« Gong Li junta-se a Burton e Carrey | Entrada | Bana vs Cruise »
maio 12, 2006
Este Livro Dava Um Filme - Angels and Demons
Não é certamente por falta de imaginação que a escolha recai, este mês, em Angels and Demons. É, isso sim, sentido de oportunidade: a uma semana da estreia de Da Vinci Code, o Hollywood correrá o risco de avançar com novas ideias em termos de personagens e realização sem saber até que ponto Hanks ou Howard irão ter sucesso.
Mas além disso - e definitivamente para além das críticas sobre a qualidade da escrita de Brown - esta segunda aventura de Robert Langdon é um verdadeiro livro de suspense e acção, do ínicio ao fim, e seria indubitavelmente uma perda não fazer a sua adaptação ao cinema

Manuel António Martins
texto com spoilers
Angels and Demons é, dos livros de Brown, aquele que provavelmente tem mais potencial cinematográfico. A base da história é uma corrida contra ao tempo, uma corrida de Langdon contra o terrível plano de uma antiga irmandade secreta, os Illuminatti, para acabar com o coração da Igreja Católica.
A acção decorre em Roma, nas muitas catedrais e igrejas e ruas da cidade eterna. Já para não falar da Cidade do Vaticano, e aqui a realização deste filme depara-se sem dúvida com um obstáculo real e muito díficil de transpor. Será possível conseguir uma autorização papal para filmar dentro da Basílica de São Pedro, revelar lugares e imagens consideradas sagradas e dignas de um respeito quase evangélico? Brown não tem sido propriamente "amigo" da Igreja Católica e custa a crer que seja possível levar a cabo esta obra.
Mas felizmente para nós, esta rúbrica trabalha no campo das hipóteses, e por isso podemos dar-nos ao luxo de acreditar que sim, será possível filmar este grande guião que é mais de acção do que suspense.
Para realizar Angels and Demons a minha escolha recai sobre J.J. Abrams. Se fosse há uma semana atrás, não teria arriscado o seu nome, mas depois de ver o belissimo trabalho feito com a ressuscitação de MI III parece-me ser o homem certo para o papel. E escola ele têm-na: Alias é uma grande série de acção com um pano de fundo muito parecido com este livro de Brown, onde Sidney Bristow não é somente uma agente de campo e uma mestra em disfarce mas também uma investigadora que se deparacom histórias e profecias antigas que falam dum poder capaz de mudar o curso da história. Um realizador capaz de conciliar acção, suspense e história de provas dadas dificilmente poderá desiludir.


Robert Langdon é a personagem principal reincidente. Apesar deste Angels and Demons ter sido escrito antes de Da Vinci Code, a verdade é que so alcançou sucesso graças a ele, possibilitando a Robert Langdon imortalizar-se como uma personagem histórica no grande ecrã se as coisas forem bem feitas.
Professor de Simbologia Religiosa em Harvard, Langdon é um homem de acção em potencial. Antes da sua vertiginosa aventura em França, o professor é chamado pela primeira vez à cena de um crime. O seu conhecimento nos assuntos mais escondidos da história parece um íman para o levar até poderosos cenários onde homens de grande poder se colocam nas suas mãos para evitar um mal à escala mundial. A postura intelectual de Langdon é contrabalançada pela sua postura física - este homem não é o vulgar professor de pullover e gravatinha apertada, mas sim um atlético e solteiro jogador de pólo aquático nas horas livres, com um charme súbtil mas eficaz. Uma mistura entre James Bond e Indiana Jones, pelo que não seria de estranhar ver Pierce Brosnan ou o próprio Ford, se a idade o permitisse, a fazer o seu papel.
Mas para não ficarmos presos a actores cujos papeis os marcaram tanto, o Hollywood sugere o nome que muitos fãs consideram o ideal para acompanhar Langdon: Liam Neeson. Sóbrio e poderoso mas charmoso e calmo, exala intelectualidade e a atitude de constante descoberta e compreensão que se pede num thriller deste género ficaria fabulosa na sua cara e expressão corporal.

Victoria Vettra é a co-protagonista, filha de um cientista assasinado e descrita, como não podia deixar de ser, como uma mulher poderosa, física e psicologicamente, inteligente, de sorriso cativante e um olhar astuto. E, por ligação com o tipo de trama e de filme, não consigo deixar de associar esta forte presença feminina à série que já referi. Jennifer Garner, Sidney Bristow de Alias é quase perfeita para o papel, desde que consiga mentalizar-se que não é ela, neste caso, a heroína da história mas que pode brilhar de forma avassaldora.

O Camerlengo Carlo Ventresca é das personagens mais importantes no livro e na trama. Jovem num meio poderoso, com uma ambição desmedida e uma enorme capacidade de dissimulação, precisa no entanto de saber manifestar a sua sede de poder apesar da calma com que se movimenta. Depois de pensar alguns minutos numa plausível lista de actores quase secundários, mas com capacidade para encher o olho e tomar conta da acção nos momentos certos, a minha escolha recaiu sobre Joaquín Phoenix. Pelo seu lado tranquilo e paciente, como em The Village, mas também pela sua capacidade de se transformar num vilão poderoso e implacável, como em The Gladiator, consigo imaginá-lo no papel de forma ideal.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às maio 12, 2006 06:22 PM
Comentários
http://www.ringtones-dir.com/get/ ringtones site. Download ringtones FREE, Best free samsung ringtones, Cingular ringtones and more. From website .
Publicado por: ringtones free às agosto 24, 2006 07:06 AM
Concordo com a sua teoria do potencial cinematografico de "Anjos e Demonios". Considere o seguinte elenco:
- Russel Crowe ou Ewan McGregor no papel de Langdon;
- Uma Thurman ou Scarllet Joanhsson no papel de Victoria Vectra;
- Adrien Brody ou até mesmo Philip Seymour Hofman no papel do Carmelengo.
Tabem acho a escolha de Liam Neesson bastante interessante. Suberba mesmo. Na realização, Quentin Tarantino. Este e o meu elenco.
Publicado por: André Bento às maio 15, 2006 10:17 PM
Concordo com a sua teoria deo potencial cinematografico de "Anjos e Demonios". Considere o seguinte elenco:
- Russel Crowe ou Ewan McGregor no papel de Langdon;
- Uma Thurman ou Scarllet Joanhsson no papel de Victoria Vectra;
- Adrien Brody pu Philip Seymour Hofman no papel do Carmelengo.
Tabem acho a escolha de Liam Neesson bastante interessante. Suberba mesmo. Na realização, Quentin Tarantino. Este e o meu elenco.
Publicado por: André Bento às maio 15, 2006 10:15 PM
Pois... pena que o livro seja um desastre (por alguma razão não teve sucesso inicialmente) em todos os aspectos que foca (histórica, simbologica, geográfica e cientificamente). Para tal livro Abrams seria realmente boa escolha. Ao nível do livro. Se se quisesse fazer um bom filme, melhor que o livro (isto ocmo premissa mínima muito difícil de não cumprir) escolher-se-ia outro realizador, menos virado pra a acção. Quanto ao teu elenco, apenas discordo da Jennifer Garner. Acho que se encontraria facilmente alguma italiana para fazer o papel. Aliás, dada a personalidade descrita, seria bem melhor ter mesmo uma italiana no papel, dadas as limiitações dramáticas da Garner (que ela, inteligentemente, tem reconhecido, não entrando por papéis que não lhe sejam favoráveis).
Já Neesom e Phoenix seriam escolhas interessantes, mesmo que se pudessem apontar outras.
PS - a única coisa que pode apontar o MI3 como um bom filme é mesmo o MI2 como termo de comparação. Aquilo arrasta-se como um episódio de duas horas do Alias, com a desvantagem de ter precisamente duas horas e não apenas 50 minutos. Já não há paciência para sequências de acção que, a serem reais, partiriam os ossos todinhos de qualquer pessoa mas da qual o Cruise sai sempre como se tivesse acabado de tomar um duche.
Publicado por: João André às maio 15, 2006 09:30 AM