenço Pereira, criador do blog Hollywood , tendo prefácio de Mário Dorminsky, fundador e director do Festival Internacional de Cinema do Porto/Fantasporto.
O Cine Guia® 2007, que terá o formato de um estojo de DVD, para facilitar a arrumação em casa
junto dos DVDs como livro de consulta, terá distribuição nacional em livrarias e outros pontos de venda de revistas e de jornais, em hipermercados e áreas de serviço.

Esta iniciativa editorial – que terá continuação nos anos seguintes – é um projecto profissional que
descende directamente do anuário Video 89, Video 90, Video 91, Video 92 e Video 93, em que colaboraram especialistas portugueses (jornalistas e críticos de cinema), e insere-se na tradição dos «movie guides» que proliferaram nos EUA e que tanto êxito obtiveram nos países de língua inglesa, fornecendo ao público uma informação eficaz sobre o que existe no cinema, em sala e em casa («home cinema» e TV).

É por isso que o Cine Guia® 2007 corresponde ao interesse dos consumidores do cinema em casa, dos cinéfilos – em Portugal existem, hoje, 2 milhões de leitores de DVD domésticos, sem falar nos dispositivos integrados nos computadores de secretária e portáteis – e das empresas do sector, sejam editores e distribuidores de filmes em DVD, distribuidores e exibidores de cinema em sala, clubes de vídeo, fornecedores de hardware e meios de comunicação em geral.

O Cine Guia® 2007 será, assim, uma enciclopédia actualizada de cinema e permitirá fazer a ligação entre o cinema em casa e fora de casa, ajudando o público interessado e levando-lhe o que as empresas lhe têm a propor, vertente em que ajudará, também, a combater a pirataria, permitindo o acesso às edições dignas e de qualidade existentes no mercado nacional...

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Como vai ser o Cine Guia® 2007

Prefácio – Mário Dorminsky

Apresentação

Secções:
Acção e Aventura
Animação (inclui Anime)
Cinema de autor europeu
Cinema independente
Cinema português
Comédia
Documentário
Drama
Erótico
Fantástico
Ficção Científica
Guerra
Musical
Policial
Suspense
TV
Filmes para consolas de jogos e jogos directamente relacionados com filmes
Western
Os êxitos de cinema de 2007

Cada secção será aberta por uma nota introdutória, com pelo menos uma imagem de um dos filmes
seleccionados Em cada secção, haverá notas sobre realizadores, tendências, curiosidades e elementos
históricos. Será feita uma selecção dos filmes mais significativos de cada género que estejam disponíveis em
DVD e uma sugestão de edição de 10 títulos indispensáveis que ainda não estão editados em Portugal.
Cada filme terá uma classificação indicativa de 3 a 0 estrelas
(3 – Essencial; 2 – A ver; 1 – Interessante)
Onde obter mais informação na internet!
Editores
Videoclubes
5 índices remissivos: títulos portugueses, títulos originais , realizadores, actores e actrizes
Características:
Cerca de 7 000 títulos, 600 páginas
Formato: 19.2 cm X 13.6 cm (caixa DVD padrão)
Cor
N.º de exemplares: 10 000 (1.ª edição)
PVP: 19.90 €
Principal oferta promocional: DVD com trailers

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As vantagens do Cine Guia 2007

O Cine Guia 2007 vai sair para o mercado em 2 de Outubro de 2006, entrando logo na época do
Natal … o que aumenta o seu potencial de vendas e o estímulo à compra de filmes em DVD.

O Cine Guia 2007 vai estar, com o apoio da distribuidora Dinalivro, em todas as livrarias e em todos os pontos de venda … incluindo aqueles onde se encontram DVDs à venda e nos clubes de vídeo,
para venda e para consulta.

O Cine Guia 2007 tem o formato de um DVD standard e pode ser arrumado juntamente com outros livros ou com a colecção de DVDs.

O Cine Guia 2007 vai ser promovido na imprensa a partir de Maio e, pela sua utilidade para todos os públicos, vai ter grande visibilidade.

O Cine Guia 2007 destina-se a todos os públicos e a todos os protagonistas económicos e culturais do sector – fazendo finca-pé naquilo que que consensualmente os une a todos: o gosto pelo cinema.

O Cine Guia 2007 vai, além da simples lista dos filmes, apresentar notas sobre tendências, história do cinema, curiosidades, realizadores e intérpretes.

O Cine Guia 2007 vai ter informações sobre as empresas do sector, as fontes de informação on line e sobre os clubes de vídeo em Portugal.

O Cine Guia 2007 vai ter 5 índices remissivos – títulos portugueses, títulos originais, realizadores,
actores e actrizes. Deste modo, é possível identificar filmes através do cruzamento de várias referências.

O Cine Guia 2007 vai incluir uma classificação indicativa de 1 a 3 estrelas para ajudar a escolher.

O Cine Guia 2007 gosta de cinema tanto em sala como em casa – e quer levar ao cinema as pessoas que vêem cinema em casa e levar quem vai ao cinema a ver cinema em casa. E vai já promover os ê xitos cinematográficos de 2007.

O Cine Guia 2007 segue, e aperfeiçoa, o modelo seguido pelos anuários Video 89 a Video 93 e os padrões dos guias Maltin´s e Halliwell´s.

EDITORA COMUNICANDO
Simplesmente Comunicando – Edição de Revistas, Lda
Cê – Revista de Comunicação e Marketing
Matriculada na CRC Lisboa n.º 14734 NIPC 507032365
Rua Egas Moniz, 43 A 1900-217 Lisboa
Tel. 218 484 277/78 Fax 218 484 279
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:00 PM | Comentários (9)

HOLLYWOOD - 2 ANOS

Há dois anos o arranque oficial do Hollywood foi assim. Hoje, passados que estão oficialmente dois anos, o meu maior orgulho foi ter cumprido a minha promessa.

Para uma publicação diária, dois anos é muito tempo. São mais de 700 dias consecutivos de trabalho. Nem quero imaginar as horas, minutos e segundos que isso envolveu. Mas durante estes dois anos o Hollywood tornou-se quase num alter-ego meu. E num espaço que todos vocês aprenderam a conhecer. E como quem gosta volta, o Hollywood tornou-se em dois anos no weblog mais visitados em Portugal (estatistica Weblog.PT dão-nos 15 mil visitas diárias...e já foram mais). Não que isso importe muito, até porque todos sabemos que há muitos enganos e spam nestes números. Mas importante foi o núcleo duro que se foi formando. Começou por ser composto pelos restantes bloggers de cinema - a quem saúdo com um abraço e um obrigado pelo apoio de dois anos. Mas depois o passa a palavra funcionou. E hoje o Hollywood é visitado pelo cinéfilo, pelo movie goer como é pelos bloggers.

Aliás, dois anos depois, é fácil ver que o Hollywood não é só um blog. Desde o primeiro dia que este projecto quis afirmar-se pela diferença. O ritmo diário, o número de secções que foram nascendo, as actividades, os passatempos, as reviews, os projectos. Tudo isto afastou um bocado o Hollywood do habitual formato de weblogs que conhecemos. Sem ser ainda um site, e com as limitações do modelo dos blogs, o Hollywood tornou-se quase num ciber-jornal para quem gosta e quer saber mais sobre cinema. Quem quer ver um filme, lê uma review. Quem quer saber o que se passa, lê as noticias. Quem gosta de outras áreas, consulta as secções semanais. Dois anos depois há um orgulho imenso em olhar para um projecto que nunca teria nascido, não fosse o apoio do J.B. Martins, e constatar que se é uma referência (quase) obrigatória.

E como hoje é dia de festa, não posso deixar de dar os parabens ao meu novo colaborador, Manuel António Martins, que todos vocês estão a aprender a conhecer e que, acredito, será um nome a ter em atenção nos próximos tempos. É só ir crescendo, como eu fui crescendo, como o Hollywood foi crescendo.
E também a todos os membros da ABCine e todos os votantes dos Lumiere, as duas iniciativas que mais me orgulho de ter organizado nestes dois anos. Estão todos de parabés. E a vocês, leitores diários que me enviam mails com dúvidas, sugestões, pedidos de esclarecimentos. Que visitam, que comentam, que ajudam o Hollywood a crescer. Se não fossem vocês, fossem 15 ou 15 mil, o Hollywood não faria sentido. Também é por isso que faço tudo para que se sintam em casa. Novas secções nascem, outras vão morrendo, a qualidade mantém-se porque é isso que vocês querem. E que vocês merecem.

E para terminar este post de aniversário, aqui fica a minha prenda.
Em primeiro lugar, tenho de pedir desculpas a todos vocês. Depois do sucesso que foi a dupla cobertura aos Óscares e ao Fantasporto (nem imaginem como foi dificil conciliar tanta coisa) o ritmo do Hollywood abrandou um pouco. É um facto inegável. Nasceram novas secções é certo, mas todos se podem queixar de haver menos noticias, menos reviews ou menos iniciativas como o especial Nouvelle Vague os os 50 Actores do Século. É justo que o digam. A situação não aconteceu porque comecei a trabalhar no jornal PÚBLICO e no suplemento Y. Isso já estava previsto há algum tempo. Nem por ter sido um dos pioneiros do projecto JPR.net, a primeira webrádio da Universidade do Porto.
A razão principal foi outra. Um trabalho que abracei com imensa paixão e dedicação, de uma forma que todos vocês conhecem bem. Um trabalho que vai obrigar o Hollywood a estar fora do ritmo frenético habitual até Junho. Um projecto que vale bem a pena. Os esclarecimentos deixo para o post que se segue, que é uma apresentação informal desse projecto que espero que venha a ser, com a ajuda de todos vocês como sempre, um marco na sua área. Mas de uma coisa fiquem certos. Todo o sucesso desta iniciativa também resulta de vocês. A cineblogosfera está a crescer, e é graças aqueles que a fazem e que a visitam. Eu fui o primeiro a dar o salto, mas acredito que muitos me seguirão. Mas mais não digo, por agora...qualquer dúvida, mantenham-se ligados neste dia de festa!

obrigado a todos
Miguel Lourenço Pereira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:40 AM | Comentários (11)

Basic Instint 2: Risk Addiction - Autodestruição

Sharon Stone teve pouco a ganhar em voltar a viver a personagem que fez dela um icone sexual. Não é só o argumento de Basic Instint 2: Risk Addiction que se baseia na autodestruição de um psiquiatra. Nesta aventura, também assistimos à destruição de Catherine Trammel como personagem. E não havia necessidade!
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Em 1992 Michael Douglas estava no pico da sua carreira. Tinha ganho um óscar há cinco anos e era um dos actores mais bem pagos de Hollywood. Era ele a estrela de Basic Instinct, o filme policial em tons eróticos que Paul Verhoven ia dirigir. Para contracenar com ele fizeram casting várias actrizes. No final a escolhida foi uma tal de Sharon Stone, que se tinha afirmado em filmes eróticos de pouco orçamento e dramas em quem ninguém reparava. No final do filme todos eram unânimes. A tal de Sharon Stone tinha dado um baile ao consagrado Douglas. A cena do descruzar de pernas (que ela não queria ver na versão final) confirmou o mito. Estava lançada a carreira de uma actriz.
O que era desnecessário era voltar à personagem. A Catherine Tramell do primeiro filme era uma das personagens mais eróticas e sedutoras da história do cinema. Era um icone sexual e um exercicio de representação fascinante. Destruí-la deveria ter sido a última coisa que Stone deveria ter feito. Mas embarcar numa sequela acarretava esse risco. O resultado final prova-o acima de tudo. Por muitas sequelas da sequela que possam vir a haver, a Catherine Trammel que despertou paixões já não existe. Sharon Stone é agora uma pálida imagem de si própria. E não pior coisa que fazer um filme à volta de uma personagem que já não faz qualquer sentido. As cenas de acção são fracas. As cenas de sexo métem dó. A trama é envolvente, mas muito mal explorada. Caton-Jones não é Verhoven e Stone já não é Stone.

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Se Stone deu um banho a Douglas no primeiro filme, agora Morrissey dá um banho a Stone. Sem espinhas como se diz na gíria. Andando entre os registos habituais de Clive Owen e Liam Neeson - dois actores óptimos para este papel note-se - David Morrissey afirma-se como uma agradável surpresa, confirmando a teoria que na televisão britânica andam muitas pérolas por explorar. Apesar de toda a publicidade, o objecto central do filme é a sua personagem, Michael Glass. Um psicólogo amargurado por um erro no passado que se deixa levar na teia de dúvidas e suspeições lançadas pela mortal Trammel. Um homem controlado que perde todo o controlo e acaba nas mãos da sedutora escritora, como um boneco de cordas. A autodestruição de Glass é a dinâmica do próprio filme. Trammel está lá apenas para comandar, à distância, todo o processo. Também aí o filme peca por não trabalhar uma dinâmica em dois tons. O primeiro filme jogava no choque. Este joga na exploração do interior de uma só personagem. Um erro fatal que desiquilibra a narrativa de uma forma exagerada, até porque a personagem de Glass, por muito fascinante que seja, não é motivo por si só para ser a razão de uma história. Era preciso algo mais. Mas sem o sexo animalesca do primeiro filme e sem as cenas de acção e perseguição que marcaram o papel de Douglas, há aqui um claro vazio. As comparações não se devem fazer. Mas são, de facto, inevitáveis.

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Caton-Jones é também um realizador irritante. O filme é numa Londres irreconhecivel, estilizada ao máximo para parecer uma cidade feita à volta de esteriótipos sexuais. Os edificios fálicos, os vibradores temáticos, a repetição constante do calão sexual, tira toda a classe que o filme poderia ter. Há aqui um despudor irritante à volta do sexo como não havia no primeiro filme. Basic Instint era um filme erótico. Este joga numa pornografia de palavras e actos que não o prestigia em nada. E por fim, é importante dizê-lo, há aqui um copy-paste de planos e ideias do primeiro filme que funciona mais como plágio do que como homenagem. A cena do cinto/picador, os olhares de Trammell, o quarto de banho das mulheres, a insinuação de bi-sexualidade, a cena de sexo violenta do personagem masculino com uma personagem secundária a pensar, inevitavelmente, em Trammel. São demasiadas coincidências. É pura e simplesmente, falta de ideias. Como tudo em Basic Instinct 2. Um filme que poderia ser aturado de forma razóavel não violasse por completo uma história que faz parte da própria magia do cinema. E essa autodestruição é imperdoável!

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O Melhor - A segurança de David Morrissey. O actor de televisão é novato nestas andanças mas quem dá show neste filme é ele.

O Pior - Passados catorze anos Sharon Stone não é a mesma. Mas Catherine Trammel mudou pouco. A forma já não liga bem com o conteúdo e o filme perde-se logo aí. A idade nota-se, e bem!

Curiosidade - Kevin Franks, a primeira vitima de Trammel, não é nem mais nem menos do que o futebolista Stanley Collymore, avançado do Liverpool, Aston Villa e da selecção britânica durante os anos 90. As capas dos jornais no dia seguitne à sua morte utilizam imagens reis do jogador.

Site Oficial - www.sonypictures.com/movies/basicinstinct2

Realizador - Michael Caton-Jones
Elenco - Sharon Stone, David Morrissey, David Thewlis, ...
Produtora - Sony Pictures
Classificação - m/16
Duração - 114 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:48 AM | Comentários (14)

abril 13, 2006

Opinião - Cinemateca, o fim de uma era!

O jornal Público avança hoje a notícia que João Bénard da Costa não será reconduzido como presidente da Cinemateca Nacional. É o fim de uma era para uma instituição que, de Cinemateca Nacional passou progressivamente a Cinemateca de Lisboa, para acabar por se tornar na Cinemateca Bénard da Costa...
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Para qualquer cinéfilo português, o nome João Bénard da Costa é tão familiar como um Godard ou Nicholas Ray. O fundador da revista O Tempo e o Modo tornou-se nos últimos trinta anos uma figura do próprio cinema português. Os seus textos sobre os mais proeminentes nomes da história do cinema encheram páginas de livros e as suas iniciativas marcam a cultura cinematográfica portuguesa. Disso não há a minima dúvida. João Bénard da Costa marcou uma era. O período em que dirigiu a Cinemateca Nacional ficou marcado pelo restaura de muitas obras-priams que se encontravam em péssimas condições nas prateleiras da Cinemateca. A recuperação das salas de cinema, o desenvolvimento do museu e os livros lançados pela Cinemateca foram apenas algumas das suas contribuições para o Santo Sepulcro dos cinéfilos nacionais. Os ciclos de cinema de autores desconhecidos foram um importante farol para os mais novos, e o recuperar de vários clássicos tornaram-se num cartão de visita obrigatório de um espaço que era cada vez mais seu.
A reforma chegou em 2005 mas ninguém parecia ter coragem de separar o homem da sua casa, qual siameses insperáveis, e ele foi ficando, com uma licença especial. Hoje soube-se que a licença vai acabar. A partir de Julho o cargo de Presidente fica vago. O homem sairá, a obra fica.
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Mas, sejamos realistas e honestos. João Bénard da Costa foi o grande impulsionador do desenvolvimento da Cinemateca, mas também foi o homem que tornou a Cinemateca Nacional numa colecção privada, restringida aos habitantes da capital. Como programador ficou conhecido por passar repetidamente as suas obras de eleição, em ciclos que se repetiam anualmente para o seu gáudio pessoal. Como director da Cinemateca foi o responsável do atraso cinematográfico em que o resto do país vai vivendo. Seguindo a ideia de que Portugal é Lisboa, e o resto é provincia, foi durante o seu mandato que se começou uma prática que resume o que de pior há na macrocefalia cultural em Portugal. As obras que a Cinemateca tem em arquivo, que são a esmagadora maioria dos filmes que estrearam em Portugal, nunca sairam de Lisboa. Se um cineclube queria organizar um ciclo temático, não podia contar com as cópias da Cinemateca. O que seria supostamente de interesse público resumia-se ao interesse privado de meia dúzia de nomes. A Cinemateca vive ainda hoje para Lisboa, e Lisboa é a alma da Cinemateca. Mas no resto do país, não há o mesmo direito em ver Lang, Godard, Hitchcock ou Capra como há na capital? Certamente que sim. Mais ainda, sendo a Cinemateca uma instituição pública, suportada pelos contribuintes, estejam eles no Principe Real ou em Bragança, é no minimo censurável esta politica de centralização cultural que a Cinemateca foi fazendo. Com a benção do seu programador.
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Discutir os gostos de Bénard da Costa é trivial. Discutir o seu papel como programador na área do cinema é ridiculo. Mas pode-se discutir o seu papel como administrador de uma instituição pública que é de todos. Para que a Cinemateca não se torne numa Cinemateca de Lisboa ou numa Cinemateca Bénard da Costa era preciso mudar. Não se sabe ainda quem será o seu sucessor. Mas o que urge saber é se a politica de guettos cinematográficos vai continuar a ser praticada, ou se os novos rostos da Cinemateca vão perceber que não é só em Lisboa que há amantes de cinema clássico. A era Bénard da Costa chega agora ao fim. Mas isso significará uma viragem na política levada a cabo pelo Ministério da Cultura e pela própria Cinemateca? Esperemos que sim!

Miguel Lourenço Pereira

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:05 PM | Comentários (1)

All the Kings Men estreia em Setembro

Depois de ter tido estreia prevista para o passado mês de Dezembro, a Sony Pictures voltou a alterar a data de estreias de All the Kings Men.
O filme era visto como um dos mais fortes concorrentes ao Óscar no ano passado mas a Sony achou que o filme não estava pronto para competir com Brokeback Mountain e companhia. Adiou então por um ano a estreia. Durante esse período o realizador Steven Zaillian voltou à sala de edição e voltou a trabalhar o filme, mas o resultado final parece não ter sido o melhor. Talvez por isso o filme afinal vá estrear na última semana de Setembro. Muito cedo para os óscares, All the Kings Men vai assim abrir oficialmente o fim de ano cinematográfico.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:59 AM | Comentários (0)

abril 12, 2006

O Que Estreia Por Cá - Spike Lee assalta a América

Um heist movie bem diferente do que estamos habituados mas com claras analogias ao género que tanto sucesso fez na década de 70. Spike Lee volta em grande estilo com um elenco luxoso e um argumento cheio de vitalidade. Pode não ser uma habitual Spike Lee Joint, mas é sem dúvida uma Spike Lee masterpiece..
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O mais conceituado realizador negro da história do cinema norte-americano regressa em grande estilo ás salas de cinema. O seu She Hate Me de 2004 (que por cá só rolou no passado Verão) era um filme confuso e demasiado ambicioso para a estrutura onde se desenhava. Mas Inside Man é diferente. Inspira-se num modelo extremamente popular, mas que desde Heat já conheceu melhores dias. Aproveita-se de um argumento recheado de twists - o primeiro, logo nos minutos iniciais, o último, arrasador no final - e trabalha a história nessa perspectiva da constante surpresa. E, além disso, tem um elenco recheado de estrelas. A prova que Lee também é capaz de funcionar dentro da indústria com alguns nomes fortes do star-system.
Há o seu habitual parceiro (depois de Mo Better Blues, Malcolm X e He Got Game, vão para o quarto filme juntos) que dá pelo nome de Denzel Washington. Há a rising star britânica Clive Owen, num exercicio de grande subtileza, e ainda Jodie Foster, que nunca teve propriamente um comeback mas que, de tempos a tempos vai lembrando o porquê dos seus dois óscares. Não é propriamente a habitual Joint que estamos habituados a ver, mas resulta. E de que maneira.
A história é já de si complexa, apesar de partir da habitual premissa - um assalto, uma equipa de policia a cercar o edificio onde os assaltantes têm reféns como proteção - explora diversos traumas da sociedade norte-americana em jogo de poder e intriga que ajudam a dar garra a uma história que, se ficasse apenas pela base, seria inevitavelmente maçadora. Mas Inside Man não o é. É um filme obrigatório!
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Há mais quatro estreias esta semana.

Hostel já passou pelo Fantasporto e consegue viver à altura das expectativas criadas num gore realizador por Eli Roth e produzido por Quentin Tarantino. Um festival de humor negro, sexo e muito sangue numa história cozinhada com a dose certa para todos os ingredientes. Um filme imperdível para os amantes do genero e uma boa oportunidade para os que desconhecem o gore partirem à descoberta. Jay Hernandez, Derek Richardson e Eythor Gudjsoon são os cabeça de cartaz.
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The Ice Harvest junta Billy Bob Thornton, John Cusack e Connie Nielsen numa história de crimes e escapadaleas que mistura o registo noir com a comédia descarada. O argumento é de Robert Benton e a realização está a cargo de Harold Ramis.
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As paródias ás comédias de adolescentes tiveram o seu sucesso em filmes como Scary Movie. Date Movie anda pela mesma onda, paradiando o ano cinematográfico em geral. Hitch, Wedding Crashers, Dukes of Hazzard são exemplos dos filmes gozados até à exaustão por Alyson Hannigan e companhia num projecto dirigido por Aaron Seltzer.
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A Disney regressa ao universo da animação com The Wild, uma história que anda pela mesma premissa de Madagascar. Os animais são diferentes, mas o ponto de partida e chegada são os mesmos do filme da Dreamworks. Mais um sinal da crise no departamente criativo da Disney. A direcção é de Steve Williams.
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O Hollywood Recomenda - Promete ser um dos filmes da primeira metade do ano: Inside Man é Spike Lee no seu melhor.

O Hollywood Desaconselha - Já se fizeram paródias bem melhores do que Date Movie.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:02 PM | Comentários (1)

Jessica Simpson em Dallas

Depois da substituição do realizador Robert Luketic por Gurinder Chada na direcção de Dallas, a Fox prepara-se para anunciar a sucessora de Charlene Tilton no papel de Lucy Ewing. A eleita será Jessica Simpson que assim regressa a um universo que conhece bem, o da adaptação ao cinema de séries de televisão.
Depois da sua presença em Dukes of Hazzard, a voluptuosa cantora norte-americana prepara-se para mais uma aventura no cinema. Isto também quando se fala na hipótese de Simpson suceder a Pamela Anderson como a sex-bomb de Baywatch, a adaptação ao cinema da popular série televisiva que está na agenda de David Hassellofh há vários anos.
A produção de Dallas tem para já confirmados os nomes de John Travolta, Jennifer Lopez, Luke Wilson e Shirley McLaine. O projecto é um dos mais ambiciosos da Fox para 2007.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:40 AM | Comentários (3)

abril 11, 2006

Séries de TV - ER

Hoje em dia estão em moda e servem para tudo. Séries com a vida de um hospital como pano de fundo são sempre apetecíveis porque garantem uma acção secundária constante e nunca entediante, quando a primeira pode ser qualquer coisa. Mas por excelência, só uma série é capaz de colocar o caos que se vive nos corredores dos hospitais como acção principal, nunca se deixando ir abaixo. Não relaxem, estão no Serviço de Urgências.
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Manuel António Martins

O ritmo frenético, as linhas de acção envolventes e verdadeiras montanhas russas emocionais são os principais argumentos desta série para criar um ambiente stressante, mas poderoso e real, onde médicos e enfermeiros se confrontam com os desafios diários de um hospital numa grande cidade, desde as tão conhecidas sala de espera sobrelotadas, a falta de material e decisões de vida ou de morte, estagiários que não são o que se espera ou que precisam de mais apoio, doentes que não têm para onde ir ou como se curar fora dali... são situações que exigem dum equipa de pessoas atenção a tempo inteiro, o que se reflecte nas suas quebras pessoais e depressões. A componente psicológica desta série é fortíssima, principalmente porque não há momento algum em que o guião seja brando com as personagens, originando twists felizes ou situações improváveis que os levem a relaxar. Nesse aspecto, E.R. é tão brutalmente real que por vezes chega a ser doloroso. Mas da mesma forma que não há bons momentos gratuitos, também não devemos generalizar que a série é um inferno constante. Não, esta série trata pessoas e trata de pessoas, pelo que os momentos de felicidade que nos traz são momentos verosímeis, pequenas alegrias da vida de qualquer um de nós que também ali não são impossíveis de acontecer.
E isso é sem qualquer dúvida bom ver-se em televisão: verdade, vida, e não apenas mais uma série com qualidade mas irrealidade.

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No que toca a casting, há de tudo um pouco a dizer. Valerá a pena elogiar o papel que o brilhante George Clooney teve em todo este sucesso? O Dr. Doug Ross é um pediatra atensioso e profissonal, uma personagem mulherenga e com uma relação inconstante com Carol, normalmente bem disposto e um poço de energia: é inesquecível.
E o que dizer da quantidade de actores revelação que tem saído deste serviço de Urgências ao longo das últimas 11 temporadas? No mínimo, há que reconhecer que um trabalho bem feito, quando dado a actores com potencial, pode torná-los em grandes figuras. Facilmente poderíamos substituir qualquer uma das 4 personagens escolhidas no destaque sem alterar a qualidade...
O guionista Michael Crichton criou brilhantemente esta série de crónicas de vida e morte, numa atmosfera de grande intensidade dramática passada nas Urgências do ficcionado Chicago County General Hospital, onde cada episódio retrata o dia-a-dia de todos os que passam a sua vida a correr naqueles corredores, desde o mais excitante momento ao mais mundano, desde as pequenas alegrias até nos levar às lágrimas com um caso mais marcante. Produzida por John Wells (The West Wing), Christopher Chulack (Third Watch) e David Zabel (Jag), E.R. é uma verdadeira coleccionadora de Emmys -22 desde 1994- incluindo o de Outstanding Drama Series (1996). Entre muitas nomeações, arrecadou ainda o George Foster Peabody Award (1995), e quatro Screen Actors Guild Awards para Outstanding Ensemble Performance. A NBC vai continuar a produzir ER para a temporada televisiva de 2007-2008...ninguém irá ficar sem ser atendido!

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Noah Wyle
Dr. Jonh Carter é uma das personagens mais aclamadas da série. O publico acolheu-o como um estagiário nervoso e ansioso para provar o que valia, e viu-o evoluir para um médico confiante, inovador e sensato. Ganhou o respeito de todos.

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Eriq La Salle
Dr. Peter Benton no início da série apresentava se como um mentor duro e exigente para Carter que tentava ao máximo agradá-lo sem nunca o conseguir realmente. Um cirurgião dos melhores. É um homem de cor que encontrou vários obstáculos na sua vida e construiu uma face fria. Contudo, ao longo da série vai revelando relutantemente alguns sentimentos.
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Anthony Edwards
Dr. Mark Green, divorciado, pai babado de uma menina (Rachel), é uma personagem que vive atormentado com problemas pessoais, quer nas suas relações amorosas, quer na sua relação com os pais. Tem uma posição de relevo no hospital o que o obriga a saber conjugar amizades e decisões profissionais. Muitas vezes cede sobre pressão.

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Laura Innes
Dr. Kerry Weaver é uma mulher que se fez a si mesma, independente e boa profissional. Progride rapidamente dentro do hospital. Apesar da sua personalidade não ser bem aceite por alguns colegas, nada a derruba nem mesmo a deficiência física que a obriga a andar pelas salas e corredores de muleta.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:29 PM | Comentários (15)

Ice Age 2: The Meltdown - Delirio pré-histórico!

Depois do sucesso do primeiro filme, é sempre díficil para qualquer filme de animação conseguir uma sequela que iguale ou supere o filme original. Ainda não é desta que isso acontece, mas mesmo assim Ice Age 2 entra no espírito de humor e diversão do primeiro filme, sem deixar de ter um charme muito próprio.
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A Fox tem sabido intrometer-se pontualmente na guerra Pixar-Dreamworks (onde a Disney vai aparecendo pontualmente) que tem marcado o cinema de animação da última meia dúzia de anos. Nas bilheteiras o filme superou o sucesso de Ice Age, a hilariante história de um tigre dentes de sabre, um mamute e uma preguiça que salvam o último bebé humano quando começa a Idade do Gelo. Desrespeitando por completo qualquer evolução histórica - o que torna o filme ainda mais divertido - vamos encontrar os animais pré-históricos a curtirem a época glaciar num imenso vale. Mas um dia alguém anuncia o fim do mundo. Ninguém queria acreditar, mas quando Manny, Diego e Sid descobrem que de facto, o gelo está a derreter por completo e o vale está ameaçado, a debandada é geral. O objectivo é encontrar um mitico barco que se encontra do outro lado do vale. A metáfora da arca de Noé funciona bastante bem, mas é a viagem em si que diverte por completo o espectador.
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Depois da fuga dos animais a nossa viagem faz-se com Diego, Manny e Sid, o trio insperável. Quando eles descobrem uma família muito estranha. Essa família é também o garante de que os mamutes não se extinguiram, algo que preocuva Manny desde que ele percebera que não via ninguém da sua raça há muito tempo. Mas se Manny se preocupa com o futuro da sua raça, Sid tem de superar o facto de ser o alvo de chacota de todos os animais pré-históricos, enquanto que Diego vai superar a fobia de todos os tigres dentes de sabre: a água.
No final tudo fica bem quando acaba bem, e o espectador não se pode queixar. Os momentos musicais e o humor são de altissima qualidade, a narrativa é fluída, apesar de não ser perfeita. Mesmo assim consegue convencer o mais céptico dos cépticos.
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No entanto tudo isto seria irrelevante se não fosse por Scrat. O tigre dentes de sabre é, só por si, digno de um filme. Os clips da sua perseguição constante pela última bolota à face da terra são simplesmente geniais. Humor negro da mais alta qualidade naquelas que são, indubitavelmente, as melhores cenas do filme.
O que não é uma critica a Ice Age. É claro que o trabalho de Carlos Saldanha não iguala o original, nem de longe nem de perto. Era dificil. O seu trunfo é não o tentar sequer. Em Ice Age 2: The Meltdown temos um filme que vale por si, como uma interessante história de amor e camaradagem que fica bem a qualquer filme infantil. Para as crianças e para os que gostam de se divertir, não há nada melhor do que um filme assim!

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O Melhor - Scrat. É simplesmente inimitável.

O Pior - Algumas falhas na narrativa.

Curiosidade - Para os mais picuinhas, a Idade do Gelo durou milhões de anos, e não meia dúzia de temporadas.

Site Oficial - www.iceagemovie.com/

Realizador - Carlos Saldanha
Vozes - John Leguizamo, Dennis Leary, Ray Romano, ...
Produtora - 20th Century Fox
Classificaçao - m/6
Duração - 91 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:39 AM | Comentários (3)

abril 10, 2006

Antevisão - The Matador

Julian tem problemas de consciência, Danny tem problemas de dinheiro. Como uma mão lava a outra, um assassino e um homem de negócios ensinam um ao outro o que é realmente importante na vida. Improvável, mas não impossível.
Recheado com um humor rápido e politicamente incorrecto, este thriller não é violento nem negro, é simplesmente uma boa história de amizade construida a partir do nada e de onde emergem duas personagens que se complementam espectacularmente, apoiadas numa realização suave e descontraída . Abram alas para The Matador.
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Manuel António Martins

The Matador é uma boa história.
Porque é simples e cómica, sincera e memorável, improvável mas não impossível de acontecer. Porque tem Brosnan com ar de chulo e The Killers como banda sonora.
Julian Noble (Pierce Brosnan) é um assassino contratado com muito jeito e amor ao que faz. Um trabalho é um trabalho e desde que os dólares batam certo ele não olha duas vezes. Danny Wright (Greg Kinnear) é um comum homem de negócios a quem a vida não corre especialmente bem. O destino leva-os ao México, onde Julian tem um pequeno servicinho e Danny um pequeno negócio que pode significar manter o emprego ou não.
Mas este pequeno servicinho surpreende Julian, que pela primeira vez na sua carreira não consegue puxar o gatilho. De repente, apercebe-se que é um homem sozinho e que a sua existência nómada o tornara numa personagem isolada, sem uma casa para voltar, sem família e amigos. E é furtuitamente, que, no bar do hotel onde ambos estão instalados, conhece Danny com quem começa uma conversa casual que acaba por se revelar cheia de confissões, tiradas sarcásticas, e uma incipiente amizade entre dois homens que não são completamente felizes nem completamente infelizes. Simplesmente, são um estranho par.
No seguimento dessa pequena conversa, ainda no México, a sua relação cresce para um nível de confidências bastante maior, com Julian a revelar a sua...original profissão. Danny, que partiria de volta para casa daí a pouco tempo, ultrapassa bem o choque inicial e ambos parecem prestes a recuperar das suas ligeiras depressões quando chega a altura de se separarem e voltar para casa.
Tudo seguia tranquilamente na vida da Danny e da sua esposa (Hope Davis), depois de recuparadasa autoconfiança e as suas finanças...Até ao dia em que Julian lhes bate à porta, de novo desesperado, procurando o seu único amigo em muito tempo, pois o seu problema continuava e ele era o único que o poderia ajudar. E de repente, Danny tem um assassino deprimido dentro de casa e esse assassino precisa de ajuda para matar alguém... Então começa a comédia.

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Há vida depois de Bond! Quando o realizador Richard Shepard soube que Brosnan poderia estar interessado no papel, colocou um ponto de interrogação quanto à capacidade de transformação do irlandês, que sempre fora um menino bonito e convencional. Pois Pierce pegou nesse ponto de interrogação, transformou-o num ponto de exclamação e adicionou-lhe aplausos, e a sua transformação é impecável.
Esqueçam os fatos Armani e os gadgets estranhos, esqueçam o cabelo bonito e o ar de gentleman. O papel de Julian Noble dá um tiro em tudo isso, e prefere uma simples riffle, uma camisa aberta até ao peito, umas correntes de ouro, um corte de cabelo terrível aliado a um bigode estranhíssimo, um tipo de humor muito longe das sarcásticas piadas de Bond mas muito perto da tasca da esquina, que depressa assobia a uma menina que passe. Depois disso, é toda uma dança corporal e facial memorável, com que Brosnan se mostra um actor inteiro e corajoso, num papel que aceitou por puro gozo e não pelo baixo caché que recebeu.
Um papel que prova que um grande actor pode ser Bond - e ser muito mais. Agora, Bond é que poderá nunca mais será coisa alguma depois de Brosnan...
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Como excelente contraste ao "pimp look" de Brosnan está a personagem limpinha e tranquila de Greg Kinnear. Danny é moralmente correcto, politicamente correcto, com problemas de consciência, um homem de família com um estilo de humor muito próprio que vem daquele jeito trapalhão e acidental de Kinnear, aliado a uma essência muito sua que não é explicável, mas é perceptível para quem o viu a fazer de gay em As Good as it Gets. A química entre os dois é quase palpável e promete proporcionar bons momentos a todos os que gostarem de um tipo de humor ligeiramente desviado do comum mas irrepreensivelmente bem feito.
Hope Davies é também um bom casting para um papel que, não sendo demasiado exigente, precisa de alguma profundidade entre o drama e a comédia já que ter debaixo do mesmo tecto uma personagem como Julian deixa qualquer esposa à beira de um ataque de nervos.
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Na ficha técnica, o nome de Richard Shepard pode não dizer nada à maior parte das pessoas, o que se compreende se virmos que este é o seu primeiro projecto com uma maior projecção hollywoodesca - apesar de já em 1999 ter trabalhado com Adrien Brody em Oxygen. Neste filme, tal como nesse e muitos outros, Shepard é quem escreve e realiza. Além do cinema, o seu nome aparece várias vezes associado à produção e guiões televisivos.
Viajando desde cenas insanas que fazem lembrar os irmãos Coen e um lado mais dark-cool de Tarantino, Shepard conseguiu montar um bom filme, graficamente vivo, onde todos os locais a que nos deslocamos são apresentados em grandes letras de corres berrantes e os cortes são livres e espontâneos, ao estilo de Kiss Kiss Bang Bang ou de Snatch.
A banda sonora de Matador é outro grande cartão de visita. A organização e originalidade está ao cargo do compositor inglês Rolfe Kent, cujo nome aparece nos créditos musicais de Wedding Crashers, Sideways e About Schmidt só para citar alguns. Depois, vêm as musicas dos Killers, sendo que Brandon Flowers escolheu como música oficial do filme o hit "All These Things I've Done".

Enquanto não chega às nossas salas, invistam uns minutos para ver este trailer...vale a pena.


O Que se diz...

"Se Pierce Brosnan consegue ser tão espectacularmente incisivo e engraçado como é Julian Noble, um atirador que sofre de depressão, então quem é que precisa de um James Bond?"

Peter Travers, Rolling Stone

"Noble ensina a Danny os truques do ofício, e tenta levá-lo a tornar-se um assassino. Neste ponto, a história sofre uma série de twists inesperados que seria uma pena contar(...)"

BBC films


Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:49 PM | Comentários (0)

Titulo e data de estreia possiveis para o último Pirates

Com Dead Man´s Chest pronto a estrear este Verão, começa-se já a especular sob o terceiro e último capítulo da trilogia da Disney com Gore Verbinski na realização e Jerry Bruckheimer na produção.
The World´s End seria o título do último Pirates of the Caribbean, que teria data e estreia a 25 de Maio do próximo ano. Rumores, é claro, mas que têm a sua lógica. O filme está a acabar de ser rodado e terá estreia assegurada na temporada de blockbusters de 2007. Quanto ao título, é uma maneira original de fechar uma saga que promete ser inesquecível.
Jack Sparrow está de regresso este Verão com Will e Liz Turner para mais uma hilariante aventura. Johnny Depp, Orland Bloom, Keira Knightley e Bill Nighty são os nomes de serviço de um filme que promete ser dos mais vistos do ano. Nem que seja por causa de uma das maiores personagens de sempre da história de cinema...Captain Jack Sparrow pois claro!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:14 PM | Comentários (0)

Williams encanta Woody

Depois de se ter enamorado de Scarlett Johansson, a sua nova musa, Woody Allen arranjou mais uma jovem promessa para ser a estrela do seu próximo filme.
Scoop ainda não estreou - deve abrir Veneza em Setembro - mas Woody Allen já pensa no seu próximo filme. Cheio de vitalidade depois do "come-back" que foi Match Point, o cineasta mais nova-iorquino vai continuar por terras europeias. Desta vez troca Londres por Paris. O titulo do filme não se conhece e mesmo o guião anda no segredo dos deuses. Sabe-se apenas que a história é centrada no drama de um grupo de jovens norte-americanos que passeiam pela Cidade das Luzes. E que Michelle Williams vai ser a protagonista.
Depois da gravidez e da nomeação ao óscar por Brokeback Mountain, a jovem actriz norte-americana dá assim mais um passo de gigante para confirmar todo o seu talento. É que se há realizador que sabe trabalhar com mulheres, ele é Woody Allen.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:01 PM | Comentários (0)

abril 09, 2006

Aquelas Frases...

"Greed, for lack of a better word, is good"

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in Wall Street

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:35 AM | Comentários (0)

abril 08, 2006

Stone quer dirigir Instinto Fatal 3

Apesar do segundo Basic Instinct estar a revelar ser um fracasso de bilheteiras nos Estados Unidos, a actriz Sharon Stone está desejosa de voltar ao papel que fez dela um dos icones sexuais dos anos 90. Mas um terceiro filme á volta da perturbadora Catherine Tremmell só acontecerá com a actriz na cadeira de realizador.
Stone já confirmou que quer dirigir-se a ela própria no terceiro filme, ficando no ar a dúvida se ela voltará também no papel principal ou se haverá um volte-face no guião, e por efeito dominó, o elenco do filme.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:25 PM | Comentários (0)

The Top of the Tops - As Trilogias

Há histórias que nunca deviam acabar. São tão grandes, que as suas personagens nunca deviam finalizar a sua demanda ou atingir os seus objectivos. Deveriam ficar para sempre a lutar e a ganhar, renascendo cada vez que as queríamos conhecer de novo, vendo sempre uma grande obra como se fosse a primeria vez. Mas tal não é possível, pois tudo o que tem um começo tem um fim... Felizmente, há criadores que sabem quanto custa deixar para trás uma boa história e fazem de tudo para a perpetuar, quanto mais não seja por apenas algumas mas preciosas horas. Felizmente há trilogias.
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Manuel António Martins

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5. Back to The Future
Robert Zemeckis é um grande criador de histórias onde a ficção e a realidade s tocam constantemente, tornando qualquer trama muito mais imprevísivel do que seria a partida e muito mais plausível do que se fosse apenas imaginação. Em Back to the Future, construiu a melhor saga de sempre envolvendo viagens no tempo, e todos os consequentes paradoxos e estranhos twists que daí advêm.
Marty McFly é um jovem de 17 anos a quem quase tudo, como é normal nessa idade, corre mal: sente-se incompreendido, desajustado, vive em constante conflito com os pais. Só fora de casa é que encontra o conforto da namorada e o génio do cientista local, o Dr Emmet Brown (Christopher Loyd). E é precisamente durante um dos encontros com esse génio que Marty é apresentado a uma experiência que correu de forma estranha...mas que tem o incrível poder de viajar no tempo.
Ao longo dos três filmes a história é "linear", começando com Marty a viajar para 1955, onde acidentalmente quase arruina a sua existência, pois conhece os seus pais quando estes eram ainda adolescentes. A sua primeira missão é portanto juntá-los, e garantir assim que vários anos mais tarde ele próprio irá nascer, sob pena de vir a desaparecer caso falhe. Felizmente, tudo corre bem, mas como as viagens no tempo nunca são tão simples como parecem, no segundo filme Marty e Doc têm que voltar ao passado depois do DeLorean lhes ter sido roubado, e um dos inimigos de Marty ter enviado para o seu passado um livro com estatisticas desportivas dos proximos cinquenta anos, que o tornou rico e poderoso. A missão implica destroná-lo no passado, sem interferir com esse presente. Mais uma vez, a normalidade regressa, mas a verdadeira viagem dá-se no 3º filme, quando Doc é acidentalmente enviado para 1855, onde não consegue voltar para casa, a não ser que Marty o vá buscar.
A plenitude de imaginação de Back to the Future é espantosa, e o leque de possibilidades irreais que se abre à nossa frente é no mínimo fantástico. Mas o segredo não está aí, pois a ideia da máquina do tempo é antiga e bem sucedida. O que Back to the Future fez foi adaptar essa ideia aos nossos dias, aos problemas reais do quotidiano, acrescentar-lhe uma grande dose de humor e aventura, lançar Michael J. Fox para o estrelato e colocar-se definitivamente como um marco intemporal em qualquer prateleira de cinéfilo.

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4. Indiana Jones
Do homem ao mito, Indiana Jones é fruto do génio de dois homens que nasceram para criar histórias marcantes. Desde a irrepreensível realização de Spielberg até aos míticos guiões de George Lucas, esta trilogia nasceu para ser imortalizada. Talvez não seja a mais densa das histórias, talvez não tenha os mais fantásticos efeitos especiais, mas tem uma alma do tamanho do mundo, e isso é algo que se perpetua na memória de todos os que realmente amam cinema. Mas caso prefiram uma explicação mais simples, tem Harrison Ford.
Durante os 3 filmes, passados entre as décadas de 30 e 40, o Dr. Indiana Jones, famoso arqueólogo e historiador, depara-se com situações onde os seus conhecimentos se intersectam com o descobrimento do oculto e do místico, pondo a prova toda a sua coragem e atitude, lógica e humor. Desde a procura da Arca Perdida, onde crê estarem os 10 mandamentos, passando pela recuperação de poderosas gemas milenares, até salvar o seu pai das mãos dos Nazi que procuravam o Santo Graal, Indy vai amadurecendo e criando uma imagem quase imortal. Viajando da Índia ao Nepal, passando pelo Cairo, Indy percorre o mundo e deixa-nos imagens que são impossíveis de apagar, como aquela caminhada às cegas sobre um precípicio minutos antes de alcançar o Cálice de Cristo.
Pelo humor, pela acção, pelo lado fantástico, pelo lado real, por ter Harrison Ford, por acabar uma trilogia com Sean Connery a fazer de seu pai, pela inesquecível música do genérico, pelo chicote e pelo chapéu, Indiana Jones nunca morrerá nem deixará por mãos alheias o seu espaço de destaque onde que que se contem trilogias.

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3.Star Wars
Já se disse tudo de Star Wars, mas fica sempre algo por dizer. Da mesma forma que já se disse tudo sobre o génio de George Lucas, sobre a espantosa história que ele criou, sobre as diferentes formas de vida, culturas, personagens. E depois, há ainda os incipientes avanços na tecnologia de efeitos especiais que veio revolucionar a histrória do cinema. E há a Força. E é por isso que Star Wars é provavelmente a maior saga de culto que existe e que vai existir.
A história começa literalmente "a meio", há muito tempo atrás, numa galáxia distante, onde um destemido grupo de rebeldes, liderado pela carismática Leia (Carrie Fisher), resiste heroicamente às forças Imperiais que querem dominar a galáxia. Paralelamente, um jovem chamado Luke Skywalker (Mark Hamill) vai descobrindo o seu caminho e as suas raízes, acompanhado pelo velho Ben Kenobi, um antigo mestre Jedi. E quando as forças rebeldes começam a ser empurradas e Leia capturada, Luke vai ter que procurar ajuda junto de um contrabandista sarcástico que dá pelo nome de Han Solo (Ford) e do seu companheiro Wookie, Chewbacca. Depois de salvarem a princesa e de se juntarem aos rebeldes, Solo e Skywalker vão revelar-se peças essenciais na luta contra o Império, mas a missão de Skywalker vai mais longe. Ele está fadado para ser aquele que vai finalmente acabar com o poder dos Sith, aqueles que utilizam o lado negro da Força. As batalhas contra Vader aumentam de intensidade depois do jovem Skywalker aprender com Yoda sobre o poder da Força, como temê-la e controla-la. A batalha final entre o Império e os rebeldes aproxima-se. A batalha final entre Luke e Vader é iminente e plena de revelações que explicam toda a história, num desfecho que se tornou famoso.
Star Wars é um marco na história do cinema e da imaginação, deixando para gerações e gerações imagens e expressões que nunca cairão no esquecimento... And may the Force be with you.

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2.The Godfather
Se toda uma geração pudesse ser reduzida a um filme, esse seria The Godfather. Criado por Francis Ford Coppola, o mais genial de todos os movie-brats, The Godfather tornou-se num dos maiores filmes de culto da história do cinema, dando origem a duas sequelas também elas de altissimo nível. Aliás, The Godfather II tornou-se na única sequela de um filme oscarizado pela Academia (o primeiro filme tinha vencido dois óscares em 1972) a repetir o triunfo, em 1972.
O filme, inspirado num argumento de Mário Puzzo, conta a história da família Corleonne, uma das mais importantes famílias da Máfia de Nova Iorque. O primeiro filme apresenta-nos ao mundo do crime nova-iorquino, onde o veterano Vitto (soberbo desempenho de Marlon Brando, uma das maiores composições da história do cinema), patriarca da família, e os seus filhos. Sonny, o mais velho e impetuoso. Fredo, em quem ninguém confia. Tom, o jovem adoptado que é também o cérebro. E Michael, o inocente benjamin, que se revelará o mais duro dos homens do crime. Entre as peripécias da família nos três filmes- num período que percorre trinta anos - acompanhamos a personagem de Michael (inesquecivel Al Pacino) e a forma como a tragédia familiar o atinge, de tal forma que perde tudo o que realmente quis. Com diálogos marcantes, música inesquecível de Carmine Coppola e um elenco de fazer inveja a qualquer trilogia (Brando, Pacino, Duvall, Caan, Keaton, Shire, Sofia Coppola, Garcia, de Niro), The Godfather é a trilogia mais marcante das últimas gerações. E até ao surgimento de Lord of the Rings, a mais amada história cinematográfica contada em três capítulos.

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1.Lord of the Rings
Deus criou o seu mundo, e Tolkien criou o seu. Depois veio Peter Jackson e fez magia, e todos nós quisemos um buraco de Hobbit na Terra Média.
O Senhor dos Aneis é uma história no meio da História daquele mundo. Há muitos anos atrás, os aneis do poder foram criados e distribuídos pelas raças que habitam a Terra Média. Mas um deles, forjado em segredo, acabou nas mãos de Sauron, e esse anel foi feito para todos governar. Com a queda de Sauron, o anel perdeu-se...até acabar nas mãos de um Hobbit, Frodo Baggins (Elijah Wood), que juntamente com mais 3 fantásticos Hobbits(Sean Astin é Sam, Billy Boyd é Pippin, Dominic Monaghan é Merry), um anão de nome Gimli (Rhys-Davies), um elfo de nome Legolas (Bloom), dois humanos, Boromir (Astin) e Aragorn (Mortensen) e um feiticeiro chamado Gandalf (McKellen) vão constituir a Irmandade do Anel, cujo objectivo é destruir este instrumento do mal. Mas inevitavelmente a Irmandade desfaz-se, e durante os três filmes somos presenteados com o mosaico dos diferentes grupos, das suas batalhas e perdas, desenvolvendo uma relação de proximidade com cada personagem que só é possível pelo trabalho e dedicação que estes actores fantásticos debitaram no seu alter-ego, pela forma como os guionistas adaptaram a história, pela forma como Jackson é minucioso nos detalhes. Depois de vermos Minas Tirith é impossível não acreditar que a Cidade Branca é real, e que aquela batalha nos campos de Pellennor se travou mesmo. Porque tudo isso aconteceu, há muito tempo atrás, algures num local desconhecido, e nós tivemos o previlégio de ver tudo na primeira fila. Ou queremos acreditar que sim. Senhor dos Aneis é magia, e parece que a Academia também gostou da magia, premiando o Regresso do Rei com 11 Óscares. Nós agradecemos, e só temos pena que algum dia tivesse tido que acabar...

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:22 AM | Comentários (14)

abril 07, 2006

Giamatti junta-se a Linney e Johansson

Depois do sucesso de American Splendor, Paul Giamatti vai voltar a trabalhar com a dupla Robert Pulcini e Shari Springer Bergman. O filme é The Nanny Diaries e já tinha no elenco Laura Linney e Scarlett Johansson.
Na história Linney e Giamatti são um casal nova-iorquino que contrata uma ama (Johansson) para cuidar dos seus filhos. Mas acabam por transformar a vida dela num inferno.
O guião é baseado no livro de Nicola Kraus e Ema McLaughin e as filmagens começam em Maio na Big Apple, sendo provável que o filme estreie no próximo festival de Sundance.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:24 PM | Comentários (1)

La Tigre e la Neve - Amor em tempos de guerra

O humor de Roberto Benigni é de tal forma inocente e puro, que ás vezes parece vir directamente de um clássico de animação da Disney. Mas por detrás de tanta naturalidade, está um olhar crítica à guerra. A todas as guerras. Homenageando o mestre Almodovar e a sua obra-prima, La Tigre e la Neve é o regresso do maior comediante europeu ao seu melhor.
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Uma fábula. Um sonho. Um conto das Mil e Uma Noites. O seu jeito muito especial de contar histórias fez de Roberto Benigni uma das referências máximas do cinema europeu. Já antes da sua consagração mundial com o fabuloso La Vitta É Bella (que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor em 1998), Benigni era um dos maiores comediantes do cinema europeu, e um dos mais inventivos e coerentes realizadores da nova vaga do cinema italiano. Il Monstro permanece uma obra-prima da comédia europeia e nem mesmo o fracasso de Pinochio (claramente uma aposta falhada) manchou uma carreira com muitos altos e pouquissimos baixos.
Daí que La Tigre e la Neve surja, de forma natural, como um dos filmes mais esperados do ano. Era o regresso de Benigni ao seu género mais habitual - a comédia tendo por base um tema sério - e voltava a reunir todos os condimentos obrigatórios na sua filmografia: uma personagem central atrapalhada, diálogos fabulosos de duplo sentido e uma atmosfera quase onírica.
Este filme é tudo isso e bastante mais. A Guerra do Iraque surge como pano de fundo de forma algo oportunista. Porque podia ser qualquer guerra em qualque lugar do mundo. Calhou ser na terra das Mil e Uma Noites. Terra de sonhos portanto. Os mesmos sonhos que o perseguem e que ele não consegue interpretar. Freud não parece ser (à primeira vista) a solução - está bem claro de se ver - mas o sonho é presença constante ao longo do filme. E afinal depois percebemos que se calhar Feud estava certo. Só que nem ele nem nos percebemos que o animal no sonho não era ela. Era ele. Ele era o tigre, o animal que estava destinado a tornar a magia do sonho, realidade, no belíssimo final deixado em aberto, mas que parece aos olhos de qualquer mortal, perfeitamente inevivável.
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Attilo é um poeta, professor de poesia, e um trapalhão por natureza. E isso faz dele uma personagem fascinante, capaz de conquistar tudo e todos pela sua prestabilidade e pela dedicação com que se entrega ás causas. O seu grande problema é Vittoria, a mulher da sua vida. A mulher que dia após dia comanda os seus sonhos e por quem ele abandona tudo para salvar. É ao saber que a sua amada entrou em coma, após um atentado terrorista em Bagdade, onde estava a escrever um livro sobre Fuad, o seu amigo poeta iraquiano, que Benigni explode para um desempenho de altíssimo nível. A sua personagem em solo italiano já era divertida e jogava bem com as situações, mas era uma personagem inocente que não trazia nada de novo ao que nos habituamos a ver em Benigni. No entanto a sua ida para o Iraque traz nova vida ao filme e lança-nos para uma aventura inesquecível que é, ao mesmo tempo, uma das mais belas histórias de amor que já foram contadas.
A recriação desta história de amor, na terra das fábulas e sonhos, é surpreendente pela sua dinâmica e frescura. Benigni não faz nenhum statemente politico pró ou contra a guerra. Limita-se a ser contra todas as guerras, contra tudo o que o possa manter afastado da mulher da sua vida. Mulher essa - interpretada como é habitual por Nicholetta Braschi, a própria mulher de Benigni - que desprezamos a príncipio, por