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maio 27, 2006

Cannes - Dia X

Depois de Teresa Villaverde foi a vez de Pedro Costa ter defendido a bandeira portuguesa em Cannes. O festival aplaudiu Juventude em Marcha, um filme que o próprio realizador confessa que não é para qualquer um. Quem também não é para qualquer um é United 93, um filme que coloca a nu o 11 de Setembro e que os americanos receberam mal no mês passado quando o trailer foi divulgado pela primeira vez.
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Pedro Costa descobriu Ventura nas ruas de Lisboa e ficou fascinado pelo seu olhar vazio. Decidiu fazer da sua vida - e da de todos os Venturas - um filme intenso e dificil de engolir. Cannes engoliu-o, doze anos depois do realizador se ter estreado no festival. Um filme que não é de actores nem de argumento, nem mesmo de realizador. É um filme que vem de dentro e que se afirma por isso mesmo, por ser diferente e não ambicionar ser mais do que isso.
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Quem também teve estreia em Cannes foi United 93. O filme de Paul Greengrass conta a história do que aconteceu com o voo 93 do avião da United Airlines, capturado por terroristas no dia 11 de Setembro mas que falhou o alvo (Air Force 1 ou Casa Branca) por circunstancias ainda por esclarecer. A versão romanceada dos mais trágicos herois da América mexeu bastante com o público americano e é o primeiro filme que se decidiu a acabar com o tabu que é o 11 de Setembro.

Amanhã há os vencedores da Palma de Ouro. Favoritos à partida não existem num festival que podia ter sido mais do que prometia.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 27, 2006 10:38 PM

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