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abril 08, 2006
The Top of the Tops - As Trilogias
Há histórias que nunca deviam acabar. São tão grandes, que as suas personagens nunca deviam finalizar a sua demanda ou atingir os seus objectivos. Deveriam ficar para sempre a lutar e a ganhar, renascendo cada vez que as queríamos conhecer de novo, vendo sempre uma grande obra como se fosse a primeria vez. Mas tal não é possível, pois tudo o que tem um começo tem um fim... Felizmente, há criadores que sabem quanto custa deixar para trás uma boa história e fazem de tudo para a perpetuar, quanto mais não seja por apenas algumas mas preciosas horas. Felizmente há trilogias.

Manuel António Martins

5. Back to The Future
Robert Zemeckis é um grande criador de histórias onde a ficção e a realidade s tocam constantemente, tornando qualquer trama muito mais imprevísivel do que seria a partida e muito mais plausível do que se fosse apenas imaginação. Em Back to the Future, construiu a melhor saga de sempre envolvendo viagens no tempo, e todos os consequentes paradoxos e estranhos twists que daí advêm.
Marty McFly é um jovem de 17 anos a quem quase tudo, como é normal nessa idade, corre mal: sente-se incompreendido, desajustado, vive em constante conflito com os pais. Só fora de casa é que encontra o conforto da namorada e o génio do cientista local, o Dr Emmet Brown (Christopher Loyd). E é precisamente durante um dos encontros com esse génio que Marty é apresentado a uma experiência que correu de forma estranha...mas que tem o incrível poder de viajar no tempo.
Ao longo dos três filmes a história é "linear", começando com Marty a viajar para 1955, onde acidentalmente quase arruina a sua existência, pois conhece os seus pais quando estes eram ainda adolescentes. A sua primeira missão é portanto juntá-los, e garantir assim que vários anos mais tarde ele próprio irá nascer, sob pena de vir a desaparecer caso falhe. Felizmente, tudo corre bem, mas como as viagens no tempo nunca são tão simples como parecem, no segundo filme Marty e Doc têm que voltar ao passado depois do DeLorean lhes ter sido roubado, e um dos inimigos de Marty ter enviado para o seu passado um livro com estatisticas desportivas dos proximos cinquenta anos, que o tornou rico e poderoso. A missão implica destroná-lo no passado, sem interferir com esse presente. Mais uma vez, a normalidade regressa, mas a verdadeira viagem dá-se no 3º filme, quando Doc é acidentalmente enviado para 1855, onde não consegue voltar para casa, a não ser que Marty o vá buscar.
A plenitude de imaginação de Back to the Future é espantosa, e o leque de possibilidades irreais que se abre à nossa frente é no mínimo fantástico. Mas o segredo não está aí, pois a ideia da máquina do tempo é antiga e bem sucedida. O que Back to the Future fez foi adaptar essa ideia aos nossos dias, aos problemas reais do quotidiano, acrescentar-lhe uma grande dose de humor e aventura, lançar Michael J. Fox para o estrelato e colocar-se definitivamente como um marco intemporal em qualquer prateleira de cinéfilo.

4. Indiana Jones
Do homem ao mito, Indiana Jones é fruto do génio de dois homens que nasceram para criar histórias marcantes. Desde a irrepreensível realização de Spielberg até aos míticos guiões de George Lucas, esta trilogia nasceu para ser imortalizada. Talvez não seja a mais densa das histórias, talvez não tenha os mais fantásticos efeitos especiais, mas tem uma alma do tamanho do mundo, e isso é algo que se perpetua na memória de todos os que realmente amam cinema. Mas caso prefiram uma explicação mais simples, tem Harrison Ford.
Durante os 3 filmes, passados entre as décadas de 30 e 40, o Dr. Indiana Jones, famoso arqueólogo e historiador, depara-se com situações onde os seus conhecimentos se intersectam com o descobrimento do oculto e do místico, pondo a prova toda a sua coragem e atitude, lógica e humor. Desde a procura da Arca Perdida, onde crê estarem os 10 mandamentos, passando pela recuperação de poderosas gemas milenares, até salvar o seu pai das mãos dos Nazi que procuravam o Santo Graal, Indy vai amadurecendo e criando uma imagem quase imortal. Viajando da Índia ao Nepal, passando pelo Cairo, Indy percorre o mundo e deixa-nos imagens que são impossíveis de apagar, como aquela caminhada às cegas sobre um precípicio minutos antes de alcançar o Cálice de Cristo.
Pelo humor, pela acção, pelo lado fantástico, pelo lado real, por ter Harrison Ford, por acabar uma trilogia com Sean Connery a fazer de seu pai, pela inesquecível música do genérico, pelo chicote e pelo chapéu, Indiana Jones nunca morrerá nem deixará por mãos alheias o seu espaço de destaque onde que que se contem trilogias.

3.Star Wars
Já se disse tudo de Star Wars, mas fica sempre algo por dizer. Da mesma forma que já se disse tudo sobre o génio de George Lucas, sobre a espantosa história que ele criou, sobre as diferentes formas de vida, culturas, personagens. E depois, há ainda os incipientes avanços na tecnologia de efeitos especiais que veio revolucionar a histrória do cinema. E há a Força. E é por isso que Star Wars é provavelmente a maior saga de culto que existe e que vai existir.
A história começa literalmente "a meio", há muito tempo atrás, numa galáxia distante, onde um destemido grupo de rebeldes, liderado pela carismática Leia (Carrie Fisher), resiste heroicamente às forças Imperiais que querem dominar a galáxia. Paralelamente, um jovem chamado Luke Skywalker (Mark Hamill) vai descobrindo o seu caminho e as suas raízes, acompanhado pelo velho Ben Kenobi, um antigo mestre Jedi. E quando as forças rebeldes começam a ser empurradas e Leia capturada, Luke vai ter que procurar ajuda junto de um contrabandista sarcástico que dá pelo nome de Han Solo (Ford) e do seu companheiro Wookie, Chewbacca. Depois de salvarem a princesa e de se juntarem aos rebeldes, Solo e Skywalker vão revelar-se peças essenciais na luta contra o Império, mas a missão de Skywalker vai mais longe. Ele está fadado para ser aquele que vai finalmente acabar com o poder dos Sith, aqueles que utilizam o lado negro da Força. As batalhas contra Vader aumentam de intensidade depois do jovem Skywalker aprender com Yoda sobre o poder da Força, como temê-la e controla-la. A batalha final entre o Império e os rebeldes aproxima-se. A batalha final entre Luke e Vader é iminente e plena de revelações que explicam toda a história, num desfecho que se tornou famoso.
Star Wars é um marco na história do cinema e da imaginação, deixando para gerações e gerações imagens e expressões que nunca cairão no esquecimento... And may the Force be with you.

2.The Godfather
Se toda uma geração pudesse ser reduzida a um filme, esse seria The Godfather. Criado por Francis Ford Coppola, o mais genial de todos os movie-brats, The Godfather tornou-se num dos maiores filmes de culto da história do cinema, dando origem a duas sequelas também elas de altissimo nível. Aliás, The Godfather II tornou-se na única sequela de um filme oscarizado pela Academia (o primeiro filme tinha vencido dois óscares em 1972) a repetir o triunfo, em 1972.
O filme, inspirado num argumento de Mário Puzzo, conta a história da família Corleonne, uma das mais importantes famílias da Máfia de Nova Iorque. O primeiro filme apresenta-nos ao mundo do crime nova-iorquino, onde o veterano Vitto (soberbo desempenho de Marlon Brando, uma das maiores composições da história do cinema), patriarca da família, e os seus filhos. Sonny, o mais velho e impetuoso. Fredo, em quem ninguém confia. Tom, o jovem adoptado que é também o cérebro. E Michael, o inocente benjamin, que se revelará o mais duro dos homens do crime. Entre as peripécias da família nos três filmes- num período que percorre trinta anos - acompanhamos a personagem de Michael (inesquecivel Al Pacino) e a forma como a tragédia familiar o atinge, de tal forma que perde tudo o que realmente quis. Com diálogos marcantes, música inesquecível de Carmine Coppola e um elenco de fazer inveja a qualquer trilogia (Brando, Pacino, Duvall, Caan, Keaton, Shire, Sofia Coppola, Garcia, de Niro), The Godfather é a trilogia mais marcante das últimas gerações. E até ao surgimento de Lord of the Rings, a mais amada história cinematográfica contada em três capítulos.

1.Lord of the Rings
Deus criou o seu mundo, e Tolkien criou o seu. Depois veio Peter Jackson e fez magia, e todos nós quisemos um buraco de Hobbit na Terra Média.
O Senhor dos Aneis é uma história no meio da História daquele mundo. Há muitos anos atrás, os aneis do poder foram criados e distribuídos pelas raças que habitam a Terra Média. Mas um deles, forjado em segredo, acabou nas mãos de Sauron, e esse anel foi feito para todos governar. Com a queda de Sauron, o anel perdeu-se...até acabar nas mãos de um Hobbit, Frodo Baggins (Elijah Wood), que juntamente com mais 3 fantásticos Hobbits(Sean Astin é Sam, Billy Boyd é Pippin, Dominic Monaghan é Merry), um anão de nome Gimli (Rhys-Davies), um elfo de nome Legolas (Bloom), dois humanos, Boromir (Astin) e Aragorn (Mortensen) e um feiticeiro chamado Gandalf (McKellen) vão constituir a Irmandade do Anel, cujo objectivo é destruir este instrumento do mal. Mas inevitavelmente a Irmandade desfaz-se, e durante os três filmes somos presenteados com o mosaico dos diferentes grupos, das suas batalhas e perdas, desenvolvendo uma relação de proximidade com cada personagem que só é possível pelo trabalho e dedicação que estes actores fantásticos debitaram no seu alter-ego, pela forma como os guionistas adaptaram a história, pela forma como Jackson é minucioso nos detalhes. Depois de vermos Minas Tirith é impossível não acreditar que a Cidade Branca é real, e que aquela batalha nos campos de Pellennor se travou mesmo. Porque tudo isso aconteceu, há muito tempo atrás, algures num local desconhecido, e nós tivemos o previlégio de ver tudo na primeira fila. Ou queremos acreditar que sim. Senhor dos Aneis é magia, e parece que a Academia também gostou da magia, premiando o Regresso do Rei com 11 Óscares. Nós agradecemos, e só temos pena que algum dia tivesse tido que acabar...
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às abril 8, 2006 12:22 AM
Comentários
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Publicado por: funny ringtones às agosto 14, 2006 03:45 AM
Olá fãs do SENHOR DOS ANEIS
Também sou um grande fã destes filmes, ao ponto de já ter a espada NARSIL, a espada STRIDER, a espada GLAMDRING, o machado passeio do GIMLI, e uma espada ORC, sem contar com as figuras de acção que tenho.
Também adoro STAR WARS da qual tenho muitos bonecos e um capacete de stormtroop
meu email é steinkampf1@hotmail.com
»»»»»»»»»»»» UM ABRAÇO A TODOS »»»»»»»»»»»»»»»
Publicado por: Pedro Nascimento às agosto 5, 2006 01:59 PM
Sou um grande fã da trilogia back to the future. Visitem o site
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Publicado por: Fred às junho 8, 2006 12:52 PM
Sou uma fã incondicional do Senhor dos Anéis, e fiquei muito feliz por ver a trilogia em numero 1! É imbativel concerteza. Na minha opinião nunca conseguirão fazer uma trilogia (ou um filme) tão bom como o Senhor dos Anéis! É simplesmente fantástico!
Publicado por: Teresa Calado às maio 1, 2006 11:52 PM
O "Senhor dos Aneís" é uma excelente trilogia, mas, "O Padrinho" é brilhante, e merecia o 1º lugar, na minha opinião. Sou fã desta trilogia,que conseguiu reunir alguns dos melhores actores (e as suas melhores perfomances) da História do cinema.Já repararam na coincidência que foi, o Padrinho da máfia italiana ser capturado em Corleone, de onde era natural o Padrinho do filme?
Publicado por: Isabel Arantes às abril 12, 2006 05:14 PM
A saga Star Wars foi escrita por Lucas muito antes da chegada ao Cinema do 1º episódio em 77. O processo caracterizou-se pela divisão em capítulos distintos mas sequenciais.
O argumento - salvo pequenas excepções de pormenor - já tem mais de 30 anos. Há inclusivamente outros 3 episódios no segredo dos Deuses.
A opção de iniciar a filmografia no IV episódio deveu-se, inequivocamente, à tentativa de não massar demasiado os espectadores com escessivos pormenores descontextualizados e iniciá-los de imediato na acção concreta da guerra entre o Império e os Rebeldes.
Publicado por: Pedro Neto às abril 10, 2006 07:44 PM
Há aqui um erro na minha opinião. De todos, apenas o Senhor dos Anéis era à partida uma triologia. Talvez se possa dizer que "antes de o ser já o era". Depois também "Regresso ao Futuro" foi claramente pensado dessa forma, de tal maneira se abre a porta no fim do primeiro filme e tudo isto sabendo que quando estreou o segunedo filme já o terceiro estava em fase de pós-produção.
Já o Star Wars foi uma triologia "acidental". Lucas deixou apenas duas pontas soltas no primeiro filme: a fuga de Darth Vader após a destruição da Death Star e a existência de um Império cujo Imperador nunca é visto. Apenas isso abre portas para "O Império Contra-Ataca" e para "O Regresso de Jedi". Apesar de lhe chamar desde o início "Episódio IV", creio que Lucas nunca teve uma ideia verdadeiramente definida acerca da triologia inicial. A história foi sendo construída como triologia ao longo dos tempos, sem verdadeiro critério e ao sabor dos efeitos especiais (especialmente estes 3 últimos filmes).
Já "O Padrinho" e "Indiana Jones" não merecerão totalmente o epíteto de triologia. Nenhum deles foi pensado enquanto tal. Foram pensados como filmes iniciais que depois foram sequelizados devido aos sucessos. E se O Padrinho ao menos se constrói em sucessão, já os diversos Indiana Jones não têm ligação entre si, podendo existir independentemente entre si. Neste caso preferiria colocar os três primeiros Alien para fazer a triologia. Aliás, o próprio Indy está (segundo se diz há uma década) para regressar, o que terminaria com o seu carácter de triologia.
E falta aqui a triologia (mais uma vez construída passo a passo, sem ideia inicial de o ser, embora o segundo filme pontasse o terceiro) que é Scream. Esta é ideal porque desconstrói verdadeiramente a lógica das triologias.
Na minha lista colocaria: 1. Lord of the Rings, 2. Regresso ao Futuro, 3. Scream, 4. Star Wars (episódios centrais) 5. The Godfather.
Claro que isto não se reflect sobre a qualidade individual de cada filme, caso emq ue teria de recolocar cada filme, mas em termos puros do que é uma triologia e quais os fins a que ela se presta, nesse caso teria que efectuar esta escolha.
PS - correcções: a série de Indiana Jones não entra (creio, não vejo os filmes há já bastante tempo) na década de 40. Nunca estamos no estado de II GUerra Mundial já aberta. Estamos sempre nos prenúncios da mesma. E querer dizer que Indy percorre o mundo indo de Indía ao Nepal (que enorme distância, especialmente se vai pelo lado errado) passando pelo Cairo. É quase o mesmo que dizer que se atravessa o mundo indo de Espanha a Portugal passando por Luanda.
2a correcção: a saga do Padrinho atravessa 70 anos se considerarmos a infância de Vito Corleone (um único "n") retratada no segundo filme, ou mesmo 90 se considerarmos a cena final do terceiro filme, com um Michael Corleone verdadeiramente envelhecido a morrer.
Publicado por: João André às abril 10, 2006 12:51 PM
Também pensei nisso Pedro, quando tive que escolher quais é que ficariam de fora. Para incluir o Alien teria que alargar demais o critério, enquanto que dividir Star Wars entre 2 trilogias me pareceu mais adequado. Estou certo que tu, como fã que dissest que és, hás-de sempre considerar os episódios IV, V e VI como uma Obra quase à parte dos três mais recentes... pelo menos comigo é assim, por isso a escolha do critério. ;)
De resto, fico deveras agradecido a quem partilha da opinião que estas trilogias são e serão sempre algo de fenomenal... E que o Senhor dos Aneis é imbatível =)
Publicado por: Manuel António Martins às abril 9, 2006 05:06 PM
Não reparei que tinha sido o Manuel António Martins a fazer o post, peço desculpa.
Mas sendo assim acho que há uma âmbiguidade, a saga Star Wars é constituido por 6 filmes e não 3 - uma dupla trilogia - e não faz sentido dividir a obra.
Publicado por: Pedro Neto às abril 9, 2006 04:01 PM
Quem fez o artigo foi o Manuel António Martins. E só entraram mesmo trilogias, por muito interessantes que fossem outros filmes a quatro ou a cinco episódios!
Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às abril 9, 2006 03:48 PM
Um artigo fantástico sobre 5 trilogias geniais, do melhor que se fez em Cinema.
É por filmes desta qualidade que a 7ª arte tem tantos seguidores.
Mas não concordo com o posicionamento das mesmas - o que é relativo, como é óbvio - ou eu não fosse um fanático por Star Wars.
Mas falta aqui uma série, Miguel, que na minha opinião viria logo a seguir a Star Wars e apesar de serem 4 filmes é um crime não estar presente neste tipo de análises. Então e Alien? Alguém se esquece do Alien II aka Aliens, para mim um dos melhores filmes de todos os tempos?
Publicado por: Pedro Neto às abril 9, 2006 12:43 PM
Apesar das excelentes escolhas, para mim a mais mítica das trilogias e que promete ser um marco para geraçoes vindouras, bem como para esta, é a do senhor dos anéis. Minuciosamente contada por Tolkien e á qual deu vida Peter Jackson, não vejo como esta poderá desiludir...
Publicado por: Xana às abril 8, 2006 06:01 PM
sou um devorador de cinema e apenas recentemente apanhei este blog de que agora sou visita frequente. Parabéns !
Quanto à escolha está bem apanhada, embora restrita ao Mainstream americano, o que compreendo considerando o critério de continuidade narrativa. Tenho todos estes filmes na minha colecção, confessando que a triologia dos aneis foi, para mim, uma relativa desilusão.
Publicado por: alexandre às abril 8, 2006 03:52 PM
zcelentes escolhas..
Publicado por: joão melo às abril 8, 2006 08:13 AM