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maio 25, 2006

Cannes - Dia VIII

Sofia Coppola chegou encantadora a Cannes com o seu sorriso e com a sua nova obra de arte alternativa. Diários de uma rainha do século XVIII ao som de grupos da new wave é apenas um dos muitos pormenores que fazem de Marie Antoinette um OVNI do cinema norte-americano. No final saiu vaiada...quem diria!
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Mas vaiado porquê se a rainha de Cannes, antes mesmo do filme ter sido exibido, era Sofia? Por ser um filme sobre a França. Ou seja, uma visão dos episódios que levaram à revolução francesa que não agradaram aos franceses. Longe de explorar a faceta politica do tema, Sofia fez o que sabe fazer melhor: filmar adolescentes deslocados do mundo. E a sua Maria Antonieta é isso mesmo, como aliás escrevi no Y há dois meses. As vaias em Cannes tiraram-lhe a oportunidade de igualar o feito do pai e conquistar a Palma de Ouro (pelo menos este ano) mas não significa necessariamente que a aventura seja um flop. Pelo contrário, o público frânces é muito possessivo em relação à sua história e pode ter levado a mal a adaptação mais ligeira de Coppola. Mas o potencial do filme continua lá, inabalada, irreverente, pronto a encantar!
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Quem teve melhor sorte junto da critica e do público foi Les Anges Exterminateurs de Jean-Claude Brisseau, um filme irreverente e despreocupado com o público, sempre um modelo bem visto na Croisette. E claro Lucas Belvaux e o seu La Raison du Plus Faile que pode ser uma surpresa na competição que para já tem Babel na pole-position.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 25, 2006 02:49 PM

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