abril 14, 2005
Acabam as Sedutoras de Inverno
Acabou a rúbrica Sedutoras de Inverno. Durante o último mês e meio desfilaram pelo Hollywood trinta das mais belas e talentosas actrizes da actualidade. Da diva Nicole Kidman à sensual Emmanuelle Beart, foram várias as biografias e imagens que fizeram do Hollywood um espaço mais bonito de se visitar. A próxima, e última rúbrica de biografias do Hollywood, para fechar um ciclo, terá lugar em Junho e dará pelo nome de Estilo de Primavera, onde trinta dos mais promissores actores de Hollywood darão a cara. Ate lá, fiquem mais uma vez com as trinta sedutoras que o Hollywood escolheu para este Inverno.
Alisson Hannigan
Bridgitte Moynahan
Cameron Diaz
Cate Blanchett
Chaterine Zeta-Jones
Daryl Hannah
Denise Richards
Elizabeth Hurley
Emmanuelle Beart
Eva Mendes
Jennifer Connely
Jennifer Garner
Jodie Foster
Julia Roberts
Julliane Moore
Kate Beckinsale
Liv Tyler
Lucy Liu
Milla Jovovich
Minnie Driver
Monica Belluci
Naomi Watts
Natasha Henstridge
Nicole Kidman
Rebeca Romjin-Stamos
Rachel Weizs
Salma Hayek
Sharon Stone
Sophie Marceau
Uma Thurman

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:07 AM
abril 13, 2005
Sedutoras de Inverno : Uma Thurman - O perfume da Noiva
Fez-se com Tarantino e disso não há dúvidas. É ele que lhe consegue retirar todo o seu potencial como actriz dramática. Mas a sua carreira tem vivido de outros papeis interessantes, que fazem dela uma das actrizes mais respeitadas da actualidade...

Nasceu a 29 de Abril de 1979 em Boston, filha de uma modelo sueca e um professor de orientação budista. Cresceu num ambiente extremamente orientalizado, com visitas regulares do Dalai Lama a sua casa. Desde sempre sonhou em ser actriz e aos 15 anos abandonou a escola onde estava para prosseguir o seu sonho em Nova Iorque.
O seu primeiro papel no cinema chegaria em 1988, depois de ter feito alguns trabalhos como modelo. Depois de pequenos desempenhos em Johnny Be Good, Kiss Daddy Goodnight e The Adventures of Baron Munchausen chegou o seu primeiro desempenho de destaque. Foi no filme de Stephen Frears, Dangerous Liaisons onde vivia a jovem inocente, que mais tarde se tornará praticamente numa ninfomaniaca, Cecille de Volanges. Com 18 anos Thurman mostrava querer ser actriz a sério, dando um notável desempenho. As cenas de nus, não habituais em actrizes tão jovens então, ajudaram a fazer dela um sex-symbol. Dois anos depois, ao viver a mulher de Henry Miller em Henry and June, a jovem Uma Thurman voltava a quebrar todas as barreiras e afirmava-se como uma jovem starlett em Hollywood.

O inicio dos anos 90 não lhe correu tão bem como esperava. O seu breve casamento com Gary Oldman verificou ser um fracasso e os filmes em que participou a partir de Henry and June não convenciam nem a critica nem o público. Seria Quentin Tarantino quem voltaria a pegar em Uma Thurman para fazer dela uma estrela. O filme, como todos sabem, era Pulp Fiction e o seu desempenho como Mia Wallace foi de tal forma espantoso que lhe valeu a nomeação ao óscar de melhor actriz secundária, óscar que viria a perder no entanto.
Mesmo assim parecia que a sua carreira estava de novo lançada. Seguiram-se prestações em blockbusters como Batman and Robin, a tentativa falhada de Joel Schumacher em dar vida ao Homem-Morcego, e em The Avengers, a adaptação de uma popular serie britânica dos anos 60 que acabaria por se revelar um fracasso total.
Em 1997, Uma conheceria Ethan Hawke nas filmagens de Gattaca, um thriller de sci-fi. O casal apaixonou-se e casou de imediato, estando agora num processo conturbado de divórcio. O filme foi aplaudido por uma pequena franja de espectadores e foi preciso Woody Allen - em Sweet and Lowdown - e Richard Linklater - em Tape - para voltarem a colocar Uma no mapa.

Com o início do novo milénio a carreira de Uma ganhou nova vida. Primeiro foi o Globo de Ouro em televisão pelo seu desempenho em Histerical Blindness. E depois foi o recuperar da colaboração com Quentin Tarantino em Kill Bill. Ajudando a compor a essência da sua personagem, The Bride, Uma Thurman ganhou especial destaque neste filme dividido em dois que dividiu também opiniões, mas que valeu em dois anos consecutivos a nomeação de Uma ao Globo de Ouro como melhor actriz dramática. Nenhuma resultou em vitória ou em nomeações aos óscares, mas Kill Bill tornou-se num marco da filmografia recente.
Para os próximos anos, Uma Thurman vai estar envolvida em vários projectos que vão desde Be Cool, já estreado, a Prime - a estrear este ano - até The Producers, adaptação do musical da Broadway ao cinema e cuja estreia está agendada para o final de 2005.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:23 PM
abril 12, 2005
Sedutoras de Inverno : Sophie Marceau - Belle tout les jours
Uma das grandes actrizes dos últimos anos, ela é um dos porta-estandarte da mais talentosa e bela geração de estrelas do cinema francês. Uma carreira já bastante longa mas que promete continuar por muitos anos ainda...

Sophie Marceau faz filmes há vinte e cinco anos mas poucos são os que o sabem. A verdade é que a 17 de Novembro de 1966, quando nasceu, poucos pensariam num futuro como estrela da sétima arte para a jovem Sophie Maupu, que mais tarde mudaria o último nome para Marceau.
De origem humilde, foi aos 14 anos que a jovem deu os primeiros passos no cinema. Foi escolhida no casting para La Boum, filme de Claude Pinoteau sobre jovens adolescentes e as suas relações. O filme foi um dos maiores sucessos do ano e dois anos depois ela voltava ao seu papel inicial na sequela, algo pouco comum em França à época.
Durante a década de 80, e logo após ter sido eleita a actriz revelação do ano em Cannes com La Boum II, Marceau tornou-se numa das mais populares e bem pagas actrizes francesas, juntando-se a outra estrela da sua geração, Emmanuelle Beart.
Ao longo da década fez papeis extremamente populares e apreciados pela critica como L´Amour Braque ou Chouans!.

O inicio dos anos 90 foi feito com o pé direito em papeis muito bem conseguidos como La Note Bleue, Fanfan e La Fille de D´Artagnan.
O grande salto na sua carreira seria dado em 1995 quando entrou ao lado de Mel Gibson no filme Bravearth. Dirigido pelo australiano, o filme foi um sucesso retumbante arrecando vários óscares e dando uma maior projecção à actriz fora de França. No entanto Hollywood nunca foi muito o seu palco de eleição. Em 1997, Marceau voltaria a estar em destaque em Anna Karenina, filme adaptado da obra imortal de Tolstoi. Mais uma vez o pública e a critica renderam-se ao seu trabalho, tal como aconteceria anos mais tarde com A Midsummer Night's Dream.
Seria no entanto a sua presença como vilã em The World is Not Enough, mais uma aventura de James Bond, que voltaria a traze-la para as bocas do mundo. Uma mudança na sua carreira, até então pautada por trabalhos mais independentes e dramáticos.

Desde aí que a sua carreira tem conhecido alguns desenvolvimentos interessantes. Fez La Fidelité para o seu marido de então, o realizador Andrzej Zulawski, filme onde se despiu de todos os preconceitos apenas por ser um trabalho com o marido. Seguiram-se desempemhos em Alex and Emma e Belphégor - Le fantôme du Louvre. Nos últimos três anos o nascimento do seu segundo filho tem levado a que faça filmes com menos regularidade. Mesmo assim anualmente há um trabalho de Marceau nas salas de cinema. Este ano foi Anthony Zimmer.
Próxima Sedutora de Inverno - Uma Thurman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:21 PM
abril 11, 2005
Sedutoras de Inverno : Sharon Stone - Aquele descruzar...
Não queria que a cena fizesse parte do filme. Mas foi aquele descruzar de pernas que a tornou num autêntico mito. Felizmente a sua carreira é mais do que isso, mas Stone entrou na história do cinema graças apenas a uma cena...

É conhecida a história. Sharon Stone sabia que Paul Verhoven, o seu realizador em Basic Instint, iria querer uma pose extremamente erótica do seu descruzar de pernas. Mas nunca imaginou que o que o realizador quisesse foi o que acabou por encontrar na sala de montagem. Uma imagem com total exposição do seu sexo. Foi então que armou uma enorme confusão na sala de montagem, exigindo ao editor e ao realizador que aquilo não estava no argumento e que não permitiria ser exposta assim. Verhoven tentou acalma-la dizendo-lhe apenas que aquela cena a tornaria um mito. E tornou. Stone não queria a cena porque achava que isso lhe custaria o óscar, como veio a acontecer. Mas as previsões do seu realizador tornaram-se verdade e ela passou imediatamente a ser um verdadeiro mito de sensualidade e erotismo.

A história de Sharon Stone começa bem antes de 1992.
Nascida a 10 de Março de 1958 em Meadvilla no estado norte-americano da Pensylvania, Stone sempre deixou crescer uma veia artistica ao longo da sua infância e adolescência. Mas foi a sua beleza que lhe deu o passaporte para seguir uma carreira no cinema, resultado de ter vencido, com apenas 17 anos, o concurso de Miss Pensylvania. A partir daí seria presença regular em anuncios televisivos. A estreia do cinema viria a acontecer em 1980 num filme do conceituado Woody Allen, mas sem direito a qualquer fala. A decada de 80 passaria a fazer filmes de serie B e thrillers eróticos como Bolero, filme onde se despia de preconceitos. Em 1990 teve o seu primeiro papel de destaque ao lado de Arnold Schwarzenegger em Total Recall. Depois viria a posar nua para Playboy, algo pouco comum numa actriz de 32 que procurava afirmar-se no meio pelo seu talento. A edição foi um sucesso e acabou por valer-lhe o papel da sua vida, o de Catherine Tremmell no filme Basic Instint de Paul Verhoven. Não se sabe ainda se foram as ousadas cenas de sexo, se o argumento, se o descruzar de pernas. A verdade é que o filme tornou-se um êxito absoluto ganhando proporções de filme de culto nos anos seguinte. E Stone afirmava-se no meio com uma nomeação aos Globos de Ouro.

A partir daí Stone tentou soltar-se dos papeis de bela mulher fatal que tinham sido a sua imagem de marca nos anos anteriores. Daí Silver e Intersection. Os resultados foram tão fracos que foi preciso a Stone voltar a usar a sua arma principal - o seu corpo - para reencontrar o sucesso em The Quick and the Dead, um notável western, e The Specialist.
Mas seria em 1995 que chegaria o papel da sua vida. Foi pelas mãos de Martin Scorsese e ao lado de Robert de Niro e Joe Pesci em Casino, filme que lhe valeu a segunda nomeação ao Globo e a sua primeira nomeação aos óscares. A partir desse filme todos os que tinham duvidas das suas capacidades como actriz ficaram convencidos.

O final dos anos 90 continuou a bom ritmo com filmes como Les Diaboliques, Last Dance e The Mighty, filme indie que lhe valeu mais uma nomeação ao Globo de Ouro, desta vez como secundária. No final da década, e ao lado de Albert Brooks, a bela actriz voltou a surpreender todos pela sua versatilidade no filme The Muse, que lhe granjeou a quarta nomeação aos Globos de Ouro.
Depois de em 2001 ter sofrido um aneurisma cerebral, Sharon Stone afastou-se um pouco do cinema. Desde então tem-se dedicado mais á sua vida familiar do que à sua carreira. Desde então tem entrado em projectos falhados como Catwoman e Cold Creeck Manor. Talvez com o regresso de Catherine Tremmell em 2005, Stone recupere a sua vitalidade. Isto para além de estar prevista a sua estreia como realizadora em 2006. A verdade é que o facto de no seu BI constar que a sua idade é já 47 e de poucos acreditarem é um facto a ter em conta. Algo que seria o sonho de qualquer mulher.
Próxima Sedutora de Inverno : Sophie Marceau
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:17 AM | Comentários (4)
abril 10, 2005
Sedutoras de Inverno : Salma Hayek - Que viva el Mexico!
Produto das novelas mexicanas a verdade é que o seu talento tem vindo a despontar à medida que os anos passam. Sem receio de encarnar as mais diversas personagens, a sua carreira mostra-se extremamente promissora.

Conta-se que Salma Hayek, quando soube da exposição e da natureza das suas cenas de sexo com Antonio Banderas em Desperado, chorou, tremeu e pensou em desistir de ser actriz. Mas algo dentro dela convenceu-a a continuar em frente. E foi aí que se percebeu que havia algo nela que a destinava a grandes feitos.
Tudo começara anos antes, a 2 de Setembro de 1966 em Vera Cruz no México. Salma Hayek nascia numa época de expansão do México. A sua mãe era cantora de ópera. O pai era um empresário libanes de sucesso. A sua vida correu bem desde os primeiros minutos e foi ao ver cinema que descobriu que queria fazer cinema. Por isso trabalhou desde cedo para alcançar o seu sonho. Em 1989 a sua estreia na televisão mexicana marcaria o primeiro passo da carreira de uma das mais bem sucedidas actrizes mexicanas de sempre.
O seu primeiro filme chegaria em 1992, quando já era vista como uma estrela nacional no México. Mas Hollywood era outra conversa e durante bastante foi dificil arranjar trabalho. Os seus primeiros filmes não passaram á história e foi preciso um americano de origem mexicana, o realizador Robert Rodriguez, para a aproveitar em toda a plenitude. Desperado marcou o inicio da sua carreira, não só como actriz, mas também como sex-bomb latina da década de 90.

Seguiu-se então um final de anos 90 extremamente positivos para a sua carreira. Voltou a trabalhar com Rodriguez em From Dust Till Dawn e começou a ganhar destaque no mercado norte-americano com papeis em filmes como Fools Rush In, 54, Breaking Up e Dogma. Em 1999 aparecia ao lado de Will Smith e Kevin Kline no filme Wild Wild West e confirmava-se como a actriz latina de eleição em Hollywood. Mesmo a sua recem criada produtora tinha sucesso, produzindo o candidato mexicano ao óscar de filme estrangeiro em 1999, filme que estaria igualmente em Cannes e outros festivais de cinema.
Em 2002 o destaque chegaria com Frida. Interpretar uma heroina mexicana era um desejo antigo da jovem actriz que se transformou por completo na pintora conseguindo um desempenho verdadeiramente arrebatador, o que lhe acabou por valer a nomeação ao óscar de melhor actriz, uma área normalmente vedada a hispanicos.

Aproveitando a máre, Hayek estreou-se no ano seguinte como realizadora do filme The Maldonado Miracle que fez furor em Sundance. No final desse ano a actriz voltaria a viver a mesma personagem que a tinha lançado para a fama na continuação de Desperado, o filme Once Upon a Time In Mexico. Já este ano a actriz assinou participações em After the Sunset e Ask the Dust, estando preparada para entrar no primeiro filme furor latino, um filme que junta as duas sex-symbols da comunidade latina em Hollywood, Salma Hayek e Penelope Cruz.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:19 AM | Comentários (2)
abril 09, 2005
Sedutoras de Inverno : Rachel Weisz - Era uma vez uma Raquel
Mais uma jovem musa do cinema britânico que conquistou a América e o Mundo. Uma actriz de grande beleza e talento que, a pouco e pouco, começa a despontar em filmes cada vez mais interessantes. Nem que o sejam apenas por ela...

Rachel Weisz nasceu a 7 de Março de 1971 em Londres. Apesar de ter nascido em solo britânico a sua origem vem do coração do continente europeu já que o seu pai era austriaco e a sua mãe hungara.
Como a maior parte das actrizes mais populares de hoje, Rachel começou como modelo na sua adolescência. Aos 14 anos já fazia desfiles e trabalhava com agências. Mas ao contrário de muitas actrizes que saltaram directamente das passerelles para os palcos graças á sua beleza e sensualidade, a representação esteve sempre no sangue de Rachel. Em Cambridge fundou uma companhia de teatro amadora e a sua maior paixão eram mesmo as peças a que ajudava a dar vida.
O seu talento era tal que lhe valeu alguns prémios, incluindo o de actriz mais promissora para o London Critics Circle em 1994.

O cinema chegou em 1995, depois de alguns trabalhos na televisão. Death Machine marcou a sua estreia no cinema britânico. O ano seguinte foi mais produtivo com performances bastante interessantes em Stealing Beauty e Chain Reaction. Os dois anos seguintes também seriam preenchidos com uma serie de papeis secundários em filmes de pouca projecção. Mas esses filmes serviam essencialmente para a jovem actriz ganhar experiência e ficar conhecida no meio. Foi assim que acabou por ser escolhida para integrar o elenco do blockbuster de Sthepen Sommers, The Mummy. O filme foi um grande sucesso de bilheteira em 1999 e abriu as portas a uma sequela em 2001, também ela com Weisz, também ela um sucesso.

Mas não era só de grandes sucessos de bilheteira que a sua carreira vive. Depois de alguns papeis interessantes em filmes de baixo orçamento, os seus desempenhos em filmes como Enemy at the Gates e About a Boy valeram-lhe os aplausos da critica.
Mais recentemente as suas performances em filmes como Runaway Jury, The Shape of Things ou Envy também foram alvo de interesse.
Neste momento a sua carreira está marcada pelo sobrenatural. Primeiro com Constantine e depois com The Fountain, o próximo trabalho de Daren Aranofsky. Ainda em 2005 vamos poder ve-la em The Constant Gardener filme com Ralph Fiennes dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:15 PM | Comentários (1)
abril 08, 2005
Sedutoras de Inverno - Rebecca Romjin-Stamos - A mulher fatal
Uma curta carreira marcada desde já por desempenho inesqueciveis. Brian de Palma viu nela todo o potencial de uma grande actriz e ofereceu-lhe um papel inesquecivel. E assim se fez uma estrela...

O nome pode enganar mas Rebecca Romjin-Stamos nasceu nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Berkley, Califórnia a 6 de Novembro de 1972. A justificação de um nome tão original está na sua ascendência holandesa. E Stamos é o último nome do seu ex-marido, John Stamos do qual se divorciou recentemente. Ainda não se sabe se vai ou não manter o nome artistico completo ou se voltará ao seu nome de solteira. Como se isso fizesse alguma diferença.
A sua beleza natural e estatura elevada abriram-lhe as portas do mundo da moda aos 23 anos. Deixou o seu curso em música e voou para Paris onde foi capa da revista Elle e estrela das passerelles parisienses.

O seu primeiro papel no cinema chegou em 1998 no filme Dirty Work. No ano seguinte entraria numa biografia não autorizada de Hugh Hefner onde deu vida a uma das suas coelhinas. Mas seria 2000 o ano da afirmação da sua carreira cinematográfica. Em X-Men 2 ela foi Mystique, uma das mutantes mais populares da banda desenhada. Para viver a personagem, Rebecca sujeitou-se a 8 horas de maquilhagem diárias. Começava a sessão completamente nua, sendo pintada por maquilhadores que lhe colocavam peliculas para dar tom á personagem e esconder partes do seu corpo. O sacrificio valeu a pena. O filme foi um sucesso imenso de bilheteira e o seu nome tornou-se finalmente conhecido do grande público.

Mas apesar disso o seu papel mais memorável até aos dias de hoje chegou em 2002. O filme de Brian de Palma, Femme Fattale, onde contracenava com Antonio Banderas, ajudou a reviver o espirito do filme noir (olhem as semelhanças com Woman on the Window de Fritz Lang) e o seu desempenho extremamente erótico e dramático foi mesmo um dos melhores desse ano. Rebecca conseguia o estatuto de actriz por mérito próprio.
Ainda nesse ano a jovem entrou no remake do grande sucesso dos anos 70 Rollerball e em 2003 voltaria a encarnar Mystique em X-Men 2. Daí para cá as oportunidades de voltar a brilhar no grande ecrãn não têm sido muitos. Houve Godsend e The Punisher e pouco mais. Resta saber se os seus próximos projectos vão trazer também de volta todo o seu talento como actriz de cinema, para além de voltarem a encher a tela com a sua beleza.
Próxima Sedutora de Inverno : Rachel Weisz
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:21 PM | Comentários (3)
abril 07, 2005
Sedutoras de Inverno - Nicole Kidman - A diva
Durante anos foi apenas conhecida como a senhor Cruise. Viveu na sombra do marido mas já dava provas de ter um enorme talento. Hoje em dia ela é a diva do cinema norte-americano. Trabalha como poucas e continua a mostrar que há poucas actrizes no mundo ao seu nivel...

Nascida a 20 de Junho de 1967 em Honolulu no Havai, Nicole Kidman faz filmes há vinte anos, mas só nos últimos cinco é que se consagrou como uma verdadeira estrela.
Apesar de ter nascido no Hawai, sendo portanto norte-americana, a verdade é que a opinião generalizada é que Kidman é australiana. A justificação está no facto de aos três anos ter ido viver para Sidney. Lá começou uma carreira artistica, primeiro no ballet e mais tarde na representação. Com 16 anos estreou-se no cinema australiano em Bush Christmas. O filme foi um sucesso e lançou a carreira de Kidman como uma das novas estrelas do cinema australiano. Os anos seguines iriam ser marcados por performances em filmes e series televisivas como Vietnam, onde venceu o Australian Film Institute. No final dos anos 80 ela era um dos maiores nomes do cinema australiano. Estava na altura de ir para Hollywood.

Em 1989 a sua estreia no cinema norte-americano chegou ao lado de Sam Neil em Dead Calm. Mas seria em 1990, ao lado de Robert Duvall e Tom Cruise no filme Thunder Days que a actriz finalmente deu nas vistas. E além de mostrar o seu talento e beleza, também conquistou o coração do teen-idol Cruise que imediatamente a pediu em casamento. O casamento ocorreu na vespera de Natal de 19990.
Os seus filmes seguintes, Billy Bathgate e Flirting, provavam o seu valor mas seria de novo ao lado de Cruis em Far and Away que Kidman voltou a afirmar-se junto do grande público.
Mesmo assim o impacto de Kidman era sempre ofuscado pelo marido. Nem filmes como Batman Returns serviram para levar os holofotes para o seu lado.
Foi preciso chegar a 1996 e a To Die For, filme de Gus van Sant, para a critica perceber que por detrás do titulo de senhora Cruise estava uma grande actriz. Com este desempenho chegou a nomeação ao Globo de Ouro. Finalmente a indústria percebia que ali estava um diamante em bruto.

Depois do seu primeiro grande sucesso junto da critica seguiram-se Portrait of a Lady, The Peacemaker e Pratical Magic, papeis que não tiveram o mesmo sucesso do filme de van Sant. Foi preciso voltar a trabalhar com o marido para ter o mundo a seus pés. O filme foi Eyes Wide Shut, último trabalho de Stanley Kubrick que morreria no final das filmagens, filme que marcou também o inicio do fim do casamento de ambos. No ano seguinte o divórcio estava consumado. E para Nicole Kidman ia começar o melhor periodo da sua vida.
Moulin Rouge fez com que o mundo se rendesse aos seus talentos como actriz-cantora e para muitos o óscar devia ter ido para ela naquela noite. Mas não foi e foi preciso esperar pelo ano seguinte e por The Hours para se confirmar como oscarizada. Para trás já tinha ficado The Others, talvez o seu maior papel de sempre.
Em 2003 foram três os filmes - a sua carreira começou a funcionar a um ritmo louco - que marcaram a carreira de Kidman. The Human Stain, Cold Mountain e Dogville, sendo que pelo último, Kidman conseguiu um dos seus maiores desempenhos. Já no ano que terminou Kidman esteve em The Stepford Wives e Birth, tendo sido nomeada ao Globo pelo seu último desempenho.
Kidman é uma das maiores divas de Hollywood, uma das verdadeiras estrelas. Mas é também uma actriz que se dedica exclusivamente à sua carreira. Tem já mais de dez projectos agendados para os próximos cinco anos, incluindo The Interpreter e Eucalyptus, filme que marcará o seu regresso à Austrália.
Próxima Sedutora de Inverno : Rebecca Romjin-Stamos
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:14 AM | Comentários (1)
março 29, 2005
Sedutora de Inverno : Natasha Henstridge - O Canadá é já ali...
Uma actriz de uma beleza incomparável. Uma sex-symbol de um país onde a paz e a harmonia são a nota dominante. Um valor por explorar verdadeiramente pelas produtoras de Hollywood...

Pela sua beleza e porte não é dificil perceber que a carreira de Natasha Henstridge começou nas passerelles.
A agora actriz nasceu a 15 de Agosto de 1974 no Canada. Depois de uma infância perfeitamente normal, saiu de casa aos 14 anos para tentar a sua sorte como modelo em Paris. Teve grande sucesso após um curto periodo de experimentação por várias casas e acabou por se consagrar como uma das mais conceituadas modelos da passerelle parisiense. Aos 15 anos já era capa da Comsopolitan e aos 16 já fazia diversos anuncios publicitários. Parecia estar destinada ao sucesso como modelo, mas o glamour do cinema falou mais alto.
O seu primeiro papel no cinema chegaria com 21 anos no filme de ficção cientifica Species. A sua beleza terá sido a principal razão porque foi escolhida para o papel, mas a sua performance não foi tão má como muitos julgaram possivel. E foi o inicio de uma carreira de uma década.

Maximum Risk marcou a sua segunda passagem por Hollywood onde os papeis que lhe surgiam encaixavam bem no esteriótipo de loira com medidas generosas. Se Henstridge queria ser uma actriz a serio, este certamente não era o caminho. Como não foi fazer a sequela de Species, considerada uma das piores de sempre no genero. O filme viva do corpo nu da actriz, algo que nunca é lisongeiro para qualquer filme, mesmo que a actriz seja Henstridge. Sendo assim, em 1998 a sua carreira estava na mó de baixo. Bella Dona marcou a sua estreia no cinema brasileiro mas o filme acabou por ser um fracasso. Seguir-se-iam papeis em filmes como Dog Park e A Better Way to Dye. E quando todos pensavam que a sua carreira estava condenada a desaparecer, eis que surge The Whole Nine Yards, uma divertidissima comédia com Bruce Willis no principal papel que recuperou o nome de Henstridge junto do público e dos produtores de Hollywood. Um volte face que poderia ter sido aproveitado. Mas que acabou por não ser.

Depois de ter sido votada a mulher mais bela do mundo e de ter feito vários ensaios para inumeras revistas, Henstridge deixou-se cair de novo em pequenas produções. Bounce, Second Skin e Riders não fizeram muito pela sua carreira. Tal como a sequela, também ela uma desilusão, de The Whole Nine Yards, agora com o titulo de The Whole Ten Yards. E para complicar o cenário há ainda Species III, o filme em que o corpo, mais do que o talento, volta a ser cabeça de cartaz. Para quem augura uma carreira de sucesso a Henstridge, o que é perfeitamente concebivel, um cenário marcado por este genero de produções não é bem o mais adequado. Mas quem sabe? Talvez se escreva direito por linhas tortas.
Próxima Sedutora de Inverno - Nicole Kidman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:58 AM | Comentários (1)
março 28, 2005
Sedutora de Inverno : Naomi Watts - Uma loira fatal...
Apesar de ter uma carreira já quase com duas décadas, só muito recentemente é que o mundo do cinema se rendeu ao talento desta bela britânica. Um talento que começou a despontar num filme cujo titulo ainda anda na boca do mundo...

Não, Naomi Watts não é lésbica, por muito estranho que isso possa parecer a meio mundo depois do seu explosivo desempenho em Mullolhand Drive. Mas também não é nenhuma rookie já que o seu primeiro papel no cinema data de 1986.
Mas tudo começou um pouco antes, a 28 de Setembro de 1968 numa vila do Sussex no sul de Inglaterra. Foi esse o dia que viu Naomi Watts chegar ao mundo, o primeiro marco numa vida até agora notável.
Apesar de ter nascido nas terras de sua majestade, a verdade é que desde muito nova foi viver para a Australia. Aí começou uma carreira de modelo ainda muito jovem, chegando facilmente á representação, primeiro em anuncios, e com 16 anos, num filme australiano de nome For Love Alone. Watts acabou por pertencer a uma geração de talentosos australianos onde pontificiva também Nicole Kidman que acabou por se tornar na sua melhor amiga depois de ambas terem partilhado um taxi após um casting a um anuncio de bikinis. Uma amizade que ainda hoje perdura. Em 1991 trabalhou com Kidman em Flirting e no ano seguinte iria dividir o ecrãn com outra jovem estrela australiana, Russell Crowe, em Brides of Christ.

Na Austrália Naomi Watts já era uma estrela com apenas vinte cinco anos de idade. Fez diversos filmes para a indústria local, incluindo exitos como Wide Sargasso Sea, Gross Misconduct ou Tank Girl. Mas a verdade é que eram pequenas produções de uma indústria fértil mas sem grande expressão. Por isso, sempre que podia, Watts tentava audições em Hollywood. E foi num desses dias que a sua sorte mudou. David Lynch ficou impressionado com o seu enorme talento e beleza que não teve dúvidas em escolhe-la para o papel principal do seu mais confuso e aclamado filme até hoje, Mullolhand Drive. O filme foi um sucesso retumbante na critica e todos se renderam ao talento de Naomi Watts. Nem a enorme polémica pelas suas cenas de amor lésbico com Laura Harding atrapalharam na sua consagração nos Estados Unidos. E logo numa das suas primeiras tentativas. Estava provado que ali havia actriz com A grande.

A fama que granjeou no filme de Lynch começou a dar dividendos no ano
seguinte quando foi escolhida por Gore Verbinski para protagonizar o hit de terror de 2002, The Ring. O filme teve um grande sucesso de bilheteira alargando a fama de Watts para outro genero de público. O ano seguinte provou ser ainda mais bem sucedido quando Watts fez parte de um triangulo dramático ao lado de Benicio del Toro e Sean Penn em 21 Grams, o aclamado filme de Alejandro Inarritu. Por esse brilhante desempenho Watts conquistou a sua primeira nomeação ao óscar, tendo no entanto sido derrotado pela sul-africana Charlize Theron. Injustamente para muitos.
Depois de ter feito Ned Kelly nesse mesmo ano, Watts voltou a ter muito trabalho em 2004 com excelentes desempenhos em filmes como We Don´t Live Here Anymore, Ring 2, I Heart Huckebees ou The Assassination of Richard Nixon.

A sua beleza estonteante e talento inquestionável fizeram dela uma das mais pretendidas actrizes de Hollywood. Muitos apostam que nos próximos anos a sua consagração será definitiva. Entrar em King Kong, o filme de Peter Jackson pós-Lord of the Rings pode ajudar, e muitos esperam que o seu nome se torna oscarizável com o passar dos anos. É que é raro aparecer assim de repente um talento tão grande como o que a bela anglo-australiana tem vindo a demonstrar nos últimos anos.
Próxima Sedutora de Inverno - Natasha Henstridge
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:13 AM | Comentários (5)
março 27, 2005
Sedutora de Inverno : Monica Belluci - O Nome da Tentação...
É uma das maiores sex-symbols do mundo. A sua beleza parece querer ofuscar qualquer papel que faça. Mas poucos terão conseguido esquecer a violência emocional que marcou os seus filmes mais celebres...

Esta sensual italiana nasceu em Citta di Castello no distrito de Umbria a 30 de Setembro de 1964. A sua aldeia era bastante pobre mas mesmo assim Monica Belluci conseguiu ter dinheiro suficiente para estudar direito em Perugia. Foi aí que começou a fazer trabalhos como modelo, utilizando a sua figura voluptuosa e escultural para juntar dinheiro de forma a poder pagar os estudos. A sua carreira como modelo começou em Itália mas em 1988 já estava em Paris a trabalhar com a elite do meio. O sucesso nas passerelles foi tremendo, tendo sido colocada praticamente ao mesmo nivel que as top-models da época. Com 26 anos decidiu arriscar uma carreira como actriz, apesar de não ter qualquer formação. O filme que a lançou foi Briganti. Durante dois anos a bela Monica faria filmes em Itália até Francis Ford Copolla ter ficado impressionado com a sua sensualidade, escolhendo-a para viver uma vampira no seu Bram Stokers Dracula. A estrondosa italiana chegava assim a Hollywood.

Depois desta sua primeira passagem pelo cinema norte-americano, Monica Belluci voltou à Europa onde dividiu a sua carreira nas passarelles por prestações em filmes franceses e italianos. Em 1996 atingiu um dos pontos mais altos da sua carreira em L´Apartment, filme pelo qual recebeu uma nomeação para melhor actriz nos Cesares. A consagração como actriz tinha chegado finalmente. Ao longo do resto da década Belluci continuou a fazer filmes entre Itália e França, com titulos de algum sucesso como Come mi vuoi, Stressati ou Méditerranées. Por essa altura já tinha começado uma relação com Vincent Cassell, o menino bonito do cinema francês com quem viria a casar em 1999 e do qual já tem uma filha, para além de vários projectos em conjunto.

Com o novo milénio chegou de novo a fama, primeiro sob a forma de várias capas de revista onde posou sem qualquer preconceito, e depois com alguns papeis de destaque. O primeiro seria num filme do italiano Giuseppe Tornattore em Malena. Um papel extremamente tocante e sensual que lhe valeu o aplauso da critica e do público. Depois foi escolhida para viver a mitica Cleopatra no segundo filme de aventuras de Asterix e Obelix. E depois houve ainda as presenças no cinema americano, em Tears from the Sun, e em Matrix Reloaded e Revolutions.

Mas seriam dois papeis que acabariam por moldar a sua imagem. Papeis tocantes e extremamente violentos que a confirmaram como uma actriz de valor. O primeiro tinha chegado em 2002 num filme dirigido e interpretado pelo marido. Irreversible foi tido como um dos filmes choque do ano, especialmente pelos primeiros quinze minutos em que Belluci é violada selvaticamente. O segundo aconteceu já em 2004 no polémico filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ onde viveu uma pungente Maria Madalena, dando assim corpo ao pecado humano.
Com todos estes papeis de destaque já ficou mais do que provado que Belluci não é só uma cara bonita e um corpo de arromba. É também uma das mais interessantes actrizes do velho continente.
Próxima Sedutora de Inverno - Naomi Watts
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:05 AM
março 26, 2005
Sedutora de Inverno : Minnie Driver - A fleuma britânica
Uma das mais interessantes actrizes da sua geração, especializou-se à muito em suaves e emotivos desempenhos secundários. Mas muitos acreditam que o seu valor é tal que o protagonismo pode estar já ao virar da esquina...

Minnie Driver nasceu em Londres, a 31 de Janeiro de 1970. Teve uma infância absolutamente normal e depois de ter representado em várias peças escolares, percebeu que tinha vocação para ser actriz. Por isso começou a estudar artes dramáticas antes de completar 18 anos. Aos 20 anos conseguia o seu primeiro papel diante das camaras. Foi em God on the Rocks, um telefilme britânico. No entanto só três anos depois o seu nome voltaria a surgir num elenco. A razão? Os estudos que decidiu continuar de forma paralela á sua carreira de actriz. E assim foi de novo na televisão, desta feita numa mini-serie, que Minnie Driver voltou a representar. Nesse ano faria ainda um telefilme de relativo sucesso, Royal Celebration, e nos dois anos seguintes continuaria a trabalhar exclusivamente na televisão, ora em telefilmes ora em series televisivas.

A chegada em definitivo ao cinema ocorreu em 1996 com um papel em Big Night, filme de Stanley Tucci e Campbell Scott. Nesse mesmo ano entraria em Sleepers, ao lado de um elenco recheado de nomes sonantes, para explodir verdadeiramente em 1997 numa serie de papeis que ajudariam a sua carreira a saltar para uma nova etapa. O primeiro foi em Grosse Pointe Blank, ao lado de Jon Cusack. Seguiu-se ainda Baggage. Mas seria o filme de Gus van Sant, Good Will Hunting que a catapultaria para a fama. O seu desempenho extremamente sólido e emotivo ao lado de Matt Damon valeram-lhe o aplauso da critica e do público. A partir de agora, Minnie Driver era um nome levado a sério.
Aproveitando a onda, o final dos anos 90 revelou-se bastante positivo para a sua carreira. Papeis em filmes como Hard Rain, The Governess - o seu primeiro papel como protagonista - e An Ideal Husband confirmaram o seu proclamado talento.

Em 2000 chegou um dos seus melhores papeis, ao lado de David Duchovny no filme Return to Me. Um sólido desempenho que fazia antever uma década de sucesso. O que não chegou a acontecer. Os papeis não chegavam, os projectos não tinham o sucesso esperado. A pouco e pouco o seu nome foi-se com o vento tão rapidamente como tinha chegado. Mas a eclética actriz não tinha ainda desistido. Depois de participações menores em filmes como Elle Enchanted ou Hope Springs chegou a hipótese de desempenhar aquele que viria a ser o melhor desempenho da sua carreira. Em Phantom of the Opera ela é Carlotta, a diva perfeita num desempenho secundário verdadeiramente arrebatador, um dos melhores papeis secundários de 2004.
Com o seu sucesso em Phantom of the Opera, esperam-se agora melhores dias para a sua agitada carreira. Dias que correspondam ás melodiosas notas que toca ocasionalmente na sua guitarra num qualquer clube de jazz por esse mundo fora.
Próxima Sedutora de Inverno - Monica Belluci
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:31 AM
março 25, 2005
Sedutora de Inverno : Milla Jovovich - Uma beleza sem igual
É uma das mulheres mais belas do mundo, disso ninguém parece ter dúvidas. Talvez a representante perfeita da beleza do leste da Europa. Com uma carreira dividida entre os dois lados do Atlântico, poucos são aqueles que lhe conseguem ficar indiferentes...

Milla Jovovich é única. Nasceu em Kiev, capital da Ucrânia quando esta ainda era parte da União Soviética, a 17 de Dezembro de 1975. Com uma beleza muito precoce, foi aos 9 anos que começou a sua carreira como modelo. Estavamos em 1984. Com doze anos estreou-se no cinema. Já vivia fora da União Soviética e o filme tinha contornos eróticos, antecipando a sua estreia como actriz principal.
O que viria a acontecer em 1991. A URSS tinha acabado e Milla vivia agora em França. Foi escolhida à primeira para suceder a Brooke Shields no papel principal de uma jovem abandonada com o irmão numa lagoa deserta. A sua beleza ainda de adolescente era contagiante e por iso The Return to the Blue Lagoon foi um sucesso. Os seus belos olhos e cabelos tornaram-na imediatamente numa lolita europeia. Tinha apenas 16 anos.

Depois deste seu primeiro sucesso, Milla Jovovich dedicou-se à sua carreira como modelo em França. Tornou-se assim numa das caras - e corpos - mais requisitados do momento, deixando pouco espaço para uma carreira cinematográfica levada ao seu expoente máximo. Talvez isso seja justificativo de seis anos ausente de grandes papeis, se deixar-mos de lado pontuais aparições em filmes como Chaplin ou Dazzed and Confused.
Seria em 1996, já com 21 anos de idade, que Milla voltaria a encantar tudo e todos. O filme era o hilariante 5th Element, onde um elenco de luxo com Bruce Willis à cabeça, davam as voltas para salvar o planeta Terra da destruição total. O seu divertido e sensual papel valeram-lhe múltiplos aplausos. E o filme serviria também para começar uma relação, que acabaria em casamento, com o realizador francês Luc Besson.

Uma parceira que seria retomada em 1999. Pelo meio tinha ficado He Got Game e a capa de centenas de revistas que continuavam a insistir na ideia de que Milla Jovovich era das mais belas mulheres do mundo. Talvez por isso Besson a tenha visto como a Jeanne D´Arc perfeita. O filme The Messanger : The Story of Jeanne D´Arc não foi o sucesso pretendido, talvez por ter revolucionado a vida da heroina francesa, mas a sua encarnação da guerreira foi absolutamente notável. Para além de bela, Milla provava ser talentosa. Seguir-se-iam pequenos papeis em filmes como The Million Dollar Hotel, a experiência cinematográfica de Bono e Win Wenders, The Claim e Dummy.

Mas se hoje Milla Jovovich tornou-se extremamente popular junto de um público mais novo, isso deve-se essencialmente ao seu trabalho em Resident Evil, filme de acção inspirado num dos mais populares videojogos dos anos 90. Em ambos os filmes - o primeiro de 2002, o segundo de 2004 - Milla faz as cenas de duplos e encanta com todo o seu charme e estilo. Com tudo isto ficou pouco espaço para desenvolver um estilo de representação mais dramático, algo que não parece que vá acontecer nos próximos tempos tende em conta que a actriz pretende seguir com esta sua vertente mais de action-woman durante alguns anos. Resta saber se algum dia a verdadeira actriz que está dentro de Milla Jovovich, realmente verá a luz do dia.
Próxima Sedutora de Inverno : Minnie Driver
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março 24, 2005
Sedutora de Inverno : Lucy Liu - Do Oriente com amor...
É a actriz oriental de maior sucesso nos Estados Unidos. Já brilhou na televisão e no cinema, e quando se pensa em cinema de acção, o seu nome acaba sempre por vir á baila. Talvez por ter o dom de nos deixar de olhos em bico...

Lucy Liu nasceu no bairro de Queens em Nova Iorque, a 2 de Dezembro de 1968. Filha de imigrantes chineses que tinham procurado Nova Iorque para relançar as suas vidas, Lucy Liu teve uma infancia dificil mas bem sucedida. Aos 20 anos começou a estudar para ser actriz, isto depois de ter saltado entre algumas universidades na busca do curso certo para o seu futuro. Foi então que tentou ir para Los Angeles procurar um lugar ao sol. Enquanto servia á mesa, Liu procurava papeis em filmes, mas acabaria por ser a televisão a abrir-lhe as portas. Estreou-se em Beverly Hills 90210, em 1990, e depois surgiu ainda em NYPD Blue, ER e X-Files. A sua estreia no cinema ocorreria no entanto apenas em 1996, num pequeno papel no filme Jerry Maguire. E depois de alguns papeis secundários, onde a sua origem era mais requisitada que o seu talento, foi na serie televisiva Ally McBeal, que Lucy Liu viu definitivamente o seu valor consagrado.

Entre o dilema de se manter fiel ás suas raizes - a razão de muitos dos papeis que conquistou - e tentar explorar um universo para lá do ar de beldade asiática, Lucy Liu tentou controlar a sua carreira o melhor que pode. E o cinema começava a tornar-se cada vez mais uma opção a seguir. Payback e Play it Till the Bone mostraram-se como as primeiras hipóteses a sério de representar em Hollywood, enquanto que Shangai Noon a colocava lado a lado com um icone da comunidade asiática nos Estados Unidos, o actor Jackie Chan. Seria no entanto ao lado de outras duas beldades, Cameron Diaz e Drew Barrymore, que Lucy Liu conquistaria o grande público. O filme foi Charlies Angels e de imediato a actriz se tornou numa das action figures preferidas dos estúdios, pelo seu carisma, porte atlético e beleza exótica.

Depois de Ballistc, Chyper ou a sequela de Charlies Angels terem tentado apostar nessa sua imagem, surgiu Quentin Tarantino e tudo mudou. Pelo meio tinha ficado uma pequena participação em Chicago, o vencedor do óscar em 2002. Mas seria ao serviço de QT em Kill Bill, que Lucy Liu passaria a uma nova etapa da sua carreira. No papel de O-Ren Ishi, a jovem actriz surpreendeu tudo e todos pela sua versatilidade e intensidade dramática. A cena fiel, num duelo inesquecivel com Uma Thurman, mostraram uma actriz até então desconhecida do grande público. Talvez por isso ela seja hoje uma figura altamente requisitada em Hollywood tendo já um sem número de projectos para os próximos anos.
Próxima Sedutora de Inverno - Milla Jovovich
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:26 AM | Comentários (1)
março 23, 2005
Sedutora de Inverno : Liv Tyler - Aqueles lindos olhos...
Só em adolescente soube de quem era filha de facto. Foi eleita várias vezes a mulher mais bela á face do planeta. É dona de um olhar sem igual. Foi um elfo e tantas outras coisas. E continua a encantar tudo e todos...

Nasceu a 1 de Julho de 1977 em Nova Iorque, filha de Beebe Buell - conhecida playmate - e de pai desconhecido. Um desconhecido que acabou por se revelar ser na verdade uma grande estrela. Mas isso, ela só o soube mais tarde. Sempre desconfiou que o seu pai fosse um homem do rock, já que a sua mãe era conhecida do universo backsatage da década de 70. Mas só aos 12 anos começou a desconfiar que esse homem era Steven Tyler, o vocalista dos Aerosmith. As suas semelhanças com a filha deste levaram-na a questionar a mãe que confessou a verdade. E com 14 anos Liv tomou o nome do pai e começou a seguir as pisadas da mãe como modelo. E pouco depois surgia num videoclip da banda do pai, ao lado de outra jovem teen sensation, a sensual Alicia Silverstone.

Com 17 anos estreou-se finalmente no cinema no filme Silent Fall. A sua carreira arrancava em estilo.
Seria pela mão de Bernardo Bertolucci em Stealing Beauty que Liv Tyler daria nas vistas. O seu papel intenso e extremamente erótico valeu-lhe a aclamação da critica. Durante os cinco anos seguintes a sua carreira seria bastante animada. Papeis em filmes como Inventing the Abbotts , U Turn e acima de tudo, Armageddon, ajudaram-na a fazer dela uma actriz conhecida junto do público. Mas seria o seu papel como Arwen, no mega-sucesso Lord of the Rings que iria confirmar todo o seu talento.

Desde então para cá Liv Tyler tem feito pouco. Para além dos três episódios de Lord of the Rings que a consagraram como uma estrela, ajudando-a a ser eleita a mulher mais bela do mundo por mais do que uma vez, poucos foram os projectos onde o seu nome surgiu nos créditos finais. Excepções feitas a Jersey Girl, filme onde voltou a trabalhar com Ben Afleck, e Lonesome Jim. Por isso é natural que os seus muitos fãs estejam desejosos de a ver explodir em papeis tão intensos como o de Arwen Undumiel. Afinal com 28 anos, Liv Tyler pode muito bem afirmar-se como uma das mais bem sucedidas actrizes da sua geração.
Próxima Sedutora de Inverno - Lucy Liu
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:55 AM
março 22, 2005
Sedutora de Inverno : Kate Becksinsale - Uma inglesa em Hollywood
Britânica de origem, americana de adopção. É em Hollywood que o seu talento tem sido mais apreciado. Mas muitos afirmam que o seu talento ainda está bem longe da sua beleza. Outros defendem-na como uma actriz com grande futuro. A duvida subsiste e só o tempo dará razão a uma das partes.

Foi a 27 de Julho de 1973 que Kate Beckinsale veio ao mundo. A capital britânica via assim nascer uma das actrizes mais aclamadas do momento. Mas já na altura a origem familiar - os pais são ambos actores - faziam já prever o rumo que a sua vida iria tomar alguns anos depois.
Menina prodigio na escola, vencedora de vários prémios para jovens autoras, ainda na adolescência começou a seguir a profissão ds pais. E foi assim, aos 18 anos, que se estreou no cinema com o filme One Against the Wind. Mesmo assim a jovem Beckinsale decidiu apostar primeiro na sua formação profissional, para só depois seguir a carreira como actriz. Assim, entre 1991 e 1994 fez apenas quatro filmes, um dos quais Much Ado About Nothing, a adaptação da peça de William Shakespeare por Kenneth Branagh. Foi o que valeu para um aplauso da critica, a que se seguiria um papel em Prince of Jutland. A carreira começava bem.

Em 1993 perante o dilema actriz-estudos, ela optou por seguir a profissão dos pais e deixou Oxford para se dedicar exculsivamente à representação. Fez televisão e teatro. Só depois chegaria o cinema. E o seu primeiro papel após esta importante decisão acabou por ser Haunted, filme em que ela se despe de todo e qualquer preconceito por vontade própria. Beckinsale queria tornar-se numa sex-symbol e este seria o primeiro passo. O primeiro de muitos que se seguiriam. Primeiro Shooting Fish e depois Brokdown Bowl. Mas seria em 2001, no filme Pearl Harbour, que o seu nome finalmente seria conhecido por todos.

Um papel á altura do filme que a ajudou a tornar numa actriz conhecida não só junto do grande público mas também em Hollywood. Serendipety, filmado nesse mesmo ano, e Underworld depois, confirmaram essa tendência. Pelo contrário, em Van Helsing, Kate Becksinale dá pouca alma á sua personagem, quase um antipoda de o que uma sex-symbol deve ser. Foi preciso encarnar uma das grandes bombas sexuais da história do cinema, a actriz Ava Gardner em The Aviator, para a sua carreira voltar a entrar em órbita. E agora espera-se para ver o que acontece no segundo Underworld, filme que lhe abriu as portas para um público adolescente mais alternativo. Com 32 anos, o futuro pode muito bem ser seu.
Próxima Sedutora de Inverno - Liv Tyler
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:59 AM
março 21, 2005
Sedutora de Inverno : Julliane Moore - Beleza ruiva
É uma das mais talentosas actrizes do momento. Tem a carreira repleta de trabalhos absolutamente brilhantes, faltando a estatueta dourada como coroa de glória. Até esse dia chegar, o seu talento e a sua beleza são suficientes para nos mantermos fieis a cada filme que faça....

Nasceu a 3 de Dezembro de 1960 em Fayetteville, na Carolia do Norte. De ascendência escosesa, Julliane Moore sempre quis ser actriz e por isso foi estudar para Boston, onde se formou com 23 anos, em 1983. Depois disso mudou-se para Nova Iorque onde trabalhou durante anos a fio em peças de teatro na Broadway. Depois, em meados da década de 80, chegou a vez de passar pela televisão numa serie de telenovelas de horário nobre. Passando ainda pelos telefilmes, só com 30 anos se estreou no cinema. Foi no filme Tales from the Darkside: The Movie que se estreou. Durante a primeira parte dos anos 90 fez uma serie de papeis secundários em filmes como The Hand That Rocks the Cradle, The Gun in Betty Lou's Handbag ou The Fugitive. Foi na adaptação de Checkov, Vanya on 42nd Street, que pela primeira vez conseguiu explodir verdadeiramente. E em 1995, o ano seguinte, trabalhou pela primeira vez com Todd Haynes em Safe. A nomeação ao Indepedent Spirit confirmou todo o seu talento.

Na segunda metade da década a carreira correu melhor. Apesar de presenças em filmes como Jurassik Park II, foram em dramas que o seu talento se confirmou. Surviving Picasso é um exemplo mas o filme que fez com que a actriz ruiva explodisse de vez acabou por ser Boogie Nights, de Paul Thomas Anderson. A nomeação ao óscar indicou que finalmente Moore se começava a impor como actriz de pleno direito em Hollywood.
Até ao final da década as presenças em filmes como Big Lebowski ou Psycho ajudaram a manterem-na bem na ribalta. Em Magnolia a actriz foi brilhante mas acabou por ser num outro filme de 1999, The End of the Affair, que Moore conquistou a sua segunda nomeação ao óscar. E se o final dos anos 90 foi excelente, que dizer do inicio de um novo século?

Em 2001 Moore ficou com o papel que tinha dado o óscar a Jodie Foster em Hannibal. O filme não teve o mesmo impacto do primeiro mas mesmo assim confirmou-a como actriz para todos os generos. E em 2002 Julliane Moore fez história ao conseguir dupla nomeação ao óscar. Por uma performance secundária em The Hours, e pelo seu desempenho assombroso no seu segundo filme com Tom Haynes, Far From Heaven. O óscar de principal perderia para a sua colega em The Hours. O óscar secundário acabaria nas mãos de Marcia Gay Harden. E muitos clamaram por injustiça. Talvez por isso se pensa-se que The Forgotten poderia vir a ser o seu passaporte para a estatueta dourada. Mas o filme acabou por ser revelar um tremendo flop e Moore viu assim adiado o seu sonho. Agora com 45 anos, Moore prepara-se para mais uma fase prolifera da sua carreira com uma mão cheia de projectos para os próximos anos. A mais bela ruiva de Hollywood promete continuar em estilo. Nós estamos por cá para confirmar.
Próxima Sedutora de Inverno : Kate Beckinsale
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:22 AM | Comentários (5)
março 20, 2005
Sedutoras de Inverno : Julia Roberts - Oh pretty woman!
Saltou para o estrelato com um divertido papel como prostituta. Venceu um óscar encarnando uma verdadeira mulher de armas. Pelo meio fez muita coisa, nuns casos melhor do que noutros. Recusou vários papeis que fariam história, mas nunca perdeu o sorriso que fez dela a actriz mais popular nos EUA.

Foi em 1967, mais precisamente a 28 de Outubro, que nasceu em Smyrna no estado da Geórgia. Em pequena sonhou em ser veterinária mas acabou por estudar jornalismo. Mas a vontade de ser actriz sempre esteve por lá, algures bem escondida, e despontou quando o sucesso que o seu irmão Eric estava a fazer em Hollywood lhe chegou aos ouvidos. Foi assim que decidiu, com 20 anos, partir para a Meca do Cinema e tentar assim a sua sorte.
Foi com dois filmes para adolescentes em 1988, Satisfaction e Mystic Pizza, que Roberts se lançou ás feras mas seria em 1990, com o seu papel de jovem prostituta nas ruas de LA em Pretty Woman que Roberts se tornaria um icone. Nomeada ao óscar, vencedora do Peoples Choice, saltou directamente para o lote de estrelas. Tinha começado a carreira em estilo.

Depois do seu primeiro sucesso em comédias românticas, Roberts apostou em papeis mais dramáticos. Filmes como Sleeping With the Enemy ou Pelican Brief foram exemplos disso, mas a verdade é que a sua participação em Hook e Prett-a-Porter continuaram a mostrar o seu outro lado. Por essa altura tinha já recusado o papel principal em Basic Instint por não querer surgir nua num filme. Sharon Stone agradeceria o brinde.
Apesar de ter feito excelentes papeis ao longo dos anos 90 como em Mary Reilly, Michael Collins e The Conspiracy Teory, a verdade é que foram as comédias românticas que lhes deram os maiores sucessos. Woody Allen apaixonou-se por ela em Everybody Says that I Love You e no ano seguinte o mega-sucesso My Best Friends Wedding confirmou-a como uma estrela. Até deu para recusar o papel principal em Shakespeare in Love. Paltrow ainda lhe deve estar a agradecer pelo óscar. Depois de em 1999 Roberts ter arrebentado a escala mais uma vez em Notting Hill, foi a procurar papeis dramáticos que a actriz encontrou a personagem que lhe daria o óscar esperado. Em Erin Brokovich ela supera-se cena após cena. A vitória é inquestionável e a confirmação de uma década de sucesso a todos os niveis estava carimbada.

A partir do óscar a sua carreira relaxou imenso. Começou a fazer filmes quase exclusivamente com o seu grupo de amigos que inclui Brad Pitt, George Clooney e Steven Soderbergh. Com Pitt fez The Mexican, com Clooney entrou em Full Frontal e Confessions of a Dangerous Mind, e com todos eles entrou nos dois filmes sobre o atribulado grupo de Danny Ocean. Pelo meio ainda teve tempo de entrar no espantoso Closer e agora, depois de ter dado á luz dois gemeos, pondera por uma pausa na sua bem sucedida carreira. Mas nada de muito tempo espera-se porque Julia Roberts é sempre um nome agradável de se ver em cartaz.
Próxima Sedutora de Inverno : Julliane Moore
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:49 PM | Comentários (2)
março 19, 2005
Sedutora de Inverno : Jodie Foster - Uma estrela precoce...
Faz filmes desde os 2 anos. Um número de sorte já que tem dois óscares e duas fases bem distintas na sua carreira. Uma actriz multifacetada que tem andado desaparecida mas que já foi unanimemente considerada como a estrela mais cintilante da sua geração.

É realmente um caso à parte na indústria cinematográfica. Primeiro por não ser uma actriz com muitos papeis na carreira, sendo que normalmente trabalha como principal, recusando pequenas ofertas para servir de suporte a outros. E depois porque foi a mais bem sucedida prodigio do seu tempo, e passado uma década tornou-se na mais bem sucedida actriz da sua geração.
Nasceu a 19 de Novembro de 1962 em plena Los Angeles. A cidade que iria pautar a sua carreira desde bem cedo. Os pais sabiam que ela tinha uma boa relação com a camara e por isso desde os dois anos que fez pontuais aparições em filmes, destacando-se principalmente em anuncios televisivos. Aos 6 estreou-se numa serie televisiva, Mayberry R.F.D, e a partir daí nunca mais parou. Mas ao contrário de outras jovens pequenas actrizes, ela sempre deu mais importância à sua formação do que à sua carreira. Verdadeira menina prodigio, aos quatro anos já falava tanto inglês como francês, tendo sido sempre aluna de nota máxima ao longo dos seus estudos. Mas seria o cinema que lhe iria permitir explorar ao máximo a sua faceta mais criativa.
O primeiro grande salto na sua carreira chegaria em 1974. Então com doze anos foi convidada por Martin Scorsese - com quem já tinha trabalhado em Alice Doesnt Live Here Anymore - para fazer o papel de uma jovem prostituta em Taxi Driver. Foster aceitou o papel e convenceu tudo e todos conquistando a sua primeira nomeação ao óscar.

Com a carreira a ser gerida pela mãe e com um contracto assinado com os estúdios Dinsey, a Foster sobravam muitos papeis em filmes para os mais novos e poucas hipóteses de brilhar no universo dos adultos. Esteve perto de viver a personagem de princesa Leia em Star Wars mas Lucas optou por uma mulher mais velha. Apesar disso o filme Bugsy Malone, um gangster movie para jovens, acabou por ser revelar um sucesso mostrando todo o seu talento como jovem actriz. Em 1980 decidiu abrandar um pouco a sua carreira como actriz. Por um lado porque tinha ficado muito impressionada com a atitude de John Hinckley, o homem que tinha tentado assinar Reegan, que teria dito que o fazia por Foster, como a personagem de Robert de Niro em Taxi Driver. E por outro lado porque tinha chegado a hora de ir para Yale tirar o seu curso universitário, o que fez em cinco anos com distinção.
Mesmo assim ainda houve tempo para alguns papeis em filmes de menor impacto. Mas a partir de 1986, agora com 24 anos, Jodie Foster era uma mulher e estava disposta a ser uma actriz profissional.

E depois de pequenos papeis, foi em 1988 que a hipótese chegou. O filme era The Acussed e ela partilhava o ecrãn com a então muito popular Kelly McGilis. O seu papel de jovem violada - e Foster nem objectou em mostrar a crueza da cena - impressionou meio mundo e valeu-lhe o seu primeiro óscar de melhor actriz. Curiosamente esteve quatro anos sem fazer um filme, e quando o voltou a fazer, ao viver Clarice Starling em The Silence of the Lambs, acabou por fazer história ao conseguir um segundo óscar, merecido mas assaz surpreendente. E assim em cinco anos - um pouco como aconteceu agora com Hilary Swank apesar deste não ter o mesmo passado que Foster - ela tornava-se na maior actriz de Hollywood.
No entanto a sua carreira acabou por não descolar ainda mais. Papeis em filmes como Somersby ou Maverick eram interessantes mas uns furos abaixo do que já tinha provado e os seus projectos Nell e Contact acabaram por não ter o impacto esperado.
Desgostosa, e rodeada de boatos sobre a sua homossexualidade, Foster foi-se afastando lentamente de Hollywood fazendo filmes de uma forma pontual como são os casos de Anna and the King, Panic Room ou Un Long Dimanche de Fiançailles.
Resta saber se Foster voltará a ocupar um trono que já foi seu. A idade não parece ser obstáculo e o talento também não. O que faltará?
Próxima Sedutora de Inverno : Julia Roberts
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:40 PM | Comentários (2)
março 18, 2005
Sedutoras de Inverno : Jennifer Garner - A agente secreta
Dez anos de carreira que para muitos fãs de podiam resumir a um só papel. Ter estado numa das series mais populares dos últimos anos ajudou a criar a fama á sua volta, mas a sua carreira pode vir a ser muito mais do que apenas um papel...

Jennifer Garner nasceu a 17 de Abril de 1972 em Houston no Texas. No entanto foi junto ao Atlântico, em Charleston, que a pequena Jennifer cresceu. Durante nove anos estudou ballet e sempre mostrou ter aptidões artisticas o que levou a que cedo percebesse que tinha uma forte relação com o palco. Por isso, aos 20 anos, decidiu mudar de curso para representação. Seria o seu primeiro passo rumo a uma carreira de actriz. Estavamos em 1993. Depois de ter feito várias audições, foi na televisão que conseguiu os seus primeiros papeis. Só em 1997 chegaria a sua estreia no cinema. O filme chamava-se In Harm´s Way e seria o primeiro de 14 que viria a fazer. Mas a televisão seria sempre a sua coroa de glória e durante o final dos anos 90 apareceu numa serie de programas que a foram tornando cada vez mais popular.

Em 2000 teve o seu primeiro papel de destaque na divertida comédia Dude Where´s My Car, filme que acabou por ter imenso sucesso na bilheteira. Mas seria o ano seguinte o mais glorioso da sua carreia. Não por ter entrado no grande sucesso de bilheteira do ano, o filme Pearl Harbour, ou por ter sido eleita uma das mulheres mais sexys do cinema. Mas sim por ter ganho o papel de Sydney Bristow na serie Alias. Uma serie onde interpretava uma agente da CIA. Graças a este papel Garner tem sido nomeada há três anos sucessivos para os Emmys, Globos de Ouro e Screen Actors Guild, tendo vencido por uma vez os dois últimos. Na televisão ela tornava-se numa estrela com uma legião de fãs sem fim. Era a menina da moda!

Com o nome feito na televisão restava saber se a fórmula também tinha sucesso no grande ecrãn. Em 2002 a sua performance em Catch Me If You Can deu boas indicações. Mas foi o seu papel na serie televisiva que levou os produtores de Daredevil a escolhe-la para viver Elektra no filme. O sucesso não foi tão grande como se esperava junto do público e a critica arrasou o filme. Mesmo assim os produtores avançaram com um spin-off da personagem em filme. O desastre foi total levando a própria Garner a confessar ter sido o pior filme que já fizera alguma vez. Mas o seu desempenho na comédia romântica 13 Going on 30 recebeu algum aplauso o que deixa no ar a ideia de que ainda vamos ouvir falar bastante desta jovem actriz.
Próxima Sedutora de Inverno - Jodie Foster
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:02 AM
março 17, 2005
Sedutoras de Inverno : Jennifer Connely - Uma filha da casa...
Por fazer filmes em Hollywood desde os seus quatorze anos, quase que já é vista como parte da mobilia É uma das mais talentosas actrizes da sua geração e a sua beleza encontra poucos rivais. Com um óscar no bolso, espera-se agora mais, muito mais desta menina-prodigio...

Nasceu a 12 de Dezembro de 1970 no estado de Nova Iorque. Cresceu em Manhanthan e aos 10 anos estreou-se como modelo. Depois passou aos anuncios televisivos e com 14 anos foi apresentada a Sergio Leone que viu nela a menina perfeita para o seu Once Upon a Time in America. Connelly acabaria assim por se estrear num dos mais bem conseguidos filmes dos anos 80. Depois do sucesso inicial passou para series televisivas voltando ao cinema pela mão do polémico realizador Dario Argento no filme Phenomena. Até ao final da década de 80 teria interessantes papeis em pequenas series e algum sucesso em filmes como Etoile e Some Girls. Voltaria a destacar-se em The Rocketeer, já em 1991. Era já vista como uma das mais promissoras actrizes da sua geração.

No inicio dos anos 90 os seus maiores papeis surgiram em Carreer Oportunities, The Hearth of Justice e Mullolhand Falls. Só em 1997 voltaria a destacar-se junto do grande público no sucesso de Alex Proyas, Dark City, o filme que foi visto como a grande inspiração por detrás do universo Matrix. O filme abriu-lhe as portas a outro tipo de papeis e assim em Wakening the Dead, mas principalmente no espantoso Requiem for a Dream, a jovem Connelly provou ser uma actriz feita para todos os tipos de papeis. Daí a ser convidada por Ron Howard para A Beautiful Mind foi um pequeno passo. E daí a vencer o óscar de melhor actriz secundária também. Era a sua confirmação, mas também a confirmação das wondergirls dos anos 80 em Hollywood.

A partir daí o seu nome tornou-se unanime na praça. Entretanto já tinha casado com o actor Paul Bettany, com quem contracena também no filme de Howard, e durante um ano abandonou o cinema para dar á luz o seu primeiro filho.
Após o óscar entrou em Hulk e principalmente em House of Sand and Fog, o seu primeiro grande desempenho como actriz principal. E também a sua confirmação absoluta. Agora prepara-se para estrear Dark Water e Bridshead Rivisted. E os amantes do cinema ficam expectantes em ver cada vez mais a sua aura a brilhar na tela.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:55 PM | Comentários (1)
março 16, 2005
Sedutoras de Inverno : Eva Mendes - A bomba latina
De total desconhecida a icone da comunidade latina foi um pequeno salto para Eva Mendes. Dona de um corpo escultural e uma capacidade tremenda para dar uma sensualidade muito feminina aos seus papeis, ela é hoje uma das actrizes mais faladas em Hollywood...

Nascida a 5 de Março de 1974 no estado do Texas, e tem origem cubana. Desde os dois anos que dividiu a sua vida entre Miami e Los Angeles nas comunidades cubanas da cidade, ficando assim bastante ligada ás suas raizes.
Nunca estudo para ser actriz apesar de ser uma das suas paixões desde pequena. A verdade é que esteve perto de se formar em marketing mas acabou por desistir do curso para seguir a sua paixão de criança. Foi com 23 anos que finalmente se estreou após diversas tentativas. A Night at the Roxbury era o titulo do filme. Seria o primeiro de 13 titulos até agora em que participou. No ano seguinte teria uma participação num filme de pouquissima projecção, My Brother is a Pig, e no ano seguinte entraria em dois filmes também eles com pouco destaque.

O salto chegaria através de um pequeno papel mas extremamente sensual. Em Training Day viveu a amante de Alonzo Harris, o agente interpretado magistralmente por Denzel Washington, e saltou para as primeiras páginas. Não pela performance sub-entenda-se mas pelo seu corpo a transbordar sexualidade. A partir daí a actriz teria muito mais facilidade em conseguir papeis. Claro que eram papeis mais pensados para o seu corpo do que para o seu talento, mas Eva Mendes sempre tentou contornar essa situação. A primeira tentativa de entrar em estilo num filme de grande sucesso chegou com Two Fast Two Furious. E foi uma aposta que resultou bem confirmando o estatuto de sex-bom que a actriz tinha vindo a granjear em Hollywood. No ano seguinte em Once Upon a Time in Mexico repetiu a fórmula também com excelentes resultados.

Ainda em 2003 voltaria a contracenar com Denzel Washington no divertido Out of Time, e nesse ano seria uma das beldades de Stuck on You. A comunidade hispânica tinha assim a sua diva no cinema. Já este ano Eva Mendes esteve em destaque no filme Hitch tendo acabado de estrear um outro titulo, The Wendell Baker Story. E apesar de continuar muito presa aos seus papeis, já se nota uma ligeira evolução no cariz das suas personagens. Resta saber se o tempo confirmará essa tendência ou se Eva Mendes será sempre vista como a bomba sexual latina em Hollywood.
Próxima Sedutora de Inverno - Jennifer Connely
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:56 AM | Comentários (2)
março 15, 2005
Sedutoras de Inverno : Emmanuelle Beárt - La belle française
Cotada como uma das mulheres mais sedutoras do mundo, esta actriz francesa tem tido uma carreira notável com direito a passagens fugazes por Hollywood. Um nome que ajuda a mostrar o porquê da França ser visto como um dos países mais cativantes do mundo...

Com uma beleza de traços tipicamente europeus, ela pertence a uma geração de enormes talentos do cinema francês. Nasceu a 14 de Agosto de 1965 em Saint Tropez, um dos paraisos balneares do Mediterrâneo. Filha de um dos maiores nomes da música francesa de então, Guy Béart, a jovem Emmanuelle cresceu numa quinta da Provence, longe do glamour que o pai vivia em Paris. Desde jovem que tinha decidido ser actriz e viveu 3 anos em Montreal para estudar inglês. Foi nessa altura que esteve perto de se estrear no cinema, num filme do realizador Robert Altman que acabou por nunca ser feito. De regresso a Paris inscreveu-se em escolas de representação para se preparar para os desafios seguintes. A sua estreia aconteceria na televisão, na serie Raison Perdue em 1984. Tinha 19 anos.

No ano seguinte estreou-se no cinema pela mão do fotógrafo David Hamilton no filme erótico Premiers Desirs. No ano seguinte entraria em L´Amour en Douce, e seria aí que conheceria aquele que viria a ser o seu marido, o actor Daniel Auteil. A fama chegou em 1986 no filme Manon de Sources onde dançava nua nos campos francesas. O seu corpo atractivo e ar sedutor tornaram-na numa das actrizes mais populares da sua geração. A vitória nos Cesares confirmaram que ali estava uma estrela em ascensão.

Em 1987 chegava a vez de Hollywood conhecer Beart. O filme seria Date With an Angel. Não foi o sucesso esperado e foi preciso passarem 9 anos para a actriz voltar a fazer um filme americano.
Entretanto o cinema francês idolatrava-a. Ao lado de nomes como Isabelle Adjani ou Sophie Marceau, ela era o icone da juventude gaulesa e um dos nomes mais reverenciados pela critica. Filmes como Les Enfants du Desórdre, La Belle Noiseuse, Rupture e Une Femme Française ajudaram a confirmar o seu estatuto. E em 1996 o regresso a Hollywood para fazer Mission Impossible com Tom Cruise. Um papel muitissimo bem interpretado e cheio de sensualidade que lhe valeu aplausos de ambos os lados do continente. Entretanto Beart tinha-se separado de Auteill e voltava ao cinema francês onde conseguiria novas performances de sucesso como em La Buche.

O final dos anos 90 voltaram a trazer Beárt em grande forma. Já instalada na casa dos 30, os seus papeis em 8 Femmes, Lés Egares e Natalhie confirmaram todo o seu talento mas também toda a sua sensualidade. Eleita por diversas vezes como uma das mais desejadas mulheres do mundo, Beart tem vários projectos nas mãos e tudo indica que durante os próximos anos continuará a mostrar todo o seu talento aos amantes do cinema. Ela que é um dos icones de beleza do continente europeu, resistindo á competição das jovens lobas que vão surgindo em cena. Uma verdadeira madame française!
Próxima Sedutora de Inverno - Eva Mendes
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:24 PM | Comentários (4)
março 14, 2005
Sedutoras de Inverno : Elizabeth Hurley - Nunca o Inferno foi tão interessante
Celebre pela sua beleza, pelo seu badalado casamento mas também pelo seu talento, a carreira de Liz Hurley tem sido marcada de altos e baixos. De icone sexual da década de noventa ao esquecimento foi um passo. Haverá reviravolta para o futuro?

Nascida a 10 de Julho de 1965 em Basingstoke, uma localidade em Inglaterra, Elizabeth Hurley é mais um caso de uma jovem que desde sempre sonhou em ser actriz. Aos 12 anos ainda tentou seguir uma carreira no ballet mas desistiu. A representação era a sua verdadeira vocação. Depois da sua formação ter sido feita nessa área, no final dos anos 80 dedicou-se ao teatro. A sua estreia no cinema seria feita em 1987 ao lado de Hugh Grant em Aria. Curiosamente, anos mais tarde, Hurley e Grant dariam o nó formando um dos mais emblemáticos casais do cinema britânico da década. Um casamento que acabou da forma mais surreal possivel quando Grant foi preso em Los Angeles no seu carro, com uma prostituta.
Mas nessa altura nada disso passava pela cabeça de Liz Hurley que se preparava para saltar para o seu segundo papel no mesmo ano em Rowing in the Wind. Depois de alguns papeis em series britânicas e em filmes europeus, Hurley faria a sua estreia no cinema de Hollywood em 1992. O filme era Passanger 57 e tinha Wesley Snipes como cabeça de cartaz. Hurley impressionou pela sua beleza e rapidamente passou a cabeça de cartaz do departamento de publicidade de Estée Lauder. A sua carreira estava lançada.

Em Hollywood a sua carreira começou a crescer. Papeis em filmes como Beyond Bedlam, Mad Dogs and Englishmen e Dangerous Ground tornaram-na uma actriz relativamente conhecida no meio. Mas mesmo assim seria a sua performance sensual em Austin Powers : International Man of Mistery que a tornou verdadeiramente um icone sexual da sua geração. Nessa altura, estavamos em 1997, e Hurley dividia-se entre o cinema e as passerelles onde espalhava a sua beleza. A fórmula de actriz bela e sensual foi repetida nos seus papeis seguintes em EdTv e especialmente em Bedazzled, filme onde encarnou o diabo mais apetecivel da história do cinema. Por essa altura já tinha voltado a Austin Powers e já se consumara o divórcio com Grant.

Infelizmente desde esse filme que a sua carreira desapareceu por completo. Os papeis interessantes não chegavam e Hurley foi-se tornando num fantasma do que tinha sido alguns anos atrás. Serving Sara foi o seu último filme com algum êxito e The Method, o seu último trabalho, foi vaiado pela critica e acabou por se revelar um fracasso de bilheteira.
Com actrizes mais novas a ocupar o lugar de jovens sedutoras, resta a Liz Hurley, agora com 40 anos, procurar voltar ao seu melhor tentando outro tipo de papeis. Resta saber se o conseguirá!
Próxima Sedutora de Inverno - Emmanuelle Beart
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:02 PM | Comentários (8)
março 13, 2005
Sedutoras de Inverno : Denise Richards - Sexy é dizer pouco...
Uma das mais sedutoras e desejadas actrizes da sua geração, a sua passagem por filmes de acção tem marcado a sua carreira de forma muito positiva. Resta saber se algum dia se aventurará em águas mais profundas.

Denise Lee Richards nasceu a 17 de Fevereiro de 1972 em Downers Grove, no estado do Illinois.
Desde pequena que se preparou para ser actriz. Estudou artes dramáticas em Nova Iorque. O seu primeiro papel chegou, mas sim na televisão na serie Life Goes On. Depois apareceu num conjunto de series de grande sucesso como Melrose Place, Married with Children e Seindfeld como convidada especial. A estreia no cinema chegou em 1993 no filme National Lampoon's Loaded Weapon 1. Depois haveria ainda um conjunto de papeis em filmes de acção de pequeno orçamento. A sua carreira daria um salto apenas em 1997 no filme Starship Troopers. Ao lado de Casper van Dien, a bela Richards ajudou a transformar este filme de ficção cientifica num verdadeiro filme de culto que chegou mesmo a ter direito a sequela. Era o seu primeiro papel de destaque.

O seu papel mais popular chegaria no ano seguinte no filme Wild Thing. Ao lado da actriz Neve Campbell, a jovem actriz brilhou num thriller erótico em que surpreendeu tudo e todos por ter cenas de sexo lésbico com Campbell. Algo que depois lhe pediriam para repetir com insistência, e que chegou a fazer de uma forma mais soft na serie televisiva Spin City.
Em 1999 seria bond-girl em The World is Not Enough. Apesar de ter sido eleita a 3º mais sexy bond girl de sempre, com razões para isso, acabou por vencer o Razzie para pior actriz secundária do ano, o que abalou um pouco a sua emergente carreira.

Por essa altura já tinha casado com o actor Charlie Sheen e estava a dedicar-se mais a series televisivas. Mesmo assim ainda entrou ao lado de Kirsten Dunst em Drop Dead Gorgeus, fazendo Valentine no ano seguinte.
Nos últimos anos o seu nome tem vindo a desaparecer lentamente do hall of fame. Apesar de um pequeno papel em Love Actually e outro em Scary Movie 3, não houve qualquer filme de registo nos últimos quatro anos. Algo que a actriz espera inverter nos próximos anos, agora que se separou de Charlie Sheen apostando tudo por tudo em revitalizar a sua carreira. Ainda muito nova, haverá certamente muitas hipóteses de Richards brilhar ao mais alto nivel.
Próxima Sedutora de Inverno - Elizabeth Hurley
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:58 AM | Comentários (1)
março 12, 2005
Sedutora de Inverno : Daryl Hannah - A atribulada vida de uma sereia...
Teve uma carreira de grande sucesso nos anos 80 mas acabou por ficar quinze anos desaparecida. Já foi eleita a mulher mais bonita do mundo e esteve em alguns dos maiores sucessos da década de oitenta. Mas se não fosse por Tarantino, talvez ainda estivesse no esquecimento...

Daryl Christine Hannah nasceu a 3 de Dezembro de 1960 em Chicago. Quando era muito jovem foi-lhe diagonesticada uma doença muito semelhante ao autismo, mas felizmente a doença não se desenvolveu. Na escola era a estrela da equipa de futebol e mais tarde teve romances como a estrela rock Jackson Browne e com John Kennedy Jnr. Mas a sua grande paixão foi sempre a representação.
Estreou-se com 18 anos no cinema no filme The Fury mas foi em 1981 que deu nas vistas em Hard Country. O seu grande papel chegaria no ano seguinte no épico futurista de Ridley Scott, Blade Runner, onde encarnou um androide de forma espantosa. Hollywood estava rendida ao seu talento e em 1984 novo sucesso de bilheteira com Splash, filme onde viveu a mais sedutora sereia da história do cinema.
Os anos 80 foram realmente a sua era dourada. Os seus desempenhos em Roxanne, Wall Street e Steel Magnolias confirmaram-na como uma das melhores actrizes da sua geração. A sua beleza e o seu talento eram uma combinação fatal.

Curiosamente, de um momento para o outro, a sua carreira pareceu estatelar-se no chão. Os grandes papeis não apareciam e Hannah dividia-se em comédias como Grumpy Old Men e pequenos papeis em filmes dramáticos como Memories of the Invisible Men.
Uma carreira que vivia agora mais da sua beleza - ela que foi uma das mais bem sucedidas playmates da década - do que dos seus talentos como actriz.
Acabaria por ser Quentin Tarantino - mestre em revitalizadores de carreiras - a recuperá-la para o cinema em Kill Bill v2, papel pelo qual iria conquistar a critica acabando mesmo por vencer o Lumiere para Melhor Actriz Secundária.
Resta saber se este filme irá trazer, na ternura dos 40, o melhor de Hannah que foi sucessivamente desaproveitado durante os últimos quinze anos.
Próxima Sedutora de Inverno - Denise Richards
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:45 PM | Comentários (1)
março 11, 2005
Sedutoras de Inverno : Catherine Zeta-Jones - De Gales com amor...
Começou como actriz de telenovelas e quis ser cantora. Acabou por tornar-se numa estrela de cinema. Conhecida mundialmente pelo seu talento, pela sua beleza e pelo milionário casamento, ela é hoje uma das bandeiras do Pais de Gales.

Nasceu em 1969, a 25 de Setembro na cidade portuária de Swansea em Gales. Filha de operários, foi na moda e na música que primeiro se destacou. Chegou a ter um single no programa Top of the Pops e fez várias passagens de modelos antes de embarcar na sua primeira aparição no cinema. O papel não podia ser mais sujestivo. Foi o de Sherezade, pelo qual deu logo a notar os seus atributos fisicos, literalmente expostos, mas também algum talento. A seguir a este filme cujo nome fica para a história como Les Mille et Une Nuits, chegou a sua estreia na televisão. A serie era The Darling Buds of May e fez dela uma cara conhecida no Reino Unido. Em 1993 entraria em The Adventures of Young Indiana Jones, antes de fazer de entrar em Cristopher Colombus: The Discovery.
Até meados dos anos noventa os seus papeis seriam maioritariamente secundários e nenhum ligado a grandes produções. O salto aconteceu já em 1998 no aplaudido filme The Mask of Zorro.

Ao contracenar com Antonio Banderas e Antonhy Hopkins, a bela Zeta-Jones pode pela primeira vez mostrar todo o seu valor. E foi de tal forma convincente que no ano seguinte estava ao lado de outro peso pesado, Sean Connery, no thriller The Entrapment. A vida corria-lhe bem. Seguir-se-iam alguns papeis menores, incluindo uma aparição em High Fidelity e um poderoso desempenho em Traffic, ambos filmes de 2000. Por essa altura era o casamento milionário com Michael Douglas que atirava Catherine para as capas dos jornais e revistas. Depois de ter o seu primeiro filho, foi a vez de voltar ao ataque. O seu sonho era voltar a cantar e a dançar como no inicio da sua carreira. E como em Hollywood os sonhos tendem a tornar-se realidade houve magia.

O filme era Chicago, a música All That Jazz. O resultado final foi um sucesso junto do público, o aplauso da critica pelo seu talento multi-facetado, e o óscar da Academia de Hollywood. Quem diria que em tão pouco tempo a actriz galesa iria impor-se de forma tão concludente.
Na ressaca pós-óscar houve alguns desempenhos secundários interessantes, mas nenhum dele ao nivel dos anteriores. Dois deles, Intorable Cruelty e Ocean´s Twelve, foram ao lado de George Clooney. Um outro, The Terminal, foi acompanhado por Tom Hanks.
Afirmando-se definitivamente como uma das grandes, os próximos anos estão preenchidos ao máximo. Este ano há a estreia da sequela de The Mask of Zorro, o filme que a catapultou para a glória. Para 2006 está já em andamento a sua primeira produção, Coming Out. E outros projectos são aguardados. Afinal, a bela galesa é hoje uma das actrizes mais requisitadas do meio.
Próxima Sedutora de Inverno - Daryl Hannah
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:28 PM | Comentários (1)
março 10, 2005
Sedutoras de Inverno : Cate Blanchett - Do outro lado do globo...
É uma das mais talentosas actrizes da sua geração. Venceu este ano o seu primeiro óscar que poderia ter sido já o segundo o que diz muito do seu talento como actriz. Muitos não têm pejo em afirmar que ela é a grande actriz do futuro.

Nascida a 14 de Maio de 1969 em Melbourne na longinqua Austrália, Cate Blanchett é um dos grandes valores que têm chegado do outro lado do mundo directamente para o grande ecrãn. Há dez anos que brilha intensamente diante dos inumeros fãs que foi coleccionando com o passar dos anos e agora, com trinta e cinco anos, dela espera-se sempre o melhor.
Foi em 1992 que Blanchett acabou o seu curso em Artes Dramáticas. Desde pequena que tinha sonhado em ser actriz e agora tinha um diploma a comprovar que esse sonho estava a caminho de se tornar realidade. Mas antes do cinema veio o teatro e logo no seu primeiro ano brilhou de tal forma que ganhou o prémio de revelação do ano do teatro australiano. E nesse mesmo anoseria eleita a melhor actriz, o que acontecia pela primeira vez na história do teatro australiano. Foi nesse ano também que se estreou numa serie televisiva, Heartland, pelo qual a critica também se apaixonou. Até 1997 dividir-se-ia entre series australianas e norte-americanas. Mas nesse ano chegou o cinema. O seu filme de estreia, Paradise Road não foi um grande sucesso mas o seu nome ficou. Aliás nesse ano o seu desempenho em Oscar and Lucinda foi tido como um dos melhores e mais sub-valorizados.

Mas o seu melhor desempenho até hoje chegou em 1998. Cate Blanchett foi Elizabeth, numa performance absolutamente notável que quase lhe valeu o primeiro óscar. O que seria inteiramente justo porque foi sem dúvida nenhuma a grande actriz do ano. As diversas vitórias nas associações de criticos e na categoria de Globo de Ouro Drama assim o provavam.
O ano seguinte foi extremamente prolifero, com cinco diferentes performances incluindo uma de destaque no filme The Talented Mr. Ripley. O primeiro ano do novo milénio não foi tão bem sucedido em termos profissionais, mas o nascimento do seu primeiro filho deu-lhe novo animo. E em 2001 houve não só The Shipping News e Charlotte Grey mas principalmente Lord of the Rings, a trilogia que transformou Blanchett no elfo Galadriel. Assim seria nos dois anos seguintes, tendo dado a Blanchett a oportunidade de participar na maior saga da história do cinema.

Em 2003 o ano foi positivo em termos de desempenhos com Veronica Guerin e The Missing a ser êxitos da critica, havendo mesmo quem tivesse colocado a hipótese de uma segunda nomeação ao óscar. O que não aconteceu senão este ano com o seu desempenho como Katherine Hepburn em The Aviator. Aplaudida pela critica, Blanchett venceu a grande parte dos prémios da critica, e acabou mesmo por ver o seu ano coroado por uma doce vitória nos óscares, a única importante do filme de Scorsese. Isto num ano onde houve também o seu desempenho em The Life Aquatic of Steve Zissou, filme ainda por estrear em Portugal.
Para 2005 esá prevista a sua presença em Little Fish, e no ano seguinte fala-se de uma eventual continuação de Elizabeth de seu nome Golden Age. A prova de que a carreira de Blanchett, que já foi coroada a ouro, ainda está a começar. Venha o futuro!
Próxima Sedutora de Inverno - Chaterine Zeta-Jones
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:00 PM | Comentários (4)
março 09, 2005
Sedutoras de Inverno : Cameron Diaz - The "Blondshell"
Quando deu os seus primeiros passos num filme deixou Jim Carrey de lingua para fora. Mas apostamos que não foi só o actor de Mask. A partir desse momento foi sempre a subir para a jovem Cameron Diaz. Resta saber como se vai resolver a incógnita que é o seu futuro...

Se houvesse alguma actriz para definir o que é o melting pot norte-americano, ela seria a escolha certa. Mistura de sangue alemão, irlandês, cubano e americano, Diaz é a prova viva de que a mistura tem os seus resultados positivos.
Nascida a 30 de Agosto de 1972 em San Diego, a sua carreira começou nas passerelles - como muitas actrizes de hoje - mas acabou por se afirmar no cinema no final dos anos 90.
Aos 16 anos saiu de casa e viveu em locais remotos que vão do Japão a Marrocos. Quando voltou, aos 21 anos, decidiu ser actriz. Os dias de modelo já tinham passado. A sua figura esbelta de loira com olhos azuis convenceu os produtores do filme The Mask que a contrataram para viver a partneire de Jim Carrey. O filme foi um sucesso retumbante e Diaz saltou de imediato para as capas de revista um pouco por todos os Estados Unidos.
Nos anos seguintes apareceria em algumas divertidas comédias como The Last Supper, Feeling Minessota e Key´s To Tulsa, antes de se defrontar com Julia Roberts no grande sucesso My Best Friends Weeding.

Sempre tentando mostrar a sua versatilidade - fez casting para filmes como Mortal Kombat e Wakening the Dead - foi nas comédias que a actriz teve maior sucesso. Em 1998 conseguiu o seu maior êxito na divertida comédia dos irmãos Farrely, Theres Something About Marry. Por esse papel tornou-se uma estrela mundial e lutou até ao fim pelo óscar, que viria a perder para Gwyneth Paltrow. A partir daí a sua carreira ficou definitivamente lançada. No ano seguinte entrou no primeiro filme escrito por Charlie Kauffman, Being John Malkovich e ainda no último sucesso de Oliver Stone, Any Given Sunday. A sua carreira estava a passar pelo ponto mais alto quando decidiu aceitar o convite de Drew Barrymore para entrar em Charlies Angels. Depois disso houve ainda tempo para ser a voz de Fiona no primeiro Shrek e de entrar na adaptação de Abre los Ojos ao lado de Penelope Cruz e Tom Cruise, no filme Vanilla Sky.

Estavamos em 2002 quando atingiu o seu ponto mais alto como actriz dramática. Foi no flop de Martin Scorsese Gang´s of New York. A partir daí tudo seria diferente. Os estúdios não gostaram da forma como deu vida à anti-heroina de Gangs e voltaram a enviar-lhe papeis de comédia, como os que lhe tinham moldado a carreira nos anos 90. Diaz passou a ser mais selectiva, deixando de fazer três a quatro filmes por ano. Tornou-se na segunda actriz mais bem paga do mundo quando fez Charlies Angels II - The Full Throttle, e voltou a Shrek mais uma vez. Para este ano há grande expectativa para ver como se safa nas mãos de Curtis Hanson em In Her Shoes e para o futuro estão já agendados mais dois Shrek´s e ainda WASP, um filme que tmbém produz.
Próxima Sedutora de Inverno - Cate Blanchett
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:41 PM | Comentários (3)
março 08, 2005
Sedutoras de Inverno : Bridget Moynahan - Um toque especial...
Começou nas passerelles mas já encanta milhões com as suas performances seguras e sensuais. Uma actriz com um futuro incrivel, pelo menos a avaliar pelo que podemos ver até agora.

Nascida a 21 de Setembro de 1979 na pequena localidade de Binghonton no estado de Nova Iorque, a sua formação nunca foi a de actriz. Pelo contrário. Começou por ser modelo profissional e durante a década de 90 fez diversos trabalhos para alguns dos estilistas mais reputados do meio. Só quando chegou o novo milénio é que apareceu o cinema na vida da jovem Bridget.
Row Your Boat, filme de promoção para Jon Bon Jovi, foi o seu primeiro passo no cinenam com um papel secundarissimo. Nesse aliás a actriz fez cinco filmes. Houve ainda tempo para papeis em Trifting With Fade, In the Weeds e Whiped. E no final do ano estreou Coyote Ugly que catapultou-a para a ribalta.

Coyote Ugly foi um dos grandes sucessos do ano e aproveitou para lançar uma serie de jovens e belas actrizes. Bridget foi uma delas. O seu papel de Rachel ajudou-a a ser considerada uma das 100 actrizes mais sexys do mundo.
No ano seguinte houve mais dois filmes que foram um sucesso de bilheteira e que ajudaram a fazer a sua carreira levantar voo. Primeiro foi Serependity com John Cusack e Kate Beckinsale. E depois foi o seu pequeno papel em Sum of All Fears com Ben Affleck.

Com The Recruit e I, Robot, ficou provado o seu talento em representar e seduzir, tanto os colegas de cena como o grande público. O seu nome começou a ser cada vez mais falado junto dos estúdios e não é novidade para ninguém que ela é hoje um dos nomes mais pensados para uma serie de papeis. O único que está confirmado é o de Lord of War, onde vai estar lado a lado com Nicholas Cage e Ethan Hawke.
Próxima Sedutora de Inverno - Cameron Diaz
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:55 PM
março 07, 2005
Sedutoras de Inverno : Alyson Hannigan - Entre vampiros e tartes
Para uns, ela será sempre Willow, a fiel ajudante de Buffy na serie de culto para muitos jovens. Para outros ela é a eterna Michelle, sempre atrevida e com uma boa história para contar como acontecia invariavelmente em American Pie. Resta saber se o futuro será tão positivo para a jovem actriz como se espera que venha a ser...

Apesar de já contar com trinta e um anos de idade, Hannigan tem apenas sete filmes no seu curriculo. Parece pouco mas a verdade é que hoje são poucos os mais atentos cinéfilos que não a conhecem.
Nascida a 24 de Março de 1974 na capital dos Estados Unidos, Washington D.C., foi em Atlanta que cresceu, resultado do precoce divórcio dos seus pais. Foi na capital da Geórgia que começou a sua carreira no mundo do espectáculo com apenas 4 anos, a fazer spots publicitários para marcas tão distintas como a Oreos ou a Coca Cola.
Foi preciso esperar até 1988 para entrar a sério na arte de representação. Primeiro como convidada em algumas séries, caso da popular Rosanne, e depois como uma das personagens em Free Spirit, uma serie sobre jovens bruxas. Antes disso tinha tido pequenos papeis em dois filmes de baixissimo orçamento, Impure Thoughts e My Stepmother is an Alien. Este último acabou por se tornar num dos grandes sucessos do ano, ajudando o nome de Hannigan a entrar pela primeira vez nos ouvidos do público, e mais importante, dos responsáveis pelos estúdios.

Em 1991 fez o seu primeiro telefilme, Switch at Birth, e só quatro anos depois - após ter terminado os estudos secundários - voltou a representar, curiosamente num outro telefilme de nome The Stranger Besides Me. No ano seguinte fez dois novos filmes. A Case for Life no cinema e um telefilme sobre abusos sexuais de nome For My Daughter Honour. Até esse momento a sua carreira era igual à de muitos jovens. Mas foi então, já estavamos em 1997, que chegou o convite para integrar o jovem elenco da serie televisiva Buffy the Vampire Slayer. O seu papel de ajudante rapidamente ganhou destaque e a sua popularidade cresceu, primeiros entre os seguidores da serie e depois junto do público mais jovem em geral. Era o primeiro passo para a fama.

Enquanto fazia Buffy, a jovem Alyson Hannigan teve ainda tempo para fazer dois filmes. Nenhum deles - tanto Dead Men on Campus como Star Wayley Wagner - teve sucesso mas isso não beliscou a sua carreira. Isto porque em 1999 fez-se de novo magia. Depois de vários castings para o papel, Alyson Hannigan conseguiu convencer os produtores de American Pie a deixarem-na viver a divertida e sexualmente precoce Michelle, hoje famosa entre os jovens pela frase "one time on band camp". O filme foi o sucesso que se conhece e Hannigan capitalizou-o ao máximo. De personagem secundaria no primeiro filme, foi ganhando destaque no segundo episódio, acabando por "casar" no terceiro. Era ela a rainha da serie, e o seu nome estava já escrito a letras douradas. Depois do sucesso de Buffy, este triplo box-office hit provou que havia ali qualquer coisa pronta a ser explorada. Por isso agora Hannigan espera, por outros papeis, pelo bilhete que a leve até bem alto.
Próxima Sedutora de Inverno - Bridgitte Moynahan
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:55 PM | Comentários (1)
março 05, 2005
Sedutoras de Inverno arranca segunda
Depois das bem sucedidas rúbricas biográficas do Verão e do Outono, chegou a altura de apresentar-mos as sedutoras de inverno, um espaço diário para os próximos 30 dias com as biografias de algumas das mais talentosas e belas actrizes dos nossos dias. O espaço arranca na segunda-feira e terminará a oito de Abril. Aqui fica a lista das actrizes biografadas.
Alisson Hannigan
Bridgitte Moynahan
Cameron Diaz
Cate Blanchett
Chaterine Zeta-Jones
Daryl Hannah
Denise Richards
Elizabeth Hurley
Emmanuelle Beart
Eva Mendes
Jennifer Connely
Jennifer Garner
Jodie Foster
Julia Roberts
Julliane Moore
Kate Beckinsale
Liv Tyler
Lucy Liu
Milla Jovovich
Minnie Driver
Monica Belluci
Naomi Watts
Natasha Henstridge
Nicole Kidman
Rebeca Romjin-Stamos
Rachel Weizs
Salma Hayek
Sharon Stone
Sophie Marceau
Uma Thurman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:03 PM
dezembro 07, 2004
Charme de Outono termina
Acabou hoje a rúbrica de biografias Charme de Outono. Durante um mês o Hollywood disponibilizou as biografias de trinta dos mais conceituados actores da nossa praça, um ciclo que hoje chega ao fim. A administração espera que o público tenha apreciado esta rúbrica, que segue o modelo iniciado com Brasas de Verão e que terá continuação no próximo mês de Março com a rúbrica Sedução de Inverno, essa dedicada a algumas das actrizes de eleição dos nossos dias. Para recuperar estas trinta vidas fica de seguida o link para cada uma das biografias publicadas.

Al Pacino
Andy Garcia
Anthony Hopkins
António Banderas
Brad Pitt
Denzel Washington
Dustin Hoffman
Gary Oldman
George Clooney
Jack Nicholson
Jeff Bridges
Johhny Depp
Kevin Costner
Kevin Spacey
Liam Neeson
Michael Douglas
Morgan Freeman
Nicholas Cage
Paul Newman
Pierce Brosnan
Ralph Fiennes
Richard Gere
Robert Redford
Russel Crowe
Sean Connery
Sean Penn
Tom Cruise
Tom Hanks
Viggo Mortensen
Vincent Perez

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:03 AM | Comentários (4)
Charme de Outono: Vincent Perez - O Principe europeu
É visto como um dos mais charmosos actores da história do cinema europeu. Encarna na perfeição o heroi romântico em filmes de época mas o seu ar excêntrico e olhar soturno granjearam-lhe uma fama de anti-heroi que poucos conseguiram capitalizar. Hoje é um dos icones do cinema em lingua francesa.

Nasceu a 10 de Junho de 1962 na neutral Suiça, mais concretamente em Lausanne, mas fez toda a sua carreira em França.
Depois de uma infância tradicional, filho de pai espanhol e mãe alemã, o jovem Vincent rumou aos teatros franceses, depois de estudar em Lausanne e no Conservatório de Paris, para aperfeiçoar a sua arte de representação. Fez Shakespeare, Tchekov e Moliere antes de tentar a sua sorte no cinema. O seu ar profundamente sexualizado, e as performances quase a roçar o erotismo, tornaram-no num actor de eleição para filmes romanticos.
A sua estreia surgiu apenas em 1985, mas o seu primeiro grande papel seria interpretado ao lado de Jacqueline Bisset em La Maison de Jade. Depois foi também parceiro de Catherine Deneuve em Indochine. Antes disso, no entanto, já tinha saltado para a fama com o seu papel de Christian em Cyrano de Bergerac. O filme foi um êxito retumbante e Vincent Perez foi com a maré, tornando-se num icone da beleza masculina em francesa.

Em 1992 estreou-se como realizador em L´Echange, o primeiro de cinco filmes que dirigiria, sem grande sucesso no entanto.
A sua suprema consagração como actor de excelência chegaria em 1994 no filme de Patrice Cherou, La Reine Margot. Com 32 anos estava no máximo de toda a sua força e mostrou-o ao lado da sensual Isabelle Adjani neste realista retrato da França do conturbado século XVI. Um papel que despertou a cobiça dos americanos que dois anos depois o escolheriam para suceder ao malogrado Brandon Lee em The Crow: City of Angels. O filme foi um fracasso e a partir daí as portas da América fecharam-se a Perez. Só voltaria a fazer três filmes em Hollywood, e nenhum deles foi um sucesso.
Em 1997 voltou a destacar-se como heroi romanesco em Le Bossu onde deu vida a Nevers, uma das mais sensuais personagens do cinema francês. Este seria o seu periodo mais prolifero. Faria filmes como Ceux qui m'aiment prendront le train, The Treat, Talk of Angels, Le Temp Retrouvé e Le Libertin, onde viveu o aclamado Diderot. Em 2000 tentou convencer o público americano com o seu forte desempenho em I Dreamed of Africa mas o filme foi novo fracasso de bilheteira.

Desde aí que Perez se tem conformado a ser uma estrela europeia. Bride of the Wind, Le Pharmancian de Garde, Fanfan la Tulipe e Je reste! são apenas exemplos de filmes de sucesso em França que ajudaram Perez a manter a sua aura.
Para muitos o jovem actor passou ao lado de uma grande carreira em solo norte-americano. Para outros eles é o puro heroi europeu que não tem hipóteses de vingar noutros palcos devido as suas próprias especificidades culturais. Para os amantes do cinema ele é um dos mais influentes actores europeus do nosso tempo.
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:27 AM
dezembro 06, 2004
Charme de Outono: Viggo Mortensen - Sob o signo do Rei
Considera-se mais um artista do que um actor. É um nome de culto na cena underground nova-iorquina pelos seus trabalhos manuais. Hoje é tambem venerado um pouco por todo mundo graças ao seu soberbo desempenho na mitica trilogia Lord of the Rings. Mais um caso de um papel que faz um actor?

Existe a possibilidade de ser o novo Mark Hammil. Mas não parece muito preocupado com essa possibilidade. Para ele o cinema apenas mais uma das muitas coisas que gosta de fazer.
Viggo Mortensen nasceu a 20 de Outubro de 1958 no coração de Nova Iorque, em plena Manhattan.
De ascendencia dinamarquesa, Viggo viajou muito quando era jovem, especialmente pelo norte da Europa e a América latina. Começou a estudar representação quando voltou aos Estados Unidos, e depois de ter sido aplaudido em diversas peças de teatro e filmes locais, decidiu tentar a sua sorte em Los Angeles. Começaria aí, em 1984, uma carreira com mais de trinta filmes, muitos deles aplaudidos pela critica.
Foi em Witness, o aclamado filme de Peter Weir, que Viggo se estreou. Nessa altura já era um poeta aclamado e um homem do mundo.

Depois de anos a fazer pequenos papeis, surgiu em destaque no filme The Indian Runner. Seguiram-se outros papeis aclamados pela critica como Ruby Cairo, Carlito´s Way, Crimson Tyde e Portrait of a Lady. Estreou-se em filmes de acção ao lado de Demi Moore em G.I Jane e no mesmo ano fez dois remakes de Hitchock: Psycho e A Perfect Murder.
Foi então que a sua carreira deu uma volta de 180º graus. A principio estava pouco seduzido pelo papel de Aragorn na adaptação de Lord of the Rings para o cinema. O filho persuadiu-o a aceitar e foi assim que o actor embarcou para a Nova Zelandia onde durante tres anos protagonizou um dos maiores herois do univero de JRR Tolkien. O resto já todos sabem. Fama, reconhecimento e um lugar no coração de muitos cinéfilos.
Em 2003 faria Hidalgo, mas os fãs continuaram a ver nele e que sempre irão ver, o Rei de Gondor.

Para além dos seus talentos cinematográficos, Viggo mostrou ter imenso talento em outras áreas. Editou três albuns de jazz, escreveu vários livros de poesia e é também um pintor e fotógrafo consagrado em Nova Iorque. Para muitos ele é muito mais do que um actor. Para o espectador comum ele será sempre Aragorn.
Próximo Charme de Outono - Vincent Perez
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:56 PM | Comentários (2)
dezembro 05, 2004
Charme de Outono: Tom Hanks - O Icone da América
Desde as suas comédias mais hilariantes aos papeis mais dramáticos, desde sempre Tom Hanks foi visto como um all-american actor. Um espelho do que os americanos querem ser. O seu humor, coragem e valores contagiaram o público norte-americano que o considera hoje como um dos maiores actores de sempre.

E justamente!
Thomas J. Hanks nasceu a 9 de Julho de 1956 em Concordy, na Califórnia. Filhos de pais que fizeram história ao fazerem aprovar no estado uma lei sobre o complicado dossier das separações fez com que o jovem Thomas tivesse de viajar de casa do pai para casa da mãe, de cidade em cidade, de familia adoptiva em familia adoptiva, sem nunca conseguir um nucleo familiar estável.
Curiosamente, ao contrário da maior parte dos actores, nas representou na escola. Aliás, era sempre rejeitado para papeis em peças escolares por falta de talento. A carreira teve inicio num pequeno teatro local que o convidou para fazer uma tour em Clevland e a partir daí o jovem encontrou o seu rumo.
A estreia no cinema só chegaria em 1980 quando já tinha 24 anos. Foi no filme He Knows Youre Alone. Curiosamente o seu primeiro sucesso chegaria apenas ao terceiro filme. Foi em Splash, onde contracenava com Daryl Hannah.

Os anos 80 marcariam Hanks como um dos grandes actores de comédia do cinema de então. Em papeis como Bachelor Party, Big (pelo qual recebeu a primeira de sete nomeações aos óscares) e The Money Pitt tornaram-no num nome consensual.
O grande salto deu-o em 1993 quando encarnou a vida de Andrew Beckett no dramático Philadelphia. Hanks foi o primeiro actor a interpretar com este destaque um homem contagiado com o virus da SIDA e comoveu meio mundo. E aproveitou e venceu a sua primeira estatueta dourada. E quando todos pensavam que a sua carreira iria voltar aos papeis que o tinha lançado, surge Forrest Gump. O filme, uma comédia-dramática em estilo de biopic, tornou-se num dos mais espectaculares do cinema norte-americano. E o seu desempenho foi avassalador de tal forma que Hanks se tornou no segundo actor (o primeiro tinha sido Spencer Tracey) a vencer dois óscares de melhor actor de forma consecutiva. Aos poucos tinha-se tornado num icone, o all-american, o sucessor natural de James Stewart.

Os papeis de homens simples que têm de encarar situações dramáticas tornaram-se imediatiamente a sua imagem de marca. Apollo 13, Saving Private Ryan, The Green Mile e Cast Away provaram que a fórmula tinha sucesso. Por todos conseguiu uma nomeação mas não voltou a vencer, mesmo que em alguns dos filmes, como no magnifico retrato de Steven Spielberg do Dia D, tenha merecido.
Entretanto alternava esse tipo de papeis com outros mais cómicos, quer na dobragem de Toy Story, quer em comédias como You´ve Got Mail e Sleepless in Seatle.
Inspirado no trabalho realizado com Spielberg, decidiu juntar-se ao seu amigo para produzir, em 2001, a aclamada serie Band of Brothers.
Os últimos anos têm sido pautados com interpretações mistas. Foi um anti-heroi em Road to Perdition, onde andou um pouco perdido, mas foi um notável detective em Catch Me If You Can. Já este ano seria a estrela de Ladykillers e de The Terminal, onde trabalhou pela terceira vez com Spielberg.
Para o futuro o nome de Hanks vai continuar a encher as salas de cinema. Temos já este natal The Polar Express e para os próximos anos há The Da Vinci Code, The Risk Pool e A Cold Case.
Próximo Charme de Outono - Viggo Mortensen
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:57 PM | Comentários (3)
dezembro 04, 2004
Charme de Outono: Tom Cruise - Show me the money
Começou por ser um dos mais promissores actores dos anos 80. Fez inumeros filmes de sucesso até ao momento em que decidiu que ganhar dinheiro era mais importante do que representar bem. As semelhanças do actual para o antigo Tom Cruise são pura coincidência!

Nascido a 3 de Julho de 1962 em Syracuse no estado de Nova Iorque e hoje é um dos homens mais poderosos da industria cinematográfica. Mas ninguém imaginaria que seria esse o futuro de Thomas Cruise Mapother IV.
Os pais eram quase nómadas e o jovem Tom nunca esteve mais do que um ano no mesmo sitio. Daí não estranhou que, com 14 anos, ingressasse num seminário franciscano. O seu sonho de então era seguir como padre. Imagine-se! Foi a paixão pela representação que começou a conquista-lo na escola que o levaram a deixar os estudos e a tentar a sua sorte no mundo do cinema. Isso com 18 anos. Foi em 1981 que se deu a sua estreia em Endless Love. Seguir-se-iam pequenos papeis em Taps, The Outsiders e Losin it. O seu primeiro papel principal chegaria com Risky Business. Os anos oitenta coroariam Cruise como o menino prodigio do cinema norte-americano. Em Top Gun, The Color of Money, Cocktail, Rain Men e Born on the Fourth of July, Cruise brilhava e mostrava que merecia ser considerado como um dos grandes valores do cinema americano.

A entrada na década de 90 continuou a marcar esse bom momento. Em 1990 salta para as pistas em Days of Thunder e conhece aquela que seria a mulher da sua vida, Nicole Kidman. Casam-se e voltariam a fazer, dois anos depois, um filme juntos, Far Away. Só sete anos depois se reuniriam no ecrãn. Nessa altura a tendendcia já se tinha invertido. Agora a estrela era Kidman e Cruise estava em queda. Mas já lá vamos.
Interview with the Vampire, The Firm, A Few God Men e, acima de tudo, Jerry Maguire, marcaram o final do periodo dourado da sua carreira. E esperava-se a devida coroação da Academia. Isso não aconteceu, e, da noite para o dia, Cruise mudou por completo. Passou a trabalhar em blockbusters cujo o unico objectivo era o cachet que recebia, deixando os papeis mais soltos, aqueles em que se ele se mostrava melhor.
Começou com Mission Impossible e passou de seguida em Eyes Wide Shut, filme que rodou com Kubrick, antes de este morrer, e marcaria o fim da sua relação com a diva Nicole Kidman.

Mission Impossible II continuou a maré de péssimos desempenhos. Viriam depois Vanila Sky, Minority Report, Last Samurai e Collateral, todos papeis demasiado fracos e longe do que se esperaria de um actor do seu nivel. Exceptuando Magnolia, Cruise tinha deixado de representar com estilo. Agora procurava desesperadamente encher os bolsos e vencer o ansiado óscar. Desconfia-se que não será desta ainda que o actor o conseguirá.
Depois dos problemas amorosos com Kidman, seguiu-se a relação polémica com Penelope Cruz e a conversão à Igreja de Cientologia. Tudo noticias que descridibilizaram ainda mais o nome do actor. Esperam os fãs que The War of the Worlds inverta uma tendência que parece condenar Tom Cruise a um futuro mais sombrio do que se esperava nos seus dias de glória.
Próximo Charme de Outono - Tom Hanks
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:53 PM | Comentários (3)
dezembro 03, 2004
Charme de Outono: Sean Penn - Contra o sistema...
É uma das vozes mais criticas de Hollywood. Aponta todos os aspectos negativos por onde passa, desde o coração da industria cinematográfica às politicas do executivo federal. Hoje é visto finalmente como um dos grandes da sua geração. Mas para lá chegar teve de lutar muito.

A 17 de Agosto de 1960 nasceu na solarenga Califórnia Sean Justin Penn, hoje conhecido como um dos três maiores actores da geração de 85, lado a lado com Tom Hanks e Denzel Washington.
Os pais estavam no mundo do espectáculo e por isso foi fácil perceber o porquê dele, e do seu jovem irmão Chris, terem sido sempre empurrados para esse mundo. O pai, Leo Penn era realizador e tinha sido um dos nomes riscados na Caça às Bruxas dos anos 50.A mãe Eileen Ryan uma actriz de estúdio. Mesmo assim só aos 21 anos é que chegou o primeiro papel para o jovem Sean. O filme foi Taps e foi o inicio da carreira deste jovem e explosivo actor. Seguiu-se um divertido papel no filme de culto Fast Times at Rigdemond High.
Em 1984 foi considerado uma das 10 maiores promessas do cinema norte-americano. Já na altura lhe detectavam as suas principais caracteristicas. Sofredor, autor de um notável controlo de timing, praticante eximio do inner acting e explosivo como poucos.

Seguiram-se notáveis performances em Racing With the Moon, The Falcon and the Snowman, At Close Range, We´re No Angels e Casualties of War. Aos poucos tinha-se tornando numa das grandes referências para os actores mais jovens da década de 80. Por essa altura era mais conhecido por ser casado com Madonna, de quem se divorciaria no final de 1989. A nova década começari a brilhar nos seus primeiros papeis de destaque. State of Grace foi um dos mais interessantes filmes do inicio da década e permitiu-lhe conhecer a sua actual mulher Robin Wright-Penn. Nesse mesmo ano, 1991, estreou-se na realização em Indian Runner. Carlito´s Way voltava a mostra a sua melhor face em 1993 e conseguiu a sua primeira nomeação ao óscar em 1995 com o seu notável papel em Dead Man Walking.
Voltaria aos seus melhores papeis dois anos depois em The Game e no final dos anos 90 mostrou-se em grande estilo em The Thin Red Line e Sweet and Lowdown, filme de Woody Allen.

No entanto os maiores momentos da sua carreira chegariam nos últimos cinco anos.
Primeiro em Before Night Falls em 2000 e no ano a seguir em I Am Sam. Um dos papeis mais comoventes dos últimos anos valeu-lhe a nomeação ao óscar. Apesar de muitos considerarem que seria um justo vencedor, acabaria derrotado. Mas o seu melhor momento estava aí. Dirigiu o fraco The Pledge mas no ano passado entrou em dois dos maiores filmes do ano. Primeiro em 21 Grams, onde é explosivo e espantoso como nunca o viram, e depois em Mystic River. Aqui conseguiu o seu melhor desempenho de sempre, o melhor do ano e um dos mais interessantes dos últimos anos. Apesar de muitos não acreditarem, a consagração chegou com o seu primeiro óscar. Um óscar emotivo para um rebelde eterno como é Sean Penn.
E quantoso muitos pensavam que ele iria voltar a papeis menos conseguidos, eis que ele apresenta um rol de intensas interpretações. Primeiro em The Assassination of Richard Nixon, já este ano, e em The Interpreter e All the King´s Men nos próximos dois anos. É caso para dizer que o melhor Penn pode mesmo ainda não ter aparecido.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:19 PM | Comentários (3)
dezembro 02, 2004
Charme de Outono: Sean Connery - Se Deus viesse à Terra, seria igual a ele...
É um mito e ninguém o pode negar. É um grande actor mas já passou para a posteridade como um dos homens mais sexy e charmosos de todos os tempos. Consegue com o seu carisma iluminar uma caverna tenebrosa. Faz o mesmo com os filmes em que entra. Deus pode não ter criado todos os homens à sua imagem e semelhança. Mas se há alguém assim, ele é sem dúvida nenhuma, Sir Sean Connery.

O seu sotaque não engana ninguém. Hoje ele é o maior mito da Escócia. Um embaixador do Império Britânico. Um exemplo a seguir por todos. Celebrizou-se como James Bond mas há muito que conseguiu criar uma identidade afastada da mitica personagem que encarnou pela primeia vez em 1962. Hoje ele é um dos maiores nomes da industria cinematográfica. E um dos actores com mais adeptos em todo o mundo. Incluindo aqui.
Nascido a 25 de Agosto de 1930 em Edinburgh, ele personifica o verdadeiro operário de classe média baixa que encontra sucesso no cinema. A sua infância foi passada entre as ruas da capital escocesa e alguns trabalhos casuais. Depois de ter perdido a virgindade com 11 anos para uma prostituta - um mito que se tornaria cada vez maior com o passar dos anos - aos 16 foi para a Marinha britânica. Quando saiu aceitou posar nu para estudantes de arte para ganhar a vida, e aos 18 anos começou a preparar o fisico para atacar o titulo de Mister Universo. Conseguiu-o em 1950. Depois passou para o cinema de forma gradual. A estreia chegaria apenas em 1954 no filme Lilac on the Spring. Durante os oito anos seguintes faria 20 filmes, dos quais MacBeth, Tarzan e Another Time, Another Place são os mais marcantes. Mas foi ao vê-lo em Darby O´Geel and the Litlee People que o produtor Joseph Brocolli se convenceu que ele era o homem certo para viver Bond, James Bond no seu primeiro filme. Ian Fleming, que tinha escrito o papel a pensar em Cary Grant, queria David Niven. Connery ficou com o papel e Dr. No foi um exito retumbante dando inicio a uma serie que já vai em 21 filmes, dos quais ele protagonizou seis dos mais emblemáticos episódios.
Em 1963 voltou a ser Bond em From Russia With Love e no ano seguinte trabalhou ao lado de Sir Alfred Hitchcock em Marnie. Voltaria nesse mesmo ano a viver 007 no seu mais emblemático filme Goldfinger. Em 1965 faria o seu 4º Bond, Thunderball. Em 1967 faria You Only Live Once, outro filme do agente secreto. Mas por essa altura, ele que estava associado eternamente à personagem, decidiu abandonar o projecto. Foi preciso uma fortuna, e o fracasso que foi o filme com George Lazenby, para o persuadir a voltar em 1971 ao papel. Com 41 anos viveu Bond oficialmente pela última vez em Diamonds Are Forever.

Entretanto Connery procurava criar uma carreira afastada da personagem que o celebrizava. Depois de Marnie fez A Fine Madness, Shalako, Zardoz, Murder on the Orient Express e The Man Who Would be King, mas os filmes não tinham exito a qualquer nivel. Surpreendentemente voltou a viver Bond, de forma não oficial, em Never Say Never Again. Estavamos em 1983 e Connery tinha já 53 anos. Mas convenceu e deixou saudades. A década de 80 viria a revelar-se o oposto dos anos 70. Já maduro e experimentado, conheceu os seus maiores sucessos nos anos seguintes. The Name of the Rose valeu-lhe a primeira nomeação ao óscar, num desempenho marcante, um dos melhores de toda a década. Óscar que chegaria no ano seguinte, mas de secundário, pelo seu retrato de policia honesto em The Untouchables. A consagração de um actor que já então era acarinhado por tudo e todos. Higlhander, Family Business, The Hunting of the Red October, The Russia House e o terceiro episódio de Indiana Jones confirmaram-se como um dos nomes mais celebres do mundo do cinema. A sua imagem de marca era uma longa barba branca e uma careca sedutora - Connery perdera todo o cabelo aos 21 e tivera de usar peruca ao viver Bond - acompanhadas de uma das vozes mais emblemáticas da história do cinema.

Começou a trocar os papeis de protagonista por papeis secundários de grande interesse, desde A Good Man in Africa a First Knight, passando por Robin Hood: Prince of Thieves, The Rock e The Avengers. Deu a voz a um dragão em Dragonheart e ensinou Catherina Zeta-Jones a roubar com classe em Entrapment. Foi ainda o professor de Rob Wallace em Finding Forrester e no ano passado entrou no falhado projecto The League of the Extraordinary Gentleman.
Recusou o papel de Gandalf na trilogia de Lord of the Rings or não querer filmar 18 meses na Nova Zelandia e doou muitos dos seus salários a instituições de caridade. É o maior patrono da Escócia apesar de em 1999 ter sido armado cavaleiro do Império. E acima de tudo é um dos maiores mitos vivos do cinema. Um daqueles mitos que ninguém conseguirá apagar.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:43 AM | Comentários (1)
dezembro 01, 2004
Charme de Outono : Russel Crowe - O Guerreiro do Outro Lado do Mundo
No inicio era um brutamontes que passeava por Hollywood. Hoje é um dos mais respeitados actores de cinema, e um dos maiores nomes da sua geração. Que transformação houve neste australiano para saltar do 8 ao 80 em tão pouco tempo?

Nascido nos antipodas do mundo ocidental, na longinqua Nova Zelândia a 7 de Abril de 1964, hoje o seu nome é incontornável na industria cinematográfica.
Apesar de ser de origem neo-zelandesa, o jovem Crowe foi muito cedo viver para a vizinha Austrália. Razão pela qual muitos hoje o apelidam de australiano em vez de neo-zelandes. Os pais trabalhavam na industria cinematográfica e por isso desde muito cedo que ele também sonhou com um lugar ao sol. Teve uma infancia normal para um jovem dos anos 70 e deu os seus primeiros passos como actor em 1988 numa serie televisiva chamada Living With the Law. Depois disso conseguiu pequenos papeis no cinema local e tornou-se numa estrela em ascensão na Austrália com o seu desempenho em Romper Stompers. Nessa altura dividia o cinema com a sua banda de musica, da qual ainda é membro, os 30 Odd Foot Of Grunts.
Em 1994 o seu nome chegaria aos Estados Unidos pelo seu desempenho em Sum of Us.

Daí até ao estrelato ainda demoraria um bocado, mas Russel já se fazia notar. Encantou Sharon Stone que o escolheu para lutar contra Gene Hackman no delicioso The Quick and the Dead. Depois do seu sucesso no filme de Stone, chegou a altura de dividir o ecrãn com Denzel Washington (com quem lutaria durante dois anos seguidos pelo óscar) em Virtuosity. Mas o seu grande papel chegaria em 1997. O filme era o notável LA Confidential de Curtis Hanson e Crowe brilhou a alto nivel ao lado de Guy Pierce e Kevin Spacey. Aclamado por muitos como o melhor filme do ano, Crowe conseguiu tornar-se num nome consensual. Apesar de haver quem o visse apenas como um bruto vindo da Austrália. Os seus papeis em Breaking Up e Mistery, Alaska, apesar de muito bons, pareciam confirmar essa versão. Até que chegou 1999 e com ele The Insider. A critica rendeu-se ao seu notável desempenho e falou-se em óscar. Conseguiu a sua primeira nomeação mas saiu derrotado pelo amigo Spacey. No entanto a estatueta estava a caminho. No ano seguinte, no épico de Ridley Scott, Gladiator, encantou tudo e todos e consagrou-se como grande actor do virar de século. E pela primeira vez foi eleito o melhor entre os melhores.

Quando muitos pensavam que Crowe poderia deixar a sua carreira ir abaixo em filmes de menor impacto, ele responde com um notável desempenho em A Beautiful Mind. O filme venceu vários óscares mas a Academia não o premiou pelo segundo ano consecutivo por achar que era exagero. Preferiu dar o óscar a Denzel Washington, o grande derrotado por Crowe no ano anterior.
Ainda assim Crowe não baixou o seu nivel. No ano passado foi a estrela soberana de Master and Commander : The Far Side of the World, falhando apesar de tudo a nomeação. Era o recado da Academia. Já tinha tido a sua hora de glória que tão cedo não se repetirá. Mas Crowe faz orelhas moucas disso e continua a encantar com os seus grandes desempenhos. Cinderella Man, filme de Ron Howard, e Eucalyptus são as suas grandes apostas para atacar os óscares em 2005 e 2006. Resta saber se conseguirá convencer Hollywood de que ele é de facto um dos icones actuais do cinema. Quem o conhece e acompanha o seu trabalho há anos, diz que disso não há duvida.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:13 PM
novembro 30, 2004
Charme de Outono : Robert Redford - A voz dos independentes
De actor mais charmoso da década de 60 a patrono do cinema independente nos anos 80. Uma carreira marcada por uma forte consciência social do cinema como instrumento de socialização. Ficou igualmente celebre pelos seus papeis destimos e heroicos, um espelho da forma como encara a vida em Hollywood.

Nasceu numa altura em que a América transbordava confiância. O New Deal tinha resultado, a Grande Depressão era apenas um marco histórico e o futuro parecia promissor. Foi a 18 de Agosto de 1937 na solarenga Santa Mónica na California que nasceu o promissor Charles Robert Redford Jnr.
A infância de Robert não fazia adivinhar o homem em que se tornaria. Era briguento na escola e reprovou várias vezes. Falhou mesmo em entrar na Universidade com uma bolsa devido às constantes bebedeiras que apanhava. A morte da mãe acentuou ainda mais o feitio rebelde do jovem. Foi então que decidiu viver uma vida de artista boémio. Estudou na Pratt Institute of Art e durante algum tempo viveu como pintor de rua em cidades da Europa. Quando voltou aos Estados Unidos foi estudar representação para a American Academy of Dramatic Arts. Nessa altura já tinha casado com Lola van Wanegen. Ela tinha 18 anos, ele 21. Tiveram quatro filhos, um dos quais viria a falecer, antes de se divorciarem em 1985.

Durante a decada de 60 a televisão e alguns papeis no cinema ajudaram a moldar Robert Redford como actor. Tinha talento e o tipico olhar de heroi americano de quem todos gostam. Era natural que o salto para as grandes produções estivesse iminente. E foi assim que em 1969, com 32 anos de idade, se juntou a Paul Newman, uma das maiores referencias de então, para viver as aventuras de Butch Cassidy and the Sundance Kid. Antes disso tinha sido aplaudido entusiasticamente por dois papeis fortes em The Chase, ao lado de Marlon Brando, e em This Property is Condemned, onde se apaixonou por Natalie Wood.
Mas foi o sucesso de Butch Cassidy and the Sundance Kid que ajudaram a fazer dele uma vedeta. Tell Them Willie Boy is Here, The Candidate e The Sting consagraram-no como actor de exclencia. No filme de 1973 de George Roy Hill voltou a brilhar ao lado de Paul Newman. O filme conquistaria vários óscares mas Redford não seria um dos contemplados. O seu único óscar chegaria apenas em 1980 e como realizador do drama familiar Ordinary People.
Antes disso já se tinha consolidado como actor em All the President´s Men e The Three Days of the Condor, dois dos grandes filmes da década de 70.

Como actor só em 1985 voltaria a destacar-se. Foi em Out of Africa, o terceiro filme em que esteve envolvido a vencer o óscar de Melhor Filme. Mais uma vez pensou-se que seria o seu ano. Mas Redford não se preocupava com prémios por essa altura. Estava empenhado em tornar cada vez mais influente a sua organização de apoio ao cinema independente. Em 1980 tinha comprado vários hectares de terrenos no Utah criando a Sundance Film Institute. Desde aí até aos nossos dias que o Festival anual de Sundance tem sido uma rampa de lançamento decisiva para muitos realizadores, actores e argumentistas de grande talento. E tudo isso graças ao enorme esforço de Redford em divulgar o cinema indedenpente norte-americano, mas também o cinema mundial.
A sua paixão pela sua organização fez com que as suas presenças no cinema se tornassem esporádicas. Indecent Proposal, The Horse Whisperer, Last Castle e Spy Game foram algumas das excepções e revelaram-se filmes bastante apeteciveis.
Como realizador, após o óscar no primeiro filme, voltou a conseguir convencer criticos e audiencias em Quiz Show, The Horse Whisperer e The Legend of Bagger Vance.

Robert Redford tornou-se assim num icone para muitos cineastas e argumentistas norte-americanos, que vêm nele um patrono como nunca viram nas grandes produtoras. Ao apostar nos mais fracos mas também naqueles que dentro dos mais fracos se revelam os mais talentosos, Robert Redford acabou de escrever com letras de ouro o seu nome na história do cinema.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:45 PM | Comentários (2)
novembro 29, 2004
Charme de Outono : Richard Gere - O Humanitarista...
Muitos dizem que passou ao lado de uma grande carreira. Outros apontam Chicago para mostrar que ainda vai a tempo de se emendar. E depois há aqueles que nunca foram com o seu estilo de sedução. Mas talvez o seu grande mérito seja mesmo esse. Nunca deixar ninguém indiferente.

Nascido a 31 de Agosto de 1949 em Philadelphia, Richard Tiffany Gere tornar-se-ia num dos maiores icones sexuais dos últimos vinte e cinco anos.
Desde sempre mostrou aptidões artisticas. Primeiro na música e depois no teatro. Pelo meio foi igualmente um desportista de excepção, conseguindo uma bolsa para a Universidade de Massachustes, onde se doutorou em filosofia. Depois passou para o teatro, onde, em 1973 em Londres, se estreou na peça Grease. Depois de mais algumas peças de teatro bem sucedidas, Gere estreou-se em grande no poético Day´s of Heavan de Terence Malick. Depois fez uma, a primeira, viagem espiritual ao Tibete, em 1978. Começaria aí também a sua carreira como humanitarista.
Dois anos depois conseguia o seu primeiro papel de destaque no cinema em American Gigolo, um papel que o marcaria para sempre como um icone sexual do público feminino dos anos 80.

Depois do seu primeiro grande sucesso da década, chegaria depressa o segundo em 1982 no filme An Officer and a Gentleman, onde contracenava com Debra Winger e Louis Gosset Jnr. Mais uma vezo filme teve sucesso na bilheteira e na critica. Mas Gere já tinha deixado os EUA fazendo uma viagem pela America Central, em periodo de conflito, para ajudar os refugiados.
Seguir-se-iam alguns fracassos como King David, No Mercy, Power e Milles From Home, antes de surgir um sucesso com Gere. Seria Internal Affairs. O filme recolocou Gere no mapa, mas foi o seu desempenho ao lado de Julia Roberts em Pretty Woman que voltou a fazer dele uma capa de revista. Depois disso ainda houve Sommersby mas a verdade é que a sua carreira voltou rapidamente a decair.

Entretanto o actor tinha casado com a super-modelo Cindy Crawford. O casamento acabaria em 1995 com a modelo a insinuar que o marido era homossexual. Gere riu-se, voltou a casar e hoje é pai de um filho. First Knight mostrou um Gere mais virado para o cinema de acção, mas a verdade é que durante quase meia década o seu nome desapareceu do mapa. Recusou o papel de John MClain, que viria a ser de Bruce Willis em Die Hard. Nem filmes como Primal Fear ou The Jackal voltaram a consolidar o seu nome. E para ter um verdadeiro sucesso de bilheteira foi preciso juntar-se de novo com Julia Roberts em 1999 no filme Runaway Bride.
Em 2002 no entanto Gere destacou-se pelo seu papel em Chicago. Venceu o seu primeiro Globo de Ouro e muitos achavam que a redenção da sua carreira tinha chegado. Mas a Academia nem o nomeou (apesar do filme ter ganho vários óscares incluindo o de Melhor Filme, Actriz e Actriz Secundária) e de repente Gere voltou ao desconhecido.
Hoje Gere preocupa-se mais em ajudar os mais desfavorecidos, como o povo tibetano do qual é apoiante ferveroso, do que com a sua carreira. Mas muitos ainda acreditam num regresso de um actor que marcou uma geração.
Próximo Charme de Outono - Robert Redford
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:44 AM
novembro 28, 2004
Charme de Outono : Ralph Fiennes - O Gentleman
Retrata a perfeição do gentleman britânico. Sóbrio até ao extremo, sofredor eterno, as suas performances são sempre coroadas com um não sei o quê de profundidade dramatica. Hoje é um dos maiores actores europeus em actividade, um verdadeiro génio na arte de representar.

Foi o irmão mais velho de um grupo de seis filhos. Nasceu a 22 de Dezembro de 1962 em Suffolk, no sul da Inglaterra. E não acabaria por ser o único Fiennes a tornar-se actor já que o seu irmão mais novo, Joseph e a irmã Martha seguiriam os passos do irmão Ralph. Os pais estavam envolvidos no meio artistico. O pai era fotógrafo e a mãe uma novelista de relativo sucesso.
Desde cedo que Ralph treinou para ser o que é hoje, ou seja, um brilhante actor. Primeiro na escola de Chelsea e mais tarde na Royal Academy of Dramatic Art. Aí estudou até aos 26 anos de idade, altura em que se estreou no Britains Royal National Theater. No ano seguinte passaria para a prestigiada Royal Shakespeare Company. Fez-se no teatro mas desde cedo deu o salto para o cinema. Tinha 28 anos quando se aventurou pela primeira vez nos meandros da sétima arte. Primeiro num telefilme, onde viveu Lawrence of Arabia, e depois em Wuthering Heights, onde foi um Heathclift espantoso. Era uma estreia auspiciosa no cinema britânico.

No entanto a confirmação absoluta do seu talento chegaria com a sua notável performance em The Schindler´s List. Amon Goeth, que acabaria por ser eleito um dos maiores vilões da história do cinema, catapultou-o para a fama nos Estados Unidos, conseguindo a sua primeira nomeação ao óscar. O seu papel principal chegaria no ano seguinte no sucesso de Quiz Show, filme de Robert Redford. Mas o seu papel, o papel que o tornou um icone do cinema britânico, chegaria em 1996 em The English Patient. Aí foi um amante sofredor como nunca, e um heroi sem noção da sua heroicidade. Apesar de nomeado, foi surpreendentemente derrotado por Geoffrey Rush na noite da consagração do filme. Parecia que Hollywood não queria nada com ele.

Desde aí afastou-se o mais que pode das grandes produções. Fez Oscar and Lucinda e The Avengers logo a seguir ao óscar e produiziu Onegin em 1999. Depois de quase três anos de interregno, altura em que se divorciou igualmente, regressou ao seu melhor no filme de David Cronenberg, Spider. Uma interpretação magistral a que se seguiu uma participação surpreendente em Red Dragon, a sequela de Silence of the Lambs. Desde aí, Fiennes tem agendada participações em pequenas produções, ficando a joia da coroa guardada para quando viver a nemesis de Harry Potter em The Goblet of Fire.
Próximo Charme de Outono - Richard Gere
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:40 PM | Comentários (2)
novembro 27, 2004
Charme de Outono : Pierce Brosnan - À sombra de um agente secreto
Se fizermos uma pequena sinopse da carreira deste interessante actor irlandes, vemos imediatamente um nome que nos salta à vista. De facto foi a mitica personagem James Bond que deu um outro destaque a Brosnan. Com o seu charme e distinção soube ressuscitar um mito, tornando-se ele mesmo numa figura incontornável do cinema de hoje.

Nascido a 16 de Maio de 1953 em Drogheda na Irlanda, Pierce Brosnan tornou-se num dos maiores simbolos irlandeses de hoje. E isso graças à sua notável performance como o mitico 007 numa serie de quatro filmes.
Ainda jovem mudou-se da Irlanda para Inglaterra, sem o pai que tinha abandonado a familia. Foi um padrasto que o criou e o levou a ver o seu primeiro filme quando tinha 11 anos. O filme era, curiosamente, Goldfinger. E foi aí que Brosnan se apaixonou pela representação, tendo anos mais tarde começado a estudar dramaturgia. Em 1979 teria o seu primeiro papel no filme Resting Rought. E seria em pequenos papeis que Pierce Brosnan se formaria como actor. O grande salto para a fama chegaria anos mais tarde. Em 1982, com 29 anos, estreou-se como protagonista em Remington Steele. A serie viria a tornar-se uma das mais populares da década no Reino Unido, e granjeria muitos apoios a Brosnan. De tal forma que em 1986 ele foi o nome escolhido para suceder a Roger Moore como James Bond. Mas o contracto que o ligava à serie impediu-o de ser Bond. Mais tarde o destino cumprir-se-ia, ainda por mais porque Timothy Dalton nunca soube convencer os fãs de 007.

Com o final de Remington Steele, no fim da decada de 80, Brosnan começou a trabalhar em filmes que se revelaram verdadeiros fracassos. Pior aconteceria em 1990 quando a sua primeira mulher, Cassandra Harris, morria nas suas mãos, depois de completaram dez anos de casados. Deixou Brosnan como um viuvo inconsolável e tres filhos nos braços. Durante muitos anos a morte da mulher afectou Brosnan que continuava a não ver a sua carreira descolar. Depois de alguns trabalhos para a televisão, eis que a carreira de Brosnan dá uma volta de 180º graus. Dalton falhara em convencer e fizera apenas dois filmes como 007. Os produtores da serie queriam de novo Brosnan e desta vez o actor irlandes não se fez rogado. Em 1995 estreou-se em Goldeneye e pela primeira vez em quinze anos, o filme foi um sucesso estrondoso. Brosnan tinha feito o que poucos conseguiriam: recuperar um icone da cultura contemporânea e levá-lo a bom porto neste novo mundo impiedoso para personagens como Bond.
Depois do sucesso do filme, começaram a chegar convites para outros projectos de sucesso como Dante´s Peak, Robinson Crusoe e Mars Attack. Em 1997 chegava um novo Bond, Tomorrow Never Dies, e mais um considerável sucesso.

Desde aí a sua carreia consolidou-se. Em The Thomas Crown Affair, mostrou que o seu charme não é exclusividade dos filmes de 007. Em The Nephew estreou a sua recém-fundada produtora. E um segundo casamento com Kaily Shie-Smith, que resultou em mais dois filhos, tornou-o um homem feliz. The Tailor of Panama e The World is Not Enough mantiveram-no em alta. Só que a situação viria a mudar subtilmente em 2002. No final de Die Another Day, Brosnan mostrou-se cansado de Bond. A personagem tinha estagnado e os filmes começavam a vulgarizar-se. Brosnan queria mudar o estilo da personagem. Um dia chegou mesmo a dizer que queria "matar Bond." O estúdio não gostou e afastou-o do próximo projecto. O seu sucessor ainda não foi escolhido mas terá uma dificil tarefa em mãos. Já o futuro de Brosnan parece interessante. Este ano estreou After the Sunset, o que se pensava ser a sequela de The Thomas Crown Affair, mas em 2005 apresentará a verdadeira sequela do seu maior sucesso fora do universo Bond em The Topkapi Affair.
Pierce Brosnan é um verdadeiro embaixador do charme, e um actor que prova que o talento e a subtileza de uma interpretação de tons sedutores pode ser mais uma arma do que um contra-tempo. Resta saber se o futuro mostrará Brosnan algo mais que a sombra de um agente secreto conhecido de todos.
Próximo Charme de Outono - Ralph Fiennes
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novembro 26, 2004
Charme de Outono : Paul Newman - O Maior Actor Vivo
Uma das maiores lendas vivas da 7º arte. Começou a brilhar ainda na década de 50 e tornou-se no herdeiro natural de James Dean. Ganhou estatuto e tornou-se no maior injustiçado da Academia até à década de 80. Hoje é um veterano de respeito. Mas mantém aquele brilho único no olhar...

Nasceu a 26 de Janeiro de 1925 no Ohio com o nome de Paul Leonard Newman. O pai dirigia uma loja de desporto e daí começou a paixão de Paul por tudo o que envolvia desporto. Começaria pelo baseball e acabaria nas corridas de automóveis. Competiu, comprou uma equipa, e hoje é um respeitado elemento do mundo de competição automóvel. Depois de ter começado a representar na escola, foi chamado para a 2º Guerra Mundial onde serviu na Marinha norte-americana da qual foi dispensado em 1946. Passou para os estudos universitários em Kenyon College. Daí passou para Yale onde estudou dramaturgia. Depois rumou a Nova Iorque para aprender no respeitado Actor´s Studio, ao lado de nomes como Marlon Brando, Montgomery Clift e James Dean. Passou pela Broadway onde fez Picnic, em 1953 (mais tarde Joshua Logan adaptaria o filme ao cinema mas preferiu William Holden)e estreou-se no cinema em 1954. The Silver Chalice foi tão mau que Newman reconsiderou mesmo manter o contracto com a Warner. Mas depois morreu James Dean e o jovem loiro de olhos azuis ficou com o seu lugar em Somebody Up There Likes Me. O filme foi um sucesso e Paul Newman deu o primeiro passo para a fama.

The Long Hot Summer, The Left Handed Gun e o notável Cat on a Hot Thin Roof marcaram os seus anos seguintes de carreira. Com o apagamento de Brando e Clift, ele era agora o simbolo vivo do "Metodo". Era já uma estrela, tanto pelo seu talento como pelo enorme sex-appeall que faz ainda hoje dele um dos actores mais sensuais da história. Em The Hustler teve uma performance memorável e muitos pensaram que seria o seu primeiro óscar. Mas aí começaria uma longa espera de 25 anos. Nem no notável Sweet Bird of Youth (1962), nem em Hud (1963) ou em Cool Hand Luck (1967) conseguiu a ansiada estatueta. Pelo meio trabalhou com Hitckock em Torn Curtain e casou com a parceira de The Long Hot Summer, Joanne Woodward, o mais longo e duradouro casamento de Hollywood. Para ela fez Rachel, Rachel em 1968, a sua estreia na realização. The Effect of Gamma Rays on Man-on-the-Moon Marigolds (1972) e Glass Menagerie (1982) seriam os seus outros dois filmes como realizador, sempre com a mulher como protagonista.

A entrada na década de 70 começou com a parceria com Robert Redford em The Butch Cassidy and the Sundance Kid. Em The Sting repetiriam a dose e mais uma vez o óscar ficava adiado. The Mackintosh Man, Towering Inferno e The Drowning Pool foram outros sucessos da década de 70. Já com 5 anos, Newman continuava uma estrela. A sua boa forma era visivel na forma como corria. Em 1979 foi segundo nas 24 horas de Le Mans ao volante de um Porsche. E em 1981 voltaria em grande com Absence of Malice. Seguir-se-ia The Veredict, onde todos pensavam que seria consagrado. Não foi e teve de esperar pelo filme seguinte, quatro anos depois, The Color of Money, a sequela de The Hustler, para vencer o óscar. Uma vitória justissima que só pecava por tardia. A partir daí a sua carreira abrandou. Começou a dedicar-se à equipa Newman e a sua empresa de alimentação. Em 1990 voltaria a representar ao lado da mulher em Mr and Mrs Bridge e quatro anos depois conseguiria uma das suas melhores performances de sempre em Nobody´s Fool. Daí até hoje seguir-se-iam pequenos papeis secundários em Message in a Bottle ou Rode to Perdition, onde conseguiu a sétima e última nomeação ao óscar até ao momento.

O homem que nunca viu um filme seu e que diz que o seu som favorito é o de um motor V8 em alta rotação, é hoje o maior actor vivo. Uma lenda do cinema, um homem marcante, e um icone de toda uma geração. Depois da perda de nomes tão importantes para os cinéfilos nos últimos anos, pedimos que Deus nos mantenha Paul Newman connosco durante muitos longos anos.
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novembro 25, 2004
Charme de Outono : Nicholas Cage - Um estranho Copolla
Poucos o sabem, mas Nicholas Cage é um Copolla. Uma das mais importantes familia da história do cinema nos últimos trinta anos, a verdade é que os Copolla sempre foram para Nicholas um fardo demasiado grande de carregar. Daí um novo sobrenome, uma nova identidade. Só os traços de talento permaneceram.

Californiano de gema, Nicholas Kim Copolla nasceu a 7 de Janeiro de 1964. Filho de um professor de literatura e uma dançarina, foi a herança do nome do tio Francis que lhe viria a moldar a sua paixão pelo cinema. Ao ver os filmes do tio, o jovem Nicholas sentia uma vontade imensa em saltar para o ecran. Com 17 anos abandonou a escola em Beverly Hills e começou a procurar papeis em filmes, sem se preocupar com uma formação na área da representação. Fast Times at Ridgmon High foi o seu primeiro filme, em 1982. Na altura Nicholas era Copolla e não Cage. Tinha 17 anos e queria ser uma estrela.
Foi ao lado do tio, no aclamado Rumble Fish, que começaria a destacar-se. Nesse mesmo ano, 1983, entraria ainda em Valley Girl e afirmava-se como um dos actores promessa do inicio da década. Racing With the the Moon, Cotton Club e Birdy foram três sucessos de 1984. Por essa altura o peso do nome Copolla começava a pesar nas criticas. Por isso, inspirado em Luke Cage, heroi negro de banda desenhada, mudou o nome para Nicholas Cage.

Por essa altura era já um dos nomes mais influentes da jovem representaão norte-americana. Seguir-se-iam sucessos como Pegy Sue Got Married, Raising Arizona, Moonstruck e Never on a Tuesday.
Wild at Heart marcava a sua estreia em grande nos anos 90. Curiosamente o inicio da década não seria tão bem sucedido como o final da anterior, exceptuando Honeymoon in Vegas e It Could Happen to You. Literalmente contra a corrente, chegou o óscar em 1995 pelo seu desempenho em Leaving Las Vegas. Uma vitória surpresa, de facto, e que marcou a viragem na sua carreira.
A partir de 1996 começou a dedicar-se ao cinema de acção, primeiro em The Rock, depois em Con Air e por fim em Face Off, uma trilogia que o tornaram num dos grandes nomes do genero.

City of Angels mostrou um Cage mais melancólico, enquanto que Snake Eyes e Gone in Sixty Seconds recuperavam a aura de action-man. Por essa altura os primos Sofia Copolla e Jason Schwarzman estavam em alta. Já não era o único Copolla em destaque. Foi também por esta altura que conseguiu um dos seus melhores desempenhos em The Family Men, ao que se seguiu o onírico Captains Corelli Mandolin. Uma nova nomeação aos óscares chegaria com Adaptation, mas os filmes de acção dominaram estes últimos anos da carreira de Cage, quer em Matchstick Men, quer em National Treasure.
Para o ano estão já previstas três estreias apeteceveis. Primeiro The Weather Man, e depois Ghost Warrior e Lord of War.
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novembro 24, 2004
Charme de Outono : Morgan Freeman - Eis um senhor!
São quarente anos de carreira a brilhar de forma intensa mas sempre extremamente humilde. Considerado durante inumeros anos como o melhor actor negro em Hollywood, viu o jovem Denzel Washington recolher as estatuetas. Para ele ficou uma legião imensa de fãs e a esperança de que um dia a recompensa irá chegar.

Nasceu a 1 de Junho de 1937 em Memphis, Tennessee. Tipico filho do sul, cresceu no grande bairro negro da capital de um dos mais populosos estados do sul. Depois da escola chegou a altura de ir trabalhar. A escolha recaiu na Força Aerea norte-americana onde foi mecânico. Na altura sonhava em ser um dos ases do exército mas depressa se convenceu que teria mais futuro na representação. E assim foi. Depois de entrar em peças de teatro locais, deu o grande salto para a televisão na serie infantil The Electric Company. Durante quinze anos Morgan Freeamn seria mais conhecido pelo seu trabalho nos palcos e na televisão do que propriamente no universo cinematográfico. Em 1981 assumiu-se definitivamente como uma das maiores estrelas negras ao viver Malcom X em The Death of a Profet. Seguiram-se outros papeis cheios de vida como Harry and Son e Marie. Em 1987 chegava a primeira nomeação ao óscar pelo seu papel de chulo em Street Smart. Hollywood estava espantada com o seu talento e começaram a chover papeis. Com 50 anos era um inicio de carreira tardio mas que viria a revelar os seus frutos.

O final da década de 80 mostrou um Freeman em grande forma. Depois de vários papeis de sucesso chegava em 1989 a sua primeira nomeação ao óscar de Melhor Actor pelo notável desempenho de chauffer em Driving Miss Daisy. Poderia ter sido o primeiro negro a erguer a estatueta em vinte e cinco anos mas a vitória acabou por ir parar às mãos de Daniel Day-Lewis. Mas esse tinha sido um grande ano para o actor. Johnny Handsome e especialmente Glory - que marcou igualmente a ascensão de Denzel Washington e o seu primeiro óscar - mostraram que era já um actor de eleição.
The Bonfire of Vanaties e um interessante Robin Hood : The Prince of the Thieves marcaram a viragem de década mas seria no aclamado Unforgiven que Freeman voltaria a destacar-se dos demais.
Em 1994 chegava a sua terceira e última nomeação ao óscar, pelo seu assombroso desempenho como Red em The Shawshank Redemption. Derrotado por Tom Hanks, o veterano Freeman começava a caminhar para o restrito grupo dos injustiçados.

O ano seguinte abriu com mais um excelente desempenho em S7ven, seguindo-se Outbrake e Moll Flanders, dois filmes extremamente interessantes. Em 1997 voltava à ribalta com Amistad, o épico falhado de Steven Spielberg, e faria de presidente dos Estados Unidos (o primeiro negro a faze-lo) em Deep Impact. Cada vez mais respeitado, a verdade é que nos últimos anos foram papeis mais leves aqueles que deram notoriedade a Freeman. De Nurse Betty a Bruce Almighty (de novo o primeiro negro a fazer de Deus) passando por Levity, Dreamcatcher, The Sum of All Fears e Along Came a Spider.
Para este ano há uma leve esperança de voltar a ver Freeman num daqueles papeis oscarizáveis em The Million Dollar Baby de Clint Eastwood. Caso contrário há já dez projectos confirmados para os próximos dois anos, de Batman Begins a Edison passando por A Long Walk to Freedom onde viverá a mitica personagem de Nelson Mandela.
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novembro 23, 2004
Charme de Outono : Michael Douglas - O peso de um nome
Ser filho de um dos actores mais carismáticos do periodo dourado de Hollywood não é fácil para qualquer um. Muitos foram aqueles que não conseguiram honrar o nome do pai. Talvez por isso mesmo se perceba que a escolha de uma carreira em moldes diferentes tenha ajudado a consolidar a sua imagem junto de um grande público.

Nascido e criado no mundo do cinema, era pouco provável que figusse dele. Filho do lendário - e felizmente ainda vivo - Kirk Douglas , nasceu a 25 de Setembro de 1944 em New Jersey, na costa leste dos Estados Unidos.
Na verdade Michael cresceu longe do pai. Aos seis anos a separção dos pais fez com que só visse Kirk nas férias, altura em que ele o levava para Hollywood. Apesar desde esses dias ter dito que queria seguir uma carreira de actor, encontrou a oposição do pai que via na indústria cinematográfico algo de prejudicial para o desenvolvimento pessoal de um individuo tal as suas caracteristicas. Mas Michael não lhe deu ouvidos. E depois de algum treino, em 1969 viria a sua estreia profissional em Hail, Hero!. Michael tinha 25 anos. Desde logo catalogado como o "novo Kirk Douglas", preferiu apostar num estilo diferente de interpretação e de papeis. Depois de alguns pequenos papeis no cinema, destacou-se ao lado de Karl Malden na popular serie televisiva The Streets of San Francisco. O sucesso da serie grangeou-lhe vários admiradores. No entanto a sua primeira consagração viria não como actor, mas sim como produtor. One Flew Over the Cuckoos Nest foi o Melhor Filme de 1975, e como produtor do filme, Michael levou para a familia Douglas o primeiro óscar. Com 31 anos tinha ganho o que o pai nunca tivera em trinta anos de carreira.

Depois do sucesso da sua primeira produção, Douglas voltou ao cinema em The China Sindrome, filme que também produziu. Um acidente de viação em 1980 afastou-o durante algum tempo do grande ecrãn e foi na comédia que Michael Douglas se encontraria finalmente. Em três filmes ao lado de Kathleen Turner, Romancing the Stone, The Jewel of the Nile e The War of the Roses, conseguiu os seus primeiros sucessos de bilheteira. Em 1987, no seu primeiro papel sério - depois de ter igualmente estrelado Fatal Atraction - venceu o óscar de melhor actor pelo seu desempenho em Wall Street. Uma vitória contestável mas que acabou por confirmar a sua tendencia ganhadora. Tornou-se o segundo homem, a seguir a Lawrence Olivier, a vencer um óscar por Melhor Filme e por Melhor Actor. Algo que mais ninguém até hoje conseguiu.

Depois de uns anos parado, Michael voltou em grande estilo em 1992 no filme Basic Instinct. Ao lado de Sharon Stone, ajudou a popularizar este trhiller erótico e voltou a conseguir um exito de bilheteira. Seguir-se-iam filmes mais leves como The American President, The Ghost and the Darkness e o notável The Game. A sua carreira tinha agora estabilizado em pequenas produções de sucesso como A Perfect Murder ou Wonderboys, os seus trabalhos de maior destaque no final dos anos 90. O sucesso de Traffic em 2000 podia ter ajudado a revitalizar a sua carreira mas isso não acabou por acontecer. Douglas continua a cultivar a sua faceta de produtor (já produziu filmes como Starman e Face Off) e agora é mais celebre pelo seu milionário casamento com a actriz galesa Catherina Zeta-Jones do que pelo que faz no cinema. Mas a verdade é que é um nome marcante da história do cinema dos últimos vinte e cinco anos e merece todo o mérito por isso.
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novembro 22, 2004
Charme de Outono : Liam Neeson - Um irlandês carismático...
Ao longo de vinte e cinco anos de carreira as suas performances ficaram sempre indelavelmente marcadas por um enorme carisma. Caracteristica que ele trouxe do calor humano dos pubs para os corações de algumas personagens mais importantes dos nossos dias. Um actor que merece mais crédito do que lhe parecem querer dar...

Este filho da Irlanda nasceu a 7 de Junho de 1982 em Bayllimena, na Irlanda do Norte. Mais tarde usaria toda a sua aprendizagem pessoal para recriar a personagem de Michael Collins.
Desde muito jovem aprendeu que precisa de trabalhar para ganhar a vida. Fez um pouco de tudo, desde operário na mitica fábrica Guiness a camionista, passando pelo boxe amador. Apesar de ter intenções de se tornar professor de inglês, em 1976 inscreveu-se no Belfast Lyric Players' Theater pelo qual se estreou no mesmo ano como actor profissional. A partir daí a sua carreira ficaria marcada por estes primeiros anos no meio teatral de Dublin.

John Boorman reparou nele e decidiu escolhe-lo para entrar no seu Excalibur. Estavamos em 1981 e apesar de alguns pequenos papeis nos anos anteriores, esta seria a sua verdadeira estreia cinematográfica.
Durante a década de 80, Neeson dividiria a sua carreira pelo teatro, televisão e cinema, com relativo sucesso.
Na serie televisiva Ellis Island conheceria a sua futura mulher, Natasha Richardson, da qual tem hoje dois filhos. Apesar disso o casamento aconteceria mais tarde, tendo Neeson durante uma década namorado com algumas das estrelas de Hollywood como Brooke Shields e Julia Roberts.
No cinema o filme Bounty em 1984 e The Mission em 1986 deram-lhe notoriedade, algo que só no final da década, em Darkman, conseguiria de novo. Por essa época brilhava igualmente em grande estilo nos palcos londrinos.

O inicio da década de 90 iria consolidar definitivamente o seu nome em Hollywood. Primeiro em Husbands and Wifes de Woody Allen e depois em Ruby Cairo. Em 1993 o papel que lhe deu fama. Escolhido por Steven Spielberg para viver Oskar Schindler, Neeson conseguiu o seu melhor desempenho até então. O filme, Schindler´s List, foi o grande vencedor dos óscares desse ano mas Neeson não passou da nomeação, a única até hoje.
No ano seguinte estaria ao lado de Jodie Foster em Nell e Rob Roy mostraria um Neeson mais virado para a acção em 1995. Chegou a ser considerado para James Bond, mas perdeu a corrida para o compatriota Pierce Brosnan.
No entanto em 1996 chegou a sua melhor performance de sempre como o revolucionário irlandes, Michael Collins no filme homónimo. Apesar de ter falhado em convencer a critica, será sempre uma das prestações mais aclamadas desse ano.

Depois de três anos de pouca actividade, novo papel de destaque, desta feita no inicio da segunda trilogia de Star Wars. Em Phantom Menace, Neeson mostra todos os seus dotes de espadachim enquanto dá uma profundida dramática ao filme. Seria o seu último grande desempenho em quase cinco anos. Um periodo de prestações menos felizes marcaria a viragem de século para o irlandes. Seria preciso chegar Gangs of New York e Love Actually para que Liam Neeson conseguisse relançar a sua carreira junto do grande público. Este ano já, vai ser a estrela de Kinsey, filme pelo qual cogita-se que pode conquistar uma segunda nomeação ao óscar. E já para 2005 tem agendado Kingdom of Heavan e Batman Begins. A prova de que um grande actor está sempre vivo, mesmo quando menos o esperamos.
Próximo Charme de Outono - Michael Douglas
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novembro 21, 2004
Charme de Outono : Kevin Spacey - O Suspeito do Costume
Com uma carreira marcada por altos e baixos, a curiosidade centra-se à volta do facto que os altos coincidem sempre com uma estatueta dourada. Não é regular, nem explosivo. Apenas cerebral e emotivo. É um dos nomes mais interessantes do cinema dos anos 90. É o homem que se apaixonou por rosas...

Nasceu a 26 de Julho de 1959 em South Orange, no estado de New Jersey com o nome de Kevin Spacey Fowler.
Sempre teve uma infancia conturbada. Depois de ter acidentalmente colocado a própria casa a arde, os pais enviaram-no para uma Academia militar onde foi expulso pouco depois por agredir um colega. Daí saltou para um liceu local - já vivia na Califórnia - onde conseguiu catalizar a sua tendencia violenta para a representação. Apaixonou-se pelos palcos e começou a entrar em peças amadoras com relativo sucesso. Indeciso, mudou de escola várias vezes, nunca tendo conseguido um diploma universitário. Estava ansioso por começar a trabalhar. Passou pela Broadway com sucesso, onde ganhou um Tony em 1991, e foi ao trabalhar com o seu mentor Jack Lemmon, que começou a ganhar vontade de dar o salto para o cinema.

Sempre preferiu papeis secundários a papeis principais por achar que assim tinha mais tempo para construir as suas personagens. E foi assim que moldou toda a primeira parte da sua carreira, desde a estreia em Heartburn até Glengarry Glenn Rose. A sua primeira grande consagração chegaria em 1995. Primeiro como serial-killer em S7ven e depois como Verbal Klint em The Usal Suspects. A sua notável construção de personagem valeu-lhe a primeira nomeação e vitória ao óscar de melhor actor secundário. A sua carreira estava agora em alta. Começou a trabalhar ao lado de grandes nomes como Al Pacino em Looking for Richard, e estreou-se como realizador em Albino Alligator, filme que recebeu boas criticas em 1996. O ano seguinte voltaria a mostrar um Spacey em grande forma no notável LA Confidential e ainda no filme de Clint Eastwood, Midnight in the Garden of Good and Evil.

Em 1999 teve o seu melhor ano de sempre. Abriu o ano a deixar a sua marca no Hall of Fame de Beverly Hills e fechou-o a receber o óscar de melhor actor pelo seu fabuloso desempenho em American Beauty. Era o ponto mais alto da sua carreira. Com uma personagem solta e extremamente interessante, Spacey construiu uma performance notável e chegou mesmo a ver algumas revistas a elegerem-no como o maior actor da década de 90.
Depois da consagração na noite dos óscares, Spacey esteve em destaque em K-Pax e The Shipping News. Seguir-se-iam anos dificeis com desempenhos menos aplaudidos em The United States of Leland e The Life of David Gale. No entanto um regresso estilo pode estar iminente, já que o seu mais recente trabalho, Beyond the Sea, tem andado nas cogitações de alguns para os óscares do próximo ano. O homem que sempre que é nomeado revela-se vencedor, poderá tornar-se num alvo a abater para os "jovens lobos" di Caprio, Foxx e Farrell.
Próximo Charme de Outono - Liam Neeson
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novembro 20, 2004
Charme de Outono : Kevin Costner - O que aconteceu Kevin?
De um momento para o outro, um dos maiores valores da industria cinematográfica desapareceu do mapa. Uns dizem que foi por não ter aguentado três fracassos seguidos. Outros dizem que planeia um regresso em grande. De promessa a certeza, de certeza a desilusao, de desilusão a desaparecido. E agora como é?

Quando irrompeu em meados dos anos 80 trazia uma lufada de ar fresco à representação norte-americana, à época ainda muito dependente dos veteranos da geração de 65 (a de 75 não tinha vingado). Com um punhado de papeis assumiu-se imediatamente como uma referência da sua geração mas em meados dos anos 90 eclipsou-se por completo. Resta saber que Kevin Costner ficará para a história. O dos óscares de Dances With Wolves ou o dos falhanços como Waterworld?
Nasceu a 18 de Janeiro de 1955 na Califórnia. Baptizado Kevin Michael Costner, era o terceiro filho de um casal humilde. O facto do trabalho do pai exigir constantes deslocações de terra em terra, o jovem Kevin nunca criou raizes. Mas desde cedo mostrou ser multi-talentoso. Escrevia, recitava poesia e ao mesmo tempo conseguia ser o melhor em todos os desportos da sua escola. Aventureiro, costumava construir canoas para navegar pelos rios da Califórnia sozinho, procurando a aventura e a excitação do momento. Em 1997 entrou na California State University onde se formou com sucesso em Economia. Na mesma altura em que casava, com 23 anos, com a namorada de liceu, Cindy Silva, Kevin Costner começou a ter licções de representação dramática todas as noites. Estava decidido em tornar-se actor. A vida corria-lhe bem, mas, segundo a lenda, um dia encontrou Richard Burton que o convenceu a deixar tudo pelo amor à representação. E asim foi. Costner despediu-se, foi para Hollywood e trabalhou como camionista e operário para se sustentar enquanto procurava uma oportunidade na Meca do Cinema. Chegou a fazer filmes pornográficos no inicio dos anos 80, mas foi em 1983 que surgiu a sua oportunidade. As suas cenas no filme The Big Chill acabaram por ficar na sala de montagem mas o realizador do filme tinha gostado do que viu. E começou a pensar em Costner para o futuro.

O realizador era Lawrence Kasdan e decidiu apostar em Costner para o seu western alternativo: Silverado.
O filme foi um tremendo sucesso e Costner saltou de rompante para a ribalta. Começava um periodo dourado que duraria sensivelmente uma decada. Nos anos seguintes rejeitaria entrar em Platoon - por achar que ofendia o exército norte-americano - apostando no filme de Brian de Palma, The Untouchables. O filme foi um sucesso e Costner era cada vez mais uma das estrelas do momento.
Depois de No Way Out e Bull Durnham, novo grande papel no poético Field of Dreams. Mas, mais do que isso, foi nesse ano de 1989 que Costner começou a rodar aquele que viria a ser o filme mais marcante da sua carreira.

Dances With Wolves era um filme improvável. Um filme pacifista, conciliador e extremamente cinematográfico, privilegiando as paisagens às interpretações. Mesmo assim acabou por ser o grande vencedor da noite dos óscares de 1990, com Costner a subir por duas vezes ao palco. Primeiro para receber o galardão de Melhor Realizador, naquele que era o primeiro filme que dirigia, um facto praticamente inédito. E no final da noite para reclamar o óscar de Melhor Filme. Para trás tinha ficado a derrota na categoria de Melhor Actor, mas a verdade é que o filme foi um sucesso retumbante e Costner tinha-se finalmente afirmada como uma das estrelas de Hollywood.
E em alta estava de facto a sua carreira. Depois da consagração em 1990, o seu melhor ano em 1991.
Primeiro no blockbuster Robin Hood : Prince of Thieves, em que ao lado de Morgan Freeman e Alan Rickman dá vida a uma das mais miticas personagens da literatura britânica. O filme foi um enorme sucesso de bilheteira apesar da critica não ter gostado de ver o seu novo menino bonito a descer do belo para o explosivo. Mesmo assim Costner seria ainda a estrela de um dos filmes mais aclamados do ano, JFK. Vivendo o procurador Jim Garrison, este filme de Oliver Stone mostrava ao mundo o caso Kennedy em toda a sua negritude. E Costner era peça essencial no puzzle. No final o filme teve 8 nomeações ao óscar (ganhou apenas duas) mas Costner foi esquecido. Muitos acharam estranho, mas esse seria o primeiro sinal de que a industria lhe tinha voltado as costas.

Depois de Bodyguard, filme que tentou mais promover Whitney Houston do que tentar convencer os espectadores da narrativa, houve o interessantissimo A Perfect World, filme dirigido por Clint Eastwood, na altura em grande depois da consagração de Unforgiven. Mais uma vez Costner transformou-se para conseguir um dos papeis mais interessantes do ano. E mais uma vez foi ignorado por tudo e por todos.
Lembrando-se do sucesso de Silverado, Costner tentou de novo recuperar o western e dirigiu Wyatt Earp, mas longe do que conseguiu Kasdan, viu o filme ser apupado pela critica e ignorado pelo publico. Foi então que Costner decidiu fazer o maior filme de sempre. Era um dos orçamentos mais caros da história do cinema mas a verdade é que se tornou também o maior fracasso de sempre. Waterworld podia ter significado o final da sua carreira. Afinal poucos são os actores-realizadores que sobrevivem a um fiasco daquele genero. Mas Costner sobreviveu apenas para se meter noutro sarilho, o futurista The Postman. Tal como o antecessor, também este filme fracassou em toda a linha. Costner estava acabado diziam todos em Hollywood.

E assim parecia de facto. Foi então que o Costner-realizador passou para segundo plano, voltando o Costner-actor. Os seus papeis em Message in a Bottle e For The Love of The Game mostraram um Costner rejuvenescido. Afinal ainda não estava acabado. Em 2000 o seu desempenho em Thirteen Days foi aplaudido por alguns sectores, apesar do filme não ter tido o sucesso desejado. Mas o que parecia indicar o regresso do talentoso Costner desfez-se em tres filmes. Primeiro na homenagem a Elvis Presley em 3000 Miles to Graceland, e depois em Dragonfly. Costner tinha voltado a afundar-se e seria o western a revitalizar a sua imagem. Em Open Range, em que voltou a dirigir, Costner mostrou estar a uns furos acima do que tinha mostrado nos últimos dez anos, mas continuava a estar bem atrás do que mostrou ser capaz de fazer.

Para o ano, Costner estará de regresso num dos seus papeis favoritos, jogador de baseball. O filme é The Upside of Anger e muito se fala a propósito da performance de Joan Allen e do elenco de belas teen-stars. Poderá ser um balão de oxigénio para o actor que tem ainda dois projectos para 2005, Rumor Has It e The Turtilla Curtain.
Os fãs do actor estarão desesperados por um come-back em grande nos próximos anos. De grande promessa da geração de 85, Costner é hoje um dos mais mal amados da sua geração. Resta saber se conseguirá voltar a mostrar o seu melhor ou se serão os dvd´s e cassetes a recordarem-nos do que ele foi capaz de fazer.
Próximo Charme de Outono - Kevin Spacey
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:53 AM | Comentários (4)
novembro 19, 2004
Charme de Outono : Johnny Depp - Demasiado "cool" para a palavra "cool"...
Ele tornou-se num marco. Não só de cinema alternativo e irreverente mas também de charme e estilo. Hoje Johnny Depp é tido como o actor mais charmoso em actividade, ombreando com gigantes como Paul Newman ou Sean Connery.
Depois de muitos anos a ser considerado uma promessa falhada, este ano ameaça ser o da sua consagração. Preparem-se porque mister Depp chegou à cidade...

As mulheres amam-no. Os homens querem ser como ele. E ele limita-se a ser ele próprio. Irreverente, diferente, com um sentido de humor delicioso, acaba por trazer a sua vida para dentro dos seus personagens dando-lhes um carisma que à partida outro actor não conseguiria. Porque só há um Johnny Depp!
Apesar de ter trajeitos europeus, de possuir um sotaque inglês notável, a verdade é que esta pérola do cinema contemporâneo é do estado do Kentucky, lá no sul dos Estados Unidos. Foi lá onde nasceu a 9 de Junho de 1963. E de facto John Christopher Depp II tem todos os traços de um actor de signo gémeos. As duas caras, o drama e o humor, a morbidez e a leveza. Tudo isso ajuda a torná-lo num dos cinco grandes actores da sua geração.
E quando olhamos para Depp vemos o que ele é. Criado na Florida, onde gostava mais de estar na praia do que propriamente na escola, aos 15 abandonou os estudos para se tornar numa estrela rock. Até teve sucesso. Tocava em bandas de garagem e chegou a fazer a primeira parte de um concerto de Iggy Pop. Mas quando visitou Los Angeles com a sua primeira mulher, e esta lhe apresentou Nicholas Cage, o jovem Depp começou a interessar-se pela vida de actor. E foi assim que em 1984, com 19 anos, entrou no seu primeiro filme Nightmare in Elm Street. Era o seu primeiro papel num tipo de cinema que o acompanharia nos anos seguintes. Em 1986 iria ainda surgir no consagrado Platoon mas seria na televisão que o seu nome saltaria para a ribalta.

A sua primeira grande oportunidade no mundo televisivo chegou em 1987 quando conseguiu um lugar na popular serie 21 Jump Street. A partir daí Depp tornou-se no "queridinho" das raparigas norte-americanas.
Cry Baby continuava a tendência de Depp para vir a ser uma futura estrela de filmes para adolescentes mas então chegou Tim Burton que o resgatou dos filmes "pipoca" e o levou para um mundo bem mais sombrio, um mundo pelo qual Depp se iria apaixonar.
Em 1990 começava uma das mais miticas parcerias actor-realizador dos dias de hoje. O filme era Edward Schissorhands, hoje um filme de culto, na altura um passo em frente na carreira de ambos. Depp transformou-se por completo para viver o angustiado jovem com mãos de tesoura e conquistou aplausos incondicionais de todos, falhando por pouco a sua primeira nomeação ao óscar. Era o primeiro de uma serie de grandes interpretações de Depp.

Depois do sucesso de Edward Schissorhands, Depp fez um cameo em Freddy´s Dead : The Final Nightmare e no ano seguinte surgiria em três filmes bem distintos. Primeiro na primeira experiencia de Emir Kusturica nos Estados Unidos no filme Arizona Dream. Depois em Brenny and Joon, divertida e excêntrica comédia e ainda em What´s Eating Gilbert Grape, profundo drama de Lasse Hallstrom com Leonardo di Caprio a viver o irmão mais novo de Depp.
1994 significava o regresso à parceria com Tim Burton no notável Ed Wood, filme sobre o pior realizador de cinema do mundo. Depp volta a mostrar o seu melhor num papel cheio de vida e garra, tendo sido bastante elogiado. No anos seguinte faria três interessantes filmes. Primeiro, ao lado de Marlon Brando e Faye Dunaway, em Duan Juan de Marco, onde Depp vive um dos seus personagens mais excêntricos, e ainda em Dead Man e Nick of Time.

Aós um ano de interregno Depp volta em 1997 em Donnie Brasco, filme sobre o sub-mundo do crime nova-iorquino baseado em factos reais. Ao lado de Al Pacino, Depp dá uma interpretação dramática de alto nivel e prova que está pronto para encarar todos os desafios.
Nesse ano Depp vai realizar o seu primeiro filme. Rodado ao estilo de Kusturica, e com o amigo Brando no elenco, The Brave foi um fracasso mas ajudou a mostrar uma vontade de evolução na forma de interpretar de Depp que viria a surgir mais tarde. Em 1998 haveria Fear and Loathing in Las Vegas, filme hilariante de Terry Gilliam com um elenco de luxo onde Depp era a estrela mais cintilante. Mas a verdade é que por essa altura a sua carreira estava a precisar de mais um empurrão. E nada melhor do que recuperar pela terceira vez a velha dupla com Tim Burton. E assim foi. Em Sleepy Hollow, provavelmente o melhor filme de 1999, Johnny Depp é absolutamente extraordinário como o céptico Ichabod Crane que é mandado resolver o caso do cavaleiro sem cabeça. Filme e interpretações de alto nivel, que ajudaram a coroar um ano já de si prolifero com dois excelentes trabalhos em The Astronaut´s Wife e The Ninth Gate.

A entrada no novo século far-se-ia dividida em tres pequenos mas interessantes papeis. Primeiro em The Man Who Cried, ao lado de Christina Ricci, com quem trabalhava pela quarta vez, e depois também como cigano em Chocolat, filme de Lass Hallstrom com que já tinha trabalhado anos antes. Para coroar o ano, Depp coroou o elenco de Before Night Falls, filme pelo qual Javier Bardem conquistou a sua primeira nomeação ao óscar. No entanto os seus desempenhos do ano seguinte em From Hell e Blow acabaram por não corresponder às exepctativas e durante um ano ninguém ouviu falar em Depp. E por bons motivos. Durante 2002 o jovem actor já de 39 anos filmou dois papeis que poderão marcar a sua carreira. Primeiro trabalhou em Finding Neverland, filme onde vive o autor das aventuras de Peter Pan. O problema é que o filme teve problemas com a produtora Miramax, e essa achou melhor adiá-lo para 2004. Segundo muitos essa jogada poderá valer o óscar a Depp. Óscar ao qual foi nomeado pela primeira vez já no ano passado graças ao seu absolutamente notável desempenho em Pirates of the Caribean - The Curse of the Black Pearl. A sua personagem - Captain Jack Sparrow - foi das mais espectacularmente compostas dos últimos anos e valeu-lhe o seu primeiro blockbuster, aclamações da critica, vitória no SAG e nomeação ao óscar. Além do mais Depp mostrou de novo a sua versatilidade ao brilhar em Once Upon a Time in Mexico e Secret Window confirmando um ano dourado.Um ano que Depp espera repetir em 2004.

Mas Depp é daqueles homens que não para. Depois de já estar preparado para começar a rodar as duas sequelas de Pirates of the Caribean, há ainda mais cinco filmes para ver com Depp nos próximos dois anos. São eles Libertine, The Corpse Bride, The Diving Bell and the Butterfly, Shantaram, The Rum Diary e a sua quarta participação ao lado de Tim Burton em Charlie Wonka and the Chocolat Factory.

De facto há poucos homens como Jonnhy Depp, quanto mais actores. Uma carreira recheada de sucessos e desempenhos que ficarão facilmente na historia do cinema gravados a letras de ouro. Eleito pela Empire como a estrela mais sexy de sempre da história do cinema, este homem é um Don Juan de Marco dentro e fora das telas. Depois de um casamento falhado no inicio dos anos 80, Depp relacionou-se com as mais bonitas mulheres de Hollywood, antes de se ter juntado com a bela Vanessa Paradis no sul de Fraça, da qual tem hoje dois filhos.
Aliás, ao viver em França Depp prova a sua independencia do star-system norte-americano, é hoje um actor modelo e um dos mais completos artistas da sua geração. A consagração mundial segue dentro de momentos...
Próximo Charme de Outono - Kevin Costner
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:14 PM | Comentários (8)
novembro 18, 2004
Charme de Outono : Jeff Bridges - Completamente na boa...
Encarnou a personagem mais "cool" da história do cinema. Aliás, há em cada uma das suas vidas cinematográficas uma onde bom humor e um espirito alegre que se torna contagiante para todos que o vêm trabalhar. Ele é hoje o simbolo perfeito de uma forma diferente de encarar a arte de representar...

Foi uma das maiores promessas da geração de 65 e durante alguns anos houve quem temesse que não passasse disso mesmo. Uma promessa. Mas os últimos vinte anos têm ajudado a mostrar um actor mais maturo e fresco, sem medo de enfrentar desafios, por muito dificeis que eles possam parecer. Por isso é que já está na altura de coroar Jeff Bridges.
Filho da California, nascido a 4 de Dezembro de 1949 em Los Angeles, sempre teve a representação nas veias. O pai era Lloyd Bridges, conhecido actor de westerns. O irmão, com quem contracenaria no inesquecivel The Fabulous Baker Broys, é Beau Bridges. E por isso é natural que Jeffrey Leon Bridges acabasse eventualmente por ser também ele actor.
Aos dois anos já surgia em filmes, fazendo pequenos papeis de criança. Foi aos 20 anos, em 1969, que se começou a destacar na televisão no filme Silent Night, Lonely Night. O filme Hells of Anger começava a mostrar um Bridges como jovem rebelde sem causa, imagem que ficaria eternizada no seu notável desempenho em The Last Picture Show, filme de Peter Bogdanovich de 1971. Para além de ter sido um dos grandes filmes do ano, a verdade é que Bridges começou a consolidar a sua carreira com uma precoce nomeação ao óscar de melhor actor secundário.

Seguiram-se uma serie de papeis que seguiam a imagem criada por Bridges no filme de Bogdanovich em filmes como Fast Picture, Bad Company, The Last American Hero e Thunderbolt and Lightfoot, filme pelo qual foi nomeado pela segunda vez ao óscar, depois de ter roubado todas as cenas a Clint Eastwood.
O problema começou então. Os seus papeis estavam gastos e as novas abordagens não iriam resultar. King Kong, Somebody Killed Her Husband e Heavan´s Gate foram fracassos a todos os niveis, e agora com 30 anos, a carreira de Bridges teimava em não sair do sitio.
Este foi um cenário que se tornou recorrente até 1984. Dez anos perdidos que Bridges não deve querer lembrar tão cedo.
Mas com Starman, filme de 84, estava de volta o melhor Bridges. Um desempenho absolutamente notavel como um extra-terrestre que chega a terra e adquire forma humana, valeu-lhe a primeira nomeação ao óscar de Melhor Actor. E permitiu-lhe voltar a pensar numa carreira ao mais alto nivel. O mais dificil tinha ficado para trás.

Seguiram-se então nos anos seguintes uma serie de excelentes desempenhos em filmes muito aceitaveis. Primeiro foi Jagged Edge, depois 8 Million Ways To Die e, acima de tudo, Tucker : The Man and His Dream, filme poético de Francis Ford Copolla, que lhe proporcionou o seu melhor papel de sempre, apesar de ter sido ignorado pela Academia. No ano seguinte chegou a parceria com o irmão Beau, e com a diva Michelle Pfeifer em The Fabulous Baker Boys, um dos filmes mais interessantes do ano.
A carreira de Bridges continuava em alta no inicio da nova década. Primeiro revisitou o universo de Bogdanovich em Texasville e depois entrou, lado a lado com Robbie Williams, no filme de Terry Gilliam, The Fisher King.
1992 viria a mostrar mais um grande Bridges em American Heart e no ano seguinte viria aquele que é o seu papel favorito, Fearless. E quando muitos pensavam que o ritmo iria abrandar, ainda deu tempo para Wild Bill em 1995, uma abordagem realista e crua à vida do famoso Buffalo Bill.

Depois de dois anos em baixa, o grande regresso chegava em 1998 com Big Lebowski. O filme dos irmãos Coen é um dos mais fabulosos da década e o desempenho de Bridges como "The Dude" é sublime. No entanto, como habitualmente, a Academia preferiu ignorar esta pequena obra de arte. E Bridges continuava sem vencer prémios.
No ano seguinte, 1999, haveria Arlington Road, espectacular thriller com Tim Robbins, e em 2000 chegaria a sua 4º nomeação ao óscar, desta vez a terceira como melhor actor secundário, pelo filme The Contender onde viveu o Presidente dos Estados Unidos. Mais uma vez o prémio foi para outro.
K-Pax iria marcar o ano de 2001 para Bridges, num excelente contra papel a Kevin Spacey, no primeiro filme pós-óscar, e se em 2002 não haveria Bridges, este voltava no ano seguinte em força em Seabiscuit. Papel notável mas nem sequer considerado pela Academia, apesar das sete nomeações do filme.
Para 2004 ficou mais um "enorme" desempenho em The Door in the Floor e no próximo ano poderemos ver este grande actor em The Moguls e Tideland.

Um dos actores menos valorizados mas ao mesmo tempo, um dos mais completos da industria cinematografica norte-americana, Jeff Bridges é hoje um dos grandes injustiçados da história do cinema. Com 55 anos muitos acreditam que a sua hora chegará em breve, mas a verdade é que depois de trinta anos a brilhar ao mais alto nivel, esperava-se já um sinal de reconhecimento por parte dos seus pares. No entanto Bridges está na boa. Tranquilo, preparado para quando o momento chegar. E se não chegar? Paciência dira ele com aquele sorriso do tamanho do mundo.
Próximo Charme de Outono - Johnny Depp
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:52 PM
novembro 17, 2004
Charme de Outono : Jack Nicholson - Tudo sobre Jack...
Quando se fala de sucesso. Quando se fala de talento. Quando se fala de sorrisos. Quando se fala da arte de representar há sempre um nome que nos vem imediatamente à cabeça. Sim, é ele mesmo, provavelmente o único actor a poder dizer com confiança que ninguém faz o que ele faz melhor porque ele já o faz de forma perfeita...

Começou nos filmes de terror, passou pelo drama, pela acção e pela comédia. Hoje é simplesmente ele próprio, de dois em dois anos, e sempre que estreia um novo filme todos se apressam a antever "a grande performance do ano". Ele é simplesmente Jack Nicholson.
Nasceu a 22 de Abril de 1937 em Neptune, no estado de New Jersey, com o nome de John Joseph Nicholson. A história lembra-lo-á sempre no entanto como Jack Nicholson.
O pai abandonou-o quando ainda era pequeno, acabando o pequeno Jack por ter de crescer apenas acompanhado pela mãe, que julgava que era a irmã mais velha, e a avó, a quem tratava como mãe. Facto que só descobriu anos mais tarde, quando a revista Time fez uma pesquisa sobre a sua vida. Uma estória que já de si mostra a particularidade de ser ser "Jack Nicholson". Outra estória que se tornou celebre foi a sua alcunha "Mulholand Man", alcunha que conquistou por partilhar a "Bad Boy Avenue" juntamente com Marlon Brando e Warren Beatty, dois dos seus maiores amigos.
Depois de um infancia algo conturbada, foi estudar para a Manasquan High School, onde foi considerado "o palhaço da turma", titulo que conquistou ao amigo de infancia Danny de Vitto.
Aos vinte e um anos estreou-se no cinema e nunca mais faria nada na vida. Era o inicio de uma carreira sem igual.

O seu primeiro papel seria em The Cry Baby Killer, um drama em tons de horror movie. Depois da sua estreia, Nicholson começou um carreira em pequenos filmes sem grande destaque mas que, aos poucos, lhe permitiram acumular experiência e um nome em Hollywood. Desde The Little Shop of Horrors a The Raven, passando por Hells Angels on Wheels, era facil encontrar Nicholson neste genero de papeis de jovem rebelde briguento ou assassino. Mas conseguiri ele fazer outra coisa?
Em 1969 Dennis Hopper começou por escandalizar Hollywood com o seu filme Easy Rider. O escandalo era maior porque no filme estava Peter Fonda, o filho do mitico Henry Fonda, num papel pouco recomendável. Só que quem também lá estava, e em grande estilo, era mesmo Jack Nicholson. E muitas pessoas só se lembram mesmo dele neste filme tal foi o impacto do seu pequeno, mas bem aproveitado papel. Nicholson fechava assim a década na boca de todos, com uma nomeação ao óscar de melhor actor secundário, a mesma forma como abriria os anos 70 ao mostrar um notável desempenho no filme Five Easy Pieces que lhe valeria desta feita a sua primeira nomeação ao óscar de melhor actor.

O seu primeiro grande desempenho na década de 70 iria contudo em 1974 Depois de ter sido rejeitado por Copolla, para o papel de Michael Corleone, o jovem Nicholson entrou em Chinatown, notável filme de Roman Polanski onde viveu um Bogart-look alike de nome Jake Gitts. O filme foi um sucesso e Nicholson conseguiu a sua terceira nomeação ao óscar. Ele que é hoje o actor com mais nomeações conquistadas pela Academia, um total de 12.
Seguir-se-iam no ano seguinte Operation : Reporter e One Flew Over the Cuckoo´s Nest. O filme seria o mais espantoso em todo o ano, especialmente porque contou com um Nicholson "gigantesco". Segunda nomeação e primeiro óscar como Melhor Actor, num ano em que o filme também foi coroado com outras estatuetas douradas.
The Missouri Breaks não foi o sucesso que se esperava mas foi uma oportunidade dourada de Nicholson trabalhar com o amigo Marlon Brando, do qual era vizinho na mitica Mulholand Drive. Nesse mesmo ano faria The Last Tycoon mas a nota dominante é a de que a sua carreira ia esmorecendo no final da década de 70. Tendência que um papel notável mudaria rapidamente.

The Shinning é provavelmente um dos filmes de terror mais intensos dos últimos vinte cinco anos. E Nicholson, que tinha tido neste genero uma importante escola, o homem para o papel. A realização de Stanley Kubrick é inteligentissima mas são cenas como "Here´s Johnny" que pautaram o sucesso do filme em 1980. E com este sucesso também Nicholson estava outra vez em alta.
Começou a apostar em pequenos papeis secundários e conseguiu o que queria. Primeiro em Reds, filme do amigo Warren Beatty, recebeu a sua segunda nomeação como actor secundário, e dois anos depois, em 1983, conseguiria esse mesmo óscar pelo seu notável desempenho em Tearms of Endearment, onde viveu um ex-astronauta. A década estava a começar bem de novo mas desta vez iria ser boa até ao final. Com Prizzis Honor em 1985 vinha a primeira nomeação ao óscar de Melhor Actor em dez anos de carreira enquanto que os seus desempenhos em The Witches of Eastwick e Broadcast News continuaram a mostrar que estava em alta. Em Ironwed conquistou nova nomeação ao óscar de Melhor Actor secundário e em 1989 faria aquele que ele próprio considera como o seu desempenho mais pop, o de Joker em Batman.

Cons uns anos 80 de luxo, a década de 90 poderia ressentir-se. Afinal Jack tinha já mais de 50 anos e os bons papeis não surgem todos os dias.
A Few Good Men provou a todos que um Jack 55 anos era ainda um grande Jack. Os últimos 15 minutos do filme são todos dele e não surpreendeu ninguém que chegasse a 10º nomeação no final do ano. Só que Hoffa e Wolf acabaram por não ser os sucessos esperados por todos e durante alguns anos muitos pensaram que Nicholson não voltaria a ser o que era. Aliás a sua performance em Mars Attack não deixava nada de bom na memória dos fãs.
Só que a história é feita destas coisas. Calharia que seria aos 60 anos de idade que Jack Nicholson viveria o seu maior papel até hoje. Melvin Udall, o paranoico escritor de As Good As it Gets. O filme vive com base no ritmo que Nicholson impõe e o óscar era algo natural. Seria o seu 3º, um novo recorde para actores (fica a um do recorde de Khatarine Hepburn) e a prova viva de que este era um nome a marcar a letras de ouro na história do cinema.

Só que apesar do sucesso, Nicholson não parou. Quatro anos depois seria a estrela de The Pledge, o primeiro filme realizado por Sean Penn. O filme é dos mais fracos do ano mas Nicholson é igual a si próprio como aconteceu no ano seguinte no filme do jovem indie Alexander Payne. Em About Schmidt, é um Nicholson assumidamente veterano que mesmo assim faz o que quer de cada cena em que entra. O resultado seria a natural 12º nomeação ao óscar, se bem que já ninguém contava que ele fosse galardoado mais alguma vez. O ano de 2003 acabou por ser dos mais proliferos dos últimos anos graças a dois notáveis desempenhos. Primeiro como psiquiatra e mestre de Adam Sandler em Anger Management e depois como o veterano amante de Diane Keaton em Something´s Gotta Give, com uma das melhores performances do ano.

Nicholson é hoje o actor mais galardoado em actividade. Já recebeu mais nomeações para vários prémios, incluindo óscares, globos, baftas, do que muitos dos actores em actividade e o seu recorde de 3 óscares (2 como principal e 1 como secundario) permance intocável. Eterno fã dos LA Lakers (a gravação dos filmes são sempre planeados de acordo o calendário dos Lakers) e mulherengo eterno, Jack Nicholson é hoje do melhor que o cinema tem para oferecer. Talvez se um dia enviarem uma capsula para o espaço com uma colectanea dos seus melhores momentos, pode ser que aquilo que eles nos faz sentir aqui, seja sentido por tudo o que habitar esse universo sem fim.
Próximo Charme de Outono - Jeff Bridges
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:00 PM
novembro 16, 2004
Charme de Outono : George Clooney - O bom ladrão...
É um dos actores mais charmosos da sua geração. Entre os sucessos na televisão e no cinema conseguiu construir uma carreira sólida. Já apostou na realização com frutos e hoje é um dos nomes mais multi-facetados de Hollywood. E faz isso sempre com um sorriso espelhado na cara...

Filho do sul dos EUA, onde fez campanha pelo pai para este ser eleito senador, é um homem do mundo do espectáculo. Cresceu a ver o pai na televisão e foi aí que encontrou a fama, mais propriamente na secção do serviço de urgências. Daí a consolidar a sua carreira no cinema foi um passo, e agora será curioso ver os próximos desenvolvimentos da vida de uma estrela chamada George Clooney.
Nasceu George Timothy Clooney a 6 de Maio de 1961 em Lexington, cidade do estado do Kentucky no sul dos Estados Unidos da América. O pai, Nick Clooney, era um reputado reporter televisivo foi o primeiro a tentar trazer o seu filho para o mundo do espectáculo. Aos cinco anos começou-o a levá-lo para a regie do programa que apresentava e convenceu o filho a procurar uma carreira no jornalismo. No final, temendo uma futura concorrência com o próprio pai, o pequeno George partiu do meio jornalistico para ingressar na vida desportiva onde tentou por várias vezes a sua sorte como profissional de Baseball. Depois de ter sido rejeitado pelos Cincinatti Reds decidiu apostar numa vida ligada à representação. Por essa altura já tinha completado o liceu e tinha sido aceite na Northern Kentucky University, onde não acabou o curso que tinha começado. Estavamos em 1982 e a vida de Clooney a representar tinha começado. Iria honrar o nome do tio, José Ferrer, vencedor de um óscar de melhor actor em 1950, e acompanharia o primo, Miguel Ferrer, numa carreira de sucesso em Hollywood.

Depois de ter-se estreado no cinema num pequeno papel arranjado pelo primo, decidiu partir para Los Angeles onde durante um ano procurou, sem suceso, trabalho como actor. Sem dinheiro, vivia no armário de um amigo. Finalmente conseguiu estrear-se em Hollywood, em 1983, ao lado de Charlie Sheen mas o filme nunca saiu da prateleira para desespero de Clooney. Mas os estudios gostaram do que viram do jovem actor.
O seu primeiro papel de destaque viria curiosamente numa serie televisiva chamada E/R, em que o actor partilhava o elenco com Elliot Gould e Jason Alexander. E só em 1987 é que Clooney daria oficialmente os primeiros passos no cinema. Foi no filme Return to Horror High, horror-movie que antecedeu outros titulos menores como Grizlly2 : The Predator e The Attack of the Roaring Tomatoes e que seriam os únicos filmes que faria em toda a década. Eternamente divido entre a televisão, onde participou em diversas series, e os primeiros e timidos passos no mundo do cinema, George Clooney parecia passar completamente despercebido na Meca de Hollywood.

O inicio dos anos 90 pautou-se com diversas novas series de sucesso como Baby Talk ou Bodies of Evidence e com pequenos papeis no cinema em Unbecoming Age e The Harvest.
O grande "boom" na carreira de Clooney chegaria apenas em 1994 na serie ER - Serviços de Urgência. A serie foi um sucesso imenso e a sua personagem era o principal catalizador de emoções. De repente Clooney passava a ser uma das maiores estrelas do panorama televisivo norte-americano. E não demorou muito até a sua carreira em Hollywood começar a progredir. Primeiro foi no sucesso da critica From Dust Till Dawn, filme de Robert Rodriguez com argumento de Quentin Tarantino, e depois seria a sua passagem pela serie Batman, onde viveria em 1997 o Homem-Morcego, sucedendo a Val Kilmer. Ainda nesse ano foi, ao lado de Nicole Kidman, a estrela de The Peacemaker, outro sucesso junto do público que ajudou a consolidar a sua imagem de actor de sucesso. O ano acabaria em grande com a eleição para Homem mais Sexy do ano.

O ano seguinte começaria a consolidar a imagem do "bom ladrão" que George Clooney iria desenvolver nos anos seguinte. Primeiro ao lado de Jennifer Lopez em Out of Sight e em 1999 no notável sucesso de David O. Russell, The Three Kings. Nesse filmes Clooney chegou mesmo a defrontar-se com Russell a propósito de divergências na forma como Russell o filmava, tendo sido na altura apoiado pelo amigo Mark Whalberg, com quem partilhava o protagonismo do filme. No ano anterior Clooney tinha sido um dos muitos actores no sucesso The Thin Red Line.
A entrada no novo século chegava com o enorme sucesso dos irmãos Coen, O Brother Where Art Thou?, em que Clooney tinha a possibilidade de voltar ao seu estado natal. O filme mostrou um Clooney com um sorriso "pepsodent", imagem de marca do actor para os anos seguintes. Depois de trabalhar com os Coen, chegaria a vez de fazer, lado a lado com o amigo Whablerg, The Perfect Storm, filme de Wolfgan Peterson. O ano corria bem e depois de uma passagem pelo filme Spy Kids, chegava a altura de Clooney se juntar à troupe de Steven Soderbergh.

Em Ocean´s Elevan, George Clooney leva ao extremo a figura do bom ladrão, extremamente "cool". No seu primeiro filme com o seu grupo de amigos, que inclui Brad Pitt, Julia Roberts e o realizador Soderbergh, a sua interpretação foi o ponto alto do remake do maior sucesso do rat-pack de Sinatra, Martin e Sammy Davies Jnr. Papel que repetirá este ano no esperado Ocean´s Twelve.
2002 seria um ano de emoções mistas. A aposta no remake do sucesso de Andrei Tarkovski, Solaris, falhou em toda a linha, mas a sua estreia como realizador conheceu alguns aplausos interessantes. Confessions of a Dangerous Mind anunciava, acima de tudo, um Clooney fresco a dirigir a camara e pronto a ceder o protagonismo a outros actores em prole do resultado final. Para o elenco do filme voltou a juntar o grupo de amigos, dando o destaque a Sam Rockwell que conseguiu dessa forma uma das melhores performances do ano. E se em 2003 Clooney voltou a Spy Kids e ao amigo Rodriguez, também houve a oportunidade de o ver de novo na mão dos Coen no interessantissimo Intolerable Cruelty.

George Clooney é hoje, sem margem para dúvidas, um dos actores mais populares de Hollywood. Apesar da sua carreira não ter sido pontuada por magistrosas interpretações e sucessos retumbantes, o seu caracter e a forma de estar diante da camara granjearam-lhe imensos admiradores por esse mundo fora. Resta saber se será o Clooney cool que iremos ver nos próximos anos, ou o homem sóbrio que mostrou que dirigir é algo que também sabe fazer extremamente bem.
Próximo Charme de Outono - Jack Nicholson
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:08 PM | Comentários (6)
novembro 15, 2004
Charme de Outono : Gary Oldman - O Camaleão...
É um dos actores mais versáteis da história do cinema. Encarna todo e qualquer tipo de papeis sempre com a mesma genialidade. Encarnou desde personagens históricas a homens excentricos, sempre convencendo tudo e todos do seu enorme talento. É provavelmente o actor mais sub-estimado da sua geração. Um pecado que ainda vai a tempo de ser remediado...

Gary Oldman traz em si toda a chama dos actores britânicos aliado a uma versatilidade tipicamente norte-americana. É o homem dos sete oficios. Já foi vilão, heroi, politico, compositor, musico e feiticeiro. Mas sempre com o mesmo toque de génio.
Nascido a 21 de Março de 1958 em Londres, Leonard Gay Oldman é o fiho tipico de Londres. Os pais eram gente humilde e Oldman só entrou mesmo numa fase avançada da sua aprendizagem como actor graças a uma bolsa de mérito. Foi então que no Rose Bruford Drama College começou a dar azo a todo o seu talento. Em 1979 recebeu um prémio de alto mérito pelos progressos desenvolvidos. Passou para o Greenwich Young People's Theatre onde começou a representar de forma continua. Daí até saltar para os teatros do East End foi um instante. Em 1985 venceu o Prémio Revelação e Prémio Melhor Actor do teatro londrino pela peça The Pope´s Wedding. Estava a hora de provar o seu valor no cinema.

E para primeiro papel nada como a mitica personagem da cena musical Sid Vicious no filme Sid and Nacy. Estavamos em 1986 e esta seria a primeira personagem histórica que iria encarnar de forma tão convincente que já não imaginamos a mesma personagem interpretada por outro actor.
Depois foi Joe Orton, o conturbado dramaturgo gay britânico em Pick Up Your Ears, ao lado de Alfred Molina, em 1987. Seguiram-se excelentes desempenhos em Track 29, Criminal Law, Chattachochee e Rosencratz and Guilderstern are Dead, filmes de 89 e 90. Era uma fase boa para Oldman que se começava a afirmar entre os demais. Antes de saltar para a fama como Lee Harvey Oswald, no mitico filme de Oliver Stone, esteve em estado de graça em State of Grace - notável performance ao lado de Sean Penn e Ed Harris - e ainda em Heading Home.
Mas foi de facto JFK que o catapultou para a fama. A viver o suposto assassino de presidente Kennedy, Oldman é uma das peças fortes do filme sem nunca ser demasiado extravagante. A sua omnipresença reforça ainda mais a sua poderosa interpretação. E a fama ali tão perto.

E depois de ser Oswald não há nada como viver Dráculo. Foi isso que Oldman pensou quando aceitou o convite de Francis Ford Copolla para ser a estrela do seu mais recente filme, The Bram Stoker´s Dracula. Um papel intenso, como habitual, e cheio de profundidade dramática, ou seja, tipico de um filho dos palcos.
Em 1993 Oldman fez apenas Romeo is Bleeding, filme sobre o sub-mundo da policia e as suas relaçoes com a mafia.
O ano seguinte provou no entanto ser o melhor da sua carreira.
Primeiro foi Stansfield, a nemesis de Jean Reno no sucesso de Luc Besson, The Professional. E nesse mesmo ano conseguiu o seu maior desempenho de sempre - e um dos mais portentosos da década - ao viver o compositor Ludwig von Beethoven no inesquecivel Imortal Beloved. Um desempenho marcante mas que acabou por passar ao lado dos grandes prémios. Por essa altura já se percebia que Oldman era, a par de Johnny Depp, o actor mais sub-valorizado da sua geração.

O ano seguinte seria marcado por dois filmes apenas, Murder in the First e The Scarlett Letter, onde contracenou com Demi Moore num drama de época, onde valores morais e um amor impossivel se cruzam de forma impiedosa.
Basquiat iria dar a Oldman mais uma hipótese de brilhar, desta vez como elemento secundário, enquanto que em 1997 seria um Oldman hilariante aquele que Luc Besson escalou para entrar no seu sucesso The Fith Element.
Por essa altura a faceta de vilão de Oldman estava em alta o que se confirmou no filme Air Force One, ainda de 1997, no tele-filme Jesus, onde foi Pilatos, e ainda no notável The Contender, filme que para muitos poderia ter sido o da coroação tão ansiada. O que obviamente não veio a acontecer.

Hannibal marcava a estreia de Oldman no novo século. Era já uma fase baixa da carreira do notável actor, sucessivamente desaproveitado pelos grandes estudios. E depois de dois anos de trabalhos pouco reconhecidos, chegou a hipótese de Oldman se estrear num grande blockbuster. Foi em Harry Potter and the Wizard of Azkaban. Oldman só surge em cena nos últimos vinte minutos mas a forma como o faz desiquilibra logo as contas a seu favor. E prova a todos que ainda está no seu melhor.
Para os próximos tempos espera-se o regresso ao seu papel de Sirius Black em Harry Potter and the Goblet of Fire e Harry Potter and the Order of Fenix e ainda a ansiada performance em Batman Begins, onde viverá um jovem tenente Gordon.
Próximo Charme de Outuno - George Clooney
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:27 PM
novembro 14, 2004
Charme de Outono: Dustin Hoffman - O simbolo de uma era
São já quarenta anos de carreira ao mais alto nivel na Meca do Cinema. Depois de uma estreia que acabou por se tornar quase mitica até aos papeis mais leves dos dias de hoje, esta foi uma carreira marcada a letras de ouro com performances abençoadas pelos deuses. E é por isso que ele é hoje, sem duvida alguma, considerado um dos melhores actores de sempre...

Quem tem a sorte de se estrear em Hollywood com um filme tão forte como The Graduate e ser a estrela de tantos outros sucessos durante mais de tritna anos, só pode ser abençoado. Pelos deuses mais pelo talento também. E talento é algo que não falta a este "monstro sagrado" que é Dustin Hoffman.
Nasceu a 8 de Agosto de 1937 em plena Cidade dos Anjos - L.A - numa altura em que essa já era a capital mundial do cinema. Talvez por isso se perceba que, desde sempre, Hoffman esteve em casa.
Depois de uma infancia marcada pela rebeldia dos californianos do pós-guerra, Hoffman mostrou não ter grande talento na escola. Até a um dia em que se inscreveu numa cadeira de representação porque um amigo lhe dinha tido que naquela disciplina ninguém reprovava. E Hoffman não só não reprovou como encontrou ali a rampa de lançamento para uma carreira notável. No final decidiu-se pela arte de representar apenas pelo motivo de que não queria ir trabalhar como todos os outros. E ele não era como todos os outros, de facto.

Depois de anos a aprender numa escola de representação em Pasadena conheceu Gene Hackman. O actor que mais tarde viria a ser galardoado com dois óscares desistiu do curso e procurou a sorte em Nova Iorque. Meses depois Dustin Hoffman foi à sua procura e acabou por morar no chão da sua cozinha. Eventualmente ambos acabariam por conhecer um terceiro actor, Robert Duvall, com quem partilhariam algumas agruras. E assim estava formada a coluna vertebral da representação norte-americana da década de 70 (faltará apenas Al Pacino, Jack Nicholson e de Niro).
Aos 29 anos conseguiu finalmente um papel diante das camaras. Foi numa produção televisiva, The Journey of the Fifth Horse. No ano seguinte surgiria a estreia no cinema. Mel Brooks, vizinho de Hoffman, tinha-lhe dado o papel de destaque na peça The Producers que iria estrear esse ano na Broadway. Só que Anne Bancroft, mulher de Brooks, sugeriu Hoffman para The Graduate, o seu próximo filme. Na altura de escolhar entre Hollywood e a Broadway, Dustin Hoffman não teve duvidas. O filme foi um sucesso e a sua estreia foi apelidade da masi entusiasmante de sempre. Eventualmente chegaria a sua primeira nomeação ao óscar, logo no primeiro filme.

Dois anos depois mais um grande desempenho num filme de sucesso. Ao lado de Jon Voight, o jovem Dustin Hoffman encarnou um tuberculoso cowboy em Midnight Cowboy, filme que acabaria galardoado com vários óscares. As cenas finais do filme, com Hoffman a morrer lentamente, tornaram-se marcantes e marcaram de imediato a sua carreira. A partir desse momento ele deixava de ser uma jovem promessa. O filme dar-lhe-ia, lado a lado com o colega Voight, a nomeação ao óscar de Melhor Actor, a segunda em três anos, algo notável para quem tinha feito apenas cinco filmes.
No entanto, e tirando Litle Big Men em que Hoffman vive Crazy Horse, o mitico indio, dos 17 aos 112 anos, foi preciso esperar mais quatro anos para ver o actor em grande forma. Em 1973 surgiu ao lado de Steve McQueen em Papillon. No entanto a sua performance devastadora como o comediante maldito Lenny Bruce chegou em 1974 e conquistou tudo e todos, menos o óscar para o qual foi nomeado pela terceira vez em Lenny. Entretanto já lhe tinham recusado o lugar de Michael Corleone na saga The Godfather e preparavam-se para lhe dizer que não no filme One Flew Over the Cuckoo´s Nest, que viria a consagrar Jack Nicholson.

No entanto em 1976 deu-se o seu regresso em estilo em All the President´s Men onde viveu o jornalista Carl Bernstein, ao lado de Robert Redford no filme de Allan J. Pakula. Apesar das nomeações que o filme conseguiu, Hoffman falhou a sua quarta nomeação. Mas muitos já afirmavam que estava na hora do actor ser consagrado, naquele que era uma década espectacular para Hoffman. Em 10 anos tinha interpretado já inumeros miticos papeis e conquistado quase uma mão cheia de nomeações.
Depois de Marathon Men, onde brilhou ao lado de Laurence Olivier, chegaria, três anos mais tarde, em 1979, o seu óscar. O filme, que venceria varias estatuetas, seria Kramer vs Kramer, e ao lado de Meryl Streep, que começava aqui uma carreira de glória, Hoffman esteve igual a si mesmo, ou seja genial. Na noite de glória, ele que tinha dito que não lhe interessavam os prémios depois de ter sido derrotado pela terceira vez em 1974, estava eufórico. A vitória era justa.

Os anos 80 por sua vez mostraram ser uma década atipica. Apesar dos seus dois melhores desempenhos de sempre terem aberto e fechado a década, a verdade é que Dustin Hoffman esteve afastado do cinema fazendo apenas cinco filmes em dez anos.
O primeiro seria Tootsie, provavelmente uma das comedias mais hilariantes da história do cinema norte-americano. Hoffman foi ele e ela neste notável filme e voltou a ser nomeado ao óscar, pela sexta vez. Perdeu, injustamente, para Ben Kingsley mas mostrou que após três anos de inactividade, estava de volta em estilo.
Só em 1988 é que Hoffman voltou ao seu melhor, depois de dois titulos menores a meio da década. Em Rain Man ele é absolutamente notável como o autista Charlie Babbit. A sua performance esmagadora valeu-lhe o seu segundo e último óscar de melhor actor. E para fechar os anos 80, Dick Tracy, filme onde mostrou o seu ar de vilão sedutor diante do charme de Warren Beatty.

O inicio dos anos 90 mostrou um Hoffman activo e em papeis interessantes. Exceptuando a sua performance no desastro Hook, em 1991, foi refrescante vê-lo em Billy Bathgate e Hero, que provaram ser dois dos seus melhores papeis de sempre. Seguir-se-iam mais alguns anos de inactividade até 1997, altura em que, ao lado de Robert de Niro, viveu a personagem Stanley Motts no notável Wag the Dog. Contra todas as previsões, Hoffman conseguiu a sua sétima nomeação ao óscar de Melhor Actor, um feito notável. Apesar da derrota para o eterno rival Jack Nicholson (eles são, provavelmente, os dois melhores actores da geração de 69) esta foi a prova de que, aos sessenta anos, Hoffman ainda estava bem vivo.

Desde aí para cá as suas personagens têm-se tornado cada vez mais leves.
Se exceptuar-mos a sua notável aparição na Jean D´Arc de Luc Besson, o humor tem sido a nota dominante nos seus últimos anos de carreira. A prova está bem à vista este ano, tanto em I Hearth Huckbees como em Meet the Fockers. O seu desempenho em Finding Neverland já foi igualmente louvado havendo a clara hipótese de em 2004 Hoffman ter a sua primeira nomeação como melhor Actor Secundário.

Dustin Hoffman é sem duvida um daqueles actores que, independentemente do filme em que entra, arrasta centenas de espectadores às salas de cinema. O seu estilo muito particular de encarar a camara dá-lhe uma força extra que poucos actores conseguem ter. E a sua diversidade de personagens que podem ir do moribundo Ratso Rizzo em Midnight Cowboy à hilariante Dorothy Michaels em Tootsie são a prova viva de que aqui mora uma das estrelas mais cintilantes da história do cinema.
Próximo Charme de Outono - Gary Oldman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:45 PM
novembro 13, 2004
Charme de Outono: Denzel Washington - Uma Força da Natureza!
Tornou-se o primeiro actor negro em quase quarenta anos a vencer um óscar de melhor actor. E é o único negro a ter dois óscares em casa. Uma carreira de grande sucesso para um actor de talento imenso. É um dos simbolos da geração de 85 e hoje é, sem margem para dúvidas, um dos três melhores actores do mundo. Ele é um exemplo a seguir para uma comunidade que continua a procurar o seu lugar no sol de Hollywood...

Como o próprio disse na "sua" noite, em Março de 2001, tinha vivido toda a vida atrás do fantasma de Sidney Poitier, o maior simbolo para a comunidade negra norte-americana. Mas hoje ninguém tem duvidas que é ele, Denzel Washington, vencedor de dois óscares (o primeiro por Glory e o segundo por Training Day), o porta-estandarte de toda uma raça.
Denzel nasceu a 28 de Dezembro de 1954 em Mont Vernon no estado de Nova Iorque. Era o filho do meio de uma familia de profundas crenças religiosas. A mãe era esteticista e o pai um pastor da Igreja de Pentecostes, o que influenciou muito a formação moral do jovem. Depois de ter completado o liceu, decidiu inscrever-se no curso de jornalismo na Fordham University. Só que foi aí que o "bichinho" da representação tomou conta dele. Partiu para a Califórnia e inscreveu-se no American Conservatory Theater onde só ficou um ano. Depois de ter tido as primeiras lições, achou que seria a experiencia do dia a dia que seria fundamental na sua aprendizagem. E foi então que começou a procurar trabalho como actor, tarefa nunca fácil para um jovem negro num país onde a igualdade entre as raças ainda está mais no papel do que na prática. Em 1977 conseguiu o seu primeiro papel na televisão.

A primeira metade dos anos 80 foram passados na televisão. Em 1982 entrou na popular serie St. Elsewhere e só em 1987 conseguiria o seu primeiro papel de destaque no cinema. O filme era Cry Freedom, e ao viver o mitico Steve Biko, o jovem Denzel mostrou logo ter potencial para grandes voos. Algo que dois anos depois foi facilmente provado em Glory. Ao interpretar um rebelde soldado negro na dificil Guerra Civil norte-americana, Denzel dominou por completo o filme. Acabou galardoado com o óscar de melhor actor secundário. Era a primeira vez em 25 anos que um actor negro era premiado pela Academia e muitos viam nisso um sinal positivo para o futuro de Washington. Afinal ele era já um eleito.
No entanto o inicio dos anos 90 não se revelaram tão proliferos como se esperava. Denzel participou em produções menores e só em 1992 voltou a dar o verdadeiro ar da sua graça no filme de Spike Lee, Malcom X. Mais uma vez Denzel Washington foi fantástico a viver o revolucionário muçulmano dos anos 60 e não surpeendeu ninguem que colecionasse, aos 39 anos, a sua segunda nomeação ao óscar.

1993 acabaria por se revelar um excelente ano para o actor. Entrou na adaptação de Kenneth Branagh da obra de William Shakespeare, Much Ado About Nothing, e ao lado de Julia Roberts brilhou em The Pelican Brief. No entanto a sua melhor performance foi no sucesso do ano Philadelphia, onde actuou com grande frieza como advogado de Tom Hanks. Hanks, que ganharia o primeiro óscar neste filme, diria mais tarde que nas rodagens de Philadelphia tinha aprendido mais cinema do que nos anos que tinha de carreira, isto a ver Denzel representar.
No entanto até 1996, ano de Courage under Fire, custou a Denzel voltar aos seus grandes momentos. Mesmo tendo entrado em Crimson Tide, filme de Tony Scott onde contracenava com Gene Hackman.
De facto os anos 90 acabaram por ser de sensações mistas para o actor. A sucessos como Philadelphia e Malcom X contrapunham-se falhanços em toda a linha. E seria assim até ao final dos anos 90, altura em que o actor voltou aos papeis de qualidade. Em 1999, o filme Bone Colector abria as portas para um periodo verdadeiramente dourado na sua carreira.

Nesse mesmo ano, e depois do sucesso de The Bone Colector, chegou a sua terceira nomeação ao óscar por The Hurricane. O filme onde Washington encarnava a personagem veridica de Rubin Carter viveu das explosões de garra de Denzel que acabaria por perder o óscar para Kevin Spacey, quando muitos pensavam que seria o ano da sua consagração. Não foi mas revelou-se uma importante data para o actor marcar o seu regresso. Em 2000 mais um grande desempenho em Remember the Titans, um dos filmes mais interessantes do ano. Mas a glória chegava em 2000 no mitico Training Day. Muitos pensavam que Russel Crowe iria repetir o triunfo do ano transacto mas ninguém conseguiu resistir à notável performance como capitão Alonzo Harris no filme de Antoine Fuqua. Provavelmente uma das melhores representações de sempre de um actor, a vitória na cerimónia da Academia não surpreendeu ninguem. E Denzel tornava-se no primeiro actor negro a vencer dois óscares, numa noite onde, curiosamente, Sidney Poitier também era homenageado.

A partir desta data memorável a carreira de Denzel Washington arrancou para a consagração total. John Q e Antwone Fisher - este realizado por si - foram dois sucessos de bilheteira e reforçaram ainda a imagem de sucesso que o actor transparecia. Já este ano, Denzel Washington brilhou em tres filmes distintos. Primeiro no filme extremamente "cool" que foi Out of Time. Mais tarde seria um carrasco implacável em Man on Fire e por fim revivaria o papel original de Frank Sinatra em The Manchurian Candidate, mas com muito mais intensidade dramática note-se.

Denzel Washington é, a par de Tom Hanks e Sean Penn um dos três melhores actores do momento. A sua garra, as suas explosões num overacting soberbo e a sua imensa sensualidade marcam todas as suas performances. É o "pai" de toda uma nova geração de talentosos actores negros como Will Smith e Jamie Foxx e poucos acreditam que não volte a ser premiado. É que, como a sua carreira vai, é um sentimento geral de que o melhor de Denzel Washington poderá estar para vir. Não que existam Training Day´s todos os anos, mas porque ele é de facto uma força da natureza.
Próximo Charme de Outono - Dustin Hoffman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:00 PM | Comentários (3)
novembro 12, 2004
Charme de Outono : Brad Pitt - O Menino Bonito
Desde bem cedo que se converteu num dos grandes sex-symbols dos nossos dias. Mas ao longo dos últimos quinze anos soube também conseguir mostrar que vale bastante como actor. Resta saber como o seu futuro se vai desenrolar. Será ele que decidirá se Brad Pitt encontrará o seu lugar na história do cinema...

Nasceu a 13 de Dezembro de 1963 bem no centro dos Estados Unidos no estado de Oklahoma. Os pais baptizaram-no William Bradley Pitt e quando ainda era pequeno levaram-no para Springfield no Missouri. Brad Pitt cresceu assim num ambiente tradicionalista do sul dos "states". Era um brilhante aluno na escola, algo pouco comum com muitos dos actores da sua geração. Era craque em desporto, mas também em teatro, equipas de debate e ajudava também a dirigir o jornal da escola. E foi em jornalismo que se viria a inscrever na Universidade do Missouri. Apesar de ser bom aluno faltaram-lhe dois créditos para terminar o curso. A razão? Pitt tinha sido convencido a partir para a Califórnia onde alguém certamente estaria mais atento aos seus talentos de representação. E assim foi ele para Hollywood procurar a sua oportunidade. No entanto demorou até ser finalmente notado. Para sobreviver Brad fazia um pouco de tudo, desde guiar limousines até vestir-se de galinha para publicitiar um restaurante no centro de Los Angeles. Mal sabia ele que acabaria eventualmente por ser tornar num dos icones da Hollywood dos anos 90.

Depois de curtos papeis na televisão estreou-se em 1989 no horror film Cutting Class. Não comprometeu e depois de um ano inteiro apenas a trabalhar para a televisão acabou por ser escolhido por Ridley Scott para entrar ao lado de Geena Davies e Susan Sarandon no road-movie Thelma and Louise. As suas cenas arrebatadoras com Davies convenceram a critica, que o nomeou uma das 10 maiores promessas do ano, e o público que viu imediatamente nele todos os traços de sex-bomb masculino.
Ainda em 1991 Pitt seria Johnny Suede e entraria também no thriller Across the Tracks. No ano seguinte os pontos mais altos acabariam por ser Cool World e A River Runs Trough It. 1993 seria o ano de Kalifornia, onde voltou a dar uma interessante interpretação e em 1994 chegaria o seu primeiro papel principal de destaque em Interview With the Vampire onde viveria Louis de Pointe du Lac, um vampiro com escrupulos. A sua carreia começava a descolar e o ano seguinte acabaria por se revelar o seu ano dourado.

Depois de ter recusado participar em Apollo´s 13 para poder juntar-se a Bruce Willis em Twelve Monkeys, o jovem Brad Pitt, que tinha acabado de ser nomeado como o homem mais sexy à face do plante pela People Magazine, convenceu tudo e todos com a sua notável performance. O prémio seria a sua nomeação, única até hoje, para o óscar, na categoria de melhor actor secundário. E apesar de não ter ganho, Pitt seria um dos actores do ano graças igualmente ao seu excelente desempenho no fabuloso S7ven, filme de David Fincher onde partilhava o ecrãn com Morgan Freeman, Kevin Spacey e a bela Gwyneth Paltrow com quem começaria uma relação que acabaria em 1997, apesar de por essa altura os dois actores estarem já noivos e serem a grande sensação de Hollywood.
Um ano tão bom indicava a muitos que a partir de agora era sempre a subir mas em 1996 Brad Pitt apenas entrou em Sleepers, filme aplaudido pela critica mas que falhou em ser o sucesso que se esperava. No ano seguinte, no entanto, Pitt voltaria aos seus grandes momentos. Primeiro em The Devil´s One, um excelente filme de acção onde, ao viver um rebelde terrorista do IRA, Pitt contracena com Harrison Ford. E depois em Seven Years in Tibet, filme marcante mas que falhou em ser o sucesso que se esperava. Por causa do seu desempenho Pitt ficou proibido, até hoje, de entrar na China. Mesmo assim o filme revelava um actor já bastante maduro, pronto a encarar de frente os obstáculos que se seguiriam.

A prova de fogo de Pitt para muitos chegou em 1998 ao lado de Anthony Hopkins. O filme era Meet Joe Black e a maioria dos amantes do cinema, que depositavam em Pitt grandes esperanças para ser um dos lideres da sua geração - o que viria a não acontecer - queriam ver como o actor se safava ao lado de uma estrela como Hopkins. O filme foi um sucesso e o jovem passou no teste com distinçao encarnando uma morte gélida e extremamente sedutora. E no ano seguinte, de novo ao lado de David Fincher, chegou Fight Club, filem que se tornaria rapidamente um titulo de culto e que granjeou a Pitt inumeros fãs, especialmente pelo seu desempenho explosivo. Também em Snatch, filme hilariante de Guy Ritchie, deu um show de interpretação e mostrou que era um actor já feito. Faltavam agora papeis de destaque em produções feitas para ganhar e não apenas para fazer dinheiro. Só que elas tardavam em aparecer. O facto de ter sido o primeiro homem a ser eleito duas vezes o homem mais sexy à face do planeta pela revista People reforçava a ideia dos estudios de que Pitt era mais um menino bonito do que propriamente um actor de qualidade. E assim o actor entrou no novo século em filmes menores.

Primeiro seria The Mexican, onde contracenava com a recem-oscarizada Julia Roberts. O filme foi um fracasso em toda a linha e condenou a ambição de Pitt em atingir voos mais altos. Seguiu-se Spy Game, filme de acção com Robert Redford que também falhou em assumir-se como uma referência no genero acabando Brad por ter de se render ao cinema de Soderbergh. Primeiro em Ocean´s Eleven e depois em Full Frontal, foi um Brad Pitt relaxado e numa onda cool que surgiu diante dos espectadores. O actor tinha acabado de casar com a também actriz Jennifer Anniston e tinha-se fartado de procurar papeis. Agora, achava ele, deveriam ser os papeis a bater-lhe à porta. A amizade com o grupo de Soderbergh, que inclui George Clooney e Julia Roberts, acabou por facilitar a sua participação no primeiro filme realizado por Clooney, Confessions of a Dangerous Mind e no próximo Ocean´s Twelve, cuja estreia está agendada para Dezembro.

Foi mais ou menos por essa altura que lhe chegou às mãos o papel que ele esperava à tanto tempo. A Warner Bros queria produzir um verdadeiro épico histórico e pensou imediatamente em Pitt para viver o papel mitico de Aquiles. O actor nem pensou duas vezes e entrou na super-produção de Wolfgan Peterson. Depois de um treino intensivo - intercalado apenas pelo filme Sinband and the Seven Seas em que deu a voz ao personagem principal - tinha chegado a hora de brilhar finalmente. Só que em Troy a estrela acabou por ser Eric Bana e Brad Pitt sofreu com a forma como o realizador alemão abordou o filme. Um fracasso junto da critica, pouco aplaudido junto do público, e mais uma oportunidade perdida para Brad Pitt brilhar. Oportunidade que vai tentar recuperar certamente nos próximos anos, primeiro com Mr and Mrs Smith e depois com a adaptação de The Time Traveler's Wife juntamente com Jennifer Anniston com a qual faz um dos casais mais poderosos de Hollywood.

Brad Pitt é ainda hoje visto mais como um sex-symbol do que como um actor. Apesar de muitos terem pensado nele como o porta estandarte da sua geração, a verdade é que até hoje o actor tem falhado em afirmar todo o seu talento, um pouco como o amigo Tom Cruise. Talvez o que falte sejam projectos de maior envergadura ou um pouco de sorte. Mas com 41 anos está na altura de Pitt definir um rumo para a sua carreira. Os seus próximos anos serão portanto extremamente interessantes de seguir.
Próximo Charme de Outono - Denzel Washington
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:39 AM | Comentários (6)
novembro 11, 2004
Charme de Outono : António Banderas - O Amante Latino...
Aprendeu com o mestre Almodovar a não ter medo de dar tudo por todo. Depois de um estágio longo ao serviço do carismático realizador espanhol decidiu experimentar o cinema na versão de Hollywood. E ninguém poderá dizer que não se saiu bem. Afinal ele éa inda, aos quarenta e quatro anos, a personificação perfeita do latin lover...

Nasceu em Malaga, no sul da vizinha Espanha, a 10 de Agosto de 1960 com o nome de José Antonio Domínguez Bandera. Os pais eram gente simples e o seu sonho era o de qualquer miudo espanhol: ser jogador de futebol. Só que aos 14 anos o pequeno Antonio partiu um pé e hipotecou uma carreira no mundo do desporto. Foi então que surgiu a representação. Depois de vários anos a trabalhar em peças escolares e pequenas companhias locais, aos vinte anos António rumou a Madrid onde entrou no mundo do teatro espanhol e, ao mesmo tempo, começou a surgir em series e novelas televisivas. Na Espanha do pós-franquismo o jovem Antonio começava a ganhar protagonismo. Depois conheceu Pedro Almodovar, um jovem realizador excêntrico que iria mudar o cinema espanhol, e nada foi o mesmo.

Laberinto de pasiones, de 1982, foi a sua estreia no cinema e logo pela mão daquele que se viria a revelar o maior realizador espanhol de todos os tempos. Banderas interpretava um gay que era ao mesmo tempo um terrorista islâmico. Era o primeiro de muitos papeis delirantes que o actor interpretava para Almodovar, que neste sua primeira fase era também o realizador mais barroco da Europa. Durante os dez anos seguintes Banderas trabalhou com Almodovar e com vários emergentes realizadores espanhois. Filmes como El Senõr Galiendez ou Caso Cerrado foram reforçando o seu papel no meio cinematográfico espanhol. Mas seriam os seus filmes almodovarianos - Matador, La Ley del Deseo, Mujeres al bordio de un ataque de nervios e Atame! - que o tornariam um icone do cinema espanhol dos anos 80.

Em 1992 o salto para Hollywood no filme Mambo Kings. Como continuaria a acontecer com regularidade, o seu forte sotaque andaluz levou a que os seus papeis tivessem sempre uma origem latina. Em Mambo Kings foi um dançarino cubano de grande talento. Já em The House of Spirits, filmado em Portugal, trabalhou ao lado de alguns dos grandes actores de Hollywood como Meryl Streep, Jeremy Irons e Glenn Close. No mesmo ano seria o amante de Tom Hanks em Philadelphia, filme pelo qual foi bastante aplaudido pela critica. A sua carreira nos Estados Unidos ia de vento em popa.
O seu papel principal chegaria com Of Love and Shadows, um melodrama de 1994 com Jennifer Connely que acabou por não ter grande aceitação por parte da critica. Nesse mesmo ano seria Armand, o lider dos vampiros parisienses em Interview With the Vampire, onde contracenou com Brad Pitt e Kirsten Dunst.

A sua estreia como actor principal lançaria-o para novos voos. E em 1995 foi a afirmação definitiva de António Banderas como a estrela latina de Hollywood.
Desperado seria o papel que o lançaria para a fama. Neste filme de Robert Rodriguez - continuação de El Mariachi - e com Salma Hayek e Joaquim de Almeida, Banderas é um tocador de viola que vive de outro grande talento: a arte de matar tudo o que se mexe. O filme tinha cenas de acção verdadeiramente espectaculares e um humor truculento que impressionou tudo e todos. Ainda nesse ano e ao lado de Juliane Moore e Silvester Stallone (num filme escrito pelos irmãos Wachowski, que mais tarde criariam The Matrix) Banderas surge em Assassins mantendo bem viva a chama de eximio atirador que ganhara no filme de Rodriguez. O ano acabaria com o thriller-erótico Never Talk To Strangers onde Banderas seduz Rebeca de Mornay.

No final de 1995 tinha estreado Two Much. O filme era uma comedia romantica sem grande argumento mas acabou por ser um filme marcante na carreira de Banderas. O actor conheceu Melanie Grifith, a filha de Tippi Hedren, e ambos apaixonaram-se de imediato. Um ano depois o casal dava o nó (Banderas já tinha estado casado entre 1987 e 1996 com uma actriz espanhola) e começava uma das mais famosas e duradouras relações de Hollywood.
E depois de um ano de extrema violência, eis que chegou o ano dos papeis dramáticos. Em 1996 o actor espanhol é o Che ao lado de Madonna no musical Evita. Banderas conseguiria por este filme uma nomeação ao Globo de Ouro de melhor actor (que perderia para Tom Cruise), a prova de que o seu trabalho estava mesmo a ser apreciado em Hollywood.

Em 1998 surgiu The Mask of Zorro. O filme foi um êxito tremendo e António Banderas voltou a mostrar porque era o perfeito sex-symbol latino nos Estados Unidos. Ao lado do veterano Anthony Hopkins e da estreante Chaterina Zeta-Jones, o espanhol é eloquente como o sucessor do mitico heroi californiano. E no ano seguinte mais um grande exito, desta vez em The 13th Warrior onde encarna um guerreiro árabe que tem de lutar ao lado de uma tribo viking contra um inimigo nunca visto. Um belissimo filme de acção e mais um desempenho a juntar ao livro de notas. Banderas estava em alta e nem o delirante The White Kid River abalou o seu protagonismo. Até porque Play it With the Bone, o filme onde partilhou o ring de box com Woody Harrelson foi um sucesso de box-office.
Nesse ano de 1999 Banderas estreava-se na realização. Crazy Alabama (que contava no elenco com toda a familia, desde a mulher até aos seus jovens enteados). Apesar de não ter sido dos melhores filmes do ano foi curiosa a forma descontraida com que o actor experimentou o outro lado da camara.

The Body, onde viveu um padre católico que vive na dúvida sobre se a morte de Cristo foi real ou não, e Spy Kids, onde trabalhou de novo com Robert Rodriguez, marcaram o seu regresso ao cinema depois de ano e meio de ausência. Banderas decidira experimentar o teatro norte-americano na Broadway e saiu-se tão bem como tinha sucedido na sua Espanha natal. O final desse ano ficaria marcado por Original Sin, o thriller erótico em que partilhou o ecrãn - e a cama - com a emergente Angelina Jolie.

Em 2002 regresso à saga Spy Kids, mas, mais do que isso, dois dos filmes mais aplaudidos do ano contaram com a sua presença.
Em Frida, Banderas volta a trabalhar com Salma Hayek (filme que lhe valeu a sua nomeação ao óscar) e em Femme Fatale, ao serviço de Brian de Palma, Antonio Banderas dá um desempenho extraordinário ao lado da bela Rebeca Romjin-Stamos. O ano não acabaria sem um pequeno flop, Balistic, que no entanto passaria despercebido.
E em 2003, para além de completar a trilogia Spy Kids, num papel muito fora do normal na sua carreira, houve a oportunidade de viver a personagem Pancho Villa num telefilme de sucesso And Starring as Pancho Villa Himself. Mas o grande destaque do ano acabou por ser o seu regresso à personagem El Marachi em Once Upon a Time in Mexico. Mais uma vez um filme de acção cheio de garra por parte de Robert Rodriguez que recolocou Banderas no mapa das grandes personagens de acção. Ele que acabaria por ser revelar uma das maiores estrelas de um grande exito de 2004, Shrek 2. A sua personagem, o Gato das Botas, trouxe outra vida ao filme e a sua voz marcadamente latina conquistou os espectadores de todas as idades.

Neste momento Banderas está a gravar o esperado The Legend of Zorro, a continuação do seu grande sucesso de 1998. Para além disso há sempre a Broadway, onde o actor gosta de actuar com regularidade, e a sua paixão pela realização. Banderas é hoje um actor extremamente popular e com grande talento. Aos 44 anos está no pique da sua forma e não nos admirariamos se nos próximos anos ele volte a dar um salto qualitativo imenso, fazendo desta uma biografia quase obsoleta.
Próximo Charme de Outono - Brad Pitt
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:27 PM | Comentários (2)
novembro 10, 2004
Charme de Outuno - Anthony Hopkins - O Sir do Cinema
O titulo de Sir assenta-lhe que nem uma luva. Depois de anos em que esteve afastado das telas, os últimos quinze anos mostraram nele um dos maiores actores de todos os tempos, e, provavelmente, uma das maiores lendas vivas da representação. Apesar de ter conquistado a fama graças a um mitico papel, na verdade, é toda uma carreira que está, e ficará para sempre, na memória da história do cinema...

Um dos mais icónicos actores britânicos da actualidade, Sir Anthony Hopkins é a prova de que velhos são os trapos. Apesar de ter entrado tarde para a ribalta, ninguém duvida que Hopkins é dos actores mais completos a surgirem nos últimos 15 anos da história do cinema.
Nascido Philip Anthony Hopkins a 31 de Dezembro de 1937 no Pais de Gales, a vida de Anthony Hopkins dividiu-se entre os palcos e os estudios de cinema mas a verdade é que a representação sempre foi tão importante para ele como o ar que respira.
Apesar de ter tido uma infancia dura e de detestar ir à escola, especialmente nos dificeis invernos galeses, foi no teatro que encontrou a sua verdadeira inspiração. Protegido do mitico Laurence Olivier deu os primeiros passos como actor profissional na década de 60 nos palcos londrinos. Em 1967 experimentava o cinema no filme The Wihte Bus, depois de ter também aparecido numa serie de televisão. No ano seguinte mostrou pela primeira vez ao mundo todas as suas potencialidades como actor ao encarnar Ricardo Coração de Leão no já mitico filme Lion in Winter. Ao lado de outros actores que dividiram a carreira entre os palcos e o cinema como eram Peter O´Toole, Khaterine Hepburn e Timothy Dalton, o jovem Hopkins soube encarnar o principe Ricardo com grande entusiasmo o que lhe valeu eventualmente o aplauso da critica. O primeiro!

No entanto, apesar de todos esperarem que ele se confirmasse como uma das grandes esperanças do cinema britânica, Hopkins preferiu dividir-se nos vinte anos seguintes pelos palcos e pelas series de televisão. Entre 1968 e 1988 fez apenas 11 filmes, mas em troca brilhou nos palcos londrinos e ainda conseguiu vencer dois Emmys, pelos seus desempenhos em The Bunker, onde encarnou Adolf Hitler, e The Linderberg Kidnapping Case.
Entre a pouca mais que uma dezena de filmes em que entrou destacam-se Juggenaut, filme de 1974, Magic, de 1978, e ainda The Elephant Man, estreia de David Lynch na realização, filme hoje já de culto especialmente pelo desempenho notável de John Hurt. Por essa altura superou a sua dependência do alcool, salvando-se assim de encontrar o mesmo destino que o seu amigo e compatriota Richard Burton, com o qual era várias vezes comparado.

No final dos anos 80, e depois de se ter consagrado como um dos maiores actores de teatro de sempre em Inglaterra, Anthony Hopkins decidiu finalmente dar o salto para o cinema de Hollywood. Era uma medida algo arriscada e por isso Hopkins tentou escolher os papeis certos. E assim acabou por acontecer.
A Chorus of Disaproval foi uma aposta ganha para um come-back tal como Desperate Hours, outro filme em que o seu desempenhou surge imaculado. Mas foi em 1991 ao encarnar aquele que acabou por ser eleito como o maior vilão da história do cinema, Hannibal Lecter, que Hopkins finalmente encontrou o seu espaço na constelação de estrelas de Hollywood.
A sua performance de assassino sem piedade em The Silence of the Lambs foi esmagadora. Roubou todas as cenas do filme, mesmo as que partilhava com Jodie Foster, e criou um estilo muito próprio. Algumas das sequências do filme passaram mesmo para a história. Apesar de aclamado, poucos pensavam que poderia vencer o óscar da Academia. Mas tal como o realizador do filme, Jonathan Demme, e também Jodie Foster, também coube a Hopkins triunfar na categoria de melhor actor. Um ano dourado para Hopkins que (re)começava assim em grande a sua carreira cinematográfica.

Imediatamente após o sucesso de The Silence of the Lambs, Hopkins decidiu apostar na personagem mais oposta possivel de Hannibal Lecter. E isso levou-o a encarnar Van Helsing, o caçador de vampiros no filme The Bram Stoker´s Dracula de Francis Ford Copolla. No mesmo ano daria outra interpretação imaculada no drama de época Howard´s End, ao lado de Emma Thompson que acabaria por vencer o óscar. Para finalizar 1992 Hopkins teria ainda uma participação em Chaplin, filme sobre o notável actor e homem que foi Charles Chaplin.
Com a carreira em grande forma, o ano de 1993 provou continuar esta tendência. Shadowlands e The Remains of the Day mostraram um Hopkins austero, grave mas extremamente cativante. Muitos já pediam mesmo novo óscar para a estrela britânica que recebeu a sua segunda nomeação por Remains of the Day. Por essa altura em Londres era agraciado com o titulo de Sir.
E depois de um ano de 1994 mais calmo, Hopkins volta aos seus papeis explosivos em Nixon onde dá a vida ao polémico presidente norte-americano. Um Nixon nunca visto diriam muitos e mais uma nomeação para o óscar de melhor actor, nomeação que acabou por não ser bem sucedida. Mesmo assim já todos tinham percebido. Anthony Hopkins era dos melhores actores do momento.

Por esta altura Hopkins concentrou-se em papeis históricos. Depois de viver Nixon foi a vez do actor dar corpo a Pablo Picasso no notável Surving Picasso onde volta a mostrar traços de génio. Estavamos em 1996. E no ano seguinte nova nomeação ao óscar, desta feita por melhor actor secundário em Amsitad. Ao interpretar corajosamente o antigo presidente dos EUA, John Quincy Adams neste esquecido épico de Steven Spielberg, o já veterano actor britânico (fazia 60 anos)instalava-se definitvamente no Olimpo dos grandes actores. Seria um ano chave na sua carreira. A partir daí muitos clamam que Hopkins progressivamente se afastou do cinema. E de facto nem os filmes são muitos nem as criticas bénovolas. Mas mesmo assim Hopkins provaria que estava bem vivo.

Meet Joe Black e The Mask of Zorro mostraram bem toda a sua versatilidade. Se ao lado de Brad Pitt soube recuperar a imagem de homem austero mas de principios de uma forma surpreendente, já no filme de aventuras inspirado no legendário heroi mexicano, Hopkins deu uma imagem de um Zorro nunca visto, por contraposto com o destemido António Banderas. Um papel de verdadeira classe mas que, por ser num filme demasiado comercial, foi obviamente desvalorizado.
Depois de recusar voltar a encarnar a personagem que o tornou celebre nos Estados Unidos, por não querer ficar marcado apenas por um papel, Hopkins reconsiderou e voltou a viver o "seu vilão" em Hannibal. Talvez os dois sucessivos fracassos que foram Titus e Instinct tivessem despertado nele uma nostalgia compreensivel. Só que Hannibal esteve muito longe de Silence of the Lambs (Foster recusou voltar) mas Hopkins não aprendeu a liçao voltando em Red Dragon, o terceiro filme à volta da personagem maquiavélica de Lecter. E tal como o anterior, também este filme se pautou por um considerável fracasso.

Só que já no ano passado, ao lado de Nicole Kidman no sucesso de Philiph Roth, The Human Stain, o veterano Hopkins provou que estava vivo e bem vivo. E para os próximos anos esperam-se mais filmes do actor. Em Alexander, Hopkins será Ptolomeu, e há quem coloque a hipótese de uma segunda nomeação como secundário. No próximo ano contracenará ao lado de Gwyneth Paltrow em Proof, um filme cuja estreia acabou adiada já que era apontado como um dos bons filmes a ver este ano.

Anthony Hopkins pode não ter construido uma longa carreira no cinema, mas a sua versatilidade entre teatro, televisão e a sétima arte deram-lhe uma garra que poucos actores se podem vangloriar em ter. É sem duvida hoje, ao lado de Peter O´Toole, o maior actor ingles em actividade e isso já diz muito do que mostrou nos últimos quinze anos em que se dedicou a valer ao cinema. Desde Hannibal Lecter, a personagem à qual ficará ligado para sempre, passando por Richard Nixon ou Ricardo Coração de Leão, a nobreza das suas personagens é sempre igual à qualidade e fé que deposita nelas. E é isso que o torna tão grande!
Próximo Charme de Outono - António Banderas
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:26 AM | Comentários (3)
novembro 09, 2004
Charme de Outuno: Andy Garcia - Perfume latino...
É um dos mais carismáticos e talentosos actores de cinema da actualidade. Sempre fiel às suas origens cubanas, vive o cinema como vive a vida, com fortes preceitos morais. Muitos apontam-no como um dos elementos da geração de 85 - que conta com nomes como Sean Penn, Johnny Depp, Denzel Washington e Tom Hanks - que não conseguiu vingar. Mas ele parece prometer que o melhor ainda está para vir...

Apesar de poucos o saberem, Andy Garcia é na verdade cubano de nascimento, o verdadeiro representante da Cuba que os americanos querem ver em vez da Cuba que existe de facto.
Nasceu Andrés Arturo García Menéndez em Havana a 12 de Abril de 1956, ainda Fidel Castro e Che Guevarra combatiam na Sierra Maestra. A sua familia era das mais importantes do regime de Baptista e portanto quando Fidel Castro entra em Havana o pequeno Andres e a familia fugiram para Miami onde viveriam nos anos seguintes. Mal saberia o pequeno Andy que os acontecimentos que viveu seriam a matéria prima de um dos Godfathers, o segundo, uma saga que ajudou a consolidar a sua posição como actor de talento e rising star em Hollywood.
A familia fez fortuna nos EUA e o jovem teve uma adolescencia feliz. Era bom aluno, extremamente popular e uma das estrelas da equipa local de basketBALL. Quando entrou na universidade foi atacado pela hepatite e o seu fisico deixou de poder suportas as vicissitudes do desporto. E foi aí qu descobriu a representanção.

Depois de alguns anos a representar na Florida, o jovem deu em 1980 o salto para Hollywood. Tinha 24 anos e imensa vontade de brilhar. O seu primeiro papel foi numa serie televivisa, Hill Street Blues, e até 1986 faria cinco pequenos papeis. Foi nesse ano que surgiu em destaque no filme 8 Million Ways to Die, chamando a atenção do realizador Brian de Palma que o escolheu de imediato para o seu filme seguinte, The Untouchables. O filme, que contava com um elenco de sonho (Kevin Costner, Robert de Niro e Sean Connery) foi um bom palco de apresentação ao mundo para Andy Garcia. O seu desempenho foi extremamente louvado pela critica da época que já via nele uma next big thing.
Mas a verdade é que nos quatro anos seguintes a sua carreira voltaria a pautar-se por presenças em filmes medianos como Stand and Deliver. Em 1989 entraria no filme de Ridley Scott, Black Rain, para em 1990 contracenar com Richard Gere em Internal Affairs.

Depois de The Untouchables ter sido um primeiro marco na sua carreira, em 1990 viria o segundo ponto alto da carreira de Garcia. Copolla queria um actor jovem e aguerrido para viver a conflituosa personagem de Vincent Mancini, filho da personagem interpretada por James Caan no primeiro filme. Tal como tinha acontecido com o papel de Michael Corleone em 72, também este papel foi alvo de uma corrida desenfreada por parte das jovens estrelas de então. Val Kilmer, Alec Baldwin, Vincent Spano, Charlie Sheen e o próprio de Niro que já tinha entrada na serie como Vitto Corleone em jovem, lutaram pelo papel. Só que as fortes semelhanças entre Andy Garcia e a estrela Al Pacino, mas também a sua garra e estilo de jovem rebelde desiquilibraram a balança para o seu lado. De facto a sua interpretação foi um dos pontos mais altos do filme e valeu-lhe mesmo a nomeação, única até hoje, para um óscar, como melhor actor secundário. O seu nome estava finalmente consolidado e estava na altura de Andy Garcia, já com 34 anos, arrancar para maiores voos.

Os anos 90 foram marcados por papeis interessantes mas que nunca conseguiram cativar a critica. As suas participações em Jennifer Eight, When a Man Loves a Woman, Things to Do When Dever When You´re Dead e Night Falls in Manhathan foram bastante boas, especialmente no filme em que contracena com Meg Ryan. Só que a critia achava sempre que faltava algo e o público não parecia estar muito interessado neste estilo de cinema. E dessa forma passaram sete anos sem que a carreira de Andy Garcia descolasse. Parecia que o actor cubano estava condenado a cair para pequenas produções ou a viver como um eterno secundário.

Desperatte Measures acabou por ser mesmo o seu último grande desempenho nos anos 90. Durante tres anos o actor viveu de pequenas participações e de aparições no teatro e series televisivas. Em 2001 o realizador Steven Soderbergh iria recuperá-lo colocando-o frente a frente a George Clooney e a sua equipa de ladrões profissionais em Ocean´s Elevan. O filme foi um sucesso e de repente aí estava outra vez Andy Garcia em forma. A verdade é que mais uma vez ninguém pegou nele e durante três anos Andy Garcia fez poucos e bons filmes. Este ano estará de regresso de novo como Terry Benedict em Ocean´s Twelve e há esperança que a sua carreira descole finalmente.

Com 48 anos, Andy Garcia assumiu-se como uma das maiores referencias na representação latina nos EUA. Extremamente conservador e preso a velhos costumes - recusa surgir sem camisa à frente da camara - está casado desde 1982 com a namorada de infancia de quem tem quatro filhos. O futuro é incerto mas muitos acreditam que Garcia ainda tem muito para dar ao cinema, e que o fará mais tarde ou mais cedo.
PRÓXIMO CHARME DE OUTONO - Anthony Hopkins
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:34 PM | Comentários (4)
novembro 08, 2004
Charme de Outono : Al Pacino - Duro de roer...
É um dos maiores actores vivos. Tem uma carreira de mais de quarenta anos recheada de grandes filmes e notáveis interpretações. Ao lado de nomes como Jack Nicholson, Robert Redford e Dustin Hoffman ajudou a consolidar toda uma nova geração de talentosos actores. Foi tanto policia como ladrão, mas acabaria por ser no sub-mundo da mafia italo-americana que se celebrizaria para todo o sempre...

Nascido a 25 de Abril de 1940 no bairro do Bronx em Nova Iorque, Alfredo James Pacino tornou-se num dos maiores icones do cinema mundial. No entanto toda a sua vida foi pautada por altos e baixos.
Filho de pais divorciados, o jovem Alfredo cresceu viciado no cinema noir e de gangsters que enchia as salas de cinema do sul do Bronx. Péssimo aluno, Pacino confessaria mais tarde que a única coisa que lhe dava verdadeiro prazer na escola eram as peças de teatro que de vez em quando eram organizadas. Aí destacava-se dos demais pelo seu empenho e dedicação. No final da adolescência Pacino entrou em várias depressões e viveu durante alguns anos sem posses nenhumas, tendo de pedir dinheiro emprestado para pagar os bilhetes de autocarro até às audições. Foi em 1966 que deu o primeiro salto na sua carreira ao entrar na prestigiada Actor´s Studio School of Drama and Representation. Tendo aulas com Lee Strasberg, o jovem Pacino desenvolveu a sua arte dramática a tal ponto que em dois anos seria distinguido com um Obie e um Tony, prémios de representação teatral. A sua estreia no cinema chegou em 1969 no filme Me, Nataly, seguindo-se em 1971 um curto desempenho em The Panic in Needle Park. O ano seguinte marcaria para sempre o cinema e a vida do jovem Al Pacino.

No inicio de 1972 foi ao casting do filme The Godfather. Para o papel de Michael Corleone concorreu aquela que viria a ser a nata da representação dos anos seguintes: Jack Nicholson, Robert Redford, Warren Beatty, Robert de Niro e...Al Pacino. O realizador do filme Francis Ford Copolla apaixonou-se pela frieza e garra do jovem italo-americano que não hesitou em oferecer-lhe o papel. Contra a vontade do estúdio e dos produtores que queriam um nome forte para contracenar com o mito Marlon Brando. Só que quando o filme estreou as criticas desapareceram. Pacino foi notável, subtil e chegou mesmo a ofuscar Brando em algumas cenas. E se Marlon Brando acabaria por ganhar o seu segundo óscar, já Al Pacino ganharia a sua primeira nomeação para os óscares, como melhor actor secundário, um prémio justo, apesar de muitos pensarem que ele deveria ter sido nomeado mas como principal.

Os anos a seguir a The Godfaher seriam os mais dourados da sua carreira. Em 1973 protagonizou Serpico, um poderoso drama que lhe valeu a primeira nomeação para melhor actor nos óscares. Nomeação que repetiria nos dois anos seguintes. Primeiro em 1974 pelo seu notável desempenho como Michael Corleone na sequela de The Godfather. Apesar de muitos terem previsto uma vitória fácil, Pacino seria batido por Art Carney. Mesmo assim foi um desempenho de uma vida, algo notável para quem contava apenas com 34 anos. Em 1975 mais um grande desempenho e uma nomeação sem triunfo por Dog Day Afternoon. Al Pacino era agora um dos nomes mais fortes da interpretação norte-americana.

Depois de dois anos menos conseguidos, o grande Al Pacino voltou a surgir em 1979 no filme And Justice For All onde começa a dar sinais de uma maturidade extremamente precoce. Pelo filme conquistou a sua quinta nomeação ao óscar, quinta sem vencer. Começava já a falar-se abertamente em injustiça.
Os anos 80 não seriam parecidos, nem de longe nem de perto, com o que Pacino conseguiu na década de 70. Filmes como Cruising e Author! Author! foram fracassos tal como Revolution, filme sobre a revolução americana. Nesse filme Pacino ficaria gravemente doente e demoraria algum tempo a recuperar. Desse periodo salva-se Scarface, o remake de Brian de Palma do sucesso de Howard Hawks. O facto da critica ter considerado Revolution um dos piores filmes de sempre acabou por contribuir para um afastamento de Pacino em relação a Hollywood. A actor voltou ao teatro e aí se manteve até ao seu regresso em 1989, dando inicio a uma terceira fase da sua carreira.

Sea of Love, filme de 1989, marcou o seu regresso ao cinema e a papeis mais duros mas ao mesmo tempo mais dramáticos do que o público estava habituado a ver. Ao mesmo tempo Al Pacino voltava a viver, pela terceira e última vez, a personagem que o tornou famoso, Michael Corleone, no último capitulo da saga The Godfather. O filme ajudou a recolocar Pacino em alta, e a comédia Dick Tracy, que rodou no ano seguinte, confirmou que o grande actor tinha voltado diferente do seu curto interregno. O seu desempenho valeu-lhe mais uma nomeação, a sua sexta.
Em 1991 Pacino mostraria a sua face mais romantica no tocante Frankie and Johnny, mas seria 1992 o grande ano da sua carreira. Para além de ter protagonizado Glengarry Glenn Rose, filme escrito e dirigido por David Mamet, o já veterano Al Pacino venceu finalmente o óscar para melhor actor. Foi à setima nomeação. O filme, Scent of a Woman abriu-lhe a oportunidade para dar um dos seus melhores desempenhos de sempre como veterano do exército, cego, e com vontade de viver o seu último fim de semana à grande, isto antes de se suicidar. A quimica que criou com o jovem Chris O´Donnell e a sua garra e força convenceram finalmente os seus pares a premiá-lo. Isso num ano em que tinha sido nomeado também como secundário pelo seu desempenho no filme de Mamet, um feito que até hoje só 7 actores conseguiram.

A partir daí Al Pacino deixou de surgir em grandes filmes, por opção pessoal - ele que já tinha dito que não a filmes como Kramer vs Kramer, Star Wars, Apocalipse Now ou Bourne on the Fourth of July - concentrando-se em pequenas produções com grande potencial. Foi assim com Carlito´s Way, Heat, City Hall, Donnie Brasco e The Devil´s Advocate. Os seus desempenhos em The Insider e Any Given Sunday em 1999 provaram que Al Pacino estava bem vivo e em grande estilo. Depois de dois anos quase fora do activo, em 2002 os seus desempenhos em Insomnia, Simone e The Recruit voltaram a traze-lo para a ribalta.
Hoje Al Pacino é uma das estrelas da aclamada serie Angels in America, pela qual ganhou um Emmy, enquanto vai piscando o olho a Hollywood. Tem quatro projectos para os próximos dois anos já anunciados, incluindo The Merchant of Venice, uma adaptação de William Shakespeare, um dos modelos de inspiração favoritos do actor.

Aclamado actor de teatro - protagonizou a notável peça de Brecht The Resistable Rise of Arturo Ui - espantoso actor de cinema e um dos poucos actores de Hollywood que nunca chegou a casar, apesar de ter uma filha e de ter tido um longo romance com Diane Keaton, com quem surgia em The Godfather, Al Pacino é hoje um icone eterno da 7º Arte. É dos poucos actores no mundo a ter a Tripla Coroa (Óscar, Emmy e Tony) e isso prova que para além de ser dos melhores actores do mundo, é também um dos mais versateis. Uma verdadeira lenda viva.
PRÓXIMO CHARME DE OUTONO - Andy Garcia
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:23 PM | Comentários (2)
novembro 07, 2004
Charme de Outuno chega já amanhã
A partir de amanhã, dia 8 de Novembro e nos próximos trinta dias, o Hollywood vai apresentar diariamente a biografia de trinta dos actores mais charmosos à face do planeta. Charme de Outuno segue a fórmula vencedora de Brasas de Verão e faz parte do programa de biografias deste blog de cinema.
A partir de amanhã já sabe. Há um encontro marcado com as estrelas mais cintilantes do cinema. Quer saber quem são? Clique em mais.

CHARME DE OUTONO
8 de Novembro - 8 de Dezembro
Al Pacino
Andy Garcia
Anthony Hopkins
António Banderas
Brad Pitt
Denzel Washington
Dustin Hoffman
Gary Oldman
George Clooney
Jack Nicholson
Jeff Bridges
Johhny Depp
Kevin Costner
Kevin Spacey
Liam Neeson
Michael Douglas
Morgan Freeman
Nicholas Cage
Paul Newman
Pierce Brosnan
Ralph Fiennes
Richard Gere
Robert Redford
Russel Crowe
Sean Connery
Sean Penn
Tom Cruise
Tom Hanks
Viggo Mortensen
Vincent Perez

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:24 PM
agosto 30, 2004
Brasas de Verão chegam ao fim
Depois de ter começado a 12 de Julho, hoje chegou a vez da rúbrica Brasas de Verão se despedir dos leitores do Hollywood.
Durante um mês e meio desfilaram por aqui tanto actrizes que primam pelo talento como pela beleza fisica. A verdade é que ninguém lhes ficou indiferente.
Resta recordar aos nossos leitores que esta iniciativa é para se repetir. Haverá em todas as estações do ano um mês dedicado a biografias daqueles actores e actrizes que preenchem o imaginário de todos os cinéfilos.
Portanto se gostaram de acompanhar as Brasas de Verão, que voltam para o ano com trinta caras novas, estejam atentos à programação de Outono do Hollywood e das novidades que este vai trazer.
Até lá fiquem com a lista das 30 meninas que durante o Verão fizeram deste blog dedicado ao cinema um espaço mais quente. É só clicar em mais...

AS 30 BRASAS DE VERÃO
Alexis Bledel
Alisson Lohman
Amanda Bynes
Amy Smart
Angelina Jolie
Anne Hathaway
Charlize Theron
Diane Kruger
Elisha Cuthbert
Emmy Rossum
Eva Green
Evan Rachel Wood
Hillary Duff
January Jones
Jessica Alba
Jessica Biel
Julia Stiles
Katie Holmes
Keira Knightley
Kirsten Dunst
Lindsay Lohan
Mandy Moore
Mena Suvari
Natalie Portman
Piper Perabo
Reese Witherspoon
Sarah Michelle Gellar
Scarlett Johansson
Shannon Elizabeth
Tara Reid

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:56 PM
Brasas de Verão - Tara Reid - Outsider
Tara Reid pode ser para muitos mais uma loira sensual a tentar vingar em Hollywood. De facto a sua trajectoria aponta baterias nessa direcção. Mas apesar de tudo a sua experiência pode ser um trunfo. Afinal são poucas as actrizes que triunfam em Hollywood mas por vezes aqueles que cortam a meta como vencedoras são outsiders. E isso é o que ela parece ser...

A jovem natural de Wyckoff, New Jersey nasceu a 8 de Novembro de 1975.
A sua carreira de interpretaçã começou bem cedo, logo aos 6 anos na serie para crianças Child´s Play.

Depois do sucesso inicial deste seu primeiro passo na representação, a pequena Tara passou a ser modelo de anuncios, surgindo em comerciais da McDonalds, Crayola entre outras empresas.
O seu salto para a fama acabaria por chegar em 1993, quando com 18 anos foi escolhida para integrar o elenco da popular serie televisiva Saved By The Bell - The New Class, uma sequela de uma popular serie da década de 80.
O sucesso da serie tornou a jovem Tara igualmente uma actriz requisitada no universo televisivo. Não estranhou por isso que em 1995 integra-se o elenco de Days of Our Lives.

O salto para o cinema não se podia ter feito da melhor forma. Estavamos em 1998 e o filme era o notável The Big Lebowski, provavelmente o melhor de todos os Coen. No filme ela interpretava a sensual Bunny Lebowski e este acabou de ser o passaporte para uma carreira cinematográfica promissora.
O ano de 1998 acabou por ser proveitoso. Para além do filme dos Coen, a jovem Tara Reid entraria ainda em Girl, I Woke Up Early the Day I Died e em Urban Legend.

No ano seguinte a sua carreira consolidou-se definitavamente junto do público mais jovem. Para além de ter sido mais uma das muitas beldades de American Pie (ao lado de Shannon Elizabeth, Mena Suvari e Alisson Hannigan), a actriz ainda foi vista em Cruel Intentions, o tal Valmont para jovens, e ainda Body Shots e Around the Fire, onde pela primeira vez quebrou as regras da menina bonita ao surgir nua.
No mesmo ano Tara ainda ainda teria tempo de voltar à televisão para fazer What We Did That Night.

A partir de 2000 a sua carreira viveu momentos conturbados. A separação litigiosa com o DJ da MTV Carson Daily acabou por levar Tara Reid a entrar num periodo de anorexia nervosa, seguindo-se depois uma viciação em cocaina e alcool que fizeram dela uma das actrizes mais badaladas, pela negativa, de Hollywood.
Como tal a carreira da actriz ressentiu-se e até 2002, alturas em que começou a mostrar melhoras, foram poucos os filmes em que entrou. Para além de Dr T and The Woman Just Visiting, houve também o "curto" regresso à saga American Pie e ainda a passagem pelo sucesso Van Wilder. Pelo meio esteve ainda durante um curto periodo de tempo na serie televisiva Scrubs, agora em exibição na SIC Radical. Tara Reid acabaria por nunca recuperar o pulo inicial da sua carreira mas aos poucos os males foram compensados. Primeiro em 2003 com o seu desempenho em Devil´s Pond e depois, no ano seguinte, na comédia My Boss´s Daughter, comédia que fez com o namorado de então, o actor Ashton Kutcher, que mais tarde a trocaria por Demi Moore. Ainda em 2004 Tara surgiu no pouco baladado Knots.

O futuro parece ainda um pouco conturbado para a jovem actriz de 28 anos. Para além de ter sido excluida, tal como Mena Suvari e Shannon Elizabeth, do terceiro filme de American Pie, foram poucos os projectos que se apresentaram como promissores para um futuro próximo. Wicked Prayer será provavelmente aquele que se destaca mais, ao lado de Edward Furlong e David Boreanaz. Outros projectos futuros são ainda Alone in the Dark e Land of Canaan.
A fama que hoje Tara tem em Hollywood não é a melhor - foi recentemente acusada e ainda ser viciada em cocaina (algo que não será inédito na Cidade dos Anjos certamente) e de ter feito uma operação plástica para aumentar os seios - e ficamos na expectativa para saber se a pequena actriz consegue, ou não, dar a volta por cima!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:27 PM
agosto 29, 2004
Brasas de Verão: Shannon Elizabeth - A sobremesa perfeita
Não saiu de dentro de uma tarte mas foi como se tivesse saído. Quando surgiu pela primeira vez junto do grande público no sucesso de American Pie foi como se o mundo tivesse dado voltas sucessivas sobre si mesmo em estado de delirio. Consagrou-se como uma das sex-godesses do cinema juvenil norte-americano e a pergunta fica. Até onde pode ir?

Tornou-se conhecida por representar uma beldade vinda da República Checa, mas na verdade Shannon Elizabeth Fadal (e não Elizabeth Shannon como muitos pensam) nasceu em Houston, Texas, tendo ainda origem, não europeia, mas asiática. Os pais têm sangue sirio nas veias e de facto a tonalidade da sua pele, num tom quase torrado, espelha bem essa origem geneológica.
Shannon Elizabeth nasceu a 7 de Setembro de 1973, e logo depois do nascimento os pais mudaram-se de Houston para Waco no estado do Texas. Foi aí onde a jovem cresceu. Apesar de ter tido aulas de ballet e de representação, o amor de Shannon era o desporto. Primeiro o voleibol e depois o ténis, ocupavam a maior parte do seu tempo livre e também dos seus sonhos. Desistida a hipótese de se tornar tenista profissional, foi a vez de Shannon tentar o mundo da moda. Como as habituais jovens modelos norte-americanas, depois de ter feito sucesso no circuito doméstico, passou para Tóquio e daí para Hong Kong e Milão, onde se estabeleceu como uma modelo de sucesso. Afinal estava ali uma das mulheres mais sedutoras das passereles. Estavamos em 1993, a época dourada das top-models e Shannon tinha 20 anos.

Quando regressou em 1995 aos EUA depois de dois anos a fazer passagens de modelo pelo mundo fora, Shannon Elizabeth mostrou interesse em torcar as passerelles pelos palcos. Voltou a ter aulas de representação e começou a tentar a sua sorte.
Foi em 1996, com 23 anos, que conseguiu o seu primeiro papel em Blast. Seguiram-se aparições em Jack Frost e alguns telefilmes.
Foi a fazer pequenas aparições, que pouco a pouco o seu nome se foi tornando conhecido em Hollywood. Entretanto tinhamos chegado a 1999 e o mundo das comédias juvenis nunca mais seria o mesmo. Nem o mundo de Shannon!

American Pie foi o sucesso que todos sabem. Pegou numa fórmula que já tinha sido explorada na década de 80, juntou-lhe um novo grupo de actores e um publico ansioso por algo de novo e o resultado tornou-se o esperado. Mas para os actores que entraram no filme, o sucesso instantâneo não era algo de previsivel.
Shannon pode não se ter celebrizado pela representação, mas o seu papel fulcral na trama, bem como o seu corpo nu e "shaved" como gostou de re-afirmar (criando uma das maiores fantasias do universo juvenil), tornaram-na numa das actrizes mais populares da serie.

Depois do sucesso de American Pie, decidiu repetir a fórmula de jovem desejável na sátira aos filmes de terror para adolescentes Scary Movie. Muitos tinham previsto um "boom" na sua carreira mas a verdade é que isso não aconteceu. Até à sequela de American Pie, onde teve uma participação minima (e vestida), entrou em apenas três pequenos filmes. E mesmo depois do público ter voltado a encontrá-la ao lado de Jason Biggs a sua carreira abrandou nitidamente. Tirando uma participação em Jay and Silent Bob Strikes Back e ainda em Thirteen Ghosts e Love Actually, até hoje nunca mais voltamos a ver a jovem Shannon Elizabeth em estilo.

A sua popularidade no entanto mantêm-se. Para além de ter posado nua (inevitavelmente) para a revista Playboy, conseguiu uma participação regular na popular serie That 70´s Show, bem como participações especiais em várias séries de sucesos. De facto a TV parece ser a sua aposta de momento porque dos projectos para o cinema apenas Cursed e The Kid and I estão agendados para os próximos tempos. Isto apesar de se falar nela como uma potencial actriz do futuro filme de James Bond. A esses rumores não será estranho o facto de ter dado a voz ao novo jogo do agente secreto Everything or Nothing.
Próxima Brasa de Verão: Tara Reid
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:15 PM | Comentários (1)
agosto 28, 2004
Brasa de Verão: Scarlett Johansson - A Musa
É provavelmente a mais talentosa e promissora actriz da sua geração. Com apenas 19 anos de idade é também uma das mulheres mais bonitas de Hollywood.
Beleza e talento reunem-se de forma enigmática à volta desta pequena musa que ainda não mostrou ao mundo tudo o que vale. Muito ainda está para vir...

Os seus últimos projectos têm todos tido o rótulo do sucesso e muito se deve às suas prestações. Foi a musa de Johannes Veermer mas também a de Bill Murray, de Billy Bob Thornton, Robert Redford...
Scarlett Johansson é de facto a grande musa deste virar de século.
Nascida a 22 de Novembro de 1984 em Nova Iorque, a pequena Scarlett, de ascendência dinamarquesa e polaca, desde pequena que tentou entrar no mundo da representação. Como disse no discurso de aceitação do BAFTA uma das razões porque foi actriz residiu no facto da mãe "levar-me a audições e pagar-me semre um cachorro quente depois". De facto tendo a sua mãe como agente tornou-se mais fácil a Scarlett suportar a problemática vida do casting para jovens actores.
O primeiro papel só chegou em 1994 quando já tinha 10 anos de idade no filme North.

No ano seguinte começaram a surgir mais papeis para a jovem Scarlett. Primeiro foi em Just Cause e depois, em 1996, com If Lucky Fell e Many and Lo. Este último desempenho valeu-lhe uma nomeação precoce pelo Independent Spirit Awards, o reconhecimento de que estávamos perante uma grande actriz em potência.
Em 1997, já com 13 anos, foi a menina bonita de Home Alone III, o primeiro filme da serie sem o polémico Macauly Culkin e no ano seguinte deu o primeiro salto para o reconhecimento junto do grande público com o seu notável desempenho no filme The Horse Whisperer, ao lado de Kristin Scott Thomas e Robert Redford. A star was born!

A sua carreira estava em alta, mas graças aos conselhos maternais, Scarlett evitou entrar em filmes que não fizessem capitalizar o seu talento. Ao invés preferiu apostar na sua formação tendo feito apenas três filmes em dois anos.
Para além do comercial My Brother the Pig de 1999, nos dois anos seguintes foi possivel vê-la em dois dos grandes filmes do ano e em papeis, que apesar de secundários, eram verdadeiramente truculentos. O primeiro foi no "indie" Ghost World, onde reflectia sobre a condição humana ao lado de Thora Birch, e o segundo foi como a "lolita" que mal sabia tocar piano mas que sonhava em deitar-se com Billy Bob Thornton em The Man Who Wasn´t There.
Mais tarde nesse ano ainda entrou em An American Rhapsody e no ano a seguir faria o lamentável Eight Legged Freks. Seria provavelmente o ponto mais baixo de toda a sua carreira e felizmente não duraria muito.

Em 2003 foi a escolhida por Sofia Copolla para entrar no segundo filme da jovem realizadora. Scarlett viveria uma jovem americana, fechada num hotel de Tóquio, que redescobre o prazer de viver ao lado de um homem mais velho que também procurava o significado das coisas na capital japonesa. Johansson ficou encantada com o guião de Lost in Translation, tendo mesmo dito que se reflectia na personagem por se recusar a andar com homens que tivessem menos que 30 anos. Na verdade isso tornou-se irrelevante. O que contou foi o seu notável desempenho naquele que seria um dos grandes filmes do ano. Scarlett foi mesmo perfeita como a jovem Charlotte que durante o ano se divertiu a coleccionar nomeações e prémios pelo papel. Só faltou mesmo a nomeação ao óscar.

Para aumentar ainda mais o seu valor no mercado cinematográfico 2003 foi igualmente o ano de Girl With a Pearl Earring, o filme de Peter Webber sobre o quadro mais famoso do pintor holandês Johannes Veermer. Tal como em Lost, também aqui Johansson foi fulgarente como a jovem musa do pintor. Mais um papel de sonho e mais um conjunto de prémios, conseguindo o que poucos actores se podem dar ao luxo de alcançar: dois grandes sucessos no mesmo ano.

A vida parece correr mesmo bem à jovem de 19 anos. Para os próximos dois anos tem já nas mãos 9 projectos nas mãos, algo quase inédito para uma newcomer. Para além de ainda este ano ter estreado The Perfect Score, está ainda envolvida em projectos de renome. Para além do próximo Woody Allen, há igualmente o adiado MI 3, e ainda A Good Woman, mais um filme histórico para o seu curriculo e também Synergy, The Island, A Love Song For Bobby Long e ainda o ansiado thriller noir Black Dahlia.
Para além disso ainda está prevista a participação de Johansson no filme animado inspirado na personagem SpongeBob e ainda se ouvem rumores sobre uma participação no próximo Superman como Louis Lane.

De facto Scarlett Johannson é um dos nomes mais cintilantes do universo de estrelas de Hollywood. O seu corpo rubosto, a voz peculiar e o seu sorriso maroto fazem-na desde logo dona de qualquer cena em que entre. Não nos espante nada que os próximos anos sejam os de consolidação deste nome que andará por aí durante muito tempo. Futura vencedora de óscares e demais prémios, parece que para Scarlett Johansson o lugar no Passadiço da Fama é simplesmente uma questão detempo.
Próxima Brasa de Verão: Shannon Elizabeth
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:58 PM
agosto 27, 2004
Brasa de Verão: Sarah Michelle Gellar - A Caçadora
Foi mais a sua carreira de sucesso na televisão do que propriamente o seu sucesso no cinema que fizeram desta jovem actriz uma das mais aclamadas da sua geração.
Associada rapidamente a um universo "horror", a verdade é que o público em geral considera-a um modelo a seguir. Mas quando muitos olham para a jovem Sarah preferem ver a sua beleza natural do que propriamente o seu talento...

Nova iorquina de gema (é fã tanto dos Knicks como dos Yankees), a carreira de Sarah Michelle Gellar começou a desenhar-se quando ainda era uma pequena rapariga. Descoberta por um agente, que ficou pasmado com a sua beleza, enquanto comia num restaurante de NY, Sarah acabou por ter desde já garantido um lugar na história. O museu de cera Madame Tussaud´s ecoou para a eternidade o seu papel na serie televisiva Buffy com uma estátua na sua secção de horror.
Nascida a 14 de Abril de 1977, foi na televisão que Gellar deu os primeiros passos. De inicio em spots comerciais, onde chegou mesmo a ser processada pela McDonalds por fazer parte de um anuncio da Burger King, e mais tarde em pequenos papeis de series, foi de facto no pequeno ecrãn que a jovem loirinha começou a ganhar estofo de actriz.
Foi em 1983, tinha ainda apenas 6 anos de idade, que Sarah surgiu pela primeira vez numa serie televisiva: An Invasion of Privacy. Seguiu-se uma outra no ano seguinte, Over the Brooklyn Bridge e só em 1988 e 1989 é que voltaria à televisão em pequenos papeis de duas series.
Com 14 anos entraria numa mini-serie chamada A Woman Named Jackie, onde encarnou uma Jacqueline Bouvier Kennedy quando jovem, e no ano seguinte entraria e Swan Crossing, uma das series mais populares da época.

A sua carreira acabaria por dar o salto no ano seguinte quando passou a fazer parte do elenco da já consagrada série All My Children. Fez três temporadas da serie, o que a levou a ter de recusar alguns papeis no cinema, entre os quais o de Julieta no filme de Bazz Luhrmann Romeo+Juliet.
No ano de 1997 a sua carreira arrancou de vez para nunca mais parar quando a jovem Sarah Michelle Gellar encarnou pela primeira vez a personagem de Buffy Summers, na popular serie televisiva Buffy, the Vampire Slayer. A serie era baseada num filme, datado originalmente de 1992, tambem da autoria de Joss Whedon, o realizador da serie. O papel original tinha sido de Kristy Swanson mas na passagem para a serie foi a jovem Gellar que ficou com o papel da caçadora de vampiros adolescente. A serie pegava na formula gótica dos "caça-vampiros" e colocava-os num ambiente juvenil de liceu, onde a maior parte dos protagonistas são jovens. O truque resultou e a juventude foi conquistada pelos herois, que acabavam por ter os mesmos problemas que eles durante o dia a dia. Apesar da qualidade ser imensamente discutivel - para muitos será das piores series de televisão já feitas, enquanto que para outros será eventualmente a mais bem conseguida (gostos...) - a verdade é que o sucesso foi garantido, tal como o de Sarah Michelle, e de outros actores envolvidos no projecto. Hoje a serie parece ter os dias contados, falando-se várias vezes em tele-filmes, ou mesmo um filme que reunisse o elenco de novo, algo que parece ser bastante improvável. Entretanto a própria serie acabaria por dar origem a uma outra, Angel, que foi recentemente cancelada.

No mesmo ano em que Buffy arrancava rumo ao sucesso popular, chegava igualmente a altura de Sarah Michelle Gellar dar os primeiros passos no cinema. Curiosamente foi também num registo de "horror" e logo a dobrar que a estreia se verificou.
Primeiro foi em I Know What You Did Last Summer, um filme de Jim Gillespie, rodado numa altura em que o genero estava bastante popular mas que dificilmente escapará a ser classificado como um dos piores filmes do ano. O outro filme em que Gellar acabaria por participar seria mesmo em Scream 2 de Wes Craven, o pai dos "teen-horror flicks", filme esse que acabou igualmente por ser mais do mesmo, ou seja, um repetir da fórmula de sucesso do primeiro Scream.
Curiosamente I Know What You Did Last Summer seria o primeiro filme que faria com o amigo, hoje marido, Freddy Prinze Jnr. Os outros acabariam por ser os lamentáveis Scooby-Doos.

Depois de uma curta passagem por uma serie de tv em 1998, e do espaço dedicado a Buffy, restavam poucas alternativas para apostar numa consolidação da carreira cinematográfica da actriz, já com 21 anos. Teriamos de esperar até 1999 para voltar a ver Gellar em bom nivel no cinema, e logo com dois filmes. O primeiro, Simply Irresistible, era uma comédia romântica, a primeira da carreira da jovem actriz, depois de ter tido uma pequena presença no filme She´s All That, no ano anterior. O segundo filme acabaria por ser Cruel Intentions, a abordagem juvenil da história de Valmont, onde coube a Gellar o papel celebrizado por Glenn Close no cinema. O filme, curiosamento um dos mais interessantes desse ano, ficaria marcado pelo polémico beijo "lésbico" entre Gellar e Selma Blair, beijo sobre o qual Gellar apenas disse ter sido "fantástico".

Com a serie Buffy a caminhar para o final, passou a haver mais tempo para Sarah Michelle Gellar se dedicar ao cinema.
Infelizmente as indicações positivas que tinha dado, especialmente como vilã em Cruel Intentions, acabaram por descambar numa serie de filmes de qualidade reconhecida, até por alguns fãs, como muito abaixo do esperado. Neste contexto estão as duas aventuras ao lado do marido Freddy Prinze Jnr, em Scooby Doo, e ainda Harvard Men.
De facto a sua imagem de actriz ficou abalada com essas infelizes prestações e a verdade é que filmes como The Grudge ou Southland Tales, poderão ajudar a tirar a prova dos nove sobre de facto o que é Sarah Michelle Gellar. Será apenas mais uma rapariga bonitinha ou é de facto uma actriz de futuro?
Próxima Brasa de Verão: Scarlett Johansson
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:38 PM | Comentários (5)
agosto 26, 2004
Brasa de Verão: Reese Whiterspoon - Loira até ao fim...
É uma das mulheres mais belas do mundo mas também uma das jovens actrizes mais talentosas de Hollywood. Sabe gerir a sua imagem como poucas, desdobrando-se entre as habituais comédias de loiras e os papeis que sempre sonhou fazer.
Ela pode já não ser nenhuma "teen queen", mas tem o sorriso de uma verdadeira miss América...

Ela é loira, bonita, sensual, bem feita e talentosa. Parecendo que não mas em Reese Whiterspoon estão todas as caracterisitcas intrinsecas a uma jovem actriz de sucesso nos EUA. Por este ponto de vista até parece natural que o sucesso fosse o seu destino óbvio. Mas a jovem actriz só lá chegou depois de muito trabalho.
A jovem actriz de 28 anos nasceu a 22 de Março de 1976 na capital do estado da Louisiana, Baton Rouge. Uma tipica menina do sul portanto. E quem olha para aquele olhar inocente parece não acreditar, mas a verdade é que Reese já é mãe de familia há algum tempo. Casou em 1999 com Ryan Phillipe, com quem contracena em Cruel Intentions, e dele tem já dois filhos, Ava, filha com 5 anos e ainda o jovem Deacon de um ano de idade.

A sua carreira no cinema não começou muito cedo. Tinha Reese 15 anos quando surgiu em The Man on the Moon e já aí a sua beleza celestial e o seu talento começavam a despontar claramente. Depois de uma curta passagem pela televisão, a jovem "sulista" voltou ao grande ecrãn para fazer A Far Off Place e ainda Jack the Bear.
As trocas entre series de televisão e telefilmes e o cinema de Hollywood foram continuando à medida que a pequena Reese ia crescendo. Para trás tinha já ficado o pequeno trauma de ter estrago a audição para Cape Fear, tendo perdido o papel para Julliete Lewis.
S.F.W e Freeway marcaram o seu regresso ao cinema, que traria em 1996 um filme polémico, Fear, onde se despia para Mark Whalberg, tendo na altura apenas 20 anos, mas pouco depois Reese fez uma curta pausa para se dedicar ao curso de Literatura Inglesa na Universidade de Stantfford, curso que completou com sucesso.

O ano de 1998 acabou por ser bastante positivo para a jovem Reese. Não só por entrado em Pleasentville, um dos melhores filmes do ano, ao lado de Joan Allen e Tobey Maguire, mas também pelos seus desempenhos muito positivos em Twilight, ao lado dos gigantes Susan Sarandon, Gene Hackman e Paul Newman, e ainda na divertida comédia Overnight Delivery.
Em 1999 foi simplesmente notável na versão juvenil de Cruel Intentions, exibindo-se de forma mais sexy do que a "original" Michelle Pfeifer, num filme em que contracena com o seu actual marido Ryan Phillipe, e no ano seguinte houve Election, num filme de Alexander Payne. No mesmo ano entrou ainda em Best Laid Plans.

No ano seguinte encontramos a já mãe Reese Whiterspoon em American Psycho, o violento filme de Mark Harron com Christian Bale em grande destaque. No ano seguinte pela primeira vez a jovem actriz entraria no universo de Elle Woods, no filme Legally Blonde, um enorme sucesso, tanto de bilheteira como de critica, que fez disparar de imediato a sua popularidade. No ano seguinte seria uma das estrelas do controverso The Importance of Being Ernest, e voltava a casa com Sweet Home Alabama, antes de em 2003 atacar Washington como Elle Wood no divertido Legally Blonde: Red, White & Blonde. O sucesso do filme foi tal que Reese Whiterspoon foi mesmo considerada a 22º actriz mais poderosa de Hollywood.

Para 2004 espera-se mais de Reese. Iremos vê-la em Vanity Fair, o novo filme de Mira Nair, e também em Walk the Line e Whitout, filmes ainda em pós-produção e que portanto só devem chegar a Portugal no próximo ano.
Quanto a outros projectos futuros, temos a produção conjunta da Type A Films, a sua própria produtora, e da Universal Sports Widow, uma divertida comédia sobre uma mulher que decide aprender tudo sobre desporto para rivalizar com o marido, um maniaco de futebol, e ainda o filme Rapunzel Unbraid, que só deve ser realizado depois de 2006.

Como é fácil de ver Reese Whiterspoon é de facto um nome a ter em conta. Aos 28 anos não será dificil adivinhar que a bela loirinha (que segundo boatos recentes virou morena) se prepara para atacar papeis mais intensos, daqueles com que sonhava na infância passada entre a Alemanha e o sul dos EUA. Não teremos aqui uma nova Scarlett O´Hara, mas as boas indicações que já tem dado permite-nos ter altas expectativas.
Próxima Brasa de Verão: Sarah Michelle Gellar
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:17 PM | Comentários (1)
agosto 25, 2004
Brasa de Verão: Piper Perabo - A rapariga do bar
Tornou-se num lugar comum em bares um pouco por todo o mundo. Ficou sempre a tentação de espreitar para detrás do balcão não fosse ela estar lá, com o seu olhar timido, à procura de uma oportunidade para cantar. De facto é incrivel como um só papel pode moldar a nossa visão de uma actriz. Aconteceu com Piper...

Não é uma carreia feita de grandes filmes, aquela que Piper Perabo pode apresentar num eventual curriculum vitae. Mas por vezes as grandes actrizes demoram algum tempo até entrar num filme digno de ser realmente visto e revisto. Talvez seja esse o seu destino. De uma coisa os cinéfilos têm a certeza. Esta jovem é mais que uma simples beldade. É um talento em bruto à espera de uma oportunidade.
Aliás a paixão de Piper em representar vem de muito cedo. A actriz nasceu a 31 de Outubro de 1977 em New Jersey e já na sua juventude decidiu estudar para seguir o sonho de ser actriz. Descendente de pai português e mãe norueguesa, foi sempre uma aluna de sucesso na escola, nunca tendo entrado no mundo das artes antes dos 18 anos.
Foi então aí que decidiu apostar numa carreira como actriz, estudando para isso em várias escolas de representação em New Jersey e New York.

O grande salto para o cinema surgiu em 1998 quando entrou no filme Single Spaced. Seguiram-se pequenas aparições durante o ano seguinte em filmes como Whiteboys e Knuckleface Jones.
Foi preciso chegar a 2000 para Piper Perabo ter um ano em grande estilo.
Primeiro foi uma das estrelas da comédia The Adventures of Rocky & Bullwinkle, que também contava com Rene Russo e Robert de Niro. No mesmo ano foi a rapariga mais sedutora de Coyote Ugly, uma das comédias mais divertidas do ano. Foi no papel de "Jersey" que Perabo se mostrou definitivamente aos cinéfilos, com uma interpretação extremamente sólida, o contrário do que se esperaria quase de uma novata. O seu desempenho acabou por ser reconhecido com um MTV Award e ainda uma nomeação como melhor Estreante do ano.

O ano seguinte acabou por ser bastante polémico na sua curta carreira, um ano que acabaria por marcar um ponto máximo de aparições no cinema, tendo sido praticamente sempre a descer a partir desse momento. Foi na produção canadiana Lost ad Delirious que a polémica chegou, tudo porque Piper Perabo encarnou o que na altura - e ainda hoje - era visto como uma personagem tabu: uma estudante que descobre ser lésbica e que se apaixona por uma colega. O filme, com cenas de sexo lésbico, acabou quase por não ser exibido no mercado norte-americano, e quando o foi, acabaria por ser com a classificação máxima. O mesmo destino teria o seu filme seguinte Slap Her...She´s French.
Os últimos anos têm de facto infelizes para a jovem de ascendência portuguesa. Para além de Cheaper By The Dozen, onde era uma dos muitos filhos de Steve Martin e The I Inside, as interpretações da jovem actriz não têm sido nada relevantes.
Mesmo assim para este ano ainda poderemos vê-la em mais dois filmes: George and the Dragon e ainda A Piece of My Hearth.

Quanto ao futuro parece pouco risonho para a actriz, pelo menos nos próximos anos. Depois da polémica de Lost and Delirious tornou-se dificil a Piper Perabo voltar a estrelar um filme em Hollywood. Apesar de Cave, Edison e 10th & Wolf serem já projectos garantidos, falta ainda uma interpretação de encher o olho. Talvez quando ela chegar, e parece-nos certo que mais tarde ou mais cedo isso vai acontecer, se dissipem todas as dúvidas sobre o talento desta sedutora loirinha que também fala a lingua de Camões.
Próxima Brasa de Verão: Reese Whiterspoon
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:05 PM
agosto 24, 2004
Brasa de Verão: Natalie Portman - A Profissional
Surgiu com 12 anos pela primeira vez no grande ecrãn e desde aí pareceu ser uma presença constante. Imortalizou-se ao interpretar a princesa Amidala de Star Wars, mas ganhou um lugar no coração dos cinéfilos por ter sabido gerir a sua carreira como poucas. Afinal não é qualquer actriz que rejeita inúmeros papeis para procurar ser mais do que uma simples cara bonita...
Natalie Hershlag, conhecida no mundo do cinema por Natalie Portman, é israelita de nascença. Nasceu a 9 de Junho de 1981 em Jerusalem apesar de ter vindo ainda muito nova viver para Washington com os pais. Acabou por não ficar muito tempo na capital do seu novo país e acabaria por estabelecer-se definitivamente em Nova Iorque onde viveria até terminar o liceu.
Aos 11 anos estreou-se como modelo infantil e não faltou muito até dar os primeiros passos no cinema naquela que pode ter sido uma das estreias mais aclamadas dos anos 90 para uma jovem actriz.
Em León, um filme de Luc Besson com Jean Reno e Gary Oldman, a jovem de 12 anos trabalha de forma portentosa conseguindo um dos grandes desempenhos secundários do ano. Ninguém diria que era o seu primeiro papel profissional.
Depois do seu desempenho como jovem "lolita", Natalie Portman surgiu noutro dos grandes titulos de 1995, Heat ao lado de Robert de Niro e Al Pacino. No mesmo ano faria Developing.
1996 seria um bom ano para Natalie Portman que entraria em três dos melhores filmes do ano. O primeiro foi Beautiful Girls, o segundo seria a paródia de Tim Burton Mars Attack e acabaria o ano em beleza ao ser uma das actrizes de Woody Allen no espantoso Everybody Says That I Love You.
A partir daí a sua carreira afrouchou, mas com razões para isso. Natalie Portman corre o risco de ser uma das actrizes mais conscienciosas de Hollywood (é dela a frase "prefiro ser inteligente a ser uma estrela de cinema") e a jovem decidiu abandonar a interpretação para se concentrar no seu curso universitário de Psicologia em Harvard. Portman decidiu colocar um stop na carreira, deixando apenas o Verão para surgir em filmes.
Por tudo isso em 1998 acabaria por rejeitar o papel que acabaria por ser de Scarlett Johansson, no filme The Horse Whisperer. Em vez disso passou o Verão a fazer teatro na Broadway, primeiro em The Seagull e depois em The Diary of Anne Frank.
Aliás Natalie Portman tornou-se especilista em recusar papeis para os quais não se sentia preparada. Foi assim em Anywhere But Here - filme que acabou por fazer, apesar de inicialmente ter recusado devido às cenas de nudez que o argumento incluia - como também sucedeu com Romeo+Juliet, The Ice Storm e também o de Lolita.
Em 1999 o convite para fazer de princesa Amidala na segunda trilogia de Star Wars acabou por ser bom demais para recusar e Natalie Portman disse que sim a George Lucas, assinando quase um contracto de exclusividade até ao final do seu curso, que terminou no passado ano.
E de facto tirando os dois primeiros filmes da saga, Natalie Portman fez apenas 2 filmes até ao passado ano. Foram eles Anywhere But Here e ainda Where the Hearth Is, todos eles rodados no Verão pois claro.
Com o curso de psicologia no bolso - ela que diz que o cinema não é indispensável para sobreviver - a sua carreira voltou a dar um salto em 2003. Nesse ano entrou na grande aposta da Miramax, Cold Mountain, e começou a rodar uma serie de filmes que acabariam por estrear este ano como Closer, True e Garden State.

Para o futuro Natalie Portman promete mais acção no grande ecrãn. Voltará ao papel de Amidala no último (será?) filme de Star Wars - ela que nunca tinha visto a trilogia original - e sera uma das estrelas de filmes como The Smoker e Paris, je t´aime.
Natalie Portman pode muito bem ser apelidade de "A Profissional". Não só atingiu o estrelato num filme com um titulo em tudo semelhante como ainda mostrou saber gerir a carreira como poucas actrizes. Recusa comédias de adolescentes ou filmes excessivamente violentos. Nunca se despiu no ecrãn e promete que não o irá fazer. É uma mulher de convicções e luta por ela. É também corajosa ao ponto de recusar vários papeis em troca de um curso superior, algo que poderia ter destruido a sua carreira mas que no final só a valorizam ainda mais. Uma verdadeira senhora!
Próxima Brasa de Verão: Piper Perabo
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:05 AM
agosto 23, 2004
Brasa de Verão: Mena Suvari - A menina das rosas vermelhas
Duvidamos muito que a carreira de Mena Suvari tenha momentos tão altos como os que viveu no notável American Beauty. Para o público mais jovem ela é mais uma actriz de comédias hilariantes. Mas será aquela cena no tecto do quarto de Kevin Spacey, coberta de rosas vermelhas, que fará dela um nome eterno...
Mena Suvari nasceu a 9 de Fevereiro de 1979 em Rhode Island, terra de muitos imigrantes portugueses.
De ascendência estoniana, Mena Suvari é hoje um nome consensual entre os talentos mais cintilantes da nova geração. Com quase 10 anos de carreira a fazer filmes, esta jovem de 25 anos parece preparar-se para ter o mundo a seus pés.
Tudo começou aos 13 anos quando entrou no seu primeiro anúncio publicitário. Depois de uns anos como modelo, o salto para o cinema pareceu-lhe natural. Foi assim que em 1997 entrou em Nowhere, isto depois de ter sido actriz convidada em várias series televisivas, entre as quais o celebre E.R. No mesmo ano entraria no filme Kiss the Girls, ao lado de Ahsley Judd e do "monstro sagrado" Morgan Freeman.
1998 foi um ano igualmente bom para a jovem emergente actriz, então com 19 anos. Entrou no filme Slums of Beverly Hills e ainda em The Rage: Carrie 2.
O ano seguinte viria por alterar por completo a carreira de Mena Suvari em todos os sentidos. De um momento para o outro não só se tornaria popular e conhecida junto de todo o público jovem - resultado de ter sido uma das estrelas de American Pie - como também seria um elemento chave do filme vencedor de 5 óscares nesse ano, American Beauty.
Para o filme de Sam Mendes a jovem ficou com o lugar que parecia destinado a Kirsten Dunst (que diferença, imaginamos nós) e ao lado de Thora Birch entrou na cabeça e na casa de Kevin Spacey levando-o ao extasê na cena mais espantoso de todo esse ano cinematográfico, e uma das que ficará para a história.
Mais ainda, Mena Suvari teve a coragem que faltou a Kirsten - daí a sua recusa - de se despir diante de Kevin Spacey e milhões de espectadores, o que num país como os EUA não é muito normal para uma jovem. O sucesso do filme acabou por repercurtir-se mesmo nesse nível, tendo sido eleita uma das mulheres mais sexys do ano.
Como já tinhamos dito, 1999 foi igualmente o ano de American Pie, o filme que veio revolucionar a forma de fazer cinema para um público adolescente. Inspirado no modelo Porky´s, que tanto sucesso fizera na década de 80, mas de uma forma mais conservadora, o filme abordava a temática do sexo colocando do lado de lá do ecrãn actores com os mesmos dilemas que os espectadores. A fórmula resultou e o filme foi um sucesso, como a personagem de Mena Suvari, a eterna virgem americana. Também o era em American Beauty, e depois de um ano cheio de "american´s" só faltava mesmo o American Virgin, onde Mena interpretava uma filha do rei do cinema porno á procura da sua identidade. Mas virgindade era algo que certamente não lhe passava pela cabeça quando no mesmo ano deu o nó com o namorado de mais de 18 anos, o realizador Robert Brinkmann.
Apesar do seu nome ser agora conhecido do grande público, tanto American Virgin (que viu o titulo mudado para aproveitar a onda de Mena Suvari) como o seu filme seguinte, Looser, com o colega de American Pie, Jason Biggs, falhou em ter reconhecimento da crítica e sucesso junto do público. Seguiram-se Sugar & Spice e The Musketeer , outros filme sem grande repercursão nas bilheteiras.
Foi então que voltou American Pie, mas a sua aparição no filme foi curta. Afinal não pertencia à história central do filme.
Mena Suvari tentou relançar a carreira e por pouco não conseguiu o papel de Mary Jane Watson no filme Spiderman. Curiosamente perdeu-o para Kirsten Dunst, a mesma que lhe tinha dado a oportunidade de entrar em American Beauty.
A verdade é que as coisas não têm andado bem para a actriz. Muitos apontam erros nas escolhas de papeis, outros em falta de sorte. Depois de Sonny, o primeiro filme de Nicholas Cage, veio Spun e Trauma, mas nenhum dos filmes foi o sucesso que pretendeu. Mena, a loira que é originalmente ruiva, passou então para a televisão e surgiu na consagrada serie Six Feet Under. Agora no cinema Mena Suvari tem vários projectos, incluindo um que pretende recuperar a fórmula de The Graduate.
O facto é que falta de talento ninguém pode apontar a Mena Suvari. Espermos nós - e ela certamente - que esta fase seja apenas um momento menos bom de uma carreira que se prevê bem longa.
Próxima Brasa de Verão: Natalie Portman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:49 PM
agosto 22, 2004
Brasa de Verão: Mandy Moore - Artista de palco
Nasceu para cantar e é isso que tem feito desde que se lembra. Agora despertou também para o cinema tendo provado que pode ser mestre em duas áreas distintas. Resta agora saber se o seu sucesso musical não condicionará a sua evolução na arte de bem representar. Para Mandy Moore o futuro parece risonho...
Mandy Moore nasceu Amanda Moore a 10 de Abril de 1984 em Hanshua, uma localidade no estado de New Hampshire.
A vida do pai, um piloto de aviação, levou-a a viver na solarenga Orlando, na Flórida. Foi aí que aos 5 anos viu o musical Oklahoma e decidiu que queria ser cantora. A partir daí tornou-se a voz de muitos dos eventos da cidade, principalmente cantando o hino nacional, o que lhe valeu a alcunha de "National Anthem Girl".
A jovem continuou a tentar a sua sorte no mundo da música e foi num golpe feliz que conseguiu publicar o primeiro album. Foi aos 14 anos, quando um jovem empregado da Fed-Ex, que tinha contactos na Sony, a ouviu cantar. Num espaço de poucos meses Mandy Moore assinou contracto com a Sony e lançou o seu primeiro trabalho musical, So Real, partindo para uma tour com os Backstreet Boys, outros miudos de Orlando.
A sua carreira entrou em rampa de lançamento no início de 2001. Por essa altura já Mandy Moore tinha trocado a rigida escola episcopal onde estudava, por ensino de correspondência, e começava a mostrar que não pretendia ser uma pop star normal. Criticou duramente Britney Spears e Christina Aguillera por usarem roupa demasiado reveladora, mostrando bem a sua educaão religiosa rigida, enquanto que, por outro lado, era vista várias vezes na mansão Osbourn, um local pouco convencional para uma jovem estrela pop.
O salto para o cinema só agora começou a tomar forma. Mandy Moore nunca escondeu que ser cantora está em primeiro lugar, mas o fascínio do cinema fez com que fosse atraida para o glamour de Hollywood.
O seu primeiro filme, A Walk To Remember, valeu-lhe de imediato um prémio MTV. Estávamos em 2002.
Nesse mesmo ano estrelou ainda Try Seventeen, um filme que estreou apenas este Verão em Portugal, e onde também está Elijah Wood.
No ano seguinte Mandy Moore entraria apenas no filme How to Deal, mas por outro lado o ano de 2004 foi de enorme sucesso para a cantora que quis ser actriz.
Em Saved!, ao lado da promissora Jena Malone, Mandy Moore dá a vida a uma jovem conservadora, educada numa escola religiosa que condena uma amiga de 17 apenas por essa ter engravidado. Um papel curioso porque a formação da personagem era a mesma da actriz, e ambas pensam da mesma forma sobre a polémica da alta taxa de gravidez entre as adolescentes. O papel, apesar de originalmente satirico, ganhou eco nas casas conservadoras, que passaram a ter em Moore um exemplo a seguir.
Ainda em 2004 Moore fez de filha rebelde do Presidente dos EUA (um modelo que está em moda) no filme Chasing Liberty e ainda prepara-se para apresentar Romance & Cigarrets, mais uma comédia ligeira.
Ao contrário de outras actrizes adolescentes como Hillay Duff ou Lindsay Lohan, que apostam tudo na sua imagem e nos seus filmes, a jovem Mandy Moore destaca-se por representar quase em part-time. Apesar dos seus discos não serem vendidos ainda a um nível muito elevado, é já presença assidua nas tabelas de vendas. E esse é o seu objectivo primordial. A interpretação vem depois, por acréscimo.
Talvez por isso Moore esteja mais solta na escolha de papeis para o futuro, prevendo-se que de todas as jovens actrizes que estão a despontar, seja aquela que mais facilmente irá conseguir a transição para papeis ditos mais sérios. Aliás como prova o titulo de um dos próximos filmes em que entrará, Safety Glass, um drama passado no século XIX.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:32 PM | Comentários (4)
agosto 21, 2004
Brasa de Verão: Lindsay Lohan - Seios da discórdia
Parece ridiculo mas a curta carreira desta actriz tem-se pautado por polémicas deste género. Quando não são os polémicos seios de Lohan, é a sua guerra com Hillary Duff, ou então o seu mau génio.
A verdade é que o titulo de "teen queen" parece ser seu, mas será isso o mais importante numa carreira de uma actriz que até hoje ainda não conseguiu um único papel de destaque?
Parece que sim...
Lindsay Lohan. Quem é? Como é que num curtissimo espaço de tempo saltou para a ribalta? E mais. Como é que uma jovem de 17 anos já causou tantos problemas e sobressaltos por Beverly Hills e zonas em redor? Para uns é um verdadeiro mistério. Para outros a explicação é bem fácil. Mas vamos por partes.
Lohan nasceu a 2 de Julho de 1986 em Nova Iorque. Tal como Kirsten Dunst, com quem se cruzou num anúncio, aos 3 anos tornou-se numa modelo de anúncios da Ford. E assim foi nos seus primeiros anos de vida. Só em 1994, com 8 anos, é que conseguiu estrear-se como actriz num telefilme de nome Another World.
A Disney propôs-lhe um contracto de três anos que a jovem aceitou de imediato que lhe valeu dar a vida a duas gémeas na divertida comédia Parent Trap. O filme foi um enorme sucesso e a jovem venceu vários prémios. Terá sido aqui, comentam alguns, que a fama começou a subir à cabeça da jovem. Ainda estávamos em 1998.
No ano seguinte recusou entrar em The Inspector Gadget mas apostou então em tele-filmes. Por essa altura Lohan tinha trocado a representação pela música, à qual se dedicou quase por inteiro até 2002, sem grande sucesso no entanto. Com 16 anos, em 2002, voltou a atacar a interpretação. O seu desejo era suplantar em fama Britney Spears, da qual era fã, mas para isso era preciso fazer filmes rentáveis e que chegassem a um público jovem.
Curiosamente foi nesta altura que começou a guerra civil entre ela e Hillary Duff. O motivo? Aaron Carter, o cantor pop, que namorava com Lohan mas que preferiu Duff, à altura uma estrela em emergência, um ano mais nova que a namorada
A guerra entre ambas nunca mais parou chegando mesmo a momentos com troca de insultos gratuitos!
Em 2003 a Disney deu-lhe o papel de destaque em Freaky Friday, um remake de um clássico da companhia ao lado da estrela Jamie Lee Curtis. Lohan esteve muito bem, venceu alguns prémios pelo seu desempenho e mostrou que tinha voltado para ficar. No ano seguinte mais um filme Disney, Confessions of a Teanage Drama Queen e de novo sucesso a todos os niveis. Por esta altura Lohan começou a declarar-se "teen queen" e de facto a sua legião de fãs atingiu numeros inesperados. Mas a guerra entre ela e Duff alastrou-se ao grupo de fãs e a polémica estalou. Numa festa em Los Angeles, no início do ano, Lohan foi apanhada em fotografias com uma diferença brutal ao que se lhe conhecia: o tamanho dos seios.
As fãs de Duff colocaram logo a hipótese de operação, algo que Lohan desesperadamente quereria fazer para ultrapassar as dimensões da rival. Por sua vez as defensoras de Lohan clamaram por justiça, apontando as imagens (são mais do que uma) como montagens e declarando pura e simplesmente que com 17 anos uma rapariga ainda cresce fisicamente.
A verdade é que a própria Duff confessou não precisar de fazer operações, numa súbtil provocação, enquanto que médicos especialistas dizem não haver dúvidas. Lohan não terá mesmo resistido ao tamanho, que afinal nas mulheres também parece contar.
Contudo a festa aparentemente não terminou por aqui. Irritada com tudo isso, na apresentação dos Teenage Movie Awards, Lohan foi confundida por um fã com Duff, e quando comparada com o facto quase que agrediu o jovem. Vieram então à baila as suas mudanças de humor, desde a rasgar roupas quando chateada, a insultar colegas e membros da equipa de produção nos filmes, até ao celebre caso em que se foi "oferecer" a Colin Farrel que recusou (rumores dizem que Farrell não recusou, apesar dos mais de 10 anos de diferença de idades, mas que a abandonou logo depois de terem estado juntos levando-a ao desespero). Como resultado não terá saído da sua roullete durante dois dias inteiros. Para gáudio dos seus detractores, imagens de uma Lohan enrugada e a mostrar os seios operados num foto de paparazzi - algo que a sua rival Duff nunca faria, dizem os fãs - terão arruinado ainda mais a sua reputação.
Foi Mean Girls, o filme da Disney para 2004 que colocou um pouco a balança equilibrada de novo. Lohan tinha passado uns meses dificies em termos de publicidade negativa - se é que a há - mas as criticas e os resultados da bilheteira do filme pareceram não se terem ressentido do que se passava na sua esfera privada. Como aliás deve acontecer!
O ano de 2004 parece continuar a correr-lhe bem. Foi a mais jovem apresentadora de uma entrega de prémios da MTV, tendo sido a primeira apresentadora a vencer.

Para o futuro Lohan parece querer apostar ainda no filão das comédias para adolescentes. Afinal é uma área onde se sente bem à vontade, e é também o campo de batalha da sua guerra pessoal.
A Lohan é acreditado algum talento, até mesmo pela critica mais dura de Nova Iorque! Só que com uma vida privada destas, com tanto escândalo em apenas dois anos (a actriz ainda não fez 18 anos), é preciso muito talento para conseguir sair por cima. Resta à mesma e aos seus fãs acreditar que ela pode ser uma nova Elizabeth Taylor em vez de acabar como, por exemplo, Drew Barrymore.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:28 PM | Comentários (14)
agosto 20, 2004
Brasas de Verão: Kirsten Dunst - Do 8 ao 80
É reconhecidamente uma das actrizes jovens que mais impacto teve em Hollywood na última década. É igualmente uma das jovens mais belas que povoam o imaginário cinematográfico norte-americano. Só que é também uma actriz que salta de produções onde se mostra ao mais alto nivel para filmes onde simplesmente tudo parece falhar...
Do seu estrondoso desempenho em Interview With the Vampire até a Spiderman 2 foram quase 10 anos de carreira para Kirsten Dunst. E o mais curioso é que o seu desempenho inicial consegue, ainda hoje, superar muitos dos desempenhos em filmes mais recentes. Porquê? Ninguém parece saber.
O que se sabe é que a jovem actriz nasceu a de 30 de Abril de 1982 em Point Pleasent no estado de New Jersey. Desde cedo a sua carinha laroca foi um trunfo para entrar no show-bussines. Dos três aos 7 anos fez mais de 70 anúncios comerciais que a tornaram conhecida - embora o grande público não se lembra da maioria dels - dos lares da América.
Com 7 anos estreou-se num filme do Woody Allen, New York Stories mas nem sequer viu o seu nome aparecer no grande ecrãn. Não pareceu ser problema e a familia de Kirsten Dunst viu nela uma actriz em potência e mudou-se para Los Angeles, a "meca do cinema".
O seu trabalho seguinte acabou por ser a voz de um filme animado, Majo no takkyubin, e Kirsten Dunst só voltou a dar a cara num filme em The Bonfire of Vanittes.
Depois de ter feito alguns trabalhos para a televisão, Kirsten Dunst teve em 1994, com 12 anos, o seu primeiro grande ano.
Primeiro fez Greedy e High Strunk, duas comédias ligeiras. Depois entrou em dois dos mais aclamados filmes do ano.
Em Little Women, o clássico de Mary Allcot, foi a mais jovem da familia, mas encantou tudo e todos na re-adaptação de um clássico de longa data. Em Interview with the Vampire, foi a ternurenta mas também maquievélica pequena vampira que tentou matar Tom Cruise, enquanto se apaixonava por Brad Pitt. Curiosamente mais tarde a actriz brincou com o facto de nesse filme ter interpretado uma personagem que odiava não poder crescer fisicamente, quando na verdade Kirsten Dunst cresceu até se transformar numa mulher com tudo no sitio, e em grande escala.
A carreira da jovem actriz continuou o bom caminho no ano seguinte quando a jovem entrou no filme Jumanji, um dos grandes êxitos desse ano. Seguiram-se anos de menor actividade, que até deram para uma passagem na serie televisiva ER e no notável filme Wag the Dog.
Depois de uma adolescência sem problemas, e coroada com a graduação aos 20 anos, Kirsten Dunst estava de novo preparada para se dedicar ao máximo ao cinema. Depois de ter recusado o papel de Angela em American Beauty por não querer beijar e aparecer nua diante de Kevin Spacey, a jovem actriz lançou as suas cartas ao lado da estreante Sofia Copolla em The Virgin Suicides.
O seu papel como Lux Lisbon foi comovente e valeu-lhe várias nomeações e prémios, bem como o passaporte para a fama.
Depois do sucesso de The Virgins Suicides, Dunst dedicou-se de novo às comédias, tendo-se destacado principalmente em Bring it On. Faltava-lhe um não sei o quê para se projectar definitivamente, e essa hipótese surgiu em 2002. Já tinha perdido o papel principal em Almoust Famous para Kate Hudson e soube bem desforrar-se ao conseguir ser escolhida como Mary Jane no blockbuster Spiderman. O filme foi um retumbante sucesso, a cena do beijo à chuva tornou-a num icone para os jovens um pouco por todo o mundo, e a sua carreira consolidou-se definitivamente.

Infelizmente foi também a partir daqui que a sua carreira começou a descer. Não em dinheiro feito ou papeis, mas essencialmente no valor das suas interpretações. Mona Lisa Smile foi para esquecer, como também mostrou ser o elo mais fraco de Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Para salvar o ano, lá veio de novo Spiderman. Mas estar preso a uma personagem secundária num blockbuster não é motivo de orgulho para nenhum actor que queira ser alguém, e Kirsten sabe-o.
Por isso prepara já novos projectos, entre os quais Wimbledon e Elizabethtown. O primeiro, como o nome indica, passa-se no mundo do ténis. Vejam-na como uma nova Kournikova e estão a entrar no espirito do filme. Já Elizabethtown, pelo elenco e argumento, é um dos titulos mais esperados dos próximos anos, e talvez seja o momento ideal para voltar aos bons momentos.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:28 PM | Comentários (3)
agosto 01, 2004
Brasa de Verão: Keira Knightley - Sedução Britânica
Começou a representar a partir do momento em que soube como caminhar e falar. É uma actriz nata e com 18 anos já tem um portfolio impressionante. Os sucessos recentes deram-lhe uma base para o futuro, mas a jovem britânica tem de ir ainda mais além. Afinal não é todos os dias que se é a mais talentosa jovem actriz britânica do momento...
Nasceu em terras de sua majestade, mais precisamente em Teddington no condado do Midlessex a 26 de Março de 1985. É filha do actor Will Knightley e da encenadora Sharman McDonald. Não estranhou por isso que acabasse por entrar no mundo da representação ainda muito cedo.
Desde os três anos que já tinha um agente, que a levou por várias vezes a entrar em anuncios publicitários. Aos 9 anos teve o seu primeiro papel profissional em A Village Affair, um filme de Moira Amstrong.
Durante os anos seguintes a jovem Keira iria limitar-se a pequenos papeis. A idade não ajudava, já que em Inglaterra não é dado tanto destaque a actores infantis como nos EUA. Mesmo assim ainda teve alguns trabalhos nas mãos, especialmente para a televisão. Só em 1999 é que Keira deu o salto para a fama. Só que, curiosamente, poucos sabem disso. É que a Fox fez um esforço enorme para que todos pensassem que Natalie Portman tinha interpretado tanto a Princesa Amidala, como a sua substituta no trono. Na verdade essa outra actriz era Keira Knightley, que era de tal forma parecida com Natalie Portman que as próprias mães as confundiam por vezes no set.
De qualquer forma ter trabalhado num projecto com as dimensões de Star Wars deu-lhe motivação extra e outro estatuto. Abandonou definitivamente Londres e passou para Hollywood onde o trabalho estava à mão de semear. Foi assim que entrou em The Hole, um filme que a lançou para a polémica por ter surgido nua apenas com 16 anos de idade. Keira nunca mostrou problemas com isso mas os estúdios norte-americanos torceram o nariz. Não era comum actrizes tão jovens serem tão expostas ao público. Por isso os seus trabalhos seguintes acabaram por fazer-se em produtoras menores. Entrou em Deflation e New Years Eve.
O grande público ficou definitavemente apaixonado por esta jovem britânica em 2002, quando esta surgiu no popular filme anglo-indiano Bend it Like Beckham. A jovem tinha voltado a casa e como o futebol era uma das suas paixões não foi dificil integrar o elenco do filme liderado por Gurindhir Chada. O filme foi um enorme sucesso, mostrou que a comunidade indiana existe para além de Bollywood, e confirmou definitivamente o talento de Keira.
Apesar de 2002 ter sido um ano proveitoso, nenhum dos filmes onde trabalhou foi tão importante como o trabalho em Bend it Like Beckham. Foi graças a isso que em 2003 voltou para os EUA. Mas desta vez era um regresso em estilo.
Jerry Bruckheimer estava à procura de uma cara bonita para o seu blockbuster de Verão. Já tinha o talento de Johnny Depp e a sensualidade de Orlando Bloom mas faltava o correspondente feminino. Foi aí que surgiu Keira. Ficou de imediato com o papel e obteve o sucesso esperado. O filme foi um êxito, com proporções inimagináveis para os seus produtores, e o nome da actriz passou a ser escrito a letras de ouro em Hollywood. Nesse mesmo ano voltou a Inglaterra para entrar no sucesso de Natal Love Actually, onde também mostrou todo o seu talento e beleza. Enfim, foi um ano de sucesso para a jovem de apenas 18 anos.
Para agora Keira Knightley parece ter o futuro assegurado. Neste ano será a rainha Guineverre em King Arthur, e entrará também em The Jacket e Pride and Prejudice, os seus projectos para o próximo ano. Voltará igualmente nas sequelas de Pirates of the Caribbean. Mas a verdade é que ninguém sabe dizer muito bem qual o limite que Keira tem. Para ela parece não haver limites.
Próxima Brasa de Verão: Kirsten Dunst
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:02 PM
julho 30, 2004
Brasa de Verão: Katie Holmes - A Perfeição
É provavelmente uma das mulheres mais belas de mundo e uma actriz de talento infindável.
O seu nome já nos soa a familiar, o que é natural devido a uma carreira que, apesar de curta, já mostra provas do seu talento. Mas é no futuro que temos de estar de olhos postos. Por aqui está uma das futuras divas de Hollywood...
Katie Holmes é de facto uma das menina prodigio da representação. Começou no teatro, deu o salto para a televisão, onde se consagrou na série Dawson´s Creek, e hoje é um valor seguro no cinema. O prodigio de hoje é a estrela de amanhã, mas vamos por partes.
Nasceu de parto prematuro a 18 de Dezembro de 1978 em Toledo, no Ohio. A tipica menina do Midwest cresceu a sonhar com os palcos. Foi no liceu local que começou a desenvolver as suas capacidades de actriz, que foi aperfeiçoando em teatros locais. Ao mesmo tempo a sua enorme beleza levava a ter uma carreira paralela nas passerelles onde venceu alguns prémios como jovem modelo.
Um dia, um produtor de cinema viu-a e encorajou-a a tentar a sua sorte em Los Angeles.
Ao chegar a LA a sorte grande bateu-lhe à porta. Em vez de esperar meses, como a maior parte dos actores recém-chegados, o seu primeiro papel surgiu logo na sua segunda audição. Foi no filme Ice Storm de Ang Lee que a jovem deu os primeiros passos no grande ecrãn.
Entusiasmada com o seu sucesso inicial, Katie começou a enviar a todas as produtoras, cassetes com as suas audições. Por sorte o produtor Kevin Williamson gostou tanto da sua interpretação que a convidou de imediato a tentar o papel principal na serie Dawson´s Creek.
Dawson´s Creek foi o confirmar deste enorme talento que acabava de despontar.
A partir de 1998, Katie Holmes tornou-se no icone da serie e aos olhos do grande público ela era a filha que todos os pais queriam ter, a amiga que todas as amigas sonhavam e a namorada porque todos os rapazes ansiavam. A personagem de Joey Potter acentava-lhe que nem uma luva e o passaporte para o sucesso estava garantido.
Ainda a trabalhar na serie, Katie Holmes teve tempo para se dedicar ao cinema. Apesar de ter perdido o papel de Wicked para Julia Stiles, de ter tido que recusar o papel em 40 Days and 40 Nights, e de ter sido suplantada por Sarah Michelle Gellar como Buffy, The Vampire Slayer, por ser demasiado jovem, o facto é que a sua carreira no cinema não teve problemas em arrancar.
Fez Disturbing Behaviour em 1999 e Go no mesmo ano, vencendo vários prémios como "rookie" do ano. No ano seguinte esteve no filme Wonderboys, a tentar seduzir Michael Douglas. Com esse filme as suas personagens tornaram-se ainda mais maduras.
Com 22 anos Katie Holmes entrou no seu primeiro papel dramático no filme The Gift, onde protagoniza cenas escaldantes com o protagonista Giovani Ribisi. As suas cenas de nus neste filme de Sam Raimi despertaram a atenção do público masculino. Surgiram vários convites de revistas para que a jovem posasse nua, e as imagens das cenas do filme espalharam-se pela internet. Afinal, a menina bonita de Dawson´s Creek era mais mulher do que muitos pensavam.
Depois de um 2001 dedicado à serie, foi no ano seguinte que a carreira de Katie Holmes se instalou definitivamente no cinema. Protagonizou o filme Abandon, a primeira vez que tal sucedeu na sua ainda curta carreira. Nesse mesmo ano esteve no notável Phone Booth e continuou a chamar à atenção pela sua beleza estonteante e o seu talento cada vez mais latente.
Com o final da serie em 2003, o cinema tornou-se na prioridade de Holmes. Assim não admirou ninguém que no primeiro ano sem comprissos televisivos, a jovem desse um recital de interpretação em Pieces of April - pelo qual chegou a vencer alguns prémios independentes - e ainda em The Singing Detective.
Hoje o futuro desta actriz está marcado a ouro. A jovem que está de casamento marcado com Chris Klein (American Pie) está neste momento a rodar Batman Begins, a sua primeira participação num filme de grande orçamento. Ao mesmo tempo estará ao lado de Michael Keaton, como filha do Presidente dos EUA em First Daughter.
Talentosa como poucas, bela como quase ninguém, Katie Holmes é hoje uma estrela a seguir na constelação imensa de Hollywood. Apesar de não ser uma estrela cadente, quando entra em cena quase que dá vontade de lhe pedir um desejo. Sussurrado ao ouvido.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:48 PM | Comentários (1)
julho 29, 2004
Brasa de Verão: Julia Stiles - Abençoada pelo talento
Quer seja dançando ao som da música ou declamando poesia shakesperiana, Julia Stiles é cada vez mais um nome incontornável na nova geração de actrizes norte-americanas.
A idade não parece ser obstáculo para os sonhos da jovem actriz que depois de um início de carreira fulgurante, só pode aspirar em chegar ao céu...
Julia Stiles nasceu na "Big Apple" a 28 de Março de 1981.
Começou a sua carreira no mundo do teatro, onde era uma das meninas prodigios dos teatros de Greenwich Village, na zona mais "in" de Nova Iorque.
O seu primeiro papel no cinema foi em I Love You, I Love You Not, mas foi no ano seguinte, 1997, que deu o primeiro grande passo rumo a uma carreira de sucesso.
Foi a sua origem irlandesa, e o seu sotaque de então, que acabou por ser predominante aquando da sua escolha para entrar no elenco de The Devil´s One. O filme era um drama poderoso com Harrison Ford e Brad Pitt, mas a jovem actriz soube mostrar o seu valor no meio de dois "Monstros sagrados" de então.
Nesse mesmo ano deu os primeiros passos na TV na serie Before Woman Had Wings. A experiência não a seduziu muito e - tirando uma presença na serie The 60´s em 1999 - Julia Stiles nunca mais voltou ao pequeno ecrãn. Hoje, quando quer fazer uma pausa do mundo de Hollywood, opta sempre por voltar aos palcos, o berço da maior parte dos actores.
1998 foi um ano de transição. A actriz entrou em dois filmes curiosos, Wicked e Wide Awake e confirmou que era capaz de se desdobrar em diferentes personagens.
1999 foi o seu grande ano, o ano que definitivamente consolidou o seu nome na praça. A grande alavanca para esta aclamação foi o seu excelente desempenho no filme para jovens 10 Things I Hate About You. O filme era uma adaptação da peça de Shakesperare "A Fera Amansada", e ao lado dos jovens Heath Ledger, o seu namorado de então Joseph Gordon-Levitt e Larisa Oleynik, conseguiu criar uma empatia com o público como poucas jovens actrizes tinham conseguido nesta década. O prémio foi ter sido eleita uma das mais desejadas jovens com menos de 21 anos nos EUA - tinha 18 - e de ter sido convidada por várias revistas para posar na capa. O seu nome tinha finalmente sido memorizado por todos.
Depois de 10 Things About You, a jovem Julia Stiles voltou a William Shakespeare como Ophelia no filme Hamlet ao lado de Ethan Hawke. De novo um sucesso - a sua escola teatral permitiu adaptar-se depressa à personagem - e o seu nome começava a ser cada vez mais cobiçado.
Em 2001 acabou por ser escolhida para o elenco do filme Save the Last Dance. Antes desse filme ainda rodou o interessante State and Main, mas se "10 Things" tinha sido importante para projectar o seu nome, Save the Last Dance - um filme com rótulo MTV - foi decisivo para consolidá-lo definitivamente. Julia Stiles venceu vários prémios pelo seu desempenho e voltou a ser eleita uma das 50 mulheres mais belas do mundo.
Enquanto que nessa ano voltaria a Shakespeare no filme O - inspirado na peça Othelo onde desempenha a infortunada Desdemona - 2002 consolidou-a nas produções de vulto de Hollywood, ao ser escolhida para surgir ao lado de Matt Damon no filme The Bourne Identity. O filme não foi o sucesso esperado e curiosamente a partir daí a sua carreira abandou um pouco.
No ano seguinte entrou na comédia A Guy Thing, seguindo-se prestações em Caroline e no filme-veiculo para Julia Roberts, Mona Lisa Smile, onde não passou despercebida por completo.
De qualquer forma, se os últimos dois anos têm sido menos proliferos, os próximos prometem uma desforra para Julia Stiles que regressará na sequela de Bourne Identity e estará também na comédia The Prince and Me, uma tentativa de recuperar a sua imagem de menina-perfeita.
Julia Stiles é um nome a ter em conta, e todos parecem sabe-lo. Resta ver agora o desenrolar da sua carreira. Apesar de ter começado num registo dramático cedo se habituou às comédias de adolescentes. A pergunta é se saberá voltar ao início.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:27 PM
julho 28, 2004
Brasa de Verão: Jessica Biel - Sem pudor!
Desde sempre que as pessoas viam nela a filha perfeita. Quando chegou a altura de dar o salto, rompeu por completo com a sua imagem e mostrou que poderia ser a rapariga mais despudorada do Mundo.
A sociedade puritana dos EUA ainda não aceita bem este tipo de pessoas mas Jessica Biel já mostrou que não tem medo de nada...
Vinte e dois anos de talento e beleza.
Jessica Biel nasceu a 3 de Março de 1982 no Minesotta, mas cresceu no estado do Colorado. Começou a sua carreira ainda jovem, não como actriz mas sim como modelo fotográfica.
Só aos 13 anos decidiu entrar no mundo da representação, ao ser escolhida para um dos papeis de destaque na serie televisiva 7th Heaven.
A serie deu-lhe destaque junto da comunidade jovem e durante alguns anos tornou-se uma das verdadeiras "wannabes" da juventude norte-americana.
O salto para o cinema deu-se com apenas 14 anos no aclamado Ulee´s Gold que valeu uma nomeação ao óscar de Peter Fonda.
A sua fidelidade à serie 7th Heaven, impediu-a de fazer carreira no cinema como outras colegas jovens, tendo tido apenas uma passagem pelo filme I'll Be Home for Christmas, em 1998.
Apesar do sucesso e exposição que a serie lhe deu, Jessica Biel esteve para abandoná-la, quando perdeu o papel de filha de Kevin Spacey em American Beauty para Thora Birch. Os produtores não queriam uma actriz que tivesse fama de "menina boazinha" e por isso recusaram a sua candidatura ao lugar. Isso enfureceu a actriz, que desde então se tem tentado libertar do epiteto de menina-bonita.
O primeiro passo aconteceu mal fez 18 anos. Pronta a criar o escândalo junto da comunidade de admiradores, mas também de produtores de cinema, aceitou posar nua para a revista Gear Magazine.
A polémica à volta das fotos levaram-na a rescindir o contracto com a serie, partindo assim para a carreira no cinema que tanto ambicionava.
Em 2001, já solta de compromissos, entrou no filme Summer Catch, que não foi um sucesso, nem da critica, nem da bilheteira. Só no ano seguinte teria um novo papel, em The Rules of Atraction, mas a sua carreira teimava em não descolar.
Curioamente, teve de voltar várias vezes à série que antes deixara como convidada especial para manter-se activa.
Em 2003 finalmente um papel digno de destaque no filme The Texas Chainsaw Massacre. O publico gostou e a critica reconheceu-lhe finalmente o valor que havia negada desde o polémico incidente das fotos nua, altura em que foi acusada de tentar vender o seu corpo à frente do seu talento.
Para os próximos anos não faltam projectos a Jessica Biel.
Em 2004 vai protagonizar o filme It´s a Digital World, estando também já com vários projectos para o final do ano.
Será uma das actrizes do ansiado Cellular, ao lado de Kim Basinger e William H. Macy, por um lado, e por outro vamos vê-la no igualmente esperado Blade Trinity.
No entanto 2005 também promete ser um ano de fartura com presenças já garantidas em dois titulos, Stealth e o prolifero Elizabethtown, onde vai surgir ao lado de estrelas como Orlando Bloom e Susan Sarandon.
Actriz versátil, Jessica Biel tem feito da necessidade de mudar de estilo de representação uma cruzada pessoal. Da menina bonita de 7th Heaven, já pouco parece restar. Hoje Jessica é uma mulher madura, sem qualquer pudor e pronta a aventurar-se em áreas onde os seus primeiros fãs nunca imaginariam vê-la. Por vezes a qualidade de um actor vê-se na sua capacidade de correr riscos. Se for assim, temos aqui um valor seguro para o futuro.
Próxima Brasa de Verão: Julia Stiles
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:55 PM
julho 27, 2004
Brasa de Verão: Jessica Alba - Cidadã do Mundo
Californiana de nascimento, cidadã do mundo por origem. Tem sangue latino, indiano, dinamarquês e britânico nas veias, uma verdadeira mistura do melhor que o mundo tem para oferecer.
Já tem dez anos de carreira, divididos entre o cinema e a televisão, mas não parecem haver dúvidas que ali está um nome que vamos ouvir durante muito tempo...
É assim Jessica Alba, a jovem que nasceu a 28 de Abril de 1981 em Paloma, uma pequena localidade da Califórnia.
Desde os cinco anos apaixonou-se pela representação e aos 12 começou a ter aulas de representação. Não durou muito para ser escolhida pela primeira vez para entrar num filme. Estavamos em 1993 e o filme era Camp Nowhere. Curiosamente a jovem actriz era apenas uma figurante, mas quando a actriz principal desistiu, teve a oportunidade que tanto ambicionava. E tudo isso apenas porque a sua cor de cabelo era igual à da anterior protagonista.
Depressa foi escolhida para participar em vários anuncios e estreou-se na televisão em 1994 na serie da Nickleodeon The Secret World of Alex Mack. Voltou ao cinema no ano seguinte ao entrar no filme de sucesso Fliper. O filme foi um sucesso e originou uma serie televisiva que a manteve ocupada durante todo o ano de 1995. O sucesso da serie fez com que a sua participação se extendesse até 1997. Em 1998 ainda na televisão fez, ao lado de Randy Quaid, P.U.N.K.S. e apareceu em Brooklyn Souht, chegando mesmo a aparecer em episódios de The Love Boat e Beverly Hills 90210.
Em 1999 surgiu ao lado de Drew Barrymore em Never Been Kissed e no mesmo ano fez ainda Idle Hands. No ano seguinte estreou-se na serie de James Cameron, Dark Angel que a tornou extremamente popular nos Estados Unidos. A sua popularidade fez com que surgisse no 1º lugar da lista das 100 raparigas mais sexys para a Maxim, isto com apenas 20 anos de idade.
Enquanto a sua popularidade aumentava, sendo eleita por várias revistas e sites como a jovem mais bela do universo hispânico, Jessica Alba rejeitava as suas origens latinas, definindo-se como "norte-americana".
Quando a serie Dark Angel foi cancelada pela Fox, após duas temporadas, a jovem Jessica preparou para voltar em grande ao cinema no filme Honey. O sucesso comercial e a publicidade à volta do mesmo pelo canal MTV reforçou ainda mais o seu papel de destaque junto da comunidade jovem.
A sua carreira já tem muito que se lhe diga mas para Jessica Alba o céu parece não ter limites.
Para 2004 tem já vários projectos em mão. Será uma das estrelas de The Fantastic Four bem como de Sin City, o filme de Robert Rodriguez. Além disso vamos poder vê-la em Into The Blue.
De facto, com uma ficha técnica admirável, Jessica Alba é já vista como uma das mais promissoras actrizes norte-americanas. Fala-se dela para Spiderman 3, mas a verdade é que devem haver poucos produtores em Hollywood que não queiram contar com os seus serviços.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:02 PM
julho 26, 2004
Brasa de Verão: January Jones - Dama de Honor
É uma das actrizes secundárias mais promissoras da nova vaga. Tem como imagem de marca a sua beleza mas já nos surpreendeu pelo talento que, aos poucos, vai conseguindo mostrar. Só falta mesmo darem-lhe uma oportunidade...

Nascida a 5 de Janeiro de 1978 no sul dos Estados Unidos, a jovem January Jones tem vindo progressivamente a mostrar-se ao mundo.
Ainda não a vimos num grande papel é certo, mas os pequenos momentos que lhe concedem em filmes - habitualmente comédias românticas - são já suficentes para mostrar que é uma jovem com verdadeiro talento.

Começou a sua carreira em 1999, aparencendo no filme All the Rage. No ano seguinte passou para a televisão onde trabalhou na serie Sorority. Em 2001 estaria em destaque ao entrar em dois filmes, The Glass House e ainda Bandits. Por essa altura no entanto era já capa de revistas, não pelas suas prestações, mas pela relação com o actor Aschton Kutcher. Relação muito falada mas que acabaria depressa quando o jovem actor de Dude Where´s My Car, a decidiu trocar por Demi Moore. Chegou mesmo a ser considerada uma das jovens mais sexys do EUA, sendo convidada para posar para a Playboy e a Maxim. Só aceitou o segundo convite.
Foi nessa altura que a sua carreira começou a dar o salto.

O ano seguinte viria a confirmar a tendência de 2001 e Januray Jones surgiria em destaque no filme Full Frontal. No ano seguinte deu finalmente o salto. Entraria em Love Actually, juntamente com uma vasta serie de belas actrizes, e também em American Wedding e Anger Management, duas das comédias mais rentáveis do ano.
Este ano começou bem para Januray Jones. Recuperou da crise amorosa em que se instalara e para gáudio das revistas, tem uma relação aparentemente saudável com o músico Josh Groban. Ao mesmo tempo já teve um desempenho interessante em Dirty Dancing 2 enquanto se prepara para estrear na televisão a serie Love´s Enduring Promise.
Januray Jones é uma daquelas actrizes que tem talento, mas que peca por ser menos aproveitada do que de certo devia. Provavelmente se algum realizador lhe der uma oportunidade como elemento principal, as nossas suspeitas de que ali há talento se confirmem.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:54 AM
julho 25, 2004
Brasa de Verão: Hilary Duff - Manobra de Marketing ou talento em bruto?
Acusada de viver eternamente no universo dos filmes para jovens adolescentes, Hilary Duff levou a extremos a imagem de teen-queen. A maior parte dos cinéfilos concorda que a sua carreira ficará eternamente presa às personagens que a actriz cultiva constantemente, mas alguns avisam que quando Hilary Duff der o salto, se tornará numa actriz muito interessante...

É jovem, muito jovem, mas soube gerir até agora a sua carreira de tal forma que já é uma das actrizes mais ricas de Hollywood. A vida tem corrido de facto muito bem para Hilary Duff.
Com 17 anos, nasceu a 28 de Setembro de 1987 no estado do Texas. Começou a carreira com 6 anos no mundo do teatro infantil, mostrando desde cedo capacidade não só para representar, mas igualmente para dançar e cantar, o que a tornou numa jovem bastante versátil. Surgiu pela primeira vez junto do grande público em 1997 na serie True Women, mas só em series como Casper Meets Wendy e The Soul Colector, no ano seguinte, é que conseguiu alguma notoriedade.

O grande salto foi dado quando venceu o casting para apresentar um programa no canal Disney. O programa era The Lizzie Maguire Show e foi um sucesso imenso, tornando-se num dos programas mais vistos nos canais por cabo em todos os estados norte-americanos. Rapidamente Hilary Duff colou-se à personagem Lizzie Maguire, indo agora na terceire serie de episódios. Para reforçar ainda esta associação protagonizou as aventuras da jovem adolescente no cinema, num filme, The Lizzie Maguire Movie, que estreou no último Verão, tendo curiosamente sido um dos grandes exitos da estação quente, contra todas as expectativas.

No entanto, apesar do sucesso da sua personagem,Hilary Duff entrou também em várias outras comédias para adolescentes - há quem diga mesmo para pré-adolescentes - como Agent Cody Banks, Cadet Kelly e Cheaper By the Dozen.
Já neste ano protagoniza mais um dos sucessos de Verão, em The Cinderella Story e prepara-se para apresentar também Raise Your Voice, The Perfect Men e Outward Blonde.

No entanto nem só da representação vive a jovem Hilary que em 2002 lançou o seu primeiro album, Methamorphosis que saltou de imediato para o top de vendas com o êxito So Yeasterday a dominar nas tabelas de singles. A versatilidade de Hilary Duff tem compensado, já que criou uma verdadeira gama de produtos à sua volta, consumidos furiosamente pelos mais jovens adolescentes da América. Um modelo para as jovens americanas, que vêm nela a amiga e sincera Lizzie Maguire, e uma das mulheres mais desejadas para os jovens americanos, que destacam mais depressa as evoluidas curvas do seu corpo - há quem fale em operações plásticas para o aumento dos seios da jovem actriz/cantora - em detrimento do seu talento.

Mas a polémica estala quando se fala no que é de facto Hilary Duff. Os mais criticos rotulam-na apenas como um produto de marketing, criado à volta da marca Disney, tal e qual como aconteceu com Britney Spears. Os criticos dizem que será incapaz de dar o salto para personagens maturas, e ficará eternamente colada em papeis de menina adolescente.
Os seus apoiantes indefectiveis dizem apenas que com 17 anos ela tem tempo. Para já deve preocupar-se em fazer o que gosta e quando surgir a oportunidade de saltar para um outro nível, ela não desiludirá.
A verdade só virá com o tempo.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:45 AM | Comentários (16)
julho 24, 2004
Brasa de Verão: Evan Rachel Wood - Definitivamente na ribalta
Apelidada como a mais talentosa e bela actriz jovem de Hollywood, o seu desempenho em Thirteen trouxe o nome de Evan Rachel Wood para a ribalta. A jovem que se tornou conhecida na serie Once Again, continua a surpreender pela qualidade das suas prestações. Não admiraria que aqui estivesse uma verdadeira estrela em potência...

Menina bonita do sul dos Estados Unidos, Evan Rachel Wood nasceu a 7 de Setembro de 1987 em Raleigh na Carolina do Norte.
Apesar da sua tenra idade - 17 anos apenas - é actriz profissional desde os seus 7 anos, altura em que entrou no mundo da televisão.
Mas curiosamente poderia ter-se estreado no mundo do cinema, se não tivesse perdido para a sua rival Kirsten Dunst, o papel de jovem no filme Interview with the Vampire. Mas por vezes os grandes nomes começam com uma derrota para aprenderem com ela e foi exactamente isso que aconteceu com a jovem actriz.

Depois de ter perdido o seu primeiro papel, Evan Rachel Wood preferiu rumar à televisão, e logo no seu primeiro ano como profissional surgiu em duas séries, Search for Grace e In the Best of Families.
No ano seguinte, acentuando esta sua tendência para preferir a tv, apesar de já ter convites para rumar a Hollywood, surgiu em Father for Charlie e Death in Small Doses. No ano seguinte, ainda não tinha chegado aos 10 anos e já acumulava participações em mais series, incluindo The Barbara Mandrell Story.

O salto para o cinema surgiu em 1998, quando tinha 11 anos de idade. O filme foi Digging to China, e apesar de não ter sido um sucesso acabou por ser um interessante ponto de partida.
Até 1999 ainda entrou em mais dois filmes - Pratical Magic e Profiler - e numa serie de televisão chamada Down Will Come Baby.
Foi ao chegar a 1999 que a jovem teve a oportunidade de dar o salto para o estrelato, ainda na TV, ao entrar na aclamada serie Once and Again.
A serie de grande qualidade, deu-lhe uma maior projecção do que se tivesse adoptado por uma carreira de pequenos filmes em Hollywood, e consagrou-a como uma das maiores sensações entre a representação juvenil.

Só a partir de 2001, e já com nome feito na praça, é que Evan Rachel Wood adoptou definitivamente o cinema como a sua área de eleição.
O seu primeiro filme com algum destaque foi Litlle Secrets, seguindo-se de imediato Simone, um filme muito interessante onde teve a oportunidade de trabalhar ao lado de Al Pacino. Já em 2003 Evan Rachel Wood explodiu definitivamente ao protagonizar o filme Thirteen. Ao lado de Holly Hunter, que acabou por ser nomeada ao óscar, a jovem actriz faz um desempenho notável e mostra que para a sua tenra idade - tinha 16 anos - têm um talento notável.
Nesse mesmo ano entrou igualmente em The Missing, ao lado de Cate Blanchett e Tommy Lee Jones.

Evan Rachel Wood é de facto um nome que iremos ouvir nos próximos tempos. Para o próximo ano tem já preparado três projectos distintos. Entrará ao lado de Edward Norton em Down in the Valley, será uma das estrelas de Pretty Persuasion e também de The Upside of Anger.
Tida como um valor já confirmado, Evan Rachel Wood tem ainda muito que caminhar até chegar ao estrelato. Mas nos anos de carreira que já leva, deu sempre provas do seu valor. Ninguém espera que isso deixe de acontecer nos próximos tempos.
Próxima Brasa de Verão: Hillary Duff
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:33 AM | Comentários (1)
julho 23, 2004
Brasa de Verão: Eva Green - Sem Preconceitos
Fez apenas um filme até ao momento mas já é uma celebridade em França e uma das maiores promessas do cinema europeu.
Destacou-se no seu filme de estreia por ter passado mais tempo nua que vestida, mas mostrou ter pujança de actriz. Afinal é preciso ter caracter para mostrar tudo. E foi o que ela fez. Sem preconceitos...

Nasceu em Paris a 5 de Julho de 1980 e é filha de Marlene Jobert, uma das actrizes mais respeitadas em França.
Começou a sua carreira no mundo do teatro onde venceu o prémio Moliere de 2002 para a melhor estreante. Foi a primeira vez que o mundo ouviu falar de Eva Green. Primeira, mas definitivamente não a última.

Ainda em 2002 fez o casting para o filme que marcava o regresso de Bernardo Bertolucci. O filme era The Dreamers e ficou com o papel de imediato. O realizador apreciou a sua forma, mas também o seu ar de mulher emancipada. Tinha apenas 22 anos.
Quando o filme estreou, era o seu nome que andava na boca do mundo. Não é que logo no primeiro filme, a jovem actriz tinha tido o despudor de surgir diante das camaras, durante a maior parte do filme, completamente despida, sem qualquer pudor em esconder zonas mais intimas?
A principio foi o escândalo claro. Mesmo em França onde a nudez no cinema é habitual, o nivel de nudez - e a temática - deste filme, foi criticado com severidade. Mas no final, tendo o corpo sido esquecido e a actriz relembrada, todos estiveram de acordo: havia actriz.

Eva Green deu assim os primeiros passos no cinema. Como as suas compatriotas Luduvine Saigner, Virgine Ledoyan, Sophie Marceu, Emmanuelle Beart ou Isabelle Adjani, sabe aliar o talento à sua enorme beleza, o que é sempre um trunfo. Trunfo que lhe permitiu saltar para o cinema norte-americano. O seu próximo projecto é Kingdom of Heaven, o filme que Ridley Scott quis fazer sobre as cruzadas. Não se espera ver de novo Eva Green tão despida, nem aí nem em Arsene Lupin, o seu próximo filme em francês. Aliás, é natural que esta polémica desapareça com o tempo.
Mas que foi uma estreia diferente, lá isso foi.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:27 AM
julho 22, 2004
Brasa de Verão: Emmy Rossum - Sweet Seventeen
Talento e beleza não lhe faltam, mas o mais curioso é saber que com apenas 17 anos, Emmy Rossum é já uma das actrizes mais pretendidas pelos estúdios de Hollywood. E não é para admirar porque detrás daquela face ternurenta, está uma actriz já feita...

Nasceu em 1986 em Nova Iorque e desde pequena esteve ligada ao mundo da representação. Aos 12 anos deu o salto para a televisão onde fez várias séries, entre as quais Only Love, A Will of Their One, Grace and Glorie e Genius.
O talento já lá estava, em forma de pequena beldade, e por isso não surpreendeu ninguém que Emmy Rossum saltasse para o cinema tão rapidamente. Foi em 2000 no filme Songcatcher. Saiu-se bem, e sem o saber, deu inicio a uma carreira que promete ser fulgurante.

O seu primeiro grande papel no entanto surgiu quando voltou a trabalhar na televisão, em 2001. Fez de Audrey Hepburn enquanto jovem, numa adaptação da vida da actriz, e as semelhanças entre ambas saltaram de imediato à vista. Os estúdios de Hollywood puseram logo os olhos em cima da jovem que se parecia tanto com uma das mais iconicas actrizes de Hollywood, que nesse mesmo ano fez mais dois filmes: American Rhaposody e Happy Now.

Depois de só ter feito um filme em 2002 - Passionada - Emmy Rossum teve em grande destaque no ano de 2003. Foi a filha de Sean Penn no notável Mystic River e a protagonista de Nola, um excelente filme de Alan Hurska, uma especie de conta-de-fadas moderno.
Em 2004 pudemos voltar a ver a jovem actriz ao lado de Jake Ghyllenhall em The Day After Tomorrow.

Para o futuro esperamos vê-la na adaptação de Joel Schumacher do mitico Phantom at the Opera, onde vai estar ao lado do talentoso Gerard Butler, e fala-se nela também para entrar no próximo filme de Jurassik Park. Mas a verdade é que apesar da sua folha de serviços não ser cravejada a ouro, os seus 17 anos - faz 18 em setembro - dão-lhe uma margem de progresso inimaginável. E nós cá ficaremos à espera para ver.
Próxima Brasa de Verão: Eva Green
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:20 AM
julho 21, 2004
Brasa de Verão: Elisha Cuthbert - Provocante até não poder mais...
22 anos, 8 de carreira no cinema e um futuro radiante. Celebrizou-se na serie 24 mas já foi a estrela de filmes como The Girl Next Door.
Tal como a sua personagem em Love Actually, é uma das mulheres mais pretendidas do mundo e parece saber disso. É que actriz mais provocante parece não haver em Hollywood...

Nasceu em Alberta, um dos estados do Canadá mais americanizados, - foi em Calgary a 30 de Novembro de 1982 - mas cresceu no Quebeque tendo por isso o francês como lingua principal.
Começou a sua carreira como modelo fotográfico e aos 15 anos tornou-se numa das mais bem sucedidas apresentadoras do programa para jovens Popular Mechanic For Kids. Durante três apresentou o programa tendo sido mesmo convidada pela primeira-dama de então Hillary Clinton, a jantar na Casa Branca, devido à boa impressão que causou junto da familia presidencial.

Nesse mesmo ano deu os primeiros passos no cinema ao entrar no filme Dancing on the Moon. Seguir-se-iam prestações em Nico the Unicorn, Airspeed, Time at the Top e Who Get´s the House. Tudo titulos de pequena dimensão mas importantes para Elisha Cuthbert criar uma sólida base e ganhar experiência.
Em 1999 entrou na primeira serie de televisão da sua carreira, Are You Afraid in the Dark, e obteve óptimas criticas.

Sem o saber, a experiência que conseguiu nesta série foi fundamental para a escolha como filha de Kiefer Sunderland em 24. A aposta foi um sucesso até porque 24 é reconhecidamente uma das melhores series dos últimos anos. O seu papel como Kimberly Bauer, apesar de não ser um dos principais, é bastante reconhecido pelo público e o seu ar de adolescente sensual criou uma imagem de marca que ficaria até hoje.

Depois de fazer a primeira temporada de 24, Elisha Cutberth regressou ao grande ecrãn em 2003 ao entrar nas comédias Old School e Love Actually, onde teve um pequeno cameo que consagrou ainda mais a sua imagem de sensual adolescente.
Foi preciso esperar até 2004 para ter o seu primeiro papel de destaque no cinema. Em The Girl Next Door a imagem sexy de Elisha é aproveitada ao máximo quando ela encarna uma jovem actriz pornográfica que seduz um adolescente. O filme teve sucesso, tanto nas bilheteiras como na critica, e a jovem surpreendeu tudo e todos ao dizer que para se inspirar na personagem, "devorou" várias edições da revista Playboy.

Hoje, para além de continuar envolvida na serie 24, a jovem actriz está neste momento nas filmagens do remake do filme The House of Wax enquanto, para desalento de muitos dos fãs, prepara-se para dar o nó com o namorado de sempre, Trace Ayala, assistente e melhor amigo do cantor pop Justin Timberlake.
Elisha Cuthbert é do genero de actrizes que provavelmente terá uma carreira fulgurante, com altos e baixos, um pouco à medida de Kim Novak nos anos 50. Resta saber se terá a oportunidade de desempenhar papeis tão marcantes como a actriz que deu a vida a Madeleine em Vertigo.
Próxima Brasa de Verão: Emmy Rossum
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:58 AM | Comentários (6)
julho 20, 2004
Brasa de Verão: Diane Kruger - Helena Encarnada...
Foi a sua beleza que a fez ser escolhida para dar vida à mais mitica personagem feminina da história: Helena de Troia.
Mas foi o seu talento que a tem vindo fazer singrar no mundo do cinema. Para já tem estado apenas na Europa a mostrar o que sabe, mas depois de Troy, não deverá ser dificil ver esta bela germânica a brilhar em Hollywood...

Nascida a 15 de Julho de 1976 - tem portanto já 28 anos - esta jovem alemã tem um percurso um tudo idêntico ao de Charlize Theron, a última actriz que apresentámos.
Também ela começou a sua carreira no ballet, onde lhe adivinhavam um futuro promissor. Era de tal forma talentosa que logrou estudar na Royal Ballet Scholl em Londres. Mas, tal como Theron, também uma lesão no joelho a afastou da dança e a levou para as passerelles.

Tinha apenas 15 anos de idade quando em 1992 foi a finalista do concurso Elite Model Look. Durante a primeira parte da década de 90 foi uma das modelos mais requisitadas das passerelles. Depois não resistiu ao chamamento do cinema e em 2002 estreava-se na sétima arte no filme Mon Idol.
A sua prestação foi aplaudida pela dificil critica francesa e não tardou Diane Kruger a ser uma das actrizes mais requisitados pelos realizadores europeus. Em 2003 esteve em destaque em dois filmes. O primeiro foi a comédia Ni pour, ni contre (bien au contraire), e o segundo foi Michel Vaillant, a adaptação da celebre banda-desenhada ao grande ecrãn. Nesse filme a jovem Kruger fazia de Julie Wood, uma das mais carismáticas personagens das aventuras e saiu-se bastante bem. De facto a sua aventura no cinema estava a correr-lhe bem.

Ainda em 2003 começou a rodagem de Troy. O filme era um projecto monstruoso da Warner Bros e era liderado por Wolfgan Peterson, que não teve pejo em escolher para o papel mitico de Helena de Troia, a sua compatriota. Com uma exigência apenas em relação ao seu fisico - engordar 15 quilos - Diane trabalhou arduamente na rodagem em Malta, tendo sido bastante elogiada por Peterson, bem como pelos seus colegas. Quando o filme estreou nas salas foi uma desilusão para os fãs, um sucesso nas bilheteiras, mas a prestação de Diane Kruger esteve à altura das expectativas. Muitos disseram que seria a unica actriz realmente capaz de personificar Helena de Troia.

O filme teve o dom de apresentar Diane Kruger ao cinema norte-americano. Por isso não é de estranhar que os seus dois primeiros projectos para o próximo ano - Wicker Park e National Treasure - sejam de fabrico made in USA. Era o salto esperado e que Diane Kruger parece estar pronta para dar. Vamos ver se há mais talento por detrás de uma das caras mais bonitas do mundo.
Próxima Brasa de Verão: Elisha Cuthbert
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:46 AM | Comentários (1)
julho 19, 2004
Brasa de Verão: Charlize Theron - Ao sabor do Óscar
Charlize Theron já anda neste meio há bastante tempo. No entanto a grande consagração veio em Fevereiro passado quando lhe foi atribuida a estatueta de melhor actriz, pelo seu notável desempenho em Monster.
Com um passado de modelo e um futuro de actriz já consagrada, vamos dar uma volta pela vida da mais galardoada das Brasas de Verão...

Apesar de muitos verem nela o protótipo da beldade californiana, Charlize Theron não podia ter nascido mais longe. Foi em Agosto de 1975 que nasceu na quinta de Benoni, onde era a única criança.
Sempre quis ser bailarina, e como tal teve de abandonar a natal África do Sul pelos palcos europeus. Infelizmente, ou não dirão muitos cinéfilos, uma lesão no joelho acabou com a sua carreira no mundo da dança. Mas mesmo assim, o cinema não foi a sua segunda opção.
A sua beleza quando adolescente já era indiscutivel e Charlize ficou na Europa a trabalhar como modelo fotográfico. Foi assim que começou a viajar para os Estados Unidos, e aos 18 anos, persuadida pela mãe, foi tentar a sua sorte a Los Angeles.

Esperou 8 meses por um trabalho que finalmente surgiu em 1995, mas a bela actriz nem sequer teve direito a falar. O seu segundo filme surgiu no ano seguinte. Em Two Days in the Valley e That Thing You Do, Theron limitava-se a passear a sua beleza pelo ecrãn. Só que, felizmente, foi nessa altura que os produtores começaram a reparar no seu potencial, não só fisico como artistico. Surgiu assim a oportunidade de ouro pela qual a sul-africana tanto esperava. Em 1997 foi escolhida para entrar ao lado de Keannu Reeves e de Al Pacino no filme Devil´s Advocate. O filme foi aplaudido pela critica e a sua prestação não foi esquecida. Tinha dado o primeiro passo rumo ao sucesso.

A verdade é que a partir daí a sua vida profissional começou a melhorar e muito.
Em 1998 entrou em dois filmes que a ajudaram a manter o nome junto das estrelas cintilantes. O primeiro foi Celebrities, o primeiro filme que fez com Woody Allen, que ficou tão impressionado com a actriz, que disse de imediato que queria voltar a trabalhar com ela, o que viria a acontecer 3 anos depois. Nesse ano fez ainda The Mighty Joe Young, que a consagrou também no genero de aventura.
Em 1999 foi a ternurenta mulher de Johnny Depp, em The Astronauts Wife, e a rapariga que fez Tobey Maguire despertar para a vida em The Cider House Rules. Em 2000 fez vários filmes, sendo que o mais belo foi The Legend of Bagger Vance, onde adopta a pose de menina do sul, inspirada por certo em personagens como Scarlett O´Hara ou Jezebel. O final do ano acabou por ser marcado pela sua presença numa edição da revista Playboy.

Em 2001 pela primeira vez a actriz rejeitou um papel na sua carreira. Foi o de estrela feminina em Pearl Harbour, papel que viria a ser atribuido a Kate Beckinsale, servindo de rampa de lançamento para a sua carreira. A razão?
Charlize tinha-se apaixonado pelo guião de Sweet November, e estava desejosa de voltar a trabalhar com o amigo Keannu Reeves. O filme foi um sucesso, tido como um dos mais belos dos últimos anos e a critica foi unânime: ali não está só um corpo, está uma actriz também.
Nesse mesmo ano voltaria a trabalhar com Woody Allen, como uma sex-bomb dos anos 50 em The Curse of the Jade Scorpio, e depois de um ano de 2002 algo acidentado, eis que chegou a sua confirmação no ano que findou.

2003 foi sem dúvida alguma, um ano regido por Charlize Theron.
O inicio do ano ficou marcado pelo seu papel em The Italian Job, ao lado de Mark Walbergh. Mas na verdade, Charlize há muito que estava disposta a trocar a sua imagem - que estava tão presente em The Italian Job - por uma outra, mas selvagem, mas também mais de actriz.
Como Elizabeth Taylor em Who´s Affraid of Virginia Wolf, engordou 30 kilos e transformou-se para dar vida a Aeillen Wournos, a sua mais perturbante personagem, no filme independente Monster.
A critica ficou pasmada com a soberba interpretação e desde logo o seu nome ficou colado ao óscar. E assim foi, a 29 de Fevereiro de 2004. A actriz tinha visto o seu lugar posto em causa pelo notável papel de Dianne Keaton, mas a vitória não lhe escapou. Justa foi a consagração de uma actriz que na última decada tem lutado imenso por se afirmar junto dos grandes nomes da representação.

Para o futuro, Charlize tem já inumeros planos. Dará a vida a uma bond-girl, Britt Eckland, em The Life and Death of Peter Sellers. Será a estrela de Aeon Flux, Class Action e The Head in the Clouds, e não admiraria a ninguém que estivesse presente num dos próximos projectos de Woody Allen.
Curiosamente, ao contrário da sua vida profissional, a sua vida pessoal tem sido conturbada. Tinha 15 anos quando o pai atacou a mãe e esta matou-o em defesa legitima. Por isso não foi acusada, mas esse facto marcou-a muito. Apesar de ter sido considerado como uma das mais timidas modelos da década, não teve problemas em Maio de 1999 em posar nua para a revista Playboy.
Namorou durante 3 anos com Stephan Jenkins, o vocalista dos Third Eyes Blind, mas desde Agosto de 2001 que anda com o actor irlandes Stuart Townsend.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:19 AM
julho 18, 2004
Brasa de Verão: Anne Hathaway - A Princesinha
Anne Hathaway não é a sex-symbol da juventude americana. É recatada demais para isso. Não é também a rapariga modelo para as adolescentes dos EUA. É demasiado humilde e recatada para o efeito. Mas mostra ter muito talento e uma margem de progrssão enorme que a fazem um dos nomes a ter em conta para o futuro...

Mais um produto da televisão que acabou por fazer furor no mundo das comédias de adolescentes.
Anne Hathaway, nascida a 12 de Novembro de 1982 no bairro de Brooklyn, em Nova Iorque.
Foi caracterizada pelo seu realizador em Princess Diaries como uma "rapariga multi-talentosa, uma combinação de Julia Roberts, Audrey Hepburn e Judy Garland".
Que melhor cartão de visitas podia ela apresentar?

A sua carreira começou na escola, onde foi a primeira adolescente admitida no programa de encenação Barrow Group. Foi um inicio auspicioso. Estavamos em 1997, tinha ela ainda 15 anos. Dois anos depois surgiu o convite para entrar na serie Get Real que foi a sua primeira porta no mundo do espectáculo profissional.
No entanto o verdadeiro salto acaba por acontecer dois anos depois. Em 2001 é contratada para o papel principal na comédia Princess Diaries. A sua interpretação como rapariga que descobre que é princesa e tem de modelar a sua vida mediante a sua nova condição foi uma das mais aplaudidas no ano e valeu-lhe várias nomeações como a actriz revelação do ano.

A partir do sucesso de Princess Diaries ela construiu uma carreira que ainda está numa fase inicial. Em 2001 fez ainda The Other Side of Heaven e no ano seguinte estrelou Nicholas Nickleby.
Depois de um ano de 2003 parado, regressou este ano em estilo.
Ella Enchanted foi um regresso em estilo na comédia para adolescentes, a área onde aí está mais à vontade. Para o final do ano está o regresso das aventuras da jovem Mia Termopolhis em Princess Diaries 2: The Royal Engagement.
Havoc e Brockback Mountains estão na linha da frente para o próximo ano, projectos em que a sua presença será notada.

A vida pessoal adequa-se à das suas personagens. Não é muito polémica como algumas rivais - Lindsay Lohan e Hillay Duff, por exemplo - mas também não gosta de dar a imagem de "santa". Já teve alguns problemas e soube encará-los de frente o que acaba por ser um ponto mais a seu favor. Pode não ser a rainha das adolescentes americanas, mas tem tudo a favor para ser a princesinha da América.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:06 AM | Comentários (1)
julho 17, 2004
Brasa de Verão: Angelina Jolie - A Sex-Symbol do Virar de Século
Assumidamente a grande sex-symbol deste início de século, Angelina Jolie é também uma das actrizes mais promissoras da sua geração. A filha do também grande actor Jon Voight, foi já galardoada com um óscar e tem uma carreira de sucesso pela frente. Resta saber se Angelina Jolie vai saber equilibrar os filmes da "sex-symbol" com os filmes da actriz...
Nascida de uma estrela, a jovem Angelina Jolie Voight soube, também ela e a seu tempo, tornar-se numa.
Viu a primeira luz da vida a 4 de Junho de 1975, e tudo indicava que o seu futuro seria guiado pelas estrelas mais brilhantes. Na verdade, com apenas 29 anos, Angelina já fez de tudo um pouco. Teve alguns dissabores na vida mas, para compensar, alcançou o estrelato bem mais cedo do que muitos prognosticavam quando deu os primeiros passos no mundo do cinema.
Apesar de ter sonhado em ser directora de uma casa mortuária quando jovem - Angelina é também conhecida pelas suas extravagâncias - o facto de pertencer a uma familia completamente ligada ao cinema acabou por ser decisiva na escolha do seu futuro. Não só o pai, Jon Voight era um actor consagrado, como também a sua mãe Marcheline Bertrand, e os seus padrinhos - Maximillian Schell e Jacqueline Bisset - eram nomes de vulto da 7º Arte.
O primeiro papel de Angelina surgiu logo quando esta tinha 7 anos de idade, em 1982 no filme Looking to Get Out, ao lado dos pais. No entanto o divórcio dos pais, levou-a a afastar-se de Hollywood, não estranhando que aos 14 anos iniciasse uma carreira de sucesso no mundo da Moda, sendo uma das princesas das passerelles do final dos anos 80. Entretanto Angelina mostrava o seu caracter multi-facetado. Não só terminou brilhantemente o liceu com apenas 16 anos, como era uma habitual auxiliar do irmão, o realizador James Heaven. Curiosamente, "Angie" - como é tratada pelos amigos - tatuou um H na coxa direita, em homenagem ao irmão e também ao namorado da época, o actor Timothy Hutton. A sua relação profunda como James, chegando ele a ser o seu habitual parceiro em cerimónias, levou mesmo a que se colocasse a hipótese de ambos terem uma relação incestuosa, o que foi categoricamente negado por ambos.
Depois de ter tirado um curso na escola Lee Strasberg - a mais conceituada escola de representação cinematográfica - a jovem modelo virou definitivamente actriz. Em 1993 entrou no filme Cyborg2. Foi no entanto 2 anos depois que finalmente deu-se a conhecer ao mundo em Hackers. O filme foi um relativo sucesso e um bom ponto de partida para o desenvolvimento da sua carreira. No mesmo ano fez ainda Whitout Evidence, e em 1996 seria uma das muitas caras bonitas de Love Is All There Is. A primeira vez que uma interpretação sua criou polémica foi nesse mesmo ano, quando se despiu pela primeira vez num filme: Mojave Moon. Criticada por alguns sectores mais conservadores de Hollywood, habituados a ver nela a filha de Jon Voight, a jovem mostrou que gosta de escandalizar e repetiu a dose em Foxfire. Depois de ter casado nesse mesmo ano com Johnny Lee Miller, Jolie teve de ouvir de novo a crítica, mas desta vez teve resposta à altura.
Acusada por muitos de querer impor-se primeiro pelos seus dotes fisicos e só depois pela interpretação, Angelina deu vida a um excelente papel no tele-filme George Wallace. Estavamos esclarecidos: ali havia actriz.

Em 1998 voltou a ser alvo de polémica ao reprsentar a modelo lésbica Gia Carangi, que tinha morrido pouco antes vitima de SIDA. Não só o seu papel foi exuberante, como também serviu de aviso à indústria. Era preciso começar a alertar as pessoas para o perigo da doença. No entanto, mais uma vez, foram as suas cenas de nus que despertaram a polémica. Ainda em 1998, Jolie entraria no filme Playing By the Heart. O ano seguinte seria atribulado. Divorciaria-se de Miller e entraria em três filmes, que, de uma forma ou outra, acabaram por moldar a sua vida nos anos seguintes. Em The Bone Collector trabalhou ao lado de Denzel Washington e deu pela primeira vez vida ao seu estilo de personagem favorita: uma agente policial com um gosto pelo extravagente. Nesse mesmo ano faria Pushing Tin, onde era apenas um nome do elenco, atrás da dupla Jonh Cusack e Billy Bob Thornton. O filme acabou por ser o ponto de partida para a relação entre ela e Thornton, que ficaria consumada no casamento do ano seguinte. Finalmente, esse foi também o ano de Girl Interrupted. Apesar de no inicio ter passado ligeiramente despercebido, foi aplaudido pela critica e não surpreendeu muita gente que em Março de 2000 ela fosse ao palco do Shrine Auditorium para receber o seu óscar de melhor actriz secundária. Emocionada pelo sucesso súbito, lembrou que era o primeiro óscar em que tocava pois o pai nunca lhe deixara mexer no seu (ganho em 1978 por Coming Home).
Este acabaria por ser o ponto de mudança na carreira de Angelina Jolie.
2000 consagraria não só a actriz como também a sex-symbol.
Em Gone in 60 Seconds, foi uma Angelina Jolie loira a deixar louco Nicholas Cage bem como a audiência, que desconhecia essa sua faceta mais sexy. Repetiu ao dose ao lado de Antonio Banderas em Original Sin e entraria para a história como a actriz que daria vida à mais legendária personagem feminina de video-jogos: Lara Croft.
Depois da polémica à volta de um eventual implante de silicone que ela sempre negou, exigido pelos estúdios para poder representar a personagem, Angelina Jolie encantou os fãs da serie no primeiro filme, voltando dois anos depois a recuperar o papel, em The Cradle of Life. Além de dar vida a Lara, também era ela que fazia todas as cenas de duplos, ganhando assim - tal como Tom Cruise em MI: 2 - um cada vez maior respeito dentro da comunidade cinematográfica.
Entretanto foi também nomeada embaixadora da Boa Vontade pela ONU, tendo mesmo adoptado um pequeno vietnamita que baptizou de Maddox. A sua vida pessoal deu uma volta de 180º quando se decidiu separar de Billy Bob Thornton pondo assim fim a uma das mais carismáticas relações de Hollywood.
2004 está a ser um ano em cheio para a actriz.
Para além do notável desempenho em Taking Lives, Angelina Jolie estará ainda presente em mais dois titulos a ver. Em Sky Captain and The World of Tomorrow ela dará vida a uma comandante de um esquadrão feminino, enquanto que em Alexander ela será Olimpia, a mãe do imperador macedónio. Por fim também contamos vê-la em Mr and Mrs Smith, um thriller a lembrar Prizzis Honour, e a dar a voz a Lola no filme animado da Dreamworks, Shark Tale.
Angelina Jolie não precisa de facto, de introduções. Eleita vezes sem conta como a mais sexy ou a mais bela mulher do Mundo, ela é hoje um simbolo da beleza feminina. Não deixou no entanto de lado a sua vertente mais extravagante que está bem visivel nas inumeras tatuagens que povoam o seu corpo, ou nas suas atitudes de menina-rebelde.
Aos 29 anos de idade esta actriz ainda tem muito para dar ao cinema. Esperemos todos que ela continue a seguir em frente, sem olhar a medos, para que nos acompanhe ao longo da nossa vida com um estilo ao qual só ela consegue dar vida.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:10 PM | Comentários (1)
julho 16, 2004
Brasa de Verão: Amy Smart - A menina com consciência social
Com quase uma década de actividade no cinema, Amy Smart ainda não conseguiu impor o seu talento à frente da sua beleza. Apesar de ainda estar muito agarrada à imagem de "loira californiana",a verdade é que a jovem actriz é muito mais do que isso. Porta-voz de uma associação ambiental, ela consegue ser dos poucos nomes em ascensão de Hollywood com uma verdadeira consciência social...
Esta jovem de signo Carneiro - nasceu a 26 de Março de 1976 - não começou a sua carreira no teatro. Fez-se no cinema!
Inicialmente, Smart era apenas figurante, pois nenhum realizador perdia a oportunidade de aproveitar o seu ar de loira inocente e ao mesmo tempo intrigante. Foi dessa forma que o nome da actriz surge numa serie de pequenos titulos a partir de 1997.
Campfire Tales foi o seu primeiro, mas o primeiro filme de destaque em que o seu nome surge no elenco, é o filme de culto Starship Troopers. Estavamos em 1997 e no mesmo ano ainda entrou em High Voltage. Mas, como sempre, era a sua beleza física e não o talento que lhe garantia os papeis. Seria uma constante até hoje, apesar de muitos criticos serem unânimes ao apontar-lhe um enorme potencial.
Quer 1998, quer 1999 iam ser anos de muito trabalho para Amy Smart, mas um trabalho baseado em pequenas comédias de adolescentes. How To Make The Cruelest Month ou Varsaty Blues são titulos exemplificativos dessa fase.
Em 1999 volta à televisão (tinha tido uma curta presença em 1996) na serie Brookfield, entrando no ano seguinte na mini-serie de sucesso "The 70´s".
Foi a partir deste ano que a sua carreira deu o salto. Porque veio Road Trip, e a celebre cena de nudez que a transformou numa sex-symbol para milhões de teenagers nos Estados Unidos.
A verdade é que inicialmente o seu papel não era mais do que um contra-ponto feminino á comica actuação de Sean William-Scott e Tom Green. Mas a celebre cena com Breckin Meyer, tornou-se num dos icones do filme e subitamente todos reparavam nela.
Foi dessa forma que de repente, já havia cada vez mais realizadores a quererem contar com ela para os seus filmes. No ano seguinte entraria noutra comédia delirante, Rat Race e seria a figurante-bonita de Pa Scotland, uma adaptação de MacBeth aos dias de hoje.
O problema, e Amy sabe-o, é que foi o corpo e não o talento que lhe tinham dado essa oportunidade. De facto, desde Road Trip todos os papeis que acabou por representar, resumiam o esteriótipo de jovem desejável. Aconteceria nos anos seguintes e este ano provou não ser exepção. Para além de estar ao lado de Aschton Kutcher em The Butterfly Effect, e de protagonizar Win a Date With Ted Hamilton, foi uma das sex-toys de Ben Stiller e Owen Wilson em Starsky and Hutch.
Blind in Horizon e Caught in the Act são os seus próximos projectos, uma tentativa mais série de Amy Smart encarar a sua forma de estar no cinema norte-americano. Mas, como disse-mos no lead, o seu papel de estrela não se resume ao passeio da fama. Desde 1998 que ela é a porta voz de uma associação que luta contra a poluição dos oceanos. Já conseguiu convencer alguns colegas a apoiarem o movimento que tem ganho particular apoio junto da ala ecologista de Hollywood.
Quanto à sua vida pessoal, apesar de surgir como sempre disponivel no ecrãn, a verdade é que desde os 18 anos que mantem uma relação com o também actor, Brandon Williams.
Com 28 anos, Amy Smart está a caminho de uma encruzilhada. Ou se decide em dar um diferente rumo à sua carreira, enveredando por papeis mais sérios do que meninas de liceu, ou então corre o risco de cair no grupo de actrizes que ficarão apenas na história pelos seus papeis enquanto jovens e bonitas. Esperemos que não seja o caso porque Amy Smart não merece!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:00 PM
julho 15, 2004
Brasa de Verão: Amanda Bynes - Miss Maturidade
O trono de rainha de teen-queens tem sido alvo de grande luta no último ano e meio. Amanda Bynes é uma das mais fortes candidatas. A pequena actriz de What a Girl Wants, é hoje uma das mais promissoras actrizes de Hollywood.
Tem a vantagem de se apresentar como uma rapariga normal, sem vicios e com uma enorme vontade de trabalhar. É a miss maturidade que vem do outro lado do Atlântico...
Californiana de gema, Amanda Bynes veio ao mundo a 3 de Abril de 1986 em Thousand Oak, uma localidade não muito longe de Hollywood, onde hoje brilha a grande altura.
Ao contrário de muitas das meninas-prodigios que abundam na "meca do cinema", Amanda começou na televisão e não no teatro, quando com 7 anos rodou um anúncio para a marca Nestlé. Mas, de facto, representar estava na sua natureza. Cedo entrou em várias peças de teatro locais, sendo por várias vezes elogiada pela crítica, especialmente aquando da sua representação do clássico To Kill a Mockingbird. Com apenas 9 anos foi convidada a entrar no elenco de All That, uma serie de TV de bastante sucesso. Ainda hoje a jovem Amanda diz que as pessoas têm dificuldade em assumir que ela cresceu, mas quem olha para a Amanda de hoje nunca teria essa dúvida!
O grande salto deu-se quando a jovem Amanda tinha apenas 13 anos. Foi aí que lhe deram a oportunidade de ter o seu próprio show de TV, o "The Amanda Show". A sua personagem tinha tido tanto sucesso na serie de TV que o estúdio achou que um show só dela seria bom para as audiências. Foi de facto bom para o estúdio, mas essencialmente para Bynes.
No entanto, ao contrário de algumas potenciais "rivais" na corrida ao trono de modelo da juventude feminina norte-americana, Amanda era o mesmo fora e dentro do ecrãn. Aluna de 20´s, terminou o liceu com facilidade e sempre assumiu que preferia seguir o modelo que os pais lhe tinham ensinado, a deixar-se corremper pela vida de luxo de Hollywood.
Em 2002 deu o salto para o cinema no filme Big Fat Liar, onde entra ao lado de Frankie Muniz, outra estrela ascendente na cidade. O filme foi um sucesso e rapidamente choveram convites para novas comédias ligeiras. Foi aí que surgiu a hipótese de Amanda ser a estrela de What a Girl Wants, o filme que a catapultou definitivamente para o estrelato. Nesse filme, em que ela protagoniza, tendo como "pai" o actor Colin Firth, a jovem representa a all-american jovem que descobre que o pai é um politico inglês que está a concorrer a umas eleições. Surge o dilema de encontrá-lo, destruindo assim a sua candidatura, ou esperar a altura certa. O filme foi um grande sucesso e Amanda Bynes foi nomeada para vários prémios.
Hoje a sua carreira avança a passos largos. Não só entra na serie What I Like About You, como se prepara para entrar em dois projectos aliciantes. Em Robots, um filme animado, dá a voz a uma das personagens principais, enquanto que em Lovewrecked, é de nova a estrela de uma comédia romântica com o habitual happy-end.
A sua vida pessoal, tal como a sua carreira, tem sido muito bem gerida. Longe de entrar em escândalos, que já destruiram algumas carreiras promissoras de jovens da sua idade, Amanda mantem um low-profile admirável. Até há bem pouco tempo abriu uma excepção ao divulgar publicamente um namoro relampago com o colega de serie, Nick Zano, mas passado poucas semanas já tudo tinha terminado.
O seu low-profile tem-lhe custado, segundo muitos, pontos na corrida contra nomes como Lindsay Lohan ou Hillary Duff, mas a jovem não parece querer voltar atrás na sua decisão: ser uma actriz madura e nada mais!
Próxima Brasa de Verão: Amy Smart
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:32 PM
julho 14, 2004
Brasa de Verão: Alison Lohman - Idade para quê?
Apesar de parecer ainda uma jovem, Alison Lohman leva na bagagem alguns anos de experiência e muitas provas dadas do seu talento. A sua beleza quase angelical e a sua capacidade de se desmultiplicar em personagens de diferentes idades, fazem dela uma das mais requisitadas actrizes do momento. E qual sereia, aqueles que ela capta com aquele olhar de anjo perdem-se para todo o sempre...
Quem diria que Alison Lohman nasceu em Setembro de 1979 e tem portanto 25 anos de idade? Pelo menos não aqueles que a viram como a filha de 14 anos de Nicholas Cage em Matchstick Men. Nem os restantes. Alison Lohman não aparenta, nem de longe nem de perto, a sua verdadeira idade. Para aqueles que ainda a vêm como a adolescente com cara de anjo, informa-se que Lohman tem já uma carreira bem lançada, tendo entrado, para além no filme de Ridley Scott, no fenómeno de Tim Burton que foi Big Fish. Mas vamos por partes.
Lohman nasceu em Palm Springs na Califórnia. Começou a representar aos 9 anos de idade, e venceu o primeiro prémio de representação quando tinha apenas 11 anos. No entanto a jovem também sabia cantar e dançar, o que lhe abriu diversas portas no mundo do espectáculo. Recebeu vários prémios ainda quando andava no secundário, ganhando mesmo uma bolsa de excelência que recusou, por preferir uma aventura no mundo do cinema, em Hollywood. A sua experiência como cantora ajudou-a a pertencer a coros que acompanharam nomes como Frank Sinatra ou Bob Hope nos últimos albums.
Estreou-se no cinema em 1998, com 17 anos no filme Kraa! The Sea Monster. Foi rapidamente descoberta pelos caça-talentos e o ano seguinte foi em cheio para a jovem californiana que entrou em 3 diferentes peliculas. Em The Thrirteen Floor, The Auteur Theory e Planet Patrol. Apesar de nenhum destes filmes ser um titulo facilmente reconhecível aos espectadores, foi essa experiência de base que lhe deu um estatuto importante.
O ano seguinte foi igualmente de muito trabalho, tendo entrado na sua primeira serie de TV, Tucker. Além do mais entrou em The Million Dollar Kid, o seu filme mais importante do ano. O ano seguinte foi em tudo igual a 2000, com a participação na serie Pasadena a valer-lhe um casting para o filme de Kevin Costner Dragonfly. No filme Lohman fez de uma jovem com cancro e teve de rapar o seu longo cabelo loiro. No final as cenas acabaram por não entrar no filme mas obrigaram-na a usar uma peruca no seu projecto seguinte, o primeiro grande sucesso que teve: White Oleander.
Nesse poderoso drama, Alison Lohman pode trabalhar pela primeira vez com nomes consagrados como Michelle Pfeifer e René Zellweger. O seu papel foi largamente elogiado pela critica e acabou por ser decisivo na escola de Ridley Scott, que procurava uma rapariga que pudesse passar por 14 anos, embora nãos os tendo. Alison tinha 22 mas de facto não parecia e o realizador não teve pejo em dar-lhe o papel de Angela, a filha do vigarista representado por Nicholas Cage. O filme foi um sucesso e no final todos os que o viram sairam da sala com a bela Alison na cabeça.
A sua carreira tinha finalmente começado. Ainda os espectadores a lembravam pelo filme de Scott e já ela surgia de novo, agora no poético papel de Sandra, a paixão de Ewan McGregor no filme Big Fish. Apesar de isso não ser muito comum na filmografia de Burton, a verdade é que a luz que irradiava do olhar de Lohman tornou-se um dos pontos altos do filme. A jovem actriz recebeu o merecido aplauso da crítica e prepara-se agora para continuar a sua evolução ao lado de um outro talento em potência, Gabriel Garcia Bernal e Sam Shepard em The King.
Próxima Brasa de Verão: Amanda Bynes
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:20 PM
julho 13, 2004
Brasa de Verão: Alexis Bledel - Rapariga com Juizo
Alexis Bledel é uma adolescente atípica num país em que a beleza fisica se sobrepõem a qualquer outro critério. Não deixa de ser bela, mas é na representação onde encontramos a verdadeira aposta da sua carreira. Alexis é um nome a memorizar até porque o Hollywood tem a certeza que ainda ouviremos falar muito dela.
Que melhor actriz para começar a nossa rúbrica do que uma mistura explosiva de beleza e talento como Alexis Bledel...
Nascida no Texas, esta jovem actriz de apenas 22 anos (16/9/82) tem vindo a conseguir encontrar o seu espaço na Meca do Cinema.
De ascendência hispânica (pai argentino e mãe mexicana) a jovem Alexis teve o espanhol sempre como primeira lingua. Só aprendeu inglês quando chegou á escola. Isso contribuiu para fazer da pequena Alexis uma rapariga muito timida. Foi a pensar nisso que os pais insistiram para que entrasse com apenas 8 anos numa peça de teatro local. A sua performance foi muito bem conseguida e não tardou em ser recrutada para o mundo da Moda, tendo desfilado em Nova Iorque e Toquio.
Foi apenas com 19 anos que chegou a oportunidade de passar das passereles para a representação, a sua verdadeira paixão.
Em 2000 foi convidada para fazer o piloto da serie Gilmore Girls. Ficou com o papel de protagonista e rapidamente criou grande empatia com o público tendo sido uma das razões para o sucesso da série.
Depois de ter sido a estrela de Gilmore Girls (a maior parte da nova vaga de actrizes tem as series de TV como uma escola importante), a jovem Alexis entrou no filme Tuck Everlasting em 2002. A actriz já vinha rotulada de menina-bonita e no filme de Jay Russell, brilhou ao lado de um elenco de luxo que contava também com William Hurt e Sissy Spacek. O filme não só a consagrou definitivamente com actriz com potencial, como aumentou ainda a sua fama junto do público, que continuava a segui-la na serie Gilmore Girls.
A sua fama esteve de tal forma em alta que nesse ano a revista People designou-a uma das 25 actrizes mais sensuais com menos de 25 anos em Hollywood.
No entanto quando todos esperavam que a jovem Alexis aproveitasse a onda da fama, ela surpreendeu meio mundo. Durante dois anos dedicou-se de corpo e alma á serie de TV, granjeando um estatutode destaque dentro da Warner Bros que já considera como hipótese viável criar uma sitcom só para ela, como aconteceu com outras teen-actresses.
Só em 2004 é que voltaria ao cinema no filme DysEnchanted, uma comédia em que sete heroinas se reunem uma vez por semana para fazerem terapia. Alexis representava Goldilocks nesta interessante comédia e foi aplaudida no festival de Sundance.
De facto foi só este ano que Bledel entrou definitvamente no cinema. Depois do sucesso de DysEnchanted, a actriz entrou em mais dois filmes que se encontram em pós produção - Bride and Brejudice, realizado pela autora de Bend it Like Beckham, e também The Orphan King.
Para além disso o próximo ano também promete novidades. Além de estar no fabuloso elenco de Sin City, a aventura de Robert Rodriguez, Frank Miller e outros nomes de culto, em Sisterhood of the Travelling Pants a actriz tem lugar de destaque assegurado.
Reservada, Alexis Bledel tem uma caracteristica pouco comum nesta nova vaga de raparigas sensuais: a vida privada é mesmo privada.
O seu nome não surge nas revistas ao lado de novos companheiros desde que começou uma relação com o seu colega de Gilmore Girls, o actor Milo Ventimiglia. Já teve ofertas de revistas como a Maxim ou a QG para posar, mas recusou sempre. Diz ela que ser actriz é a sua vocação e que não vê necessidade desse tipo de exposição. Um modelo de vida ou uma mensagem ás suas potenciais rivais que disputam o trono de teen-star nos EUA, uma guerra mais tensa que a disputa de rainha no baile de finalistas.
Na verdade Alexis Bledel é quase um inicio atípico para a nossa rúbrica. Apesar de extremamente bonita, a jovem prima mais pelo seu talento do que pela exuberância fisica. Bledel tem todas as hipóteses de ser aquele tipo de actriz que acaba mesmo por singrar pelo seu talento, em vez de pela sua beleza. E como todos sabemos isso tem as suas vantagens, porque a carreira de actriz é para uma vida inteira. Algo de que muitas jovens actrizes ainda não parecem ter-se apercebido.
PRÓXIMA BRASA DE VERÃO - Alisson Lohman
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:58 PM | Comentários (2)
julho 12, 2004
Brasas de Verão
A nova rúbrica diária do Hollywood terá o sugestivo nome de Brasas de Verão.
No ambiente mais relaxado e quente que é esta estação do ano, o Hollywood decidiu pegar em 30 actrizes, cuja idades variam entre os 16 e os 30 anos de idade e fazer uma pequena biografia com galeria de imagens diária. As actrizes escolhidas já dão ou vão dar que falar, não só pelo seu talento mas também pela sua beleza.
Este espaço é para ser visto pelos nossos visitantes não como uma galeria gratuita de machismo (a antever eventuais criticas, aviso que quando esta serie terminar começará uma igual, mas dedicada a actores) mas como um espaço onde podemos admirar ao pormenor algumas das divas que nos arrastam ás salas de cinema.
Amanhã teremos então a primeira diva deste verão. Não se esqueçam de acompanhar diariamente a rúbrica Brasa de Verão
Aqui fica a lista das trinta actrizes escolhidas pelo Hollywood e que irão desfilar por este espaço durante o próximo mês. Se a sua actriz favorita não estiver neste leque, envie-nos uma sugestão, porque no última dia iremos fazer um especial sobre as eleitos do público que o Hollywood esqueceu de mencionar. Este espaço é também vosso!
AS 30 BRASAS DE VERÃO
Alexis Bledel
Alisson Lohman
Amanda BynesAmy Smart
Angelina Jolie
Anne Hathaway
Charlize TheronDiane Kruger
Elisha Cuthbert
Emmy Rossum
Eva Green
Evan Rachel Wood
Hillary Duff
January Jones
Jessica Alba
Jessica Biel
Julia Stiles
Katie Holmes
Keira Knightley
Kirsten Dunst
Lindsay Lohan
Mandy Moore
Mena Suvari
Natalie Portman
Piper Perabo
Reese Witherspoon
Sarah Michelle Gellar
Scarlett Johansson
Shannon Elizabeth
Tara Reid

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:37 PM
maio 22, 2004
Hall of Fame - Alfred Hitchcock
O mestre do suspense é um nome incontornável na história do cinema. Nos EUA sempre o viram como mais um excêntrico inglês, mas foi na Europa que o seu valor como um dos mais notáveis cineastas de todos os tempos, foi consagrado. Alfred Hitchcock fez-nos ver o que era de facto o medo!

Estava o século XIX a dar os últimos suspiros quando pela primeira vez respirou aquele que viria a ser o maior génio do cinema britânico. Alfred Hitchcock nasceu em Leytonstone, um bairro na cidade de Londres.
Teve uma educação segundos os principios vitorianos da época e sempre esteve destinado a seguir uma profissão popular, como o seu pai que era merceeiro.
No entanto, nos anos 20 Alfred descobriu o cinema e nunca mais o largou.
Nesse ano foi contratado como desenhador de titulos, uma profissão que desempenhou durante dois anos. Em 1923 o realizador do estúdio ficou gravemente doente e o director mandou Hitchcock acabar as filmagens. O filme era Always Tell Your Wife e o seu desempenho como realizador impressionou de tal forma os responsáveis que a partir desse momento Alfred Hitchcock se tornou oficialmente realizador do estúdio. Só que no mês seguinte o estúdio abriu falência e o jovem de 24 anos teve de ir trabalhar como assistente de direcção para Michael Balcon.

Foi preciso esperar até 1925 para que na Gainsborough Pictures lhe dessem finalmente a oportunidade de realizar um filme. The Pleasure Garden foi o título que o acabaria por lançar para a ribalta do cinema britânico.
Em 1927 chega o seu primeiro grande sucesso, The Lodger. O filme seria também o primeiro de uma série infindável em que o próprio realizador fazia um pequeno "cameo" no início. Tornar-se-ia uma das suas imagens de marca.
Outra seria revelada a François Truffaut numa entrevista concedida nos anos 60. O realizador chamou-lhes "MacGuffins", ou seja o engodo para a narrativa. Todos os filmes do realizador se passaram a distinguir dos demais filmes de suspense exactamente devido aos MacGuffins.
Com Blackmail em 1929, The Man Who Knew To Much em 1934, The 39 Steps em 1935 e Sabotage em 1936, Hitchcock tornou-se no mais reputado realizador inglês. Não surpreendeu ninguém que em 1940 tentasse uma aventura em Hollywood. A principio todos os estudios o rejeitaram dizendo que seria incapaz de fazer um filme à maneira de Hollywood. Até que David Selznick lhe ofereceu um contrato para realizar Titanic. O filme não se fez e em vez disso Hitchcock realizou Rebeca. O seu primeiro filme americano seria coroado de sucesso e seria mesmo o vencedor do óscar de Melhor Filme. O que era para ser uma aventura, acabou por se tornar um mito.

Apesar de Rebeca ter sido o grande vencedor da noite dos óscares, o realizador nunca ganhou nenhum. Algo imperdoável para muitos, incluindo para o próprio que, quando em 1980 recebeu um óscar honorário, sarcasticamente agradeceu com um simples "thank you".
Mas a verdade foi que é a partir de Rebeca que o mito do mestre do suspense inicia.
Em 1941, Suspicion é de novo um sucesso o mesmo se passando com o notável Shadow of a Doubt no ano seguinte. Em 1945 Spellbound voltou a ser um exito imenso tal como Notorious em 1946. Mesmo os seus filmes menos célebres se tornavam clássicos, como o próprio chegou a dizer.
Em 1948 com o filme Rope, inicia uma relação de grande cumplicidade com James Stewart que se vai estender durante a década de 50 em mais três filmes: o remake de The Man Who Knew To Much (1956) , Rear Window (1954) e a sua obra-prima, Vertigo (1958).
Também Cary Grant cedo se tornou um dos seus actores fetiches. Depois de entrar em Suspicion e Notorious, foi a estrela de To Catch a Thief (1955) e North By Northwest (1959) .

Mas quem conhece Hitchock sabe que nos seus filmes o papel principal cabe às mulheres. Mulheres sempre misteriosas com algo a esconder mas profundamente sensuais. Normalmente loiras, foram várias as que fizeram parte da vida e filmografia do realizador. Desde Madaleine Carrol a Tipi Hedren, passando pelas inevitáveis Ingrid Bergman, Grace Kelly, Kim Novak ou Janet Leigh. As mulheres eram a sua perdição e a dos seus personagens principais, mas eram também um objecto com que o realizador jogava habilmente. Como chegou a dizer, para ele o interessante nas mulheres era que se podiam "comportar como senhoras, mas depois serem umas verdadeiras putas quando a porta se fechava". O próprio Hitchcock chegou a dizer que actrizes como Marilyn Monroe ou Brigitt Bardot não lhe interessavam porque tinham o "sexo na cara".

Ao entrar na década de 60, chegaram as suas últimas grandes obras. Em 1960 o mitico Psico, em 1963 The Birds, Marnie em 1964 e Torn Curtain em 1966.
No entanto, depois destes poucos foram os projectos que o realizador acabou por levar até ao fim. A doença começava-o a atingir gravemente e, cada vez mais debilitado, o realizador acabou por sucumbir finalmente em 1980.
Mesmo na hora da morte o seu humor caústico esteve presente na inscrição que queria colocar na lápide "É isto que acontece a meninos que se portam mal"!.

A perda de Alfred Hitchcock foi uma das maiores perdas que o cinema já teve de suportar. Nunca nenhum realizador conseguiu fazer o público sofrer tanto, e de uma forma quase masoquista, porque é raro encontramos um filme dele que não tenha sido coroado de sucesso, quer económico quer cinematográfico.
O mestre do suspense deixou-nos, mas o seu fantasma ecoará para sempre nas salas de cinema, onde soube ser criar uma atmosfera única!
Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:25 PM | Comentários (1)
maio 14, 2004
Hall of Fame - Gene Tierney
Actriz notável mas essencialmente uma das mais belas mulheres que alguma vez entrou num filme. O seu nome acabou por ficar esquecido por muitos, mas aqueles que ainda se recordam do seu primeiro plano no filme Laura sabem que Gene Tierney nasceu para ser uma estrela.

Nascida a 19 de Novembro de 1920 em Brooklyn, desde pequena que Gene Tierney estava fadada para brilhar mais alto que todas as mulheres. E durante algum tempo de facto, assim o foi.
Educada junto da elite da costa Leste, desde cedo que ser actriz estava nos planos da jovem rapariga. Representava para os pais e amigos e tinha já aquele jeito que acabaria por celebrizá-la em Hollywood: o olhar de pequena menina mimada.
Depois de ter ido estudar para a Europa, como era comum à época, Gene passou a frequentar a Broadway começando mesmo a entrar em algumas peças. Ganhou destaque imediato pela sua beleza fisica, e rapidamente deu o salto para o cinema.

Foi Darryl Zanuck, produtor da Fox com olho para descobrir beldades, quem a levou para Hollywood. O seu primeiro papel de destaque surge logo em 1940 no filme Hudson´s Bay. No ano seguinte ia surgir ao lado do já consagrado Henry Fonda em The Return of Jesse James. Nesse ano fez ainda mais 5 filmes, o mais celebre tendo sido Belle Star. As suas interpretações eram elogiados por toda a critica que exigia à Fox que apostasse nela para um filme de destaque.

Foi preciso esperar por 1943 para isso acontecer. O realizador Ernst Lubitsch estava á procura de uma actriz talentosa e bonita para completar o elenco do seu O Céu Pode Esperar - Heavan Can Wait. Tierney foi a escolhida e a sua interpretação tornou-se um dos aspectos mais importantes do filme. Mais uma vez teve a critica a seus pés.
O ano de 1944 foi o da sua consagração como actriz e estrela. Foi o ano de Laura, filme de Otto Premminger em que ela é uma mulher cobiçada por três homens, um detective, o seu mentor e um artista. A cena em que ela surge pela primeira vez, depois de já a termos visto através de um quadro enorme, é de tal forma forte, que ainda hoje é a imagem de marca do filme.
No mesmo ano surgiu a consagração ao conseguir a sua nomeação para o óscar de Melhor Actriz pelo seu papel de mulher fatal e maquiavélica em Leave Her To Heaven. Não ganhou mas o nome de Gene Tierney tinha ganho o seu lugar na elite de estrelas.

The Ghost and Mrs Muir, o filme em que contracena com Rex Harrison é mais um a juntar ao leque de grandes titulos com a actriz, à altura tida como