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abril 26, 2006

Depp pode ser estrela de rock

Todos sabem que Johnny Depp é um apaixonado pela música, mas poucos sabem que durante alguns anos teve a sua própria banda. O próprio Jack Sparrow - provavelmente a segunda maior composição de um actor em toda a história do cinema - é inspirado em Keith Richards, o guitarrista dos Rolling Stones. Agora Depp pode estar perto de se tornar numa grande estrela de rock. Basta aceitar protagonizar o biopic que se prepara na Austrália sobre os INXS.
Os produtores procuram um elenco de luxo para o filme sobre a banda de Michael Hutchence. Eric Bana, Sienna Miller, Hayden Christensen, Eva Green, Stephen Rea e Naomi Watts estão na calha para entrarem no filme.
Mas Depp seria o protagonista, interpretando o perturbado vocalista da banda, que terminou com a própria vida em 1997. Slide Away seria o titulo do filme que será realizado por Nick Egan, o autor de muitos dos videoclips da banda.
Johnny_pic_04.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às abril 26, 2006 02:37 AM

Comentários

A composição do Depp enquanto Jack Sparrow é bastante boa, especialmente tendo em conta que estava a ser dirigido por um realizador mediocre, mas não acho extraordinária. Para mim, as suas melhores interpretações continuam a ser em Ed Wood e Edward Scissorhands - curiosamente, em ambos a ser dirigido pelo sublime Tim Burton.

Publicado por: Miguel Galrinho às abril 28, 2006 06:48 PM

Miguel, neste aspecto foi mesmo por causa do "muito provavelmente" que eu escrevi daquela forma. A expressão em si aponta mais um consenso (mesmo que não certo, como é óbvio) e menos para uma opinião pessoal. Dá mais a ideia de ser uma opinião generalizada (mesmo que não totalmente aceite, daí o "provavelmente"). Caso contrário introduzes um elemento de dúvida desnecessário na tua opinião: a de não estares certo, mesmo de forma subjectiva. Ou seja, dizes que na tua opinião (que não é absoluta para a generalidade da população, como é óbvio, nem tu alguma vez a pretendes assim) é a segunda melhor (ou melhor, isso é indiferente). Mas por outro lado dizes não ter a certeza. De um ponto de vista formal a tua opinião é absolutamente subjectiva e subjectivamente absoluta. Podes mudá-la dentro de dois dias, mas no momento em que a dizes é aquela e sem dúvidas.

Por isso acho que deverias dizer algo do género de "para mim" ou "pessoalmente" ou algo do género. O "muito provavelmente" é excessivamente global.

Mas isto são discussões metafísicas e de pormenor, se bem que interessantes :)

Já agora, quanto à composição não a acho a esse nível (como o disse). Mesmo a de Marlon Brando n'O Padrinho não me convence assim tanto. Claro que o argumento é ridículo, tal como a realização, mas isso não chega para a tornar assim tão excepcional em relação a outras. Para dizer a verdade, prefiro inclusivamente o papel que ele fez em Ed Wood, para o qual também não tinha muito por onde pegar e criou uma personagem absolutamente deliciosa.

Publicado por: João André às abril 27, 2006 09:36 AM

Além do mais, escrevi "muito provavelmente", ou seja, nem foi uma afirmação absoluta ;-)

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às abril 26, 2006 10:55 PM

João, gosto de todas as composições que citaste. A do Vitto Corleone é realmente a melhor de sempre, como há pouco pude comprovar numa revisitação do Padrinho. Mas por muito bom que sejam todas as outras, nenhum se compara ao trabalho de composição e criação - praticamente a partir do nada (o esboço do guião era ridiculo) - do Depp no Sparrow. O óscar não foi contestado por causa da legião de fãs do Murray e dos que acreditavam que já há muito que o Penn devia ter um óscar em casa.
Concedo que foram várias as grandes composições que marcaram a história do cinema, mas pessoalmente e como autor do espaço, acho que só uma superou o Depp. Mas como sabes, tudo o que é aqui escrito - quando não é uma afirmação noticiosa - é pessoal, não vale a pena estar sempre a reafirmar rapaz.

um abraço

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às abril 26, 2006 10:53 PM

Vitto Corleone de Marlon Brando!

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às abril 26, 2006 10:47 PM

Para variar, replicação do comentário porque o weblog me diz que houve erro com a primeira tentativa. Mais uma vez as desculpas.

Publicado por: João André às abril 26, 2006 08:34 PM

Hmmm, a Maria Falconetti no La Passion de Jeanne d'Arc? Ná, muito silenciosa. A Björk no Dancer in the Dark? Não, foi experiência única e demasiado limite. A Maria de Medeiros no Três Irmãos? Não, ridículo, demasiado portuguesa. A Elizabeth Taylor no Guess who's coming for dinner? Não, demasiado teatral. A Gloria Swanson no Sunset Boulevard? Demasiado antigo.

Não, espera, é actor, não actriz. Então...

O Vittorio Gassman no Profumo di donna? Não, que ideia a minha. O Marlon Brando n'O Padrinho. Espera, demasiado óbvio. O Tom Hanks no Forrest Gump? Ná, demasiado comercial. O Dean Martin no Some Came Running? Hmmm, demasiado secundário. O Marlon Brando (outra vez) no On the Waterfront? Ou no A Streetcar named Desire? Demasiado brando (trocadilho hã hã?) no primeiro e demasiado duro no segundo. O Paul Newman no The Hustler? Hmmm, demasiadamente pouco conhecido. O Dustin Hoffman no Tootsie? Excessivamente feminino.

Miguel, uma coisa é escrever "para mim a segunda melhor composição de sempre" ao que deverias escrever qual a melhor. Outra é escrever "provavelmente a segunda melhor...". A história do cinema está pejada de grandes composições de actores e actrizes. Mesmo pegando apenas nos filmes que viste (que serão certamente imensos) ainda haverá muitas outras fantásticas que nunca terás visto. Repara que ele nem sequer ganhou o óscar no ano do Pirates of the Caribbean e nem foi uma decisão particularmente contestada.

Já agora a opinião pessoal. Foi uma composição excepcional, sem dúvida. A melhor dele, possivelmente, mas daí ao ponto em que a quiseste deixar? Não estarás, honestamente, a exagerar um pouco? (isto reservando-te o direito de ser a tua segunda preferida de sempre)

Publicado por: João André às abril 26, 2006 08:33 PM

Hmmm, a Maria Falconetti no La Passion de Jeanne d'Arc? Ná, muito silenciosa. A Björk no Dancer in the Dark? Não, foi experiência única e demasiado limite. A Maria de Medeiros no Três Irmãos? Não, ridículo, demasiado portuguesa. A Elizabeth Taylor no Guess who's coming for dinner? Não, demasiado teatral. A Gloria Swanson no Sunset Boulevard? Demasiado antigo.

Não, espera, é actor, não actriz. Então...

O Vittorio Gassman no Profumo di donna? Não, que ideia a minha. O Marlon Brando n'O Padrinho. Espera, demasiado óbvio. O Tom Hanks no Forrest Gump? Ná, demasiado comercial. O Dean Martin no Some Came Running? Hmmm, demasiado secundário. O Marlon Brando (outra vez) no On the Waterfront? Ou no A Streetcar named Desire? Demasiado brando (trocadilho hã hã?) no primeiro e demasiado duro no segundo. O Paul Newman no The Hustler? Hmmm, demasiadamente pouco conhecido. O Dustin Hoffman no Tootsie? Excessivamente feminino.

Miguel, uma coisa é escrever "para mim a segunda melhor composição de sempre" ao que deverias escrever qual a melhor. Outra é escrever "provavelmente a segunda melhor...". A história do cinema está pejada de grandes composições de actores e actrizes. Mesmo pegando apenas nos filmes que viste (que serão certamente imensos) ainda haverá muitas outras fantásticas que nunca terás visto. Repara que ele nem sequer ganhou o óscar no ano do Pirates of the Caribbean e nem foi uma decisão particularmente contestada.

Já agora a opinião pessoal. Foi uma composição excepcional, sem dúvida. A melhor dele, possivelmente, mas daí ao ponto em que a quiseste deixar? Não estarás, honestamente, a exagerar um pouco? (isto reservando-te o direito de ser a tua segunda preferida de sempre)

Publicado por: João André às abril 26, 2006 06:52 PM

"O próprio Jack Sparrow - provavelmente a segunda maior composição de um actor em toda a história do cinema"

Qual a primeira?

Publicado por: Pedro às abril 26, 2006 03:50 PM

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