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novembro 30, 2006
As duas facetas de Clooney
Atrás das câmaras ou à frente delas, George Clooney não vai parar daqui até 2008. O actor comprometeu-se a realizar The Belmont Boys e a encarnar um polícia corrupto no drama White Jazz.
Belmont Boys conta a história de sete vigaristas que se encontram pela primeira vez numa corrida de cavalos e quase conseguem dar o golpe de uma vida. A segunda tentativa só será permitida 30 anos depois, em circunstâncas bem diferentes. Clooney vai reencontrar o produtorde Ocean's 13, Jerry Weintraub, bem como os argumentistas Brian Koppelman e David Levien. Está visto que esta equipa não resiste a um bom assalto e a um bem disposto grupo de ladrões.
Menos bem disposto é White Jazz. O filme será produzido pela Warner Independent Pictures e é uma adaptação do romance homónimo de James Ellroy. O papel de Clooney é o de um tenente da polícia corrupto que nunca se dá por vencido no que toca a tornear as regras e tem saído impune...mas todo esse seu "talento" será testado quando os seus chefes, também eles especialistas em dobrar a lei, o tentam implicar numa estranha história de homicídio. Os dois filmes têm início de produção marcada para 2008, segundo a Variety, possivelmente porque até lá George Clooney não tem propriamente a mais livre das agendas.
No próximo projecto, já em pré-produção, Clooney realiza e actua em Letherheads. A comédia situa-se nos anos 20, com o ínico do futebol americano profissional como pano de fundo e terá a participação de Renée Zellweger. Depois desse, está já marcado Burn After Reading, filme que juntará mais uma vez Clooney e os irmãos Coen, depois de Intolerable Cruelty and O Brother, Where Art Thou?
Publicado por Manuel António Martins às 02:24 PM | Comentários (1)
novembro 29, 2006
Estreias da Semana: Nem dá para aquecer
Semana simples, das mais simples que um ano pode ter. Quase parece Verão, mas não é. A verdade é que ainda não é bem, bem Natal e os filmes da época forte do final de Outono ainda estão todos, todos aí... Mas pode ser que alguém preste atenção à Rainha.


A Rainha
A morte da Princesa Diana, em Paris, a 1 de Setembro de 1997 chocou o mundo, deixou os seus milhares de admiradores inconsoláveis, perdidos. Toda a gente viu isso. Mas o que ninguém sabe realmente é o que se passou nos bastidores, que decisões foram tomadas para prepara o funeral da Princesa do Povo. Queen cónta essa história. A forma como a conservadora família real lidou com esta situação e com os preparativos funebres, por oposição à abordagem mais moderna de um recém eleito Tony Blair. A história sobre a dúvida entre o que deve ser dado ao público e o que é privado, o que é emoção e o que é espectáculo. Um filme sobre a acção de líderes quando esta é realmente precisa. Helen Mirren é a rainha que ficou conhecida pela sua postura conservadora mas capaz de aceitar a mudança de uma forma exemplar. E a postura de Mirren foi tão convincente que lhe valeu o prémio de Melhor Actriz no Festival de Veneza. O filme é de Stephen Frears, também ele galardoado no mesmo festival mas com o prémio de Melhor Argumento.

Borat: Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão
Borat é um jornalista televisivo do Cazaquistão mandado para os Estados Unidos da América para lá aprender tudo o que levou este país a ser o maior do mundo. Depois é só transportar esses ensinamentos para o Cazaquistão. A sua viagem é pautada pelo gozo que dá aos muitos americanos que vai encontrando pelo caminho, colhendo dessas experiências a respectiva moralidade. Mas o seu grande objectivo é outro - Borat veio para a América para casar com Pamela Anderson...O comediante Sasha Baron Cohen é o criador desta excêntrica personagem num filme de Larry Charles que colheu muita polémica mas que também deve ter muitos admiradores...

Por Água Abaixo
Roddy é um rato de sociedade, vive numa mansão luxuosa em Kensington e tem tudo -tudo!- o que um rato pode desejar. A sua solitária vida é perfeita, mas um dia deixa de ser solitária...e deixa de ser perfeita. Sid é um rato de esgoto sujo e aventureiro que sobe pelo ralo do lava-loiças e vem roubar o lugar de Roddy depois de uma atribulada artimanha do rato rico que se virou contra o feiticeiro e o mandou para o esgoto! Roddy vai agora ter que redescobrir o caminho para casa e felizmente vai aprender muito nas aventuras que o esperam.
O elenco de vozes deste "Água abaixo", na versão original, promete mais do que a simples diversão animada...com Kate Winslet, Hugh Jackman, Ian McKellen, Andy Serkis e Bill Nighy como interpretes, o filme ganha mais meia dúzia de boas razões para ser visto por miúdos e graúdos.
Publicado por Manuel António Martins às 10:03 PM | Comentários (3)
novembro 27, 2006
Projectos novos para Fiennes e Cage
Foram divulgados os próximos projectos de dois dos actores com mais carisma de Hollywood: Ralph Fiennes e Nicolas Cage.
The Gifted, filme do pouco experiente Jacob Aaron Estes vai contar com o brilho do actor britânico. A história é baseada no artigo com o mesmo nome escrito por Ian Parker no New Yorker. Nele se conta a vida de um controverso filantropo, Zell Kravinsky, que se tornou milionário no ramo do imobiliário e que nos últimos seis anos doa tudo, mantendo para si mesmo apenas o suficiente para uma modesta habitação. As filmagens começam na Primavera, em Nova Iorque, naquele que parece ser um papel mesmo ao jeito súbtil e reservado de Fiennes.
Quanto aNicolas Cagetudo indica que o actor vai mesmo avançar para Crazy Dog, um thriller de acção com Joseph Ruben -do duvidoso The Forgotten com Juliane Moore- a realizar. Não há ainda confirmação oficial por parte de Cage. Actualmente em pré-produção e esperado para finais de 2008, este Crazy Dog conta a história de um polícia nova-iorquino que causa a morte de um colega num momento de cobardia. Consumido pela culpa, começa por entrar numa espiral de auto-destruição mas acaba por procurar redimir-se.
Foi a Production Weekly quem avançou com as novidades sobre os dois actores, que, entretanto, têm já projectos em mão. Fiennes prepara-se para a sua estreia enquanto realizador com as filmagens de Snow Country, um romance que conta uma história de amor entre um homem rico e sofisticado e uma jovem de 17 anos criada num convento. O filme é baseado no romance japonês "Yukiguni", do prémio Nobel Yasunari Kawabata. Nicolas Cage, por seu lado, procura encontrar o assasino de Abraham Lincoln na sequela de National Treasure. O novo filme deste aventureiro, que é um misto de Indiana Jones e Robert Langdon, intitula-se The Book of Secrets e deve estrear em Dezembro de 2007. O elenco parece ser mais poderoso do que o do primeiro filme ao contar com os apelativos nomes de Diane Kruger, Jon Voight e Harvey Keitel.


Publicado por Manuel António Martins às 07:04 PM | Comentários (1)
novembro 26, 2006
Spider-Man 3: já há pouco para esconder
Apesar do esforço da Sony para manter este terceiro filme do super-herói da Marvel bem escondido há sempre alguém que consegue lançar na web o pouco que se desvenda. Estes dois minutos e meio foram para o ar na Fox, para abrir o apetite à transmissão televisiva do segundo filme da saga. Spider-Man 3 parece, para já, o melhor dos filmes em que Peter Parker se torna num dos heróis acidentais mais amados da BD. O filme estreia em Maio e até lá os fãs podem apenas ir juntando as peças que o excelente marketing do filme lhes atira. Neste clip vêmos o vilão clássico, Sandman, como intriga secundária enquanto que a linha principal da história é a luta que Peter Parker vai ter que travar consigo mesmo para deter o simbionte alienigena que lhe dá um poder fora do comum...e que rapidamente se vai transformar num dos mais espectaculares arqui-inimigos de Spider-Man, Venom.
O elenco é composto pelos inevitáveis Tobey Maguire e Kirsten Dunst como Peter Parker e Mary Jane. Também repetente é o Duende Verde, interpretado por James Franco. A estrear na saga está a fantástica Bryce Dallas Howard.
Publicado por Manuel António Martins às 03:55 PM | Comentários (0)
novembro 24, 2006
Top 3 - Dezembro
Dezembro está aí à porta e para muitos estão também umas merecidas férias. E com elas, vem também um tempinho extra para ir até às salas de cinema. Se já acabaram com o stock de Novembro (grande mês) ou estão quase a acabar, aqui ficam as sinopses e pequenas leituras dos três filmes que, na minha opinião, conquistam mais expectativa para a época natalícia.


Blood Diamond
Serra Leoa, anos 90. Com a Guerra Civil e o caos por ela provocado com pano de fundo, Blood Diamond conta a história de dois homens igualmente africanos mas com histórias de vida tão diferentes quanto...branco e negro. Leonardo DiCaprio interpreta o papel de Danny Archer, um mercenário Sul-Africano, e Djimon Hounsou (lembram-se do Juba, que lutava ao lado de Russel Crowe em Gladiator?) é Solomon Vandy, um pescador. Nada em comum, até ao momento em que os seus destinos se cruzam na busca de um raro diamante cor-de-rosa que, esperam, vai mudar as suas vidas.
Na prisão por contrabando, Archer fica a saber que Solomon descubriu, enquanto trabalhava como escavador do precisoso mineral, uma peça de diamante bruto, extramamente rara. E que a escondera bem longe do local onde estão. Para a recuperarem, contam com a ajuda de uma jornalista americana,Maddy Browen (interpretada pela bela Jennifer Connelly), guiada não só por aquele idealismo inamovível como por uma preocupação especial por Archer. Mais do que um diamante, esta busca poderá significar para Solomon o regresso à sua família, que nunca mais esperava ver, e, para Archer, uma segunda oportunidade que também ele acreditava impossível.
O realizador Edward Zwick escolhe, tal como tinha feito em Last Samurai, um cenário complexo onde a perspectiva histórica se mistura com a narrativa, o que lhe permite criar um guião extramamente realista, imbuído de grande credibilidade e capaz de provocar no espectador um envolvimento denso com os personagens principais e também com toda uma comunidade. Quanto a actores, esta época parece ser um come-back espectacular para DiCaprio, que andou afastado dos sets por algum tempo. Depois de The Departed, Blood Diamond vem confirmar que já passou há muito a fase de "menino bonito de olhinhos claros". DiCaprio é um actor a sério, com presença e carisma cada vez mais inabaláveis.

The Good German
A Segunda Guerra Mundial chegou ao fim, mas isso não é significado de paz. Berlim é uma cidade em escombros, destruída e com um longo caminho antes de se poder reerguer. Baseado no romance omónimo de Joseph Kanon, The Good German conta a história de um correspondente de guerra do exército americano, Jake Geismar, interpretado por George Clooney, que se envolve com Lena Brandt (Cate Blanchett), um antigo amor seu que entretanto prosseguira com a vida e se casara. É precisamente o seu marido o "centro" desta história, pois tanto o governo russo como o americano planeiam apanhá-lo para extrair informação.
Jake vai tentar a todo o custo descobrir os segredos que Lena esconde, enquanto esta tenta fugir de Berlim e levar o desaparecido marido com ela. A saída de Lena deste cenário hóstil parece ser Tully (Tobey Maguire), um jovem soldado americano que é destacado para conduzir Jake por Berlim e tem obscuros contactos no mercado negro. Mas o cenário complica-se, e leva esta tripla a embrenhar-se ainda mais numa teia tipica do ínicio da Guerra Fria.
Não é díficil saber o que esperar deste "Good German". O recente trabalho conjunto do realizador Steven Soderbergh e de George Clooney deu-nos dois dos filmes políticos mais interessantes dos últimos anos, bem como interpretações de grande nível e uma lufada de ar fresco ao formato cinematográfico dos nossos dias. Depois do denso Syriana que deu o Óscar a Clooney e do brilhante e ousado Good Night and Good Luck, fica a quase certeza que este Bom Alemão será um excelente filme. E é interessante o poster ao estilo de Casablanca. Esperam-se mais parecenças...?

The Good Shepherd
O ínicio da CIA, visto pelos olhos de um homem que acreditava na américa. Matt Damon interpreta Edward Wilson, um homem que cresceu rodeado de valores de secretismo, respeito e compromisso é hoje um estudante modelo em Yale. Muito por causa disso, é recrutado para os quadros de uma sociedade secreta chamada "Skulls and Bones", sociedade essa que é como o berço dos vindouros lideres mundiais. As qualidades de Wilson e o seu amor pela pátria vão levá-lo daí para um papel ainda mais activo nos acontecimentos globais quando é chamado ao trabalho de espião para o OSS, agência precursora da CIA durante a II Guerra.
O fim da guerra tráz a constituição definitiva da CIA e Edward irá entregar-se a este trabalho enquanto causa de vida. Mas os valores que o pautavam no inicio e o seu idealismo natural vão sendo lentamente erodidos, dando lugar a uma natureza de suspeição e insegurança com todos os que o rodeiam à medida que o tempo avança para o paranóico estado de vida da Guerra Fria. O resto da sua vida será de sucesso dentro da agência, onde os seus métodos são transformados em procedimentos padrão que perdurarão no tempo, mas a luta contra o seu homólogo do KGB ano após ano vai atingir profundamente a vida de Wilson, que se verá obrigado a sacrificar tudo, até a sua mulher (Angelina Jolie) e filho em prol do dever.
Este é o primeiro filme dirigido a solo por Robert De Niro, que também participará como actor. Na sua última experiência por detrás das câmaras, filmou com Marlon Brando uma das suas últimas películas, Score. Conhecido pelo seu carisma e atitude diante das câmeras, De Niro espera agora a avaliação do grande público a um trabalho seu enquanto realizador. Matt Damon continua na corda bamba, e talvez ainda não se saiba se é este o filme que ajuda os críticos e espectadores a decidir se ele é, ou não, um actor "a sério". E há Angelina Jolie...
trailer (quicktime)

Publicado por Manuel António Martins às 11:51 PM | Comentários (2)
novembro 22, 2006
Estreias da Semana: Bond recomeça, não regressa
Daniel Craig foi durante meses a fio criticado simplesmente pela sua imagem. Agora, os fãs aguardam em suspenso para o criticar pelo seu desempenho, pois são maisque muitos os que acreditam que o verdadeiro Bond acabou. O mítico 007 deveria ter morrido (em filme!) com o não menos mítico Pierce Brosnan. O charme foi trocado pelo músculo, a experiência pela irreverência, o moreno pelo loiro. O mito pela dúvida. Um novo começo em corte com o passado.

007 - Casino Royale
A primeira das primeiras histórias de Bond, saída directamente das mãos de Ian Fleming ainda em meados do século passado. Antes de tudo o que os antecessores de Daniel Craig "viveram" até agora, esta é a primeira vez que James Bond mata. A conquista do estatuto de "agente secreto 00"é conquistada a custo mas impele-o para uma arriscada missão em Madagáscar onde Bond irá agir por conta própria, fugindo às directivas do MI6. Quanto a Craig, será possível suceder com sucesso a Brosnan? Para já, e para surpresa de muitos, há indicações de que o novo Bond afinal não está tão deslocado assim.
Step Up
Bem ao estilo de clássicos do género como Save the Last Dance com Julia Stiles ou de Honey com Jessica Alba, esta é a história de um rapaz chamado Tyler Gage, um rebelde oriundo de uma zona pobre e que se mete em problemas e acaba a fazer trabalho comunitário numa escola de dança. Aí, encontra Nora e esta apercebe-se rapidamente do seu talento inato enquanto bailarino. Depois de muita relutância, os dois começam a trabalhar em conjunto e Cage apercebe-se que pode tirar mais da sua vida do que aquilo que tinha até aí.
Infame
Um estudo sobre a uma complexa e torturante relação entre Truman Capote e o assasino condenado à morte Perry Smith.Um laço formado numa cela de prisão que destruiu a carreira de Capote bem como a sua alma.
Um filme de Douglas McGrath com Jeff Daniels, Gwyneth Paltrow, Signourney Weaver e Toby Jones.
Obrigado por Fumar
Como porta-voz da empresa Big Tobacco, Nick Naylor (Aaron Eckhart) foi chamado de muita coisa: assassino de massas, assassino de crianças, sanguessuga, explorador... É um trabalho duro defender os direitos dos fumadores e dos produtores de cigarros na sociedade de hoje. Mas, como afirma o próprio Nick, se ele quisesse um trabalho fácil teria ido trabalhar para a Cruz Vermelha. Confrontado pelos extremistas da saúde empenhados em banir o tabaco e por um senador oportunista (William H. Macy) que quer colocar rótulos de veneno nos maços de cigarros, Nick lança-se numa ofensiva acção de relações públicas, defendendo o tabaco e contratando um agente de Hollywood para promover o tabaco no cinema.
667 - O Vizinho da Besta
A história de um homem que não encontra ocupação melhor do que espiar o seu vizinho...até não conseguir fazer mais nada. Para trás, fica a família, o emprego, os amigos, tudo por uma obsessão que só encontrará fim num acto desesperado. Uma adapatação cinematográfica da peça do mesmo nome.
Juventude em Marcha
O olhar de um reformado cabo-verdiano sob as transformações e vidas dos seus vizinhos no bairro das fontaínhas, enquanto as barracas são destruídas e o realojamento está eminente. O português Pedro Costa aguça o olhar sobre uma temática que se espelha em qualquer pais do mundo, e isso valeu-lhe um certo relevo na ultima participação no Fefstival de Cannes.
Filha da Guerra - Grbavica
Esma e Sara, mãe e filha, contam-nos pelos seus olhos a dolorosa Guerra dos Balcãs. A história gira á volta da cruzada que Esma vai empreender para conseguir provar que o pai de Sara é um herói de guerra e assim conseguir dinheiro para uma viagem de estudo para a sua filha.
Primeiro filme do bósnio Jasmilia Zbanic, foi Urso de Ouro no Festival de Berlim.
Publicado por Manuel António Martins às 06:08 PM | Comentários (6)
O Hobbit: Jackson dispensado
Quando parecia que tudo estava pronto para arrancar, tudo mudou. Peter Jackson não vai mais realizar ou produzir O Hobbit e esta é uma decisão definitiva. Foi a própria New Line Cinema quem o dispensou, disse o neo-zelandês, em comunicado oficial conjunto com Fran Walsh, sua produtora e guionista de eleição que teve um papel preponderante na adaptação dos livros. O Omelete publicou este excerto do comunicado:
"Assumimos que o processo chegaria a uma conclusão natural e que estaríamos livres para discutir ideias com o estúdio e partir para a produção. Pensámos que a produção poderia começar no próximo ano, enquanto filmavamos The Lovely Bones. Tivemos mesmo uma reunião de agenda com os executivos da MGM. Entretanto, na semana passada, Mark Ordesky ligou para dizer que não precisariam mais dos nossos serviços no Hobbit e no filme de ligação com o Senhor dos Aneis. Foi uma ligação educada para nos avisar que o estúdio está a procura de outro cineasta para os projectos".
Não há confirmação do facto, mas ao que tudo indica o motivo da ruptura está na acção judicial que Jackson moveu contra a New Line na altura em que se dividiam os muitos milhões de lucros relativos à Irmandade do Anel. Agora, os fãs não sabem o que esperar. Depois de Ian McKellen, Orlando Bloom e até o desenhista Alan Lee terem dito que ficariam felizes em filmar com Peter Jackson de novo, tudo começa do zero. Quem e como construirá O Hobbit é uma pergunta que se adivinha díficil também nas cabeças da New Line e da MGM. Porque Lord of the Rings e Peter Jackson já têm um laço muito para além do normal.
Publicado por Manuel António Martins às 12:01 AM | Comentários (4)
novembro 21, 2006
Snatch é um mundo à parte. Quem o viu sabe do que falo. Quem não viu, devia, e ainda vai muito a tempo.
Publicado por Manuel António Martins às 09:00 PM | Comentários (3)
novembro 20, 2006
Apresentação do CineGuia: paixão em sala cheia
22 horas na Fnac do Gaiashopping, a chuva que caíra durante todo o dia abrandava agora um pouco. O habitual espaço do café que a Fnac disponibiliza para eventos deste género estava completamente cheio. Amigos, admiradores, anónimos, uma pequena multidão aglomerava-se defronte a uma mesa onde estavam Miguel Lourenço Pereira, Mário Dorminsky, Pedro Rosado e a responsável pela edição.
Dorminsky falou de cinema e da essência do DVD, da sua hístória, da sua comodidade, qualidade e preços exorbitantes. Depois, falou do "louco trabalho por ter sido feito em tão pouco tempo" que é o Cine Guia. são quase 700 páginas, 10 filmes por página....façam as contas. Tudo isso feito em sete meses. Um trabalho herculeo, elogiado por um dos senhores "cinema" mais aclamados em Portugal. Dorminsky escreveu o prefácio do Cine Guia e...desculpou-se por isso, por entre risos da plateia.
Miguel Lourenço Pereira quis deixar para trás o trabalho - e falou de "paixão". A "paixão que qualquer cineasta tem que ter pelo seu filme", também ele teve que a ter "porque um trabalho sem paixão não é nada". E este Cine Guia, referiu, é um trabalho de paixão que ele gostaria de "partilhar com todos, como se fosse um filme". O seu próprio filme. Um filme, em que cada um dos filmes sobre os quais lhe deu mais prazer escrever possa ser tomado por todos como "um beijo", uma experiência "sempre boa de recordar...ou de começar!". Um discurso apaixonado e, no mínimo, diferente dos cânones habituais de uma conferência de imprensa.
O Cine Guia está dividido em diferentes secções, onde cada um pode procurar um filme de entre o género, o actor ou realizador que mais lhe apetecer apreciar. Depois, é imperativa a viagem ao clube e video ou a uma Fnac, por exemplo, e levar para casa a obra. Disponível em todo o país, o preço varia entre os 14 e os 15 €.


Publicado por Manuel António Martins às 11:56 PM | Comentários (3)
novembro 19, 2006
O Hobbit: rumores tomam finalmente forma
Desde 2003 que se vem especulando acerca do Hobbit ser transformado em filme, mas é também desde essa data que as indefinições abundam. Os direitos do livro estão divididos entre dois dos maiores estúdios de Hollywood, a MGM e a New Line, o que obviamente fez com que não fosse possível, durante muito tempo, avançar com certezas no projecto. Hoje, sabe-se que a produção será conjunta e que provavelmente O Hobbit não será apresentado em um, mas sim dois filmes, o que permite o dobro do lucro e o dobro do aprofundamento na história. A rodagem começa em 2008 ou o mais tardar em 2009, confirmou Rick Sands, director executivo da MGM.
Não confirmado enquanto realizador, apesar do já demonstrado interesse dos estúidios e dele próprio, Peter Jackson comentou o apetecível projecto, quer de um ponto de vista quer do outro: se for dirigido por ele, então será certamente fantástica a ideia de ter dois filmes "para poder aprofundar todos os assuntos que ficaram por explicar em Lord of the Rings". No entanto, foi veemente ao afirmar que o elenco tem que ser pautado pela continuidade e que para ele "não teria qualquer interesse dirigir um Gandalf que não fosse Ian McKellen". Caso se dê o pouco provável cenário de Jackson não estar nos quadros do filme - fala-se dele também como produtor - o seu lado de "fã" toma lugar e o neo-zelandês diz que lhe saberia muito bem sentar-se numa sala de cinema e "simplesmente apreciar".
O Hobbit é o livro que antecede a trilogia de Lord of the Rings e é a primeira obra de J.R.R. Tolkien. A história é mais simples do que a da Trilogia, e centra-se numa acção única com Bilbo Baggins como personagem principal. É nesta sua aventura que ele encontra o Anel do Poder que vai despoletar, anos mais tarde, a cruzada de Hobbits, Elfos, Anões e Homens para salvar a Terra Média.
Publicado por Manuel António Martins às 09:26 AM | Comentários (3)
novembro 18, 2006
Dica de Sexta à Noite - A Good Year
Não é propriamente uma rubríca, é uma espécie de um trailer de uma rubríca. Enquanto a review não sai, ficam as primeiras impressões. O tal lado mais "humano" de que falei num comment alguns posts atrás.

Saí da sala de cinema bem disposto com este filme. É provavelmente o papel mais tranquilo de Russel Crowe, onde se descobre o maior potencial do homem e do sorriso, ao invés de se re-descobrir o lado guerreiro, conquistador, durão. E descobre-se-lhe também a idade, uns quilinhos a mais. Mas o seu carisma não sai ferido por isso - sai reforçado.
Riddley Scott está em bom nível, adaptando com sabedoria um livro com desfecho clássico mas não gasto. Uma boa história de amor, de valores e de personagens. Albert Finney é um contador de histórias nato, Marion Cotillard é toda a beleza que alguém pode querer - aliás, é impossível vê-los no filme e não nos lembrar-mos de Big Fish. Não há personagem ou actor que destoe neste filme, e as constantes viagens entre Londres e a Provença são de um equilibrio perfeito.
A história conta-se em poucas palavras. Maximillian é um corrector da bolsa extremamente bem sucedido, mas a quem foi deixada, pelo tio que o criou, uma mansão na Provença. A mansão onde viveu toda a sua infância e onde aprendeu todos os seus valores. Entretanto, o rush da capital britânica engolira-o, mas o regresso àquela casa transforma-o. O reviver de cada canto, cada traço, cada momento, bem como de algumas pessoas da sua infância e de uma atitude perante a vida há muito esquecidas irão mudar Max de uma forma que nem ele imaginava possível. E não é um reviver melancólico e tristonho - é mais como uma grande herdade de vinho na Primavera. Viva e pulsante, colorida, agradável.
É uma história simples, doce e cativante. Tem Russel Crowe num ângulo 'novo' e numa interpretação impecável. Aconselho!
Publicado por Manuel António Martins às 02:04 AM | Comentários (1)
novembro 17, 2006
Aquelas Frases

"We're the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War is a spiritual war... our Great Depression is our lives."Brad Pitt como Tyler Durden, in Fight Club
Publicado por Manuel António Martins às 03:08 PM | Comentários (1)
novembro 16, 2006
The Holiday: comédia estreia no Natal com quarteto de luxo
A escritora e realizadora Nancy Meyers não tem propriamente um currículo extenso, mas pode gabar-se de ter assinado duas das comédias românticas mais inteligentes e agradáveis dos últimos anos. Alguém tem de Ceder e O Que as Mulheres Querem foram verdadeiros êxitos, não só por causa do seu talento mas também devido elencos brilhantes. Afinal, trabalhar com Jack Nicholson e Mel Gibson não é para todos.
Este Natal, a formula repete-se. Dois casais com vidas totalmente diferentes vivem problemas conjugais idênticos e a forma que encontram para quebrar a rotina é trocar de casa por um curto período de férias. Dos States para uma pequena vila britânica e vice-versa, muitas mudanças se esperam. Para garantir charme, beleza, doçura e diversão, o cast de Meyers juntou um quarteto inédito e luxuoso: Cameron Diaz, Jude Law, Kate Winslet e Jack Black são os protagonistas.
O filme estreia no ínicio de Dezembro nso Estados Unidos, esperando-se que chegue a Portugal pouco depois. Até lá, fiquem com o trailer e algumas das fotos recentemente divulgadas.
Publicado por Manuel António Martins às 03:06 PM | Comentários (0)
Fnac GaiaShopping: apresentação do Cine Guia 2007 (correcção.2)
Finalmente nas bancas um pouco por todo o país, o Cine Guia 2007 vai ser apresentado por Miguel Lourenço Pereira daqui a muito poucos dias. Próxima SEGUNDA-FEIRA, dia 20 de Novembro, na Fnac do GaiaShopping, pelas 10 horas. Na zona do café, como é hábito, a sessão é aberta para todos. Mas mais do que simplesmente aberta a todos, é uma sessão para a qual todos os leitores deste blog estão especialmente convidados. A vossa presença significaria muito!

Publicado por Manuel António Martins às 02:58 PM | Comentários (1)
novembro 15, 2006
Descubra as diferenças
Cinema latino com sabor americano. Ou será ao contrário? Em Children of Men, a irreverência de Alfonso Cuarón enquanto cineasta e o seu corte com os habituais padrões de Hollywood está bem patente, mas a verdade é que este é um argumento muito americanizado. Os dois géneros não se fundem, mas coexistem de forma poucas vezes vista e portadora de um significado especial

A câmara treme. Mas treme mesmo, não dá para enganar. Para quê um tripé? Alfonso Cuarón tem mãos e faz questão de mostrar à audiência que pode muito bem segurar uma câmara. E durante bastante tempo, diga-se. Mas ele insiste, e prova que tem razão, porque passados cerca de quinze minutos o nosso cérebro já se adaptou - a custo - àquele balanço frenético.
Os primeiros frames são dedicados a uma dupla inédita mas, no mínimo, interessante. Clive Owen e Michal Caine são Theodore Faren e Jasper Palmer, dois amigos de longa data que conversam calmamente, como se não tivessem futuro. E a verdade é que não têm. A Humanidade está por um fio, as mulheres não conseguem engravidar há já 18 anos e a sociedade definha. Tranquilamente, Theo e Jasper fumam uma charro - criado por Jasper que lhe chamou "tosse de morango" - e debatem acerca de coisas que foram e que nunca mais serão. Esta conversa é seguida de perto por planos improváveis de Cuarón, que segue (literalmente) Theo para onde quer que ele vá, nem que seja so recostar-se no sofa ou estender o braço para pegar no cinzeiro. Mano a mano, a câmara está lá. Por esta altura, um espectador mais esclarecido já se apercebeu que este filme não vai ser propriamente um blockbuster de tiroteio e perseguição nem um sci-fic banal...

Children of Men passa-se em 2027 a uns escassos 21 anos da nossa existência, portanto. Mas não deixa de ser um futuro apetecível a uma mega produção que queira candidatar-se ao Óscar de melhor guarda-roupa, desenhar uns apartamentos improváveis, toda uma organização social diferente do que conhecemos, criar carros dignos de figurar nos sonhos dos designers mais arrojados, como vimos por exemplo em I.Robot ou mesmo em Artificial Intelligence. Aqui não. Em 2027 o mais moderno que temos é um punhado de Renaults ligeiramente modificados e um Rolls Royce belíssimo mas perfeitamente actual. Mas o melhor de tudo é a carrinha amarela. Uma Citroën de 1982 com uns upgrades que são no entanto incapazes de camuflar a sua personalidade. E amámo-la por isso! De resto, nem roupa, nem edificios, nem armas, nem barcos...nada é levado "ao futuro", nada leva um hipotético espectador que nada soubesse da história a perceber que está no futuro. E a ideia é mesmo essa, porque Children of Men tem muitas mensagens escondidas. O trabalho de fotografia é muito bem feito, concedendo a história um ar ainda mais cinzento do que o habitual no Reino Unido. O objectivo, em conjunto com o cenário, é passar a ideia de que não só o Homem está em risco mas também a Terra está a morrer, fruto dos excessos irresponsáveis que cometemos ao longo de séculos.

Quanto à história. Theodore Faren é um homem bem sucedido na vida, ocupa um cargo importante, tem amigos poderosos e consegue andar na rua e sentir-se seguro. Mas é sozinho e sombrio, de uma forma como apenas Clive Owen consegue ser, esbanjando charme mesmo com umas olheiras profundas e um semblante carregado - apesar do bom desempenho de todos os actores secundários, torna-se claro que o filme "é dele". A acção começa rapidamente. Theo é raptado por um grupo de activistas que ainda acredita que vale a pena lutar apesar de não haver futuro (literalmente, repito). O seu objectivo é conseguir condições de vida justas aos milhões de emigrantes que povoam a Grã-Bretanha e que são tratados como animais e criminosos. Essa é uma das principais mensagens de Cuarón neste filme, impossível de dizer-se sub-repticia quando vêmos Clive Owen passear na rua calmamente enquanto a polícia se esforça por manter em verdadeiras jaulas um número incontável de negros, mulatos, asiáticos, àrabes e não só. Os "Fisches", nome do grupo, são liderados por Julian Taylor (Julianne Moore), mulher que mantém uma estranha relação de confiança com Theo, e que o solta logo após ele se comprometer a ajudá-los: Theo deve arranjar um livre-trânsito para uma criança clandestina muito especial.

É a volta desta criança que o resto do filme se desenrolará, pois ela não é outra senão aquela que pode vir a salvar a humanidade. A primeira, em 18 anos, a transportar um filho. Theo encontra a sua razão para viver, mais do que sobreviver os últimos anos que o esperam e vai empenhar-se numa cruzada solitária para salvar a vida da jovem Kee e a tão preciosa vida por ela transportada, abdicando da sua própria vida recatada e bem planeada. Para mostrar que afinal, ainda é possível um homem preocupar-se com o seu semelhante, mesmo que não saiba nada sobre ele.
São vários os twists contra os quais eles se irão defrontar, mas que certamente são capazes de deliciar e surpreender o espectador. E os detalhes pelo caminho são fenomenais, de génio em alguns momentos. Como amigo de Theo que tem a Guernica na sala de jantar ou então o carro de fuga que não pega (é um clássico reactualizado!) ou acima de tudo o facto de Theo fazer mais de uma hora de filme em havaianas - sim, as chinelas. Outros, ficam para surpresa.

O futuro é um cenário, a "infertilidade" quase uma desculpa - nunca sequer se preocupam em explicar porquê ou como surgiu. Porque este filme é sobre o presente e tem uma clara mensagem política e social como poucas vezes se vê. Não é propaganda, não é subliminar. É como uma manifestação pacífica de milhões de pessoas ao mesmo tempo, uma marcha silenciosa pelo respeito à vida, seja ela de uma criança, de nós mesmos, dos outros ou do planeta. Children of Men não é um filme fácil. Não é imperativo amá-lo, nem sequer gostar dele. Mas é imperativo que nos faça pensar, que nos faça dar valor às coisas que consideramos imutáveis e eternas.
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Actores:Clive Owen, Michael Caine, Julianne Moore, Chiwetel Ejiofor, Charlie Hunnam....
Género: Drama/ Thriller/ Ficção Científica
no IMDB
para ver quando..... se sentirem capazes de deixar o filme pensar convosco e contagiar-vos. Ou quando apetecer fugir um pouco ao cinema totalmente americano. Num dia de chuva.
Publicado por Manuel António Martins às 12:51 PM | Comentários (4)
novembro 13, 2006
Ressuscitado
Muito se passou desde os últimos posts que mostravam o Hollywood claramente ligado às máquinas. Muitas foram as discussões acerca do seu futuro. Que fazer? Deixá-lo andar, continuar frágil e sombrio? Um blog como o Holly não merecia decair assim. Talvez a eutanásia, uma morte rápida e indolor fosse a solução... talvez, talvez, talvez....e tanto se pensou, deixando-se o tempo passar, que o resultado foi uma morte lenta e indigna, tanto para os criadores como para os assiduos ciber-leitores.
As razões? Essencialmente, uma mudança radical na vida de Miguel Lourenço Pereira, o fundador e conhecedor, a alma deste blog. Miguel foi para Madrid, o certinho dia-a-dia de um estudante universitário desapareceu, a disponibilidade para escrever também...e nasceu a dúvida, a necessidade de um longo respirar. Afinal, o Hollywood sempre fora ele, sempre fora dele. O fim esteve nos planos, mas os mails e comments que foram chegando neste último mês falaram mais alto. O Hollywood vive, e não será sob nova gerência, apesar do meu nome aparecer mais vezes. É inegável que o nome de Miguel surgirá menos, mas a sua presença e o compromisso de que não vão faltar reviews e reflexões suas estão assegurados.
Compreendemos aqueles que ficarem desiludidos, compreendemos mesmo aqueles que nos retirarem dos favoritos e das suas visitas diárias. Mas ficamos pelos outros, pelos resistentes, pelos que continuam a comentar e a corrigir e a discordar. Ficamos por aqueles que gostam de cinema, por aqueles que são simplesmente curiosos e pelos que sabem mais do que nós. Ficamos por nós e porque em Portugal, não há outro como o Hollywood. Quando houver, pode ser que nos retiremos. Até lá, estamos por aqui. Ressuscitados.
Publicado por Manuel António Martins às 08:50 PM | Comentários (11)
