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julho 13, 2006

Trailer de Volver

Depois de ter deslumbrado em Cannes, Volver prepara-se agora para estrear nas salas de cinema um pouco por todo o mundo. O mais recente filme de Pedro Almodovar, o cineasta ibérico por excelência, conta a história de uma jovem que regressa a sua cidade Natal da Mancha apenas para descobrir que a mãe, já morta, a visita regularmente. Ela decide então levar a mãe consigo dando-lhe um emprego no seu salão de beleza. Um filme barroco, surreal e verdadeiramente belo que foi premiado em Cannes pelo seu argumento e pelo trabalho do elenco de actrizes onde se contam Carmen Maura e Penelope Cruz.
O trailer do filme pode ser visto aqui.
volverlkl.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às julho 13, 2006 08:01 PM

Comentários

A imagem que o Almodovar tem dos espanhois (que eu alargo para ibéricos) é uma imagem barroca, supérfula, e de minorias...é uma imagem critica da autoridade (uma marca constante na peninsula, seja o estado ou a igreja), uma imagem que pode não ser a ibérica - e aí expressei-me mal, confesso - mas é uma critica ao iberismo cultural e social. Um cineasta iberico, de costumes como dizes, realmente não há, até porque quem se arrisca-se a filmar a essencias de dois paises tão monótonos e banais como os da Iberia, estaria bem tramado...

Publicado por: Miguel Lourenço Pereira às julho 15, 2006 09:38 PM

Miguel, deixa-me discordar brutalmente: "cineasta ibérico por excelência"? E deixo o artigo definido de lado por hoje. Ridículo. Ele dificilmente será sequer o cineasta espanhol por excelência. Ele será o mais conhecido cineasta espanhol, isso sem dúvida alguma, agora por excel~encia? Para isso ele deveria filmar uma espécie de consciência espanhola, era necessário que os seus filmes, independentemente da sua qualidade, fossem um espelho da sociedade filmada. Mas nada disso é verdade. São apenas caricaturas - quando o são - e apenas e só de partes muito específicas de Espanha. Ainda estou para o ver filmar uma "Espanha profunda" (expressão horrenda mas que fica à falta de melhor). Antes dele era capaz de enfiar o Bigas Luna ou o Fernando Trueba como tal representante (mesmo que também não o sejam).

E ibérico? Por alma de quem? O único que ainda vi filmar algum tipo de lógica ibérica foi o José Álvaro Morais no Peixe-Lua. e foi caso único na sua obra.

Publicado por: João André às julho 14, 2006 09:47 AM

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