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junho 28, 2006

O Que Estreia Por Cá - Apertem os cintos

A Pixar voltou a fazer das suas e da fábrica de sonhos do cinema de animação norte-americano chega Cars. Sem o realismo humano de The Incredibles ou o humor subaquático de Finding Nemo, Cars é uma fantástica viagem de auto-descoberta. O Óscar de Melhor Filme de Animação já está entregue e a corrida ainda agora começou...
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Lightning McQueen (homenagem ao amante de automobilismo Steve McQueen) é um carro de corridas imbativel conhecido um pouco por todo o mundo pelo seu talento e coragem. Um dia faz-se à estrada e acaba por se despistar acabando por ser transportado para uma pequena vila onde ninguém o conhece. Uma vila pacata onde todos desfrutam tranquilamente do ambiente que os rodeia, sem se preocuparem com as altas velocidades. É lá que McQueen vai encontrar o amor, a verdadeira amizade ou a real importância do sucesso na sua vida.
Com vozes de Owen Wilson, Paul Newman (outro apaixonado do automobilismo) e Bonnie Hunt, o filme é da responsabilidade John Lassater, um dos génios por detrás do fenómeno Pixar.
A qualidade da Pixar faz com que este seja um dos filmes obrigatórios do ano. E que o Óscar já esteja entregue à partida!
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Há mais três estreias esta semana.

La Vida Secreta de las Palabras foi o grande vencedor da última edição dos prémios Goya. Isabel Coixet dirige este drama com Sarah Polley, Javier Camara e Tim Robbins sobre uma mulher que é enviada para uma plataforma petrolifera só habitada por homens. Um deles ficou temporariamente cego num acidente e ela deverá cuidar dele. Entre os dois cria-se uma relação única de confiança, amizade e por fim, paixão.
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When a Stranger Calls é a história de uma jovem que se prepara para uma noite como babysitter numa casa no topo de uma colina. Depois dos miudos adormecerem e do alarme estar ligado ela começa a receber estranhos telefonemas ameaçadores. Telefonemas que vêm dentro da própria casa. De Simon West com Camille Belle.
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A Tale of Two Sisters é mais um relato visualmente impressionante do novo cinema de terror asiático. Depois de passarem uma temporada numa instituição psiquiátrica, duas irmãs regressam a casa do pai, que este partilha com a madrasta das duas. De Kim-Ji-Woon.
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O Hollywood Recomenda - Obviamente, o imperdivel Cars.

O Hollywood Desaconselha - Numa semana com poucas estreias não há um filme que não mereça uma espreitadela.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às junho 28, 2006 07:46 PM

Comentários

caro joão, tens toda a razão. generalizei de um modo rídiculo o cinema asiático, sem qualquer especificação. falha, pois não me expliquei devidamente. eu utilizei este género de referência para chegar a um objectivo, sendo ele a, como dizes, pseudo-intelectualização dos gostos cinematográficos. repito tens razão, a minha refrência a cinema asiático não faz sentido. mas existe muitas vezes esse click cerebral em muita gente que, ao ouvir uma comparação entre um sucesso animado e um filme de culto coreano ou japonês, rapidamente aconselhará o filme asiático. foi nesse sentido que utilizei o estilo asiático, sem ter referido os especificidade da minha referência. e quando falo de opiniões, não as tento limitar, apenas referi a subjectividade dos gostos.
em relação ao comercial e não comercial, eu apenas falei nisso como possibilidade de limitação mental, no sentido de " se é comercial, não gosto", e também não apontei dedos a ninguém. como disseste, e como ja disse aqui, há pessoas que fazem esse tipo de censura pessoal.
em relação aos filmes animados nos oscares, apesar de saber que o disney já tinha sido nomeado com "a bela e o monstro", pensei que depois da criação do oscar para melhor animação os filmes animados não fossem considerados para melhor filme. live and learn.
a minha visão de the incredibles é totalmente diferente da tua. não me parece que seja um simples filme de super-heróis. é uma ideia original, que dá um ligeiro spin às histórias de heróis. tem claro vários aspectos típicos de uma aventura de malta com super-poderes, mas tem muito mais. é uma homenagem clara a muitos filmes de acção dos dos últimos 40 anos, como os bonds, indiana jones, star wars. tem também referências a vários heróis da marvel. mas, mais que tudo, é a história de uma família disfuncional, e da criação de laços dentro dela. a banda-sonora é fenomenal, os cenários, tudo funciona. mas claro é um filme animado, e penso que apesar de tudo, a tua opinião é influenciada por isso.
por fim a palavra restrito. não tinha "que" colocar um c de facto, tinha apenas DE colocar um t. obrigado pela correcção.abraço LF

Publicado por: luís f às junho 29, 2006 05:51 PM

Miguel, a crítica sobre o cinema asiático não te era dirigida, de maneira nenhuma. Tenho criticado gostos e opiniões, mas não o destaque dado a alguns outros cinemas. E desses o asiático tem sido dos principais.

luís f, é umpouco difícil saber por onde começar. Bom, por perto do fim. Os filmes animados nao estão impedidos de aceder à categoria de melhor filme nos óscares. Um antigo, na altura responsável por um ressurgimento da Disney enquanto estúdio interessante na área da animação (e pelo ressurgimento dos filmes animados em geral), conseguiu entrar nessa categoria. Era o A Bela e o Monstro. Muita gente houve que achou que a criação da categoria de melhor filme de animação em formato de longa-metragem serviu para afastar este género, que dava já mostras de ser mais inventivo que aquele em imagem real, de chegar a vencer óscares. Será talvez uma "teoria da conspiração", mas interpreta a lança em África que causaram. E tudo isto antes do primeiro Toy Story.

Eu nem discuto que os filmes de animação têm sido interessantes. Que os argumentos são mais inventivos e têm sabido - e aqui está o ponto importante - incorporar nas suas histórias coisas que seriam impossíveis no cinema normal. E aqui poderemos começar pela antropormofização, desde sempre presente na animação, mas também poderemos falar na forma como se filmaram os poderes de super-heróis, sem limites de técnica porque não existiam actores de carne e osso para representar. Os filmes de animação têm apontado caminhos seguros, sem dúvida, mas repito a minha ideia: a Pixar poderá estar a auto-deslumbrar-se. A razão é aquela que afecta qualquer estúdio, empresa ou pessoa: humanidade. E repito a minha ideia em relação ao The Incredibles: está feito de forma muito interessante, aproveita bem as suas capacidades técnicas e criou uma das melhores personagens de sempre do cinema (Edna Mode), mas é um rip-off absoluto às ideias dos comics de super-heróis americanos. E quanto a isso, lamento, não há argumento que mude o facto. Podes achar que é pormenor de somenos importância. Para mim não o é, porque é uma espécie de pecado original, mas aceito e compreendo o ponto de vista. Podes dizer que a forma como é feito compensa qualquer problema. Mais uma vez discordo, mas também compreendo. Mas ninguém me pode dizer que é realmente original. Todos os temas estão desde há muito tratados nos comics (especialmente) da Marvel.

A forma como falaste do cinema asiático quase dá a entender que só é apreciado pelos pseudo-intelectuais. Há, contudo, aí umas quantas falácias. A primeira é pensar que existe um "cinema asiático". Não existe, a não ser que signifique que foi feito na Ásia. Ainda assim, estou certo que não includes Bollywood nesta classificação, portanto não serve. O que há, e isto é que é importante, é uma entrada de jovens realizadores (especialmente) japoneses e coreanos que adoptaram as coordenadas do cinema americano e o colocaram na Ásia (início talvez com o Battle Royale). A diferença entre o filme deles e os americanos é mesmo a qualidade, porque o estilo é exactamente igual (veja-se a forma como o perturbante Ringu se tornou uma comédia involuntária com o Ring). Além disso, segunda falácia, estes filmes não são procurados por um grupo restrito (sem "c"). São essencialmente procurados por um público jovem, com necessidade de emoções fortes e capazes de identificar as coordenadas emocionais que são mostradas. Este público provavelmente adormeceria ao fim de quinze minutos do "Ran" ou do "Adeus minha concubina". Estes filmes podem entrar e têm entrado nos EUA porque, fora a aparência obviamente oriental e a língua (que é frequentemente dobrada), estão dentro daquilo que os americanos esperam. Com a vantagem de serem melhores. Contudo, outros filmes mais de acção asiáticos, como um "Hana-bi" ou qualquer um dos período de Hong kong de John Woo, não atraem este público.

Dizer que determinado cinema é mais ou menos apreciado por causa de ser feito com o intuito de ser um blockbuster é válido apenas para uma percentagem muito pequena de pessoas. É a mesma treta que falar de anti-americanismo: há sempre alguém que vem apontar os dedos uma pessoa que critique um blockbuster com o argumento de ser um anti-blockbusters. Há mais vida para lá disso. Eu apenas pergunto a razão de TER que se colocar um filme da Pixar como destaque quando concorre com outros filmes que também têm merecido boas críticas. Eu até compreendo as razões, mas neste caso viro o bico ao prego (e não é na direcção do Miguel), dizendo que o que é frequente é querer menorizar géneros por virem de onde vêm.

Já agora, as opiniões são natural e explícitamente subjectivas, mas isso não implica que não sejam expostas. É por causa disso que existe este (e outros) blogues. É por causa disso que há comentários abertos. Para discutir, para emitir opiniões. Quem não consegue lidar com as que são contrárias às suas tem por boa solução ler os flyers dos cinemas para saber o que está em exibição.

Publicado por: João André às junho 29, 2006 04:38 PM

em relação a gostos, obviamente que tudo é relativo e as preferências de cada um deles são dependentes. o facto da pixar ter entrado numa fase de auto-deslumbramento é uma opinião muito pouco correcta.
com efeito, colocando então de parte o facto do filme ser animado e de por isso muita gente o achar menos relevante, penso que os filmes da pixar serem comercialmente um sucesso leva muita gente a não gostar deles à partida. hoje um filme dos estúdios implica um brutal resultado de bilheteira, e há pessoas que não gostam disso, considerando o produto para as massas. pelo contrário o cinema asático é ainda um género de culto, e de acesso restricto, a nivel comercial e cultural. muita gente acha esse aspecto de culto "cool", dando a entender o superior conhecimento cinematográfico. gostaria de saber, caso o cinema asiático explodisse comercialmente nos states e nao europa, se seria tão apreciado por certos grupos. (mesmo gostando de vários filmes do género, não sou grande fã, não sendo isso de todo relevante para a discussão)
voltando então à pixar,a originalidade de conteúdos, apesar de algumas repitições de conceitos, não tem paralelo na indústria de animação e no presente na indústria cinematográfica. é verdade que ps temas da família, amor, amizade são tratados em todos os filmes, mas nunca os sentimentos foram tão reais e os argumentos tão bons no cinema animado. penso ter sido neste blog que li uma opinião, com a qual concordei de imediato, que considerava a possibilidade dos filmes animados concorrerem ao oscar de melhor filme. nada seria mais justo, penso eu, mas só os filmes da pixar, e apenas alguns, poderiam ter, ou terão, a capacidade de rivalizar com os filmes normais. não me custa recordar a ´vitória do toy story2 no globo de ouro de melhor filme cómico/musical. o toy story, o primeiro, é na minha opinião um dos melhores filmes dos últimos 25 anos, e um marco importante na história do cinema. e não vou falar do the incredibles para não entrar numa discussão mais particular com o jandré.
apesar de ser considerado por muitos um estúdio comercial, agora numa fase de auto-deslumbramento, e de ser repelida com nojo pelos fãns do "culto", a pixar é uma das peças maior qualidade criativa e estrutural da indústria cinematográfica. abraço miguel, LF

Publicado por: luís f às junho 29, 2006 03:48 PM

em relação a gostos, obviamente que tudo é relativo e as preferências de cada um deles são dependentes. o facto da pixar ter entrado numa fase de auto-deslumbramento é uma opinião muito pouco correcta.
com efeito, colocando então de parte o facto do filme ser animado e de por isso muita gente o achar menos relevante, penso que os filmes da pixar serem comercialmente um sucesso leva muita gente a não gostar deles à partida. hoje um filme dos estúdios implica um brutal resultado de bilheteira, e há pessoas que não gostam disso, considerando o produto para as massas. pelo contrário o cinema asático é ainda um género de culto, e de acesso restricto, a nivel comercial e cultural. muita gente acha esse aspecto de culto "cool", dando a entender o superior conhecimento cinematográfico. gostaria de saber, caso o cinema asiático explodisse comercialmente nos states e nao europa, se seria tão apreciado por certos grupos. (mesmo gostando de vários filmes do género, não sou grande fã, não sendo isso de todo relevante para a discussão)
voltando então à pixar,a originalidade de conteúdos, apesar de algumas repitições de conceitos, não tem paralelo na indústria de animação e no presente na indústria cinematográfica. é verdade que ps temas da família, amor, amizade são tratados em todos os filmes, mas nunca os sentimentos foram tão reais e os argumentos tão bons no cinema animado. penso ter sido neste blog que li uma opinião, com a qual concordei de imediato, que considerava a possibilidade dos filmes animados concorrerem ao oscar de melhor filme. nada seria mais justo, penso eu, mas só os filmes da pixar, e apenas alguns, poderiam ter, ou terão, a capacidade de rivalizar com os filmes normais. não me custa recordar a ´vitória do toy story2 no globo de ouro de melhor filme cómico/musical. o toy story, o primeiro, é na minha opinião um dos melhores filmes dos últimos 25 anos, e um marco im+portante na história do cinema. e não vou falar do the incredibles para não entrar numa discussão mais particular com o jandré.
apesar de ser considerado por muitos um estúdio comercial, agora numa fase de auto-deslumbramento, e de ser repelida com nojo pelos fãns do "culto", a pixar é uma das peças maior qualidade criativa e estrutural da indústria cinematográfica. abraço miguel, LF

Publicado por: luís f às junho 29, 2006 03:47 PM

desde q a maldição do coelhomem ganhou um oscar, derrotando dois dos 3 melhores filmes de animação de sempre, n m admira q cars já tenha o prémio garantido. o cimena de animação n tem + seguidores pq as pessoas estão habituadas as porcarias da pixar. a viagem de chihiro, o castelo andante, pricesa mononoke e a noiva cadáver, isso sim são filmes a sério.
cumps

Publicado por: diogo cardoso às junho 29, 2006 03:19 PM

André, já houve filmes asiáticos que foram estreias da semana. Aliás, o cinema asiático está em alta e eu tenho escrito isso várias vezes. Mas quando estamos perante aquele que será, muito provavelmente, o filme animado do ano, é inevitável conceder-lhe honras de destaque. O Tale of Two Sisters não mexeu muito comigo. É bom para o género e de um bom realizador, e seria provavelmente destaque noutra situação. Mas não é por não ser americano que não é destaque. O blog chama-se Hollywood mas sabes perfeitamente que se escreve, ve e fala-se de tudo.
Aliás, com um vencedor de uma série de Goyas, também poderiamos ter um filme europeu em destaque. Mas a Pixar neste momento está para o cinema de animação como a Fox Searchlight ou a Focus para o indie, ou seja, como um estúdio que é identificado imediatamente com a sua marca de qualidade. Há quem goste mais dos primeiros, outros gostam mais dos filmes recentes, mas a Pixar tirou do marasmo o cinema de animação. O ano passado - sem Pixar - provou que há muito bom cinema de animação para além deles é certo, mas eles continuam a ser a referência agora como a Disney foi durante muito tempo (salvo as devidas distâncias de comparação).
Ainda não vi o Cars, conto ver hoje, e depois podemos discutir a evolução/deslumbramento da Pixar.

um abraço aos três

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às junho 29, 2006 03:00 PM

luís f, até é verdade que o cinema de animação andou muito tempo pelas ruas da amargura, mas os filmes da Pixar estão a colocar a tendência no sentido opoosto: aparentemente, não há filme da Pixar que não seja acontecimento. Mesmo que, como tenho lido, o filme seja muito giro, bom entretenimento e mais não sei quantas coisas, mas que não deslumbre (veja-se o comentário de Anthony Lane em http://www.newyorker.com/critics/cinema/articles/060619crci_cinema).
Aliás, já o The Incredibles não me tinha deslumbrado minimamente, tendo sido, a meu ver (e contra a corrente, eu sei), apenas uma adaptação competente da temática de dezenas de livros de banda desenhada no universo dos super-heróis especialmente da Marvel (a família era copiada quase ponto por ponto do Quarteto Fantástico). A Pixar parece-me estar a entrar numa fase de auto-deslumbramento e a entreter-se mais com as técnicas que criou que outra coisa. Convém que voltem a pensar nas histórias (uma boa ideia, como a antropormofização dos carros, não faz um filme) para que não caiam nos clichés que têm andado a dar cabo de Hollywood.

Além disso posso virar o argumento ao contrário: só porque um outro filme (como este Tale of Two Sisters que ainda não vi, mas sobre o qual já ouvi maravilhas) é asiático, isso não significa que não mereça ser destaque da semana. Depois é apenas uma questão de preferências.

Publicado por: João André às junho 29, 2006 11:04 AM

Tive já a oportunidade de ver o Cars e como é óbvio é um filme de qualidade, muito embora a fórmula ás vezes já não resulta tão bem como nos anteriores filmes da Pixar. Mas, mesmo assim, é um bom filme e um bom entretenimento.
Agora, se é semana de estreia do "Tale of Two Sisters" pára tudo! Um filme fabuloso, que tive a sorte de ver no Fantasporto, e que realmente vale a pena ver.
Nem que seja por ter uma das cenas mais assustadoras, senão a mais assustadora que já vi em filme.

Publicado por: Jose Monteiro às junho 29, 2006 08:14 AM

um filme da pixar muito dificilmente não será o filme da semana, e um dos filmes do ano. hoje em dia pouco se precisa de sabersobre um filme do estúdio, para saber que será de alta qualidade, tal como um sucesso comercial. não acr4edito que hoje em dia ainda se considere menos interessante um filme por ser animado, portanto nao consigo encontrar razão para a dúvida que possa existir em relação ao filme da semana. abraço miguel, LF

Publicado por: luís f às junho 29, 2006 12:07 AM

Com a estreia tardia de A Tale of Two Sisters, e com a qualidade do filme em si, dificilmente Cars será a estreia da semana.

Publicado por: not_alone às junho 28, 2006 09:50 PM

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