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dezembro 30, 2006
Indiana Jones IV confirmado e anunciado
Foi George Lucas quem fez o anúncio definitivo: o muito esperado Indiana Jones 4 está finalmente pronto para ser filmado, agora ele e Spielberg terninaram o guião e que Harrison Ford está confirmado na pele do aventureiro. Esta nova aventura deve chegar aos cinemas em Maio de 2008.
Apesar de ainda nada ter revelado da história e dos locais de filmagem, Lucas disse que haverá uma parte considerável filmada em Los Angeles e que este filme "será fantástico, o melhor até agora". Harrison Ford disse, em Outubro, na inauguração do Festival de Cinema de Roma, que está muito entusiasmado por voltar a trabalhar com Lucas e Spielberge que apesar dos seus 64 anos (é mais velho que os dois realizadores...) se considera "apto" para interpretar de novo Indiana Jones.
Ford volta assim a vestir a pele de um dos action-heros mais amados de sempre depois das aventuras de Indiana em Raiders of the Lost Ark (1981),The Temple of Doom (1984) e The Last Crusade onde contracena com Sean Connery, em 1989.
Publicado por Manuel António Martins às 05:20 PM | Comentários (1)
dezembro 29, 2006
Dica de Sexta - Happy Feet
A primeira dica negativa, ao contrário do que esperava. Happy Feet andou pelo topo do Box Office americano durante várias semanas e foi catalogado de sucesso mas a mim não convenceu. Fui vê-lo na desportiva, com o público alvo pela mão, e saímos da sala cansados, para começar. Um filme de animação com 1h48 tem de ser um grande filme, um épico ao nível do Rei Leão, e este pinguim anda longe disso.
A história que as sinopses apresentam é simples e bem humorada. Mumble é o único pinguim do seu clã que não sabe cantar e é por isso banido, deixando para trás o seu amor e amigos. Encontra uma nova casa com um novo grupo de pinguins bem diferentes ( são as personagens mais engraçadas do filme ) que o acolhem e ao seu jeito para o sapateado em vez do canto. Depois ele regressa como herói, com umas peripécias e canções pelo meio. É isto que nos transmite a publicidade, mas a intriga principal é outra bem diferente. Mumble vai, acidentalmente, descobrir todo o mal que os humanos fazem à fauna do pólo norte e emprega toda a sua energia numa cruzada para os combater, passando nisso mais de uma hora sem trazer nada de novo, de engraçado ou profundo.
A moralidade e a educação devem ser partes integrantes de um filme de animação, é a minha crença, mas este Happy Feet falha porque exagera ao fazer de todo o filme um veículo para mostrar que os homens são maus para os pinguins e que é preciso mudar o mundo e que os jardins zoológicos são deprimentes. Mumble é uma boa personagem, sim, é doce e engraçado e esperto e crente, mas não é uma boa personagem de animação porque é demasiado triste e pesado, reflectindo a história. Um pequeno fardo quando o que se procura na animação é um aligeirar do mundo. Ali, somos bombardeados com precisamente o contrário, e a missão de educar falha porque as crianças rapidamente esquecem o que as aborrece e não se ligam o suficiente a Mumble Happy Feet para sentir a dor dele. Enfim, saí desiludido e com saudades de um bom e velho Disney...
Publicado por Manuel António Martins às 07:10 PM | Comentários (4)
dezembro 28, 2006
Estreias da Semana - festa de fim de ano
Aproveitar bem as férias dos portugueses, tão amantes do shopping que se tornam presa fácil...As distribuidoras não se fazem rogadas e lançam o isco. Entre o Natal e o Ano Novo há tanta gente com tanto tempo livre que é praticamente impossível não trazer para casa uma boa receita, mesmo que o filme seja "fraquinho fraquinho"... Felizmente, nem todos são assim e esta semana brinda-nos com o aclamado Babel e o expectante Prestige.

Babel
Alexandro González Iñarritu é já um realizador de culto, criador de um estilo muito próprio, denso, instrospectivo, calmo e avassalador. Foi assim com Amores Perros e com 21Grams. Além disso, trabalha com grandes actores, garantindo que, se o conteúdo não for exactamente aquilo que o espectador procura, pelo menos a forma está lá. Desta vez são Brad Pitt, Cate Blanchett e Gael Garcia Bernal quem personifica este Babel, cidade cujo nome inspira a história do filme e a forma como um só acontecimento se espalha de formas diferentes, fazendo nascer uma cadeia de situações que se expande para quatro continentes, todos diferentes em crenças e religiões e línguas e vidas. Mas todos eles ligados por um só tiro disparado contra um autocarro onde viajavam as quatro famílais que
Iñarritu irá seguir por Marrocos, Tunísia, Mexico e Japão, mostrando o que nelas mudou e o que as mantém juntas. Babel conquistou a crítica e tornou-se um sério candidato aos Óscares, depois do êxito de Crash no ano passado, com uma história parecida. Já leva sete nomeações para os Globos de Ouro e ganhou Melhor Realizador e Prémio do Júri Ecuménico em Cannes.

The Prestige - O Terceiro Passo
Robert e Alfred são os dois melhores mágicos da Londres Vitoriana. Misturam o oculto e o místico com o simples engano, com o disfarce e a distracção e criam os momentos mais improváveis dos teatros da capital britânica. São uma dupla imbatível, onde cada um tem o seu papel. Hugh Jackman é Robert, o enterteiner. Christian Bale é Alfred, o criador. Mas o tempo e a inveja agem sobre eles de forma implacável e os dois tornam-se em ferozes rivais no palco místico da cidade. Cada um ao seu jeito, cada um procurando ultrapassar o outro. Até ao dia em que o desenho dos seus caminhos atinge a recta final, quando Alfred proclama que irá realizar o maior truque de ilusionismo de sempre e Robert vai procurar até as últimas e fatais consequências descobrir o segredo. Escrito e realizado por Christopher Nolan (que repete o trabalho com Bale depois de Batman Begins), espera-se deste Prestige uma agradável surpresa no campo dos thrillers de acção.

Turtles Can Fly
Uma co-produção franco iraquiana que tem ganho fãs em muitos festivais europeus. O Prémio Paz no festival de Berlim, o Prémio do Público no de Roterdão e o Golfinho de Ouro do Festróia são os galardões arrebatados por esta história baseada na visão de um pequeno grupo de curdos que procura desesperadamente ter notícias da invasão do Iraque, sempre esperando que a guerra que ainda não os afectou directamente lhes bata à porta. Uma visão emocional e humana, tocante.

School for Scoundrels
Billy Bob Thornton é um professor de "auto-confiança" que acaba de ganhar mais um aluno. Roger é o típico miúdo que leva pancada e gozo por todo o lado e que acabar com isso. Os métodos do professor não vêm nos livros mas vão certamente mudar a vida de mais um adolescente

OSS 117: Le Caire nid d'espions
Comédia passada no Egipto, em 1955, aquando dos problemas de sucessão com a morte do Rei. Há espiões, traições, interesses e mentiras por todo lado e só um homem pode fazer frente a esta situação: O Agente 117!

Employee of the Month
Jessica Simpson é Amy, uma deslumbrante loira que vem por em alvoroço o normal dia a dia de Zack e Vince, dois empregados habituados ao costume: O primeiro é popular, mas o segundo é que vence sempre o prémio de empregado do mês. Nenhum deles se importa com a situação, até que ouvem os rumores de que Amy só sai com aquele que ganha o prémio...

The Covenant
Quatro jovens partilham a influencia mágica dos seus antepassados e ganham poderes especiais. Mas no caminho de se tornarem mais poderosos do que poderiam esperar, vão ter que lutar contra a própria inveja e egoísmo e um poder maligno que pde deitar tudo a perder.
Publicado por Manuel António Martins às 07:44 PM | Comentários (0)
dezembro 26, 2006
Começam as filmagens de Australia
Depois dos muito aclamados Romeo+Juliet e Mouling Rouge, o realizador Baz Luhrmann prepara mais um grande projecto. Sob forma de uma narrativa algo épica, com uma grande dose de romance e actores cheios de glamour, Luhrmann não abdica das suas habituais credenciais. O cenário é a própria pátria do realizador e dos deus dois escolhidos para personagens principais. São eles a repetente Nicole Kidman e o crescente Hugh Jackman, dois embaixadores de beleza e talento que nasce na Austrália.
A 20th Century Fox deu luz verde e a primeira experiência de entrosamento foi feita poucos dias antes do Natal, com Kidman e Jackman a ambientarem-se ao cenário, ao guarda-roupa, ao set, a andar a cavalo e a testar o guião. Tudo isto feito no maior secretismo, segundo diz o Sidney Morning Herald. Parece que nem o mayor de Sidney se apercebeu que tinha estrelas em casa.
Australia, é esse o título do filme, passa-se no norte do país que lhe dá o nome, algum tempo antes da Segunda Guerra. Kidman é uma aristocrata inglesa que herda um enorme rancho e se muda para a propriedade. Mas não encontra sossego e sim um ajuntamento de barões do gado que lhe vão tentar tirar o terreno por todos os meios. É assim que conhece Jackman, um habitante local que se compromete a conduzir duas mil cabeças de gado pelo território mais inóspito de toda a Australia. Mas a sua jornada culmina em Darwin, no próprio dia em que a cidade é bombardeada pelos japoneses. Kidman e Jackman terão então que salvar mais do que as próprias vidas ao encontrarem uma cidade devastada pelo bombardeamento.
Publicado por Manuel António Martins às 01:43 PM | Comentários (1)
dezembro 24, 2006
Feliz Natal!
O Hollywood deseja a todos os visitantes, fãs e amigos um Feliz Natal! Que as caixinhas debaixo do pinheirinho estejam cheias de felicidade, paz e.... para manter o espírito, porque não uns de DVD's? ;)
Grande Abraço para todos! *

Publicado por Manuel António Martins às 06:07 PM | Comentários (4)
dezembro 23, 2006
Seraphim falls junta neeson e brosnan no oeste
Um thriller mascarado com história americana. Curiosamente, vivida por dois irlandeses - e que irlandeses! Liam Neeson e Pierce Brosnan são dois antigos militares que combateram na Guerra Cívil mas cujos caminhos se separaram. Neeson mantem-se coronel e vai fazer da sua vida uma cruzada para apanhar Brosnan que entretanto se tornou um implacável assasino. Escrito e realizado por Von Ancken, este filme é a primeira experiência cinematográfica de um dos realizadores de CSI. O filme estreia no final de Janeiro nos Estados Unidos. Até lá, temos trailer.
Publicado por Manuel António Martins às 03:49 PM | Comentários (4)
dezembro 22, 2006
Jolie, Damon e DeNiro em conversa
O comingsoon.net arranjou mais uma grande entrevista. Desta vez, tripartida, com as estrelas de Good Shepherd.
Matt Damon, Angelina Jolie e o próprio Robert DeNiro falam sobre o filme. Para quem ainda nada sabe sobre este Good Shepherd, recomendo este post. Para os outros, aqui está a entrevista.
Publicado por Manuel António Martins às 04:09 PM | Comentários (0)
dezembro 20, 2006
Estreias da Semana - vários sabores
Semana bem heterogénea. Um estranho drama francês que a crítica local acolheu bem, mais um filme português baseado no Ultramar mas com um toque de thriller, uma fácil comédia natalícia e uma sensação de Déjà Vu que percorre Danzel Washington durante mais um thriller. Podem não ser muitas escolhas, mas certamente não sabem todas ao mesmo ...
20,13 Purgatório
O último filme de Joaquim Leitão situa-se na guerra do Ultramar, em Moçambique. É véspera de natal de 1969 e uma patrulha regressa ao acampamento transportando um prisioneiro e um ferido. Espera-se uma noite calma, um acordo tácito que diz não haver tiros no Natal. Festa e paz, para matar a saudade. A mulher do capitão vem ter com ele, mas algo está errado entre os dois. De repente, descobrem-se mortos o prisioneiro e o ferido e o aquartelamento é fortemente bombardeado. Mistérios a mais para uma noite só, a visão de um alferes que tem que cumprir o seu dever por uma guerra na qual não acredita e que procura descobrir o que realmente se passou nessa noite de Natal. Os protagonistas desta trama - cujo nome, "20,13", vem de um versículo da Bíblia também ele misterioso e inexplicável - são Marco d'Almeida, Adriano Carvalho, Carla Chambel, Maya Booth, Ivo Canelas e Angélico Vieira.

Déjà Vu
Um thriller de acção e suspense que explora um desses mistérios do quotidiano, a sensação de "déjà vu", na pele de um agente do FBI. Danzel Washington é Doug Carlin, um agente que foi inserido num programa especial que usa uma tecnologia nova e ambiciosa, capaz de transportar, quem a submete, a sensações do passado que permitem analisar o futuro. Carlin deve investigar uma explosão de quem não se conhece o responsável mas vai explorando este estranho poder, com aquela sensação de que tudo o que vemos já aconteceu, em outros campos que o levarão a conclusões bem diferentes das esperadas. O filme é realizado por Tony Scott, que já trabalho com Danzel em Man on Fire. Neste Déjà Vu entram ainda Val Kilmer e Jim Caviezel.

Deck the Halls
Mathew Broderick é Steve Finch, um homem que dá um valor especial ao Natal, tornando-o na mais especial das especias épocas do ano. Com tudo planeado ao milimetro, desde as prendas às tradições, passando pela decoração da sua casa, Finch não deixa nada ao acaso nem deixa que a sua mulher e filhos se interponham entre ele e a sua paixão Natalícia. Ele é, sem dúvida, o senhor Natal em Cloverdale, Massachusetts....mas apenas até ao dia em que, para a casa ao lado, se muda Danny DeVito, interpretando o vendedor Buddy Hall que está mais do que habituado a...publicitar à grande, e torna a sua casa numa verdadeira central eléctrica com luzes que podem ser vistas do espaço. Finch não vai permitir esta invasão mas Hall não quer ceder e cá está o mote para mais uma comédia natalícia, que conta ainda com a presença da bela Kristin Davies. Deck the Halls é dirigido por John Whittesel.

La Moustache
La Moustache explora um mito: o dos anos de um homem com bigode, que cria com ele uma identidade. Marc é um desses homens, há 30 anos que não faz o bigode e uma manhã pergunta a sua esposa qual seria a sua opinião se o fizesse. Ela responde-lhe que não sabe bem, nunca o vira sem ele. Marc, em jeito de provocação mas também movido por uma súbita vontade, acaba com esses anos de tradição. Mas quando quer mostrar ao mundo a sua mudança, ninguém parece reparar, ninguém consegue ver que ele já não usa bigode, nem a sua mulher, o que leva Marc a desesperar e a pensar se não estará louco. Um drama franceses que o realizador Emmanuel Carrére trouxe para o cinema baseado no seu próprio romance.
Publicado por Manuel António Martins às 04:31 PM | Comentários (3)
dezembro 19, 2006
Morreu Joseph Barbera (1911-2006)
Cinema de animação é cinema. Joseph Barbera, juntamente com William Hanna, criou algumas das séries de animação mais míticas das últimas décadas. Flinstones, Jetsons, Tom & Jerry, Scooby-Doo. Joseph Barbera tinha 95 anos quando morreu, ontem, em Los Angeles, e fez o seu último trabalho de animação em 2005, uma curta chamada Karateguard. O publico.pt elaborou hoje um bom perfil sobre ele.
Publicado por Manuel António Martins às 02:21 PM | Comentários (0)
Ocean's 13 tem poster e detalhes
George Clooney, na pele de Danny Ocean, está de volta, e o bando continua a crescer. Porque quanto mais assaltos, mais peritos é preciso e apesar de eles o fazerem por gozo, querem-no bem feito. Desta vez, a história gira à volta de vingança. Não daquela violenta e dura mas daquela que fere no orgulho... E nisso estes rapazes são os melhores. Al Pacino, o novo recruta da trama, é Willie Banks, dono de um casino que cai no erro de tirar o velho Reuben Tishkoff (Elliot Gould) de um negócio... e despertar assim nos 13 de Ocean um motivo para levar a cabo mais um espectacular assalto na cidade de Las Vegas.
O elenco mantém-se desde o primeiro filme quase inalterado, ganhando a cada sequela uma ou outra adição de luxo. Desta vez não há menina bonita, mas há Al Pacino. A rever os restantes: George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Andy Garcia, Don Cheadle, Bernie Mac, Casey Affleck, Scott Caan, Eddie Jemison, Shaobo Qin, Carl Reiner e Elliott Gould. Novos, além de Al Pacino, são David Paymer e Ellen Barkin.
A promoção do filme começou este fim de semana com o lançamenteo de pequenos detalhes da intriga e do primeiro poster (com um aspecto muito retro) e foto oficiais.
Publicado por Manuel António Martins às 01:17 PM | Comentários (2)
dezembro 17, 2006
L.A. Confidential - o trailer
Apeteceu-me vê-lo hoje à noite e não conseguia imaginar o trailer. Cá está ele, bem antiguinho, nem por isso muito estimulante. Mas também não era fácil concentrar em dois minutos um filme destes. Já lá vão quase dez anos, uma obra prima da década de 90. Ainda suspiro quando vejo o elenco...! O filme que lançou realmente Russel Crowe e apanhou Kevin Spacey no seu auge. Mais James Cromwell, Guy Pearce, Danny DeVito, Kim Besinger. Um guião simplesmente irrepreensível. Aceitem a sugestão: seja para ver ou rever, é uma excelente escolha para um serão de Inverno.
Publicado por Manuel António Martins às 01:51 AM | Comentários (2)
dezembro 16, 2006
Dica de Sexta - The Holiday
Para quem está a ter dificuldade em entrar no espírito, este The Holiday é definitivamente um bom filme. Comédia romântica como se pede, longe dos cânones habituais do género, conta uma história simples mas enriquecida pelas intrigas secundárias e a densidade dos personagens. Não é, portanto, um hit de Natal banal mas sim um bom filme. Atenção, não confundir com Love Actually, porque esse é definitivamente imbatível. The Holiday é mais fechado, mais pequeno e menos profundo, mas consegue ser algo encantador para além do habitual romance que só se resolve nos últimos minutos.
Quanto aos quatro intérpretes, quem os conhece não fica desapontado porque simplesmente eles são...eles mesmos. Cameron Diaz é aquele sorriso mágico com a solidão por detrás, Jude Law é o charme inconfundível com uma fragilidade a encobrir, Jack Black é todo ele música e boa disposição, Kate Winslet é uma mulher cheia de potencial a tentar encontrar o seu caminho. E é bom vê-los interagir enquanto casais - eles encaixam realmente bem, sem esforço, sem artificialismo. As pequenas surpresas que o filme vai revelando dão uma côr mais intensa a história e isso é certamente bom para quem espera uma comédia romântica habitual.
São apenas quatro personagens, mas é improvável que, numa sala de cinema, haja uma pessoa que seja que não se identifique minimamente com uma delas ou talvez com mais do que uma. Isso, em cinema, é a chave para muitas portas. Mais do que observar, compreender a algo surpreendenete profundidade das reacções e dos sentimentos que surgem é algo muito bom para uma comédia romântica. A realizador Nancy Meyers de facto sabe o que faz. Três filmes, três sucessos. Entrem no espírito!
fotos(c)SonyPictures todos os direitos reservados
Publicado por Manuel António Martins às 01:12 AM | Comentários (1)
dezembro 15, 2006
Clip de Blood Diamond - "This is Africa"
São cerca de 60 segundos retirados directamente do filme. O clip mostra o momento em que as personagens de Dicaprio e Jennifer Connelly se conhecem e onde Dicaprio sintetiza o atraso do continente africano em poucas palavras. O sotaque britânico e a atitude de meio-rebelde meio-mercenário ficam-lhe bem.
"As forças de paz só ficam por cá o tempo suficiente para perceberem que não há nada a fazer, os governantes só querem o poder para roubar o mais possível e depois se exilarem. E os rebeldes não querem assumir-se de verdade porque depois teriam que governar realmente esta confusão."O clip é um exclusivo omelete.com.br e pode ser visto aqui. Se ainda não conhecem a história de Blood Diamond, espreitem aqui. O filme estreia este mês.
foto(c)WarnerBrosPictures todos os direitos reservados
Publicado por Manuel António Martins às 06:39 PM | Comentários (2)
dezembro 14, 2006
Estreias da Semana: Animação, Romance e Dragões
Semana levezinha mas com aquele espírito natalício incontornavel. Estreiam esta Quinta-feira o último filme de Jean Luc Besson, o quarteto romântico de Diaz, Winslet, Black e Law e ainda um sempre apetecível épico de fantasia com dragões! Querem melhor?
Arthur and the Invisibles
Arthur é um rapaz de dez anos que sempre adormeceu maravilhado com as histórias mágicas que a avô lhe contava. Mas a realidade abate-se sobre ele e a sua família sob a forma de um manhoso agente imobiliário que ameaça ficar com a sua casa. Arthur, movido pela imaginação, vai tentar tudo o que sabe para salvar o lar. E tudo o que ele conhece são os desenhos e escritos do seu avô que falam de um mundo escondido cheio de tesouros, bem no fundo do seu quintal. Uma viagem mágica, baseada num livro escrito pelo próprio Jean Luc Besson que anunciou este como o seu último filme. As vozes são as de David Bowie, Snoop Dogg, Madonna, Mia Farrow e Freddie Highmore (miúdo de grande talento este, o de Charlie and the Chocolate Factory e de GoodYear).
Eragon
Há muito que acabou o tempo em que o seu país vivia em paz e justiça. Antigas são as lendas sobre Cavaleiros de Dragões, que protegiam o povo da tirânia. Hoje, um rei egoísta e despótico reina sobre Alagaësia,, terra onde vive Eragon, um humilde rapaz que vai descobrir um ovo de dragão. Quando todos deixaram de acreditar na lenda, eis que aparece o escolhido para devolver a harmonia ao Reino. Eragon conta com Jeremy Irons, John Malkovich, e Djimon Hounsou e lança, literalmente, o estreante Edward Spelers às feras com o seu papel principal.

The Holiday
Por vezes, mudar de vida não é simplesmente uma expressão - é preciso fazê-lo literalmente. Cameron Diaz e Kate Winslet são duas mulher muito diferentes, mas com o mesmo problema. A sua vida amorosa colapsou por completo. De uma rústica vila nos confins de Inglaterra para uma luxuosa mansão nos States, elas vão trocar de casa e procurar recuperar dos seus problemas com o sexo masculino. Mas não vão demorar muito a encontrá-lo, sob as figuras de Jack Black e Jude Law, e descobrir que não há nada como recomeçar. Um quarteto de luxo nunca visto e tudo isto ao sabor hilariante de uma comédia romântica da bem sucedida realizadora Nancy Meyers (Something's got to give, What Women Want).
Publicado por Manuel António Martins às 11:41 AM | Comentários (0)
dezembro 13, 2006
Entrevista com Steven Soderbergh
O tempo escasseia para postar em época de exames mas mais vale pouco que nada... Aceitem a sugestão de ler a entrevista que Steven Soderbergh concedeu ao comingsoon.net acerca de The Good German, que estreia esta sexta nos States. Nós esperamos mais umas semanas. Se ainda for pertinente, prometo uma tradução de alguns excertos quando tiver tempo.
Publicado por Manuel António Martins às 08:43 PM | Comentários (0)
dezembro 12, 2006
Simpsons Movie: novo trailer
Eu ri-me...! Para rir mais do que isto, é preciso esperar até ao Verão. O filme dos Simpsons estreia a 27 de Julho.
[edit...Este é o segundo trailer, o terceiro já saiu e esteve algum tempo disponível mas depois a Fox inutilizou o link. Se não se importarem de o ver em...espanhol...vejam aqui, no Cineblog. Crédito para o JBMartins que o sacou do YouTube, nunca me lembraria de procurar em espanhol...!]
Publicado por Manuel António Martins às 05:39 PM | Comentários (2)
dezembro 11, 2006
Tim Burton e Johnny Depp de regresso
A Dreamworks já oficializou a produção em Agosto mas só agora é que o elenco está pronto para começar. O novo filme de Tim Burton é uma história sórdida e bizarra, bem ao seu estilo. Para a interpretar, Burton chamou o seu preferido, também ele bizarro o suficiente quando assim o quer: Johnny Depp não podia ficar à margem deste projecto. Esta é já a sexta colaboração dos dois. A completar o elenco está a não menos imprescindível Helena Bonham Carter, o recentemente confirmado Alan Rickman e, esta sim, surpresa, Sasha Baron Cohen, Borat para os mais distraídos. Parece que Burton vai dar largas à excentricidade no set. A adaptação da peça está nas mãos do seu autor, Cristopher Bond, e de John Logan, responsável pelos guiões de Gladiator, Last Samurai e The Aviator.
O filme será a adaptação do musical de Stephen Sondheim, Sweeney Todd, The demon barber of Fleet Street. A história passa-se na Inglaterra vitoriana, onde Benjamin Barker (Depp) é um lendário barbeiro que é expulso da cidade e da sociedade injustamente e vê a sua família e reputação cairem em desgraça. A sua raiva vai tomar proporções maquiavélicas ao voltar a Londres sob o pseudónimo de Sweeney Todd, retomando a actividade que o tornou célebre...com a diferença que desta vez, ele não corta cabelo, mas sim tudo o resto. A sua parceira, Mrs. Lovett (Bonham Carter), está consigo neste plano infernal e consuma a sua vingança usando os restos mortais das vítimas para fazer as tartes mais apreciadas de Londres. Mr Turpin, interpretado por Rickman, é um juíz que irá sofrer a ira de Todd e Baron Cohen irá interpretar um italiano excêntrico, Adolfo Pirelli, eterno rival do barbeiro e vendedor de um tónico capilar com o mesmo nome...
Publicado por Manuel António Martins às 12:00 AM | Comentários (4)
dezembro 10, 2006
His Dark Materials: nova trilogia para seguir atentamente
Escrita há já dez anos, a trilogia do inglês Phillip Pullman deu mote a muitas outras obras de fantasia do género que ser iriam seguir e arrecadou vários prémios nos muitos países onde foi editada. Como não podia deixar de ser, Hollywood estava de olhos abertos a este apetecível best-seller e decidiu-se a comprar os direitos ao escritor britânico. O primeiro filme da saga já está há algum tempo em produção e chama-se The Golden Compass. No elenco, tem Nicole Kidman, Daniel Craig e Eva Green, bem como a jovem estreante Dakota Blue Richards, a escolhida de um casting de dez mil raparigas de 12 anos para interpretar Lyra Belacqua, a personagem principal.
The Golden Compass é o primeiro capitulo de uma história altamente mágica e improvável, que começou por ser dirigida a um público alvo mais jovem, mas que rapidamente impressionou o mais adulto. Lyra vive num mundo bem longe do nosso, onde a alma de cada um é personalizada num animal falante e pensante que acompanha o seu humano para onde quer que ele vá. Lyra é uma orfã abastada que vive num colégio tipicamente britânico mas não se enquadra nesse ambiente.
O seu espirito é rebelde e aventureiro, e é a custa dele que se vai meter numa aventura épica para salvar o seu melhor amigo de um suposto rapto... Mas essa viagem vai levá-la a descobrir que não foi apenas o seu amigo a ser raptado e sim que ele era simplesmente parte de um plano muito mais grandioso e malévolo. À cabeça desse plano estão Lord Asriel (Craig) e a Doutora Coulter (Kidman), duas personagens que estão directamente ligadas à sua vida...e que lhe destinaram um lugar central em toda a intriga, sem ela saber. Lyra é o elo entre o seu mundo e todos os outros, incluindo o nosso, e sálva-los ou destruí-los está nas suas mãos, nas suas escolhas inocentes.
Atrás de uma máscara mais ou menos juvenil, Pullman consegue introduzir temas mais profundos, desde a filosofia do ser até às questões mais complexas da Teologia e religião. Cada livro vale por si, por ter um tema central, mas é imprescíndivel ler os três para se compreender a dimensão da obra. Em Portugal, a edição da trilogia está ao cargo da Presença e foi traduzida com o título Mundos Paralelos.
No cinema, está nas mãos do realizador Chris Weitz (About a Boy) e da New Line Cinema, que prevê a estreia para precisamente daqui a um ano. Para marcar essa data, lançou ontem o site oficial do filme onde os fãs conhecedores e os potenciais fãs podem explorar os detalhes do universo de Golden Compass. A aposta neste primeiro filme da saga adivinha-se muito forte, e a publicidade a um título e história que muitos desconhecem também. O site é muito completo e agradável, de fácil interacção e conta a história ao sabor de algumas fotos do filme que vão sendo reveladas. Recomendo uma visita.
Publicado por Manuel António Martins às 04:48 PM | Comentários (0)
dezembro 09, 2006
Nicolas Cage vai abrandar
Nicolas Cage já tem no seu currículo mais de 55 filmes, a maioria deles com um rótulo de sucesso. Foi precisamente por essa maioria na sua carreira que recebeu, das mãos de Sean Connery, o Chopard Award, no Bahamas International Film Festival. A cerimónia teve lugar sexta feira à noite no Atlantic Teathre, em Paradise Island.
"Nick é um grande profissional e põe na mesa aquilo que faz com que o cinema tenha uma alegria genuína", elogiou Connery no momento da entrega do galardão.
Este prémio carreira pareceu vir mesmo a pedido, não tivesse Cage anunciado que pretende dedicar o seu tempo ao cinema de maneira diferente: "Estou a pensar em tirar mais tempo de filme para filme. Sinto que já fiz muitos filmes e, agora que posso, quero explorar outras escolhas a que me sinto ligado, seja a escrever ou algo diferente"
Nicolas Cage comprou recentemente uma casa em Paradise Island e pretende passar aí bastante tempo. De acordo com um artigo da Associated Press, Cage comprometeu-se ainda a apoiar produções independentes do cinema nas Bahamas enquanto vai construíndo um pequeno paraíso tropical na ilha deserta que comprou das Exuma Cays. Parece que alguém vai mesmo descansar do rush de Hollywood por uns tempos.
Publicado por Manuel António Martins às 05:43 PM | Comentários (0)
dezembro 06, 2006
Estreias da Semana: para animar a quadra
Com a chegada de mais um episódio de Saw ao mesmo tempo que se conta a história do nascimento de Cristo, as estreias da primeira semana de Dezembro nos cinemas portugueses dividem-se entre o macabro e o divino . Mas pelo meio, para evitar a eterna dicotomia, está um pinguim que tem dado que falar lá fora e tem sido muito aguardado por estes lados...


Happy Feet
O Pólo Sul é um lugar longinquo e gelado e poucos sabem o que se passa por lá. Afortunados de nós porque temos a Warner Bros que descobriu o grande segredo dos pinguins-imperador: na Antárctica, quem manda mais é quem canta melhor. E esta é a história de Mumble, o pinguim que não sabia cantar...mas tem o fantástico dom do sapateado. Norma Jean, a sua mãe, acha-lhe graça mas o pai, Memphis, está desconsolado. Sem futuro no seio onde cresceu pois nunca arranjará familia por lhe faltar o dom, Mumble migra para longe mas no seu caminho, aparecem os pinguins da Ilhja de Adelie que adoram o jeito de Mumble "dar às patas". Mais do que lhe dar valor por isso, os seus novos amigos vão ensinar-lhe que o verdadeiro valor de um pinguim é ser ele próprio, pois é assim que se conquista a diferença que nos faz especiais. O elenco de vozes conta com Elijah Wood, Nicole Kidman, Hugh Jackman, Hugo Weaving, Brittany Murphy e Robin Williams. Foi provavelmente a alma destes actores, transportada o mais possível para os mágicos pinguins, que permitiu a Happy Feet atingir tão rapidamente o primeiro lugar do Box Office americano onde está há duas semanas seguidas, deixando Bond a uma distância confortável.

The Nativity Story
Nativity Story acompanha a vida de Maria e José, desde o seu casamento sem se conhecerem até ao nascimento de Jesus. Da Imaculada Concepção e sua consequente jornada até Belém, a fuga à tirânica política do rei Heródes, os sentimentos que advêm de se ser a mãe e pai do salvador da Humanidade. Keisha Castle-Hughes, que interpreta Maria, tem apens 16 anos e é uma das grandes espranças do cinema australiano. As filmagens tiveram lugar na pequena aldeia de Metara,em Itália, escolhida pela realizadora Cahterine Hardwicke a dedo por ser um lugar que resiste ao progresso de forma tão veemente quee reúne as condições naturais e a atmosfera necessárias para esta história. Um filme de família longe da maior parte dos padrões a que estamos habituados.

Saw III
O perturbado Jigsaw desapareceu. Agora ajudado pela sua aprendiz Amanda, o mestre dos jogos macabros consegui espalhar o terror numa nova comunidade e escapar a captura da polícia. Enquanto a polícia da cidade faz de tudo para o encontrar, as pessoas voltam à sua vida normal. Uma delas é a Dra.Lynn que é raptada à saída de uma urgência pela desviada Amanda. O seu destino é um armazem onde Jigsaw está moribundo na cama e dá as ordens à jovem aprendiz para que ela supera o mestre enquanto analisa as reacções da médica a todo o seu jogo...que inclui mantê-lo vivo enquanto o outro "peão", Jeff, tem que completar a sua tarefa. Lynn e Jeff farão tudo para salvar as próprias vidas mas não se apercebem que estão envolvidos em muito mais do que o seu instinto cosnegue perceber. O realizador Lynn Bousman fecha a trilogia com o estilo de "calmo" suspense e terror a que habituou os fãs.

Alex
Alex (Marie Raynal) é uma mulher de trinta anos que empreendeu sozinha a restauração das ruínas de sua casa numa pequena localidade no sul de França. Ela vende fruta e legumes no mercado, ela ajuda onde pode - trabalha muito mas o que ganha não é o suficiente. Ainda assim, permite-lhe uma vida independente...longe do seu filho Xavier, que vive com o pai. Alex quer, no entanto, recuperar a custódia do jovem de 14 anos mas o trabalho revela-se díficl, esbarrando muitas vezes na sua própria vontade de se manter segura e independente. A vontade de ter o filho de votla vai conduzi-la a uma dificil luta introspectiva que pode ajudar a reconstruir a sua vida.
Esta é a primeira longa metragem do realizador José Álcala.
Publicado por Manuel António Martins às 11:13 PM | Comentários (1)
dezembro 05, 2006
harry potter e a ordem da fénix: alguém pediu videos?
A Warner Bros está a apostar forte na promoção do quinto filme da saga do feiticeiro mais famoso do mundo. A Ordem da Fénix estreia em Maio mas não faltam todas as semanas novas imagens e trailers do filme para ir abrindo o apetite aos fãs. A ABC, cadeia televisiva norte-americana, promoveu um fim de semana dedicado a Potter no qual incluiu vários vídeos e entrevistas inéditas que inevitavelmente acabaram no Youtube.
Cliquem em baixo para aceder.
Publicado por Manuel António Martins às 12:01 AM | Comentários (10)
dezembro 04, 2006
Music and Lyrics: Grant e Drew com poster oficial
Hugh Grant, o senhor comédia romântica, e a bela Drew Barrymore envolvem-se neste filme com a música como pano de fundo. Grant interpreta um antigo cantor que entretanto se retirou mas que se compromete a escrever uma música para uma jovem estrela. Algo que ele simplesmente não consegue fazer. A presença de Drew, que surge por acaso na sua vida, é a inspiração que faltava.
O filme é realizado por Marc Lawrence, que trabalha de novo com o actor britânico depois deTwo Weeks Notice. O filme estreia nos Estados Unidos no sugestivo 14 de Fevereiro.
Publicado por Manuel António Martins às 01:06 PM | Comentários (0)
dezembro 03, 2006
Casino Royale: Diamante em Bruto é um Diamante
Estar céptico pode ser uma benção. Nada esperar, nada querer. E tudo o que vier será bom. Assim, foram muitos que preferiram nada querer com este novo e estranho Bond...e sairam da sala recompensados por isso. Mas não tanto quanto os que acreditavam que ele ia ser genial - porque esses viram a sua expectativa ser superada. E não há nada que bata isso. Parabéns aos que puseram as fichas na mesa por este Casino Royale. Sairam a ganhar em grande, porque o mito renasce e vive com surpreendente naturalidade na pele de Daniel Craig.
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Toda a gente merece um novo começo, costuma dizer-se. No entanto, às vezes a história é tão grande que a resistência a esse novo ponto de partida é enorme. Esquecer Connery, Moore, Brosnan? Impossível. Mas não é disso que se trata. Esses viverão para sempre, só temos que pôr na cabeça que vêm "depois" de Craig e que a única coisa que querem que nós esqueçamos não é outra senão essa transformação absurda de um dos agentes secretos mais smooth operator que alguma vez existiu num action-man básico e banal. Sejamos honestos, se não fosse por Pierce Brosnan, os últimos dois Bonds seriam insuportáveis. Assim, foram só maus, mas de uma forma ou de outra fizeram James perder a essência. Daniel Craig trouxe-a de volta, podem esquecer o ar de brutamontes e a cara de fundamentalista que punha bombas em Munich. Este Daniel é outro. Este Daniel é James Bond.

Casino Royale é mesmo o que nos prometeram. Um renascer. E um renascer a extodos os níveis. Brosnan não podia fazer este papel, simplesmente era-lhe impossível. Daniel Craig não é propriamente bonito, não tem metade da classe, mas também tem o seu charme e um grande carisma. E tem algo que Brosnan não tem - um ar presunçoso, jovial e irresponsável, imprudente. É que este Bond dos primeiros dias não tem nada que ver com o Bond que conhecemos. Ele veste-se informalmente, com uma tremenda falta de estilo. É tosco, escorrega nos momentos cruciais, destrói tudo o que consegue, dispara como uma menina e mata indiscriminadamente. Movido pelo seu próprio ego, é um miúdo que chega cedo demais onde muitos nunca chegarão. Não é sarcástico nem súbtil, não é o mais inteligente dos agentes e nem sequer o mais esperto. Ou seja, não é propriamente Bond. Dele (do verdadeiro Bond) começa com poucas características - é perserverante, teimoso e consciente da sua importância. Mas durante estas duas horas e vinte e cinco minutos (!) vai crescer, vai tomar consciência dos erros, aprimorar as virtudes, sofrer as consequências.

Craig é, portanto, uma excelente surpresa. Honestamente, depois de sair da sala não era capaz de imaginar os outros sondados no papel. Hugh Jackman sem hipótese, Goran Visnjic sem a essência, Owen sem ser ele. Não, a esolha é de facto a acertada. Craig faz mais do que lhe pedem - ele simplesmente é aquil que se espera dele. Não é forçado quando tem que ser violento (este Bond é violento, não é uma questão de tiros a distância e pescoços partidos subtilmente), não é forçado quando tem que ser sereno ou encantador. Espelha emoções como raiva, surpresa, gozo, dor e revolta com uma admirável capacidade teatral, ao estilo do teatro britânico do mais alto nível. Aliás, é mesmo essa a escola dele. Além disso, Craig é capaz de ter presença sem ser exibicionista o que lhe dá certamente a coolness necessária para ser James. E ter isso é óptimo para um homem que tem que convencer meio mundo que não está naquele lugar por acaso - mas porque o merece. Depois, tem a sorte de ter a companhia de Eva Green, sinceramente ainda mais bela neste filme que o habitual nela, mas principalmente capaz de construir uma personagem forte e essencial à caracterização gradual daquele que conhecemos como James Bond. Vesper não é uma Bond Girl tonta que simplesmente and com Bond de um lado para o outro. Ela é uma personagem secundária de extrema importância em toda a história e Green esta muito à altura do papel. Não era uma carinha bonita como Denise Richards ou uma sex symbol como Hale Berry quem iria fazer o lugar, impossível. Interessante também ver o ínicio da relação de Bond com M, onde se mantém Judi Dench, apesar de isso poder causar alguma confusão aos que já a viram com Brosnan. Enfim, das duas uma, ou se tem Casino Royale como um James Bond de facto separado dos outros ou então imagina-se que ela sempre tenha estado lá. Claro que ela não aparece nos filmes de Connery, Moore ou Dalton, mas isso resolve-se com um bocadinho de imaginação...ninguém impede M de tirar umas férias, digo eu! Mads Mikelsen é um vilão interessante, poderoso, perturbado e reservado. Não há muito mais a exigir.

A intriga deste Casino Royale deve ter custado umas boas horas de pensamento ou então uns curtos momentos de inspiração a Ian Fleming. Apesar do muito trabalho dos argumentistas que permite arrastar a história durante tanto tempo sem causar cansaço ao espectador (bom, quase sempre), a intriga principal pertence ao criador de Bond, e é preciso dizer-se que tem o seu quê de originalidade sem ser demasiado fantasiosa. Claro que há um vilão, um vilão com uma qualquer característica física e um passado assombroso que o define, mas há também uma ideia genial na forma como se cria uma história à volta de um jogo de póquer. A emoção até ao último momento de cada rodada que o jogo tem per se espelha-se nas várias situações do filme e nos vários twists que este vai arrancando. As cenas de acção são concentradas no ínicio do filme para depois se passar a uma abordagem mais inteligente, mais súbtil. É um grande trabalho de realização e argumento ser capaz de construir um filme do 007 com mais de 30 minutos à volta de uma mesa de casino. E depois, há as cenas nunca vistas de um Bond humano, torturado, mas cada vez mais "ele". Ver para crer...
Visualmente, é um filme fantástico. Quem é que não quer passar por Praga no Inverno, por África num instante, pelo luxo nas Bahamas e depois pelo Montenegro para um banho de verde e de requinte...? Ah, e acaba em Veneza... Se isto não ajuda um filme a ser apelativo, então nada ajuda.

Pergunto-me, honestamente, porque é que o realizador Martin Campbell não continuou com a saga depois de ter brilhado com Golden Eye? Um dos melhores filmes de James Bond desde os anos 60, a melhor trama, o melhor actor a seguir a Sean Connery. Estava tudo lá, Campbell podia ter feito história. Mas não fez, e por causa disso ( três filmes depois) teve que começar a história do ínicio. Pelo menos começou-a bem, acertando naquilo que o verdadeiro público de Bond espera e gosta. A honestidade das cenas mais sensuais, a perseguição automóvel reduzida ao mínimo indispensável, a beretta disparada apenas quando necessário, a intriga digna de um policial de nível e não uma simples desculpa para explodir casa e voar em carros...Depois, conduziu Craig ao longo do processo de transformação mais credível que esta série viu, e só por isso louva-mo-lo. A trabalhar com e para Campbell há três guionistas que sabem o que fazem, sendo que dois deles já tinham mão nos últimos dois Bond (Pervis e Wade) mas o terceiro é um homem que sabe escrever e escolher guiões...Não tivesse o ano passado ganho um Óscar com Crash à custa disso - Paul Haggis é um nome que salta a vista quando vêmos os créditos. Diz-se mesmo que Haggis foi contratado para apenas "polir" o guião mas que teve que acabar por re-escrever grande parte dele. Se é verdade, então fez muito bem. Não conseguiu, no entanto, evitar que alguns bons velhos vícios de Bond viessem a cena, como sendo acabar o filme com um edíficio inteiro a vir abaixo... Não se pode ter tudo. Depois, claro, há mais um Aston Martin a acabar desfeito. Mas enfim, um Bond que não destrói um carro não é um Bond e por aqui se vê que a mania dele em o fazer começa "de pequenino".
A produção continua a cargo da inevitável e histórica família Broccoli que já há muitos anos não abandona James, como se ele fosse um filho.

Um diamante bruto. É de facto a expressão ideal. Bruto. E diamante. Porque nos dão a conhecer o Bond mais humano que alguma vez vimos, com muitas, muitas arestas para limar. Se não foi filmado de forma gradual, então ainda mais crédito para Daniel Craig, porque ele é realmente um senhor actor. Durante aqueles 144 minutos a mudança que se opera em James Bond, enquanto personagem, é fenomenal, fica na memória. A forma como a sua arrogância se transforma em confiança, a sua brutalidade em eficiência, a sua ingenuidade em experiência são de facto situações novas para qualquer um dos fãs. Aliás, este Bond tem um outro trunfo na manga, que é apresentar-se convenientemente a toda uma geração que nunca se sentiu ligada a ele e tem agora a opurtunidade de o acompanhar desde o ínicio.
E depois há os detalhes, o facto de James não pedir nunca um "vodka martini shaken not stirred" mas sim outras bebidas até chegar à ideal, o facto de nunca se apresentar com o clássico "Bond, James Bond" até ao verdadeiro momento em que se torna nesse mito são momentos brilhantes. Começa humano, ineficaz, e termina como o agente que conhecemos, mais incisivo, menos humano, cheio daqueles traços de uma estranha história que não conhecemos mas que o moldou definitivamente. Agora, passamos a conhecer. E nem assim ele perde o seu encanto.
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O Melhor - O renascimento de uma saga, de um mito. O nascimento e crescimento de Daniel Craig/James Bond e a confiança de que os futuros filmes podem manter o excelente nível. O dar a conhecer a uma nova geração um herói que de outra forma não lhes seria apetecível conhecer.
O Pior - Os inevitáveis tiros que nunca acertam em Bond. Nunca...
Frases: "That's good, right there. Go on. This way everyone will know you died scratching my balls." Bond
"Vodka Martini" Bond; "Shaken or stirred sir?" Empregado; "...Do I look like I care?" Bond
"The name is Bond. James Bond".
Para ver quando... quiserem. Casino Royale adequa-se a muitos estados de espírito porque tem aquilo que é mais louvável no cinema - criar um estado de espírito próprio.
Site Oficial - www.jamesbond.com
Realizador - Martin Campbell
Elenco - Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikelsen, Judi Dench, Jeffrey Wright
Produtora - MGM
Duração - 144 m
ficha completa no IMDB
Publicado por Manuel António Martins às 07:58 PM | Comentários (4)
dezembro 02, 2006
The Simpsos - Teaser poster do filme
O Comingsoon.net disponibilizou hoje um teaser poster oficial de The Simpsons Movie, que vai estrear no Verão do próximo ano. O site oficial está cheio de novidades, incluindo um trailer e uma série de downloads para animar ecrãs por esse mundo fora. Cliquem na imagem para ver o poster em tamanho real.
Publicado por Manuel António Martins às 02:36 AM | Comentários (0)
dezembro 01, 2006
Dica de Sexta: Step Up!
Não será propriamente o filme mais erudito do ano, mas tem duas coisas que se encaixam perfeitamente naquilo que é cinema: entretenimento...e arte. Afinal, que se pode pedir mais? Nem sempre vamos para uma sala escura em frente de uma tela gigante para ver o filme das nossas vidas ou para reflectir, pasmar, chocar. Às vezes, um filme ganha as suas estrelas pela sua capacidade de nos divertir, fazer o tempo passar rápida e agradavelmente. E este Step Up, tirando algumas excepções, tem o que se pede.
Tyler é o rapaz do beco, com os amigos duvidosos e sem caminho. Não são os bad boys que vendem droga, estes são simplesmente um grupinho de teens que se diverte a jogar basketball e a destruir propriedade alheia - é mesmo esta a pior parte do filme, numa sessão de estupidez gratuita por parte do protagonista e dos seus amigalhaços. Era preciso uma desculpa para o miúdo que dançava hip-hop na rua ir parar a uma escola de artes a fazer serviço comunitário, e cá está ela. Mas podiam ter pensado um bocadinho mais em vez da saída fácil...
A partir daqui, é simples. Tyler (Channing Tatum, numa interpretação regular) conhece, por acaso, Nora (Jenna Dewan,numa interpretação interessante com uma carinha bonita) uma dançarina que precisa de apresentar um trabalho final de mas que acaba de perder o seu parceiro para essa dança. Depois de a conhecer, Tyler vai a custo tentar adaptar-se a esta nova e responsável vida enquanto deixa para trás, com dificuldade, o adolescente problemático que era. Aliás, ele não vai conseguir à primeira, mas o único twist (que apesar de não ser nada demais "salva" a história) do filme vai ajudá-lo a definir o seu caminho. Para o amparar estão os novos amigos que faz na Maryland School of Arts, sendo um deles Miles, interpretado pelo cantor Mario que até revela um certo acerto na representação.

Por esta altura, alguns de vocês devem perguntar-se: sim, muito bem, mas nada de novo. Será que é realmente bom entretenimento ir ver uma história que já sabemos como acaba? E a resposta vem logo a seguir: o que realmente salva este filme é a arte. Não propriamente na arte de representação, mas sim na música e dança que ao longo de todo o filme são momentos deliciosos, realmente agradáveis de apreciar. Mesmo para os menos amantes do hip-hop, porque o ballet e dança contemporânea estão ainda mais presentes que esse estilo de dança que marca hoje as novas gerações. Não é fácil descrever dança, creio que haja mesmo poucos críticos dedicados a isso. Mas Step Up tem um misto de energia, irreverência, sensibilidade e graciosidade que não é fácil de encontrar. A mim, impressionou-me.

Portanto, a história não é propriamente novidade mas desenrasca-se bem, a dança é muito boa e ampara a história. Um bom trabalho onde se deve dar crédio à tripla feminina que está por trás das câmaras.As guionistas Duane Adler e Melissa Rosengberg sabem o que fazem, conhecem bem o seu público. Para dar uma ideia, Adler escreveu o guião do tão semelhante Save the Last Dance, com Julia Stiles, e Melissa Rosenberg foi uma das principais responsáveis por escrever uma dezena de episódios da terceira série de O.C. Está visto que o sucesso que ninguém esperava deste filme é por aqui fácil de explicar. E depois, a cargo do já referido grande trabalho artistico, está a estreante na realizaçãoAnne Fletcher ... Mas que conta já muitos anos no mundo do cinema...a coreografar. Assim, se estiverem numa de relaxar, simplesmente curtir um cinema, ouvir um som e apreciar muita dança contemporânea de bom nível, então façam favor de dar um passo acertado e entrar no ritmo deste Step Up.
Publicado por Manuel António Martins às 03:09 AM | Comentários (0)