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maio 31, 2006

76 Anos...

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Parabens a Clint Eastwood, o maior realizador em actividade, um mestre quando a era dos mestres já findou há muito, um cineasta sem comparação.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:06 PM | Comentários (8)

O Que Estreia Por Cá - Antes do Mundial arrancar...

Dia 9 de Junho arranca o Mundial de futebol na Alemanha e o Mundo vai parar por um mês. Em Portugal, e para aproveitar a onda, estreia The Other Half. Portugal, o Euro2004, a paixão pelo futebol. Os condimentos perfeitos para um filme divertido e original, obrigatório para todos os amantes do desporto-rei.
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Um homem decide passar a sua lua de mel em Portugal. Uma decisão natural, não fosse ele inglês, um povo com uma paixão imensa pelo nosso sol. O que é suspeito é a data escolhida: o Euro2004. Sem que a mulher saiba, ele veio não para viver uma lua de mel inesquecivel, mas para seguir a selecção inglesa ao longo do Euro. E está disposto a tudo para poder ver a sua equipa jogar.
Uma coméida muito ligeira e despretenciosa, filmada com poucos recursos mas que capta muito bem o espírito do Euro que tantas saudades deixou nos portugueses. O futebol jogado está em segundo plano. O que aqui conta é a paixão pelo jogo. Uma paixão sem limites. Com direito a comentadores, treinadores e onzes titulares, The Other Half é um dos filmes mais originais e hilariantes feitos nos últimos tempos em terras de sua Majestade. Ás portas do Mundial da Alemanha é o filme certo a ver.
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Esta semana estreiam mais seis filmes nas salas de cinema portuguesas.

Brian Jones era a grande figura dos Rolling Stones antes de Mick Jagger e Keith Richards terem subido para a ribalta. A vida depravada e hedonistica de Jones é levada ao extremo na década em que tudo foi permitido. Jones acabou vitima dos anos 60 que tanto defendeu, e é esse percurso que o realizador Stephen Woolley quer retratar. No elenco estão Will Adamsdale, Ras Barker e Paddy Considine.
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The Benchwarmers é também um filme sobre desporto neste mês tão futebolistico. Mas agora o desporto em causa é o basebol. Três amigos foram sempre jogadores de banco. Até ao dia em que um bilionário lhes vai dar uma segunda oportunidade de brilhar nos campos de basebol.
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The Proposition é um western violento e repleto de acção e violência gratuita, bem ao estilo de Sam Peckinpah. Dirigido por Tom Hillcoat e escrito por Nick Cave o filme segue dois criminosos irlandeses que fogem para a Austrália onde passam a ser alvos de uma perseguição sem limites.
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She´s the Man conta com a jovem "teen quenn" Amanda Bynes numa história em que uma rapariga aproveita a ausência do irmão para se fazer passar por ele criando uma série de confusões no seu grupo de amigos. Andy Fickman realiza.
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The Shaggy Dog conta com Tim Allen numa aventura para os mais pequenos. Um homem transforma-se em cão e ganha todos os vicios e tiques dos caninos antes de voltar a ser humano. Só aí percebe que a sua faceta de cão nunca iria desaparecer.
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All the Invisible Children junta alguns dos melhores realizadores mundiais (Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Ridley Scott, Jordan Scott, John Woo, Stefano Veneruso) numa forma de tentar defender as crianças de todo o Mundo dos maus tratos a que são expostas. Patrocinado pela UNICEF, o filme aproveita o Dia Mundial da Criança para alertar para um problema que atinge crinças de todos os continentes.
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O Hollywood Recomenda
- Vestiam a camisola da selecção e o cachecol e vão ver The Other Half.

O Hollywood Desaconselha - The Shaggy Dog...é Tim Allen e pouco mais há a dizer sobre isso!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:25 PM | Comentários (0)

Apocaplypto

Depois do controverso The Passion of the Christ, Mel Gibson está de volta com um filme que promete muita polémica. O realizador oscarizado de Braveheart deixou os papeis mais divertidos que o lançaram na década de 80 e 90 e agora dedicou-se aos grandes temas como cineasta. Depois de Cristo, agora chega a vez dos Maias, uma civilização pré-colombiana, desaparecida poucos séculos antes da "descoberta" da América.
Um épico histórico cheio de emoção e acção, num retrato dos últimos dias da civilização Maia. Sem actores de renome o filme será uma aposta interessante na carreira do cineasta australiano. A estreia mundial é a 8 de Dezembro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:15 PM | Comentários (2)

maio 30, 2006

Trailers de Babel

Durante uma semana foi o grande favorito a vencer a Palma de Ouro. Acabou por sair apenas com um prémio, o de Melhor Realizador, mas já tem estatuto de filme de culto. Um pouco como aconteceu com os dois filmes anteriores do mexicano Alejandro Iñarritu, Amores Perros e 21 Grams.
Em Babel há três histórias que se cruzam, como já acontecia nos dois filmes anteriores, mas ao contrário do amor e da vingança, o que aqui está em destaque é a solidão. Num mundo que parece cada vez mais pequeno e próximo, a verdade é que as pessoas estão cada vez mais sós. A partir dos desertos marroquinos Iñarritu traça um retrato poético e intenso da sociedade actual, contando para isso com um belissimo elenco que para além das estrelas Brad Pitt, Gael Garcia Bernal e Cate Blanchett tem ainda as revelações Koji Yakusho e Adriana Barranza.
O filme ainda não tem estreia comercial mas é já um forte candidato aos prémios de fim de ano. Os mais curiosos podem dar uma vista de olhos aos vários trailers disponíveis aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:21 PM | Comentários (1)

Novo projecto para Sofia

Marie-Antoinette foi mal recebido em França mas falta ver o que o Mundo tem a dizer do final da trilogia das adolescentes deslocadas. Sofia Coppola está disposta a deixar para trás as jovens, tão semelhantes a ela própria, de tal forma que o seu próximo projecto já foi anunciado e corta radicalmente com o que temos visto.
Colin Hanks e Bryce Dallas Howard são as cabeça-de-cartaz de um filme sobre um casal de jovens polacos que no final do Século XIX trocam a sua Polónia natal pelo Sonho Americano. Uma viagem igual a tantas outras que milhões de polacos empreenderam entre 1860 e 1900 e que fizeram deles a terceira maior comunidade emigrante nos Estados Unidos até aos nossos dias (atrás de irlandeses e italianos, mas agora ultrapassados por hispânicos).
O filme vai ser produzido por Francis Ford Coppola e pelo irmão realizador, Roman Coppola, e deverá estrear daqui a dois anos nas salas de cinema.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:52 PM | Comentários (1)

maio 29, 2006

Novas imagens de Sparrow

É a estreia do ano. Porque tem Sparrow obviamente. Pirates of the Caribbean 2 estreia em Agosto mas a Disney continua a sua espantosa campanha de marketing divulgando novas imagens do filme. A história já foi desvendada nos trailers e há pouco a dizer. Mas rever Johnny Depp como Jack Sparrow continua a ser uma oportunidade única! As outras imagens estão aqui.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:57 PM | Comentários (0)

maio 28, 2006

Loach, a maior das surpresas de Kar-Wai

Wong Kar-Wai deixou a sua marca bem vincada como jurí, de uma forma muito particular. Os prémios de interpretação foram divididos pelo elenco de Indigénes e Volver. Os cineastas hispânicos estiveram em estado de graça. Iñarritu foi o melhor realizador e Almodovar levou para casa o melhor argumento. Mas no final foi Ken Loach quem ficou a rir. A Palma de Ouro vai para The Wind that Shakes the Barley.
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Falou-se em Volver. Insistiu-se em Babel. Tentou-se recuperar Marie Antoinette. Mas nenhum deles saiu a sorrir da Croisette. O júri liderado por Wong Kar-Wai esteve numa de surpresas e acabou por premiar The Wind that Shakes the Barley de Ken Loach.
Filme sobre a ocupação britânica da Irlanda e dos primeiros movimentos de resistência irlandeses, Ken Loach filma com grande intensidade emocional uma história de coragem. Cilian Murphy lidera o elenco de um filme que acaba por ser um vencedor surpresa, até porque entra num modelo narrativo bastante diferente do que Cannes habitualmente premeia. Para o realizador é o corolar de uma carreira ascedente que tem aqui o seu primeiro grande prémio internacional.
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Para o prémio de Melhor Actor desde cedo se percebeu que havia poucos concorrentes. De tal forma que rapidamente Gérard Depardieu saltou para a ribalta como o grande favorito. A vitória chegaria em francês mas de uma forma inédita com o jurí a premiar todo o elenco de Indigénes, composto por cinco actores: Jamel Debbouze, Samy Naceri, Sami Bouajila, Roschdy Zem e Bernard Blancan.
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Na luta pelo troféu para a Melhor Actriz chegou-se a falar na portuguesa Ana Moreira, mas foi sol de pouco dura. Kirsten Dunst perdeu o favoritismo a partir do momento em que Marie Antoinette se tornou no filme mal amado do certame e Penélope Cruz surgiu na linha da frente. Mas também aí Kar-Wai e companhia surpreenderam. Em vez de optaram pela actriz, decidiram premiar todas as seis mulheres que trabalharam com Almodovar em Volver - Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas, Lampreave, Yohana Cobo e Blanca Portillo. Mais um prémio colectivo numa jogada inteligente do jurí, premiando assim a essência de um filme espantoso do grande cineasta ibérico em vez de se concentrarem numa só actriz.
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Nos restantes prémios ainda se falou muito em Pedro Costa e Marie Antoinette (é verdade que nos últimos dias o filme começou um processo de reabilitação), mas acabou por ser Flandres de Bruno Dumont a vencer o Prémio do Júri e Pedro Almodovar ficou com o prémio de melhor argumento. Babel, favorito para muitos, teve apenas uma vitória, a de Alejandro Gonzalez Iñarritu na Realização.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:20 PM | Comentários (0)

Aquelas Frases...

"You don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything and you don't have to do anything. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow."

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in To Have and Have Not

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:51 PM | Comentários (0)

maio 27, 2006

Cannes - Dia X

Depois de Teresa Villaverde foi a vez de Pedro Costa ter defendido a bandeira portuguesa em Cannes. O festival aplaudiu Juventude em Marcha, um filme que o próprio realizador confessa que não é para qualquer um. Quem também não é para qualquer um é United 93, um filme que coloca a nu o 11 de Setembro e que os americanos receberam mal no mês passado quando o trailer foi divulgado pela primeira vez.
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Pedro Costa descobriu Ventura nas ruas de Lisboa e ficou fascinado pelo seu olhar vazio. Decidiu fazer da sua vida - e da de todos os Venturas - um filme intenso e dificil de engolir. Cannes engoliu-o, doze anos depois do realizador se ter estreado no festival. Um filme que não é de actores nem de argumento, nem mesmo de realizador. É um filme que vem de dentro e que se afirma por isso mesmo, por ser diferente e não ambicionar ser mais do que isso.
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Quem também teve estreia em Cannes foi United 93. O filme de Paul Greengrass conta a história do que aconteceu com o voo 93 do avião da United Airlines, capturado por terroristas no dia 11 de Setembro mas que falhou o alvo (Air Force 1 ou Casa Branca) por circunstancias ainda por esclarecer. A versão romanceada dos mais trágicos herois da América mexeu bastante com o público americano e é o primeiro filme que se decidiu a acabar com o tabu que é o 11 de Setembro.

Amanhã há os vencedores da Palma de Ouro. Favoritos à partida não existem num festival que podia ter sido mais do que prometia.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:38 PM | Comentários (0)

Blade Runner de novo no cinema

Depois de se ter tornado num dos maiores filmes de culto da história da ficção-cientifica em 1982, Blade Runner já teve direito a um director´s cut de Ridley Scott. Mas o cineasta acredita que as alterações não foram as suficientes e vai voltar a mexer no filme que o consagrou a nivel mundial.
Blade Runner: The Final Version chega aos cinemas e ao mercado de dvds em 2007. Em Setembro será lançado uma nova versão especial em dvd e no próximo ano serão quatro os dvds que chegarão às lojas. Uma dose extra de bom cinema que chega, curiosamente, na mesma altura em que outro filme de Scott, Kingdom of Heaven, chega com mais um director´s cut.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:29 PM | Comentários (1)

maio 26, 2006

Cannes - Dia IX

Depois de ter apresentado Fast Food Nation o realizador Richard Linklater regressa a Cannes com A Scanner Darkly. Um filme que quebra todas as barreiras do cinema de animação e que se assume como um dos filmes mais irreverentes do festival.
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Imaginem Keannu Reeves, Winona Ryder ou Robert Downey Jnr. Agora imaginem-nos desenhados na perfeição em filme. A Scanner Darkly é uma arrojada viagem de Linklater ao cinema de animação (mais uma, depois de Waking Life) mas sem nunca esquecer o toque da realidade. Adaptando Philiph K. Dick, o filme passa-se em 2013 num cenário de paranoia onde um polícia é obrigado a espiar-se a ele próprio. Surreal e brilhantemente desenhado (digo, filmado) A Scanner Darkly assumiu-se como uma das grandes surpresas (pela positiva) do festival.
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França aposta forte em Indigénes, um filme onde a estrela é Samir Naceri (lembram-se de Taxi?), realizado por Rachid Bouchareb. O filme conta a história de um regimento de soldados argelinos, marroquinos e tunisinos que se revelaram fundamentais para a vitória Aliada durante a II Guerra Mundial. Polémico, provocante e politicamente correcto, Indigénes é uma aposta conservadora para a Palma de Ouro. Mas por ser francês (se é que isso alguma vez influenciou uma decisão) e por defender uma politica de integração e valorização dos emigrantes magrebinos, o filme pode surpreender.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:47 PM | Comentários (0)

Bonham-Carter junta-se a Potter

Depois da actriz inicialmente escolhida para o papel de Bellatrix Lestrange, Helen McCrory, ter abandonado o papel por causa da sua gravidez, a Warner Bros. decidiu contratar para o seu lugar Helena Bonham-Carter.
A actriz britânica, mulher de Tim Burton, será assim uma das mais temidas Devoradoras da Morte em Harry Potter and the Order of Phoenix, filme a estrear no próximo ano e que marca assim a quinta adaptação da saga criada por J. K. Rawling ao cinema.
O realizador é David Yates e o elenco mantém as mesmas estrelas que têm acompanhado o jovem Potter desde o seu primeiro ano em Hogwarts.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:32 PM | Comentários (0)

maio 25, 2006

Cannes - Dia VIII

Sofia Coppola chegou encantadora a Cannes com o seu sorriso e com a sua nova obra de arte alternativa. Diários de uma rainha do século XVIII ao som de grupos da new wave é apenas um dos muitos pormenores que fazem de Marie Antoinette um OVNI do cinema norte-americano. No final saiu vaiada...quem diria!
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Mas vaiado porquê se a rainha de Cannes, antes mesmo do filme ter sido exibido, era Sofia? Por ser um filme sobre a França. Ou seja, uma visão dos episódios que levaram à revolução francesa que não agradaram aos franceses. Longe de explorar a faceta politica do tema, Sofia fez o que sabe fazer melhor: filmar adolescentes deslocados do mundo. E a sua Maria Antonieta é isso mesmo, como aliás escrevi no Y há dois meses. As vaias em Cannes tiraram-lhe a oportunidade de igualar o feito do pai e conquistar a Palma de Ouro (pelo menos este ano) mas não significa necessariamente que a aventura seja um flop. Pelo contrário, o público frânces é muito possessivo em relação à sua história e pode ter levado a mal a adaptação mais ligeira de Coppola. Mas o potencial do filme continua lá, inabalada, irreverente, pronto a encantar!
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Quem teve melhor sorte junto da critica e do público foi Les Anges Exterminateurs de Jean-Claude Brisseau, um filme irreverente e despreocupado com o público, sempre um modelo bem visto na Croisette. E claro Lucas Belvaux e o seu La Raison du Plus Faile que pode ser uma surpresa na competição que para já tem Babel na pole-position.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:49 PM | Comentários (0)

Swank x 4

Depois de Black Dahlia, Freedom Writers e The Reaping a actriz Hilary Swank tem um novo projecto.
PS, I Love You é um podero drama que gira à volta de uma mulher irlandesa que fica viuva. A única coisa que lhe dá ânimo são as cartas que recebe semanalmente do marido, escritas enquanto ele ainda estava vivo.
Swank já tem dois óscares de melhor actriz - Boys Don´t Cry e Million Dollar Baby - e parece estar disposta a não repetir o cenário desolador que se verificou depois da sua primeira vitória. Na altura a actriz não conseguiu entrar num único sucesso e acabou resgatada do esquecimento por Clint Eastwood.
O realizador de PS, I Love You é Richard LaGravenese, o mesmo que dirigu a actriz em Freedom Writers, um dos três trabalhos de Swank que poderão ser vistos este ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:04 AM | Comentários (0)

maio 24, 2006

Cannes - Dia VII

Entre Inarritu, Aki Kaurismäki e Teresa Villaverde. Foi assim que se viveu o sétimo dia do Festival de Cannes, com mais um filme em competição a surpreender e com o cinema português bem representado por Transe, com uma notável Ana Moreira num dos desempenhos do certame.
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Histórias cruzadas. Um evento dramático. Um pretexto para a redenção. É assim Alejandro Inarritu, desde Amores Perros, mas, essencialmente, em 21 Grams. A dose repete-se, mais uma vez, com Babel. Um casal norte-americano, uma baby-sitter ilegal, dois jovens marroquinos e uma bela japonesa cruzam-se no deserto africano. Um trágico evento une-os de uma forma que nunca pensaram ser possível. A direcção é a habitual, tensa, cheia de deliciosos pormenores. O elenco, é de estrelas - há Pitt, Blanchett e Bernal - mas que funcionam apenas como uma base para o trabalho final do cineasta. Cannes apreciou, como aprecia sempre este tipo de filmes disfuncionais, e aplaudiu de pé.
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Quem também esteve em estado de graça foi o finlandês Aki Kaurismäki. Depois de já ter sido premiado em Cannes há os anos, o realizador regressa com Lights in the Dusk. Um filme divertido e irónico sobre um falhado - como sempre - que procura um lugar numa sociedade que não o quer. Ligeiro e belo, o filme foi a confirmação do mais popular cineasta nórdico em Cannes na actualidade, depois de von Trier está claro.
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Portugal esteve bem representado pelo olhar cru de Teresa Villaverde. No Dia da Europa Transe foi a aposta certa. A história começa em S. Petersburgo e acaba em Lisboa. Pelo meio há Itália, Alemanha e acima de tudo uma viagem ao inferno europeu, ao lado negro de uma sociedade, de um continente, que poucos conhecem. Ana Moreira é a estrela - cada vez melhor actriz a grande promessa lançada ainda adolescente para a ribalta - de uma história trágica como há poucos e que é um contemplar do vazio.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:11 PM | Comentários (5)

O Que Estreia Por Cá - Terceira dose de Mutantes

Depois do sucesso dos dois primeiros filmes com Bryan Singer, a saga de X-Men está de volta mas agora com Brett Ratner no leme. A estreia em Cannes foi aplaudida e do terceiro filme espera-se mais drama, mais novidades sobre as personagens miticas da banda-desenhada, e mais cenas espectaculares de acção. Espera-se um filme tão mutante como as suas personagens...
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Descobriram a cura para os mutantes. Mas quererão eles algo que lhes vai tirar a sua verdadeira essência. Há uma doença para ser necessária uma cura? Os mutantes dividem-se e é a guerra. De um lado o professor Xavier e os seus habituais seguidores, do outro o poderoso Magneto e a sua tropa de mutantes irrascíveis. No meio, sem perceber bem o que os atingiu, os humanos. Uma guerra que promete acabar com todas as guerras mas que é mais uma metáfora para o conflito de mutantes que nunca tem fim à vista. É a terceira adaptação da comic book de sucesso, agora com novo homem ao leme. Mas com um elenco cada vez mais recheado de estrelas. Para além das caras conhecidas (Jackman, McKellan, Stewart, Berry) agora há também aquisições de luxo (Vinnie Jones, Kelsey Grammer).
Um filme que procura repetir os sucessos dos dois anteriores e tornar-se assim num dos blockbusters de referência de 2006.
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Mais quatro estreias nas salas portuguesas esta semana.

The World Fastest Indian segue a aventura de um homem que decidiu bater o recorde de velocidade numa mota sem condições para ombrear com os mais famosos pilotos de velocidade do Mundo. Notável desempenho de Anthony Hopkins num dos filmes mais aplaudidos pela critica norte-americana em 2005.
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A rivalidade entre os pintores Modigliani e Pablo Picasso na Paris do pós-guerra é o tema central do filme Modigliani de Mick Davis. Com Andy Garcia, Omid Djalili e Elsa Zylbersteyn, o drama é uma exploração da obra dos dois autores e da sua relação de ciumes em relação ao amor de uma jovem católica que entra nas suas vidas.
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François Ozon regressa com Le Tempe Qui Rest, o segundo capitulo da sua trilogia da morte, e um filme já feito e refeito dos mais diferentes angulos. Um fotográfo desmaia e descobre que sofre de leucemia e que está ás portas da morte. A forma como lida com o final da sua existência é a base do drama do personagem interpretado por Melvyn Paupoud. No elenco está ainda a diva Jeanne Moreau.
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La Piste de Eric Valli conta a história de Grace, uma jovem de 14 anos que decide procurar o pai em África depois da mãe morrer. A viagem corre mal e ela torna-se prisioneira de um gang de guerrilheiros no interior do continente negro.
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Natureza Morta é uma viagem aos 48 anos de ditadura em Portugal. Através de imagens de arquivo Susana de Sousa Dias traça uma viagem ao passado negro da história portuguesa, suscitando a leitura dos mesmos eventos das mais diversas perspectivas.
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O Hollywood Recomenda - Para os amantes de comics X-Men tem sido das mais coerentes e felizes adaptações feitas por Hollywood.

O Hollywood Desaconselha - O cineasta François Ozon faz em LeTemp Qui Rest um filme que já quase todos fizeram.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:27 PM | Comentários (3)

Kaufman regressa ao espaço

Depois de em 1983 ter assinado a obra-prima The Right Stuff, o realizador Philiph Kauffman decidiu voltar ao espaço. Desta vez para contar a história da investigação do desastre do Challanger, que em 1988 provocou a morte de todos os passageiros, incluindo a segunda mulher astronauta no espaço, uma professora primária e um saxofonista naquela que foi a primeira viagem a apostar em colocar no espaço civis norte-americanos. O filme tem argumento de Nicole Perelman.
David Strathairn será o protagonista do filme encarnado Richard Feynman - vencedor do prémio Nóbel e responsável pela investigação do acidente que, curiosamente, adiou a viagem de civis ao espaço durante vários anos.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:09 PM | Comentários (1)

Cronenberg, Mortensen e uma loira

Parece tal e qual A History of Violence. Há David Cronenberg a dirigir, há Viggo Mortensen como protagonista e há também uma bela loira que é também uma espantosa actriz.
Depois de Maria Bello o realizador vai apostar na australiana Naomi Watts para o seu próximo projecto, Estearn Promises, escrito por Steve Knight.
O filme é ambientado em Londres e será essencialmente um thriller à volta da emigração ilegal de leste no Reino Unido e as redes de prostituição e tráfico de droga e armas de leste que vão estendendo os seus tentáculos de Moscovo para as grandes capitais europeias.
A rodagem do filme arranca em Novembro e Eastern Promises é já visto como uma das pérolas de 2007.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:17 PM | Comentários (0)

maio 23, 2006

Cannes - Dia VI

Berlusconi e o 11 de Setembro. O "monstro politico" italiano e o "crime do Século XXI" marcaram o sexto dia de festival em Cannes. O regresso de um premiado com a Palma de Ouro e de um dos mais polémicos cineastas norte-americanos deixaram a Croisette em êxtase. Um dos dias mais animados da edição deste ano.
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Nanni Moretti quis explicar primeiro o que era a Itália para Cannes poder compreender o que é Il Caimano. Mas Cannes já o conhece bem - premiou-o com a Palma de Ouro em 2001 com Il Stanza di Figlio - e gostou do filme que é um misto de ficção e documentário sobre a figura de Berlusconi. Não sobre o homem, mas sobre o que ele representa numa Itália confusa e com espirito de hara-kiri, incapaz de se lembrar dos erros do passado e insistindo nos erros do futuro. A plateia aplaudiu - dizer mal de Berlusconi é como dizer mal de Bush, é popular e certeiro - e Moretti consagrou-se como o italiano da moda no festival da Riviera.
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Não tão intenso como a estreia do trailer de United 93 nos Estados Unidos, mas igualmente simbólico foi a exibição de vinte minutos de World Trade Center de Oliver Stone. O filme está ainda em fase de pós-produção e vai estrear no final do ano. Nicholas Cage é o protagonista e o elemento central destes primeiros minutos exibidos que deixaram água na boca. Stone que foi igualmente homenageado pelos 20 anos de Platoon. O elenco (Berenger, Dafoe e Sheen) acompanharam-no em Cannes e celebraram as duas décadas de um filme que "não teve medo de expor a crueza da guerra", segundo Stone.
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Hollywood esteve também presente graças à primeira exibição de X- Men 3: The Last Stand. Agora com Brett Ratner a dirigir o filme marca a terceira aventura dos mutantes da Marvel de novo com Jackman, Berry, McKellan e Stewart nos principais papeis. Um blockbuster que promete aquecer o Verão norte-americano e que teve uma primeira reação positiva em Cannes.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:40 PM | Comentários (0)

Poster de A Prairie Home Companion

Depois do Óscar Honorário, Robert Altman está de regresso à competição pelos prémios de melhor do ano com A Prairie Home Companion. Um elenco de estrelas - Meryl Streep, John C. Reilly, Woody Harreslon, Virginia Madsen, Kevin Kline, Tommy Lee Jones e...Lindsay Lohan - num filme sobre a última emissão de um programa televisivo em directo onde há música, concursos e muita emoção. Para confirmar no final do ano se Altman (e PT Anderson que ajudou a acabar o filme) estão em boa forma ou se a prenda honorária da Academia chegou de facto em boa hora.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:29 PM | Comentários (0)

Inevitável

Depois do brutal sucesso de bilheteira de The Da Vinci Code (de nada valeram as criticas negativas) a Sony não perdeu tempo e já está a preparar a prequela. O mesmo será dizer, a adaptação de Angels and Demons.
Hanks voltará como Langdon e Howard como realizador - pelo menos, é essa a vontade dos estúdios - ficando em aberto as restantes vagas que deverão ser preenchidas por actores tão polémicos como os escolhidos para The Da Vinci Code.
A estreia poderá acontecer em 2008. O Hollywood já tinha feito uma antevisão desta inevitabilidade na rúbrica Este Livro Dava um Filme deste mês. Para conferir aqui.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:19 PM | Comentários (2)

Cannes - Dia V

Depois do céu, o inferno. Richard Kelly tornou-se num cineasta de culto graças ao seu Donnie Darko que lançou para o estrelato Jake Gyllenhall acabando por dar a Kelly uma aura de génio precoce. Com Southland Tales o cineasta pode ter deitado tudo a perder. Para já, a grande desilusão do festival!
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O realizador norte-americano criou grandes expectativas à volta do seu novo filme mas Cannes sentiu-se defraudada e deu a Kelly a primeira pateada do certame. Um filme vazio para uns, um OVNI para outros, Southland Tales é um filme sobre o fim do mundo que só podia (o habitual egocentrismo) acontecer em Los Angeles. Estamos em 2008, um filme onde se misturam Dwayne "The Rock" Johnson e Sarah Michelle Gellar (que não descola destes papeis) em papeis de marginais que tentam sobreviver ao cataclismo. Um formato que não pegou (e que dificilmente assumirá a proporção de filme de culto como teve Donnie Darko) e que acabou por ser o flop do dia.
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Quem esteve em destaque foi Bruce Willis. Com a sua habitual presença, Willis foi a estrela do dia, dando voz ao filme de animação Over the Hedge lado a lado com - segurem a respiração - a pop-rock star Avril Lavigne. Sinal dos tempos. O actor confirmou que vai haver um 4º Die Hard e continuou a demonstrar porque é das poucas estrelas de Hollywood realmente respeitadas na Croisette.

PS: Fica o pedido de desculpa pelo atraso!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:53 AM | Comentários (2)

maio 21, 2006

Cannes - Dia IV

O dia menos animado do certame nesta primeira semana ficou marcado por filmes fora de competição. Un Certain Regard e a Quinzena dos Realizadores foram as secções em destaque. Entre Charlie Says - de Nicole Garcia - e Shortbus fez-se o quarto dia do festival.
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Shortbus é provocação pura. Provocação sexual, provocação de costumes, provocação de atitudes. John Cameron Mitchell cumpriu o seu objectivo. Chocou e arrancou aplausos por isso mesmo. Uma história urbana e obscura é o leit motiv para Mitchell poder mostrar uma diferente facete do cinema norte-americano.
Charlie Says chega de França e é a terceira presença de Nicole Garcia no festival. Um filme centrado na figura masculina, sempre presente na obra da cineasta. O público e a critica gostaram mas não embandeiraram em arco.
Tal como o dia, este foi um filme fascinante mas morno.
Espera-se mais para a semana que arranca agora.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:38 PM | Comentários (0)

Aquelas Frases...

"What we do in life... echoes in eternity!"

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in Gladiator

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:11 PM | Comentários (1)

maio 20, 2006

Cannes - Dia 3

Almodovar está de regresso. À Mancha, ao cinema de mulheres, a Carmen Maura, a Penélope Cruz, às comédias, ao génio. O mais brilhante cineasta ibérico de sempre encantou Cannes com Volver, deixou água na boca e colocou-se na pole-position para a Palma de Ouro.
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Depois do auto-biográfico La Mala Educácion (que quebrou uma corrente de três obras-primas consecutivas), Pedro Almodovar encantou Cannes com o seu mais recente filme, Volver.
A história de duas jovens que regressam às suas origens na Mancha onde são visitadas pelo fantasma da sua mãe, é uma comédia espantosa por reunir todos os condimentos habituais na obra do cineasta. O urbano Almodovar consegue recuperar a magia da Espanha rural e interior da Mancha - de onde ele é natural - criando assim um ambiente de conto de fadas surreal em tons modernos. E claro, há as mulheres, não fosse ele o realizador por excelência de mulheres. A regressada Carmen Maura (18 anos depois de Mujeres Al Borde de Un Ataque de Niervos) mas também - e essencialmente - Penélope Cruz, transformada da cabeça aos pés, com um traseiro e cabelo falsos de forma a transformar-se num simbolo sexual como o cinema não viu desde as bombas sexuais italianas da década de 60.
Volver é um misto de vivos e mortes, de comédia e drama, mas é acima de tudo um regresso à essência do cinema de Pedro Almodovar.
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Richard Linklater também se exibiu em grande forma com o seu filme Fast Food Nation.
Ficção a roçar o documentário, o filme é um ataque cerrada à indústria da fast food, com os jovens como alvo preferencial. Um elenco de estrelas onde há espaço para Catalina Sandino Moreno, Ethan Hawke e uma série de outras figuras que se colocaram ao serviço do cineasta indie mais irreverente que tem passado por Cannes. Brilhante análise da realidade da comida rápida, Fast Food Nation é um filme panfletário bem ao estilo de Michael Moore.
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Hoje há destaque para os clássics de Carol Reed e para os filmes da secção Un Certain Regard. As estrelas, essas, continuam a desfilar pela Croisette.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:47 PM | Comentários (7)

Se fosse vivo...

Se fosse vivo, o melhor actor de todos os tempos, James Stewart, faria hoje 98 anos.
Nascido em Indiana em 1908, James Stewart faleceu em 1997. Demasiado cedo!
Aqui fica a homenagem do Hollywood a um dos homens responsáveis por o cinema ser o que é hoje: magia!

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:43 PM | Comentários (2)

maio 19, 2006

Sweetest Frame

Depois de nos mês passado termos viajada pela beleza made in Europe, o Sweetest Frame desta semana presta homenagem à beleza do Oriente. Do inquietante olhar de Aishwarya Rai à sensualidade de Zhang Ziyi, a Sweetest Frame de Maio é também um elogio à beleza feminina. Para o próximo mês, fica a promessa, vamos explorar o mundo dos Adónis e Apolos. Mas para já, sejam homens ou mulheres, deleitem os olhos...
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:13 PM | Comentários (0)

The Da Vinci Code - O Código Estilhaçado

Quanto mais alto se sobe, maior é a queda. A expectativa à volta de Da Vinci Code era altissima. Afinal, esta era a adaptação do grande best-seller dos últimos anos, um livro que tinha tanto de polémico como de cinematográfico. Em duas horas e meia Ron Howard fez de tudo para destruir a mensagem e o ritmo apaixonante do livro. Criou um dos filmes mais chatos e inconsequentes da história. E confirmou o seu estatuto de realizador sem imaginação. No final, Howard não descodificou o código...estilhaçou-o!
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É dificil perceber porque é que um livro perfeitamente cinematográfico tem de ser alterado quando adaptado para o cinema. A resposta é uma: Ron Howard.
Incapaz de ter uma boa ideia cinematográfica (os flashback e os elementos de apoio às explicações de Langdon e Teabing são anedótico para não dizer mais), Ron Howard teve o condão de destruir uma adaptação extremamente promissora. E nem foi só a abordagem politicamente correcta onde a Opus Dei se transforma em vitima de um lunático, e onde a ideia defendida por Brown parece mil vezes mais inverosímel do que no livro do autor. Foi a forma como Howard destruiu por completo a personagem central da história, Robert Langdon, e com ele toda a ideia do filme. Se Langdon (um action hero à Indiana Jones com o intelecto de um Orson Welles) tem menos falas do que alguns elementos do elenco, a questão torna-se obrigatória: no que estava Howard a pensar?
Nem Tom Hanks - um dos melhores actores da história do cinema, apesar do que se vai dizendo - consegue fazer milagres com uma personagem assim. Não foi o penteado ridiculo de Hanks ou o seu ar de americano tipico que tornou Langdon o seu pior desempenho de sempre. Foi a forma como Howard olhou para a história, numa especie de corrida contra o tempo onde se acelera, do primeiro ao último minuto, sem se dar qualquer tempo para desenvolver personagens, situações e para que o espectador seja envolvido pela dimensão sobrehumana da narrativa. Quando isso acontece, nem o melhor livro sobrevive. Foi o que aconteceu.
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É dificil falar do filme sem dar pistas da história, e como o Hollywood não faz spoilers e há muitos certamente que irão ver o filme e não leram o livro, a situação torna-se dificil explicar. Mas imagem esta situação. Um livro tem uma premissa que é desrespeitada, um ritmo atropelado, e algumas invenções de Akiva Goldsmith sem sentido. Só isso já seria suficiente para perceberem o que foi feito a Da Vinci Code. Há sequências inanarráveis de tão más que são, e falas totalmente despropositadas quando não há um sólido contexto por trás - como acontece, e brilhantemente, com o livro. As personagens no livro já não são muito desenvolvidas - afinal o ritmo da história, um dia, não permite grandes deambulações e, teoricamente, Langdon já era conhecido dos leitores - mas no filme atingem limites que explicam as gargalhadas em Cannes ou os suspiros de desencanto dos espectadores portugueses que viram o filme em ante-estreia. O elenco, tão criticado, acabou por ser a principal vitima de Howard. Tom Hanks em piloto automático é irritante, Audrey Tatou é a escolha mais disparatada de sempre para um papel com a importância dramática que tem Sophie Nevau, e claro, Jean Reno e Alfred Molina são escolhidos não tanto pelas personagens, mas por serem, francês e hispânico nomeadamente, o que continua a mostrar que Hollywood prefere o aspecto à essência.
Salvam-se Ian McKellan e Paul Bettany. O primeiro é o único que consegue dar dimensão à sua personalidade, misturando a habitual fleuma britânica com a própria essência dúbia de Leigh Teabing, o lado mais culto e snob da personagem vivida por Sean Connery em Indiana Jones and the Last Cruzade. Quanto a Paul Bettany o que impressiona é a transformação do actor - um dos mais constantes e promissores actores britânicos da actualidade - capaz de fazer do seu Silas uma personagem realmente perturbada e assustadora, talvez a menos apunhalada por Goldsmith e Howard na adaptação.
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Vazio, oco, sem ideias. Da Vinci Code é tudo isso e muito mais, infelizmente. É um desperdicio de tempo e dinheiro. É um passo em falso brutal na carreira de Ron Howard, o senhor "certinho" que raramente consegue fugir de uma mediania confrangedora (Cinderella Man e Apollo 13 serão as excepções). É uma mossa no nome de Dan Brown, que ficará sempre mal visto por aqueles que viram o filme e não leram o livro (ainda são muitos, apesar de tudo). E é a perda de uma óptima oportunidade de fazer cinema - bom cinema - a partir de literatura - boa literatura - escrita também já a pensar na adaptação. No final perdemos todos. Quem diria que o livro mais provocante e fascinante dos últimos anos iria dar origem ao mais chato filme made in Hollywood em muito tempo.

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O Melhor - Sir Ian McKellan e Paul Bettany. Duas excepções num mar de mediania confrangedora.

O Pior - A adaptação de Goldsmith e a fraquissima realização de Howard.

Curiosidade - A produção conseguiu os direitos de filmar nos locais centrais da trama como o Louvre, Westminster e Roslyn.

Site Oficial - www.sonypictures.com/movies/thedavincicode

Realizador - Ron Howard
Elenco - Tom Hanks, Audrey Tatou, Ian McKellan, ...
Produtora - Columbia
Duração - 149 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:11 PM | Comentários (4)

DIÁRIO DE CANNES - DIA 2

O Festival de Cannes arrancou na quarta-feira com sabor amargo, ou seja, com The Da Vinci Code a arrancar gargalhadas aos criticos, jornalistas e espectadores que passearam pela Croisette. Ontem o dia foi mais sóbrio, mas nem por isso, mas apaixonante. Houve Summer Palace, um filme polémico desde a sua essência até à sua exibição. Foi um início morno de competição num festival que arrancou com o pé esquerdo...
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Lou Ye fez Summer Palace sem autorização das autoridades chineses e exibiu-o orgulhoso disse em Cannes. O tema do filme é a explicação para esta polémica. A história dos massacres de Tiananmen e das revoltas estudantis que assolaram a China do final dos anos 80 é a premissa, mas o realizador que explorar mais a relação entre os jovens revolucionários do que propriamente a revolução em si. A polémica, o sexo, a falta de autorização, a essência narrativa, tudo isso contribuiu para que o filme fosse recebido com um misto de orgulho e desilusão. Uma primeira viagem pela secção competitiva que ainda tem o melhor para exibir.
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Quem também passou ontem pelo festival foi Paris Je T´Aime, um filme com dezoito realizadores à procura de um olhar - o de cada um subentenda-se - sobre Paris. Abriu a secção Un Certain Regard e desiludiu pela total incongruência e por algumas das histórias serem mais dos realizadores e menos de Paris. Para os franceses isso é imperdoável, para os cineastas - onde estão os irmãos Coen, van Sant, Salles, Wes Craven, ... - o direito a procurar as diferentes cidades que existem debaixo da Torre Eifel.
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Para hoje há as primeiras pérolas em exibição. Volver de Almodovar, Fast Food Nation de Richard Linklater e The Wind That Shakes the Barley de Ken Loach.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:39 PM | Comentários (1)

maio 18, 2006

Woody contrata dupla britânica

Colin Farell e Ewan McGregor.
São estes os cabeça de cartaz do próximo filme de Woody Allen. Abandonado o projecto de Paris - por questões financeiras - Woody regressa a Londres e mais uma vez aposta num elenco com estrelas britânicas. O polémico Colin Farell e McGregor são dois irmãos que encontram num crime a possibilidade de liquidar todos os seus problemas financeiros. Problemas na execução do assalto vai acabar com a amizade fraternal entre os dois.
Tom Wilkinson também está no elenco bem como uma actriz surpresa (que pode muito bem ser Michelle Williams, já contratada para o filme cancelado entretanto). As filmagens começam no Outuno, altura da estreia de Scoop o segundo filme de Allen em Londres com Hugh Jackman, Scarlett Johansson e ele próprio no elenco.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:00 PM | Comentários (2)

The Matador - O Anti-Bond

O timing de The Matador é fulcral para se apreciar devidamente o filme. Brosnan acabou de ser forçado a sair da saga que o imortalizou. Surge um papel que reune os condimentos habituais de 007 mas com uma particularidade. Julian Noble é o lado negro de Bond. E se Brosnan era sedutor e captivante como o agente secreto mais famoso do mundo, a verdade é que se torna genial na pele de um assassino em crise existencial. Imperdível!
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Muito kitsch. Muito relaxado. Muito cool. Três condições essenciais para The Matador ser um filme verdadeiramente refrescante. Não genial, não brilhante, mas mesmo assim, imperdível! E tudo porque Brosnan consegue fazer de Julian Noble o mesmo que Johnny Depp fez de Jack Sparrow (claro que Sparrow será sempre Sparrow, nem vale a pena entrar por aí). Ou seja, salvar o filme através de uma transformação única que faz de uma personagem limitada a verdadeira estrela do filme. Noble é, em tudo, verdadeiramente detestável. Assassino contratado, bebada, frequentador habitual de casas de prostituição e extremamente rude, Julian Noble é alguém que qualquer um evitaria sempre. Mas o desastrado Danny Wright não teve essa sorte. E a relação de amizade que criou com Noble num dia quente da Cidade do México acabou por criar laços para uma vida. Especialmente para Julian, que apesar de todo o glamour que gosta de transmitir, é uma personagem acabada. Na profissão, onde já não consegue pressionar o gatilho, e na vida, onde está só, como sempre esteve. Uma crise existencial que, por arrasto, coloca a sua vida em perigo. Agora ele tem apenas uma pessoa que o pode ajudar. Mas estará Danny, um homem habitualmente medroso e sem grande aura de heróis, à altura da tarefa?
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Richard Shepard é um nome com um fraco cartão de visita. Mas depois do sucesso de The Matador certamente que é um nome a seguir. A realização do filme é sóbria e cheia de lances geniais, sempre trabalhados de forma subtil e divertida. Desde a sequência inicial à viagem pela "caliente" Cidade do México, o filme é tratado com mestria. Não ambiciona a ser mais do que o que é, e esse pretenciosismo ausente contribui ainda mais para o seu sucesso. Filmes que querem ser mais do que são (podem ser), resultam normalmente em grandes equivocos. The Matador não é o caso.
Mas poucos terão tempo de reparar no trabalho de Shepard já que Brosnan é omnipresente. O actor irlandês - que muitos julgavam acabado depois de ter sido despachado da saga 007 - tem aqui o desempenho de uma vida. Ele que já tinha brilhado na série Remington Steele e no filme The Thomas Crown Affair, mas sempre viveu à sombra do estigma de Bond (só Connery se salvou, dez anos depois, da personagem que o marcou para sempre). As caracteristicas da personagem ajudam. O alcool, os tiques, o ambiente, tudo isso contribuiu para que Noble se torne uma personagem fascinante. Mas é a forma como Brosnan pega na personagem e lhe dá vida que é contagiante. Claro que a réplica de Greg Kinnear (o seu melhor papel desde As Good As It Gets) ajuda a evidenciar ainda mais o desempenho de Brosnan, mas só por si Brosnan vale uma visita ao filme. Ele é "o filme"!
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Divertido e bem montado, The Matador é um filme perfeito para esta altura do campeonato. Solto como a Primavera, quente como o Verão, o filme é também uma pequena pérola para aqueles que aqueles que acreditam que Pierce Brosnan mais do que um actor com estilo, é um actor com talento. Resta saber se aos 53 anos não será tarde demais para o sucessor por excelência de um grande senhor chamado Sean Connery. Enquanto o tempo não responde a essa pergunta, fica The Matador para prová-lo.

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O Melhor - O desempenho fabuloso e irrepetível de Pierce Brosnan.

O Pior - Algumas debilidades técnicas de Shepard.

Curiosidade - Hope Davis filmou de The Matador enquanto estava grávida.

Site Oficial - www.miramax.com/matador

Realizador - Richard Shepard
Elenco - Pierce Brosnan, Greg Kinnear, Philip Baker-Hall, ...
Produtora - Weinstein Co.
Duração - 96 m
Classificação - m/12

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:19 AM | Comentários (2)

maio 17, 2006

O Que Estreia Por Cá - O Código do Descontentamento

The Da Vinci Code já estreou. E desde Londres a Cannes, as críticas dividem-se. Bem filmado, dizem uns. Excessivamente longo, dizem outros. Partes rídiculas, finalizam terceiros...
Era certo que o filme não reuniria consensos, sabendo-se de antemão as reacções que o livro suscitou. Mas certamente ninguém esperaria ver mais de metade do anfiteatro de Cannes de braços cruzados no fim da projecção, quando palmas era o mínimo esperado.
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Realizado por Ron Howard, The Da Vinci Code é um filme que vagueia entre o suspens, a acção e as revelações históricas. Para livro, funciona muito bem, mas transpor para o grande ecrã certas cenas torna-se bem díficil. Num filme em que o ritmo da intriga principal é alucinante, as intrigas secundárias, explicações e flashbacks são deveras dificeis de filmar, os sentimentos que deveriam provocar quase impossíveis de transmitir. Howard arriscou-se, e apesar de ao que tudo indica ter falhado nessa parte, continua um mestre em expandir suspense até ao fim e a criar planos e sequencias acção de grande qualidade.
De Hanks, como já foi dito na antevisão, nunca se espera nada verdadeiramente mau e é também para aí que apontam as perspectivas do Código. Nada de prodigioso, nada de comprometedor.
Quanto a nós, resta esperar por amanhã. Prevê-se uma grande enchente no dia de estreia, com muitas salas pelo país fora já esgotadas ou perto disso. Será que Robert Langdon consegue sair-se bem desta aventura?
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Esta Semana Estreiam ainda...

El Pénalty Más Largo del Mundo
Roberto Santiago escreveu e realizou um dos filmes espanhóis mais esperados da época de Verão. Uma comédia simples sobre um tema bem amado, o futebol. Um tema que o cinema insiste em não conseguir adaptar, falhando em detalhes ou em histórias capazes de acompanhar uma boa peladinha ou um jogo de nível internacional.
Esta é a história de Fernando, um empregado do supermercado na sua pequena terrinha e guarda-redes suplente da equipa de futebol local que milita na terceira divisão. Um herói em potencial, portanto. No último jogo do campeonato, o titular da sua equipa lesiona-se momentos antes de ter que defender um penáltie e chega o seu momento de...glória ou terror. No entanto Fernando, que não chega a atingir esse momento pois o campo é invadido e o jogo adiado uma semana. E, nessa semana, o suplente torna-se a esperança de toda uma comunidade para defender esse grande penáltie...
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La Comédie du Pouvoir
Jeanne Charmant Killman, juíza de instrução, tem a seu cargo a decisão sobre um complexo caso de peculato e desvio de fundos que envolve um poderoso homem de negócios. Sem recuar perante nomes ou grandes capitais, Jeanne faz o seu trabalho correctamente, mas acaba por se aperceber que está a descobrir muito mais do que aquilo que era suposto. Nesta altura, começam as represálias. Estranhas pressões dos partidos do poder, ameaças delicadas que rapidamente se tornam em ameaças claras contra a sua vida. A juíza vai ter que decidir qual é a sua resposta naquela que é ja uma antiga questão : ceder, ou lutar até ao fim pelos ideais da verdade?
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Half Light
O australiano Craig Rosenberg escreveu e realizou esta estranha história de suspense e terror. Rachel Carlson (interpretada por Demi Moore, já bem longe dos seus tempos de sucesso) é uma escritora de sucesso, mas quando o seu único filho morre afogado a sua vida desintegra-se. Primeiro perde a vontade e a inspiração para escrever e depois deixa também que o seu casamento caía em desgraça fruto da pesada depressão em que se encontra.
Quando decide retomar a sua vida, procura uma casa na Escócia, numa aldeia remota. A vontade de escrever regressa, bem como a possibilidade de se apaixonar, quando conhece o faroleiro que vive perto dela. Tudo poderia regressar à normalidade quando, inexplicavelmente, o seu filho morto lhe começa a enviar sinistras mensagens...
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Wassup Rockers
Larry Clark, o polémico realizador de Kids, um filme sobre a sexualidade, drogas e alcool na adolescência que há dez anos anos atrás chocou muita gente pela forma como punha a nú a vida dos jovens dos anos oitenta volta agora ao activo com este Wassup Rockers que conta a história de descriminação de que um grupo de adolescentes que decidem ser punk-rockers é alvo no seu bairro tipicamente latino onde "rula" o hip-hop como modo de vida.
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O Hollywood aconselha - com cautelas, o inevitável Da Vinci Code. E porque não arriscar na comédia espanhola se não houver mais nada para fazer numa tarde de Verão?

O Hollywood desaconselha - La Comédie du Pouvoir. Simplesmente porque o modelo está gasto...

Publicado por Manuel António Martins às 02:59 PM | Comentários (2)

Séries de TV - LOST

Após algumas semanas ( e um dia ) de ausência a rubrica regressa. E em grande. Porque LOST não é uma série qualquer. É, isso sim, uma série díficil para quem não consegue ter a disponibilidade de a seguir no seu PC ou nos tirânicos horários da RTP ou pela FOX. Porque perder um episódio de LOST é quase como andar no escuro durante 50 minutos. Uma série sobre pessoas, uma série sobre o improvável mas possível, com um toque místico mas um resultado real. Apaixonante.
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De JJ Abrams, o já muito aqui falado criador de Alias, e Damon Lindelof (Crossing Jordan), chega-nos esta aventura cheia de acção e suspense que traz à superficie aquilo que há de melhor e pior nas pessoas que estão... perdidas. Um verdadeiro "bando" de amigos, familiares, inimigos e estranhos tem que viver e trabalhar junto contra um cruel destino, numa remota ilha do Pacífico se quer sobreviver. Mas esta ilha reserva muitos segredos, ruídos e movimentações sombiras no interior da floresta, criaturas imaginárias (ou não) que furtivamente os observam e enchem de medo. Mas o espirito de liderança de Jack e a clareza de pensamento de Kate trazem esperança e calma, a coragem de Locke é contagiante. Mas mesmo os heróis têm segredos...
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Saido da escuridão, a primeira coisa que Jack (Matthew Fox) sente é dor. O Sol escaldante, o cheiro duma floresta de bambu. E fumo, gritos, mais dor. Do nada, vem a compreensão de que o avião em que viajava tranquilamente tinha sofrido uma horrível queda e, por sorte ou falta dela, despenhara-se numa ilha algures no Pacífico. Quando a sua visão volta a estar focada, os instintos médicos do Dr. Jack vêm à superficie: Há gente que precisa de ajuda.
Privados de tudo, os 48 sobreviventes tentam desesperadamente recolher tudo o que podem do avião em chamas. Alguns esperam claramente por ajuda, esperançosos, outros encontram a força interior que nunca pensaram ter - o caso de Kate (Evangeline Lilly), cuja primeira acção é coser, sem medo uma das feridas de Jack sem nunca na sua vida ter pegado numa agulha. E há Hurley (Jorge Garcia), o típico americano com um "nadinha" de peso a mais, mas com um fantástico sentido de humor, calma e solidariedade, que é capaz de manter a calma na mais desesperante das situações e ajudar todos os que precisam dele. Charlie (Dominic Monaghan) é uma estrela do rock em queda, que guarda um terrível segredo. E depois há Sayid (Naveen Andrews), um homem que desde o primeiro segundo tem que lutar contra a forte discriminação racial de que é alvo por parte de muitos dos sobreviventes - as suas origens e aspecto são do Médio-Oriente, mas o seu coração e atitude são provavelmente os mais fortes da série.
Sawyer (Josh Holloway) tem um ar de perigo à sua volta, as suas acções são sempre suspeitas assim como a sua atitute face a todos.Michael (Harold Perrineau) acabou de ganhar a custódia do seu filho, que não conhece pois este sempre vivera com a mãe até a hora da sua morte. Locke (Terry O'Quinn) é um homem misterioso com um passado ainda mais misterioso, mas que tem uma relação mais profunda com a ilha d que qualquer outro.

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Em termos artísticos, é importante destacar alguns nomes que me parecem destinados a sair do pequeno ecrãn. Se Terry O'Quinn está talvez já demasiado velho e rotinado em séries de TV (Alias e X-Files são exemplos) já os nomes de Matthew Fox e Evangeline Lilly, bem como o de Naveen Andrews são para fixar e provavelmente encontrar numa sala de cinema não daqui a muito tempo. São três actores de grande potencial e poder que não deveriam ser desperdiçados. Dominic Monaghan é um caso de sucesso e excusa-se de apresentações depois do seu inesquecível Pippin em Lord of The Rings.

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É no mínimo fascinante conceber uma trama destas. As relações em sociedade são complexas e anàrquicas, feitas em grupos fixos, em valores bem definidos. E construir cerca de 10 personagens tão diferentes mas tão reais, de uma forma tão completa é realmente de louvar. Colocá-las no mesmo cenário e fazê-las interagir é o momento alto da série, é o seu oxigénio. O ambiente envolvente, toda a trama que se desenrola no interior da ilha é quase um bónus, mas é um bónus feito de maneira brilhante. E é por isso que LOST é tão especial.

Publicado por Manuel António Martins às 12:30 PM | Comentários (12)

maio 16, 2006

A semana dos festivais

Dois festivais completamente diferentes mas que marcam a semana cinematográfica. Amanhã arranca em Cannes mais uma edição do mais prestigiado festival de cinema da Europa. O alinhamento promete e espera-se muito e bom cinema do festival da Riviera francesa. No Porto arranca mais uma edição do CORTA!, o grande festival de curtas-metragens em Portugal que continua a afirmar-se. Cinema para todos os gostos...
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Sofia Coppola, Richard Linklater, Pedro Almodovar, Nani Moretti, Pedro Costa.
Estes são alguns dos realizadores que vão a Cannes para ganhar. Fazem parte da secção de competição juntamente com outros quinze cineastas que procuram suceder aos irmãos Dardenne, coroados no ano passado pelo seu L´Enfant.
Mas nem só de competição se faz Cannes. Entre as secções de Un Certain Regard, Retro, Curtas-Metragens e os filmes exibidos foram de concurso há quase duas centenas que obras para serem vistas. A expectativa é muita até porque este é um dos alinhamentos mais promissores dos últimos anos. O festival arranca amanhã com a estreia mundial de The Da Vinci Code, e encerra a 28 de Maio com a exibição de Transylvania de Tony Galif. Um filme já na ressaca dos vencedores.
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Mas em Portugal também há muito cinema interessante para se ver esta semana. De 18 a 20 de Maio (o mesmo é dizer, de quinta a sábado) decorre na Biblioteca Almeida Garrett no Porto o CORTA!. Festival de Curtas-Metragens que o Hollywood acompanhou pormenorizadamente no ano passado, o CORTA! volta com muito mais do que cinema. São dezenas as curtas-metragens em exibição, mas há também workshops, exposições e o projecto bandas cutras em que algumas bandas vão ter o desafio de trabalhar bandas sonoras clássicas da história do cinema como American in Paris. Entre filmes portugueses e cineasta promissores estrangeiros, os amantes das curtas-metragens terão três dias para se deliciarem. A entrada é gratuita, o evento é de se aproveitar!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:34 PM | Comentários (0)

maio 15, 2006

Cage desce aos infernos

O próximo filme de Nicholas Cage será Crazy Dog.
Dirigido por Joe Ruben, o filme conta a história de um polícia cobarde que se torna na causa da morte do seu melhor amigo. Entrando numa espiral de auto-destruição, entre tentativas de suícidio e uma dependência crescente do consumo de drogas. Isto até ao dia em que decide enfrentar os seus fantasmas e renascer qual fénix para voltar a patrulhar as ruas com segurança.
Escrito por Nick Kazan e Harry Bean, o filme é uma aposta forte para 2007. Até lá Cage vai estar ocupado com Ghost Rider e World Trade Center.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:44 PM | Comentários (0)

Miami Vice apresenta novo trailer

A dois meses da estreia nos Estados Unidos a Universal lançou um novo trailer de Miami Vice. O filme que recupera a popular série da década de 80 conta com Jamie Foxx e Colin Farrell nos principais papeis e segue a história de dois polícias de Miami, Rico Tubbs e Sonny Crokett, na luta contra uma organização criminosa liderada por uma bela e letal chinesa, interpretada por Gong Li.
Michael Mann dirige o filme que promete ser um dos blockbusters do Verão norte-americano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:23 PM | Comentários (4)

maio 14, 2006

Aquelas Frases...

"They may take our lives, but they'll never take our freedom!"

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:11 AM | Comentários (0)

maio 13, 2006

Poster e trailer de Lady in Water

Semana animada para os fãs de M. Night Shyamalan. O novo filme do "feiticeiro", Lady in Water, só estreia nos Estados Unidos a 21 de Julho (e consequentemente só deverá chegar a Portugal em finais de Agosto) mas esta semana foram divulgados um novo poster do filme e o trailer completo.
Esperam-se muitos twists e surpresas num filme com uma premissa mágica. Um continuo descobre uma ninfa perdida na sua piscina. O que acontece depois é puro Shyamalan. E nem é preciso dizer mais nada.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:03 PM | Comentários (0)

maio 12, 2006

Bana vs Cruise

James Mangold prepara-se para realizar o remake de 3:10 To Yuma, um clássico dos westerns assinado por Delmer Daves com van Heflin e Glenn Ford nos principais papeis.
Para esta nova versão os dois nomes mais fortes em cima da mesa são Eric Bana e Tom Cruise.
Bana será um rancheiro que captura um fora-da-lei (Cruise) e decide levá-lo até à estação de comboio mais próxima onde o prisioneiro deverá subir a bordo do comboio com destino a Yuma. Mas o bando do pistoleiro está a preparar-se para entrar em acção e libertar o seu lider. O australiano já confirmou que estará no filme e agora a Columbia, a produtora do filme espera pela confirmação de Cruise. O filme será rodado no final do ano para ser lançado em 2007.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:33 PM | Comentários (1)

Este Livro Dava Um Filme - Angels and Demons

Não é certamente por falta de imaginação que a escolha recai, este mês, em Angels and Demons. É, isso sim, sentido de oportunidade: a uma semana da estreia de Da Vinci Code, o Hollywood correrá o risco de avançar com novas ideias em termos de personagens e realização sem saber até que ponto Hanks ou Howard irão ter sucesso.
Mas além disso - e definitivamente para além das críticas sobre a qualidade da escrita de Brown - esta segunda aventura de Robert Langdon é um verdadeiro livro de suspense e acção, do ínicio ao fim, e seria indubitavelmente uma perda não fazer a sua adaptação ao cinema
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Manuel António Martins
texto com spoilers

Angels and Demons é, dos livros de Brown, aquele que provavelmente tem mais potencial cinematográfico. A base da história é uma corrida contra ao tempo, uma corrida de Langdon contra o terrível plano de uma antiga irmandade secreta, os Illuminatti, para acabar com o coração da Igreja Católica.
A acção decorre em Roma, nas muitas catedrais e igrejas e ruas da cidade eterna. Já para não falar da Cidade do Vaticano, e aqui a realização deste filme depara-se sem dúvida com um obstáculo real e muito díficil de transpor. Será possível conseguir uma autorização papal para filmar dentro da Basílica de São Pedro, revelar lugares e imagens consideradas sagradas e dignas de um respeito quase evangélico? Brown não tem sido propriamente "amigo" da Igreja Católica e custa a crer que seja possível levar a cabo esta obra.
Mas felizmente para nós, esta rúbrica trabalha no campo das hipóteses, e por isso podemos dar-nos ao luxo de acreditar que sim, será possível filmar este grande guião que é mais de acção do que suspense.
Para realizar Angels and Demons a minha escolha recai sobre J.J. Abrams. Se fosse há uma semana atrás, não teria arriscado o seu nome, mas depois de ver o belissimo trabalho feito com a ressuscitação de MI III parece-me ser o homem certo para o papel. E escola ele têm-na: Alias é uma grande série de acção com um pano de fundo muito parecido com este livro de Brown, onde Sidney Bristow não é somente uma agente de campo e uma mestra em disfarce mas também uma investigadora que se deparacom histórias e profecias antigas que falam dum poder capaz de mudar o curso da história. Um realizador capaz de conciliar acção, suspense e história de provas dadas dificilmente poderá desiludir.
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Robert Langdon é a personagem principal reincidente. Apesar deste Angels and Demons ter sido escrito antes de Da Vinci Code, a verdade é que so alcançou sucesso graças a ele, possibilitando a Robert Langdon imortalizar-se como uma personagem histórica no grande ecrã se as coisas forem bem feitas.
Professor de Simbologia Religiosa em Harvard, Langdon é um homem de acção em potencial. Antes da sua vertiginosa aventura em França, o professor é chamado pela primeira vez à cena de um crime. O seu conhecimento nos assuntos mais escondidos da história parece um íman para o levar até poderosos cenários onde homens de grande poder se colocam nas suas mãos para evitar um mal à escala mundial. A postura intelectual de Langdon é contrabalançada pela sua postura física - este homem não é o vulgar professor de pullover e gravatinha apertada, mas sim um atlético e solteiro jogador de pólo aquático nas horas livres, com um charme súbtil mas eficaz. Uma mistura entre James Bond e Indiana Jones, pelo que não seria de estranhar ver Pierce Brosnan ou o próprio Ford, se a idade o permitisse, a fazer o seu papel.
Mas para não ficarmos presos a actores cujos papeis os marcaram tanto, o Hollywood sugere o nome que muitos fãs consideram o ideal para acompanhar Langdon: Liam Neeson. Sóbrio e poderoso mas charmoso e calmo, exala intelectualidade e a atitude de constante descoberta e compreensão que se pede num thriller deste género ficaria fabulosa na sua cara e expressão corporal.
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Victoria Vettra é a co-protagonista, filha de um cientista assasinado e descrita, como não podia deixar de ser, como uma mulher poderosa, física e psicologicamente, inteligente, de sorriso cativante e um olhar astuto. E, por ligação com o tipo de trama e de filme, não consigo deixar de associar esta forte presença feminina à série que já referi. Jennifer Garner, Sidney Bristow de Alias é quase perfeita para o papel, desde que consiga mentalizar-se que não é ela, neste caso, a heroína da história mas que pode brilhar de forma avassaldora.
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O Camerlengo Carlo Ventresca é das personagens mais importantes no livro e na trama. Jovem num meio poderoso, com uma ambição desmedida e uma enorme capacidade de dissimulação, precisa no entanto de saber manifestar a sua sede de poder apesar da calma com que se movimenta. Depois de pensar alguns minutos numa plausível lista de actores quase secundários, mas com capacidade para encher o olho e tomar conta da acção nos momentos certos, a minha escolha recaiu sobre Joaquín Phoenix. Pelo seu lado tranquilo e paciente, como em The Village, mas também pela sua capacidade de se transformar num vilão poderoso e implacável, como em The Gladiator, consigo imaginá-lo no papel de forma ideal.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:22 PM | Comentários (4)

maio 11, 2006

Gong Li junta-se a Burton e Carrey

Na pré-produção do próximo filme de Tim Burton, Believe it or Not, a Paramount confirmou que o elenco tem mais uma novidade. A chinesa Gong Li vai juntar-se a Jim Carrey neste biopic sobre o excêntrico Robert Ripley, o explorador que desenvolveu também um programa de aventuras. Larry Karaszewski e Scott Alexander, argumentistas de Ed Wood e Man on the Moon vão escrever a história que Burton filmará a partir de Outubro. Em banho maria fica para já o próximo filme de Burton com Johnny Depp.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:44 PM | Comentários (0)

Gladiador II na calha

Há muito que se especula sobre o regresso de Ridley Scott à Roma Antiga para filmar uma continuação do seu sucesso Gladiator. Sem Russell Crowe, claro está, mas com o jovem Lucius - agora crescido - como protagonista. O cenário voltaria a ser uma Roma corrupta e com necessidade de um salvador. Sobre isso o realizador voltou a falar, mas em declarações à imprensa o realizador não adiantou nada sobre o projecto futuro.

"Nós estávamos prontos. A DreamWorks estava pronta enós também. O estúdio faria o filme com Roma sem Maximus [o gladiador vivido por Russell Crowe], porque evidentemente ele já era, está morto. Assim, o filme seria sobre o filho que Maximus deixou para trás no seu caso com a princesa Lucilla. Estávamos, portanto, a inspirar-nos numa premissa diferente. De novo, o cenário era uma Roma corrupta, prestes a ruir, mas desta vez numa trama mais complexa. Frequentemente grandes enredos são simples, e eu penso que o mecanismo da história de Gladiador era bastante satisfatório e funcionava muito bem."
Ficamos na expectativa.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:28 PM | Comentários (0)

maio 10, 2006

O Que Estreia Por Cá - Semana do Terror

Numa semana em que não há blockbusters ou grandes títulos é a oportunidade para alguns filmes medianos ou dos quais nada se sabe tentarem a sua sorte com um público menos exigente. Ou então, para quem quer mesmo ir ao cinema pode sempre dizer que foi ver Samuel L. Jackson ou reviver a velha Lassie. O resto é terror.
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Manuel António Martins

The Hills Have Eyes
Alexandre Aja adaptou e dirigiu o filme inspirado no sucesso do mesmo nome de Wes Craven.
Os Carters são uma típica família americana que aluga uma casa numa zona deserta, longe de tudo para passar as suas férias. Mas todas as facilidades que encontraram para chegar aquele remoto retiro vão ser pagas rapidamente. Palco de experiências atómicas levadas a cabo pelo governo, a pacata casa para onde foram passar uns dias em família não é de todo desabitada...Uma família de mutantes à procura de presas já aí mora há muito tempo.
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Final Destination 3
Com o final do curso, Wendy e os amigos juntam-se no parque de diversões para uma noite de celebração e divertimento. Mas enquanto estão na fila para a montanha russa, Wendy tem uma espécie de premonição de que algo muito errado se vai passar, conta aos amigos que não se está a sentir bem e todos saem da fila. Momentos depois, a terrível premonição acontece: uma carruagem desgovernada atira com todos os passageiros para a morte. E a noite de Wendy estava apenas a começar...
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Freedomland
Brenda (Julianne Moore), uma mulher que dera entrada nas urgências cheia de sangue que não era seu e em pleno estado de choque, relata ao detective Lorenzo Council (Samuel L. Jackson) que foi forçada a abandonar o carro numa zona isolada, que separa o bairro rico onde vive de um bairro mais pobre e conhecido pela criminalidade.
A ambiguidade do interrogatório leva o detective a desconfiar de Brenda que sob pressão acaba por contar que levava o seu filho no banco de trás, a dormir. A criança desapareceu, mas Brenda não consegue contar toda a verdade e fica no ar a suspeita de que os conflitos raciais e sociais daquela àrea estejam na origem do crime.
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Innocence
Da francesa Lucile Hadzihailovic chega-nos este denso Innocence, ua história sobre um colégio interno situado duma remota e escura floresta. Mas este colégio não é de todo um vulgar sítio para educar as meninas da casa. Rodeado por uma enorme muralha, as crianças com idades entres os 7 e os 12 anos não têm qualquer contacto com o mundo exterior. Saída dum caixão, Iris é a mais recente pupila e vai ser instruída e apresantada àquele mundo onde não há adultos nem professores típicos, mas sim uma estranha maneira de continuar a vida.
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Grandma's Boy
O trabalhio de Alex é testar video jogos para jovens, mas ele já está longe disso. Aos 35 anos, vive com um amigo irresponsável que se atrasa no pagamento da renda, acabando os dois na rua. Alex, o melhor dum departamento povoado por colegas bem mais jovens, é obrigado a inventar uma história para a sua mudança...E conta-lhes que vive com 3 mulheres fora do comum! A verdade, pórem, é que está a morar com a avó e as suas duas comadres.
Do estreante Nicholaus Goosen.
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Lassie
A Collie que fez sucesso na série de televisão dos anos 40 e 50 chega agora ao grande ecrã, num filme inspirado no conto de Eric Knight, Lassie Come Home. Um filme para os mais jovens e para os mais nostálgicos que conta a história de Lassie quando esta é comprada por uma família da nobreza mas tenta a todo custo voltar aos seus antigos donos.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:44 PM | Comentários (3)

The New World - O poeta da Utopia

The New World não é um filme para qualquer. Porque é de Terrence Malick. Porque é poesia em formato de pelicula. Mas, acima de tudo, porque é um retrato único de uma época histórica complexa e fascinante. E quem não perceber isso certamente vai passar ao lado do filme. Infelizmente...
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As primeiras imagens do filme avisam logo ao que se vai. Malick não filma actores nem personagens. Filma cenários. Filma momentos. Mais do que pesoas, filma a Natureza. Nunca isso foi tão notório como em The New World. A poesia já estava em Days of Heaven e The Thin Red Line. Mas aqui há mais do que isso. Há um relembrar constante de um paraíso perdido. De uma terra tão semelhante à Utopia de Thomas Moore, destruida pelo pior que a Humanidade tem: os homens.
O aspecto mais genial em todo o filme é a dupla visão do Novo Mundo. E aqui há dois novos mundos porque quando há dois lados de uma mesma história nunca se deve ficar apenas num dos lados da barricada. O espectador associa-se mais depressa aos colonos britânicos que desembarcam na verdejante Virginia. Para nós aquele foi sempre o Novo Mundo, os indios sempre foram os selvagens que lá viviam antes da civilização ter tratado deles, e aquele pequeno forte, imundo, onde a cobiça dos homens era maior que qualquer coisa, o berço da América. Curioso no minimo. Mas o cineasta prefere explorar o outro lado. Talvez por isso o elo de ligação do filme seja sempre Pocahontas (nunca citada com esse nome, por muito curioso que isso seja), a jovem india que é o elo, a ponte entre as civilizações dos dois lados do Oceano. Para ela o Novo Mundo são aqueles navios de estranha dimensão, aqueles seres enigmáticos, aquele Deus caído dos céus que é John Smith, e mais tarde, a estranha terra que é Inglaterra.
Aos seus inocentes e puros olhos assistimos a todos os eventos históricos que precipitaram o fim de um mundo e o inicio de um novo. Porque não há mundo novo sem se acabar com o velho, o que para o Ocidente foi o raiar de uma nova era, para as tribos indigenas foi o crepúsculo de uma civilização única. Provavelmente a única civilização que conseguiu fazer a ponte entre o Homem e a Natureza de forma quase divina.
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Claro que para perceber The New World tem de se perceber o que está por trás disto tudo. Para sentir cada sorriso, lágrima, correr das águas, bradar de espadas, é preciso saber um pouco da história de cada uma destas civilizações. Do seu encontro. E do choque inevitável entre dois povos que, apesar de humanos, eram tão estranhos um ao outro como os alienigenas o são dos terrestres nos filmes de ficção-cientifica. E não é apenas Pocahontas e a sua gente. É também John Smith, o exemplo perfeito do aventureiro da época das descobertas, fascinado pela terra virgem que descobre, pelo novo mundo que lhe surge diante dos olhos, puro, tão distante da sua terra natal. Mas o desejo de continuar a navegar, a explorar novos mundos é sempre maior. A dúvida, o complexo de culpa, tudo está lá, de forma sublime e numa intensidade sempre negada que um olhar traiçoeiro não esconde. Mas como disse, Malick não se apoia em personagens, actores, pessoas. Um filme de Malick conta-se pelos planos da água a escorrer, das árvores a dançar, dos céus em fúria. E nisso The New World é sublime, desde o genérico inicial - o mais atipico e relaxante possivel - até ao último plano. E como não é de actores que Malick gosta - eles são apenas um instrumento, nada mais - pouco se nota que eles estão lá. Colin Farell - eternamente amaldiçoado pelo seu Alexandre loiro, homossexual e imaturo - vive num constante registo de contenção que dá uma aura espantosa à sua personagem, um lider em conflito consigo próprio. Christian Bale continua a sua afirmação como um actor de alto nivel com uma imensa sobriedade na forma como encara a sua simples, mas fulcral, personagem. E claro, Q´Orianka Kilcher, o rosto de um mundo que já não existe. A pureza do seu sorriso só é comparável à expressividade que traz para a sua personagem, que como já dissemos, é o elo perdido entre uma era que passou e uma que anuncia a tiro de canhão a sua chegada.
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Tudo isto já era esperado de um filme de Malick, e nisso The New World não desilude. Mas os cinéfilos mais atentos vão reparar que o cineasta mistério, que poucos conhecem, mostrou neste filme que uma das principais influências na sua direcção é o cineasta francês Jean-Luc Godard. Malick nouvelle-vaguiano? Sim, mais do que nunca. Não só na forma como pega na camara, mas acima de tudo como trabalha o filme na sala de montagem. Cortes abruptos, jogos com o som, sempre a apostar num som indirecto, onde a imagem e o que ouvimos não correspondem, truques que desde Le Mépris Godard sempre defendeu, e que na sua fase vertoviana explorou até ao limite. Se Malick é o Godard americano, isso já é outra questão, mas que é certamente o autor norte-americano que mais se aproxima à estética e filosofia da escola da Nouvelle Vague, isso é-o sem qualquer dúvida. The New World é por isso um filme sobre um mundo velho. Seja ele o mundo de Pocahontas, seja ele o mundo do cinema de autor. Um olhar nostálgico, com saudade...a saudade de um mundo utópico que só um poeta como Terrence Malick saberia descrever!

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O Melhor - A dimensão relaxada e poética que o cineasta faz de uma das épocas mais interessantes da história da Humanidade.

O Pior - O excesso de alguns planos e alguns dos cortes mais abruptos. Já o censurava em Godard e continuo a censurá-lo a Malick.

Curiosidade - O nome de Pocahontas nunca é citado no filme apesar da história se basear claramente na sua personagem.

Site Oficial - www.thenewworldmovie.com

Realizador - Terrence Malick
Elenco - Q´Orianka Kilcher, Colin Farrell, Christian Bale, ...
Produtora - New Line
Classificação - m/12
Duração - 135 m

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:43 AM | Comentários (3)

maio 09, 2006

A nova face de Deus...

Não, não é mais um filme biblico ao estilo de Cecil B. de Mille com Charlton Heston num qualquer papel, seja ele Moisés ou Noé. É a nova versão de Deus, depois de Jim Carrey ter desistido do trabalho em Bruce Almighty. Deus (ou seja, Morgan Freeman) continua com ideias de tirar férias e recorre a Evan Baxter, o pivot rival de Bruce para ficar com o trabalho. A missão passa por construir uma arca gigante para salvar a Humanidade de um cataclismo que se aproxima. O resto, como se sabe já, é humor em estado puro com Steve Carell a voltar à ribalta depois do sucesso de 40 Year Old Virgin. O filme é realizado por Tom Shadyac e estreia a 29 de Junho do próxima ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:13 PM | Comentários (1)

maio 08, 2006

Um casamento fatal

Pierce Brosnan, Rachel McAdams, Patrica Clarkson e Chris Cooper. Um elenco cheio de nomes ilustres para dar vida a um drama matrimonial que se desenrola em plena década de 40. Ira Sachs vai dirigir este Marriage, a história de um homem de meia idade que trai a esposa com muma mulher bastante mais nova. Quando esta descobre, em vez de optar por um litigioso divórcio, ele decide acabar o casamento da pior maneira: assassinando-a.
O filme vai ser vendido ás produtoras na feira internacional de cinema que vai decorrer paralelamente ao Festival de Cannes sendo que a MGM deverá distribuir o filme no mercado americano. As filmagens começam em Julho.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:01 PM | Comentários (3)

maio 07, 2006

Espaços a Visitar

Uma das facetas mais interessantes da blogosfera é a de nunca se esgotarem as ideias. Quando todos pensavam que já não havia maneira de criar novos cineblogs, que os modelos estavam esgotados, eis que surge o Blog Blog Blog.
O seu autor, Luis Marchão, fez do seu blog não um espaço pessoal de escrita mas sim um agregador de textos de todos os blogs de cinema portugueses. Sejam eles populares e conhecidos, sejam eles autênticas pérolas por descobrir, Marchão selecciona temas, posts, ideias e re-publica-as, com o devido link e informação para o blog responsável. Confesso que fiquei surpreendido por encontrar textos do Hollywood lá publicados sem ter sido informado previamente de que isso iria acontecer, como seria de esperar. O espaço inclui evoluções, novidades e mudanças dentro dos próprios cineblogs. Para os frequentadores habituais de blogs de cinema o Blog Blog Blog é um bom ponto para olhar para a oferta variada que cada vez mais vai existindo. Quem quiser dar uma espreitadela só precisa de seguir o link...

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:47 AM | Comentários (1)

Aquelas Frases...

"The 9000 series is the most reliable computer ever made. No 9000 computer has ever made a mistake or distorted information. We are all, by any practical definition of the words, foolproof and incapable of error."

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:42 AM | Comentários (0)

maio 06, 2006

Top of the Tops...as loiras de Hitchcock

Aquele que é provavelmente o mais genial cineasta da história do cinema era também um apaixonado por mulheres loiras e voluptuosas. Desde os seus dias como uma das maiores figuras do cinema britânico até à sua fase americana, Hitchcock brindou sempre os espectadores com actrizes que combinavam a sua beleza e o seu talento. Todas tinham algo em comum...a farta cabeleira dourada...
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CAROLE LOMBARD

Lombard, uma das maiores estrelas do cinema americano dos anos 30, fez apenas um filme com Hitchcock. Mas é importante ressalvar que este filme foi feito especialmente para ela. O cineasta era um apaixonado da actriz, mulher de Clark Gable, e quando numa festa Lombard lhe perguntou quando é que ele a convidava para protagonizar um filme, Hitchcock imediatamente avançou com Mrs and Mrs Smith. Uma screwball comedy - a única incursão do mestre do suspense no género - que permitiu ao público ver como o realizador era tão hábil na comédia como no suspense. O filme não foi um grande sucesso de critica e bilheteira mas é uma das mais agradáveis obras do realizador. Lombard não voltaria a trabalhar com Hitchcock. Não porque não fosse desejo de ambos, mas sim porque a actriz teve uma trágica morte em 1942 num acidente de aviação quando viajava pela América para conseguir apoios para o esforço de guerra norte-americano.
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TIPPI HEDREN

Foi a última loira fatal de Hitchcock. O realizador lançou-a em The Birds, ao lado de Rod Taylor, mas voltaria a trabalhar com ela em Marnie no ano seguinte. Heddren era a habitual loira hitchockiana. Fria, sedutora e fascinante, tinha todos os atributos que o realizador apreciava. Mas não era uma grande actriz, e as suas limitações foram também uma das razões pelos menores sucessos dos dois últimos filmes verdadeiramente fascinantes de Hitch. Uma carreira que ainda durou mais duas décadas mas que nunca atingiu o nivel que se pensava que poderia atingir.
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KIM NOVAK

Foi a mais sexual de todas as loiras fatais. Kim Novak fez de Vertigo um filme inesquecivel. Voluptosa como nenhuma outra, orgulhosa dos seus atributos, Novak parecia uma playmate, não fosse a intensidade dramática que sempre soube conferir ás suas personagens. Desfigurada por um acidente quando se começava a afirmar, nunca mais Novak foi nada perto do que Madeleine/Judy conseguiu ser: a mulher mais desejável à face da Terra. Hitchcock não a queria para o papel (a primeira escolha era Vera Miles), ficava incomodado com o facto da actriz passear pelo set com camisolas transparentes deixando tudo à vista, e acabou por não voltar a trabalhar com ela. Mas de que seria a maior obra prima do realizador sem esta mulher fatal?
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GRACE KELLY

Hitchcock sempre lamentou o casamento de Grace Kelly com Rainier do Mónaco. Ele preparava-se para fazer dela a sucessora de Ingrid Bergman que anos antes o tinha trocado por Rossellini. Depois de To Catch a Thief, Dial M For Murder e Rear Window, Grace Kelly afirmou-se como a maior virginal e inocente de todas as loiras fatais de Hitchcock. Trepidantemente sexual em To Catch a Thief, inocente e virginal em Rear Window, Grace Kelly não ficará para a história como uma grande actriz. Apesar do óscar conquistado em 1954. Mas certamente que os amantes do cinema não vão esquecer as suas performances nos filmes do mestre do suspense.
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INGRID BERGMAN

Bergman não precisava dos filmes de Hitchcock para se afirmar como uma estrela e grande actriz. Já o era e continou a ser. Mas encarnava na perfeição o papel de mulher que Hitchcock idealizava para os seus filmes. Fria, sedutora, virginal mas ao mesmo tempo apelativamente sexual, Bergman fez das suas colaborações com Hitchcock alguns dos grandes filmes dos anos 40. Spellbound, Notorius e Under Capricorn foram construidos sempre na premissa de um actorsólido e profundamente masculino - o vértice central da obra de Hitchcock - e uma loira inesquecivel. Bergman foi-o como mais nenhuma outra. Qualquer mulher que voltasse a trabalhar com Hitchcock viveria sob o seu fantasma. Mas Bergman continuou a existir. Com Rossellini, com Bergman...para sempre, como uma das maiores actrizes da história.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:47 PM | Comentários (3)

O Bondcar

Depois das imagens, do poster e do primeiro trailer só faltava mesmo a imagem do carro que James Bond vai usar em Casino Royale. Num dia solarengo de poucas notícias, contemplar a nova máquina de 007 tem o seu estilo.
Martin Campbell dirige Daniel Craig em Casino Royale, filme com estreia marcada para Outubro.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:50 PM | Comentários (1)

maio 05, 2006

Mission Impossible 3 - Ressuscitado

J. J. Abrams conseguiu o que era aparentemente impossível. Ressuscitou a saga Mission Impossible, que por culpa de John Woo desceu até à profundeza dos Infernos, ao mesmo tempo que conseguiu reabilitar Tom Cruise como um credivel action-hero, depois de War of the Worlds e Last Samurai não terem corrido como se previa. MI 3 levanta a fasquia alta e é claramente um forte candidato a blockbuster do ano!
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Em 1996 Brian De Palma fez o que parecia impossível. Reciclou a popular série televisiva Mission Impossible e fez dela um dos melhores filmes do ano. Intenso, cerebral, dinâmico, o primeiro MI era um filme bom, muito bom. Talvez por isso o segundo filme fosse esperado com grande expectativa. Mas John Woo mostrou não ter unhas para tocar esta guitarra. E Tom Cruise já não era o mesmo. A maior estrela de cinema do mundo desleixou-se, deixou-se levar numa versão infeliz de Ethan Hunt - a personagem que ele considera como o seu "bebé" em Hollywood - e ajudou a fazer deste um dos piores filmes de acção dos últimos anos. Por isso - e por Cruise estar ainda mais polémico, ainda mais irrascível - a expectativa à volta do terceiro filme era diferente. Havia um receio do filme não superar o anterior, ou de o fazer apenas ligeiramente. Todos os percalços nas filmagens (as mudanças de realizador, de elenco) eram um mau prenúncio.
Mas depois chegou J. J. Abrams. E nesta altura ele é o verdadeiro culpado pelo regresso em força de Ethan Hunt aos cinemas com um espantoso filme de acção a candidatar-se claramente ao rei dos blockbusters de 2006.
Não só pelas espantosas sequências de acção - com alguns exageros é certo - mas pela criação, ou melhor, recriação da personagem central da história: o agente Ethan Hunt.
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Para quem foi conquistado pelo jovem Hunt do primeiro filme a imagem estilizada e ultra-cool do segundo parecia completamente despropositada. E felizmente Abrams percebeu isso. Desde o filme de De Palma que era fácil entender que o agente da IMF (Impossible Mission Force) é acima de tudo um herói humano, com pontos fracos que, se pressionados, despoletam a sua raiva como acontece com qualquer um. Não há nele nada de Bond. Ele é um homem como qualquer outro. E o enfoque deste novo filme está no homem, não no agente. Hunt agora é casado, não com a profissão mas com uma bela mulher (Michelle Monaghan, em alta depois de Kiss Kiss Bang Bang) que nada sabe sobre o seu passado. Não desistindo da sua profissão no IMF, Hunt deixou o terreno passando a treinador de jovens recrutas. A idade já pesa e a ideia de formar uma familia suplanta o desejo de acção. Tudo muda no entanto quando a sua agente de eleição (Keri Russell), aquela que ele tinha designado como a sua sucessora natural, é capturada em Berlim. O medo e o sentimento de culpa tomam conta dele e num acesso de fúria, Hunt parte de novo para o terreno. Com ele está Luther (o sempre cool Ving Rhames) companheiro de todas as lutas, e uma nova equipa composta pela chinesa Zheng e pelo divertido Declan (a rising star Jonathan Rhys-Meyers). A missão corre mal e a partir desse momento Hunt esquece tudo numa procura incessante e obsessiva do homem responsável pelo falhanço do seu regresso. Mas Hunt não é omnisciente como tantos outros herois, e acaba por cair numa teia de corrupção dentro do próprio IMF que acabará por fazer dele a presa de um temivel e sádico traficante. O resto, como todo o filme, é simplesmente explosivo e digno de ser visto.
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Tom Cruise está de volta. Provavelmente não estamos perante um dos seus melhores papeis (exceptuando Jerry Maguire é a década de 80 ainda aquela que tem o melhor Cruise) mas podemos ver uma clara inversão dos seus mais recentes flops (War of the Worlds, Last Samurai, Minority Report, MI 2). Mais controlado, mais humano, mais intenso, Cruise recupera aqui a sua inocência juvenil com um toque claro de maturidade que dão a indicação clara: a estrela de Hollywood