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maio 19, 2006
DIÁRIO DE CANNES - DIA 2
O Festival de Cannes arrancou na quarta-feira com sabor amargo, ou seja, com The Da Vinci Code a arrancar gargalhadas aos criticos, jornalistas e espectadores que passearam pela Croisette. Ontem o dia foi mais sóbrio, mas nem por isso, mas apaixonante. Houve Summer Palace, um filme polémico desde a sua essência até à sua exibição. Foi um início morno de competição num festival que arrancou com o pé esquerdo...

Lou Ye fez Summer Palace sem autorização das autoridades chineses e exibiu-o orgulhoso disse em Cannes. O tema do filme é a explicação para esta polémica. A história dos massacres de Tiananmen e das revoltas estudantis que assolaram a China do final dos anos 80 é a premissa, mas o realizador que explorar mais a relação entre os jovens revolucionários do que propriamente a revolução em si. A polémica, o sexo, a falta de autorização, a essência narrativa, tudo isso contribuiu para que o filme fosse recebido com um misto de orgulho e desilusão. Uma primeira viagem pela secção competitiva que ainda tem o melhor para exibir.

Quem também passou ontem pelo festival foi Paris Je T´Aime, um filme com dezoito realizadores à procura de um olhar - o de cada um subentenda-se - sobre Paris. Abriu a secção Un Certain Regard e desiludiu pela total incongruência e por algumas das histórias serem mais dos realizadores e menos de Paris. Para os franceses isso é imperdoável, para os cineastas - onde estão os irmãos Coen, van Sant, Salles, Wes Craven, ... - o direito a procurar as diferentes cidades que existem debaixo da Torre Eifel.

Para hoje há as primeiras pérolas em exibição. Volver de Almodovar, Fast Food Nation de Richard Linklater e The Wind That Shakes the Barley de Ken Loach.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 19, 2006 03:39 PM
Comentários
Não concordo de todo com a notícia, nem com os comentários. Vi o filme, e considero a a adaptação que Ron Howard fez do best-seller de Dan Brown, simplesmente genial. A opnião dos criticos certamente terá a ver com pressões por parte de certas instituições. O filme é cativante e bastante emotivo. Além disso o final é diferente do livro. O filme é uma adaptação, não uma cópia integral. Causar sono...só se for por ter legendas...para essas pessoas há sempre a alternativa das novelas da TVI.
Pedro Sousa, de Braga
Publicado por: Pedro Sousa às maio 22, 2006 02:20 PM