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abril 11, 2006
Séries de TV - ER
Hoje em dia estão em moda e servem para tudo. Séries com a vida de um hospital como pano de fundo são sempre apetecíveis porque garantem uma acção secundária constante e nunca entediante, quando a primeira pode ser qualquer coisa. Mas por excelência, só uma série é capaz de colocar o caos que se vive nos corredores dos hospitais como acção principal, nunca se deixando ir abaixo. Não relaxem, estão no Serviço de Urgências.

Manuel António Martins
O ritmo frenético, as linhas de acção envolventes e verdadeiras montanhas russas emocionais são os principais argumentos desta série para criar um ambiente stressante, mas poderoso e real, onde médicos e enfermeiros se confrontam com os desafios diários de um hospital numa grande cidade, desde as tão conhecidas sala de espera sobrelotadas, a falta de material e decisões de vida ou de morte, estagiários que não são o que se espera ou que precisam de mais apoio, doentes que não têm para onde ir ou como se curar fora dali... são situações que exigem dum equipa de pessoas atenção a tempo inteiro, o que se reflecte nas suas quebras pessoais e depressões. A componente psicológica desta série é fortíssima, principalmente porque não há momento algum em que o guião seja brando com as personagens, originando twists felizes ou situações improváveis que os levem a relaxar. Nesse aspecto, E.R. é tão brutalmente real que por vezes chega a ser doloroso. Mas da mesma forma que não há bons momentos gratuitos, também não devemos generalizar que a série é um inferno constante. Não, esta série trata pessoas e trata de pessoas, pelo que os momentos de felicidade que nos traz são momentos verosímeis, pequenas alegrias da vida de qualquer um de nós que também ali não são impossíveis de acontecer.
E isso é sem qualquer dúvida bom ver-se em televisão: verdade, vida, e não apenas mais uma série com qualidade mas irrealidade.

No que toca a casting, há de tudo um pouco a dizer. Valerá a pena elogiar o papel que o brilhante George Clooney teve em todo este sucesso? O Dr. Doug Ross é um pediatra atensioso e profissonal, uma personagem mulherenga e com uma relação inconstante com Carol, normalmente bem disposto e um poço de energia: é inesquecível.
E o que dizer da quantidade de actores revelação que tem saído deste serviço de Urgências ao longo das últimas 11 temporadas? No mínimo, há que reconhecer que um trabalho bem feito, quando dado a actores com potencial, pode torná-los em grandes figuras. Facilmente poderíamos substituir qualquer uma das 4 personagens escolhidas no destaque sem alterar a qualidade...
O guionista Michael Crichton criou brilhantemente esta série de crónicas de vida e morte, numa atmosfera de grande intensidade dramática passada nas Urgências do ficcionado Chicago County General Hospital, onde cada episódio retrata o dia-a-dia de todos os que passam a sua vida a correr naqueles corredores, desde o mais excitante momento ao mais mundano, desde as pequenas alegrias até nos levar às lágrimas com um caso mais marcante. Produzida por John Wells (The West Wing), Christopher Chulack (Third Watch) e David Zabel (Jag), E.R. é uma verdadeira coleccionadora de Emmys -22 desde 1994- incluindo o de Outstanding Drama Series (1996). Entre muitas nomeações, arrecadou ainda o George Foster Peabody Award (1995), e quatro Screen Actors Guild Awards para Outstanding Ensemble Performance. A NBC vai continuar a produzir ER para a temporada televisiva de 2007-2008...ninguém irá ficar sem ser atendido!

Noah Wyle
Dr. Jonh Carter é uma das personagens mais aclamadas da série. O publico acolheu-o como um estagiário nervoso e ansioso para provar o que valia, e viu-o evoluir para um médico confiante, inovador e sensato. Ganhou o respeito de todos.

Eriq La Salle
Dr. Peter Benton no início da série apresentava se como um mentor duro e exigente para Carter que tentava ao máximo agradá-lo sem nunca o conseguir realmente. Um cirurgião dos melhores. É um homem de cor que encontrou vários obstáculos na sua vida e construiu uma face fria. Contudo, ao longo da série vai revelando relutantemente alguns sentimentos.

Anthony Edwards
Dr. Mark Green, divorciado, pai babado de uma menina (Rachel), é uma personagem que vive atormentado com problemas pessoais, quer nas suas relações amorosas, quer na sua relação com os pais. Tem uma posição de relevo no hospital o que o obriga a saber conjugar amizades e decisões profissionais. Muitas vezes cede sobre pressão.

Laura Innes
Dr. Kerry Weaver é uma mulher que se fez a si mesma, independente e boa profissional. Progride rapidamente dentro do hospital. Apesar da sua personalidade não ser bem aceite por alguns colegas, nada a derruba nem mesmo a deficiência física que a obriga a andar pelas salas e corredores de muleta.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às abril 11, 2006 11:29 PM
Comentários
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Publicado por: funny ringtones às agosto 11, 2006 08:17 AM
Desde miuda que adorooooooooo o serviço de urgência....fiko colada ao sofá e quando acaba o episodio fiko xateada..aptece-m ver mais e mais.....cm vou seguir uma área relacionada á saude fascina-m td akilo....s alguem m arranjasse os dvds pa gravar era bues de fixe... :P
Publicado por: Raquel às maio 24, 2006 02:36 PM
Nao conheco nada igual a serie ER. Sou facisnado pelo seriado. Por favor mandem pra mim os episodios para que eu possa gravar.
Acho legal e ter a volta de Carter para ajudar a LUKA na batalha desse Hospital.
Publicado por: Itaibes Paiva às abril 24, 2006 04:07 AM
Quanto a isso das muletas é verdade. Eu tenho ideia de ser como digo, mas também pode ser o contrário. Seja como for é indiferente :)
Publicado por: João André às abril 12, 2006 10:00 PM
Ouch, overdose de comments!*
É assim, não tenho qq problema em admitir que os comments do João André por vezes caem mal graças à agressividade que ele põe neles, mas isso n sou eu que tenho de justificar, é ele, como o fez. De forma clara, diga-se, e que eu percebo plenamente, por isso a partir d hoje não vao cair tao mal ;)
Mas de qualquer forma, sou obrigado a agradecer ao Luís por se ter "chegado a frente" e me ter defendido de forma tão clara como o João criticou. Obrigado!
E assim meus senhores, podiamos dar esta pequena conversa a três por encerrada sem mais ping pong...
Qt à historia das muletas vs canadianas...lol, eu sempre chamei canadianas ao que tu chamas muletas e honestamente é o que muita gente chama! Se calhar chamava mais depressa muletas as tais das axilas...lol...
Publicado por: Manuel António Martins às abril 12, 2006 07:31 PM
Esta serie é de facto genial, de medicos é para mim a melhor de sempre.Que tal para a semana, ecreveres sobre uma de 2 series que passam na 2, salvo erro é o unico canal onde elas podem ser vistas em Portugal refiro-me a Roma uma serie genia(penso que já falate dela não me recordo)e True-Colling que fez voltar á tv Jason Prestley lembram-se dele do Bervely Hills 9210(aqui está uma serie de culto para escreveres).Temos de apoiar as poucas series que são unicas nos canais generalistas em Portugal. Porque tambem não escreveres sobre alguma das muitas series comicas que vão aprecendo Friends, Berny Mac, Sienfeld,Dharma e Greg, Chefe mas Pouco sei lá tantas nunca mais acabava e não precisam de ser só americanas á muitas inglesas boas por exemplo a que atualmente passa nas 2 Que Familia,ou outras Turmomen,A Vigária etc.
Publicado por: Hugo Cunhao às abril 12, 2006 06:55 PM
Luis Santos, tenho a certeza que o Manel aprecia essa defesa que fazes dele. E como ele, desgraçado, não tem acesso aos comentários, necessita realmente dela.
Quanto a ser arrogante, agradeço o esclarecimento mas já o sabia. Como o Miguel Lourenço Pereira sabe perfeitamente, muitas vezes sou-o. Aliás, ele sabe-o melhor e já tivemos frequentemente desaguisados. Curiosamente ultrapassámos isso e agora damo-nos até bastante bem, mesmo discordando mais de 50% das vezes em opiniões sobre filmes.
Relativamente à minha crítica, é o habitual, quem não gosta da crítica que se enfie num cantinho. O Manel não se atemorizou com ela. Aceitou as correcções que entendeu aceitar e rejeitou as outras. Repara que eu digo coisas como «(mas vai melhorando [a escrita], o que é compreensível) e não está (pelo menos por enquanto) ao nível da do Miguel». Até dou ali o meu incentivo, manifestando a esperança que chegue ao nível da do Miguel. Aliás, é compreensível ser pior porque lhe falta a prática. Com o tempo, vai melhorar certamente.
Há um ponto que convém apontar: o Miguel foi fazendo o Hollywood evoluir tendo em vista algo como uma "revista" online de cinema. Com o tempo ganhou visibilidade, reputação e leitores. Uns, provavelmente como tu, não ligam à qualidade da escrita, outros, como eu, desejam-na boa. Digamos que é como um jornal: se te tornas leitor e te habituas a uma determinada qualidade, torna-se normal esperar que essa qualidade se mantenha. O lado monetário não está presente, como é óbvio, por isso falo em "desejar" e "esperar" em vez de usar a palavra "exigir". Também isso me motiva. Por outro lado, a crítica à escrita, se apontada genericamente e sem referir aspectos mais pormenorizados (não há tempo para isso e, além disso, o português é correcto, mesmo que não particularmente bem escrito), pode dar a motivação para melhorar. Um simples "amém" apenas pode levar a uma estagnação ou, pior, a um degradar da escrita.
Se sou arrogante em alguns aspectos é porque atingi um grau de exigência algo elevado. Se o Hollywood descer abaixo do mesmo, eu começarei a apontá-lo. Se as minhas críticas forem ignoradas ou rejeitadas sem uma refutação, então simplesmente deixarei de o ler. É simples. Contigo passa-se o mesmo. Agora, eu não cultivo medíocridade e gosto de motivar as pessoas a não fazer o mesmo. Se a ti não te incomoda, isso é contigo e com o teu blogue.
PS - Manel, eu não contesto aquilo que ela usa. Eu apenas disse que (pelo que penso, como já disse posso estar errado) o que ela usa são muletas. A diferença está no formato. A muleta é simplesmente o bastão com uma pega perpendicular. A canadiana é a versão que apresenta um formato em Y fechado em cima. Neste formato a parte superior é colocada sob a axila, dando um segundo suporte. É usada para aliviar a pressão (e consequente cansaço) sobre as mãos (mas também deixa as axilas bastante doridas, digo-o por experiência). Mais uma vez repito, posso estar perfeitamente errado quanto ao nome, mas isto não é uma crítica, será mais um preciosismo :)
Publicado por: João André às abril 12, 2006 05:42 PM
E.R é uma série absolutamente genial, numa época em que a nossa televisão está "inundada" de telenovelas e programas sem conteúdo cultural que se prese. É de louvar que a 2 volte a transmitir Serviço de Urgência. Uma série com altos valores, e conteúdo relevante socialmente. Pode-se dizer que a cada episódio de E.R recebemos uma "lição de vida", com personagens com que façilmente nos podemos relacionar. Sou uma grande fã!
Publicado por: Isabel Arantes às abril 12, 2006 04:42 PM
E.R é uma série absolutamente genial, numa época em que a nossa televisão está "inundada" de telenovelas e programas sem conteúdo cultural que se prese. É de louvar que a 2 volte a transmitir Serviço de Urgência. Uma série com altos valores, e conteúdo relevante socialmente. Pode-se dizer que a cada episódio de E.R recebemos uma "lição de vida", com personagens com que façilmente nos podemos relacionar. Sou uma grande fã!
Publicado por: Isabel Arantes às abril 12, 2006 04:41 PM
João André uma coisa é criticar construtivamente ou coisa é ser arrogante. E parece-me que estás a ser a segunda hipotese, pois Manuel começou agora e se escreve mal, o que não concordo podes ensiná-lo de maneira mais bem educada, se não queres ajudar então acho que te devias limitar a ler o que escreve. Porque ele perde muito tempo de certeza nisto e é com gosto...
Publicado por: Luis Santos às abril 12, 2006 04:11 PM
João, agradeço sinceramente a preocupação e dou te razão! Mas da mesma forma que ainda no outro comment me justifiquei com o pouco tempo para aprofundar mais a rúbrica, justifico também estes lapsos assim. Não é que tenha que me justificar, mas acho que não há mal nenhum em dizer! Terça-feira é um dia apertado e só consigo acabar o artigo mesmo à noite, pelo que por vezes descuro um bocadinho nos detalhes...por vezes imperdoáveis como esse "mts" que passou.
...já a história da canadiana/muleta pessoalmente acho que era um preciosismo desnecessário da tua parte, mas mantenho a minha - é de facto uma canadiana...Podes confirmar nas duas fotos do artigo onde ela aparece.
um abraço
Publicado por: Manuel António Martins às abril 12, 2006 12:48 PM
Excelente série! da dúzia delas que eu acompanho regularmente ou esporadicamente o ER leva o Ouro para casa :D
Ainda por cima agora voltou a dar 2 eps por semana: na 2 e no AXN :D
Publicado por: tEik0o às abril 12, 2006 12:30 PM
Três notas,
1. Manel, por favor assina os teus textos. Ou Miguel, por favor coloca a assinatura dele nos textos. É agradável saber quem os escreveu.
2. "Mts"? Por favor, escrever num blogue não é o mesmo que escrever SMS's ou sequer que escrever nos comentários do blogue. Não uses abreviaturas. Ficam mal e já acho que a tua escrita não é das melhores (mas vai melhorando, o que é compreensível) e não está (pelo menos por enquanto) ao nível da do Miguel.
3. Não é uma canadiana. A canadiana creio que é a outra que se apoia por baixo dos sovacos. Ela usa mesmo uma muleta.
Quanto à série, seguia-a durante muito tempo. Era bem feita e interessante. Era a minha telenovela. Depois foi aprofundando demasiadamente a lógica de telenovela e pouco o lado de série e deixei praticamente de a ver. Bom, também deixei de ver televisão em geral, por isso terá sido um pouco por arrasto...
Publicado por: João André às abril 12, 2006 12:30 PM
LOL foi xelente essa das cuecas =P
É de facto uma grande serie, so hesitei em escrever sobre ele porque ja tha escrito sobre House e o público podia pensar que eu não faço outra coisa que n seja ver séries de médicos, mas a verdade é que House é praticamente sobre House como personagem enquanto ER é muito mais abrangente. Merecia o destaque! Gostava de ter um bocadinho mais de tempo para fazer esta rúbrica mais completa mas é complicado.
Se tiverem algumas preferências para a próxima semana postem aí ;) *
Publicado por: Manuel António Martins às abril 12, 2006 11:37 AM
De facto uma das melhores séries de sempre. só tenho acompanhado nos ultimos 2 anos, e desde ai, sempre q posso vejo. É incrivel como é q uma série só consegue ter tantas emoções juntas. e é engraçado ver os progressos dos médicos/actores ao longo dos anos. muito bem feita a série. e uma das mais longas de sempre, senão a +, ñ é?
O meu tio q é médico, ñ perde um episódio desde o 1º. antes gravava tudo em cassetes e agora comprou uma data de épocas em dvd. até tinha umas cuecas a dizer E.R. (tou a gozar claro).
Publicado por: TAG às abril 12, 2006 05:42 AM